Arquivo para março \21\-04:00 2015



MOVIMENTOS CONVOCAM ATO PELO FIM DA REDE GLOBO EM TODO BRASIL

Movimentos de esquerda, partidos e sindicatos convocam manifestação pelo fim da Rede Globo em todo Brasil

Por Bruno Barbosa

Movimentos pela rede estão convocando manifestações em todo o Brasil pelo fim da Rede Globo. O objetivo é pedir a cassação dos direitos de transmissão da Rede de Televisão dos Marinho.

A Rede Globo de Televisão foi fundada em 26 de abril de 1965 pelo empresário Roberto Marinho e está no ar faz 49 anos. É assistida por cerca de 150 milhões de pessoas diariamente, sejam elas no Brasil ou no exterior, por meio da TV Globo Internacional.

Movimentos de esquerda, páginas e partidos estão convocando uma manifestação através das Redes Sociais e sites para o dia 01/04 ás 17 horas nas sedes da Rede Globo e filiadas em todo o país.

O dia simbólico 01 de abril, dia que ocorrerá a manifestação, é conhecido pelo dia da mentira, por isso os organizadores dizem que não há dia melhor que represente a Rede Globo.

A  cassação da concessão de uma emissora é um processo simples, que pode ser feito por qualquer cidadão,instituição ou sindicato, perante a constituição

É feito e protocolado o pedido e enviado a presidente da República ou o ministério das comunicações e quem dá a palavra final é o ministro das comunicações. Os motivos devem ser descritos e claros, e a decisão não pode ser recorrida.

Por ser a maior rede de televisão do país e uma das maiores do mundo, a emissora possui uma capacidade sem paralelo de influenciar a cultura, a política e a opinião pública. Desde a sua fundação, a empresa possui um longo histórico de controvérsias em suas relações com a sociedade brasileira, que vão desde seu apoio ao regime militar até a influência em eleições presidenciais do período democrático, como em 1989.

A história nos mostra que a Rede Globo é uma inimiga da democracia, apoiando o golpe militar (cujo a mesma já admitiu essa informação), sabotou as eleições de 1989 elegendo Collor, sonegou impostos milionários em 2002 na Copa do Mundo e hoje conspira contra a democracia.

A lei é clara e mostra que a cassação já deveria ter ocorrido:

usar___

Para confirmar presença no ato, clique aqui.

Leia aqui e assine o abaixo assinado pela cassação da concessão da emissora.

Correia chama Aécio às falas

“EU ME DISPONHO A FAZER UMA ACAREAÇÃO COM AÉCIO NEVES”

Ou como diriam os mineiros: “pó pará, Aécio, pó pará!”. Na defensiva, vem novamente o senador Aécio Neves tentar desqualificar a Lista de Furnas, que o coloca no centro da Operação Lava Jato, a partir da delação de Alberto Youssef. Vamos relembrar o roteiro do processo de reconhecimento da autenticidade da Lista:

1. LAUDO DE EXAME DOCUMENTOSCÓPICO (mecânico e grafotécnico) nº 1097/2006, elaborado pelo Instituto Nacional de Criminalística (INC), da Diretoria Técnico-Científica, do Departamento de Polícia Federal, Ministério da Justiça. Nesse laudo, a equipe de peritos analisou o documento original denominado Lista de Furnas, concluindo que não houve montagem, fraude ou qualquer outro tipo de manipulação.

2. O apresentante do documento original, sr. Nilton Monteiro, foi processado pelo deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) em 2006. Em 2009 ele foi inocentado, por unanimidade, no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em sentença proferida pela então juíza Maria Luiza de Marilac Alvarenga Araújo (hoje, desembargadora). A razão para negar provimento à ação do deputado Aleluia está escrita lá: a lista é autêntica.

3. No dia 25 de Janeiro de 2012, a procuradora federal (MPF-RJ), Andrea Bayão, ofereceu denúncia contra vários operadores do “esquema de Furnas”, à época de FHC. Não por coincidência estavam lá as empresas Bauruense e Toshiba, mencionadas por Youssef, junto com o nome de Andréa Neves, no esquema de propinas que teria beneficiado o senador tucano. Dimas Toledo, denunciado pelo MPF nessa ação, foi indicado por Aécio Neves para a diretoria de Furnas. Youssef cita um diretor que seria apadrinhado pelo PP e por Aécio: só pode ser ele.

4. Lembremo-nos que o Diretório Nacional do PSDB contratou um perito americano, Larry F. Stewart, por R$ 200.000,00, para produzir um laudo sobre cópias xerox da Lista de Furnas. Duas lambanças. Primeiro, ao usar cópias xerox para desqualificar a autenticidade da lista original. Segundo contratar um perito que já fora preso em flagrante em um tribunal dos EUA, exatamente por falso testemunho acerca da autenticidade de documentos em outros processos.

5. O Diretório Estadual tucano tentou cassar meu mandato, solicitando ao Ministério Público Estadual a abertura de inquérito para apurar se eu teria participação no suposto ato de falsificação da afamada Lista de Furnas e se eu tinha usado a estrutura de meu gabinete parlamentar para isso. Foi aberto inquérito, pela Drª Raquel Pacheco Ribeiro Souza, para apurar a denúncia do PSDB. Fracassaram. O MPMG considerou, inclusive submetido ao seu Conselho Superior, após exaustivas apurações, que não se justificava o “prosseguimento das investigações, nem o ajuizamento de Ação Civil Pública” contra mim, impondo-se o “arquivamento” do Inquérito aberto. As razões: a Lista de Furnas era autêntica, inclusive sendo usada para inocentar Nilton Monteiro em outro processo e tinha o aval do INC da Polícia Federal; e, examinado o uso das verbas de meu gabinete, não restou provada qualquer participação minha em atos de improbidade administrativa. Segue, em PDF, a decisão do MPMG.

Enfim, compreendo o desespero do senador Aécio Neves. Em qualquer sistema de buscas na internet, com as palavras-chaves apropriadas, qualquer leitor pode conferir as informações acima. Desde 2011, Aécio Neves tenta cassar meu mandato parlamentar e persegue quem ousou denunciá-lo, como é o caso de Nilton Monteiro e Marco Aurélio Carone, que chegaram a ser presos ilegalmente para evitar que atrapalhassem sua campanha. Eu fui investigado à exaustão e nunca me opus a qualquer apuração. Agora é a sua vez, Aécio. Por que não se coloca à disposição da justiça? Eu me coloco à disposição para ir ao Senado e fazer uma acareação com V. EXa. Isso é muito mais consistente do que mandar notinhas inverídicas aos jornais!

Em tempo: saiu na Agência PT de Notícias:

‘CLUBE’ DA LAVA JATO FINANCIOU CAMPANHAS TUCANAS EM 2002

Quase R$ 40 milhões foram distribuídos aos candidatos Aécio Neves, José Serra, Geraldo Alckmin e outros tucanos

O “clube” de empreiteiras denunciado pelo Ministério Público à Justiça Federal do Paraná, com base nas investigações da Operação lava Jato, de Polícia Federal, atuou na distribuição de propinas para as campanhas eleitorais tucanas no final do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 2002.

As empresas integram uma relação de grandes contribuintes de esquema de corrupção e pagamento de propinas montados pelos tucanos a partir da Furnas Centrais Elétricas, subsidiária da Eletrobras, investigado pela Polícia Federal (PF) e Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na chamada lista de Furnas, denunciada por um dos organizadores do esquema, Dimas Toledo, estão registrados nomes e valores vultuosos repassados a tucanos como Aécio Neves, José Serra, Aloísio Nunes, hoje senadores,  Geraldo Alckmin, atual governador de São Paulo, e do ex-deputado Alberto Goldman. Além deles, estão bastiões da moralidade, como os deputados Jair Bolsonaro (PP-RJ)) e Carlos Sampaio (PSDB-SP) só para citar alguns.

O delator do processo que culminou na AP-470 no Supremo Tribunal Federal (STF), ex-deputado Roberto Jefferson, também condenado na ação, confirmou ter recebido R$ 75 mil de recursos do esquema à época, conforme aponta  a lista.

Os recursos são oriundos de um grupo de mais de cem instituitções, entre empreiteiras, fundos de pensões e empresas estatais. Dentre elas, grupos como Camargo Corrêa, Engevix, Odebrecht e Queiroz Galvão, investigadas na Operação Lava Jato, Alstom Brasil e Siemens, investigadas no chamado “Trensalão Tucano” por desvios de recursos em aquisição de trens em São Paulo, e o Banco Opportunity, de Daniel Dantas, investigado na famosa “Operação Satiagraha”.

Autorização de Aécio -A relação feita por Toledo foi registrada em cartório e atestada por laudo técnico pericial realizado pela PF. Trata-se de uma prestação de contas quee mostra com clareza que Aécio Neves tinha até poder de definir quem receberia parte das propinas. Ao lado do nome do então candidato ao Senado Zezé Perrela, que teve se helicóptero apreendido com cerca de meia tonelada de cocaína,  aparece a observação que comprova as prerrogativas do ex-governador de Minas.

A observação, em negrito, “Autorização de Aécio Neves”, está destacada ao lado do valor de R$ 350 mil com a qual Perrela foi agraciado pelo esquema.

Foram distribuídos pelo esquema de Furnas quase R$ 40 milhões aos então candidatos, sendo que apenas os três principais tucanos ficaram com quase R$ 22 milhões: Aécio (então candidato a governador) – R$ 5,5 milhões; Serra (presidência) – R$ 7 milhões; e Alckmin (governador) – R$ 9,3 milhões.

A lista de 2002 e integra processo aberto pela procuradora Andréia Saião, do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, em 2010.

O ostracismo a qual o caso está submetido no Rio de Janeiro, ao lado dos depoimentos do doleiro Alberto Yousseff na delação premiada da operação Lava Jato, chamou a atenção dos petistas Odelmo Leão, Padre João (deputados federais) e Rogério Correia (estadual/MG).

