Arquivo para novembro \20\-04:00 2014



PÓRTICO DAS ARTES DA AFIN ENUNCIA: “UMA NOITE NEGRA”

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“O pistão d’Armstrong será no dia do Juízo Final o intérprete dos sofrimentos do homem”

Paul Niger

“África guardei tua memória África

Tu estás em mim

Como o espinho na ferida

Como um fetiche tutelar no centro da aldeia

Faz de mim a pedra de tua funda

De minha boca os lábios de tua chaga

De meus joelhos as colunas quebradas de sua queda

E no entanto

Quero ser apenas de vossa raça operários camponeses de todo os países”.

Jacques Roumain                                                                                                                                                                                                         A Associação Filosofia Itinerante (Afin) é um corpus filosófico, político e estético que sendo apanhada pelos dizeres dos não-filósofos estoicos, Epicuro, Spinoza, Machiavel, Nietzsche, Marx, Engels, Michel Foucault,  Deleuze, Guattari, Toni Negri, Jean Baudrillard, Clément Rosset, Bárbara Cassin, entre outros e outras tenta produzir  novas formas de sentir, ver, ouvir e pensar. E dessa forma, possibilitar novas formas de existências que transcendam os sentidos e os entendimentos cristalizados pelo sistema dominante alienador. A imagem do pensamento dominante  como Estado-paranoico.

Para que essas produções se tornem enunciações políticas, filosóficas e estéticas, a Afin parte de alguns vetores como o teatrosófico, cinemasófico, esquizosom, poiesofia, letrasófica, marionetesófia e etc. O que significa trabalhar com a inteligência coletiva como devir-produtivo continuou.

“Aguardas o próximo chmadao

A inevitável imobilização

Porque tua guerra só conheceu tréguas

Porque não existe terra onde não tenha corrido teu sangue

Língua em que tua cor não tenha sido insultada

Sorris, Black Boy

Cantas,

Danças,

Embalas as gerações

Que em todas as horas partem

Para as frentes do trabalho e do tormento

Que vão lançar-se amanhã ao assalto das bastilhas

Rumo aos bastiões do futuro

Para escrever em todas as línguas

Nas claras páginas de todos os céus

A declaração de teus direitos menosprezados

Há mais de cinco séculos…”

Césaire

Trata-se de uma práxis e poiética que já desenrola, em Manaus, há 13 anos, e sempre sem quaisquer fins lucrativos.  E quase sempre nos território menos atingidos pelas políticas públicas dos governos locais. Que em verdade, são historicamente, omissos por limitação de inteligência política e falta de sentido de solidariedade social.

Embora a Afin sempre esteja envolvida pelas questões das etnias, como a indígena e negra, todavia, como estamos na semana de comemoração da Consciência Negra, ela decidiu produzir uma festa na noite de hoje em seu singular território rizomático filosófico, político e estético: Pórtico das Artes. Local cujo nome foi influenciado pelo templo Pórtico das Pinturas da Escola Estoica (Stoá Pokilé).

“Me devolvam minhas bonecas pretas quero com elas brincar

Os jogos ingênuos de meu instinto

Ficar à sombra de suas leis

Recobrar minha coragem

Minha audácia

Me sentir eu-mesmo.

De novo eu-mesmo como eu era

Ontem

Sem complexidade

Ontem

Quando chegou a hora do desenraizamento…

Eles arrombaram o espaço que era meu”.

A festa cujo título é Uma Noite Negra contará com alguns enunciados como a conferência O Entendimento da Filosofia Política sobre o Conceito Negritude. E mais cantos-negros, poesia-negra, sambas, hip-hop, candomblé, uma roda de capoeira sob a movimentação do Contra Mestre, Salvador, da Academia Manduca da Praia cuja escola é no próprio Pórtico das Artes. Serão apresentadasm, também, algumas iguarias da culinária negra. A festa tem uma cor especial, porque irá compor com os moradores do bairro que são desprovidos de qualquer enunciação política, filosófica e estética. 

 O Pórtico das Artes fica no Bairro Nova Cidade, rua 72, n° 4, quadra 149. É um dos  bairros mais pobres de Manaus, entre tantos.

“Minha negritude não é uma pedra, surdez que é lançada contra o clamor do dia,

Minha negritude não é uma catarata de água morta

Sobre o olho morto da terra

Minha negritude não é nem torre nem catedral

Ela mergulha na carne rubra da terra

Ela mergulha na ardente carne do céu

Ela fura o opaco desânimo com sua precisa paciência”.

“O negro não é uma cor, mas a destruição desta clareza

De empréstimo que cai do sol branco.

A liberdade é cor da noite”.

Césaire

Uma Noite Negra.

O Caso Banestado, a Petrobras e o feitiço do tempo

A Lava Jato tem ligação com o Caso Banestado mais do que se possa imaginar. Caso se tivesse ido até as últimas consequências, a situação poderia ser outra.

Iriny Lopes

“Foi o maior roubo de dinheiro público que eu já vi”. A declaração do deputado federal oposicionista Fernando Francischini, do PSDB, não é sobre a Petrobras, ou o que a mídia convencionou chamar de Mensalão, mas sobre o Escândalo do Banestado (Banco do Estado do Paraná). O Banestado, por meio de contas CC5, facilitou a evasão de divisas do Brasil para paraísos fiscais, entre 1996 e 2002, na ordem de R$ 150 bilhões. O caso se transformou em na CPMI do Banestado, em 2003, da qual fui integrante em meu primeiro mandato.

Foi uma longa investigação que resultou no relatório final com pedidos de indiciamento de 91 pessoas pelo envio irregular de dinheiro a paraísos fiscais, dentre eles o ex-presidente do Banco Central do governo FHC, Gustavo Franco, o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, Ricardo Sérgio de Oliveira, que foi arrecadador de fundos para campanhas de FHC e José Serra, funcionários do Banestado, doleiros e empresários.

Na época da CPMI, o presidente da comissão, o então senador tucano Antero Paes de Barros, encerrou os trabalhos da CPMI antes que o relatório fosse apresentado. O motivo principal era poupar seus pares, sobretudo Gustavo Franco e Ricardo Sérgio de Oliveira. A ação do PSDB para soterrar o relatório tinha como objetivo impedir que a sociedade tomasse conhecimento de um amplo esquema de desvios de recursos públicos, sobretudo vindos das privatizações do período FHC, para contas em paraísos fiscais. A história que não saiu na mídia está contada no livro “A Privataria Tucana”, de Amaury Ribeiro Jr., lançado em 2011.

O desfecho das investigações levadas adiante pela Polícia Federal e mesmo de parte do Ministério Público Federal morreu na praia. Algumas pessoas, é verdade, foram condenadas, mas só laranjas, gente muito pequena perto do enorme esquema de corrupção.

O enredo do Banestado parece semelhante ao caso Petrobras, mas tem uma diferença: neste momento há uma determinação da presidenta Dilma em não deixar “pedra sobre pedra” sobre o caso da petrolífera, algo que não aconteceu no governo FHC – o Procurador da República na gestão tucana, Geraldo Brindeiro, mesmo sabendo dos malfeitos desde 1998, só decidiu pela abertura de processo quando estava de saída, no apagar das luzes da gestão tucana e pressionado pela abertura de uma CPMI.

A importância de o governo federal demonstrar empenho para que tudo fique esclarecido é determinante para se erradicar um mecanismo perverso de desvios de dinheiro público, de relações entre a iniciativa privada e o universo político e que determina, inclusive o perfil dos eleitos, principalmente no Congresso Nacional.

A Operação Lava Jato tem ligação com o Caso Banestado mais do que se possa imaginar. Se no caso Banestado se tivesse ido até as últimas consequências, provavelmente estaríamos hoje em outro patamar. As condenações necessárias a políticos, grandes empresários e doleiros, teria evitado a dilapidação de recursos públicos em todas as instâncias. A impunidade amplia os limites de corruptos e corruptores. Basta lembrar do esquema de licitação fraudulenta dos metrôs e trens de São Paulo, que atravessou mais de uma década de governos do PSDB, e a ausência de investigação e punição para entender do que estamos falando.

Os personagens do enredo da Lava Jato remetem, não por acaso, a muitos do Banestado, inclusive Alberto Youssef, que conseguiu não responder pelos crimes de corrupção ativa e de participação em gestão fraudulenta de instituição financeira (Banestado), por acordo, com MPF de delação premiada, em 2004.

Youssef entregou o que quis e continuou sua vida criminal sem ser incomodado até este ano, quando o juiz federal Sérgio Fernando Moro, responsável pelas prisões da Operação Lava Jato – este também outro personagem coincidente com Banestado, resolveu que o doleiro cumpriria quatro anos e quatro meses de cadeia, por uma sentença transitada em julgado.

“Após a quebra do acordo de delação premiada, este Juízo decretou, a pedido do MPF, a prisão preventiva de Alberto Youssef em decisão de 23/05/2014 no processo 2009.7000019131-5 (decisão de 23/05/2014 naqueles autos, cópia no evento 1, auto2)”, diz o despacho de Sergio Moro, datado de 17 de setembro deste ano. (ver mais em http://jornalggn.com.br/sites/default/files/documentos/acao_penal_no_5035707_sentenca_youssef.pdf).

