Arquivo para março \23\-04:00 2014



MARCHA DA FAMÍLIA DEU CHABU GERAL AFIRMANDO QUE A DEMOCRACIA É A ESSÊNCIA POLÍTICA

https://i0.wp.com/www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/03/repudio-ao-fascismo-e-apelos-golpistas-se-contrapoem-em-dia-de-marchas-9900.html/marcha-1.jpg-6337.html/@@images/ff4d90c3-1897-41ae-80d7-d2b59cff62e4.jpeg

As direitas programaram durante meses uma gigantesca Marcha da Família com Deus pela liberdade do Brasil. Se ligaram pelo Facebook – nicho onde a comunicação chega ao grau zero – prometendo uma grande revolução que iria reeditar a Marcha Com Deus e a Família ocorrida no dia 19 de março, em São Paulo, dias antes do golpe militar que esse ano completa 50 anos. Um golpe financiado pelos Estados Unidos, militares, latifundiários e empresários, principalmente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).O objetivo era depor o presidente João Goulart, como realmente ocorreu. O dia da grande marcha revolucionária seria o 22 de março.https://i1.wp.com/www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/03/repudio-ao-fascismo-e-apelos-golpistas-se-contrapoem-em-dia-de-marchas-9900.html/marcha-5.jpg-7493.html/@@images/0dc143cd-e39f-46fd-9961-22d8389891ee.jpeg

Chegou o tal esperado dia. O dia em que o Brasil ia proporcionar uma guinada de 360 graus retroativa.  Volta para o ano de 1964. Munidos de suas bandeiras de luta lá foram os familiares-revolucionários.

Pautas dos revolucionários.

  • Intervenção Já!
  • Volta dos militares ao poder.
  • Novo presidente, general Heleno Pereira.
  • Contra o Marco Civil da Internet.
  • Contra a corrupção.
  • Contra todos esquerdistas comunistas.
  • Contra a ditadura gay.
  • Contra a infiltração dos black blocks.

A Marcha da Família em Belo Horizonte – A marcha partiria da frente da 4ª Companhia de Polícia do Exército, na Rua Juiz de Fora, no Santo Agostinho, região centro-sul de belo Horizonte. Um dos responsáveis pela transformação histórica, Túlio Naves Batista, pediu até autorização do Comando da Polícia Militar para a marcha usar algumas vias públicas. O tempo começou a rolar e um cheiro de chabu no ar. Resultado: compareceram somente 50 revolucionários.https://i1.wp.com/www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/03/repudio-ao-fascismo-e-apelos-golpistas-se-contrapoem-em-dia-de-marchas-9900.html/marcha-6.jpg-7315.html/@@images/3ec99c69-7d61-4647-afd8-7de5cb9af591.jpeg

A Marcha da Família no Rio de Janeiro – No Rio o número de revolucionários-familiares foi maior: 150. Marcharam na Candelária à Cinelândia, depois foram contar o rescaldo da revolução. Revolução dia de sábado depois de uma sexta-feira festiva.

A Marcha da Família em São Paulo – Em São Paulo a reunião dos familiares-revolucionários foi na Praça da República. A adesão foi mínima. Um pouco maior que em Belo Horizonte. 500 revolucionários-familiares.https://i0.wp.com/www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/03/repudio-ao-fascismo-e-apelos-golpistas-se-contrapoem-em-dia-de-marchas-9900.html/contraponto.jpg-759.html/@@images/ff3148ff-e925-4f28-a559-ab288c49c8d3.jpeg

Frustração geral dos organizadores. Dois motivos para a frustração geral. Não perguntaram se outras famílias brasileiras cultuam o passado, e não sabem que o pensamento de Deus também evolui. Mas a tentativa não foi de toda fracassada. Ficou a aprendizagem de que não se faz revolução através de Facebook. Esse tipo de ilusão-comunicacional é pura abstração. Escapa da experiência imediata da realidade dialeticamente entre o sujeito-cognoscente e o objeto-cognoscível. O que faz o mudo ser mutante.

Da lógica da aderência familiar-revolucionáriaA aderência nas marchas deu menos participantes do que o número de brincantes da “Bandinha do Outro Lado”, bloco infantil da Associação Filosofia Itinerante (Afin).

Dilma enfrenta o “blocão” e os boatos

A presidenta encarou a mais forte crise provocada por um partido da própria base política, o PMDB. Não foi um confronto qualquer

por Mauricio Dias

http://www.cartacapital.com.br/revista/792/dilma-enfrenta-o-201cblocao201d-e-os-boatos-4676.html/dilma/image_previewDilma enfrentou e superou a mais forte crise provocada por um partido da própria base política. Não foi um confronto qualquer. Ela bateu-se com o PMDB, o maior e mais influente aliado da base de apoio governista no Congresso. Falou-se até mesmo, para susto nos mais ingênuos, em rompimento da aliança.

A presidenta pagou um preço pela pacificação. Principalmente aos deputados. Relutante, como de outras vezes, entregou um naco da administração, liberou verbas parlamentares e recuou em alguns pontos para resgatar a votação do Marco Civil da Internet. Tudo isso e algo mais, dentro das distorcidas regras das alianças políticas e do inchaço de uma administração com 39 ministérios. Assim diluiu gradualmente o chamado “blocão” de governistas e oposicionistas. Por onde passou um boi passou, em seguida, toda a boiada.

Alguns fanáticos da base governista chegaram a acreditar que muito mais gente, além deles próprios, romperia com a presidenta. Blefe. Quem desafiaria até o fim uma candidata que tem enorme chance de se reeleger?

Tentaram alguns golpes baixos. Não terá sido por coincidência a simultaneidade do grande debate no Congresso na quarta-feira 19, sobre a compra, pela Petrobras, da refinaria de Pasadena (EUA) com o boato de que a pesquisa Ibope, a ser divulgada no dia seguinte, apontava uma queda de 8 pontos nas intenções de voto para ela. Houve quem ganhou dinheiro com isso. Era especulação do mercado.

O Ibope trouxe o resultado: Dilma 43%, Aécio 15%, Eduardo Campos 7%.

Nada diferente das sondagens anteriores de quatro institutos (tabela). Todas indicam que, se Dilma ainda não pode se dizer reeleita, os adversários estão em maior dificuldade. Aécio e Eduardo tentam criar condições para um deles travar a batalha de segundo turno. As pesquisas são de datas diferentes, mas não distantes.

Os porcentuais mostrados, quando traduzidos em votos válidos, assustam mais os opositores. O número de votos brancos e nulos varia em torno de 24%. Um porcentual bem próximo dos resultados do primeiro e do segundo turno nas eleições de 2002 (Lula e Serra), 2006 (Lula e Alckmin) e 2010 (Dilma e Serra).

Dilma Rousseff chega, seis meses antes da eleição, com uma supremacia de votos arrasadora sobre Aécio Neves e Eduardo Campos. Se a eleição fosse hoje, ela se reelegeria no primeiro turno, com mais de 60% dos votos válidos. Aécio Neves e Eduardo Campos teriam, no melhor cenário, 25% e 12%, respectivamente. Juntos, alcançariam 37% dos votos.

Imbatível a presidenta não é. Na perspectiva de hoje, ela tem, entretanto, mais possibilidade de se reeleger do que de perder a eleição.

Além das virtudes pessoais, carrega com o cargo os vícios de regras eleitorais que favorecem a quem está no poder. Exemplo: a presidenta, pela atração dos partidos pelo poder, terá um tempo de 13 minutos no rádio e na tevê. Aécio Neves terá pouco mais de 3 minutos e Eduardo Campos, em torno de 2 minutos.

