Arquivo para dezembro \31\-04:00 2014

ASSOCIAÇÃO FILOSOFIA ITINERANTE (AFIN) JÀ SE ENCONTRA EM BRASÍLIA PARA A POSSE DE DILMA

10883074_787604021306575_775849887_oA Associação Filosofia Itinerante (Afin) como devir filosofia/política, processual de produção de novas formas de sentir, ouvir, ver e pensar outras enunciações contínuas de existências, que tem do existir o movimento real da potência, encadeia corpos moleculares para além da molaridade.

Por tal, compõe com os vetores cinema, teatro, música, poesia, literatura, pintura, escultura, todos os corpos-potências que se manifestam como estética poiética e práxis. Na verdade, o sentido lato de filosofia/política, como afirmam os filósofos Deleuze e Guattari. Um movimento deviriano que não concebe fins lucrativos e nenhuma relação com entidades privada ou estatal.10866882_787604201306557_1504629044_n 10877428_787596721307305_626552714_n 10878972_787604017973242_164113412_o

Por ser um corpo carregado pelos fluxos-mutantes e quantas-desterritorializantes, a Afin não poderia ficar alienada da filosofante rede cartográfica de desejos que se revela como posse da presidenta Dilma Vana Rousseff. Daí, que com os parcos e minguados elementos financeiros de seus vetorizantes, funcionários públicos, se deslocou, geograficamente – já que como potência criadora intempestiva e desterritorializada se move em todas às ordens e desordens (caos-criador, o significado filosófico de itinerante, o movimento sem espaço e tempo constituído) -, até Brasília. Especificamente, o Planalto Central na enunciação-política, Palácio do Planalto.

Com a meta (produção) em compor novos enunciados com outros elementos políticos filosóficos, pessoas, comunidades, movimentos sociais, entidades de classe, organizações não-governamentais, a Afin se fez, mais uma vez, Afinpress, através da pedagoga, educadora e mãe Aldenice Oliveira e o filósofo, educador, ator e pai, Miguel Oliveira. Ambos cabocões do Amazonas.

Os dois afinados já se encontram “pulsando num segundo letal no Planalto Central, onde se divide o bem e o mal (Ednardo)”, desde o dia 29. E como não poderia ser o contrário, já compuseram outros corpos referentes à posse da presidenta Dilma. Nas composições afetivas/políticas, concederam entrevista ao Blog do Planalto, interligaram enunciações com vários grupos de militantes como o pessoal do Pará, onde um dos coordenadores é o inquieto Magrão, que viajou de Belém até Brasília em um Fusquinha de 1975. Segundo ele, enxutíssimo. E, ainda, segundo ele, a BB não contém um buraco. Uma realidade muito ruim para s formigas.10881255_787596624640648_1202747745_n 10886263_787604107973233_766664640_o 10886284_787604757973168_1297588012_o 10901726_787604751306502_566544717_o

Esse trabalho filosófico político que a Afin mostra, tem como endereço especial os acessantes do Blog Afinsophia. Os que são conhecidos por ele e os que não são. Mas que são através dos rastros que deixam ao digitar esse endereço. O que significa que até o dia da posse o Ainsophia estará publicando temas que ocorrem lá no Palácio do Planalto. 

INDICAÇÃO DO DEPUTADO GEORGE HILTON PARA O MINISTÉRIO DOS ESPORTES “TRAZEM PREJUÍZOS”, DIZEM ATLETAS

b4570838-0d89-46c4-97b6-fad32b8d1d8eÉ mais um caso de fácil entendimento, mas de impossível aceitação. O deputado federal pelo estado de Minas Gerais, George Hilton, do Partido Republicano Brasileiro (PRB), que faz parte da base aliada do governo Dilma, foi indicado para ocupar o cargo de ministro dos Esportes. Como é fácil entender, a indicação faz parte da cota do partido diante do governo. Tudo certo, tudo legal.

Mas vem a parte que se caracteriza como impossível aceitação. O deputado George Hilton, não tem qualquer afinidade com os esportes. Seja em sua burocrática quanto em sua vida pessoal. Pode-se até afirmar, em relação ao futebol, que ele sequer chutou um caroço de tucumã. Ou, quanto ao atletismo, nunca disputou uma corrida de apenas cinquenta metros.

Diante dessa realidade, que ele pode contestar afirmando que o cargo de ministro não é para disputar torneios, mas para penar os esportes no Brasil, por isso não pede exclusivamente alguém que já tenha sido atleta, a organização Atletas do Brasil, que é dirigida pelo ex-craque Raí, irmão do outro craque Sócrates, nascido no estado Pará, terra de grandes revelações futebolísticas, resolveu divulgar uma nora de protesto contra a incoerente indicação. Por tal, ela afirma que a nomeação de ministro apenas por critério político traz prejuízos ao setor.

“Infelizmente, o Ministério do Esporte, é usado na barganha política. Não se trata de decidir quem seria a melhor pessoa para ocupar o cargo, mas qual partido o terá de acordo com as alianças e que decidirá ao seu bel-prazer quem o representará.

Nem mesmo uma familiaridade com o tema é observada, o que traz enormes prejuízos ao esporte e ao País em um setor que está à frente de um enorme investimento como os megaeventos esportivos.

O critério unicamente político traz consigo o aumento da ineficiência de gestão, descontinuidade da política, reinício de convencimentos e processos e tudo isso com custo aos cofres públicos.

Às vésperas das Olimpíadas, a presidenta Dilma abriu mão de uma oportunidade de melhorar a gestão do esporte; decepcionou todo um setor de atletas, jornalistas, empresários, organizações, trabalhadores e amantes do esporte em geral”, diz parte da nota.

Os ditos atletas se cobrem de razões, mas é preciso saber se eles se movimentaram para ter qualquer nesga de influência na escolha. É do conhecimento até das pedras que não rolam que na sua maioria os atletas do Brasil são pateticamente limitados politicamente, sem falar cognitivamente quanto suas atuações nos territórios sociais. Um exemplo de limitação política é o jogador Kaká, que faz parte da organização Atletas do Brasil.

A organização dos atletas tem que compreender que um país não se governa sozinho. É imprescindível a atuação da sociedade civil em suas expressões como os movimentos sociais, as entidades de classes, grupos. O Estado não pertence ao governo, por isso a luta do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST).

Um exemplo próximo de que e por seus movimentos que as categorias influenciam nas decisões do governo é nos dado pela aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE). Se os profissionais da educação não tivessem atuado continuamente nos seus interesses a decisão possivelmente não saísse. Apesar da boa vontade do governo.

Como se diz na linguagem mais do que massificada: É preciso ir à luta, mano.

2015, o ano que pode surpreender

Uma frente de esquerda, formada pelos principais movimentos sociais, liderada, entre outros, pelo dirigente do MTST, Guilherme Boulos, está em construção.

por: Saul Leblon

A palavra   incerteza  comanda a passagem de 2014 para o Brasil de 2015, mas o chão mole do calendário político registra agora uma auspiciosa pavimentação de terra firme que pode surpreender.

Uma frente de esquerda formada pelos principais movimentos sociais  brasileiros,  tendo à frente, entre outros, o dirigente do MTST, Guilherme Boulos, está em formação no país.

Não é ainda a alavanca capaz de reverter a ofensiva conservadora em marcha batida na sociedade. Mas tem potência para isso.

Tem, sobretudo, capacidade para sacudir uma correlação de forças na qual as elites mastigam a margem de manobra do  segundo governo Dilma entre os dentes da fatalidade econômica e do engessamento político.

A iniciativa dos movimento sociais, apoiada por partidos de esquerda, conta com um incentivo sintomático  da gravidade dos dias que correm: o do ex-presidente Lula e, portanto, de uma parte significativa do PT.

Tem, ademais, um precedente revelador.

Ela vem se somar a uma mobilização equivalente, iniciada há cerca de um mês, para reaproximar intelectuais de esquerda  e construir um contraponto de ideias progressistas ao agendamento conservador da sociedade, martelado diuturnamente pelo jogral midiático.

Trata-se de uma usina de respostas à espiral regressiva; uma caixa de ressonância de intelectuais cidadãos.

Esse polo de debate e combate foi oficializado no dia 15 de dezembro, em evento em São Paulo, com o nome de Fórum 21.

A primeira assembleia, no Sindicato dos Engenheiros, elegeu como uma de suas vértebras a luta pela democratização dos meios de comunicação.

Presente no lançamento, o secretário de Cultura da Prefeitura de São Paulo, Juca Ferreira, afirmou que os meios de comunicação são o principal obstáculo ao debate crítico dos reais desafios brasileiros.

‘Precisamos iniciar uma reconstrução programática que supere nosso próprio desgaste, mas essa tarefa requer um ambiente midiático oposto ao atual,  concentrado e carente de regras democráticas’, disse Ferreira.  (leia  ‘Para Juca Ferreira, falta de democracia da mídia substituiu censura do regime militar’, nesta pág).

A importância descomunal da imprensa na luta política não é assunto estranho à reflexão intelectual  desde que Gramsci (1891-1936) o incorporou a sua obra.
Na Itália, a fragilidade das estruturas partidárias, ao lado das dificuldades impostas por uma unificação feita de instituições ralas e abismos sociais e regionais profundos, fez com que os jornais assumissem funções de verdadeiros partidos, ensinou o pensador comunista.

As semelhanças meridionais com o subdesenvolvimento tropical não são negligenciáveis.

Nos anos 90, Celso Furtado costumava explicar pacientemente aos jovens jornalistas – os poucos que ainda procuravam o grande economista brasileiro taxado de jurássico pela emergente agenda tucana— que o ‘populismo’, ao contrário da demonização que lhe atribuíam as elites, refletia o vácuo histórico de uma sociedade pouco sedimentada institucionalmente, capturada pelas mandíbulas de um capitalismo de fronteiras indivisas.

O Estado e os líderes carismáticos compensavam o oco político falando direto às massas. E intervindo na economia para organizar a luta contra o subdesenvolvimento.

A colisão entre esse improviso de poder popular e o diretório midiático gerou entre nós alguns capítulos pedagógicos.

O suicídio de Vargas foi um deles.

O criador da igualmente por isso maldita Petrobras apertou o gatilho para não ceder à pressão insuportável do denuncismo lacerdista, que exigia sua renúncia em emissões sistemáticas através da rádio Globo, dirigida então pelo jovem udenista Roberto Marinho.

O Brasil era descrito como um mar de lama.

É dispensável enfatizar as semelhanças com a pauta e os métodos abraçados agora pelos grandes veículos de mídia em sintonia com a oposição conservadora ao governo Dilma, ao PT e ao ‘lulopopulismo’ econômico.

O Fórum dos intelectuais  e a frente de movimentos sociais  emergem como o contraponto mais importante a isso, desde a vitória de Dilma em 26 de outubro.
O conservadorismo atordoa o discernimento da sociedade desde então com uma escalada vertiginosa de iniciativas.

Habilidosamente, equipara-se combate à corrupção à demonização do polo progressista, no qual se espeta o selo da degeneração política, associada a práticas econômicas ‘intervencionistas’.

A ideia de uma salubridade externa à história, tomada como referência limpa e boa na construção da sociedade, é um daqueles mantras aos quais se agarram os interesses dominantes de todos os tempos.

A depender da conveniência, essa salubridade poderá vestir a toga da judicialização da ‘má política’. Ou a gravata técnica dos centuriões que falam em nome da proficiência dos mercados para dar o rumo ‘correto’ à economia.

Ou ainda encarnar no monopólio de um dispositivo midiático que se avoca a prerrogativa de um Bonaparte, a emitir interditos e sanções em defesa dos interesses particulares apresentados como os de toda a nação.

Hoje, o objetivo desse aluvião é o impeachment de Dilma ou o sangramento irreversível de seu governo, e das forças que o apoiam, bem como das ideias que as expressam. Até o seu sepultamento histórico em 2018.

Semanas após a vitória progressista nas urnas, quando o governo parecia hipnotizado pelo serpentário golpista que havia subestimado,  e por isso não se preparado para defender o escrutínio popular, Carta Maior indagava:

‘O que se pergunta ansiosamente é se  Lula já conversou sobre isso com Boulos, do MTST; se Boulos já conversou com Luciana Genro; se Luciana Genro já conversou com a CUT ; se a CUT já conversou com Stédile; se todos  já se deram conta de que passa da hora de uma conversa limada de sectarismos e protelações, mas encharcada das providencias que a urgência revela quando se pensa grande. Se ainda não se aperceberam da contagem regressiva que ameaça o nascimento de um Brasil emancipado e progressista poderão ser avisados de forma desastrosa quando o tique taque se esgotar’.

A boa nova na praça é que a conversa começou.

O desafio de vida ou morte consiste agora em restaurar a transparência dos dois campos em confronto na sociedade.

Na aparente neutralidade de certas iniciativas pulsa, na verdade, a rigidez feroz dos interesses estruturais por elas favorecidos.

O melhor solvente para essa tintura é a ampla participação popular no debate e nas decisões que vão definir a rota do futuro brasileiro.

