Arquivo para maio \24\-04:00 2014



O FILÓSOFO WLADIMIR SAFATLE RENUNCIA A SUA CANDIDATURA AO GOVERNO DE S.P. DEVIDO SEU PARTIDO, PSOL, SER CONTRA ALIANÇA COM A FRENTE DE ESQUERDA E PSTU

O PSOL, em São Paulo, vive momentos constrangedores internamente. O filósofo Wladimir Safatle e professor da Universidade de São Paulo (USP) retirou sua candidatura ao governo de São Paulo por não concordar com a orientação do partido em não querer se aliar a Frente de Esquerda, com o PSTU e posicionar sua crítica ao petismo. Para ele é uma orientação equivocada e a demonstração de uma ausência de consciência política, já que o partido também não concorda em se juntar com os movimentos de ruas.

“A que interessa que nosso partido continue pequeno? Durante várias que discuti a infraestrutura para a campanha, ouvi que 2% dos votos estaria bom. Não penso assim, acho esse raciocínio completamente equivocado e, se pensasse dessa forma, não teria aceitado entrar no debate em torno da candidatura.

Creio que, no fundo, a candidatura para o governo não era uma prioridade para o partido. Senão seria difícil explicar porque o diretório estadual nunca foi atrás de possíveis doadores que indiquei há semanas e porque ele nunca aceitou discutir com membros da frente, como o PSTU, que estavam claramente dispostos a contribuir de maneira substancial para viabilidade financeira da campanha.

Uma esquerda que entenda como é impossível defender a transformação da experiência democrática na sociedade enquanto continua a ter as piores práticas no interior de certos aparelhos partidários. Ninguém confiará em alguém incapaz de fazer na própria casa aquilo que propõe fazer na casa dos outros”, analisou Wladimir

 Agora, o candidato é o professor universitário Gilberto Maringoni, que ao contrário de Safatle, que orienta sua crítica às posições do PSDB e PT, orienta sua crítica exclusivamente ao PT. Segundo ele, não disputou com o filósofo, mas para que o partido não ficasse “desguarnecido” em São Paulo.

“Safatle, até poucos dias, relutou em definir se seria mesmo candidato, dadas as precariedades matérias de um partido que não recebe dinheiro de empresa e tem na militância voluntaria sua razão de ser.

Eu não concorri com o professor Safatle. Entrei na disputa para que o PSOL não ficasse desguarnecido a quatro meses das eleições, sem poder compor chapa, estabelecer calendário, metas, orientações e política de orientação de arrecadação de fundos em uma campanha duríssima”, observou Maringoni.

Sem participação social, não há reforma política, diz presidenta

Ao lançar Política Nacional de Participação Nacional, Dilma Rousseff ressaltou o papel da sociedade civil na elaboração e implantação de políticas públicas.

Najla Passos

Agência BrasilBrasília – A presidenta Dilma Rousseff ressaltou, nesta sexta (23), durante o lançamento da Política Nacional de Participação Nacional, em Brasília, o importante papel da sociedade civil e dos movimentos organizados na elaboração e implementação das políticas públicas que fizeram o país avançar nos últimos 12 anos.

E conclamou os representantes das organizações das sociedade civil, militantes dos movimentos sociais e gestores públicos que participam do evento Arena da participação Social a continuarem lutando para construir uma Brasil menos desigual e mais solidário. “A participação tem potencial transformador”, afirmou.

Segundo ela, há momentos significativos da história brasileira que, a despeito do interesse ou não dos governos, só a participação social pode fazer com que o Brasil avance. Como exemplo, citou a batalha pela reforma política, uma das mais robustas reivindicações dos protestos de junho do ano passado, que permanece paralisada no parlamento, apesar do esforço do governo em viabilizá-la por meio de um plebiscito.

“O meu governo enviou para o Congresso uma proposta de transformação que tinha como base a consulta popular. Não foi aprovada”, lembrou ela.  Para a presidenta, em causas que mexem com interesses históricos consolidados das elites do país, como é o caso da reforma política, a participação social é a única via de mudança. “Não se trata de opção. Em alguns processos, a participação social significa a única opção para transformar”, ressaltou.

De acordo com Dilma, desde que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a presidência, em 2003, sete milhões de brasileiros participaram de mais de 90 conferências que definiram as principais políticas públicas implantadas no país. “Muitos projetos saíram do papel”, comemorou ela, ao assinar o decreto que cria a Política Nacional de Participação Social, o arcabouço legal que consolida o método como política de governo.

O texto, que amplia as formas de diálogo entre governo e sociedade, foi construído a partir de amplo processo participativo, conduzido pela Secretaria Geral da Presidência, que recebeu mais de 700 contribuições da sociedade civil e movimentos organizados. “Este é um grande legado que ficará do governo da presidenta Dilma”, avaliou o ministro-cehfe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

“Essa política expressa o fortalecimento das formas de participação social já existentes, mas reconhece outras formas que a sociedade vem ressignificando, para além das redes sociais. É importante porque não escuta só quem tá organizado socialmente, mas também ocidadão comum que precisa de um canal direto com o governo”, afirmou  a presidente do Conselho Nacional de Saúde, Maria do Socorro. 

Marco Regulatório das ONGs

No evento, Dilma anunciou também o compromisso do governo com a aprovação do Marco Regulatório das Organizações Sociais, em tramitação no Congresso, que visa desburocratizar o relacionamento entre ONGs e governo, ao mesmo tempo em que aprimora a garantia da correta aplicação dos recursos públicos destinados às parcerias.

“Este novo marco regulatório mais favorável se parece com as obras de saneamento básico que nenhum político quer fazer porque fica embaixo da terá e não rende muitos dividendos políticos”, comparou a diretora-executiva da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais, Vera Marzagão.

Segundo ela, em um país como o Brasil, marcado por profundas desigualdades sociais, o conceito de desenvolvimento está sempre em disputa, e é papel dos governos permitirem que os setores mais desprovidos de poder econômico também possam ser ouvidos.

Na cerimônia, a presidenta pediu a adesão de estados e municípios ao Compromisso Nacional da Participação Social, que estende o método as outras esferas de poder. De acordo com o ministro Gilberto de Carvalho, dez estados e diversos municípios já aderiram à iniciativa.

Créditos da foto: Agência Brasil

SE AÉCIO NEVER FOSSE ELEITO PRESIDENTE, ESSE SERIA SEU MINISTÉRIO, SEGUNDO GUSTAVO CASTAÑON

Veja e comente, mesmo não tendo o que comentar, já que esse mistério jamais seria real. Não que seu possível não seja passível de ser realizado com essas figuras pertencente ao clã das direitas. Mas porque Aécio jamais será eleito presidente do Brasil. O eleitor brasileiro, em sua maioria, já conhece o cheiro da “massa cheirosa” que se refere à retrógada jornalista, Eliane Cantanhede, do também retrógado jornal, Folha de São Paulo.

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É LANÇADA A CAMPANHA, “VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES-EU LIGO”

A Secretaria de Políticas para as Mulheres do Ministério das Cidades e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência lançou ontem, dia 22, a campanha para impedir a violência contra as mulheres, Violência Contra as Mulheres – Eu Ligo. A campanha que começa a ser exibida nas televisões abertas e fechadas no domingo, dia 25, vai fica no ar durante todo o mês. Mas a campanha não vai ser exibida apenas nas TVs, vai também ser exibida na internet, rádio, revistas, cartazes e folhetos. A campanha pretende usar todas as formas de comunicação de massa. O Ligue 180, que é o número para serem feitas as denúncias, também foi ampliado como aplicativo em celular desenvolvido pela Secretaria de Políticas para as Mulheres e a ONU Mulheres.