É bom lembrar que a reeleição no Brasil foi inventada no governo FHC, para evitar a chegada de Lula ao poder. Retardou, mas não evitou.

ASSESSORIA DE IMPRENSA DO INSTITUTO LULA REPUDIA DECLARAÇÕES DA REACIONÁRIA FOLHA ATRIBUIDA AO EX-PRESIDENTE

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Não é a primeira vez que o reacionário jornal Folha de São Paulo, braço auxiliar da ditadura instalada no Brasil entre os anos de 1964 e 1985, publica matéria atribuindo ao ex-presidente Lula afirmações que ele não fez.Dessa vez, o jornal reacionário aproveitou a nota divulgada pela presidenta Dilma Vana Rousseff, sobre o caso da compra pela Petrobrás da refinaria em Pasadena, na Califórnia, onde ela explica que houve um erro técnico, e atribuiu ao ex-presidente e continuo operário metalúrgico, observação que ele não fez.

Tratando a matéria sem apresentar a fonte o reacionário jornal, disse que em “conversas reservadas” Lula havia afirmado que Dilma teria dado “um tiro no pé”. E que para ele, “Dilma, agiu por impulso”.

A trama da Folha é de fácil compreensão, e ao mesmo tempo mostra o grau de despreparo jornalístico. O caso Pasadena foi uma produção da mídia acéfala junto com os partidos, também, reacionários como o partido da burguesia-ignara, PSDB. Uma tentativa de criar uma simulada situação na ilusão que atingiria os eleitores de Dilma. Desespera jogada. Verdadeiro despreparo jornalista. Ainda mais quando todos os institutos de pesquisa eleitoral dão vitória da presidenta já no primeiro turno. E mais, querer colocar Lula contra Dilma é prova cabal de recurso de classe que se sente perdida eleitoralmente.

Nota publicada pela Assessoria de Imprensa do Instituto Lula.

“Hoje, mais uma vez, o jornal Folha de S. Paulo atribuiu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarações que não foram feitas por ele em público ou em privado. É lamentável a reincidência do jornal em invencionices. Apenas desenforma seus leitores e conspira a verdade.

Assessoria de Imprensa do Instituto Lula”.

A sinistra manipulação da ditadura

Finalmente os sinistros mecanismos de manipulação entre realidade e ficção da ditadura militar, estão sendo desmascarados de forma contundente.

José Leal (*)

ArquivoFrente às querelas murmurantes, onde eu não mato minha sede, finalmente os sinistros mecanismos de manipulação entre realidade e ficção da ditadura militar, estão sendo desmascarados de forma contundente, e este processo se dimensiona diante dos cinquenta anos depois do Golpe Militar de 1964, que implantou a ditadura sanguinária que se manteve no poder 21 anos, sequestrando, prendendo e torturando milhares de companheiros e companheiras de luta, que hoje são sobreviventes deste arbítrio. Vinte um anos de uma ditadura militar que assassinou e manteve como desaparecidos centenas de combatentes em crimes de lesa-humanidade, que ainda não foram esclarecidos, nem julgados pela justiça do Brasil.

Justiça seja feita, lembrar e refletir sobre este período da história, é de suma importância para a fortalecer o processo democrático no Brasil, que requer da sociedade uma postura de luta constante para revelar e esclarecer as raízes da verdade sobre a realidade mantida como ficção pelo poder militar. Junto a isso, é imprescindível saber quais são os instrumentos e mecanismos do arbítrio que ainda continuam incorporados como herança malígna em nossa história atual?

A contradição fundamental é a heriditariedade do sistema, que abordei como tema no artigo, – Aos Direitos Humanos com Afinco e Afeto –, publicado no Carta Maior e que aqui é retomado para revelar algumas raízes do macabra doutrina disseminada pela ditadura militar.

Um dos fundamentos desta contradição, é que a estrutura e superestrutrua do sistema capitalista, tendo o Estado como aliado dependente, realiza um grande jogo político maniqueista, que de um lado, edifica o sonho de crescimento da estrutura de seu império selvagem real, e de  outro lado, coloca a maioria do povo como objeto de controle, mantendo o seu sonho de bem estar social no plano da ficção. Assim é que, a superestrutura, que é a responsável geradora (de-)formação de ideias e conceitos, segue aprimorando seus instrumentos para perpetuar a dominação, garantir a hereditariedade do sistema de controle político dos sonhos do povo.

Para isso, lança mão do instrumento de persuasão, desencorajando o pensar, estabelecendo uma seleção discriminatória de acesso ao saber, desestimula a reflexão crítica do contexto social, incentivando assim a letargia social. Com o instrumento do previlégio, ela controla a base do sistema educacional, aplicando seu programa de ensino à reflexão conivente, às inspirações ordeiras e a crítica conciliadora, como componentes fundamentais à elaboração do pensamento, e como elementos que regulam o jogo da concorrência que proporcina ascensão social deshumanizada como recompensa.

Estes são alguns dos intrumentos que estimulam o princípio da corrupção do imaginário, que são mantidos no arquivo do controle político dos sonhos. E quantas ideias estão escondidas neste arquivo? Centenas, inclusive a ideia do jogo que batizou a moeda brasileira de Real, também está no estoque. Isso significa que, o acesso a um montande de Real que proporcione o bem da maioria da população, permanece no plano da ficção. Trocando em miudos, o sonho do povo tem que permanecer dentro do mundo da ficção, enquanto o Real é mantido na realidade, porém bem longe do povo, pra lá do além, além do infinito. Maquiavel gostaria de ver esta máquina de manipulação do sistema, demostrando o quanto o arsenal deste jogo é corrompido e perverso.

Entra em pauta a liberdade de expressão, protegida pela lei que permite as manifestações populares, mas na realidade elas têm sido alvo de brutais violências, como foi o caso das manifestações de 2013, que sofreram intensa repressão, com centenas de manifestantes espancados, presos, internados em hospitais, e que provocou quatro mortes. Os movimentos indígenas são reprimidos violentamente causando assassinatos de índios Kaiowa e segundo o CMI, nos últimos 20 anos foram assassinados 560 indígenas, o MST e outras organizações populares têm sido alvo de intensa repressão, a população negra, além de forte discriminação, sofre repressão redobrada. Fato é que, as lutas e ações populares são mantidas sob rígidos e violentos controles, e vem sendo criminalizadas. A reflexão sobre todas estas ações de repressão, nos leva a concluir que a lei que deveria garantir a liberdade de expressão é fictícia, mas a repressão contra a liberdade é real. O uso do aparato militarizado reprimindo desenfreadamente as manifestações, tem o objetivo ideológico de implantar o medo junto ao povo, desencorajar as ideias de se organizar e desmobilizar ações para exigir a realização de seus anseios. Consequentemente, isso leva o povo a desconfiar das leis estabelecidas, das instituições estatais e nos agentes públicos.

Assim, o que deveria ser respeito baseado no direito igualitário, transforma-se em medo frentre a tudo que demonstre poder, seja privado ou estatal. Pior ainda, o respeito e o direito passam a ser ficção, enquanto o medo é disseminado na realidade. Sobre o cumprimento das leis dos Direitos Humanos, encontra-se um reprimido sinal de existência, porque é apenas instrumento de apêndice, pois é megafictício, quase sobrenatural. E o que há de novo no rugir das tempestades políticos-sociais? Um pouco do quase nada, pois toda esta situação prova que a estrutura do estado brasileiro ainda mantem a concepção herdada da ditadura militar, que conserva o jogo entre ficção e realidade para perpetuar a dominação.

