Arquivo para 14 de dezembro de 2013

“O PROBLEMA NÃO É ECONÔMICO, O PROBLEMA É DE PELE, É DE CLASSE SOCIAL”, AFIRMOU LULA SOBRE A ANIMOSIDADE DAS DIREITAS CONTRA O GOVERNO DILMA E O PT

Participando do 5° Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), em Brasília, com a participação de 600 delegados e mais outros presentes, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fez um discurso rico sobre a existência do partido e os governos populares, iniciado por ele, e agora conduzido pela presidenta Dilma Vana Rousseff. Durante seu discurso, Lula mostrou porque às direitas compulsivamente atacam o PT e suas gestões. Mas não escondeu os erros do partido.

Lula disse, em análise política-sociológica, que se trata de problema de classe social. Afirmou que os incomodados, alguns empresários, políticos e as mídias reacionárias, expressão suas posições contrárias, porque o Brasil avançou na última década. O Brasil “está dando certo naquilo que os outros não conseguiram acertar, o que pensavam fazer muito”.

“O problema não é econômico, o problema é de pele, é de classe social. Se eu tivesse fracassado como imaginavam, diriam que era porque eu era um coitadinho de um operário, que não estava preparado. Fizeram um país para governar por mais de 20 anos e quem está governando há 12 anos somos nós. Um dia pegaram uma jovem de 20 anos, prenderam-na, torturam-na, e depois a soltaram. Alguns anos depois essa jovem rebelde vira presidenta da República desse país. Isso não é uma coisa simples de compreender.

Quero entender qual é o país que está melhor que o nosso Brasil. Alguns países estão bem porque começaram décadas antes de nós, mas nenhum país está bem como o nosso. Não há nenhum país que tenha registrado 4,8 milhões de empregos formais em três anos, que tenha mais responsabilidade fiscal do que nós.

Se forem comparados os erros do PT com os dos outros partidos, notamos uma desproporcionalidade na divulgação. Basta ver as notícias sobre o emprego do José Dirceu num hotel e da cocaína num helicóptero que se percebe uma desproporcionalidade na divulgação dos dois assuntos.

Não se iludam que cada coisa, quanto melhor fizermos, mais aumentará a ira da oposição contra nós. Tudo isso deixa as pessoas em dúvida sobre o que vai acontecer nesse país. Temos uma responsabilidade de reeleger a Dilma presidenta e para isso precisamos ter uma boa bancada de deputados federais, aumentar o número de senadores, eleger governadores e deputados estaduais.

Temos que trabalhar e construir alianças, pois não teremos uma eleição fácil. Não vamos esperar moleza: estas eleições precisam de dedicação e muito compromisso de nossa parte. Teremos que ir para a rua”, discursou Lula.   

CNI/IBOPE NÃO CANSAM DA TAUTOLOGIA: DILMA CONTINUA CRESCENDO NOS DESEJOS DOS BRASILEIROS

Pesquisa realizada entre 23 de novembro e 2 de dezembro com 2.002 entrevistados para avaliação do governo da presidenta Dilma Vana Rousseff, pelo Ibope em parceria com a CNI, mostra que o desejo do eleitorado por ela continua crescendo, assim como a aprovação do governo federal, o que já é uma repetição.

Na pesquisa Dilma deixou os 37% da pesquisa feita em setembro, passando para 43%, em dezembro, de acordo com o desejo do eleitorado. O que significa na matemática elementar, subida de 6%. E não fica por aí. Os índices de regular passou de 39%, em setembro, para 35%, em dezembro, enquanto ruim ou péssimo caíram de 22%, em setembro, para 20%, em dezembro. É o Natal que se aproxima com boas festas para o povo brasileiro.

E tem mais, para as direitas se descabelarem, se é que ainda têm cabelos. A aprovação de seu governo deixou os 54%, de setembro, passando para 56%, em dezembro. E a desaprovação? Caiu de 40% para 36%, é mole? E quantos confiam em Dilma? 52%. E quantos não confiam? Antes eram 43%, e agora 41%.

O que diz a pesquisa? – “Verifica-se uma melhora na avaliação da população com relação às políticas do governo”.

Popularidade de Dilma por regiões.

Nordeste – 52%.

Sudeste – 38%.

Norte/Centro-Oeste – 45%.

Sul – 46%.

E agora, como ficam os 60% dos que não querem Dilma, conforme afirmou, matemagicamente, o confuso candidato da voraz direita, PSDB, o playboyzinho Aécio Neves?

Ai, ai, ai, Romeu Jr

Ao longo de dois anos, o ex-secretário nacional do Ministério da Justiça agiu como entrevistado–duplo

por Mino Carta

Instado a se demitir de secretário nacional do Ministério da Justiça, Romeu Tuma Jr. resistiu de início, mesmo porque o próprio presidente da República recomendara: “Por ora, aguenta”. A mídia nativa trombeteava as relações do secretário, desde seus tempos de delegado, com um cidadão chinês acusado de contrabando. A artilharia não arrefeceu, pelo contrário. Depois de algum tempo, o alvejado capitulou.

