Arquivo para 2 de setembro de 2014

MARINA ASSUME, NO SBT, QUE NÃO TEM PROGRAMA DE GOVERNO AO AFIRMAR QUE VAI COPIAR OS PROGRAMAS DE LULA E FHC

fhc

Em debate (?) promovido pelo SBT, com alguns dos candidatos ao cargo de presidente da República, Marina afirmou clara e distintamente que vai, se eleita for, que usar, como referências de seu governo, os programas dos governos de Fernando Henrique e Lula.

O ingênuo, em seu êxtase estupidez, pode até imaginar que Marina, ao anunciar essa possibilidade, está apenas usando uma estratégia para ganhar votos dos eleitores de Aécio e Dilma. Como as propostas de Aécio, em sua campanha, são as mesmas de Fernando Henrique, seu mentor, ela ao afirmar que vai seguir o programa do ‘príncipe’ acredita que é mais capaz do que Aécio para colocá-la em prática. O mesmo ocorrendo com Dilma, que para ela não seguiu as políticas iniciadas por Lula.

Pois é. O ingênuo, em seu êxtase estupidez, fica aí mesmo nessa ilusão. O que ocorre mesmo, é que a candidata metafísica não tem programa algum para o povo brasileiro. O que ela chama de programa é a submissão ao capitalismo financeiro, submissão ao neoliberalismo, privatização de órgãos estatais, entrega do Banco Central a especulação privada, estímulo ao agronegócio, muito do que Fernando Henrique fazia. Essa a identificação dela com o ‘príncipe’ sem trono.

Quanto à continuidade do programa dos governos de Lula, não é nada mais do que falácia, porque, presa ao capitalismo predador, ela nunca terá condições políticas para realizar as políticas sociais criadas pelo governo Lula e continuadas pelo governo Dilma.

Como forma de apresentar sua determinação mimética como necessária, ela disse que vai fazer uso das políticas de Lula, porque Dilma não soube continuar. Abstração perigosa, visto que Marina não tem consciência que os programas como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, etc., continuam visíveis em sua frente de forma concreta beneficiando a população inscrita nesses programas.

Se os desgovernos de Fernando Henrique colocaram o país de pires na mão, Marina associada mimeticamente com eles, vai enterrar o Brasil em nome de uma nova política que ela se autonomeia representar. Nova política com Fernando Henrique.

É possível que ela só tenha tido a coragem de afirmar a mimeses programáticas dos dois ex-presidentes, porque, logo no começo do programa, Dilma mostrou que ela não tem o que apresentar aos seus eleitores ao não responder de onde vai tirar o dinheiro para colocar em prática que vem anunciando. Essa direta de Dilma deve ter lhe tirado todas as defesas. Sem defesas psicológicas e argumentantes, ela foi obrigada a confessar a inexistência de programa em sua candidatura.

Só um breve exemplo da escotomia política de Marina no tal debate.

Marina (Para Dilma) – “O que deu errado em seu governo?”

Dilma (Segura como deve ser uma presidenta) – “O que deu errado é que tiramos 30 milhões de brasileiros da miséria”.

Primeiro bem que Marina concebe, nessas eleições, para a população.

TURMA DA MARINA APRESENTA DOCUMENTO FALSO PARA TENTAR SE LIVRAR DO ESQUEMA ESCUSO SOBRE O AVIÃO DE EDUARDO

O jornal reacionário, Folha de São Paulo, divulgou matéria mostrando que o documento apresentado pela turma da Marina para explicar a compra do avião que Eduardo Campos sofreu acidente fatal, é uma fraude que até um adolescente percebe. É preciso cuidado com a generalização quanto a sentença “até um adolescente percebe”, porque os adolescentes que dizem que vão votar na Marina não têm essa percepção e entendimento para perceber. Tanto é que vão votar com o corpo na terra e o voto no céu.