Além de Youssef, do juiz Sérgio Moro, as operações de investigação do Banestado e da Lava Jato tem como lugar comum o Paraná. Apesar do Banestado ter sido privatizado, Youssef e outros encontraram caminhos que drenaram recursos públicos para paraísos fiscais a partir de lá.

Se no caso Banestado foram remetidos R$ 150 bilhões de recursos públicos adquiridos nas privatizações da era FHC para contas fantasmas em paraísos fiscais, na Petrobrás a estimativa da Polícia Federal até o momento é que tenham sido desviados R$ 10 bilhões.

Importante ressaltar que pouco importa os valores. A verdade é que estamos pagando uma conta do passado, em que parte das instituições fez corpo mole e deixou crimes dessa natureza prescreverem. Essa omissão (deliberada ou não) nos trouxe até aqui. Não por acaso, Alberto Youssef está de novo em cena. Sua punição no caso Banestado foi extinta em 2004 e quando revogada, neste ano, foi apenas para que MPF e Judiciário não passassem recibo de seus erros anteriores. Deram um benefício a alguém que mentiu e continuou sua trajetória criminosa.

Por isso tudo é admirável a disposição da presidenta Dilma, em encarar um esquema que mistura grandes empresários multinacionais, políticos e criminosos de porte. Afinal, que ninguém se iluda: numa dessas pontas tem o narcotráfico, o tráfico internacional de armas e toda ordem de ilícitos que se alimenta e retroalimenta a lavagem de dinheiro.

Dito isso, acho importante destacar o que é fundamental ser feito a partir da Operação Lava Jato:

1- Apoiar todas as ações que visam investigar, julgar e condenar corruptos e corruptores;

2- Constatar que as investigações comprovam que o financiamento empresarial das campanhas eleitorais, supostamente baseado em doações de empresas privadas, na verdade está apoiada, ao menos parcialmente, em desvio de recursos públicos;

3- Que portanto, para além de atos criminosos, estamos diante de um mecanismo sistêmico que corrompe cotidianamente as liberdades democráticas, pois no lugar do voto cidadão o financiamento privado reintroduz de fato o voto censitário;

4- Que este é mais um motivo para apoiarmos a reforma política, especialmente a proibição de todo e qualquer financiamento empresarial;

5- Por fim, conclamar os funcionários das empresas corruptoras a virem a público contar o que sabem, para que se possa colaborar com a Justiça. E vigiar para que as instituições envolvidas não se deixem manipular, no processo de investigação e julgamento, pelos mesmos interesses políticos e empresariais que se faz necessário punir.

Todo o Brasil sabe, afinal, que a corrupção institucionalizada esteve presente na história do Brasil, nos períodos democráticos e especialmente nos períodos ditatoriais. O desafio proposto pela presidenta Dilma, de não deixar “pedra sobre pedra” é imenso e depende das instituições cumprirem o seu dever.

O que Dilma quer, o que eu quero e toda a sociedade brasileira deseja é não ver a repetição dessa história e seus velhos personagens livres para reprisar o mesmo roteiro policial. Concordo com a frase do deputado oposicionista Francischini, que o Banestado foi o maior escândalo de corrupção de que se teve notícia no país.

Portanto, tenhamos memória e que ela não seja seletiva e nem refém do feitiço do tempo.

(*) Deputada federal (PT/ES)

EMPRESAS INVESTIGADAS NA OPERAÇÃO LAVA JATO SERÃO PROCESSADAS PELA CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO

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As empresas envolvidas nas investigações da Operação Lava Jato serão objeto de instauração de processo por parte da Controladoria-Geral da União (CGU). As empresas são acusadas de participação em casos de corrupção, contra a estatal Petrobrás. O esquema de corrupção contou com a participação ativa, principalmente, de seu funcionário de carreira, Paulo Roberto da Costa, e que foi personagem importante na empresa nos desgovernos de Fernando Henrique. De acordo com a Polícia Federal o esquema de corrupção movimentou R$ 10 bilhões.

Como é racional, a Petrobrás por ser vítima, não será investigada. Quem fez a firmação foi o procurador-geral da União ilustríssimo ministro Jorge Hage. De acordo com o probo ministro, a CGU aguarda informações da Polícia Federal a quem o órgão solicitou compartilhamento.

O ministro concedeu entrevista coletiva depois de participar da Conferência Lei da Empresa Limpa, patrocinada pela Fundação Getúlio Vargas. O ministro afirmou que algumas empresas que estão sendo investigadas já entraram em contato com a CGU para tratar de acordo leniência, ressarcimento do dinheiro desviado.

Um caso específico é o que envolve a empresa holandesa SBM Offshore que não está sendo investigada pela Operação Lava Jato, mas está sendo denunciada por haver pagado propina para funcionários da Petrobrás. Ontem, o Diário Oficial da União (DOU) publicou o processo que fora aberto contra a empresa holandesa. Jorge Hage se disse satisfeito com o trabalho da comissão interna criada para trata do caso da empresa holandesa.

“Estamos só aguardando completar o compartilhamento de informações, que solicitamos à Polícia Federal. Concluída a análise desses elementos vamos, vamos instaurar processos, muito provavelmente contra várias dessas empresas, senão todas.

A Petrobrás é vítima nessa história, tanto de empresas, pessoas físicas, como de agentes públicos dentro dela que se deixaram corromper.

A comissão fez o que era possível no prazo que tinha, de 30 dias. Ela não tem o instrumental investigativo que a CGU tem. A comissão fez um trabalho de excelente qualidade, dentro das possibilidades, e nos encaminhou um relatório que serviu como um dos pontos de partida do nosso trabalho. Foi muito útil. A Petrobrás está colaborando em tudo, com as investigações da CGU”, observou o insigne ministro Jorge Hage.

A atuação da CGU como órgão público que atua no uso e controle da verba pública, é uma das importantes produções do governo Lula, para proteger os direitos da sociedade.

JORNALISTA BOECHAT, EM UM COCHILO ANTIREACIONÁRIO, MOSTRA A INSIGNIFICÂNCIA POLÍTICA DE FERNANDO HENRIQUE

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Leia a análise-cochilo anti-reacionário do jornalista Boechat, publicada pelo site Portal Fórum.

“O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso veio a público para dizer que sentia vergonha do que estava acontecendo na Petrobras. Eu queria fazer a seguinte observação: Acho que ele [Fernando Henrique Cardoso] está sendo oportunista quando começa a sentir vergonha com a roubalheira ocorrida na gestão alheia. É o tipo de vergonha que tem memória controlada pelo tempo. A partir de um certo tempo para trás ou para frente você começa a sentir vergonha, porque o presidente Fernando Henrique Cardoso é um homem suficientemente experiente e bem informado para saber que na Petrobras se roubou também durante o seu governo. ‘Ah, mas não pegaram ninguém!’ Ora, presidente! Dá um desconto porque só falta o senhor achar que na gestão do Sarney não teve gente roubando na Petrobras. Na gestão do Fernando Collor não teve gente roubando na Petrobras. Na gestão do Itamar Franco não teve gente roubando na Petrobras. A Petrobras sempre teve, em maior ou menor escala, denúncias que apontavam desvios. Eu ganhei um Prêmio Esso em 89 denunciando roubalheira na Petrobras. […] A Petrobras sempre foi vítima de quadrilhas que operavam lá dentro formada por gente dos seus quadros ou que foram indicados por políticos e por empresários, fornecedores, empreiteiras. Então essa vergonha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é sim uma tentativa de manipulação política partidária da questão policial”, afirmou.

Além disso, o jornalista falou sobre as manifestações que tem ocorrido no país contra o governo e disse não ver sentido nos pedidos de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. “Acho que pegar essas manifestações para vender a ideia de que está se trabalhando um impeachment, ou se pedindo um impeachment da presidente Dilma é tão ridículo quanto estar nessas manifestações para pedir a volta a ditadura militar. Quem está pedindo o impeachment, mesmo que não peça a volta da ditadura militar está trabalhando com o mesmo DNA golpista, o mesmo tipo de idiotice, de imbecilidade, porque a Dilma, queiram ou não, foi eleita legitimamente não pelos nordestinos, como parte deles prefere de forma neurótica e preconceituosa propagar, mas pelos mineiros que Aécio Neves governou, cariocas e fluminenses que jamais foram dados a votar em governantes da situação. Então, ela foi eleita pela maioria dos votos do Brasil”,

O DEPUTADO EDUARDO CUNHA (PMDB) QUER SER PRESIDENTE DA CÂMARA, MAS É INIMIGO DA ÈTICA. O BRASIL NÃO MERECE

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A ficha corrida de escândalos do deputado Eduardo Cunha do PMDB/RJ, é de causar desmaio em quem acredita que para ser parlamentar é necessário princípio ético. Embora muitos não tenham. Principalmente para ocupar o importante cargo de presidente.