O país, desde 2003, e com todas as limitações e contradições intrínsecas a um governo de base heterogênea– tem figurado aos olhos do mundo como uma das estacas da resistência latino-americana à retroescavadeira ortodoxa, que demole e soterra direitos sociais e soberania econômica urbi et orbi.

Essa resistência criou um dos maiores mercados de massa do planeta em uma demografia de 202 milhões de habitantes.

O assoalho macroeconômico range e ruge  sob o peso da inadequação entre a emergência dessa nova força motriz  e as estruturas rigidamente pensadas para exclui-la do mercado e da cidadania.

A solução da ‘agenda técnica’ é higienizar a sujeira do intervencionismo público em todas as frentes, devolvendo o mando do jogo à faxina  autorreguladora  dos mercados.

Sobrepor o interesse privado aos da sociedade implica capturar o sistema democrático integralmente para esse fim.

Era esse o objetivo dos candidatos conservadores derrotados em outubro.

Não era apenas uma disputa presidencial. Mas um capítulo do embate inconcluso pelo comando do desenvolvimento brasileiro.

Daí a ilusão de se supor que concessões pontuais vão saciar o agendamento derrotado nas urnas.

Não será a adoção homeopática de sua farmacopeia que o fará recuar.

O discernimento daquilo pelo que se luta, e contra quem se travará a batalha dos próximos dias e noites, é crucial para os interesses populares afrontarem a avalanche em curso.

Essa é uma batalha entre a democracia social e as forças regressivas que se insurgiram contra a sua construção em 32, 54, 64, 2005, 2006, 2010 e 2014.

Tornar esse divisor visível aos olhos da população requer um símbolo de magnetismo equivalente à dimensão das tarefas que essa agenda encerra em termos de organização e  repactuação do país com o seu desenvolvimento.

Requer o nascimento de uma frente  de esquerda que, à semelhança do ‘Podemos’, na Espanha, guarde incontrastável vinculação com as urgências populares. Mas também  encerre um denso discernimento das contingencias globais, que não podem ser abduzidas pelo imediatismo corporativista.

Embora o martelete midiático tenha disseminado a bandeira do antipetismo bélico, a ponto de hoje contagiar setores amplos da classe média, o fato é que esse trunfo conservador  ainda não reúne a energia necessária para  inaugurar  uma nova ordem.

O pântano, por enquanto, o satisfaz.

Ele desarma a sociedade e  exaspera a cidadania.

Dissemina um sentimento de impotência diante das urgências de uma  transição de ciclo econômico marcada por uma correlação de forças  instável,  desprovida de aderência institucional , ademais de submetida à determinação de um  capitalismo global  avesso a qualquer  outro ordenamento  que não  o vale tudo dos mercados.

A força e o consentimento necessários para conduzir  esse  ciclo em uma chave que não seja a do arrocho requisitam o salto de articulação social que agora se ensaia.

O caminho oposto é o da treva.

A regressividade conservadora predominante na Itália após o ‘Mãos Limpas’, nos anos 90, não é uma miragem; é um risco real em sociedades desprovidas de representação política forte e organização social mobilizada (leia ‘Mãos Limpas; e depois, Berlusconi?’; nesta pág).

Lá como aqui o lubrificante do retrocesso foi a prostração progressista e a incapacidade da esquerda e dos democratas de construir um repto histórico de esperança para engajar a sociedade no comando do seu destino.

A gravidade dos desafios embutidos no calendário de 2015 é de ordem equivalente.

Saber onde estão as respostas e reunir a energia política capaz de validá-las é trunfo valioso.

É esse o significado encorajador da nascente frente de esquerda dos movimentos sociais e da usina de intelectuais cidadãos reunidos no Fórum 21.

São sinais de um aggiornamento em curso na vida política nacional.

Mas que já extrapolam a mera formalidade da travessia gregoriana, para emprestar a 2015 a dimensão e o desassombro de uma verdadeira renovação histórica.

Que assim seja um bom ano novo, são os votos que Carta Maior tem a certeza de compartilhar com seus leitores e com a imensa maioria do povo brasileiro.

MILITANTES, QUE APOIAM DILMA, AFIRMAM QUE SERÃO MAIS DE 40 MIL EM SUA POSSE

Posse_Dilma_2010_7Com os preparativos para a segunda posse da presidenta Dilma Vana Rousseff, no dia 1° de janeiro, na Esplanada dos Ministérios, já quase todos prontos, militantes do Partido dos Trabalhadores (PT), movimentos sociais, organizações não governamentais e a sociedade civil acreditam que serão mais de 40 mil os que comparecerão ao importante acontecimento histórico.

O PT espera caravanas provenientes de todos os estados para participar da posse, num total de mais de 500 ônibus. Os militantes ficaram alojados a 5 quilômetros do locar da cerimônia, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade e no Ginásio Nilson Nelson.

Durante os preparativos, várias observações foram feitas para que nada fique contrário à festa. Como o ensaio do percurso com o carro Rolls Royce que foi dirigido pelo motorista Valdeci da Silva Ribeiro, o mesmo que dirigiu na primeira posse. Cavalria da Guarda Presidencial, membros das Forças Armadas, Polícia Federal, Civil e Militar, Departamento de Trânsito do Distrito Federal, ao todo 4 mil que já sabem de suas funções no dia da posse.

Flávio Lucena de Assunção, coordenador do Escalão Avançado da Presidência da República, falou sobre os preparativos.

“Hoje vamos fazer o treinamento nos moldes do dia da posse. A previsão é que a presidenta saia às 14h30 do Palácio da Alvorada em direção à catedral. Neste local ela passa para o Rolls Royce da Presidência. Aqui, além das escolta dos motociclistas. Haverá uma escolta hipomóvel até Congresso Nacional.

Em função das distâncias a que se chegar da presidente, o controle é maior. Quando existe uma atividade como essa, em carro aberto, a preocupação da segurança é maior, mas são tomadas medidas para que se resguarde a figura da presidente da República e das demais autoridades.

As manifestações democráticas são sempre bem-vindas, mas o momento que estamos vivendo ainda é do pós-eleição, e existe uma expectativa muito pequena de que ocorram manifestações. Estamos prontos para controlar, para que não haja violência, nem interrupção dos circuitos dos diversos eventos da posse. Isso será garantido pelos órgãos envolvidos na segurança”, observou Flávio Lucena.

As autoridades estrangeiras garantidas para a posse são Nicolas Maduro, presidente da Venezuela, Correa, presidente do Equador, Michele Bachelet, presidenta do Chile, Pepe Mujica, presidente do Uruguai, Joel Biden, vice-presidente dos Estados Unidos, entre muitos. Serão 60 delegações de países estrangeiros e 27 chefes de Estado de Governo.

Aécio Neves governador pôs dinheiro público em rádios e jornal da família

Dinheiro do governo de Minas Gerais abasteceu empresas de comunicação controladas por familiares do ex-governador.

por Helena Sthephanowitz

Ao apagar das luzes dos 12 anos de governo do PSDB à frente do Estado de Minas Gerais, dados dos gastos com publicidade nas empresas de comunicações do ex-governador Aécio Neves (PSDB) e família vêm a público. Entre 2003 e 2014, foi repassado um total R$ 1,2 milhão a três rádios e um jornal ligados à família de Aécio Neves (PSDB-MG).

Segundo levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, a maior fatia foi direcionada a rádios e jornais controlados por Aécio Neves e sua família. A Arco-Íris, que possui uma franquia da Jovem Pan FM em Belo Horizonte. A parte que coube à Arco-Íris chegou a R$ 1,06 milhão, frente a R$ 51,8 mil e R$ 45,5 mil investidos nas rádios São João Del Rey e Vertentes FM, respectivamente – ambas de São João Del Rei (MG). Nos 12 anos em que foi comandado pelos tucanos, o governo de Minas gastou mais de R$ 547 milhões com publicidade, em valores corrigidos pela inflação.

Desde a posse de Aécio, em 2003, até este mês de dezembro, quando termina o governo tucano em Minas Gerais, os gastos do estado com publicidade oficial aumentaram mais de 900%. Emissoras de TV, que deram apoio à campanha aecista para presidente, ficaram com a maior fatia. Rede Globo em primeiro lugar, com R$ 290 milhões. Entre os jornais, foram gastos R$ 138 milhões, o maior beneficiado foi O Estado de Minas, que apoiou editorialmente o governo de Aécio e sua candidatura presidencial. O jornal teve um aumento de 1.428% nos valores recebidos dos cofres públicos de 2003 para cá.

Só foram divulgados gastos efetuados pela administração direta, sem incluir despesas feitas por empresas estatais, que também anunciam nas rádios de Aécio e família.

Em sua declaração de bens como presidenciável ao Tribunal Superior Eleitoral, o candidato derrotado e atual senador declarou possuir 88.000 cotas da Rádio Arco-Íris, com valor de R$ 700 mil. O tucano declarou possuir ações junto à empresa Diários Associados, que pertenceram a seu avô, Tancredo Neves.

Em 2011, Aécio Neves foi parado em uma blitz da Lei Seca dirigindo um Land Rover da Arco-Íris, o que motivou uma investigação pelo Ministério Público Eleitoral.Em seguida,  o MPE de Minas Gerais instaurou inquérito civil para investigar repasses feitos pelo governo do estado à Rádio Arco-Íris entre 2003 e 2010, época em que o tucano comandou o Executivo mineiro. Além de Aécio, também consta do inquérito civil no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG 0024.12.001113-5) o nome de sua irmã, Andrea Neves, ex-presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) e coordenadora do Núcleo Gestor de Comunicação Social do governo, responsável pelo controle do gasto com comunicação, inclusive a publicidade oficial, durante a gestão do irmão.

A propriedade da rádio por parte de Aécio e Andrea veio a público quando o senador teve a carteira de habilitação – vencida – apreendida e foi multado em R$ 1.149,24 após se recusar a fazer o teste do bafômetro, ao ser parado na blitz. O Land Rover fora comprado em novembro de 2010 em nome da emissora.

Na ocasião, o governador Anastasia confirmou que havia sido feitos repasses à rádio em 2010 (Aécio permaneceu no cargo até 31 de março de 2010). O caso levou a oposição na Assembleia Legislativa de Minas a tentar, sem sucesso, criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público do MPE anunciou que faria investigação para confirmar se foram repassadas verbas públicas à rádio também nos outros anos em que Aécio esteve à frente do governo e os critérios usados para a liberação dos recursos.

No período em que o atual senador comandou o Executivo mineiro, as despesas de órgãos da administração direta com “divulgação governamental” chegaram a R$ 489,6 milhões, segundo o Sistema Integrado de Administração Financeira de Minas Gerais (Siafi-MG), valor que ultrapassa R$ 815 milhões quando incluídos gastos de empresas, fundações e autarquias controladas pelo Executivo. Além da Rádio Arco-Íris, o MPE vai investigar se as empresas Editora Gazeta de São João Del Rey Ltda. e a Rádio São João Del ReY SA, que têm Andrea como sócia, receberam recursos do governo durante a gestão do irmão

Aécio se tornou sócio da Rádio Arco-Íris, que já era dirigida por sua irmã Andrea, em dezembro de 2010, dois meses depois de ser eleito para o Senado. O Land Rover é um dos 12 veículos identificados em nome da emissora, que está registrada com capital social de R$ 200 mil e faturou mais de R$ 5 milhões em 2010.

Caso abafado

O caso deflagrou uma briga interna no Ministério Público Estadual (MPE) de Minas. Depois de o então procurador-geral de Justiça do Estado, Alceu José Torres Marques, arquivar representação para verificar se a Arco-Íris recebia recursos do governo durante a gestão dele – e em que Andrea presidia o grupo técnico de comunicação da gestão estadual. A representação contra o senador do PSDB de Minas Gerais foi apresentada à Procuradoria-Geral da República em maio de 2011, por deputados da oposição.

O promotor João Medeiros, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, chegou a instaurar inquérito civil para apurar repasses publicitários do Executivo, mas Marques novamente arquivou a denúncia. O caso foi parar no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que”confirmou o engavetamento”.

Os Neves receberam a outorga do Ministério das Comunicações e a a concessão da emissora de rádio em 1987.

COREIA DO NORTE RESPONSABILIZA NOVAMENTE OBAMA POR APAGÃO NA INTERNET

2ucrako5xc7im5ikqqd8q1hy4É fácil de entender, difícil é aceitar. Os estúdios de cinema Sony Pictures produziu o filme tido como comédia Uma Entrevista de Loucos que apresenta dois jornalistas, recrutados pela CIA, com a missão de assassinar o líder da Coreia do Norte. O governo norte coreano não gostou.

Em seguida, os estúdios da Sony Pictures sofreram um apagão online o que levou o FBI a acusar o governo de Pyongyang de ser o responsável por um dos mais graves ataques informáticos no país. Logo foi a vez da Coreia do Norte, sofrer apagões em sua rede de internet. O governo norte coreano, por sua vez, acusou Washington de ser o autor dos apagões em sua rede de internet. De acordo com a agência estatal chinesa o terceiro apagão durou ao menos duas horas.