Para alguns advogados ouvidos pelo jornal, o documento não passa de um “papel de pão” sem qualquer valor jurídico. O desespero para provar o improvável é tamanho, que os autores do documento não tiveram nem a sutileza de diferenciar as datas que a fraude apresenta. A data da emissão do “papel de pão” e a mesma data de validade do que a turma Marina chama de “carta de intenção” de venda, 15 de maior de 2014.

Outro elemento que indica fraude é a pessoa que manifesta “intenção de compra” do avião não é identificada. E ainda sendo um objeto com o valor de R$ 20 milhões. Todas as estratégicas usadas para esconder o esquema escuso do caso avião usadas pela turma da Marina, compreensivamente como o PSB, deixam cada vez mais visível, segundo analistas, que o caso tem corpos violadores de leis comerciais, fiscais e eleitorais.

Dessa forma, a turma da Marina, vai sentindo os alicerces de sua candidatura fincados em areia movediça, cada vez mais afundando e sem qualquer possibilidade de parada, porque nesse caso humano a providência divina não tem jurisdição. Tanto é que o reacionário servo do Globo, total cabo-eleitoral de Aécio, Merval Pereira, escreveu um artigo deixando claro que a candidatura da obreira pode ser chupada em 30 dias. Ele pediu que não abandonassem o Aécio porque alguma coisa pode “abalar Marina”.   

Esse jornalismo entende de desse tipo de ‘mistério’.

LEONARDO BOFF, EM VÍDEO, DIZ: ”EU APOIO A REELEIÇÃO DE DILMA PARA CONFIRAMAR A MAIOR REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA PACÍFICA”

Ouça, veja o vídeo, reflita sobre o Brasil atual e um possível fantasioso, e decida. Leonardo Boff, teólogo e filósofo e vem construindo um imenso trabalho sobre ética e ecologia tendo como suporte o seu “gesto amoroso”.

 

O CINEGRAFISTA JORGE FURTADO DIZ QUE VOTA EM DILMA E ELENCA AS RAZÕES DEMOCRÁTICAS

O cineasta brasileiro Jorge Furtado, em artigo reproduzido pela Revista Fórum, comemora a aparente retirada da “direita autêntica” – PSDB, DEM e PTB – da disputa eleitoral deste ano. Para ele, esse fenômeno vai garantir ao Brasil mais espaço para discutir os rumos certos para o crescimento. E colabora com o debate declarando o voto e os motivos: “Voto na Dilma e contra tudo isso que ainda está aí: a desigualdade social, o poder crescente do capital, a cobiça sobre nossos recursos naturais, o preconceito contra os homossexuais, a criminalização do aborto, o obscurantismo que impede avanços científicos, a criminalização da política, as palavras vazias, os salvadores da pátria”, diz. Abaixo, o artigo na íntegra.

Um voto contra “tudo que está aí”

Por Jorge Furtado, na Revista Fórum

Se alguém me dissesse, em 2004 – quando o primeiro governo Lula sofria a oposição feroz de toda a mídia brasileira e tinha pouco ou nada para mostrar de resultados – que em dez anos o segundo turno da eleição presidencial seria disputado entre duas ex-ministras do governo Lula, uma pelo Partido dos Trabalhadores e uma pelo Partido Socialista Brasileiro, eu diria ao meu suposto interlocutor que a sua fé na democracia era um comovente delírio. A provável ausência, pela primeira vez no segundo turno das eleições presidenciais, de candidatos da direita autêntica, do PSDB, do DEM e do PTB, é mais uma boa notícia que a democracia nos traz. Imagina-se que, vença quem vença, muitos dos derrotados voltarão correndo para os braços confortáveis do novo governo, esta é a má notícia.

