Arquivo para 18 de agosto de 2014

“A PROVIDÊNCIA DIVINA NÃO QUIS QUE EU EMBARCASSE NO AVIÃO”, DISSE MARINA. PODE-SE INFERIR QUE DEUS QUIS A MORTE DE EDUARDO PARA ELA SER CANDIDATA À PRESIDÊNCIA

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A POLÍTICA DO TEATRO GREGO

O teatro grego iniciou sua história com temas onde os deuses manipulavam os homens. O que significava que os homens eram meros brinquedos dos deuses que faziam deles o que lhe apetecesse. Um dos grandes trágicos gregos que seguiu essa temática foi Ésquilo. Suas tragédias mostram a luta inglória do homem, simples mortal, diante da força dos deuses que sempre lhe impunham suas vontades. E o homem saia derrotado.

Em seguida apareceu, propondo um teatro com o homem mais liberto, o trágico Sófocles, que apresenta em suas tragédias as lutas do homem contra os desígnios dos deuses. Em seu teatro homem luta por sua identidade e liberdade contra o aprisionamento dele imposto pelos deuses, como ocorre com Édipo, na tragédia do destino, Édipo Rei. Mas os deuses perdem suas interferências sobre o homem exatamente com o trágico Eurípedes. Ele cria uma tragédia em que o homem é seu principal personagem. O homem luta com o que ele mesmo criou. Não há deuses para desculpas. Não é por acaso que Eurípedes é considerado o trágico-existencialista. Seu teatro é o teatro do homem com sua existência. Um teatro ontológico onde o ser é o próprio homem.

CONHECIMENTO E LIBERDADE ONTOLÓGICA

Alcançar essa dimensão existencial de responsabilidade por seu próprio existir requer graduação do conhecimento, como diz o filósofo Spinoza. Sair do mais baixo grau de conhecimento é escapar das superstições, da ditadura da imaginação opressora. É saber que não há desculpas para o homem, visto que ele é responsável pelas próprias escolhas, como diz o filósofo Sartre. Quando alguém se encontra escravizado pela superstição há sempre desculpas, e nunca responsabilidade. Alguém é responsável pelo que me ocorre de bom e de mal. Sou tão desativado que até minha felicidade é outro o é responsável, como observa o filósofo Nietzsche. Nunca sou responsável por mim como humano. O que significa dizer que até minha felicidade não é um produto de minha responsabilidade construído junto com os outros.

DEUS PRETERE EDUARDO EM FAVOR DE MARINA

Diante do corpo, ainda quente, de Eduardo Campos, sua vice, Marina, obreira da igreja Assembleia de Deus, afirmou: “a providência divina não quis que eu embarcasse naquele avião”. Marina, através de seus percursos, já mostrou que é uma mulher ambiciosa. Ela, por ambição, divergiu do Partido Verde e saiu. Por ambição, vem tentando criar um grupo chamado de Rede de Sustentabilidade que para a deputada socialista Erundina, já mostra que não é partido, mas uma rede. Com sua Rede pretendia disputar a eleição para Presidência. Como não conseguiu sua inscrição junto Tribunal Superior Eleitoral (TSE), realizou uma jogada e entrou no PSB, e foi escolhida como vice de Eduardo. Mas o que ela pretendia mesmo era sair como cabeça da chapa. Essa sua continua ambição dissimulada como vice.

Foi então, que Eduardo sofreu o acidente. Aí, como Marina já demostrou que não entende nada de Freud e muito menos de psicanálise, em ato falho-teológico, revelou seu verdadeiro intento: ser a candidata à Presidência. E como é aprisionada na superstição em seu favor, proferiu a sentença-teológica introduzindo a vontade de Deus em sua ambição. Ela é candidata porque Deus quer. Não porque ela decidiu, mas por escolha de Deus. Da forma que os deuses interferiam nas tragédias de Ésquilo eliminado a vontade e responsabilidade do homem.

