Arquivo para dezembro \31\-04:00 2013

NO 1º ANO DE GESTÃO DO PREFEITO ARTHUR NETO (PSDB) MANAUS CONTINUA A VELHA NÃO-CIDADE DAS DIREITAS: HISTORICAMENTE CONGELADA

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Contabilizar é um ato neurótico porque as pessoas ficam calculando suas perdas e danos. “Onde foi que acertei. Onde foi que errei”. Tudo o que se encontra no passado. É neurótico, porque as perdas e ganhos não mudam em nada o presente. O máximo que fazem é estabelecer uma falsa-alegria pela confirmação do ganho, e uma falsa-tristeza pela confirmação da perda. Para os neuróticos, uma forma de se precaver no futuro. Como se pudéssemos atualizar, a priori, o futuro que é virtual.

O filósofo Spinoza diria que o ato de contabilizar é uma ideia-triste, porque expressa um medo passado e futuro, como a esperança. Mas o pior, é que se esse medo for tirado o indivíduo desespera. E desesperado não sabe mais o que fazer com o tempo que é o suporte da contabilização das perdas e ganhos. Agora, quando ao invés de se contabilizar fatos-temporais tendo o medo como elemento impulsionador, e se recorre à névoa-virtual das imagens-lembranças, como fala o filósofo Bergson, imagens que não atuam mais, em razão de formarem o corpo-passado, mas como fator base do humor, então o trânsito é livre para se comentar um passado. Principalmente quando esse passado foi um presente congelado.

Pois é só como presente congelado que se pode comentar o ano de 2013 da gestão do prefeito de Manaus, Arthur Neto, do partido da burguesia-ignara paulistana, PSDB. Se há um grande feito a ser considerado no 1° ano de gestão de Arthur Neto, é a capacidade que ele teve de manter congelado o tempo-histórico de Manaus. Arthur manteve Manaus no mesmo estado de congelamento-histórico que seus antecessores submeteram a não-cidade de Manaus. Em verdade, ele só usou os mesmo recursos técnicos-burocráticos que já haviam sido usados em sua primeira gestão, no fim da década de oitenta. Recursos também conservadores do congelamento imposto pelas anteriores administrações.

O bom em tudo isso, é que se alguém quiser neuroticamente fazer a contabilidade da gestão de Arthur, vai se frustrar: não há o que contabilizar. Não há fatos. Não há temas. Alguém pode dizer: ”Mas ele mandou passar asfalto na Avenida Djalma Batista, a principal Avenida de Manaus. Isso tem que ser contabilizado”. Não. Isso é reflexo do gelo de outras administrações. Outros já haviam gelado as vias urbanas de Manaus. Arthur só operou para conservar o estado congelado da Djalma Batista e aproveitar para fazer marketing junto às consciências-congeladas de moradores que afirmam que recapeamento da Djalma Batista é tema de contabilização. Para entender é só seguir o significado de recapear. Encapar de novo. Se a Djalma Batista estava congelada como via urbana, Arthur só colocou outra capa-gelada.

Ao contrário do governo Dilma, o prefeito de Manaus não tem o que comemorar administrativamente em seu primeiro ano de gestão. O sistema de transporte coletivo continua da mesma forma: inexistente. As ruas continuam as mesmas: cheias de buracos. A higiene urbana continua a mesma: ruas com esgotos transbordando e lixos proliferando. O lazer municipal continua o mesmo: inexistente, ou se resumindo a um balanço na velha e privatizada Praia da Ponta Negra. A relação da prefeitura com a imprensa continua a mesma: aliança de cumplicidade.

Se algum órgão da imprensa de Manaus fosse um tiquinho independente poderia fazer a seguinte pergunta para os moradores, para saber se a administração de Arthur pode ser objeto de avaliação-contábil. “Arthur e Amazonino são prefeitos iguais?” Não ia dá outra. A resposta seria: “Arthur é igual à Amazonino.”

Afirmar que Arthur e Amazonino são iguais como prefeito de Manaus comprova como essa não-cidade encontra-se congelada. Esses moradores não diferenciam a gestão de Arthur da de Amazonino, nem da de Amazonino da de Arthur, dada à igualdade das duas. Não é oferecido a eles o mais elementar signo para que se produza conhecimento. Para se conhecer um objeto é necessário que o sujeito do conhecimento possa, na objetividade, encontrar categorias que se sirvam de referencial ao objeto a ser conhecido. Diferenças entre os objetos opostos. Como não existem diferenças entre a gestão de Arthur e Amazonino, como existem entre a gestão de Lula/Dilma com a de Fernando Henrique, os moradores de Manaus não estabelecem conhecimentos diferenciais. Tudo é Arthur/Amazonino, Amazonino/Arthur.

Daí segue-se que só pelo humor – nietzschiano – pode-se comentar o 1° ano de gestão de Arthur. Ou melhor: a gestão que não existiu como identidade própria. Um fato que deprime os contabilistas-neuróticos que não podem enumerar perdas e danos.  

O que é mais humorístico nessa realidade congelada é que Manaus tem um clima quente e úmido. Conservando Manaus congelada, Arthur, não perdeu de todo o ano de 2013. Mostrou que o homem pode realmente mudar a natureza.

LULA FALA SOBRE DILMA AO JORNAL EL PAÍS, AFIRMANDO QUE O ANO DE 2014 SERÁ “O ANO DO RECONHECIMENTO DA SERIEDADE E DA COMPETÊNCIA DESTA MULHER BRASILEIRA DE TANTA CORAGEM”

Em entrevista ao jornal espanhol El País, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e continuo metalúrgico, falou sobre a presidenta Dilma Vana Rousseff. Dilma que foi escolhida pelo jornal espanhol como uma das lideranças dos países ibero-americanos no ano de 2013.

Durante a entrevista Lula contou a trajetória de Dilma desde seu tempo de luta contra a ditadura implantada no Brasil pelos e miliares e civis entre os anos de 1964 e 1985, passando por sua atuação em seu governo até a realização das políticas sociais atualmente.

Lula disse que Dilma é uma mulher de grande competência, seriedade e coragem, por isso o ano de 2014 será o ano do reconhecimento que o povo brasileiro fará de seu governo. Lula pontuou os ganhos do governo Dilma apresentando a diminuição da pobreza, o pré-sal, o Programa Mais Médicos, concessões dos aeroportos, desemprego, etc.

“Dilma lutou desde muito jovem para transformar o Brasil. Na Presidência, enfrentou, neste ano, com êxito, os protestos de junho e a espionagem dos Estados Unidos, que ela mesma sofreu.

Se tivesse que escolher uma palavra para definir o caráter da presidenta Dilma Rousseff, essa seria coragem. Esta companheira lutou desde muito jovem para transformar o Brasil, para melhorar as condições de vida das pessoas mais humildes. Foi perseguida, presa e torturada durante a ditadura, mas nunca abandonou seus ideais. Em uma sociedade a ver sempre os homens em postos dirigentes, ela foi a primeira mulher secretária de Finanças do seu Estado, a primeira ministra de Minas e Energia do Brasil, a primeira chefe da Casa Civil, a primeira presidenta.

Durante o meu governo, ela reorganizou o setor de energia levando eletricidade a três milhões de casas nas zonas rurais. Dirigiu o maior programa de infraestrutura de nosso período que garantiu o crescimento econômico com grande inclusão social.

