Arquivo para 4 de abril de 2014

DA INFERÊNCIA POLÍTICA DO MINISTRO CARVALHO

http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/04/governo-nao-tem-medo-de-investigacao-sobre-a-petrobras-diz-ministro-8444.html/gilberto-carvalho/image_preview

Posicionando-se e inferindo sobre a tentativa das direitas – e alguns alcunhados de esquerda-moral, na verdade festiva – de instalarem a chamada CPI da Petrobrás, o ministro Gilberto Carvalho da Secretaria Geral da Presidência da República, afirmou que o governo federal não tem medo de CPI porque se trata de um das muitas das categorias da democracia. E além disso, o governo já passou por várias e nenhuma delas paralisou sua administração. Vários ministros passaram horas no Congresso expondo fatos.

“Eu tenho dito sempre que um governo que valorizou o trabalho da CGU, da Policia Federa e da Procuradoria-Geral da República, um governo desse não pode ter medo da investigação. O nosso problema é o uso politico, é essa meia verdade que começa se propalar e o uso eleitoreiro que pode ser feito da CPI.

Da investigação do fato em si, nós não temos que ter medo, temos que enfrentar, é da vida. Quantas CPIs nós já enfrentamos ao logo desses anos, quantas vezes nós fomos ao Congresso fazer longos depoimentos, isso é da democracia” afirmou Carvalho.

Na segunda-feira a Petrobrás divulgou que a investigação realizada internamente concluiu que não encontrou indícios de suborno, e que vai enviar o relatório final a CGU, Tribunal de Contas da União e ao Ministério Público Federal.

FERNANDO MORAIS E CELSO BANDEIRA APRESENTAM TESES HONESTAS E RACIONAIS SOBRE A POSIÇÃO DE JOAQUIM BARBOSA CONTRA DIRCEU

http://www.redebrasilatual.com.br/politica/2014/04/advogado-de-dirceu-espera-decisao-de-barbosa-sobre-uso-de-celular-a-qualquer-momento-decisao-de-barbosa-7940.html/dirceu-9952.html/image_large

Não precisa de introdução para apresentar o fato. A introdução, o meio e o fim já se encontram por demais espargidos pelo texto-praxis da sociedade brasileira como argumento jurídico-moral. Portanto, não é preciso delinear ao leitor, como forma antecipatória, as teses honestas e racionais do insigne jurista Celso Bandeira de Mello e o jornalista, escritor e biógrafo, Fernando Moraes, sobre a posição do ministro Joaquim Barbosa em relação ao ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. É só ir às teses.

JURISTA CELSO DE MELLO – “A mim me parece que, enquanto o presidente do Supremo for esse, é muito difícil que haja em relação ao Dirceu uma postura serena. É uma falta de respeito ao direito do condenado. O Judiciário deve ser equânime, sem olhar as posições das pessoas. Mas a mim não surpreende. Fico apenas lastimando. O Judiciário não é mais aquele de outrora, pelo menos não o Supremo”.

JORNALISTA FERNANDO MORAES – “A sociedade está testemunhando: vai fazer cinco meses que Dirceu está preso, em prisão fechada, embora tenha sido condenado a semiaberto. Isso é uma aberração jurídica, uma barbaridade. O presidente da Corte mais importante do país está se regendo por notícia de coluna social, foi isso o que aconteceu.

Simplesmente por causa de uma fofoca de coluna social a Corte mais importante do país submete o preso a uma pena adicional à que foi condenado. Desde que acabou a ditadura, você vai perceber, que em alguns momentos fica muito claro, em certos setores da sociedade, que acabou censura fardada e começou a censura togada.

Quem está censurando livro no Brasil? Quem tirou o livro do Ruy Castro de circulação, quem decretou a incineração da biografia do Roberto Carlos, quem é que me condenou a pagar multa se eu falasse em público se eu falasse um trecho de um livro meu? Nem a ditadura fez isso. Fez pior, matou, torturou, mas nunca proibiu um autor de falar unicamente sobre seu trabalho. Quem está fazendo isso? A ditadura, a censura togada.

