Arquivo para outubro \22\-04:00 2014



OS DOIS TIPOS BÁSICOS QUE VOTAM EM AÉCIO: OS ELEITORES DAS AFECÇÕES-RESSENTIDAS E OS DAS AFECÇÕES-CALCULISTAS

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A democracia representativa, como se sabe, é um regime político composto pelas opiniões dos eleitores materializadas nos governantes. Os representantes das opiniões dos eleitores no território do Executivo e Legislativo. O que se chama de escolha democrática representativa.

A democracia para o filósofo, Spinoza, é o corpo político composto pelas potências de todos que habitam um território como Nação e Estado. Como se trata do estatuto politico como bem-comum, a democracia nasce como expressão racional do homem como ser social. Essa seria a democracia constituinte. Uma democracia que sempre se ultrapassa através da criação coletiva de novas formas de existir.

Já democracia representativa, não é resultante de uma analise racional abrangente da escolha dos seus representantes. No caso, os candidatos. É certo que algumas pessoas votam em candidatos depois de analisarem suas propostas e suas existências como um ser no mundo. É o chamado voto racional-ético. Mas há um grande número de pessoas que vota por impulso e por interesses pessoais. Os votos das primeiras saem da identificação psicológica delas com as notas pessoais apresentadas pelos candidatos em que votam. Já os votos das segundas, saem de seus interesses pessoais que elas encontram refletidos pelos candidatos que votam. Em todos dois casos os votos são instrumentais. Instrumentos de satisfação pessoal muito distante do voto democrático racional-ético.

É nesse quadro que se mostram os eleitores de Aécio Cunha. O candidato das direitas em si mesmo não apresenta qualquer categoria de um político com dimensão de grandeza que constitui a democracia como um regime singular e original. Ele não carrega qualidades de um sábio, de um revolucionário, de uma grandeza política. Ele, como poderia dizer o filósofo-psiquiatra, amigo do filósofo Nietzsche, Ludwig Binswanger, é um homem cheio de maneirismo. Sua fala, sua inflexão focal, sua rostidade, seu gestual, seu olhar, são próprios dos maneiristas que tentam desviar os outros que os observam para outra percepção e outra concepção dele. É nesse maneirismo que seus eleitores básicos se apegam.

Os eleitores da afecção-ressentida não votam nele por ele representar uma candidatura em uma realidade democrática, mas pela ilusão que seus maneirismos podem auxiliar em ilusória vitória sobre a candidata Dilma Vana Rousseff que eles odeiam. Como a afecção é um estado de coisa, um modo de ser, os eleitores da afecção- ressentida votam nele como identificação-psicológica para atingirem seus objetivos-vingativos: se vingarem do mal que Dilma não lhe causou. Essa é a base irracional do voto antipetista. Votar em qualquer um que possa ameaçar a vitória de Dilma. Mesmo que qualquer um seja Aécio, o “meritocrata”.

Uma ilustração fabulosa para entender melhor. O pavão nunca acreditou que era a ave mais bela da terra. Ele sempre se viu como uma ave entre ostras aves. Nunca viu nele algo de esplendoroso, maravilho que o fizesse se sentir a mais bela ave com suas plumas e suas cores. Entretanto, o corvo não o via assim. Para ele, corvo, o pavão era belo demais e essa beleza o incomodava como corvo, que se sentia feio. Dominado por essa afecção-triste, o corvo, desenvolveu uma destrutiva inveja do pavão e gritava para ele: “Devolve-me essa beleza que tu tens e que jamais foi minha, mas que tu me roubaste”. Pobre do corvo. A inveja o paralisava a ponto de impedir que ele fosse o corvo singular em condição de ave. Em sua inveja ele não era corvo e nem pavão. 

Como o ressentido é alguém que atribui a outro sua miséria existencial, sua pobreza ontológica, é fácil entender porque esses eleitores da afecção-ressentida votam em Aécio Cunha. Dilma é corajosa, inteligente, tem grandeza, dimensão política, e, como o pavão, nunca se autopromoveu narcisisticamente. Essa condição é dolorosamente inquietante para os ressentidos.

Vejamos o exemplo de uma parte dos médicos. Os médicos-burgueses. Durante toda a história do Brasil nunca os médicos tiveram um salario tão respeitador como ocorreu nos governos Lula e Dilma. Entretanto, como são portadores da síndrome da afecção-ressentida tem inveja de Dilma em forma da afecção paralisadora: o ódio.  Quando tudo não passa de inveja do que Dilma tem e é. Um claro e tenebroso dilema, porque como têm fobia da vida, jamais poderiam ter os atributos e categorias que Dilma carrega. Pobres médicos-burgueses ressentidos.

Quanto aos eleitores da afecção-calculista, é facílimo entender. Eles encontram em Aécio Cunha a possibilidade de satisfação de seus complexos orais. Suas compulsivas oralidades pelo lucro máximo. Assim, como foram Serra, Alckmin e Marina, agora é Aécio o candidato de seus interesses calculistas, porque ele representa a defesa do neoliberalismo. A política do Estado mínimo em benefício do capital. O candidato reacionário é para eles, reacionários, o modelo de suas existências de exploradores da força de produção dos trabalhadores.

No mais, Aécio Cunha, sem eleitor original, se ilude, como candidato, com os votos alienados dos eleitores da afecção-ressentida e da afecção-calculista que apenas os usam para sublimação de suas afecções-tristes. Aécio não tem eleitor.

Por que as mulheres votam em Dilma?

A opção é entre a política que constrói os direitos das mulheres e quem invisibiliza a opressão feminina, acenando até com o fim da Secretaria de Mulheres.

Marlise Matos (*)

No primeiro debate televisivo deste segundo turno eleitoral apareceu, também pela primeira vez nestas eleições presidenciais, por intervenção direta de Dilma Rousseff, a discussão em torno das políticas para as mulheres, mais pelo viés do enfrentamento à violência continuada que elas sofrem em nosso país e pela dúvida de continuidade da Secretaria de Política para as Mulheres. Esse é um dos meus temas de estudo e de pesquisa e cabe aqui colocar, bem claramente, que temos diante nós dois projetos políticos absolutamente distintos, também no que tange a esta temática que julgo tão relevante.

Além de acompanhar e avaliar políticas para as mulheres implementadas pelo governo federal desde 2000, fui Conselheira Estadual da Mulher de Minas Gerias por dois mandatos consecutivos (entre 2005 e 2011), tendo sido possível ver também de dentro, portanto, dos governos de Aécio Neves o que se passa nessa área. Desta forma, quem vos fala tem conhecimento de causa.

É impossível não alertar à nossa população o que a possibilidade de extinção de Secretarias (com porte Ministerial) como a Secretaria de Política para as Mulheres (SPM/PR) ou como a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) pode significar em termos de retrocesso, invisibilização e de retorno das mulheres brasileiras (especialmente as negras e pobres) à condição recorrente de silenciamento institucional e, portanto, de continuidade dessa forma violenta, opressora e negadora de direitos que se constituiu (e, infelizmente, ainda se constitui) o Estado brasileiro (MATOS, 2014) para parcelas significativas da população deste país.

Os governos Lula e Dilma tiveram como uma de suas principais bandeiras a luta por mais direitos para as mulheres. Logo que tomou posse como Presidente da República, Lula criou essas duas Secretarias, alçando-as ao status ministerial e vinculando-as diretamente à Presidência da República. Os avanços federais nestas áreas são inequívocos: a realização de um ciclo inédito de participação social pautado por três Conferencias Nacionais de Políticas para as Mulheres e de políticas de Promoção da Igualdade Racial (CNPMs e CNPPIR, respectivamente) e da construção democrática e participativa de três Planos Nacionais de Políticas para as Mulheres (PNPMs) e um Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial, a elaboração de um inédito “Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres”, a reestruturação e manutenção do Conselho Nacional de Direitos da Mulher (CNDM) e do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR).

Foi um marco a aprovação e a implementação da Lei Maria da Penha, o fortalecimento e a ampliação do Ligue 180 (agora um aplicativo de celular que permite a visualização online das estruturas de denúncia, apoio e encaminhamento para as mulheres em situação de violência), o investimento maciço na ampliação da Rede Nacional de Enfrentamento à violência contra as mulheres (inclusive com a consolidação recente das Casas da Mulher Brasileira), a ampliação das ações do programa “Mulher: Viver sem Violência”, outro conjunto de ações estratégicas de enfrentamento à violência contra a mulher.

Outro momento decisivo foi a aprovação histórica e corajosa (uma “segunda abolição”) da PEC das Empregadas Domésticas no Brasil. Além disso, houve a criação de um “Observatório de Gênero” que traz indicadores, referências bibliográficas sobre mulheres e sobre mulheres negras etc. e os disponibiliza para toda a população. O Programa “Mais Mulheres no Poder”, que tem trazido à tona a condição absurda de sub-representação política das mulheres brasileiras (especialmente das mulheres negras), a criação do “Comitê Técnico de Estudos de Gênero e Uso do Tempo – CGUT”, que tem feito inovadoramente o debate sobre a nossa histórica não divisão sexual do trabalho e do tempo entre homens e mulheres neste país.

Acesso a direitos e a oportunidades

A implantação do Pronatec (o maior programa de formação profissional da história do Brasil), no qual seis em cada dez alunos são mulheres de todas as faixas de idade e do Pronatec Brasil Sem Miséria, no qual de quase um milhão de matrículas, mais de 650 mil foram feitas por mulheres. Mais da metade das bolsas do ProUni e dos financiamentos do FIES foram concedidos a mulheres, os inúmeros projetos e ações já realizados de incentivo ao trabalho e autonomia econômica das mulheres, com vistas à ampliação da inserção das mulheres no mercado de trabalho, à geração de renda e ao empreendendorismo feminino, novas linhas de crédito para as mulheres. Neste item, o Brasil é destaque no mundo com o Programa “Crescer”, que é destinado a financiar pequenos empreendedores e oferece dinheiro barato e sem burocracia para a pessoa montar ou ampliar seu próprio negócio, dinheiro que pode ser usado como capital de giro ou na compra de máquinas e equipamentos (onde mais de 60% de todas as operações foram feitas por mulheres).

É importante também lembrar o fato de 72% das propriedades da reforma agrária serem de mulheres e a condição das 1 milhão e 600 mil casas já entregues pelo “Minha Casa, Minha Vida”, 52% estarem no nome de mulheres. Também se destaca a continuada reedição do Programa “Pro-Equidade de Gênero e Raça” para o estímulo à adoção de ações concretas de empoderamento feminino e racial no âmbito empresarial brasileiro, do reforço e da continuidade das ações no âmbito da PNAISM – Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres (com uma luta corajosa também na desconstrução da violência obstétrica, no debate crítico sobre a feminização da epidemia da AIDS, no esforço permanente em se pautar corajosamente num país tão conservador como o nosso o acompanhamento das ações para o atendimento às mulheres em situação de aborto que já é previsto em lei), e da criação da Política Nacional da Saúde da População Negra.

Entre inúmeras outras ações, os esforços para se apoiar o protagonismo, a formação e o fortalecimento dos segmentos prioritários de mulheres no desenvolvimento de políticas públicas (mulheres negras, deficientes, oriundas de comunidades tradicionais, lésbicas, bissexuais e transexuais, indígenas, jovens, idosas etc.) com esforços indiscutíveis de transversalização, intersetorialização e interseccionalização da presença protagônica dessa diversidade de mulheres em todas as políticas do país, revelam esse compromisso, indiscutivelmente.

Além do mais a Presidenta Dilma não só levou mais mulheres para a Esplanada dos Ministérios, mas entregou a elas algumas das pastas mais importantes da República: Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Miriam Belchior (Planejamento), Graça Foster (Petrobras), Ideli Salvatti (Relações Institucionais), Helena Chagas (Comunicação Social), Tereza Campello (Desenvolvimento Social), Izabella Teixeira (Meio Ambiente), Luiza Bairros (SEPPIR – Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), Marta Suplicy (Cultura), Eleonora Menicucci (SPM – Secretaria de Políticas para as Mulheres), Maria do Rosário (Direitos Humanos), Rosa Weber (STF), entre outras mulheres que já estiveram em posições de destaque. Dilma também tem sinalizado a importância de se promover uma Reforma Política que, entre outras importantíssimas mudanças, possa ser mais justa com a representação das mulheres nos parlamentos brasileiros (espaço onde praticamos taxas piores do que os países árabes!).

Invisibilização e omissão

Eu convidaria aos leitores a me apresentarem, para além da manutenção (praticamente simbólica e retórica) da Coordenadoria Estadual de Políticas para as Mulheres (CEPAM), do Conselho Estadual das Mulheres (CEM) de Minas Gerais, do Centro Risoleta Neves e de um único Plano Estadual de Políticas para as Mulheres (que existe apenas no papel), uma única política pública financiada exclusivamente pelo Estado de Minas Gerais que tenha, de fato, o poder transformador das políticas descritas anteriormente para as vidas das mulheres mineiras. Uma só! Sendo que não vale mencionar o Programa “Mães de Minas” que, em minha opinião, não tem nada de inovador ou de emancipatório e combina elementos de dois programas nacionais (a comentar a seguir) que, inclusive, considero retrógrados e conservadores em termos de políticas públicas para as mulheres.