DEUS DE MARINA SUPERA ZEUS

Uma sentença-teológica que a mostra como uma pessoa singular para Deus. Deus lhe dedica atenção especial. O que Deus não dedicou para Eduardo. Pela sentença-teológica de Marina, infere-se que Deus não queria Eduardo como candidato à Presidência, e sim Marina. Mas esse Deus de Marina se apresenta mais cruel do que Zeus. Ele deixou Eduardo assumir a campanha, viajar, encontrar eleitores, trabalhar por sua eleição, e quando se engajou, otimistamente, em sua campanha, o levou à morte para beneficiar a sua privilegiada Marina. Ele não atentou que Eduardo era também seu filho e que tinha direito de realizar um projeto-existencial que escolheu acreditando na coletividade. Quando Marina, em sua ambição, não conjectura a coletividade. Como Deus, escolheu Marina, deixou que Eduardo “embarcasse no avião”. Esse Deus de Marina se mostra como qualquer pai vulgar, que através de sua moral pessoal de homem frustrado, privilegia alguns filhos em detrimento de outros. Esses filhos são privilegiados porque gratificam os anseios desse pai.

O QUE FOI QUE EDUARDO FEZ CONTRA DEUS?

O que leva a aumentar a inferência com uma interrogativa: O que foi que Eduardo deixou de realizar para Deus? Ou, o que foi que ele fez para Deus querer sua morte? Será por que Eduardo era socialista e Marina não é? Não. Não é essa assertiva, porque, segundo consta no conceito de irmandade, Deus é socialista: quer o bem de todos. Por essa última enunciação, Marina, encontra-se usando o nome de Deus em seu interesse pessoal. Ela blasfema. Comete heresia. Como fazem outros auto-alcunhados religiosos. Marina conclama o filósofo Epicuro quando ele diz: “O ímpio não é aquele que despreza os deuses da multidão, mas sim aquele que adere às ideias que a multidão faz dos deuses”. Em uma lógica rasa, Marina é uma marionete interesseira nas mãos de Deus.

DA CUMPLICIDA FARISAICA DO PSB      

Mas essa posição de Marina não acaba nela. Chega aos parentes de Eduardo Campos e o PSB. Os parentes de Eduardo, com seus motivos, não leram a sentença-teológica de Marina. E, por sua vez, o partido não sabe, como sabe a deputada do próprio partido, Erundina, que Marina não é socialista e muito menos pessoa que se associa às agremiações partidárias. Por essa ignorância, o PSB também compactua com Marina contra Eduardo: Deus não queria Eduardo como candidato, e sim Marina. Assim, se alia, servilmente, a Marina. Não entende que Marina é solipsista-modelo: só acredita em seu ego e jamais nos dos outros. Por isso que ela se toma como escolhida de Deus. 

Só que ela não sabe que antes dela, Deus já era brasileiro.

 

JARBAS VASCONCELOS, NO VELÓRIO DE EDUARDO, ESTIMULA VAIA CONTRA DILMA E VÍDEO O MOSTRA MALDIZENDO EDUARDO

Jarbas Vasconcelos é inimigo visceral da família de Eduardo Campos. Odiava seu avô Miguel Arraes que foi preso pela ditadura e banido, mas quando voltou foi governador de Pernambuco por dois mandatos. Em seguida passou a odiar o neto Eduardo Campos. Aproveitando a cerimônia do enterro de Eduardo, ele compareceu para roubar proveito político diante do povo que amava Eduardo.

Como é uma personagem com modos abomináveis na chamada política brasileira, aproveita, para projetar sua misoginia, seu ódio contras as mulheres, em maldizer Dilma. Durante o cerimonial fúnebre, ele, com seu furor nazifascista, procurou estimular parte dos descontentes semelhantes a ele, para vaiar Dilma. Todavia, a maioria presente repudiou o incentivo invejoso do aproveitador e ofensor da dor alheia. Mas mesmo assim ele foi tratado com desvelo e elogio pelas mídias acéfalas que também odeiam e invejam os governos populares. Uma demonstração que eles são iguais em consciência assaltada.

É essa gente que quer governar o país e apoia a indicação de Marina.

Veja e ouça o vídeo e analise eticamente o tipo e seus semelhantes.

A morte e a morte de Eduardo Campos: uma análise política da mídia

A capa de O Globo do dia 15 de agosto de 2014 contém um resumo da postura da grande mídia brasileira perante a cobertura das eleições.