“Às 19h30, hora local de Pyongyang, a internet e rede móvel 3G da Coreia do Norte ficaram paralisadas. A situação só regressou à normalidade às 21h30”, divulgou a agência chinesa.

Não esquecer que a companhia chinesa Unicom, uma das mais fortes operadoras de comunicações da China, é a responsável pela ligação das quatro redes de comunicação norte coreana.

Entendendo que foi pessoalmente Obama quem instigou os cinemas a projetarem o filme tido por comédia, o governo coreano, através de seu porta-voz, divulgou mensagem acusando o presidente norte-americano.

“Obama é sempre imprudente nas palavras e nos atos, como um macaco numa floresta tropical.

Se os Estados Unidos continuarem arrogantes, déspotas e utilizar métodos de gangster, apesar dos repetidos avisos, deverão ter em mente que as suas ações políticas fracassadas vão levar a golpes mortais inevitáveis”, diz trecho da mensagem coreana.

Nesse imbróglio online, a empresa norte-americana especializada em segurança informática Dyn Research afirmou, através do Twitter, que a Coreia havia sofrido “uma interrupção da internet em todo país”.

Ainda há quem acredite ser o imbróglio internacional prática política adulta, necessária ao mundo.    

ATENÇÃO, PROFESSORES! DEPOIS DE TRÊS ANOS E MEIO O PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO FOI APROVADO

educacao2Os professore, principalmente, os da rede do ensino público tem um motivo para comemorar nesse finalzinho de 2014. Depois de muitas lutas, reivindicações, marchas e contra marchas, protestos e ameaças, o Plano Nacional de Educação (PNE) foi aprovado.

Foram precisos três anos e meio de discussão para que ele fosse aprovado. Um dos temas mais discutidos foi os 10% do Produto Interno Bruto (PIB) a serem aplicados na educação durante os dez anos do plano. Para os representantes da categoria a aprovação do foi uma conquista coletiva dos educadores.  

O PNE foi sancionado no mês de julho sem vetos. Ele define as metas da educação a serem cumpridas nos próximos dez anos. Agora, depois de aprovado ele será submetido a intenso debate para regulamentação de diversos pontos e cumprimentos das metas. Entre as metas estão, ampliação de matrículas, inclusão de pessoas com dificuldades físicas e cognitivas, melhoria na infraestrutura e valorização dos professores e trabalhadores em educação.

Para Heleno Araújo, coordenador do Fórum Nacional de Educação (FNE), os próximos anos serão de muita luta para a implementação das metas do PNE. Ele também falou da importância da realização da 2ª Conferência Nacional de Educação (Conae), que foi ocorreu no mês de novembro e reuniu mais 3,6 mil participantes.

“A primeira tarefa neste primeiro ano do PNE é fazer com que haja debate, discussão, elaboração coletiva, aprovação nas casas legislativas e sanções de prefeitos e governadores.

Precisamos construir os planos municipais e estaduais de Educação até junho de 2015. O primeiro semestre será de trabalho, de mobilização para estimular a criação de polos municipais de educação e que eles possam conduzir e elaborar planos municipais.

O caráter mobilizador da Conae é importante para colocar a educação em pauta, sair da esfera do discurso político para ações práticas. A Conae foi uma conferência que apontou caminhos para a execução e o acompanhamento do PNE, e o documento final atendeu as expectativas do que produzimos durante as etapas municipais e estaduais”, observou Heleno Araújo.

Não esquecer que a Conae também discutiu a regulamentação do Custo Aluno-Qualidade (CAQ) que agora se encontra no PNE. Para a Conae é necessário estruturar a colaboração financeira da União dos estados e municípios para a realização e permanência do CAQ.

Soberania alimentar: 5 passos para esfriar o planeta e alimentar sua população

Entre 44% e 57% de todas as emissões dos gases estufa provêm dos sistemas de alimentação globais. Entenda como isso funciona e as soluções para o problema.

La Via Campesina

Desflorestamento: 15-18%

Antes que as plantações comecem, os tratores fazem seu trabalho. Pelo mundo todo, a agricultura industrial está se lançando sobre as savanas, as áreas úmidas e as florestas, lavrando uma enorme quantidade de terrenos. A FAO diz que a expansão da fronteira agrícola é responsável por volta de 70-90% do desflorestamento global, e a metade disto para a produção de alguns poucos commodities voltados à exportação. A parte agrícola do desflorestamento contribui com 15-18% das emissões globais de Gases do Efeito Estufa

Agricultura: 11-15%

Se reconhece que a agricultura contribui com 11-15% de todos os gases estufa produzidos no mundo. A maior parte destas emissões resultam do uso de insumos industriais, como fertilizantes químicos e combustível para os tratores e maquinário agrícola, assim como o excesso de estrume gerado pela criação de gado.

Transporte: 5-6%

A cadeia produtiva da alimentação atua como uma agência de viagens global. Plantações para a alimentação de animais podem ser feitas na Argentina, para alimentarem frangos no Chile, que serão exportados para a China, onde serão processados e comidos em McDonalds dos EUA. Muita da nossa comida, produzida sob condições industriais em lugares distantes, viajam milhares de quilômetros antes de alcançarem nossos pratos. Nós podemos estimar que o transporte de comida está ligada a um quarto dos gases estufa produzidos pelo transporte mundial, ou 5-6% do total destas emissões.

Processamento e embalamento: 8-10%

O processamento é um passo altamente lucrativo da cadeia industrial do alimento. A transformação de alimentos em refeições prontas, salgadinhos e bebidas necessitam de uma enorme quantidade de energia, principalmente na forma de carbono. Assim como o embalamento e enlatamento desta comida.

Comercialização e refrigeração: 2-4%

A refrigeração é o sustentáculo das cadeias de supermercado e fast food. Onde quer que o sistema industrial de alimentos vá, a cadeia da refrigeração o acompanhará. Considerando que a refrigeração é responsável por 15% de todo consumo de eletricidade no mundo, e que o vazamento de químicos são uma grande fonte de gases estufa, podemos dizer com segurança que a refrigeração dos alimentos contribui para cerca de 1-2% de toda a emissão de gases estufa. O comércio varejista contribui para outros 1-2%.

Desperdício: 3-4%

O sistema industrial de alimentos descarta mais da metade de toda comida que ele produz, jogada fora na longa jornada entre as fazendas e os distribuidores, os processadores de alimentos e os varejistas e restaurantes. Boa parte do que é desperdiçado apodrece em montes de lixo e aterros sanitários, produzindo uma quantidade substantiva de gases estufa. Entre 3,5-4,5% das emissões globais destes gases vêm do lixo, e mais de 90% deles são produzidos por materiais originários do sistema de produção de comida.

Soberania alimentar: 5 passos para esfriar o planeta e alimentar sua população.

1- Tomar conta do solo.

A equação comida/clima está baseada na terra. A expansão da agricultura insustentável no século passado levou à destruição de cerca de 30-75% do material orgânico das terra aráveis, e 50% do material orgânico nas pastagens e pradarias. Esta perda massiva de matéria orgânica é responsável por entre 25% e 40% do atual excesso de CO2 na atmosfera terrestre. Mas a boa notícia é que este CO2 que mandamos à atmosfera pode ser devolvido ao solo apenas restaurando as práticas que pequenos agricultores desenvolveram por gerações. Se as políticas e incentivos corretos forem colocados em prática no mundo todo, a matéria orgânica do solo poderia ser restaurada a níveis pré-industriais dentro de 50 anos – que foi mais ou menos o tempo que a indústria levou para reduzi-la. Isto iria compensar entre 24% e 30% de todos os gases estufa atuais.

2- Agricultura natural, sem químicos.

O uso de químicos na agroindústria está sempre aumentando, enquanto os solos estão cada vez mais empobrecidos e as pestes estão se tornando imunes aos inseticidas e herbicidas. No entanto, pequenos agricultores pelo mundo ainda possuem o conhecimento e a diversidade de culturas e animais para plantar produtivamente sem o uso de químicos e diversificando os sistemas, integrando agricultura e criação de animais, incorporando tudo isso à vegetação nativa. Estas práticas aumentam a produtividade potencial da terra pois melhoram a fertilidade do solo e previnem a erosão. A cada ano mais matéria orgânica é produzida no solo, possibilitando a produção de mais e mais comida.

3- Acabar com a distância da comida e focar em alimentos frescos

A lógica corporativa que resulta nos envios de comida ao redor do mundo não faz nenhum sentido do ponto de vista ambiental ou de qualquer outra perspectiva importante. O comércio global de comida, da abertura de trechos de terras e florestas para a produção de commodities agrícolas até a comida congelada vendida nos supermercados: estes são os principais culpados do sistema na contribuição às emissões de gases estufa. Muitas das emissões do sistema poderiam ser eliminadas se a produção de comida fosse reorientada na direção dos mercados locais e dos alimentos frescos, e longe das carnes baratas e comidas processadas. Mas alcançar este patamar é provavelmente a luta mais dura, enquanto os governos e as corporações estão comprometidos com a expansão do comércio de alimentos.

4- Devolvam a terra aos agricultores e parem com as mega plantações.

Nos últimos 50 anos, 140 milhões de hectares – o tamanho de todas as terras de agricultura da Índia – foram tomados por quatro culturas que crescem predominantemente em grandes plantações: soja, dendê, canola e cana de açucar. A área global sob estes e outros commodities agrícolas – todos notáveis emissores de gases estufa – irá aumentar se as políticas públicas não mudarem. Hoje, pequenos agricultores estão espremidos em menos de um quarto das terras, mas produzem a maior parte da comida mundial – 80% de toda comida em países não-industrializados, segundo a FAO. Pequenos agricultores produzem estes alimentos de maneira muito mais eficiente do que as grandes plantações, e de uma maneira melhor para o planeta. Uma redistribuição mundial das terras aos pequenos agricultores, combinada com políticas que ajudem a reconstruir a fertilidade do solo e políticas que apoiem os mercados locais podem reduzir os gases estufa pela metade em poucas décadas.

5- Esqueça as soluções falsas e foque no que funciona

Há um crescente reconhecimento de que a comida é central nas mudanças climáticas. Os últimos relatórios do IPCC reconheceram que a comida e a agricultura são grandes contribuintes das emissões de gases estufa e que as mudanças climáticas impõem desafios gigantescos à nossa capacidade de alimentar uma população em crescimento. Ainda não houve nenhuma vontade política para desafiar o modelo dominante de distribuição e produção industrial de comida. Ao invés disso, os governos e corporações estão propondo inúmeras falsas soluções. Há uma proposta vazia do Climate Smart Agriculture, que é essencialmente apenas uma repaginação da Revolução Verde. Há tecnologias novas e arriscadas como culturas geneticamente modificadas, para resistirem a secas ou projetos de geoengenharia de larga escala. Há projetos de biocombustíveis, que estão levando à grilagem de terras no Sul. E há os mercados de carbono, que permitem que os piores agressores do meio ambiente não precisem cortar suas emissões apenas transformando florestas e a terra de camponeses e indígenas em áreas de conservação. Nenhuma destas “soluções” funcionarão, pois elas trabalham contra a única solução efetiva: uma mudança do sistema industrial globalizado de alimentos, governado pelas corporações, em direção de sistemas de alimentação locais que estejam nas mãos dos pequenos agricultores.

Tradução de Roberto Brilhante

CIENTISTAS POLÍTICOS ACREDITAM QUE A GOVERNABILIDADE DE DILMA ENCONTRA-SE GARANTIDA COM AS INDICAÇÕES DOS NOVOS MINISTROS

image_largeAté as pedras que não rolam, por isso criam limo, sabem que atualmente no Brasil para que um presidente consiga governar tem que ter, além do apoio da população, o apoio de alguns partidos políticos. Caso contrário o Congresso se apresenta, em muitos momentos, como entrave à governabilidade.

Daí que as pedras que não rolam saberem que se a população garante a segurança da governança no plano social, os partidos garantem a governança no plano político-parlamentar. Por essa razão, os governos procuram aliados nesses partidos. O governo popular inaugurado por Lula mostrou essa realidade. Agora, Dilma reafirma esse real governamental.

Tanto para sua eleição como para sua reeleição, a presidenta Dilma Vana Rousseff contou com as participações dos partidos aliados. O que significa na prática, consumação de acordo depois da vitória. Ou seja, nomeação de membros dos partidos aliados para cargos de ministros e outros escalões.

Nessa semana, Dilma indicou mais representantes dos partidos que lhe apoiaram para os cargos de ministros. Houve quem ficasse decepcionado com algumas indicações como é o caso da indicação da senadora presidenta da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Kátia Abreu, para o Ministério da Agricultura. Uma violência para quem como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST) entende a indicação como uma afronta aos direitos dos trabalhadores agrícolas e as propostas da reforma agrária.

Diante dessas novas indicações alguns cientistas políticos concederam algumas opiniões sobre o tema à Agência Brasil, que nós transcrevemos. As opiniões são dos cientistas políticos Ricardo Ismael, João Feres Junior e da cientista política Luciana Veiga.