Romeu Jr. caiu em depressão profunda, via na sua saída do governo o golpe fatal que apressara a morte do pai, o senador. E enxergava mais, além e acima do chinês: uma clara ligação entre o bloqueio dos bens de Daniel Dantas no exterior, por ele determinado, a Operação Satiagraha e o Caso Battisti. Elo do entrecho, um petista eminente, Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado do banqueiro e do terrorista assassino.

Romeu Jr. repetia a intenção de botar as suas razões por escrito e Paulo Henrique Amorim e eu sugerimos um livro-entrevista. Ele gostou da ideia e outro jornalista aderiu à operação, Sergio Lirio, redator-chefe de CartaCapital, enquanto Paulo Henrique limitava-se a formular algumas perguntas sobre as atividades dantescas. Dias e dias de entrevista conduzida por Sergio e eu seguiram-se ao longo de um larguíssimo período. Na véspera do ponto final, entre perplexos e espantados, somos surpreendidos pelas declarações do nosso entrevistado à revista Veja, a mesma que a bem de sua demissão o perseguiu com empenho feroz. E pelo anúncio da publicação do livro, Assassinato de Reputações – Um crime de Estado, resultado de dois anos de entrevistas ao jornalista Claudio Tognolli.

Diz o entrevistador a Veja: “É um livro baseado apenas em fatos”. A julgar pelos textos estampados na revista da Editora Abril, os fatos sofreram modificações em relação aos propósitos manifestados há dois anos por um deprimidíssimo Romeu Jr. Tome-se Daniel Dantas, aquele que forneceu a Veja um dossiê para denunciar contas em Cayman de personagens graudíssimos, a começar pelo presidente Lula, e sem omitir o próprio senador Tuma. Pois de vilão parece tornar-se vítima, metamorfose que talvez agrade a Tognolli. Gilmar Mendes? Sim, sim, ele foi grampeado, embora já tenha sido fartamente provado que a Abin, então comandada pelo delegado Paulo Lacerda, grande e leal amigo dos Tuma, não tinha condições de grampear quem quer que seja. E por aí afora, alterações de rota, esquecimentos abissais, acréscimos que seria impossível endossar.

No depoimento a Veja, Lula vira informante do Dops. A respeito sei apenas que Tuma pai e o líder sindical Luiz Inácio da Silva foram bons amigos e que o futuro senador foi suave carcereiro do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, preso no Dops em meio à greve de 1980. A história é bem conhecida. Outra, relacionada com aquele tempo de detenção, menos conhecida, diz respeito às visitas ao preso de uns senhores engravatados, que se diziam enviados pelo “cacique”. Não se pareciam com inquisidores, eram afáveis ao formularem perguntas sobre as ideias de Lula e sua fé política.

Logo que saiu da prisão, Lula me falou dos misteriosos visitadores e então, anos a fio, perguntei a Romeu pai quem seriam os enviados do “cacique”. Respondia ignorar. Uns anos atrás voltei à carga, ele revelou: “Era o Golbery”. Golbery do Couto e Silva, chefe da Casa Civil de Castello Branco, Geisel e, por pouco mais de dois anos, de Figueiredo. Estava interessado em entender os rumos de um sindicalista tão diferente dos tradicionais pelegos. De caso pensado, não confiava às cegas nos meus textos a favor, preferia o relatório dos seus amáveis pesquisadores. E de Tuma pai, é imaginável.

Na noite do velório do senador, um dos irmãos de Romeu Jr., Rogério, notável neurologista e colaborador de CartaCapital, declarou em entrevista gravada: “Meu pai protegeu Lula porque os agentes da ditadura pretendiam matá-lo”. Vale a pena matar um informante do Dops? O que pergunto aos meus estupefatos botões é qual teria sido o motivo de Romeu Jr. ao recorrer a Veja e a Tognolli. Aventam pacatamente a hipótese de que optou por quem se disporia a compactuar com incontroláveis saraivadas, frequentemente desferidas sem prova. Mais espanta, de todo modo, é que Romeu Jr. tenha funcionado como entrevistado duplo. Pelo menos ao se encararem os fatos do lado de cá.

Consta que, na página dos agradecimentos que introduz o livro, Romeu Jr. agradece “em particular a Mino Carta, por emprestar sua amizade, companhia e valiosíssimas tardes de inúmeras segundas-feiras neste projeto”. Sem deixar de sublinhar que amizade não se empresta, dá-se íntegra e leal, apresso-me a dispensar este obrigado. O livro-entrevista que eu imaginava nada tem a ver com tudo aquilo prometido pela incrível entrevista a Veja. Quanto ao livro que vem aí, não o lerei.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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