Os três requereram nessa quinta-feira (19), ao procurador-geral Rodrigo Janot, que requeira o caso da Lista de Furnas para si e o agregue ao conjunto de evidências denunciadas por Yousseff para abertura de inquérito contra Aécio Neves.

Os parlamentares petistas estão convencidos que o cruzamento entre as informações de Yousseff e o processo no Rio de Janeiro comprovam a participação de Aécio Neves e seus correligionários no esquema de corrupção.

“NÓS NÃO VAMOS ASSISTIR CALADOS O AUMENTO DA INTOLERÂNCIA, DO PRECONCEITO, DO ÓDIO SOCIAL, DO GOLPISMO”, DISSE BOULOS, DO MST

21c2652a-a3f3-46f2-928b-ee8758d78a5bGuilherme Boulos, coordenador-geral do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MST), durante entrevista, depois de analisar a situação do Brasil em que uma pequena parte da população brasileira ressentida e conspiradora que não sabe jogar o jogo da democracia que tem nas eleições dos Poderes Executivo e Legislativo como seu principal fundamento político, e não aceita a derrota eleitoral para Presidência da República, por isso cobiça um golpe de Estado e a volta da ditadura militar, afirmou que não vai ficara caldo diante dessa ameaça.

Boulos disse que os atos de ontem, dia 19, realizados pelo MST, tem como o objetivo se posicionar contra o ajuste fiscal, procurar taxar as grandes fortunas e maior participação do MST no Minha Casa, Minha Vida. Não trata-se de oposição ao governo, mas luta pro direitos e reconhecimentos sociais.

Ele também disse que a OMST vai às ruas não para criar um clima de violência, mas para responder ao desvario das direitas, que com um discurso fascista, têm como o objetivo o fim da democracia e a implantação da ditadura militar.

“Nós não vamos assistir calados o aumento da intolerância, do preconceito, do ódio social, a defesa da intervenção militar e de golpismo no Brasil. Esse tipo de posição vai encontrar uma resistência braba e decidida por parte dos movimentos populares.

Compreendemos que haja insatisfação social. Nós estamos profundamente insatisfeitos com a condução do ajuste fiscal, com as políticas do governo federal. Mas uma coisa é insatisfação e reivindicação. Outra coisa é o discurso fascista, golpistas.

Não é o que nós desejamos. O movimento social quer o aprofundamento da democracia. O que estou dizendo é não dá para ficar calado, assistindo o desfilar de um discurso fascista, crescendo e ganhando corpo na sociedade. Não podemos nos omitir diante do que está ocorrendo para manter um tom pacífico. O que está ocorrendo é grave. E talvez esperar para responder a isso possa ser tarde.

Ao mesmo tempo fizemos exigências e cobranças duras em relação ao governo federal. Ser contra o golpismo, defender liberdades democráticas, não quer dizer dar carta branca para ninguém. Muito menos de um governo que vem atacando os direitos dos trabalhadores.

Nós queremos dialogar com os problemas colocados para a sociedade. Se o problema é a corrupção, então vamos discutir a corrupção. Vamos acabar com o financiamento privado de campanhas eleitorais. E não dizer que a solução para isso é acabar com o estado de direito ou com os partidos. O problema é o aumento das tarifas? Vamos inverter o ajuste fiscal e taxar as grandes fortunas. Falta investimento em saúde e educação? Então vamos cortar o “bolsa-banqueiro” que consome 48% do orçamento nacional.

Nossa perspectiva é que o governo federal acorde e tome medidas populares. Nós não temos como defender medidas antipopulares e contra os trabalhadores. Queremos que o governo Dilma execute o programa com o qual se elegeu”, analisou Boulos.

Petistas cobram que Aécio seja investigado pela Lava Jato

Segundo eles, o depoimento de Yousseff apresenta mais um forte indício de que o tucano integrou o propinoduto da chamada ‘Lista de Furnas.’

Najla Passos

Deputados das bancadas federal e estadual do PT de Minas Gerais foram à Procuradoria Geral da República, nesta quinta (19), cobrar a abertura imediata de investigação sobre o envolvimento do senador Aécio Neves (PSDB-MG), ex-candidato à presidência da república, no esquema de propinas desvendado pela Operação Lava Jato.

Embora o procurador geral da República, Rodrigo Janot, tenha retirado o nome do senador da  lista dos denunciados, alegando que não havia indícios suficientes contra ele, os petistas contra-argumentam que, após o vazamento do conteúdo do depoimento em que o doleiro Albert Yousseff, em regime de delação premiada, acusa textualmente o tucano de recebimento de propinas, não há mais como as autoridades se esquivarem da tarefa.

“O depoimento do doleiro confirma as denúncias contra o Aécio que já vínhamos fazendo desde a divulgação da polêmica ‘Lista de Furnas’. Além disso, reitera a veracidade da denuncia feita pela procuradora federal Andreia Bayão, que comprovou a prática de caixa dois na estatal Furnas Centrais Elétricas, através das investigações das empresas Bauruenze e Semp Toshiba”, afirma o deputado estadual do PT em Minas, Rogério Correia.

De acordo com ele, a comitiva, que também contou com a participação dos deputados federais Adelmo Leão e Padre João, não foi recebida pelo procurador-geral, como reivindicavam, mas pelo procurador federal Peterson Paulo Pereira, secretário de Relações Institucionais da Procuradoria Geral da República.

“Nós tivemos uma conversa longa com o procurador, na qual explicamos como as denúncias de Yousseff se conectam com as da Lista de Furnas e com as investigações já realizadas pela colega dele, a procuradora federal Andreia Bayão. Não há mais como dizer que não pesam indícios fortíssimos sobre o senador Aécio Neves”, afirmou.

A Lista de Furnas apresenta 151 nomes de políticos de vários partidos indicados como recebedores do esquema de propinas que envolvia a estatal, criado para financiar a campanha política de 2002. Á época, o esquema foi confirmado tanto pelos executivos da Semp Toshiba, uma das financiadoras, quanto pelo ex-deputado Roberto Jefferson, tido como um dos recebedores e o delator do mensalão.

A princípio, a Lista de Furnas foi classificada como montagem pelos envolvidos, inclusive pelo o senador Aécio Neves. A Polícia Federal, porém, reconheceu sua autenticidade e o Ministério Público chegou a denunciar 11 pessoas, entre funcionários da estatal e executivos, por participação no esquema. O processo, no entanto, encontra-se engavetado nas instâncias do órgão e não foi usado por Janot como complementar à sua análise da Operação Lava Jato.

Mais recentemente, no seu depoimento à Justiça, o doleiro Albert Yousseff reiterou que o PP dividia com o PSDB a responsabilidade pelo recebimento das propinas oriundas da estatal, algo em torno de US$ 100 mil mensais, pagos entre 1996 e 2001. E disse ainda que a operadora do propinoduto tucano era a irmã do senador Aécio, Andreia Neves. Aécio Neves sempre negou envolvimento no escândalo, tratado como secundário pela imprensa comercial, que pouco ou nada falou sobre ele.

Em Minas Gerais, o único jornalista que divulgou a denúncia, Marco Aurélio Carone, do Novo Jornal, foi preso sob as acusações de calúnia, injúria e difamação. Passou quase um ano na cadeia, onde chegou a sofrer um enfarte, até ser liberado no final do ano passado, mas só após o período eleitoral. O delator do esquema, Nilton Monteiro, também ficou preso por quase dois anos, acusado de falsificar a lista reconhecida depois como autêntica.

Correia, que quase perdeu seu mandato de deputado por Minas Gerais por denunciar a Lista de Furnas, acredita que a comprovação da autenticidade do documento pela Polícia Federal revelou que ele não estava mentindo e nem armando uma cilada para o PSDB, como acusaram seus adversários políticos. Agora, a confirmação de Yousseff de que a estatal era parte do esquema de propina atesta também a finalidade para que servia.

 “Os mineiros sabem que o caixa dois de Furnas existiu. O atual prefeito de Pará de Minas, Antônio Júlio, que foi presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, disse na tribuna da casa que recebeu recursos de caixa dois. O ex-deputado Roberto Jefferson confessou que recebeu propina de Furnas. A procuradora Andréia Bayão fiscalizou a Bauruense e apresentou denuncia contra a estatal. Tudo isso são fortes indícios contra Aécio”, defendeu o deputado em pronunciamento na Assembleia de Minas.  

PROFESSORES DAS REDES ESTADUAL E MUNICIPAL REALIZARAM MANIFESTAÇÃO, EM MANAUS, REIVINDICANDO SEUS DIREITOS

IMG-20150318-WA0016Como a educação pública é um caso de política, visto que implica os conhecimentos e as práxis significadoras do educar da classe que nela está engajada, o que confirma a dimensão ontológica do educador, todo ano já é pauta da categoria concretizar reivindicações, porque os governantes não possuem o entendimento do que é publicamente educação.

Embora a reivindicação seja dos professores, a educação é um caso de política, porque não termina nos queres desses profissionais. Ela envolve também as escolas, os funcionários da escola, os estudantes, os pais, a comunidade, porque, de maneira geral, reflete todo o sistema de ensino. O professor trapaceado em seu seguimento profissional, como seu salário, expressa a trapaça a todos os trabalhadores. Portanto, não é uma reivindicação isolada, como muitos acredita, entre os muitos os próprios governantes com seus capachos. Entre os capachos, professores submissos, analfabetos políticos, ou masoquista, que gozam sob a opressão destes governos.

IMG-20150318-WA0001 IMG-20150318-WA0002 IMG-20150318-WA0003 IMG-20150318-WA0004 IMG-20150318-WA0007 IMG-20150318-WA0010Foi exatamente com essa compreensão que centenas de professores da rede pública do estado e do município realizaram manifestação, em Manaus, reivindicando seus diretos tendo como pauta principal a data base. Um tema fácil de compreender, mas impossível de aceitar.