Em seu governo, o país alcançou a cifra de trinta e seis milhões de pessoas resgatadas da miséria absoluta. Em meio a uma crise mundial, o Brasil da presidenta Dilma, é o país mais empenhado na luta contra o desemprego, que caiu para 5,2%.

2014 será um grande ano para o Brasil, e não só por causa da organização da Copa do Mundo de futebol. O país colherá os frutos que a presidenta Dilma semeou: a exploração do petróleo na camada do pré-sal; as concessões dos aeroportos, da rede ferroviária e dos portos; os grandes investimentos em educação, saúde e saneamento. Será o ano do reconhecimento, da seriedade e da competência dessa mulher brasileira de tanta coragem”, observou Lula.

Uma governança global da pior espécie: dos mercadores

Leonardo Boff

A constituição perversa deste império surgiu por causa da falta de uma governança global que se faz cada dia mais urgente para enfrentar problemas globais.

ArquivoAnteriormente abordamos o império das grandes corporações que controlam os fluxos econômicos e através deles as demais instâncias da sociedade mundial (ver: O funesto império mundial das corporações). A constituição perversa deste império surgiu por causa da falta de uma governança global que se faz cada dia mais urgente. Há problemas globais como os do paz, da alimentação, da água, das mudanças climáticas, das migrações dos povos e outras que, por serem globais, demandam soluções globais. Esta governança é impedida pelo egoismo e o individualismo das grandes potências.

Uma governança global supõe que cada país renuncie um pouco de sua soberania para criar um espaço coletivo e plural onde as soluções para os problemas globais pudessem ser globalmente atendidos. Mas nenhuma potência quer renunciar uma unha sequer de seu poderio, mesmo agravando-se os problemas particularmente aos ligados aos limites físicos da Terra, capaz de atingir negativamente  a todos através dos eventos extremos.

Diga-se de passagem que vigora uma cegueira lamentável na maioria dos economistas. Em seus debates – tomemos como exemplo o conhecido progrma semanal da Globonews Pinel – onde a economia ocupa um lugar privilegiado. No que pude constatar, não ouvi, nenhum economista incluir em suas análises os limites de suportabilidade do sistema-vida e do sistema-Terra que põe em cheque a reprodução do capital. Prolongam o enfadonho discurso econômico no velho paradigma como se a Terra fosse um baú de  recursos ilimitados e a economia se medisse pelo PIB e fosse um subcapítulo da matemática e da estatística. Falta pensamento. Mal se dão conta de que se não abandonarmos a obsessão do crescimento material ilimitado e em seu lugar não buscarmos a equidade-igualdade social, só pioraremos a situação já ruim.

Queremos abordar um complemento do império perverso das grandes corporações que se revela ainda mais desavergonhado. Trata-se da busca de um Acordo Multilateral de Investimentos. Quase tudo é discutido a portas fechadas. Mas na medida em que é detectado, se retrai, para logo em seguida voltar sob outros nomes. A intenção é criar um livre comércio total e institucionalizado entre os Estados e as grandes corporações. Os termos da questão foram amplamente apresentados por Lori Wallach da diretoria do Public Citizen’s Global Trade Watch no Le Monde Diplomatique Brasil  de novembro de 2013.

Tais corporações visam saciar o seu apetite de acumulação em áreas relativamente pouco atendidas pelos países pobres: infra-estrutura sanitária, seguro-saúde,  escolas professionais, recursos naturais, equipamentos públicos, cultura, direitos autorais e patentes. Os contratos se prevalecem da fragilidade dos Estados e impõem condições leoninas. As corporações, por serem transnacionais, não se sentem submetidas às normas nacionais com respeito à saúde, à proteção ambiental e à legislação fiscal. Quando estimam que por causa de tais limites o lucro futuro esperado não foi alcançado, podem, por processos judiciais, exigir um ressarcimento do Estado (do povo) que pode chegar a bilhões de dólares ou de euros.

Estas corporações consideram a Terra como de ninguém, à semelhança do velho colonialismo e conseguem que os tribunais lhes concedam  direito de adquirir terras, mananciais de águas, lagos e outros bens e seviços da natureza.  Elas, comenta Wallach, “não têm obrigação nenhuma para com os países e podem disparar processos quando e onde lhes convier”(p.5). Exemplo típico e ridículo é o caso do fornecedor  sueco de energia Fattenfall que exige bilhões de euros da Alemanha por sua “virada energética”que prometeu abandonar a energia nuclear  e enquadrar mais severamente as centrais  de carvão. O tema da poluição, da diminuição do aquecimento global e da preservação da biodiversidadae do planeta são letra morta para esses depredadores, em nome do lucro.

A sem-vergonhice comercial chega a tais níveis que os países signatários desse tipo de tratado “se veriam obrigados não só a submeter seus serviços públicos à lógica do mercado  mas tambem a renunciar a qualquer intervenção sobre os prestadores de serviçoss estrangeiros que cobiçam seus mercados”(p.6). O Estado teria uma parcela mínima de manobra em questão de energia, saúde, educação, água e transporte, exatamente os temas mais cobrados nos protestos de junho de 2013 por milhares de manifestantes  no Brasil.

Estes tratados estavam sendo negociados com os USA e o Canadá, com a ALCA  na América Latina e especialmente entre a Comunidade Européia e os USA.

O que revelam estas estratégias? Uma economia que se autonomizou de tal maneira que somente ela conta, anula a soberania dos países, se apropria da Terra como um todo e a tansforma num imenso empório e mesa de negócios.

Tudo vira mercadoria: as pessoas, seus órgãos, a natureza, a cultura, o entretenimento e até a religião e o céu. Nunca se toma em conta a possível reação massiva da sociedade civil que pode, enfurecida e com justiça se rebelar e pôr tudo a perder. Graças a Deus que, envergonhados, mas ainda obstinados, os projetos estão se escondendo atrás de portas fechadas.

Créditos da foto: Arquivo

DE HELICÓPTERO DILMA SOBREVOA A REGIÃO DE GOVERNADOR VALADARES PARA ANALISAR OS ESTRAGOS CAUSADOS PELAS CHUVAS

Acompanhada do governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, ministros e técnicos, a presidenta Dilma Vana Rousseff sobrevoou a região do município de Governador Valadares, em Minas Gerais, para poder analisar os estragos causados pelas chuvas que desde semana passada caem sobre a região.

Ciente dos efeitos danosos causados pelas chuvas nas vidas dos moradores das regiões, Dilma, observou que para amenizar os sofrimentos das pessoas vitimadas é preciso que os governos federal, estadual e municipal se solidarizem esquecendo as divergências políticas. Para ela é um fato que merece a cooperação de todos. Depoimento feito no momento da reunião da coordenação de ações com ministro e o governador de Minas Gerais.

Durante a reunião a presidenta teceu elogios aos trabalhos da Defesa Civil Federal, estadual e municipal que resgataram pessoas que corriam perigo. Também falou do trabalho do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais com mecanismos pluviométricos, radares e mapeamento de riscos nos municípios que servem de sinal para os moradores sobre os perigos. Para ela as construções de pontes que foram destruídas devem ser realizadas após o fim das chuvas. O governo, segundo Dilma, vai distribuir kits de limpeza de cama, mesa e banho.