O deputado, mestre em fazer chantagem contra o governo federal, é um perigoso reacionário caindo para o fascismo. Não tem qualquer dimensão política, mas fez da carreira política seu grande status. Agora, quando a sociedade brasileira pretende que seja aprovada a Ley dos Medios, democratização dos meios de comunicação, ele já afirmou que se for eleito irá engavetar o projeto. Por essa decisão vem recebendo apoio explícito das mídias acéfalas.

Com uma folha corrida de escândalos que vem desde sua amizade com Paulo César Farias, o P.C. Farias, homem de ouro de Collor, ele se considera aquele que pode criar problemas de governabilidade para a presidenta Dilma Vana Roussef. Tudo delírio de um fanfarrão que o que tem mesmo de importante para a democracia são as possibilidades de julgamentos das acusações dos crimes que praticou.

Diante dessa realidade grotesca é necessário que a sociedade brasileira fique atenta para essa ameaça esdrúxula que pretende ofender a democracia. É preciso saber das acusações que pesam sobre esse personagem que se toma como acima de qualquer investigação. 

RODRIGO JANOT, PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA, AFIRMA QUE ADVOGADO DE YOUSSEF QUERIA INTERFERIR NAS ELEIÇÕES

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Como já é sabido até das direitas, nas vésperas das eleições presidenciais a suja revista Veja montou uma denúncia contra Dilma e Lula afirmando que os dois foram coniventes com a corrupção na Petrobrás. Acusação, como sempre, sem apresentar qualquer prova. Tudo resumido a factoide, a invenção de um fato, sem ser jamais um fato, para atingir um objetivo planejado. E no caso planejado, a derrota da presidenta Dilma Vana Rousseff. O que significaria a eleição do candidato das direitas, Aécio Cunha, que se consumaria com o fim das políticas públicas criadas pelos dois governos populares. A realidade política que perturba os ambiciosos e invejosos antidemocratas.

A suja revista publicou o factoide e o PSDB, partido da burguesia-ignara, usou-o como campanha contra a candidatura de Dilma. Até mesmo no dia das eleições, era comum se encontrar em algumas partes do país cabos-eleitorais distribuindo nas vias públicas cópias xerocadas da capa da suja, sem qualquer preocupação com apreensão do material por trata-se de crime eleitoral. Em São Paulo, por exemplo, o impacto foi tamanho no resultado da eleição que Dilma, que vinha obtendo melhora em seu desempenho eleitoral, perdeu quase 10% dos votos dos indecisos.

Dilma, como insigne estadista e proba governante, não se intimidou com a sórdida-denúncia levando o caso torpe ao seu último programa eleitoral veiculado nos rádios e televisões. Pela primeira vez na história do Brasil, uma personalidade ocupando o cargo máximo da República foi a público mostrar o jornalismo nazifascista proporcionado por uma revista conspiradora. Dilma, na ocasião, afirmou que a violência da suja iria ser peça da justiça.

Com sua posição, os sujeitos relacionados com o caso do doleiro bandido profissional Youssef, passaram a tentar tirar as suspeitas sobre si. O que mais procurou mudar o rumo do caso promovido pela suja foi o advogado do bandido profissional, Antônio Figueiredo Bastos. Ele logo se prontificou que seu cliente não havia dado nenhuma declaração aos autores da matéria. Mas não colou. Ele é profundamente íntimo do partido PSDB. Foi membro contratado pelo governador do Paraná, Beto Richa. Logo, ele estaria muito interessado que o resultado das eleições beneficiasse seu parceiro Aécio Cunha.

Agora, depois de permanecer calado diante da conspiração crime-eleitoral, o procurador-geral da República que também foi procurador-geral Eleitoral nas eleições, Rodrigo Janot, deu entrevista a um jornal reacionário que também segue o mesmo ideário do partido da burguesia-ignara, e afirmou, entre outras declarações, que o advogado tentava interferir no resultado das eleições.

“Estava visível que queriam interferir no processo eleitoral. O advogado do Alberto Youssef operava para o PSDB do Paraná, foi indicado pelo Beto Richa para a coisa de saneamento, tinha vinculação com o partido e passou a vazar seletivamente”, afirmou Rodrigo Janot.

O procurador-geral da República também fez declarações sobre a Operação Lava Jato que para é um momento que vai mudar a história da Justiça no Brasil. E que a partir de “quatro anos para cá a Justiça não é mais a justiça dos três os, de puta, de preto e de pobre”.

“Isso é um rastilho de pólvora. Quando um começa a falar, o outro diz: ‘Vai sobrar só pra mim?’ E aí eles começam a falar mesmo. Todos vão negociar. Se um abre a boca, abre todo mundo.

O sistema republicano e a Justiça começaram a mudar de paradigma. A Justiça de três, quatro anos para cá, não é mais uma justiça dos três os, de puta, de preto e de pobre. Ela está indo em cima de agente político e corruptor.

Essas prisões serão o grande propulsor da reforma política. E esse sistema é corruptor mesmo, se continuar esse sistema não vai mudar nada, pois vamos derrubar essas pessoas e outras virão ocupar esse espaço”, afirmou o procurador-geral da República. 

Requião pede afastamento de delegados que fizeram campanha eleitoral

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por  Conceição Lemes

Na quinta-feira passada, 13 de novembro, a reportagem de Júlia Duailibi, publicada em O Estado de S. Paulo, revelou que, no período eleitoral, quatro delegados da Polícia Federal usaram o Facebook para atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff, que disputava a reeleição, e apoiar Aécio Neves, do PSDB.

Os quatro são responsáveis pela Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras, e a eles foram feitas delações premiadas, cujo suposto conteúdo foi “vazado” no período eleitoral.

A imprensa deu pouca importância ao caso, observa Janio de Freitas, que afirma mais:

A megaoperação das prisões precipitou-se sobre o caso dos delegados e sua sugestiva atitude, abafando-o.

A megaoperação, com toda a cinematografia própria da polícia federal brasileira, foi desfechada apenas 24 horas depois que os delegados responsáveis pelo caso Petrobras apareceram comprometidos, como autores, com manifestações explicitamente agressivas contra Dilma e Lula. E de apoio a Aécio Neves.

“O comportamento desses delegados não anula a existência nem diminui um fato grave, que é o escândalo da Petrobras, mas compromete a investigação”, diz  ao Viomundo o senador Roberto Requião (PMDB-PR).

“Esses delegados acreditam que são os salvadores da pátria, quando, na verdade, estão comprometendo a investigação”, enfatiza Requião.

“Na tentativa de alterar o resultado eleitoral, eles estavam evidentemente fazendo vazar  depoimentos, quebrando o sigilo da investigação”, alerta o senador. “Internet não é espaço privado”.

“Tem que se afastar esses delegados, eles estão impedidos de continuar atuando nesse caso da Petrobras”, defende Requião.

Os delegados denunciados são: Igor Romário de Paula, da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado, a quem responde todos os policiais envolvidos na investigação; Márcio Adriano Anselmo, coordenador da Operação Lava Jato; Maurício Moscardi Grillo,  chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários; e Erika Mialik Marena, da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros e Desvios de Recursos Públicos do Paraná.

DILMA AFIRMA QUE A INVESTIGAÇÃO DO CASO PETROBRÁS MUDARÁ AS RELAÇÕES ENTRE A SOCIEDADE, ESTADO E EMPRESAS, E QUE PELA PRIMEIRA VEZ SE INVESTIGA NO BRASIL

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O estado de ser corrupto não é da natureza humana, mas uma degeneração do instituto do homem, como diz o filósofo alemão Nietzsche. Ninguém nasce corrupto. Pode ser que alguém, por um atraso genético, como no caso o burguês, venha a nascer com um grau de inapetência para viver. Uma espécie de frouxidão do instituto. O que lhe dispõe a querer sempre a “dádiva”. Ter algo como presente. É por isso que sua existência é alimentada pela exploração que ele exerce sobre o outro. Como o patrão que explora a força de produção do trabalhador.

Se ninguém nasce corrupto, o corrupto é uma produção econômica, social e cultural. Assim, o corrupto é alguém que aderiu, como verdade, os modelos dos valores econômico, social e cultural de uma sociedade. Como a corrupção, em relação à coisa pública, encontra-se ligada a posse do dinheiro público, o corrupto é alguém que colocou o dinheiro como seu objeto de desejo acima de todas as formas de valores humanos.

Como o dinheiro é o “amor” do capitalismo em forma de corpo-fetiche, aquilo que se passa como outro sem ser esse outro, o corrupto é um fiel seguidor da doutrina-mística do capitalismo. Aí não existe o binômio corrupto e corruptor. Os dois se fundem em um. Trata-se de uma unidade. Por exemplo, Paulo Roberto Costa, funcionário de carreira da Petrobrás que foi guinado a postos de notáveis importâncias na estatal por Fernando Henrique, recebeu dinheiro de empresas para facilitar as mesmas em contratos com a Petrobrás. Paulo Roberto Costa é corrupto porque “ama” o dinheiro, assim como é corrupta a empresa que ganha os benefícios da estatal. Ambos são corruptos “amantes” do dinheiro.

