Arquivo para julho \31\-04:00 2014

TARIFAÇO FAZ PARTE DAS PROFECIAS NEGATIVAS COMO A ‘TEMPESTADE PERFEITA’ QUE NÃO OCORREREU NO PAÍS, DIZ DILMA

A presidenta Dilma Vana Roussff, em entrevista a Confederação Nacional da Indústria (CNI), uma entidade de postura reconhecidamente como conservadora, negou que depois da eleição realizará aumento das tarifas que foi alcunhada de tarifaço. Para a presidenta, esse tipo de comportamento gera insegurança e pode afetar negativamente as empresas que investem no Brasil.

A sociedade esclarecida sabe que é uma notícia propagada pelas direitas com o objetivo de conseguir votos para seu candidato e impedir que Dilma seja reeleita. Uma missão impossível para os desesperados. Dilma, não falou, mas se sabe que esse é um tipo de terrorismo que já há anos vem sendo praticado pela chamada oposição. É uma patologia-política que vem antes de Lula ter sido eleito presidente.

O candidato das direitas anda a alardear que se eleito (se, é perfeito) vai extinguir alguns ministérios, Dilma, ironizou querendo saber quais. Ela disse que todas as secretarias com status de ministérios assim são, porque são necessárias para o fortalecimento de segmentos específicos, como as secretarias de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial, Direitos Humanos e Micro e Pequena Empresa.

Dilma também afirmou que o país precisa de uma reforma política com a participação ativa da sociedade brasileira para modernizar o Estado brasileiro. Ela também tratou da reforma trabalhista, que, segundo ela, é preciso um amplo diálogo entre a classe trabalhadora, os empresários e o Congresso. E não deixou de afirmar que seu governo pretende uma internet mais popular e com mais velocidade.

“Eu acho essa história de tarifaço, prima-irmã da ‘tempestade perfeita’, do racionamento de energia e das profecias que não aconteceram.

Eu gostaria muito de saber concreta. Querem acabar com o quê? O status de ministério da Secretaria das Mulheres permitiu o empoderamento das mulheres quando se trata da violência contra elas, de Direitos Humanos, dando respaldo à necessidade de combater a tortura, assim sucessivamente. Rigorosamente, elas não são um ministério no sentido orgânico da palavra, no tamanho, por exemplo, do Ministério da Fazenda, mas elas têm um motivo político de serem ministérios.

Só acredito que o Brasil fará essa reforma política por meio de uma ampla participação popular. Daí definimos como prioritário o plebiscito. Eu mandei uma proposta para o Congresso que não foi aprovada.

Instituirmos a negociação coletiva é fundamental, principalmente nos setores fortes, onde tanto a indústria seja forte como os trabalhadores”, afirmou Dilma.

A LENDÁRIA ATIVISTA NEGRA DO BLACK POWER, ANGELA DAVIS, EM ENTREVISTA NA TV BRASIL, MOSTRA O QUE É SER UM DEVIR-POLÍTICO

Uma das personagens mais importantes da luta intensiva pelos direitos dos povos oprimidos, principalmente os negros, a lendária ativista do movimento, Panteras Negras e do Partido Comunista dos Estados Unidos, Angela Davis, esteve no programa Espaço Público, da TV Brasil.

Angela Davis, na década de 70, em função de sua luta, foi presa pelo FBI e colocada na lista dos mais procurados pela força policial norte-americana. Sua atuação pelos direitos humanos era tão forte que gerou o movimento coletivo “Libertem Angela Davis” que produziu uma reverberação internacional envolvendo artistas, intelectuais, filósofos, sociólogos, antropólogos, políticos ente outros.

A filósofa, escritora, conferencista, professora veio ao Brasil para participar do Festival Latinidade 2014: Griôs da Diáspora Negra, que ocorreu em Brasília, e terminou na segunda-feira. Ela foi entrevista pelos jornalistas Paulo Moreira Leite, apresentador do programa, a jornalista Juliana César Nunes, da Radioagência Nacional e o jornalista Florestan Fernandes Jr, da TV Brasil.

A visão que o Brasil tem de você ainda é muito conectada a Angela desse movimento Black Power da década de 1970, quando brasileiros faziam campanha pela sua libertação e pela libertação de Mandela e, ao mesmo tempo, pensavam em como libertar a Angela e o Mandela que existiam entre nós, entre homens e mulheres negras. Hoje, em que Angela as pessoas precisam pensar em libertar, em deixar fluir?

A campanha pela minha libertação foi de fato um momento importante. Eu sempre digo que meu nome só é conhecido hoje não tanto pelo que eu fiz, mas pelo que fizeram por mim. Nunca vou esquecer o enorme movimento de solidariedade que mobilizou pessoas em quase todos os continentes. Mas eu era apenas uma, e já naquela época, tinha consciência de que havia muitos outros presos políticos. Percebi que o problema não era só a repressão aos presos políticos, mas também o papel racista e repressor do sistema carcerário. Nas últimas décadas, venho batalhando pela libertação dos presos políticos e combatendo a indústria carcerária e muitos militantes desse movimento anticarcerário nos autodenominamos “abolicionistas”, porque defendemos a abolição da cadeia como forma dominante de punição.

Angela, você popõe a extinção dos presídios. A pessoa quando comete um crime, um crime bárbaro, um crime hediondo, ela tem que ser punida, tem que pagar pelo crime que cometeu e ser ressocializada para voltar à comunidade. Se acabam os presídios, que eu concordo que virou depósito de pessoas, o que fazer com os criminosos?

Concordo plenamente que quem tem conduta antissocial, quem faz mal a outras pessoas deve responder por isso. Mas isso não significa que basta punir. Quando simplesmente punimos os culpados, em geral o que acontece é que eles saem da cadeia pior do que entraram para cumprir a pena. As cadeias contribuem para reproduzir a violência e a conduta antissocial. A grande questão é como transformar a sociedade e lidar com essa questão da violência de tal forma que o agressor retorne à sociedade com uma perspectiva de vida melhor, sem revolta, sem recaída, mas disposto a contribuir com a sociedade. Acredito muito na reabilitação. Mas não acredito que ela seja possível na cadeia. É por isso que precisamos encontrar outras formas de responsabilizar as pessoas pelos crimes que cometem. E o pior é que muitas pessoas estão presas não porque cometeram um crime, mas por serem negras, jovens, ou porque estavam no lugar errado, na hora errada.

Angela, você tem criticado as políticas de combate à violência doméstica. Como garantir proteção para as mulheres de uma outra forma que não seja a criminalização dos agressores?

Estou com as pessoas que acreditam que simplesmente criminalizar a violência doméstica não basta para erradicá-la. Eu me preocupo com as vítimas da violência conjugal. E também porque é uma das formas mais comuns de violência no mundo. É uma forma de violência que ocorre em quase todo o mundo, inclusive nos países onde ela foi criminalizada. O índice de violência contra a mulher, de violência de gênero, não diminuiu. Alguma coisa está errada. Não podemos continuar simplesmente mandando as pessoas para a cadeia. Isso nos faz esquecer o problema. É por isso que sou contra o uso da pena de detenção. De certa forma, isso nos exime da responsabilidade de descobrir como acabar com essa violência horrível que tantas mulheres sofrem. Em muitos lugares, já surgiram alternativas à execução penal. Elas incluem Justiça restaurativa, ou até censura pública. Evidentemente, a perspectiva evolucionista não sugere que o agressor não deva responder pelo que fez. Em muitos aspectos, é mais difícil para o agressor encarar a vítima de frente e encontrar uma forma de se redimir do que ir para a cadeia. É mais fácil ficar na cadeia. É muito mais difícil localizar a raiz da violência dentro de si e encontrar uma forma de erradicá-la do mundo.

Onde fica o centro da sua força, essa força com que luta pelos direitos dos negros, tanto na África, quanto na diáspora?

De onde tiro minha força? Acho que posso dizer que ela vem das minhas comunidades, das pessoas com quem trabalho, meu sentimento de união com as pessoas que se dedicam às lutas por justiça e igualdade. Costumo contar uma história que aconteceu na época em que eu estava presa. O FBI foi me buscar. Fui levada para um presídio onde eu fiquei incomunicável, sem poder falar com ninguém. Puseram-me em uma ala do presídio reservada para pessoas com problemas psiquiátricos. Fiquei deitada ali na cela, sentindo-me totalmente sozinha. De repente, ouvi umas vozes ao longe. Mal dava para entender o que diziam. De repente, percebi o que estavam dizendo: “Soltem Angela Davis!”. As pessoas se aglomeravam fora do presídio, tarde da noite, e isso antes mesmo da campanha pela minha libertação. Elas vieram e aquilo me fez sentir que eu não estava só. Fiquei com essas lembranças, essa ligação com as pessoas e percebi que, por piores que fossem os meus problemas, eles não chegavam aos pés dos problemas das pessoas que passam a vida na cadeia, das pessoas na Palestina, das pessoas que têm de lutar pela própria liberdade de várias maneiras. Enfim, também tiro muita força dos jovens, porque continuo trabalhando com ativistas. Vejo que eles estão cada vez mais jovens. E eu estou cada vez mais velha. Isso é bom, é muito importante trabalhar com outras gerações. Vejo que os jovens estão dispostos a correr mais riscos que os mais velhos, porque às vezes somos prudentes demais.

Atualmente, temos algumas mulheres no comando de países. Aqui na América Latina, temos três mulheres coordenando três países, temos uma mulher na Europa. Como a senhora vê a atuação dessas mulheres no poder ? Houve uma modificação dos rumos do capitalismo? Agora, é a hora, depois de um negro, os EUA terem uma mulher?