Com referência ao estado, a data base, que é um reajuste no salário da categoria que pede 20%, ocorre no mês de março. Só que o governo, em sua infinita sabedoria, até o dia de ontem, dia 18, data da reivindicação, não havia se pronunciado. Como o mês de março caminha para o seu fim, os professores acreditam que vai ocorrer o mesmo que vem ocorrendo durante anos: o pagamento da data base só ocorrerá lá para as bandas de junho quando o dinheiro já tiver tomado outra feição que não a de salário dos professores.

IMG-20150318-WA0014 IMG-20150318-WA0015 IMG-20150318-WA0017 IMG-20150318-WA0018Para materializar a reivindicação, os professores a partir das 8 horas, seguiram para a Avenida Brasil, locais das sedes do governo estadual e municipal. Quando chegaram ao topos estadual, foram informados que o sindicato, considerado pelos manifestantes como pelego, já havia dialogado com o governo. Mostrando o quanto sabe que educação é um caso de política. Para ele simples pelegagem.

IMG-20150318-WA0019 IMG-20150318-WA0020 IMG-20150318-WA0023 IMG-20150318-WA0024Os manifestantes não se abateram e nem imitaram as direitas que são imobilizadas por um eterno estado de depressão. Professores subiram ao carro de som e expressaram seus discursos de descontentamento com o estado de coisa que violenta a educação no Amazonas há décadas sob a força opressora dos governos reacionários. Depois seguiram em direção à sede da prefeitura sob o ideário neoliberal do partido da burguesia-ignara-parasitária, PSDB, comandada pelo prefeito Arthur Neto, que quando senador, afirmou que iria surrar Lula. Semelhante como ocorreu na frente da sede do governo estadual, os professores também discursaram de forma veemente e convincente diante da sede da prefeitura.

Como não foram atendidos pelos governos, a categoria, em assembleia no local, decidiu que na quinta-feira e sexta-feira da próxima semana haverá um paralisação geral. No dia 26, na frente da Arena da Amazônia, haverá um assembleia para decidir a greve geral. Uma decisão que mostra que esses professores compreenderam, junto ao filosofo Marx, que a potência política do trabalhador é a mobilização. E que em alguns casos leva à greve comandada pela classe.

IMG-20150318-WA0026 IMG-20150318-WA0027 IMG-20150318-WA0028 IMG-20150318-WA0030 IMG-20150318-WA0031 IMG-20150318-WA0032 IMG-20150318-WA0035 IMG-20150318-WA0036 IMG-20150318-WA0040 IMG-20150318-WA0042 IMG-20150318-WA0043 IMG-20150318-WA0045Enquanto a decisão confirma que a educação é um caso de política, para os capachos e pelegos, que não comparecem às reivindicações, a decisão é um momento de confirmar suas alienações como intrusos na educação, porque irão aproveitá-la como um bom feriado. Um convescote ou uma oportunidade para irem livremente e saltitantes ao shopping ou supermercado, suas praias efusivas promovidas pelo consumo capitalista. Uma prática que se configura como a exploração da mais-valia, sobretrabalho, que os professores manifestantes produzem e os pelegos tomam para si. 

GREGOS MOSTRAM COMO A GLOBO É OLIGARCA COM SEU 1 MILHÃO GEOMÉTRICO: A DISCIPLINA DA DESIGUALDADE

TESEIONAinda ecoa a tentativa ditatorial e monopolista da TV Globo, e seus congêneres, em querer fazer a sociedade brasileira acreditar em sua indigência sensorial e cognitiva. Recorrendo a mágica-visual, ou melhor, teletecnológica, a TV Globo, junto com Polícia Militar de São Paulo, quis fazer passar como real uma irrealidade.

Divulgou de forma hipocondríaca, que havia nas ruas de São Paulo, a antiga pauliceia desvairada, 1 milhão de participantes, quando não passou de 210 mil, de acordo com o reacionário, comparsa dela, instituto Datafolha que também revelou, em outras pesquisa, que 82% dos imobilizados votaram em Aécio, 37% tem simpatia pelo PSDB e 74% participaram pela primeira vez do tipo de evento. Logico, que envolvida pelo espirito dos mal amados: mostrar que era grande o número de descontentes com o governo Dilma e, ao mesmo tempo, com o espirito dos impedidos na meta, os frustrados, gritar em tom-histeria, que era a vitória sobre o movimento das esquerdas ocorrido no dia 13. O número que ela mais teme e seus aficionados analfabetos políticos.

Na verdade, com seu milhão, a Globo só confirmou o que os gregos já sabiam a maioria da sociedade brasileira sabe. Ela é oligarca, já diziam os gregos. Ele, o povo  criança da antiguidade, daí sua sabedoria, singeleza, singularidade, afirmava que a democracia ensina a aritmética porque ela é a disciplina da igualdade. Já a oligarquia ensinava a geometria por ser a disciplina da desigualdade. Não por um simples acaso que os gregos chamavam a democracia de sociedade dos amigos. Assim, como não foi por acaso que a filósofa Bárbara Cassin, em sua obra Ensaios Sofístico, diz que democracia grega era a igualdade dos diferentes. O conhecido pletos: a igualdade do plural.

Daí que os gregos nos conduzem para o entendimento de que a Globo olha e entende as individuações como formas compactas próprias para serem sinteticamente definidas. Com seu olhar formal, nada a ver com a Gestalt teoria das formas, seria exigir demais da Globo, ela limita tudo em um espaço autoconcebido. ‘Olha, ali naquela calçada tem dez. Então, tem 5 mil pessoas”. O mundo para ela é uma miríades de formas limitadas no interior e no exterior sem qualquer possibilidade de movimento. Para ela a representação figurativa da circunferência é anterior a ideia do circulo, por isso sua veracidade. O filósofo da liberdade Sartre, se fosse se preocupar com esse destrambelhamento perceptivo e cognitivo que ela oferece aos seus obliterados gêmeos, diria que ela tem consciência de engenheiro.

Não que os gregos fossem o Oráculo de Delfos cujas profecias chegariam ao tempo da Globo, mas eles entendiam que existem grupos patológicos – foram eles que contribuíram com os conceitos usados na psicologia, psiquiatria e psicanálise – que ultrapassam os tempos históricos. E a oligarquia é um deles, porque se trata de um grupo que se considera privilegiado e que para defender seus privilégios pretende impor seus interesses – patológicos – de grupo. Em linguagem midiática brasileira: o monopólio da Globo.

Porém, nos dizem os gregos-democratas, uma oligarquia não toma o poder e mantem sozinha precisa de aficionados. No caso específico da oligarca Globo, precisa de sujeitos-sujeitados que sirvam também de seus defensores, por semelhança, como Fernando Henrique, Aécio Neves, Alckmin, Agripino, Roberto Freire, empresários, canastrões, decrépitos lambanceiros do espectro rock, e outros  analfabetos profissionais do tipo dos médicos analfabetos políticos.

Em um plano ilustrativo das formas geométricas, ficaria assim: a Globo no meio; no primeiro círculo exterior, Fernando Henrique e seus gêmeos; no segundo círculo exterior, os empresários; no terceiro círculo exterior, a burguesia-ignara-branca-parasitária; e no último círculo, os decrépitos do tédio, histriônicos-deprimidos autocognominados de artistas. Protegendo todos os círculos uma muralha. Nada a ver com Muralha de Kafka, essa tinha potência, não paranoica, mas deviriana como dizem os filósofos Deleuze e Guattari. A muralha da oligarquia é construída pelas forças oprimidas da dor, inveja, ressentimento, má consciência, todos os corpos reativos que niilisticamente conspiram contra a vida. Alucinação e delírio, porque a vida não pode ser atingida pela inatividade reativa.

E o que nos ensinam os gregos, nós democratas? Primeiro eles nos conduzem a um grande grególogo: o filósofo Hegel- que foi muito combatido por Marx, com razão – ele, nos mostrar que não devemos tomar o particular como absoluto. Depois eles nos conduzem a Foucault que, inspirado em Nietzsche, nos diz que não devemos pensar contra o objeto antagônico, porque pensar contra ele é ser ele, Encontra-se preso a ele. E eles completam nos mostrando Spinoza: a democracia é a Substância em si mesma, criada por si mesma. O que para o nosso caso tem dois fundamentos. Pensar o antagônico é se colocar contra a produção, já que a produção é um devir. O criado por si mesmo prescinde de um corpo patogênico.

 Mais concretamente, não pensar nos oligarcas, significa saber que eles mesmos se destroem entre eles mesmos. Eles estão juntos de acordo com a geometria da Globo, mas são individualistas  e profundamente ambiciosos. Como o clássico paranoico, eles desconfiam um dos outros. Eles não formam a massa que fala Nietzsche, em que cada pessoa mantém sua individualidade como potência criativa. Eles formam uma massa circular, com todos isolados em seus interesses. Por isso a oligarquia é a prática da desigualdade.

Não esquecer que um grupo surge das particularidades. O grupo oligarca é grupo na forma, por tal seus membros defendem seus próprios interesses. É esse seu corpo-suicida. O que a democracia não carrega, porque é individuação e singularidade.

A oligarquia trabalha com numeral, a unidade molar, a democracia com o numerante, o corpo molecular. A oligarquia é um corpo fechado pela sobrecodificação territorializada. A democracia é um devir aberto-desterritorializado como descodificação.

SOBRE O HUMOR DEPRESSIVO DO PSDB. O DATAFOLHA MOSTROU, QUE DOS QUE FORAM ÀS RUAS, 82% VOTOU EM AÉCIO. ALOISIO NUNES, DIZ QUE O PARTIDO DEVE SE UNIR AOS MANIFESTANTES

ad3062ab-7cb8-4ec9-ac64-39b170c3dbd5Como já é sabido até das pedras que não rolam, por isso criam limo, as direitas são hipotímica: não têm tônus suficiente para se comprometer com a vida. São apáticas e indiferentes. O único corpo que ainda lhe proporciona uma tênue vibração é o capital. Elemento de seus delírios.