Faço aqui um parênteses, para registrar o quanto o jogo entre ficção e real é uma arma  sinistra essencial da doutrina e prática da repressão da ditadura militar. Exemplifico aqui, o período em que fui vítima dos sequestros em 1974 e 1975 pelo DOI-CODI, onde fiquei preso longo período, mantido nu, torturado e sempre com capuz. No dia em que decidiram me retirar das dependências do DOI-CODI, fui levado, também de capuz, à frente de um agente de comando que me exigiu textualmente:

“Hoje você vai para casa e tenho a certeza que irá esquecer que esteve aqui e tudo que se passou. Pense bem e faça deste período uma folha em branco em sua vida. Melhor ainda, é você mentalizar que nunca esteve aqui, e que tudo foi mera ilusão sua. Este é único caminho, senão você terá problemas mais graves conosco. Podem levá-lo!”

Este exemplo sintetiza e demonstra a herança do jogo entre ficção e real da máquina repressiva, planejada com altos requintes de perversidade, onde o primeiro componente é de que, o indivíduo alvo da barbárie, deve permanecer de capuz sem saber onde está, e sem saber quem o torturou, para mascarar toda a história de atos cometidos por eles. É a garantia do sigilo e da catarze de isenção de culpa dos torturadores e da uma estrutura que mascara a verdade. Evidente, que toda tortura praticada, foi violência fisica e psíquica cometida contra uma pessoa e suas ideias políticas, que assim expressa o ódio contra o pensar coletivo, contra qualquer pessoa que sinalize a ideia de manifestação de luta da sociedade.

E a máquina repressiva arbitrária comete ações de tortura contra indivíduos desprovidos de qualquer direito, porque eles incorporam o direito em si, e assim livram-se da culpa, fazendo a macabra transferência de responsalidade de tudo que cometeram. Transladam para o indvíduo o sentimento de culpa e de autopunição como vítima de suas próprias paixões ideológicas, e assim imputam todo o contra-senso para o plano imaginário do indivíduo. Eis que o capuz adquire o valor corrosivo da autoestima, pois tudo deve permancer escondido dentro dele e, o capuz é de propriedade dos toturadores e é mantido sob a guarda deles em local secreto. É exatamente este o aspecto sinistro estimulando a resignação, a autopunição e bombardeando a autoestima e estes são os fios que confeccionam o capuz social da dominação, repressão e tortura, com o qual tentam encobrir o dia a dia do povo. Infelizmente, esta herança de ação macabra está comprovada na situação real em que o povo ainda vive, sob a tortura da fome, violência, do direito estabelecido como ordem da desigualdade, vítima do arbítrio e desrespeito, mas que devem ser mantidos como autopunição. O pior é que, sem a transformação deste sistema terrorista herdado da ditadura militar, não só garante a  continuidade sádica deste jogo, como mantem aberta a  possibilidade dos herdeiros da doutrina do arbítrio terem acesso e de permanecerem contaminando os órgaos do estado.

Fazendo frente a isso, os movimentos populares permanecem na lutar para realizar e consolidar os Direitos Humanos, a liberdade e a democracia no Brasil. Desta forma, eles erguem-se com forte esperança nas ruas, dando sua enérgica resposta aos cinquenta anos do Golpe. Esta resposta vêm sendo dada por organizações populares através de incessantes lutas há longo tempo, que somam–se às manifestações de ruas dos últimos anos, mostrando os participantes escancarando suas faces para desmascarar a face dupla escondida na hereditariedade do sistema. Existem claros sinais de que os movimentos populares já perderam a credibilidade nas instituições e proclamam transformações efetivas na estrutura do poder. Refiro-me às manifestações sem a disvirtuada presença das figuras mascaradas, ou fantasiadas de heróis fictícios – Black Blocs -, que incorporam e usam os mesmos métodos de não mostrar a face, de esconder sua identidade diante dos fatos que cometem e, desta forma reproduzem a mesma tática de violência herdada da ditadura militar e de seus agentes, fortalecendo assim a máquina repressiva do controle político dos sonhos.

Mostrando seu discernimento, os movimentos populares, estão agregando novos valores às suas demandas, que vêm se ampliando, vêm transformando à luta meramente revindicatória, e dando um caráter político geral e real contra o atual projeto político-social brasileiro. Estão realizando uma mudança qualitativa no processo de luta, pois mostram-se decididos a fazer transformação e não mudança, baseados em seus programas político-sociais e econômicos concretos.

Entre várias iniciativas, vide o potencial do – Movimento Plebiscito Constituinte -, que conta com a participação de cerca de 70 entidades com significativa representatividade popular em todo o Brasil. Tudo indica que o sonho não acabou, e o que precisa ser extinto é o controle político dos sonhos. Há claros sinais de que o jogo do país do futuro, está sendo remetido às ruinas, aos silos do passado, pois os movimentos populares demonstram-se decididos a plantar e usufruir o fruto do futuro no presente canteiro.

E neste processo, os movimentos populares ainda terão que travar intensas lutas para transformar o sistema que não quer ver que a questão da corrupção começa pelo imaginário e é  decorrente da herança de uma estrutura corrompida, da falta de educação ética dos agentes públicos, privados e impregnada em parte do inconsciente coletivo. É necessário combater com lucidez, a extrema desigualdade, a discriminação e exclusão político-social que ainda são estimuladas, como é o caso das Leis Trabalhistas que continuam estabelecidas como uma ordem jurídica que não promove o bem estar de todos, não valoriza, não respeita os cidadãos e cidadãs como força de trabalho física, mental e, sobretudo humana, mas o bem estar do capitalismo e de seus protagonistas está garantido. Eis o absurdo de um sistema inconstitucional, pois a Constituição estabelece textualmente em seu Art. 3°, Parágrafo IV: Promover o bem estar de todos sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação -.

Aqui chegamos diante de mais uma contradição antagonica do sistema, que aplica uma política social através de um projeto com caráter profundamente antisocial.

Mais uma vez, idendificamos o sinistro jogo de manipulação, em que a política social é ficção, e o projeto antisocial é a pura realidade discriminatória. Desta questão de discriminação, faz parte também o incessante confronto com o racismo, que permanece estremamente arraigado no inconsciente coletivo, na estrutura e suprestrutura do sistema. Cabe aqui reprisar que, todas estas contradições do sistema da hereditariedade não são enfrentadas com o rigor de análise que nos leve ao cerne das questões, para combater a concepção absurda de que abolição da escravidão no Brasil, foi por si só, um ato abonador de extinção do racismo e discriminações. Em uma relação analógica, vem o embuste de que o fim das ditaduras de 1937 à 1945 e de 1964 à 1985, também determinam o fim das raízes do arbítrio e toda sua prole de barbáries.

Mantendo esta postura, corremos o risco de perpetuar o erro histórico de cultuar os mecanismos da hereditariedade do sistema de desigualdade, mantendo suas contradições no processo de democratização. É imprescidível desenvolver um processo de democratização com a participação popular, realizando a descentralização, a desapropriação do exercício do poder, pois com a presença do ranço autoritário da ditadura, fica impossível digerir a legitimidade deste processo.

Por isso, é urgente transformar a estrutura e superestrutra, para a criação de um novo sistema econômico-social e regime político democrático, com a devida inspiração visionária na dimensão da realidade para que, sem exclusão e com discernimento, a sociedade brasileira encontre o sumo das raras raízes de um mundo social melhor e vá ao encontro da seiva democrática, do húmos humano, profundo e maior.

(*) Jornalista e escritor, autor do recente romance “Vozes que Vibram a Vida” – Editora Multifoco – Rio de Janeiro/2013. Ex-preso político e ex-militante da Ala Vermelha.