“Esperamos que essa campanha elimine de vez a violência contra as mulheres ao sensibilizar toda a sociedade para abraçar essa luta. A campanha é lançada agora, na época da Copa do Mundo, porque temos que nos preocupar com a preservação da garantia dos direitos das meninas e mulheres.

As crianças e mulheres brasileiras não podem ser vítimas de turismo sexual. Receberemos com maior carinho a todos os turistas que vierem, mas não admitiremos da parte de brasileiros ou estrangeiros qualquer violência contra nossas mulheres.

Qualquer pessoa que estiver no nosso país e usar as mulheres para fim de exploração sexual ou de turismo sexual terá que responder como qualquer brasileiro”, afirmou Eleonora Menicucci, ministra da Secretaria de Políticas para as mulheres.

Por sua vez, Nadine Gasman, diretora da ONU Mulher, tecendo comentário sobre o Clique 180, disse que ele pode “salvar as vidas das mulheres”.

“O Clique 180 é mais um instrumento no combate à violência contra a mulher. Esperamos que essa campanha de divulgação massiva leve informações importantes para a sociedade que podem salvar as vidas das mulheres”, observou Nadine.

OLHA AÍ, PEDÓFILO ESTRANGEIRO! NÃO VEM QUE NÃO TEM. TU NÃO ENTRAS MAIS NO BRASIL, SACOU?

O Ministério da Justiça assinou portaria proibindo a entrado no Brasil de estrangeiros que tenham acusação de prática de pedofilia, que sejam condenados e envolvidos com pornografia ou exploração sexual de crianças e adolescentes. A portaria tem atuação na Copa e depois da Copa. Agora, o pedófilo não vai mais fazer prática de sua tara nas crianças e adolescentes brasileiros.

A partir de gora, quando alguém quiser entrar no Brasil será submetida à investigação por um banco de dados da Interpol sobre pessoas envolvidas em pedofilia. Além de que os agentes da imigração terão que consultar os dados da Polícia Federal.

“É uma política muito importante barrar a entrada não só dos condenados por crimes de violência, pedofilia, abusos contra crianças e adolescentes em outros países, mas também aqueles que possam, a partir de suspeitas, processos de investigações e informações recebidas pelo Disque 100, ser impedidos de entrar no país.

Será um legado importante a esse tipo de crime”, observou a ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Ideli Salvatti.

“QUEM TEM MAIS CONDIÇÕES DE PROMOVER AS MUDANÇAS QUE O PAÍS NECESSITA?”, PERGUNTOU O IBOPE E 41% RESPONDERAM DILMA

Durante alguns dias passados as direitas andavam quase que acreditando que poderiam imaginar um milagre: seu candidato, Aécio Neves, ser eleito. Tratava-se de uma crença fabricada por elas mesmas através dos institutos de pesquisas eleitorais como a CNT, SENSUS, Datafolha e Ibope. Todos mostravam que Dilma estava perdendo ponto e Aécio ganhando. Ledo engano. Era fogo de palha.

Entre os dias 15 e 19 deste mês, em 140 municípios, entrevistando 2.002, o Ibope, instituto de pesquisa eleitoral que reflete a opinião das direitas, ouviu o que não queria ouvir: Dilma havia subido de 37% para 40%. Enquanto Aécio ficou com 20% e Eduardo Campos com 11%. Ambos tiveram aumentos de percentuais, mas juntos e mais com os outros candidatos não conseguem ganhar de Dilma. O que significa que Dilma ganha no primeiro turno.

Mais o pior estava por vir. O Ibope perguntou aos entrevistados: “Quem tema mais condições de promover as mudanças que o país necessita?” Não deu outra: 41% disseram que Dilma tema mais condições. Aécio ficou com 14% e Campos com 6%. A dor dos dois candidatos é que são eles que falam em mudança sem terem qualquer concepção sobre ideias novas.

Com esse engodo de que eles são a mudança, desmascarado pelos eleitores, agora terão que buscar outra fórmula-mágica. A única mudança que às direitas conseguiram foi mudar o nome Serra para Aécio, mas a subjetividade é a mesma dos partidos reacionários.    

A pesquisa mostra que Dilma ganha no primeiro turno, e no segundo, se houvesse, mais folgada do que aliança de conjugue infiel. Na fantasia do segundo turno seriam esses os resultados.

  •  Dilma – 43%.
  •  Aécio – das direitonas, 24%.
  •  Dilma – 42%.
  •  Eduardo – belezão, 22%.

E por aí vai.

A oposição só acredita em desemprego

Aécio Neves não se fez de rogado: a saúde da economia depende de medidas impopulares, entre elas, claro, o aumento do desemprego.

Wanderley Guilherme dos Santos

ArquivoCiclos de recessão e desemprego fazem parte da dieta normal da tristeza capitalista. Isso é história econômica banal. Mas nada triviais são os esforços para evitar, superar e em último caso amenizar as seqüelas que, como já diagnosticara Alexis de Tocquevile, constituem o outro lado da moeda da expansão do mercado.
 
Em favor da verdade, a necessidade de intervir nesses maléficos processos não foi desde logo reconhecida nem muito menos, mesmo depois de registrada em cartório, aceita como necessária. Para os que, julgando-se Isaac Newton, acreditavam que as leis dos mercados capitalistas copiavam as leis da física clássica, toda intervenção seria inútil, tentativa de emendar a lei da gravidade universal. Pior, seria desastrosa, desajustando as leis da oferta e demanda. Foram precisos muito desemprego e muitas recessões até que surgissem concepções não mecânicas do mundo humano. 

No Brasil criou-se o seguro-desemprego em 1986, embora já previsto na Constituição de 1946. O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), instituído em 1990, foi outro grande marco de defesa do trabalho diante da imprevisibilidade capitalista. Finalmente, durante as três administrações petistas estenderam-se amplamente as políticas pró-trabalho. Não é à toa que organismos internacionais proclamam a excelência do programa Bolsa-Família, entre outros, copiada em vários países.

Mas o seguro-desemprego e equivalentes só compensam relativamente a perda de renda quando o trabalhador já está desempregado. Com o fim da estabilidade no emprego, na década de 80 do século passado, estabeleceu-se um buraco legislativo que a criação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) não preencheu. Trata-se de desenhar medidas que evitem ao ciclo de expulsão do mercado de trabalho sem onerar excessivamente a folha de pagamentos das empresas. É neste sentido que os Ministérios da Fazenda e do Trabalho preparam medida provisória regulamentando a flexibilização da jornada laboral. Por ela, as empresas em comprovada dificuldade financeira cortariam temporariamente em até 30% o salário do trabalhador enquanto o governo ficaria responsável por complementar metade da parcela reduzida. Com a dificuldade financeira conjuntural do FAT (com fundos destinados a outras demandas do crescimento econômico e proteção aos trabalhadores), o governo inclina-se para financiar o programa com recursos do FGTS. Na proposta, o empregado beneficiado continuará a descontar para o Fundo de Garantia do Trabalhador. As centrais sindicais estão de acordo com a futura medida provisória. 