Não me surpreendo mais. Perdi a ilusão. Sempre fui muito pessimista sobre esse processo, desde o começo, sobretudo quanto ao Dirceu, que eu achava que ia para cadeia. Porque a cada dia que passava ficava mais claro que se tratava de um processo político, um processo simbólico, porque embora tenham escolhido o Dirceu para ser o ‘cabra marcado para morrer’, no fundo estão tentando condenar o PT, Lula e Dilma, o primeiro governo progressista que este país tem em muitas décadas”.

DILMA AFIRMOU QUE A CONDENAÇÃO DOS POLICIAIS ENVOLVIDOS NO MASSACRE NO CARANDIRU FOI UMA VITÓTIA CONTRA A IMPUNIDADE

http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2014/04/dilma-julgamento-do-massacre-do-carandiru-foi-vitoria-contra-impunidade-6277.html/carandiru_Evelson-de-Freita.jpg/image_preview

Na memória histórica-social-jurídica. Era o ano de 1992. O estado: São Paulo. O governador: Fleury. Local da ação: quatro andares do Pavilhão 9 do Presídio Carandiru. O fato: rebelião de presos é sufocada covarde e cruelmente por policiais bem armados que atiraram para todos os lados, corredores celas, e outros recintos. Resultado: 111 presos mortos sem nenhuma condição de defesa. O fato ficou conhecido nacional e internacionalmente como o Massacre de Carandiru.

Houve denúncia ao Ministério Público e as investigações, condenações e sentenças se arrastaram anos após anos. Para que o processo fosse mais movimentado e com conclusão convincente, foi desmembrado por alas. Resultado: em abril de 2013, 23 policiais foram condenados a 156 anos de reclusão; em agosto do mesmo ano, 25 policiais foram condenados a 624 anos de reclusão; em 19 de março deste ano, 9 policiais foram condenados 96 anos de reclusão e 1 foi condenado a 104 anos por já ter sido condenado anteriormente; e na terça-feira, dia 2 de abril de 2014, 15 policiais componentes do Comando de Operações Especiais foram condenados a 48 anos cada um. Resultado: 73 policiais foram condenados.

Com o fim do julgamento e a condenação de alguns policiais envolvidos, a presidenta Dilma Vana Rousseff comentando sobre o fato conhecido como o mais complexo do Judiciário brasileiro, segundo o juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, afirmou que o resultado do julgamento do Massacre do Carandiru foi “uma vitória contra a impunidade”. Um comentário cumpliciado pela maioria dos brasileiros.

Ruy Guerra: O Ovo da Serpente

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Quem não quer ou não consegue reconhecer uma verdade tão simples não é burro – é perverso. E perigoso.

Ruy Guerra, especial para Carta Maior

Um filme de Ingmar Bergman – belíssimo. Aqui, nesta crônica, a mesma metáfora.

Gosto de metáforas ou eu não gostasse de palavras, que são metáforas mortas, segundo Jorge Luiz Borges.

Há 30 anos escrevi uma crônica sobre o golpe de 1964.

Naquele momento nunca imaginei que voltaria a tocar no assunto tantos anos depois, porque pensei que as instituições militares já teriam se redimido desse momento sujo de sua história com um pedido de desculpas à nação.

Pensava, ingênuo, que essa mancha indelével na história das Forças Armadas brasileiras iria ficar circunscrita aos compêndios de História e sair, ainda que dolorosa e lentamente, da corrente sanguínea do cotidiano da nação.

Engano crasso.

Isso não foi feito, antes pelo contrário.

A serpente deixou e choca os seus ovos.

