Arquivo para 21 de novembro de 2013

DILMA MANIFESTA PREOCUPAÇÃO COM A SAÚDE DE GENOÍNO

A presidenta Dilma Vana Rousseff quebrou o silêncio e falou sobre o que sente sobre a prisão do deputado federal, licenciado, José Genoíno. Uma fala que veio satisfazer uma grande parte da sociedade que esperava ouvir de sua pessoa tal declaração. Embora não tenha sido uma fala crítica à posição individualista e marqueteira do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Entretanto, como diz o dito popular, “para o bom entendedor meia palavra basta”. Dilma manifestou sua preocupação com o estado de saúde de seu companheiro de partido. Ao manifestar essa preocupação ela, indiretamente, critica o arbítrio de Joaquim Barbosa, visto que em sua decisão obrigou Genoíno a permanecer preso em regime fechado, mesmo com toda gravidade de seu estado de saúde. Quando por lei deveria ser encaminhado para regime semiaberto.

Ela disse que manifestou sua preocupação com o estado de saúde de Genoíno em caráter pessoal. Mas se sabe que toda fala é social, porque é um discurso sustentado por uma partícula linguística constituída socialmente, chamada conteúdo. Daí que quando se enuncia se enuncia sempre outrem em outrem. Ou seja, como sujeito-social. Dilma também falou em “preocupação humanitária”, o que implica que a decisão de Joaquim Barbosa mostra a ausência humanitária nele. Além do mais, a questão humanitária, como diz Marx, passa por uma posição de elevação do homem como ser genérico. O que o torna humanizado. O que para muitos é impossível. Se saiu bem, Dilma.

“Eu não falo observações, críticas ou análises a respeito de sentenças da Suprema Corte do meu país, e acho que esse é um procedimento exigido dos presidentes dos Poderes, não é só de mim, é dos presidentes dos Poderes no sentido de respeito a outro Poder e convivência harmônica pois, caso contrário, eu estaria desrespeitando a Constituição.

Eu manifestei de fato uma grande preocupação humanitária em relação à saúde do deputado federal José Genoíno. Fiz porque sei as condições de saúde dele, ele teve uma doença extremamente grave do coração, e sei que ele toma anticoagulante.

Eu estive encarcerada com a mulher do Genoíno, que se chama Rioko, durante o período da ditadura militar. Portanto, manifestei a minha preocupação com a saúde dele em caráter estritamente pessoal”, falou Dilma.

Enquanto isso, o laudo do estado de saúde de José Genoíno, feito pelo Instituto Médico-Legal da Polícia Civil de Brasília considerou que seu estado “é bastante delicado e inspira cuidados”, disse o advogado do deputado, Luiz Fernando Pacheco.

Por sua vez, a bancada de senadores do Partido dos Trabalhadores deve realizar uma visita hoje, dia 21, a José Dirceu, José Genoíno e Delúbio Soares confinados no Complexo Penitenciário da Papuda.

A AFIN COM SEU “PROGRAMA BRECHT EDUCADOR”, EM SUA PRODUÇÃO DE DESEJOS AFETIVOS E COGNITIVOS, ESTEVE NO IFAM COM SEU TEATRO MAQUÍNICO COM A PEÇA A EXCEÇÃO E A REGRA DE BRECHT

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A Associação Filosofia Itinerante (Afin) vem produzindo já há alguns meses passados nas escolas, centros comunitários, igrejas, universidades e outros palcos inquietos de Manaus – a triste não-cidade -, o seu Programa Brecht Educador. O programa, em seu movimento deviriano, tenta criar junto com os participantes uma cartografia de desejos que possa auxiliar na descodificação da semiótica dominante que oprime o desejo como potência criadora para que a alegria de agir se torne o princípio humano de comunalidade.

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O Programa Brecht Educador, tem como partículas impulsionadoras as peças de teatro, os poemas, os artigos e a músicas do teatrólogo, poeta, músico, articulistas, ativista Bertolt Brecht. Sua práxis junto ao público é manifestada em entrelaçamentos de saberes e dizeres já constituídos pelo sistema dominante posto sob a crítica dos enunciados brechtianos. Por exemplo, o poema Soube Que Vocês Nada Querem Aprender. O poema é desdobrado e revela os vários agenciamentos de dominação em que o público – principalmente estudantil e operário – encontra os signos codificadores da dominação e a imobilidade dos sujeitos-sujeitados.