Sem nenhuma surpresa, já se ouvem vozes críticas ao financiamento do novo programa, disfarce da real oposição que, no fundo, é à própria medida. Não importa que programas semelhantes tenham sido implantados em um punhado de países, desenvolvidos ou não: Bélgica, Alemanha, Itália, Japão, Nova Zelândia, México, Hungria e República Tcheka. O Brasil, para esses arautos, nunca estará pronto para nenhuma iniciativa contrária ao mito do automatismo mercadista. Se o FAT, conjunturalmente, apresenta débitos em suas contas, o excedente real do FGTS não deveria ser utilizado em seu lugar, tendo em vista possíveis despesas futuras de origem sabida ou não sabida. Ou seja, uma possibilidade, que a seu tempo será administrada, como tudo em qualquer governo, seria motivo para abortar um extraordinário benefício atual, considerando as mais do que previsíveis oscilações do mercado.

O terrorismo fiscal sempre fez parte do embornal conservador. De nada valem os fracassos de suas previsões. Mudam de argumento. Os conservadores brasileiros estão, todavia, exagerando. Além de substituírem as verdadeiras estatísticas nacionais pelos sensacionalismos da mídia estrangeira, apelam para um indicador único para avaliar o “sucesso” de um governo: a taxa de desemprego. Quanto maior, melhor o governo. Deles. 

O problema, como se sabe, não faz parte da estratosfera sustentável em que Marina Silva desfila. Eduardo Campos é omisso neste quesito, assim como em vários outros, embora fosse interessante saber como ele faria mais e melhor em matéria de emprego e de proteção ao trabalhador. Aécio Neves não se fez de rogado: a saúde da economia depende de medidas impopulares, entre elas, claro, o aumento do desemprego. Só desemprego estima a saúde de uma economia. Repetindo: para a oposição quanto maior o desemprego, melhor o governo. Cáspite!  

CAETANO EM OUTRAS PALAVRAS

Caetano foi um artista com grande participação nas variações que a ditadura pretendia manter sólida. Mas ele sabia, com Marx, que “tudo que é sólido se esfumaça no ar”. Mas as variações de Caetano nem sempre foram coerente com a lógica ou dialética que se produz democraticamente. Teve sempre respostas atravessadas para perguntas diretas. Muitas vezes quis ser o “leãozinho” para melhor atingir seu alvo. Várias vezes se fez concreto sem Sampa e flutuou “peninha”. Outras vezes, o coração se destrambelhou e mostrou saúde.

No acerto do desacerto ou no desacerto do acerto, Caetano, oscila quando lhe pretendem muito coesa, fora da dissonância que tanto lhe agrada. Em entrevista ao jornal espanhol El Cultural, ele falou sobre sua vida artística, seu novo trabalho musical, Copa do Mundo e dos governos Lula e Dilma. Foi aí que ele mostrou a dissonância para as direitas.

“O Brasil talvez não pareça tão bonito aos visitantes. Mas o amor pelo futebol não acaba. Houve protestos na Copa das Confederações, mas o Maracanã estava cheio.

Vivemos, em todo o mundo, um período de profunda instabilidade. Entretanto, o Brasil, enfrentando os seus velhos problemas, com novas cores, agora é mais capaz de resolvê-los.

Lula é adorado pelo povo, razão pela qual elegeu Dilma, que segue sendo amada pelo povo como uma representante das políticas públicas de Lula. O mundo de Dilma é mil vezes mais difícil. Ela enfrenta dificuldades, mas se a eleição fosse hoje, seria vitorioso no primeiro turno”, disse Caetano.

PROFESSORES DA SEMED QUEREM 20% DE REAJUSTE, MAS O PREFEITO ARTHUR (PSDB) LHES METEU 10% GOELA ABAIXO E ALGUNS ENGOLIRAM

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Por que é mais fácil ser prepotente do que racional? Porque a prepotência não pede qualquer esforço. Basta o prepotente ser reativo a tudo que ele toma como contrário de si. Já ser racional pede esforço, percepção dirigida, concentração, capacidade de discernimento, separação, escolha, análise atitudes racionais necessárias para se atingir a essência das ideias ou objetos que racionalmente se perscruta. Um verdadeiro processual racional de movimento do pensar. O que falta nos governos de direita que por se encontrarem aprisionados em ideias desativadas as defendem como se elas fossem reais.

Esse é o quadro anti-epistemológico que professores das redes de ensino do estado e do município, estão enfrentado: a prepotência dos reativos. Tornou-se quase impossível, já há muito tempo, poder discutir reajuste salarial com os representantes destes governos distanciados do conceito educação. Na semana passada foi a vez dos professores do estado serem violentados com um reajuste de 5,6% oferecido pelo governo e votado pelos parlamentares, seus cumpliciados, contra a educação. Ontem, dia 21, foram os professores da Secretaria de Educação do Município de Manaus (Semed), que viram os vereadores submissos ao prefeito Arthur Neto, do partido da burguesia-ignara, PSDB, votarem os 10% enfiados goela abaixo da categoria. E o pior, indignamente, alguns professores, profissionais analfabetos, apoiaram.

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A maioria dos vereadores já estava totalmente acordada com a decisão de Arthur. O vereador, Wilker, chegou a afirma que era preciso votar logo porque era ordem “lá de cima”. Outro, como o vereador Mário Frota, que outrora se imaginava socialista, teve o desplante de comparar os aumentos concedidos pelo governo federal com o oferecido pelo seu eterno amigo, Arthur. Mas não teve a preocupação de comentar que, em São Paulo, o prefeito Haddad do Partido dos Trabalhadores (PT) concedeu quase 16% de reajuste e os professores não aceitaram. Ainda mais, sendo a situação dos professores de São Paulo muito diferente dos professores da não-cidade Manaus.

ERRO NÃO É PECADO, MAS ACORDO COM A DIREITA É CONDENAÇÃO

Os gestalterapeutas tem uma enunciação otimista que afirma que erros não são pecados. Com isso eles querem dizer que as pessoas quando cometerem algum erro não devem se autocondenar. Condenar-se é manter-se escrava do sentimento de culpa que só imobiliza as pessoas. O erro é uma decisão que não teve um efeito bom. Mas saber que um erro é uma decisão cujo resultado não é verdadeiro, só é possível se a pessoa que errou passar a examinar não o erro, mas precipuamente os elementos que lhe levaram a escolher uma decisão errada.

Na campanha eleitoral para prefeito de Manaus, o professor Lambert, um dos fundadores da Asprom, reuniu, durante uma noite, alguns membros da categoria na Bola do Bairro de José para discutir temas referentes à profissão. Mas a reunião não ficou resumida somente aos temas de interesse geral dos professores. O professor Lambert, convidou alguns candidatos, mas não os candidatos á prefeito que ele acreditava que não se afinavam com a causa dos professores, como o ex-prefeito Serafim Correa.

Na verdade, quem teve um palanque particular foi o candidato reacionário Arthur Neto, que aproveito o presente oferecido pelo professor Lamberte, e fez promessas contagiantes aos professores, coadjuvado por seu braço direito, vereador Mário Frota, que também jurou lutar pelas causa dos professores. Na ocasião, o professor Lambert foi muito contestado por parte de alguns professores por ter levado Arthur a um evento que nada tinha a ver com ele, e ter transformado uma ocasião própria dos professores em uma ocasião eleitoral. Um verdadeiro curral eleitoral.

Ontem, depois da aprovação dos 10% pelos vereadores submissos ao prefeito, a vereadora da direita e sempre ligada aos governos reacionários Terezinha Ruiz, que já foi secretária de Educação, diante do protesto de alguns professores e vereadores da chamada oposição, teceu elogios ao professor Lambert, afirmando que ele foi um dos grandes responsável pelo reajuste que naquele momento foi votado. Para ela, Lambert teve um papel importante na elaboração do plano de cargos, carreira e salário.