Tenho familiares e bons amigos que vão votar na Marina e também no Aécio. Eu vou votar na Dilma. Acho que foi o Todorov quem disse (mais ou menos assim) que a democracia nos reúne para que a gente resolva qual é a melhor maneira de nos separar. Não sou nem nunca fui filiado a qualquer partido, já votei em vários, tenho amigos em alguns. Neste que é o maior período democrático da nossa história (25 anos, sete eleições consecutivas), o Brasil não parou de melhorar e não há nada que indique que vá parar de melhorar agora.

Votei no Lula, desde sempre até ajudar a elegê-lo em 2002, com o palpite de que um governo popular, o primeiro em 502 anos, talvez pudesse enfrentar com mais vigor o grande problema brasileiro: a desigualdade social. Achei que, talvez, substituindo a ideia de que o bolo deve primeiro crescer para depois ser divido pela ideia de incentivar o crescimento do país com melhor distribuição de farinha, ovos, manteiga, fogões, casas com luz elétrica, empregos e vagas nas escolas e nas universidades, finalmente poderíamos começar a nos livrar da nossa cruel e petrificada divisão entre a casa grande e a senzala. Meu palpite estava certo. A desigualdade brasileira continua grande e cruel mas está, finalmente, diminuindo.

Voto, ainda, primeiro contra a desigualdade social, ainda o maior problema do país, um dos mais injustos do planeta, em poucos lugares há uma diferença tão grande entre pobres e ricos. A elite brasileira (sim, ela existe, esta aí), fundada e perpetuada no escravismo, luta para manter seus privilégios a qualquer custo. Eles são donos dos bancos, das grandes construtoras, fábricas e empresas, das tevês, rádios, jornais e portais da internet e defendem ferozmente sua agradável posição. A única maneira de enfrentar seu enorme poder é no voto.

Voto contra o poder crescente do capital sobre as políticas públicas. Quem vive de rendas pensa sempre mais no centro da meta da inflação e menos nos níveis de emprego, mais na taxa dos juros e menos no poder aquisitivo dos salários. O poder do capital especulativo, rentista, é gigante, mora na casa dos bilhões de dólares. Voto contra, muito contra, a autonomia do Banco Central, que tira do governante, eleito pelo nosso voto, o poder de guiar o desenvolvimento segundo critérios sociais, protegendo o país do ataque de especuladores e garantindo renda e empregos, e entrega este poder ao tal mercado, hereditário e eleito por si mesmo, sempre predador e zeloso em garantir a sua parte antes de lamentar os danos sociais causados por seus lucros. (Ver Espanha, Grécia, EUA, Finlândia, etc.)

Voto contra submeter os critérios de uso dos nossos recursos naturais não renováveis, como o petróleo, ao interesse de grandes empresas estrangeiras. O petróleo brasileiro e seu destino é o grande assunto não mencionado nas campanhas eleitorais. Os ataques contra a Petrobras, que acontecem invariavelmente às vésperas de cada eleição, atendem interesses das grandes empresas petroleiras, especialmente as americanas, que querem a volta do velho e bom sistema de concessões na exploração dos campos de petróleo, sistema que, na opinião delas, deveria ser extensivo às reservas do pré-sal. Aqui o interesse chega na casa do trilhão. Garantir que o uso da riqueza proveniente da exploração de nossos recursos não-renováveis tenha critérios sociais, definidos por governantes eleitos, me parece uma ideia excelente da qual o país não deveria abrir mão.

Voto contra o poder crescente das religiões sobre a vida civil. Respeito inteiramente a fé e a religião de cada um, gosto de muitos aspectos de várias religiões, sei do importante trabalho social de várias igrejas, mas não aceito o uso de argumentos ou critérios religiosos na administração pública. Mesmo para os que professam alguma fé religiosa a divisão entre os poderes da terra e do céu deveria ser clara. Diz a Bíblia, em Eclesiástico, XV, 14: “Deus criou o homem e o entregou ao poder de sua própria decisão”. (Esta é a versão grega, a versão latina fala em “de sua própria inclinação” ou “ao seu próprio juízo”.) Erasmo faz uma boa síntese desta ideia: “Deus criou o livre-arbítrio”. Ele, se nos criou a sua imagem e semelhança e criou também as árvores, haveria de imaginar que, criadores como ele, criaríamos o serrote, e com ele cadeiras, mesas e casas, e ainda, Deus queira!, a ciência que nos permita usar com sabedoria os recursos naturais e viver bem, com saúde. O poder crescente das igrejas, com suas tevês e bancadas no congresso, deve ser contido por um estado laico.