Nem sequer no Portal do Governo de Minas , quando se clica na aba “Cidadão”, as mulheres lá comparecem! O mesmo ocorre com a CEPAM que é uma Coordenadoria absolutamente inoperante e quase invisível. Dentre todos os Programas Estruturadores do Estado de Minas e também dentre as múltiplas “redes” que o PMDI mineiro saúda e valoriza (Rede de Educação e Desenvolvimento Humano, Rede de Atenção em Saúde, Rede de Defesa e Segurança, Rede de Desenvolvimento Social e Proteção, Rede de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Rede de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rede de Desenvolvimento Rural) nenhuma, mas nenhuma menção explícita ou direta é feita às mulheres, nem sequer como alguma espécie focalizada de “público prioritário” e o que dirá com ações que tenham foco, de fato, em seu protagonismo e agência com objetivos transformadores ou emancipatórios.

É também verdade que tivemos impasses na agenda federal. Eles foram muitos e alguns deles muito dolorosos e graves também para as mulheres. Dilma Rousseff, no programa Roda Viva e depois em Carta pública, abdicou do debate sobre a descriminalização do aborto no Brasil, tendo afirmado que seria a “favor de manter a legislação” sobre o aborto em vigor no país. Ela iniciou seu mandato promovendo duas políticas – os Programas “Rede Cegonha” e ”Brasil Carinhoso” – que têm muito pouco de inovadores em termo de agenda e ainda menos em termos emancipatórios para as mulheres porque reificam a condição de mãe e de cuidadora das mulheres. Também no debate sobre o Plano Nacional de Educação (PNE) perdemos a inclusão das temáticas vinculadas a gênero por pressões das bancadas religiosas conservadoras que ocupam fortemente o Congresso Nacional, entre outras ações em que perdemos para as forças conservadoras.

Mas é preciso que se mencione, em nome de uma moldura contextual mais ampla, que a Presidenta Dilma teve que enfrentar uma espécie de neo-conservadorsimo moral e religioso muito mais organizado e mobilizado politicamente do aquele anteriormente experimentado nos mandatos do Presidente Lula. Também é importante destacar que enquanto Lula governou num cenário de economia mundial privilegiada, e no que tange a mobilização social interna sem grandes tensões, que Dilma teve que administrar, a partir de 2008, uma crise econômica mundial e sistêmica sem precedentes e no plano interno precisou lidar com descontentamentos e mobilizações (e violências) de massa muito significativos. Governar tendo resultados concretos a apresentar nesse contexto de franca adversidade é uma experiência positiva de gestão que poucos Presidentes deste país podem nos legar.

Lembro que as mulheres são hoje no Brasil: 52% da população e do eleitorado, cerca de 38% dos domicílios brasileiros são “chefiados” por mulheres, 49% da PEA brasileira é feminina. Afinal, eu me pergunto como cidadã mineira: como podemos ser assim tão invisíveis para os sequenciados governos do PSDB em Minas Gerais? É isso – uma invisibilidade opressora, negadora, porque reflete o patriarcado autoritário, conservador e enraizado institucionalmente no Estado – que nós mulheres (e homens conscientes) gostariam de ver transposto agora também no Governo federal? É esse realmente o futuro que queremos para as políticas para as mulheres no Brasil?

Claro que não. Já ratifiquei, em outro lugar, que este é momento de continuar na permanente luta pela eliminação de todas as formas de discriminação contra as mulheres, todas as formas de preconceito e de violências, e porque queremos – nós mulheres – ser as protagonistas dessas mudanças que farão desse país, de fato, uma Nação mais justa, igualitária, democrática e livre da pobreza (material e simbólica) e de todas as formas de intolerância que violam a dignidade de todos os seres humanos – mulheres e homens. Para mim não há nenhuma dúvida a respeito do lado que preciso estar neste segundo turno. E eu convido também às mulheres (e aos homens conscientes) deste país que reflitam, também deste ponto de vista, sobre a sua escolha neste momento.

(*) Marlise Matos (Coordenadora do NEPEM/UFMG, Professora DCP/UFMG)

FILÓSOFO NIETZSCHE APRESENTA AS CONDIÇÕES DOS ESTÚPIDOS E ATRASADOS CEREBRAIS QUE AGRIDEM OS ELEITORES DE DILMA

nietzsche

Uma breve enunciação sobre Nietzsche. O filósofo alemão Nietzsche, tem para o pensamento humano a importância semelhante a dimensão do outro filósofo alemão, Karl Marx. Certo que cada em sua experiência e observação do mundo singularmente. Marx desvendou e revelou os segredos espúrios da economia política na forma de sistema capitalista. Principalmente referente ao lucro extraído da força de produção do trabalhador em forma de exploração pelo salário. A conhecida mais valia ou mais valor, dependendo do tradutor. Marx fez a autópsia do capitalismo e mostrou ao mundo porque há miséria enquanto poucos usufruem da riqueza produzida pelo trabalhador.

Já o filósofo Nietzsche, observou o mundo e compreendeu o quanto os valores tomados como modelos para a existência escondem a vida ativa. Nietzsche é, em verdade, o único psicólogo. Não psicólogo de universidade, mas do entendimento da vida. Por isso é muito mais psicólogo que Freud, o criador da psicanálise. Nietzsche viu o que Freud não conseguiu ver, porque o austríaco é fóbico e preso por muitos corpos místicos e míticos. Enquanto Nietzsche é um homem livre. Aí a razão de sua aguçada sensibilidade e inteligência para ver e revelar o oculto. O que aprisiona a vida. Freud prende a vida no inconsciente e afirma que o adulto é o resultado de sua infância. “A criança é o pai do homem” O que significa que o homem nunca é livre e responsável por suas escolhas. 

Em suas observações psicológicas, como ele mesmo fala encadeando conhecimento com as obras de seu amigo Paul Rée, Observações Psicológicas e Sobre A Origem dos Sentimentos Morais, ele pode criar a sua enunciação sobre a transvalorização dos valores. Ir além dos valores contrários ao movimento da vida através da Vontade de Potência. É ele quem inaugura o entendimento filosófico de que o homem é o ser das distancias. O que se pode entender que esse filosofar nos concede a indicação que Nietzsche inaugura o conceito de esquerda e direita, apesar de que ele seja afastado deste tema.

Quando ele afirma que o homem é um ser das distâncias, nos leva a entender que todo conhecimento real é uma questão de perspectiva da própria condição física, sensível e intelectiva do homem. Perceber o distante é perceber o periférico. Quem se encontra fora do centro. No sentido político, perceber os pobres afastados da satisfação de suas necessidades pela opressão executada pelos ricos burgueses que só veem o perto. Perceber o distante é se colocar em disposição de lutar para que esse estado de exploração acabe. Ato que caracteriza o homem de esquerda. Sendo o burguês o sujeito do perceber próximo de si mesmo, o que lhe interessa, ele caracteriza o sujeito de direita.  

Desta forma, o burguês desativa a sua condição humana, porque só percebe o perto. Sua perspectiva é atrofiada. Não se distribui horizontalmente. Em uma ilustração: o burguês, como sentido do perto, só percebe uma árvore. Enquanto, o homem que olha distante percebe a floresta. O burguês percebe uma rua. O homem da distancia a cidade inteira. O burguês percebe um indivíduo, ele mesmo. O homem da distância percebe a sociedade inteira.

Nietzsche com sua facilidade de sentir e pensar o mundo concebe vários personagens contrários à vida ativa. O reativo, o ressentido, o sujeito da má consciência, o sujeito do ideal ascético, o tirano, o escravo, o niilista, o pessimista, o anticristo, entre outros. Pois é exatamente através de suas observações psicológicas que ele em seu aforismo 43, Homens cruéis, homens atrasados, de sua obra Humano, Demasiado Humano I, nos mostra as condições dos estúpidos e embrutecidos que agridem os eleitores da candidata à reeleição, presidenta Dilma Vana Rousseff. Leiamos o que ele afirma.

         “Devemos pensar nos homens que hoje são cruéis como estágios

         remanescentes de culturas passadas: a cordilheira da humanidade mostra

         abertamente as formações mais profundas, que em geral permanecem

         ocultas.

         São homens atrasados, cujo cérebro, devido a tantos acasos possíveis

         na hereditariedade, não se desenvolveu de forma vária e delicada. Eles

         mostram o que todos nós fomos, e nos infundam pavor: mas eles próprios

         são tão responsáveis como um pedaço de granito é responsável pelo

         fato de ser granito”.

Eis porque eles não podem cria sentimentos bons e simpatias. Eis porque, também, não há possibilidade de comunicação com eles, posto que eles além de terem os cérebros atrofiados, eles não carregam os corpos históricos que nós carregamos. Quando falamos com eles, eles não entendem. Por isso, são brutalmente perigosos.

É em função desse embrutecimento que eles não podem entender de política, que é da ordem das relações racionais e sociais entre os homens que são contemporâneos de sua própria história. Eles não são nossos contemporâneos. Não chegaram ao nosso tempo-histórico. E é por essa realidade embrutecida que eles não podem votar em Dilma.  

AÉCIO E O LEVIANO

As pessoas que escaparam do senso comum sabem que somos introduzidos na vida social pelos corpos linguísticos. O que significa que somos primeiro efeito do que causa. Os adultos, com seus conceitos e seus objetos, apresentam a criança o mundo que para eles representa sua realidade.

As primeiras palavras que uma criança aprende é efeito do ter ouvido. O que os adultos falam. Assim, como os primeiros objetos que ela domina é efeito do que ela viu. Ou melhor, do lhe mostram acompanhado de um signo linguístico que vai se tornar corpus imagem-sonora em sua mente. Ela começa a representar o mundo pelo que ouviu e viu. Esta sua primeira vivência de fé na objetividade que foi criada pela forma de subjetivação posta pelos adultos.

Como a criança ainda encontra-se em processo evolutivo físico e mental, ela só repete o que lhe foi falado e mostrado. Para o filósofo holandês Spinoza, esse é o mais baixo grau de conhecimento que elabora as imagens e os signos que serão usados para criação da imaginação e da superstição. Ainda não há na criança um processual racional. O que significa que ela vive na ordem do pré-conceito. Como não evoluiu cognitivamente, ela usa os conceitos sem realizar os seus exames. Pode-se afirmar que ela fala por falar, preconceituosamente. Ela pré-concebe os conceitos que lhe foram oferecidos.

Se lhe mostram um objeto acompanhado pelo signo mamadeira. Ela acredita e repete. Se lhe dizem essa é a “mamãe”. Ela acredita e repete. Se lhe mostram “essa flor foi criada por Deus”. Ela acredita e repete. Assim, vai sendo concebido seu mundo imagético e sonoro. Quer dizer, linguístico. Tudo em forma de preconceito. Como todo signo linguístico tem elementos político, social, econômico, antropológico, estético, moral, a criança não aprende enunciados vazios, mas enunciados que representam um mundo agenciado por enunciações de sujeito coletivo. Entretanto, a criança não sabe, que quando lhe apresentam um objeto, como uma cadeira, que por trás desse corpo existem milhares de trabalhadores, salários, opressão, exploração imprimidas pelo capital.

Se os adultos lhe apresentam o negro, índio, a mulher, o homossexual, o pobre, de forma repulsiva, ela assim também concebe. Do mesmo modo que ela acredita que um Deus criou o mundo, porque os adultos lhes disseram. Dessa forma, todos nós ingressamos no mundo pela condução do preconceito. Também conhecido, banalmente, como senso comum. Por isso, a maioria das pessoas, até muitas com curso superior, são agentes tautológicos da semiótica dominante. Os conceitos que aprenderam quando crianças continuam como suporte sensível e cognoscível de suas existências como corpos petrificados. É por esta razão que é muito difícil encontrar pessoas singulares. E por essa razão, quando você encontrar uma pessoa singular a cative e componha com ela bons encontrso.

Como pode ser observado e entendido, esse sujeito que repete o que lhe foi falado e mostrado, é um sujeito-sujeitado como efeito. Jamais causa. E como efeito ele continua no mais baixo grau de conhecimento. O que leva Spinoza a afirmar que ninguém nasce racional. Para ser racional é preciso deixar de ser efeito e se tornar causa de si mesmo ou conhecer o corpo que lhe afeta. Ou melhor, analisar os corpos que lhes afetam e sair do estado de afecção passiva. Atingindo o grau racional a pessoa examina os conceitos que herdou de sua infância e procura seu verdadeiro significado. Feito isso, ela tem um mundo resultante de seu processual intelectivo, fora dos corpos mitificados e mistificados que os adultos lhes apresentaram. É uma pessoa que sente mais e pensa em outra dimensão. Um ser livre diferente do homem cativo.

Aécio Cunha, candidato das direitas, porta-vozes e agentes do capitalismo internacional, tem nos mostrado que é um triste efeito do estado do ouvir, ver e repetir. Quando ele, em um debate, chamou Luciana Genro, de leviana, assim como também Dilma, ele só estava repetindo o signo sem examinar seu conteúdo para dominá-lo e usá-lo. Aécio não sabe que o conceito leviano carrega como corpos enunciativos o sentido da não responsabilidade e da não reflexão. Um corpo moral e outro epistemológico. Ser responsável implica moralidade. Refletir implica conhecimento.