IBOPE, INSTITUTO DE PESQUISA DAS DIREITAS, DEPLORA E SE RASGA DE ÓDIO: DILMA VENCE NO PRIMEIRO TURNO

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Foi assim. Entre os dias 13 e 17 de março, o instituto de pesquisa, Ibope, um dos porta-vozes das direitas, foi a campo e entrevistou 2.002, em 140 municípios para saber se havia alguma miragem no ar que pudesse animar, compensatoriamente, seus patrões. Resultado: voltou deplorando e se rasgando de ódio com a certeza de que a presidenta Dilma Vana Rousseff, vence as eleições presidenciais de 2014, já no primeiro turno.

Os números que levaram às direitas ao ranger-odioso dos dentes ou das pererecas. Aperitivo do primeiro turno.

  • Dilma, a intocável, 43% das intenções dos votos.
  • Aécio, o censor da internet, candidato do partido da burguesia-ignara, PSDB, 15%.
  • Eduardo Campos, o socialista-pálido do PSB, 7%.
  • Se houvesse o segundo turno. Um milagre sonhado, orado e magicado pelas direitas.
  • Dilma, a “imexível” como diria Magri, o ex-ministro do Trabalho do governo Collor, solamente 47% de intenções de votos.
  • Aécio, candidato da Globo, Época, Veja, Folha de São Paulo, Estadão e aderentes reacionários, 20%.
  • Eduardo, totalmente fora de campo, 16%.

Mas o Ibope queria ilusão e junto todos os partidos para tentar um retro nos moldes Fernando Henrique. Não deu outra, o couro continua.

  • Dilma, a imbatível, 40%.
  • O resto, 23%.

O pior para as direitas ainda estava por se mostrar. O Ibope, insistente, fez a pesquisa espontânea, aquela que não é mostrada o nome dos candidatos. Resultado: Dilma 23% das intenções. E Aécio? Adivinhem. 76%. E Dudu? 3%. E o Serra, maninho? 2%. E a Tia Marina dos deuses capitalistas? 1%.

Como o Ibope é daqueles que é possível tirar leite das pedras, insistiu para encontrar alguma resposta contrária a Dilma. Somou todos os entrevistados para obter a resposta de qual candidato tem condições de promover as mudanças de que o país precisa. Desilusão final do Ibope. 41% responderam Dilma.

Então, ficou assim.

EM BELÉM, DILMA, LIBERA VERBA PARA OBRAS DE SISTEMAS BRT E TRANSPORTE FLUVIAL

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Foram R$ 315 milhões anunciados, em Belém, a terra do Carimbó, maniçoba e Círio de Nazaré, pela presidenta Dilma Vana Rousseff, para financiar obras de sistemas de BRT – bus rapid transit – e de transporte fluvial. O Orçamento Geral da União e financiamento de 30 anos com carência de 5 anos e juros de 5% ao ano, serão as fontes dos recursos.

Durante seu discurso, que contou as presenças do governador do estado do Pará – território do mais expressivo futebol do Norte -, Simão Jatene, e do prefeito de Belém – capital do pato no tucupi -, Zenaldo Coutinho, personagens do PSDB, partido da burguesia-ignara, a presidenta Dilma, disse que nunca houve tanto investimento em obras de mobilidade urbana, e que para ela não importava quais fossem os partidos dos governantes.

“É investimento de mãe para filho. Porque é muito caro fazer transporte coletivo. Se não for parceria, ou se a União não botar dinheiro, não sai.

Jamais, em tempo algum, para que partido político e que agremiação religiosa ou que clube esportivo estava o governador e o prefeito, porque sabemos que, para além de qualquer coisa, eu fui eleita para ser presidenta de todos os brasileiros e as brasileiras.

Não podemos repetir a prática antiga e superada de usar o dinheiro público, que é do povo, para fazer política com ele. A política que tenho que fazer é outra, é dos interesses da população. Temos parceria com todos os governos da Federação, todas as prefeituras. Olhamos para todos olhando as carências da população, as características da população. Isso é muito importante e faz parte da democracia.

A democracia é o direito das pessoas falarem, o direito e liberdade de imprensa, o fato de respeitar as opiniões dos outros, mas é também o uso republicano do dinheiro público, democracia é isso”, discursou Dilma, enquanto os dois direitistas só no ora veja.

Já é mais de R$ 1 bilhão de investimento em mobilidade urbana no Pará, estado de um dos maiores clássicos futebolístico da América do Sul: Remo e Paissandu (Repa).

KAJURU TENTA OFENDER DILMA, MAS SIMULACRO NÃO SE ENCADEIA COM A REALIDADE PROFUNDA

O filósofo francês Baudrillard, autor das obras Simulacros e Simulação, Telemorfose e Transparência do Mal, entre outras, diz que existem quatro tipos de imagens. Imagem que é reflexo de uma realidade profunda, imagem que mascara e deforma uma realidade profunda, imagem que mascara a ausência de uma realidade profunda e imagem que não tem qualquer relação com a realidade. Essa quarta imagem é seu simulacro.  Para ficar mais compreensivo ele conceitua o simulacro. O simulacro é a imagem que finge ter o que não tem. Ou no campo das representações, ser o que não é. É um discurso material ou imaterial que existe só com o objetivo de iludir. Exemplo no campo simulador-transpolítico: o governo Obama falando sobre a liberdade do povo da Crimeia quando todo povo sabe exatamente sobre sua liberdade. https://i2.wp.com/www.ararunaonline.com/images/noticias/9010/1adilma.jpg

KAJURU O REPLICANTE SEM CORPO-IDEIA

O radialista Kajuru se toma por uma figura politizada, mas nunca, em público, expressou o conceito dimensional de política. Suas vociferações sempre foram vociferações: o êxtase da obscenidade linguística. O além da função-comunicativa da linguagem em seu corpus social. A tranlinguagem: a linguagem sem significado e significante saídos da práxis. Ecolalia circular do vazio. Um replicante sem corpo-ideia. Para os filósofos Deleuze e Guattri, sujeito-sujeitado agente da enunciação paranoica despótica. https://i2.wp.com/www.portalimprensa.com.br/content_file_storage/2014/03/15/kajuru2.jpg

Kajuru, acreditando que fala, foi a um programa, também ecolálico, a circularidade sem sujeito e objeto, na teoria da linguagem, quadro afásico sem emissor e receptor, logicamente sem mensagem, e envolvido pelo encantamento do sortilégio, tentou ofender a presidenta Dilma Vana Rousseff, taxando-a de sem-vergonha. Em sua circularidade fantasiosa, Kajuru, se toma como corajoso. E para animar o curto-circuito  de seus pares-replicantes, ele disse que tem 132 processos.

Como é um elemento sem corpo-ideia, um replicante, Kajuru, não sabe por que ainda não foi julgado, condenado e preso. Não sabe do óbvio, porque não desconfia que ele é somente uma simulação. E simulação não é reflexo de uma realidade profunda. Simulação não tem referência no real. É oca e opaca. E a Justiça só julga e condena homens concretos.

Como Dilma trabalha com o povo brasileiro, que é uma autenticidade-real, produzida por uma realidade profunda, certamente que ela não vai se preocupar com uma simulação. E Kajuru, clonado, vai permanecer em sua contiguidade-inócua. Kajuru é tão real quanto Lobão.  

