Arquivo para maio \31\-04:00 2014

AGENTE DA DITADURA QUE CONFESSOU TER TORTURADO E MORTO PRESOS POLÍTICOS, AUXILIOU A DITADURA ARGENTINA

A Comissão Nacional da Verdade divulgou que o coronel do Exército, Paulo Malhães, participou como agente colaborador da ditadura argentina. O agente prestou dois depoimentos à comissão. Um no dia 18 de fevereiro e o segundo, no dia 25 de março. Um mês depois ele foi assassinado em seu sítio. Um crime que para a polícia do Rio de Janeiro se reduziu a um assalto comum, mas que para o presidente da Comissão da Verdade, Wadih Damous, foi queima de arquivo. Paulo Mlhães confessou que havia torturado e assassinado presos políticos. Além, de afirmar que participou da operação em que foram desenterrados os restos mortais do deputado Rubens Paiva. Durante o depoimento confessou que foi um dos autores da Casa da Morte, em Petrópolis, onde eram torturados e assassinados presos políticos.

“Descobri que tinha uma porção de argentinos voando, dentro do Rio de Janeiro, aproveitando a vida no Rio de Janeiro. Uns exilados políticos pela ONU, outros não. Aí, eu mandei fotografar todo mundo. ‘Eu quero que vocês saiam, tirem foto de todo mundo. Eu quero esses caras todos fotografados. Eu não sei quem eles são, não quero que vocês saibam quem eles são. Eu só quero fotografia deles’. Aí foi tirada a fotografia deles todos.

Fiquei famosíssimo na Argentina. Por causa disso, me deram medalha da Argentina”, disse o agente da repressão.

Ele ainda afirmou que era amigo do presidente Garrastazu Médici que reprimiu o país entre os anos de 1969 e 1974. O período em mais pessoas foram presas, torturadas e desaparecidas. De acordo com suas declarações Médici o tratava com intimidade para resolver algumas situações.

“Médici, mandava me chamar. Eu ia lá no palácio. Já almocei do lado dele. Ele perguntava: ‘E aí’. Eu dizia: ‘O senhor quer que eu resolva? Eu resolvo’. ‘Então, está, Malhães, resolve’”, confessou o agente.

GRUPO REDUZIDO DE PROFESSORES ERRA ENDEREÇO POLÍTICO: VAI AO ESTÁDIO QUANDO ERA PARA IR PARA SEMED E SEDUC

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A luta dos trabalhadores de todas as categorias por seus direitos é uma luta contra o que os governantes entendem por Estado, já que o Estado é o poder institucional que deve refletir a sociedade. E o que produz e mantém esse poder são as próprias leis constitucionais. A partir do momento em que os governantes não compreendem essa constitucionalidade expressada pelo Estado, os trabalhadores tendem a fazer com que seus direitos sejam garantidos, e para garantir esses direitos eles têm que realizar atos concretos através de suas representações como sindicatos. A primeira grande arma dos trabalhadores, como afirma o filósofo de Trier, Karl Heinrich Marx.

Assim, se inferi, que quando o sindicato não realiza sua função diante dos governantes, muitas vezes empresas privadas, os governantes se sentem muito bem protegidos e até crentes de que estão certos. Então, diante dessa miserável impotência sindical, os trabalhadores que não comungam com a posição do sindicato, tendem a procurar outras estratégias que resultam na consumação de seus direitos.

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Em Manaus, vários grupos de professores independentes do sindicato representante da categoria que se associou aos governantes, resolveram criar suas formas de reivindicar seus direitos como 20% de reposição salaria, vale transporte, vale alimentação e outros direitos trabalhistas. Para enfraquecer as reivindicações, o governo estadual concedeu 5,6%, e o prefeito, 10%. Os professores ligados ao Sindicato dos Trabalhadores da Educação no Amazonas (Sinteam) aceitaram pacificamente. Fazendo valer o dito-patronal de que o amazonense é um povo ordeiro. Sem entender que esse ordeiro quase sempre esconde o cordeiro. O cordeiro que é bom para o pastor. Ou para o mestre: ”Faremos tudo que o mestre mandar”.

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Mesmo assim, no dia de ontem, 30, um grupo reduzido de professores resolveu realizar na Avenida Djalma Batista, um point da triste não-cidade Manaus, uma manifestação para mostrar que nem tudo estar como o pastor gosta. Só que alguns participantes do grupo, com nítidos corpos direitistas, ignorando que tudo só acontece uma vez, conforme disse o filósofo Nietzsche em seu Amor Fati (o destino do amor de que não se pode escapar ficando somente a aceitação do real), e quando parece que se repete realmente é como farsa, como mostrou o mouro de Trier, resolveram seguir até o estádio de futebol.  

Como as direitas são destrambelhadas, quem sabe que estes professores não acreditavam que Ricardo Teixeira e Blatter (ou mesmo Dilma), poderiam se encontrar no território pebolístico e resolvessem as pautas das categorias. Como corpo obnubilado, das direitas, tudo se pode esperar. Mas foi uma frustração geral. Os ditos cujos não estavam lá. Mas tudo ficou compensado através do recurso da imaginação heroica de ser um revolucionário da história dissipada.  

Um erro político-replicante do junho que não aconteceu, quando as direitas se deslocaram até o mesmo local, comandada pelo PSDB, partido que defende os magnatas que representam 0,01% da população mundial que detém, só nos paraísos fiscais, US$ 21 trilhões. Sintetizados como as maiores riquezas do mundo. Riquezas construídas com a exploração dos trabalhadores através do mais-valor, e protegidas pelos lacaios das mídias de mercados como Arnaldo Jabour (cuja mulher foi assessora de Serra), Azevedo, etc.

Um erro político que a categoria não deveria se permitir quando a comunidade sabe que sua luta é com as posições dos que se sentem detentores das instituições educacionais no Amazonas e Manaus: Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc) e Secretaria de Educação do Município (Semed).