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Como potência de ‘deseducação’, os signos brechetianos aparecem como crítica à prática alienada na escola e na sociedade interpretada por seus agentes como diretores, pedagogos, professores que preocupados apenas com seus salários – o que é necessário, nisso eles tem razão  – se afastam do entendimento de que uma aula é um ato político, como dizem os filósofos Deleuze e Guattari. E que o amparo dessa alienação fortalece a violência de ser a escola e seus corpos hierarquizados, um marcador de poder. Aí, a importância do Programa Brecht Educador que auxiliado, em parte, pelos dizeres das teorias e práticas dos filósofos da Escola de Frankfurt, como Marcuse, Adorno, Habermas, Horkheimer, revela a força dominante do currículo oculto praticado nas escolas passivas. O programa trata também da força imperiosa das chamadas teletecnologias que dominam vários territórios onde se imobilizam muitos educandos. Mostra como os sentidos e a cognição desses sujeitos-sujeitados, são violentados com a impossibilidade da experiência direta sobre a objetividade. Surgindo em seu lugar uma subjetividade fragmentada, sempre em estado de desaparecimento, onde o virtual-teletecnológico surge como real. A virtualidade fantasmagórica.

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Assim, com esses códigos estético/político/educacional constituídos, o Teatro Maquínico da AFIN se apresentou na quarta-feira, dia 19, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), no Bairro do Zumbi, Zona Leste, o território mais populoso e mais pobre de Manaus, com a peça A Exceção e a Regra. Apesar de um toró de causar inveja a Noé, os estudantes se fizeram presentes de forma participativa como pede uma encenação brechtiana.

Tendo a peça como vetor-enunciativo-estético, depois da apresentação os estudantes passaram a produzir entendimentos sobre o que poderia ser inferido do texto. Daí foi possível experimentar enunciados sobre a exploração do patrão sobre o trabalhador, a mais-valia ou mais valor – dependendo do tradutor -, a necessidade da sindicalização do trabalhador, a política nacional e internacional do petróleo, a força do poder econômico sobre o Poder Judiciário, a condição da mulher-mãe desamparada por uma lei que deveria ampará-la, a terceirização, e como não poderia ficar de fora, a atitude do ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) na decisão de como determinou a prisão dos condenados.

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Analisando um dos versos da pega, “estranhe o que não for estranho”, o estudante Gilmar disse que infelizmente para a maioria da sociedade tudo que acontece para ela é normal, até mesmo a violência. Já as estudantes Silva e Fernanda, do Curso de Paisagismo, afirmaram que fica óbvio, na peça, a força do Poder Econômico sobre as decisões do Poder Judiciário, porque o juiz  absolve o comerciante explorador e assassino do carregador. Outra estudante do Curso de Ecologia observou que a ambição pelo petróleo como fonte de lucro mostrada na peça, é muito presente nos tempos atuais. Para estudante Elton, o que mais lhe chamou atenção foi a modernidade da peça. Escrita em 1925, ela apresenta a questão da sindicalização e a necessidade do trabalhador ser sindicalizado para poder lutar contra as imposições patronais. Pelo corpo docente, além do professor de Educação Artística, Aurélio, responsável pelo acontecimento estético/educacional/político, considerar o texto, a encenação e a interpretação dos atores com cunho profissional, embora todos sejam amadores – percebeu-se uma massageada de ego nos chamados artistas da Afin -, o professor Dênis aproveitou situações do tema sindicalização para analisar os malefícios da terceirização. E mostrou, como exemplo, os trabalhadores de serviços gerias terceirizados no próprio IFAM. E comparou suas situações com as situações dos professores concursados.

Em síntese, a composição estética/educacional/política do Programa Brecht Educador, foi possível em razão da disposição dos estudantes e dos organizadores, e educadores da instituição.

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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE GAYS, LÉSBICAS E TRANSGÊNEROS LANÇA NOTA DE INDIGNAÇÃO

NOTA OFICIAL DE INDIGNAÇÃO DA ABGLT – PLC 122/2006

Nota Oficial de Indignação da ABGLT contra a postura dos fundamentalistas na reunião da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado no dia 20/11/2013

“O que me preocupa não é nem o grito dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética… O que me preocupa é o silêncio dos bons.” Martin Luther King.

