Arquivo para 24 de julho de 2014

ARIANO SUASSUNA O CANTO ALEGRE DE DIONÍSIO

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O filósofo alemão Nietzsche em sua obra Origem da Tragédia, pergunta: “O que é o espírito dionisíaco?” Ele responde: “É a alegria, a vontade, a saúde exuberante e o excesso de vitalidade”. Em sua outra obra A Visão Dionisíaca do Mundo, ele afirma que “as festas de Dionísio não afirmam apenas a ligação do homem entre os homens, elas também reconciliam homem e natureza”. E em outra parte da obra, ele demonstra que “o caráter artístico dionisíaco não se mostra na alternância de lucidez e embriaguez, mas sim em sua conjugação”.

Analisando sua obra e compreendendo seu modus de ser não como não perceber a vontade de alegria, a vitalidade criativa e a reconciliação homem natureza dionisíaca em Ariano Suassuna. Por onde transita, Ariano Suassuna, sopra a potência do cômico criador e transformador que nos oferece o deus da vida: Dionísio. Ele soube como capturar seu espírito e seu caráter artístico que servem às vibrações do existir.

Todas suas obras carregam potências alegres necessárias para se conjugarem como bem do existir. Elas também são encontradas em suas formas pessoais de relação com os outros. O socialismo que ele carrega mostra claramente essas potências alegres que propiciam aos homens, em comunalidade, a vitalidade do viver. Não se trata de uma ideologia regrada e sedimentada, mas uma cartografia de desejos produtores de forma de existências coletivas alegres.  Daí porque Ariano Suassuna encontra-se sempre disposto aos outros como amigos.

Suas conversas, os causos que apanha e despacha, suas aulas dionisíacas são referendos à sua criatividade cotidiana. Nascido na Paraíba, mas habitante de Pernambuco, porém sua estética existencial não se territorializa. Salta sempre em desterritorialização produtiva. Não há como fixá-lo, porque há em sua “saúde exuberante”, “o excesso de vitalidade” que impede que seres como ele transmutem-se em sujeitos de habitação. Essa sua prova pública de seu “caráter artístico”.   Ariano Suassuna

Para um homem como Ariano Suassuna, as honrarias não lhe afetam, e não lhe causam orgulho. Suas criações são seus meios ontológicos de confirmar a existência. Chegam e se distribuem em outras composições singulares convidadas pelas pessoas. João Grilo, O Auto da Compadecida, O Santo e a Porca, Uma Mulher Vestida de Sol, A Farsa da Boa Preguiça, Romance d’A Pedra do Reino, outras, são meios ontológicos de celebrar dionisiacamente a vida.Ariano Suassuna (Foto: Estadão Conteúdo)

“Quem são os homens mais do que a aparência do teatro? A vaidade e a fortuna governam a farsa desta vida”, diz Suassuna.

QUANDO UM TRABALHADOR PASSA…

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O homem é um ser trabalhador. Com sua potência-natural, como diz o filósofo Spinoza, ele produz o mundo. Como trabalhador, como afirma o filósofo Marx, ele se torna humano. Como trabalhador e potência-natural ele cria os corpus capazes de suprirem suas necessidades para que não se torne um ser padecente. Um ser privado da satisfação de suas necessidades como comer, beber, amar e se coletivizar.

Assim, pelo trabalho e através de sua potência-natural é criado o homem e junto com ele sua humanidade. Humanidade saída de sua des-alienação de quando era um mero ser improdutivo. Um ser diluído em um meio onde ele era só um estranho. Daí porque o trabalho é a primeira grande produção revolucionária do homem. Pelo trabalho ele transforma uma objetividade que lhe era transcendente.

O poeta, teatrólogo, romancista, dramaturgo, jornalista e ensaísta Bertolt Brecht tem um poema chamado O Dinheiro. Nesse poema os primeiro versos dizem: ”Ao trabalho não o quero seduzir, pois ao trabalho o homem não foi feito…” Ele tem razão: o homem não foi feito para o trabalho. Posto que o homem é o próprio trabalho e não um sujeito que executa atos contra si próprio como ocorre no trabalho alienador. O trabalho que “o homem não foi feito” que Brecht trata, é o trabalho criado pelo capital. O capital personificado pelo capitalista, como diz Marx, que sai do mais-valor, produto-valor criado pela viva força de trabalho do trabalhador. Sua condenação que cria o lucro do capitalista, o sujeito que não realizou em si a humanidade. Esse trabalho é a apropriação da força de trabalho do trabalhador pelo capitalista que em forma de exploração garante seu lucro máximo.