Entretanto, mesmo sofrendo de hipotimia: diminuição do humor-vital que faz com que os seres sejam niilistas, inimigos da vida, elas simulam fazer humor. Observemos o que elas apresentam para a sociedade como seus humoristas: os deprimentes anódinos dos meios de comunicação de propriedade delas. Humoristas mais deprimentes do que o “eu voltei, voltei para fica, pois aqui é meu lugar”, de Roberto Carlos. Ou, “o importante é que emoções eu…”, do mesmo.

Pois bem, emplastado nessa atraente depressão humorística, o senador Aloisio Nunes, aquele que foi comunista e motorista de Carlos Marighela, no tempo da ditadura, e que detonou o dito popular “quem foi rei permanece majestade”, com sua verve depressiva própria de seu partido PSDB, resolveu fazer piada. Disse que seu partido deve se aproximar dos manifestantes. Gargalhada geral! Prova de que o humor é também direito dos depressivos direitistas.

Aloisio Nunes tentou encobrir a fantasia da brancura-paulistana que foi para as ruas para tentar acabar com a verdadeira comédia. Ou melhor, com a farsa. O Datafolha publicou o que os não hipotímicos políticos já sabiam antes do domingo. 82% dos que se apresentaram fantasiados de honestos votaram em Aécio Cunha. E mais, 32% têm simpatia pelo PSDB. E mais do mais, 74% foi pela primeira às ruas protestar. Na verdade, um role dominical. Agora, uma bela pergunta. Quem são esses 74% neófitos urbanos? Que famílias pertencem? Os não hipotímicos sabem.

Em Manaus foi mais uma estrondosa gargalhada. Prefeito Arthur Neto, do partido da burguesia-ignara-parasitária, PSDB, fez o mesmo. Colocou na praça seus eleitores, eleitores do Aécio e de seu filho que é Bisneto. O que dá no mesmo. É claro, que muito bem cumpliciado pelas mídias indigentes que lhes são submissas.

Mas é preciso ter muito cuidado com esse humor das direitas. É preciso que o povo fique alerta com essas piadas, porque ele pode parar de trabalhar em virtude do ataque contínuo de risos. Nesse caso, o povo precisa ou de um psicanalista ou de um encenador de teatro, porque os dois sabem que o espectador só rir livremente no primeiro momento em que a piada é contada. Se a piada é repetida, ele entra em estado de tédio. E entrar no tédio das direitas é a morte lenta.

Rir continuamente das piadas das direitas é detonar outro dito popular: “Rir faz bem a saúde”.

Admita: você foi para a rua para odiar

Por Leandro Fortes

Primeiro, vamos combinar uma coisa: se você votou em Aécio Neves, nas eleições passadas, você não está preocupado com corrupção.

Você nem liga para isso, admita.

Aécio usou dinheiro público para construir um aeroporto nas terras da família dele e deu a chave do lugar, um patrimônio estadual, para um tio.

Aécio garantiu o repasse de dinheiro público do estado de Minas Gerais, cerca de 1,2 milhão reais, a três rádios e um jornal ligados à família dele.

Isso é corrupção.

Então, você que votou em Aécio, pare com essa hipocrisia de que foi às ruas se manifestar porque não aguenta mais corrupção.

É mentira.

Você foi à rua porque, derrotado nas eleições passadas, viu, outra vez, naufragar o modelo de país que 12 anos de governos do PT viraram de cabeça para baixo.

Você foi para a rua porque, classe média remediada, precisa absorver com volúpia o discurso das classes dominantes e, assim, ser aceito por elas.

Você foi para a rua porque você odeia cotas raciais, e não apenas porque elas modificaram a estrutura de entrada no ensino superior ou no serviço público.

Você odeia as cotas raciais porque elas expõem o seu racismo, esse que você só esconde porque tem medo de ser execrado em público ou nas redes sociais. Ou preso.

Você foi para a rua porque, apesar de viver e comer bem, é um analfabeto político nutrido à base de uma ração de ódio, intolerância e veneno editorial administrada por grupos de comunicação que contam com você para se perpetuar como oligopólios.

Foram eles, esses meios de comunicação, emprenhados de dinheiro público desde sempre, que encheram a sua alma de veneno, que tocaram você como gado para a rua, com direito a banda de música e selfies com atores e atrizes de corpo sarado e cabecinha miúda.

Não tem nada a ver com corrupção. Admita. Você nunca deu a mínima para corrupção.

Você votou em Fernando Collor, no PFL, no DEM, no PP, em Maluf, em deputados fisiológicos, em senadores vis, em governadores idem.

Você votou no PSDB a vida toda, mesmo sabendo que Fernando Henrique comprou a reeleição para, então, vender o patrimônio do país a preço de banana.

Ainda assim, você foi para a rua bradar contra a corrupção.

E, para isso, você nem ligou de estar, ombro a ombro, com dementes que defendem o golpe militar, a homofobia, o racismo, a violência contra crianças e animais.

Você foi para a rua com fascistas, nazistas e sociopatas das mais diversas cepas.

Você se lambuzou com eles porque quis, porque não suporta mais as cotas, as bolsas, a mistura social, os pobres nos aeroportos, os negros nas faculdades, as mulheres de cabeça erguida, os gays como pais naturais.

Você odeia esse mundo laico, plural, multigênero, democraticamente caótico, onde a gente invisível passou a ser vista – e vista como gente.

Você foi não foi para a rua pedir nada.

Você só foi fingir que odeia a corrupção para esconder o óbvio.

De que você foi para a rua porque, no fundo, você só sabe odiar.

ERRA QUEM ACREDITA QUE A GLOBO FAZ A BURGUESIA ACREDITAR NELA. O DESEJO DA BURGUESIA TAMBÉM É FASCISTA, DIRIA O PSIQUIATRA REICH

globo-espectro

Diante do questionamento, no período da Segunda Guerra Mundial, sobre a ascensão do nazismo na Alemanha, emergiram posições díspares sobre a ocorrência humanamente funesta. Para alguns as massas foram seduzidas pelo discurso nazista praticado por Hitler. O que colocaria as massas como meras peças da maquina-paranoica tirando delas qualquer corpo de ação que as pudesse conceder responsabilidade à posição que ficaram. Ou seja, seriam pobres coitadas e ingênuas sem vontade de potência. O que não é verdade, como bem observa o filósofo Jean Baudrillard em seu tratado sobre as massas silenciosas.

Todavia, uma inferência que escapou das afirmações superficiais, foi produzida pelo psiquiatra criador da obra a Psicologia de Massa do Fascismo W. Reich. Ele afirmou que estava convencido de que as massas não foram seduzidas e enganadas pela doutrina nazista, mas que elas a desejavam.

Pois bem, durante a exibição da imobilidade da classe burguesa brasileira ocorrida no domingo, alguns democratas do jornalismo inteligente, cometeram um erro – foi erro, não equívoco – ao afirmar que a TV Globo tomou posicionamento que estava levando a classe burguesa a se colocar contra o governo popular reapresentado pela presidenta Dilma Vana Rousseff. O que concederia à TV Globo um poder que ela não tem. Ela não tem qualquer eficiência para produzir disposições e raciocínios-volitivos em qualquer individuou que seja. A TV Globo sofre de indigência afetiva e cognitiva. Ela tem os sentidos e a cognição obliterados. Basta observar sua grade de programação. Claro exemplo, o aético Jornal Nacional.

Em verdade, o que vem ocorrendo no Brasil, pós-governos-populares, é que a burguesia brasileira está expressando, sem qualquer pejo – não podia ter pejo – o seu discurso fascista. E para isso não precisa aprender com nenhum professor virtual. O que ocorre é que ela somente identifica sua subjetividade-fascista com a subjetividade do professor-fascista, pois ambos são doutrinados por esse discurso. O desejo de poder é o mesmo. A burguesia e os meios de comunicação alienados são produtos do mesmo discurso. O que significa que estão regrados, disciplinados, ordenados, enunciados, ritualizados, selecionados, hierarquizados pelos mesmos códigos do discurso fascista a que foram submetidos durantes séculos.

O que a TV Globo proporcionou, como diz o filósofo Michel Foucault, em sua minúscula obra vibrátil A Ordem do Discurso, “não há nada de espantoso, visto que o discurso – como a psicanálise nos mostrou – não é simplesmente aquilo que manifesta (ou oculta) o desejo; é, também, aquilo que é o objeto do desejo; e visto que – isto a história não cessa de nos ensinar – o discurso não é simplesmente aquilo que traduz as lutas ou os sistemas de dominação, mas aquilo por que, pelo que se luta, o poder do qual nos queremos apoderar”. A burguesia, também representada e defendida pelos meios de comunicação, em seu discurso, afirma que deseja o poder. Mas o poder fascista. E não há como negar essa realidade quando se testemunha que todos seus rituais gestuais e discursivos afirmam. Ela é o supremo sujeito do enunciado da semiótica fascista.

Para ajudar um pouco na demonstração que a burguesia é produto do discurso fascista e não é influenciada por ninguém para assim ser, vamos recorrer a uma enunciação do filósofo Clèment Rosset, em seu inquietante livro, Alegria a Força Maior. Rosset para mostrar que as pessoas ocultam realidades para poderem se relacionar com os outros descreve a seguinte situação. Uma família rica tem filhos que se tratam com cordialidades, afetos amigáveis e satisfatórios entre si, com a morte dos pais, têm que dividir a herança. Resultado: iniciam uma briga geral entre eles. Sentimentos de ódio e ambição se mostram. Então, Rosset, pergunta: foi o dinheiro que fez com que eles passassem a se odiar? E responde: não, eles já eram assim. Já eram traspassados por esses afetos tristes. O dinheiro apenas possibilitou as manifestações odiosas.

Assim, é o fascismo da burguesia brasileira que deseja o poder. Ele existe antes dos governos populares de Lula e Dilma, mas só agora ele se manifestou, porque são governos que expressam códigos sociais que ele odeia como respeito aos negros, as homossexuais, as mulheres, aos trabalhadores, as empregadas domésticas, ao pequeno agricultor, as religiões afros, etc., códigos que o fascismo odeia.