Erro não é pecado, é uma escolha falsa. Mas o professor Lambert não atendeu os que lhe avisaram que com a decisão dele em levar Arthur, um representante do partido que mais perseguiu os funcionários públicos, ele falsificou o encontro dos professores naquela noite que agora tem o resultado que ofende a categoria.

Mas nem tudo foi erro. O professor Lambert teve o singelo reconhecimento da vereadora conservado Terezinha Ruiz.

Zizek: A contradição principal da nova ordem mundial

Chegou definitivamente a hora de ensinar algumas maneiras às superpotências, velhas e novas. Mas quem vai fazer isso?

Slavoj Zizek, originalmente publicado em The Guardian

esquerda.netConhecer uma sociedade não é apenas saber suas regras explícitas. É também compreender como funciona sua aplicação: saber quando usar e quando violar as normas, saber quando recusar uma escolha oferecida e saber quando fingir que está se fazendo algo por livre escolha quando trata-se efetivamente de uma obrigação. Considere o paradoxo, por exemplo, das “ofertas-feitas-para-serem-recusadas”. Quando sou convidado a um restaurante por um tio rico, ambos sabemos que ele cuidará da conta, mas devo mesmo assim insistir em rachar ela – imagine minha surpresa se meu tio simplesmente dissesse: “Ok, então, pode pagar!”
 
Houve um problema semelhante durante os caóticos anos pós-soviéticos do governo Yeltsin na Rússia. Embora as regras legais fossem sabidas – e eram em larga medida as mesmas que vigoravam sob a União Soviética –, desintegrou-se a complexa rede de regras implícitas, tacitamente aceitas, que sustentava o edifício social. Na União Soviética, se você quisesse, digamos, um tratamento hospitalar melhor, ou um apartamento novo, se você tivesse uma reclamação sobre as autoridades, havia sido convocado ao tribunal ou queria que seu filho fosse aceito em uma escola concorrida, você sabia as regras implícitas. Sabia com quem falar ou a mão de quem molhar, o que se podia e não se podia fazer.

Depois do colapso do poder soviético, um dos mais frustrantes aspectos do cotidiano para as pessoas comuns era que esse espaço de regras não-ditas tornou-se seriamente esfumaçado. As pessoas simplesmente não sabiam como reagir diante de regulações legais explícitas, o que podia ser ignorado, onde o suborno funcionava. (Uma das funções do crime organizado era justamente a de fornecer uma espécie de legalidade ersatz, substituta. Se você possuísse um pequeno negócio e um cliente o devia dinheiro, você ia ao seu protetor da máfia para lidar com o problema, já que o sistema legal do Estado era ineficiente.)
 
A estabilização da sociedade sob o regime Putin se deve em larga medida à transparência que se estabeleceu dessas regras não-ditas. Agora as pessoas compreendem novamente, de modo geral, o complexo emaranhado de interações sociais.
 
Não chegamos ainda a esse estágio no plano da política internacional. Na década de 1990, um pacto silencioso regulava a relação entre a Rússia e as grandes potências ocidentais. Os Estados ocidentais tratavam a Rússia como uma grande potência na condição de que a Rússia não agisse como uma. Mas e se o sujeito para quem a “oferta-feita-para-ser-recusada” realmente aceitar ela? E se a Rússia realmente começar a agir como uma grande potência? Uma situação como essa é propriamente catastrófica, ameaçando todo o tecido de relações existente – como ocorreu cinco anos atrás na Geórgia. Cansada de apenas ser tratada como uma superpotência, a Rússia de fato agiu como uma.
 
Como chegamos a isso? O “século americano” acabou, e entramos num período em que múltiplos polos do capitalismo global vêm se formando. Nos EUA, na Europa, na China e talvez na América Latina também, sistemas capitalistas desenvolveram com colorações específicos: os EUA representam o capitalismo neoliberal, a Europa o que resta do estado de bem estar social (Welfare State), a China o capitalismo autoritário e a América Latina o capitalismo populista. Com o fracasso da tentativa estadunidense de se impor como a única superpotência mundial – a policiadora universal –, há agora a necessidade de estabelecer as regras de interação entre esses polos locais no que diz respeito aos seus interesses conflitantes.
 
É por isso que nossos tempos são potencialmente mais perigosos do que podem parecer. Durante a Guerra Fria, as regras de comportamento internacional eram claras, garantidas pela loucura da Destruição Mútua Assegurada (MAD) das superpotências. Quando a União Soviética violou essas regras não-ditas ao invadir o Afeganistão, ela pagou caro por essa infração. A guerra do Afeganistão foi o começo de seu fim. Hoje, as novas e velhas superpotências estão se testando, tentando impor sua própria versão de regras globais, experimentando com elas através de proxies (guerras por procuração) – que são, é claro, outras pequenas nações e estados.
 
Karl Popper certa vez elogiou o teste científico das hipóteses, dizendo que, dessa forma, permitimos que nossas hipóteses morram ao invés de nós. Nos testes de hoje, as pequenas nações se ferem no lugar das maiores – primeiro a Geórgia, agora a Ucrânia. Embora os argumentos oficiais sejam altamente morais, girando em torno de direitos humanos e liberdades, a natureza do jogo é clara. Os eventos na Ucrânia parecem algo como “a crise na Geórgia, parte II” – a próxima etapa de uma luta geopolítica por controle em um mundo multipolar, não regulado.
 
Chegou definitivamente a hora de ensinar alguns modos às superpotências, velhas e novas. Mas quem vai fazer isso? Obviamente, apenas uma entidade transnacional poderá dar conta de uma tarefa como essa. Mais de duzentos anos atrás, Immanuel Kant viu a necessidade de uma ordem legal transnacional fundada na emergência da sociedade global. Em seu projeto para paz perpétua [Zum ewigen Frieden. Ein philosophischer Entwurf, 1795], ele escreveu:
 
“Avançou-se tanto no estabelecimento de uma comunidade (mais ou menos estreita) entre os povos terrestres que, como resultado, a violação do direito em um ponto da terra repercute em todos os demais, a ideia de um Direito Cosmopolita não é uma representação fantástica nem extravagante.”
 
Isso, no entanto, nos traz ao que é talvez seja a “contradição principal” da nova ordem mundial (se pudermos usar esse velho termo maoista): a impossibilidade de criar uma ordem política global que corresponda à economia capitalista global. E se, por razões estruturais, e não apenas devido a limitações empíricas, não puder haver uma democracia ou um governo representativo mundial? E se a economia global de mercado não puder ser diretamente organizada como uma democracia liberal global com eleições mundiais?
 
Hoje, em nossa era de globalização, estamos pagando o preço por essa “contradição principal”. Na política, fixações da era passada, e identidades particulares, étnicas, religiosas e culturais retornaram com força total. Nosso predicamento hoje é definido por essa tensão: a livre circulação global de mercadorias é acompanhada por crescentes separações na esfera social. Desde a Queda do Muro de Berlim e a ascensão do mercado global, novos muros começaram a emergir por toda a parte, separando povos e suas culturas. Talvez a própria sobrevivência da humanidade dependa da resolução dessa tensão.

 A tradução é de Artur Renzo, para o Blog da Boitempo.

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO CRIA CAMPANHA PARA TIRAR NOMES DE PERSONAGENS DA DITADURA EM ESCOLAS

São mais ou menos mil escolas cujos nomes têm referências diretas a personagens, datas e fatos ligados à ditadura militar que tomou o Brasil entre os anos de 1964 e 1985 quando sequestrou, prendeu, torturou e assassinou oponentes do regime.

