Arquivo para junho \30\-04:00 2014

NÃO VAI TER COPA! TRAVE FAZ PARTE DO JOGO, AMARELO DA COLÔMBIA É OURO PURO, ZAPATEIROS ESCORREGAM NA LARANJA E APOLO SE CONFORMA COM COSTA.

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As duas seleções presididas pelas belas mulheres da América do Sul, Bachelet e Dilma, se enfrentaram. Quer dizer, quase se enfrentaram, já que enfrentamento ocorre quando dois adversários são fortes uma para o outro. O que não ocorreu na partida Brasil e Chile.

No primeiro time, a seleção canarinho até que mostrou qualquer coisa de segurança futebolística. Fez um gol, comemorou e aí, companheiro, foi perdendo as forças. A seleção do país de Allende, pai de Bachelet, foi para cima e fez seu gol de empate.921282-jogos_mineir%C3%A3o-23

No segundo time, o espírito do craque Zamorano baixou nos onze ‘nerudianos’, de Pablo Neruda, e dominou a partida com direito a bola na trave ao apagar da luz. O empate levou a prorrogação. Novamente prorrogação ficou na igualdade de placar.

Foram aos pênaltis. Novamente a trave se postou contra os hermanos chilenos. Como por duas vezes os ‘nerudianos’ acertaram a trave, comentaristas brasileiros passaram a afirmar que a Seleção do Brasil se salvou por causa da trave. Erro de raciocínio: a trave faz parte do conjunto de corpos que compõem um campo de futebol e se encontra inclusa nas estruturas reguladoras das partidas de futebol.

Portanto, a trave não salvou o Brasil. Ao acertar nas traves os jogadores chilenos mostraram que têm boas pontarias, visto que é mais fácil acertar o espaço entre as traves e o travessão do que na trave e no travessão. Um exemplo de o talento maior é de que acerta a trave ou o travessão foi dado pelo melhor jogador de futebol do mundo, Maradona. Marado chutou do meio do campo e a bola atingiu o travessão. Feito que Pelé, que inveja o amigo de Fidel, Chávez, Lula e Dilma, jamais conseguiu.

Entendemos que a FIFA deveria criar uma regra determinando que um jogador que acerta a trave de uma distância considerável, deve ganhar alguns pontos. A trave não é um corpo estranho no ritual do futebol.  

A Seleção da Colômbia vem contrariando o adágio popular que afirma “que nem tudo que reluz é ouro”. No caso dela, tudo que reluz é ouro. Reluzente como ouro, a Colômbia não deu bola para a briosa e corajosa seleção de Mujica e Galeano. Empurrou dois gols contra nenhum do ex-craque Francescole.Mundo-Colombia-Uruguai-Paulo-SergioLANCEPress_LANIMA20140628_0193_1

Alguns dizem que tudo se deu por causa do que ocorreu com Suárez que foi penalizado pela FIFA de forma absurda. Imaginem a FIFA, acusadíssima de corrupção, querendo bancar moral. Para alguns, os jogadores não conseguiram elaborar a violência oficial.

Mas o Uruguai saiu honrosamente. Foi ele quem despachou a seleção campeã do Mundo, Itália.

Na partida entre as seleções da Holanda e México o que se viu foi o replay de jogos passados. A Holanda com seu velho truque de fazer que vai pra cima, mas não vai, e espera o contra-ataque. O México, com seu futebol soltou, mostrou que queria jogo. Mas a seleção holandesa, laranja passada, não caiu no oferecimento mexicano.g_holanda-mexico-fortaleza_1426226

Então, o México cravou seu gol. Aí, o time dos descendentes de Zapata, errou. Como se diz na linguagem expressiva: “se arrecolheu”. E a Holanda com seu toque de espreita-circundante, marcou aos quase 45 minutos. Já nos descontos, faltando 1 minuto, o juiz resolveu marcar um pênalti contra a seleção mexicana. E pronto, os laranjas levaram.  

No afim da tarde lá estavam gregos e costarriquenhos. A costa, de frente, foi pra frente. E os gregos, que haviam descartado Platão, combinaram com Apolo. Apolo é o deus da forma, do equilíbrio e da harmonia. Não serve para o futebol que é mais dionisíaco.

Como os ricos são mais Dionísio, marcaram e aguentaram o equilíbrio apolíneo até próximo de desenlace final. Só que os costas, que não são Gravos, largaram de Dionísio e concederam o empate.877x658

Veio a prorrogação, os costas mais cansados do que camelos em cidades, conseguiram levar aos pênaltis. Como penal não é loteria, o que afirmam o contrário comentaristas-clichês, os costas encostaram nas quartas de final.

Agora, é contra a laranja passada.   

VÍDEO DO MUDA MAIS MOSTRA O CHABU DO IMPERATIVO CATEGÓRICO, “NÃO VAI TER COPA”

Colômbia: Santos faz alarde em torno do seu neoliberalismo

Juan Manoel Santos ostenta seu neoliberalismo em sua fracassada vertente, a Terceira Via, após ter sido eleito com votos de setores políticos de esquerda.

Cristóbal González (*)

ArquivoJuan Manoel Santos ostenta seu neoliberalismo em sua fracassada vertente, a Terceira Via, depois de ter sido eleito com os votos de setores políticos de esquerda, progressistas e independentes, que não o apoiaram pessoalmente, mas sim o diálogo que seu governo promove em Havana com as Farc em buscar de cessar as hostilidades de um conflito armado que já dura cinquenta anos. E também contra a nefasta possibilidade de o ex-presidente Álvaro Uribe regressar à Casa de Nariño em um possível governo de seu fantoche Zuluaga.

Convencido e acreditando convencer, ele apresenta a tal tendência como uma corrente ideológica progressista, repetindo o discurso de seu livro, publicado anos atrás, chamado “A Terceira Via” (La Tercera Vía), com prólogo do ex-premiê inglês Tony Blair, que colocou em prática as ideias do sociólogo britânico Antony Giddens, com as quais pretendia dar uma nova cara à social-democracia, em desprestígio desde então.

As atitudes políticas dos personagens da terceira via honram seu nome. Caminham sobre uma corda bamba, fazendo constantes malabarismos e, quando os conflitos se agudizam e se tornam críticos, se desequilibram e ficam do lado dos poderosos. Enquanto não há crise, parecem ser justos, dando a razão a uns e a outros. Mas quando há crise, dão a razão a quem tem poder econômico e político.

Santos está convocando para o próximo 1º de julho, em Cartagena das Índias, uma cúpula com ex-governantes de passado obscuro, todos gestores da tal tendência na América Latina e em outros lares. Entre eles, vários fazem lobby com transnacionais financeiras que especulam e roubam em nossos países, com “abutres” que atuam na Argentina e estão a ponto de dar um golpe na economia do país-irmão.

Santos confirmou a presença de Tony Blair, marcado por ser, junto de George W. Bush e José María Aznar, responsável pela invasão do Iraque, mentindo sobre a existência de armas de destruição de massa no país do Oriente Médio. E com Bill Clinton, ele também é responsável pela guerra contra a Iugoslávia e, especificamente, pelo bombardeio de 79 dias que causou o genocídio de Kosovo em 1999.

Para completar o aquelarre, virá o ex-presidente espanhol Felipe González, lobista do magnata mexicano Carlos Slim e membro do conselho de administração da multinacional Gas Natural Fenosa, além de ser assessor do golpista venezuelano Henrique Capriles. Será seguido pelo ex-presidente brasileiro Fernando Henrique Cardoso e o chileno Ricardo Lagos, defensores do modelo neoliberal e críticos ferrenhos dos governos progressistas desta parte do mundo.

Santos justifica o encontro afirmando que “vamos relançar a Terceira Via porque acreditamos que, neste momento da história, esses princípios nos facilitarão reencontrar um norte e já o estamos avistando em muitas frentes, tanto na Europa como na América Latina, inclusive na Ásia”.

Mas muitos intelectuais no mundo acham o oposto. Entre eles Jame Petras, sociólogo norte-americano. Ele explica que “a ideologia da Terceira Via serviu para justificar a virada à direita da social-democracia. Ao tomar o controle do aparato político dos antigos partidos social-democratas, os líderes desta tendência controlam os palanques para subordinar a base trabalhadora a novos capitalistas do mercado”.

Os idealizadores desta tendência repetem seu refrão aparentemente progressista “o mercado até onde for possível, o Estado até onde for necessário”, quando, na verdade, nos momentos críticos, se inclinam mais para o lado do capital.

(*) Jornalista e professor universitário

 Tradução: Daniella Cambaúva

E Lenin tinha razão: a grande guerra interimperialista

A previsão de Lenin se cumpriu de forma dramática. As duas grandes guerras que marcaram a história da humanidade no século XX foram guerras interimperialistas.

por Emir Sader

Emir SaderEm 1884, as grandes potências coloniais se reuniram em Berlim para decidir sobre a dominação da África entre elas. Consagraram o critério da “ocupação efetiva”, segundo o qual a potencia que ocupasse realmente um pais tinha direitos sobre ele.  Há fronteiras no norte da África que visivelmente foram definidas com regra, riscando sobre uma mesa, para facilitar a troca de territórios entre as 14 potências reunidas, sem importar que povos viviam aí.

Se terminava a divisão do mundo entre os colonizadores. A partir dali, segundo Lenin, cada um só poderia expandir-se às custas de outros. E como a tendência expansiva do capitalismo é permanente, Lenin previa que a humanidade entrava numa época de guerras interimperialistas.

A previsão de Lenin se cumpriu de forma rigorosa e dramática. As duas grandes guerras que marcaram a história da humanidade na primeira metade do século XX foram exatamente isso – guerras interimperialistas.  Dois grandes blocos entre, por um lado as potencias que tinham se apropriado inicialmente de grande parte do mundo, lideradas pela Inglaterra e pela França, enfrentadas às que chegavam à repartição do mundo tardiamente – Alemanha, Itália, Japão – que buscavam uma redivisão dos territórios colonizados.