“Foi uma tentativa de atender o mercado financeiro, sinalizando mudanças na política econômica. Com os 13 novos nomes anunciados, a preocupação foi na mesma linha, contemplando a base aliada, sobretudo o PMDB que ficou com seis pastas”, observou Ricardo Ismael da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/Rio).

“O presidente da República tem uma autonomia limitada. Várias das políticas públicas do Executivo têm de ser aprovadas na forma de lei. Para uma lei ser aprovada, precisa passar pelo Parlamento. Então, a presidenta tem de ter aliados lá.

No sistema Presidencialista, o conteúdo do governo tem que ser negociado constantemente com o Legislativo. A presidenta não escolhe notáveis em cada área e os coloca nos ministérios. O gabinete ministerial reflete o acordo com a base parlamentar. Uma articulação com a maioria do Parlamento.

Os movimentos sociais têm de cobrar a dívida, enquanto o papel da presidenta é governar”, afirmou o professor de pós-graduação do Instituto de Pesquisa de Estudos Sociais e Políticas (Ipesp), João Feres Júnior.

“Não podemos pensar em desvirtuamento do voto. Pressupõe-se que os eleitores sabiam que era uma coligação sustentada pelos votos do Parlamento, que, na Câmara, ficaram divididos entre PT e PMDB.

Há os eleitores de esquerda, que na reta final, viabilizaram a eleição. Mas eles não são a maioria entre os eleitores de Dilma. Pensando fria e estrategicamente em termos eleitorais, são eles os últimos a deixar de votar no PT em uma eventual disputa contra o PSDB.

Vão-se os anéis, mas ficam os dedos. Tem de negociar. Se ela fizer birra agora, cai na armadilha de negociar votação por votação. Sabemos como isso fica caro”, analisou a professora de Ciência Politica da Universidade Federal do Paraná, Luciana Veiga.  

O PRÊMIO MÁRIO LAGO CONCEDIDO AO BONNER “FOI PARA ABAFAR AS CRÍTICAS QUE A PARTIDARIZAÇÃO DO JN E SEU APRESENTADOR VÊM RECEBENDO”, DISSE GRAÇA LAGO

Leia o texto-protesto que a engajada jornalista Graça Lago, filho do engajado jornalista, ator, escritor e membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB), Mário Lago, fez pela entrega do prêmio com o nome de seu pai, ao reacionário e subserviente da TV Globo, Bonner Simpson, apresentador e editor do Jornal Nacional da emissora que defendeu e sustentou a ditadura civil-militar que tomou conta do Brasil entre os anos de 1964 e 1985.

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por Graça Lago, no Facebook, dica de Urariano Mota

Explicando definitivamente – tenho 63 anos, 50 de militância política e 46 de jornalismo. O prêmio com o nome de papai foi instituído em 2002, ano em que morreu, e parecia uma homenagem bacana à memória dele. Nada grandioso, nem um pouco espetacular, apenas um prêmio corriqueiro de uma emissora de TV (onde ele trabalhou muitos anos) e destinado a homenagear artistas, principalmente atores.

Nada especial, mas que poderia manter a sua lembrança viva. Bacana. Nunca nos consultaram sobre isso, mas confesso que fiquei profundamente emocionada quando, passados sete meses da morte de papai, foi anunciado o prêmio, com um belo clipping sobre a trajetória dele e dedicado à grande atriz e pessoa de Laura Cardoso.

Durante todos esses anos, o prêmio se manteve em um patamar honesto, com homenagens a diferentes artistas. Ainda que não concordasse com um ou outro, nenhum ofendia a memória de papai; nem na escolha e nem na cerimônia, é importantíssimo registrar.

Mas, desta vez, foi tudo diferente, foi tudo armado e instrumentalizado (como quer o bonner) para fazer da premiação um ato político, de defesa das orientações facciosas da globo e de seu principal (embora decadente) telejornal. Foi uma pretensa maneira de usar o prêmio para abafar as críticas que a partidarização do JN e de seu editor/apresentador vêm recebendo.

Em tudo o prêmio fugiu aos seus propósitos originais. A começar, o Bonner não é um artista, a não ser na arte de manipular e omitir os fatos. O evento virou um circo de elogios instrumentalizados. Enaltecer a “imparcialidade” com que ele e sua parceira conduziram as entrevistas com os presidenciáveis é esquecer que ele não deu espaço para uma só resposta de Dilma Rousseff; é esquecer que ele e sua parceira ocuparam mais da metade do tempo estipulado para a entrevista com a presidenta. É esquecer que esse tratamento não foi dedicado a qualquer outro entrevistado. É esquecer que, mesmo no auge das denúncias sobre os escândalos dos aeroportos de Cláudio e Montezuma, o sr. Aécio não foi pressionado nem um terço do que foi Dilma Rousseff para explicar os flagrantes delitos dos empreendimentos. É esquecer que, mesmo frente às denúncias da ilegalidade do jato de Eduardo Campos, a sra. Marina não teve qualquer questionamento contundente (e viajava, sim, no jato). Isso para não falar de mil e outros atos de atentado à informação praticados no JN, como bem foi demonstrado pelo laboratório da UERJ.

E não parou aí. Ouvir o bonner criticar as redes sociais revirou o meu estômago. Ouvir o bonner chamar os que o criticam, e à Globo, de robôs instrumentalizados é inqualificável. É um atentado à democracia.

Tudo demonstra que o prêmio, criado talvez até por força de uma admiração por meu pai, foi usado este ano politicamente, para proteger com a respeitabilidade e memória de Mário Lago o que não tem respeito, nem nunca terá.

Se a intenção foi política, politicamente me manifestei.

Não poderia ouvir calada todas essas imensas ofensas à memória de meu pai. Mário Lago era um homem político, e assim se manifestava e comportava cotidianamente. Não aceitaria, jamais, ser manipulado por excrecências como essa. Vi meu pai recusar propagandas bem remuneradas por discordar politicamente delas. Sempre trabalhou e ganhou o seu salário com a maior decência.

Por sua postura, mereceu a admiração e o respeito até de homens como Roberto Marinho. No final dos anos 60, o Exército informou à Globo que queria papai como apresentador das Olimpíadas do Exército.

Seria uma maneira de humilhá-lo, de jogar no lixo a sua biografia. Roberto Marinho recusou o pedido, justificando da seguinte forma: “se o Mário recusar, terei que demiti-lo; se o Mário aceitar, perderei o respeito por ele”. Meio século depois, a Globo tentou jogar no lixo a biografia do meu pai. A isso digo não e me manifesto publicamente sobre a imensa farsa montada nesta premiação ao jornalismo mais instrumentalizado e faccioso deste país.

 

NELSON NOEL, 13 VEZES NATAL REFRESCANDO COM PICOLÉS E SORVETES CRIANÇAS DOS BAIRROS DE MANAUS

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No início era Papai Noelson, mas o verbo se fez necessidade então, para se autentificar, se fez Nelson Noel. Na intensidade de Papai Noelson e, agora, Nelson Noel, se movimentam 13 anos junto com as crianças no Natal. É a festa refrescante com picolés e sorvetes distribuídos para as crianças no encantamento da alegria no calor de Manaus.altAlc6eCPcJYrkBGzWTvZ6tYUv5WDjR4MgOd-gd2ztezwJ

altAg1GXqZC1BeiJLckM-vsYwApmVmWiJypTN0VzsuVAtnQ altAg1PfmyARTpgp1z7tnoNjb7FDkCx5kU8L3-ZFcR4TrZY altAg6ITwQdkG_Pu3uK_3YzE0n2BfBS7nDBF8Mp8arwg7ck altAg6rzHfTZk7DvzH0laNYzthMdUfMsxB9wNVSlfOTK85n altAhXBMwd1sMfeiPAVRujkK7wWDZl9pODRS3FsEov2EVHu altAiYivLwsESLJsNBKLdrD7b7WlgkZhQ-hyqQzkw4FbFo- altAj9FgRzvXb6taEgc5rthOkfgMrAUuzMa42-KH9yE9AIy altAk-AY9nCnofP6cUGq3SXVjRyaKnd6BIp9t1cslSopb3QA não-cidade de Manaus carrega um triste passado quando se trata de entretenimento público. Todos os prefeitos nada ofereceram de festividade pública para as crianças no Natal. E agora, o presente de Manaus, contínua triste nessa gestão pouco pública do prefeito Arthur Neto do PSDB, partido da burguesia-ignara. Daí a necessidade e a importância da atuação do Nelson Noel nesse período. Não é pela falta de administração pública, que as crianças dos bairros desassistidos de Manaus vão ficar sem uma alegria.

altAlTXCA7l1NDQRl2QbpId2Zidl6rMwqWkA1zFnJ0dVmSV altAlxJhDB-4BNYqFc-FZQ47efwQZq_0EyGxYo9A8rsToMr altAmqHT6PkpUQkz8G3mludr_bLsXhRc-Hver2YhzIXImoA altAndZ8TlI3x0mbSXnjxc-M9HbZhv-8kABSB0ZqBCtqUDU altAnQ3aaHPrWMyecbP2GoU5UJBgwf0YIEfqdZwJQ62BzkD altAo_goI24uQ5OeBp_MTGXSxXUsAdso8gQvB0lOIY8LQZG altAoDPCeWsq8Bri6YjXuKwYBq9TeYqkrfu6VrEp4z8PlUoO pós-cinquentão Nelson Noel, apesar das dificuldades que vem tendo financeiramente para realizar essa festa lúdica, não esmorece. Quando inicia o segundo semestre ele já começa a imaginar como vai ser a festa das crianças. Conforme o tempo vai passando e vai se aproximando dezembro, a imaginação começa a se materializar.

altAoGoa_iedtoEGFIlfvcnMksmbPENuQ8X6ooG8Z9EWK_P altAohBSi5ZMtkyRB8Ecig0heS_3IYaqRNElqx1GtOnYrFl altAoOoDkZS7KgykB6JH_yV36sW_uQVDB_HUO7E7Qg9lPZ2 altAp85IH32IQDIq-DjjjyETJWKLOvskK28KOBvpq4gupu2 altApEJoX5GXWpJ7Wa-Rfm_IU5RNw6q69vkXhgnYTHvnKTL altApFYU3EQ3khORVUOmKLSBFnoZ_qqxZy3NZetujkY4f91 altApGlsIpC2JjIDRVltd-1hkWmPMYOgR-ipAhX9K1xmDGn altAq0qOWygFVQ6y0y13tIkaKtgr2oZwm-YCOin4VxUq8ueEntão, chegou o Natal! E lá vai Nelson Noel com seus milhares de picolés e sorvetes para os bairros desassistidos pelo poder público. Nelson Noel acorda bem cedo e, junto com amigos colaboradores, inicia o ritual preparativo para a caminhada. Com sua barba branca de salão de beleza, visto ainda manter a barba preta e que deixou crescer durante todo o ano, se traveste de bom velhinho, como dizem alguns, e cai na estrada.

Ao contrário do alcunhado bom velhinho, que só se materializa nas famílias com dinheiro, Nelson Noel, democratiza o Natal com crianças de famílias desassistidas e só assistidas pelo Bolsa Família. Poderia até se afirmar que o Natal que Nelson Noel proporciona às crianças é o Bolsa Família picolé e sorvete do Natal. Bem que ele gostaria (gosta) que todo dia pudesse distribuir os refrescantes sabores nessa Manaus onde as crianças são cada vez mais empurradas para o isolamento. Mas, ele não é financeiramente um empresário com essas condições.

Não importa, ele vai à luta, como dizem os engajados socialmente que não se restringem a privacidade familiar que só persegue seu pirão primeiro. Então, nesse Natal, Nelson Noel, mandou ver. Quase 40 mil refrescantes distribuídos em vários bairros. Uma festa colorida de crianças e picolés e sorvetes. Crianças com panela, saco, copo, balde, bacia, entre outros objetos, para ganhar suas partes.

Vejam as fotos e confirmem a festividade. Vejam como se encadeou essa festa das crianças que quase sempre não têm dinheiro para comprar o mais simples picolé. Entretanto, essas crianças têm uma diferença abismal em relação às crianças cujos pais têm condições financeiras para comprar sorvete e picolé. Essas crianças saboreiam os refrescantes com os sentidos experimentadores. Saboreiam de forma inusitada, como se fosse pela primeira vez. Uma primeira vez que produz um afeto alegre inesquecível. E ainda mais porque é uma experiência coletiva. Uma experiência entre outras crianças, onde ninguém se encontra em uma posição superior à outra. São intensidades alegres.

altArKZgPEW-zvR3WHKm25e6F4gS5IVvmWfegrFjJgYPfYJ altArOlTInWjY02GwMuc4jZ46nN3BVii0PhJSO1m1ccxHOE altAsd3p7z9PU1n42L7wRBfwjqomLr_MfRMNsRpi2LA_7pD altAspFJyelmeh9xy6EV4CIbHQG_5kVFuMH7NQNtPGI3Fgd altAt5hW979_Eua4YrwlyIBvDcNk-y0uwna5bFoWzJozBFy altAtKKSBQJAKPdbhxagtXDfPlzLvClpdxSHlT7hDi_Q03e altAtLY8cdCmkx887BpxY9aiZtL-h6ohAkXeFCJSeOnm8BV altAtQOYiFfLKwrl_tArcaA5h5-RIKd4rtb8F32DzqoA5x_ altAvEmeJdwEpbMZ-_f8t1Gt4ukJBs9VLMpHobJETEKZemr altAvgsAzwESLqRXinlUaaBRJt-NAsxlw1X_GQF45aa94rNÉ provável que seja essa a fundamentação da atuação política de Nelson Noel como pedagogia-social. Possibilitar a experiência coletiva das crianças. Um ato que elimina a desigualdade unindo as crianças no afetivo e biológico. 

