Arquivo para 3 de outubro de 2014

UMA ABORDAGEM POLÍTICO-HISTÓRICA DESTE BRASIL QUE VAI ÀS URNAS NESTE 05 DE OUTUBRO DE 2014

2014

Os brasileiros irão às urnas neste domingo para escolherem o (a) Presidente(a) da República, Governadores(as), Senadores(as) e Deputados(as) Federais e Estaduais.

Nosso país  tem sua história ligada à dominação e exploração portuguesa, inglesa, holandesa e norte-americana em governos que antecederam Lula.  Foi colônia de exploração. Exploraram o trabalho indígena, depois capturaram e prenderam africanos e os escravizaram. Roubaram nosso ouro, pedras preciosas, diamantes e mataram muitas pessoas.

Hoje, apesar do jogo sujo das direitas, demonstra maturidade política, e desde 1982 vem realizando eleições gerais com ampla participação popular.

Nestes 192 anos de República fomos governados por marechais, generais, fazendeiros, cafeicultores na sua maioria das maiorias. Por trabalhadores duas vezes. Um metalúrgico, com vários títulos de Doutor Honoris Causa concedidos por importantes universidades estrangeiras.

A classe dominante, rica, que controla os meios de produção e consequentemente através da ideologia burguesa influencia o comportamento, cognição e a atitude dos que vendem sua força de trabalho, durante todo esse tempo beneficiou-se desse estado de coisas para manter-se no poder.

Nosso país durante a República viveu momentos difíceis. Os golpes militares que não foram poucos, sempre fragilizaram nossas instituições e por trás disso haviam interesses nada republicanos, mas de capitais sem pátria atendendo interesses imperiais.

Os interesses imperiais continuam vivos e se sentem sempre ameaçados. Quando um chefe de Estado se diz contra ações intervencionistas em países soberanos ele comete gafe. Falar em defesa da vida é querer o bem da humanidade. Mas constrange a elite porque é defender terrorista.

Como terrorista? Quem é terrorista? Pessoas?  Estados não são terroristas? A guerra não é terrorismo? Matar crianças indefesas na Palestina, na Síria, Trípoli, cidades Mesopotâmicas, Paquistão, Afeganistão não é terrorismo? Derrubar as torres gêmeas não é terrorismo? Proteger famílias sauditas não é terrorismo?

Quem defende  isso é a classe dominante, os ricos. Os exploradores da mão de obra assalariada.

Seus agentes políticos, os candidatos reproduzem em discursos vazios esses interesses.

Filhos de trabalhadores, que foram às escolas e “que nada quiseram aprender” são usados como representantes para manter o poder político, econômico e ideológico dominando corações e mentes.

Isso se torna mais fácil quanto temos um país dominado pela fome, miséria e analfabetismo.

Que não é o caso do Brasil.

Pelo que foi apresentado de realizações dos governos populares eleitos pelo povo, nosso país é outro.

A fome que antes mereceu uma obra de Josué de Castro, A Geografia da Fome, não se viu nem ouviu mais falar em fome zero. A fome zerou.

Para os que têm, segundo eles, do bom e do melhor, feijão, arroz, jabá é motivo de preconceito. Esse alimento é comum na mesa do povo. Assim como jaraqui na mesa do amazonense.

Esquecem os ricos que quem os fazem ricos são  os trabalhadores explorados na sua força de trabalho.

Que esses trabalhadores “têm de estar em condições de viver para poderem fazer história. Mas da vida fazem parte sobretudo, comer e beber, habitação, vestuário e ainda algumas outras coisas.”

Nos últimos onze anos no Brasil, quando os impérios viram a transformação do Estado do Bem Estar Social implantado nos States após a hecatombe do capitalismo a partir de 1929 ser engolido pelo capital e transformando-o no Estado mínimo neoliberal, nosso país o adota com Fernando Collor e depois com os governos social democratas.

O neoliberalismo contrapondo-se ao Estado do Bem Estar Social propõe os fim dos benefícios sociais garantidos pelo Estado e o fim das empresas públicas; o fim do planejamento econômico pelo Estado; predomínio do capital financeiro sobre o capital produtivo; a fragmentação e dispersão global da produção, de maneira a enfraquecer a classe trabalhadora e suas organizações; a destinação da riqueza pública às empresas para investimento em tecnologia de ponta.