Por terem resolvido a questão nacional, com a instalação de Estados nacionais antes que os outros países europeus, sobretudo a Inglaterra e a França puderam construir sua força militar – em particular marítima – e colocar-se em melhor situação para a conquista e consolidação de um império colonial.

A Alemanha, a Itália e o Japão demoraram mais para sua unificação nacional, pela forca relativa das burguesias regionais, com o que chegaram à arena mundial em inferioridade de condições. Tiveram que se valer de regimes autoritários para acelerar seu desenvolvimento econômico, recuperando o atraso em relação às outras potências mundiais.

A primeira guerra mundial, mais além das contingencias do seu começo, foi isso: uma grande batalha entre os dois blocos pela repartição do mundo, especialmente dos continentes periféricos. (A Alemanha chegou a propor ao México que lhe devolveria os territórios que os EUA lhe haviam arrebatado caso se somasse ao bloco liderado por ela.)

Por trás das duas grandes guerras havia a disputa pela hegemonia mundial. A decadência inglesa via assomarem-se duas potencias emergentes – os EUA e a Alemanha. No começo da primeira guerra predominava nos EUA a corrente isolacionista, como se a guerra fosse uma questão europeia. Mas conforme a Alemanha avançava para ganhar a guerra, o governo dos EUA colocou em pratica rapidamente uma campanha ideológica para mobilizar os norteamericanos para a participação na guerra.

1917 foi um ano decisivo na guerra, com a revolução bolchevique fazendo com que a Rússia se retirasse da guerra – seguindo as orientações do Lenin de que se tratava de uma guerra interimperialista -, enquanto os EUA entravam na guerra, fazendo com que a balança se inclinasse a favor do bloco anglo-francês.

Com a segunda guerra – na realidade o segundo round de uma mesma guerra, com as mesmas características e um intervalo de poucos anos – e a segunda derrota do bloco formado pela Alemanha, a Itália e o Japão – se abria o caminho para a hegemonia imperial norteamericana. Guerras interimperialistas, as mais cruéis de todas as guerras, no continente que se considerava o mais civilizado do mundo, para dirimir a disputa hegemônica entre as potencias capitalistas sobre a dominação global. O início da primeira, de que se cumpre agora um século, foi o começo dessa grande debacle europeia.

NÃO VAI TER COPA! AS OITAVAS DE FINAIS TÊM CLÁSSICOS SUL-AMERICANOS

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No começo da tarde de hoje as seleções dos dois países sul-americanos governados por mulheres se enfrentam, em Belo Horizonte. De um lado o escrete da presidenta do Chile Michelle Bachelet e do outro lado o escrete do Brasil Dilma Vana Rousseff. Além, do fato histórico, das duas presidentas serem sul-americanas, ambas foram presas e violentamente torturadas pelos militares que comandavam as ditaduras nos dois países. 

Perguntada pelos repórteres sobre seu palpite para a partida, a presidenta não arriscou o palpite. Mas, o certo que poderá ser um jogaço. É claro que tudo depende dos jogadores, juiz e bandeirinhas. Quem ganhar para a fase seguinte. O que é do que lógico.chile-brasil

No fim da tarde se enfrentam mais duas poderosas seleções da América do Sul: Uruguai e Colômbia. O escrete do país de Mujica não contará com o craque Luisito Suárez que foi penalizado em nove partidas por ter ‘lobizomizado’ o jogador italiano Chiellini. A esquadra Uruguai é verdadeira carne de tetéu. Uma equipe não se entrega diante das adversidades. Luta até vencer. É uma equipe que está criando o antigo espírito combativo e corajoso dos velhos tempos do futebol uruguaio que fazia Rivelino correr para se esconder no túnel do estádio com medo de um jogador celeste.

Por sua vez, a Seleção da Colômbia está com tudo e não está prosa. Jogando um futebol alegre, criativo e combativo conseguiu sua classificação por antecipação com 100% de aproveitamento. É mola?

Tem tudo para ser uma partidaço. Dependendo, é lógico, dos jogadores, juiz e bandeirinhas. A dendenca continua se insinuando para os mais que melhor lhe tratarem com carinho e dedicação.colômbia-x-uruguai

Pela realidade que apresentam às quatros seleções, como comunidades sul-americanas, quem perder não deverá se sentir um derrotado. Só terá saído da Copa, o que não diminui a realidade futebolística delas. 

Vamos nessa, bravos craques!     

BATEU LEVOU! ADULTO QUE BATER EM CRIANÇA SERÁ PUNIDO. É A LEI DA PALMADA QUE FOI SANCIONADA, COM VETO, POR DILMA

Todo adulto que bate em criança é um pervertido. Seja qualquer adulto, seja apoiado em qualquer lei. Sejam pais, pastores, policiais, vizinhos, qualquer adulto que bate em criança têm graves conflitos psicológicos referentes às suas relações traumáticas com os pais que também foram seus espancadores.

O pervertido é um sujeito cujo desejo foi desviado de seu objeto. Por exemplo, para Freud o homem e a mulher fetichistas têm prazer com um objeto que não é em verdade o genital, mas um objeto que simbolicamente substitui o que deveria ser desejado. O objeto da perversão, o fetiche, permite o fetichista ter a ilusão do gozo. Só que é um gozo fálico. O não-gozo.

O adulto pervertido, que espanca criança, substituiu o amor que deveria ter por ela, pela violência, porque ele também foi violentado. Logo, ele não pode amar uma criança. Seu ser de adulto encontra-se pervertido. Em perspectiva distante da criança.

E, como diz a filósofa Hannah Arendt, “não deveria ter filhos e nem participar na educação de crianças”, como professores. Há pais que afirmam que espancam os seus filhos porque foi assim que foram educados. O pervertido não vivenciou o sentido da educação, mas da castração que ele confunde com educação. Como existem pais que espancam seus filhos com base no que eles entenderam da Bíblia. Para esses, a Bíblia diz que é preciso desde pequeno bater no filho para ele crescer reto e não venha a cair na tentação. Mas existe maior tentação pecaminosa do que um adulto, com mais força, espancar uma criança?

Mas é preciso fazer um adendo a essa enunciação sobre o adulto que espanca. Nem toda criança que foi espancada, quando chega à vida adulta, também é espancadora. Assim, como muitos adultos que não foram espancados quando crianças espancam crianças. A violência dos pais contra os filhos não é só física. Há violência psicológica, moral, económica que a criança escapa através de sua genética e vivência-cognitiva.

Como o Estado não é psicanalista e muito menos esquizoanalista (o Estado jamais pode trabalhar com o desejo como ocorre com a esquizoanálise, já que ele propaga, também, seu desvio) e também não é, filosoficamente, educador, o que resta é a prática de suas leis. Por isso, a presidenta Dilma Vana Rousseff, sancionou a Lei Menino Bernardo ou Lei da Palmada. Bernardo foi assassinado, no Rio Grande do Sul, aos 11 anos, de acordo com investigações policiais com a cumplicidade do pai. A lei pune todo pai, mãe, tia, avó, policial, instrutor, professor, todos adultos que apliquem castigos físicos em crianças e adolescentes.

Mas Dilma abrandou a lei ao vetar o trecho que diz que profissionais da saúde, assistente social ou da educação que não levassem às autoridades casos que tivessem conhecimento de castigos físicos em crianças e adolescentes pagariam de três a 20 salários mínimos de multa. E na reincidência a multa dobraria.

“Ampliar o rol de profissionais que têm esse dever acabaria por obrigar profissionais sem habilitações específicas e cujas atribuições não guardariam qualquer relação com a temática”, entendeu Dilma.

De acordo com a lei, todas suspeitas sobre esses atos, devem ser denunciadas no Conselho Tutelar.

As 13 previsões mais catastróficas, e furadas, sobre a Copa no Brasil

É hora de relembrar, com algumas boas gargalhadas, as previsões mais pessimistas e catastróficas feitas por cartomantes de plantão que previram o caos.

Najla Passos

ArquivoA Copa do Mundo não resolveu e não irá resolver todos os problemas do país. Aliás, nem é esta a função de um evento esportivo privado. Mas que o mundial atrai turismo e investimentos externos, não há mais dúvidas. Como também não há nenhuma de que ele mexe com autoestima de um país incentivado durante séculos a cultivar um inapropriado “complexo de vira-latas”!

Por isso, agora que o sucesso do evento já é reconhecido em todo o mundo, que o país já provou que pode ser organizar uma bela copa e que os turistas e os investimentos estrangeiros continuam chegando, é hora de dar boas gargalhadas com previsões mais pessimistas  feitas pelas cartomantes de plantão que tanto torceram contra a realização do mundial.

Das adivinhações às avessas do mago Paulo Coelho à mudança de planos da cineasta que fez sucesso afirmando que não viria ao Brasil, dos prejuízos contabilizados pelo tucanato ao delírio do protesto do chuveiro no “modo quentão”, do mau-humor da imprensa estrangeira à campanha permanente da Veja, confira as 13 previsões mais catastróficas – e furadas – sobre a Copa do Mundo no Brasil!

1 – O mago Paulo Coelho: “A barra vai pesar na Copa do Mundo”

Em entrevista à revista Época, publicada em 5/4/2014, o mago, guru e escritor Paulo Coelho, que mora na Suíça, disse que não viria ao Brasil assistir aos jogos da Copa do Mundo nos estádios, apesar de ter sido presenteado com os ingressos pela FIFA. “A barra vai pesar na Copa. A Copa será um foco de manifestações justas por um Brasil melhor. Os protestos vão explodir durante os jogos porque vai haver mais gente fora do que dentro dos estádios”, afirmou.

O Mago, que “previra” que o Brasil ia ganhar a Copa das Confederações, evita arriscar o resultado para o mundial. E apresenta certezas já desconstruídas pela realidade, como a de que o Brasil deveria disputar a final com a Espanha, eliminada na 1ª fase: “Agora não sei. Certamente o Brasil irá à final com a Alemanha ou a Espanha, duas seleções fortíssimas nesta Copa. A Argentina não. A Suíça vai surpreender. Eu ousaria dizer que a Suíça vai para as quartas. No futebol, você tem que ser otimista, não tem outra escolha. O Brasil tem chances de não ganhar”.

