Arquivo para outubro \31\-04:00 2014

AS EMBRUTECIDAS DIEITAS DURANTE AS ELEIÇÕES TENTARAM OFENDER CHICO, MAS ELE RESPONDEU COM O FILÓSOFO SPINOZA

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Um afeto é um corpo constituído de movimento, repouso, velocidade, lentidão, longitude e latitude que quando atua sobre outro corpo muda o estado de coisa, ou modo de ser desse corpo. Constrói uma afecção. A afecção é um estado de coisa, um sentimento, um sentido do corpo afetado. O afeto está sempre em variação contínua. O que significar dizer que as afecções estão sempre mudando dependendo dos afetos.

Por tal, o afeto, como corpo, ele pode ser uma ideia, uma pessoa, uma palavra, um cinema, um poema, uma dança, uma pintura, uma árvore, uma caricia, uma ternura, etc. Mas o certo e que ele é constituído de qualidade e quantidade.

O afeto é sempre variável seja em seu devir corporal ou incorporal. O certo é que o afeto é a expressão e o conteúdo dos encontros. Por isso, ele se mostra em duas qualidades, bom e mau. Quando um afeto tem uma ação boa, o sujeito afetado aumenta sua potência de agir. Quando o afeto tem sua ação má, o sujeito afetado tem sua potência de agir diminuída.

Quando encontro Pedro e ele me agrada, minha potência de agir aumenta, fico alegre. Quando encontro Paulo e ele me desagrada, minha potência de agir diminui, fico triste. Todavia nos dois casos eu não sou a causa de minha afecção. Sou nada mais do que efeito. E sendo efeito estou preso no corpo que me afetou. No caso de minha alegria sou efeito do afeto Pedro. Assim, como no caso de minha tristeza. Dessa forma, minhas afecções são efeitos do primeiro grau de conhecimento em me encontro. O de ter ouvido e ter visto. Nada de encontro racional. Estou escravizado pelo mundo, à disposição doa afetos casuais. Como diz o filósofo, Deleuze, “estou perdido”.

O que devo fazer para escapar desses encontros fortuitos? Mudar meu grau de conhecimento. Elevar-me ao segundo grau de conhecimento. Com essa elevação conheço os corpos que me afetam e passo a ser causa de mim mesmo. Minhas afecções não são mais produtos da ação dos outros sobre mim. Só fico alegre ao encontrar Pedro, sou alegre por mim mesmo. Se encontro Paulo, sua presença não diminui minha potência de agir. O que ocorreu? Eu só componho meus encontros, occursos, no latim, como diz Spinoza, com o que aumenta minha potência de agir. Só faço bons encontros.

Foi o que Chico Buarque nos mostrou diante dos ataques sórdidos de membros das direitas nazifascistas, que apoiaram Aécio, contra ele por ter apoiado a candidatura de Dilma. Ele não compôs com os afetos tristes dos embrutecidos, que por inveja, tentaram lhe atingir com as palavras psicopáticas que é de suas mentes deletérias.

O ódio, a inveja, a soberba, o orgulho, a ambição, a trapaça, a hipocrisia, a covardia, etc. são afecções tristes que dominam todos os embrutecidos. A internet e os meios de comunicação de massa, principalmente a TV Globo, Bandeirantes, jornais Folha de São Paulo, Estadão, Globo, revistas IstoÉ, Veja, Época, estão contaminadas de tristezas. Por que se permitir ser afetado por elas? Se você quer existir feliz, não componha com essa dor. Se compor está perdido.  

Chico sorriu, e disse: ”Você não deve ter raiva de quem tem raiva”. Chico simplesmente ofereceu o filósofo Spinoza. Não compor com a raiva que alguém tem de você, porque a raiva é um afeto triste. Se você compõe com ela, você também fica triste. E triste significa diminuir a potência de agir. Você não já percebeu que as direitas são ontologicamente impotentes, e que é por isso que elas usam a força? Pois é, quem compõe com o impotente fica também impotente.

Assista o vídeo, veja Spinoza em Chico e tenha um bom encontro.    

DEPUTADO FEDERAL CARLOS SOUZA (PSD/AM), RENUNCIA MANDATO, PORQUE NÃO FOI REELEITO. ESQUECE QUE FOI ELEITO PARA CUMPRIR O MANDATO INTEGRAL

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Para entender melhor o caso. O deputado federal Carlos Souza (PDC/AM), foi eleito três vezes. E todas às vezes com ajuda de um programa de televisão, como muitos espalhados pelo Brasil, que explora miséria econômica e intelectiva de parte da população amazonense.

O caso da entrada e permanência de Carlos Souza, durante anos no Legislativo, tem um caráter específico. Ele e seus irmãos Wallace Souza e Fausto Souza, usaram e abusaram desse programa de televisão que mostrava jovens chamados de marginais por eles em seus últimos momentos de vida. Vários desses jovens em seus últimos estertores foram exibidos de forma explícita pelo programa. Por essa violência televisiva, eles forram tachados de irmãos coragens. Mas a coragem era só diante dos mais fracos. E que contava com o beneplácito da classe média indiferente de Manaus.

Mas os irmãos, que não tinham qualquer sinal de corajosos, posto que eram resguardados por alguns policiais militares, não realizavam o programa sozinho. Eles compravam o espaço da TV Rio Negro, do empresário Francisco Garcia, retransmissora da TV Bandeirantes, que já fora deputado federal, e permitia, de certa forma, a violência televisiva continuar. Porque, também, de certa forma, como os tais “corajosos” tinham grande número de eleitores, possivelmente sobrariam alguns eleitores para a carreira legislativa do empresário.

Só que um dia a sociedade amazonense afetada pela violência televisiva e não podendo mais ficar calada diante da irracionalidade protestou, a e Justiça resolveu investigar o caso dos mortos que apareciam no programa. Resultado é que a coragem acabou. Wallace foi casado, e em seguida, como era acometido de uma enfermidade letal, morreu e Carlos Souza foi preso, depois de chorar muito se dizendo inocente. Por fim foi solto, se candidatou novamente e foi eleito para o mandato que termina em dezembro. O filho de Wallace, que fazia parte da equipe do programa, também foi preso.

Como é de entender, Carlos Souza nunca teve qualquer dimensão política. Para ele a política partidária era uma questão de negócio pessoal. Assim como para muitos que se encontram no Congresso Nacional. Agora, ele vem a público confessar que vai renunciar porque não se sente motivado para continuar o mandato nesses últimos dois meses.

Só que ele não sabe que os eleitores que o elegeram o elegeram para que ele cumprisse o mandato integral, e não abdicar antes de seu final. Mas como se trata de mais um apolítico que habita o Parlamento, essa realidade da democracia representativa não conta para ele. Sua renúncia é na verdade uma violência contra a democracia e a vontade de seus eleitores. Uma prova de sua impotência parlamentar.

RESSENTIDA COM A REELEIÇÃO DE DILMA A DIREITA PARLAMENTAR DERRUBA O DECRETO PRESIDENCIAL DE POLÍTCA NACIONAL DA PARTICIPAÇÃO SOCIAL

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A inveja não mata (em alguns casos mata), mas maltrata, e como. O invejoso sofre com ao ver aquele que ele nomeou como seu rival alegre, feliz. Não é por acaso que se afirma que todo infeliz quer o mundo infeliz. E foi exatamente essa inveja que levou parlamentares da direita (veja, na foto, quem são os velhos patéticos reacionários e antidemocratas) derrubarem o projeto presidencial que regulamentava a Política Nacional da Participação Social (PNPS).

 Mas essa posição reacionária mostra outro lado preocupante, além da inveja. O desprezo e o medo que esses parlamentares têm da opinião popular, já que a PNPS amplia a participação da sociedade civil na elaboração das políticas do Estado. Esses parlamentares como não são democratas reais, querem o povo apenas como representação de seus interesses legislativos e nada mais. Uma forma de oprimir o eleitor.

Para alguns estudiosos, a posição reacionária é uma clara forma de terceiro turno, visto que foram derrotados nos dois turnos. Todavia, é um terceiro que os deixa mais frustrados, porque não conseguem o que mais almejaram: a Presidência da República. Porém, segundo estes estudiosos, o povo continuará se expressando através dos movimentos sociais, entidades e a própria sociedade civil, porque não há partidos que sobreviva sem a interação social.

Para o coordenador da Organização de Direitos Humanos Terra de Direitos, Darci Frigo, os reacionários entendem a PNPS como uma ameaça a democracia representativa. Na verdade ignorância-política.

“Essa oposição se dá em função do entendimento bastante conservador de que o decreto é uma ameaça à democracia representativa, que está configurada através do voto. Mas a Constituição garante também a democracia direta, em um processo como esse, que amplia a participação da sociedade.

Seria um avanço importante de qualificação da democracia, mas o Congresso não quer dividir poder com a sociedade, e essa negativa confronta com as mobilizações que ocorreram no Brasil em 2013, que pediam essas mudanças.

A democracia representativa não faz o esforço para resolver os problemas que a sociedade está vivendo. Isso sinaliza que, se a população não se mobilizar, não ir às ruas de novo, a reforma política que está por vir pode ser no sentido de retroceder e não atender aos anseios do povo”, analisou Frigo.

Já para Maria Socorro Souza, presidenta do Conselho Nacional de Saúde, os parlamentares não podem legislar sem a voz das comunidades. Para ela a posição reacionária dos parlamentares foi revanchista.

“Temos quase 30 anos de democracia, mas é possível melhorar, ter mais articulação entre a democracia participativa e representativa. Não é porque o Legislativo foi eleito pelo povo que damos o direito dos parlamentares legislarem sem dar voz às comunidades. A derribada do decreto foi uma reação revanchista, precipitada, sem transparência ou diálogo com uma política de Estado”, contestou Maria Socorro Souza.