Pelo apresentado no programa eleitoral da candidata do Partido dos Trabalhadores e que não era divulgado, percebeu-se que nada do neoliberalismo foi praticado. Agora, que os Bancos privados e as grande multinacionais continuaram lucrando, isso ninguém questiona.

Enquanto isso, o Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES, fugindo ao rentimos capitalizaram-se e através de custeios repassaram recursos para setores produtivos, com isso praticando políticas sociais que bancos privados não fazem.

A Petrobras agigantou-se indo ao fundo do mar e passou a explorar o pré-sal. Como houve candidato que não daria atenção à essa riqueza parafrasearam campanha da era Vargas:  “O pré-sal é nosso.”

Banco que não investe no social e se beneficia com dinheiro alheio tem nome.

Essas corporações é que dominam o planeta Terra. Nos Estados Unidos eles são numa média de seis os maiores, com tentáculos em várias partes da Terra. Em São Paulo estão na Avenida Paulista e nos Jardins.

Enquanto essas corporações…

O governo brasileiro numa ampla distribuição de renda criou uma série de políticas sociais visando os esquecidos e abandonados pelo Estado mínimo.

No Amazonas,  cada cinco amazonenses saiu da extrema pobreza devido o Bolsa Família; foram matriculados 132 mil amazonenses no PRONATEC, sendo 89% negros; 44 mil moradias entregues ou contratadas pelo Minha Casa, Minha Vida, Mais Médicos, Luz para Todos, Pró-Chuva, prorrogação da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos.

Estamos a poucas horas do primeiro turno. Observamos que contra o governo que se preocupa com o povo, com a classe trabalhadora, serão feitas várias investidas  a exemplo do que já ocorreu em 2006 e 2010.

A direita se contorce de inveja de ser governada por um representante do povo. Eles sempre foram poderosos. Eles sempre dominaram o povo. Mas, o povo aprende. O povo não é otário.

O povo não é mais analfabeto.

E por não ser analfabeto é matemático. Conhece números.

Ele conhece os candidatos.

Isso as pesquisas demonstraram nas espontâneas.

Mesmo com avanços mencionados. Infelizmente, práticas ilícitas existem. Existem por parte dos que querem o poder pelo poder. Se eles soubessem que o poder não existe, não agiriam como ignaros.

Incentivariam o que está dando certo na educação, na saúde, nos programas sociais, no emprego e no crescimento econômico que é bom para a elite. Ah! Mas essa elite, diferente de muitos empresários que investem no país, que pagam salários e impostos, estes não estão preocupados com a vitória de uma representante do povo, porque são brasileiros e pensam no Brasil e no seu povo.

Agora os brasileiros que pensam que este país não mudou, que vendem sua força de trabalho por um  salário, só temos um propósito, conversar, dialogar e  dizer que na sociedade só há duas classes sociais, a dos donos dos meios de produção e a dos que vendem sua força de trabalho em troca de um salário que por ser mínimo enriquece o patrão que não trabalha.

Créditos: Karl Marx e Marilena Chauí in Ideologia Alemã e Iniciação à Filosofia.

DILMA MOSTRA, EM ARDILOSO DEBATE, SUA SUPERIORIDADE INTELECTUAL, POLÍTICA E DEMOCRÁTICA SOBRE OS CANDIDATOS DOS MARINHOS

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Ontem, dia 2, a emissora de televisão dos Marinhos que tem preferência pelos candidatos representantes do capital estrangeiro Marina e Aécio, sendo o segundo o seu de maior interesse, mas se não tive tiver tu vai tu mesmo na evangélica, promoveu o mais um chamado debate entre os candidatos postulante ao cargo de presidente da República.

Algumas pessoas que conhecem as trapaças e recursos sórdidos que a emissora dos Marinhos é capaz de lançar mão para auxiliar seus candidatos e tentar atingir o seu escolhido desafeto, opinaram durantes dias que a presidenta Dilma Vana Rousseff, não deveria ir. Essas pessoas têm o conhecimento da manipulação histórica realizada pela emissora apoiadora da ditadura quanto da disputa entre os presidenciáveis Lula e Collor. A emissora sem qualquer pudor jornalístico montou um resumo do debate entre os dois candidatos mostrando que Collor havia se conduzido melhor. Para isso, sequenciou quadros insinuando, com imagens escolhidas, Collor seguro e Lula preocupado. Como não havia mais tempo da campanha de Lula mostrar a farsa através do programa eleitoral, visto que o dia do debate é o dia que terminam as publicidades eleitorais, a montagem ficou como se fosse verdadeira.