2 – Arnaldo Jabor: “A Copa vai revelar ao mundo a nossa incompetência” 

No dia 6/6/2014, às vésperas da abertura da Copa, o cineasta Arnaldo Jabour, emcomentário para a Rádio CBN, ainda insistia no pessimismo em relação à Copa, com o objetivo claro de influir no processo eleitoral de outubro. “Nós estamos jogando fora a imensa sorte que temos, por causa de dogmas vergonhosos que não existem mais. Estamos antes do Muro de Berlim e a Copa do Mundo vai revelar ao mundo a nossa incompetência”, afirmou.

3 – Veja: “Por critérios matemáticos, os estádios da Copa não ficarão prontos a tempo”

Em 25/5/2011, a Veja previu o fracasso da Copa do Mundo no Brasil. E com a ajuda da matemática, uma ciência que se diz exata desde tempos imemoriais. Na capa, a data da logo do mundial era substituída por 2038. O intertítulo explicava: “Por critérios matemáticos, os estádios da Copa não ficarão prontos a tempo”.

De lá para cá, foram muitas outras matérias, reportagens e artigos anunciando o fracasso do mundial. E mesmo com o início dos jogos, com estádios prontos e infraestrutura à altura do desafio, a revista estampou, na edição desta semana, uma nova catástrofe iminente: “Só alegria até agora – Um festival de gols no gramado, menos pessimismo nas pesquisas, mais consumo, visitantes em festa e o melhor é aproveitar, pois legado duradouro, esqueça”.

Melhor mesmo é torcer para que, quem sabe até 2038, a Veja aprenda a fazer jornalismo!

4 – Cineasta brasileira radicada nos EUA: “Não, eu não vou para a Copa do Mundo”

Em junho de 2013, a cineasta brasileira Carla Dauden, radicada em Los Angeles, nos Estados Unidos, fez sucesso na internet com o vídeo “No, I’m Not Going to the World Cup” (“Não, eu não vou para a Copa do Mundo”), que alcançou quatro milhões de curtidas. Mas antes mesmo da bola começar a rolar nos gramados brasileiros, a ativista já era vista circulando pelo país.

No Twitter, ela justificou a abrupta mudança de planos: “Não vim para ver a Copa, vim para falar dela. A Copa nunca vai ser a mesma para os brasileiros. As pessoas não vão se esquecer do que acontecerá por aqui”, diagnosticou, antes da abertura. A frase, de fato, parece fazer sentido. Mas por motivos opostos do que aqueles que a ativista advoga!

5 – Protesto do chuveiro no “modo quentão” vai causar apagão!

Até bem pouco tempo antes do início da Copa, eram muitos os setores que insistiam no risco iminente de blackout no país, da oposição à imprensa monopolista. Um grupo de internautas, porém, levou as ameaças infundadas a sério e decidiu criar uma página no Facebook destinada a acelerar o caos: usar os jogos da Copa para provocar um apagão generalizado no Brasil e, assim, boicotar a realização do evento.

A estratégia definida foi a utilização sincronizada dos chuveiros no “modo quentão”. “Chuveiros devem ser ligados na hora dos hinos nos jogos. A carga elétrica anormal derrubará a energia em bairros, cidades, regiões, estados e o país inteiro, em efeito dominó. Acompanhem os hinos por rádio, para maior garantia de sincronização”, diz a descrição do evento que conquistou pouco mais de 4,5 mil curtidas.

Dado o fracasso do evento, a página agora é utilizada para a troca de memes contra o PT, a esquerda e as pautas sociais e progressistas!

6 – Marília Ruiz: “Vai ser um vexame. Um vexame!”

No dia 26/1/2014, a TerraTV publicou um comentário da jornalista esportiva Marília Ruiz em que ela previa que, se o Brasil conseguisse realizar a Copa, já seria uma grande vitória. A antenada comentarista até admitia que os estádios ficariam prontos. Mas sem qualidade: “Se eu sentaria o meu corpinho numa cadeira recém colocada, com um parafuso a menos? Eu não sei”.

Do alto de sua experiência em cobertura de outras copas e de um etnocentrismo latente, ela também alertava que, mesmo fazendo sua Copa após a da África, o país passaria vergonha. “Eu achei que a gente ia passar vergonha, que nós, brasileiros, que o país ia passar vergonha. Aí eu pensei, é até um alento porque a Copa do Brasil vai ser depois da Copa da África: ninguém vai lembrar muito como foi na Alemanha. Muito menos as pessoas vão lembrar como foi no Japão e na Coreia. E eu posso dizer porque estive lá. É uma vergonha ao cubo!”

Confira o comentário completo e saiba quem é que está passando vergonha!

7 – Álvaro Dias: “O país ficará com mais prejuízo do que lucro”

De todas as aves de mau agouro que bravatearam contra a realização da Copa no Brasil, o tucano Álvaro Dias, senador pelo PSDB, foi uma das mais barulhentas. Previu que o governo amargaria um prejuízo de mais de R$ 10 bilhões com a realização do evento, que os turistas não apareceriam, que os aeroportos não ficariam prontos e não dariam conta do fluxo de passageiros.

8 – Ex-presidente FHC: “A Copa do Mundo como símbolo de desperdício”

Em artigo publicado no norte-americano The Wold Post, em 21/1/2014, o ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso se referiu à Copa como símbolo do desperdício de dinheiro público. Tal como seu companheiro Álvaro Dias, perdeu a chance de ficar calado.  Segundo a Fipe, só a Copa das Confederações rendeu R$ 9,7 bilhões ao PIB brasileiro. A projeção de retorno da Copa é de R$ 30 bilhões. A Apex-Brasil, aproveitando a Copa do Mundo, trouxe ao Braisil mais de 2,3 mil empresários estrangeiros, de 104 países. A agência estima trazer US$ 6 bilhões em negócios para o Brasil.

9 – Redação Sport TV: do fracasso ao espírito de porco!

No Programa Redação Sport TV de 22/1/2014, o apresentador deu sonoras gargalhadas ao exibir a foto de um estádio da copa ainda sem gramado e fazer previsões catastróficas sobre o evento. Na edição de 26/6/2014, o tom mudou completamente: um outro apresentador mostrou como a imprensa internacional elogiava o evento e ouviu do entrevistado Ruy Castro: “A nossa imprensa foi rigorosamente espírito de porco antes do evento começar”.

Confira o vídeo com os dois momentos e os dois humores do Sport TV

10 – Governo alemão: “O Brasil é um país de alto risco”

Há seis semanas do início da Copa, o Ministério de Assuntos Exteriores da Alemanha divulgou um relatório pintando uma imagem desoladora do Brasil, descrito como um país ode as leis não são respeitadas e o turista corre o risco de ser roubado, sequestrado e se envolver em conflitos entre policiais e criminosos. O documento listava uma série de cuidados que os gringos deveriam tomar, incluindo atenção redobrada com as prostitutas, apontadas como membros e organizações criminosas, e vigilância contínua com os copos, para não serem vítimas de um “Boa noite, Cinderela”.

Pelo documento, até mesmo a seleção alemã estaria em perigo em terras tupiniquins. E não apenas dentro de campo. “Arrastões e delitos violentos não estão descartados, lamentavelmente, em nenhuma parte do Brasil. Grandes cidades como Belém, Recife, Salvador, Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo oferecem altas taxas de criminalidade”, ressaltava.

O Ministério ainda não divulgou relatórios sobre o número de alemães que vieram ao Brasil e o que estão achando da experiência. Mas quem circula pelas ruas brasileiras, repletas de gringos felizes e sorridentes, já sabe!

11 – Der Spiegel:  “Justamente no país do futebol, a copa poderá ser um fracasso”

Um dos principais semanários da Europa, a revista alemã estampou, um mês antes do início da Copa, a manchete “Morte e Jogos”, destacando que, justamente no país do futebol, a Copa poderia ser um fiasco, por causa dos protestos, da violência nas ruas, dos problemas do transporte coletivo, dos aeroportos e dos estádios. Praticamente um alerta vermelho recomendando que os europeus não viessem ao Brasil.

Mas os turistas vieram e estão adorando. A imprensa estrangeira também: o jornal norte-americano The New York Times, fala em “imenso sucesso”. O francês Le Monde, em “milagre brasileiro”. O espanhol El País diz “não era pra tanto” para as previsões catastróficas.  A revista inglesa The Economist,  remenda que “as expectativas, que eram baixas, foram superadas”. A própria Der Espiegel, na edição desta semana, dá destaque para a animação da torcida e admite que os protestos em massa ainda não aconteceram.

12 – Ronaldo, o fenômeno: “Da vergonha à constatação de que a Copa é um sonho”

Na véspera do início do mundial, o ex-atacante Ronaldo se disse envergonhado com os atrasos das obras da Copa. Mas, membro do Comitê Organizador Local da FIFA que é, defendeu a entidade e culpou o governo Dilma por todos os problemas. “É uma pena. Eu me sinto envergonhado porque é o meu país, o país que eu amo. A gente não podia estar passando essa imagem”, disse à Agência Reuters o cabo eleitoral e amigo do senador Aécio Neves, candidato do PSDB à presidência.

Agora, consolidado o sucesso do evento, tenta mudar o discurso. Em coletiva nesta quinta (26), procurou se justificar. “Não critiquei a organização da Copa, até porque eu faço parte dela. Disse que poderia ser muito melhor se todas as obras de mobilidade urbana tivessem sido entregues”, remendou. ”Vivíamos um clima muito tenso, com a população muito descontente. Começou a Copa, e agora estamos vivendo um sonho”, concluiu.