Mas nem tudo foi erro. Na hora da concentração, caiu um pau d’água e os mais sacais não caíram no logro dos coxinhas infiltrados como reivindicadores: deram por terminado suas participações no recinto. Uma prova de inteligência, mesmo que provocada por um fenômeno natural. Mas o homem também é natural. Uma boa composição.

VEJA A ENTREVISTA COM LULA NA TV CARTA

VEJA O VÍDEO DE ZÉ CARLOS QUE NÃO DEIXA A TURMA DO AÉCIO SEM RIR

SEM O BRILHO ILUSÓRIO DE HERÓI CRIADO PELA MÍDIA, JOAQUIM BARBOSA AFIRMA QUE VAI SE APOSENTAR EM JUNHO.

Divulgação

Indicado por Lula que o queria como o primeiro negro no Supremo Tribunal Federal (STF), e iniciando uma carreira progressista para depois, através do julgamento da Ação Penal 470, que condenou membros do Partido dos Trabalhadores, e foi transformado em herói pela mídia acéfala, ir se transformando em um homem perseguidor, vingativo, colérico, voluntarioso e personalista, o ministro Joaquim Barbosa, afirmou que vai se aposentar no fim do mês de junho.

O anúncio, em seu conteúdo, não foi surpresa, porque já vinha sendo comentado alguns meses. Mas tornou-se surpresa por ninguém esperava que com tão brevidade. Ele visitou, pela manhã de ontem, dia 29, a presidenta Dilma, o Senado e a Câmara Federal e anunciou sua decisão. Mas foi durante a realização da sessão plenária do STF que ele fez o anúncio formal. 

“Eu tenho uma informação de ordem pessoal: é que eu decidi me afastar do Supremo Tribunal Federal em junho. Afasto-me não apenas da presidência, mas do cargo de ministro, requererei, portanto, meu afastamento do serviço público após 41 anos.

Eu tive a felicidade, a satisfação, a alegria de compor essa Corte no que é talvez o seu momento mais fecundo, de maior criatividade e de importância no cenário político institucional do nosso país”, disse Barbosa.

O ministro Joaquim Barbosa um dia afirmou, em relação a José Genoíno, que preso era para pagar sua pena no ostracismo, claro que sem qualquer conhecimento filosófico do que seja ostracismo, e é exatamente em seu sentido de ostracismo que o ministro anuncia sua aposentadoria. Depois de ser elevado pela mídia acéfala aos píncaros da glória a ponto ser exaltado como herói, porque realizou um julgamento que lhe satisfez principalmente condenar José Dirceu, ele começou a sair no gosto própria mídia. Deixou de ter seus minutos de glórias nas telas, mormente, na TV Globo.

De tantas decisões descabidas juridicamente, segundo juristas nacionais e internacionais, ele anuncia o seu ocaso em um quadro lânguido que bem poderia ser retratado pelo cancioneiro popular: “morre hoje, sem foguete, sem retrato e sem bilhete, sem luar e sem violão”. Mas o cancioneiro popular é criação em coordenada com o coletivo. O que não fez Joaquim Barbosa. O julgamento da Ação Penal 470, foi um julgamento para a elite tosca que domina o Brasil.

Ele disse que a Corte tem “seu momento mais fecundo, de maior criatividade e de importância no cenário político institucional do nosso país”. Um autoelogio que não corresponde às críticas que a sociedade brasileira em sua expressão bem consciente-intelectualmente, afirma.

Esperemos o dia, junto com o andamento da Copa.

MUDA MAIS APRESENTA “QUE BOM BOMBOM”

Veja a farsa do querer voltar (não há volta, até o filósofo grego, Heráclito sabia) da turma do arrocho salarial do capitalismo de mercado apresentado pelo site Muda Mais.

O Axé não saía das rádios brasileiras e algumas das mais geniais coreografias eram criadas. Era maio de 1999 e o novo hit do momento era lançado: “Xibom Bombom” (link is external), da banda baiana As Meninas. A letra dessa música, no entanto, chamava a atenção. Diferentemente de boa parte das composições do gênero, a banda de Carla Cristina trazia uma letra que questionava a situação do país.

Carinhosamente batizada de “axé do proletariado”, “Xibom Bombom” falava, com bom humor, da dificuldade do brasileiro em ter acesso à educação, à alimentação e a uma vida digna. Mais que isso, o clássico refrão questionava a grande desigualdade social do país. Afinal, o motivo da situação precária todo mundo conhecia: “o de cima sobe e o de baixo desce”.

Mas isso era em 1999! Nesta semana se completam 15 anos que essa música não sai de nossas cabeças. E em 15 anos muita coisa mudou. Já são 12 anos de um governo que faz quem tá lá “embaixo” subir, que investe na educação, na alimentação, na moradia, no emprego. ♪♫Tucano de novo, o Brasil não merece ♪♫

É por isso que, passada uma década e meia, revisitamos esse clássico. E, olha, tá bem melhor a vida d’As Meninas… canta com a gente:

♫♪ Que bom Bombom: o axé do proletariado 2.0 ♪♫

♪♫ Bom qui bom qui bom bom bom
Bom qui bom qui bom bom bom

Analisei essa cadeia hereditária
E vi que me livrei de uma situação precária

O Brasil cada vez fica mais rico
E agora cada vez tem menos pobre.

E o motivo todo mundo já conhece
Com tucano fora
O emprego cresce
E o motivo todo mundo já conhece
Com tucano fora
O salário cresce.

Bom qui bom qui bom bom bom
Bom qui bom qui bom bom bom

E agora eu eduquei meus filhos
Viraram cidadãos
Com muita dignidade
E agora eu como bem
Posso me alimentar
Com a grana que eu ganho
Já posso até voar

E o motivo todo mundo já conhece
Tucanoooo de novo, o Brasil não merece.
E o motivo todo mundo já conhece
Tucanoooo de novo, o Brasil não merece ♫♪

O verdadeiro discurso do medo

No Chile, o primeiro ato da derrubada de Salvador Allende desenrolou-se com uma paralisação de transportes seguida de um lock-out do comércio de alimentos.