Nem Luciana Genro e nem Dilma tiveram condutas levianas, visto que o que elas enunciaram saiu da reflexão responsável. Luciana e Dilma se referiram sobre o aeroporto construído por Aécio Cunha com dinheiro público em terreno de seu tio. Um fato já envolvido em análise jurídica. Daí nenhum ato de irresponsabilidade e nem irrefletido pelas duas candidatas. Mas como Aécio Cunha não conhece o sentido do conceito leviano, ele usa da forma como aprendeu sendo efeito do que lhe disseram sem qualquer exame linguístico. Sem qualquer sentido político-histórico.

 Da mesma forma ele usa o conceito mentira. Quando Dilma mostra os comportamentos de seu partido PSDB, e os seus como antidemocráticos, ele recorre á tautologia e grita “mentira, mentira, mentira”, como qualquer pessoa que pretende se defender com palavras vazias porque não sabe argumentar e não carrega os corpos dialéticos do conhecimento. Ele recorre ao conceito mentira para se convencer que não existe verdade. Para e verdade é a mentira que pronunciar como signo contestador. A verdade de que foi seu partido quem iniciou a prática da corrupção no Brasil recente, para ele mentira. Mesmo que a história já tenha confirmado essa prática de seu partido.

No mais, Aécio Cunha, incapaz de construir argumentos racionais, reage compulsivamente recorrendo às palavras que ele ouviu sem ter examinado. Daí, que sendo ele efeito e não causa, chega até a quem lhe observa uma compreensão, que ele sequer leu O Diário de Um Mago, do sobrenatural escritor Paulo Coelho. O mestre da literatura supersticiosa. O mais baixo grau de conhecimento.

É por isso que essa eleição é um bom momento para um exame linguístico-equizoanalítico. Ou uma psiquiatrização social, porque há um grande número de eleitores tautológicos. Agentes-efeitos, meros repetidores do que lhe impuseram. Uma condição nada democrática, posto que democracia é causa social produzida pelas potências de todos. 

ÓDIO AO PT ESTÁ MATANDO A CANDIDATURA DE AÉCIO NEVES

Laura Capriglione:

Imerso em uma piscina de bílis e ódio, o  candidato tucano Aécio Neves chamou a sua adversária Dilma Rousseff, no debate do SBT, de “mentirosa” e “leviana”. Foi agressivo e desrespeitoso como não se tinha visto até ali.

Ele não precisava disso. O ex-governador de Minas já fora repreendido abertamente por Luciana Genro (PSOL) quando lhe levantou o dedo, durante um debate.

“Por que Aécio nunca fez isso contra adversários homens?”, perguntou o PT.

Aécio tem contra si uma denúncia séria de agressão contra mulher, reportada pelo jornalista Juca Kfouri em 2009. Ele “deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio”, escreveu Kfouri na época.

O candidato até ameaçou processar por injúria, calúnia e difamação. Mas o jornalista sustentou a informação e Aécio deixou por isso mesmo.

Por que será?

Dado Dolabella em foto de arquivo

Dado Dolabella em foto de arquivo

Logo, um notório espancador de mulheres, o ator Dado Dolabella, animou-se a externar seu apoio a Aécio. Chato! Dolabella, de parcos dotes artísticos, é mais famoso por ter distribuído bofetadas públicas em Luana Piovani e em uma camareira, agressões pelas quais foi condenado, enquadrado na Lei Maria da Penha.

Os marqueteiros de Aécio já deviam saber que o ódio é um aliado mortal em eleições democráticas. Assusta. É repulsivo. Na história, só ganhou eleições em países à beira do precipício da ruptura institucional.

Todos se lembram da abertura da Copa do Mundo, estádio novinho em folha, quando o Brasil deu ao planeta a prova cabal da qualidade da elite que tem. Do setor ultra-vip do estádio, especificamente do camarote do Itaú (e eu nem insinuo que seja mais do que uma infeliz coincidência que se tenha tratado do mesmo banco da dona Neca Setúbal, a coordenadora do programa de governo de Marina Silva), elevou-se o grito “Ei, Dilma! Vai tomar no cu!”

Foram milhares de vozes cujos donos ou tinham sido convidados por megacorporações para estar lá, ou eram felizes pagantes dos cobiçados ingressos Fifa (na porta, cambistas ofereciam os últimos tickets por até R$ 2.000).

A violência e vulgaridade do insulto, transmitido para bilhões de aficionados do futebol espalhados pelas centenas de países que receberam o sinal direto da Arena Corinthians, em Itaquera, zona leste de São Paulo, durou poucos minutos —mas infinitos minutos para Dilma, que, estóica, suportou com o semblante fechado a humilhação diante do mundo.

O resultado? Ela saiu transformada do episódio. Voltou a ser a vítima com aura heroica. Os seus agressores, ao contrário, depois do grito, vestiram-se com a máscara repulsiva e covarde dos linchadores.

Linchadores de uma mulher, é bom salientar. Isso nunca pega bem.

José Serra, em 2010, todos se lembram, além de forjar uma agressão por bolinha de papel, pôs-se a denunciar o suposto abortismo de Dilma, ele, cuja própria mulher havia se submetido a uma interrupção voluntária da gestação. Tanta encenação, percebeu-se logo, foi só para agradar ao raivoso e descontrolado pastor Silas Malafaia. De novo, assustou.

Aécio vai na mesma toada.

Soltar cachorros hidrófobos gera vítimas e a sensação de que todos estão ameaçados. Ninguém —a não ser os loucos— quer isso para o país. Eis porque geram repugnância as manifestações de intolerância explicitas como as que atingiram o ator e escritor Gregório Duvivier, quando foi atacado aos berros em um restaurante de comida natural só porque cometeu o “erro” de escrever em sua coluna de jornal que votará em Dilma.

É atirar no próprio pé o PSDB se associar ao ideário do Clube Militar, a pretexto de derrubar o PT. Até a grife de óculos escuros Rayban sofreu durante anos o impacto negativo nas vendas, por associação como essa… Porque os Rayban eram os preferidos dos torturadores. A turma do porão da Ditadura aparecia pouco, mas quando o fazia, vinha sempre escondida detrás daquelas lentes que em outros países representam o glamour da aventura. A minha geração baniu o Rayban escuro.

A impressão que dá é que o PSDB, por falta de algo melhor para dizer (além de que manterá o Bolsa-Família), precisa insuflar o ódio para criar factóides de imprensa. É a única coisa que explica que Fernando Henrique Cardoso afie os dentes dos advogados da supremacia do Sul e Sudeste, ao atribuir à desinformação do povo nordestino a votação acachapante no PT, durante o primeiro turno das eleições presidenciais.

“O PT está fincado nos menos informados, que coincide de ser os mais pobres. Não é porque são pobres que apoiam o PT, é porque são menos informados”, disse FHC, desdenhoso. O resultado foi uma horda de doidos ter-se considerado autorizada pelo mestre a externar os mais odiosos preconceitos. A rede social está coalhada de manifestações dos baixos apetites incitados.

Como resultado óbvio de tal convergência insultuosa Aécio viu crescer e se multiplicar a sua taxa de rejeição. Afastou novos eleitores e conseguiu assim estancar o crescimento eleitoral que poderia levá-lo a vencer o PT. Agora, de novo, é Dilma quem detém a iniciativa.

A semana promete!

 

A PRÁTICA DE CORRUPÇÃO DO PSDB QUE AÉCIO TENTA NEGAR AGORA SE MANIFESTA DE FORMA VEEMENTE

Já foi dito que o partido representante do capital internacional em forma de neoliberalismos – o Estado mínimo para o beneficio das empresas privadas -, PSDB,  porta-voz das direitas no Brasil, foi o criador da prática de corrupção na história recente do país. Entretanto, o partido tenta, juntamente com as mídias aberrantes e a classe burguesa-ignara oral, tenta esconder o fato atribuindo ao Partido dos Trabalhadores (PT) o grande personagem da espúria prática.

Mas a memória brasileira mostra exatamente o contrário. E uma das grandes demonstrações surge com a compra de votos para a reeleição de Fernando Henrique, o fato revelado pelo jornalista Fernando Rodrigues, do jornal reacionário Folha de São Paulo. Fernando Henrique impulsionado por sua ambição e vaidade, compactuou com a trama corrupta que rasgou a constituição que rezava contrária. O caso foi discutido, mas o desgoverno tinha maioria, foi abafado.

Depois vieram as privatizações das empresas estatais do país. Um crime que revelou claramente o sistema corrupto implantado no Brasil. Aí vão aparecer personagens que ainda hoje perambulam pelas relações ofensivas contra a democracia. Entre eles, Marco Valério, dos mensalões e Daniel Dantas, do banco Opportunity amigo do violento Toninho Malvadeza e Fernando Henrique. Ainda na década de 90, apareceu o primeiro ato corrupto de grandes proporções que fora depois chamado de Mensalão Tucano. Nesse mensalão surge como personagem principal, além de outros nomes, o ex-governador de Minas Eduardo Azeredo, que espera calmamente julgamento, até que seja confirmada a sua não condenação. Sem falar na lista de Furnas em que aparece também, recebendo verba, o nome do atual prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB), aquele que quando senador ameaçou surrar Lula.

Nessa linha de prática corrupta, o PSDB tinha o maior pavor que algum partido de esquerda fosse para o poder. Por razões óbvias. Só que o PT foi para o poder, mas não agiu como deveria e a população queria: apresentar o sistema de corrupção implantado no Brasil pelo partido do capital internacional. Resultado é que às direitas se uniram e elaboram uma campanha difamante, junto com as mídias aberrantes, contra o PT afirmando que quem implantou a corrupção no Brasil recente fora o partido de Lula. Assim, elas se tomavam como as santas da democracia.

Agora, o candidato dos reacionários, Aécio Cunha, tenta de toda forma repetir que o governo Dilma é corrupto. De cinco palavras que ele repete, uma é acusação de corrupção contra o PT. Pois bem, depois de propagarem com veemência, pelas mídias patológicas como Globo, Veja, IstoÉ, Época, Folha de São Paulo, Estadão, Jornal do Brasil, os nomes dos partidos delatados pelo corrupto da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, funcionário de carreira que iniciou sua prática no governo Fernando Henrique, surge agora a delação de que o ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, recebeu 10 milhões para abortar a CPI da Petrobrás que pegaria da Costa. O dinheiro seria para financiamento de campanha de membros do partido. Entre eles Serra, candidato à presidência.

Sérgio Guerra, já faleceu, mas sua morte não o libera de seu ato corrupto e nem apaga da memória dos brasileiros sua condição imoral de infectador do corpo democrático. A democracia não pode o perdoar. Quem pode lhe perdoar é Deus. Isto se concordar com corrupção. E mais, como a corrupção foi realizada para beneficiar seu partido ela continua pulsante. Vivíssima no corpo do Estado brasileiro que teve suas verbas assaltadas.

Mas os fatos de corrupção praticados pelo PSDB não param por aí. Agora, veio à tona uma forte acusação de corrupção contra Aécio Cunha, que já esta sendo chamada de Mensalécio. Um documento mostra que Aécio participou do financiamento ilegal do PSDB para a campanha de 2012, onde aparecem várias empresas, sindicatos, entidades de várias categorias, fazendo doações entre elas até o Conselho Nacional de Medicina – razão do ódio dessa entidade contra Dilma – que, em função de sua atuaç, é proibido. Entre os nomes que aparecem na lista, está outra vez o nome do prefeito de Manaus, Arthur Neto, como um dos beneficiados. Trata-se claramente de Caixa 2.

O documento foi enviado ao Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, pelo Procurador Federal Eleitoral do Estado de Minas, Eduardo Morato Fonseca. Em nome da democracia e da lisura do pleito, espera-se que o procurador-geral da República analise o documento e emita sua opinião jurídica.

E mais do mais, o Ministério Público de Minas Gerais ajuizou ação contra o governo do Estado por suposta “fraude orçamentária” no governo de Aécio Cunha, entre os anos de 2003 e 2010. Os promotores pedem o ressarcimento de R$ 1,3 bilhão aos cofres do Estado. Aécio “maquiou” o orçamento para que o Estado atingisse o mínimo constitucional 12% da receita em gastos com a saúde. Por essa clara razão que a saúde e a educação em Minas, estão em situação calamitosa. Sem falar de outros setores.

“Agora, ficou fácil e todo mundo compreende (Belchior)”, porque Aécio Cunha acusa compulsivamente o PT de corrupto. Um recurso tosco de querer ocultar o que seu partido realmente é. Dizem que a mentira tem as pernas curtas, mas as mentiras de Aécio Cunha são cotós: não tem pernas. Ficam coladas nele mesmo.

Agora, uma pequena pergunta aos que não querem votar em Dilma em função das acusações de corrupção feitas pelas direitas que tentaram esconder os iniciadores e propagadores da prática da corrupção no Brasil e que nunca foram presos. Você acredita que seu voto ainda é contra a corrupção?