João Feres Junior (*)

Uma capa de jornal pode conter muita coisa. A capa de O Globo do dia 15 de agosto de 2014 contém um resumo da postura da grande mídia perante a cobertura das eleições e, ao mesmo tempo, a encruzilhada onde se encontra.
Eduardo Campos morreu repentina e tragicamente no dia 13 de agosto. No dia seguinte, os três maiores jornais brasileiros, Folha de S. Paulo, O Globo e Estado de S. Paulo publicaram farta cobertura da tragédia, explorando seus aspectos pessoais, familiares e políticos. Em 15 de agosto O Globo estampou em sua manchete: PT pressiona para rachar o PSB de Eduardo Campos. Dois subtítulos se seguem às letras garrafais da manchete: “Lula e Dilma telefonaram para o presidente do partido, ligado a petistas” e “Marina Silva, porém, é a preferida de parte dos socialistas e de aliados que compõem a coligação…”.

Essa chamada de capa conduz a uma matéria na página 3 onde se lê em letras garrafais, maiores do que as da manchete da capa: “PT tenta dividir PSB”. O texto da reportagem, assinada por Julianna Granjeia, é repleto de insinuações de que o PT e Lula tenham agido de maneira moralmente condenável, desrespeitando o luto pela morte de Campos. O resto da matéria tem um claro sentido de mostrar que Marina conta com maior apoio tanto dentro do PSB como entre os aliados, inclusive com um subtítulo cândido como esse: “Líderes: ex-senadora está diferente”.

Destaque para comentário de Roberto Freire, líder do PPS, aliado histórico de Serra e do PSDB, que miraculosamente bandeou-se para a candidatura do PSB: “queremos que tenha segundo turno”.

Voltando à capa, abaixo da notícia principal vem a chamada: “Irmão de Campos pede Mariana Candidata”. Ao lado, charge de Chico Caruso mostrando Marina com olhos de penetrante azul encarando Aécio e Dilma, que se encolhem intimidados.

Na sequência, de cima para baixo, temos um box chamando para entrevista com Antônio Lavareda, com o título “Cenário eleitoral é favorável ao PSB” e seis chamadas para colunas internas do primeiro caderno, assinadas por Merval Pereira, Míriam Leitão, Ricardo Noblat, José Casado, Nelson Motta e Arthur Dapieve.

De cima para baixo, a capa começa com um ataque ao PT, Lula e Dilma e segue com o anúncio com certo entusiasmo do favoritismo de Marina, contra opositores internos do PSB e contra as articulações do próprio PT. A entrevista de Lavareda reforça a importância súbita supostamente adquirida pelo PSB como resultado da tragédia. E a charge de Caruso representa uma super Marina, empoderada frente aos competidores por ter adquirido os olhos azuis de Eduardo, em que pese o profundo mal gosto do autor.

Mas são os seis drops de notícia a parte mais saborosa da capa. Essas seis chamadas para colunas internas do jornal são como o resumo do resumo de todo o momento eleitoral da cobertura.

Merval Pereira é o primeiro da lista. Crítico acerbo de PT, Lula e Dilma, esse articulista adota uma posição de cautela quanto ao futuro da chapa do PSB, elencando os prós e contras da escolha de Marina, coisa que já havia feito no dia anterior, edição da morte de Eduardo Campos. A perspectiva é sempre a das campanhas, ora do PSB, ora do PSDB, ambos imbuídos da finalidade de derrotar Dilma e o PT.

A chamada para a coluna de Miriam Leitão diz: “País vive momento de profunda incerteza na política e na economia”. A palavra incerteza aqui dá o tom. Advinda da linguagem econômica, tal expressão denota, acima de tudo, as expectativas dos operadores financeiros. A coluna em si deixa isso claro. Ela é uma elegia a Campos, muito palatável aos investidores, e um alerta para os perigos do quadro de indecisão atual. Disso tudo, Leitão declara ter somente uma certeza, a de que “tudo mudou na dinâmica eleitoral”. Para além dessa leitura política, a jornalista repete mantras que a tem consagrado desde, pelo menos, 2008 como arauto de uma suposta crise econômica que até agora não se consubstanciou. Mas Leitão não está sozinha. Ela representa muito bem o perfil da cobertura econômica do seu jornal, O Globo, e de outros dois grandes jornais brasileiros, Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo, como mostra o gráfico abaixo:

Cobertura agregada dos jornais – Economia – 2014

Somente no ano de 2014, foram 455 notícias negativas sobre economia nas capas desses jornais contra somente 17 positivas. Só a título de ilustração, até notícias positivas são entremeadas com comentários desfavoráveis, como nessa manchete de 19 de abril de O Globo: “O desemprego no Rio cai a 3.5%, mas a inflação diminuiu renda”. Outras têm um caráter altamente especulativo, como a manchete “Alta da inflação ameaça diminuir a classe C” (O Globo, 25/05). Fato é que para a grande mídia impressa o Brasil já atravessa uma crise econômica faz tempo, por mais que os fatos muitas vezes não corroborem essa percepção. Esses números crescem a cada dia. Assistimos no presente a uma verdadeira avalanche de notícias econômicas negativas nas capas dos jornais.