O BANDIDO PROFISSIONAL, DOLEIRO YOUSSEF, “ASSASSINADO” PELA EXTREMA-DIREITA PARA PREJUDICAR DILMA, RESSUSCITOU E VOLTOU PARA SUA CELA NA PF

Já é do conhecimento público que as direitas sofrem de alterações genéticas que são visibilizadas em suas manifestações mentais. Daí elas não carregarem qualquer sinal de pudor, brio, escrúpulo qualquer valor que se mostre como solidariedade e alteridade. Elas são nada mais do que elas mesmas em seus planos e reações maléficas. Por essa disfunção-humana são ambiciosas, invejosas, trapaceiras, vingativas e dominadas por profundo ódio contra quem elas invejam.

No sábado, véspera da eleição presidencial com as pesquisas mostrando Dilma na frente (menos SensusIstoÉ e CNT/MDA, que trabalharam para Aécio), um deputado do Paraná, colocou na internet que o bandido profissional, doleiro Youssef, preso na Polícia Federal, havia morrido vitimado por envenenamento provocado pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Como a extrema-direita é uma rede de grande conexão patológica, a mensagem do deputado, apoiador do candidato das direitas, Aécio Cunha, reverberou entres seus asseclas. E como não poderia deixar de ser de outra forma, também entre os médicos-burgueses, analfabetos político e analfabetos profissionais, da alcunhada Dignidade Médica que passou os dois turnos enviando mensagens de ódio contra Dilma, a ponto de, no fim do primeiro turno, receitar o holocausto dos nordestinos.

O objetivo era mais do que a declarada tentativa de prejudicar a candidata Dilma Vana Rousseff. Agora, com o resultado da eleição presidencial da do conhecimento de todos os brasileiros, a tentativa nazifascista não surtiu o efeito desejado pelos sujeitos das alterações mentais genéticas. Dilma foi reeleita e a maioria da sociedade brasileira encontra-se em estado de felicidade por saber que o Brasil escapou da ameaça do ódio, obscurantismo e da obstinada-estupidez que imobiliza as direitas.

O caso do “assassinato” foi uma forma de reverberação-odiosa da infame revista Veja que travestiu uma reportagem afirmando que o bandido profissional havia dito que Lula e Dilma sabiam do que ocorria na Petrobrás. Ontem, dia 29, a revista Carta Capital publicou reportagem mostrando que o jornal reacionário O Globo diz que há suspeita pela Polícia Federal de armação dos advogados do doleiro para prejudicar a reeleição de Dilma.

Não esquecer que o advogado Antônio Augusto Figueiredo Basto, que defende o bandido profissional, ocupou um cargo de conselheiro do Conselho de Administração da SANAPER, Companhia de Saneamento do Paraná, governo de Beto Richa, do PSDB. Enquanto isso Aécio Cunha diz que Dilma usou infâmia e mentira, contra ela nas eleições. Coisa de Aécio.

Ontem, o bandido profissional deixou o hospital onde se encontrava internado por força de uma crise hipertensiva, por causa dos efeitos dos remédios que toma, e voltou para sua cela na Polícia Federal. Diante do fato pervertido contra a democracia se necessário que todos os envolvidos na trama patológica-criminal sejam chamados a apresentar explicações sobre seus atos terroristas.

RELATÓRIO “EQUILIBRE O JOGO: É HORA DE ACABAR COM A DESIGUALDADE EXTREMA”, MOSTRA QUE BRASIL É UM DOS POUCOS PAÍSES QUE DIMINUIU A DESIGUALDADE

A organização não governamental que trabalha internacionalmente no combate a pobreza no mundo, Oxfam, divulgou o relatório Equilibre o Jogo: É Hora de Acabar com a Desigualdade Extrema mostrando que o Brasil é um dos poucos países em que houve uma expressiva mudança na desigualdade social e um significativo trabalho de combate à fome. Entre os demais países, o Brasil é o único que está conseguindo reduzir a desigualdade e a distância entre os ricos e pobres.

“O Brasil tem apresentado um padrão diferenciado, e está entre os poucos países que estão tendo sucesso em diminuir a diferença entre os mais ricos e os mais pobres. Entre os países que compõem o Brinc, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o Brasil é o único que está conseguindo reduzir a desigualdade. E, dentro do G20, é o que está tendo o maior sucesso nessa empreitada ao lado do México e da Coreia do Sul, que, apesar dos avanços, figuram em um patamar inferior ao Brasil no que se refere a diminuição da desigualdade”, diz o relatório.

E lembrar que as direitas queriam a todo custo ser eleitas, é de causar pavor e alegria. Pavor pelo atraso que elas iam impor à sociedade brasileira e aumentar a desigualdade com sua econômica política capitalista. Alegria por elas não terem conseguido o intento. O que significa dizer, que o brasileiro pode dormir sossegado. 

EM VÍDEO, LULA ANALISA O PROCESSO ELEITORAL QUE TERMINOU COM A REELEIÇÃO DE DILMA

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Veja, ouça e analise as palavras proferidas em discurso político de um homem que jamais deixou de ser operário-metalúrgico, mesmo depois de ter sido duas vezes presidente da República.

AS DIREITAS SOFREM COM A REELEIÇAO DE DILMA PORQUE NÃO SABEM QUE A VIDA É COMPOSIÇÃO E NÃO COMPETIÇÃO

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A vida se fez através de um processual de composição e não de competição entre os corpus ou elementos vitais. Uma raiz, que vai se realizar como planta, precisa compor com os nutrientes da terra, com água, o vento e o sol. Não há em nenhum desses corpos uma força competitiva. O que há são processuais afetivos. Todos os corpos compõem entre si, como afirma o filósofo Spinoza. Nada de destruição de um pelo outro como ocorre na competição, onde ficam estabelecidos dois resultados-objetivos: vitória e derrota.

Há nesse enunciado o entendimento de que nessas eleições passadas a vida foi profundamente incompreendida pelas direitas que acreditam e perseguem os significados de vitória e derrota. Esses significados nascem de uma infância conturbada na criança que foi severamente frustrada com acusações morais impostas pelos adultos. Que são guardadas como ressentimento e culpa, traduzidos em forma de vingança que na vida chamada de adulta não é mais contra os que lhe causaram as frustrações-traumáticas: seus pais. A vingança será projetada naquele que para o vingador representará alguém com comportamento que desperta a inveja, já que toda vingança está fincada inveja. Nessas eleições em Dilma e seus eleitores.

O ressentido e o culpado carrega uma grande carga de inveja que impulsiona a vingança. Mas ele não quer a vingança apenas como vingança. Ele alimenta essa vingança com outro corpo maligno o ódio. Então, o ódio será a materialização da vingança que por sua vez está ligada a inveja como a inveja esta entrelaçada com a culpa e o ressentimento. São essas as notas das direitas. Nada nelas surge como composição, só como competição.

É por essa triste realidade que às direitas então sofrendo desesperadamente. Seus ódios não conseguiram sublimação-momentânea. A reeleição de Dilma impediu a sublimação-momentânea. Sublimação-momentânea, porque mesmo que seu candidato, o reacionário Aécio Cunha, tivesse sido eleito, elas continuariam com seus ódios, visto trata-se de uma forção neurótica de base. Ou seja, construída ainda no narcisismo primário. O ponto (ponto no sentido molar de imobilidade) mais oculto do Eu.

É esse o Eu do burguês. Um Eu centrado em si por si para si. Para o outro só se manifesta em forma de ódio. Por tal, essas direitas vão continuar odiando o governo Dilma e todos que fazem parte dessa cartografia de desejos como subjetividade que compõe uma subjetivação que poetiza e pratica novas formas de perceber, sentir, ver e pensar. Pensar, como diz o filósofo Michel Foucault, além das frases, das palavras e das sentenças. O que essas direitas escravizadas em seus ódios jamais poderão vivenciar.

Em termo de inteligência, o máximo que elas podem alcança é a inteligência instrumental. A inteligência que se resume na semiologia das profissões, e muitas vezes limitadíssima. Um exemplo real de ódio de classe sintetizado em inteligência instrumental: os médicos que praticaram terrorismo durante toda a campanha eleitoral contra Dilma, principalmente médicos das cooperativas. Como muitos médicos do Instituto Médico de Clínica e Pediatria do Amazonas (Imed-Am). Todos os dias eles usavam mensagens odientas contra a candidata Dilma. No dia da eleição veicularam que o Partido dos Trabalhadores havia envenenado o bandido doleiro Youssef, mesmo com negação feita pela Polícia Federal.

Esses médicos, dotados apenas da inteligência instrumental, confirmam que são apenas analfabetos políticos e analfabetos profissionais. Não vão além de suas inteligências subtraídas. Além da conduta moral reduzida, também mostram um baixo grau de criatividade, produção e humor. Não podia ser de outra forma, porque só odeiam.    

Portanto, como as direitas são dotadas de um forte complexo de frustração, elas vão continuar odiando quem para elas é diferente, visto que não carregam a vida como composição, mas como competição. Vão continuar sofrendo.

OS MINUTOS QUE AÉCIO FOI PRESIDENT ACABARAM DIANTE DO DILMA VIRA, VIRA, VIROU

Depois do choque de realidade

Uma fábula escrita pelos próprios aecionários. Uma fábula que mostra a avidez compulsiva pelo poder que destrói a percepção e concepção do real. Eram 19 horas e 30 minutos do domingo-eleitoral. Alguém liga para Andrea, irmã-matrona de Aécio Cunha, e o (a) emissor(a) diz que o irmão já é o novo presidente do Brasil. A diferença em favor do candidato das direitas era intransponível. A TransDilmação, já era! Entusiasmo geral, mas com um sinal de desconfiança.

Qual o sinal de desconfiança? A votação ainda não havia terminado no Acre. A lei eleitoral afirma que os resultados das urnas, só devem ser divulgados depois de terminada a votação em todo território nacional. Os eleitores do Acre ainda estavam votando quando a noticia rolou no seio da família Cunha. Quem notificou a família Cunha? E por quê?