“Vejo uma grande parceria entre nós e o espírito de cooperação, que tem de imperar nessas horas. Nessas horas, temos que esquecer que temos divergências políticas, ou que somos de partidos distintos, ou que um torce para um clube de futebol ou para outro clube. Nós temos que atuar como um organismo salvando a população, para isso fomos eleitos.

Muitas vezes conseguimos, muitas vezes, não, mas vamos lutar para conseguir. Se eu começar a construir uma ponte, vem a chuva e leva tudo, não tem sentido.

Assim que a prefeitura decreta estado de calamidade, ou de desastre, recebe esse cartão e pode fazer pequenos gastos, como arrumara uma ponte que caiu e está isolando um bairro. Pode também tomar medidas como providenciar água, contratar limpeza de ruas. Superar a questão da burocracia”, observou Dilma.

DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO PUBLICA A LEI QUE REGULAMENTA A MEIA-ENTRADA

O Diário Oficial da União (DOU) publicou a lei que regulamenta a meia-entrada para os espetáculos artísticos e esportivos. A lei que beneficia os estudantes e os idosos foi ampliada também para pessoas com deficiências e seus acompanhantes e para jovens de 18 a 29 anos que apresentem renda familiar mensal entre dois salários mínimos.

Agora, os patrocinadores dos eventos, culturais, artísticos e esportivos têm que reservar 40% dos ingressos para atender os que são beneficiados pela lei. Os patrocinadores devem deixar visíveis as informações sobre os ingressos disponíveis. Se os ingressos de meia-entrada encontram-se esgotados ou não. Os proprietários dos estabelecimentos onde os eventos vão ocorrer devem enviar relatórios para as entidades representativas como a Associação Nacional de Pós-Graduandos, União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

Vamos nessa, moçada! É preciso vivenciar as artes para se construir um Brasil mais sensível e inteligente e nele a democracia real.

CANTORAS DO GRUPO PUNK PUSSY RIOT VÃO SE DEDICAR A CAUSA DOS DIREITOS DOS PRESOS RUSSOS

Presas por dois anos depois de cantarem punk rock na Catedral de Cristo Salvador, de Moscou, como protesto político contra o presidente russo Putin, durante a campanha eleitoral para o seu terceiro mandato, embora tenham sido condenadas por “vandalismo motivado por ódio religioso”, as cantoras do grupo punk Pussy Riot, Aliójina, Tolokónnikova e Yekaterina Samutsevich, afirmaram que vão se dedicar a causa dos direitos dos presos russos.

Elas foram anistiadas em função da lei de anistia geral que passou a vigorar na Rússia a partir da semana passada, muito embora tenham cumprido quase todo o tempo das penas que lhes foram impostas. As jovens engajadas cantoras punk já escolheram o nome do projeto: Zona do Direito. Segundo seus testemunhos, há uma quantidade grande de presos sem assistência e alguns “vivem à beira da morte”.

Entretanto, as jovens afirmaram que ainda não têm os nomes das pessoas ou entidades que poderiam auxiliar no projeto, mas elas cogitam contar com a participação de Alexei Navalni, líder da oposição que durante o pleito para a prefeitura de Moscou conseguiu 27% dos votos. Também esperam contar com a doação de recursos por qualquer cidadão russo.

“Esse projeto começou há tempos, quando começamos a nos dedicar à defesa dos direitos humanos nas prisões onde cumpríamos pena. Nossa vida agora está muito vinculada a esse projeto.

Neste momento precisamos criar um esquema de financiamento transparente”, afirmou Tolokónnikova.

DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO PUBLICA MP PARA APRESSAR VERBAS PARA SEREM APLICADAS NAS ÁREAS ATINGIDAS PELAS CHUVAS

As áreas dos estados do Espirito Santo e Minas Gerais atingidas pelas chuvas que caíram nos últimos dias destruindo casas deixando milhares desabrigados e causando a morte de vários moradores, deverão com brevidade receber verbas para suas recuperações. Para que isso fosse possível, o governo federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) uma Medida Provisória (MP). Ela muda a Lei nº 12.340, de 1° de dezembro de 2010 que trata das transferências de recursos da União aos órgãos e entidades dos estados, municípios e o Distrito Federal.

A transferência dos recursos deverá ser feita por meio de depósito em conta específica do beneficiário em instituição financeira oficial federal. Outra forma será pelo Fundo Nacional para Calamidades Pública, Proteção e Defesa Civil (Funcap). A MP também estabelece que será da União a responsabilidade de determinar as diretrizes e aprovar os planos de trabalho de ações de prevenção em áreas de risco e recuperação. Depois dos trabalhos aprovados, também é da responsabilidade da União o repasse de recursos aos entes beneficiários, como também fiscalizar as metas físicas e avaliar o cumprimento das ações estabelecidas pela lei.

O estado do Espírito Santo tem sido o território onde mais ocorreram mortes: são 27 mortos. E o município onde mais morreram moradores, foi em Itaguaçu. Quatro moradores morreram por aterramento e mais quatro por causas variadas. Em Colatina morreram seis, em Baixo Guandu, morreram quatro, e em Domingos Martins, Barra do São Francisco e Nova Venécia, um morador em cada um desses municípios. São 50 municípios atingidos.

Em Minas Gerais o número de mortos é de 18 moradores. Foram pessoas vitimadas por desabamento e deslizamento. Além dos mortos existem seis moradores feridos, 3.410 desalojados e 744 desabrigados. Já são 79 municípios afetados onde 26 decretaram situação de emergência ou calamidade pública.

Hoje, dia 27, a presidenta Dilma visitará o estado de Minas Gerais para avaliar os desastres ocorridos pela ação das chuvas e tomar as providências cabíveis. Segundo Francisco José Teixeira, ministro da Integração Nacional, a presidenta vai oferecer ajuda ao governador Antônio Anastásia (PSDB).

 “Estamos viajando com a presidenta para poder oferecer ajuda que já foi oferecida por mim, enquanto ministro, ao governador do estado de Minas Gerais. Também queremos disponibilizar esta ajuda para o estado e já estamos enviando esforços para ajudar os municípios mais afetados.

Com essa nova medida provisória o componente se torna mais ágil. Vamos poder agora liberar de uma forma menos burocratizada, mais imediata, os recursos para poder reconstruir pontes, estradas, habitações para as populações que têm que sair da área de risco, drenagem urbana. Tudo aquilo que é necessário para reconstruir e para prevenir novos desastres serão feitas em velocidade muito maior que está sendo feita hoje”, disse o ministro.

DILMA PRORROGA ATÉ DEZEMBRO DE 2014 O TEMPO DE ENTREGA DO TRABALHO FINAL DA COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE

Os membros da Comissão Nacional da Verdade agora terão até o mês de dezembro de 2014 o tempo para finalizar os seus trabalhos. É que a presidenta Dilma Vana Rousseff publicou no Diário Oficial da União (DOU) uma Medida Provisória (MP) que determina sua prorrogação. Foi uma forma de atender ao pedido dos membros da comissão que já haviam afirmado que o tempo estipulado anteriormente no ato da criação da comissão, que seria no mês de maio de 2014, não seria suficiente para o encerramento de suas atividades.