Acho positivo que tenham elegido mulheres para cargos políticos na América do Sul e na Europa. Assim como foi bom um negro ter sido eleito nos EUA. Mas não sei se isso resolve nossos problemas. Não sei se ficar tentando apenas mudar o rosto das pessoas que estão no topo das hierarquias políticas ou econômicas vai mudar a realidade dos que estão na base. Como já disse algumas vezes, quando Obama disputou as eleições, se houvesse um candidato de outra identidade racial concorrendo com um programa mais ousado, com certeza ele teria o meu voto. Eu preferiria mil vezes um candidato branco que propusesse uma crítica ao capitalismo, ao inter-racismo e ao sistema carcerário a um candidato negro que deixasse as coisas como estão. É uma questão política. Precisamos superar essa mentalidade de que trocar apenas um rosto vai trazer uma revolução e entender que é preciso criar movimentos de massa, é preciso promover mudanças na base do sistema.

Como você vê o papel da mídia nesse contexto, basta democratizar o acesso? É preciso que haja uma mudança, na forma, no discurso da mídia, especialmente sobre a população negra, para mexer nas estruturas do racismo?  Aqui no Brasil, a imprensa, de maneira geral, é contra as cotas. Quase todo dia sai alguma notícia criticando a distribuição de cotas tanto nas universidades, quanto no serviço público.

Acredito que a mídia tem um grande poder de mudar a forma de pensar das pessoas, mudar a nossa forma de ver o mundo. Com o advento das mídias sociais, estamos nos deparando com a ampla influência de ideias que se propagam instantaneamente. Vejo que nos EUA, a grande mídia continua a promover algumas ideias retrógradas. O sistema de cotas – não gosto muito de usar o termo “cotas” porque ação afirmativa não é sinônimo de cotas, não é a mesma coisa, e quando chamamos assim, como a mídia costuma fazer, isso transmite uma impressão de que estamos jogando as pessoas umas contra as outras, quando, na verdade, trata-se de uma tentativa de começar um processo para reverter algo que já há muito […] Um processo que vem de muito longa data. Costuma-se falar em ação afirmativa como se fosse um homem branco contra, digamos, uma mulher negra, por exemplo. Mas quando se entende que a ação afirmativa é uma forma de modificar a distribuição demográfica no mercado de trabalho, nas universidades, não se trata só de indivíduos, trata-se de comunidades, é uma questão de permitir a ascensão de comunidades, e isso também acaba beneficiando indivíduos. Mas acho que é preciso começar a mudar essa concepção de ação afirmativa como mera oposição entre brancos e negros. Ela está aí para mudar o mundo, para promover justiça e igualdade.

AÉCIO MANTÉM A IDEIA FIXA DA PRIVATIZAÇÃO E NÃO SABE O QUE É CONCESSÃO, MAS A POFESSORA DILMA, EXPLICA

Veja e analise o brevíssimo vídeo.

LULA DISSE QUE NESSAS ELEIÇÕES O QUE SE ENCONTRA EM JOGO É O BRASIL SUBIR MAIS UM DEGRAU EM SUAS CONQUISTAS OU DESCER

Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante participação no 14ª Plenária da Central única dos Trabalhadores (CUT) fez uma rica explanação do que vem a ser política, os trabalhadores atuais, o combate a corrupção e, principalmente, sobre as eleições deste ano.

Em um daqueles grandes momentos de inspiração, movimentou ideias, contestou o conservadorismo, ofereceu saídas para problemas sociais, analisou a posição do trabalhador brasileiro e, sem citar nomes, afirmou o que para muitos brasileiros já é do conhecimento. Afirmou que muitos candidatos foram feitos “para governar para o andar de cima”. Sem tropos, para a burguesia endinheirada. Para o tipo de gente da direção do Banco Santander que só ambiciona seu lucro máximo.

 Lula também discorreu sobre o sentimento do brasileiro de sentir importante. “Andar de cabeça erguida”. Um sentimento que foi produzido nos últimos doze anos com a inclusão de pessoas que antes eram abandonadas pelas políticas públicas e hoje estão inclusas no meio social como pessoas ativas e necessárias. Como os catadores de papel, os hansenianos, trabalhadores rurais, sem-teto e LGBT e outros expressões sociais.

“O que está em jogo nas próximas eleições é se a gente que subir mais um degrau nas conquistas ou se retroceder um degrau.

Nós vamos ter de levantar a cabeça, estufar o peito, sem arrogância, e dizer que quem quiser ganhar de nós vai ter de trabalhar muito mais. Nós conquistamos o direito de andar de cabeça erguida.

Eles foram feitos para governar para o andar de cima. Não queremos tirar nada deles, mas queremos o mesmo tratamento. E queremos chegar da melhor forma possível, com o nosso trabalho.

Vocês vão ser provocados nas ruas. Estamos preparando material para enfrentar esse debate. Duvido que os últimos dez presidentes fizeram 50% do que eu fiz para combater a corrupção.

Esse é um debate que não temos medo. A única denúncia que a direita tem contra a esquerda é a corrupção, e não precisam nem provar. Se entre nós tiver alguém que errou, que pague.

Os trabalhadores não podem se contentar com o que têm. Os desejos e as necessidades aumentam. Não foi possível fazer tudo, mas vamos avaliar o que a gente era e o que a gente virou.

Eles não admitem o compromisso ideológico da Dilma. Eles sabem que ela tem lado”, disse Lula, o político-operário.  

SAMBA DO AVIÃO DE SÉRGIO QUEIROZ NO AEREONEVES

Escute o samba. É um deleite par os ouvidos e a inteligência.

Combate à corrupção para quem tem menos de 25 anos

Se você tem menos de 25 anos, talvez não saiba que nem sempre, no Brasil, qualquer caso de corrupção era minuciosamente investigado e que já tivemos  na Procuradoria Geral da República o cargo de engavetador geral. Brincadeiras à parte, assim ficou conhecido o procurador Geraldo Brindeiro, que chefiou a PGR nos 8 anos do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Para se ter uma ideia, na época a imprensa tentou entender os motivos de Brindeiro ter recebido o apelido. “Dos 626 inquéritos que passaram pela mesa do procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, desde 1995 até hoje, apenas 9,5% resultaram em denúncia contra os suspeitos”, destacava matéria da revista Veja sobre o tamanho da gaveta…. e os nomes da gaveta. Observe, nesse quadro, que quatro deles estavam relacionados ao presidente.

E sabe o que aconteceu? Nada. Simples assim. Os jornais resolveram tratar do tema quando, em junho de 2001, o procurador não encontrava um quadro muito favorável para a sua recondução ao cargo. Leia o trecho em destaque em que a Veja observava que a “opinião pública dá sinais de exaustão com a impunidade”.

Entre os inquéritos engavetados estava aquele que denunciava a compra de votos para aprovar a emenda da reeleição. A questão nunca chegou ao Supremo Tribunal Federal, muito menos houve qualquer punição aos responsáveis. Em sua coluna no jornal Folha de S.Paulo, Fernando Rodrigues trouxe uma cronologia dos fatos e destacou os momentos da “operação abafa” (que não se  relaciona com a Polícia Federal, mas com as manobras utilizadas para “apagar” as denúncias).

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Ficou fácil perceber como são diferentes os modos de agir no combate à corrupção entre PSDB e PT. Se antes, tudo era jogado para baixo do tapete e saboreado em pizza, nos governos de Lula e Dilma o que se viu foi o enfrentamento da questão, com os casos sendo levados para o Supremo Tribunal Federal para julgamento.

Além disso, Lula e Dilma apostaram em aumento do controle social, com uma transparência ativa. Também aparelharam a Polícia Federal, com liberdade para ação. O orçamento da PF saltou de R$ 1,5 bilhão em 2002, para R$ 4,7 bilhões em 2013. Em operações, saímos de 48 no período de oito ano de FHC, ou seja, uma média de seis operações por ano, para 2.200 nos últimos 12 anos. É como disse o ex-presidente Lula durante a plenária da CUT, em Guarulhos: o que está em jogo agora é saber qual caminho queremos para os próximos quatro anos, se “queremos subir mais um degrau ou retroceder”.

SANTANDER APLICOU TERRORISMO-ECONÔMICO NO GOVERNO E DEPOIS PEDIU DESCULPA, PARA DILMA FOI UM ATO “INADMISSÍVEL”, ELA VAI TOMAR “MEDIDAS SÉRIAS”

Não haveria banco se não houvesse capital, é óbvio. Logo, o banco se beneficia mais com o capital do que o capital com ele, essa até Marx sabia. Mas ambos se irmanam principalmente em tempos globalizados. O capital sempre se tomou, como ideologia do lucro, como mais universal que o próprio homem. Foi por isso que o teatrólogo alemão Brecht, ultraespecialista em Marx, colocou na boca de um de seus personagens a seguinte pergunta em forma de máxima essencialmente capitalista: “Qual a diferença entre fundar um banco e assaltar um banco?” O capital tem uma moral que é só dele, por isso ele sabe muito bem como responder. Tudo que sustentar e propagar o capitalismo é válido. Dizem seus guardiões-protetores.

Como, no caso do Brasil, é o Estado brasileiro, através de seus governantes, quem administra seu corpo econômico, a participação de bancos estrangeiros no país representa mais interesse dessas entidades do que para o Brasil. Mas, essas entidades econômicas, capturadas e inspiradas no corpo capitalista do lucro máximo, querem levar a sociedade brasileira a crê que é o Brasil quem necessita delas. Banco não é indústria, por isso não produz economia, por isso depende mais do país do que o país dele. Todavia, ele se comporta de forma arrogante a ponto de querer ter ingerências nas políticas internas do país, por fantasiar que são tão necessários.