São vozes orgulhosas, arrogantes, provocadoras, insidiosas, nostálgicas, que teimam em insistir que o golpe que se eternizou por duas décadas foi um momento glorioso da História do Brasil: são as vozes fardadas de militares, personagens desse negro período, que buscam anular o passado negando, de pés juntos, o que já corre à luz do dia; são vozes fardadas dos militares que vieram depois e que por “esprit de corp” ou por obediência hierárquica,se refugiam no silêncio; são as vozes civis dos que ganharam poder e que se locupletaram nesse longo período de desbragada corrupção, que cochicham ou louvam em alto e bom som.

Todos unidos, cúmplices na tentativa de desmentir o estigma marcado a ferro no corpo e na alma do povo brasileiro durante duas décadas de um governo autoritário – e autoritário é aqui um eufemismo.

Duas décadas.

Vinte e um anos, para sermos exatos, de arbitrariedades, ameaças, prisões, censura, torturas, assassinatos, ocultação de corpos das vítimas, dentes arrancados e dedos decepados, atentados e testemunhos falsos, subornos, delações, expurgos, sequestros … que mais? Falta, mas qualquer brasileiro pode acrescentar outras ignomínias, mais torpezas, desmandos. Um legado de corrupção, ignorância, desigualdade, matraca e mordaça. E um imenso buraco cultural. A castração sistemática do pensamento criador e político de toda uma juventude, e não só. Um fosso que vai levar décadas para ser transposto.

Mas para abordar esse tema seriam necessárias mais de três telas.

Não é preciso ser historiador para entender que o futuro tem suas raízes no passado. Que um homem, mulher ou nação é feito do que foi e do que carrega na memória, individual e coletiva. Que o que passou tem mais força do que o que está para vir, porque tem o poder de pesar no que se desenha no horizonte. Que não é dever, nem imposição mas uma necessidade incontornável não fechar os olhos para a realidade, por mais ingrata que seja, sem se indagar o que ela significa.

O conhecimento do passado é transformador. O silêncio embalsama, nega o movimento, é pá de cal.

Abro um parêntesis:

Às vezes me sinto tentado a ser inconveniente, usar uma palavra mais contundente. Numa conversa falada, em que a velocidade da ideia e da palavra não admitem retrocesso, uso. E raramente me arrependo; a veemência justifica. Exorcizado o ímpeto da palavra que seria falada, paro, para substituí-la por uma mais delicada. Demorei e resolvi escolher um palavrão infantil: burro.

Fecho parêntesis e retomo a escrita.

As Forças Armadas são assim tão burras que não conseguem entender que ninguém mais do que elas têm interesse em se demarcar desse intolerável passado para retomar a sua dignidade profissional e humana, comprometida durante esses anos cruéis? Que quanto mais completo e rápido vierem à tona os fatos, ainda que incômodos, mais cedo pode haver um novo pacto de dignidade e respeito, entre si e entre todos, mediante seu reconhecimento? Que as instituições são dinâmicas e que as Forças Armadas de hoje podem e devem ser críticas em relação a si próprias, assumir o erro e expurgá-lo? Não creio que sejam.

Quem não quer ou não consegue reconhecer uma verdade tão simples não é burro – é perverso.

E perigoso.

Defende valores que devem ser combatidos, extirpados, porque esses valores são a bandeira de uma corja, baioneta e braço erguido, que atenta contra o axioma mais simples e fundamental do ser humano em sua constante caminhada para se civilizar: respeito ao próximo e ao Outro.

A palavra corja é mais do meu discurso falado, mas não a corrijo: sutileza seria omissão. E nessa palavra tanto cabem civis como militares.

Quebrem-se os ovos – enquanto ainda é tempo.

Rio, 1 de abril de 2014.
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Ruy Alexandre Guerra Coelho Pereira (Maputo, Moçambique, 22 de agosto de 1931) é cineasta, dramaturgo e ator. Envolveu-se com clássicos da história do cinema: autor de Os Fuzis, Os Deuses e os Mortos, atuou em Aguirre, a Cólera dos Deus, de Werner Herzog. Ruy está terminando o roteiro adaptado do romance Quase Memória, de Carlos Heitor Cony.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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