Valeu, Nelson Noel! Valeu, vale e valerá como forma democrática de produzir afetos alegres como expressão de autoestima das crianças! 

ENQUANTO AS DIREITAS TRAMAM PARA PRIVATIZAR A PETROBRÁS A ESTATAL BATE RECORDE DE PRODUÇÃO DE PETRÓLEO E GÁS

plataforma_arquivoAté as pedras que não rolam sabem que desde que Lula surgiu como um devir-político-real, lá pelas bandas do fim da década de 70 e se atualizou, como virtual, e se realizou, como possível, na década de 80, as direitas aumentaram suas insônias, já que é sabido, também pelas pedras que não rolam que elas não dormem presas que se encontram arroladas pelo fantasma-paranoico do lucro máximo.

De lá para cá as insônias aumentaram excitando os seus estados de alucinação e delírio. Tudo fizeram para que Lula jamais fosse eleito, porque sabiam, como burgueses, que um operário é diferente de um burguês. Um operário tem a consciência construída através dos corpos matérias, experimentado por ele na sua práxis objetiva. O burguês tem a consciência elaborada abstratamente pela força da ideia e não pela matéria. Enquanto para o operário o conceito de homem é concreto, para o burguês é uma abstração.

Quem quer exemplo? Ok! Fernando Henrique. Ele não tem o mundo como uma produção matéria-social, mas idealizado. Por isso, foi uma agressão como administração pública que pede o entendimento concreto do social. Então as direitas, muito bem unificadas, tentaram impedir Lula contra Collor. Conseguiram. Depois contra o príncipe sem trono. Conseguiram. Depois, como é sabido até pelas pedras que não rolam, não conseguiram mais. Lula iniciou o governo popular concedendo ao Estado seu papel que as direitas lograram, e tudo começou a mudar no Brasil.

Hoje, as diretas já confundem suas insônias com o real. Não distinguem o movimento real da fantasia. E como fantasma adora fantasia, elas fantasmatizam seus interesses em tramas das mais escabrosas e ao mesmo tempo cômicas. Com Dilma imaginaram (imaginação de total dissipação do real) que seria mais fácil. Basta acionar o seu dispositivo misógino e condensar com outros corpos psicopatológicos persecutórios que conseguiriam seus intentos. Não deu. Chabu-ambicioso total.

Como não deu elas acreditaram que não custava nada continuar alucinando e delirando. Tomaram o caso da Petrobrás para embalá-las. Nada. Pediram a queda da proba presidenta da estatal, Graça Fortes, não conseguiram e Dilma ainda afirmou total solidariedade a eficiente trabalhadora. Engataram uma trama de descaracterização da Petrobrás para privatizá-la e oferecê-la a preço irrisório ao capital estrangeiro, como queria Fernando Henrique, não deu.

Agora, é divulgado que a Petrobrás, com todos os bombardeios alucinantes e delirantes, conseguiu bater seu recorde de produção diária de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) com a quantidade de 2,29 milhões de barris. O recorde anterior foi de 2,26 milhões de barris produzido em dezembro de 2010.

Essa produção recorde está diretamente ligada à administração da estatal impulsionada pelo governo Dilma. Demonstração. De 2013 a 2014 foram instaladas nove plataformas, nas bacias de Santos e Campos. Plataformas antigas passaram a ter eficiências na Bacia de Campos, e melhorias operacionais como as do Norte e Nordeste.

E mais, agora, em dezembro, a Petrobrás bateu recorde de produção de petróleo da camada do pré-sal através de 34 poços de produção. Desses 16, com 61% de volume produzido, na Bacia de Santos, e 18, com volume produzido de 39%, na Bacia de Campos.

O que nos leva a um entendimento cognitivo, moral, geométrico e esquizoanalítico sobre as direitas. A Petrobrás vai continuar deixando as direitas tortas de inveja e ódio.

MOVIMENTO TODOS PELA EDUCAÇÃO AFIRMA QUE 90% DOS ALUNOS QUE TERMINAM O ENSINO MÉDIO NÃO SABEM ADEQUADAMENTE MATEMÁTICA

estudantesO Movimento Todos pela Educação, seguindo dados do Ministério da Educação, divulgou que em 2013, 90% dos alunos que concluem o ensino médio não têm conhecimento adequado de matemática. Um índice menor que o de 2011 quando 10,3% tiveram uma aprendizagem adequada às exigências do meio.

Para Priscila Cruz, diretora executiva do movimento, o índice é “um grito de socorro”. Para ela o resultado mostra que os estudantes não estão aprendendo nem mesmo o básico quanto mais o adequado ao domínio da disciplina.

“É o terceiro ano consecutivo em que cai o aprendizado em matemática e agora caiu também em português. É um grito de socorro. O ensino médio está piorando no Brasil.

Em matemática são 90% não aprendendo esse básico. Pode ser exagero, mas de certa forma não é. Estamos negando um futuro digno para eles, que não conseguem ter acesso ao básico da matemática, não conseguem avaliar um contrato de aluguel ou projetar o que pagam de juros em uma prestação. É o básico para viver a vida”, disse Priscila Cruz.

Para o movimento Todos Pela Educação, as metas para educação até o ano de 2022, que corresponde o aniversário da independência, é que seja garantida a toda criança e jovem o direito à educação de qualidade.

É o que todos que têm a educação como o corpo fundante da democracia qualifica como princípio da liberdade humana. Mas, esse princípio passa pela dimensão política dos governadores, prefeitos, professores e a comunidade. Nenhum estado de coisa muda sem a poiesis e a práxis comunalidade.

DILMA AFIRMA QUE ANTES DE ANUNCIAR NOVOS MINISTROS VAI CONSULTAR O MINISTÉRIO PÚBLICO E QUE MEDIDAS DRÁSTICAS NÃO ATINGIRÃO POLÍTICAS SOCIAIS

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A presidenta Dilma Vana Rousseff, afirmou que antes de anunciar os nomes dos novos ministros que vão compor seu segundo governo, vai consultar o Ministério Público (MP). Ela espera saber dos nomes incluídos nas delações premiadas na Operação Lava Jato, feitas pelo bandido profissional, o doleiro, Alberto Youssef e o corrupto, Paulo Roberto Costa, funcionário de carreira da Petrobrás que começou sua carreira de privilégios nos governo Fernando Henrique.

Dilma afirmou, ainda, que só vai escolher os personagens que vão ocupar os cargos de segundo escalão como diretorias de bancos, estâncias consultivas, como o Conselho de Administração da Petrobrás, depois que nomear os novos ministros no dia 29. Ela também afirmou que vai manter a presidenta da Petrobrás Graça Foster e que para ela não existe qualquer prova contra sua lisura de profissional.

“Eu consultarei o Ministério Público mais uma vez. Para qualquer pessoa que for indicar, eu consultarei.

Eu só quero que me diga sim ou não. Não quero saber o que eles não podem me dizer.

Até por consideração com o novo ministro. Sem ter nomeado o ministro de Minas e Energia, como eu indico um conselho que é subordinado a ele?

Tem que ter prova sobre qualquer conduta da presidente. Eu conheço Graça Foster, sei de sua seriedade e lisura. É importante saber qual é a prova. Não vejo nenhum indício de irregularidade na diretoria da Petrobrás.

Eu não vou demonizar indicações políticas. É de um simplismo grotesco. O problema do Brasil não é se são políticos ou técnicos. Ninguém está acima do bem e do mal”, afirmou Dilma.

Dilma também afirmou que seu governo vai anunciar medidas drásticas, mas que elas não atingirão os programas sociais.

“O governo vai tomar medidas drásticas, isso não significa atingir os programas sociais. Teremos que ter controle maior sobre outros gastos e fazer algumas reformas.

É possível balancear, reduzindo a zero o subsídio, mantendo apenas os de áreas melhores.

A inflação não saiu do controle. O Brasil continua com grandes reservas e estamos tomando providências para melhorar nossa produtividade.

Não acho que os Brics vão ter grande problema. O problema dos Brics não é financeiro. Não há nenhum na beira da catástrofe. Todos têm reservas, são todos países que de uma forma ou de outra estão em uma situação estável”, disse Dilma.

A PAZ INTERNA DE OBAMA ENTRE NEGROS ASSASSINADOS POR POLICIAIS E POLICIAIS JUSTIÇADOS

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Não é preciso uma exposição histórica minuciosa, nesse momento, sobre a condição dos negros escravizados nos Estados Unidos pelos ingleses e posteriormente pelos próprios norte-americanos latifundiários capitalistas. Não é preciso porque o mundo já conhece esse processo de anulação do outro imposto pela ambição dos capitalistas brancos sobre os negros usados como mão de obra escrava. No Brasil é do conhecimento da sociedade, porque o mesmo fato cruel escravocrata ocorreu. Com diferenças de ordens culturais que deslocam seu nascedouro para partes distintas da Europa. No Brasil, Portugal, e nos Estados Unidos, Inglaterra.

Os chamados processos de abolição da escravatura foram impulsionados por razões meramente econômicas e tecnológicas. A passagem de uma forma de capitalismo agrário para o capitalismo industrial. Que resultou em abolição sem independência real dos negros. Uma abolição que só acirrou os corpos morais discriminatórios dos brancos. O que significar dizer, que no caso dos Estados Unidos, a opulência econômica não tocu na cultura racial estabelecida na sociedade. Os negros continuaram discriminados apesar das lutas pela liberdade e pelos direitos comandadas por personagens como Martim Luther King.

Hoje, em vários estados norte-americanos o racismo se mantém e forma clara mente nazifascista. E até mesmo nas instituições públicas. Lá, como no Brasil, os negros são vistos por uma grande parte da sociedade como perigosos inimigos dos brancos. Essa realidade constatada pela psicologia social mostra que alguns policiais brancos – às vezes também negros -, odeiam os negros e em suas abordagens escolhem os negros como o suspeito comum.

Foi nesse quadro, que a política interna de Obama não conseguiu mudar, apesar de ser um presidente negro, que dois jovens negros, Eric Garner e Michael Brown, foram assassinados por policiais nos em Ferguson e Staten Island nos últimos meses. Os dois assassinatos causaram um forte movimento de protestos sobre a questão racial em várias partes do país. Movimento que contou com as participações de negros e brancos. Mas apesar dos protestos nada mudou. Os policiais saíram do caso de forma incólume.

Foi então que no dia 20, no bairro do Brooklin, o jovem negro de 28 anos, Ismaaiyl Brinsley, assassinou dois policias que se encontravam no carro de patrulha e em seguida se suicidou em uma estação do metrô. O jovem antes havia postado nas redes sociais comentários contra a polícia citando o caso dos dois jovens negros assassinados pela polícia.

Como não poderia ser diferente, Obama, divulgou nota de pesar pelas mortes dos dois policiais.

“Condeno incondicionalmente as mortes dos dois policiais em Nova York. Dois homens corajosos não voltarão para casa essa noite para encontrar seus entes queridos. Para isso, não há justificativa.

Hoje, peço as pessoas que rejeitem a violência e as palavras que ferem, preferindo as palavras que curam”, disse Obama.

Cuba ainda tem algo a dizer ao Brasil

Cuba só não virou pó graças ao planejamento, à organização social e à consciência política: a ilha ainda fala aos nossos dias e à realidade que nos constrange.

por: Saul Leblon

Quem nunca entendeu porque Cuba ainda suscita tanta paixão e debate na política do século XXI está vivendo um novo espasmo de perplexidade.

O reatamento das relações diplomáticas entre Havana e Washington, anunciado na semana passada, dia 17/12, em pronunciamento casado de Obama, nos EUA, e Raúl Castro, em Cuba, tornou-se um dos assuntos mais importantes da agenda internacional, rivalizando com o derretimento do rublo e o mergulho nas cotações do petróleo.

Por que Cuba ainda magnetiza, a ponto de ostentar uma estatura geopolítica dezenas de vezes superior ao seu tamanho demográfico e territorial?

Digamos que não é comum que um país tenha seu nome imediatamente associado, em qualquer lugar do mundo, a sinônimo de audácia, soberania e justiça social.

Tampouco é trivial uma nação ser confundida com a legenda da bravura e da resistência por mais de meio século.

Todas essas exceções viram regra quando quatro letras se juntam para formar a palavra Cuba.