A cobertura do Jornal Nacional não é diferente, como mostra o gráfico abaixo:

Cobertura agregada do Jornal Nacional – Economia – 2014


São 10.939 seg de notícias negativas contra 3.843 seg de neutras e 1.097 seg de positivas. A proporção entre negativas e neutras atinge a marca de quase 3:1. Isto é, não somente os consumidores de jornal impresso, entre eles toda a classe política, empresários e boa parte da classe média, é informada de uma suposta crise econômica, como o universo de expectadores do Jornal Nacional, que é assistido por todas as classes sociais em todo o país.

Voltando aos drops da capa do dia 15 de agosto, a chamada para o texto de Ricardo Noblat lê-se assim: “Para parentes de aliados de Eduardo Campos, é inconcebível que o PSB apoie Dilma”. Crítico ferrenho do PT e de seu governo, assim como Merval e Míriam, Noblat dá a sua coluna o título “Recife apoia Marina”.

O artigo da página 3 é uma lista de razões segundo as quais o PSB deveria escolher Marina. Uma frase é realçada na diagramação do jornal, com letras maiores: “como desrespeitar a vontade de Eduardo, que acolheu Marina?”.

José Casado, o próximo drop da lista é um ponto fora da curva. Seu texto é mais analítico que especulativo; uma análise da situação que tem como base a biografia política de Marina e a tese de que ela precisa se “reinventar até a semana que vem”. A conclusão é taxativa, contudo, de que seria suicídio político do PSB não escolher Marina.

As notas mais tragicômicas dessa cobertura de O Globo ficam com os dois últimos drops, as chamadas para os textos de Nelson Motta e Arthur Dapieve. O primeiro, crítico musical, foi tornado colunista político pelo jornal. E o segundo, ainda crítico musical, se arvorou na ocasião a escrever sobre política.

Motta publica hoje na página de opinião do jornal. O Globo tem, na verdade, duas páginas dedicadas à opinião, que ficam no final do primeiro caderno. Nesse dia o jornal publicou um editorial defendendo a redução de impostos e o corte de gastos públicos e outro defendendo a privatização de serviços públicos e criticando o governo por ter preconceito ideológico contra tal prática. Há um texto de Rogério Furquim Werneck, economista da PUC-Rio, acusando o governo federal de má administração da Petrobrás, Dilma de fazer uso político da empresa quando lhe convém. Em outra coluna, Luiz Garcia mostra indignação quanto à transferência da pena de José Genoino para o regime aberto; chega a chamar os réus de “bando” e pede que a “opinião pública” não se esqueça do “mensalão”. Ao lado, há um texto de um economista da FGV, acusando a burocratização da política industrial do governo como responsável pela suposta deterioração do ambiente de negócios. E, por fim, artigo de José Paulo Kupfer defendendo reforma fiscal, com o objetivo de simplificar o sistema tributário e reduzir a carga tributária de 36% para 30%.

É essa a vizinhança do texto de Motta. Todos são direta ou indiretamente críticos ao Governo Federal, a sua titular e/ou ao seu partido, o PT. Alguns, como os de Werneck e Garcia, são agressivamente antipetistas. Também crítico virulento do PT e da política em geral, Motta escreve um texto curto, com ideias simples sintetizadas no título: “A favor do voto contra”. O autor fala da necessidade da criação do voto contra, ao lado do favorável, como maneira de dar efetividade às taxas de rejeição. Cita os EUA como exemplo virtuoso, por ter o instituto do recall.

E conclui que no Brasil os votos nulos, brancos e abstenções serão o fator mais importante nas eleições que se aproximam e que os supostos 70% de descontentes (não se sabe de onde tirou a cifra), ao invés de somente votar em Aécio poderiam também “se livrar de Dilma e do PT”.