Wanderley Guilherme dos Santos

Também seguimos inseguros, os empenhados existencialmente nesse fluxo histórico de espetacular transformação da comunidade brasileira. Também seguem meio desorientados os que apostaram na capacidade de um punhado de políticos de boa cepa ensinar ao país que é possível perseguir uma sociedade justa, não obstante os entulhos de um passado oligarca e suas reencarnações tatibitati. Mas incomoda vê-los hesitar diante das vociferações dos antidemocratas de todas as cores. A imagem de meia dúzia de desatinados, entre os quais índios sem teto ou sem oca, expostos a selfies na marquise do Congresso não prenuncia nada engraçado. Muito menos folclóricos ainda são os gigantescos engarrafamentos castigando a população que retorna do trabalho, à conta da intimidação promovida por uns poucos buldogues ameaçadores, fora da linha sindical. São movimentos de carregação aproveitados, bandeiras à vista, por legendas partidárias sem expressão e sem voto, desafio da força bruta ocasional à tolerância democrática.

A democracia é, por certo, um sistema político que garante voz a quem deseja acabar com ela, mas não é um arranjo institucional de espinhela caída a permitir ações que constrangem a maioria da população. O conhecido e histórico oportunismo de certos grupos sociais – trabalhadores em transportes, especialmente de massas, e empregados em saúde pública – e de rótulos partidários sem energia própria podem, parasitando a inércia das instituições legítimas e com divulgação garantida, persuadir a maioria não organizada dos cidadãos que são eles os minoritários. Imprensados entre a balbúrdia com proteção jornalística e o silêncio governamental, ficam os trabalhadores em dúvida sobre se a melhoria em suas condições de vida não constitui imerecida exceção num país aparentemente em ruínas.

Quem conhece o todo e não compartilha informação com os beneficiados comete grave erro de propaganda política. Faz parte da obrigação governamental não apenas fazer, mas fazer saber. Em 27 de maio último, por exemplo, o Senado aprovou proposta tornando legal a expropriação de empresas que explorem trabalho escravo. Não há em nenhum lugar do mundo legislação semelhante. Tal como o programa bolsa-família, essa legislação será em breve copiada por outros países, pois o trabalho escravo não é monopólio de países pobres. Contudo, notícia de tal importância foi relegada a páginas remotas dos diários ou nem mesmo registrada. Do mesmo modo, o imenso planejamento das benfeitorias que serão deixadas pela Copa de futebol, muitas das quais já operando, foi até aqui esmagado por uma das mais estúpidas campanhas jamais patrocinada pelo conservadorismo oposicionista e uisquerdóides de todos os tempos. Pois vai ter Copa, sim, assegurada pela maioria real do país e apesar do paralisante acidente vascular do governo.

Minorias têm direitos, mas não podem ter o poder de subjugar a maioria. Tratá-la como maioria é traição institucional e política. A população trabalhadora tem direito a exigir transportes suficientes e em boas condições, mas previamente tem o direito constitucional de ir e vir. Conta-se que, na China pré-conquista do poder, o Partido Comunista organizava greve de bondes fazendo os transportes rodarem gratuitamente. Não li que jamais os incendiasse e obrigasse os trabalhadores seguirem a pé para suas casas. Já no Chile, o primeiro ato da derrubada de Salvador Allende desenrolou-se com uma paralisação de transportes seguida de um lock-out do comércio de alimentos. Não conheço tratado de política em que tais movimentos prenunciem avanços democráticos. Conheço histórias em que os desfechos foram tiranias longevas.

Há razão para a ansiedade de parte da população e para o desejo de mudança. Já não é tão claro, apesar de destemidos intérpretes e fora os itens costumeiros de melhor transporte, saúde, educação e segurança, o que deseja a significativa maioria da população. Pelo que costuma responder sobre a difusão da violência, o anarquismo sem rumo dos blaquiblocs e aparentados, esplendidamente repelidos, o que a maioria deseja é mudar a sociedade. É importante que as autoridades meditem sobre isso, não se entreguem às interpretações velhacas e tragam segurança jurídica e existencial à maioria. São pagas para isso.

Créditos da foto: Arquivo

 

ENTRE 2008 E 2012 O CRESCIMENTO REAL DOS SALÁRIOS FOI DE 35%. E AÉCIO, REPRESENTANTE DAS DIREITAS, FAZ CAMPANHA CONTRA

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Enquanto o candidato das direitas, Aécio Neves, ultimamente conhecido pelo vulgo de Arrocho Neves, faz campanha eleitoral objetivando a Presidência da República, afirmando que o problema maior da economia brasileira e a falta de maior lucro aos empresários, é o salário mínimo, cujas regras foram decidas em acordo com o governo federal, os trabalhadores e os empresários, pesquisa do Cadastro Central de Empresas (Cempre) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirma que o total de salários e outras remunerações pagas por empresas e organizações, pagos entre os anos de 2008 e 2012 acumulou um crescimento de 35,3%. A razão, desse crescimento, segundo os dados publicados, decorre da melhora na qualidade e no número de empregos. O crescimento real ocorreu durante todos os anos.

Ao conceder entrevista à Agência Brasil, Bruno Erbisti Garcia, responsável pela pesquisa considerou que o crescimento está ligado diretamente à melhoria de qualidade e número de pessoas empregadas. Ele disse ainda, que tem ocorrido crescimento real, durante os quatro anos, na massa de salário pago, segundo a comparação anual.

“Cresce o número de pessoas empregadas e cresce também a média salarial. É um crescimento que tem ocorrido nos últimos anos, aconteceu de forma bem expressiva de 2010 para 2011, em 2012, esse crescimento foi menor, porém o salário médio real ainda continua crescendo – tanto no emprego quanto na média salarial.

Há também uma tendência de aumento na qualificação do emprego e uma equalização entre os homens e mulheres no mercado de trabalho”, analisou Bruno Garcia.