A pequena ilha do Caribe, na verdade um arquipélago de 4.195 restingas, ilhotas e ilhas,  soma um território de apenas 110 861 km² (pouco maior que Santa Catarina).

Os cubanos formam um povo de 11,2 milhões de pessoas.

Cuba, porém, está a léguas de ser uma simples ocorrência ensolarada no cardume das pequenas nações.

As quatro letras de seu nome condensam um dicionário de experiências, de esperanças, de vitórias, de tropeços, de lições e de problemas no caminho da construção de uma sociedade mais justa e convergente.

Talvez a mais longeva e atribulada experiência no gênero trazida do século XX para o XXI.

Isso faz dela uma ponte de múltiplas conexões que singularizam e agigantam a sua presença em um tempo em que a utopia socialista perdeu o seu horizonte de transição. Mas ao mesmo tempo, em que a razão de ser dessa travessia avulta torridamente atual.

Os picos de desigualdade no capitalismo, e tudo o que isso denuncia em relação às formas de viver e de produzir em nosso tempo, são uma evidência dessa teimosa pertinência.

Tome-se o caso dos EUA, para deliberadamente radiografar o cenário mais favorável da opulência capitalista.

Nunca a desigualdade foi tão aguda. Jamais a probabilidade de que ela solape as bases da sociedade foi tão presente.

Não é Fidel Castro quem o diz.

A advertência partiu da contida presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, Janet Yellen.

Os abismos sociais no núcleo central do capitalismo atingiram o ponto em que, segundo a discreta Yellen, os americanos deveriam se perguntar se isso é compatível com os valores dos Estados Unidos.

E uma conferência recente, em Boston, a presidente do Fed disse que os níveis de desigualdade nos EUA são os mais altos em um século. “A desigualdade de renda e riqueza estão nos maiores patamares dos últimos cem anos, muito acima da média desse período e provavelmente maior que os níveis de boa parte da história americana antes disso”, afirmou.

Cuba não poderia ser tomada como um contraponto histórico a esse espiral.

A ilha jamais concluiu a transição para onde decidiu caminhar em 1960.

Tangido pela truculência imperial norte-americana, Fidel Castro proclamou, então, a natureza socialista e marxista do governo.

Um ano antes havia derrubado a ditadura de Fulgêncio Batista e iniciara uma reforma agrária que intensificou a guerra da elite local e estrangeira contra o novo regime.

Cuba nunca se propôs a ser um modelo.

Desde o início foi uma aposta.

De olhos voltados para o relógio da história.

Quem já não ouviu a velha glosa segundo a qual ‘se não existe socialismo em um só país, quanto mais em uma só ilha’?

Nem os irmãos Castro, nem Che, nem nenhum dos pioneiros que desceram de Sierra Maestra para tomar o poder no réveillon de 1959 imaginavam desmentir esse interdito estrutural.

A aposta alternativa, porém, tampouco se consumou.

Um punhado de golpes de Estado sangrentos e preventivos, que tiraram a vida de milhares de pessoas e seviciaram um contingente ainda maior em toda a América Latina, fizeram dos anos 60 e 70 um cinturão profilático em torno da grande esperança cubana.

Todas as artérias que poderiam misturar seu frágil metabolismo ao corpo vigoroso de uma integração regional progressista foram cirurgicamente seccionadas.

A ação conjunta das elites, da mídia e dos exércitos latino-americanos, orientados e auxiliados pela mão longa do Departamento de Estado e da CIA, foi como se sabe implacável.

Durante meio século o cerco asfixiante –que teve no embargo econômico iniciado em 1962 a sua fivela mais arrochada– não cedeu.

A obsessão conservadora contra a aposta cubana, símbolo de múltiplas transgressões em relação aos valores e interesses das plutocracias regionais, ficou comprovada mais uma vez nas eleições presidenciais brasileiras de 2014 .

Em um dos debates mais virulentos da campanha, o candidato conservador Aécio Neves trouxe a ilha para o palanque.

O tucano acusou o governo da candidata à reeleição, Dilma Rousseff, de cometer duas heresias do ponto de vista do cerco histórico à audácia caribenha.

A primeira, o financiamento de US$ 802 milhões para a construção de um porto estratégico de um milhão de conteiners na costa cubana de Mariel, a 200 quilômetros da Flórida. A obra, capaz de transformar Cuba em uma intersecção relevante do comércio entre as Américas, foi denunciada por Aécio como evidência de cumplicidade com o castrismo.

Mariel se somou a uma ampla parceria na área da saúde, igualmente bombardeada. Através dela, mais de 11 mil médicos cubanos ingressaram no país, onde asseguram assistência a 50 milhões de pessoas. O programa Mais Médicos levou doutores cubanos a lugares onde profissionais brasileiros não querem trabalhar.

O simbolismo inaceitável pelas elites recebeu o devido tratamento das falanges de jaleco branco e dos guardas-de-turno do cerco a Havana.

O reatamento das relações diplomáticas da semana passada trincou as patas desse discurso.

A calculadora política do conservadorismo operava –e agia–  ancorada na certeza ideológica de que a ‘ilha’ era apenas uma ditadura enferrujada, falida, desmoralizada e fadada à reconversão capitalista.

Jamais uma fonte de lições ao regime de mercado.

Cambaleante, servia à demonização de qualquer traço de planejamento econômico que viesse afrontar a proficiência da autorregulação dos capitais.

Morta, jogaria a pá de cal nos resquícios estatistas e socializantes teimosamente colados à tradição da esquerda  latino-americana.

O vaticínio sincronizava o tempo de vida do regime ao do metabolismo de Fidel Castro –cujo epílogo antecipado foi tentado inúmeras vezes pela CIA e fracassou.

Paciência. O câncer, era esse o diagnóstico da grande Miami instalada na alma das elites locais, faria a implosão do regime diante da qual os agentes e os mercenários tropeçaram, desde a desastrosa tentativa de invasão da baía dos Porcos, em abril de 1961.

O reatamento diplomático entre Havana e Washington adiciona ar fresco à impressionante resistência daquilo que se imaginava mais frágil do que tem se mostrado.

Faz mais que isso.

Agrega um inesperado ruído à transição de ciclo econômico em marcha na América Latina.

Marcada por dificuldades cambiais e de crescimento, que parecem devolver o mando de jogo às receitas de arrocho e de rendição incondicional aos ditames dos mercados, vê-se agora diante de uma incógnita: Cuba ainda teria algo a dizer ao futuro regional?

Em edição recente, de agosto deste ano, a revista New Left Review arrolou dados interessantes sobre a resiliência da frágil sociedade cubana diante da dupla adversidade imposta pelo embargo americano e o fim do apoio russo, após o esfarelamento do bloco comunista.

É inescapável a atualidade da lição embutida nessa travessia.

Por maior que tenha sido a rigidez política de que se acusa o regime –e até por  conta da explosividade que esse fator unilateral acarretaria–  Cuba só não virou pó graças ao planejamento público, à organização social e à consciência política de amplas camadas de sua gente.

Não se trata de mitificar um case de custo humano e social elevadíssimo. Mas de enxergar na experiência extrema da vulnerabilidade, o alcance  mitigador da variável política, reconhecida agora no reatamento diplomático norte-americano.

Nesse sentido, o retrospecto da épica caminhada do povo de Cuba fala aos nossos dias e à realidade que nos constrange.

 Ao contrário da presunção que vê no degelo diplomático o atalho da conversão capitalista tantas vezes frustrada, a resistência pregressa enseja outras esperanças.

Livre da asfixia econômica, o discernimento político e social acumulado pela sociedade cubana figura talvez como o mais experimentado laboratório de ponta da história para resgatar o elo perdido do debate latino-americano  sobre a transição para um modelo de desenvolvimento mais justo, regionalmente  integrado, cooperativo, democraticamente participativo e sustentável.

Se Cuba desmentir a derrocada de seus valores, dará inestimável contribuição para fixar o chão firme capaz de desenferrujar essa alavanca histórica.

Não é pouco. E pode ser muito do ponto de vista do imaginário e da agenda regional, assediados no momento pelo coro diuturno da restauração neoliberal.

A épica sobrevivência da pequena ilha, cuja morte anunciada era um poderoso trunfo conservador, confere a dose de otimismo para brindar o ano de 2015 como um horizonte em aberto na história cubana, latino-americana e brasileira.

Abaixo, alguns tópicos do retrospecto criterioso feito pela New Left Review, sobre o momento mais crítico dessa caminhada e das lições atuais que ela consagrou:

1. (ao perder o apoio russo nos anos 90) e diante da ‘teimosa recusa’ em embarcar em um processo  de liberalização e privatização, a “hora final” de Fidel Castro parecia, finalmente, ter chegado;

2.Cuba enfrentou o pior choque exógeno de qualquer um dos membros do bloco soviético, agravado pelo saldo do longo  embargo comercial norte-americano;

3.A dramática recessão iniciada em 1990 exigiria uma década  para restaurar a renda real per capita anterior à derrocada do mundo comunista;

4. Sugestivamente, porém, Cuba saiu-se melhor em termos de resultados sociais, comparada às economias do bloco comunistas atingidas pela mesma borrasca, mas ancoradas em uma base econômica menos vulnerável;

5. A taxa de mortalidade infantil em Cuba, em 1990, foi de 11 por mil, já muito melhor do que a média no leste europeu; em 2000 ficaria ainda abaixo disso, apenas 6 por mil, uma melhora mais rápida do que a verificada em muitos países da Europa Central que haviam aderido à União Europeia;

6.Hoje, a taxa de mortalidade infantil em Cuba é de  5 por mil ;  um desempenho superior ao dos  EUA, segundo a ONU, e muito acima da média latino-americana.

7.Não só. A expectativa de vida da população cubana aumentou de 74 para 78 anos na década de 90, mesmo com a ligeira alta das taxas de mortalidade entre grupos vulneráveis nos anos mais difíceis.

8.Hoje, após 53 nos de embargo e 24 de fim do apoio russo, a ilha  ostenta uma das expectativas de vida mais altas do antigo bloco soviético e de toda a América Latina.

9.Não se subestime as terríveis privações, o custo humano,  econômico e político cumulativos. A solitária busca de uma luz em um túnel claustrofóbico, década após década, teve um preço alto.

10. A superlativa dependência da economia cubana em relação às exportações de açúcar para a Rússia era proporcional ao estrangulamento da estrutura produtiva cubana decorrente do bloqueio norte-americano.

11. A conta só fechava graças a uma cotação preferencial paga pelo Kremlin: uma libra de açúcar enviada à Rússia gerava US$ 0,42 em receitas a Havana; cinco vezes a cotação mundial do produto (US$ 0,09);

12. Até a derrocada do bloco comunista, as importações cubanas equivaliam a 40% do PIB; delas dependiam 50% do abastecimento alimentar da população e mais de 90% do petróleo consumido;

13. Mesmo com o permanente racionamento de tudo, de papel higiênico à energia elétrica,  o déficit comercial de US $ 3 bilhões tinha que ser refinanciado generosamente pela União Soviética;

14. Essa rede de segurança se rompeu abruptamente em janeiro de 1990 e sumiu por completo há 23 anos. As receitas propiciadas pelo açúcar cairiam em 79%: de US $ 5,4 bilhões para US $ 1,2 bilhão.  As s fontes de financiamento externo que mitigavam o embrago americano evaporaram.

15.Washington viu aí a oportunidade de bater o último prego no caixão de Havana. As sanções e represálias comerciais e financeiras contra países e instituições que facilitassem o acesso de Cuba ao crédito comercial foram acirradas. Deu certo: enquanto nos países do leste europeu, a transição pós-Muro (1991-1996) amparou-se em um fluxo de crédito externo da ordem de US$  112 dólares per capita/ano, em Cuba esse valor foi de US$ 26 dólares per capita/ano.

16. O resultado foi um dramático cavalo de pau no comércio exterior: Cuba caiu de uma das taxas de importações mais altas  do bloco comunista (de 40% do PIB), para uma das mais baixas (15% do PIB). Todas as tentativas de Havana de diversificar e ampliar seu leque de exportações foram inviabilizadas pelo embargo norte-americano.

Alguma surpresa pela gratidão emocionada de Fidel em relação a Chávez, que por anos a fio garantiu um fluxo de petróleo à ilha, na base do escambo, em troca de serviços médicos e sociais?

17. Ainda assim, a penúria foi de tal ordem, que o manejo puro e simples do racionamento não explica a sobrevivência do regime até a última quarta-feira (17/12) quando Obama e Raúl Castro anunciaram o reatamento das relações diplomáticas.

18. Quando o ferramental econômico já não respondia mais e patinava em círculos, Havana viu-se diante de duas escolhas: render-se ao lacto purga ortodoxo e rifar a ilha numa apoteótica rendição capitalista, ou apostar no seu derradeiro trunfo: a resposta coletiva liderada pelo Estado, ancorada em uma longa tradição de planejamento, mobilizações de massa, debate popular e participação das bases nas tarefas nacionais.