“A Comissão Nacional da Verdade terá prazo até 16 de dezembro de 2014 para a conclusão dos trabalhos e deverá apresentar, ao final, relatório circunstanciado contendo as atividades realizadas, os fatos examinados, as conclusões e recomendações”, diz o texto da MP.

MENSAGEM DE ANO NOVO DE JOSÉ DIRCEU

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Ninguém pode prender meus sonhos
O sonho de um Brasil livre da ditadura me levou à luta, à prisão e anos e anos longe de minha família e meu país. 
O sonho de fazer um partido que desse voz aos trabalhadores e lutasse por eles me levou a ser um dos fundadores do PT.
O sonho de tornar um operário presidente da República fez com que eu trabalhasse muito em todo o país. 
O sonho que tinha de ser declarado inocente porque nada fiz e não há nenhuma prova contra mim virou uma injustiça com a condenação. 
Mas quem sonhou a vida toda por um Brasil melh, com menos miséria, sem fome, com mais valor aos trabalhadores, não pode parar de sonhar.
O peso da injustiça pode tudo. Só não pode prender meus sonhos.
 
Que você realize todos os seus sonhos no ano novo
 
José Dirceu

ASSISTA O VÍDEO DA PRIVATARIA E PREPARE-SE PARA UM NATAL, EM 2014, MAIS FELIZ DO QUE O DO ANO DE 2013

A propensão real é Dilma ser reeleita nas eleições de 2014, mas seus eleitores devem ficar de olho nos tramadores. Eles são capazes de toda sordidez para impedir que esse fato se realize. Impedir que seu o natal de 2014, seja mais feliz do que foi o de 2013.

Por isso, não custa nada dá uma olhadinha no vídeo da privataria do PSDB e seus compinchas que vai de Lobão, o burguês-melancólico – é tautologia: todo burguês é melancólico -, a Jabor, o patético-invejoso.

Qual esquerda? Os dois tipos de esquerda na Europa

Há dois tipos de esquerda na França e na Europa, que não são apenas diferentes, mas irreconciliáveis. Uma esquerda oficial e uma esquerda radical.

Michael Löwy

ArquivoHá dois tipos de esquerda na França e na Europa, que não são apenas diferentes, mas irreconciliáveis.
 
A primeira é a esquerda oficial, institucional, representada por certos governos de centro-esquerda – na França, por exemplo – e pelos grandes partidos de centro esquerda. Quer esses governos e partidos sejam « honestos » ( ?) ou corrompidos, partidários do « crescimento » ou da « austeridade », social-liberais ou neoliberais, eles não representam mais do que variantes da mesma política, a do sistema.
 
Como seus adversários de centro-direita – com os quais frequentemente governam em (Grécia, Alemanha, Itália) – sua política é a do capitalismo globalizado. Uma política que perpetua e agrava as desigualdades, que perpetua e acelera a destruição do meio ambiente, que conduziu à presente crise econômica e que conduzirá, em algumas décadas, a uma catástrofe ecológica.
 
Mas existe também outra concepção de esquerda : aquela da esquerda radical. « Esquerda » significa aqui combate permanente contra a desigualdade, a injustiça, a dominação, em defesa da criação de uma comunidade política livre e igualitária.
O ponto de partido dessa outra política de esquerda é a « indignação ». Celebrando a dignidade da indignação e a incondicional recusa da injustiça, Daniel Bensaïd escreveu : « A corrente fervente da indignação não é solúvel nas águas mornas da resignação consensual. (…) A indignação é um começo. Uma maneira de se erguer e se por a caminho. Nós nos indignamos, nos insurgimos, e depois vemos o que fazer » (1)

Sem indignação nada de grande, de profundo, se fez na hisyória humana. Para dar um exemplo recente, o movimento zapatista de Chiapas, México, começou em 1994 com um grito : Basta ! Mas o mesmo vale para a Primavera Árabe, para a revolta dos Indignados na Espanha e na Grécia, para o movimento Occupy Wall Street, para as jornadas de junho no Brasil. A força dessses movimentos vem, em primeiro lugar, desta negatividade radical, inspirada por uma profunda e irredutível indignação. Se o pequeno panfleto de Stéphane Hessel, « Indignez-vous ! », teve tanto sucesso é porque ele correspondia ao sentimento profundo, imediato, de milhões de jovens, de excluídos e oprimidos pela mundo.

A radicalidade dessas revoltas resulta, em larga medida, dessa capacidade de insubmissão, dessa disposição inegociável a dizer : Não ! Os críticos oportunistas e os medios de comunicação insistem fortemente no caráter excessivamente « negativo » desses movimentos, em sua natureza « puramente » contestatória e na ausência de proposições alternativas « realistas ». É preciso recusar categoricamente essa chantagem : mesmo que esses movimentos não tenham uma proposição a fazer – e eles têm ! -, sua indignação e revolta não serão menos justificáveis.

O outro ingrediente da esquerda, no melhor sentido – ou seja, plebeu – do termo, é a utopia. O sociólogo Karl Mannheim cunhou uma definição « clássica » de utopia, que ainda hoje é a mais pertinente que temos : todas as representações, aspirações ou imagens de desejo, que se orientam na direção da ruptura da ordem estabelecida e exercem uma « função subversiva » (2).

Sem indignação e sem utopia, sem revolta e sem isso que Ernest Bloch chamava de « paisagens do desejo », sem imagens de um outro mundo, de uma nova sociedade, mais justa e mais solidária, a política de esquerda torna-se mesquisa, vazia de sentido e ôca.

Notas

(1) D. Bensaïd,  Les irréductibles.  Théorèmes de la résistance à l’air du temps,   Paris, Textuel,  2001,   p. 106.

(2) K.Mannheim,  Ideologie und Utopie,  1929,  Francfort,  Verlag G.Schulte-Bulmke,  1969,  pp. 36,  170.

NELSON NOEL NÃO É PAPAI NOEL POR ISSO TODO ANO FAZ A FESTA DA CRIANÇADA

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O filósofo holandês Spinoza diz que “o estatuto de um Estado, seja ele qual for, chama-se civil, e o corpo inteiro cidade, os negócios comuns coisa pública”, e que cidadãos são os homens que gozam de todos os privilégios que a cidade concede em virtude do direito civil, e que esses homens são também súditos porque obedecem às regras instituídas pela cidade, ou seja, às suas leis.

O filósofo Spinoza em seu enunciado nos mostra claramente o que é um regime democrático. Um regime produzido pela composição das potências de todos os homens que faz com que todos sejam autores singulares da democracia. Um regime de igualdade que possibilita a existência de todos como cidadãos e súditos da cidade que se movimentam pelos afetos produzidos pelos negócios comuns como coisa pública. Em verdade, um Estado de igualdade.

Como é óbvio, o nosso Estado não é spinoziano. Não há igualdade. Há classes com maiores privilégios que outras. São as classes que detém o Poder Econômico e quase sempre são protegidas pelo Poder Judiciário. É um Estado em que a coisa pública não é tão pública, o que faz com que se diga que há classes sem direito civil, porque os negócios comuns não chegam até elas. Daí a impossibilidade de se afirmar que essa população existe em uma cidade, ela existe em uma não-cidade, porque lhe falta o estatuto civil. Embora se afirme que todo aquele que existe em um Estado é um identidade jurídica, visto se encontrar sob as leis desse Estado.

