Arquivo para 16 de dezembro de 2013

MICHELLE BACHELET É NOVAMENTE PRESIDENTA DO CHILE. ÀS DIREITAS COSPEM ÓDIO, PRINCIPALMENTE AS DO BRASIL

No país de Allende e Pablo Neruda, teve eleição presidencial ontem, dia 15. O presidente atual, Piñera, vai desgovernando o Chile. Por isso, tem baixíssima popularidade. Durante seu tempo de mandato teve que enfrentar várias manifestações contra sua política governamental que não beneficia a maior parte da população. Foram manifestações de protestos de várias entidades, mas a que mais abalou seu desgoverno foram às manifestações provocadas pelos estudantes que lutaram por um ensino público e de qualidade, para tirar o privilégio do ensino privado que domina o país.

Piñera teve que enfrentar a beleza-rebelde, a sensibilidade e a inteligência da jovem engajada Camila Vallejo. Uma líder que há décadas não se ouvia ou via na América Latina. Camila soube dirigir com garbo, coragem e inteligência as manifestações que sofreram todas as formas de retaliações pelas forças repressoras do governo Piñera. Como resultado de sua atuação, Camila, se candidatou ao cargo de deputada pelo Partido Comunista, e foi eleita, no primeiro turno.

Ontem, dia 15, outra vez o eleitor chileno reconduziu Michelle Bachelet, do Partido Socialista, ao Palácio de La Moneda. Bachelet, durante a sua campanha eleitoral, contou com o apoio e a colaboração da beleza-rebelde de Camila. Bachelet volta ao poder chileno depois de ter vencido a candidata de Piñera, ministra do Trabalho, Evelyn Matthei. Vencer Bachelet seria uma missão cruel para a ministra, em vista da péssima administração de seu chefe e indicador político.

Mas a vitória de Bachelet não é só vitória da maioria do povo chileno. É também vitória da América Latina. Vitória do entendimento que governar é produzir políticas voltadas essencialmente para as necessidades da maioria da sociedade. Ou melhor, de toda sociedade. O que faz com que um governo seja significado de democrático. Entretanto, a recondução de Bachelet ao governo do Chile não é só motivo de alegria, é também motivo de ódio. Às direitas, embora já soubessem do resultado antecipadamente, cuspiram ódio. O que já lhe é forma de comportamento comum quando o bem-popular tem graus de satisfação. Como o Chile faz parte do mesmo continente que o Brasil e Bachelet conduz práxis de governar com semelhança aos governos Lula e Dilma – embora a realidade geral dos dois países sejam diferente -, as direitas brasileiras se arrepiaram de descontentamento. Ainda mais, que a governante chilena é do partido socialista.

Mas o povo chileno não tem nada a ver com as direitas, por isso elegeu Bachelet. Daí que a hora é só de comemorar e esperar uma boa administração de Michelle Bachelet.

 

DEPOIS DAS MORTES DE OPERÁRIOS O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO PEDE INTERDIÇÃO “URGENTE” DA ARENA AMAZÔNIA

Durante o ano de 2013, operários que trabalhavam na construção da Arena Amazônia, em Manaus, local de apenas quatro jogos, mas de magna importância para amargonenses deslumbrados, morreram ao caírem das áreas onde trabalhavam.

No sábado, o operário Macleudo de Melo Ferreira, de 22, caiu de uma altura de 35 metros. Diante dos contínuos acidentes fatais no trabalho, o Ministério Público do Trabalho (MPT) da 11ª Região resolveu pedir a interdição “urgente” das obras que tem como meta de inauguração o mês de janeiro.

O pedido de interdição feito pelo MPT é para todas as atividades da obra realizadas em áreas altas. O fim da interdição só ocorrerá quando todos os requisitos de proteção para execução de trabalho nas alturas sejam cumpridos. Se a administração das obras não cumprir o que é determinado pelo MTP sofrerá multa de até R$ 100 mil por dia.