MÉDICO NAZIFASCISTA, MILTON PIRES, QUE JÁ AGREDIU UMA MÉDICA, EXPRESSA SUA TARA CHAMANDO DILMA DE “FILHA DA PUTA”

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O que caracteriza o comportamento nazifascista é um ódio compulsivo contra a humanidade. Esse ódio é a revelação do seu fracasso em vivenciar os princípios de alteridade e solidariedade de existir com o outro que constituem o corpus humanidade. Corpus este que só é vivenciado pela pessoa que saiu de seu Em-Si (Freud chamava de narcisismo primário) para chegar ao Para-Si e voltar como humano em si mesmo. Do contrário ninguém pode ser chamado de humano. A humanidade é a criação que todo homem e mulher devem produzir em si para se tornar humano, porque ninguém nasce humano. Nós nos fazemos humanos, mas nem todos têm essa condição singular.

O nazifascista é esse tipo malogrado humanamente. Não saiu do Em-Si. Ficou paralisado em si mesmo sem conhecer o fora. Aí seu ódio por se sentir vazio. Ódio contra tudo que expressa vida. Vazio, paralisado não carrega princípios éticos que o possa encadear afetos alegres com os outros. Por essa tara o nazifascista só se aproxima de quem apresentar o mesmo sintoma psicopatológico.

Mas é preciso entender, que o nazifascista, embora seja uma anomalia mental, não está incluído nas psicoses como esquizofrenia, esquizo-paranoide, maníaco-depressivo, conhecida como bipolaridade. Esses tipos de comportamentos afetivos não carregam ódio contra a humanidade. As causas de seus comportamentos são outras muito diferentes do nazifascista. O nazifascista é produto de uma cruel realidade imposta em sua infância que abstraiu de si qualquer código humano à afeição.

O mundo sempre lhe foi apresentado como ameaçador e destrutivo. Pode-se afirmar que ele vivenciou mais a ameaça de tânatos, a morte, do que o convite de eros, o amor. Sua infância foi profundamente perturbada por imagens deletérias, como são seus sonhos. Tudo para ele é destruição. Quer conhecer um nazifascista? Peça que ele lhe conte um sonho. Quer dizer, se você conseguir se aproximar dele.

Eles casam, tem filhos, beijam os pais, falam com os vizinhos, mas tudo como fatores muito distantes sem contato ontológicos. Embora odeiem e sejam atraídos pelo terror, pela morte, eles são covardes. E só se mostram forte em bandos. Ou, quando constroem no próprio corpo algum sinal que lhes enfeitiça como poder. Exemplo, armas, instrumentos para prática de violência. Mas também pode ser um símbolo-fálico promovido pela sociedade capitalista, como ‘carrão’, dinheiro, posição social.

Sempre há no nazifascista algo que desvia o signo racional. Por isso que sua linguagem é miseravelmente feita por estereótipos com significante-patológico. Observem as enunciações nazifascistas dos que tentam ofender Dilma. Nenhuma enunciação saída de uma analise racional dos meios políticos, sociais, antropológicos, econômicos, estéticos que constituem a linguagem como corpo de ligação entre os homens. Mas tão somente projeções de suas aberrações. Linguagem estereotipada de grupo pervertido.

É nesse quadro que se tem que entender a violência promovida pelo médico gaúcho Milton Simon Pires, do Hospital Conceição, contra a presidenta Dilma que teve uma queda de hipoglicemia depois de mostrar superioridade contra o limitado candidato das direitas, Aécio Cunha, no debate do SBT. O alcunhado médico, que está afastado de suas funções por agredir uma médica, com direito a Boletim de Ocorrência Policial e Corpo de Delito, escreveu: “Tá se sentindo mal? A pressão baixou? Chama um médico cubano, sua grande filha da puta!”

Seu comportamento aberrante é próprio dos que têm dificuldade de se relacionar com as mulheres de forma solidária, porque não conseguiu, quando criança, criar a imago da mulher através de sua vivência com sua mãe. Por isso, todas as mulheres são para eles uma ameaça. Ainda mais, quando é uma mulher como Dilma. Inteligente, corajosa, ética, e comprometida historicamente com a liberdade e felicidade de todos. Para esses nazifascistas, é desesperador não ter a imago-mulher em si. Como aberrações, porque a vida pede associação com o outro e eles não conseguem realizar, eles são misóginos. Odeiam as mulheres, porque às temem. Pobres miseráveis aberrações da espécie humana. 

Outra agressão nazifascista foi sofrida pelo blogueiro e militante do Partido dos Trabalhadores, Enio Barroso, que faz uso de cadeira de rodas para se locomover por causa de uma doença degenerativa da qual é acometido. Enio Barroso passava por uma rua, de São Paulo quando parou perto dele um ‘carrão’ ocupado por três sujeitos-sujeitados tatuados e bombados. Enio, na dele, e os nazifascistas começaram a agredi-lo com os enunciados próprios deles. “Petista filho da puta!”. Enio deu mole, sem qualquer medo, porque em sua biografia, no tempo da ditadura já havia sido preso várias vezes. Os nazifascistas desceram do veículo, se aproximaram dele e continuaram com a agressão, com um dos malogrados atingindo-o com um murro na cabeça. Foi quando uma senhora, do outro lado da rua, gritou pela polícia. E como não podia ser diferente, covardemente, eles entraram no carro e partiram.

São muitos os exemplos de violências nazifascistas que vêm ocorrendo no Brasil. E ficou mais acirrada nesse tempo de campanha presidencial quando eles aproveitam para projetar suas frustrações aberrantes na candidata dos governos populares, Dilma.

O grande perigo que eles trazem para a democracia é que eles não são racionais, existem sob o domínio do terror e querem propagá-lo de qualquer forma. E a democracia é um regime composto pelas potências racionais de todos os cidadãos. E eles não conseguem atingir o grau de cidadania racional.

Fiquemos atentos! Eles querem se apossar do poder de qualquer formar. Como nazifascistas não tem qualquer sinal de pudor.

“PRIVATIZAÇÕES: A DISTOPIA DO CAPITAL”. DOCUMENTÁRIO DE SILVIO TENDLER PARA OS QUE NÃO CONHECEM A PATOLOGIA DO CAPITAL

O famoso cinegrafista do cinema revolucionário Sílvio Tendler, apresenta mais um trabalho inquietante e esclarecedor. Um documentário eminentemente político que mostra a patologia da economia política neoliberal defendida pelas direitas cujo ideal é o lucro máximo com um Estado mínimo. O ideal que perseguem todos os partidos políticos de direita do Brasil liderados pelo PSDB que iniciou a prática de desmonte do Estado brasileiro com as privatizações das empresas estatais. Exemplo, a Vale, e a tentativa de privatizar a Petrobrás.

O documentário foi realizado com as participações do Sindicato dos Engenheiros do Rio de Janeiro (Senge-RJ), Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) e apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Nacional. O documentário teve a produção da Caliban e conta com as participações de intelectuais, economistas, políticos, técnicos e educadores.

Veja o documentário de 56 minutos, analise e tome sua posição democrática.

SENSUS/ISTOÉ SEM SENSO VOLTA COM FRAUDE ELEITORAL

Como o candidato Aécio Cunha só fala com muita raiva em corrupção do PT, o Instituto Sensus/istoÉ, que trabalha para o PSDB e que por este já foi processado por fraude, aprontou mais uma ontem, dia 17/10/2014, cinco minutos antes de fechar o pregão da BOVESPA.

Não é comum, disse uma fonte, a um jornalista do Jornal Valor Econômico divulgar resultado de pesquisa eleitoral quando o mercado ainda está aberto. “Alguém ganhou muito dinheiro com isso. Não faz sentido soltar pesquisa com o mercado aberto.” A indicação de que esse tipo de fraude será investigado.

Com o mercado aberto o instituto a serviço psdebista indicou que o candidato da direita ignara está 12,8% à frente da candidata Dilma Rousseff. No levantamento anterior essa vantagem era de 17,6%.

Vários questionamentos foram feitos quando foi divulgado os primeiros dados estatísticos. Descobriu-se depois que a pesquisa havia sido feita preferencialmente nas regiões onde o candidato do PSDB havia obtido mais votos. A pesquisa contrariava levantamentos do Datafolha e do Ibope que indicavam empate técnico na primeira pesquisa e que se manteve na segunda também.

Essa pesquisa é para tentar justificar a anterior. O leitor pode tirar uma conclusão. Aécio  está caindo Minas abaixo. 

Por esta pesquisa dá para notar também que não adiantou a união das “oposições”, pastores, homofóbicos,  família Campos irem para o lado do candidato da direita porque a nau a um bom tempo já faz água. E poderá ir a pique com as próximas pesquisas do Datafolha e Ibope da próxima semana quando o antepenúltimo debate na Record já tiver sido feito..

Essa queda de Cunha já reflete que Dilma Rousseff se saiu vitoriosa no debate da Band e do SBT. E pelo visto o candidato que já escolheu seu arrochado ministro da fazenda, sem antes sentar na cadeira do palácio do Planalto, repetindo o que o sabotador da velhice fez numa disputa com Jânio Quadros para a prefeitura de SP, vai continuar caindo ainda mais, pois os dois escândalos que vieram a público recentemente já está  causando um grande transtorno no QG direitista. Falamos  do escândalo envolvendo o falecido presidente do PSDB Sérgio Guerra que recebeu a milionária quantia de R$ 10 milhões do senhor Paulo César, envolvido no escândalo Lava Jato que só mencionava  políticos da coligação do PT e ninguém do PSDB e por ultimo esses R$ 166 milhões arrecadados em 2012 de inúmeras empresas,  entidades e governos pelo PSDB e que foi repassado para vários Estados e municípios. Nas plagas amazonenses, o prefeito de Manaus, Artur Neto ficou com R$ 600.000,00 e Serafim Corrêa R$ 250.000,00.

Pesquisa como essa serve para isso. Forçar uma barra para que políticos, defensores da moral e dos bons costumes sejam mantidos como insuspeitos, mesmo construindo aeroportos em terreno de familiar, empregando irmã e primos no serviço público, dirigindo sob efeito de drogas (álcool) e não se submetendo a exames com bafômetro e agredindo mulher-namorada.

EM MAIS UM DEBATE, DESTA VEZ NO SBT, DILMA MOSTROU SUPERIORIDADE E AINDA LEVOU AÉCIO CONFESSAR QUE DIRIGIU BÊBADO, COM CARTEIRA VENCIDA E RECUSOU O TESTE DO BAFÔMETRO

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Em mais uma debate na disputa pela presidência da República entre os candidatos Dilma Vana Rousseff, reeleição, e Aécio Cunha, novamente a candidata dos governos populares apresentou superioridade. O que já havia ocorrido no debate da TV Bandeirante.

Dilma, com visível segurança se postou diante de um Aécio Cunha profundamente nervoso, inseguro e tentando, como lhe é comum, ser agressivo. Mas uma agressão neurótica, defensiva, temerosa. A candidata dotada de mais conhecimento, facilidade de raciocínio dialético e temas para apresentar de seu governo, teve facilidade diante do candidato que nada tem para apresentar de sua biografia doméstica para o público. O que ele acreditava que poderia servir de conteúdo para tocar no eleitor, seu governo em Minas Gerais, já foi mostrado como ineficaz e personalista.

Como Dilma tem muitas realizações de seu governo e os governos de Lula, para apresentar, além de suas propostas para o futuro, distribuídas no slogan de sua campanha “Mudar Mais”, ficou claramente desproporcional o debate. Aécio Cunha, ao perder a força que acreditava de se mostrar o governador melhor avaliado, na verdade marketing de autopromoção, teve que ficar preso a sua já sabida glossolalia, repetir palavras sem suporte real ou como dizem os filósofos, Deleuze e Guattari, circularidade vazia do significante, usando inútil e repetitivamente a palavra “mentira”. “A senhora mente!” Repetiu várias vezes quando Dilma apresentava argumentos inquestionáveis.

Dilma desfilou temas produzidos por ele mesmo, mas que ele queria levar o espectador acreditar, como fazia Marina, que era mentira, como o caso do aeroporto que ele mandou construir com dinheiro público na fazenda do tio. O nepotismo praticado no tempo em que era governador de Minas quando empregou vários familiares, principalmente, sua irmã Andréia, que dizem que era ela quem governava. Diante da possibilidade de contestar os argumentos de Dilma, ele se fez, como Marina, de coitadinho afirmando que havia uma campanha difamatória na internet para desmoralizá-lo comandada por blogs pagos com o dinheiro público. Desespero total.

Aécio Cunha, não consegue nunca ser original. Esse tema de acusação dos blogs que pensam, foi criada pelo ex-candidato derrotado por Dilma, Serra. Ele que chamou esses blogs de blogs sujos. Que nós “os sujos”, adotamos como forma de tirar sarro da estupidez de quem acredita que não há pessoas honestas. Comportamento anômico social do burguês que projeta nos outros, seus próprios vícios capitalísticos.