DISCURSO DO DEPUTADO RUBENS PAIVA NA RÁDIO NACIONAL NA MADRUGADA DO DIA 1º DE MARÇO DE 1964

Clique no link abaixo pra ouvir o áudio.

www.ebc.com.br/sites/default/files/null/1_de_abril_-_rubens_paiva.mp3

Festa dos Ogans

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Encontro com a Poesia

A Edita-me e a FNAC convidam-no a participar no próximo dia 22/Março, pelas 17h00 na FNAC do Mar Shopping, num encontro entre público, poetas e diseurs com o intuito de celebrar a Poesia. Este evento acolhe a apresentação das obras recentemente editadas Coisas do arcoda ovelha, de João Habitualmente, Livros Nómadas do Sangue, de João Rios, Grama a Grama, primeira obra de Ana Sofia Pereira, numa conversa com o editor Carlos Lopes e a lexicógrafa Ana Salgado, com a participação da disseuse Celeste Pereira e dos músicos Joana Lopes, Pedro Lopes, Filipe Gandaio e Ricardo Jesus.

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Acesse o link abaixo mais informações.

http://www.fazeanima.pt/fazmail/display.php?M=518045&C=4edb050f6d53189546caecd622e0a1ae&S=2852&L=54&N=1850

COM O PMDB OU SEM O PMDB FOI ADIADA MAIS UMA VEZ A VOTAÇÃO DO MARCO CIVIL DA INTERNET

http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/03/sem-acordo-sobre-neutralidade-marco-civil-fica-para-proxima-semana-na-camara-9665.html/marcocivil_Renato-Costa_Fra.jpg/image_preview

Ministros e líderes dos partidos da Câmara Federal se reuniram para traçar a votação do Projeto de Lei 2.126, de 2012, que cria o Marco Civil da Internet, mas como já ocorreu outras vezes, a votação ficou para a próxima terça-feira, dia 25. E isso tudo porque a emenda tramita em regime de urgência constitucional. O que significa que enquanto nada resolvido nenhum projeto pode ser analisado na Câmara.

Participaram da reunião, que durou mais de duas horas, representando o governo federal, a ministra Ideli Salvatti, da Secretaria das Relações Instituições e o ministro José Cardozo, do Ministério da Justiça, além dos líderes partidários. O ponto principal da discussão foi o princípio da neutralidade de rede que proíbe a venda de pacotes diferenciados de acesso e bloqueio de alguns sites e aplicativos pelas empresas responsáveis pelos conteúdos. Esse princípio é contestado pelas empresas de telecomunicações que pretendem impor pacotes com direitos diferenciados de acesso conforme o quanto paga o usuário. Mas não é uma ambição apenas dessas empresas. É também dos parlamentares que fazem lobby para essas empresas, como os deputados do PMDB que compõem o bloco do interesseiro líder do partido, deputado Eduardo Cunha.

Mas o entrave maior é saber como a neutralidade será regulamentada. Por lei? Ou por decreto presidencial? Para Cardozo, a regulamentação será por decreto presidencial. Porém, a presidenta deverá ouvir antes a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e o Comitê Gestor da Internet. Já a oposição – que não tem qualquer posição nova – quer que a regulamentação seja realizada por lei. Mas ela não quer somente isso. Como trabalha como inimiga da sociedade e dos direitos democráticos.  Ela quer também alterar o texto apresentado pelo relator, deputado Alessandro Molon (PT/RJ). Quer retirar a garantia de neutralidade

Uma posição que fortalece mais ainda a necessidade da sociedade civil se manter atenta quanto a votação do Marco Civil da Internet.

MÉDICOS CRIAM ESQUEMA, “FAZER HORÁRIO”, EM SPA DE MANAUS, E EXPÕEM SUAS IGNORÂNCIAS EM RELAÇÃO A FUNÇÃO SOCIAL DO TRABALHADOR

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Todo trabalhador como partícipe de uma comunidade exerce uma função social. Essa função social representa a singularidade de sua profissão comprometida com a sociedade como sujeito produtor de relações sociais. De forma mais simples, a função social não é nada mais do que o trabalho executado pelo trabalhador. O que lhe confere a importante de ser social produtivo para o bem da sociedade. Ou seja, seu trabalho representa sua relação com todos os sujeitos que vivem em sociedade.

Dessa forma compreende-se o que o filósofo Karl Marx, afirmou quando disse que um sapateiro, com sua função social, seu trabalho, representa todos os sujeitos que compõem uma sociedade. Assim, como todos os trabalhadores, com seus trabalhos, representam todos os outros sujeitos. É a universalização do trabalho partindo de uma atividade individual. Ou com diz o filósofo Hegel, a objetividade do trabalhador. Reconhecer em si esse laço de responsabilidade social faz do trabalhador um ser desalienado. Um ser que além de compreender a importância de seu trabalho para a sociedade, também compreende o valor de sua existência como sujeito produtor de história. Um saber que o impede de se tornar escravo das forças opressivas do sistema tirânico.

A POLÍTICA DOS SPAs E A DEMANDA DE PACIENTES

O Amazonas é um estado em que o sistema de atendimento médico sempre foi perversamente desumano. São poucas as unidades médicas em que os pacientes vivenciam um atendimento que lhe propicie um sentido de encontrar-se em um habitat civilizado. Em outros casos, essa vivência só é possível quando alguns pacientes encontram, por acaso, médicos enfermeiras e técnicos vocacionados. Mas contra estas poucas realidades médicas, existem outras perversas realidades.

A criação do Serviço de Pronto Atendimento (SPA) tinha como objetivo atender pacientes com necessidade de atendimento de urgência, e dessa forma, também, diminuir o fluxo de pacientes em postos de saúde e hospitais. Uma política de saúde necessária para a diminuição dos entraves do complexo que representa os quadros de enfermidades em Manaus.

Inicialmente os SPAs trabalhavam com dois médicos de acordo com as especialidades, em escalas de plantões de 6 e 12 horas, atendendo a demanda de enfermos. Logo se percebeu que Manaus sendo uma não-cidade com um grande número de pacientes, esse número de médicos era insuficiente. Com os médicos sobrecarregados nos atendimentos houve uma pressão feita pela população. Foi então que as cooperativas-médicas resolveram contratar mais médicos, já que são as  responsáveis por esse serviço junto ao governo do estado e a população. Então, três médicos passaram a realizar os atendimentos.

OS MÉDICOS E O ESQUEMA “FAZER HORÁRIO”

Ocorreu, porém, que mesmo com três médicos designados para atender os pacientes, em alguns SPAs, e em alguns horários, a situação ficou da mesma forma ou pior. Embora a demanda de pacientes continuasse quase que a mesma, as filas continuavam perversas. Foi então, que alguns médicos perceberam que entre eles haviam outros médicos-esquematizados, que alienados do conhecimento de suas funções sociais, portanto sem qualquer responsabilidade com a sociedade, estavam sabotando o atendimento em seus benefícios.

Esses médicos-esquematizados compuseram um esquema chamado por eles de “fazer horário”. Durante o plantão combinam que um ou dois médicos atendem e o outro fica dispensado, por algumas horas, de sua obrigação. Quando não um atende e os dois ficam em ‘repouso’. Muitas vezes dormindo no conforto médico. Se, entretanto, um médico discordar da violência contra a comunidade, eles continuam em seus confortos, e o médico que discordou passa a atender a maioria dos pacientes. Um esquema próprio de desrespeito à comunidade que é cumpliciado por alguns médicos que sabem do esquema e não denunciam. Muitas vezes esses “fazedores de horário” deixam o plantão antes do horário acordado pela lei trabalhista.  

Em alguns casos, os “fazedores de horário” são médicos escalados em vários plantões e aproveitam esse recurso para descansar, já que querem manter o seus status com o que ganham. Provavelmente, em função de não serem médicos vocacionados, por isso não conhecerem a importância de suas profissões como representantes da sociedade, esses médicos-trapaceiros, por causa desses predicados, possivelmente são dos tipos que são contra o Programa Mais Médicos do governo federal.