13 –  O vira vira lobisomem de Ney Matogrosso

De passagem por Lisboa, em 11/5, Ney Matogrosso resolveu usar a Copa para criticar duramente a política brasileira na TV ATP. Só esqueceu de estudar, primeiro, os argumentos. “Se existia tanto dinheiro disponível para gastar com a Copa, por que não resolver os problemas do nosso país?”, disse ele, desconhecendo que, desde 2010, quando começaram os preparativos para a Copa, o governo já investiu R$ 850 bilhões em saúde e educação, enquanto os investimentos totais no mundial – incluindo federais, locais e privados – atingem R$ 25,6 bilhões.

Foi ácido quanto à construção dos estádios que, segundo ele, irão virar “elefantes brancos” e não serão usados para mais nada. Embolou dados, números e fatos em vários argumentos. Acabou sustentando uma visão preconceituosa sobre as classes populares. Questionado se há uma maior consciência dos pobres em exigir seus direitos, concordou: “O escândalo é tamanho que até essas pessoas param para refletir”.

EDIÇÃO EXTRA DO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO PUBLICA A SANÇÃO DO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO POR DILMA SEM VETOS

O Plano Nacional de Educação sancionado pela presidenta Dilma Vana Rousseff, sem vetos, foi publicado pelo Dario Oficial da União (DOU) em uma edição extra. O plano determina que 20 metas serão cumpridas durante os próximos dez anos. Dá educação infantil ao ensino superior, passando por gestão e financiamento do setor e pela formação dos profissionais.

De acordo com a presidenta os 75% dos royalties do petróleo e os 50% do Plano Social do pré-sal vão realizar as metas.

“O Brasil tem hoje um PNE à altura dos desafios educacionais do país. Sancionei sem vetos o novo Plano Nacional da Educação […]. Ao longo dos últimos 11 anos, criamos um caminho de oportunidades por meio da educação. O PNE permite ampliar as oportunidades, partindo da educação infantil, passando pela educação em tempo integral, o crescimento das matrículas da educação profissional e tecnológica, a ampliação do acesso à educação superior.

Para isso serão muito importantes a valorização dos professores e o aumento do investimento em educação”, observou Dilma.

Um dos pontos principais do plano é que ele estabelece investimento mínimo na educação de 7% do Produto Interno Bruto no quinto ano de vigência e 10% no décimo ano. Os recursos dos royalties do petróleo e do Fundo Social do pré-sal serão usados para realizar as metas. Para o ministro Paim o governo deverá dispender grande esforço para cumprir as metas.

“Como temos dez anos, precisamos fazer uma grande discussão, verificar exatamente as fontes que nós temos e ver no que é preciso avançar. É óbvio que a União terá que fazer um grande esforço, mas sabemos também que os estados e os municípios terão também que fazer um grande esforço, um esforço conjunto tanto no cumprimento das metas como no financiamento”, disse o ministro. 

NÃO VAI TER COPA! GANA SEM GANA SAI DA COPA E PORTUGAL, SEM PASSAPORTE, TAMBÉM. FICA ALEMANHA, SEM MARX, OS IANQUES

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Gana tinha 1 ponto. Portugal também. Os ianques tinham quatro pontos e jogavam com a Alemanha. Se perdessem e Gana ganhasse de Portugal estaria classificada pela contagem de gols. Mas nada disso ocorreu.877x658

Os ianques perderam e Gana, sem qualquer gana, perdeu para Portugal cujo escore também não lhe servia. Resultado: Gana, nada gananciosa par a vitória, e Portugal, sem passaporte, voltam para os braços de seus entes que devem se encontrar chateados.

Foram suas das piores partidas. Sem contar que a partida contra Gana foi a partida que mais Ronaldo perdeu gol. Fez um golzinho presenteado pelo goleiro sem gana.622_1ee3abaa-ddc4-37c5-ac47-1d9306391ef4

Na outra partida, no mesmo horário, a Alemanha jogou com o time do Tio Sam. Falava-se que seria um jogo de compadre já que as duas equipes estavam classificadas e o final seria empate. Não foi. Os germânicos fizeram um gol nenhum dos ianques.

Nas partidas do final da tarde, os ex-camaradas do país de Lênin encaravam os irmão do psiquiatra Frantz Fano na busca da classificação. Começaram com o placar na frente, mas a moçada da Argélia se empolgou e foi para cima e marcou o empate.argelia x russia

Os russos, que não queriam qualquer acordo com um resultado ruço, foram para cima porque o placar empatado não lhes interessava. Atacaram o quanto puderam, mas os argelinos se defenderam e aproveitaram os contra-ataques, sem resultado.islam-slimani-da-argelia-e-denis-glushakov-da-russia-dividem-a-bola-durante-a-partida-na-arena-da-baixada-1403818493107_300x200

No final, com o placar em 1×1, o carnaval foi dos argelinos com a bênção de Maomé e tudo.

Na outra partida, a Seleção da Bélgica cumpriu a tabela de classificação derrotando os orientais da Coreia do Sul por um gol a zero.mertens-tenta-passar-pela-marcacao-de-jeong-ho-em-partida-entre-belgica-e-coreia-do-sul-1403817287702_1920x1080

Enquanto isso, o tribunal da FIFA condena Soàrez a não jogar nove partidas, quatro meses sem frequentar clubes e não se envolver com a Seleção Uruguai durante essa Copa.

E o que disse Mujica sobre a mordida de Luisinho?

Mujica –“Parece um moleque de bairro”.

A PREMONIÇÃO DO DESASTRE DA COPA FEITA PELO FALSO PAI DE SANTO, ÁLVARO DIAS (PSDB), UM ANO ANTES DE UM ANO

Ouça e veja o audiovisual da premonição proporcionado pelo senador do partido da burguesia-ignara que, através do pensamento mágico, desejava que não houvesse Copa. E se houvesse deveria ser um desastre.

Antigamente, usando o antropomorfismo, se dizia que “praga de urubu não pega em cristão”. Em relação aos reacionários, hoje, se diz: “Praga das direitas não pega na democracia”.  

É gargalhada homérica pura!

Monsanto, a semente do diabo

A Monsanto não poupa recursos para acabar com as sementes camponesas: trata-se de monopolizar a essência dos alimentos.

Esther Vivas

Clay Bennett“A semente do diabo”, foi assim que o popular apresentador do canal norte-americano HBO Bill Maher batizou a multinacional Monsanto, num dos seus programas e em referência ao debate sobre os Organismos Geneticamente Modificados.

Por quê? Trata-se de uma afirmação exagerada? O que esconde esta grande empresa da indústria das sementes?

A Monsanto é uma das maiores empresas do mundo e a número um em sementes transgênicas, 90% das culturas modificadas geneticamente no mundo contam com os seus traços biotecnológicos. Um poder total e absoluto. Além disso, a Monsanto está à frente da comercialização de sementes, e controla 26% do mercado. Atrás, vem a DuPont-Pioneer, com 18%, e a Syngenta, com 9%. Só estas três empresas dominam mais de metade, 53%, das sementes que se compram e vendem à escala mundial. As dez maiores, controlam 75% do mercado, segundo dados do Grupo ETC. O que lhes dá um poder enorme na hora de impor o que se cultiva e, em consequência, o que se come. Uma concentração empresarial que só fez aumentar nos últimos anos e que corrói a segurança alimentar.

A ganância destas empresas não tem limites e o seu objetivo é acabar com variedades de sementes locais e antigas, ainda hoje com um peso muito significativo especialmente nas comunidades rurais dos países do Sul. Sementes autóctones que representam uma concorrência para as híbridas e transgênicas das multinacionais, que privatizam a vida, impedem os camponeses de obter as suas próprias sementes, convertem-nos em “escravos” das empresas privadas, além do seu impacto negativo no meio ambiente, com a contaminação de outras culturas, e na saúde das pessoas.

A Monsanto não poupou recursos para acabar com as sementes camponesas: processos judiciais contra agricultores que tentam conservá-las, monopólio de patentes, desenvolvimento da tecnologia de esterilização genética de sementes etc. Trata-se de controlar a essência dos alimentos, e aumentar assim a sua cota de negócio.

A introdução nos países do Sul, em particular naqueles com vastas comunidades camponesas capazes ainda de se proverem com sementes próprias, é uma prioridade para estas empresas. Deste modo, as multinacionais das sementes intensificaram as aquisições e alianças com empresas do setor principalmente na África e na Índia, apostaram em culturas destinadas aos mercados do Sul Global e promoveram políticas para desencorajar a reserva de sementes.

A Monsanto, como reconhece a sua principal rival DuPont-Pioneer, é o “guardião único” do mercado de sementes, controlando, por exemplo, 98% da comercialização da soja transgênica tolerante a herbicidas e 79% do milho, como assinala o relatório “Quem controla as matérias-primas agrícolas?”, o que lhe dá poder suficiente para determinar o preço das sementes, independentemente dos seus concorrentes.

Das sementes aos pesticidas
No entanto, para a Monsanto não é suficiente controlar as sementes. Para fechar o círculo, procura dominar aquilo que se aplica nas suas culturas: os pesticidas. A Monsanto é a quinta empresa agroquímica mundial e controla 7% do mercado de inseticidas, herbicidas, fungicidas, etc., atrás de outras empresas, líderes ao mesmo tempo no mercado das sementes, como a Syngenta que domina 23% do negócio dos pesticidas, a Bayer 17%, a BASF 12% e a Dow Agrosciences quase 10%.

Cinco empresas controlam, assim, 69% dos pesticidas químicos sintéticos que se aplicam nos cultivos em escala mundial. Os que vendem as sementes híbridas e transgênicas aos agricultores são os mesmos que lhes fornecem os pesticidas a aplicar. Negócio garantido.

O impacto no meio ambiente e na saúde das pessoas é dramático. Apesar das empresas do setor assinalarem o caráter “amistoso” destes produtos com a natureza, a realidade é exatamente o contrário. Hoje, depois de anos de fornecimento do herbicida Roundup Ready da Monsanto, à base de glifosato, que já em 1976 foi o herbicida mais vendido do mundo, várias são as ervas que desenvolveram resistências. Só nos Estados Unidos, calcula-se que apareceram cerca de 130 ervas daninhas resistentes a herbicidas em 4,45 milhões de hectares de culturas, segundo dados do Grupo ETC. O que levou a um aumento do uso de pesticidas, com aplicações mais frequentes e doses mais elevadas, para combatê-las, com a consequente contaminação do meio ambiente.