Mas um dos bons momentos de Dilma ocorreu quando ela falou sobre a Lei Seca. Não deu outra. Ele, acreditando que diminuiria sua culpa e ganhava ou mantinha eleitores, confessou que dirigiu bêbado, sem carteira e não fez o teste do bafômetro. Uma grave transgressão da lei que ele acreditou que bastava confessar e pedir perdão que mudava tudo. Desaparecia a transgressão, ainda mais a transgressão de um senador. Não sabe, ele, como diz Nietzsche, que o perdão não passa pelo sistema nervoso.

Como Dilma, sabe o que é lei e sua respeitabilidade social, ela, disse que não “dirigia bêbada e nem drogada”, porque esse ato coloca em risco, não só a vida de quem dirige, mas também a vida dos outros. Aécio Cunha entendeu que foi pior a emenda do que o soneto, como dizem os poetas populares. Não colou.

Em síntese, se no outro debate na Band Aécio Cunha saiu cambaleando, nesse ele saiu carregado. E para piorar, ele entrou no debate sabendo que sua candidatura já se encontra vasando água. Já começou a perder para Dilma. Toda aquela arrogância própria de garotão zona sul, malhação TV Globo, está definhando.

Aguardemos os próximos. 

AÉCIO TENTA DESMENTIR, MAS É TIDO COMO INIMIGO DA LIBERDADE DE IMPRENSA. POR ESSE FATO, OS JORNALISTAS MINEIROS LANÇARAM MANIFESTO CONTRA ELE E EM FAVOR DE DILMA

A fama de censor que Aécio carrega, já ultrapassou a fronteira do estado em que ele nasceu Minas Gerais. Em Minas, durante seus desgovernos, Aécio tratou com mão de ferro qualquer jornalista que tentasse escrever uma linha contra sua administração. Apesar de apresentar inúmeras falhas como, por exemplo, na educação, onde os professores enfrentaram o pior piso salarial do Brasil. Mesmo com ele afirmando que foi a melhor política educacional.

O certo é que essa fama de censor não foi produzida por seus inimigos, como ele poderia atribuir. Ela é resultado de sua prática nada democrática contra a liberdade de impressa. Como um ditador, ele não aceita comentários jornalísticos que lhe mostrem seus erros como administrador público. O que ele aceita mesmo são as matérias postas por seus lacaios, porta-vozes, de seus interesses. Como bem se encontra em matérias publicadas pelas mídias das direitas como Globo, Folha de São Paulo, Estadão, Estado de Minas, Correio Brasiliense, Veja, Época, IstoÉ, que lhe exaltam e protegem. Tudo por seus interesses.

Com essa postura ditatorial-oligárquica, ele não entende que uma sociedade só é harmonicamente democrática quando faz uso da liberdade de expressão, visto ser a democracia a constituição das liberdades de todos como corpus político. É pela singularidade do homem ser livre, que ele criou a democracia. Ao contrário, quando os homens são escravos ou tiranos, não há possibilidade humana de se produzir a democracia. Todo ato ditatorial, mesmo que se se diga democrático, é uma violência política contra a liberdade democrática da sociedade. Na verdade, uma patologia política.

 E foi exatamente por entender que Aécio não carrega esse princípio democrático da liberdade de expressão, que jornalistas de Minas Gerais decidiram divulgar um manifesto, “Alerta Ao Povo Brasileiro”, contra essa prática terrorista contra a democracia executado por ele no estado de Minas Gerais.

 Preocupados com a forma ditatorial de Aécio em relação à imprensa livre, e entendendo o enunciado libertário sempre apresentado por Dilma, os jornalistas mineiros resolveram além de divulgar o manifesto, declarar seu apoio à presidenta.

Leia o manifesto, analise e tome sua posição democrática.

ALERTA AO POVO BRASILEIRO

Nós, jornalistas mineiros reunidos na noite de 15 de outubro de 2014, em Belo Horizonte, vimos manifestar à sociedade brasileira as nossas apreensões quanto ao grave momento vivido pelo país às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais:

1. Estarrecida, a opinião pública mineira e brasileira deparou-se nos últimos meses com uma escalada da cobertura jornalística das eleições pelos meios de comunicação em claro favorecimento de candidaturas à Presidência da República, seja por meio da manipulação de informações políticas e econômicas, seja pela concessão de espaços generosos a um candidato em detrimento dos outros. Tais fatos, públicos e notórios, são sobejamente atestados por instituições de pesquisa e monitoramento da mídia, revelando uma tentativa de corromper a opinião pública e de decidir o resultado das urnas.

2. Infelizmente, tais práticas antidemocráticas, que atentam contra os princípios constitucionais da liberdade de expressão e manifestação e do direito à informação, fizeram parte do cotidiano da comunicação em Minas Gerais, atingindo nível intolerável nos governos de Aécio Neves. A atividade jornalística e a atuação dos profissionais foram diretamente atingidas pelo conluio explícito estabelecido entre o governo e os veículos de comunicação, com pressão sobre os jornalistas e a queda brutal da qualidade das informações prestadas ao cidadão mineiro sobre as atividades do governo. Tais pressões provocaram censura e mesmo demissões de profissionais e uma permanente tensão nas redações. E quebraram as históricas vocações e compromissos de Minas com a liberdade de pensamento e de ideias, traços distintivos da formação e das tradições históricas do Estado.

3. Diante do exposto e por dever do ofício, nós, jornalistas mineiros, alertamos a sociedade brasileira sobre os riscos que tais práticas representam para a Democracia, para o Estado de Direito e para os direitos individuais e políticos dos cidadãos. Reafirmamos que a essência da atividade do jornalista é a liberdade de expressão e manifestação, assegurando o direito da sociedade à informação, livre e plena.

Belo Horizonte, 15 de outubro de 2014

O SORRISO HISTÉRICO DE AÉCIO

Um dos signos que mais tem chamada a atenção das pessoas que assistem os ditos debates é o uso excessivo do sorriso pelo candidato das direitas, Aécio. Para alguns se trata de sorriso debochado, para outros, sorriso de desprezo pelo adversário e para outros, sorriso irônico. Claro que não é irônico, visto ser a ironia um dos métodos dialéticos do filósofo Sócrates. Conhecimento que, pela conduta que Aécio apresenta, ele não carrega. Aécio não tem nenhum signo filosofante.

Na verdade o sorriso de Aécio é muito mais comprometedor do que se acredita ser. O uso excessivo do sorriso, nessas ocasiões, é uma clara sublimação defensiva. Ele recorre a esse gestual, rostidade pétrea, como forma de defesa para não revelar seu interior. Para ele o sorriso é máscara que impede que o outro o encontre despido de qualquer defesa do ego. Por essa afecção, esse sorriso não é uma composição de alegria. Nem mesmo alegria compensatória, aquela que a pessoa ao perder algo se sente alegre ao receber outro em seu lugar.

Para a psicanálise, trata-se de um recurso para impedir que uma experiência dolorosa se manifeste. O sorriso é uma conversão do impulso interior. Uma forma de histeria. Revelar o fator psíquico em sinal somático. No caso o riso. O riso transformado em sinal histérico ele se encadeia com o que a medicina chama de riso sardônico. O riso sardônico é significado pela semiologia médica, nos pacientes com tétano. O paciente apresenta a boca endurecida. Por isso, sempre manifesta o mesmo sinal como se encontrasse pétreo.

Entretanto o riso histérico ele não é apenas um recurso consciente ligado ao trauma inconsciente. Ele é também uma forma do sujeito escapar no real da situação que lhe ameaça. Um exemplo que pode ser tirado do dito debate entre ele e Dilma. Toda vez que ele se sentia ameaçado, por não ter como confrontar intelectualmente com Dilma, ele sorrir por receio. Por isso, algumas pessoas dizem que ele é debochado. Mas não é isso, porque em estado de tensão nem debochar ele pode. O riso surge automaticamente como sublimação defensiva. Uma forma de desviar a ação e a intenção do adversário. Um subterfúgio. Leva o adversário para uma zona vazia que nem ele pode se movimentar, visto a inexistências de objetos e ideias.

Esse tipo de riso vem acompanhado por outro componente: o estereótipo. O estereótipo é um modelo, ou modo habitual, de alguém se comportar que foi fincado nesse alguém como imobilidade da existência. De tanto repetir esse gesto ele se torna um estereótipo. Um clichê. Mas ele não se encontra acabado. Ele é um sintoma que busca ocultar o elemento latente que o gerou.

Outro componente que se encadeia com esse tipo de riso histérico é o histrionismo. O histrionismo é a capacidade que se tem de fazer a empatia com alguém ou com coisas. Por exemplo, representar uma personagem ou contar uma situação usando além das palavras os signos gestuais. Todos nós temos essa capacidade histriônica. Mas, tem pessoas que acreditam que só quem tem mesmo são os atores. O que acontece é que os atores trabalham com interpretação, estudam métodos de interpretação. Stanislavsky, Brecht, Piscator, entre outros, para criar seus personagens. Estudam os personagens em todas suas formas de existências. Já as pessoas, que também fazem suas interpretações, que não são artistas, não.

Desta forma, o histrionismo é agregado ao sorriso como o estereótipo. Não há sorriso como sublimação defensiva sem o histrionismo. O sujeito também recorrer a gestos interpretativos no momento que sorrir. Mas tudo não passa de uma farsa. São recursos da fabulação, como disse Dilma.

Em síntese, o sorriso histérico é, para psicanálise, uma neurose de conversão. O sorriso é a conversão, no corpo, de um fator emocional latente que incomoda.

CINEASTA LÚCIA MURAT, DESMASCARA O GLOBO E DIZ QUE VOTA EM DILMA

É simplíssimo de entender. A cineasta premiada, Lúcia Murat, assinou um manifesto apartidário, que foi entregue aos dois candidatos que disputam à presidência da República. Só que o Jornal o Globo, que faz campanha descarada para o candidato das direitas, Aécio Neves, assim como toda a mídia sequelada, que sem qualquer pudor persegue o lucro máximo capitalista, publicou o manifesto em forma de matéria deixando entender que Lúcia Murat apoiava o candidato do riso histriônico.

Diante da ousadia falsificadora, a cineasta publicou uma nota desmascarando a trapaça do jornal conspirador e afirmou que apoia e vota em Dilma por causas das mudanças que ela e Lula implantaram no Brasil.

Lei a nota, analise e tome suas posições democráticas.

“Assinei um documento apartidário sobre problemas na área de audiovisual que deveria ser entregue aos dois candidatos e que foi publicado no jornal ‘O Globo’ de hoje. Infelizmente, com meu nome em destaque, a matéria insinua que esse seria um manifesto pro-Aécio.

Queria esclarecer primeiro que esse era um documento sobre problemas da nossa atividade e que não havia qualquer intenção de apoiar qualquer candidato. Além disso, eu voto em Dilma.

Não voto em Dilma em causa própria. Minha vida de elite, classe média, branca, cineasta vai muito bem obrigada e não deverá mudar com uma mudança de governo.

Voto em Dilma porque cada vez que viajo para o interior, vejo que as coisas mudaram. Onde antes era miserável, as pessoas hoje comem. Voto em Dilma porque quando chego no aeroporto vejo os ex-imigrantes nordestinos viajando para visitar suas famílias. Voto em Dilma porque em Buenos Aires já encontrei um grupo de empregadas domésticas que economizaram para lá passar suas férias. Com uma felicidade indescritível. Voto em Dilma porque os estudantes universitários brasileiros hoje tem acesso ao exterior com inúmeras bolsas.

Tem correções a fazer? Muitas. Não gosto de burocracia, aparelhamento e muito menos de um desenvolvimentismo à custa da ecologia. Mas se todos nós, preocupados com a realidade social e mais tudo isso, votarmos em Dilma, seremos uma força de pressão e de diálogo para que todas essas questões estejam em pauta no próximo Governo.

Lúcia Murat”.

A INCONTESTÁVEL DIFERENÇA DE DILMA EM RELAÇÃO A AÉCIO É DA ORDEM DAS BIOGRAFIAS: UMA HISTÓRICA E A OUTRA DOMÉSTICA

O filósofo Francis Bacon diz que um grande homem é aquele que se compromete com as grandes questões da natureza e do mundo envolvidas nos interesses da humanidade. Nesse sentido entende-se que existiram e existem grandes homens como Spinoza, Machiavel, Marx, Engels, Freud, Rosa Luxemburgo, Simone Weil, Hannah Arendt, Sartre, Simone Beauvoir, Mandela, Che, entre tantos outros e muitos brasileiros como Lula.

Os grandes homens, por seus compromissos referentes às questões da condição humana, carregam biografias relevantes construídas pelos seus engajamentos históricos. Seus percursos compostos com as condições matérias que encontram em seus tempos, como diz o filósofo Marx. O que mostra que “um homem não é o que ele pensa de si, mas o que faz (Marx)”. Assim, todos os grandes homens são suas realizações em liberdade, como diz o filósofo Sartre.

Considerando o tema biografia, existem dois tipos de biografias. Uma biografia doméstica e uma biografia histórica. Entretanto, a biografia doméstica pode ser entendida em diferentes perspectivas. Como essa biografia encontra-se expressa através dos modus de ser das pessoas em relação às suas experiências familiares, de certa forma nos surge duas expressões dessa biografia com conteúdos diferentes.