Compreender o fascismo é compreender porque ele recorre ao farisaísmo para tentar atingir seu objetivo. Com ele as virtudes são transformadas em vícios, mas de forma oculta. Por exemplo, ele berra contra a corrupção quando é ele mesmo é corrupto. Vide a lista do HSBC, a Lava Jato, a sonegação da Globo, etc. Invertendo a moeda, para clarificar o conceito de virtudes. O fascista é ambicioso, trapaceiro, covarde, desonesto, vaidoso, hipócrita, invejoso, odiento, ressentido, prepotente, embrutecido, fálico, misógino, mas ele apresenta esses vícios como virtudes.

É por isso que ser burguês fascista não é privilégio só dos capitalistas. Existem burgueses fascistas em todas as classes. Basta observar como eles cultuam esses vícios como virtudes, porque ser burguês fascista é um modo de ser reativo. O filósofo Nietzsche chama de niilistas, os que odeiam a vida como vontade de potência. Lutam contra a vida. Cultuam a dor e não o amor. E quando falam de amor falam como dominação. A não-dialética senhor e escravo.

Na realidade a burguesia fascista cultua a lógica-moral do senhor e o escravo que nos mostra Nietzsche. É escravo, não pode ser amigo. É senhor, não pode ter amigo. Os que se apresentaram nas ruas no domingo cumpliciados com a TV Globo, são assim. Eles não são amigos. Embora o discurso seja o mesmo, porque o discurso fascista é paranoico: todos são ameaças.

Daí, porque um governo fascista é um perigo contra a humanidade.

DILMA, NA SOLENIDADE DA SANÇÃO DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL, DISSE “QUE VALEU A PENA LUTAR PELA DEMOCRACIA”

PR_Dilma_Sancao_Codigo_Processo_Civil2Veja e ouça o vídeo em que Dilma fala sobre a democracia e assuntos referentes às políticas de seu governo. Tome sua posição política que constrói a democracia real.

Por que ainda é possível derrotar a campanha golpista do PSDB?

É possível e necessário derrotar a campanha golpista do PSDB retomando e aprofundando o ciclo político ‘Brasil Muda Mais’.

Juarez Guimarães

No ensaio publicado em dezembro de 2014 nesta Carta Maior – “O PSDB virou um partido golpista?” – , fazíamos uma análise serena e demonstrativa de como o partido de FHC havia transitado de uma identidade e estratégia de um partido neoliberal radical de oposição a um plano centralmente dirigido e orquestrado para impedir e derrubar o segundo governo Dilma recém democraticamente reeleito pela maioria do povo brasileiro. Prevíamos premonitoriamente neste ensaio: “A estratégia do PSDB certamente aguarda o juízo de Gilmar Mendes sobre as contas da campanha de Dilma ou a divulgação dos nomes dos políticos denunciados como envolvidos na corrupção da Petrobrás para entrar em um tempo de convergência e catalização.” Está aí o dia 15 de março estrategicamente convocado com antecedência pelo PSDB  desde o início do ano para cumprir esta função estratégica.psdb_0507091

De lá para cá, o governo Dilma e as forças majoritárias que dirigem o PT agiram com grave inconsciência diante desta mudança de identidade e estratégia do partido de FHC.  Praticaram uma política ingênua de uma instalação institucional normal do segundo governo, procuraram em vão um esfriamento da polarização das eleições presidenciais fazendo um movimento e discurso dirigido à pactação com as forças neoliberais de mercado, interromperam sem explicações o diálogo público com a base política do movimento político “Muda Mais”.

Agora, parece já formada em nosso movimento político a consciência de que estamos frente a uma campanha golpista violenta, cada vez mais ostensiva e em crescimento. É tempo ainda de agir à altura deste diagnóstico e desta consciência. Este ensaio pretende refletir e indicar caminhos que, se trilhados, podem isolar e derrotar nos próximos meses esta mais grave tentativa de golpe à democracia brasileira desde a transição do regime militar.

Três sentimentos

Não se vence uma contra-revolução – é disto que se trata, um golpe na democracia para aplicar um programa violento de violação aos direitos em formação do povo brasileiro – sem um sentimento ético-político à altura do transcendental movimento histórico que vivemos.

Precisamos  agora da inteligência e da esperança lúcida de um Celso Furtado, de Antonio Cândido e Maria da Conceição Tavares, da generosidade radiosa de um Dom Hélder Câmara, do nosso Pedro Casaldáliga e do novo papa Francisco. Em nossos corações, o amor à liberdade dos quilombolas, de um Luiz Gama e dos MCs, a energia iluminadora das pagus, margaridas e dilmas. Esteja conosco a força das utopias de um Darcy Ribeiro, de Chico Mendes e de um Leonardo Boff.  Resistamos ao golpe com a força épica de um Brizola ou de um Marighela, com a dignidade de um Raymundo Faoro e de um Sobral Pinto. Cantemos nas ruas os sambas democratas de maior valor, as canções pra lembrar Nara Leão e presentificar Chico Buarque, os baiões e os frevos nordestinos do amor demais. E, sobretudo, acompanhemos a voz grave e sonora desta imensa figura histórica, que fala ao coração de todos os trabalhadores brasileiros, que é Lula.

Esta presença nas ruas fará calar a voz dos novos capitães do mato, dos políticos conservadores do PSDB e da bancada da bala, que querem aumentar o massacre dos jovens negros na periferia. Tornará evidente para todos a infâmia da voz dos bolsonadores estrupadores de mulheres,  o escândalo dos femicidas que agridem assim uma mulher no dia Internacional de seus direitos. Isolarará a voz dos corvos lacerdas que agora fizeram morada em Higienópolis e dos ex-comunistas pernambucanos sem vergonha de desonrar a memória de Gregório Bezerra. Sobretudo, fará cair a máscara dos cínicos e dos rentistas que vivem da predação do dinheiro público e fazem juras de fidelidade ao combate à corrupção. O nome destes todos é hoje Aécio, mas não nos enganemos, o seu sobrenome é Cardoso.

O segundo sentimento que carecemos nesta hora grave é o da humildade. Que cessem entre nós – do campo democrático popular em todo o seu pluralismo – as intrigas, os ressentimentos, as disputas menores de poder. Sobretudo deixemos de fulanizar os impasses e limites do nosso movimento político como se eles fossem externos a cada um de nós. Ninguém tem razão contra todos e o caminho se faz com a síntese de opiniões. Este é o momento da mais generosa e autêntica unidade.

Eles estão  unificados claramente em torno do plano golpista em um comando político estratégico que dirige poderosas forças internacionais orgânicas a uma grande frente golpista que vai do liberal que deserta do jogo democrático ao líder caminhoneiro que quer incendiar o país. Estão editando nas mídias monopolizadas, com astúcia política, cada cena do dia. Um ato em defesa da Petrobrás: façamos o foco na cena da provocação montada à porta. Fala da presidente na TV: montem um panelaço estridente. E assim por diante…

O terceiro sentimento, do qual não devemos abrir mão, é o sentido da consciência e da força organizada e acumulada pela sociedade democrática brasileira. Se formos capazes de dialogar com ela, seremos certamente capazes não apenas de derrotar a estratégia golpista, como de iniciar um novo e profundo ciclo de mudanças democráticas e estruturais no Brasil. Sem este sentimento de potência democrática, da força irresistível de suas razões, de confiança na consciência do povo brasileiro, não poderemos vencer. Um sentimento defensivo e que cede terreno às razões dos neoliberais, que contemporiza com o uso anti-republicano das instituições e com a agressão aberta à legalidade constitucional só fortalecerá os golpistas.

O monopólio midiático empresarial empresta diariamente força ao PSDB e esconde suas fraquezas. Qual é hoje a força política de Aécio em Minas, o segundo estado mais importante na construção histórica nacional deste partido? Qual é hoje a popularidade do governador tucano do Paraná, o terceiro centro político do PSDB? FHC é um homem popular no Brasil ou a sua memória é repudiada pela maioria? A estratégia golpista é uma fuga para a frente do PSDB que não tem esperanças de vencer Lula democraticamente em 2018: sua derrota será catastrófica para o partido que organizou historicamente o neoliberalismo no Brasil!

Como isolar a campanha golpista

A estratégia golpista segue o calendário da investigação da corrupção na Petrobrás, através da sua instrumentalização jurídica, policial, midiática e política. Um setor da Polícia Federal dirigida por tucanos, um juiz que só não mostra morosidade quando o alvo é o PT, uma mídia que desinforma e organiza o discurso anti-petista hora a hora, uma segunda CPI no Congresso Nacional armada para dar palanque aos golpistas.

A narrativa que se organiza em torno à idéia central de que o PT é o responsável  pelo novo e maior ciclo de  corrupção da história do país organiza desde 2005 o centro do discurso e da agenda pública do PSDB. Ela precedeu e criou legitimidade para a nova jurisprudência de exceção de Joaquim Barbosa no julgamento do mal chamado “mensalão”. Ela é agora retomada e aprofundada em uma escalada a partir do patamar alcançado de cristalização da calúnia na opinião pública do país.

O tema da corrupção e a calúnia contra o PT é o “universal” dos golpitas, o elo de ligação entre a sua base classista e ideológica restrita e a consciência dos brasileiros, a forma de transitar do plano golpista armado nos porões do Instituto FHC à opinião pública nacional.

Não podemos repetir os mesmos erros dos últimos anos: subtrair o tema da corrupção como se ele fosse um tema menor e à margem da agenda, confiar inocentemente no legalismo das jurisprudências, manter uma ambiguidade discursiva fatal diante da gravíssima acusação contra o PT e suas lideranças históricas, tratar com leniência e amadorismo todos os escândalos não apurados de corrupção do PSDB. Em sua primeira fala pública após meses de denúncias e calúnias diárias em torno à corrupção do PT e do governo, dois dias após o anúncio da lista Janot, a primeira fala da presidenta Dilma em transmissão oficial, ao contrário do discurso da campanha eleitoral, dedicou ao tema da corrupção apenas alguns segundos. Ora, utilizando a sua própria analogia simplista e simplificadora usada no programa, como uma ajuizada e severa dona de casa vai fazer o ajuste considerado  necessário  das contas da casa se não é capaz nem de evitar o roubo do dinheiro da família?