As denúncias de camponeses e comunidades afetadas pelo uso sistêmico de pesticidas químicos sintéticos é uma constante. Na França, o mal de Parkinson é considerado uma doença laboral agrícola causada pelo uso de pesticidas, depois do agricultor Paul François ter ganho a batalha judicial contra a Monsanto, no Tribunal de Lyon em 2012, e ter conseguido demonstrar que o herbicida Lasso era responsável por tê-lo intoxicado e deixado inválido. Uma sentença histórica, que permitiu criar jurisprudência.

O caso das Mães de Ituzaingó, um subúrbio da cidade argentina de Córdoba, rodeado de campos de soja, em luta contra a pulverização é outro exemplo. Depois de dez anos de denúncias, e após ver como o número de doentes de cancro e crianças com malformações no bairro não parava de aumentar, de cinco mil habitantes duzentos tinham cancro, conseguiram demonstrar o vínculo entre essas doenças e os pesticidas aplicados nas plantações de soja locais (endosulfan da DuPont e glifosato do Roundup Ready da Monsanto). A Justiça proibiu, graças à sua mobilização, a pulverização com pesticidas próximo de zonas urbanas. Estes são apenas dois casos dos muitos que podemos encontrar em todo o planeta.

Agora, os países do Sul são o novo objetivo das empresas agroquímicas. Enquanto as vendas globais de pesticidas caíram nos anos 2009 e 2010, o seu uso nos países da periferia aumentou. Em Bangladesh, por exemplo, a aplicação de pesticidas cresceu 328% na década de 2000, com o consequente impacto na saúde dos camponeses. Entre 2004 e 2009, a África e o Oriente Médio tiveram o maior consumo de pesticidas. E na América Central e do Sul espera-se um aumento do consumo nos próximos anos. Na China, a produção de agroquímicos atingiu em 2009 dois milhões de toneladas, mais do dobro do que em 2005, segundo assinala o relatório “Quem controlará a economia verde?”.

Uma história de terror
Mas de onde surge esta empresa? A Monsanto foi fundada em 1901 pelo químico John Francis Queeny, proveniente da indústria farmacêutica. A sua história é a história da sacarina e do aspartame, do bifenil policlorado, do agente laranja, dos transgênicos. Todos fabricados, ao longo dos anos, por esta empresa. Uma história de terror.

A Monsanto constituiu-se como uma empresa química e, na sua origem, o seu produto principal era a sacarina, que distribuía para a indústria alimentar e, em particular, para a Coca-Cola, de que foi uma das principais fornecedoras. Com os anos, expandiu o seu negócio à química industrial, convertendo-se, na década de 20, num dos maiores fabricantes de ácido sulfúrico. Em 1935, absorveu a empresa que comercializava o bifenil policlorado, utilizado nos transformadores da indústria elétrica. Nos anos 40, a Monsanto centrou a sua produção nos plásticos e nas fibras sintéticas, e, em 1944, começou a produzir químicos agrícolas como o pesticida DDT.

Nos anos 60, juntamente com outras empresas do setor como a Dow Chemical, foi contratada pelo governo dos Estados Unidos para produzir o herbicida agente laranja, que foi utilizado na guerra do Vietnã. Neste período, fundiu-se, também, com a empresa Searla, que criou o adoçante não-calórico aspartamo. A Monsanto foi produtora, também, da hormona sintética de crescimento bovino somatotropina bovina. Nas décadas de 80 e 90, a Monsanto apostou na indústria agroquímica e transgênica, acabando por se tornar na número um indiscutível das sementes modificadas geneticamente.

Atualmente, muitos dos produtos made by Monsanto foram proibidos, como o agente laranja ou o DDT, acusados de provocar graves danos à saúde humana e ao meio ambiente. Só o agente laranja foi responsável na guerra do Vietnã de dezenas de milhares de mortos e mutilados, bem como de bebês nascidos com malformações. A somatotropina bovina também está vetada no Canadá, na União Europeia, Japão, Austrália e Nova Zelândia, apesar de ser permitida nos Estados Unidos. O mesmo ocorre com o cultivo de transgênicos, onipresente na América do Norte, mas proibido na maioria dos países europeus, com exceção, por exemplo, da Espanha.

A Monsanto, além disso, move-se como peixe na água nos corredores do poder. A Wikileaks tornou isso bem claro quando divulgou mais de 900 mensagens que mostravam como a administração dos Estados Unidos gastou consideráveis recursos públicos para promover a Monsanto e os transgênicos em muitíssimos países, através das suas embaixadas, do seu Departamento de Agricultura e da sua agência de desenvolvimento USAID. A estratégia consistia e consiste em conferências “técnicas” desinformando jornalistas, funcionários e formadores de opinião, pressões bilaterais para a adoção de legislações favoráveis e para abrir o mercado às empresas do setor, etc.


Resistências

Perante tanto despropósito, muitos não calam e se levantam em protesto. As resistências contra a Monsanto são milhares em todo o mundo. O dia 25 de maio foi declarado dia de jornada de ação global contra essa empresa e centenas de manifestações e ações de protesto foram realizadas nesse dia em todo o mundo.

Em 2013, realizou-se a primeira convocação, milhares de pessoas saíram às ruas em várias cidades de 52 países diferentes, desde a Hungria até o Chile passando por Holanda, Espanha, Bélgica, França, África do Sul, Estados Unidos, entre outros, para mostrar a profunda rejeição às políticas da multinacional. No último dia 25, a segunda convocatória, teve ações em 49 países.

A América Latina é, neste momento, uma das principais frentes de luta contra a empresa. No Chile, a mobilização conseguiu, em março de 2014, a retirada da chamada Lei Monsanto que pretendia facilitar a privatização das sementes locais e deixá-las nas mãos da indústria. Outra grande vitória foi na Colômbia, um ano antes, quando a massiva paralisação agrícola, em agosto de 2013, conseguiu a suspensão da Resolução 970, que obrigava os camponeses a usar exclusivamente sementes privadas, compradas das empresas do agronegócio, e os impedia de guardarem as suas próprias sementes. Na Argentina, os movimentos sociais estão, também, em pé de guerra contra outra Lei Monsanto, que está para ser aprovada no país e pretende subordinar a política nacional de sementes às exigências das empresas transnacionais. Mais de cem mil argentinos já assinaram contra essa lei no quadro da campanha “Não à Privatização das Sementes”.

Na Europa, a Monsanto quer agora aproveitar a brecha aberta pelas negociações do Tratado de Livre Comércio União Europeia – Estados Unidos (TTIP) para pressionar em função dos seus interesses particulares e poder legislar por cima da vontade dos países membros, muitos deles contrários à indústria transgênica. As resistências na Europa contra o TTIP, esperemos, não demorarão.

A Monsanto é a semente do diabo, sem dúvida.
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Esther Vivas é pesquisadora de movimentos sociais e políticas agrícolas e alimentares. Licenciada em jornalismo e mestre em sociologia, milita na Izquierda Anticapilista espanhola, tendência interna do Podemos.

A tradução é de Carlos Santos, para o Esquerda.net.

Créditos da foto: Clay Bennett

STF DECIDIU QUE DIRCEU PODE TRABALHAR FORA DO PRESÍDIO, MAS NÃO PERMITIU PRISÃO DOMICILIAR PARA GENOÍNO

O ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que se encontra esperando o dia 1° de julho para se aposentar e que sempre mostrou ódio contra o ex-ministro José Dirceu, colheu o que plantou: por maioria de votos os ministros decidiram que Dirceu pode trabalhar fora do presídio. Direito que Joaquim Barbosa estava negando a Dirceu, afirmando que ele não havia cumprido o mínimo de um sexto da pena.

Para o ministro Luiz Roberto Barroso, relator das execuções penais dos condenados, não é necessária a exigência de um sexto da pena para que o condenado em regime semiaberto possa trabalhar fora.

“A negação ao direito ao trabalho externo para reintroduzir a exigência do prévio cumprimento de um sexto da pena vai ao desencontro das circunstâncias do sistema carcerário de hoje”, analisou o ministro Barroso.

Embora o pedido de José Genoíno, que teve como relator o próprio ministro Barroso que lhe negou o pedido para cumprir prisão domiciliar e foi acompanhado por outros ministros, com exceção dos ministros Tóffoli e Lewandowski que votaram a favor junto com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já percebe-se mudanças no STF com a saída de Joaquim Barbosa.

Um ministro que atendeu aos anseios das direitas ao presidir o julgamento da Ação Penal 470 com tanto glamour midiático e que agora vai para o ostracismo esquecido pela mesma mídia que lhe encheu de vaidade. A vaidade, o afeto triste que não compõe com a Justiça, diz o filósofo Spinoza.

EM VÍDEO, LULA, CONVOCA A MILITÂNCIA DO PT PARA SE ENGAJAR NA LUTA PELO PLEBISCITO POPULAR DA REFORMA POLÍTICA

O ex-presidente Lula, gravou um vídeo em que ele convoca a militância do Partido dos Trabalhadores (PT) para se unir a outros grupos sociais para lutar pela realização do Plebiscito Popular da Reforma Política.

Entre os pontos que o partido defende como imprescindíveis à reforma política estão o financiamento público de campanha, voto em lista e a paridade de homens mulheres no Legislativo.

“Neste quase 12 anos de governo democrático e popular o povo brasileiro alcançou grandes conquistas. O país entrou em uma nova era de prosperidade com oportunidades para todos. Esse novo Brasil é fruto da elevação do nível de consciência da maioria do povo, sobretudo dos trabalhadores e excluídos.

Por isso, é tão importante a reforma política. Para o Brasil continuar mudando, é preciso garantir a legitimidade das instituições e acabar com a interferência do poder econômico nas eleições.