Há uma biografia doméstica que mesmo que tenha sido construída por via das experiências familiares ela não se resume ao interior desses segmentos. Os modos de relações de seus membros com suas ideias não ficam imobilizados nessa interioridade. Escapa para a coletividade. Um exemplo simplíssimo. Os pais educam seus filhos com ideias que vão se concretizar em comunhão com a coletividade produtora de modus de existência democrática.

O que significa que embora os pais tenham uma existência típica de família harmônica, entretanto, eles carregam signos democráticos que são concretizados nas relações de seus filhos com os outros segmentos político-sociais democráticos. O que impede que seus filhos sejam individualistas, trapaceiros, chantagistas e manipuladores como os conhecidos “filhinhos de papai e mamãe” alienados em suas eternas maneiras de bebês-epígonos que nunca crescem, pois já nascem de cabelos brancos.  

Se essa biografia doméstica vai às ruas para comunhão coletiva como sentido democrático, a outra biografia doméstica se mostra como contrária. Simplesmente, porque seus membros são captativos, o mundo tem que se submeter aos seus interesses. Conhecido, na sabedoria popular, como “meu pirão primeiro”. É essa a biografia de Aécio neves. A biografia doméstica do pequeno burguês. Tudo que ele representa vem dos planos traçados na classe dominante que sua família integrava e integra. Esse mundo já lhe esperava.

Aécio é o típico personagem do romance burguês muito bem apresentado pelo escritor francês Vitor Hugo. Quando Aécio nasceu já havia um mundo todo formado e segmentado para ele só transitar. Sua adolescia foi própria dos nascidos em pompa de classe tida como alta. Aos 17 foi agraciado com uma sinecura no Legislativo que lhe permitia não comparecer no cargo indicado. Aos 25 anos foi elevado ao cargo de vice-presidente das Loterias da Caixa Econômica sem concurso. Foi eleito usando o nome do avô paterno, materno e pelo nome do pai e do tio. Assim, tem sido em sua doméstica existência.

Nada do que representa foi resultado de sua produção própria. E nessa representação doméstica ele encontrou, em sua traçada existência de classe privilegiada, outros sujeitos domesticados com quem teceu uma forte relação de domesticidade. Uma sociedade que reflete o sentido solipsista, egoíco, de família da classe burguesa que visa só seus interesses. Não é por acaso que a classe burguesa, em todas suas facetas, nacional e internacional apoia sua candidatura.

 Aécio nunca saiu de casa. Nunca foi para rua. Quando está na rua geograficamente, mantém a segmentaridade e o discurso familiar que lhe permitem a ilusória segurança de classe privilegiada. Valores fundidos da classe burguesa. Recorrendo ao filósofo Nietzsche no tema representado por Aécio, ele, ao contrário de ser ontologicamente um homem livre, que carrega corpos universais, é um homem cativo. O homem que se resume a linguagem e os modos de sua classe.

Assim, enquanto a biografia de Aécio é eminentemente doméstica sem qualquer questão superior apontada pelo filósofo Francis Bacon para os grandes homens, já biografia de Dilma se revela como uma grandeza histórica. Na mesma idade, entre os 17 e 21, em que Aécio vivia surfando nas praias cariocas e recebendo um salário extraído do erário público sem trabalhar, Dilma lutava pelas liberdades democráticas contra a ditadura que lhe rendeu prisão, tortura e ameaça de morte. Depois de solta, Dilma, não esmoreceu continuou lutando pela liberdade não só sua, mas do mundo, posto que a pátria da liberdade é o mundo que se constitui como o princípio fundamental da condição humana. Aí uma nota insigne de sua grandeza.

Envolvida nas questões fundamentais da natureza e do mundo, criando políticas para melhorar as condições dos brasileiros mais pobres, Dilma encadeou comportamento próprio da humanidade, já que um homem não se reduz a si mesmo, porque ele é todos os homens, como compreende Marx. Ao acabar com a fome no Brasil, de acordo com o relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), ela se universaliza como fluxo para outros continentes que ainda lutam contra essa perversão criada pelo capitalismo mundial integrado (CMI), como é enunciado pelo filósofo Guattari.

Outra nota de sua grandeza humana encontra-se em sua luta pelos direitos dos trabalhadores. Enquanto Aécio, como senador, votava contra o salário mínimo, Dilma lutava pela dignificação da classe trabalhadora. Enquanto ele oferecia o mais baixo salário aos professores de Minas Gerais, Dilma assinava, junto com os trabalhadores, o piso salarial nacional dos trabalhadores. Como o trabalhador é o sujeito histórico por excelência que cria o mundo, Dilma ao lutar junto com os trabalhadores pela valorização da força de produção do trabalhador, ela se propaga mundialmente, visto ser o trabalhador, a maior e mais rica classe no sentido poiético e no sentido da práxis na terra.

Essa a incontestável realidade. Enquanto Dilma tem uma biografia histórica de uma grande mulher, como pensa o filósofo Francis Bacon, Aécio tem uma biografia doméstica, como quer a burguesia. Enquanto a biografia de Dilma é revolucionária, a biografia de Aécio é reacionária. Com rima e tudo.

CENTROS DE ESTUDOS DA MÍDIA ALTERNATIVA, BARÃO DE ITARARÉ, LANÇA MANIFESTO MOSTRANDO AÉCIO COMO INIMIGO PÚBLICO N 1° DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Leia o manifesto, analise e tome sua posição democrática.

Na semana de luta pela democratização da comunicação, o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé declara o candidato Aécio Neves como o Inimigo Público nº 1 da Liberdade de Expressão e aponta o retrocesso que uma vitória do tucano significaria na luta pela regulação democrática dos meios de comunicação.

Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

Em sua trajetória na política, Aécio Neves tem atuado ostensivamente como censor. São incontáveis os casos de intervenção direta do tucano nos veículos de comunicação e nas redes sociais para impedir a publicação de notícias negativas a seu respeito ou sobre o seu governo.

A censura praticada por Aécio Neves assume várias formas: a ligação direta para os donos dos veículos de comunicação, perseguição a jornalistas e comunicadores sociais e ações judiciais para impedir publicações e retirar conteúdos da internet.

Aécio e o PSDB são autores de duas ações para retirada de conteúdo na internet. Uma delas quer retirar da rede mundial de computadores todos os links (levantamento aponta que são mais de 20 mil conteúdos) que fizerem menção ao desvio de verbas praticado pelo tucano no governo de Minas Gerais. A outra –  que corre em segredo de Justiça! – pede que sejam tomadas providências contra perfis e comunidades na internet que relacionam Aécio ao consumo de drogas.

Durante a campanha eleitoral, Aécio Neves entrou com um processo contra o Twitter exigindo que os registros cadastrais e eletrônicos de 66 usuários da rede social lhe fossem entregues, entre os quais de blogueiros, jornalistas e ativistas digitais. Também foi amplamente divulgada a invasão do apartamento da jornalista Rebeca Mafra, pela polícia do Rio de Janeiro, por solicitação de Aécio Neves, que citou a jornalista por crime contra a honra.

Estes são apenas alguns exemplos da faceta autoritária do candidato Aécio Neves. Um político que não consegue conviver com a liberdade de expressão não terá nenhum compromisso com a sua promoção. Ao contrário, suas ações no Senado Federal mostram inclinações opostas, como ficou explícito durante a votação do Marco Civil da Internet, aliás, uma lei que em parte surgiu para responder a tentativa do senador tucano, Eduardo Azeredo, de instituir o AI 5 Digital e transformar a internet num ambiente de controle e sem liberdade.

Neste momento crucial para o avanço da democracia no Brasil, o Barão de Itararé reitera seu compromisso com a liberdade de expressão, um direito que pressupõe que todas e todos os cidadãos possam manifestar livremente suas opiniões. Tal direito só pode ser garantido se o Estado criar mecanismos que impeçam a existência de monopólios privados atuando na comunicação. E, infelizmente, o Brasil é um exemplo de como a ausência destes mecanismos traz danos irreparáveis à democracia.

Reconhecemos, ainda, que poucos passos foram dados nos últimos anos para enfrentar a necessária regulação democrática dos meios de comunicação, e assim promover mais pluralidade e diversidade na mídia brasileira, combatendo o monopólio privado da mídia que atua, no país, como partido de oposição.

Neste sentido, afirmamos que é imprescindível aumentar a mobilização da sociedade para lutar por um novo marco legal para as comunicações, ampliando a coleta de assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular para uma Mídia Democrática e exigir que um novo governo da presidenta Dilma Rousseff assuma o compromisso, já sinalizado pela candidata, de fazer a regulação econômica da mídia.

O Brasil não pode andar para trás.

Contra a censura, em defesa da Liberdade de Expressão!

DILMA AFIRMA QUE A “REFORMA POLÍTICA É A REFORMA DAS REVORMAS”

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A presidenta Dilma Vana Rousseff concedeu entrevista coletiva no Palácio da Alvorada e tratou principalmente da reforma política que agora conta com grande apoio da sociedade brasileira que se manifestou em forma de consulta popular com mais de 7 milhões e meios números de assinatura.

Mostrando tom de otimismo ela afirmou que “a reforma política é a reforma das reformas”, pois vai mudar a forma de fazer política partidária no Brasil. O fim do financiamento privado cedendo lugar ao financiamento público vai tornar as eleições mais transparente. Durante a entrevista, Dilma também comentou a gloriosa vitória do presidente da Bolívia, Evo Morales que foi reeleito ao cargo de presidente do país.

“A reforma política é a reforma de todas as reformas. Vamos fazer o que estiver ao nosso alcance para que haja a possibilidade e a certeza de transformar essa reforma em realidade. A reforma tornará a política mais transparente.

Sobre a Assembleia Constituinte a coligação ainda não se posicionou, mas eu tenho simpatia. E a maioria do povo votou sim pela reforma política e sim pelo plebiscito popular.

Com a reforma, sem o financiamento privado de campanha, a eleição será mais transparente”, declarou a presidenta.

Dilma também falou sobre a reeleição ao ser indagada por um repórter.

“Quem está propondo o fim da reeleição é quem criou a reeleição. Isso é interessante”, respondeu Dilma, em tom de zombeteiro.

Ela também não se furtou em comentar a falta de água em São Paulo. Fato que a mídia de mercado e partidária tenta esconder.

“A mídia é muito compreensiva com a falta de água em São Paulo. E isso é demagogia. Mas não tem mágica, havendo seca, afeta o preço dos alimentos aqui, nos Estados Unidos, em todos os lugares. É temporário”, disse.

Sobre a reeleição de Evo Morales, ela observou que ele esta realizando um grande governo de transformação da Bolívia.

“Eu conheci a Bolívia antes do Evo. Já cheguei à Bolívia com aeroporto fechado. Ele está fazendo um grande governo”, afirmou Dilma.

EVO MORALES É REELEITO E AS DIREITAS SE MORDEM DE ÓDIO

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Péssima notícia para as direitas. Evo Morales, presidente da Bolívia, é reeleito. Mais ódio para as direitas destilarem, especificamente as direitas da América Latina e do Brasil. Invejosas como todos que têm suas existências malogradas, essas anomalias de classe não aceitam que os pobres mudem de vida e possam ter suas necessidades satisfeitas. Por isso, qualquer sinal de prosperidade dos pobres para elas é motivo de ódio. Uma malignidade que reflete o fracasso ontológico que são.

Uma multidão foi às ruas da Bolívia para comemorar os mais de 60% de votos que Evo Morales recebeu. Uma verdadeira demonstração de conhecimento democrático na pulsação indígena que Morales representa. Todos os presidentes sul-americanos libertários mandaram mensagens parabenizando sua vitória que representa o fortalecimento da democracia na América Latina.

Enquanto que no Brasil, as forças reacionárias se desesperam para eleger o candidato de sua preferência para mudar os rumos democráticos do continente sul-americano como o Mercosul. E para isso, usam todos os expedientes escusos. Mas a democracia é mais ativa e transformadora.

Aula de rua

Cabeças brancas coroadas por bandeiras vermelhas. Gente da periferia, ao lado de verdadeiros mostruários de piercing e tatuagens. PT e PSOL juntos.

por: Saul Leblon

Uma praça no centro de São Paulo reuniu neste sábado alguns elementos daquilo que talvez seja preciso buscar para devolver sentido à participação política, não só neste final da campanha, mas também depois dela –seja qual for o resultado da urna.

Algumas centenas de pessoas, representantes do PT e do PSOL, lideranças dos movimentos GLBT, cantores de rock e funqueiros da periferia, quilombolas, coletivos de jovens, lideranças estudantis, lideranças trabalhadoras e de organizações de bairros e uma filósofa.

Tão ecumênico quanto o formato, o repertório de difícil enquadramento em categorias convencionais teve momentos de comício, show, conversa, festa e aula.

Um pouco de cada coisa.

E tudo harmonizado pela dimensão humana resultante da dissolução formal entre palco e plateia.