Pois bem, a família Cunha logo se conectou com seus aecionários. O príncipe sem trono, Fernando Henrique, se mandou para o apartamento de Aécio, a filha de Aécio, candidato, glossolálico do chulo leviano, idem, os amigos do peito idem, idem, idem assim foi formada fabulação. E cada vez chegando mais aecionários. Alguém deve ter bradado: “Acabamos com a raça do PT. Agora vamos ficar 20 anos no poder”. Os globianos e bandeirantes riam aos borbotões.

Só que eles não contavam com o tempo-pulsante e a potência dos votos. Às 19 horas e 50 minutos, veio Dilma com seu vira, vira, virou e chegou o fim do Aécio presidente. Tristeza-geral mesclada com ódio contra a TransDilmação, o Devir-Político que produz poieticamente a democracia real.

No segundo turno, em questão de vira, vira, a TransDilmação deu o show. Começou na segunda posição, mas depois virou e nunca mais perdeu a primeira posição. Virou até no mundo da fabulação. Quando os aecionários acreditaram que os dados já estavam lançados aos seus interesses.

Agora, paira uma interrogativa. Quem informou a fabulosa estória (estória, já que provou ser fábula) se a divulgação só deveria ser realizada no fim do pleito? Se os aecionários acreditaram é porque eles tinham fonte certeira, mesmo sendo o contrário.

Mas o certo mesmo, é que com fábula ou sem fábula o real é concretização da TransDilmação. Uma subjetividade poiética em movimento pela práxis. E para eles restaram apenas os 20 anos que não existiram.  

DIRCEU VAI CUMPRIR O FIM DA PENA EM CASA E A ITÁLIA NEGA EXTRADIÇÃO DE PIZZOLATO. AS DIREITAS SE MORDEM

O ex-ministro da Casa Civil, do governo Lula, José Dirceu que foi condenado pelo espetaculoso julgamento da Ação 470, comandado pelo ex-ministro Joaquim Barbosa, a personagem do Poder Judiciário mais midiático da história, vai cumprir o fim de sua pena em casa.

A decisão foi do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Roberto Barroso. José Dirceu já cumpriu um sexto da pena, fato que lhe concede o direito de cumprir o restante em casa. O que também contou na decisão foi que Dirceu trabalhou em um escritório de advocacia durante 142 dias.

As algumas regras devem ser observadas por Dirceu durante esta nova forma de cumprimento da pena. Ele deverá cumprir horário para chegar em casa, não sair da cidade sem autorização da justiça e preservar endereço fixo.

Enquanto isso, a Corte de Apelação de Bolonha, na Itália, decidiu pela não extradição de Henrique Pizzolato que fora condenado, também, na Ação Penal 470. Ele, como tem duas cidadanias, fugiu para a Itália para tentar um julgamento mais justo, já eu não viu no julgamento promovido pelo STF.

Sempre alegando inocência nas acusações, Pizzolato conseguiu na Itália um julgamento, para ele, mais justo. Todavia, a Procuradoria-Geral da República já firmou que vai recorrer da decisão.

O certo mesmo é que às direitas, que não tiveram nenhum de seus membros julgados e condenados aprovas provas abundantes, estão se entortando de ódio por causa dos dois fatos. Porém, muito mais pela ida de Dirceu para casa, porque nutrem uma forte afecção invejosa contra a personagem histórica que representa Dirceu.

MÉDICOS-BURGUESES CONTINUAM MANIFESTANDO SUAS FRUSTRAÇÕES-INVEJOSAS CONTRA OS ELEITORES DE DILMA

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Em vários textos desse Blog Afinsophia.com já foi enunciado a condição deprimente dos médicos-burgueses e seus analfabetismos políticos, analfabetismos profissionais ou analfabetismos funcionais. Essa condição deprimente impede que eles sejam racionais capazes de realizarem a crítica política, no sentido marxista, da sociedade brasileira, como também da humanidade que lhes mostra a certas implicações do exercício médico.

Desta forma, como são portadores dessa síndrome aberrante perceptiva e cognitiva não percebem suas condições como incapacidade do sentir, ver, ouvir e pensar diferente. Daí que como eles são meros replicantes-ecolálicos dos enunciados palavras de ordem que suas sensibilidades e inteligências anemizadas lhe conferem, eles não podem ir além da obviedade-obscura. A atrofia dos sentidos e da inteligência que os impede de serem profissionais como representantes de toda a humanidade como é representante da humanidade todo trabalhador. Entender essa realidade trabalhista é demais para limitada existências deles.

Para uma breve compreensão desse estado imóvel, leiam o que médicos da cooperativa Instituto Médico Clínica e Pediatria (Imed-Am) estão repetindo, em seu whatsapp, como significante do vazio. Essa cooperativa é a mesma onde trabalha a médica Patrícia que também afirmou que deveria haver um holocausto nordestino. Leiam o grau epistemológico do médico que se passa como receptor e emissor do enunciado nazifascista quando ele faz a um suposto médico escritor da mensagem: “… um amigo altamente competente e solidário com a população”.

Confirmem o “amigo altamente competente e solidário com a população”.

Veja ai o que um médico postou.

“Recebi essa mensagem de um amigo , altamente competente e solidário com a população:

Prezados amigos,  enfim terminou mais uma eleição.  Serão mais 4 anos de corrupção,  impunidade,  aparelhamento do Estado e tudo mais que fomos contra quando resolvemos ir às ruas para protestar. Porém ficou claro que quem tem o poder de decisão é o pobre, miserável,  que mal sabe assinar o nome, não lê jornal e não tem consciência política, facilmente manipulado por programas sociais que o aprisionam pelo estômago. Diante disso,  peço aos amigos um grande favor: não me peçam pra ajudar nenhum pobre. Não me peçam receitas médicas ou pedidos de exames ou ajuda para internamento no SUS, isso porque o povo confirmou que a saúde está muito boa, procurem as filas do sus e os médicos cubanos que rapidamente resolverão seus problemas.  Não me entreguem currículos para arranjar emprego, procurem o Senai, o Pronatec, pois para o povo as vagas de emprego estão sobrando e com o crescimento econômico vão ter muito mais vagas. Não me peçam dinheiro pra ajudar os mais necessitados,  pois pago todos os impostos e o povo brasileiro julgou que a verba roubada  dos cofres públicos é insignificante e que não faz falta ao povo. É dessa forma que manifestarei minha indignação pelos próximos 4 anos”.

Então, o amigo é não é “competente e solidário” e de uma inteligência e deontologia médica superior? Perceberam o alto grau de formação política, médica e social dos tais médicos-burgueses? Pois é, eram esses aecionários que queriam que Dilma não fosse reeleita.

Frustração total, mesmo com toda a trapaça praticada por seus adversários.

Para entender a vitória de Dilma Rousseff

O desafio para Dilma não é só consolidar o que já deu certo e corrigir defeitos mas inaugurar um novo ciclo no poder que signifique um salto de qualidade.

Nestas eleições presidenciais, os brasileiros e brasileiras se confrontaram com uma cena bíblica, testemunhada no salmo número um: tinha que escolher entre dois caminhos: um que representa  o acerto e a felicidade possível e outro, o desacerto e infelicidade evitável.

Criaram-se todas as condições para uma tempestade perfeita com distorções e difamações, difundidas na grande imprensa e nas redes sociais, especialmente uma revista  que ofendeu gravemente a ética jornalística, social e pesssoal publicando falsidades para prejudicar a candidata Dilma Rousseff.  Atrás dela se albergam as elites mais atrasadas que se empenham antes em defender  seus privilégios que universalizar os direitos pessoais e sociais.

Face a estas adversidades, a Presidenta Dilma ao ter passado pelas torturas nos porões dos órgãos de repressão da ditadura militar, fortaleceu sua identidade, cresceu em determinação e acumulou energias para enfrentar qualquer embate. Mostrou-se como é: uma mulher corajosa e valente. Ela transmite confiança, virtude fundamental para um político. Mostra inteireza e não tolera malfeitos. Isso gera no eleitor ou eleitora o sentimento de “sentir firmeza”.

Sua vitória se deve em grande parte à  militância que saiu às ruas e organizou grandes manifestações. O povo mostrou que amadureceu na sua consciência política e soube, biblicamente, escolher o caminho que lhe parecia mais acertado votando em Dilma. Ela saiu vitoriosa com mais de 51% dos votos.

Ele já conhecia os dois caminhos. Um, ensaiado por oito anos,  fez crescer economicamente o Brasil mas transferiu a maior parte dos benefícios aos já beneficiados à custa do  arrocho salarial, do desemprego e da pobreza das grandes maiorias. Fazia políticas ricas para os ricos e pobres para os pobres.  O Brasil fez-se um sócio menor e subalterno ao grande projeto global, hegemonizado pelos países opulentos e militaristas. Esse não era o projeto de um país soberano, ciente de suas riquezas humanas, culturais, ecológicas e digno de um povo que se orgulha de sua mestiçagem e que se enriquece com todas as diferenças.

O povo percorreu também o outro caminho, o do acerto e da felicidade posssível. Neste ele teve centralidade. Um de seus filhos, sobrevivente da grande tribulação, Luiz Inácio Lula da Silva, conseguiu com políticas públicas, voltadas aos humilhados e ofendidos de nossa história, que uma Argentina inteira fosse incluída na sociedade moderna. Dilma Rousseff levou avante, aprofundou e expandiu estas políticas com medidas democratizantes como o Pronatec, o Pro-Uni, as cotas nas universidades para os estudantes vindos da escola pública e não dos colégios particulares; as cotas para aqueles cujos avós vieram dos porões da escravidão assim como todos os programas sociais do Bolsa Família, o Luz para Todos, a Minha Casa, minha Vida, o Mais Médicos entre outros.

A questão de fundo de nosso país está sendo equacionada: garantir a todos mas principalmente aos pobres o acesso aos bens da vida, superar a espantosa desigualdade e criar mediante a educação  oportunidades  aos pequenos para que possam crescer, se desenvolver e se humanizar como cidadãos ativos.