Para o Brasil continuar mudando, é importante conquistar o interesse dos jovens pela política, ampliar a participação das mulheres no legislativo e fortalecer os mecanismos de participação popular na definição das políticas públicas”, disse Lula.

Assista e ouça o audiovisual. Posteriormente, aplique sua capacidade epistemológica para ter sua opinião.

NÃO VAI TER COPA! MESSI MARCA 2 NOS 3, OS AFROS MOSTRAM TALENTO COM 2, BÓSNIA FAZ 3, IRÃ 1, FRANÇA EMPATA COM EQUADOR E SUÍÇA GANHA DE HONDURAS

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Los hermanos entraram em campo já classificados, mas como a seleção colombiana, queriam os 100% de aproveitamento e conseguiram. Messi como sempre segura, meteu logo dois no primeiro time contra um dos companheiros nigerianos.nigarg1_gettyimages-21

A seleção dos Hermanos mostrou mais uma vez que Messi é imprescindível. Aos 18 minutos do segundo time, com o escore de 3 para os Hermanos e 2 para os companheiros afros, Messi deixou o gramado do Beira-Rio para ser poupado para o  próximo desfecho. Não deu outra, os que ficaram em campo mostraram o quanto Messi é o time Hermano.ARGENTINA-VENCE-A-NIGERIA-800x500

Com a saída do melhor jogador do mundo, o jogo para os Hermanos se transformou em uma caricatura com uma Nigéria crescida, criativa e com vontade de ganhar, mesmo sabendo que já estava classificada, porque Bósnia estava tirando as pretensões da seleção iraniana de se classificar.

Se alguém tivesse que analisar a peleja, sem medo de errar, concluiria que para os Hermanos, houve dois jogos. Um quando Messi estava em campo, e outro quando ele deixou o gramado. No mais, parabéns para os nosso afros-nigeriano. Jogaram com grande seleção e com grande desempenho de seu craque Mussa que fez os dois gols.iran x bosnia - reuters

Nas partidas do final da tarde, O Equador, jogando com um jogador a menos, Valência fora expulso, empatou com a França em zero para os dois lados. No outro jogo, a Seleção da Suíça empurrou 3 gols na Honduras. Os queijos foram classificados e os hondurenhos voltam para América Central, mas não foi de todo um time medíocre. Os jogadores hondurenhos tiveram boa atuação contra Equador.800x600

Para quem acredita em premonição, a desclassificação do Equador começou quando ele ao se encontrar empatando com a seleção suíça na primeira partida em 1 a 1, teve uma jogada no final do segundo tempo em um seu atacante ficou cara a cara com o goleiro, mas quis fazer firula, a defesa tomou a pelota, armou um contra ataque e teve alguns segundos para marcar. Daí para cá, deu no que deu: Seleção do Equador a primeira seleção da América do Sul a ser desclassificada. Mas seus torcedores continuam fazendo a festa.X24DE93FC6F924D5AA3010D5772B553ED

A compra de votos da reeleição de FHC

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“DEMOS DE GOLEADA NO PESSIMISMO, NOS PESSIMISTAS QUE PENSAVAM QUE NÃO HAVERIA COPA”, DISSE DILMA

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Durante a Convenção Nacional do PROS, partido que vai apoiar sua candidatura à reeleição, a presidenta Dilma Vana Rousseff, fez um sintético balanço da Copa do Mundo até o momento atual. Ela falou sobre o os voos pontuais, os atendimentos nos hotéis, a construção no tempo necessário dos estádios e da hospitalidade do povo brasileiro. Além de parabenizar a Seleção do Brasil pelas conquistas de até o momento.

“O brasileiro é capaz de se aproximar dos turistas dar explicações, apoiar, ajudar e receber com todo carinho. É mérito dos brasileiros, de assumir um evento extremamente complexo em 12 cidades, num país continental.

O que vemos são voos sem atrasos, hotéis recebendo turistas, vemos festa e segurança. Nós, brasileiros, demos de goleada no pessimismo, nos pessimistas que pensavam que não haveria Copa. Os estádios estão prontos, e neles as torcidas comemoram os 109 gols desta Copa. O Brasil se coloriu de Verde e Amarelo, e por toda parte foi enterrado o ‘Não Vai Ter Copa’: nas ruas, nos estádios, nas fan fests.

O time do Felipão mostrou garra, talento e determinação. Estamos, todos, confiantes em mais uma grande exibição contra o Chile”, disse Dilma.

NÃO VAI TER COPA! OS MUJICAS RENEGARAM A PIZZA, A COSTA MUITO RICA NÃO COMPROU A COROA, COLÔMBIA COME SUSHI E GRÉCIA CHUTA PLATÃO

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Em tempo de Copa do Mundo e Quadra Junina nada como mostrar um canto de Luiz Gonzaga, pouco conhecido dos que tratam da mistura Futebol e Música. Trata-se do canto “Lá Vai Pitomba”. Segura essa pitomba, Buffon!

Lá Vai Pitomba

“De pé em pé

A bola no gramado

Vai de lado a lado

E lá vai pitomba

Do meio do campo

Vaia para o ataque

Que não é de araque

E lá vai pitomba

O goleiro sai

Consegue espalmar

Meu time de novo vai lá

No pé na cabeça

No corpo no chão

Meu time jogando um bolão

[E é goooool]

Bota a bola no meio do campo

Bota a bola no meio do campo

Meu time vai fazer mais um gol…

[Goooool]”.

O jogador Suárez, da esquadra celeste, o time do socialista Mujica e do escritor engajadíssimo Eduardo Galeano, é conhecido também por Luisito. Luisito é o diminutivo de Luiz, como se sabe, que é dado a uma criança. De acordo com o criador da psicanálise, Freud, a maioria das pessoas não completa suas fases psico-sexual-social. Suárez, em idade conferida como adulta, gosta de morder.Brazil Soccer WCup Italy Uruguay

Na partida contra os conterrâneos de Leonardo da Vinci, ele mordeu o ombro do zagueiro Chiellini, do país da pizza. De acordo com depoimentos, morder já é comum para Suárez. Em outras partidas ele já mordeu outros adversários. Ora, como ele gosta de morder, para Freud e a psicanalista-infantil Melanie Klein, ele ficou fixado na fase-oral. Como a fase-oral tem dois estágios, oral-passiva, quando a criança tem prazer em sugar, e oral-agressiva, ou sádica, quando a criança tem prazer em morder, Suárez, gostando de morder, encontra-se fixado na fase oral-agressiva.Brazil Soccer WCup Italy Uruguay

Embora Suáres tenha idade que tem, ele não é o Suárez adulto. Elé é o Luisito. O menino que não saiu da fase-oral agressiva. Talvez, seja o fato dele ser Luisito, o fator que lhe faz ser um grande jogador. Já que o futebol é (como todo real esporte) um jogo de criança. É só observa como fala a maioria dos jogadores de futebol. A maioria infantilizada. Ou seja, encruada.

Mas o escrete de Mujica e Galenao ganhou dos Fellinis, não por causa da mordida. Ganhou porque foi superior aos Toni Negris. A esquadra italiana teve um jogador expulso, mas não foi também o motivo da queda. É que a turma de Sophia Loren, tem um modo de jogar semelhante ao da laranja: se posta no campo covardemente. Não se arrisca no ataque. Fica esperando uma falha do adversário. Dessa forma, quando encontra uma esquadra como a celeste que tem jogadores habilidosos e corajosos, leva couro.

Mas, de qualquer sorte, a Seleção da Itália sai da Copa do Mundo com grandeza, apesar de ter perdido duas partidas decisivas, teve uma boa postura como equipe campeã do mundo. Tem craque como Pirlo e Buffon.877x658

Na outra partida, os ingleses reservas entraram em campo para enfrentar a classificada Costa Rica, com todos os titulares, mas tudo ficou no zero para todos os lados.

Nas partidas do fim da tarde, os colombianos, que já estavam classificados, jogaram contra a equipe nipônica. Como queriam os 100% de aprovação, os conterrâneos de Valderama, não deram mole para os do sol-nascente. Empurraram quatro gols contra um, com direito a homenagem ao veterano goleiros de 43 anos, Mondragon, que entrou nos últimos dez minutos e ainda se deu ao luxo de fazer algumas boas defesas.japcol1_gettyimages-14

A equipe japonesa se despede da Copa do Mundo com brio. Embora não tenha jogado o suficiente para passar para a outra fase, entretanto foi corajosa e chegou a mostrar um futebol que se encontra em crescimento.

Na outra partida, no mesmo horário, os gregos deram um chute em Platão, mandaram-no para o Topos Uranos, desceram do Mundo das Ideias e conceberam como realidade o Mundo Sensível. O mundo do devir. O mundo defendido pelos sofistas. O mundo onde os sentidos prevalecem como primeira forma de conhecimento que se movimenta continuamente e que Platão tinha pavor.75484_20140624191625

No mundo real, os jogadores gregos que já havia0m empatado com os japoneses e perdido para a magnífica seleção colombiana, só tinham um ponto e estavam prontos para voltar aos braços de Morfeu.

Mas qual o quê. Encarram a Costa do Marfim, que só precisava do empate, e mandaram ver: meteram dois gols contra um dos nossos companheiros afros. Com o resultado, para alguns, inesperado, os afros voltam para o continente de Zumbi, e os gregos continuam do Brasil ao som do samba.grecosta1_gettyimages-22

Costa do Marfim recebeu um verdadeiro ‘presente de grego’, e ficou dançando com Zorba.

E o Brasil não bebeu água em meia cuia de queijo Palmira

O cenário de terra arrasada, que faria a autoestima nacional beber água num pé da mesa, em meia cuia de queijo Palmira, passa ao largo do que se vê na Copa.

por: Saul Leblon

Agência BrasilOs caosnáticos que durante meses  anunciaram  o apocalipse para os 32 dias  em que o país sediaria a Copa do Mundo  devem estar duplamente arrependidos.