Pense na subversão representada pelo renascimento dos blocos de bairro, à margem dos desfiles de carnaval capturados pelas redes de televisão e apartados da rua por grades & grana.

Foi um pouco essa ruptura que aflorou no encontro realizado no Largo do Arouche, no centro de São Paulo.

Nem tudo são flores.

A tarde de sol contrastava com as sombrias notícias emitidas pela ‘onda’ que desde 5 de outubro vaticina a vitória incontornável do conservadorismo nas eleições presidenciais do próximo dia 26.

Longe da prostração que abate espíritos isolados, pautados pela emissão conservadora, o clima ali era de um renascimento na esperança de que algo pode ser feito, deve ser feito e será feito. E que o horizonte dessa resposta depende de decisões que competem às forças progressistas tomar.

A presença solidária e assertiva de lideranças do PSOL, que vieram manifestar o apoio à Dilma no segundo turno, sugeria exatamente o oposto do funeral sorvido com precoce gula pelas elites endinheiradas e seu dispositivo midiático.

Coube ao deputado federal reeleito, Jean Wyllys, do PSOL, tornar claro o sentido de resistência que passa aglutinar o campo progressista de agora em diante –seja qual for o desfecho de outubro.

“Não vou negar o óbvio”, começou dizendo quase como se conversasse numa roda de amigos. “A vida dos brasileiros melhorou nos últimos anos. Digo por experiência familiar própria de minha gente pobre, em Alagoinha, no interior da Bahia. Mas também pelo que vi em debate recente na Universidade Federal da Bahia, onde estudei. O que antes era uma escola da elite branca, hoje é uma instituição com marcante presença negra e de jovens oriundos do povo’, testemunhou em intervenção coloquial, mas carregada de prontidão e urgência militante, que convergiu para um chamamento: ‘Nós sabemos o perigo que significaria um alinhamento conservador entre um Executivo dominado pelo PSDB e um Congresso de maciça presença de forças regressivas, como esse que foi eleito em 2014. Por isso não poderia lavar as minhas mãos como Pilatos. Meu voto é Dilma, 13’.

Jean Wyllys reiterou o apoio idêntico de Ivan Valente, Marcelo Freixo e outros integrantes eleitos do PSOL, ademais de membros do partido, como Toddy e Bill, não eleitos, mas portadores de expressiva votação na periferia de SP.

Coube a eles reforçar o espírito da frente de esquerda, sem rodeios, nem concessões.

‘Não foi fácil vir aqui’, ponderou Bill, ‘não estamos dizendo que aceitamos as omissões do governo do PT. O que nós estamos dizendo é que queremos continuar fazendo oposição pela esquerda, e não ver o Brasil mergulhado no retrocesso com Aécio Neves. Por isso, dia 26 é 13’.

Cantores, presidentes de entidades estudantis, membros de cooperativas das periferias, ademais do ex-ministro Padilha, falaram no mesmo diapasão.

Eduardo Suplicy, candidato ao Senado derrotado pelo eterno delfim do conservadorismo ,José Serra, conversou, cantou e emocionou.

Vencedores e vencidos nas urnas. Progressistas de todos os tons de vermelho. Libertários de todos os gêneros.

Militantes de cabeças brancas coroadas por bandeiras vermelhas. Gente pobre da periferia. Famílias assalariadas, ao lado de verdadeiros mostruários de piercing e tatuagens. Uma arca solidária, pluralista, amistosa e desassombrada. Uma espécie de regresso a um lar que nunca existiu, mas capaz de transmitir a sensação difusa de que esse é o lugar acolhedor para se lutar por novas formas de viver e de produzir no século XXI.

A tentativa de explicitar isso, desvendar esse impulso e dotá-lo da musculatura histórica necessária aos desafios dos dias que correm e dos anos que rugem logo adiante viria em seguida.

O bloco camarada do Largo do Arouche cessou a algaravia para a necessária compreensão desse futuro.

Teve início, então, um aula da professora e filosofa da USP, Marilena Chauí, intelectual que há muito enxergou nesse tipo de Ágora um espaço para devolver sentido à política e à militância, em meio à crise dissolvente do neoliberalismo e da esquerda que cedeu a ele seus anéis e os dedos, e agora tem dificuldade para montar o cavalo da história que passa a sua frente.

Chauí praticamente não fala mais ao dispositivo midiático conservador.

Mas não se furta de comparecer às redes, às ruas e aos sindicatos, sinalizando um novo engajamento intelectual e militante.

Que isso tudo ocorra a 15 dias das urnas do segundo turno de 2014, quando a ‘onda conservadora’ se autoproclama vencedora por ‘esmagamento’ do adversário, não deixa de ser ao mesmo tempo prenhe de tensão e de possibilidades.

Como, aliás, é a visão da democracia que a filósofa começa a destrinchar agora no meio da rua para um ajuntamento atento que se busca e se decifra nas suas palavras.

A democracia é um velho tema de Chauí.

Não qualquer democracia. Aquela da ruptura, cuja construção se confunde com o fortalecimento dos trabalhadores.

A dos que entendem o socialismo como a democracia levada às últimas consequências.

Parece lógico, mas não é consensual.

Há quem enxergue nessa ênfase a dissolução das determinações econômica que em última instância condicionariam a superação da lógica capitalista.

A polêmica tem sua raiz em um texto apresentado por Marilena Chauí em reunião da CLACSO, realizada na Costa Rica, em 1978, ‘A questão democrática’, depois editado em coletâneas da autora nos anos 80.

A abertura política e a criação de um novo partido de esquerda, diverso da concepção que originara o socialismo realmente existente, pautava os marcadores da luta progressista brasileira naquele momento.

O entendimento de que a luta democrática pavimentaria a transição para o socialismo condicionaria as características de berço do PT.

Aos que viam na ênfase democrática o abandono do marxismo, contrapunha-se a bandeira de um socialismo livre do autoritarismo e da degeneração recorrente nas experiências em dissolução no mundo.

Antes de significar um abandono de princípios a incorporação da democracia como uma fissura de direitos, que promete mais do que o mercado está disposto a conceder, seria o catalisador da luta por uma sociedade de todos, intrinsecamente antagônica à supremacia do capitalismo financeiro.

Ninguém poderia imaginar que duas décadas depois a sigla à qual esse debate se entrelaçara seria governo no Brasil. E nele permaneceria até esse segundo turno extremado de 2014, quando o risco real de uma derrota e a determinação de evitá-la faria da praça do Arouche, em São Paulo, o locus da retomada daquele debate, entrelaçado agora à experiência de uma década no poder.

Chauí dissipa as dúvidas do passado logo nas primeiras frases, ao dar à democracia a sua definição radicalmente oposta à lógica do capitalismo brasileiro.

Democracia verdadeira, ensina a professora, é indissociável da radicalização dos direitos sociais.

Por direitos, entenda-se, a provisão pública, suficiente, regular, gratuita e de qualidade daquilo que é essencial à universalização da cidadania.

A contraposição a isso está cristalizada no projeto conservador que hoje se declara antecipadamente vencedor nas urnas de outubro.

A voz da filósofa soa mais alto na praça, quando anuncia que vai exemplificar o antagonismo entre esse entendimento da democracia e o projeto personificado em Aécio Neves.

Lê então um trecho de manifesto de apoio ao ex- governador mineiro, recém lançado por intelectuais tucanos de alta cepa e egressos da candidatura Marina: ‘queremos que as pessoas realmente se emancipem da ineficiência e das distorções dos serviços públicos’, escande cada palavra na leitura.

Chauí liga então a metralhadora giratória para evidenciar a lógica por trás da frase.

O que está subjacente a essa pomposa ‘emancipação da ineficiência e das distorções dos ‘serviços oferecidos pelo Estado?’ — pergunta a voz na praça.

Está subjacente que o que se chama de ‘serviços’ são direitos; e que esses direitos serão sonegados, explica.

A filósofa emoldura então as consequências do projeto subjacente aqui e em todo o planeta.

Quais?

As da mercantilização dos direitos, transformados em serviços, adquiridos a mercado.

‘Isso’, proclama Chauí em assertiva que unifica e eletriza a praça dos cabeças brancas, dos piercings, das tatuagens, da gente da UNE, do Levante da Juventude, das lideranças do PT, dos representantes de trabalhadores, das cooperativas, dos movimentos GLBT, dos quilombolas…

‘Isso é matar o coração da democracia’, fuzila sob aplausos .

‘Isso’, repisam suas palavras ainda flutuando no entusiasmo coletivo, ‘é desincumbir o Estado dos direitos; isso é o projeto neoliberal; isso é o que vai se dar se o senhor Aécio tomar o poder’.

Por trás da frase ‘tão pomposa do manifesto’, emenda a professora, está a crítica de Armínio Fraga ao salário mínimo; está o ensaio de extinção da CLT no Congresso comandado por Aécio Neves no governo FHC; está a venda da Vale e demais estatais a preço vil.

Assim como por trás do PT ‘corrupto’ estão as setenta CPIs contra o governo do PSDB barradas em São Paulo; está o mensalão iniciado sugestivamente pelo PSDB mineiro de Aécio; está a lambança no metrô de São Paulo e o aeroporto feito com dinheiro público, na fazendo do tio de Aécio.

Então por que o aluvião conservador encontrou receptividade social?

Agora Chauí já não trata apenas do que chamou inicialmente de ‘ a nossa tarefa nos próximos 15 dias’. Fala dos próximos anos. Fala da agenda progressista para o futuro. Dentro ou fora do governo.

‘A base aliada do tucanato é a mídia’, pondera curto e grosso.

Esse emissor diuturno ceva o ódio fascista que agora se arvora em ‘onda’. A tal ponto, adverte a filósofa, ‘que se alguém espancar uma pessoa na rua e disser que é corrupto, será aplaudido’.

Um jornalismo autoexplicativo na sua manipulação da realidade é a usina que choca o ovo da serpente.

Mas não só.

A presença da intelectual na praça, falando a um grupo pequeno, sem palanque , sem ritual, sem superprodução, sem jargão, é uma crítica implícita a uma forma de fazer política que contaminou a própria esquerda , refletindo o entendimento singelo do que se passa nessa mutação histórica chamada colapso da ordem neoliberal.

Chauí execra o termo ‘nova classe média’ adotado pelo PT para denominar os quase 60 milhões de brasileiros alçados ao consumo e à cidadania nos últimos anos.

As intrínsecas consequências políticas e programáticas do termo incomodam a professora conhecida por não economizar munição contra a classe média paulista. ‘Arrogante, fascista e ignorante’, foi assim que a classificou em um evento comemorativo dos dez anos de governos do PT, em maio de 2013.

‘Não surgiu uma nova classe média no Brasil nos últimos anos’, corrige na aula debaixo da sombra de árvores centenárias do Largo do Arouche, entre elas um imponente chichá (Sterculia chicha), talvez a árvore mais altas de São Paulo. Solitário remanescente de um passado rural, quando o largo era a chácara do general José Toledo de Arouche.

Sob o testemunho desse gigante silencioso, a filósofa conceitua o presente e os desafios que emergem um século e meio depois que a majestosa sapopemba enraizou por ali.

‘O que surgiu agora foi uma nova classe trabalhadora, sem a tradição histórica da classe trabalhadora’, adverte.

Um chichá social, sem as sapopembas, as raízes longas e vigorosas que sustema o gigante vegetal ao lado.

Isso muda tudo.

‘É uma classe trabalhadora retalhada pelas novas condições do trabalho na era do neoliberalismo’, explica Chauí.

Um agrupamento que foi e é coagido a entender a sua inserção no mundo como uma relação unilateral com a gôndola do supermercado e o limite do cartão de crédito.

Está subentendido na aula da praça e todos ali entendem: o nó górdio dos dias que correm é a rala contrapartida de organização coletiva e discernimento histórico desse novo protagonista da luta pelo desenvolvimento brasileiro.

Como avançar mais se o sujeito do processo permanece alheio às raízes do conflito que determinam o seu destino?

‘Não nos faltam obras (para mostrar); falta-nos política. Nós ficamos economicistas. Precisamos definir o campo de classe dessa disputa’, disse Lula durante a primeira arrancada da direita nestas eleições, quando Marina ensaiava ser o Aécio, e Aécio era a Marina.

Durante um período longo demais, muitos dentro do governo e do PT acharam que essa era uma ‘não-questão’.

Que tudo se resolveria no piloto automático dos avanços incrementais no consumo, que se propagariam mecanicamente na correlação de forças da sociedade, fechando-se um circulo progressista virtuoso.

Que uma frente eleitoral de direita, explícita no seu ódio ao PT e aos segmentos populares, tenha empalmado inclusive setores da nova classe trabalhadora, contradiz o bastante essa concepção para repor os termos da discussão sobre democracia, capitalismo e socialismo do início dos anos 80.

Agora com os limites do jogo ainda mais estreitos.

O que está em curso nestas eleições alerta para o reduzido grau de tolerância conservadora com o projeto de construção de uma democracia social no Brasil.

O golpismo em curso evidencia que para afrontar esses limites é crucial saber onde se pretende chegar. Mas, sobretudo, providenciar os instrumentos organizativos necessários à sustentação do percurso.