Como o estado de ser lucrativo financeiramente é milenar, o corrupto é um personagem-maligno para a sociedade já há muito tempo. Como degenerado ele só visa seu bem pecuniário. Como ele é um buraco-vazio ontológico, fantasia que só se sente satisfeito se apropriando do dinheiro. E como a forma mais fácil, em um Estado, de conseguir seu intento é se alocar em territórios públicos onde o dinheiro é movimentado, ele se parasita nesse território como funcionário público, político-profissional, entre outros cargos.

Embora a corrupção seja um estado de ser mundial, no Brasil, o seu combate sempre foi tímido, ou nenhum, dada as implicações de vários agentes representantes de vários seguimentos da sociedade no ato desmoralizado. Os governos sempre encontravam personagens próximas envolvidas no abuso do dinheiro público. Um exemplo próximo, os desgovernos de Fernando Henrique. Fernando Henrique jamais adotou uma prática de combate à corrupção, mesmo com personagens evidentes como Marco Valério, Daniel Dantas, Paulo Roberto Costa e o doleiro Youssef. Todos nascidos em seus desgovernos.

 Foi preciso Lula ser eleito e por força de um governo popular que precisa praticar políticas sociais, possibilitar as atuações dos órgãos jurídicos como a Procuradoria-Geral da República, Polícia Federal, Ministério Público Federal e a Controladoria Geral da União para iniciar no Brasil uma política de combate à corrupção.

Com Dilma na presidência, essa política vem tendo continuidade, e vem mostrando quem são os corruptos e onde e quando começaram agir. Por isso, Fernando Henrique vem vociferando contra a corrupção tentando afastar dele a responsabilidade por não tê-la combatido quando era presidente. A ponto de nomear Geraldo Brindeiro como procurador-geral da República cuja única função era engavetar os processos sobre corrupção que chegavam ao governo. Daí seu apelido de engavetador-geral da República.

Dilma, ao contrário de acobertar e compactuar com esse ato degenerado que ofende a sociedade brasileira, vem mostrando que o que é público é público e não privado. E a forma de tornar o público como público é protegê-lo contra essas personagens que sofrem dessa perversa patologia criada e estimulada pela organização social capitalista.

“A grande diferença dessa questão é o fato dela estar colocada à luz do sol, porque, esse não é, de fato, e eu tenho certeza disso, o primeiro escândalo. Agora, ele é o primeiro escândalo investigado, o que é diferente. Isso eu acho que mudará para sempre as relações entre a sociedade brasileira, o Estado brasileiro e as empresas privadas.

Pela primeira vez em sua história, o Brasil trata de forma absolutamente aberta um caso dessa dimensão. Há aí uma diferença substantiva, e eu acho que isso pode de fato mudar o país para sempre, no sentido que vai se acabar com a impunidade. Esta é, para mim, a característica principal dessa investigação. É mostrar que ela não é algo engavetável.

Não é monopólio da Petrobrás ter processos de corrupção. Quero lembrar que um dos grandes escândalos de corrupção investigados no mundo foi o da Enron, que é uma empresa privada. Então, não é monopólio da Petrobrás ser investigada por processos internos de corrupção. A maioria absoluta, quase, dos membros da Petrobrás, dos funcionários, não é corrupta. Agora, tem pessoas que praticam atos de corrupção dentro da Petrobrás. Então, não se pode pegar a Petrobrás e condenar a empresa. O que nós temos que condenar são pessoas. Pessoas dos dois lados: corruptos e corruptores.

Acho que é a primeira investigação efetiva sobre corrupção no Brasil que envolve segmentos privados e públicos. A primeira que vai a fundo. Agora, nós podemos listar uma quantidade imensa de escândalos no Brasil que não foram levados a efeito. E, talvez, sejam esses escândalos que não foram investigados, que são responsáveis pelo que aconteceu na Petrobrás”, analisou e afirmou a presidenta Dilma Vana Rousseff, em entrevistas, na Austrália, após participar do encontro do G20.

EXTREMA-DIREITA CONTRA DIREITA PROPICIOU CHABU NA PASSEATA QUE SERIA “REVOLUÇÃO” DE 15 DE NOVEMBRO. COISAS DELAS

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O psicanalista Lacan diria que não há objeto do desejo nas posições das direitas. Daí que suas funções é preservar o nada pela fantasia. A ausência do Outro. Mas é tema por demais sensível ininteligível paras essas forças pervertidas. Por isso, o que se deve seguir o grau de humor que essas perversões podem nos proporcionar quando elas se querem respeitadas e consideradas. Embora sem nenhuma nota que nos cative.

O certo mesmo, é que elas prepararam, segundo elas próprias, uma grandiosíssima manifestação contra a presidenta Dilma Vana Roussef, a ser realizada no dia 15 de novembro. Data simbólica – simbolismo sem qualquer relação com Lacan – na História do Brasil, já usada pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal STF, Joaquim Barbosa para mandar prender os condenados da Ação Penal 470, e expô-los à execração pela mídia indigente.

Foi então que chegou o tal dia. Só que não houve símbolo. A manifestação grandiosíssima deu chabu. A extrema-direita não seguiu o roteiro traçado pelos líderes obnubilados e passou a pedir a intervenção militar para depor Dilma do poder que galgou através do voto popular. Foram cartazes com pedido de impeachment, SOS Forças Armadas, Fora Dilma, entre ostros do gênero ditadura já.

Com a posição explícita, que sempre foi explícita, só os líderes da marcha dos obnubilados não viam, uma parte dos antidemocratas foi embora. O que já era diminuto ficou mais ainda. E mais, segundo os próprios organizadores, 149 mil confirmaram presença pelo Facebook. Não sabem que o virtual-tecnológico-fantasiado não toca no real. Nem para o defensor da virtualização, filósofo Pirre Levi.

Mai uma prova inconteste que Aécio não tem voto. Os 51 milhões de votos que eles andam alardeando para Aécio, não passam de votos dos que odeiam a democracia popular. O chabu das direitas confirmou que quem conhece as ruas é o povo. Não foi por acaso que o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST) colocou, na quarta-feira, mais de 15 mil pessoas nas áreas nobres paulistanas Contra as Direitas pelos Direitos.

AÉCIO RECEBEU FINANCIAMENTO PARA SUA CAMPNHA DE 6 DAS 9 EMPRESAS INVESTIGADAS PELA OPERAÇÃO LAVA JATO:20 MILHÕES DE REAIS

 

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O Blog Aposentado Invocado publicou matéria afirmando que das 9 empresas investigadas pela Operação Lava Jato da Polícia Federal, 6 financiaram a campanha eleitoral do representante das direitas Aécio Cunha, do partido sustentáculo dos delírios ufanistas da burguesia-ignara, PSDB. A quantia não nada mais é do que ‘parcos’ R$ 20 milhões.

Como já é do conhecimento até dos indigentes cognitivos, as direitas simulam uma tranquilidade e uma certeza contra o governo Dilma que não têm. Embora muitos professores de História do Brasil não ensinem a realidade perversa que o país passou nos desgovernos de Fernando Henrique, muitos jovens a conhecem. São jovens cujos sentidos e inteligência não estão escravizados à semiótica sobrecodificadora que prende e alucina os passivos que votam, em tempo de eleição, nos candidatos das direitas que se mostram antidemocratas. E assim como os jovens, a maioria dos adultos brasileiros sabe dessa realidade perversa que humilhou o Brasil. Por isso, a maior parte da sociedade brasileira não acompanha a simulação das direitas. A prova: a reeleição de Dilma.

Às direitas têm, já algum tempo, proferido um discurso de defesa da Petrobrás, mas se sabe que trata-se de uma forma de dissimulação, fingir ser oque não é, visto que foram elas que iniciaram a prática da corrupção na estatal. Um exemplo, o funcionário de carreira, Paulo Roberto Costa que foi durante os desgovernos de Fernando Henrique alçado a cargos importantíssimos e estratégicos no órgão. As direitas, especificando, o PSDB, está além do pescoço nas trapaças financeiras que ocorreram na estatal.

Leia o nome das empresas que financiaram o candidato das inocentes, puras e moralistas direitas.

– OAS, Queiroz Galvão, Camargo Correia, UTC, Andrade Gutierrez e Odebrecht. 

A MÍDIA PÚBLICA PODERÁ PROPICIAR UMA NOVA DIMENSÃO NA COMUNICAÇÃO NO BRASIL EM FUNÇÃO DE SEU POTENCIAL

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A comunicação pública no Brasil, dada sua dimensão, poderá propiciar uma nova realidade no sistema comunicacional. Para isso basta que se torne um sistema integrado, já que são mais de 5 mil veículos públicos no país. Fato que não ocorre em nenhuma parte do mundo. Para o secretário de Audiovisual do Ministério da Cultura, Mário Henrique Borgneth, que participou do Fórum Brasil de Comunicação Pública 2014, a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) deve ter um papel estratégico nesse contexto criando condições estruturais para a integração.