19. A opção escolhida instalou uma rotina de prontidão na ilha, como se a população vivesse permanentemente na antessala de uma catástrofe natural em marcha.

20. Cortes deliberados em serviços essenciais treinavam a sociedade para a defesa civil em mobilizações coordenadas envolvendo fábricas, escritórios, residências, escolas, hospitais.

21. A segurança alimentar básica foi planejada com disciplina férrea e mantida em condições de escassez extrema.

Cuba soçobrou, acumulou recuos.

O regime recorreu às forças extremas de sua organização política e social para enfrentar restrições equivalentes às de uma guerra, que se estendeu por meio século, a mais longa de que se tem notícia no mundo moderno.

A sociedade cubana não se desmanchou, nem se rendeu.

É o que nos mostram as pinceladas rápidas extraídas da New Left.

Sem ilusões.

Cuba continua a ser uma construção inconclusa, que independe de suas próprias forças para se consumar.

Como tal enseja debate, comporta retificações e, sobretudo, cobra agendas desassombradas  – e não apenas em Havana.

O reatamento das relações diplomáticas com os EUA tende a ser um acelerador desse processo.

Mas ao contrário da rendição inapelável prevista nos prognósticos conservadores, Cuba pode surpreender de novo.

E frustrar seus coveiros, contribuindo para reinventar a transição rumo a uma sociedade mais justa e libertária no século XXI.

Nesse sentido, a ilha ainda tem algo de novo a dizer aos povos latino-americanos. E aos brasileiros, em especial, nesse momento particular.

A ver.

O petróleo, o rublo e o fantasma da deflação

As previsões são de que o preços do petróleo se manterão baixos nos próximos anos. O colapso de preços mostrou a debilidade da economia russa.

Esquerda.net

Os preços do petróleo bruto caíram em poucos meses para os mínimos dos últimos cinco anos. E a razão é clara: trata-se da oferta e da procura! Pelo lado da oferta, o desenvolvimento mais significativo foi o grande crescimento da produção de petróleo e de gás de xisto na América do Norte, principalmente nos EUA.

As reservas de petróleo e gás encontram-se no interior de camadas de xisto e podem ser libertadas por um processo hidráulico de injeção de água sob pressão chamado fracking. Através da utilização de centenas de equipas de perfuração em rápida sucessão, a rocha de xisto pode produzir importantes fornecimentos de petróleo e gás natural comprimidos – e este processo no Dakota do Norte, no Texas e noutras áreas dos Estados Unidos deu a volta por completo à produção de petróleo nos EUA. A produção de petróleo nos Estados Unidos tinha-se baseado até agora nas reservas conhecidas de petróleo profundo no Texas, na Luisiana e no Golfo de México. A produção norte-americana estava em decadência desde meados da década de 1970 com 4 milhões de barris por dia (mbd) e em redução. Mas graças ao fracking, a produção anual disparou de novo até aos 9 mbd, recuperando os picos anteriores. O fracking de gás e petróleo comprimidos está a estender-se a todo o mundo e os países com grandes reservas de xisto querem explorá-lo na Polónia, na China, na Europa e até no Reino Unido.

O outro lado da equação de preços é a procura. A procura mundial de energia, em particular o petróleo, reduziu-se. Principalmente porque o crescimento económico mundial desacelerou desde o fim da Grande Recessão. A China tomou a iniciativa travando o crescimento, juntamente com as outras grandes economias emergentes, como o Brasil e a Índia; e as principais economias capitalistas avançadas continuam a funcionar em ‘marcha lenta’. As indústrias estão a aumentar o uso de combustíveis fósseis a um ritmo mais lento do que o esperado, enquanto a procura de transporte está em queda (os norte-americanos conduzem menos). A poupança de energia intensificou-se e a intensidade energética (energia por unidade de produto) está a cair em todo o lado. Todas as agências internacionais de energia acham que os preços do petróleo e do gás permanecerão nestes novos mínimos durante vários anos.

Os maiores perdedores são os países que dependem das exportações de energia: Arábia Saudita, o resto dos estados petrolíferos árabes, a super-rica Noruega, a super-pobre Venezuela, México e, sobretudo, Rússia. Os sauditas lançaram uma contraofensiva. Com mais de cinco vezes as reservas de xisto norte-americano, estão a atacar os produtores de xisto mediante o aumento da produção, com o fim de reduzir o preço até ao ponto em que os produtores de xisto comecem a perder dinheiro (os seus custos de produção são muito mais altos que os sauditas: de 50 dólares a 25 dólares por barril). Mas até agora não funcionou e a produção de xisto continua a aumentar. Mas a política da Arábia Saudita está a destruir as receitas de outros produtores da OPEP como Venezuela e Rússia.

Putin poderia ter feito face ao ‘Ocidente’ em relação à Ucrânia e negar-se a ceder, mas o Ocidente vai ganhando a batalha económica e o preço do petróleo tem sido a sua arma principal. O colapso do preço do petróleo pôs a nu a debilidade da economia russa.

Colapso do preço do petróleo põe a nu debilidade da economia russa

Há apenas um ano, as reservas de dólares da Rússia graças às suas exportações de energia eram de mais de 515 mil milhões de dólares. Agora, como as rendas do petróleo se dissiparam e as sanções impostas pelo Ocidente à Rússia, por causa da Ucrânia, foram aplicadas, o superavit comercial da Rússia diminuiu e a fuga de capitais, dos oligarcas e de outros para fora da Rússia, disparou até aos 120 mil milhões de dólares por ano. Como resultado, as reservas de divisas caíram abaixo dos 400 mil milhões de dólares e o rublo afundou-se em relação ao dólar 40% neste ano, provocando um forte aumento da inflação e a escassez de bens importados.
400 mil milhões de dólares são ainda muitas reservas e o Banco Central da Rússia (BCR) tentou sustentar o rublo vendendo os seus dólares e comprando moeda russa nos mercados cambiais. Mas não funcionou. De modo que o BCR simplesmente deixou cair o rublo para poupar dólares. E o rublo afundou-se ainda mais. Agora começou novamente a comprar rublos com as suas reservas para deter a queda, de novo sem sucesso.

A política do BCR é intervencionista. E isto preocupa Putin, que começou a criticar as suas próprias nomeações no BCR. O problema é que grande parte dessas reservas não se podem utilizar para sustentar a moeda porque devem manter-se fundos suficientes para cobrir os pagamentos das importações essenciais (o FMI recomenda um mínimo de três meses do valor das importações). Se as reservas caem abaixo desse nível, o rublo entrará em crise, já que os credores estrangeiros (principalmente os bancos europeus) retirarão o seu dinheiro. A queda do rublo implica também que todas as empresas russas com grandes dívidas e empréstimos em dólares, em particular os bancos russos, terão que assumir enormes faturas em dólares que não podem pagar.
Segundo o Banco Central da Rússia, o país tem que pagar 30 mil milhões de dólares de dívida este mês e mais 138 mil milhões nos próximos 18 meses. Só 2% dessa dívida é do governo, enquanto as empresas não financeiras representam mais de 60%, o resto pertence principalmente a dívida bancária, incluindo o maior banco da Rússia – o banco estatal Sberbank.

De modo que estão a pedir (e a obter dinheiro) do governo para serem resgatados. A gigantesca petrolífera estatal Rosneft, por exemplo, pediu 44 mil milhões de dólares, o que equivale a mais de metade do saldo restante do chamado Fundo de Bem-estar, que se destina a apoiar o sistema de pensões. VTB Bank e Gazprombank já conseguiram mais de 7 mil milhões de dólares do Fundo de Bem-estar e estão a pedir milhares de milhões mais. Se as reservas de divisas e os fundos forem utilizados para resgatar os bancos, não terão outro remédio senão abandonar os projetos planeados de infraestruturas e as pensões estarão ameaçadas. E a margem do limite de três meses de importações estreitar-se-á. Ao ritmo atual de diminuição das reservas de divisas, esse teto poderá ser atingido no verão de 2015.

Putin propõe anistia total para capital que regresse à Rússia

O discurso anual de Putin no Parlamento russo na semana passada mostrou até que ponto está preocupado. Inclusive ofereceu uma anistia completa aos oligarcas que têm estado a tirar o seu dinheiro da Rússia, em grandes quantidades, nos últimos meses. “Proponho uma anistia total para o capital que regresse à Rússia”, disse Putin. “Sublinho, anistia total.”“Significa”, continuou, “que se uma pessoa legaliza os seus ativos e propriedades na Rússia, receberá garantias jurídicas firmes de que não vai ser convocado pelas instituições, incluindo pelas agências encarregadas de aplicar a lei, que não o vão ‘pôr num aperto’ nem lhe vão perguntar pela origem do seu capital e como o adquiriu, que não vai ser processado ou enfrentar responsabilidade administrativa alguma, nem será questionado pela agência tributária ou pela polícia”.

Na Rússia, dois dos principais grupos de pessoas que têm grandes quantidades de capital no estrangeiro são os grupos criminosos organizados e os chamados oligarcas. Ao sublinhar que não haverá perseguição, Putin pareceu deixar explicitamente aberta a porta ao dinheiro obtido ilegalmente. “Dirige-se a gente que saqueou as empresas”, afirma a professora Louise Shelley, fundadora e diretora do Centro sobre terrorismo, delinquência transnacional e corrupção da Universidade George Mason em Fairfax, Virginia. “Há milhares de casos de pessoas que utilizaram mecanismos criminosos e documentos falsos para adquirir ativos. Está a dirigir-se ao crime organizado que se apoderou de empresas”. E acrescenta: “Nenhuma das grandes fortunas russas é dinheiro totalmente limpo”.

Supondo que o preço do petróleo estabiliza em torno de 60 dólares por barril no próximo ano, Putin pode evitar uma crise da dívida no próximo verão, se for capaz de pressionar as grandes empresas russas a comprar rublos com as suas receitas das exportações em dólares (uma forma de controle de capital) e resgatar os bancos com reservas do governo. Putin está a fazer precisamente isso. Mas isso não quer dizer salvar a economia interna. As sanções, juntamente com o colapso dos preços do petróleo, empurraram a economia russa para a recessão. O governo admite que a economia se contrairá 1% no próximo ano, o investimento cairá 3,5% e o rendimento médio das famílias reduzir-se-á cerca de 3% num ano. De facto, pela primeira vez em 15 anos, o nível de vida do russo médio cairá em 2015. Foi imposto o congelamento dos salários, desindexados da inflação, mas esta cresce quase 10% por ano.

Putin pode ser muito popular por causa da sua política externa em relação à Ucrânia e ao seu confronto com o Ocidente, mas a sua popularidade cai por causa da sua política interna. Aproxima-se a austeridade à russa. A despesa pública aumentou em média 10% por ano na última década, mas agora será travada. Cortar despesas militares e de polícia é politicamente impossível porque Putin precisa do apoio do aparelho de segurança em caso de mal-estar social. Isto significa que o governo terá que atacar os investimentos, os lucros e os salários. Na semana passada, Putin anunciou um corte de 5% em termos reais de 2015 até 2017, mediante a redução da “despesa ineficaz”, à exceção da defesa e da segurança. Putin costumava prometer aos russos que o seu país superaria a Alemanha como a quinta economia maior do mundo em 2020. Em maio de 2012, assinou um decreto prometendo aumentar os salários reais em 50% até 2018. Essas promessas agora já não valem.

Putin continua a confiar na sua política em relação à Ucrânia para a sua popularidade, mas a economia da Ucrânia está ainda pior. As reservas do banco central da Ucrânia caíram abaixo da barreira dos 10 mil milhões de dólares pela primeira vez desde 2005 depois de pagar o gás à companhia russa Gazprom. O FMI provavelmente desembolsará outros 2.700 milhões de dólares para salvar o governo de Kiev. Mas é evidente que a Ucrânia precisa de outros 20 mil milhões de dólares nos próximos dois anos para financiar a guerra no Leste e para o serviço da dívida. Uma missão do FMI chega amanhã para planificar um plano de austeridade massivo para o povo da Ucrânia em troca desse financiamento.

O fantasma da deflação mundial

Mas provavelmente o aspeto mais importante da queda do preço do petróleo é o fantasma da deflação mundial. A inflação mundial tem sido muito baixa desde a Grande Recessão, outro indicador da Longa Depressão em que se afundou a economia mundial. A inflação que tem havido deve-se à forte subida dos preços da energia. Os aumentos de preços não energéticos têm sido mínimos. Agora, com a forte queda da energia e de outras matérias primas (metais, alimentos, etc.), a deflação é um espectro que paira pelo mundo.

A Oxford Economics calcula que se os preços do petróleo caírem para 40 dólares por barril, 41 dos 45 países assinalados sofreriam deflação.

Há quem diga que é uma boa notícia. Essa é a linha de alguns economistas neoclássicos e da escola austríaca. A queda dos preços, sobretudo de energia e alimentos, aumentaria o poder aquisitivo dos consumidores e ajudaria a impulsionar a procura e o crescimento econômico.