Esse projeto despertou o senso de soberania do Brasil, projetou-o no cenário mundial como uma posição independente, cobrando uma nova ordem mundial, na qual a  humanidade se descobrisse como humanidade, habitando a mesma Casa Comum.

O desafio para a Presidenta Dilma  não é só consolidar o que já deu certo e corrigir defeitos mas inaugurar um novo ciclo de exercício do poder que signifique um salto de qualidade em todas as esferas da vida social. Pouco se conseguirá se não houver uma reforma política que elimine de vez as bases da corrupção e que permita um avanço da democracia representativa com a incorporação da democracia participativa, com conselhos, audiências públicas, com a consulta aos movimentos sociais e outras instituições da sociedade civil. É urgente uma reforma tributária para que tenha mais equidade e ajude a suplantar a abissal desigualdade social.  Fundamentalmente a educação e a saúde estarão no centro das preocupações desse novo ciclo. Um povo ignorante e doente não pode dar nunca um salto rumo a um patamar mais alto de vida.   A questão do saneamente básico, da mobilidade urbana (85% de população vive nas cidades) com transporte minimamente digno, a segurança e o combate à criminalidade são imperativos impostos pela sociedade e que a Presidenta se obrigará a atender.

Ela nos debates apresentou um leque signficativo de transformações a que se propôs. Pela seridade e sentido de eficácia que sempre mostrou, podemos confiar que acontecerão.

Há questões que mal foram acenadas nos debates: a importância da reforma agrária moderna que fixa o camponês no campo com todas as vantagens que a ciência propiciou. Importa ainda demarcar e homologar as terras indígenas, muitas ameaçadas pelo avanço do agro-negócio.

Por último e talvez o maior dos desafios nos vem do campo da ecologia. Severas ameaças pairam sobre o futuro da vida e de nossa civilização, seja pela máquina de morte já criada que pode eliminar por várias vezes toda a vida e as consequências desastrosas do aquecimento global. Se chegar o  aquecimento abrupto, como inteiras sociedades científicas alertam, a vida que conhecemos talvez não possa subsistir e grande parte da humanidade será letalmente afetada. O Brasil por sua riqueza ecológica é fundamental para o equiíbrio do planeta crucificado. Um novo governo Dilma não poderá obviar esta questão que é de vida ou morte para a nossa espécie humana.

Que o Espírito de sabedoria e de cuidado oriente as decisões difíceis que a Presidenta Dilma Rousseff deverá tomar.

DILMA E A PARTE SENSÍVEL E RACIONAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA IMPEDE QUE O BANDITISMO ELEITORAL TOME O BRASIL

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A presidenta Dilma Vana Rousseff foi reeleita à presidência da República por um  fato histórico que pode ser visto por duas perspectivas. Uma a que mostra a potencia dos agenciamentos coletivos de enunciação que se expressam como cartografia de desejos poiético e práxis através de todos que constituíram essa subjetividade que levou até a reeleição. Outra sua candidatura foi a mais perseguida, vilipendiada, agredida e odiada de toda a história politica do Brasil.

Foram vários seguimentos com fatores aberrantes que tentaram impedir que ela chegasse à reeleição. Todos os seguimentos movidos por suas frustrações compensadas por seus ataques terroristas procurando atingir a pessoa de Dilma, mas que não conseguiu. A sua grandeza, a sua superioridade e sua dimensão política, deixou os invejosos aberrantes mais frustrados.ad92091f-0e21-4a95-9719-60dfab887468

Médicos-burgueses, analfabetos políticos e analfabetos profissionais mostram o quanto são carregados por uma consciência conspurcada. A mídia degenerada manifesta na TV Globo, Jornal o Globo, Folha de São Paulo, Estadão, revistas como Época, Veja, IstoÉ, e mais colunistas amestrados, além dos já conhecidos nazifascistas das extremas-direitas, e mais partidos retrógados, usaram todos as formas inomináveis de sordidez, mas não conseguiram seus intentos. Queriam eleger, o vazio Aécio Cunha e não conseguira.

É por essa importante frustração das direitas que o Brasil escapou de entrar no mais obscuro momento de sua história. É por essa realidade que entende e é engajado na democracia real, sabe o valor da destruição da inveja e derrota.

Por isso, não só Dilma tem que comemorar, mas também todos os brasileiros que tem sensibilidade aguçada e razão crítica e que construíram essa nova realidade que o Brasil vive hoje.

Parabéns, Dilma! Parabéns, Povo brasileiro! Parabéns, Democracia!

O medonho não aconteceu!

ELEIÇÃO É FESTA DEMOCRÁTICA PARA OS SENSÍVEIS E RACIONAIS

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Hoje, dia 26, é dia de eleição para a disputa do segundo. Em alguns estado disputa-se, além da eleição presidencial, a eleição para governador. A história do voto na democracia é árdua e cheia de violências e ameaças produzidas pelos que pretendiam continuar no poder controlador da economia, da política e da sociedade.

Se a história do voto é tão violenta, imaginemos o voto da mulher. A mulher para conseguir o direito de votar sofreu grandes humilhações e perseguições. Além dos preconceitos exacerbados em forma de misoginia.

Hoje, homens e mulheres têm seus direitos eleitorais garantidos na democracia representativa. Mas, se esses direitos foram estão respeitados quanto ao ato de votar, não é o mesmo que ocorre quando a mulher é candidata. A discriminação continua, de forma velada mais continua.

Só que em alguns casos específicos não há nada velado. Há uma clara discriminação, desrespeito e violência. O caso da presidenta Dilma que concorre à reeleição, é um exemplo. O que ela vem sofrendo nessas eleições é claramente nazifascista. E o pior é que muitas dessas violências são praticadas por mulheres.

Mas, Dilma, como uma pessoa de grandeza, inteligência superior e invejável dimensão política tem se mostrado uma grande estadista. É por isso que ela tem demonstrado a importância desse pleito. E por essa grandeza, de chefa de Estado, que a eleição de hoje pode ser comemorada como festa democrática popular.

Uma festa que expressa a sensibilidade e racionalidade da maior parte da sociedade brasileira que cria corpos artísticos, econômicos, sociais, históricos, antropológicos, entre outros, que constituem o país.

Por isso, é necessário não faltar à esta festa que nos confere o sentido de sermos seres político atuantes e produtores de contínuas formas de existências.

SÃO AS URNAS ELETRÔNICAS DO BRASIL SEGURAS CONTRA FRAUDES?

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Até recentemente  o brasileiro  se orgulhava desse feito. Falava-se que a invenção  ia além mar. Só que não é bem assim. Hoje,  país nenhum do planeta terra quer comprar essa criação da informática tupiniquim.

Umas indagações. Como o candidato Aécio Cunha sem nenhum fato extraordinário conseguiu em 72 horas somar milhões de votos superando Marina Silva no primeiro turno em São Paulo, por exemplo?

Com que certeza o candidato afirma que ganhará a eleição de Dilma Rousseff em qualquer cenário?

Como o candidato a governador de São Paulo, Geraldo Alkimin conseguiu a reeleição enfrentando tamanha falta de água no Estado mais rico do país?

Por que há diferenças de dados estatísticos nas pesquisas do DATAFOLHA e do IBOPE comparado com o SENSUS? Não é uma forma de justificar possível fraude?

Por que não há uma comprovação de que votei no meu candidato no caso de uma recontagem de votos? Não há nenhum comprovante a não ser o que os mesários nos entregam comprovando a votação?

Não seria seguro votar na urna eletrônica,  mas ao mesmo tempo termos as cédulas de papel para uma possível recontagem?

Por que o ministro Dias Toffoli não aceitou fazer os testes para as eleições deste ano?

Quem produz e como o feita a manutenção desses equipamentos?

Que maneira poderíamos adotar para comprovar se houve fraude ou não? Reunir numa sessão números xis que votariam confirmado num e noutro candidato e depois fazer o teste como sugere um de nossos afinados?

Para responder os questionamentos acima vamos reproduzir reportagem publicada no GGN de Luis Nassif online.

Jornal GGN – Há menos de três meses, um jovem hacker recém formado pela Universidade de Brasília acessou o sistema das urnas eletrônicas no TSE e descobriu, entre 90 mil arquivos, um software que possibilita a instalação de programas fraudados: o “Inserator CPT”. A ação foi planejada pela CMind (Comitê Multidisciplinar Independente), formado por especialistas em tecnologia.

A advogada Maria Aparecida Cortiz, que participa do grupo, articulou a estratégia dentro do Tribunal Superior Eleitoral, representando o PDT, depois que o presidente da Corte Dias Toffolli anunciou que não abriria edital para testes nas urnas das eleições 2014. “Não vai fazer teste? Então vamos por um hacker lá dentro para descobrir o que tem de errado”, disse em entrevista ao GGN.

Cortiz descobriu outra brecha no sistema: além do Inserator, o programa comandado pela empresa Módulo Security S/A – conforme relato do GGN a única proprietária do serviço por 13 anos com contratos irregulares – é transmitido de Brasília para os estados por meio da insegura rede da Internet.

As denúncias de irregularidades foram enviadas ao TSE em uma petição. Entretanto, a petição não virou processo e foi arquivada por um juiz da Secretaria de Informática. Além da omissão do próprio ministro Dias Toffoli, a advogada ainda denuncia o desaparecimento de quatro páginas do documento. “É o crime perfeito. O réu julga suas próprias ações”, concluiu.

 

GGN: Como seria fazer uma auditoria preventiva para evitar as fraudes eleitorais?

O problema do TSE é a concentração do poder. Para fazer uma auditoria, temos os limitadores que eles próprios nos impõem.

Uma auditoria no software é inócua, porque é muito cara, muito demorada e existem sempre as cotas do fundo. E a gente não conseguiria ter certeza que tudo o que a gente pediu seria implementado e que estaria sendo usado no dia da votação.