A EBC atuaria precisaria de investimento em conhecimento e infraestrutura e incentivos através de políticas públicas. Também seria preciso uma eficiente liderança que visualize as demandas do sistema como regionalização, regulação, investimento e financiamento que poderiam tirar do estado atual em que se encontra parte dos sistemas comunitários.

“São mais de 5 mil veículos públicos no Brasil. Não há nenhum sistema privado no mundo com essa dimensão. Pensar isso como sistema significa resgatar parte substancial do mandato da EBC como linha estruturadora do sistema, como segmentos comunitários, legislativos, universitários, educativos e culturais.

Enquanto o Estado pagar a conta do público e não houver veículo genuinamente estatal, ele vai buscar esse canal onde ele estiver. A tentação é muito grande, até o embate com mídia comercial é cruel.

A audiência no campo público, é diferente do privado, e está associada à reputação e à identidade que temos que construir, que envolve valores e cidadania com o objetivo de equipar o cidadão para que ele possa sonhar. E, quando perceber isso, ele estabelecerá vínculos afetivos e de confiança com o veículo público e com a sociedade.

É preciso que a sociedade se enxergue nos veículos. Ou seja, tem de se oferecer canais para a sociedade. Precisamos de identificação; de um canal permanente de pertencimento.

Muitas vezes os veículos caem numa cilada de buscar uma fotografia do Brasil de uma falsa harmonia, falsamente confundida com o Brasil oficial, chapa-branca. Quando não se enxerga o contraditório, as contradições e os conflitos, o veículo público empurra essa reputação para o campo do oficialismo. Mas não somos governos. Somos sociedade. E quanto mais aprofundarmos essa identidade, menor será a vergonha do investimento social feito nos veículos públicos de comunicação”, analisou Mário Henrique.

Delegados da PF deixaram digitais: acreditavam que o golpe ia dar certo

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por Conceição Lemes

Ontem, quinta-feira 13, a reportagem de Júlia Duailibi, publicada em O Estado de S. Paulo revelou:  no período eleitoral, delegados da Polícia Federal (PF) usaram as redes sociais para elogiar Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência, e para atacar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff, que disputava a reeleição, bem como a replicar conteúdos críticos aos petistas.

Esses policiais, que mostraram ser anti-petistas militantes e radicais, são simplesmente os responsáveis pela Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobras, empreiteiras, doleiros, partidos políticos, funcionários e ex-funcionários da estatal.

Pela primeira vez os rostos desses delegados estão sendo mostrados. Para isso, contamos com a preciosíssima colaboração do NaMariaNews, que também nos ajudou na busca dos vídeos, das imagens e dos links que aparecem nos PS do Viomundo, ao final da matéria. Como os delegados mudam de nome dependendo da situação, a pesquisa foi bastante difícil.

São eles:

Igor Romário de Paula, da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado

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As investigações da Lava Jato estão sendo conduzidas por delegados vinculados a Igor Romário de Paula, que responde diretamente a Rosalvo Ferreira Franco, superintendente da PF do Paraná.

Igor Romário de Paula, que atuou na prisão do doleiro Alberto Youssef, participa de um grupo do Facebook chamado Organização de Combate à Corrupção (OCC), cujo “símbolo” é uma imagem da Dilma, com dois grandes dentes incisivos para fora da boca e coberta por uma faixa vermelha na qual está escrito “Fora, PT!”

Márcio Adriano Anselmo, coordenador da Operação Lava Jato

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Márcio Adriano Anselmo foi quem, no  Facebook,  afirmou: “Alguém segura essa anta, por favor”, em uma notícia cujo título era: “Lula compara o PT a Jesus Cristo”

Na reta final do 2º turno, fez comentários em outra notícia, na qual Lula dizia que Aécio não era “homem sério e de respeito”. Escreveu: “O que é ser homem sério e de respeito? Depende da concepção de cada um. Para Lula realmente Aécio não deve ser”. O delegado apagou há poucos dias o seu perfil no Facebook.

Maurício Moscardi Grillo, chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários

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Maurício Moscardi Grillo é o responsável por apurar a denúncia de grampos na cela de Youssef.

Segundo a reportagem de Júlia Duailibi, ele aproveita a mensagem de Márcio Anselmo, para se manifestar sobre Lula: “O que é respeito para este cara?”

Grillo também compartilhou uma propaganda eleitoral do PSDB, como a que dizia que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobrás. “Acorda!”, escreveu ele ao comentar a reportagem da Veja, que foi às bancas na quinta-feira anterior ao segundo turno: “Lula e Dilma sabiam de tudo”.

Erika Mialik Marena, da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros e Desvios de Recursos Públicos do Paraná

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Na delegacia de Erika Mialik Marena, estão os principais inquéritos da operação Lava Jato.

Em uma notícia sobre o depoimento de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobrás à Justiça Federal, ela comenta: “Dispara venda de fraldas em Brasília”.  No Facebook, usava o codinome “Herycka Herycka”. Após a reportagem de Júlia Duailibi,  seu perfil foi retirado dessa rede social.

A denúncia envolvendo esses quatro delegados da PF é gravíssima.

Estranhamente, a mídia deu pouca repercussão a ela.

Estranhamente também, até a hora do almoço da quinta-feira, 13 de novembro, a Polícia Federal, o Ministério da Justiça, a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal Federal (STF) não haviam se manifestado sobre a denúncia do Estadão.

O Viomundo contatou então as quatro instituições, via suas respectivas assessorias de imprensa. Primeiro, por telefone. Depois, por e-mail, fazendo vários questionamentos.

Uma pergunta comum a todos:

–  Que providências pretende tomar em relação ao caso?

Ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot,  perguntamos também:

– A partidarização explícita dos delegados da PF envolvidos na Lava Jato não contamina o resultado da investigação, já que eles demonstraram evidentes objetivos políticos?

– A partir de agora a Lava Jato não fica sob suspeição?

Ao ministro Teori Zavascki , do STF, indagamos:

–  O comportamento dos delegados da PF não contamina a investigação, comprometendo o inquérito?

– A partir de agora a Lava Jato não fica sob suspeição, inclusive as delações premiadas?

À Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde fica a sua sede, perguntamos:

– O que a PF tem a dizer sobre os evidentes objetivos políticos desses delegados?

Na parte 1 da entrevista abaixo, o delegado Maurício Moscardi Grillo  fala aos 2,06 minutos sobre a PF e como deve deve agir em casos policiais. Imperdível. Ele diz que a Polícia Federal é republicana. Exatamente o oposto do que fizeram os quatro delegados da PF durante as eleições de 2014.

Por isso, perguntamos também à Polícia Federal, via sua assessoria de imprensa:

–  Como a sociedade vai confiar numa Polícia Federal que não agiu de forma republicana nessas eleições, mas politicamente em favor do então candidato do PSDB, Aécio Neves, e contra a candidata do PT, Dilma Rousseff, e o ex-presidente Lula?

Do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, quisemos saber, entre outras coisas:

– Quais seriam as medidas punitivas aos envolvidos no caso?

– Como a sociedade vai confiar numa Polícia Federal que não age republicanamente,  mas sistemática e politicamente em favor do PSDB e contra o PT?

Nenhum respondeu. Insistimos por telefone.

Questionada de novo, a Polícia Federal disse que não se manifestaria sobre o caso.

O procurador-geral Rodrigo Janot também não respondeu. A assessoria de imprensa da PGR, em Brasília, alegou que ele estava em São Paulo e não tinha sido possível contatá-lo. Desculpa, no mínimo, estranha, já que existe celular hoje em dia e de de vários modelos. Não seria mais digno dizer que não iria se manifestar e pronto?

Como o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não respondeu às nossas quatro perguntas, acrescentamos agora uma nova:

– O senhor concorda com a nota dos procuradores do Ministério Público Federal, seção Paraná, em apoio aos delegados da PF?

A íntegra da nota:

Operação Lava Jato: Membros da força-tarefa do Ministério Público Federal manifestam apoio a delegados, agentes e peritos da PF

Os Procuradores da República membros da Força-Tarefa do Ministério Público Federal, diante do teor da reportagem “Delegados da Lava Jato exaltam Aécio e atacam PT na rede”, publicada pelo jornal “O Estado de São Paulo” nesta data, vem reiterar a confiança e o apoio aos delegados, agentes e peritos da Polícia Federal que trabalham nessa operação.

Em nosso país, expressar opinião privada, mesmo que em forma de gracejos, sobre assuntos políticos é constitucionalmente permitida, em nada afetando o conteúdo e a lisura dos procedimentos processuais em andamento.

A exploração pública desses comentários carece de qualquer sentido, pois o objetivo de todos os envolvidos nessa operação é apenas o interesse público da persecução penal e o interesse em ver reparado o dano causado ao patrimônio nacional, independentemente de qualquer coloração político-partidária.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, também nada respondeu.

No início da noite, a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça nos prometeu enviar o áudio da coletiva de Cardozo, dada um pouco antes em Brasília. Ficou na promessa. Mais uma vez o vazio.