ÍNDIOS PROTOCOLAM QUEIXA-CRIME CONTRA OS DEPUTADOS LUIZ HEINZE E ALCEU MOREIRA POR INCITAREM VIOLÊNCIA CONTRA SEUS POVOS

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As comunidades indígenas estão durante essa semana realizando algumas manifestações em Brasília tentando salvaguardar alguns de seus direitos adquiridos constitucionalmente constantemente ameaçados pela voracidade capitalista dos grandes proprietários.

Na terça-feira essas comunidades estiveram no Congresso Nacional onde realizaram manifestações sobre suas causas. No dia de ontem, 28, elas participaram de uma audiência pública como parte da mobilização que defende, de forma firme, as terras indígenas.

Durante as manifestações na frente do Congresso Nacional, os índios apresentaram uam queixa-crime contra os deputados Luiz Carlos Heinze (PP/RG) e Alceu Moreira (PMDB/RG), que defendem as causas latifundiárias, por incitação à violência contra seus povos. Em declaração, os dois deputados cooptados pela exploração latifundiária, afirmaram que gays, lésbicas, quilombolas, índios representam “tudo que não presta no Brasil”.

A representante da Articulação dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, disse que a representação da queixa-crime contra os deputados foi feita na Procuradoria-Geral da República (PGR) pela frente parlamentar dos diretos humanos. Após a entrega do documento no Supremo, os índios realizaram na Praça dos Três Poderes, o ritual da pajelança. Estão certíssimos. É preciso recorrer a todas as potências para se proteger contra os poderes do capitalismo. Principalmente de seus representantes mais irascíveis.

“Esse discurso deles é o que incita a violência da sociedade, dos pequenos produtores, contra as nossas populações, por isso que a gente vem protocolar no STF, pedir que eles nos deem um posicionamento.

Estamos no Congresso onde a cada dia temos nossos direitos atacados, onde está a maior ofensiva contra os direitos dos povos indígenas”, disse Sonia Guajajara.

VAI TER COPA, BANHEIRO, PRIVADA, SALA, QUARTO, CORREDOR, ALPENDRE, CALÇADA E OUTROS COMPARTIMENTOS SEGUNDO CLOACA NEWS CAFÉ & ASPIRINAS

Veja o vídeo.

PROFESSORES DE SÃO PAULO CONTINUAM A GREVE, MESMO COM 16% CONCEDIDO PELO PREFEITO. EM MANAUS 5,6% e 10% CALARAM OS PROFESSORES

É muito simples de entender. Desde o dia 23 de abril, os professores do ensino municipal de São Paulo iniciaram uma paralisação exigindo 20% de reajuste salarial, incorporação de um bônus complementar ao salário, valorização profissional e melhorias nas condições de trabalho. São direitos que eles reivindicam anos após anos. Reivindicações que vêm desde as gestões Maluf, Serra e … Direitos negados por todos os prefeitos das direitas.

Na primeira negociação, o prefeito Haddad, do Partido dos Trabalhadores, concedeu um reajuste de quase 16%, mas os professores não aceitaram e continuaram a paralisação. Ontem, dia 27, os professores tiveram uma reunião com os representantes da prefeitura. Não entraram em acordo e resolveram manter a paralisação.

Apesar da chuva, mais de 7 mil professores realizaram uma passeata pelo centro da cidade seguindo até à prefeitura, onde compuseram uma assembleia. De acordo com o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Simpeem) a adesão é de 30% a 40%.

Qualquer trabalhador, como personagem das forças produtivas e relações de produção, sabe que a greve foi a primeira grande arma que ele produziu contra a opressão-salarial imposta pela ditadura burguesa. E que para que ela seja vitoriosa é preciso que todos os trabalhadores estejam unidos. E a forma de se encontrar unido é através do sindicato. Foi o filósofo Karl H. Marx que mostrou esse instrumento do trabalhador contra sua opressão. Todavia, existe um número muito grande de trabalhadores que não conhecem esse instrumento. Inclusive muitos que participam de sindicatos, como acontece no sindicato dos professores no Amazonas.

Sabe-se que as duas situações são grandemente diferentes. O caso dos professores de São Paulo e o caso dos professores do Amazonas, principalmente, Manaus. Historicamente existe um grande abismo de separação entre as duas situações. Até mesmo no caso de educação política dos trabalhadores na educação.

Se em São Paulo, a discussão com a prefeitura reflete mais sensibilidade e inteligência, tanto por parte dos professores como do prefeito que é de um partido de esquerda, aqui, em Manaus, a situação é diametralmente oposta.  Tanto a prefeitura como o estado, são governados pelo que há de mais reacionário. O prefeito de Manaus é Arthur Neto, do PSDB da burguesia-ignara, e que ameaçou surrar Lula. O governador é José Melo, candidato à reeleição, e que faz parte do grupo conservador, tanto no sentido de conservar ideias desativadas democraticamente, como conservar no sentido de se manter no poder, que domina a cena bufa do Amazonas há 30 anos. Daí, não se esperar exemplos contagiantes de sensibilidade e inteligência. Presas na consciência do lucro máximo, às direitas, em suas multifaces, nunca pretendem negociações justas.

A diferença da categoria por região é facilmente observada no trato das negociações. Em São Paulo, os professores, quem têm um sindicato politicamente formado e engajado, não aceitaram os quase 16% oferecido pela prefeitura e mantém a greve. Aqui, com um sindicato apolítico e conivente, os professores com um salário humilhantemente-defasado, aceitaram o que foi oferecido pelo prefeito, 10%, e o que foi oferecido pelo governador, 5,6%. Embora eles reivindicassem 20% e outros direitos.

É visível a disparidade de consciência-trabalhista entre os dois estados. Lá, os professores mantém a luta por seus direitos. Aqui, os professores se calam e vão assistir televisão, já que, como diz o poeta Belchior, “ao vivo é muito pior”.