A forma como um restrito grupo de fundamentalistas no Congresso Nacional está reagindo ao Projeto de Lei da Câmara nº 122/2006 que apenas acrescenta orientação sexual e identidade de gênero como motivos de discriminação e que visa simplesmente combater o ódio, a intolerância e a violência dos quais a comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) tem sido vítima no Brasil é de uma extrema insensibilidade.O Projeto diz “Art. 1º A ementa da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar com a seguinte redação:“Define e pune os crimes de ódio e intolerância resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, origem, gênero, sexo, orientação sexual, identidade de gênero ou condição de pessoa idosa ou com deficiência.”Esse mesmo grupo de parlamentares fundamentalistas deve ser responsabilizado pelas mortes, pela violência e pelas discriminações que fazem vítimas de milhares de brasileiras e brasileiros todos os anos.Para citar apenas dados oficiais contidos nos Relatórios Sobre a Violência Homofóbica no Brasil, elaborados pelo governo federal, o Relatório de 2011 registrou 6.809 violações contra a população LGBT nos seguintes serviços apenas naquele ano: Disque Direitos Humanos (Disque 100), Ligue 180, Disque Saúde e a Ouvidoria do Sistema Único de Saúde, mais 278 assassinatos identificados por meio do monitoramento dos meios de comunicação. Segundo o Relatório de 2012, foram reportadas 27,34 violações de direitos humanos de caráter homofóbico por dia no Brasil. A cada dia 13,29 pessoas foram vítimas de violências homofóbicas reportadas no país. Houve 9.982 denúncias de violações dos direitos humanos de pessoas LGBT, um aumento de 46,6% em comparação com 2011. Também foram identificados 310 assassinatos..Houve, entre os parlamentares fundamentalistas, quem afirmou hoje que a aprovação do PLC 122/2006 seria um incentivo à pedofilia. A Classificação Internacional de Doenças (CID 10) da Organização Mundial da Saúde, item F65.4, define a pedofilia como “Preferência sexual por crianças, quer se trate de meninos, de meninas ou de ambos, geralmente pré-púberes”. Fazer afirmações que vinculam a pedofilia à homossexualidade é mais um exemplo de como os fundamentalistas semeiam o ódio contra as pessoas LGBT por meio de inverdades.O que transparece na atuação dos fundamentalistas no Congresso Nacional é que obstruem, fazem manobras e impedem a aprovação do PLC 122/2006 porque veem nele uma ameaça à sua própria prática de segregação discriminatória e difamatória das pessoas LGBT. Neste sentido, a ABGLT vem pedir àqueles parlamentares do Congresso Nacional que hoje se ausentaram do processo de votação, que se posicionem, votando favorável ou contrário ao combate à violência e à discriminação. Chega de hipocrisia. Nós não podemos aguardar mais. O projeto de lei em questão tramita há 12 anos – neste período de inércia e omissão por parte do Congresso Nacional, estimadas 4055 pessoas LGBT foram assassinadas no Brasil, segundo o Grupo Gay da Bahia, e segundo os Relatórios de 2011 e 2012 acima citados, apenas por serem LGBT, e os perpetradores destes crimes na sua maioria gozam da impunidade. Parlamentares que se colocam como defensores/as dos direitos humanos e da igualdade preconizada pela Constituição Federal não podem se esquivar de sua obrigação de votar a matéria – não é aceitável que se ausentem das votações. Se não querem representar na hora que for preciso parte da população que os elegeu, é melhor que se renunciem de seus mandatos. A cidadania plena e os direitos humanos não são objetos de barganha em negociações políticas e tampouco algo que se deixe de lado quando convém, por medo de perder votos nas próximas eleições. Todos somos cidadãos com direitos iguais, inclusive o direito de sermos representados inequivocamente nas instâncias legislativas.Este povo fundamentalista não quer diálogo, este povo quer transformar o Brasil em uma ditadura fundamentalista que faz acepção a quem não siga seus dogmas. Este povo perdeu os valores: semeia o ódio contra a população LGBT. Basta ver conteúdos de determinados programas de televisão apresentados por pastores fundamentalistas, sem falar da vergonhosa Comissão da Câmara dos Deputados que não é digna do nome de Direitos Humanos e Cidadania.Agora até querem interferir na atuação do Supremo Tribunal Federal, como é o caso da PEC 99/2011, que permitiria que as associações religiosas tivessem a capacidade para propor ação de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade de leis ou atos normativos. Uma proposição dessa natureza é um acinte à cidadania, uma ameaça à essência da democracia.Este povo não entende o significado de democracia, apenas quer impor a teocracia.Este povo dissemina inverdades para mobilizar seus fiéis contra a população LGBT. Este povo se utiliza do nome de Deus para iludir e enganar seguidores ingênuos para se enriquecer ilicitamente. Este sim é o mal maior por trás da fachada da falsa cruzada dessas pessoas que pregam o fundamentalismo. Transparência já nas contas das igrejas no Brasil, qualquer seja sua denominação!Está na hora de aprovar no Brasil legislação que desincompatibilize o exercício concomitante de pastor e parlamentar, como já ocorre no México, por exemplo, pelo evidente fato do conflito de interesses entre as convicções religiosas e a laicidade do estado que deveria caracterizar a atuação de quem legisla em nome dele.Acorde Brasil! Veja o paralelo entre o avanço do fundamentalismo no Brasil e o surgimento do fascismo no século passado, que culminou nas atrocidades da 2ª Guerra Mundial e no genocídio das populações perseguidas pelos fascistas (inclusive a população LGBT). Nas palavras do Frei Beto “a postura do movimento político no meio evangélico fundamentalista é comparável com o surgimento dos regimes nazista e fascista na Europa do século XX”