Como bem observou Fernando Brito, do Tijolaço, no post  Cardoso, o Lento, pede sindicância sobre “delegados do Aécio”, o ministro da Justiça “resolveu agir 12 horas depois que o país tomou conhecimento de que os delegados federais da Operação Lava-Jato  participavam, no Facebook, de animadas e desbocadas tertúlias sobre a investigação que conduzem”.

Cardozo determinou à Corregedoria da Polícia Federal que abra investigação sobre o caso.

Na coletiva de imprensa, ele disse:

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Cardozo mostrou mais uma vez que é inepto e incompetente, para o dizer o mínimo.

Em artigo publicado nesta sexta-feira 14, no GGN,  Luis Nassif acrescenta:

O Ministro chega às 11 no trabalho, sai às 12h30 para almoçar, volta às 16 e vai embora por volta das 18h. A não ser que se considere como trabalho conversas amistosas com jornalistas em restaurantes da moda de Brasília.

Será que é por isso que esta repórter não recebeu as respostas de Cardozo até agora?

As manifestações dos quatro delegados da PF são cristalinas.  Ou será preciso desenhar para Cardozo?

Nassif diz mais:

É  blefe a atitude do Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, de pedir uma investigação para a Polícia Federal sobre o ativismo político dos delegados da Operação Lava Jato. O problema da Lava Jato não é o ativismo de delegados no Facebook, mas a suspeita de armação com a revistaVeja na véspera da eleição. Se Cardozo estivesse falando sério, estaria cobrando a conclusão das investigações sobre o vazamento.

Os quatro delegados têm o direito de ter as suas preferências políticas. A questão é que o comportamento desrespeitoso está longe de ser um caso menor. “É um ato político”, avalia Paulo Moreira Leite, em seu blog.

Na condição de ministro da Justiça, Cardozo, como bem observou Paulo Moreira Leite, deveria saber que o aspecto  do caso está resolvido no artigo 364 no regimento disciplinar da Polícia Federal, que define transgressões disciplinares da seguinte maneira:

I – referir-se de modo depreciativo às autoridades e atos da Administração pública, qualquer que seja o meio empregado para êsse fim.

II – divulgar, através da imprensa escrita, falada ou televisionada, fatos ocorridos na repartição, propiciar-lhe a divulgação, bem como referi-se desrespeitosa e depreciativamente às autoridades e atos da Administração;

III – promover manifestação contra atos da Administração ou movimentos de apreço ou desapreço a quaisquer autoridades;

A questão, portanto, é política. E  parece que Cardoso não quer se dar conta da gravidade do que aconteceu debaixo do seu nariz.

Nos últimos 12 anos, tivemos vários momentos em que a Polícia Federal agiu em benefício dos tucanos e contra os petistas. E sempre ficou por isso mesmo.

Em 2006, tivemos o caso do delegado Bruno, eleitor assumido do PSDB,  que vazou para a mídia fotos do dinheiro apreendido no caso dos “aloprados” do PT. A cena foi ao ar  na quinta-feira anterior ao primeiro turno da eleição presidencial e ajudou a levá-la para o segundo turno. O delegado Bruno não foi punido por vazar fotos do dinheiro; pegou 9 dias de suspensão por mentir aos superiores.

Na campanha eleitoral de 2014, tivemos o caso de Mário Welber, assessor do deputado estadual  Bruno Covas, do PSDB paulista. Ele foi detido pela PF em Congonhas com R$ 102 mil em dinheiro vivo e 16 cheques em branco assinados por Bruno Covas. A Polícia Federal ocultou o quanto pode o caso e continua a fazê-lo.

Em compensação, em 7 de outubro de 2014, a PF de Brasília vazou imediatamente para O Globo a apreensão de avião que transportava dinheiro suspeito. Em seguida, que o detido no jatinho era da campanha do PT em Minas GeraisSão, como sempre, os dois pesos e duas medidas da mídia e da Polícia Federal.

Eis que na eleição presidencial de 2014, setores da PF aparecem, de novo, atuando em favor dos tucanos e contra os petistas. O vazamento seletivo da Operação Lava Jato já sinalizava o objetivo político e a Polícia Federal do Paraná como uma das possíveis fontes. As manifestações no Facebook dos delegados PF em postos-chave na Lava Jato escancararam as suspeitas. Os delegados da PF agiram de forma organizada para interferir no resultado das eleições presidenciais de 2014. Deixaram a PF nua.

O nome disso é golpe.

Aparentemente, tudo bem orquestrado com setores da mídia, sobretudo com a revista Veja, que antecipou a ida para as bancas na semana que antecedeu o segundo turno das eleições. A Veja trazia na capa as fotos de Lula e Dilma, com o título: “Lula e Dilma sabiam de tudo”. A matéria referia-se à corrupção na Petrobras e a Operação Lava Jato. O

Em 25 de outubro, véspera do segundo turno,o doleiro Alberto Youssef  foi hospitalizado. Surgiram então boatos de que ele havia morrido envenenado. A PF sabia que o suposto envenenamento e óbito não eram verdadeiros. Porém, deixou que isso fosse disseminado durante horas nas redes sociais e nos programas televisivos de domingo sobre as eleições, especialmente os da Globo. Só foi desmentir no começo daquela tarde. Tal ação fazia parte do golpe em andamento, que acabou não dando certo.

“Os delegados, flagrados no Facebook,  tinham tanta certeza de que o golpe teria êxito que deixaram digitais e provas pelo caminho. Só isso explica o que disseram”, observa um experiente analista da política brasileira. Talvez também porque nesses 12 anos do governos petistas outros delegados da PF ficaram impunes.

Paulo Moreira Leite alerta:

A campanha anti-PT dos delegados da Polícia Federal lembra os desvios do Inquérito Policial-Militar (IPM)  da Aeronáutica que emparedou Getúlio Vargas em 1954.

Em 1954, quando o major Rubem Vaz, da Aeronáutica, foi morto num atentado contra Carlos Lacerda, um grupo de militares da Aeronáutica abriu um IPM à margem das normas e regras do Direito, sem respeito pela própria disciplina e hierarquia.

O saldo foi uma apuração cheia de falhas técnicas e dúvidas, como recorda Lira Neto no volume 3 da biografia de Getúlio, mas que possuía um objetivo político declarado — obter a renúncia de Vargas. Menos de 20 dias depois, o presidente da República, fundador da Petrobras, dava o tiro no peito.

Mas atualmente é inconcebível, além de inconstitucional, que isso venha a acontecer novamente. Em hipótese alguma, pode-se encarar com naturalidade o anti-petismo militante e radical dos delegados denunciados. Para o bem da democracia, é preciso investigar a fundo a tentativa de golpe do qual esses quatro delegados fizeram parte, assim como é preciso combater seriamente a corrupção.

Do contrário, a democracia corre o risco de ser golpeada de forma mortal mais uma vez.

PS 1 do Viomundo: Na coletiva de imprensa, o ministro José Eduardo Cardozo disse que a Corregedoria da PF deve apurar primeiramente se as manifestações dos quatro delegados são verdadeiras.

Mas como isso vai ser apurado se o site OCC foi quase que totalmente esterilizado após a publicação da denúncia do Estadão? As provas só podem estar com Júlia Duailibi. Será que a jornalista fez os print-screens das páginas? Ou será que ela só teve acesso às fotos daquelas páginas do Facebook?

PS 2 do Viomundo: É importante que os leitores saibam que os delegados usam seus nomes cada hora de jeito: ou completos, ou em partes. Isso dá uma grande diferença nas buscas.

PS 3 do Viomundo: Maurício Moscardi Grillo foi nomeado para o cargo em 25/08/2014 – Seção 2, página 54, de acordo com o Diário Oficial da União. Portanto, depois que as investigações da Lava Jato já estavam em andamento.

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PS 4 do Viomundo:  O delegado Grillo também atuou na investigação do mensalão, em 2009. Veja aqui,aqui e aqui.

PS 5 do Viomundo: A delegada Erika Marena trabalhou com o delegado da PF Carlos Alberto Dias Torres como responsáveis pelo inquérito que investigava Naji Nahas, o ex-prefeito paulistano Celso Pitta e outras 27 pessoas. Tudo derivado da Operação Satiagraha,que envolvia dois outros inquéritos, tendo como alvo o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity.

Pode-se vê-la falando sobre a Lava Jato neste vídeo e neste outro.

PS 6 do Viomundo: Já que a Superintendência da PF em Brasília se recusou a responder nossas perguntas, o Viomundo gostaria de recorrer, em última instância, à boa vontade do superintendente da PF do Paraná, Rosalvo Ferreira Franco:

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– Doutor, o senhor sabia que os seus quatro subordinados estavam atuando politicamente no Facebook, jogando no lixo o caráter republicano da PF como um todo?
– Que medidas o senhor, como chefe geral, irá tomar?