Não devemos  evitar o juízo: graças ao poder de investigação da corrupção exatamente construído pelos governos Lula e Dilma, estamos diante do escândalo de maior impacto na vida democrática e republicana do país. O seu processo de investigação, sem presunção de culpa julgada a priori,  atinge todos os partidos centrais da democracia brasileira, os presidentes do Congresso Nacional, governadores e, pela primeira vez, incide centralmente sobre empresários brasileiros bilionários que organizam um dos principais ramos da indústria nacional, além da maior e mais importante empresa pública do país.

Se o próprio governo não torna público que foi graças à lei contra os corruptores enviada ao Congresso Nacional pela própria presidenta Dilma, que é graças a autonomia funcional da Polícia Federal e à independência do Procurador Geral da República, que antes não existia nos governos tucanos de FHC, que se pôde fazer a investigação da corrupção antes já existente na Petrobrás, quem o fará? A Rede Globo, o jornal escandalosamente golpista dos Frias? A rádio CBN?

Se é impossível contornar este juízo – que estamos diante da investigação de maior impacto da história republicana do país – , é preciso que este diagnóstico tenha uma resposta à altura da consciência indignada dos brasileiros.

Esta resposta deve ser um pacto nacional pelo fim da corrupção sistêmica no Brasil, liderado pela presidenta Dilma em diálogo com a sociedade civil democrática. Ele poderia ter quatro propostas estruturantes: o primeiro, em torno do qual já se formou uma nítida opinião de maioria republicana e democrática, é o fim do financiamento empresarial das campanhas eleitorais; o segundo eixo estruturante são exatamente as propostas de mudanças legais que fecham o cerco à impunidade dos corruptos, que vem responder a um clamor da opinião pública; o terceiro, medidas para estancar o fluxo ilegal das fortunas bilionárias para paraísos fiscais, seja para abrigar dinheiro de origem criminosa seja para fugir ao fisco (daí a importância vital da CPI sobre as contas dos brasileiros no HSBC); o quarto, enfim, a federalização para estados e municípios, empresas e entidades públicas de todo o país, de uma série de procedimentos mínimos necessários de prevenção à corrupção.

Uma iniciativa pública como essa – de histórico sentido republicano –  teria o sentido de amarrar três pontos centrais de uma narrativa oposta e alternativa àquela dos neoliberais golpistas: que são os governos do PT que mais lideraram e lideram o combate à corrupção no Brasil, que a corrupção é sistêmica no estado brasileiro e não é uma criação do PT, afina a consciência petista com a consciência cívica do cidadão e da cidadã brasileiros. O PT deveria ser exemplar neste aspecto, tomando medidas internas coerentes com estas proposições, expulsando os filiados comprovadamente envolvidos em casos de corrupção.

Esta  histórica iniciativa política, temos certeza, colocará em ponto morto a estratégia golpista e na mais completa defensiva o PSDB e os partidos e setores golpistas que o acompanham. Pois são exatamente eles os mais corrompidos, os que mais defendem o financiamento empresarial das campanhas, que fogem sempre à punição exemplar e que mantém os laços de afinidades estratégicos com os circuitos financeiros que organizam a corrupção.

Uma macro-economia para os novos direitos

É  preciso sempre ler a conjuntura com os olhos abertos para aprender com ela. Nestes últimos quatro meses aprendemos três lições preciosas.

A primeira é que a consciência neoliberal está certa: a aplicação de um programa neoliberal hoje exigiria certamente uma dinâmica fortemente anti-democrática, no limite da criminalização do PT e dos partidos de esquerda, com a generalização da repressão aos movimentos sociais.

O povo brasileiro está tão faminto por novos direitos como está indignado com a corrupção. Que sirva de lição a dignidade dos operários de São Bernardo que entraram em greve de pronto frente à ameaça das demissões metalúrgicas. As classes trabalhadoras brasileiras estão hoje fortalecidas por anos de crescimento do emprego, de formalização do mercado de trabalho, de mais acesso á escolarização. “Brasil nunca menos”, como disse uma vez em alto e bom som o companheiro Marco Aurélio Garcia.

O que aconteceu no Paraná – tão escondido pelas grandes empresas de comunicação – foi notável: o governador tucano, recém fortalecido por uma reeleição, viu o seu violento plano de agressão aos direitos públicos ser enfrentado por uma histórica greve, liderada pelos professores da rede pública. A generalização da greve e dos protestos com dezenas de milhares de paranaenses obrigou o tucano a recuar.

E, agora, os atos nacionais do dia 13 de março, liderados pela CUT, MST e UNE, enchendo as ruas e praças de todo o país em defesa da democracia, pela reforma política e contra a corrupção e por mais direitos públicos. Foi, sem dúvida, um ato renovador das esperanças em um momento decisivo!

A segunda grande lição é que se, em 2006 e 2010 a macro-economia inclusiva do desenvolvimento transferiu a sua força de legitimação para os votos majoritários que elegeram o segundo governo Lula e o primeiro governo Dilma, agora é a vez da política puxar a economia. O impasse econômico do Brasil – tudo ao contrário do diagnóstico neoliberal que acusa uma macro-economia anti-cíclica irresponsável dirigida ao aquecimento da demanda como a responsável – é político: a construção de legitimidade pública para avançar no papel estratégico de planejamento democrático do setor público em detrimento dos poderes ainda fortes da financeirização na economia brasileira.  No primeiro governo Dilma , se formos capazes de continuar crescendo empregos e direitos mas não  o PIB como antes é porque houve um reposicionamento agressivo dos neoliberais na disputa político-midiática dos rumos da economia  e um acanhamento crescente do governo na defesa de suas opções.

A palavra de Dilma, tão anunciadora nas eleições de 2014, deve prevalecer sobre o neolibelês boquirroto do novo Ministro da Fazenda, que anunciou pela primeira vez para bancos norte-americanos a recessão da economia brasileira em 2015 e que ousou, de forma grosseira, fazer chacota das políticas anti-cíclicas do primeiro governo Dilma. A política agora deve comandar a economia.

Por que não dar mais visibilidade às três milhões de novas unidades do programa Minha Casa Minha Vida que serão construídas nos próximos quatro anos? Passado o momento mais grave, é hora da Petrobrás anunciar o seu novo ciclo de investimentos, assim como os grandes projetos de infra-estrutura amadurecidos.  Se o lema do governo é “Patria Educadora”, por que não magnificar o programa de construção de creches públicas de qualidade, em ritmo e em escala ampliada, com a urgência de não quer ver mais milhões de crianças sem a primeira educação de qualidade nem os pais e mães trabalhadoras sobrecarregados no seu tempo e orçamento? Por que não o imposto sobre as grandes fortunas e patrimônios, por que não pressionar para diminuir os escandalosos juros praticados no mercado de crédito no Brasil, por que não exigir o fim do escandaloso prêmio aos rentistas  através das altas taxas Selic?

A terceira grande lição é que a macro-economia do desenvolvimento, aprofundada e expandida em suas razões, é a base social da hegemonia da esquerda que queremos construir. Como afirmava Gramsci,  em polêmica com um conceito idealista ou restritamente cultural de hegemonia: esta se manifesta principalmente no terreno econômico através de valores para além dos corporativos. Sem ela, é a nossa própria base social – esta imensa e poderosa rede de movimentos e cidadãos em marcha por seus direitos que cresce sem parar no Brasil – que se divide, perde identidade e sentido histórico.

É o próprio sentimento de esperança dos brasileiros , como muito bem expressou Celso Furtado, que perde o sentido, abrindo o espaço para a propaganda apocalíptica e anti-nacional do fim do Brasil pregada pelos neoliberais.

Movimento político Muda mais

No esforço épico vitorioso das eleições presidenciais de 2014, o espírito daquilo que nos une e dá sentido foi capaz de forjar três palavras que continham em si toda uma narrativa, toda uma época e todo um futuro a conquistar: “Brasil Muda Mais”. Em um sentido forte, esta potência que se manifestou mais claramente no segundo turno das eleições e nos deu a vitória deve ser agora incorporada  ao nosso movimento político plural.

A disputa de hegemonia reclama a formação de um movimento político unitário permanente e estruturado que contenha cinco características: assume com centralidade as lutas democráticas, vinculando-as à defesa de um novo pacto desenvolvimentista, sustentável e distributivo, à expansão dos direitos sociais e humanos; forma em torno de si toda uma rede democrático-popular de comunicação, vinculando-se em rede para travar diariamente a luta pelas notícias, juízos e valores; organiza-se de forma frentista e horizontal, abrigando em torno de si o amplo pluralismo das esquerdas, religiosos e identitários; converge para ações unificadas mas abre-se para todas as formas de lutas em dinâmicas regionais e descentralizadas; estabelece uma unidade de sentido entre nosso trabalho no governo do país, as ações dos movimentos sociais e o trabalho parlamentar.

A formação deste Movimento Político Muda Mais está nas ruas neste dia 13 na forma de sua anunciação e também no dia 15 de março na forma de uma oposição pública às vozes golpistas.

É ele que permitirá, se formado, passar de um momento defensivo vitorioso para a construção da governabilidade programática do segundo governo Dilma, isto é, o ato de governar  em meio ao aprofundamento das mudanças democráticas, republicanas e sociais que o povo brasileiro aspira hoje com tanta força.

INSUFLADAS PELAS MÍDIAS CONSPIRADORAS E POLITICOFASTROS AS DIREITAS FORAM ÀS RUAS E PROMOVERAM O ESPERADO: CHABU GERAL!

bosch2eA hipotimia é uma baixa no vigor que dispõe o homem a agir. Pode ter como causa um elemento fisiológico. Assim, como pode ser causada por um corpo psíquico. No caso psíquico, o sujeito se sente sujeitado por um corpo que lhe diminui o ânimo a agir no exterior. Ou seja, sua libido perde a força de investimento no objeto externo e se concentra em si mesma. O que resulta em um estado de tristeza e, consequentemente, em um estado de depressão.