Voto contra o preconceito contra os homossexuais. O estado não tem nada a ver com o desejo dos indivíduos. Ninguém (seriamente) está falando que o sacramento religioso do casamento, em qualquer igreja, deva ser definido por políticas públicas, mas os direitos e deveres sociais devem ser iguais para todos, ponto. Os preconceituosos e mistificadores, que vendem a cura gay ou bradam sua lucrativa intolerância contra os homossexuais, devem ser combatidos sem vacilação ou mensagens dúbias.

Voto contra a criminalização do aborto. A hipocrisia brasileira concede às filhas da elite o direito ao aborto assistido por bons médicos, em boas condições de higiene, e deixa para as filhas dos pobres os métodos cruéis e o risco de vida, milhares de meninas pobres morrem de abortos clandestinos todos os anos. A mulher deve ter direito ao seu corpo, independente de vontades do estado ou de dogmas religiosos.

Voto contra o obscurantismo que impede avanços científicos. Há quem se compadeça com os embriões que serão jogados no lixo das clínicas de fertilização e ignore o sofrimento de milhares de seres humanos, portadores de doenças graves como a distrofia muscular, a diabetes, a esclerose, o infarto, o Alzheimer, o mal de Parkinson e muitas outras, cuja esperança de cura ou melhor qualidade de vida está na pesquisa com as células tronco.

Voto contra palavras vazias. Nossa era da mídia transformou a oralidade num valor em si, esquecendo que há canalhas articulados e bem falantes e pessoas de bem e muito competentes que são de pouca conversa, ou até mesmo mudas. Tzvetan Todorov: “A democracia é constantemente ameaçada pela demagogia, o bem-falante pode obter a convicção (e o voto) da maioria, em detrimento de um conselheiro mais razoável, porém menos eloquente”. (1) Há quem diga de tudo e também o seu oposto, dependendo do público ouvinte a quem se pretende agradar, há quem decore frases feitas repetíveis em qualquer ocasião, há quem não fale coisa com coisa. Prefiro julgar os governantes e aspirantes a cargos públicos menos por suas palavras e mais por seus atos, seus compromissos e sua capacidade de trabalho em equipe, ninguém governa sozinho.

Voto contra os salvadores da pátria. Pelo menos em duas ocasiões o Brasil apostou em candidatos de si mesmos, filiados a partidos nanicos, sem base parlamentar, surfando numa repentina notoriedade inflada pela mídia e alimentada pelo discurso “contra a política”, prometendo varrer a corrupção e as “velhas raposas”. No primeiro caso, a aventura personalista de Jânio Quadros acabou num golpe militar e numa ditadura que durou 25 anos. No segundo, a aventura personalista de Fernando Collor, sem base parlamentar e passada a euforia inicial, terminou em impeachment, bem antes do fim de seu mandato.

Voto na Dilma e contra tudo isso que ainda está aí: a desigualdade social, o poder crescente do capital, a cobiça sobre nossos recursos naturais, o preconceito contra os homossexuais, a criminalização do aborto, o obscurantismo que impede avanços científicos, a criminalização da política, as palavras vazias, os salvadores da pátria. Com a direita autêntica fora do jogo podemos, sem grandes riscos de voltar ao passado, debater o melhor caminho para seguir avançando. Ponto para a democracia.

(1) Tzvetan Todorov, Os inimigos íntimos da democracia, tradução Joana Angelica DÁvila Melo, Companhia das Letras, 2012.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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