Diante desse quadro apresentado por esses médicos profissionalmente e socialmente enfermos a comunidade manauara, principalmente a mais carente, exige uma posição das cooperativas médicas, visto que elas prestam serviço público fundamentalmente por causa da população.

MANUELZINHO, MILITANTE DO PARTIDO DOS TRABALHADORES, EM MAUÉS, SE FAZ TEMA-LEMBRANÇA PARA OS AMIGOS

Manuel Moreira dos Santos, carinhosamente tratado como Manuelzinho, 61 anos, foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores no município de Maués, a terra do guaraná, no estado do Amazonas. Um homem que nunca deixou de lado a militância comprometida com a vida em comunidade.

Sua atuação cotidiana tem uma fundamentação tão concreta que é impossível ser encontrada em qualquer militante do PT em Manaus. Uma realidade apolítica que fez com que o partido hoje, na capital, seja apenas um adendo aos governos reacionários que tomaram o poder no Amazonas há quase trinta anos.

Manuelzinho foi acometido de uma enfermidade em seu munícipio. Lá, em Maués, o médico diagnosticou tuberculose. Com o diagnóstico o médico iniciou a terapia para o tratamento. Durante seis meses o militante usou a medicação para sua cura. Porém, Manuelzinho, não apresentou melhora. Mesmo assim o médico continuou com o diagnóstico e o mesmo tratamento. Manuelzinho continuou piorando, então seus parentes resolveram transferi-lo para Manaus.

Em Manaus, foi internado no Hospital Platão Araújo da rede de saúde pública. Submetido a novos exames, foi detectado câncer de pulmão. Depois de poucos dias, Manuelzinho, se fez saudade-militante.  Não era para menos, ele construiu uma biografia que só os que atendem ao chamado do comprometimento social constroem.

  • Membro fundador do CDDH/Maués – Secretário Executivo.
  • Membro fundador do Conselho Municipal de Saúde.  
  • Membro do Conselho de Comunidade e Conselho Pastoral.
  • Atuante na coleta da Lei Anticorrupção, em 1999, e Ficha Limpa.
  • Viajou pelo interior do Amazonas pregando as ideias da Equipe de Pastoral.
  • Foi apresentador do programa “Cidadão”, na Rádio Guaranópolis.

Por fim, Manuelzinho, não tem fim.

Com a solidariedade da Associação Filosofia Itinerante (Afin).

LUIZA MAGAZINE MOSTRA NA TV CARTA QUE O BRASIL VAI BEM E QUEM VAI MAL SÃO OS PESSIMISTAS INVEJOSOS

Mensalão do PSDB coloca Joaquim Barbosa contra a parede

Embora o relator já tenha concluído seu voto sobre a ação penal 536, o presidente do STF não colocou na pauta de votação desta semana o que fazer com ela.

Najla Passos

ArquivoA batata quente da ação penal 536, o chamado “mensalão do PSDB”, está assando nas mãos do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, mas ele ainda não sabe o que fazer com ela. Na última quarta (12), o ministro relator da ação, Luís Roberto Barroso, afirmou à imprensa que concluiu seu parecer e gostaria de discuti-lo com a corte o mais rápido possível. O presidente do STF, entretanto, não a incluiu na pauta desta semana. Ele já deve prever que, qualquer que seja a decisão do tribunal, ele sairá perdendo.

O caso se refere às denúncias de um suposto esquema de corrupção armado em Minas Gerais para beneficiar a reeleição do então governador, Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998. Apresenta inúmeras similaridades com o chamado “mensalão do PT”, já julgado pela corte, embora tenha ocorrido só cinco anos depois, em 2003. Envolve, inclusive, alguns personagens em comum, como os publicitários Marcos Valério, Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, apontados como os operadores do esquema tucano, e já condenados pela participação no petista.

O impasse ocorre porque, apesar das similaridades evidentes entre os casos, o STF agiu com dois pesos e duas medidas. Os réus do “mensalão do PT” foram todos eles julgados pelo STF, inclusive os que não tinham o chamado foro privilegiado e, por isso, deveriam ter tido direito ao duplo grau de jurisdição, em instâncias diferenciadas. Já o processo do mensalão do PSDB foi desmembrado: as denúncias contra réus sem mandato eletivo foram remetidas para a justiça mineira. No STF, só sobrou o processo contra o único político ainda em exercício de mandato: o próprio ex-governador que, até fevereiro deste ano, atuava como deputado federal pelo PSDB.

Em fevereiro, porém, para escapar dos holofotes de um julgamento no STF, ele acabou renunciando e, portanto, perdeu a prerrogativa do foro privilegiado.  Na época, o relator da ação condenou a manobra. “O STF tem reagido um pouco quando considera que tem havido algum tipo de manipulação da jurisdição. Não estou fazendo nenhum tipo de juízo de valor, mas é um dois elementos a serem considerados”, disse Barroso aos jornalistas.

Foi o que ocorreu, por exemplo, no caso do ex-deputado Natan Donadom, eleito pelo PMDB de Rondônia, que, em 2010, um dia antes de ir a julgamento pelo STF, decidiu renunciar ao mandato para que o processo fosse reencaminhado à 1ª instância. A corte, porém, decidiu mantê-lo e o condenou à prisão. Em 2007, porém, ocorreu o contrário. O então deputado Ronaldo Cunha Lima, do PMDB da Paraíba, renunciou ao cargo cinco dias antes do julgamento e seu processo foi transferido para o tribunal inicial. Ele acabou morrendo, em 2012, sem acertar suas contas com a justiça.

Nos dois casos, Barbosa votou pela competência do STF para julgar os ex-deputados. Perdeu e ganhou, mas manteve a coerência. Agora, a situação é outra. Desgastado com a esquerda por conta das arbitrariedades cometidas durante o julgamento da ação penal 470, o ministro precisa manter o apoio que conseguiu da direita e da imprensa que a serve se quiser, de fato, se dedicar à carreira política. E isso, claro, inclui arrumar uma desculpa jurídica plausível para beneficiar Azeredo, como a corte já o fez ao desmembrar o processo do ‘mensalão do PSDB’ e retardá-lo ao máximo.

Entretanto, a estratégia pode significar também um certo desgaste com a opinião pública. Ficará impossível disfarçar o tratamento diferenciado dispensado a petistas e tucanos. Será como uma confissão final de que este novo STF rigoroso e impassível com a corrupção de que ele é garoto-propaganda não existe para todos, mas apenas para réus provenientes do campo popular. E este também não é o perfil desejável para um pretenso candidato que tem como principal bandeira a moralidade política.

EM ATO DE PARALISAÇÃO NACIONAL PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO DE MANAUS PROTESTAM CONTRA A CONDIÇÃO MISERÁVEL DO ENSINO PÚBLICO NA NÃO-CIDADE

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Há anos as pesquisas sobre as condições em que se encontra o ensino público no estado do Amazonas e, mormente, na capital, Manaus, não mudam seus resultados mostrando sempre o estado miserável em que estagnou. O estado e a capital permanecem entre os priores índices de fracassos quanto sua política pública. Não adiantaram os incentivos que o Ministério da Educação promoveu a partir dos governos Lula, e, agora, Dilma, porque o exercício local é lamentável. Os governantes, tanto do estado como do município, nunca foram capazes de estabelecer uma política de ensino que motivasse e transformasse esse quadro desabonador.

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Não é para menos. Além dos governantes não terem qualquer sentido de elevação do homem através da educação, que sempre fica na enunciação condicionante de suas perspectivas pessoais, os cargos de secretários de educação são sempre barganhados. Os secretários são escolhidos de acordo com suas posições de aderência aos interesses dos governos. É por isso que tanto no estado como no município secretários permaneceram anos após anos na função e o ensino público em disfunção. Os governantes acreditam e defendem que o secretário de educação é só para cumprir uma tarefa administrativo-financeira. Usar, às vezes, uma verba irrisória para manter algumas escolas parcamente em suas funções materiais. Uma triste qualidade onde o educando é afastado de sua condição de saber humanizado.