Vencido  1/3 do torneio a apreensão cedeu lugar à agradável sensação de que, afinal, com todas as deficiências  sabidas, esse lugar  não é a montanha desordenada de incompetência, corrupção e conflagração  anunciada – incentivada- – por seus vocalizadores  desinteressados.

O  cenário de terra arrasada, que faria a autoestima nacional beber  água  num pé da mesa, em meia cuia de queijo Palmira, passa ao largo do que se vê, se ouve e se vive dentro e fora dos estádios.

Sobretudo,  porém, o maior gol contra foi a aposta  de que o fracasso da Copa serviria como credenciamento antecipado para  o conservadorismo ‘consertar o Brasil corroído pelo PT’.

A menos que um acontecimento inesperado  inverta o quadro em curso, a verdade é que estamos diante de um efeito bumerangue  em espiral ascendente. Nem mesmo uma eventual eliminação brasileira do torneio poderá modificá-lo.

O revés não é café pequeno.

Ele  desqualifica  de forma importante o discurso derrotista  da turma do Brasil aos cacos.

O caos na Copa era (atenção: ‘é’) acalentando como um precioso passaporte emocional para garantir o livre trânsito do discurso conservador  no imaginário brasileiro, na disputa presidencial de outubro.

O que emerge das ruínas  anunciadas, ao contrário, é outra coisa, na forma de uma pergunta bastante incomoda.

Como dar crédito às avaliações mais abrangentes  –e às propostas ‘mudancistas’–  de quem   não consegue sequer enxergar o país em que vive,  tanto quanto  não consegue  diferenciar um Felipão falso de um verdadeiro?

A verdade é que a emissão conservadora criou um sósia do Brasil, tentou espetá-lo  na alma nacional  e agora se tornou refém de seu próprio ardil.

Quanto custa a uma sociedade  ter uma elite que,  nas horas decisivas, aposta quase sempre contra  as suas potencialidades?  Seja por interesses unilaterais, seja por incapacidade histórica, mantem-se impermeável  à compreensão do lugar em que vive,  da época em curso e dos seus desafios?

O paradoxo da Copa, que de excelente oportunidade para o Brasil, quase  foi soterrada como um estorvo contagioso ,  encerra, portanto, angulações  mais graves do que apenas  o  fla-flu eleitoral da superfície.

Só o inexcedível  descompromisso com a sorte da nação e o destino de sua gente poderia menosprezar, como se fez, o  conjunto de  projetos  e possibilidades  associados  ao evento   – que no caso do legado logístico reúne  projetos ainda inacabados, mas em curso.

No fundo, trava-se aqui um embate visceral entre lógicas antagônicas embutidas  na disputa histórica entre dois projetos para o país.

Grandes obras e investimentos públicos constituem a melhor maneira de socializar e regular  a curva do investimento na sociedade, impedindo uma oscilação desastrosa ao emprego, ao consumo e ao crescimento.

As grandes obras do  PACs, os projetos em torno  da Copa, o financiamento subsidiado para aquisição de máquinas e equipamentos (PSI), do BNDES, por exemplo  – o maior banco estatal de investimento do mundo foi criado  há 62 anos, em 20 de junho de 1952, por Getúlio Vargas, exatamente com essa finalidade–  são formas de amortecer a tendência errática, intrínseca à incerteza  que cerca  as inversões privadas  no capitalismo em geral. E mais acentuadamente   em nações em luta pelo desenvolvimento.

Um dos grandes gargalos  brasileiros , ao contrário do que ruge o jogral ortodoxo, é justamente o  reduzido fôlego fiscal do Estado ( subtraído em parte pelo rentismo), que o  impede de exercer uma coordenação de mercado que  propicie  a curva estável e sustentada do crescimento.

O movimento anti-Copa, ainda que inclua parcelas  bem intencionadas à esquerda,  reflete no fundo  o velho antagonismo  entre os que buscam viabilizar o papel do interesse público sobre o erratismo privado, e os que recusam essa prerrogativa ao Estado.

Por que recusam se inclusive seriam beneficiados  por ela?

Porque para  exerce-lo o Estado deve controlar  uma fatia significativa do gasto social. Deve socializar  o comando sobre grandes massas de investimentos,  que lhe permitam coordenar as expectativas da sociedade, sobretudo as do investimento privado.

Isso requer, entre outras providências,  desmontar  a linha Maginot do rentismo.
Entrincheirada em taxas de juros sempre mais rentáveis do que a aplicação produtiva , ela suga o fôlego fiscal do país e inibe  o planejamento do interesse público, ademais de fixar  um piso elevado para a desigualdade social, como ensinou Thomas  Piketty.

A cortina de fogo contra a Copa   –contra ‘a gastança’ de um modo geral–   filia-se a essa corrente.

Trata-se  de impedir que  a racionalidade social se imponha sobre o salve-se quem puder  característico do ambiente de competição, incerteza  e, em decorrência disso, de obsessão mórbida pela liquidez rentista, que move o capital privado aqui e em todos os lugares.

Ademais dos desequilíbrios  estruturais  irradiados por essa lógica,  a economia brasileira  reúne distorções  específicas que os  acentuam  e reproduzem, como a  segunda taxa de juros  mais elevada do planeta,  câmbio fora do lugar  e livre mobilidade de capitais.

O quão equivocado era o  garrote anti-Copa  se vê agora pelo  desmentido do desastre nas ruas e nos campos.

Mas também nas entrelinhas do noticiário econômico.

O pouco que escapa –somente agora–  da pauta catastrofista serve como ilustração de um benefício  que talvez pudesse ter sido muito superior, caso as expectativas  do país  não tivessem sido garroteadas pela coleira da ortodoxia derrotista.

Abaixo, algumas evidências  de um dinamismo  torpedeado  durante meses  pelas previsões de  fiasco da Copa  e de quem apostasse no seu sucesso:

1) Faturamento médio das empresas de turismo cresceu 7,1% no 1º trimestre –antes mesmo de começar a Copa.  Levantamento do Ministério do Turismo, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra que a área de turismo receptivo cresceu 14,7%, agências de viagem e parques temáticos, mais 9,6% de faturamento e setor de  hotelaria, mais 9% no período.

2)Mais de  600 mil estrangeiros  vieram  para o Mundial, além de 3,1 milhões de brasileiros que vão se deslocar  para as 12 cidades-sede  dos jogos. A previsão é de que os gastos do conjunto somem R$ 6,7 bilhões (Valor)

3)Bons negócios com a Copa elevaram em 16% os planos de investimento do setor de turismo para o 2º trimestre.

4)Em média, a projeção dos 80 maiores conglomerados de turismo do país é de um crescimento da ordem de 6,5% este ano.

5) Para quem acreditou no fiasco vaticinado pela mídia, o sucesso inesperado do evento trouxe gargalos por falta de capacidade de atendimento. Sintomas: em Brasília,  segundo o jornal Valor, ‘restaurantes do Pontão do Lago Sul  já não têm chope –“os colombianos tomaram tudo”, diz um garçom ouvido pelo jornal.  Em Fortaleza, sobraram poucas opções  no cardápio de restaurantes  na avenida Beira Mar, relata o mesmo jornal que engole agora o pessimismo estampado em sua linha editorial por  meses: ‘ Lá, a culpa era dos mexicanos, segundo a garçonete’.

6) A subestimação da demanda atingiu até  a prosaica produção de  brindes, que se deixou contagiar pelo jogral derrotista.  ‘Nos aeroportos de São Paulo e Brasília, por exemplo, produtos como chaveiro do Fuleco, o mascote da Copa, já estão em falta’, admite o mesmo Valor, sem explica o motivo.

7)Fogo de palha? Não é essa a percepção de quem está na linha de frente dos acontecimentos. Hotéis, bares, restaurantes e agências de viagens afirma  que o Mundial proporcionará outros ganhos, nem sempre mensuráveis.: ‘a experiência de receber turistas de todas as partes e a superexposição do país no exterior são alguns desses legados que ficam para as empresas e deverão reverberar por muitos anos’ (Valor).

8)No dia de abertura da Copa, no Itaquerão, na zona leste de São Paulo, a capital paulista tinha 76,6% de suas vagas de hospedagem ocupadas ; 93% dos restaurantes e bares dos bairros Bela Vista, Jardins e Pinheiros festejavam o movimento;  98,7% das mensagens sobre a cidade postadas nas principais redes sociais foram positivas. Durante a partida Brasil e Croácia, foram publicados 12,2 milhões de comentários sobre o jogo somente no Twitter.

9) Em apenas três dias , de 12 a 15 de junho, na abertura da Copa, segundo a Visa, visitantes internacionais movimentaram US$ 27 milhões com seus cartões, alta de 73% em relação ao mesmo período do ano .

10) Por fim, diz Walter Ferreira, assessor da presidência do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur),enquanto a bola rolar, o Brasil concentrará as atenções de 3,6 bilhões de espectadores, quase metade da população mundial. ‘ O evento terá o poder de quebrar estereótipos e revelar ao mundo um país moderno, com empresas globais importantes, que investe em ciência de ponta e que tem um povo acolhedor e alegre.  A cena dos jogadores holandeses abraçando brasileiros em Ipanema, por exemplo, ou as inúmeras cenas de confraternização entre os torcedores contagiam o mundo. Este é o nosso maior legado de imagem’, diz Ferreira (Valor)

NÃO VAI TER COPA! LARANJA PASSADA ROLA NOS ANDES, CANARINHOS BICAM CAMARÕES E LOS BOLERÕES FICAM COM A SEGUNDA VAGA

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No grupo das 12 horas (fuso Manaus), a laranja continua passada. Se posta em campo temerosa sempre na defesa com dois no ataque para qualquer eventualidade partir para cima do adversário. Como ocorreu várias vezes frente ao escrete de Bachelet.2jogoholandachilereuters

Há uma interrogativa para ser feita em relação à laranja passada. Por que o time canarinho estava com medo de jogar contra os anti-spinozistas? Um falso problema. A laranja tem se apresentado com um futebol pobre, sem criatividade e, pior, sem combatividade. Fica esperando o adversário para tentar um lucro. Por isso, meteu dois nos andinos que só conseguiu zero gol.tn_658_645_HOLANDA_X_CHILE_17-REUTERS-Paulo_Whitaker

Na ausência de um Zamorano, o escrete de Bachelet, fica tocando a dendenca sem o diálogo que ela requer. Não chuta para a meta adversária. Ora, como diz a sabedoria futebolística: quem não chuta é chutado.