Observando que os prédios públicos e, principalmente, as escolas da rede estadual e municipal são órgãos que expressão a democracia, visto que suas funções estão ligadas diretamente a satisfação do bem-comum, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) criou uma campanha para abrir um debate nacional sobre a retirada das escolas os nomes daqueles personagens que representaram a ditadura.

Em São Paulo, o debate já se encontra em concretização. Duas escolas públicas que têm nomes ligados às ditaduras, uma em Diadema, Escola Senador Filinto Muller, outra em Bauru, Escola Ajair Romeu, são parte do projeto do deputado Adriano Diogo (PT). Filinto Muller era um personagem sem escrúpulo. Serviu com denodo a ditadura Vargas e foi seu chefe da Polícia Política. Foi um torturado conhecido. De todos seus feitos indignos, um marcou profundamente: entregou Olga Benário, mulher de Carlos Prestes, aos nazistas. Ajair Romeu, médico torturador que atuava no Instituto Médico Legal que tem seu nome. Mas a Comissão acional da Verdade tem objetivo de mudar o nome que ofende a honra e a memória da comunidade.

“O Filinto Muller foi o cara que entregou a mulher do Prestes, Olga Benário, para os campos de concentração, onde ela foi assassinada”, disse o deputado.

As escolas devem promover debates, principalmente, com os estudantes para que eles possam saber quem foram esses personagens cujos nomes são de suas escolas. E depois, muda-los, disse o presidente da CNTE, Roberto Franklin Leão.

“As crianças de hoje nem sabem o que foi o golpe de 64 e precisam saber, para que não se repita isso no nosso país”, disse o presidente.

Alguns estudantes que foram entrevistados concordam com o ato de mudar os nomes das escolas que tecem homenagens aos personagens que serviram à ditadura.

Veja o vídeo e compare com sua opinião.

PROFESSORES DA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO MUNICÍPIO DE MANAUS (SEMED) VÃO DISCUTIR, HOJE, SEUS DIREITOS NA CÂMARA DOS VEREADORES

Para entender o que não precisa ser entendido de tão fácil que é. Os professores da Secretaria de Educação do Município de Manaus (Semed), em razão de seus salários encontrarem-se defasados há anos por causa do desconhecimento dos prefeitos do que seja educação ou profissional da educação, estão pedindo 20% de reajuste. O prefeito de Manaus, Arthur Neto, do partido da burguesia-ignara, PSDB, que se toma social democrata, mas sem Rosa Luxemburgo, concedeu 10%. Um 10% que não reflete na realidade um reajuste.

Diante dessa determinação do prefeito que afirmou que iria surrar Lula, os professores das escolas do município de Manaus, resolveram comparecer hoje, dia 21, na Câmara dos Vereadores para forçar a mudança na orientação que o prefeito tomou em relação a essa questão trabalhista que envolve os profissionais da educação.

Os professores vão reivindicar outros direitos, além do reajuste real. Portanto, as lideranças da categoria estão convocando todos os professores para se fazerem presentes nesse dia de luta em benefício de seus direitos.

A hora é essa e esta, professores!

DILMA DIZ QUE AEROPORTOS ESTÃO PRONTOS PARA SERVIR À COPA, MAS SÃO PARA O BEM-ESTAR DOS PASSAGEIROS COTIDIANOS

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Se depender dos aeroportos, a realização da Copa do Mundo em relação aos turistas que para o Brasil virão para participar do evento futebolístico, o sucesso já está garantido. É o que se pode depreender da afirmação da presidenta Dilma Vana Rousseff.

De acordo com a presidenta, os aeroportos das cidades que vão ser sedes das partidas da Copa, já se encontram prontos. As reformas realizadas neles ampliaram as capacidades nos atendimentos dos passageiros. Um exemplo é o aeroporto de Manaus em que sua capacidade foi triplicada. Já o Galeão teve sua capacidade de atendimento aos passageiros elevada para 80%.

“Quem passar hoje pelos aeroportos da maioria de nossas capitais vai notar que o barulho e poeira estão diminuindo, e os tapumes estão sendo retirados para dar lugar a instalações modernas e confortáveis. É claro que eles vão servir à Copa, mas, além de tudo, eles são investimentos no bem-estar do nosso passageiro, no bem-estar desses milhões de brasileiros que passaram a ter renda suficiente para comprar sua passagem de avião e viajar. Garanto que os nossos aeroportos estão preparados para a Copa do Mundo. Vamos receber todos muito bem.

O Terminal 3 do aeroporto de Guarulhos é maior que os outros três que já operam em Guarulhos e que em breve, serão reformados. O novo terminal tem 20 pontes de embarques e um pátio capaz de atender 34 aeronaves ao mesmo tempo.

No aeroporto de Confins, em Minas Gerais, até o final do mês, vamos concluir as obras do terminal 3, no pátio e a reforma do saguão do Terminal 1. Tanto o aeroporto de Confins quanto o aeroporto do Galeão vão ter outras obras de ampliação, mas elas não são para a Copa, serão obras permanentes para atender ao aumento de passageiros de todo o Brasil.

E, no Rio Grande do Norte, teremos um aeroporto inteiramente novo, já agora no mês de maio, construído pela iniciativa privada em São Gonçalo do Amarante, uma cidade vizinha de Natal.

O aeroportos regionais vão descentralizar e facilitar o fluxo de passageiros. Assim, quem está longe dos grandes centros vai, progressivamente, poder pegar um avião a menos de 100 quilômetros de onde mora ou trabalha. Já construímos o estuo de viabilidade de 163 aeroportos e agora estamos na fase de elaboração dos projetos de engenharia”, afirmou Dilma.

PASTORAL CARCERÁRIA DIVULGA NOTA REPUDIANDO O COMPORTAMENTO DE BARBOSA COMO DE “BARBÁRIE E DESMANDO”

Diante das atitudes que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, vem tomando que chegam a atingir as próprias características do Judiciário, e ainda mais no caso referente ao julgamento da Ação Penal 470, cujas decisões do ministro, em relação aos penalizados José Dirceu e José Genoíno, proibindo que os mesmo cumpram pena em regime semiaberto, que é da leia, e que atinge diretamente outros presos, a Pastoral Carcerária, decidiu divulgar uma nota de repúdio.

Para a Pastoral Carcerária está “descontextualizada e equivocada” e “constitucionalmente duvidosa” a interpretação de Joaquim Barbosa sobre o artigo 37 da Lei de Execução Penal. Para a entidade, esse tipo de comportamento já vem sendo feito há anos. Para a pastoral Carcerária, “não há decisão isenta ou puramente técnica em nenhuma instância” do Judiciário brasileiro.

“Condenações sem provas, decisões judiciais que rasgam a letra da lei e interpretações jurídicas absurdas por parte dos julgadores”, são comuns. Para a Pastoral Carcerária, esses comportamentos demonstram o caráter essencialmente político e seletivo da Justiça brasileira.

Na nota fica claramente o repúdio da Pastoral Carcerária contra as atitudes prepotentes do ministro Joaquim Barbosa.

“Repudiamos o conteúdo das referidas decisões do STF, assim como repudiamos tantas outras decisões absurdas que diariamente são produzidas em nossos fóruns”, afirma a Pastoral Carcerária.

Leia a nota na íntegra, analise e tome uma posição. Pelo menos balançar a cabeça contra a barbárie denunciada. Ou então, balbuciar: “Eu não sabia disso”. Já é um começo.