Hoje, depois de passadas décadas, se sabe publicamente o que já se sabia na época: fora uma montagem para ajudar Collor. Funcionários da emissora que participaram da trapaça, realizada pela família Marinho, anos depois tornaram público como foi produzida a montagem sórdida. Mas a história não retrocede para colocar os erros no lugar. Assim, como a confissão feita pelo jornal da família Marinho que divulgou ter ajudado a ditadura, não lhe tira a responsabilidade histórica do comportamento vil, abjeto e desprezível que concretizou.

Por esse conhecimento essas pessoas não queriam que Dilma fosse ao dito debate. Mas Dilma, que se tornou “coração valente” ainda adolescente, foi. Foi com a certeza de que “a verdade vence o pessimismo”. E não deu outra. Seus adversários em posições inferiores, segundo as pesquisas eleitorais, tentaram atacá-la com os mais inseguros argumentos imaginando que poderiam auferir alguns votos no próximo dia 5. Só imaginação. Uma faculdade a que todos têm o direito: imaginar.

Dilma, com sua segurança, inteligência e conhecimento que deve ter todo estadista, não tomou conhecimento dos postulantes Aécio e Marina. Derrubou todos os argumentos vazios e fantasiosos dos dois e ainda exemplificou o que é fazer política. Falou sobre seu programa de governo, o que já é do conhecimento dos eleitores, e ainda sustentou o que pretende realizar em seu segundo mandato.

Aécio, fingindo esquecimento da corrupção do governo de seu guru Fernando Henrique que criou Marcos Valério e Daniel Dantas, novamente acusou o governo popular de corrupção. Dilma, como sempre vem fazendo, desconstruiu a frouxa acusação. Mesmo tentando mostrar segurança de se sentir em casa, mostrou o baque. Já Marina, com sua inconfundível performance chantagista e também se sentindo amparada no território dos Marinhos, tentou novamente infundir nos eleitoras a ideia de que é perseguida pelos adversários, além de tentar acusar Dilma por sua administração, mas não foi feliz, Dilma desmontou seu propósito que ficou ridicularizado diante dos espectadores.

No mas, Dilma mostrou conhecimento, altivez e profundida política diante dos fracos adversários e da plateia formada pela trupe alcunhada de jornalistas da emissora que deve mais R$ 600 milhões à Receita Federal.

Como os dois candidatos Marina e Aécio jogavam suas últimas fichas no alcunhado debate (alcunhado porque não teve debate, prevaleceu uma única ideia, a de Dilma e povo brasileiro) e seus desempenhos foram sofríveis, fica a certeza que para ele suas idas foram totalmente inúteis. Já, para Dilma foi à confirmação de sua superioridade diante de seus apolíticos adversários.

O que virá neste outro outubro?

Com as vitórias políticas conquistadas pela candidatura Dilma em setembro, a sua vitória se tornou até possível no 1º turno e muito provável em um 2º turno

Juarez Guimarães

Ao editar e enviesar seis pesquisas seqüenciadas às vésperas das eleições presidenciais, a Folha de S. Paulo e a Rede Globo, conectando o Jornal Nacional e a imprensa, o Ibope e o Datafolha, procuram esconder a grande derrota dos neoliberais neste mês de setembro e se reposicionar através da manipulação das emoções e expectativas dos brasileiros. Com o arbítrio de errar na margem de erro – contendo a ascensão de Dilma, segurando a queda de Marina ou dramatizando as possibilidades de Aécio ir a um eventual segundo turno – procura-se criar assim uma conjuntura eleitoral: se Dilma não vencer no primeiro turno, será uma vitória da Marina “sobrevivente” ao massacre petista ou uma vitória do “ressuscitado” Aécio, revigorado para um segundo turno.

Trata-se de uma grande mistificação: não é possível medir a incerteza, resolver estatisticamente a indeterminação, arbitrar as chances das leis dos grandes números em movimento, decidir antes o que será finalmente deliberado por quase uma centena e meia de milhões de brasileiros. O que está em fluxo e sujeito a muitas dimensões subjetivas não cabe nas margens de erro anunciadas.