Diferente de Motta, que aparece na página de opinião do primeiro caderno, Dapieve tem coluna no segundo caderno, o cultural. Seu texto é emotivo e narra a frustração do autor com a política em geral, com a polarização entre PT e PSDB e com a morte de Campos que, para ele, significava uma alternativa “a tudo que está aí”. O texto é cético em relação a Marina e termina em tom depressivo, da mesma forma como começou.

Esses dois últimos textos são marcados pelo sentimento da antipolítica, pela rejeição da política real em nome de supostos ideais éticos não bem explicitados.

Neles ouvimos os ecos das Manifestações de Junho de 2013 que, por seu turno, ecoavam concepções dessa natureza que já circulavam em jornais e programas televisivos muito antes dos acontecimentos. A análise do Manchetômetro acerca da cobertura do tema da política nas capas dos jornais impressos, que inclui todas as chamadas, notícias e textos acerca das instituições políticas brasileiras (partidos, congresso, executivo, etc.), agências, empresas e políticas públicas, e personalidades políticas, mostra um viés extremamente negativo para todo o ano de 2014, como demonstra o gráfico abaixo:

Cobertura agregada dos jornais – Política – 2014

A cobertura do Jornal Nacional não é diferente

Só para se ter uma ideia de proporção, foram 56.868 seg de notícias negativas contra 23.159 seg de notícias neutras, meramente descritivas, e 4.747 seg de notícias que mostravam algum aspecto positivo da política. A proporção de notícias negativas para neutras é de 2,5:1.

Em suma, não são somente os consumidores do jornalismo impresso, os supostos “formadores de opinião”, a classe média, que é atingida por esse enquadramento extremamente negativo da política; é basicamente toda a população sujeita à cobertura do Jornal Nacional.

Os elementos na capa do Globo podem ser divididos em duas categorias, os de mais longa duração e os conjunturais. Os primeiros são o ataque ao PT e o agendamento e enquadramento de uma suposta crise econômica e de outra suposta crise política. O viés anti-PT apareceu também forte em nossa análise da eleição de 2010, ou seja, também não é novidade. Só para ficarmos nos drops da capa, com a exceção de Dapieve, os outros cinco colunistas são críticos ferrenhos do Governo, de Dilma e do PT, aos quais se dedicam a desancar com afinco e regularidade, alguns diariamente. Dapieve não é simpático, tampouco, somente ocupado em escrever sobre outros assuntos. Isso dá uma ideia do nível de desequilíbrio dos textos de opinião do jornal, nível esse corroborado por nossa rápida análise das páginas internas de opinião.

Pesquisa que fizemos no LEMEP sobre as manifestações de 2013 mostram que os agendamentos e enquadramentos de dupla crise, econômica e política, estão presentes por todo o ano passado, de maneira forte, nos três jornais.

Quanto à conjuntura, contudo, o que transparece é um quadro ainda um pouco conturbado. Por um lado, as reportagens do jornal apontam para o favoritismo de Marina com entusiasmo, assim como alguns colunistas, por exemplo, Noblat. Na morte, conferiram a Eduardo Campos uma importância e valor que nunca haviam lhe dado em vida. O desafortunado político pernambucano foi decantado nas páginas dos três jornais como um tipo de messias: aquele que iria trazer a boa nova da política depurada de “tudo que está aí”. E muitos textos, como a caricatura de Caruso representa de maneira grotesca, apostam na transmissão das virtudes do desaparecido para Marina. Mas colunistas como Merval e Leitão parecem adotar uma postura cautelosa. Ambos louvaram Campos em suas colunas mas resistiram ao entusiasmo de ungir Marina como solução redentora. Uma rápida olhada nos grandes jornais de São Paulo revela também insegurança quanto ao personagem Marina.

Agora que acabamos de saber da confirmação da candidata podemos perguntar: será que ela é a garantia final de um segundo turno? Será que esse segundo turno, se houver, vai ter Aécio Neves como contendor? É mergulhada nas contradições que as respostas a essas perguntas suscitam que agora se encontra nossa grande mídia. O que parece a salvação para alguns pode ser, na verdade, a sentença de morte para outros.

(*) João Feres Junior é cientista político, professor do IESP/UERJ e da UNIRIO e coordenador do Manchetômetro, website de acompanhamento da cobertura midiática das eleições 2014 do Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública (LEMEP) do IESP/UERJ.

Créditos da foto: Arquivo


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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