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No caso específico da Secretaria de Educação do Município, o primeiro secretário de educação do governo Arthur Neto, do partido da burguesia-ignara, PSDB, foi o deputado federal do DEM, Pauderney Avelino, que afirmou que professor gosta mesmo é música brega, cantada pelo finado Regilnaldo Rossi. Contratado para ‘animar’ a festa dos professores, em 15 de outubro do ano de 2012. Pauderney não é transpassado por qualquer signo ontológico da educação-pública. Mas mesmo assim foi indicado pelo prefeito de Manaus que prometeu surrar Lula.

Agora, o ‘novo’ secretário de educação é Humberto Michilles, que já foi deputado. Em reunião na segunda-feira, dia 17, com diretores de escola disse que agora a coisa vai mudar. Todos terão que trabalhar. Diretores e professores têm que trabalhar, quem faltar será punido. A vigilância vai ser rigorosa. E para completar a carraspana, nos diretores que ouviam tudo calados e temerosos, disse que eles estavam no sonho, mas que a partir daquele momento eles passariam a ter pesadelos. Um quadro edipiano/freudiano. Michilles, o pai-castrador e os diretores, os filhos-culpados temerosos.

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Para validar e fortalecer sua posição-opiniática, ele reconheceu que o ensino fundamental das escolas de Manaus encontra-se nos últimos lugares no Brasil, mas que ele ia mudar o quadro nos próximos anos. Tudo dito com arrogância. Uma demonstração ‘sensível’ de seu engajamento educacional. E uma antecipação de que tudo vai ficar como se encontra ou piorar, visto que Michilles, como Pauderney, não têm qualquer corpo constitutivo necessário às ultrapassem do saber. Não é carregado por saberes e dizeres que criam variáveis em corpos imobilizados, como dizem os filósofos Deleuze e Guattari.

Uma realidade-miserável que impulsionou os profissionais da educação a irem à rua, no Dia Nacional de Paralisação promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação. Foram mais de dois mil trabalhadores na educação como professores, merendeiras, pedagogos, administradores e outros profissionais da educação. Um número pequeno, mas mostrou que as chamadas autoridades não estão livres para fazerem o que bem querem com o ensino público e a categoria. Categoria que tem muitos trânsfugas que só defendem suas existências privadas e assim se cumpliciam com os inimigos da educação. São professores cujas sensibilidades e inteligências só compõem com a ‘elevação espiritual’ proferida pelo prefeito, o secretário e Reginaldo Rossi.

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Os profissionais da educação exigiram que fosse repassado 10% ao ensino nacionalmente, mais reajuste para categoria estadual de 20%, e auxílio alimentação e auxílio transporte. Sustentado por essas pautas, o professor-filósofo, Edmilson Lima, um militante que conhece os direitos democráticos da categoria, subiu ao carro-tribuna e proferiu um discurso mostrando a condição de desrespeito que hoje a categoria passa. O mesmo fez o professor, Vitor Cunha, que lembrou que até o dia de ontem, 18, a secretaria de educação não havia pago os 60% do Índice de Desenvolvimento da Educação Brasileira (IDEB), que os professores têm direito. E completou afirmando que a categoria iria recorrer ao Ministério Público para que o prefeito Arthur Neto, cumpra uma norma do ensino cuja verba é oriunda do governo federal. Já o professor-filósofo-ator, Marcos Ney, explanou com detalhes o que viu e ouviu na reunião-carraspana do secretário Michilles, com os calados diretores de escolas do município. A categoria não gostou nada.

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ADENDO SINTÉTICO DO ATO

Em Manaus mais de dois mil professores participaram do dia nacional de paralisação pela educação há muito tempo paralisada pela SEDUC e SEMED.

A concentração foi na Praça da Polícia às sete horas da manhã com presença da multidão de trabalhadores em educação.  O que mais impressionou tanto os profissionais como os transeuntes.

O itinerário da passeata foi pela Avenida Sete de Setembro e Avenida Eduardo Ribeiro, até chegar à Praça do Congresso.  Mobilização histórica que não ocorria faz muito tempo desde os tristes tempos dos desgovernos de Fernando Henrique, amigo do prefeito Arthur Neto.

O estímulo que levou os profissionais da educação para o ato foi a luta pela valorização dos profissionais da educação e reajuste salarial já; 10% do PIB para a educação; combate ao Assédio Moral feito pelos diretores das escolas e outros .

Outro assunto importante que foi abordado no ato foi a questão do dinheiro do IDEB que a prefeitura de Manaus não repassou aos professores. E o engraçado é que quem levou a culpa foi o gato da música que os professores cantaram: “onde está o dinheiro? O gato comeu e ninguém viu”.

Outra questão chamativa foi a ausência total do SINTEAM, Sindicato dos Professores no Amazonas, dirigido pelo PC do B/AM . Partido do secretário de estado, Eron Bezerra, e da senadora, Vanessa. Sendo que este evento tratou-se de um ato nacional promovido pelo CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) entidade liderada pelo PC do B nacional. O SINTEAM já está fora da luta dos trabalhadores há mais de dez anos. E o pior, sempre ao lado dos governantes (Amazonino, Braga, Omar).

Na verdade a paralisação contou com a organização da luta dos professores: unificação dos pequenos grupos como: ASPROM (Associação dos professores do Amazonas); Associação dos Professores de Luta do Amazonas; Movimento de Oposição; Unificar para Lutar. Mais que já seguem rachados, pois que uns são a favor da retomada do sindicato pelego e outros são a favor da criação de um novo sindicato.

Por outro lado, a SEMED e SEDUC reuniram todos os diretores das escolas para impedir que este movimento cresça utilizando como arma contra os professores o velho assédio moral e perseguição das lideranças do movimento.

Outro fato que ocorreu foi que apesar do ato ter tido a presença de mais de 2000 mil professores sofreu a sabotagem do coronelismo regional da imprensa local que impediu a divulgação do evento para a população.

A paralisação foi programada para três dias com a realização de pequenos atos  na frente das escolas.

COM PMDB OU SEM PMDB O GOVERNO FEDERAL QUER VOTAR HOJE O MARCO CIVIL DA INTERNET

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O governo federal encontra-se resoluto: não negocia a neutralidade da rede. Pode negociar ajustes, e só. Foi o que afirmou a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. O que também foi endossada pelo ministro da Justiça, José Cardozo. A declaração foi dada após uma reunião que não contou com a participação daquele que tenta fazer chantagem contra o governo Dilma por interesse de grupo, deputado Eduardo Cunha, líder do PMDB na Câmara Federal. Para a ministra a votação do projeto do Marco Civil da Internet deve ocorrer hoje, dia 19.

Embora alguns acreditem, por ignorância, como é o caso de alguns membros do PMDB, inclusive seu líder Eduardo Cunha, o projeto do Marco Civil da Internet não é de criação do governo federal, mas sim da sociedade civil. É um projeto que passou por uma grande discussão com movimentos sociais, ONGs, entidades, e a sociedade civil organizada. Por tal, a posição contrária dos ignorantes coloca os mesmo em oposição aos interesses da sociedade. Sociedade composta por parte dos eleitores que os elegem. Uma leitura simples, mas fora do alcance da limitada inteligência democrática deles.