GGN: E o processo de auditoria feito em janeiro de 2013, investigando as licitações da Módulo Security S.A.?

Todas as licitações foram feitas para manter a Módulo. Isso é fato, notório, público, por aquelas consultas que eu fiz nos Diários Oficiais, que são documentos públicos, que todos os procedimentos foram feitos para manter a empresa Módulo lá dentro, no TSE. O que é a empresa Módulo? É responsável pela segurança do sistema. É responsável pelos SIS, um sistema de instalação de segurança, é o primeiro sistema que confirma as assinaturas para validar os programas que são colocados na urna.

O TSE, com a concentração de poderes, não deixa a gente fazer nada e a gente não tinha mais solução para tentar mudar esse sistema. Aí eu propus para o grupo, que é o CMind [Comitê Multidisciplinar Independente], em que o Pedro Rezende e o Diego Aranha também trabalham, e que a gente milita. Propus a eles que a gente colocasse um hacker dentro do TSE. Eu falei: consigam a pessoa, que eu vou ficar com ele lá dentro, dar as dicas, porque, embora a minha formação não seja técnica, estou lá há muitos anos, eu sei como funciona.

O Diego e o Pedro escolheram um menino chamado Gabriel Gaspar, que foi aluno deles na UNB. Em agosto, conseguiu ir. Por orientação, ele foi trilhando o mesmo caminho do Diego no código fonte. Diego Aranha é aquele técnico da UNB, professor que descobriu o desembaralhamento dos votos, que dava para identificar o eleitor. Então, o Diego orientou, disse o caminho, o que era importante.

A gente descobriu, no meio de 90 mil arquivos, um artefato (a gente chamou assim) no sistema de segurança, que é desenvolvido pela Módulo. Achamos que aquilo era importante, e fizemos todo um estudo. Para que ele serve? O ministro [Toffoli] assina um programa, manda para os outros ministros, Ministério Público e OAB assinarem, envia esse programa para os estados, e só poderia funcionar nas urnas esses que vieram de Brasília, concorda? Só que usando o “Inserator” podem ser instalados programas na urna, assinados por esse artefato. Ele está apto a validar programas não oficiais. Foi uma descoberta muito importante. Isso foi agora, dia 4 de setembro.

Em 2013, eu não sabia como que eles faziam, quando eu fiz o estudo da licitação da Módulo, sabia que a empresa estava usando alguma coisa, mas não o que era. Neste ano, nas eleições 2014, eu descobri como o programa foi utilizado, lá em Londrina, em 2012: com o Inserator. A gente descobriu o nome dele e onde ele estava: dentro do sistema de segurança, é um subsistema.

Leia mais: O histórico de favorecimento e irregularidades nas licitações das urnas eletrônicas

GGN: E o resultado disso?

A partir daí, fiz uma petição com o ministro Dias Toffoli, explicando que, além disso, que é gravíssimo, tem outras vulnerabilidades. Descobrimos outra coisa muito, muito ruim: a Justiça Eleitoral não está usando mais aquela rede super segura, que sempre disseram que nada tem conexão com a internet, não é?

Só que eu pedi para fazer um teste lá [no sistema de urnas do TSE] e eles toparam, mas não sabiam a minha intenção com esse teste, não sabiam que eu estava com um hacker. Eu pedi para fazer o teste questionando se um computador que gera mídia – a mídia é aquele pendrive que vai carregar a urna – pode estar conectado à internet. Pedi: quero que façam o teste, um computador conectado e um não conectado. Aí eles falaram: nós vamos fazer, mas não tem sinal nenhum, porque nós usamos a internet.

Então, os programas que estão vindo para os estados, que são assinados, criptografados, vêm via internet. Não tem mais a rede hiper super segura. Eles próprios pagaram uma fortuna para abrir a rede, e abandonaram, porque ela não é segura de jeito nenhum.

Olha a situação: o Inserator existe, está dentro do SIS, o SIS é instalado no computador da Justiça Eleitoral, o computador da Justiça Eleitoral está conectado à internet. A pessoa que conhece o Inserator puxa um programa da Internet, as pessoas não sabem de onde veio aquele programa, assina no teclado e coloca na urna. Que dificuldades tem isso?

O partido político, o fiscal, o juiz que estiver lá não percebe. Não dá para perceber a diferença de colocar um programa original de um fraudado. Porque a justiça eleitoral confessou que precisa da Internet para gerar mídia.

GGN: Qual foi a consequência da petição?

Tudo que entra na Justiça vira processo. A minha petição foi para o juiz auxiliar secretário da presidência, julgada com um parecer da secretaria de informática, e mandada para o arquivo. Ela não tinha capa, não tinha número, só tinha número de protocolo, não virou processo. Eles tinham que, de qualquer maneira, desaparecer com isso, eles não podiam colocar como visível para outras pessoas. Tanto é que, você como jornalista, não encontra porque não fizeram número, não fizeram processo. É só um número de protocolo qualquer. [Anexo o acompanhamento processual no TSE]

Qual seria o trâmite, de acordo com a resolução: apresentada a impugnação, é escolhido um relator, o relator leva para a mesa, para julgar. E esse julgamento iria passar na televisão, ia ser público. Eles não podiam deixar isso acontecer, de jeito nenhum.

Então, foi grampeada a petição, com o parecer da secretaria de informática. O juiz indeferiu, mandou arquivar.

Nós fomos atrás desse processo. O parecer tem nove páginas, mas só tem cinco lá, o resto está faltando. Ninguém sabe onde está esse parecer. A gente está aguardando, para ver se eles acham o resto.

GGN: Não consegui encontrar o contrato da Módulo, ela venceu a licitação para as eleições de 2014?

Venceu. Eles fizeram uma coisa totalmente direcionada. A Módulo participa do projeto base, então só ela ganha [a licitação].

GGN: Por que os outros concorrentes não teriam critérios técnicos?

São eles que criam os critérios técnicos. Para ganhar. Então, não tem chance, não tem como ganhar. A Módulo tem contrato com todos os órgãos do governo. Não é só um, são todos.

Leia também: Como se montam as fraudes eleitorais

GGN: Como mandou para o TSE, você poderia mandar esses documentos ao MPF, à OAB, para articular melhor a sua petição?

Eu mandei para a OAB, porque ela poderia mexer com isso. Mas o presidente do Conselho Federal da OAB [Marcus Vinicius Furtado Coêlho] falou uma coisa que eu quase morri do coração. Falou que as urnas brasileiras são exportadas para o mundo inteiro. Primeiro, que não é “TSE Limitada” e muito menos “S.A.”. E outra, nenhum país do mundo aceita essas urnas. Então, eu fiz a petição, com a minha obrigação de ofício como advogada, entreguei para ele com as irregularidades. Mas ele não tomou conhecimento, não.

GGN: As auditorias podem ser feitas por qualquer órgão?

A lei 9.504 só permite que analisem os programas o Ministério Público, a OAB e Partidos Políticos. Então, embora eu faça parte do CMid, eu tenho que fazer parte de um partido político. Tanto que já sou filiada há muitos anos, mas não sou ligada ao PDT, não tenho nenhuma vinculação, a não ser esse trabalho de ir lá e fazer a análise de códigos.

A Justiça Eleitoral, de quando em quando, publica o edital de que vão existir testes. O Diego participou de um teste nas urnas de 2012, desembaralhou os votos e descobriu quem votava em quem. Também estávamos juntos, porque ele não poderia falar [por não ter a autorização do TSE]. Então eu fiquei do lado dele, escutei [as conclusões] e passei para frente. Teve que ter toda uma estratégia.

Este ano, o ministro Toffoli disse que não ia fazer teste. Não vai fazer teste? Então vamos por um hacker lá dentro para descobrir o que tem de errado.

GGN: Legalmente falando, é possível?

A lei fala que o TSE tem que apresentar os códigos fonte para mim. Eu fui com base na lei. Só que eles não sabiam da capacidade do menino, se eles soubessem teriam bloqueado. Porque é muito, muito restrito. O PDT tem outros técnicos, mas um ficou fora, e eu sou advogada, normalmente eu não sento nas máquinas. Só que este ano a gente mudou de estratégia. Eu fui sozinha e levei o menino, que eles nem sabiam quem era. Eles achavam que ele era do PDT, e não da UNB.

GGN: Essa sua petição não foi a público?

Foi, está dando uma repercussão boa, porque eu falei dela na Universidade Federal da Bahia. O Pedro fez um site, eu fiz o debate na Bahia. Não é a mesma divulgação que Justiça eleitoral dizendo que nada é conectado à internet.

Se não fosse verdade, eu já teria respondido a milhares de processos pela Polícia Federal. Não tem como dizer que não está lá dentro, o programa está lá dentro. 

 

‘A gente precisa acabar com esse país… ôpa’

A frase saiu da boca de um eleitor de Aécio e não é um caso isolado. Ao contrário, cada uma dessas pessoas que soltam suas frases toscas têm um corresponde

Antonio Lassance

“A gente precisa acabar com esse país… ôpa”. A frase saiu da boca – da cabeça é que não foi – de um eleitor de Aécio, em um dos muitos encontros convocados para juntar muita gente, mas que acabaram sendo um desfile de gatos pingados.
Esses e outros sincericídios e pregações raivosas podem ser conferidos no vídeo divulgado por Carta Maior.

As multidinhas de Aécio eram para ser multidões, mas não deu. A chuva atrapalhou. Quando não foi a chuva, foi o calor. A falta d’água também trouxe um desânimo danado.

De qualquer forma, também não há espaço para muita gente no meio das multidinhas de Aécio. O lugar já está ocupado pelo ódio, pela intolerância, pelo preconceito e pela mania de falar mal do PT, do Lula, da Dilma, dos pobres, negros e nordestinos.

Um deles enfatiza que “o país foi colonizado por brancos” – cada um que tire a sua conclusão desse… raciocínio. “Temos um nível superior, sim, ao da oposição”, assegura outro membro do seleto grupo.