Carlos MagnoPresidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – ABGLT

JOAQUIM BARBOSA “CONFESSOU SUA INTENÇÃO NEFASTA E INCONSTITUCIONAL, A SUA INTENÇÃO DESONESTA COM ESSE PROCESSO”, DISSE BERZOINI

Diante das atitudes do ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que vêm tornando-se cada vez mais temas para análise condenatórias dessas atitudes por grande parte de seguimentos da sociedade que as entendem como absurdas e condenáveis opostas aos princípios do direito democrático, o deputado federal Ricardo Berzoini (PT/SP) discursou na tribuna da Câmara dos Deputados expressando seu repúdio contra Joaquim Barbosa.

O deputado, em seu discurso, chamou o ministro de “nefasto” e “desonesto”  por ter transformado o julgamento da Ação Penal 470 em “patrimônio pessoal” e “manipulação política”. Ainda em seu discurso, Berzoini, lembrou ao artigo do insigne jornalista Jânio de Freitas, que afirmou “que as prisões foram espetáculos de marketing”.

Leia o discurso do deputado Ricardo Berzoini.

“Sr. Presidente, Sras. e Srs. Parlamentares, eu quero iniciar esta fala de hoje, primeiro, dizendo que a nossa solidariedade ao companheiro José Dirceu, ao companheiro José Genoino e ao companheiro Delúbio Soares está expressa na palavra e na atitude de cada Deputado da bancada do PT.

Em segundo lugar, é preciso que nós façamos a denúncia de um tipo de comportamento que o então Relator do processo da Ação Penal nº 470 e hoje Presidente do Supremo Tribunal do Federal vem tomando, ao tentar conduzir esta ação, confrontando um dos princípios mais fundamentais da nossa Constituição: o princípio da impessoalidade.

Ele tomou esta ação como se fosse um patrimônio pessoal para fazer propaganda política, para fazer marketing político de si próprio e, durante o processo, tentou constranger seus pares quando discordaram de sua opinião, tentou criar um ambiente onde só havia, no Supremo Tribunal Federal, com legitimidade, aqueles que quisessem o linchamento público daqueles que estavam acusados.

Nós, que defendemos o legítimo processo judicial e que acreditamos que o Poder Judiciário tem que ser fortalecido, não aceitamos esse tipo de comportamento.

Quando invocou a teoria do domínio do fato, uma teoria muito específica, para circunstâncias muito especiais, para aplicar num processo penal com esse grau de imprecisão e de falta de provas, demonstrou a sua intenção, que não é a intenção da impessoalidade, é a intenção de provocar um resultado previamente combinado com aqueles que têm interesse político nisso.

E agora, na fase da execução, confessa a sua intenção, confessa a sua má intenção quando aguarda o feriado. Na quinta-feira, não comenta nada na sessão em que estavam presentes todos os seus pares. Aguarda o feriado e direciona a sua atitude de execução penal como se fosse juiz de execução penal, o que não é, para três companheiros do PT que têm visibilidade pública.

Confessou a sua intenção nefasta e inconstitucional, a sua intenção desonesta com esse processo. O Ministro Joaquim Barbosa desonra o Poder Judiciário brasileiro ao agir fora da impessoalidade. E fez isso justamente porque quis criar um fato político no dia 15 de novembro, no Dia da Proclamação da República. Quem conhece história sabe que a Proclamação da República no Brasil não deveria ser comemorada da maneira tão, digamos, patriótica como muitos gostariam que fosse. Foi, na verdade, um golpe militar de pessoas que eram monarquistas e que se converteram repentinamente à República, apesar de haver uma base social republicana, que acabou entrando na onda.

Mas tentou usar essa data para fazer manipulação política, para tentar criar fato político, e cometeu mais uma ilegalidade: trouxe para Brasília pessoas que tinham o direito de cumprir suas penas — penas injustas, diga-se de passagem —no seu local de moradia.

Então, eu quero dizer que nós não baixaremos a cabeça, nós não nos submeteremos a esse tipo de prática que desonra o Poder Judiciário. Viva a luta pela democracia, e que fiquem longe das decisões deste País aqueles que violentam a Constituição em nome da Justiça!