Como o Natal foi transformado em um rito capitalístico propagado pela indústria do consumo e fortalecido pelos sentidos capturados de consumidores vorazes – indivíduos-tristemente abandonados -, onde a alegria da essência da festa cristã foi substituída pela alegria-compensatória proporcionada pelo dinheiro, à igualdade desapareceu. O presépio, símbolo do nascimento do companheiro Jesus Cristo, foi escondido pelo Papai Noel da Coca-Cola – só escondido, porque jamais o substituirá -, representante máximo da força multifacetada do consumismo veiculado pela semiótica capiatalística natalina. Maria, José, Jesus Cristo, os Reis Magos, os Anjos, os animais, as estrelas, a natureza em si, tudo foi escondido. A Substância: Natureza-Naturante e o Homem não cantam no universo perverso do consumismo. 

Diante desse quadro desnatalizado, onde o Estado como estatuto civil está ausente, é ofensivo cantar, “como é que Papai Noel não esquece de ninguém, seja rico ou seja pobre o velhinho sempre vem”. Esse velhinho-sádico só vem para os que têm dinheiro para pagar seus serviços. Ele não vai aos lares cujas crianças não têm sequer sapatinho para colocar “na janela do quintal”. E muitas vezes, nem janela. Nisso a perversão desta desnatalidade: uma vez ao ano as crianças querem, pelo presente, se sentirem amadas juntas à Cristo. Ganhar um presente é irmanar-se com Cristo. Na criança, o Natal, faz do presente um nascimento com Cristo, porque Cristo teve a sublimidade de seu nascimento, também, pelo símbolo dos presentes que ganhou. Um símbolo de comunhão entre os homens e Ele.

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Sabe-se que proporcionar presentes às crianças pela via filantrópica-calculista é recurso desumano de alguns indivíduos degenerados que com seus presentes pretendem o reconhecimento pela afirmação: “Olha como ele é bonzinho. É um verdadeiro cristão. Ajuda o próximo”. Exploração da dor para alcançar um objetivo pragmático-capitalístico. Pura sordidez que é disseminada nessas datas de cunho religioso. Mas esse não é o caso do Nelson Noel (Noël = a Natal, em francês), a pessoa física, Nelson Rocha. O Nelson é conhecedor de todas as hipocrisias da sociedade capitalística de consumo com sua semiótica desumanamente dominante. Por isso, ele escapa do grupo dos filantrópicos-calculistas. Como é um empresário mediano, ele pode realizar uma parte dessa comunhão da criançada em Cristo. Como trabalha com picolé e sorvete, ele pode levar para elas um pequeno presente. Um presente gelado, próprio para o clima de Manaus. Sorvete e picolé. São crianças pobres. Algumas sem sapatinho e outras sem janela.

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Há 12 anos Nelson Noel realiza essa produção infantil. Que em verdade não é só uma produção individual. Muitas vezes alguns moradores da comunidade participam nessa produção. Esse ano foi penosamente diferente. Nelson Noel estava triste. Por razão financeira não iria poder se apresentar para as crianças. Seria um hiato-natalino para ele e as crianças. Como também para a comunidade. Desanimado ele não ficou à “espera do milagre”. Estava decidido: as crianças iam entender. Só que a potência criativa e o espírito da tradição o envolveram e o animaram na dimensão necessária para a produção da festa. Deram-lhe pneuma, impuseram-lhe alma. E ele realizou. Na verdade, como diriam os filósofos Deleuze e Guattari, tudo era possível. Só faltava realização.

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E lá foi o Nelson Noel firmando por alguns bairros e ruas de Manaus a tradição de 12 anos. Tradição que nem precisou convocar a imprensa, porque ela se apresentou crente de que a festa ia acontecer. E lá festejaram as crianças alegres com seus pequenos presentes de Natal: picolés e sorvetes. E lá ia a festa natalina no sol na chuva compondo o espírito cristão. Lá estava presente Cristo como potência criadora da vida comunalidade. E lá estava Cristo afirmando através do filósofo italiano Toni Negro que “o amor não pode ser algo que se fecha no casal ou na família, teve construir comunidades mais vasta, deve tornar-se construtor do outra”.

E lá estava Nelson Noel, comungado junto com as crianças em “Cristo, o mais amado (Nietzsche/Deleuze)” afirmando que “O amor é a chave essencial para transformar o próprio no comum (Toni Negri).  

Velha mídia quer a Presidência de presente de Natal

Enquete feita entre colunistas do mais tradicional veículo da velha mídia mostra o que eles pretendem em 2014: mandar na política e ditar a opinião pública

Antonio Lassance.

ArquivoO jornalista Ancelmo Góis fez uma enquete junto a outros colunistas do jornal O Globo para saber o que eles esperam de 2014. Merval Pereira espera que as coisas continuem ruins no ano que vem, mas acha que vão piorar. Carlos Alberto Sardenberg, Míriam Leitão e Zuenir Ventura torcem por mais protestos – “protestos vigorosos”, quer Sardenberg. Ricardo Noblat pediu a Papai Noel que dê discernimento aos brasileiros para escolher o próximo presidente da República. Se é para dar, supõe-se que é porque ainda não temos.

A enquete deixa claro o que o mais tradicional veículo da velha mídia está preparado para fazer em 2014. É o mesmo que fez em 2013: pegar carona na insatisfação popular para tentar influir decisivamente no mundo da política. Desgastar aqueles de quem não gosta para dar uma força àqueles que são seus prediletos.

A mídia que foi escorraçada das ruas e teve que mascarar as logomarcas de seus microfones quer repetir o que sempre fez em eleições presidenciais: entrar em campo e desempenhar o papel de partido de oposição.

As corporações midiáticas se organizam para, mais uma vez, interferir no resultado das eleições porque disso depende o seu negócio. De novo, entram em campo para medir forças. Já estão acostumadas a partir para o tudo ou nada. Vão testar, pela enésima vez, a quantas anda seu poder sobre a política. Disso fazem notícia e assim agem para deixar os políticos e os partidos de joelhos, estigmatizados, envergonhados e obsequiosos.

Como nos ensinou Venício Lima, uma Presidência, um Congresso e partidos achincalhados são incapazes de propor uma regulação decente da mídia, nem mesmo para garantir a liberdade de expressão, a diversidade de fontes de informação, a pluralidade de opiniões e um mercado da comunicação não cartelizado.

Em 2013, as corporações midiáticas, mais uma vez, anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar. E não é que o tal do mundo não se acabou? Quando os protestos de junho tomaram as ruas, o preço do tomate tinha ido às alturas. O PIB de 2012 se tornou conhecido e seu crescimento havia sido próximo de zero. Os reservatórios estavam bem abaixo do normal e “especialistas” recomendavam rezar para que não houvesse apagão. O caso Amarildo fez derreter a quase unanimidade que havia em defesa do projeto das Unidades de Polícia Pacificadora (as UPPs).

Parecia que o país ia mal das pernas e que um modelo de governança estava esgotado e ruindo. Tudo levava a crer que a presidência Dilma havia entrado em um beco sem saída. Mas saiu. Ela recuperou sua popularidade, enquanto seus adversários potenciais caíram em preferência de voto e aumentaram sua rejeição.