NOTA DA PASTORAL CARCERÁRIA SOBRE O “MENSALÃO”:

ESTAMOS ONDE SEMPRE ESTIVEMOS

Após as recentes decisões do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, no caso conhecido como “mensalão” (Ação Penal 470), amplamente divulgadas pela mídia e repercutidas entre juristas e organizações de classe, vários foram os questionamentos dirigidos à Pastoral Carcerária, que há décadas atua nos cárceres brasileiros ao lado dos presos e seus familiares, razão pela qual entendemos oportuno expor nosso posicionamento para nossos agentes e demais interessados.

Primeiramente, não é novidade na literatura jurídica ou na jurisprudência o posicionamento do ministro Joaquim Barbosa, que, entre outras questões, entendeu necessário o cumprimento de 1/6 da pena no Regime Semiaberto para que fosse autorizado o trabalho externo aos condenados no processo em questão, sendo que, em nossa opinião, essa é uma interpretação descontextualizada e equivocada do art. 37 da Lei de Execução Penal, que não condiz com os objetivos legalmente declarados da pena e é, no mínimo, constitucionalmente duvidosa.

Porém, se essa e outras decisões do presidente do STF no “caso mensalão” têm causado espanto para determinados setores da sociedade, certamente não surpreende às centenas de milhares de presos, seus familiares ou os egressos do sistema penitenciário, que desgraçadamente já se habituaram com condenações sem provas, decisões judiciais que rasgam a letra da lei e interpretações jurídicas absurdas por parte dos julgadores que, sem a sofisticação e empenho intelectual que vimos nesta Ação Penal, sequer mascaram sua pesada carga ideológica.

Na Pastoral Carcerária, ao observarmos esse moinho de gastar gente que é a Justiça Criminal, percebemos há tempos que não há decisão isenta ou puramente técnica em nenhuma instância. Os juízes decidem politicamente e buscam justificar com o Direito as suas próprias convicções, geralmente tendo como alvo preferencial nossos jovens pretos e pobres. Aliás, o fato de numa conjuntura muito específica uma “nova classe” de pessoas ter sido vítima da truculência e aparente incoerência desse sistema, apenas reforça seu caráter essencialmente político e claramente seletivo.

Assim, obviamente, repudiamos o conteúdo das referidas decisões do presidente do STF, assim como repudiamos tantas outras decisões absurdas que diariamente são produzidas em nossos fóruns. Porém, nos recusamos terminantemente a fazer coro com vozes que agora se levantam para falar dos possíveis reflexos do “mensalão” para o restante da população carcerária, como se a barbárie e o desmando já não fossem a tônica da Justiça Criminal.

No nosso entender, enfrentamentos individualizados apenas trarão respostas individualizadas e elitistas, deixando à margem, como de costume, os presos e as presas que padecem em nossas masmorras.

Não é possível denunciar publicamente que determinado indivíduo está cumprindo pena em regime diverso daquele em que foi condenado sem levar em conta os outros milhares que sofrem com a mesma violação, ou desconsiderar a luta pela aprovação da Súmula Vinculante nº 57, que se arrasta desde 2011 no STF e, se aprovada, poderia garantir o direito ao regime aberto ou prisão albergue domiciliar para todos que ilegalmente não conseguem usufruir o benefício do semiaberto em função da falta de vagas.

Não é possível atacar publicamente a ausência de tratamento médico especializado para determinado indivíduo preso e, ao mesmo tempo, ignorar que as pessoas no sistema penitenciário são privadas dos cuidados de saúde e higiene mais básicos, ainda convivendo com surtos de sarna e mortes por tuberculose em pleno século XXI.

Não é possível enfrentar as restrições ao trabalho externo para um determinado grupo de presos sem cerrar fileiras com a massa de encarcerados, que sequer conseguirão um emprego ao cumprirem suas penas, em boa parte graças à ausência de políticas públicas de inserção no mercado de trabalho e à estigmatização social que persegue o egresso como uma verdadeira marca de Caim.

Nesse mesmo sentido, nos posicionamos sobre a suposta dispensa da revista vexatória para os familiares dos condenados na Ação Penal 470. Essa é uma prática ilegal de revista, que expressa repudiável violência sexual, e é um dos inúmeros aspectos cruéis do cárcere, especialmente por ser uma espécie de “pena” que se estende dos presos para seus familiares, e que não poucas vezes provoca o rompimento total do convívio destes, já que muitos se recusam a passar por situação tão degradante, inclusive a pedido dos próprios presos, e acabam por deixar de visitá-los.

Assim, obviamente, não defendemos que os referidos familiares se sujeitem ao mesmo procedimento degradante que os demais. Seja qual for o motivo da suposta dispensa, a Pastoral Carcerária continuará defendendo que nenhuma pessoa passe por revistas vexatórias, independentemente de sua cor, origem ou classe social.

Sobre o tema, a Pastoral Carcerária já fez diversas denúncias e tem empreendido uma luta permanente pela abolição desse perverso procedimento de tortura, sendo que recentemente tem apoiado, fortemente, a aprovação do Projeto de Lei nº 480/2013, bem como auxiliado na construção de campanhas com o mesmo fim.

Na luta contra o cárcere, seletivo e cruel em sua raiz, não podemos praticar uma “solidariedade” igualmente seletiva e, portanto, igualmente cruel, como se a injustiça doesse mais em uns do que em outros.

Precisamos, sobretudo, abandonar a ilusão da prisão como instrumento de “ressocialização” e entende-la como ela é: uma ferramenta de exclusão, estigmatização e alienação social por excelência.

Portanto, privar a pessoa presa de trabalho, educação, tratamento médico e convívio familiar apenas reforça essa característica “dessocializante” do cárcere. Não é por menos que o encarceramento em massa, longe de suprimir o crime, é causa de aumento da violência, sendo que os altos índices de reincidência atestam a falência dos seus objetivos declarados e demonstram que, quanto mais se encarcera, mais se mantem a pessoa na marginalidade social.

Por fim, reafirmamos que a Pastoral Carcerária está onde sempre esteve, ao lado de todos os presos e presas, inclusive dos condenados na Ação Penal 470, e especialmente junto daqueles mais fragilizados e violentados em seus direitos, lembrando sempre que a prisão não é lugar de gente, é local de dor e morte, e fonte de sofrimento físico e espiritual.

Brasil, 15 de maio de 2014.

APÓS “REAJUSTE” SALARIAL DEBOCHADO, PROFESSORES INDEPENDENTES SE REÚNEM PARA TRAÇAR NOVOS ATOS

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Os professores reivindicam 20% de reajuste salarial, como forma de amenizar a defasagem que seus vencimentos vêm sofrendo nos transcurso dos anos em que a direita se apossou do estado do Amazonas e o transformou em seu feudo apolítico. A peleja tem sido aguerrida, ainda mais porque tanto o governador do estado como o prefeito,  encontram-se muito bem protegidos por seus comparsas e apaniguados ideológicos: parlamentares e vereadores.

Apoiado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Amazonas (Sinteam), que já teve momentos politicamente gloriosos, o governo do estado, juntamente com seus parlamentares comparsas, decidiu conceder o mísero reajuste de 5,6%. Como já era esperado, apesar dos protestos da maioria dos professores, os parlamentares-reacionários e o sindicato-pelego, comemoraram como um fato histórico. E que fato. E que história. Uma demonstração translúcida de que nem sequer desconfiam o que é história. Muito menos o que é o materialismo histórico, como é caso de alguns membros do Sinteam que se imaginam comunista. E muito menos do menos, sequer desconfiam que o comunismo, como movimento real, não é imobilizado pela subjetividade dominante de um governo eminentemente burguês.