No mesmo horário, a peleja do conterrâneo de Salvador Dalí, contra os representantes do esbelto e animado canguru. O pessoal de Carlos Saura, aproveitou para descontar o couro que havia tomado dos laranja passada. Três gols contra zero dos companheiros cangurus.800x600

Chegou o horário esperado pelos brasileiros com a partida entre as seleções do Brasil e Camarões. Os brasileiros, quase certos que enfrentariam o Chile, queriam vencer para garantir a primeira vaga do grupo.

Não deu outra, os camaroneses já fora da Copa entraram na partida para cumprir tabela. Os canarinhos, empurrados por sua torcida, foram para cima e abriram o placar. O jogador da firula, Neymar, conseguiu marcar dois, mas foi o de sempre: uma participação sem qualquer maturidade futebolística.920377-brasil_camaroes__-8

Embora em vantagem, apresentavam os velhos e notórios erros que uma equipe imatura e ansiosa apresenta. Os camaroneses não se intimidaram e o primeiro time terminou com dois gols para os canarinhos e os camaroneses com um gol. Enquanto isso, México e Croácia também terminavam o primeiro time, mas no zero para cada banda.920460-brasil_jogo_camaroes_

No segundo time que os canarinhos mostraram mesmo que estão voando baixo quase caindo. Mas os amigos africanos estavam mesmo era com vontade para voltara seus clubes. Cometeram erros preliminares para quem é profissional. Até que um erro de saída de bola os próprios amigos africanos armaram uma jogada para outro gol brasileiro. E de erro em erro e ausência de futebol, a partida terminou com quatro gols para os de casa, que só fizeram a lição de casa, e um gol para os camaroneses. Agora, no sábado, a seleção dos canarinhos de que estão voando baixo, joga contra a seleção dos conterrâneos de Pablo Neruda.Croacia-Mexico-Foto-Cortez-AFP_LANIMA20140623_0175_51mexico-2014-322x217

E como dia o samba de Zé Pagodinho, Beto Sem Braço e Arlindo Cruz: “Camarão que dorme a onda leva…”

Enquanto isso, os conterrâneos de Zapata repetiram três vezes o gol contra a Croácia que não conseguiu repetir um gol. Ficou apenas no primeiro gol.    

Participação social, o novo fantasma das elites

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Reação feroz dos conservadores ao decreto de Dilma revela incapacidade de compreender sociedades atuais e interesse de manter política como monopólio dos “representantes”.

Por Ladislau Dowbor

O texto na nossa Constituição é claro, e se trata nada menos do que do fundamento da democracia: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.” Está logo no artigo 1º, e garante portanto a participação cidadã através de representantes ou diretamente. Ver na aplicação deste artigo, por um presidente eleito, e que jurou defender a Constituição, um atentado à democracia não pode ser ignorância: é vulgar defesa de interesses elitistas por quem detesta ver cidadãos se imiscuindo na política. Preferem se entender com representantes.

A democracia participativa em nenhum lugar substituiu a democracia representativa. São duas dimensões de exercício da gestão pública. A verdade é que todos os partidos, de todos os horizontes, sempre convocaram nos seus discursos a que população participe, apoie, critique, fiscalize, exerça os seus direitos cidadãos. Mas quando um governo eleito gera espaços institucionais para que a população possa participar efetivamente, de maneira organizada, os agrupamentos da direita invertem o discurso.

É útil lembrar aqui as manifestações de junho do ano passado. As multidões que manifestaram buscavam mais quantidade e qualidade em mobilidade urbana, saúde, educação e semelhantes. Saíram às ruas justamente porque as instâncias representativas não constituíam veículo suficiente de transmissão das necessidades da população para a máquina pública nos seus diversos níveis. Em outros termos, faltavam correias de transmissão entre as necessidades da população e os processos decisórios.

Os resultados foram que se construíram viadutos e outras infraestruturas para carros, desleixando o transporte coletivo de massa e paralisando as cidades. Uma Sabesp vende água, o que rende dinheiro, mas não investe em esgotos e tratamento, pois é custo, e o resultado é uma cidade rica como São Paulo que vive rodeada de esgotos a céu aberto, gerando contaminação a cada enchente. Esta dinâmica pode ser encontrada em cada cidade do país onde são algumas empreiteiras e especuladores imobiliários que mandam na política tradicional, priorizando o lucro corporativo em vez de buscar o bem estar da população.

Participação funciona. Nada como criar espaços para que seja ouvida a população, se queremos ser eficientes. Ninguém melhor do que um residente de um bairro para saber quais ruas se enchem de lama quando chove. As horas que as pessoas passam no ponto de ônibus e no trânsito diariamente as levam a engolir a revolta, ou sair indignadas às ruas. Mas o que as pessoas necessitam é justamente ter canais de expressão das suas prioridades, em vez de ver nos jornais e na televisão a inauguração de mais um viaduto. Trata-se aqui, ao gerar canais de participação, de aproximar o uso dos recursos públicos das necessidades reais da população. Inaugurar viaduto permite belas imagens; saneamento básico e tratamento de esgotos muito menos.

Mas se para muitos, e em particular para a grande mídia, trata-se de uma defesa deslavada da política de alcova, para muitos também se trata de uma incompreensão das próprias dinâmicas mais modernas de gestão pública.

Um ponto chave, é que o desenvolvimento que todos queremos está cada vez mais ligado à educação, saúde, mobilidade urbana, cultura, lazer e semelhantes. Quando as pessoas falam em crescimento da economia, ainda pensam em comércio, automóvel e semelhantes. A grande realidade é que o essencial dos processos produtivos se deslocou para as chamadas políticas sociais. O maior setor econômico dos Estados Unidos, para dar um exemplo, é a saúde, representando 18,1% do PIB. A totalidade dos setores industriais nos EUA emprega hoje menos de 10% da população ativa. Se somarmos saúde, educação, cultura, esporte, lazer, segurança e semelhantes, todos diretamente ligados ao bem estar da população, temos aqui o que é o principal vetor de desenvolvimento. Investir na população, no seu bem estar, na sua cultura e educação, é o que mais rende. Não é gasto, é investimento nas pessoas.

A característica destes setores dinâmicos da sociedade moderna é que são capilares, têm de chegar de maneira diferenciada a cada cidadão, a cada criança, a cada casa, a cada bairro. E de maneira diferenciada porque no agreste terá papel central a água; na metrópole, a mobilidade e a segurança e assim por diante. Aqui funciona mal a política centralizada e padronizada para todos: a flexibilidade e ajuste fino ao que as populações precisam e desejam são fundamentais, e isto exige políticas participativas. Produzir tênis pode ser feito em qualquer parte do mundo, coloca-se em contêiner e se despacha para o resto do mundo. Saúde, cultura, educação não são enlatados que se despacham. São formas densas de organização da sociedade.

Eu sou economista, e faço as contas. Entre outras contas, fizemos na Pós-Graduação em Administração da PUC-SP um estudo da Pastoral da Criança. É um gigante, mais de 450 mil pessoas, organizadas em rede, de maneira participativa e descentralizada. Conseguem reduzir radicalmente, nas regiões onde trabalham, tanto a mortalidade infantil como as hospitalizações. O custo total por criança é de 1,70 reais por mês. A revista Exame publica um estudo sobre esta Organização da Sociedade Civil (OSC), porque tenta entender como se consegue tantos resultados com tão poucos recursos. Não há provavelmente instituição mais competitiva, mais eficiente do que a Pastoral, se comparada com as grandes empresas, bancos ou planos privados de saúde. Cada real que chega a organizações deste tipo se multiplica.

A explicação desta eficiência é simples: cada mãe está interessada em que o seu filho não fique doente, e a mobilização deste interesse torna qualquer iniciativa muito mais produtiva. Gera-se uma parceria em que a política pública se apoia no interesse que a sociedade tem de assegurar os resultados que lhe interessam. A eficiência aqui não é porque se aplicou a última recomendação dos consultores em kai-ban, kai-zen, just-in-time, lean-and-mean, TQM e semelhantes, mas simplesmente porque se assegurou que os destinatários finais das políticas se apropriem do processo, controlem os resultados.

As organizações da sociedade civil têm as suas raízes nas comunidades onde residem, podem melhor dar expressão organizada às demandas, e sobre tudo tendem a assegurar a capilaridade das políticas públicas. Nos Estados Unidos, as OSCs da área da saúde administram grande parte dos projetos, simplesmente porque são mais eficientes. Não seriam mais eficientes para produzir automóveis ou represas hidroelétricas. Mas nas áreas sociais, no controle das políticas ambientais, no conjunto das atividades diretamente ligadas à qualidade do cotidiano, são simplesmente indispensáveis. O setor público tem tudo a ganhar com este tipo de parcerias. E fica até estranho os mesmos meios políticos e empresariais que tanto defendem as parceiras público-privadas (PPPs), ficarem tão indignados quando aparece a perspectiva de parcerias com as organizações sociais. O seu conceito de privado é muito estreito.

Eu, de certa forma graças aos militares, conheci muitas experiências pelo mundo afora, trabalhando nas Nações Unidas. Todos os países desenvolvidos têm ampla experiência, muito bem sucedida, de sistemas descentralizados e participativos, de conselhos comunitários e outras estruturas semelhantes. Isto não só torna as políticas mais eficientes, como gera transparência. É bom que tanto as instituições públicas como as empresas privadas que executam as políticas tenham de prestar contas. Democracia, transparência, participação e prestação de contas fazem bem para todos. Espalhar ódio em nome da democracia não ajuda nada.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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