Foi com essa fantasia que o diretor do Banco Santander ousou interferir no governo federal fazendo campanha direta contra a cândida à reeleição presidenta Dilma Vana Rousseff. Como já é do conhecimento até dos acéfalos, a direção do banco mandou informação aos mais emburguesados clientes afirmando que suas rendas estavam ligadas as indicações das pesquisas quanto à possibilidade de Dilma ser reeleita ou não.

Depois que o fato foi repudiado por grande parte da sociedade brasileira, os que acreditam na autonomia do país e os eleitores de Dilma, porque às direitas estão gostando da campanha difamatória, o presidente do banco enviou um documento ao governo pedindo desculpas tecendo elogios à economia do país. Mas Dilma é uma estadista não caiu na ‘amabilidade’ financeira e disse que vai tomar medidas sérias contra o banco.

“Lamento o que aconteceu. É inadmissível. Um país não deve aceitar uma interferência de qualquer instituição financeira de qualquer nível. Eu vou conversar primeiro, eu vou tomar uma medida bastante séria. Eu sou presidenta da República, eu tenho de ter uma atitude mais prudente.

Eu acho que economia é expectativa. Característica de vários seguimentos é especular. Sempre que especularam não se deram bem, aí a conjectura passa e eles se dão mal. Na eleição de 2002 quem especulou contra Lula se deu mal. Acho muito perigoso especular em períodos eleitorais”

PARA O GOVERNO DE ISRAEL ESCOLA NÃO É SÓ PARA EDUCAR, MAS TAMBÉM PARA BOMBARDEAR

Na guerra não há lugar para a razão. Quem tem razão é destruído. A guerra é situação para se mostrar o quanto se é irracional. Como a guerra é sempre luta entre adversários com força semelhante de combate, todos os adversários mostram suas irracionalidades. Mas há conflitos que tentam imitar a guerra sem ser guerra. Por exemplo, quando uma nação é mais belicamente poderosa do que a que ela combate. Mais exemplo, Israel e Palestina.

Aí fica mais visível à predominância da anti-razão. As forças militares do governo de Israel atacaram com míssil uma escola na Faixa de Gaza. A escola sempre foi território de constituição de vivencias educacionais. Vivências que transformam potências em modus de ser. Modus de ser sensíveis e inteligentes capazes de poieticamente criar um mundo onde se possa ser feliz. Mas as forças militares do governo de Israel não tem esse entendimento.

Sobre a violência, o porta-voz do governo afirmou que as forças israelenses atacaram a escola, mas “só atingiu o pátio da escola” e que naquele momento “a escola estava completamente vazia”. Pergunta-se: Que interesse existe para militares atacarem o pátio de uma escola? Dupla prova de perversidade impulsionada pela anti-razão. Se a escola estivesse com alunos seria mais um ato criminoso do governo de Israel. Como as autoridades afirmam que atacaram a escola vazia, também é um ato criminoso, porque escola não é para ser atacada nem com estudantes ou sem estudantes.

Ou será que os militares queriam intimidar mais ainda seus adversários ou treinar pontaria? Novamente, dupla irracionalidade que expõe mais ainda o governo genocida de Israel. A escola é uma polivocidade constitutiva de possibilidades de produção do novo. Israel não que a Palestina atual, muito menos uma Palestina que se revele como nova. Para Israel o novo é sempre ameaçador. Escola ameaça todas as formas de tiranias. 

Como Dilma saiu de 10 ‘saias justas’ na sabatina da Folha

A presidenta Dilma Rousseff participou da sabatina do jornal Folha de S. Paulo e soube sair de várias saias justas que os jornalistas tentaram impor a ela.

Najla Passos

A presidenta Dilma Rousseff participou da sabatina do jornal Folha de S. Paulo, na tarde desta segunda-feira (28) e soube sair de várias saias justas que os jornalistas escalados para a missão tentaram impor a ela. Confira aqui as 10 principais:

1 – Caso Santander

Mesmo sem dar nomes aos bois, a presidenta classificou como “lamentável” a postura do Banco Santander, que enviou uma carta aos clientes afirmando que uma possível reeleição de Dilma poderia ter efeitos negativos para a economia. Para ela, é inadmissível a interferência de qualquer agente financeiro na vida econômica e política do país. “Sempre que especularam, não se deram bem. Acho muito perigoso especular em situações eleitorais”, afirmou.

2 – Inflação

Dilma admitiu que a inflação deste ano vai fechar no teto da meta prevista (6,5%), mas negou que esteja descontrolada, como acusam seus opositores. Ela lembrou que, no final do governo FHC, a inflação era quase o dobro da prevista para este ano. “O presidente Lula pegou taxa de inflaçãoextremamente alta, de 12,5%, do FHC. Acho que usam dois pesos e duas medidas para julgar meu governo”, atacou.

3 – Crise econômica

A presidenta também negou que o Brasil passe por uma crise econômica. Segundo ela, o Brasil enfrenta agora o período mais difícil da crise mundial iniciada em 2008, mas garantiu que a situação está sob controle e pediu mais seriedade nas projeções do mercado e dos analistas:  “Está havendo o mesmo pessimismo que aconteceu com a Copa com a economia brasileira. E com a economia é mais grave, porque economia é feita com expectativa”.

4 – Caso Pasadena

A presidenta reafirmou que sua posição favorável à compra da refinaria de Pasadena, como a de todo o conselho da Petrobrás, foi baseada em um parecer “tecnicamente falho”, conforme ela admitiu desde o início. Ela lembrou que participavam do Conselho empresários de renome nacional – como Jorge Gerdau e o diretor do Grupo Abril. E rebateu os jornalistas que apontaram a história como responsável por seu desgaste com a opinião pública. “Ao contrário. Pasadena mostra que eu sempre tive uma conduta muito decente no desempenho da função pública”, afirmou.

5 – Mensalão do PT

A presidenta quebrou o jejum que se auto impôs desde que assumiu o cargo e criticou a forma diferenciada com que o judiciário tratou o “mensalão do PT”. “Foram dois pesos e umas 19 medidas”, afirmou. Segundo ela, as acusações contra o PT foram aceitas e julgadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto a denúncia por crime similar e anterior cometido pelo PSDB foi desmembrada, encaminhada às instâncias inferiores e até hoje não foi julgada.

Dilma também lembrou que, ao contrário da forma como procedem e procederam outros governos, o do ex-presidente Lula e o seu não interferiram no trabalho do Judiciário. “Quando foi o nosso caso, tomamos todas as providencias. Não tivemos nenhum processo de interromper a justiça. Não pressionamos juiz, não falamos com procurador, não engavetamos o processo”, afirmou.

6 – Pobres X ricos

Dilma rebateu a tese de que seu governo estimula uma radicalização da luta de classes, colocando pobres contra ricos. Ela lembrou que, nos 12 anos de governos petistas, todos ganharam, só que os pobres ganharam mais. Segundo ela, no Brasil de 2002, de cada 4 brasileiros, 2 eram pobres ou miseráveis. No Brasil de 2014, dos mesmos 4 brasileiros, 3 pertencem às classes A, B ou C. “Tem gente que não gosta muito que, ao lado dele no avião, sente uma empregada doméstica”, acrescentou.

7 – Conflito em Gaza

Apesar do ministro das Relações Exteriores de Israel ter se chamado o Brasil de “anão diplomático”, a presidenta ressaltou que as relações diplomáticas com o país são de amizade e serão mantidas. Entretanto, não chancelou a ação desproporcional do país que já vitimou mais de mil palestinos. “Não acho que é genocídio, mas acho que é um massacre. Não há genocídio, mas ação desproporcional. Tem que acabar aquela história de matar os três jovens israelenses. Mas não é possível matar crianças e mulheres de jeito nenhum”, sustentou.

8 – Dinheiro no colchão

A presidenta surpreendeu os jornalistas ao explicar porque guarda, em casa, R$ 152 mil em espécie, conforme consta na sua declaração de bens. Enquanto eles a provocavam, questionando se temia uma quebradeira geral dos bancos ou mesmo um confisco dos depósitos em poupança, Dilma buscou no seu passado de luta contra a ditadura a resposta para o hábito incomum: “durante muito tempo eu dormi de sapatos. Passei muito tempo fugindo”, revelou. Bem-humorada, a presidenta acrescentou que se sente confortável em guardar certa quantia ao alcance das mãos e se negou a contar o local exato: “Depois eu coloco na poupança”.

9 – Mais Médicos

A candidata rebateu as acusações da oposição de que o Mais Médicos foi criado para financiar a ilha comunista, com  quem o Brasil mantem proximidade ideológica. “Em pleno século 21, depois de tudo que passou, essa posição fundamentalista sobre Cuba é um despropósito. Na América Latina, em reunião da Celac, todos os países do México para baixo aprovaram o fim das restrições à Cuba”, argumentou. Ela também justificou a necessidade de contratação dos cubanos até que o Brasil consiga formar mais médicos dispostos a atuar no interior e nas periferias e destacou o legado de humanização do atendimento que irão deixar. A presidenta ainda provocou o PSDB, um dos principais críticos da política pública: “O estado que tem o maior pedido de médicos no Brasil é São Paulo”.