Na verdade, esta primeira mitificação procura dar cobertura a uma segunda: a de que as eleições até agora se realizaram em um quadro de despolitização e de golpes baixos, como se fossem um jogo de pôquer em que os adversários disputam a arte de blefar e maximizar suas estratégias competitivas.

Foi exatamente o contrário o que ocorreu: desde o retorno à democracia, nunca tivemos eleições presidenciais tão politizadas no primeiro turno. Setembro iniciou-se com a disputa sobre o posicionamento da democracia brasileira frente aos direitos dos gays e aos compromissos de criminalização da homofobia. Logo em seguida, veio à tona a disputa sobre as relações entre a democracia e a macro-economia com a polêmica em torno à “autonomia do Banco Central”, a função estratégica dos bancos públicos e o sentido social e nacional do pré-sal. Prosseguiu com a polêmica sobre os meios republicanos de se aprofundar a luta contra a corrupção sistêmica, os compromissos com a reforma política, após o voto de mais de sete milhões de brasileiros em favor de um plebiscito em torno a uma Assembléia Constituinte exclusiva, e a necessidade de se fazer enfim a regulação democrática dos meios de comunicação, como está previsto na Constituição brasileira. E, finalmente, veio a público o debate aceso sobre a política externa brasileira a partir do discurso da presidente Dilma Roussef na ONU, enfocando a questão do clima, da paz e da construção de um mundo mais justo.

Chegamos assim à terceira mitificação, que organiza o senso-comum das mídias empresariais e dos candidatos neoliberais sobre o que ocorreu até agora nestas eleições presidenciais. Ela pretende esconder e encobrir a grande vitória política construída pela candidatura Dilma Roussef no sentido de reorganizar a legitimidade política das bases sociais, intelectuais e culturais do sentido de seu governo. Esta legitimidade havia sido desorganizada nos últimos anos pela ação concertada dos grandes meios de comunicação, orgânicos aos candidatos neoliberais. Agora, foi reposta uma narrativa política pública das conquistas, limites e, principalmente, de futuro das demandas democráticas, anti-neoliberais e republicanas do povo brasileiro.

É esta reconstrução de legitimidade que confere unidade a tanta movimentação eleitoral ocorrida, antes e após o trágico acidente que vitimou Eduardo Campos e seus companheiros. Se antes o caminho de nacionalização de Aécio estava sendo problematizado e contido, em um segundo momento, foi esta reposição de legitimidade do governo Dilma – claramente medida pela evolução de seus índices de aprovação – que foi capaz de desconstruir a farsa transformista da candidatura de Marina Silva. Na democracia, a construção de uma identidade política se faz também legitimamente pelo contraditório. Foi assim a reconstrução de sentido da narrativa do governo Dilma, inscrito na longa duração iniciada pelos governos Lula, que permitiu bloquear Aécio e descontruir Marina.

Chega-se assim ao final do primeiro turno em uma situação muito diversa daquela vivida no final do primeiro turno das eleições de 2010, quando a candidatura Serra dirigindo uma grande contra-ofensiva ideológica conservadora forçou a realização de um segundo turno. A cultura do país foi à esquerda no mês de setembro, dissolvendo os mitos criados que figuravam o país à beira da catástrofe e um governo corroído pela corrupção.

O que virá?

É a partir desta grande conquista política construída pela candidatura Dilma no mês de setembro que é possível prever que a sua vitória no primeiro turno é possível e a vitória em um segundo turno é muito provável. E é este sentimento base de auto-confiança reconquistada e não triunfalista que deve ser agora a referência.

A possibilidade da vitória de Dilma no primeiro turno existe porque não parece esgotada a dinâmica de ascensão de Dilma nem a outra dinâmica de queda de Marina e, por outro lado, não parece ainda consistente a tendência nacional a uma ascensão de Aécio.