PAPA CHICO DIZ QUE CONHECEU “BONS MARXISTAS” E NÃO SE OFENDE POR TER SIDO CHAMADO DE MARXISTA, PELOS ULTRA-CONSERVADORES

Papa Francisco diz que não é marxista, mas que não se ofende se o apelidarem

 

O Papa Chico, como é popularmente conhecido, tem expressado sua opinião que vai de encontro às questões sociais do mundo atual. Como é um homem de cultura variada, ele pode fazer algumas inferências sobre essa realidade tão opressora que ofende a razão. Assim, munido de sua razão-social ele pode mostrar o resultado de sua análise sobre a miséria global.

A partir do que expressou, o Papa Chico, passou a ser objeto de comentários de algumas pessoas. Algumas progressistas, que elogiaram sua postura política, e algumas ultrarreacionárias – se ser reacionário é horripilante, imagine ser ultra –, que passaram a lhe adjetivar de Papa Marxista. Adjetivação promovida pelos ultraconservadores norte-americanos.   Mas o Papa Chico, com sua inteligência e posição voltada para os excluídos, papou esses comentários.

“Na minha vida conheci tanto marxistas bons como pessoa, que não me ofendo. Eu não falei usando um ponto de vista técnico, eu tentei apresentar um relato do que está acontecendo.

A única menção específica é a da ‘recaída favorável’ segundo a qual cada crescimento econômico impulsionado pelo mercado livre é capaz de por si só maior igualdade e inclusão social no mundo. Havia a promessa de quando o copo estivesse cheio, transbordaria e os pobres seriam beneficiados. Mas o que aconteceu é que quando está cheio o copo magicamente se torna mais alto”, disse o Papa Chico.

Qualquer um sabe que as declarações feitas pelos ultraconservadores norte-americanos só tem um objetivo: paralisá-lo em sua ação voltada para os mais pobres. Par isso, os ultraconservadores norte-americanos lançaram mão do saturado preconceito contra Marx: o mouro de Trier é o satanás.

Os ultraconservadores são tão estúpidos que a declaração do Papa Chico afirmando “quando o copo estivesse cheio transbordaria e os pobres seriam beneficiados”, não é um pensamento de Marx, mas dos socialistas utópicos como Blanc, Fourier e Simon, que Marx se opunha porque sabia historicamente e filosoficamente que o burguês jamais dividiu ou divide sua riqueza com os pobres.

ANTROPÓLOGA ÉRIKA MESQUITA FALA SOBRE A ANTROPOLOGIA DO CLIMA E OS CONHECIMENTOS NATURAIS DOS ÍNDIOS

Durante cinco anos a antropóloga Érika Mesquita estudou as percepções das mudanças climáticas que os indígenas do Alto Juruá, no estado do Acre, têm da natureza. Ela estudou dois grupos étnicos: os Ashaninka e os Kaxinawá. E três reservas extrativistas. Dessa experiência a antropóloga produziu um livro mostrando o quanto essas comunidades contribuem com seus conhecimentos para a preservação da floresta e da vida. O livro é editado pela Editora Mercado das Letras, de Campinas. Ela realizou seu doutorado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Em reportagem da jornalista Ana Mendes, ela conta sua experiência explanando o grau de conhecimento científico que os indígenas possuem.

O que a inspirou a fazer esse trabalho?
Eu me motivei a pensar sobre o clima aqui na região porque, hoje em dia, os paradigmas sobre esse assunto estão completamente modificados. Queria entender até que ponto os indígenas têm conhecimento disso e o que têm a acrescentar nessa temática. A verdade é que as ciências sociais não estão trabalhando a questão das mudanças climáticas. E ela tem de se voltar pra isso, principalmente a antropologia. Os geógrafos e os engenheiros ambientais falam muito sobre o clima. Mas nós, antropólogos, sabemos que nessas análises falta o olhar do cotidiano. Daí a ideia de trabalhar essa produção de conhecimento com os indígenas e com as populações tradicionais. Onde eu trabalhei a maioria das pessoas não tem acesso a informação da mídia. Então eu pude compartilhar como eles enxergam isso realmente.

O que é antropologia do clima?
A antropologia do clima é um conceito que está nascendo agora. É um olhar dentro da antropologia que busca analisar as mudanças climáticas. Existem poucas pessoas trabalhando com isso, uma delas é uma colega do México, Esther Katz, que pesquisa populações originárias lá, e eu, aqui. O meu desejo é que muito mais gente faça isso, para que possamos montar um mapa dos conhecimentos tradicionais indígenas em todo o Brasil. Mas, claro, há que se tomar muito cuidado porque se trata de uma etnografia somada a uma nova forma de olhar que a antropologia está pegando emprestado das ciências naturais, da geografia física. Em resumo, estamos buscando saber como isso, as mudanças climáticas, está sendo sentido no dia a dia, ou seja, não só nas situações de catástrofe, mas no cotidiano.