“Temos vários partidos que defendem não ter a obrigatoriedade dos datas centers no Brasil, mas temos uma questão que não abrimos mão que é a legislação brasileira sobre os dados produzidos no Brasil, que circulem pelo Brasil, ser garantida. Que quem atuar no Brasil tem que estar absolutamente submetido à legislação brasileira. Esta é uma questão inegociável”, disse Ideli Salvatti.

Por sua vez, o ministro Cardozo, afirmou também que o governo defende “com veemência a neutralidade”.

“A neutralidade é uma questão intocável, é um princípio que o governo defende com veemência e nenhum entendimento contrário pode haver em relação a essa questão. Acho possível que caminhemos para uma postura unitária da base, mas não posso afirmar isso”, disse Cardozo.

DILMA SE PRONUNCIA SOBRE A TRABALHADORA CLÁUDIA BALEADA POR POLICIAIS MILITARES (RJ) E ARRASTADA POR VIATURA PELAS RUAS DO RIO

A cena não tem como ser aceita por quem se toma civilizado. Policiais militares do Rio de Janeiro, no Morro da Congonhas, balearam a trabalhadora, Cláudia da Silva Ferreira, mãe de quatro filhos e responsável por sobrinhos e depois a arrastaram com a viatura por ruas do Rio de Janeiro. Os policias já têm processos por homicídios, mas nenhum foi condenado. Explicando porque atiraram em Cláudia, eles afirmaram que tomaram um susto ao esbarrarem nela que carregava um copo com leito. E a comunidade pergunta: Que policiais são esses que se assustam com um copo com leite e baleiam seu condutor?  

 Ao saber do ocorrido a presidenta Dilma Vana Rousseff, divulgou nota se posicionando solidariamente a família de Cláudia. Família agora reduzida assassinada que fora pelos policiais que atuam contra a liberdade dos cidadãos principalmente dos pobres e negros. Cláudia era negra.

“Cláudia da Silva Ferreira tinha quatro filhos, era casada havia 20 anos e acordava de madrugada para trabalhar em um hospital no Rio. A morte de Cláudia chocou o país. Nessa hora de tristeza e dor, presto a minha solidariedade à família e amigos de Cláudia”, solidarizou-se Dilma.

 

O COMEDIANTE ZÉ TRINDADE E ALGUNS POLÍTICOS DISSIMULADORES DE SEUS PASSADOS DEMOCRATICAMENTE CONDENÁVEIS

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Em tempo de eleições é muito comum candidatos com um passado comprometedor, passado que ofende a práxis democrática, tentar esconder algumas de suas práticas condenáveis. Temendo que seus rivais usem essa memória-social eles recorrem a todos expedientes para esconder essa biografia que lhe condena democraticamente. Uma ocultação risível porque eles continuam, no presente, repetindo as mesmas práticas passadas.  

Um exemplo de tentativa de desativa da memória-social essas práticas condenáveis e o uso da dissimulação. Como diz o filósofo francês, Baudrillard, fingir não ter o que se tem. No caso, um passado condenável democraticamente. Ou, para quem aceita a filosofia do ser: fingir ser o que não se é. E para isso recorrem quase sempre a Justiça acreditando que nela encontrarão a possibilidade de dissipação desse passado. Crentes que a Justiça proibirá o exercício da memória-social do povo esquecem que a memória-coletiva não desparece, mesmo com toda a dissipação imposta pelas tecnologias-virtuais. Se não fosse assim, não haveria história. Mesmo história de futricas óbvias.

Quem pode muito bem ilustrar esse tipo de dissimulação é o humorista Zé Trindade. Zé Trindade foi ator-cômico de várias chanchadas do cinema brasileiro e, nas horas vagas, cantor, gravou alguns discos Long Play, também conhecido por bolacha-preta e, saudosamente, vinil, com muitas piadas. Algumas delas proferidas nos próprios filmes por ele interpretados.

Entre essas piadas, havia uma que fazia alusão alegre e verdadeira sobre a memória do povo. Juvenal era um rapaz apaixonado morador de uma pacata cidadezinha. Um dia, para se vingar de um amor que fora sacramentado para seu desespero, entrou na igreja e deu dois tiros no padre, e fugiu.   

Passados alguns anos, ele voltou a sua terra querida acreditando que o povo havia esquecido o seu impulso homicida. Fixou novamente residência, fez novas amizades, e passou a caminhar livre e solta pela cidade. Com a chegada do tempo de eleições ele resolveu se candidatar. Preparou uma campanha no modelo claro de todos os demagogos, principalmente dos que querem que o povo esqueça seu passado condenável.

Numa noite, aliado com sua equipe de lambaios, Juvenal, encheu os muros da cidade com o slogan-demagógico: “Vote em Juvenal o candidato da esperança”. No outro dia pela manhã, lá estavam os moradores lendo o texto que se tomava como o transformador dos rumos da pacata cidadezinha.

Porém, a esperança política de Juvenal durou pouco. No outro dia, os muros pichados pela propaganda de Juvenal amanheceram com seu slogan-demagógico, “Vote em Juvenal o candidato da esperança”, mas completado com outro verso memorialmente-debochado que o transformou em um poema-popular.

“Vote em Juvenal o candidato da esperança

 Deu dois tiros no padre, mas não tem ‘importança’.

Moral-popular: a memória do povo é a faculdade que lhe protege contra seus inimigos.

A memória-popular tem encadeamentos enunciativos com a máxima do escritor Milan Kundera: “A luta do homem contra o poder é luta da memória contra o esquecimento”.  

DILMA AFIRMA QUE TROCA DE MINISTROS “É INERENTE A TODOS OS REGIMES DEMOCRÁTICOS”. ENQUANTO ISSO, FORAM GERADOS 260.831 EMPREGOS FORMAIS

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Durante a cerimonia de posse dos novos ministros, a presidenta Dilma Vana Rousseff, discursou agradecendo aos ministros anteriores por seus trabalhos como forma política de auxiliar o governo federal, e desejou boas perspectivas aos que estavam sendo empossados. Os ministro que deixaram os cargos irão concorrer à cargos legislativo e executivo em seus estados, nas eleições de 2014, ou vão exercer outras funções. Ela disse que a troca de ministros é “inerente a todos os regimes democráticos”. Também, afirmou que o ano de 2014 será um ano próspero cheio de “realizações”.

“Sabemos que temos muito a fazer e nossos desafios hoje tem a consistência de um Brasil muito melhor. Queremos afirmar mais uma vez que 2014 será um ano de muitas realizações, tanto na agricultura, como na agricultura familiar, na pesca, na melhoria da mobilidade urbana, no estímulo á renovação tecnológica e à pesquisa científica e no acolhimento aos turistas.

Cerimônias como estas são inerentes a todos os regimes democráticos. Em respeito à legislação eleitoral, ministros precisam fixar suas funções e submeter-se ao julgamento das urnas. Outros saem para enfrentar novas tarefas e funções.

Vocês contribuíram decisivamente para a construção e a consolidação de um Brasil que propiciou algo raro: crescer, diminuir a desigualdade, construir mercado interno de massa e ao mesmo tempo manter os fundamentos macroeconômicos.

Deixamos de ser o país do futuro e esses brasileiros que aqui estão são responsáveis por estarmos construindo o Brasil do presente. Tenho certeza que vocês darão continuidade aos bons projetos tocados por seus antecessores. Acrescentarão suas marcas e darão mostras das suas competências sociais. Me ajudarão a fazer de 2014 um ano profícuo para o Brasil”, discursou a presidenta.

Enquanto Dilma discursava, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) eram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego mostrando que no mês de fevereiro haviam sido gerados 260.831 empregos formais, com posição recorde para as regiões Nordeste e Sudeste.

Esse número é mais que o dobro do mesmo período no ano de 2013 e só inferior ao fevereiro de 2011.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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