10 – Alta rejeição ao governo

A presidenta também enfrentou a questão da alta da rejeição ao seu governo, que encontra seu maior nível em São Paulo. “Nós estamos no início do processo eleitoral, e não há conhecimento do povo sobre o que nós fizemos para os cidadãos de São Paulo”, justificou. A presidenta disse apostar no início do horário eleitoral gratuito para ter maior acesso à mídia eletrônica e reverter o quadro. Segundo ela, a maior rejeição ao governo é comum nesta fase da campanha eleitoral e a reversão de um quadro como este, no Brasil, pode ser muito rápida. “Como é que a gente explica que mais de 70% dos brasileiros era contra a Copa, 30 dias antes, e, depois da Copa, essa situação se reverteu. Então é assim. Nós temos a oportunidade de mostrar e mudar a opinião das pessoas”, acrescentou.

Créditos da foto: Ichiro Guerra/Sala de Imprensa Dilma

NO AMAZONAS A ELEIÇÃO SE RESUME NA DISPUTA PELA VAGA NO SENADO: PRACIANO (PT) X OMAR (PSD). O GOVERNO COM ALIADO

Com a disputa para o governo do estado do Amazonas com clara definição com Eduardo Braga (PMDB) preste a ser eleito, tendo como adversário o atual governador Zé Melo, cujas pesquisas o mostram com baixa intenção de votos, e que foi vice de Omar, a eleição fica centrada nos candidatos a vaga no Senado Chico Praciano, do Partido dos Trabalhadores (PT) e Omar Aziz (PSD).Omar e Melo

Um caso hilário, como sempre foi alcunhada política no Amazonas. O candidato Omar se autonomeava comunista, um dia encontrou, em seu caminho, os ex-governadores Gilberto Mestrinho e Amazonino Mendes, na época, os maiores expoentes do conservadorismo no Amazonas. Direitistas, puro sangue. Pronto! Revelou-se o ‘comunista’. Omar se aliou aos dois e nunca mais se separou, visto que se tratava, como se trata, de uma subjetividade muito bem dominante.

Mas não fica por aí. Omar, depois de Gilberto e Amazonino, se aliou com Eduardo Braga, conhecido como “meu garoto”. Enunciado pronominal colocado por Amazonino quando o indicou, pela primeira vez, para ser seu candidato ao governo do estado. Eduardo, também, fora prefeito ligadíssimo a Amazonino e Gilberto. Todos, elementos da mesma subjetividade-reacionária dominante. Omar foi vice-governador de Eduardo Braga, e depois, que este se lançou ao Senado, foi eleito governador com apoio de Eduardo.

Agora, nessa eleição, Eduardo é candidato ao governo e Omar ao Senado. Os eleitores de Omar acreditaram sempre que a disputa já estava ganha. Não havia ninguém capaz de enfrenta-lo. Pois, lá que apareceu um esquerdista histórico do Amazonas: o deputado federal Chico Praciano que agrega os desejos democráticos da parcela lúcida, politicamente, do Amazonas. Lá, os planos de Omar, que é apoiado pelo prefeito de Manaus, o conservador Arthur Neto (PSDB), que quando era senador ameaçou surrar Lula, começaram a balançar. E pior, Praciano é apoiado pelo direitista Eduardo Braga. Como!? Alguém pode exclamar. Fácil de responder. Demências do sistema político brasileiro. No Maranhão estão unidos PCdoB, candidato ao governo, PT, PPS, PSDB, PSB, e outros parentes.Praça de Ouro

Eduardo foi líder do governo Dilma e para ele é mais vantajoso ficar com Praciano do que com Omar, embora Omar seja também de um partido aliado do governo federal. Coisas de orates, diria Manuel Joaquim de Macedo. Nessa situação, a Nacional do PT tentou impedir a candidatura do Praça, mas o Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE/AM) barrou sua pretensão: Praça é candidato ao Senado. E já conta com o apoio de muitos de seus eleitores que antes não acatavam sua proximidade com Braga, mas quando entenderam que se tratava de alianças, se convenceram que é mais importante o Praça no Senado do que Omar. 

A comunidade, em suas várias facetas, estudantes, artistas, trabalhadores, religiosos, donas de casa, se identifica profundamente com Praça. É o político que ainda vai de encontro ao povo. Sobe em sua Kombi e discute os temas sociais diretamente com a população, sem ser populista. Foi sempre a resistência contra os reacionários da terra de Ajuricaba. Nisso, a dificuldade de aceitar essa proximidade com Braga de quem Omar sempre fora parceiro.

Nesse quadro, a eleição no Amazonas se restringir a disputa da vaga para o Senado. Um fato interessante e peculiar dessa disputa: quem ganhar ganha com o governo federal. Ou seja, o governo Dilma sai lucrando. Perspectiva diferente em relação ao estado do Amazonas. Como Omar e Praciano têm percepções e concepções sobre política muito díspares, para o Amazonas é melhor que seja eleito o que carrega signos mais englobantes sobre o que significa o humano.

A estratégia do simulacro e sua falha

Para derrotar Aécio/FHC é preciso entender com clareza o centro de sua estratégia, desde o início da articulação desta candidatura em 2011.

Juarez Guimarães

Foi no primeiro semestre de 2011, após a vitória do PSDB no primeiro turno ao governo de Minas, com a sua eleição para o Senado, que Aécio realizou o grande acordo com FHC para ser em 2014 candidato do partido à presidência da República. Aécio formou maioria entre os oito governadores eleitos pelo PSDB em 2010, nas bancadas do Senado e da Câmara Federal, antes de conquistar a presidência e maioria na executiva nacional do PSDB.  Com o objetivo de formar um comando inteiro e único, Aécio sequer aceitou disponibilizar para Serra a presidência do Instituto Teotônio Vilela.

O acordo Aécio/FHC tinha duas mãos: de um lado, repor a figura de FHC na cena política, disputar o seu legado, restabelecer a identidade plena do PSDB com a sua história e de seu principal líder histórico (o que não ocorreu nem com Serra nem com Alckmin);  de outro, FHC nacionalizou a candidatura Aécio, com a sua rede de intelectuais orgânicos ( inclusive e principalmente os malanistas), com a sua influência midiática, além de abrir o caminho para entrar, em acordo com Alckmin, o caminho eleitoral para a base do PSDB paulista.

De lá para cá, Serra hesitou entre sair do PSDB e filiar-se ao PPS, armar pontos de resistência a Aécio (em particular na mídia impressa de São Paulo, onde  ainda articula editorias de política de jornais) e conformar-se a um papel secundário contra quem quase o cristianizou em 2002 e 2010 nas eleições presidenciais. Foi certamente por um cálculo territorial – o de firmar a unidade do PSDB no maior colégio eleitoral do país – que Aécio agiu para trazer a candidatura à vice-presidência  de um aliado incondicional de Serra, pressionou para que este tivesse a vaga de candidato ao Senado em São Paulo e trouxe um coordenador da campanha de Alckmin para o centro de sua campanha.

Não resta dúvida de que Aécio conseguiu cumprir, em grande medida,  a primeira meta de construção da sua candidatura.

A divisão na base do governo Dilma Roussef
A segunda grande meta projetada no tempo de construção da candidatura Aécio, de acordo com o ensaio por nós escrito em outubro de 2011, era o da divisão da ampla frente de partidos reunidos em torno do apoio ao governo Dilma Roussef.

Como afirmamos, se Serra turvava a identidade histórica do PSDB cm o seu anti-malanismo, optando as duas vezes por coalizões restritas (DEM, PPS), a  estratégia de Aécio  pretendia compor uma identidade política e programática mais definida  com uma coalizão ampla de oposição  no primeiro e no segundo turnos.

Interpretamos inclusive a onda de denúncias de corrupção visando vários ministros do governo Dilma colocada em prática pelas grandes empresas de mídia durante todo o ano de 2011 como instrumental a esta estratégia, na medida em que colocava lideranças de diferentes partidos fisiológicos ou semi-fisiológicos em confronto direto com a presidente .

Aécio investiu, ao mesmo tempo, em uma aproximação com o PSB, com Marina Silva, procurou atrair o PDT de Lupi e Paulinho da Força Sindical , o PTB  e iniciou um ciclo de conversações com  lideranças nacionais, regionais do PMDB, inclusive com Sarney, hsitoricamente vinculado a Tancredo Neves, além do PDS e PRB.

Não parece ter sido em vão este amplo esforço frentista de Aécio. De algum modo, influiu nas decisões de Eduardo Campos e seu caminho de se lançar a presidente, prometendo uma perspectiva de alianças de segundo turno e, ao mesmo tempo, utilizando na verdade esta candidatura para dar mais amplitude e força à tese do “fim do ciclo do PT”. Se o PDT de Lupi ficou nacionalmente com o apoio à reeleição de Dilma, a cisão capitaneada por Paulinho e que formou o Solidariedade hoje é ponta de lança dos ataques ao governo Dilma. O PTB fechou nacionalmente com Aécio. Uma parte importante do PMDB, inclusive do Rio de Janeiro e em Minas,  além de outros estados, vai ser de fato aecista.

Esta disposição frentista pode inclusive se alargar caso Aécio confirme nos próximos meses a sua competitividade eleitoral.

“Mutirão das oposições”
O terceiro objetivo de Aécio Neves/ FHC foi o de montar o que chamou de “mutirão das oposições” contra o governo Dilma a partir da instrumentalização das grandes  empresas de comunicação, em um padrão ainda mais avançado.

Já nas eleições municipais de 2012, esta estratégia, por exemplo, ficou muito clara em Minas: no final do primeiro turno e no segundo turno, o PSDB aliou-se ao PMDB em Juiz de Fora, ao PSB em Belo Horizonte ( deixando de compor inclusive a chapa majoritária, com a vice entregue ao PV) e ao PC do B em Contagem, sempre para derrotar o PT.