O ano terminou melhor do que começou, para o governo e para o País. A inflação vai fechar dentro da meta. Assim deve permanecer no ano que vem, por mais que alguns analistas queiram, usando razões que a própria razão desconhece, nos fazer crer que o limite da meta é algo fora da meta (quem sabe os dicionários, no ano que vem, tragam um novo sentido para a palavra “limite”). Não houve apagão e as térmicas foram desligadas mais cedo do que se imaginava.

O crescimento do PIB, em 2014, deve ser maior do que o deste ano. Educação e saúde terão mais recursos e têm saído melhor na percepção aferida em pesquisas. O Brasil, no ano que vem, continuará com um dos maiores superávits primários do mundo, ainda mais com a entrada de novos recursos vindos da exploração do pré-sal e das concessões de infraestrutura.

Mas os pepinos continuam sendo muitos. Alguns serão particularmente difíceis de se descascar no ano que vem. Um é a ameaça de as agências de avaliação de risco rebaixarem a nota do Brasil. Outro é o descrédito das políticas de segurança pública, em todos os estados, mas respingando no Governo Federal.

O terceiro e, possivelmente, o mais explosivo, seria o mesmo de 2013: uma nova onda de aumento das tarifas de ônibus, o que tradicionalmente acontece no primeiro semestre de cada ano. A derrota do aumento do IPTU em São Paulo, na Justiça, tirou do mapa a única situação que se imaginava sob controle. O eixo Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte é o que mais preocupa o Planalto. Se algo der errado, no ano que vem, terá como epicentro provável essas três capitais, podendo alastrar-se para as demais.

Os protestos de 2013 foram uma tempestade perfeita. Várias questões mal resolvidas e acumuladas no estresse diário dos cidadãos se transformaram em revolta nas ruas, juntando alhos e bugalhos. Imprevisíveis, tempestades perfeitas, como foram as jornadas de junho, são também difíceis de se repetirem. Difíceis, mas não impossíveis.

Basta um pequeno risco para se ter uma grande preocupação. Os três problemas mais sensíveis do momento (a percepção internacional sobre a economia do país, a segurança pública e as tarifas de ônibus) conformam a agenda prioritária do primeiro trimestre de 2014 a ser toureada diretamente pelo Palácio do Planalto. Os meses de janeiro a março de 2014 serão mais agitados do que o normal, pelo menos, na Esplanada dos Ministérios.

O trimestre seguinte, de abril a junho, será o período mais crítico. Ali se concentram as datas-base da negociação trabalhista de várias categorias; a briga de foice de muitos interesses para entrarem na pauta do esforço concentrado do Congresso; o período final do acerto das candidaturas presidenciais e estaduais; finalmente, claro, a Copa do Mundo de Futebol.

Que venha 2014. Que venha mais ousadia de todos os governos e partidos. Que venham mobilizações em favor dos mais pobres e com os mais pobres nas ruas, com suas organizações sociais, populares e seus partidos –  até para que os partidos possam abrir menos a boca e mais os ouvidos. Que os brasileiros mostrem que a voz das ruas não é aquela fabricada pelas manchetes das corporações midiáticas. Que a opinião pública mostre, ao vivo e em cores, que a sua verdadeira opinião é normalmente o avesso da opinião publicada. Que venham surpresas, pois são delas que surgem as mudanças.

(*) Antonio Lassance é cientista político.

UMA MENSAGEM DE NATAL DE CHICO XAVIER ENVIADA PELA PROFESSORA/FILOSOFANTE IVÂNIA ÉGAS

Algo por Eles Neste Natal

Compadece-te de todos aqueles que não podem ou não sabem esperar. Estão eles em toda parte…

Quase sempre são vítimas da inquietação e do medo. Observa quantos já transpuseram as linhas da própria segurança.

São casais que não se toleram nas primeiras rusgas do matrimônio e desfazem a união em que se compromissaram, abraçando riscos pelos quais, em muitas circunstâncias, cedo se encaminham para sofrimento maior;

são mães que rejeitam os filhos que carregam no seio, entregando-se à prática do aborto, recusando a presença de criaturas que se lhes fariam instrumentos de redenção e reconforto no futuro, caindo, às vezes, em largas faixas de doença ou desequilíbrio;

são homens que repelem os problemas inerentes às tarefas que lhes dizem respeito, escapando para situações duvidosas, sob a alegação de que procuram distração e repouso, quando apenas estão dilapidando a estabilidade das obras que, mais tarde, lhes propiciariam refazimento e descanso;

são amigos doentes ou desesperados que se rebelam contra os supostos desgostos da vida e se inclinam para o suicídio, destruindo os recursos e oportunidades que transportariam para a conquista da vitória e da paz em si mesmos;

são jovens, famintos de liberdade e prazer que, impedidos naturalmente do acesso a satisfações imediatas, se engolfam no abuso dos alucinógenos, estragando as faculdades com que o tempo os auxiliaria na construção da felicidade porvindoura.

Neste NATAL, façamos algo por eles, os nossos irmãos que ignoram ou que não querem aceitar os benefícios da serenidade e da esperança.

Pronuncia algumas frases de otimismo e encorajamento; escreve algum bilhete que os reanime para a bênção de viver e servir; estende simpatia em algum gesto espontâneo de gentileza; repete consideração e concurso amigo nos diálogos que colaborem na sustentação da paz e da solidariedade.

Não te declares sem possibilidade de contribuir, nem digas que tens todas as tuas horas repletas de encargos e serviços dos quais não te podes distanciar.

Faze algo, no soerguimento do bem.

Nas realizações da fraternidade, quem ama faz o tempo.

XAVIER, Francisco Cândido

DILMA AFIRMA QUE O PROGRAMA MAIS MÉDICOS É UMA REALIDADE QUE SATISFAZ ÀS NECESSIDADES DA POPULAÇÃO

O Programa Mais Médicos do governo federal quando foi anunciado pela primeira vez fez as direitas se arrepiarem de inveja. Isso já era uma premonição de que ia dá certo, porque tudo que elas não gostam é bom. Tudo que o governo federal apresenta como política de transformação e as direitas combatem é sinal de que serve para a sociedade brasileira. Nesse tipo de avaliação as direitas são pós, pós, pós, pós-doutorada. Um entendimento que foi forjado nos oito anos do desgoverno do príncipe sem trono, Fernando Henrique. Como nenhuma política social foi incrementada em seus desgovernos, as direitas sabem quando uma política social presta porque não a fizeram. É o método da ignorância para avaliar o que é necessário à população.

A premonição direitista se confirmou com o Programa Mais Médicos. Uma realidade que atende milhares de pessoas no Brasil. Esse fato já é concebido pelas direitas a ponto de seus candidatos afirmarem que se ganharem as eleições – no dia de São Nunca – vão adotá-lo. Dilma conhecedora da efetivação do programa e sua satisfação para a sociedade fez comentários elogiosos sobre essa realidade.

“É no posto de saúde, por exemplo, que ela faz consulta de rotina, que a criança recebe uma vacina ou adulto, que faz a coleta para exames, que se faz um bom pré-natal, o tratamento de hipertensão ou diabetes e o acompanhamento da saúde das crianças.

Para os hospitais ficarão os casos que realmente são mais complexos e, com isso, vamos reduzir as filas. Por isso é tão importante manter os nossos postos de saúde bem equipados e com médicos.