A hipotimia é o afeto triste que domina as direitas. As direitas, por suas naturezas, sofrem de hipotimia crônica, porque sua única relação com o mundo exterior é elaborada através da idealização do lucro que o capital, como máscara econômica, lhe proporciona. Idealização, porque nasce em sua própria consciência. Não tem suporte na realidade da matéria exterior que possibilita a experiência construtora do mundo real.

Por apresentar esse quadro psicopatológico as direitas podem ser vistas como corpos projetores de forças paranoicas, já que o seu delírio contínuo pelo lucro, e que também possibilita vivenciar valores reativos como vaidade, prepotência, arrogância, desonestidade, ambição, ódio, inveja, etc., lhes leva a ver inimigos em todos os que não atuam como elas.

Por tal, essa animosidade contra os governos populares e, mormente, contra a presidenta Dilma Vana Rousseff eleita democraticamente duas vezes para governar o Brasil. Como as direitas não têm vigor necessário para se relacionar com o mundo real que lhe é contrário, a democracia, elas alucinaram e deliraram um protesto, ontem, em algumas ruas do Brasil, contra o governo Dilma. Para isso contaram, principalmente, com dois estratos de sua hipotimia: os meios de comunicação, eternos inimigos da democracia, como a TV Globo, jornais O Globo, Folha de São Paulo, Estadão, revistas Época, de propriedade da Globo, IstoÉ e Veja; e os politicofastros – os falsos políticos –, como Aécio Cunha, que durante toda semana insuflaram seus próprios sujeitos da hipotimia a comparecerem nas ruas. E compareceram com todos seus trabucos violentos. Nazifascistas, falsos democratas, invejosos, odientos, dondocas e fálicos narcisistas psicoplásticos entre outras espécies raras à democracia. 

Resultado: Chabu Geral. Apesar de toda a cobertura-insufladora e conspiradora da TV Globo, agora também com a participação da TV Record, gorou. Como é de seu próprio caráter anal-retentivo, ela procurou mostrar dados fraudados auxiliados pelas cenas fechadas sobre grupos para insinuar que era multidão. Chegou a afirmar, junto com a PM de Alckmin, que em São Paulo – berço esplêndido dos alienados e reacionários direitistas – foi 1 milhão de representantes. O que o instituto Datafolha, que também engrossa o caldo dos reacionários, contestou afirmando que no máximo foram apenas 210 mil participantes. Fato, que se fosse verdadeiro, falava contra os conspiradores já que nas eleições Dilma teve baixa votação no estado, apesar da ocultação pela própria mídia da falta de água, o que beneficiou Alckmin e o playboy Aécio Cunha. E mais, com esse número de participantes em todo Brasil, as direitas não conseguiriam eleger um prefeito de Manaus. E mais do mais, se as eleições presidenciais com o senil playboy ou com outro direitista, Dilma voltaria a ganhar. As direitas sofrem porque carregam um imensurável sentimento de culpa. E elas gostam.

Por isso, em Manaus, foi como nos outros lugares: chabu total. Bem que o prefeito Arthur Neto, do partido da burguesia-ignara, classe parasitária que vampirescamente suga o sangue dos trabalhadores, PSDB, se esmerou. Os que compareceram foram os mesmos sujeitos-sujeitados analfabetos políticos e os que fazem parte da turma dele. Entretanto, é necessário lembrar que aqui, em Manaus, Dilma sequer soube da candidatura de Aécio, amigo do prefeito.

No mais, as pessoas atentas, puderam constatar que o Brasil, com Dilma no governo, encontra-se com sua democracia bem fortalecida. O conjunto das direitas que foram às ruas não consegue eleger um prefeito de Manaus. Uma prova de que sua história atual vai sendo escrita com a cognição e os sentidos. Faculdades que determinam a dimensão política da humanidade. Juntando todos que formam o cordão ensandecido das direitas, fica um número que nem em delírio ameaça o governo Dilma, visto que ela teve mais de 54,5 milhões de votos.

Daí, que sendo as direitas portadoras da psicopatologia da hipotimia, que lhe faz apática e indiferente, em relação à vida, não pode ter dimensão política. Logo, querer governar, não passa de alucinação e delírio.

AS DIREITAS ANALFABETAS QUEREM O BRASIL SEM O P T: DELÍRIO-LINGUÍSTICO-POLÍTICO-GEOGRÁFICO

32897C4DD7D701091E1B5C7ABC043BE0ED520681B5A41E367D42D383D4C4A13AQualquer pessoa com zero grau de cognição não atribui qualquer sabedoria coletiva as direitas. As direitas do Brasil há muito confirmaram que são rudes, embrutecidas e pervertidas. Não é por um simples acaso que o gozo delas é proporcionado pela dor, pelo ódio. É lógico, que com ódio ninguém goza, mas elas, em seus estados de delusões, acreditam que sim.

As direitas são o modelo fiel dos tipos básicos de analfabetos.  Analfabeto funcional, só perseguem seus interesses, do analfabeto profissional, só tratam de suas profissões e analfabeto político, não tem qualquer dimensão política. Como são vaidosas, arrogantes e prepotentes, elas agora decidiram a ser conhecidas por mais um modelo de analfabetismo: analfabeto-analfabeto.

Fazendo uso de uma criança com um cartaz nas mãos – nada de pudor -, elas estão propondo a retirada do P T do Brasil. Uma descarada confissão de analfabetismo-analfabeto. Tirar o P T do alfabeto português-brasileiro não é só a confissão de total irracionalidade como também é uma assassina violência-epistemológica.

O alfabeto português-brasileiro tem 26 letras. Tem aquela onda com as letras K, Y e W. Se a onda pegasse, seriam apenas 23 letras em nosso maravilhoso alfabeto, mas como a onda não pega, são 26 letras na maior. Pois bem, as direitas querem tirar do Brasil o P T. Se esse delírio-linguístico fosse possível acabaria com o Brasil. Prevaleceria um País sem qualquer significado-significante-epistemológico de Brasil. Não seria nem um espectro. Seria a materialização do verdadeiro terrorismo. Seria desrealização brasileira. O desaparecimento total.

Sem o P não seria possível escrever e nem se pronunciar Petrobrás, Politico, Política, Palácio, Planalto, Parlamento, Pagode, Pupunha, Piedade, Paixão, Profissão, Pinga, Pimenta, Pilhéria, Planície, Platão, Pelada, Palmeiras, Pênalti, Penalidade, Penicilina, Penico, Pilantra, Pica, Peixe, Periquita, Pecuária, Paulista, Paraense (que dor, meu Deus!), Piauí (mais dor), Pavão, Pistão, Percussão, Petroquímica, Pré-sal, Palhaço, Puxa-saco,  Puxeta, Pulha, Prudência, Primo, Psicanálise, Politzer, Polissílabo, Pixote, Público, Psicodélico, Proteína, Placenta, Papai, Piroca, Piroga, Protesto, Protético, Pitiú, Provocação, Protagonista, Promotor, Procurador, Preto, Professor, Produtividade, Pragmatismo, Prêmio, Primavera, Processo, Papete, Pesquisa, Peruca, Pestana, Pescador, Pauleira, Punheta, Peru, Pente, Pera, Pensador, Pedestre, Pedagogia, Pedreiro, Peito, Passeata, Psicopatologia, Pé, Papo, Picolé, Pirulito, Pipoca, Parteira, Parceiro, Padaria, Paissandu, Porco, Pacu, Pirarucu, Poltrona, Padroeiras, entre outras brasilidades.

Porém, o que se configuraria no maior ato terrorista com a tirada do P, seria que não se poderia mais se falar de Povo. Um País não existe sem povo. Mas é exatamente isto que as direitas pretendem e para isso contam com as parcerias do capital estrangeiro. As direitas querem acabar com o povo. E mais, extraindo o P do Brasil, não teríamos Plebiscito que é a voz do Povo. As direitas se mijam de medo do Povo e do Plebiscito.

E se saísse o T do Brasil? Escafedeu-se, seu Zé! Não haveria mais Trabalhador, Trabalho, Trabalhismo, Transporte, Trombone, Taxista, Transexual, Tijolo, Tartaruga, Tamanduá, Tia, Tinta, Tino, Tacacá, Tapioca, Taperebá, Tangirina, Trambique, Testemunha Testículo, Teteia, Tesão, Texto, Tíbia, Tiara, Toque, Tipografia, Teatro, Tigela, Tangará, Ticunas, Tupy, Tambaqui, Tucumã, Tucunaré, Tainha, Tijolaço, Tesoura, Tempero, Teoria, Tapuia, Tato, Temperatura, Trigo, Teologia, Triângulo, Teorema, Tambor, Tamborim, Tarde, Teclado, Técnica, Tabaco, Taberna, Tabefe, Talento, Tamoio, Tapete, Tarifa, Tecelão, Tatu, Tarraxa, Tarugo, Tchau, Taverna, Telescópio, Televisão, Telefone, Telecomunicação, Tecnologia, Tratado, Tabatinga, Taguatinga, Taiguara, Terapeuta, Terapia, Tese, Testa, Toda, Tobogã, Tocata, Tolerância, Touro, Torneio, Tracajá, Tradição, Transcendência, Transversal, Tinhorão, Trave, Traquinice, Trompete, Túrgido, Tuxaua, trópico, Tropical, entre tantos brasiliteis.

Mas o objetivo maior das direitas com o fim do T, é que com o T se escreve e se testemunha a Terra. A Terra é Territorialidade. Práxis do Povo. Sem Terra não há Povo. É por isso que as direitas querem entregar a Petrobrás para o capital estrangeiro, porque a Petrobrás é produto da Terra Brasil. Se não houvesse a Terra Brasil não haveria a Petrobrás. O que significa que as direitas são inimigas do Brasil, conspiram contra a soberania nacional e pretendem o fim do Estado de Direito que garante a democracia que hoje se vive no país.