Se o processo do chamado por eles de  “mensalão”, com seus resultados e desdobramentos, fornecia um gancho permanente para atualizar e aprofundar o anti-petismo em processos de convergência midiática total,  a partir de princípios de 2012 e, em particular, a partir de abril, já era muito intenso o fogo de artilharia permanente, por todos os lados, contra o governo Dilma.

É preciso entender que o padrão desta convergência midiática, com a recuperação da identidade, com a aliança Aécio/FHC, fortalecida pelas vertentes conservadoras da conjuntura internacional, mudou de qualidade. Internacionalizou-se com a ação orgânica de jornais como o Financial Times e outros jornais conservadores do mundo. Ampliou-se tematicamente abarcando não apenas programas de humor, mas de culinária ( como o de Ana Maria Braga em sua campanha contra a inflação do tomate), a área do esporte ( com a Copa do Mundo)  e das celebridades globais ( como Luciano Hulk, Faustão, atores conhecidos da Rede Globo etc). Que a seção de horóscopos da Folha de São Paulo tenha prenunciado manifestações contra o governo não é um detalhe mas um sintoma.

Mas a ampliação temática fundamental foi, sem dúvida, a disputa dos rumos da macro-economia e a agitação diária em torno ao retorno da inflação que levou inclusive a legitimar uma longa e contínua retomada altista dos juros por parte do BC brasileiro. Esta agitação permanente em torno a uma catástrofe econômica não deixou de turvar as expectativas dos agentes econômicos, além de retirar legitimidade pública para políticas anti-cíclicas mais globais por parte do governo Dilma.

As manifestações de junho de 2013, a princípio execradas com chamadas de repressão por editoriais de jornais, foram depois reinterpretadas e direcionadas em sua imagem contra o governo Dilma. A partir daí, as correntes sectárias de esquerda – inclusive os black blocks, cuja identidade de esquerda deve ser de fato discutida – passaram a ser sistematicamente utilizadas na linha do chamado “mutirão das oposições”.

É uma mídia de massas disposta a disputar os corações das novas classes trabalhadoras,  de emprego novo e em ascensão social pelos novos direitos conquistados durante os governos Lula e Dilma. Como ela funciona?

Se a macro-mídia fornece uma grande narrativa, ela se insere na microfísica social. Por exemplo, em Goiânia  em um domingo quinze dias atrás: em um bairro de classe média média-média baixa, um vendedor de jornais bem vestido vendia o seu produto gritando  “o importante não é a Copa mas as manifestações”(certamente pago para isso); uma enfermeira em um posto de saúde convocava para um ato contra o prefeito do PT (  para mostrar o seu partidarismo,perguntada se não era contra a corrupção do governo Marconi, respondeu que ele tinha sido mal assessorado) ; no sábado pela manhã, em um sebo de livros, um professor  praticava com o dono da loja uma conversa alta contra “aquela que não largar o osso”. Os motoristas de táxi certamente são um capítulo à parte: todos – ou 90 % deles –  contra a Copa!

Um capítulo especial desta estratégia de formação de uma corrente de opinião anti-petista está no fortíssimo investimento nas redes da internet, uma lição certamente aprendida muito cedo por um partido que tem relações estreitas com as estratégias eleitorais da política norte-americana, do partido Democrata aos Tea Party. Este trabalho invisível foi desde sempre uma das prioridades, claramente anunciada já desde 2001 em seminários promovidos pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso.

Assim, vai se construindo um movimento de opinião, orquestrado por cima e enraizado por baixo. Ele tem um centro irradiador ( um “super-editor”, como se diz, vinculado diretamente ao comando da inteligência do PSDB) e os seus mecanismos de irradiação socialmente espalhados por todo o país; um mecanismo de desinformação sistemática  e de formação de opinião, diariamente renovada por uma rede de intelectuais orgânicos com vasta penetração na mídia ; uma capacidade de mobilizar paixões fortes ( anti-petismo) e fazer convergir a agenda em situações específicas; uma certa capacidade de sedimentar opiniões, através da repetição exaustiva e polimórfica, do mesmo argumento.

O resultado é que o PT chega ao período decisivo destas eleições com a mais baixa taxa de identidade partidária dos últimos anos ( em torno de 16 %, 32 % de simpatia mas 21 % de antipatia) e o governo Dilma ( e a própria presidente) com uma importante taxa de impopularidade, embora tenha um porcentual de votos no primeiro turno bem acima de Aécio  ou de Campos.

Podemos afirmar, sem dúvida, que a estratégia Aécio/FHC conseguiu até agora, em grande medida, construir o seu terceiro grande objetivo que era o de derrubar a altíssima popularidade do governo Dilma e a sua presumida vitória praticamente certa nas eleições.

A quarta meta
A quarta meta de Aécio é construir um segundo turno, no qual chegue crescendo e com uma taxa de rejeição qualitativamente menor do que a de Dilma Roussef. Se conseguir isto, terá maiores chances de alcançar a quinta meta final que é a de se eleger presidente, sabendo que em  um segundo-turno, quando dividirá por igual  o tempo eleitoral com Dilma, terá vantagem comunicativa pois dispões de grande  vantagem estrutural nos meios empresariais de comunicação.

É possível prever- com algum grau de probabilidade – o que fará para obter esta quarta meta.

Em primeiro lugar, a partir de uma provável  iniciativa política-eleitoral procurará fazer convergir a agenda para um tema que reponha e reforce a narrativa que vem trabalhando ( “fim do ciclo do PT” e “governo corrupto”), como ocorreu no primeiro semestre com o “evento Petrobrás”. O que chamamos de “evento Petrobrás” articulou três pontas : uma ação da Polícia Federal, com vazamentos direcionados para atingir o  ex-petista vice-presidente da Câmara dos Deputados; a retomada do caso Pasadena ocorrido em 2006, já que envolvia, mesmo indiretamente, a presidente Dilma; a articulação no Senado de uma CPI sobre a Petrobrás, em iniciativa diretamente liderada por Aécio. Em torno deste “evento”, faz-se a festa da convergência midiática – todos contra um, aqui e agora – que reforça e atualiza a narrativa.No início do segundo semestre, uma iniciativa deste gênero teria o importante papel de desorganizar, paralisar ou, no mínimo, neutralizar a ofensiva midiática que o governo Dilma organizará a partir do horário eleitoral.

Em segundo lugar, para fugir à construção de uma alta rejeição em torno do seu nome, que será associado à FHC, Aécio provavelmente adotará um tom alto e cívico,  paladino da boa gestão contra a  corrupção, recuperação da confiança dos investidores /retorno do crescimento, grande investimento midiático em compromissos na área social. Quem uniu Minas, poderá unir o Brasil, como fez Tancredo Neves.

Em terceiro lugar, uma larga mobilização na área cultural, esportiva e midiática. Os principais nomes das artes em Minas, com projeção nacional, estão hoje  associados ao projeto Aécio Neves. Haverá certamente  uma larga entrada em cena de artistas globais  como também uma larga utilização de grandes formadores de opinião da chamada classe C – como animadores de programas de auditório, atores de novela, esportistas e jogadores de futebol etc . E a recuperação plena do protagonismo de todos os conservadores e liberais brasileiros empenhados na grande utopia de provocar o anunciado  tsunami anti-petista. Tudo isto pode proteger, em alguma medida, a figura pública de Aécio de uma mais  forte rejeição que certamente crescerá com o seu vínculo público com FHC e o neoliberalismo.

O simulacro e sua falha
Devemos a Marilena Chauí em um pequeno e precioso livro “Simulacro e poder. Uma análise da mídia” (Editora Fundação Perseu Abramo, 2006) um conceito importante para entender o desafio que está posto para a esquerda nestas eleições de 2014. O simulacro é a construção de uma imagem invertida da realidade a partir da remontagem de partes dela.  Quando mais dados da realidade ele mobilizar para formar esta imagem, mais força de convencimento terá o simulacro.  Aécio/FHC instrumentalizaram a absurda concentração das empresas midiáticas  para criar um simulacro nestas eleições.

O povo brasileiro – nós inclusive – acabou de passar pela lição de um grande e estrondoso simulacro: a Copa catástrofe! O atraso na entrega de certas obras, maximizado, exagerado, retirado do contexto, mil vezes repetido, virou a iminência de uma catástrofe anunciada.  A expansão do ódio contra o PT se alimenta de um simulacro: é o partido responsável pela corrupção no Brasil.

A avaliação ruim do governo Dilma e o pessimismo em relação a ele se alimenta de outro simulacro:  a inflação está sob descontrole, a situação da economia caótica, os serviços públicos estão de mal a pior etc etc. O baixíssimo nível de desemprego, a trajetória da inflação, o aumento do poder de compra dos salários, a melhoria e a  maior cobertura dos direitos sociais, novos programas públicos como o “Minha casa, minha vida” não justificam tal avaliação ruim mesmo diante de expectativas aumentadas pela inclusão e ascensão social. Trata-se, como na copa, do efeito de um simulacro.

A evidência do simulacro está já registrada em pesquisas realizadas que mostram uma consciência “esquizofrênica”  do povo brasileiro. Quando perguntado se a corrupção aumentou durante o governo Lula, cerca de 2/3 afirma que sim; quando de novo perguntado se o que aumentou foi a corrupção ou o combate à corrupção, os mesmos entrevistados afirmam em proporções semelhantes  a segunda opção. Do mesmo modo: quando alguém é perguntado se sua vida pessoal vai melhorar em geral responde que sim; quando perguntado se o país vai ficar melhor, em geral hoje responde que não.