É uma resposta do governo federal às necessidades da população, que sempre reivindicou a melhoria da saúde em nosso país. O governo federal está ouvindo esses pleitos e se esforçando para melhorar o atendimento de saúde no Brasil.

Você sabe como a presença de um médico faz uma tremenda diferença na vida de todos nós. Agora imagina que até pouco tempo era muito difícil um médico ir trabalhar nos postos de saúde das regiões mais longínquas e mais desassistidas do país”, comentou Dilma.

CONFIRMADO: A PARTIR DE 1º DE JANEIRO O SALÁRIO MÍNIMO SERÁ DE R$ 724

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A presidenta Dilma Vana Rousseff afirmou ontem, dia 23, que o salário mínimo será mesmo de R$ 724 a partir de janeiro de 2014. O aumento é de 6,78% referente ao atual que é de R$ 678. Significa que o aumento foi de R$ 46. É pouco, mas foi o que o governo federal, a Câmara Federal e o Senado decidiram baseado do PIB e na inflação.

O decreto que determina o novo valor entra em vigor a partir de 1º de janeiro.

PRESIDENTE HOLLANDE, MOSTRA EM ENUNCIAÇÃO JULGADORA QUE A CONSCIÊNCIA COLONIAL CONTRA A ARGÉLIA NÃO MUDOU

Durante décadas a França, com sua política exterior de dominação, colonizou a Argélia. Colonizou no sentido mais amplo. Explorou e roubou suas riquezas minerais, esfacelou sua cultura, principalmente, lhe impondo a língua francesa, instalou no território um regime de terror que prendeu, sequestrou, torturou e assassinou vários argelinos que se opunham ao colonialismo.

A atuação do governo francês foi tão cruel na Argélia que levou ao protesto internacional por parte até do povo francês. Entre as vozes que enunciavam a saída  da França da Argélia estavam as dos filósofos Sartre, M. Ponty, Camus, Marcuse, Simone de Beauvoir, entre outros. Entretanto, a voz que mais tocou na consciência da sociedade internacional foi a voz do psiquiatra argelino Frantz Fanon. Ele denunciou em seu livro Os Condenados da Terra, com prefácio do filósofo Sartre, os horrores que os franceses impuseram aos presos durante a tortura. Os métodos mais cruéis que erram apoiados por alguns médicos. Mas o livro não só denuncia a prática hedionda dos torturadores, ele também mostra a situação da África frente à ganância dos impérios capitalistas.

Terminada a intervenção francesa na Argélia acreditava-se – principalmente os ignorantes políticos – que a ideologia colonialista tinha entrado no estado de desaparecimento. Falsa crença. Assim como essa ideologia tinha deixado seus signos alienantes em parte do povo argelino, também continuava em parte do povo francês. Demonstrando que a memória história, mesmo que terrível, é persistente. Ela cria ramificações internas e externas em alguns indivíduos forjando suas consciências que não entram em processo de desaparecimento.

Para mostrar que a consciência colonizadora não desapareceu em parte do povo francês, o presidente da França, Hollande, que se diz socialista, depois de uma viagem de volta da Argélia do ministro do Interior, Manuel Valls, ele, o presidente francês, afirmou perante o Conselho Representativo das Instituições Judaicas na França que já era “suficiente” que o ministro tivesse retornado “são e salvo” da Argélia.

Diante dos protestos do governo argelino e da comunidade internacional, Hollande, declarou que lamentava “sinceramente a interpretação” do que falou. O certo é que Hollande tentou contornar a situação pelos trâmites burocráticos. O que foi possível. Mas o que ele não pode contorna é a exposição pública de sua consciência preconceituosa, discriminadora e racista. Rastro de uma colonização que humilhou o povo argelino até o ano de 1962.

E é esse tipo de socialista que se acredita com moral suficiente para citar o filósofo Marx.

COM A SAÍDA DO PASTOR FELICIANO, A COMISSÃO DOS DIREITOS HUMANOS E MINORIAS, VOLTA AO HUMANO

O período em que o deputado federal Marco Feliciano (PSC), que é pastor, sem qualquer enunciação sagrada e intelectual dos históricos pastores, mas uma subjetividade preconceituosamente molar passou na Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, foi o pior período da história dessa comissão que foi marcada pela intransigência, a arrogância e ao autoritarismo. Um total distanciamento do que é humano. Para quem entende do papel da comissão viu essa comissão transformada em um púlpito da igreja de Feliciano, onde ele presidia como se estivesse diante de seu rebanho amestrado.

Foi uma verdadeira demonstração de falta de conhecimento e vivência democrática. Todas as ideias contrárias à sua rigidez dogmática dita religiosa como os direitos dos homossexuais foram impugnadas. Mas, em verdade, Feliciano não estava só, havia como sua companhia o deputado Bolsonaro, representante raivoso da extrema-direita, e mais outros não confiáveis democraticamente. Sujeitos-sujeitados pelo mais baixo grau de inteligência e afecções bloqueadas.

Semana passada Marco Feliciano, que se alcunha de pastor, deixou a presidência da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal. Agora, os deputados federais considerados progressistas se reuniram para impedir que a comissão seja novamente ameaçada por esse tipo de discurso antidemocrático. Deputados do PT, PC do B e PSOL estão articulando propostas para indicação de candidatos para o cargo. Quatro nomes despontam Erika Kokai (PT/DF), Nilmário Miranda (PT/MG), Manuela D’Ávila (PC do B/RG) e Domingos Dutra (SDD/MA).

Para o deputado do PSOL, Jean Willys, a saída de Feliciano faz com que a comissão busca sua identidade relevante.

“Infelizmente a gente não tem o que comemorar. Se por um lado a saída dele significa que a comissão pode voltar a ter relevância para discussão dos direitos das minorias, por outro significa que nós tivemos um ano praticamente nulo, sem conseguir avançar em questões importantes para o Brasil. Só não podemos dizer que foi um ano totalmente nulo, porque a Frente Parlamentar que os deputados que renunciaram os cargos formaram, conseguiu manter algumas dessas discussões”, opinou Jean Willys.

Miruna, a filha de Genoino

O drama de Genoino tem extremos de caráter. De um lado, Joaquim Barbosa. A ele se contrapõe Miruna, que representa o que há de melhor no caráter humano.

ArquivoPor: Paulo Nogueira

Miruna. Poucas pessoas me impressionaram tanto, em 2013, quanto Miruna, a filha de Genoino.

As circunstâncias revelam a pessoa, sabemos todos. E no drama de seu pai, perseguido implacavelmente por Joaquim Barbosa e defendido tibiamente pelo PT, Miruna se mostrou um colosso.

Quem haveria de supor que por trás de uma jovem mulher tão doce e tão delicada estava uma leoa? Sua ira santa passará para a história como um testemunho do suplício ignominioso imposto a um homem que dedicou sua vida à luta por um país socialmente justo.

O drama de Genoino tem extremos de caráter. De um lado, você tem Joaquim Barbosa, impiedoso, vingativo, um homem que parece se comprazer no sofrimento alheio.

Joaquim Barbosa é o antibrasileiro, a negação da índole generosa e cordial dos filhos do Brasil. É também, para lembrar um grande morto destes dias, o anti-Mandela. Joaquim Barbosa promove a discórdia, e Mandela personificou a concórdia. Barbosa é um deslumbrado, um alpinista social. Mandela conservou a simplicidade sempre, mesmo quando já era claro que fora um dos maiores homens de seu tempo.