FÓRUM BRASIL DE COMUNICAÇÃO PÚBLICA 2014 DISCUTE FIM DO MONOPÓLIO DAS MÍDIAS E BUSCA DE IGUALDADE

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É do conhecimento até dos desinformados que o caso das mídias é um caso de política. Política no sentido mais sintético: a potência social. Mas como se vive em uma democracia representativa, é lógico que essa potência também se estende até o Congresso, embora a maioria de seus representantes não seja traspassada por essa potência.

 É caso de política, porque só a política pode enfraquecer e afastar todas as formas de tiranias, visto que as tiranias são resultantes do fracasso da política. E é isso que se observa e se lamenta quando se trata das mídias no Brasil. Há no país uma verdadeira tirania das mídias comandada pelas Organizações Marinho, especificamente, Rede Globo conjuminada com os jornais Folha de São Paulo, Estadão, Globo, revistas Veja, Época, IstoÉ, e inúmeras emissoras de rádios.

Essa tirania, de certa maneira, é beneficiada pelas verbas distribuídas pelo governo federal de forma não igualitária, privilegiando poucas concessões de televisão e rádio, onde a TV Globo aparece como a mais beneficiada, abocanhando 88% do montante da verba para publicidade. E com o desplante de se fazer a maior força opositora usada contra os governos populares. Embora, em todos os períodos de eleições presidenciais essas mídias se manifestem como o mais forte cabo-eleitoral que trabalha contra o candidato do governo, todavia, nessas eleições elas exorbitaram de suas tiranias fascistas. Como ficou explícito o caso da suja revista Veja que ampliou seu jornalismo terrorista contra a candidata à reeleição Dilma Vana Rousseff, cujo sujo intento não foi alcançado. Dilma foi reeleita para o bem da democracia.

Pois é com esse objetivo de analisar e buscar novas formas de política midiática que está sendo realizado o Fórum Brasil de Comunicação Pública 2014 na Câmara dos Deputados. Na abertura a deputada do PCdoB, Jandira Feghalli falou sobre as mídias comerciais e sua ingerência nas eleições e das mídias alternativas. Participaram também do fórum autoridades e parlamentares.

“Temos agora, a oportunidade de fazer esse debate em um período pós-eleitoral, no qual se viu o embate da mídia comercial brasileira e forma como ela entra nas decisões políticas brasileiras.

Pudemos ver que, livres ou alternativas, as mídias se comportaram de outra forma durante o processo político eleitoral. Além disso, enquanto mais de 2 mil rádios comunitárias estão sendo processadas há uma Editora Abril agindo da forma como agiu”, observou a deputada.

Orlando Guilhon, da Associação de Rádios Públicas do Brasil (Arpub), disse que é difícil os gestores desses veículos mostrarem essa ideia diferente para a sociedade.

“A própria EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), mostra isso. Precisamos ter mais dinheiro para, inclusive, fazer propaganda e divulgação, na busca de audiência para esses veículos, e fazer contraponto à mídia comercial, sem se tornar chapa branca”, disse Orlando Guilhon.

Para Nelson Breve, presidente da EBC, a sociedade deve tomar posição para fazer com que a comunicação pública seja uma questão de Estado.

“Se não reivindicar e não pressionar quem tem poder para decidir as prioridades do Estado, os recursos da comunicação pública sempre serão escassos para o desafio. Até porque é muito caro fazer comunicação, em função da necessidade de uma base de infraestrutura muito forte e sustentável.

O país precisa de uma comunicação pública independente, democrática e apartidária. Eu já tornei pública minha posição sobre isso em outras oportunidades. Sou a favor da desvinculação da EBC e Secom.

Há mais de 5 mil emissoras públicas em todo o país. Com isso, a dificuldade na construção de unidade na diversidade. E isso não é fácil fazer, seguindo princípios e objetivos comuns, e sem um bom modelo de governança”, afirmou Breve.

O que se torna necessário nessa questão é a participação da sociedade civil como potência capaz de influir na aprovação da lei da democratização dos meios de comunicação. Com isso a sociedade já estará mostrando o que tipo de mídia pretende para si e qual a realidade comunicacional lhe é necessária.

MAIS DE 10 MIL PESSOAS PARTICIPARAM, EM SÃO PAULO, DA PASSEATA “CONTRA A DIREITA E POR DIREITOS”

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A forte chuva que desabou sobre São Paulo não foi o suficiente para desanimar quem está animado pelos direitos democráticos defendidos pelos governos populares de Lula e Dilma. Ao contrário do que ocorreu há duas semanas passadas, quando as direitas indigentes sensitiva e cognitivamente tentaram realizar um protesto contra reeleição de Dilma, que só compareceram mirradas tristes mil almas, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) conseguiu colocar mais de 10 mil pessoas nas ruas de São Paulo mostrando que o povo encontra-se unido e vigilante pelo mandato da presidenta.

A manifestação Contra a Direita e Por Direitos se movimentou exatamente nos bairros mais burgueses da capital. Local onde fica alojada a classe parasitária que odeia participação social do povo. O povo de onde sai a classe trabalhadora que tem sua força de trabalho explorada para mantê-la, como classe inerte, no conforto parasitário.

A manifestação não foi só caminhada para mostrar o quanto o povo está atento. Foi também momento de festa poética e musical. Além dos discursos realizados pelos líderes, houve também dança e canto de forró. Uma forma de ironizar a posição dos nazifascistas que se mostram contra o povo nordestino.

“Tem uma ‘playboyzada’ aí dos Jardins que, porque o ‘titio’ Aécio perdeu a eleição ficaram ‘bravinhos’ e foram para rua contra o povo. Se lá na marcha deles tem elite, que não gosta do povo, aqui tem povo trabalhador, aqui tem negro, aqui tem nordestino, aqui está o povo brasileiro.

Um dos objetivos é fazer enfrentamento contra a direita atrasada. Ela tem ido às ruas nos últimos meses defender posições inaceitáveis para a maioria do povo brasileiro. Defender não só a intervenção militar e impeachment, como também semear ódio aos pobres, o racismo e homofobia. Isso não pode ser admitido. Essa marcha vem para fazer contraponto e mostrar se os golpistas dos Jardins estão colocando mil pessoas nas ruas, nós vamos colora 15 mil só para começar.

O ato também tem o objetivo de pautar reformas populares no Brasil. O programa que foi eleito nas urnas tem que ser realizado. As propostas que perderam não podem imperar. É necessário que o povo deixe claro a importância das reformas estruturais: a reforma política, reforma urbana, reforma agrária progressiva”, disse o líder do MTST Guilherme Boulos.   

Presente na passeata, a ex-deputada federal Luciana Genro (PSOL/GR), disse que as chamadas manifestações da elite não tem força alguma.

“Eu acho que a manifestação que ocorreu aqui dias atrás, não tem força, não tem representatividade social. Mas é evidente que a direita existe no Brasil e ela se expressa, por exemplo, no massacre que a polícia e as milícias promovem semanalmente na periferia das grandes cidades”, disse Luciana Genro.

DILMA DIZ QUE NÃO ESTABELECEU PRAZO PARA REALIZAÇÃO DA REFORMA MINISTERIAL

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A presidenta Dilma Vana Rousseff, cuja reeleição injetou mais ódio nos sujeitos-sujeitados sintomatizados pelo automatismo mental, fixação de alucinações e delírios, como diz Lacan, deu entrevista em Doha, Catar, e respondeu algumas indagações, entre elas, de interesse intrigante da mídia conspiradora e antidemocrática.

Dilma falou sobre a reforma ministerial afirmando que não tem prazo fixado para realizá-la. O que significa para quem pode entender e quer entender, que sendo a presidenta ela pode realizar a reforma ministerial de acordo com as necessidades que forem surgindo e os indicadores expressivos da sociedade brasileira da qual é a representante-política maior.

Dilma também não se furtou a responder sobre a demissão da ex-ministra da Cultura Martha Suplicy, que às direitas tomaram como uma forma de rebeldia da senadora da democracia das minorias sexuais. A presidenta disse que ante de viajar, Martha já havia lhe informado sobre o conteúdo da missiva demissionária. E quanto o comentário de Martha sobre a formação da nova equipe econômica, Dilma, respondeu que cada um fala o que pretende. Qualquer pessoa tem direito à opinião.

Um dos momentos da entrevista em que os jornalistas amestrados, lacaios das mídias acéfalas, tiveram intenção de constranger a presidenta, sem consegui-lo, foi quando perguntaram se ela temia a investigação da Petrobrás nos Estados Unidos. Mas, como Dilma está acima da mediocridade, da estupidez e da intolerância, ela respondeu com um probo “não”.

“Não estabeleci prazo e não vou fazer a reforma ministerial imediatamente.

Ela me disse o teor da carta antes de eu viajar, mas logo depois que fui reeleita a ministra falou comigo que sairia. Ela não fez nada de diferente, não teve nenhuma atitude incorreta, ela me disse que sairia e eu aceitei. Acertamos que ela me enviaria uma carta, a estrutura de praxe. Sobre a equipe econômica, essa é uma opinião dela e as pessoas têm direito a dar opinião.