A imagem da realidade criada pela mídia e orientada pela inteligência do PSDB quebrou a narrativa que organizou a vitória de Dilma em 2010, a de um governo de aprofundamento das mudanças da Era Lula. Para reorganizá-la é preciso superar o simulacro.

A fragilidade central desta estratégia do simulacro é a ausência profunda de credibilidade de FHC e a imagem em falso ou em farsa de Aécio,  que passa agora por sua construção nacional. A forte rejeição de 57 % dos eleitores de hoje que não votariam hoje em um candidato indicado por FHC é fruto de uma consciência democrática do povo brasileiro construída  a partir da experiência vivida. Já em março de 1999, logo após a sua reeleição, diante da brutal desvalorização do real, uma pesquisa qualitativa indicava uma consciência popular conquistada  sobre FHC: “é inteligente, governa para os ricos e é muito mentiroso”.

A popularidade de Aécio Neves em Minas baseou-se em maciças doses de publicidade bem orquestrada no plano simbólico e de um severo controle de mídia, em um quadro no qual por três anos o PT, por decisão controvertida mas majoritária, optou por fazer um acordo com o PSDB em torno às eleições do prefeito na capital. Agora, a construção da imagem nacional de Aécio se dará frente a uma forte oposição em um contexto onde não detém os controles sobre a comunicação.

O fato é que Aécio é, ele próprio, o maior simulacro: não há em toda a política nacional nenhum personagem que estabelecem tal contradição entre a imagem que procura construir e o que realmente faz e é. A recente denúncia dos “aeciportos” em Minas, colocando em xeque a campanha anti-corrupção do PSDB,  é a pequena parte de um enorme iceberg que pode vir à tona nestes próximos meses.

Há, assim, nestes próximos meses, uma grande batalha comunicativa, de idéias forças e argumentos didáticos, de disputa de valores, a ser travada. É possível vencê-la. É preciso sobretudo confiar na capacidade e discernimento da consciência democrática do povo brasileiro quando bem informado e tendo acesso a argumentos de bom-senso e dotados da grande capacidade de convencimento que é o da experiência vivida.

Quem tem credibilidade e quem não a tem para anunciar um novo ciclo de mudanças históricas para o país? A resposta a esta pergunta está no centro das decisões dos eleitores nas próximas eleições presidenciais.

O caos aéreo mineiro

Segundo moradores em Cláudio, Aécio utilizou o aeroporto umas seis vezes por ano. Se ainda não foi homologado pela ANAC, como Aécio o utiliza?

José Augusto Valente

A denúncia da Folha de São Paulo de investimento de R$ 14 milhões em aeroporto nas terras do avô de Aécio Neves, em Cláudio/MG, provocou a primeira grande turbulência na campanha presidencial, com repercussões imprevisíveis.

Segundo o jornal, o aeroporto foi construído no município de Cláudio, a 150 km de Belo Horizonte. As obras foram concluídas em outubro de 2010 e é administrado por familiares de Aécio. (veja abaixo o aeroporto de Divinópolis, em pleno uso, a 40 minutos de onde Aécio construiu o seu; redundância custou R$ 14 milhões aos cofres públicos de MG)

Ainda segundo a matéria da Folha, a família de Múcio Guimarães Tolentino, 88, tio-avô do senador e ex-prefeito de Cláudio, guarda as chaves do portão do aeroporto. Para pousar ali, é preciso pedir autorização aos filhos de Múcio.

Segundo um deles, Fernando Tolentino, a pista recebe pelo menos um voo por semana, e seu primo Aécio Neves usa o aeroporto sempre que visita a cidade. O senador, sua mãe e suas irmãs são donos da Fazenda da Mata, a 6 km do aeroporto.

Aécio, em nota, afirma que “o terreno onde foi construído o aeroporto foi escolhido por apresentar as “condições topográficas” ideais e permitir que a obra fosse feita com o “menor custo para o Estado”.

Segundo o governo de Minas, “A área foi indicada pelo setor especializado do governo”. “Foi a opção mais correta do ponto de vista técnico e de custos.” Diz ainda que o aeroporto de Cláudio “é de uso público e aguarda a homologação junto à Anac”, cujo processo foi encaminhado em 2011.

Informação de ontem (21/7) da ANAC confirma que esse aeroporto ainda não foi autorizado a funcionar, por falta de cadastro no órgão.

Como profissional da área de transportes, veio-me a curiosidade de saber como esse aeroporto se encaixaria no sistema aeroportuário brasileiro e no marco legal.

Assim, meu primeiro movimento foi consultar os sites oficiais do Governo de Minas Gerais. Primeira frustração, não há informações sobre os aeroportos sob gestão do governo mineiro.

Na falta de informações, há algumas questões que precisam ser respondidas:

O governo mineiro, em 1983, poderia ter feito investimento público, construindo um campo de pouso na fazenda do tio-avô de Aécio? Qual o estudo que norteou esse investimento público em terreno privado?

Se é verdade que foram utilizados critérios técnicos, para a localização e construção do aeroporto de Cláudio, o governo de Minas poderia apresentar os estudos e projetos que nortearam essa tomada de decisão? Nesse caso, tem que apresentar o EVTE – estudo de viabilidade técnico-econômica -, dado que existe um aeroporto maior, em Divinópolis, a 50 km da cidade de Cláudio, o que muito provavelmente inviabiliza o uso comercial deste último (Nota da redação: Entre os dois aeroportos, a distância é de apenas 31,3 km).

O governo de Minas poderia apresentar o estudo que levou à avaliação da desapropriação da área do aeroporto em R$ 1 milhão de reais oferecida ao tio-avô de Aécio? Isso é importante para saber se houve subavaliação da desapropriação para forçar a viabilidade econômica do empreendimento.

Além disso, se o tio-avô do Aécio ganhar na justiça um valor muito maior do que o oferecido e incluído no cálculo do estudo de viabilidade, essa nova despesa poderá trazer sério prejuízo para o estado e, consequentemente, para os contribuintes. Alguém terá que ser responsabilizado por essa avaliação equivocada.

Se o aeroporto é público, porque as chaves do portão ficam em poder da família do Aécio?

Segundo moradores em Cláudio, ouvidos pela Folha, o Aécio utilizou o aeroporto umas seis vezes por ano.

Se ainda não foi homologado pela ANAC, como Aécio o utiliza sabendo que é ilegal? Ou não sabe dessa ilegalidade?

Quem fiscaliza o uso e segurança desse aeroporto, nesta fase em que aguarda homologação da ANAC? A própria agência? O governo mineiro? A família do Aécio? Ninguém?

Se é verdade que Aécio utilizou o aeroporto algumas vezes por ano, como conseguiu passar pelo controle de voo, que sabe que ele não poderia ser utilizado?

O comandante da aeronave mentiu sobre o aeroporto de destino e origem, quando informou seu plano de voo? Se fez isso, trata-se de infração muito grave.

Apenas Aécio utilizou ilegalmente esse aeroporto ou outras aeronaves, como helicópteros, também o fizeram?

Se Aécio se tornar presidente, será o chefe supremo da ANAC. Como terá autoridade moral de exigir rigor da agência se ele mesmo violou as regras atuais?

Como se vê, a menos que tudo o que a Folha de São Paulo divulgou seja falso, o candidato Aécio Neves passará o resto da campanha tendo que explicar o inexplicável. Pela quantidade de perguntas que precisam ser respondidas, será uma tarefa muito difícil.

Festa de Pomba Gira Maria Padilha no terreiro do Babalorixá Pai João Bosco

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Pomba gira ou Bombogira é um Exú feminino muito cultuado nas religiões afro-brasileiras. Uma entidade confundida erroneamente com o Diabo. Pomba Gira são entidades mensageiras dos Orixás. Possuem a função também de proteger o terreiro de Umbanda e seus médius. Habitando as encruzilhadas, cemitérios, passagens e vários cruzamentos entre caminhos e rotas, é a senhora das porteiras e entradas e saídas. Dentro da umbanda existem 32 tipos de pomba giras, sendo uma delas Maria Padilha.mae1

O Babalorixá João Bosco começou sua caminhada espiritual no Candomblé e na Umbanda em 1983, e em sua coroa, e seu terreiro, Pomba Gira Maria Padilha e recebida com festa.

mae2E as orações foram feitas,o tambor tocou,acompanhando os pontos cantados para exaltar a Umbanda Sagrada…

Umbanda é Fé

Umbanda é Caridade

Umbanda é Amor

Umbanda é Verdade!

mae3Meu pai Oxalá

É o Rei, venha nos valer

Velho Omulu

Atotó Obaluaiê

Atotó Obaluaiê

Atotó Babá

Atotó Obaluaiê

Atotó é Orixá

mae4Salve o Grande Hastarot

Saravá, Senhor Exu Guardião Tranca Ruas!

Saravá, Ogum Sete Lanças da Lei e da Vida!

Saravá Pai Ogum!

Saravá Mãe Iemanjá!

Saravá, Regente Oxalá!

Saravá, Umbanda!!!

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E Exu Tranca Rua chegou..Essa entidade protege a entrada das casas de culto Afro-Brasileiras,nada se movimenta ou sai de uma casa para as ruas, nada chega ao seu destino de origem como nas matas e outros locais fora da cidade sem que antes sejam realizados oferendas á Exu Tranca Rua.

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Exu Tranca Rua, só ele pode abrir uma fenda entre o mundo físico e o espiritual, trazer os espíritos que estiver sob seu comando de volta, só ele pode prendê-los para executar as tarefas que ele tiver necessidade para beneficiar o ser humano.