Como disse José Dirceu: A pior injustiça é aquela cometida pelo Poder Judiciário. E eu digo isso me associando ao jornalista Janio de Freitas, que hoje disse num artigo memorável: Prisões foram espetáculos de marketing. Não foi o único que se pronunciou dessa maneira. O Ministro Marco Aurélio de Mello também disse que é injustificável remover as pessoas, inclusive gastando dinheiro público indevidamente, para Brasília.

Mas, Janio de Freitas, parabéns pela coragem e pela capacidade de sintetizar numa frase aquilo que é o nosso sentimento: prisões foram espetáculos de marketing do Ministro Joaquim Barbosa, que não honra o Poder Judiciário.

Muito obrigado.”

Anotações sobre uma farsa (II)

STF

Eric Nepomuceno

Era preciso expor José Dirceu ainda mais – e também José Genoino – à execração pública. Concentrar neles toneladas de ressentimento sem fim.

Quando se postulava a uma vaga no Supremo Tribunal Federal, o então juiz Joaquim Barbosa procurou José Dirceu, ministro-chefe da Casa Civil do primeiro governo de Lula (2003-2007). Apresentou um pedido de rotina: apoio para que seu nome fosse levado ao presidente, a quem cabe indicar os membros da corte suprema.
 
Dirceu recebeu o pedido, e comentou com o postulante: “Bom mesmo será o dia em que os que pretendem chegar ao Supremo obtenham sua indicação por seus próprios méritos, e não por indicações políticas como a que está me pedindo”.
 
Barbosa foi escolhido por Lula porque Lula queria ser o primeiro presidente a indicar um negro para a corte máxima do país. De origem humilde, Barbosa construiu sua carreira graças a um esforço descomunal. Teria méritos profissionais mais que suficientes para chegar aonde chegou. Mas não chegou por eles.
 
Antes, tentou entrar na carreira diplomática. Acabou frustrado pelo elitismo dominante na corporação: o teste psicológico do Itamaraty que o derrotou menciona uma personalidade insegura, agressiva, com profundas marcas de ressentimento. Com isso, não fez outra coisa além de reforçar a agressividade, a prepotência, o autoritarismo e, enfim, o ressentimento do candidato. Não terá sido a única razão, mas certamente contribuiu para que toda essa história desse no que deu.
 
O sistema judiciário brasileiro está, como todo o sistema político, impregnado de vícios de raiz. A condução mediática e espetaculosa do julgamento que levou Dirceu e Genoino para a cadeira é prova cristalina dos desmandos do Supremo Tribunal Federal.
 
Joaquim Barbosa tem vasta e sólida experiência. Não é um aventureiro doidivanas: sabe muito bem o que faz. E fez o que fez, ao expedir os mandados de prisão de maneira tão insólita, de propósito.
 
José Dirceu é uma espécie de ódio pessoal. Mais do que prendê-lo, era preciso expô-lo ainda mais – e também José Genoino – à execração pública. Concentrar neles toneladas acumuladas de ressentimento sem fim. 
 
Não há outra explicação para que a ordem expedida aos responsáveis pela sua execução tenha sido tão absurdamente imprecisa. A pena a que estão condenados implica, necessariamente, legalmente, constitucionalmente, outro tipo de tratamento. Joaquim Barbosa tem plena consciência disso. Tecnicamente, ao menos, não há como negar essa consciência. 
 
Mas parece que nada disso importa. O que importa é que agora ele, paladino do moralismo hipócrita que viceja neste país, tem uma ampla e luminosa alameda para caminhar rumo a uma estrepitosa carreira política na maré da direita mais hipócrita.
 
Alguma vez, algum dia, esse país exumará essa história, da mesma forma que está exumando, junto aos restos mortais do presidente Jango Goulart, os detalhes das manipulações impostas ao país pelas suas elites malandras. Agora, com meio século de atraso, admite-se que a farsa perpetrada por parlamentares submissos à elite civil que fez dos militares seus marionetes de ocasião seja desmascarada. A começar, aliás, pelo começo: a tal revolução do 31 de março de 1964 não passou de um golpe torpe perpetrado no dia primeiro de abril de 1964. O dia da mentira.
 
Algum dia se conhecerá a verdade, os bastidores dessa farsa consagrada pelo Supremo Tribunal Federal e construída e alimentada pelos grandes blocos que controlam os meios de comunicação deste país. Meios que não informam: deformam. Juízes que, em sua maioria, não fazem justiça: são figuras de um grande teatro de absurdos.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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