Segundo seu trabalho, os índios do grupo dos Ashaninka precisam fazer o reflorestamento de certas espécies, o que antes acontecia naturalmente, quando a época dos ventos coincidia com a floração. Há outras iniciativas nesse sentido?

Justamente, eles já fazem essas coisas a sua maneira. Há também a agroflorestal, que os índios já praticam, mas isso não é fomentado por nenhuma política. Então, a questão é mostrar ao poder público que se pode fazer mais. O conhecimento que eles produzem pode resultar em políticas públicas. Não basta só olharem o painel do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), da ONU. E eu não estou criticando, mas esses dados devem ser somados a outros olhares. Os governos têm de saber que essas populações podem contribuir, e contribuir na prática. Lá nas Filipinas, perto de onde aconteceu essa grande catástrofe recentemente, um xamã percebeu que vinha um tsunami. Aquele de 2004. Ele avisou a todos da aldeia, e as pessoas foram se refugiar nas montanhas mais altas. Mas na cidade o poder local não acreditou nele quando tentou alertá-los sobre a onda gigante. É justamente para fazer com que esse tipo de coisa não passe batido que se deve trazer à tona o conhecimento tradicional. Os poderes locais e globais têm de acreditar que esse conhecimento não é mito. É uma categoria que tem prática, sim. Ainda há um precipício entre o conhecimento tradicional e o conhecimento institucionalizado. E essa história está aos poucos sendo fecundada. Porque em relação às políticas públicas para povos indígenas o tratamento ainda é de cima pra baixo, infelizmente. Este ano a Unesco vai lançar uma coletânea de artigos sobre o viés das ciências sociais a respeito das mudanças climáticas, incluindo o meu trabalho.

Você acha que a academia está conseguindo absorver esse conhecimento?

Nos grandes polos de conhecimento do Brasil, sim. Ainda não atingiu a grande mídia, mas a gente já vê que o movimento é para que isso aconteça. Muitos antropólogos estão trabalhando nessa mesma linha. Eu bebi muito nestas fontes: Manuela Carneiro da Cunha, Gilles Deleuze, Marcel Mauss, Eduardo Viveiros de Castro. A começar por Marcel Mauss, que na década de 1920 fez uma classificação do pensamento nativo. Ele foi visto como um grande etnógrafo, mas nunca foi posto em prática. Então, muita coisa escrita por grandes antropólogos estavam engavetadas, e parece que agora estão vindo à tona. Hoje em dia vivemos um novo paradigma da ciência tradicional. Muitos cientistas estão com os olhos mais abertos para a ciência nativa. Já temos graduações indígenas, médicos indígenas e daqui a pouco os primeiros doutores indígenas.

Sobre as tabelas que você elaborou com os tipos de chuva, de sol e de lua, por que fazer essa organização?
É inacreditável pensar que as populações tradicionais enxergam seis tipos de sol. Quando fui morar em uma aldeia na cidade de Marechal Taumaturgo, por exemplo, eu achava que qualquer água que caía do céu era chuva. Mas tem chuva feminina, masculina, tem chuva que é “feita acontecer”. Os Ashaninka mascam batata e sopram, aí a chuva vem. Foi surpreendente quando comecei a perceber que essa noção para eles não é tão genérica como para nós. Quando eu disse a primeira vez “está chovendo”, eles me corrigiram: “Isso não é chuva, é ‘puagem’. Chuva é quando molha a terra”. Quem não vive na floresta tem um olhar mecânico, os índios são cheios de pormenores. Eles têm um conhecimento muito grande que até então, há mais ou menos cinco anos, não era valorizado, mas agora a coisa está mudando. Como dizem nas manifestações Brasil afora, “o gigante acordou”, e acordou para muita coisa mesmo. Não só tardiamente em manifestações, mas também na ciência, com relação ao conhecimento indígena. Só está faltando virar política pública.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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