É o primeiro general do Senhor Exu Mor…

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…Exercendo a mesma posição do Exu Marabo.

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É o guardião dos Caminhos, vencedor de Demanda,aparador dos homens,lutador incansável, sempre de frente,sem medo,sem mandar recado.

 

O sino da Igrejinha faz: “Belém”,Blém”,”Blom”

O sino da Igrejinha faz: “Belém”,Blém”,”Blom”

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Deu meia noite e o galo já cantou

Seu Tranca Ruas é Dono da Gira

Oi, corre gira que Ogum mandou

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O sino da Igrejinha faz: “Belém”,Blém”,”Blom”

O sino da Igrejinha faz: “Belém”,Blém”,”Blom”

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Ele é capitão da encruzilhada ele é, mas

Ele é ordenança de Ogum

 Ele é ordenança de Ogum

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Sua divisa quem lhe deu foi Oxlá

Sua Coroa quem lhe deu foi Omulú

Salve o Sol!

Salve a Estrela!

Salve a Lua!

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Saravá! Seu Tranca Ruas

Saravá!Seu Tranca Ruas

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Que é dono o gira no meio da rua

Que é dono o gira no meio da rua

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Enaê Emojubá

Enaê Emojubá

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Saravá!

Saravá!

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Ele se foi, deixando a entrada e a saída aberta para a sua mulher, Pombo Gira Maria Padilha participar da festa.

mae23 mae24 E ela foi recebida com festa pelos Babalorixá  e Ialorixá convidados para a festa,Mãe Shirley,Mãe Francy, a Terreiro Universal de Umbanda  Rosa dos Ventos e demais presentes e convidados.

mae25 Maria Padilha é uma feiticeira e adora vestir preto e vermelho, recebem pedidos e oferendas nos cruzeiros de chão como cemitérios.

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Maria Padilha,

Rainha do Candomblé

Firma curimba

Que tá chegando mulher

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Maria Padilha,

Traz linda figa de ouro

Traz linda figa de ouro

Oi sarava Rainha linda da Quimbanda,

Sua Proteção é um tesouro

Sua Proteção é um tesouro

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Quando esta incorporada é muito dançante e alegre, espargindo seu perfume afrodisíaco no ar, fala alto e dá muita risada.Adora bebida Anis, farofa amarela e bolinhos de carne moída com pimenta,Recebe rosas vermelhas, cigarilhos e adereços de mulher.

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La Royê!

La Royê!

La Royê!

Saravá!Salve!Salve! Todas as pomba Giras!

mae30 E ela toda enfeitada, trouxe seus convidados para a dança…

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Lá vem mulher bonita,

Bonita e muito formosa,

Muito formosa e cheia de Rosas!

mae33Lá vem Maria Padilha!

Lá vem Maria Padilha!

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mae36Com Perfume

Quero alegrar,

Os Filhos que tem Fé,

Quem me chamar

mae38 E as Pomba Giras Ciganas, chegaram incorporadas em suas exuberância e beleza.

mae39São 12 horas em ponto e o sino já bateu. Sei que nesta hora, pela força do vento e poeira vai subir,e com ela também subirá todo o mal que estiver no meu corpo, no meu caminho e na minha casa.Tudo se afastará da minha vida.É com sua força e Axé de Maria Padilha que meus caminhos, a partir deste momento,em que os ponteiros se separam, estarão livres de todos os males materiais e espirituais, pois a luz que clareia o caminho de Maria Padilha também há de clarear os meus caminhos, para isso estarei sempre na posse dessa Oração oferecida aos filhos de Fé da Umbanda.

E a Farofa de Ogum ( feita no dendê)foi oferecida aos convidados presentes a festa.

mae40Fafarofê! Fafarofá!

Fafarofê! Fafarofá!

mae41Come a farofa

Que o Ogum Vai lhe dar!

mae42 mae43Foi então anunciado o fim da festa, para se dar os parabéns a Pomba Gira Maria Padilha, para dar inicio ao Marabo , a meia noite já se aproximava.

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Os parabéns, foram dados, por mais um ano da Pomba Gira Maria Padilha na coroa do Babalorixá Pai João Bosco.

mae45 E com licença de Oxalá,

Ina ele é mojubá

Exú Tranca Ruas!Salve!

Ina ela é mojubá

Pomba Gira Maria Padilha!Salve!

É mojubá!

Salve!Salve! Umbanda Sagrada!Salve!

DILMA INSTALA COMISSÃO NACIONAL DE PREVENÇÃO E COMBATE À TORTURA

Composto por um colegiado com o objetivo de fortalecer o enfrentamento à tortura em instituições de privação das liberdades como delegacias, penitenciárias, entidades para idosos e hospitais psiquiátricos, a presidenta Dilma Vana Roussef instalou, no Palácio da Alvorada, a Comissão Nacional de Prevenção e Combate à Tortura.

O colegiado é formado por 23 membros distribuídos em 11 indicados pelo Poder Executivo Federal e 12 por organizações da sociedade civil escolhidos por consulta pública. Com a instalação do colegiado, seus membros têm 90 dias para criar o Mecanismo de Prevenção e Combate à Tortura. Os mecanismos serão compostos por 11peritos independentes que recomendarão as medidas de adequação dos espaços de privação de liberdade aos parâmetros nacional e internacional, o acompanhamento e as diligências para o cumprimento do que for recomendado.

Durante seu discurso, Dilma citou a sua prisão e da ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci.

“A experiência, a minha especificamente, mas falo no sentido geral também, mostra que a tortura é como um câncer, que começa em uma cela, mas compromete toda a sociedade.

Quem tortura, obviamente, o torturado, porque afeta a condição mais humana de todos nós, que é sentir dor, e destrói os laços civilizatórios da sociedade.

Quando poderíamos imaginar que estaríamos aqui hoje, Eleonora”, discursou Dilma.

Presente no ato de instalação do comitê, a ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Ideli Salvatti, disse que o objetivo não é só combater a tortura, mas eliminá-la do Brasil.

“Ao estarmos aqui instalando o comitê fica bastante claro que uma das principais tarefas é a criação do mecanismo. Esse instrumento vai permitir que as pessoas escolhidas a adentrarem a qualquer espaço de privação de liberdade para conferir as condições, dar flagrante, contribuir de forma efetiva para que seja eliminada.

Não queremos apenas combater, queremos eliminar a tortura do nosso país. Isso é compromisso internacional assumido pelo Brasil”, disse a ministra.

Também presente a instalação, José Jesus Filho, membro da Associação de Apoio e Acompanhamento da Pastoral Carcerária Nacional, disse que o momento é histórico.

“Já estamos em processo de levar a política adiante o bando de dados de coleta de informações sobre tortura já está em processo de construção, investigações estão sendo levantadas e isso significa, que para nós, esse é um momento histórico”, disse Jesus.

BANCO SANTANDER APLICA TERRORISMO-FINANCEIRO CONTRA O GOVERNO DILMA

A prática terrorista, do tipo Regina Duarte (“Estou com medo!”), foi adotada pelo Banco Santander cujo lucro no Brasil é um quarto de seu total mundial. A direção do banco enviou aos clientes, que possuem renda alta na instituição, uma mensagem afirmando que seus lucros estavam ligados às posições de Dilma nas pesquisas.

A mensagem afirma haver “pessimismo e falta de confiança crescente”, mas que se a presidenta Dilma Rousseff “se estabilizar ou voltar a subir nas pesquisas, um cenário de reversão pode surgir… revertendo parte das altas (financeiras) recentes (obtidas por investidores)”.

A presidenta do Sindicato do Estado de São Paulo, disse que o sindicato vai fazer uma representação formal contra o presidente do banco, Jésus Zabalza. Para Rita Berlofa, diretora-executiva da entidade, a atitude do presidente foi “irresponsável” com a economia brasileira.

“Uma instituição deste porte não pode, ainda que tenha preferência eleitoral, praticar especulação, agredir a imagem do país e pôr em dúvida a nossa estabilidade. Vivemos situação de crescimento tímido por conta de um cenário mundial complicado, mas sustentável, com inflação controlada, juros estáveis e crescimento de empregos e renda.

Um grande banco que está aqui há 14 anos, ao apostar contra o país onde obtém um quarto de seu lucro mundial revela-se, ele sim, um perigo para seus acionistas”, analisou Rita.

Leia e opine sobre a mensagem-financeira-terrorista enviada pelo presidente do Banco Santander aos seus mais lucrativos clientes. É esse tipo de gente que apoia Aécio Aeroporto Neves. E que outro tipo de gente poderia ser?

 santander

 

EMPIRICUS CONSULTORIA & NEGÓCIOS, LIGADA A AÉCIO, FAZ PROPAGANDA CHANTAGISTA NA INTERNET CONTRA DILMA

O coordenador da campanha da presidenta Dilma, Flavio Caetano entrou com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a empresa Empiricus Consultoria e Negócios, o Google e o candidato Aécio Neves, por veicularem propaganda eleitoral paga indevida na internet. De acordo com o coordenador, a veiculação fere a lei eleitoral.

A prática não é só tendenciosa, é criminosa do ponto de vista democrático. A Empirius usa posts junto ao Google para atacar a pessoa-política de Dilma e elevar Aécio, candidato do partido da burguesia-ignara e porta-voz dos empresários que sentem rejeição pelo Estado quando funciona em favor dos mais necessitados.