O respeito ao jogo institucional e o compromisso com a construção de uma democracia social que o ultrapassa é um conflito endógeno ao PT.

De certa forma, um conflito inscrito no DNA da luta própria luta pelo desenvolvimento.

A determinação política desse processo ficou clara neste pleito resgatando a crítica ao economicismo esboçada por Chauí há mais de trinta anos.

Em resumo, não se pode mais atribuir à economia aquilo que compete à correlação de forças decidir: a repactuação de um novo ciclo de investimento com a distribuição da riqueza é indissociável de um avanço da democracia participativa no país.

O resto é arrocho.

Entre os requisitos incontornáveis para que não seja arrocho inclui-se a volta da política às ruas. Não apenas na crise; não apenas em eventos esporádicos da agenda eleitoral.

A democracia, diz o historiador italiano, Luciano Canfora, não consiste no governo da maioria simplesmente por dar à contagem dos votos a sua representação política.

Ela o será na medida em que exista um Estado social diante do qual quem não detém a riqueza na sociedade, ainda assim, tem peso efetivo na política e instrumentos para exercê-lo.

É isso que faz da democracia social uma construção política que, sem expropriar previamente a riqueza, assume como imperativo coloca-la a serviço da finalidade social do desenvolvimento.

É a essência do conflito ao qual o PT fundiu o seu destino.

‘Direitos sociais, não serviços vendidos a mercado’, reverbera a voz de Chauí no Largo do Arouche.

Até onde essa contradição poderá evoluir nos marcos de um sistema produtor de mercadoria não é um problema meramente teórico, mas de engajamento, de práxis.

É isso que a presença da filósofa ilustre está dizendo, cercada de animada receptividade na festa ecumênica da política com a praça.

É uma subversão das formas de fazer política atualmente no próprio campo progressista.

Se isso estiver certo, a lógica dos blocos de bairro vai invadir os partidos e as praças crescentemente nos próximos anos.

E a voz de filósofos, economistas, historiadores , artistas, cientistas, lideranças sociais, dirigentes sindicais, jornalistas e, claro, também a dos políticos, passará a disputar com as árvores seculares a atenção de quem passa por ali. Com a mesma aceitação, espera-se, das animadas charangas que puxam os cordões livres nos carnavais do Brasil. Evoé.

OS FILÓSOFOS NIETZSCHE E SPINOZA MOSTRAM OS TIPOS CORROMPIDOS E A TARA DA MÍDIA CORRUPTA E TIRÂNICA COMO A GLOBO

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Diante do entendimento obtuso sobre o conceito de corrupção onde muitos corruptos se manifestam como o exemplo de justeza moral, nada como analisar esse conceito em sua forma íntegra e real. Para que essa análise se realize de forma congruente e satisfatória imprescindível se faz recorrer a dois filósofos que mais entenderam desse tema. Os filósofos que mais denunciaram a vida corrompida  contrária a avida ativa.

NIETZSCHE E SPINOZA

Um dos filósofos em conta é o alemão Nietzsche. Para iniciar seu entendimento sobre o corrompido ele afirma em sua obra o Anticristo que “é um doloroso, um arrepiante espetáculo, que despontou em mim: abri a cortina da corrupção do homem”. Para depois realizar seu conceito sobre o corrompido: “Denomino corrompido um animal, uma espécie, um indivíduo, quando perde seus instintos, quando escolhe, quando prefere o que lhe é pernicioso”.

O outro filósofo é o holandês Spinoza. Para ele todos os seres possuem uma potência que corresponde a sua singular essência natural. O que significa que todo ser é em si mesmo. E sendo em si mesmo só compõe com corpos que aumentem sua potência de agir para perseverar continuamente como vida. Para ele toda potência tem seus limites: vai até onde pode. Mas, nem todo ser permanece singular em sua essência natural. Muitas vezes ela é corrompida significando alteração de sua essência e ela deixa de perseverar na vida pelo o que lhe é constitutivo. Nesse modus de ser ela compõe com corpos que diminuem a sua potência de agir e não corpos que aumentem sua potência de agir. Aí a sua corrupção.

CORRUPÇÃO NÃO É SÓ POSSE DO DINHEIRO PÚBLICO

Assim, podemos entender, tanto com Nietzsche como com Spinoza, que a corrupção não é só posse do dinheiro público. Mas outros modos de ser contrários à vida ativa. Por exemplo, a covardia tanto quando alguém se nega a participar de um ato que impulsiona a vida ativa, como também quando alguém tem força opressiva e usa contra quem não tem. Por isso, entende-se que todo covarde é corrupto. O exemplo simples é a força opressiva covarde do capitalismo que atrofia a força de trabalho do operário explicitamente através do mais valor, também conhecido na roda da exploração, como mais valia. Em todos os casos os personagens têm o espirito, e o instinto corrompidos. Escolheram o pernicioso.

A CORRUPÇÃO DO GRUPO “DIGNIDADE MÉDICA”

Em nossa realidade estabelecida uma das formas de modus de ser corrompido é visto nos graus de inteligências e conhecimentos de muitas pessoas, grupos, entidades e partidos. Uma demonstração cruel de baixo grau de inteligência e conhecimento nos foi oferecido pelo grupo de médicos alcunhados de “Dignidade Médica”. Claramente formado por reacionários, uma forma de corrupção. Membros desse grupo pregaram a castração química dos nordestinos por votarem na candidata Dilma. Duas provas de corrupção da inteligência nesse grupo retrógado (Ser retrógado é outra forma de corrupção), que é cabo eleitoral de Aécio, para entender melhor o que é ser corrompido.

Uma, o desconhecimento do conceito epistemológico dignidade, visto que alguém movido pelo afeto-conceito dignidade não propaga prática nazifascista que é uma das terríveis demonstrações de corrupção mental visto que defende o genocídio. O que significa que o conceito dignidade está esvaziado de sua potência ética. Sendo usado apenas como um signo-significante vazio que não é composto como linguagem.

Outra, a resposta que uma de suas representantes, médica de Manaus, Patrícia Sicchar, deu para rebater as contestações dos que repudiam as práticas nazifascistas. Ela disse que não era nada do que se estava pensando. Era só um “desabafo”. E mais, quando tentou explicar o holocausto que eles pregavam aos nordestinos e nortistas. Para ela “holocausto é uma revolução do agir”. Com sua inteligência e conhecimento corrompido, que lhe torna, segundo Brecht, analfabeta política, e de acordo com o filósofo francês Honri Lefebvre, analfabeta profissional, ela não sabe que o conceito holocausto é composto de dois conceitos gregos. Holo que significa todo, e kaustos que significa incinerado, queimado.

Portanto, o seu discursou genocida, contra os nordestinos e nortistas é a confirmação de inteligência e conhecimento corrompidos. O que sua “Dignidade Médica” prega mesmo é a incineração de todos os nordestinos. E não tem nada de só “desabafo”. Quem quer desabafar procura um padre, um pastor ou um psiquiatra. Ou um bar.  

A MÍDIA CORROMPIDA E SUA TARA

Em sentido coletivo, a maior demonstração de corrupção no Brasil é apresentada pela mídia dominante. Como a corrupção é uma alteração do instinto, e, portanto, da inteligência, sensibilidade e conhecimento, ela se manifesta claramente com várias facetas imorais tentando impor-se como princípio moral. Modus exemplar de originalidade e normalidade. O que os outros não possuem. É o que pretende essa mídia, que como organização, conspiratória, contra o poder democrático constituído, faz uso de seus meios de comunicação para atingir a candidatura de Dilma em benefício do representante da corrupção internacional: o capitalismo neoliberal.

Todos os anos de eleição, principalmente presidencial, ela escolhe um representante de sua classe corrompida para defendê-lo. A prática é a mesma contra o Partido dos Trabalhadores (PT) e os eleitores que votam em seu candidato. Esse ano, Dilma. Durante todo o período eleitoral ela, que é hegemônica em sua tara, vem divulgando matérias sem provas reais contra a presidenta com o claro objetivo de influir no resultado do pleito. Corrompida, ela procura mostrar aos incautos que quem é corrupto é o governo de Dilma. Mesmo que esse tenha sido o primeiro governo na história do Brasil que mais combateu a corrupção relativa à posse o dinheiro público.

Embora exista uma homogeneidade entre essas mídias corrompidas, entretanto, é a TV Globo a que mais exibe despudoradamente o falso pudor de quem é honesta com o dinheiro público. Falso, porque ela já mostrou que está incluída no rol dos corruptos-financeiros. Exemplo simples, a sonegação fiscal à Receita Federal advinda do ano 2002 quando da realização da Copa do Mundo. Embora ela afirme que já tenha pagado parte da dívida. De qualquer sorte, em termos de corrupção com o dinheiro público, ela encontra-se incluída. E o caso de sua rede de programação, principalmente o demente Jornal Nacional monopolizador, provam o seu grau de emissora de comunicação corrompida. Os valores apresentados são claros exemplos de degeneração da vida ativa, porque estão fundamentados no lucro máximo que o capitalismo persegue. Por isso, ela tem sempre um candidato cúmplice de seus interesses tarados. Nessa eleição, depois de Marina, agora é Aécio o boa vida. O candidato querido da burguesia-iganara.   

Neste quadro, entende-se que o corrupto não é só quem se apropria do dinheiro público, mas, também, quem sofreu degeneração em seu espírito, em seu instinto, o que lhe coloca contra a vida ativa. Daí que todos os valores criados pelo sistema capitalista que são considerados bons e necessários para o homem, porque foram criados para mantê-lo, são corrompidos, já que o capitalismo é uma tara. E os que são sujeitos-sujeitados a esses valores, são corruptos. Defendem valores que negam a vida ativa e exaltam avida abstratamente degenerada. O que quer dizer, que todo corrupto é uma aberração da natureza-naturante e natureza-social.

Assim, a mídia de mercado, como tara tirânica, não pretende a democracia real, porque a democracia real é constituída pelas potências ativas de todos os homens. As essências-singulares de todos que não foram corrompidos. A mídia de mercado só pretende a sua preservação como corrupta. Ela, com instinto enfraquecido, escolheu o pernicioso.                                                                                                                                                                                                               

Dilma e Aécio, dos 17 aos 21

Há uma diferença radical de trajetórias entre Aécio Neves e Dilma Rousseff e também entre a maneira como eles reivindicam as suas biografias.

Katarina Peixoto

Dos 17 aos 21 anos, Aécio Neves vivia no Rio com a família. Seu pai era deputado federal da Arena, partido sustentáculo da ditadura. Segundo o site da Câmara dos Deputados, neste período, ele teve um cargo de secretário de gabinete parlamentar na Câmara Federal, localizada em Brasília, embora morasse no Rio.

Durante esses anos, conforme relatos publicados na imprensa brasileira, Aécio foi um “menino do Rio”, que gostava de surfar, de festas e estudava em escolas de elite. Entre 1977 e 1981, período em que o Brasil vivia sob ditadura civil-militar, o jovem de família ligada à Arena, partido de sustentação da ditadura, gozou a vida enquanto o Brasil vivia sob o tacão de um regime ilegítimo.

Como todo regime autoritário, a ditadura brasileira tinha na oligarquia do país o seu sustentáculo da manutenção do poder via a censura e controle da imprensa (que só podia existir como cúmplice) e a força bruta: a tortura, a perseguição e o desaparecimento de dissidentes.

Dos 17 aos 21 anos, Dilma Rousseff resistia à ditadura civil-militar. Segundo ela mesma e os documentos da época, engajou-se na resistência armada que reagiu ao Ato Institucional n. 5 e foi, entre os 18 e 21 anos, barbaramente torturada, pelo governo que tinha, entre outros sustentáculos, a família do candidato Aécio, filho ele mesmo de um deputado da Arena.

Entre 1977 e 1981, Dilma Rousseff morava em Porto Alegre. Estudou, casou, teve uma filha, reerguendo a própria vida e tomando parte na resistência democrática e na luta pela reabertura do país, pelas eleições diretas, pela anistia, pelo fim da ditadura, pela democracia.

A trajetória de Dilma não começou em Porto Alegre, assim como a de Aécio não começou no gabinete de Sarney, onde esteve, por ser neto de Tancredo Neves.

Não é correto, a não ser que se defenda, como o candidato Aécio defende, a redução da maioridade penal, atribuir responsabilidade penal a adolescentes.

Mas é correto, quando se tem compromisso com a democracia, levar a memória, a história e as responsabilidades a sério. A origem social de ninguém, numa democracia, deve ser destino, e menos ainda garantia. Por isso, é inegável reconhecer esta diferença tão radical de trajetórias dos candidatos e da maneira como eles reivindicam as suas biografias; uma candidatura é representante da democracia e da luta histórica pela democracia; outra, da oligarquia e da luta histórica contra a democracia. Em nome dessa luta e de sua legitimidade histórica, é preciso que Aécio seja derrotado pela democracia.

Nota da Redação aos desavisados: é óbvio que Carta Maior não teve acesso às imagens do candidato Aécio quando jovem surfista no Rio. O grotesco é intencional, deliberado e atende a propósitos ostensivamente pedagógicos.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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