Mas para a rentabilidade do capital é uma má notícia. A inflação dos preços de produção das empresas é outra tendência que contrabalança temporariamente a queda da rentabilidade. Se desaparecer, então a pressão para a baixa na rentabilidade de qualquer novo investimento em tecnologia será maior à medida que a queda de preços apertar as margens de lucro. Nesse sentido, a deflação não é uma boa notícia para o setor capitalista, sobretudo se tem pesadas dívidas (as pequenas empresas, em particular). Assim a crise que se está a formar para as empresas russas pode arrastar outros países. Poderá ser outro fator que empurra para uma nova recessão global, desta vez baseada no setor produtivo não financeiro do capitalismo.

Artigo de Michael Roberts* publicado no blogue The Next Recession, traduzido para espanhol por Gustavo Buster para snpermiso.info e para português por Carlos Santos para esquerda.net

* Michael Roberts é um economista marxista britânico, que trabalhou 30 anos na City de Londres como analista económico.

Créditos da foto: Playing Futures: Applied Nomadology / Flickr

MINISTRO TEORI ZAVASCKI HOMOLOGA DELAÇÃO PREMIADA DE YOUSSEF E POLÍTICOS JÁ PODEM SER DENUNCIADOS NO STF

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É muito simples. O bandido profissional doleiro, Alberto Youssef, criado ainda no governo Fernando Henrique, foi preso pela Operação Lava Jato da Polícia Federal pela segunda vez pelo mesmo crime. No primeiro, teve a pena diminuída através de acordo de delação premiada. Agora, no segundo, também fez acordo de delação premiada.

Envolvido no esquema de corrupção e propina no caso Petrobrás, o bandido profissional Youssef – não esquecer, apareceu no cenário no desgoverno de Fernando Henrique -, denunciou vários personagens que participaram esquema. Entre eles alguns membros de partidos políticos, como deputados, senadores e governadores. Suas acusações, como elementos da delação premiada, só poderiam ser acatadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) depois que o ministro Teori Zavascki, responsável pelos processos da operação no STF, homologasse a delação.

Agora, o ministro homologou os termos da delação premiada, e consequentemente os políticos acusados por Youssef já podem ser denunciados no STF. Quer dizer, podem e não podem, por enquanto. É que Rodrigo Janot, procurador-geral da República só vai poder materializar as denúncias no mês de fevereiro, depois do recesso do Judiciário que começou ontem, dia 19.

É só uma questão de tempo. Porque os nomes dos que serão denunciados, embora os processos corram em segredo de Justiça, já é do conhecimento da sociedade graças a informação privilegiada que as mídias acéfalas tiveram. Quer dizer, a sociedade não sabe o nome de todos os acusados na delação premiada, apesar das acéfalas. É que elas só divulgaram os nomes que imaginam que podem – de acordo com suas alucinações e delírios – atingir o governo popular. Os nomes dos que são da chamada oposição não foram divulgados. Como o nome de membros do partido da burguesia-ignara, PSDB.

Carta Maior irá processar a Folha de São Paulo

A Carta Maior jamais recebeu qualquer quantia do Partido dos Trabalhadores. O grupo Folha deveria checar suas ‘fontes’ antes de fazer afirmações falsas.

Redação

Com obsessiva recorrência, o oligopólio midiático que domina a sociedade brasileira desembainha armas para fustigar qualquer ensaio de pluralidade na estrutura de comunicação do país.

Interditar a participação, mesmo que tangencial, como acontece hoje, dos veículos progressistas na programação da publicidade estatal, é um dos carros-chefes dessa guerra diuturna.

Mais uma vez, o jornal Folha de São Paulo bateu continência nesse cerco, nesta 4ª feira, com a veiculação da reportagem  ‘Sites alinhados ao governo foram beneficiados com gasto em publicidade’.

Nela, o principal diário da família Frias, cuja empresa ostentaria em seu histórico um intercurso explícito com órgãos de repressão da ditadura militar, exercita o que sabe fazer de melhor: a falsificação dos fatos em benefício de teses preconcebidas.

Estamos falando de uma expertise reconhecida.

Recorde-se o desconcertante episódio da ‘ficha falsa da Dilma’, de 2009.

Na edição de 5 de abril daquele ano, em aquecimento para a campanha presidencial de 2010, quando seu candidato eterno, o tucano José Serra, enfrentaria a então ministra Dilma Roussef, a Folha veiculou, junto com reportagem que tratava de um suposto plano de sequestro do então ministro Delfim Netto, durante a ditadura, um documento falso sobre a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Meses depois, à fórceps, o jornal admitiria parcialmente que ‘a ficha’ publicada fora obtida por e-mail, e pinçada de um site de extrema-direita, ‘Ternuma’.

Não havia qualquer traço de veracidade no documento e, menos ainda, de responsabilidade jornalística na forma como a Folha o veiculou, dando como origem, não checada, o Arquivo Público do Estado de São Paulo, onde estaria guardado com outros documentos do Dops.

Era mentira.

A mesma receita de jornalismo de cavalaria ligeira   –vamos dizer assim–   repete-se agora na reportagem desta 4ª feira, com a qual o diário dos Frias lança uma sombra de suspeição sobre o que denomina  ‘sites alinhados ao governo’ , que tiveram acesso a verbas de publicidade estatal.

De saída é forçoso reconhecer: a própria Folha estampa na reportagem números francamente desfavoráveis à sua tese.

A saber: nos últimos 14 anos, as estatais brasileiras investiram R$ 15,7 bilhões em publicidade. Desse total, oito veículos apontados como ‘alinhados’ pelo jornal – entre os quais ela inclui Carta Maior–  receberiam menos de R$ 75 milhões em publicidade.

Enquanto isso, paladinos daquilo que os Frias possivelmente qualifiquem como jornalismo isento, abocanharam enormes fatias dos gastos totais. Cerca de 1/3 do total dos R$ 15,7 bilhões, portanto, mais de R$ 5 bilhões, aterrissaram no caixa das Organizações Globo, por exemplo. Ao grupo Folha, sozinho, coube um fluxo de R$ 250 milhões, mais de três vezes o total direcionado ao conjunto dos denominados ‘sites alinhados’.

Abatida na aritmética, a tese da suspeição embutida na ‘reportagem’ investe então em outra frente.

Baseada em informações obtidas junto a fontes não declinadas da ‘oposição’ –a exemplo do que fez no episódio da ficha falsa da Dilma’, o jornal afirma que : ‘Acusados pela oposição de serem financiados pelo Palácio do Planalto e o PT, sites e publicações que adotam em linhas gerais uma posição de defesa do governo também receberam recursos de publicidade das principais estatais brasileiras nestes 14 anos’.

Carta Maior nunca omitiu sua linha editorial de esquerda, nem ocultou o apoio crítico aos governos progressistas que dirigem o país desde 2003.

Esse apoio crítico frequentemente se traduz na reprovação a medidas e políticas adotadas em Brasília.

A coerência com seus princípios editoriais está estampado em suas páginas sendo do conhecimento de seus leitores.

Esse veículo que a Folha agora denomina de “alinhado com o governo” foi seu parceiro de conteúdo durante longos quatro (4) anos, período em que centenas de matérias, produzidas pela Carta Maior, foram publicadas no Portal UOL, de propriedade do Grupo Folha.

Foi somente no ano de 2006, na crispação da disputa eleitoral, é que o UOL parou de publicar matérias da Carta Maior, atendendo a um pedido do então candidato José Serra, segundo informações de “congressistas da oposição “.

Mais que isso.

Durante mais de 10 anos o Jornal Folha de São Paulo publicou uma excelente coluna do jornalista Nelson de Sá, denominada TODA MÍDIA, recentemente extinta. Pois bem, esse insuspeito jornalista, na sua insuspeita Coluna Toda Mídia, publicou mais de 300 textos remetendo a Carta Maior, o indigitado veículo de esquerda agora “alinhado ao governo, segundo o jornal. Veja, abaixo, alguns desses links de matérias recomendadas pela coluna da Folha(*).

Carta Maior não mudou.

Ontem como hoje, sua independência se assenta em uma transparência de propósitos políticos claramente assumidos em sua página. Entre eles, o de contribuir para o debate progressista no Brasil e a construção de uma verdadeira democracia social no país.

Avulta assim inaceitável a afirmação da reportagem da Folha de que Carta Maior –a exemplo dos demais veículos arrolados pelo jornal–  se enquadra naquilo que fontes não declinadas afirmam serem sites e publicações ‘ financiados pelo Palácio do Planalto e o PT’.

Diante da fraude mais uma vez ancorada em fontes anônimas – não checadas, insista-se, a exemplo do que se fez deliberadamente com a ‘ficha falsa da Dilma’ pinçada de um site de extrema –direita—  a direção de Carta Maior decidiu acionar a Justiça para que interpele o diário dos Frias sobre suas afirmações, nos seguintes termos:

‘Na data de hoje foi veiculada uma notícia (em anexo) dando conta de que a empresa Carta Maior teria recebido dinheiro do Partido dos Trabalhadores. “Congressistas” seriam a fonte de tal informação.

A Carta Maior (através do seu advogado abaixo assinado) vem por meio dessa solicitar a Vossas Senhorias, em razão dessa afirmação falsa, as seguintes providências:

a) o Grupo Folha deve informar, não só à Carta Maior, mas aos próprios leitores de Vossas Senhorias, quem são os “congressistas” anônimos que fizeram tal afirmação falsa;

b) O Grupo Folha deve publicar matéria com o mesmo destaque dado à informação falsa, informando aos seus leitores que Carta Maior JAMAIS recebeu qualquer quantia do Partido dos Trabalhadores.

Cordiais saudações,

Carta Maior

(*)Links de algumas matérias de Carta Maior recomendadas pela ‘Folha de São Paulo’

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc3005200626.htm
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2906200618.htm
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0802200617.htm
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2908200523.htm
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc1002200511.htm
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0601200512.htm
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2908200523.htm

DILMA É DIPLOMADA PELO TSE, DEFENDE A PETROBRÁS CONTRA OS CONPIRADORES E TOFFOLI DIZ O ÓBVIO

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“Então se deu a tarde ia no fim” quando ocorreu o ato que deixou os conspiradores das direitas se rasgando de ódio e inveja. Bem que eles tentaram, na última hora entraram com uma ação, aloprada, no TSE para impedir a diplomação de Dilma e conseguir a diplomação de Aécio Cunha, mas não deu. A democracia prevaleceu sobre a tirania das mentes surrealísticamente paranoicas. Para alguns insanidades vorazes.

Diante de uma plateia honrada com a presença de Lula, a presidenta Dilma Vana Rousseff, foi diplomada pelo Tribunal Superior Eleitora (TSE) para mais quatro anos de mandato na produção dos destinos do Brasil. Quatro anos tristes para as direitas.

É a confirmação de seu segundo turno de alegria democrática. O primeiro ocorreu quando foi reeleita no dia 26 de outubro. A cerimônia da diplomação ocorreu exatamente 12 dias antes da festa maior que será no dia da posse. O terceiro turno de alegria democrática para o país. E de turno em turno, as direitas vão ampliando seu desespero soturno.

“A Petrobras é a mais eficiente estrutura de governança e controle que uma empresa estatal já teve no Brasil para que fatos como estes não se repitam.

Setores da imprensa e da oposição expressaram tentativas de desprestigiarem o capital nacional se opondo aos interesses nacionais. Temos que fechar as portas para a corrupção, não para o progresso e para o emprego.

Estamos purgando hoje males que carregamos há séculos; assim como a mancha cruel da escravidão ainda deixa traços profundos na desigualdade social, o sistema patrimonialista de poder, que atravessou séculos e séculos da nossa história, nos deixa uma herança nefasta, cujo traço mais marcante é, ainda, a não dissolução plena de laços nocivos entre o que é público e o que é privado.

Mas essa herança histórica não pode mais servir de álibi para ninguém e para nada. Chegou a hora de o Brasil dar um basta a esse crime que ainda teima em corroer as nossas entranhas. É preciso arrancar os últimos traços dessa herança nefasta e lança-los no lixo da história.

Não vai ser o emocionalismo e nem tampouco a caça as bruxas que irão fazer isso. Muito menos a complacência, a ingenuidade e o conformismo. Chegou a hora de firmarmos um grande pacto nacional contra a corrupção, envolvendo todos os setores da sociedade e todas as esferas de governo. Esse pacto vai desaguar na grande reforma política que o Brasil precisa promover a partir do próximo ano”, discursou a presidenta diplomada junto com seu vice, Michel Temer do PMDB.

Por sua vez, o ministro presidente do TSE, Dias Toffoli, em seu discurso proferiu o óbvio.  

“Não haverá terceiro turno na Justiça Eleitoral. Que os especuladores se calem. Não haverá espaço para caçar o voto de 54.511.112 eleitores”, discursou o presidente do TSE.

Durante sua fala jogou, mais uma vez, palavras fora. Informou a presidenta Dilma que o ministro Gilmar Mendes, o mais reacionário da Justiça brasileira, não havia podido comparecer. Uma ausência despercebida visto não causar qualquer interesse para os eleitores de Dilma.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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