PARA DILMA O QUE OS TURISTAS LEVERÃO DO BRASIL É A IMAGEM DE UM “POVO CIVILIZADO E AFETIVO, E NÃO AEROPORTOS”

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Dilma na semana passada já havia afirmado que os aeroportos das cidades sedes onde as partidas da Copa serão realizadas, estão preparados para receber os turistas. E que depois da Copa eles ficarão como obras para o bem estar da população brasileira.

Mesmo assim, a imprensa desafeta imobilizada em sua trapaça-intrigante e resumida em uma consciência colonizada, tem comentado que os aeroportos não estão ainda no “padrão FIFA”, como se a entidade maior do futebol de mercado fosse o modelo a ser copiado para satisfazer os insatisfeitos conspiradores que pretendem, magicamente, a não realização da Copa do Mundo. Os chamados ‘Ronaldos’ insinuadores do fracasso e sujeitos- inertes da consciência invejosa.

Como a presidenta Dilma Vana Rousseff não deixa pergunta ou insinuação sem respostas, ela respondeu acima da qualidade dos intrigantes. Ela simplesmente disse que as obras da Copa são “padrão Brasil”, porque ficarão para os brasileiros. Um bom saque, pois quem tem a vivência do seu próprio mundo são os brasileiros e sabem o que lhes representa e lhes agrada. E não os que têm a mente assaltada pela cultura alienígena. Os eternos nostálgicos da cultura alienante. Os que não pretendem um espírito social autêntico.

“Os aeroportos, vocês me desculpem, mas não são FIFA, são padrão Brasil. Os aeroportos estão sendo feitos para os brasileiros. Os turistas levarão a imagem de que somos um povo gentil, hospitaleiro, civilizado e afetivo”, afirmou Dilma.

IBOPE NA BAHIA MOSTRA O IBOPE NACIONAL: DILMA DERROTA A DUPLA DOS CONSERVADORES, AÉCIO E EDUARDO NA BOA

Dilma Plano Safra Semiárido

O instituto de pesquisa da burguesia-ignara, Ibope, entrevistou os eleitores para saber em quem votarão na eleição para a Presidência. Deu o que já sabido até no mundo mineral, como diz o jornalista-filósofo Mino Carta.

Dilma tem 50%, contra 19% dos dois ousados candidatos Aécio Arrocho e Eduardo Belezão. Algum discriminador pode afirmar: “É porque é no Nordeste”. Triste e irracional discriminação. Só em São Paulo e Minas Gerais, o Ibope – não esquecer que ele trabalha e torce pelas direitas – afirma que Dilma tem mais 10% acima do Arrocho. E olha que as direitas acreditam que são feudos eleitorais delas.    

Contra Financial Times, The Economist sai em defesa de Piketty

Segundo o semanário britânico, críticas feitas por editor do Financial Times são questionáveis e muitos dos detratores do livro de Piketty sequer o leram.

Marcelo Justo

A polêmica sobre o economista francês Thomas Piketty se converteu em sinônimo de debate sobre a desigualdade. Com um surpreendente terceiro lugar nas vendas da Amazon nos Estados Unidos após três meses de lançamento, com uma segunda edição a caminho, apareceram críticas a supostas incongruências nos dados de “O Capital no Século XXI” que buscam minar a tese fundamental do livro: que a crescente desigualdade do capitalismo é inerente ao sistema.

Segundo publicou na sexta-feira passada Chris Giles, editor econômico do Financial Times, em texto publicado na capa do jornal, Piketty comete erros nas projeções que faz para épocas nas quais não havia informação, no método que usa para distintos países e no uso tendencioso das estatísticas para provar sua tese central.

O artigo do Financial Times produziu uma avalanche de notas e comentários nos principais jornais de direita do mundo anglo-saxão que tomaram o veredito de Giles como a definitiva desclassificação do livro de Piketty. A exceção ao coro foi um meio de comunicação de inquestionável filiação capitalista: The Economist.
 
Segundo o semanário britânico, as críticas de Giles eram questionáveis e muitos dos detratores do livro não tinham se dado o trabalho sequer de lê-lo e ignoravam que a maioria dos dados vinha do World Top Income Database, um índice que ninguém questiona. “Há um par de erros que parecem ser de transcrição ou de ajustes de dados que requerem uma avaliação do investigador”, diz o semanário britânico.

O fundamento para a tese principal do livro, sustentada com um volumoso exame de dados dos últimos 300 anos, é que a riqueza aumentou a uma velocidade maior que o crescimento econômico nestes três séculos e que isso contribuiu para aumentar a desigualdade que, a seguir a tendência atual, será neste século 21 semelhante a que existia no vitoriano século 19. A crítica mais sólida feita a esta tese vem da esquerda e diz que, longe de exagerar o estado das coisas, Piketty subestima a real dimensão da desigualdade.

Segundo James Henry, autor de “The price of offshore revisited” e professor da Universidade de Columbia, o grande erro de Piketty é o cálculo que faz sobre a riqueza oculta em paraísos fiscais. “Há cerca de US$ 21 trilhões ocultos em paraísos fiscais. A metade dessa soma está nas mãos das 91 mil pessoas mais ricas do mundo, cerca de 0.,001% da população mundial, que controla uma terça parte de toda a riqueza mundial. Piketty subestimou esta cifra. Este é o questionamento que pode ser feito a ele. O resto é trivial”, disse Henry à Carta Maior.

Na carta de resposta de Giles, publicada no mesmo Financial Times, Piketty reconhece a necessidade de uma melhor contabilização dessa riqueza oculta. “Na realidade, é muito possível que minhas próprias estimativas não considerem plenamente a riqueza offshore ou guardada em paraísos fiscais, algo que aprofundaria a desigualdade”, assinala o economista. Os dados de Piketty provem de outro investigador da Paris School of Economics, Gabriel Zucman, que estima em cerca de U$ 8 trilhões de dólares a riqueza oculta nos paraísos fiscais, cálculo feito com base nos dados macroeconômicos disponíveis (balança de pagamentos, por exemplo) e nos ativos financeiros, deixando fora todo qualquer outro tipo de acumulação de riqueza (iates, obras de arte, etc.).