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Seguindo o exemplo dos personagens estaduais, o prefeito de Manaus, Arthur Neto, do PSDB, a degeneração da Social Democracia, o que prometeu surrar Lula, membro do partido da burguesia-ignara, se apressou e concedeu um aumento de 10% aos professores.  Mas é ilusório quando se entende da estratégia salarial aplicada sobre os professores do município durante todos esses anos. Apesar das duas situações serem visivelmente diferentes, em São Paulo, o prefeito Haddad, do Partido dos Trabalhadores, concedeu um aumento de quase 16% e os professores recusaram. Aqui, em Manaus, tem professor analfabeto profissional, afirmando, edipianamente: “Tá bom, gente! Já é alguma coisa. É uma vitória da categoria”. E o perscrutador-social, sorrindo, ironiza: “E que categoria, hein mano. Parece mais sentença de membros da ‘catiguria’”.

Diante do deboche apolítico, os professores independentes que são membros do PSTU, PSOL, Coletivo 5 de Maio (data do aniversário de Karl H. Marx- 1919), resolveram se reunir para tratar de pautas relativas as questões e, também, sobre quais decisões deverão ser tomadas diante do deboche. Dentre as considerações trabalhadas e analisadas alguns dos participantes se mostraram favoráveis à greve.

Mas a greve não depende apenas desses independentes. É preciso também ter a concordância de outros independentes e de outros professores que são independentes, mas que não fazem parte de nenhuma das entidades independentes e muito menos do Sinteam. Em função dessa cláusula grevista, os professores que compõem a Asprom, irão realizar na terça-feira, pela parte da tarde, uma reunião para discutir os dois deboches salariais: do governo e prefeitura. Além de outras pendências trabalhistas.  

INGERÊNCIA E AMEAÇAS DE SANÇÕES SÃO OS TEMAS QUE O GOVENO DA VENEZUELA VAI USAR PARA DENUNCIAR OS EUA À ONU

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Elías Jaua, afirmou que o governo de Nicolás Maduro, vai denunciar os Estados Unidos à Organização das Nações Unidas (ONU) por atos de ingerência e ameaças de sanções ao país. Será uma denúncia formal por violação da Carta das Nações Unidas, e uma denúncia na Organização dos Estados Americanos (OEA) por violação da Carta Interamericana.

Mas não vão ficar aí. O governo da Venezuela também formalizará denuncias perante a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e a União das Nações Sul-Americanas (Unasur).

“Vou apresentar, em nome do presidente, Nicolás Maduro, a primeira denúncia formal com um registro de todas as declarações de ingerências de pessoas como presidente Obama, o secretário de Estado, John Kerry e outros porta-vozes nos assuntos internos da Venezuela.

Serão incluídas nas denúncias às ameaças permanentes da aplicação de sanções ou legislação sobre a Venezuela, sem qualquer consideração pelo direito internacional”, disse o ministro.

SINDICATO DOS JORNALISTAS PROFISSIONAIS DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO DENUNCIAM A REDE GLOBO. MAIOR FORTUNA DO BRASIL

Globo Espectro

Jornalistas da Rede Globo confiam na mediação do Ministério do Trabalho para erradicar irregularidades que têm se multiplicado na emissora. Redução em salários, assédio moral, acúmulo de funções, jornadas de 13 dias sem folga e banco de horas negativo foram algumas das denúncias apresentadas por cerca de 40 profissionais da empresa que estiveram reunidos com o Sindicato por mais de duas horas na tarde desta terça-feira (06/05) em um colégio do Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio. A mesa redonda com o ministério poderá ajudar a esclarecer possíveis ilegalidades cometidas pela Globo no processo de reestruturação em curso.

A reunião foi convocada a pedido dos jornalistas da Rede Globo após redução abrupta nos salários, desde março, por uma decisão da empresa de evitar que seus funcionários trabalhem além da jornada legal de cinco horas mais duas extras. O problema é que essas horas extras robusteciam a remuneração dos jornalistas, em um sistema estimulado pela emissora, já que a média do salário-base por lá é baixo. Há casos de profissionais que perderam R$ 2.000 de um mês para o outro.

Como compensação, a Globo ofereceu uma indenização calculada sobre a média das horas extras pagas nos últimos seis meses. A compensação, de baixo valor e que não resolve a perda mensal nos salários, é encarada pelos jornalistas e pelo Sindicato como um ‘cala boca’ oferecido pela empresa.

As justificativas dadas pelo setor de Capital Humano – nome do departamento de recursos humanos da Rede Globo – aos funcionários foram um verdadeiro festival de assédio moral. Os jornalistas relataram que foram chamados um a um para conversar com analistas de recursos humanos, que não respondiam de forma clara as perguntas e até chegaram a espalhar boatos de que jornalistas fraudavam o ponto para ganhar mais. O gestor direto era chamado a participar em muitas dessas reuniões, numa atitude claramente intimidatória.

Pelo fim do ‘cheque especial’ do banco de horas

Para além dos salários, os jornalistas da Rede Globo também se queixaram do sistema de banco de horas, em que começam o mês devendo 21 horas – que seriam relativas aos sábados não trabalhados. O Sindicato reiterou que a prática é ilegal, apesar de estar disseminada nas redações do Rio que adotaram o controle de ponto. A Justiça entende que a empresa deve abonar as horas dos dias em que não requisita o funcionário. O fim desse ‘cheque especial’ do banco de horas deverá ser negociado com os patrões nas rodadas da campanha salarial.

Acúmulo e desvio de funções, jornadas de até 13 dias sem folga e a obrigatoriedade de tirar uma hora de descanso no meio do expediente são outros assuntos que deverão ser tratados na conversa com a mediação do Ministério do Trabalho. Ficou acertado no encontro de segunda-feira que uma nova reunião será marcada no mesmo local, em dois horários, para atrair mais jornalistas insatisfeitos com o desrespeito aos direitos trabalhistas na Rede Globo. 

Ucrânia: governo de Kiev recruta fascistas para lutar no leste

Os paramilitares de extrema-direita seguem acampados na praça Maidan e continuam armados com metralhadoras, pistolas e coquetéis molotov.

Flávio Aguiar

ArquivoBerlim – Restou para o governo de Kiev uma bomba ao lado do seu prédio. Na praça Maidan, cenário das manifestações que provocaram a queda do ex-primeiro-ministro Viktor Yanukovitch, os paramilitares de extrema-direita que as monopolizaram ainda estão acampados. E continuam armados, com metralhadoras, pistolas e coquetéis molotov.

Foram uma fonte de sustentação para o novo governo, mas são potencialmente um problema, pois o Partido Svoboda, de extrema-direita, que tem representação no Parlamento e no novo governo, não tem o menor controle sobre eles. A maioria destes pertence ao chamado “Setor da Direita” (Pravy Sektor), que se tornou conhecido naquelas manifestações pela violência com que enfrentou a polícia, inclusive com franco-atiradores.

De um modo geral, a orientação editorial de muitas mídias no Ocidente ignora, ou pelo menos faz vista grossa, para este extremismo de direita na Ucrânia, bem como os governos dos Estados Unidos e da União Europeia. Esta orientação editorial opta sempre pela demonização da Rússia e do presidente Vladimir Putin, apontando-os como os grandes responsáveis pela crise e instabiliodade ucranianas.

Porém os relatos dos repórteres in loco, publicados, por exemplo, no The Guardian e no New York Times, têm mostrado com frequência um outro lado desta moeda.

Recentemente vieram à tona relatos que dão conta não só da presença daqueles movimentos fascistas entre as forças ucranianas que estão combatendo os chamados “separatistas” do leste, ou ainda “terroristas”, segundo a definição do governo de Kiev, como também de uma certa tensão interna neste, mostrando um cisalhamento que pode desandar em mais desordem e caos.