Se este possível vier a ocorrer, será de fato a maior vitória política conquistada contra os neoliberais no Brasil. Acompanhada como parece vir de uma grande vitória do PT ao governo de Minas Gerais, ela teria um efeito devastador sobre o partido matriz do neoliberalismo brasileiro, o PSDB. O fenômeno Marina seria reduzido à sua própria realidade de ser incapaz de fazer convergir uma oposição sustentada. Haveria um efeito imediato sobre a disputa de eventuais segundo-turnos aos governos estaduais. Seria aberto, enfim, um novo período histórico possível de construção de uma hegemonia sólida do PT e de aprofundamento das transformações do Brasil.

Se ocorrer um segundo turno, ele não deve ser interpretado como um reinício das eleições porque a memória da polarização entre Dilma- Marina ou entre Dilma e Aécio já está inscrita na própria dinâmica do primeiro turno.

Se for contra Marina, será contra uma candidatura em queda, já com uma rejeição política alta e com gravíssimos problemas na construção de identidade e imagem. O reforço que receberia pela convergência midiática, pelo apoio do PSDB e forças conservadoras, pelo maior tempo na televisão teria a contra-partida de tornar mais implausível o discurso da “nova política” e exporia mais as contradições intrínsecas, os desvãos e as sombras, desta candidatura que se auto-proclama messianicamente ser a verdade e a luz.

Se for contra Aécio, muito provavelmente ele será candidato amargando uma provável grande derrota em seu próprio estado, sem um discurso claro e com alto grau de rejeição, provavelmente não sendo capaz de receber todo o arco de apoios que hoje vota em Marina.

São estas razões que confeririam a uma candidatura Dilma em um eventual segundo turno uma vitória política e eleitoral muito provável. Muito provável é diferente de quase certa: a força das candidaturas neo-liberais não é propriamente intrínseca aos candidatos, mas resulta da própria força do grande capital que os sustentam. Um sentimento presumido de triunfalismo nunca fez bem á esquerda e muito menos é justificado em um contexto no qual ainda não se firmou uma sólida hegemonia.

Política e comunicação

A grande lição que fica deste setembro para as esquerdas brasileiras é a necessidade de refundar – a palavra não poderia ser outra – a sua relação política com a comunicação pública. Foi o déficit estrutural público de comunicação que nos colocou em uma situação defensiva nos últimos anos, foi o acesso a um tempo diário de comunicação democrática com os brasileiros neste setembro que tornou possível a virada política sobre os neoliberais, é o déficit comunicativo que continuará a impedir a construção de uma hegemonia sólida da esquerda republicana, democrática e pluralista, no Brasil.

Por isto, foi tão importante a convicção expressa pela presidente Dilma aos blogueiros, em encontro recente, de que “está amadurecido o tempo” para uma regulação democrática e pluralista dos meios de comunicação no Brasil. Aliás, quando um autor de um sítio hoje muito freqüentado gargalhou ironicamente que uma notícia sobre pesquisas eleitorais divulgada em seu blog havia apavorado os mercados financeiros, gerando flutuações na bolsa de valores, ele fez uma brincadeira com um sentido de verdade: a melhor inteligência brasileira, seus intelectuais fortes, desde muito migraram do espaço fechado e viciado das mídias neoliberais e escrevem no espaço virtual.

Há uma nova consciência pública sobre a liberdade de expressão no Brasil e sobre a formação de uma opinião pública democrática. Por que os recursos públicos da democracia brasileira devem servir unilateralmente àqueles que monopolizam os meios de comunicação? Por que o projeto de uma TV pública nacional, democrática e pluralista, não ganha alento? Por que um projeto de regulação dos meios de comunicação, como prevê a Constituição de 1988 e como existe em um grande número de democracias ocidentais, não deve ganhar centralidade em um próximo período?

Se nas eleições de 2010, houve a passagem da liderança política de Lula à Dilma, esta vive hoje o melhor momento de sua construção política. Ela já está falando diariamente com a esperança de dezenas de milhões de brasileiros, conversando com ela, recebendo suas razões e afirmando seus valores. Este processo – o de sedimentar uma nova consciência programática da revolução democrática no Brasil – está apenas em seus inícios. O mito do Brasil catastrófico ficou para trás mas o norte de um Brasil mais profundamente democrático, republicano, inovador nos direitos e nas ciências, muito mais justo do que é agora, ainda precisa ser construído junto com o povo brasileiro.

E este desafio está agora à nossa frente, sejam estas eleições decididas no primeiro ou no segundo turno desta histórica eleição presidencial.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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