Uma aecista (ou seria aecete?) ameaça:

“Eu vou salvar o meu país, sim, ou pela intervenção militar ou pelo Aécio”.

A mesma figura se esmera em resgatar a paternidade do Bolsa Família:

“O Bolsa Família existe desde o regime militar, foi criado lá, se não me engano, pela esposa do Fernando Henrique Cardoso”… “só que se usava menos”.

Quem dera fossem casos isolados. Ao contrário, cada uma dessas pessoas que soltam suas frases toscas têm um correspondente ilustrado no alto escalão da intelectualidade tucana.

A começar do próprio Fernando Henrique Cardoso, com a elegância que lhe é peculiar, que chamou 43 milhões e quase 268 mil eleitores do país que votaram em Dilma, no primeiro turno, de desinformados. As regiões mais desinformadas do País são a Norte e a Nordeste.

O ideólogo Marco Antônio Villa, que declarou voto em Aécio – quase nos mata com a surpresa! -, escreveu que “Lula representa o que há de mais atrasado na política brasileira. Tem uma personalidade que oscila entre Mussum e Stálin.”

Stálin, que deve ter sido o pai do Bolsa Família na União Soviética, tem tanto a ver com Lula quanto Marco Antônio Villa tem a ver com o bandoleiro mexicano Pancho Villa – que era contra a reeleição e dava tiro para tudo quanto é lado.

Como fã inveterado do saudoso Mussum, entendi que a comparação, nesse caso, foi um elogio. A piada de Villa talvez tenha sido melhor entendida pelo sujeito que fez questão de lembrar que este país foi colonizado por brancos – este, sim, deve estar rindo até não poder mais.

Demétrio Magnoli, que é a única estátua da Ilha de Páscoa presente em território brasileiro, provavelmente trazida por extraterrestres, deu sua injeção de ânimo à Miss Golpismo que quer salvar o país:

“Em caso de vitória domingo, a presidente teria o cetro e o trono, mas careceria da legitimidade tipicamente democrática, que decorre da persuasão”.

Por falar em “tipicamente”, aí está um raciocínio tipicamente golpista. Descobrirmos que uma vitória de Dilma não cabe na democracia demetriopata.

Pancho Villa também concordaria que Vargas suicidou-se e Jango foi derrubado porque a persuasão não era o forte deles.

Não basta ganhar uma eleição com o voto de milhões de brasileiros. Tem que ter a simpatia dos reis do camarote e das baronesas de baioneta, que já marcaram encontros no próximo sábado na tentativa de virar a eleição.

No final, vai dar tudo certo, desde que não faça muito sol, não caia muita chuva e que não falte água em São Paulo.

A VIDA DEMOCRÁTICA REAL EM DILMA DIANTE DOS AZOICOS: OS SEM VIDA

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Não basta nascer para se tomar ontologicamente como um ser vivente. É preciso, em sua liberdade, como diz o filósofo Sartre, produzir sua existência como essência humana. Ter vida é agir como necessidade humana e não contingência. Para ter vida é preciso a ação duplicada dos sentidos e razão. Faculdades imprescindíveis para produzir existência social materializada em alteridade e solidariedade.

Embora a população mundial tenha atingido mais de 6 bilhões de habitantes, muitos destes habitantes ainda se encontram na fase azoica considerando suas reações diante da democracia, regime político que pede sensibilidade e racionalidade vivente coletivas. O conceito é grego cujo significado é: era-terrestre quando não havia vida mineral, vegetal e nem animal.

Os azoicos são entes que em função de seus percursos e acasos negativos, não atingiram o estado de vida comunalidade onde os seres viventes realizam suas experiências comuns. Práxis voltadas para o bem-comum como estatuto político de todos.

Como não possuem vida-comunalidade os azoicos odeiam e invejam tudo que pulsa ativamente, já que o que é ativo é vida. Por isso, eles odeiam a democracia real e todos que participam de sua composição com suas potências. O que resulta em uma profunda dor expressada como ódio por não conseguir destruir os que compõem vida-ativa. Essa dor, reflexo de suas frustrações por serem azoicos, não diminui, visto que, como não possuem vida, são incapacitados de atingir os viventes.

Como estão isolados por uma invisível, mas sólida, membrana inexpugnável que os impossibilita de atingir os viventes, eles ecoam, como replicantes, palavras construídas como imitações deles mesmos. Assim, é, que quando lançam impropérios contra os viventes, eles voltam, como bumerangue, contra eles mesmos.

Um hilário exemplo visto nessa eleição que chega ao final com o vento alegre da democracia real. Na quarta-feira, o príncipe sem trono, Fernando Henrique, pateticamente iludido que algum dia fora líder político, convocou os eleitores de Aécio Cunha para realizar uma gigantesca passeata em uma principal Avenida de São Paulo, para acabar com “a podridão que está acabando com o Brasil”.

Chabu total! Deu mil pessoas a maioria reacionários paulistanos com direito a cartaz “Foda-se a Venezuela”, mostrado por um dos herdeiros da família Mesquita, proprietário do jornal reacionário, que apoiou a ditadura, Estadão. Como ainda se encontram em condições azoicas, não havia palavra de ordem política para proclamarem. Então, recorreram aos enunciados dos que não têm vida democrática. “Dilma, vai tomar no cu!”. “Chico vai com a Geni pra merda!” “Fora PT dos vagabundos”. Entre outras afasias (ausência de fala) próprias dos azoicos que nesse momento se alimentam com a autovitimização apresentada por seu candidato. Um logro, pois se não há vida, não possibilidade de haver vítima. Onde não há vida não há cultura, história, ciência, artes, antropologia, religião, entretenimento, os referentes sócios-históricos da humanidade.

Enquanto isso, a vida exuberante se mostra rica na democracia real como Devir-TransDilmação.

REVISTA DOS CIVITA BURLA LEI ELEITORAL E FAZ CAMPANHA PARA CUNHA

“Não dá mais para alimentar cobras” Altamiro Borges

No dia 26 de outubro não é permitido boca de urna, aglomerações próximo às sessões eleitorais. O eleitor, pode sim,votar com um adesivo da(o) candidata(o) desde que silenciosamente.

Contrariando esse preceito jurídico a Revista Veja estará nas bancas neste domingo com a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula associados aos desvios de dinheiro na Petrobras – “Eles sabiam Tudo,” extraído do depoimento sigiloso do doleiro Alberto Youssef.

Vemos nisso uma defesa em favor de seu candidato que está naufragado eleitoralmente e que não é a primeira vez que a direita age dessa forma. A presidenta neste momento tem a preferência popular. A população, os eleitores na sua grande maioria não está nem aí para a revistadas páginas encardidas, porque são doze anos recebendo dinheiro do governo de anúncios,mesmo assim, ofendem e faltam com a verdade em suas reportagens.

Debatendo sobre isso hoje e avaliando o mal que parte da imprensa brasileira constrói contra o povo fomos favoráveis que o governo não contratasse mais esses meios de comunicação para divulgar seus feitos, assim como também defendeu o blogueiro Altamiro Borges. Entretanto, há entre nós afinados, vozes que discordam dizendo que entenderiam como retaliação e que essa distribuição  obedece critérios estabelecidos entre o governo e as empresas de comunicação.  

Só as grandes sãos beneficiadas. Mas esses privilégios estão contados. Quando a lei dos medyos estiver totalmente regulamentada todos receberão iguais, inclusive os blogs “sujos”, né José Serra?

Como Altamiro Borges ratificamos que Diretório  Nacional do PT,  a coordenação geral da campanha da candidata DilmaRousseff  bem como os demais partidos da coligação  recorram  ao TSE para que essa revista não circule no dia 26 de outubro, dia da eleição. Usaria-se a mesma jurisprudência para o direito de resposta da revista à Presidenta Dilma no primeiro turno que infelizmente o TSE não a fez cumprir.

Nos distanciam das urnas menos de 72 horas. Poderão investidas imorais como essas quererem atingir a candidata Dilma. Não esqueçam que Brizola, Pedro Simon, Lula passaram por experiências organizadas pelo PIG. Só que como diz Tereza Cruvinel “a boca do jacaré abriu” mermão.

Como opera a máquina de censura de Aécio em MG

Com o auxílio da irmã Andréia, o presidenciável tucano usa publicidade oficial para controlar a imprensa. Nos demais poderes, age impedindo o contraditório

Najla Passos

No último sábado (18), a TV Band Minas não exibiu o programa Extraclasse, produzido pelo Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas), como faz há seis anos, desde que a direção contratou um espaço de 20 minutos na grade de programação da emissora para se comunicar melhor com a categoria. Questionada pela diretoria do Sinpro Minas, a emissora justificou que não pode exibi-lo porque ia contra sua linha editorial.

O programa censurado faz críticas à gestão da educação em Minas Gerais, algo impensável de ser exibido pela imprensa mineira, há 12 anos subjugada ao projeto de poder tucano. Em alusão às comemorações pelo Dia dos Professores (15 de outubro), o Extraclasse discute os desafios da profissão docente no Brasil. E acaba por comparar dois diferentes modelos em execução no país: o implementado em Minas por Aécio e o executado no país pela presidenta Dilma Rousseff (PT), que concorre à reeleição.

“É um absurdo a emissora influir em um programa contratado pelo sindicato, cujo conteúdo é de nossa responsabilidade. Nós enviaremos o programa novamente no próximo sábado (25). Se não for exibido, tomaremos as providências jurídicas”, afirma o presidente do Sinpro Minas, Gilson Reais, um dos entrevistados da edição. Segundo ele, ao justificar que o programa contrariava sua linha editorial, a TV Band deixou clara a sua falta isenção na corrida eleitoral. “A Band apoia o projeto de governo de Aécio”, denuncia.