Exemplo: O Jornal Estado de Minas, que é umbilical de Aécio, apresentou uma matéria onde Aécio se defende sobre a acusação da construção do aeroporto em terras do tio, defesa até agora insustentável. Logo embaixo, surge a propaganda com um link da Empiricus: “Como proteger seu patrimônio da Dilma”. Uma prática também adotada pelo reacionário Jornal Correio Brasiliense.

Em publicidade contratada da Google, há a seguinte mensagem no link da Empiricus:”Saiba Como Proteger Seu Patrimônio em Caso de Reeleição da Dilma, Já”. Em seguida a propaganda em favor de Aécio: “E se o Aécio Neves Ganhar? Que ações devem subir se o Aécio Ganhar a Eleição? Descubra Aqui, Já”,

Diante da violência eleitoral, o comitê da campanha da presidenta pediu a proibição de novas veiculações na internet de links patrocinados pela Empiricus.

Miserável estupidez dos desesperados eleitorais das direitas. Quem vota na Dilma é trabalhador honesto e inteligente que sabe muito bem discernir o que é fraude e realidade. E mais, os eleitores de Dilma não acessam sites dessas tristes entidades.  

COMISSÃO DA VERDADE DIVULGA FOTO DE MILITAR NO LOCAL ONDE A ESTILISTA ZUZU ENGEL MORREU

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A estilista Zuzu Angel, mãe de Stuart Angel, assassinado pela repressão no ano de 1971, aos 25 anos, foi morta em acidente de carro, em 14 de abril de 1976. No dia 23, nessa quarta-feira passada, o ex-delegado do DEOP, Cláudio Guerra, afirmou para a Comissão Nacional da Verdade que o coronel Freddie Perdigão, que morreu em 1998, foi o responsável pelo acidente que mato a estilista.

“Um dia ele me disse que havia planejado simular o acidente dela e estava preocupado, pois achava que havia sido fotografado na cena do crime pela perícia”, afirmou Guerra aos integrantes da comissão Pedro Dallari, coordenador, José Carlos Dias e Paulo Sérgio Pinheiro.  

Ontem, dia 25, a Comissão Nacional da Verdade divulgou a foto do acidente onde aparece o coronel Perdigão. Ele é o que se encontra marcado por um círculo na foto.

Zuzu Angel passou parte de sua vida querendo saber qual o paradeiro dado pelos militares ao seu filho. Foi uma luta incansável que passou a ser conhecida por grande parte da sociedade brasileira. Uma situação tão comovente que os músicos Chcio Buarque e Miltinho do MPB$ compuseram em sua homenagem a obra, Angélica.

“Quem é essa mulher

Que canta esse estribilho

Só queria embalar meu filho

Que mora na escuridão do mar”.

PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O DESENVOLVIMENTO AFIRMA QUE O BRASIL CRESCEU “NA FAIXA DE DESENVOLVIMENTO ELEVADO”.

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O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) foi apresentado pelo relatório do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que mostra que o Brasil entre os anos de 2010 e 2012 aparece com 0,744 na faixa de desenvolvimento humano elevado, na escala de 0a 1 onde 1 é o melhor índice. Diante do resultado o organismo internacional homenageou o Brasil como um país que se encontra preocupado em mudar o cenário da pobreza no mundo.

Bem, quem acompanha a política brasileira sabe que depois que os governos populares passaram a administrar o país, as políticas públicas implementadas por eles contribuíram enormemente para a mudança dos comportamentos e das relações sociais do povo brasileiro.

Houve grande redução da mortalidade infantil, quesito que o Brasil é modelo para o mundo de acordo com organismos internacionais o que lhe levou a premiação. Redução de doenças crônicas não transmissíveis como as do aparelho cardiovascular, câncer e doenças respiratórias, a desnutrição crônica e o aumento da expectativa de vida. Além da diminuição de homicídios e acidentes de trânsito.

Esses programas se mostraram eficientes principalmente na diminuição da pobreza quando tirou quase 40 milhões de famílias da faixa de miséria. O que permitiu uma mobilidade social criando uma nova classe média que foi incluída em um espaço que jamais imaginou que ainda pudesse ascender. Foi um fator revolucionário tirando milhões de pessoas do estado de exclusão social para inseri-las no humano direito da inclusão social.

Mesmo observando o índice como muito positivo, a ministra de Desenvolvimento Social Tereza Campello, disse que os dados estão atrasados. Segundo ela, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) possui dados mais atualizados que mostram índices de desempenho melhores e se o Pnud tivesse feito a avaliação sobre eles a nota do Brasil seria muito melhor. Possivelmente passaria para 0.764, chegando a ocupar a 69ª posição, dez pontos à frente da posição atual, 79°.

“Continuaremos discutindo com Pnud para que sejamos avaliados por dados que reflitam os resultados das políticas públicas no Brasil.

Sabe-se que a renda de todos cresceu, mas a renda que mais cresceu foi a dos mais pobres. Outro ponto é o combate à pobreza extrema, que não é medida só por meio de renda, mas por medidas multidimensionais” disse a ministra.                                                                                      

GOVERNO BRASILEIRO CONDENA ATOS VIOLENTOS DE ISRAEL CONTRA GAZA

A fúria de Deus materializada nos atos dos militares israelenses contra o povo da Palestina, já deixou mais de 700 pessoas mortas, entre elas mais de 150 crianças. Mesmo com toda reação internacional contrária aos atos irracionais, o governo de Israel não se decide tomar uma posição que possa estabelecer a paz na região.

Diante da fúria desproporcional das forças militares de Israel contra o povo de Gaza, o governo brasileiro também condenou os atos violentos que estão praticados. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores, através do ministro Luiz Alberto Figueira disse que não aceitável os ataques que produzem um número tão grande de pessoas mortas.

“Condenamos a desproporcionalidade da reação de Israel, com a morte de 700 pessoas, dos quais mais ou menos 70% são civis, e entre os quais muitas crianças, mulheres e idosos.

Realmente, não é aceitável um ataque que leva a tal número de mortos de crianças, mulheres e civis. E é sobre esse fato que essa nova nota fala. Israel se queixa de que, na última nota, não repetimos a condenação que já tínhamos feito. A condenação que já tínhamos feito continua somos absolutamente contrários ao fato de o Hamas soltar foguete contra Israel. Isso se mantém. Não há dúvida. Não pode haver dúvida disso.

Ao contrário, a gente pede cessar-fogo imediato. Cessar-fogo quer dizer o quê? Cessarem os ataques das duas partes. Não há cessar-fogo unilateral, não é isso que a gente pede. A gente pede que as duas partes parem os ataques. Isso permanece”, disse o ministro.

Diante da posição do governo brasileiro, o porta-voz do Ministério da Relações Exteriores, Yigal Palmor, dominado pelo ressentimento, afirmou que o “o Brasil é um anão diplomático”. O porta-voz mostra que não aprendeu nada com seu livro maior onde ele afirma que David venceu Golias.

ARIANO SUASSUNA O CANTO ALEGRE DE DIONÍSIO

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O filósofo alemão Nietzsche em sua obra Origem da Tragédia, pergunta: “O que é o espírito dionisíaco?” Ele responde: “É a alegria, a vontade, a saúde exuberante e o excesso de vitalidade”. Em sua outra obra A Visão Dionisíaca do Mundo, ele afirma que “as festas de Dionísio não afirmam apenas a ligação do homem entre os homens, elas também reconciliam homem e natureza”. E em outra parte da obra, ele demonstra que “o caráter artístico dionisíaco não se mostra na alternância de lucidez e embriaguez, mas sim em sua conjugação”.

Analisando sua obra e compreendendo seu modus de ser não como não perceber a vontade de alegria, a vitalidade criativa e a reconciliação homem natureza dionisíaca em Ariano Suassuna. Por onde transita, Ariano Suassuna, sopra a potência do cômico criador e transformador que nos oferece o deus da vida: Dionísio. Ele soube como capturar seu espírito e seu caráter artístico que servem às vibrações do existir.

Todas suas obras carregam potências alegres necessárias para se conjugarem como bem do existir. Elas também são encontradas em suas formas pessoais de relação com os outros. O socialismo que ele carrega mostra claramente essas potências alegres que propiciam aos homens, em comunalidade, a vitalidade do viver. Não se trata de uma ideologia regrada e sedimentada, mas uma cartografia de desejos produtores de forma de existências coletivas alegres.  Daí porque Ariano Suassuna encontra-se sempre disposto aos outros como amigos.

Suas conversas, os causos que apanha e despacha, suas aulas dionisíacas são referendos à sua criatividade cotidiana. Nascido na Paraíba, mas habitante de Pernambuco, porém sua estética existencial não se territorializa. Salta sempre em desterritorialização produtiva. Não há como fixá-lo, porque há em sua “saúde exuberante”, “o excesso de vitalidade” que impede que seres como ele transmutem-se em sujeitos de habitação. Essa sua prova pública de seu “caráter artístico”.   Ariano Suassuna

Para um homem como Ariano Suassuna, as honrarias não lhe afetam, e não lhe causam orgulho. Suas criações são seus meios ontológicos de confirmar a existência. Chegam e se distribuem em outras composições singulares convidadas pelas pessoas. João Grilo, O Auto da Compadecida, O Santo e a Porca, Uma Mulher Vestida de Sol, A Farsa da Boa Preguiça, Romance d’A Pedra do Reino, outras, são meios ontológicos de celebrar dionisiacamente a vida.Ariano Suassuna (Foto: Estadão Conteúdo)

“Quem são os homens mais do que a aparência do teatro? A vaidade e a fortuna governam a farsa desta vida”, diz Suassuna.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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