Não. Isso faz parte das regras do jogo. Empresas cotadas na Bolsa de Nova York têm que prestar contas segundo as regras da Bolsa de Nova York, que também  são muito diferentes das brasileiras. Além disso, os Estados Unidos têm que investigar se têm cidadãos americanos envolvidos em algumas irregularidades”, respondeu a presidenta.

Dilma participa nos dias 15 e 16 da reunião, na Austrália, do Grupo dos 20, G20, que reuniu as maiores economias do mundo, e o Brasil é um país importante já que ocupa a sétima posição. Ela representa o Brasil como potência na política econômica mundial para ser traduzida em medidas concretas que auxiliem o mundo econômico.

“O G20 é sobre como se prossegue na reforma do Fundo Monetário e como se traduz o desejo do G20 de um desenvolvimento sustentável e equânime, como isso se traduz em medidas concretas. Acho que o emprego vai ser um foco muito forte”, observou Dilma.

MAPA DA VIOLÊNCIA NO BRASIL MOSTRA QUE EM CADA DUAS HORAS SETE JOVENS NEGROS SÃO ASSASSINADOS

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Um dos principais sintomas apresentados no corpus patológico das organizações sociais é o assassinato de jovens negros. A violência física, psicológica, moral e humana desfechada contra os negros historicamente no Brasil não terminou com a chamada libertação dos escravos.

Os corpos étnicos-antropológicos clivados pelos códigos de dominação do branco sobre o negro permanecem como chagas incuráveis tanto no espaço urbano como no espaço rural da alcunhada modernidade. Sua exclusão não é só uma questão de uma perspectiva, mas de várias. Política, econômica, social, estética e até moral. Moral, porque o negro é visto como alguém que não tem fundamentos de valores que lhe permitam uma confiança por parte do branco-dominador. O negro é sempre o outro, o estranho, ou seja, aquele que ameaça por sua estrutura primitiva.

Essa psicologia nazifascista cunhada na estupidez do desconhecimento genético-humano leva por parte dessa classe discriminadora, a perseguição de todas as formas contra os negros. Sejam perseguições explícitas como faz a polícia, ou de forma implícita como no caso da procura de um emprego. Esse racismo ostensivo comprova o grau de irracionalidade da patologia que domina o corpus das organizações sociais, que Marx diz que só se transforma quando tiver uma nova direção que escape do capitalismo.

O capitalismo promove o racismo principalmente porque ele representa o espírito condutor da maioria da população como elemento das posses. Como o negro é tido, pelas forças repressivas do capital, como uma alteração moral é também clivado como uma ameaça aos chamados bens pessoais. Diante de um assalto em que estejam por perto dois jovens, um branco e um negro, é do negro de quem a polícia, primeiro suspeita. Mesmo que o branco tenha cometido o delito, a suspeita sobre ele é posterior. É como se a polícia já estivesse robotizada em relação ao racismo. Tudo isso, porque ela faz parte do corpo repressivo do sistema capitalista a quem deve defender.  

Foi a partir desse quadro racistante, que o sociólogo Júlio Jacobo Weiselfisz, tomando os dados oficiais do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde, trabalhou o Mapa da Violência no Brasil que mostra a cruel realidade que em duas horas sete jovens negros são mortos no Brasil.

A pesquisa que 82 jovens que morrem por dia, 30 mil por ano, e todos entre as idades de 15 anos a 29 anos. Desses jovens assassinados, 77% são negros, 93,30% são do sexo masculino. São moradores dos espaços periféricos das regiões metropolitanas dos centros urbanos.

Uma parte que chama atenção de forma preocupante na pesquisa é quanto a diminuição dos homicídios entre os jovens. Enquanto homicídio de brancos diminuiu, o número de vítimas negras aumentou. Em 2002, havia um número de 19.846 vítimas brancas. Em 2012, caiu para 14.928. Um percentual de queda de 24,8%. No mesmo período, 2002 e 2012, o numero de vítimas negras passou de 26.656 para 41.127. Um percentual de crescimento de 38,7%.

Não precisa ser cristão ou pertencer a uma sociedade humanista para saber que essa cruel realidade tem que mudar. E os princípios mutantes capazes de efetuaram essa mudança são a educação, o direito ao respeito, a inclusão na sociedade, como sujeito de produção de novas formas de existir e a ética social que tenha o homem como um ser vocacionado para a vida.

ANISTIA NACIONAL LANÇA O “PROGRAMA JOVEM NEGRO VIVO”

Em cada duas horas, no Brasil, são assassinados sete jovens negros. Esse quadro violento que mostra a verdade cruel do racismo no Brasil tem mudar. Mas esse quadro só pode mudar com as participações dos governos, instituições, partidos políticos, movimentos sociais e toda a sociedade civil. É preciso entender que ninguém se salva sozinho.

Veja, ouça, analise o vídeo e tome sua posição.

Comunidade quilombola da Bahia recebe casas do programa Minha Casa, Minha Vida

A comunidade quilombola Lagoa Santa recebeu 44 moradias, cada uma com 51 metros quadrados: dois quartos, sala, cozinha, área de serviço, banheiro e varanda

Quilombolas do município de Ituberá, na Bahia, foram contemplados no último domingo (9) com unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida. A comunidade quilombola Lagoa Santa recebeu 44 moradias, cada uma com 51 metros quadrados – dois quartos, sala, cozinha, área de serviço, banheiro e varada.

A entrega foi feita por representantes do governo estadual da Bahia, da prefeitura de Ituberá, governo federal, Caixa Econômica Federal e da Cooperativa de Trabalhadores Autônomos Litoral Sul da Bahia (Cootrasb), que articulou a liberação dos recursos do Ministério das Cidades.

O secretário de Promoção da Igualdade Racial, Raimundo Nascimento, participou da entrega das casas, uma vitória da luta dos quilombolas por garantia de direitos, afirmou. “Após a conquista das suas casas, resta a titulação das terras que está em fase de conclusão do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RTID).”

O Mochilão do PAC visitou outro projeto quilombola do Minha Casa, Minha Vida, em Nossa Senhora do Livramento, no Mato Grosso, confira:

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO TRABALHO DIZ QUE O BRASIL É REFERÊNCIA MUNDIAL NO COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO

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Participando do 3° Encontro das Comissões Estaduais para a Erradicação do Trabalho Escravo (Coetraes), Luiz Machado, coordenador do Projeto de Combate ao Trabalho Escravo no Brasil da Organização Internacional do Trabalho (OIT), disse que apesar dos problemas que o país enfrenta em relação ao tema, o Brasil é referência mundial no combate ao trabalho escravo.

Na ocasião, Luiz Machado, também falou sobre a política do governo federal que através do Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo vem operando na diminuição da violência trabalhista. Para ele o governo deve iniciar outras ações para ir debelando o problema. Segundo ele, os trabalhadores mais vitimados são homens pobres provenientes de regiões com baixo índice de desenvolvimento. Esse tipo de violência encontra-se envolvido com tráfico de pessoas.

“Nós temos mecanismos que não encontramos em nenhum lugar no mundo como os grupos especiais de fiscalização que atendem todo o território.

Como a prevenção e assistência à vítima porque precisamos romper o ciclo vicioso da escravidão. O trabalhador apesar de ser resgatado continua vulnerável e muitos voltam para a escravidão.

É um crime dinâmico e em outro lugares do mundo está envolvido com tráfico de pessoas”, observou Luiz Machado.

Para Juliana Felicidade Armede, coordenadora do Núcleo d Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas do Estado de São Paulo, a maioria dos trabalhadores escravizados está na área rural. Já na área urbana os trabalhadores escravos aparecem mais na construção civil e na indústria têxtil. Para ela outro fator que implica é imigração. Muitas pessoas procuram trabalho em estados que elas consideram mais desenvolvidos e ricos.

“Existem estados muito ricos, mas empobrecidos em políticas públicas. Em muitos locais as pessoas não tendo acesso a esses benefícios não se inserem no mercado de trabalho e quando se inserem ficando na situação de escravidão.

Quando eu estou desconectado da realidade nacional e sem acesso a essas políticas públicas também estou vulnerável.

Dentro desses dois universos há uma diversidade de problemas. Isso ainda acontece porque temos um perfil de produção que não garante isonomias às pessoas. Há sempre um grupo mais explorado e um que explora. Não conseguimos evoluir do ponto de vista de estruturas econômicas capazes de acompanhar os problemas sociais”, disse Juliana Felicidade.

A MAIORIA DA POPULAÇÃO DO ESTADO DA CATALUNHA DIZ QUE QUER À SUA INDEPENDÊNCIA DA ESPANHA

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A maioria dos habitantes do Estado da Catalunha que responderam a consulta sobre a independência ou não de seu estado, no domingo passado, respondeu que sim. Foram 80,76%, correspondendo 1.861.753 votantes, que tiveram essa preferência, disse a vice-presidente Joana Ortega.

Já, os que votaram, para que a Catalunha continue dependente da Espanha, correspondeu a 104,172 habitantes, significando um índice de 4,54% dos votantes. Participaram da consulta 2.305.290.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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