Somando-se à polêmica na edição do The Guardian, nesta segunda-feira, Paul Mason, editor econômico do Channel 4 britânico, assinalou que as críticas de Giles (e dos outros veículos de direita) se baseiam em estatísticas oficiais erradas. “As conclusões do Financial Times apenas se diferenciam das de Piketty na análise da Suécia e da França. Ele também trata dos casos do Reino Unido e dos Estados Unidos. Desde tempos imemoriais os ricos têm uma especial aversão a declarar sua riqueza. Com a reestruturação capitalista de 1979, se promoveu a acumulação de riqueza oculta que obrigou Piketty a fazer uma mescla de dados de herança e pesquisas junto a cálculos”, escreve Mason.

Nem sequer as cifras oficiais são congruentes. O HMCR, agência de impostos do Reino Unido, estima que os 10% mais ricos tem 70% de toda a riqueza o país. O Escritório Nacional de Estatísticas, em troca, estima que só possuem 44%. O crescimento dos paraísos fiscais desde os anos 70 tornou muito mais impreciso o cálculo da riqueza (patrimônio pessoal que inclui depósitos, ações, imóveis, etc.). O cálculo das rendas é muito mais rastreável: a diferença gera todo tipo de incongruência na compilação de dados.

Nos Estados Unidos, Sam Pizzigati, do Institute for Policy Studies, de Washington, fala de um “paradoxo americano” para explicar essa defasagem. “Entre os dados que temos sobre a desigualdade de renda e de riqueza há uma profunda desconexão que equivale a um paradoxo. A análise da curva de receitas nos diz que houve um enorme crescimento da desigualdade entre os mais ricos e o resto. Mas quando analisamos a desigualdade de riqueza, vemos que a diferença é ínfima. A explicação mais lógica desta diferença é a riqueza oculta em paraísos fiscais. Se não, seria preciso pensar que esta gente gasta US$ 5 mil em jantas todas as noites do ano”, disse Pizzigati à Carta Maior.

O impacto desta defasagem nos níveis de desigualdade de uma sociedade fica claro em um estudo específico sobre a Argentina, “Fuga de Capitais III (2002-2012)”, que apontou um aumento do coeficiente Gini de 0,42 para 0,49 pontos uma vez que se corrijam as pesquisas oficiais para incluir as rendas não declaradas e se contabilizem os fundos que vão para os paraísos fiscais. “Se aceitamos que o volume de dinheiro nos paraísos fiscais alcança os 400 bilhões de dólares, valor equivalente a 15 vezes o nível de reservas do Banco Central, o coeficiente de desigualdade salta então de 0,43 para 0,49. Muitos pensam que, na verdade, a soma é ainda maior se levarmos em conta as manipulações contábeis de empresas multinacionais e outros fatores. Mas mesmo com essa cifra ‘conservadora’, vemos que o salto que dá a medição da desigualdade neutraliza os avanços obtidos em uma melhor distribuição de renda pelo crescimento econômico e as fortes políticas sociais do governo argentino durante o período 2003-2010”, disse à Carta Maior um dos autores do informe, Jorge Gaggero.

No momento em que, como se viu nas eleições europeias, está se pagando um alto preço por não se prestar atenção nestas tendências profundas, convém que o debate provocado com a publicação do livro de Piketty não seja ignorado com argumentos débeis.
 
Tradução: Louise Antônia León

DILMA LANÇA PLANO SAFRA DA AGRICULTURA FAMILIAR

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A agricultura familiar teve um grande avanço porque tem como sustentação a manutenção das taxas de juros nas linhas de crédito que variam entre 0,5% e 3,5%, disse a presidenta Dilma Vana Rousseff ao lançar o Plano Safra da Agricultura Familiar que vai possibilitar o Semiárido receber R$ 4,6 bilhões. Ela disse, também, que se houver necessidade podem ser ampliados R$ 24,1 bilhões.

Durante o lançamento do plano ela se posicionou a favor de que as terras confiscadas dos devedores da União sejam usadas nos assentamentos de beneficiados da reforma agrária. A portaria que assegura esse direito foi assinada na semana passada.

“Acredito que tivemos um processo de avanço nesse plano safra. Asseguramos taxas de juros inalteradas, mesmo quando aumento da taxa Selic. Isso significa, na prática, que ampliamos o subsídio ao custeio e investimento.

Acredito que é uma prática inovadora para rompermos com a armadilha da seca, e lançar o Semiárido como região produtora, que pode e vai ser sustentável, e não sistematicamente objeto de política de emergência.

No que se refere à política de reforma agrária, considero que a medida de destinação das terras dos devedores da União para a reforma agrária como medida justa e fundamental”, discursou Dilma.

LULA TEM SUA IMAGEM CONSITUÍDA EM ESTÁTUA DE BRONZE AO LADO DA CASA BRANCA. FERNANDO HENRIQUE VAI VIRAR ESTÁTUA DE INVEJA

Busto de Lula exposto na capital dos EUA

O escultor chinês Yuan Xikun criou a estátua da imagem de Lula que foi instalada no National Mall, um parque que fica ao lado da Casa Branca, em Washington. Lá se encontram outros ilustres personagens como Simon Bolívar, Abraham Lincoln e Gabriel Garcia Márquez. 

Com essa estátua Lula inaugura a presença do primeiro brasileiro em forma de arte escultural no solo norte-americano. De acordo com o escultor sua obra faz homenagem apenas aos personagens que contribuíram “para os povos das Américas”.

“Minhas criações homenageiam quem extraordinariamente contribuiu para os povos das Américas”, disse Yuan Xikun.

Nesse caso, Fernando Henrique, nem imaginar. Mas é possível que ao saber do fato estético-político-histórico ele vire estátua de inveja.  