O primeiro ministro Arseniy Yatsenuk esteve em Bruxelas, onde, primeiro, na terça-feira, rejeitou a propostas russa, e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (de que os EUA fazem parte), de que os movimentos do leste fossem incluídos em futuras negociações. Depois, recuou um pouco, anunciando que aceitaria negociar com representantes das províncias daquela região, não deixando claro que “representantes” seriam estes.

Enquanto isto, o Chefe do Conselho Nacional de Defesa e Segurança do país, Andriy Parubiy, um dos líderes dos eufemisticamente chamados de “ativistas da praça Maidan” pela mídia do Ocidente, anunciava a convocação de 400 destes para reforçar o contingente ucraniano na região de Slavyansk, um dos principais bastiões dos rebeldes. Dois coelhos numa só paulada: combater os rebeldes no leste e canalizar a “energia” dos “ativistas” para algum outro local, longe do prédio do governo.

Acrescentou ainda que já enviara alguns destes “ativistas” para Mariupol, um porto no sudeste ucraniano, cuja intervenção provocou um confronto com mortos e feridos – do lado oposto, é claro.

Outros militantes de direita estão sendo chamados em outras partes do país para ajudar a “restaurar a ordem”no leste. Ainda na sexta-feira, um dos principais oligarcas da região recrutou os trabalhadores de suas fábricas para ajudar a polícia de Mariupol também a “restaurar a ordem”. Reportagens simpáticas a esta “restauração” apareceram nesta mídia comprometida, criando, evidentemente, uma imagem de oposição à do apoio popular que os movimentos separatistas receberam durante o fim de semana, em que relaizaram seu controvertido plebiscito sobre a autonomia da região.

A Ucrânia vai mais e mais se parecendo ao Vietnã dos anos sessenta: uma mídia editorialmente hostil, umm maniqueísmo editorial demonizando o “outro lado”, relatos locais dando conta de uma situação muito mais complexa do que isto de “branco e preto”, “mocinhos e bandidos”, que este renascimento retórico e militar da Guerra Fria quer imprimir como marca hegemônica na leitura desta situação.

LULA ABRE O 4° ENCONTRO DE BLOGUEIROS E ATIVISTAS DIGITAIS E DIZ QUE A LEI DOS MEIOS VAI SAIR

A criação do marco regulatório no Brasil, a liberdade que não deve ser confundida com censura, desconcentração de rádios e televisões, o regime de água de Cantareira que atinge a população, e amis outros temas foram comentado pelo ex-presidente Lula durante a abertura do 4° Encontro de Blogueiros e Ativistas Digitais que ocorre em São Paulo.

“Eu me dou o direito de dar entrevista para quem eu quero, na hora que eu quero. Fico impressionado com violência que a grande mídia tratou a entrevista que dei para os blogueiros.

Tenho viajado pelo mundo todo fazendo este debate, mas o que vejo aqui é uma mídia que desanca o país. Todo mundo de bom senso tem que saber que ninguém quer censurar ninguém. O que queremos apenas é liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós. Hoje, tenho mais consciência da briga pela regulação do que tinha ontem. Deus queira que amanhã eu tenha mais, porque quanto mais aumenta nossa consciência, mais aumenta nossa vontade de brigar. Daqui pra frente, toda vez que puder abrir a boca, a questão da regulação estará como palavra para gente puder mudar esse país.

Todas as democráticas do mundo contam com mecanismo de regulação dos meios de comunicação. Nos Estados Unidos há proibição da chamada propriedade cruzada. Em outros países, como Portugal, Espanha, França e Itália há leis que tratam dos meios de comunicação. Não dizer que isso é censura, ou que estamos querendo controlar os meios de comunicação. Estou citando países capitalistas. Não venham dizer que eu sou esquerdista. Nem citei a Venezuela do saudoso presidente Chávez.

Na questão da Cantareira, se fosse da tua responsabilidade Haddad, o que teria acontecido com você? Se eles têm capacidade de ressuscitar o tal volume morto, por que não fizeram antes?

A natureza está implacável. Mas tenho certeza. Fui visitar o Cantareira 40 anos atrás. De lá pra cá, as cidades cresceram uma barbaridade. Ninguém pensou em fazer mais um poço? Ou será que eles pensam que nordestino que vem aqui não bebe água? Poderiam ter cuidado melhor. Cadê o planejamento? Cadê o choque de gestão?

Eu começo a me preocupar porque já vivi momentos com o que a gente está vivendo hoje. Momento de dispersão de vontade. Um certo momento de falta de perspectiva de um futuro melhor. As pessoas não conseguem enxergar o que vai acontecer.

Pelo que vejo, todo santo dia há uma tentativa de desmoralizar não apenas a política. Há uma tentativa de desmoralizar as instituições. Nós, que temos responsabilidade, precisamos voltar a ter orgulho de fazer as coisas”, discursou Lula.

SE FOR LEVADO EM CONSIDERAÇÃO O CHABU DAS MANIFESTAÇÕES CONTRA A REALIZAÇÃO DA COPA O BRASIL JÁ É HEXACAMPEÃO

Com contagem regressiva há menos de um mês do começo da Copa do Mundo de 2014, manifestantes fúnebres, que chegaram atrasados para os protestos que deveriam ser a partir do momento em que o Brasil foi escolhido para sediar o evento futebolístico, não conseguem materializar o intento de criar uma contestação tamanha que possa influir na consumação do feito futebolístico.

Foram marcadas para quinta-feira, pelos retardatários, manifestações contra a realização da Copa em algumas capitais. Os contatos foram feitos através do nicho virtual, Facebook, território da síntese da linguagem. Ou seja, a supremacia do significante. Claro, que não lacaniano. Os quesitos eram contra os gastos do dinheiro público nas construções dos estádios e desapropriação de famílias moradoras de áreas próximas às obras. Uma reivindicação justíssima, por trata-se da opressão do capital contra a dignidade de morar. O primeiro quesito, como elemento de reivindicação é frouxo, visto não se tratar exclusivamente de verba pública.

Então, o que ocorreu? As manifestações deram chabu total. Nem os três gatos puderam ser pingados. Se não fossem alguns predadores urbanos presos, e o uso dos meios de comunicações contrários ao governo federal, como a maior riqueza do Brasil, a Globo, não se saberia do evento ‘revolucionário’. Um dilema para os fúnebres manifestantes que não têm o que manifestar. Um dilema desses que não suportam um primeiro princípio da dialética; todas as coisas estão em relação. Nada pode mudar uma realidade se não tiver composta com esta realidade como elemento variável. Antagonismo interno.

Sem entender esse princípio, não se pode tentar mudanças porque o fator impulsionador dessas ditas manifestações são as abstrações. Ou seja, idealismo objetivo: o mundo é produto de minha consciência. E não são ideias metafísicas que mudam a realidade material.

De formas, que inferindo desse quadro, vai ter Copa e, com todo respeito à todas as seleções, inclusive a Argentina que a temos como do nosso coração, para o desespero dos fúnebres e todas as direitas, a Seleção Brasileira vai ser Hexacampeã. É claro que essa afirmação tem muitos corpos supersticiosos. Muita premonição, e o futuro é uma produção. Se fosse possível prevê-lo não haveria jogo do bicho, loterias, cassinos etc, porque seus responsáveis iriam falir com todos que fazem fé ganhando.

Mas que as ditas manifestações-fúnebres são chabu, são.  


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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