A Joaquim Barbosa, no caso de Genoino, se contrapõe Miruna. Se ele é um exemplo negativo para os brasileiros, ela é o oposto. Miruna representa o que há de melhor no caráter humano: a paixão pela justiça, a perseverança na defesa de seus ideais, a devoção filial, a capacidade de se indignar diante de absurdos.

Num plano maior, o que estamos vendo nas ações de Joaquim Barbosa e de Miruna em torno de Genoino é o enfrentamento entre duas forças antagônicas.

Barbosa tem o poder. Miruna tem a verdade. Barbosa é o ódio. Miruna é o amor. Neste tipo de luta, o veredito costuma ser dado pelo tempo. Ainda que o poder prevaleça momentaneamente, a verdade se impõe com o correr dos longos dias.

Miruna é, também, uma lembrança doída da falta de combatividade do PT. É um embaraço para o partido que a voz que se ergueu valentemente contra a perseguição cruel a Genoino seja a de Miruna, e não a de seus líderes.

A prioridade um, dois e três do PT é a reeleição de Dilma, e com isso Genoino foi posto de lado. Talvez só seja efetivamente lembrado em caso de morte.

Miruna tem razão em dizer que sente vergonha do seu país. Os inimigos massacram seu pai. Os amigos se calam, ou emitem balbucios irrelevantes.

Numa perspectiva histórica, falta ao PT o que sobrou em Hugo Chávez e sobra em Cristina Kirchner: a coragem de quebrar muros e, com eles, resistências ao avanço social.

Chávez retirou a concessão de uma emissora que patrocinou uma tentativa de golpe contra ele. Kirchner não descansou enquanto não colocou de joelhos o grupo Clarín, obrigado enfim, depois de anos, a abrir mão de seu monopólio.

No Brasil do PT, a Globo segue impávida – recebeu 6 bilhões de reais em verbas publicitárias estatais nos últimos dez anos —  e com ela os três ou quatro grupos que controlam a mídia brasileira.

É nesse universo que Miruna combate seu combate – numa solidão desesperadora que a história registrará como um dos mais lindos momentos de um tempo sob tantos aspectos frustrante.

O jornalismo ornitorrinco e a herança maléfica de 2013

O recorde mais espetacular do ano de 2013 foi o número de previsões fracassadas. Diariamente, os jornalões estamparam notícias recebidas com surpresa.

Por: Wanderley Guilherme dos Santo

ArquivoO recorde mais espetacular do ano de 2013 foi o número de previsões fracassadas. Dia sim, outro também, os jornalões estamparam notícias recebidas com surpresa pelo famoso mercado, que as esperava o oposto. De boca aberta também andaram seus renomados especialistas, a inventar explicações fora da curva para os furos especialmente enormes. Erros que, imediatamente, soterraram com pompa, circunstância e virgens anúncios de futuras tempestades. É intrigante a permanente charlatanice com que os periódicos, diários e semanais, afagam o ego dos conservadores sem que estes se sublevem contra a falcatrua. Ou, talvez, os conservadores desconfiem de que a realidade seja bastante diferente, mas aspiram, tal como os jornalistas e especialistas, a vê-la materializar-se conforme a aspiração.

Este parece o sonho derradeiro dos colunistas e pitonisas da oposição: obter o condão de pronunciar profecias que se auto-cumprem. Daquelas que, uma vez proclamadas, contribuem para a realização do desastre. Uma corrida a um banco disparada por falsa previsão de que vai quebrar pode, de fato, levar à bancarrota um estabelecimento sólido. Mas é impossível evitar uma estupenda safra agrícola escondendo-a sob pragas e tormentas apenas verborrágicas. Criam, contudo, uma espécie ornitorrinco de jornalismo – aquele que retrata o que lhe apeteceria acontecesse efetivamente, não o que, com modesta realidade, ocorre. Daí a freqüente discrepância entre as manchetes e o conteúdo, ainda que este venha narrado como que sob tortura, tão tortuosa é a narrativa.

Diverso é o caso do jornalismo a soldo. Não há como perdoar àqueles que sabem o que fazem. Omitem informações relevantes, adulteram outras, inventam terceiras. Cada um dos desvios é serviço prestado. Digamos que eles fabricam um tipo especial de caixa dois, recursos contabilizados como salário, quando, contudo, resultam de um efetivo domínio do fato inventado ou distorcido.

Essa cumplicidade entre fiéis ingênuos e deliberados bandoleiros que assaltam a reputação alheia, maculam o estafante trabalho de legislar ou de executar tarefas de interesse geral, enriquecendo ao longo da labuta, dificulta identificar a composição da quadrilha que, diariamente, vende engodo à população. Estamos de acordo que as matérias impressas, tanto as assinadas quanto as editorializadas, constituem atos de ofício e aceitável evidência dos crimes assinalados, certo?

Sendo assim, uma legislação democrática, que proteja os cidadãos comuns contra os achaques e calúnias dessa quadrilha de mistificadores e inventores de escândalos, deve ser uma das preocupações de qualquer governo de origem popular. Os antigos gregos já puniam severamente os  propagadores de infâmias e em alguns casos de indução de outros a atos perversos, aplicavam a pena do ostracismo, da multa e, eventualmente, impunham até a pena de morte.

O Brasil nunca ultrapassou essa fase porque nunca esteve nela.  O jornalismo ornitorrinco e o jornalismo adversativo (o que acrescenta um mas, porém, todavia, contudo a toda notícia positiva) ainda são  os controladores do mercado de notícias. O mercado de notícias é o único que os conservadores não desejam livre.

Qualquer iniciativa de soltá-lo das garras oligárquicas é, ornitorrincamente, apresentada como seu oposto, o de invadir a liberdade da notícia. Ora, o que não existe no país é justamente uma imprensa livre, plural e competitiva o suficiente para que o cidadão possa optar.  O mercado de notícias está cativo de tiranetes sem escrúpulos, de colunistas a soldo, sem  mencionar o inacreditável nível de desinformação e de cultura da média das redações desses jornais.

O Judiciário, por sua vez, além da adoção do discurso de ódio, inaugurou uma etapa bastante peculiar em nosso constitucionalismo. Dizem seus arautos que o Supremo Tribunal Federal representa a vanguarda iluminada das sociedades contemporâneas. Ainda com mais fulgor no Brasil, entendem, em vista da podridão de que estariam acometidos os demais poderes da República. Entre suas atribuições abrigar-se-ia a de estabelecer prazos para que o Legislativo legisle sobre matérias que ele, Judiciário, considera inadiáveis. Isso, como todos sabem, inclusive os senhores ministros do STF, não está escrito na Constituição. Os únicos prazos legitimamente impostos ao Legislativo, salvo engano, são aqueles hospedados por seu Regimento Interno e pelos estatutos de urgência e medidas provisórias, ambas emanadas do Poder Executivo. De uma penada os atuais e transitórios ministros do STF ofendem o Executivo e o Legislativo.

É cautelar, em conclusão, que se observe como os conflitos por vir não deverão ser debitados à conta de um confronto direto entre  o capital e o trabalho, mas entre o jornalismo ornitorrinco e o Judiciário e os demais poderes. O ano de 2014 promete.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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