O trabalhador rural Miguel de Oliveira, no auge de seus 84 anos, mostrou em seu corpo e mente essa forma de exploração da força de trabalho do trabalhador. Descendente dos índios Satere-Mawe, e sempre morador do município de Maués, foi durante toda sua vida um trabalhador rural que atuou na produção extrativista do guaraná. Foram décadas de trabalho que consumiram sua força de trabalho embora tenha conseguido auxiliar na educação de 9 filhos.

O trabalhador Miguel Oliveira, durante esses percursos existenciais como trabalhador sentiu como seu trabalho e de seus companheiros pareciam uma condenação e não uma libertação. Décadas e mais décadas em uma atividade cuja execução ainda é primitiva, viu como personagens tomados como importantes do município contribuíram para que seus trabalhos fossem alienados da concepção simples do que é o conceito de vida.

Foram comerciantes, políticos, religiosos, profissionais liberais, entre outros, que contribuíram para o enfraquecimento de sua potência-vital produtiva. Quando ele criava uma nova perspectiva, como diria o filósofo Nietzsche, de mudança, logo a realidade cruel imposta por esses personagens lhe fazia voltar à mesma objetividade imóvel de sua terra. Até que um dia, entre os frutos do guaraná-imobilizado, veio o Acidente Vascular Cerebral. Desse dia em diante, o trabalhador rural, passou a lutar duplamente: contra as sequelas do AVC e contra a ameaçadora possibilidade de não poder mais mudar a perspectiva.

Agora, o trabalhador Miguel de Oliveira passa e aqueles que o observam, dependendo de suas percepções e concepções, podem constatar que não é só ele quem passa, mas milhões de trabalhadores extenuados pela avidez vampiresca a-histórica do capital. Porque a vida de um trabalhador é a história de sua força de trabalho. A história de suas potências física, cognitiva, imaginativa, memorial, sensorial submetidas à opressão do capital. 

Aécio construiu aeroporto em outra cidade que tem fazenda: Montezuma

Cidade tem 7.500 habitantes, apenas 27% das residências atendidas por rede de esgoto e muitas ruas não têm ainda um asfalto como o da pista do aeroporto, feito com recursos do município.

por Helena Sthephanowitz

Não foi só a cidade de Cláudio (MG), onde o senador Aécio Neves (PSDB) tem propriedade rural, que teve aeroporto construído com critérios que mais atendem a conveniência privada da oligarquia política dos Neves da Cunha do que ao interesse público.montezuma-mg.jpg

A cidade de Montezuma, no norte do estado, também teve sua pista de pouso asfaltada quando o tucano era governador. A Perfil Agropecuária, empresa herdada pelo senador tucano, apropriou-se de 950 hectares de terras no município, que o estado de Minas Gerais considerava públicas, por meio de um polêmico processo de usucapião.

Nas licitações do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) realizadas em 2008 aparece uma única obra de pavimentação de aeródromo no interior: Montezuma. Justamente onde a empresa agropecuária do Aécio tem fazenda.

Como o uso da pista é muito raro, já que a cidade tem cerca de 7.500 habitantes, a população dos sem-avião questionou a obra, uma vez que há diversas outras necessidades urgentes a ser atendidas. Detalhe: já há aeroportos em municípios vizinhos da região, como Salinas, Janaúba, Rio Pardo de Minas e Espinosa.

Para se ter uma ideia das outras prioridades, só 27% dos domicílios contam com rede de esgoto. É a empresa estadual de água e esgoto (Copasa) que atende a cidade. Enquanto o orçamento estadual era gasto em obras convenientes para a família do governador tucano, foram necessários recursos federais do PAC Saneamento para melhorar as condições locais. Além do problema do saneamento básico, muitas ruas de Montezuma ainda não têm sequer pavimentação como a da pista do aeroporto.

A imagem abaixo mostra que pista do aeroporto é praticamente da extensão dos eixos da área urbana.

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USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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