EMPATE NA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL DA COLÔMBIA PODE SER DESEMPATADO PELAS ESQUERDAS

É simples de entender como entender que a matemática é criação do homem. O presidente atual da Colômbia Juan Manuel Santos, economista, foi içado ao poder pelas mãos reacionárias de Uribe que acreditava que poderia fazer dele uma marionete da mesma forma que o governo norte-americano lhe fez. Mas, como diz o poema “havia uma pedra no meio do caminho”: o povo. Não deu outra. Juan Manuel Santos se libertou de Uribe. A primeira grande prova foi se aproximar de Chávez. E a segunda foi tentar resolver a pugna do Estado colombiano com as Forças Armadas Revolucionária da Colômbia (farc). Duas realidades que Uribe odiava e odeia, ainda mais como marionete dos governos norte-americanos. E mais ainda, passou a elogiar Lula e sua política de Combate à Fome, o imitadíssimo Fome Zero. Ou seja, as políticas públicas implantadas no Brasil.

O seu opositor é o economistas Óscar Zuluaga, economistas, candidato apoiadíssimo pelo americanófilo Uribe. Ao contrário de Santos, odeia o chavismo e não qualquer acordo com as Farc da mesma forma que seu mentor. E também é americanófilo. E mais, rejeita os LGBT. E sua prova é sua posição pública contra o casamento gay. Ao contrário de Santos que é a favor.

Na eleição de domingo, o candidato do ditador Uribe, do Partido Centro Democrático, conseguiu 29,25% dos votos contra 25,68% do candidato da Unidade Nacional. Com mais de 60% de abstenção, na Colômbia o voto não é obrigatório, os candidatos que estão no segundo turno tendem a procurar conquista esses eleitores. Entretanto, a verdade eleitoral é outra. Os partidos das esquerdas é quem podem decidir o segundo turno.

E se depender deles, Santos já está reeleito, posto que, embora sendo um liberal, segundo ele de centro direita, suas posições em relação às ideias das esquerdas, são mais progressistas que a do pupilo do ditador Uribe. E por que essa premonição eleitoral santista? Porque os votos somados dos candidatos das esquerdas, Clara Lopez, do Polo Democrático Alternativo, e Enrique Peñalosa, do Aliança Verde, que disputaram as eleições são 23,51%. Uma boa margem para vencer o pupilo do ditador. Mesmo que ele receba os votos da outra candidata conservadora que ficou no terceiro lugar ao obter   15,52%. 

Dessa forma, ontem e hoje, dia 27, estão sendo realizadas as conversações para a formação das alianças. E, claro, quem pensa na importância histórica da América do Sul espera que as esquerdas apoiem Santos. E, embora não seja consistente o paralelo, a vitória de Zuluaga, tirando as devidas proporções, é como vitória de Aécio. A vitória do império do governo norte-americano como força do capitalismo de organização do mercado.

 

DIZEM QUE, COM RARÍSSIMA EXCEÇÃO, NÃO HÁ VIDA INTELIGENTE NO FUTEBOL. RONALDO AFIRMA A REGRA

O futebol teve seu corpo projetado na estrutura do sistema capitalista inglês. Era uma forma de entretenimento para a burguesia tanto como participante do esporte  como também espectadora. Entretanto, nunca deixou de ser um território dos mais rudes. Nos países mais explorados pelo capital e, onde o esporte era bem aceito, serviu para alguns jovens encontrarem nele uma segurança, principalmente, quando se tornou uma profissão.

No Brasil, onde a crônica futebolista cognominou de país do futebol, em função da realidade biológica, étnica e histórica o futebol passou a ser o esporte mais apreciado e praticado. É muito difícil se encontrar alguém, seja mulher ou homem, que não saiba controlar a pelota e dar seus dribles. Mas quis também o sentido cruel de propriedade privada que o futebol ficasse ligado a pessoas que fizeram dele meios de lucros.

Enquanto a Europa organizava em empresas os clubes de futebol, no Brasil os Euricos Mirandas se tomavam como proprietários dos clubes. Para esses chamados cartolas o que interessava (e ainda interessa para muitos) mesmo era contratar jogadores de lhes auxiliassem em suas carreiras de capitalistas-futebolísticos. Com essa consciência exploradora, não se preocupavam com a existência afetiva e cognitiva dos jogadores.

Foi nessa subjetividade opressiva que a maioria dos jogadores brasileiros adentrou e se perdeu. Aí, foi cunhada a enunciação “não há vida inteligente no futebol”. Não só em relação aos jogadores, mas também em relação aos dirigentes e profissionais do jornalismo esportivo. Salvo raríssima exceção como Paulo César Caju, Afonsinho, Sócrates, Raí, Marcial, Wladimir, Casagrande, um pouco Zico, e outros poucos. Nem Pelé, conhecido como rei do futebol, saiu da vida sem inteligência. Tanto é que Maradona, um dos raríssimos, o chama de garoto propaganda da FIFA. E com toda razão. Algum vascaíno pode perguntar: “E o Romário não é raríssimo, também?” Não. Romário só pronuncia clichês. E os clichês não refletem pensamento, porque são signos linguísticos desativados. Não servem para produção de pensamento.

Foi, então, que mesmo participando da regra, contra a exceção, e por ser conhecido mundialmente (não pela inteligência) que Ronaldo foi convidado para ser um dos membros da organização da Copa do Mundo. Assim, como Lula convidou o escritor de devaneios-pessoais, alienação metafísica, Paulo Coelho, para o acompanhar no tempo da escolha das sedes para essa Copa. Como o jogador Ronaldo é sujeito-sujeitado do mundo futebolístico sem inteligência, era de se esperar que seus pronunciamentos fossem apenas a confirmação da linguagem instrumental, também em forma de clichês. Uma linguagem muito bem situada e usada pelos meios de comunicação que são contrários aos governos populares e que se pretendem criadores da opinião pública.

Aí, não deu outra. Ronaldo reverberou a afasia da comunicação midiática alienígena.