Atentado à liberdade de expressão

Presidente do Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, Kerison Lopes afirma que a censura ao programa do Sinpro é apenas um dos muitos exemplos de como os governos do PSDB vêm atentando contra à liberdade de imprensa no estado. Segundo ele, logo após Aécio assumir o governo, em 2003, ocorreu uma onda de demissão de jornalistas responsáveis por reportagens desfavoráveis ao governo.

Não escapou nem mesmo o diretor regional de jornalismo da poderosa TV Globo, Marco Nascimento, que havia autorizado a exibição de uma matéria sobre uso de crack no centro da capital Belo Horizonte. Segundo ele, a jornalista e irmã do então governador, Andréia Neves, chegou a reclamar pessoalmente que esse tipo de reportagem prejudicava a imagem do futuro presidenciável. Como ele não se curvou ao “jornalismo chapa branca”, ela procurou o diretor geral de Jornalismo da Globo, Carlos Henrique Schoreder, no Rio de Janeiro, que demitiu Marco.

Ocorrências semelhantes resultaram na demissão do então editor do Estado de Minas, Ugo Braga, do repórter esportivo da Band, Jorge Kajuro, e do então apresentador da Rádio Itatiaia, Paulo Sérgio, entre outros. Todos os casos têm em comum o envolvimento direto de Andréia, a eminência parda do governador, nomeada por decreto dele para controlar toda a verba publicitária do Estado e, por meio dela, o que deveriam dizer ou não os veículos de comunicação. Sobre as demissões dos jornalistas mineiros, veja mais no vídeo “Liberdade, essa palavra

Andreia só deixou o posto no início deste ano. Agora controla as três rádios e um jornal da família Neves. Todos eles ainda recebem verbas do governo do estado, cujo valores não são divulgados. Líder da oposição na Assembleia de Minas, o deputado Sávio Souza Cruz (PSDB) estima que os gastos de publicidade do estado, hoje, consumam em torno de meio milhão. Ele, que foi secretário do governo Itamar Franco, lembra que, em 1999, os gastos do estado com publicidade era de R$ 900 mil. “Quando Aécio assumiu, em 2003, elevou para R$ 258 milhões”, relata.

Pior do que na ditadura

Para o parlamentar, a censura de hoje em Minas é pior até mesmo que a da ditadura. “Os militares calavam os jornais com seus canhões, mas a censura econômica de Aécio não só cala a imprensa, como a obriga a aderir ao seu projeto político de chegar ao Palácio do Planalto”, afirma. Sávio Souza Cruz avalia que a política de comunicação tucana em Minas cria um estado ilusório que contrasta com o real, vendendo a imagem de bom gestor de Aécio pelo país afora. “Aécio é a antítese dele próprio, porque tudo que fala, ele faz ao contrário”, acusa.

Como exemplo, o deputado cita os principais traços trabalhados pela publicidade oficial do presidenciável. “Aécio se gaba de ser um bom gestor, mas quebrou o estado. Quando ele assumiu, herdou uma dívida com o governo federal de R$ 24 bilhões que ele aumentou para R$ 80 bilhões e ainda contraiu outra de R$ 27 bilhões”, denuncia. Contesta também a promessa do candidato de reduzir a máquina pública. “Aécio fala em reduzir ministérios e demitir servidores, mas quando foi governador de Minas contratou mais 120 mil cargos comissionados”, contabiliza.

Sávio Souza Cruz critica ainda o fato de que o tucano promete reduzir a carga tributária brasileira, depois de transformar a mineira em uma das mais altas do país. “O estado ostenta o maior ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços) sobre energia elétrica e combustível, além do maior ITCD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos) do Brasil”, afirma. Lembra, também, que Aécio critica o baixo crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país, mas, sob sua administração, Minas ficou em 22º lugar no ranking de estados do país, abaixo da média nacional.

Controle dos demais poderes

Para o deputado Sávio Souza Cruz, a obsessão do presidenciável Aécio Neves em controlar a liberdade de expressão atinge todos os poderes de Minas. “No estado em que a palavra liberdade é tão cara, não existe mais nenhum contraditório”, afirma. Segundo ele, o legislativo é corriqueiramente tratorado pela maioria tucana. Desde que Aécio assumiu, há 12 anos, a Assembleia do Estado só aprovou a criação de três Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), e nenhuma delas para investigar o governo. “Nada é investigado”, lamenta.

No Tribunal de Contas do Estado (TCE), o deputado garante que a situação não é diferente. “Há 12 anos, Minas Gerais não respeita o mínimo constitucional para investimento em saúde e educação. E, mesmo assim, as contas do governo são aprovadas. É um verdadeiro Tribunal de Faz de Contas”, denuncia.

Exemplo de como funciona o TCE ocorreu após o debate da Band, em 14/10, quando a presidenta Dilma acusou Aécio Neves de desviar R$7,6 bilhões da saúde. O tucano disse que ela estava mentindo e, então, Dilma convidou os eleitores a acessarem o site do TCE. Naquela noite, o site saiu do ar. No dia seguinte, os documentos citados por Dilma desapareceram por cerca de 4 horas, até a imprensa denunciar a manobra. A presidenta do TCE, Adriane Andrade, foi indicada por Aécio e é casada com Clésio Andrade (PMDB), vice-governador dele no primeiro mandato.

O deputado acusa até mesmo o Ministério Público Estadual (MPE) de ter sido subjugado por Aécio. “Quando era governador, ele podia sempre contar com o então procurador-geral de Justiça, Alceu Torres, que matava no peito todas as denúncias contra os tucanos. Tanto que foi promovido a secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento do governador Anastasia, que sucedeu Aécio”, revela.

Alerta aos brasileiros

O presidente do Sindicato dos Jornalistas acrescenta que a opressão à liberdade de expressão é tão suntuosa que os jornalistas do estado, preocupados que o padrão se estenda para o país com uma possível vitória de Aécio nas eleições, decidiram lançar o Manifesto dos Jornalistas Mineiros ao Povo Brasileiro, em assembleia geral realizada em 15/10, no qual alertam os eleitores sobre os riscos que tais práticas representam para a democracia.

No documento, eles avaliam que a cobertura da mídia mineira sobre as eleições é claramente favorável ao tucano. “Tais fatos, públicos e notórios, são sobejamente atestados por instituições de pesquisa e monitoramento da mídia, revelando uma tentativa de corromper a opinião pública e de decidir o resultado das urnas”, denunciam. Eles afirmam também que “a atividade jornalística e a atuação dos profissionais foram diretamente atingidas pelo conluio explícito estabelecido entre o governo e os veículos de comunicação, com pressão sobre os jornalistas e a queda brutal da qualidade das informações prestadas ao cidadão mineiro sobre as atividades do governo”.

De acordo com Kerison Lopes, embora o documento não tenha conseguido nenhum espaço nos órgãos da imprensa convencional, atingiu um grande número de eleitores brasileiros por meio da internet, o “Calcanhar de Aquiles” do projeto de comunicação do tucano. “Aécio não entende de democracia. E muito menos de democracia digital. Tenteou censurar até os sites de busca, como o Google, mas não conseguiu nada. A rede é um universo que, ao contrário da mídia convencional, ele não consegue comprar”, afirma.

TRANSDILMAÇÃO UM PROCESSUAL COLETIVO POIÉTICO E POLÍTICO

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A transDilmação é composta de três conceitos-vida. Trans, movimento de ultrapassagem de um estado de coisa para outro estado de coisa superior em qualidade. Dilma, pessoa historicamente implicada em produções políticas-populares. E ação, potencia criadora de outras formas de existência. Ação entendida como práxis.

Com esse entendimento fica fácil compreender porque a transDilmação é processual coletivo poiético e político. Dilma já não é mais seu próprio referencial existencial. Já não é mais sua sintética identidade pessoal como cidadã de uma sociedade que atua de acordo com suas categorias individuais físicas, psicológicas, sensitivas, cognitivas, memorial, imaginativa. Não, Dilma não é mais uma pessoa que responde ao mundo através de suas notas subjetivas e objetivas. Dilma agora se movimenta como devir poiético e político.

Dilma transcendeu a Dilma como cartografia política de desejo coletivo. Agora, temos a transDilmação processada por devires poiético e políticos. A poiesis é o devir em processual criador. E a política a práxis transformadora social. Devires que não são dominados e nem determinados por uma subjetividade opaca que sempre pretende o aprisionamento de todos. A transDilmação é movimento, repouso, velocidade, lentidão, latitude, longitude, fluxos mutantes e quantas desterritorializantes. Uma subjetivação enunciadora de novas formas de sentir, ver, ouvir e pensar em coletividade.

Uma potência coletiva que só a democracia constitutiva movimenta. Quando se observa 30 mil pessoas, em Petrolina, 40 mil pessoas, em Goiânia, 52 mil pessoas, em Recife, encontros de múltiplas categorias em todos os estados do Brasil, não se conta mais pessoas, mas a cartografia política de desejos. O Processual que nunca para de se movimentar poiética e politicamente se expandindo além do dia das eleições. Uma potência incontrolável, porque escapa da semiótica sobrecodificadora que quer tudo em estado molar. Paralisado.

A transDilmação, diria o filósofo francês, Félix Guattari, é um processual da política e da poiesis molecular. Revolucionária. Revolucionária, visto que escapa dos códigos constituídos que só servem ao mundo estabelecido, assinalável e significante da tautologia. A repetição que mantém a ilusão que capitalismo impõe como realidade intransponível. O logro dos candidatos das direitas.

 O Brasil já vivenciou esse processual cartográfico político de desejo coletivo com a TransLulação. Quando ele deixou de ser a identidade lula para ser um agenciamento de enunciação coletiva. O agenciamento de enunciação coletiva onde a maioria das pessoas está imbricada como criação poiética e política do novo.

Agora, é TransDilmação! A potência indomável! O Devir inapreensível!                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                               

Choque de lodo: o mar de lama do PSDB

Não deixa de ser potencialmente devastador que quem acusa o PT de jogar o país num mar de lama, agora só tenha 200 bilhões de litros de lodo a oferecer ao povo

por: Saul Leblon

O depoimento do diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, nesta 3ª feira, na Assembleia Legislativa de São Paulo, caiu como uma bomba na reta final da campanha presidencial de 2014.

Ele disse aquilo que o PSDB se recusa a admitir: restam apenas 200 bilhões de litros do volume morto do sistema Cantareira, que provê boa parte da água consumida na cidade.

Outros 300 bilhões/l de um total de 500 bi/l já foram acionados.

Mas o pior de tudo: a derradeira reserva de água da cidade encontra-se disponível na forma de lodo.

Dele terá que ser separada para acudir a sede paulistana caso não chova o suficiente no próximo verão.

Ainda que isso ocorra, as chances de São Paulo ficar à mercê do lodo no inverno de 2015 são significativas.

Corta para a campanha eleitoral de Aécio Neves em que o estandarte da eficiência tucana é martelado diuturnamente como um tridente contra aquilo que se acusa de obras e planos nunca realizados por culpa da (Aécio enche a boca e escande as sílabas) ‘má go-ver-nan-ça’.

Corta de volta para um fundo de represa com 200 bilhões de litros de lodo.

Essa é a retribuição que o PSDB prepara para o colégio eleitoral em que seu candidato Aécio Neves teve a mais expressiva votação no primeiro turno da disputa de 2014.

Atribuir a ingratidão a São Pedro é um pedaço da verdade, que vale tanto mais para a inflação, por exemplo, ‘acima da meta, segundo acusa o salvacionismo conservador.

Num sugestivo contorcionismo eleitoral, seu candidato minimiza o impacto da seca no custo dos alimentos, ao mesmo tempo em que apela à meteorologia para abonar o colapso em marcha em São Paulo.

Ou isso ou aquilo?

A rigor muito mais aquilo.

Estocar comida, que não grãos, caso do vilão tomate, por exemplo, está longe de ser uma opção exequível em larga escala no enfrentamento de uma seca. Mas estocar água e planejar dutos interligados a mananciais alternativos, calculados para enfrentar situações limite, mesmo que de ocorrência secular, é uma obrigação primária de quem tem a responsabilidade pelo suprimento de grandes concentrações urbanas.

O custo de não fazê-lo é o caos,

Com as consequências imprevisíveis que agora assombram o horizonte dos cerca de 20 milhões de moradores da Grande São Paulo.

Não por acaso, Nova Iorque e o seu entorno, com uma população bem inferior, de nove milhões de habitantes, nunca parou de redimensionar a rede de abastecimento de água, movida por uma regra básica de gestão na área: expansão acima e à frente do crescimento populacional.

Tubulações estendidas desde as montanhas de Catskill, situadas a cerca de 200 kms e 1200 m de altitude oferecem ao novaiorquino água pura, dispensada de tratamento e acessível direto da torneira.

Terras e mananciais distantes são periodicamente adquiridos pelos poderes públicos para garantir a qualidade e novas fontes de reforço da oferta.

O sistema de abastecimento de Nova York reúne três grandes reservatórios que captam bacias hidrográficas preservadas em uma área de quase 2.000 km2.

A adutora original foi inaugurada em 1890; em 1916 começou a funcionar outro ramal a leste da cidade; em 1945 foi concluída a obra de captação a oeste, que garante 50% do consumo atual.

Mesmo com folga na oferta e a excelente qualidade oferecida, um novo braço de 97 kms de extensão está sendo construído há 20 anos.

Para reforçar o abastecimento e prevenir colapsos em áreas de expansão prevista da metrópole.

Em 1993 foi concluída a primeira fase desse novo plano.

Em 1998 mais um trecho ficou pronto.

Em 2020, entra em operação um terceiro ramal em obras desde o final dos anos 90.Seu objetivo é dar maior pressão ao conjunto do sistema e servir como opção aos ramais de Delaware e Catskill, que estão longe de secar.

Uma quarta galeria percorrerá mais 14 kms para se superpor ao abastecimento atual do Bronx e Queens.

Tudo isso destoa de forma superlativa da esférica omissão registrada em duas décadas ininterruptas de gestão do PSDB no Estado de São Paulo, objeto de crítica até de um relatório da ONU, contestado exclamativamente pelo governador reeleito, Geraldo Alckmin.

Se em vez do mantra do choque de gestão, os sucessivos governos de Covas, Ackmin, Serra e Alckmin tivessem reconhecido o papel do planejamento público, São Paulo hoje não estaria na iminência de beber lodo.

O Brasil todo desidrata sob o maçarico de um evento climático extremo. Mas desde os alertas ambientais dos anos 90 (a Rio 92, como indica o nome, aconteceu no Brasil há 22 anos) essa é uma probabilidade que deveria estar no monitor estratégico de governantes esclarecidos.

Definitivamente não se inclui nessa categoria o tucanato brasileiro que em 2001 já havia propiciado ao país um apagão de energia elétrica pela falta de obras e renúncia deliberada ao planejamento público. Os mercados cuidariam disso com mais eficiência e menor preço.

Ademais de imprevidente, o PSDB desta vez mostrou-se mefistofelicamente oportunista na mitigação dos seus próprios erros.

Ou seja, preferiu comprometer o abastecimento futuro de 20 milhões de pessoas, a adotar um racionamento que colocaria em risco o seu quinto mandato em São Paulo.

Não conseguiria concluir a travessa sem a cumplicidade da mídia conservadora que, mais uma vez, dispensou a um descalabro tucano uma cobertura sóbria o suficiente para fingir isenção, sem colocar em risco o continuísmo no estado.

É o roteiro pronto de um filme de Costa Gavras: as interações entre o poder, a mídia, o alarme ambiental e o colapso no abastecimento de água em uma das maiores manchas urbanas do planeta.

Tudo sincronizado pelo cronômetro eleitoral da direita.

O PSDB que hoje simula chiliques com o que acusa de ‘uso político da água’, preferiu ao longo das últimas duas décadas privatizar a Sabesp, vender suas ações nas bolsas dos EUA e priorizar o pagamento de dividendos a investir em novos manaciais.

Mais um subtexto para o filme de Costa Gavras: a captura dos serviços essenciais pela lógica do capital financeiro.

Enquanto coloca em risco o abastecimento de 20 milhões de pessoas, revelando-se uma ameaça à população, a Sabesp foi eleita uma das empresas de maior valorização na bolsa de Nova Iorque.

Não sem motivo: destina ¼ de seu lucro à distribuição de dividendos à Internacional dos Acionistas, para tomar emprestado uma alegoria do governador Tarso Genro.

Como em um sistema hidráulico, o dinheiro que deveria financiar a expansão do abastecimento, vazou no ralo da captura financeira.

“Como a reserva fica no fundo, se a crise se acentuar, não haverá outra alternativa a não ser ir no lodo e tirar essa água”, confirmou o diretor presidente da agência nacional, no debate “A falta de água em São Paulo”, realizada na ALESP.

As chances de uma chuva redentora que evite o indigesto desfecho são reduzidas, segundo os serviços de meteorologia.

Mesmo que a pluviometria neste verão fique em 70% da média para a estação, o sistema Cantareira –segundo os cálculos da ANA– ingressará no segundo trimestre de 2015 praticamente com 5% de estoque (hoje está com 3,2%).

Ou seja chegará no início da estação seca de 2015 com a metade da reserva que dispunha em abril deste ano; e muito perto da marca desesperadora vivida agora, na antessala das chuvas de verão.

O lodo que espreita as goelas paulistanas não pode ser visto como uma fatalidade.

Dois anos é o tempo médio calculado pelos especialistas para a realização de obras que poderiam tirar São Paulo da lógica do lodo. Portanto, se ao longo dos 20 anos de reinado tucano em São Paulo, o PSDB de FH e Aécio Neves, tivesse dedicado 10% do tempo a planejar a provisão de água, nada disso estaria acontecendo.

Infelizmente, deu-se o oposto. De 1980 para cá, a população de São Paulo mais que dobrou. A oferta se manteve a mesma com avanços pontuais.

O choque de gestão tucano preferiu se concentrar em mananciais de maior liquidez, digamos assim.

Entre eles, compartilhar os frutos das licitações do metrô de SP com fornecedores de trens e equipamentos. A lambança comprovada e documentada sugestivamente pela polícia suíça, até agora não gerou nenhum abate de monta no poleiro dos bicos longos.

‘Todos soltos’, como diz a presidenta Dilma.

Lubrificada pelo jeito tucano de licitar, a rede metroviária de São Paulo, embora imune a desequilíbrios climáticos, de certa forma padece da mesma incúria que hoje ameaça as caixas d’agua dos paulistanos.

O salvacionismo tucano em São Paulo não conseguiu fazer mais que 1,9 km de metrô em média por ano, reunindo assim uma rede inferior a 80 kms, a menor entre as grandes capitais do mundo.

A da cidade do México, que começou a ser construída junto com a de São Paulo, tem 210 kms.

O planejamento público que a ortodoxia abomina, ao lado do mercado interno de massa que seus colunistas desdenham, representam, na verdade, as duas grandes turbinas capazes de afrontar o contágio da estagnação mundial no Brasil.

Tudo isso tem sido solenemente ignorado, quando não demonizado, pelo salvacionismo conservador nesta campanha presidencial.

O mito da gestão tucana é o que de mais reluzente o discurso de Aécio Neves tem a esgrimir para afrontar o que caracteriza como sendo um Brasil aos cacos, após 12 anos de governo do PT.

As ironias da história podem ser demolidoras nessa reta final de campanha.

Não deixa de ser potencialmente devastador que quem acusa o PT de jogar o país num mar de lama, agora só tenha 200 bilhões de litros de lodo a oferecer à população de SP para matar a sede.

É essa a garantia de abastecimento de água na capital de um estado onde o festejado choque de gestão está no poder há 20 anos. Ininterruptos.

O legado recomenda uma recidiva da receita para todo o Brasil?

Com a palavra o discernimento popular.

Bom voto.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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