“E de repente chega aqui essa burocracia toda, uma confusão, um disse me disse, são os atrasos. É uma pena. Eu me sinto envergonhado, porque é o meu país, o país que eu amo, e a gente não podia estar passando essa imagem para fora”, lançou sua mimeses linguística, Ronaldo.

Ronaldo fala em burocracia sem saber o que seja. Fala em vergonha por causa de futebol no mesmo tom que o conservador Boris Casoy, ecoa. É risível. No primeiro caso não se vai exigir do jogador um entendimento sobre burocracia nos pensamentos dos filósofos Hegel e Marx. E no segundo, não querer que ele saiba com Marx o que seja vergonha. É querer demais.

Mas, como Dilma não fala através de clichês, ela aproveitou seu discurso junto a União da Juventude Socialista, para colocar o jogador de futebol no seu lugar de porta-voz das mídias alienígenas.

“A Copa do Mundo se aproxima, tenho certeza que nosso país fará a Copa das Copas. Tenho certeza da nossa capacidade, do que fizemos. Tenho orgulho das nossas realizações, não temos do que nos envergonhar e não temos complexo de vira-lata, tão bem caracterizado por Nelson Rodrigues se referindo aos eternos pessimistas de sempre”, discursou Dilma.

É claro que Nelson Rodrigues não é lá uma boa indicação de referência. Ele era um reacionário apoiou a ditadura enquanto seu filho era preso e torturado. E além de que, ao relacionar o cachorro com o psicológico e a moral humana ele se mostra um seguidor do antropomorfismo. E os animais dispensam essa comparação feita por ele: complexo de vira-lata. A lata como objeto de colocar lixo, é produção do homem e não do cachorro.

VEJA O VÍDEO DIVULGADO POR ODARP NOTIELC ONDE APARECEM AS PRÁTICAS ATIDEMOCRÁTICAS DE FERNANDO HENRIQIE E SUA TURMA QUE QUEREM VOLTAR, PORQUE NÃO SABEM QUE NA VIDA NADA VOLTA

O idealismo é um sistema filosófico (claro que não é filosofia) que acredita que a ideia vem antes da matéria. Ou seja, a consciência do homem é produto dele mesmo como produtor de ideia, ou como reprodutor da ideia criada por Deus. Como se pode entender, para o idealista a sociedade é um reflexo da consciência do homem, e não a consciência um reflexo da sociedade. Como afirmou o filósofo do Materialismo Dialético, Marx.

Com essa certeza criada pelo filósofo idealista Hegel, toda mudança é criação da consciência do homem e não por atuação da matéria. Desta forma, todo sujeito idealista não concebe o mundo como concreto com suas contradições e seus antagonismos produzidos pelas relações de produção em que uma classe pretende ser sempre a dominante. Para o idealista o mundo é uma abstração.  Daí, o homem não ser concreto. E como não é concreto não produz história. Como não produz história, tudo permanece no mesmo estado: o estado idealizado.

Nessa eleição de 2014, para à Presidência da República, a turma do idealista Fernando Henrique, acreditando que tudo permanece no mesmo estado, está na disputa pretendendo voltar. Porque para ela o mundo é imóvel, não é um processo dialético. Como não é um processo dialético, Fernando Henrique e sua turma fantasiam a década de 90 e os dois primeiros anos do segundo milênio que para eles não passaram. Porque permanece o mundo de suas consciências idealizadas. Ou melhor, suas consciências metafisicadas, alienadas da matéria que é a história.

Veja o vídeo e compreenda melhor o que é o idealismo hegeliano em Fernando Henrique e sua turma.

CNBB DIVULGA NOTA CONTRA MINISTRO BARBOSA AFIRMANDO QUE NÃO É “LÍCITO INSUFLAR NA SOCIEDADE ESPÍRITO DE VINGANÇA E ‘JUSTIÇAMENTO’

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) através da Comissão Brasileira Justiça e Paz divulgou nota criticando as atitudes do ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação aos condenados na Ação Penal 470. Na nota a CBJP destaca a atitude do ministro em não conceder, que é da lei, o direito dos presos condenados a regime semiaberto de trabalharem fora do presídio. Caso claro de José Dirceu que vem sofrendo seguidas perseguições por parte de Joaquim Barbosa. Para a comissão, fica claro o desejo de vingança e ‘justiçamento’ do ministro. O que não é lícito, segundo a nota da CNBB.

“A CNJP tem afirme convicção de que as instituições não podem ser dependentes de virtudes ou temperamentos individuais. Não é lícito que atos políticos, administrativos e jurídicos levem a insuflar na sociedade o espírito de vingança e ‘justiçamento’. Os fato aqui examinados revelam a urgência de um diálogo transparente sobre a necessária reforma do Judiciário e o saneamento de todos o sistema prisional brasileiro.

A independência do Poder Judiciário somente realiza a necessária segurança jurídica em sua plenitude, quando viabiliza, sem obstáculos o amplo direito de defesa e a completa isenção na análise objetiva das provas. Ela é imprescindível na relação do Judiciário com os meios de comunicação, não se podendo confundir transparência no julgamento com exposição e execração pública dos réus”, diz parte da nota assinada pelo secretário-executivo da comissão, Pedro Gontijo.

Recordando. No dia 15, esse Afinsophia.com publicou a nota da Pastoral Carcerária que também trazia essa posição contra o sentido ideológico e vingativo de Barbosa.

“Se essa e outras decisões do presidente do STF no ‘caso mensalão’ tem causado espanto para determinados setores da sociedade, certamente não surpreende as centenas de milhares de presos, seus familiares ou os egressos do sistema penitenciário, que desgraçadamente já se habituaram com condenações sem provas, decisões judicias que rasgam a letra da lei e interpretações jurídicas absurdas por parte dos julgadores que, sem sofisticação e empenho intelectual que vimos nesta Ação Penal, sequer mascaram sua pesada carga ideológica”.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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