Diante desse quadro linguístico-epistemológico-político-geográfico o delírio das direitas não pode se tornar realidade, porque o Brasil não existe sem o P T.

Swissleaks: A mídia golpista está toda na lista do HSBC

Por Renato Rovai

Começam a aparecer os indícios que levaram o jornalista Fernando Rodrigues a tratar a lista do HSBC como algo a ser investigado e a não revelar de imediato, como fazem com qualquer investigação onde apareça um nome de petista, os nomes dos 8.667 brasileiros que, entre 2006 e 2007, tinham contas numeradas no HSBC da Suíça.

Evidente que manter uma conta no exterior não é crime, mas é absolutamente suspeito fazê-lo num banco da Suiça que operava como um bunker do dinheiro sujo do planeta.

Nos documentos, revelados hoje pelo O Globo, mas que já estavam para ser vazados por pessoas que trabalharam na investigação internacional se Fernando Rodrigues não os divulgassem, constam os nomes de proprietários do Grupo Folha/UOL, a quem Fernando Rodrigues que dormiu com a lista é vinculado.

Octavio Frias de Oliveira e Carlos Caldeira Filho, ambos falecidos, tiveram conta conjunta na instituição. Luiz Frias aparece atualmente como beneficiário da mesma conta, que foi criada em 1990 e oficialmente encerrada em 1998. Em 2006/2007, os arquivos do banco ainda mantinham os registros, mas, no período, segundo o jornal, ela estava inativa.

Lily de Carvalho, viúva de Roberto Marinho, aparece na lista. Mas como ela também foi casada com Horácio de Carvalho, proprietário do extinto “Diário Carioca”, a reportagem “esclarece” que o nome de Lily surge nos documentos com o sobrenome de Horácio, seu primeiro marido, e que o representante legal da conta junto ao HSBC é a Fundação Horácio de Carvalho Jr. O saldo registrado em 2006/2007 era de US$ 750,2 mil. Lily morreu em 2011.

Quatro integrantes da família Saad, dona da Rede Bandeirantes, também estão na lista do HSBC. Constam entre os correntistas os nomes do fundador da Bandeirantes, João Jorge Saad, da empresária Maria Helena Saad Barros e de Ricardo Saad e Silvia Saad Jafet, filho e sobrinha de João Jorge.

Do Grupo Edson Queiroz, dono da TV Verdes Mares e do “Diário do Nordeste”, estão Lenise Queiroz Rocha, Yolanda Vidal Queiroz e Paula Frota Queiroz (membros do conselho de administração). Elas tinham a módica quantia de US$ 83,9 milhões em 2006/2007. Edson Queiroz Filho também surge como beneficiário da conta. Ele morreu em 2008.

Luiz Fernando Ferreira Levy (1911-2002), que foi proprietário do jornal “Gazeta Mercantil”, que não existe mais e que deixou quase todos seus ex-empregando sem receber quando faliu, teve conta no HSBC em Genebra entre os anos de 1992 a 1995.

Dorival Masci de Abreu (morto em 2004), que era proprietário da Rede CBS de rádios (Scalla, Tupi, Kiss e outras), foi correntista da instituição financeira na Suíça entre 1990 a 1998.
João Lydio Seiler Bettega, dono das rádios Curitiba e Ouro Verde FM, no Paraná, tinha conta ativa em 2006/2007. O saldo era de US$ 167,1 mil.

Fernando João Pereira dos Santos, do Grupo João Santos, que tem a TV e a rádio Tribuna (no Espírito Santo e em Pernambuco) e o jornal “A Tribuna” tinha duas contas no período a que se refere os documentos. O saldo delas era de US$ 4,4 milhões e US$ 5,6 milhões.

Anna Bentes, que foi casada com Adolpho Bloch (1908-1995), fundador do antigo Grupo Manchete, fechou sua conta no ano 2000.

O apresentador de TV Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho e dono da “Rede Massa” (afiliada ao SBT no Paraná) tinha uma conta com sua mulher, Solange Martinez Massa, em 2006/2007. O saldo era de US$ 12,5 milhões.
Aloysio de Andrade Faria, do Grupo Alfa (Rede Transamérica), tinha US$ 120,6 milhões.

Há ainda sete jornalistas que aparecem nos registros do HSBC são Arnaldo Bloch (“O Globo”), José Roberto Guzzo (Editora Abril), Mona Dorf (apresentadora da rádio Jovem Pan), Arnaldo Dines, Alexandre Dines, Debora Dines e Liana Dines, filhos de Alberto Dines. Fernando Luiz Vieira de Mello (1929-2001), ex-rádio Jovem Pan, teve uma conta, que foi encerrada em 1999. As contas de Bloch e Guzzo estavam encerradas. Mona tinha US$ 310,6 mil. Os quatro jornalistas da família Dines guardavam US$ 1,395 milhão.

A quem interessar possa, não foi divulgado o nome de nenhum blogueiro ou jornalista do campo progressista.São os que gritam contra a corrupção e que pedem moralidade no país que depositam dinheiro num banco com sede na suíça e especializado em lavagem de dinheiro sujo. Mas os sujos somos nós…

ATO EM DEFESA DA PETROBRÁS E DA SOBERANIA NACIONAL, EM MANAUS, FOI UMA FESTA E CONTOU COM A BÊNÇÃO DA CHUVA

IMG-20150313-WA0152Eram quase 16 horas quando a chuva começou a se mostrar nos bairros e centro de Manaus. Às 16 horas começariam as manifestações em defesa da Petrobrás e da Soberania Nacional, exatamente na Praça Heliodoro Balbi, mais conhecida como Praça da Polícia, centro. Nesse momento uma multidão já se fazia presente. Era o prenúncio da radiante festa que iria ocorrer. A chuva caindo feito dilúvio, lavando, a Manaus suja, abandonada pelo prefeito Arthur Neto, do partido da burguesia-ignara, PSDB, classe parasita que conspira contra a soberania nacional. E a chuva caindo e os brasileiros manauaras chegando.

IMG-20150313-WA0017 IMG-20150313-WA0020 IMG-20150313-WA0025 IMG-20150313-WA0021 IMG-20150313-WA0024 IMG-20150313-WA0032 IMG-20150313-WA0033 IMG-20150313-WA0015 IMG-20150313-WA0041 IMG-20150313-WA0045 IMG-20150313-WA0044 IMG-20150313-WA0051 IMG-20150313-WA0057 IMG-20150313-WA0070 IMG-20150313-WA0069Os organizadores da manifestação iniciaram a saída da praça em direção com cruzamento das duas principais avenidas de Manaus: 7 de Setembro e Eduardo Ribeiro. E a multidão seguindo na frente atrás. Na confluência das duas avenidas, começaram os discursos. Representantes dos petroleiros, políticos dos partidos populares, líderes dos movimentos sindicais, estudantes, professores, membros do coletivo LGBT, religiosos, jornalistas, representantes das religiões afros, artistas, escritores, intelectuais, transeuntes, que resolveram, também, se engajar ao ato. E muitos vendedores de sombrinhas que aproveitaram para ganhar uns trocados. Uma prova que um governo popular consegue atua no trabalho informal até quando realiza uma manifestação. E como não haveria de faltar, os representantes da Associação Filosofia Itinerante (Afin). Sem deixar de fora os trabalhadores das lojas que tudo observavam com muita atenção.

IMG-20150313-WA0112IMG-20150313-WA0114IMG-20150313-WA0098IMG-20150313-WA0079IMG-20150313-WA0092IMG-20150313-WA0091IMG-20150313-WA0074IMG-20150313-WA0178IMG-20150313-WA0177IMG-20150313-WA0166IMG-20150313-WA0156IMG-20150313-WA0124IMG-20150313-WA0093IMG-20150313-WA0097Todos fizeram seus pronunciamentos defendendo a Petrobrás, a soberania nacional e o respeito ao Estado de Direito. Quase todos os pronunciamentos tiveram temas semelhantes como a conspiração da burguesia, eleitora do candidato derrotado Aécio Cunha, que pretende o terceiro turno, já que como ressentidos culpam os eleitores progressistas por suas dores resultantes da derrota eleitoral. Denunciaram, também, a ostensiva campanha difamatória desencadeada pelas mídias aberrantes contra o governo Dilma. A tentativa de querer fazer uma parcela da população alienada, acreditar que a corrupção começou no governo do Partido dos Trabalhadores, quando se sabe que ela se institucionalizou nos desgovernos de Fernando Henrique, como denunciou um dos corruptos investigados pela Operação Lava Jato. Lembraram dos interesses do capital estrangeiro na Petrobrás e a ajuda que ele vem concedendo à grupos conspiratórios das direitas e extremas-direitas.

IMG-20150313-WA0056IMG-20150313-WA0051IMG-20150313-WA0041IMG-20150313-WA0027IMG-20150313-WA0057IMG-20150313-WA0048IMG-20150313-WA0024Foram pronunciamentos que não fugiram do objetivo do ato e fortaleceram, pedagogicamente, as atitudes que os brasileiros devem ter para defender o maior patrimônio do Brasil e sua soberania. Ficou claro que as direitas só imaginam e defendem a democracia quando se trata da democracia de seus interesses – que não é democracia – e não a democracia real cujo devir-político responde aos interesses de toda sociedade. E a chuva caindo como uma bênção ao labor maior do homem: a política.

IMG-20150313-WA0171IMG-20150313-WA0167IMG-20150313-WA0107IMG-20150313-WA0107IMG-20150313-WA0110IMG-20150313-WA0066IMG-20150313-WA0080IMG-20150313-WA0058IMG-20150313-WA0074Agora, curtam as imagens produzidas pelas fotógrafas da Afin Jamile Oliveira, Lucicleia Lopes e Aldenise Oliveira. Acompanhem a festa na chuva e depois da chuva. Uma verdadeira festa democrática, companheiros!

A PARTIR DAQUI AS FOTOS SÃO DA FESTA EM SÃO PAULO

Protesto de sindicalistas na sede da Petrobras em São Paulo Protesto de sindicalistas na sede da Petrobras em São Paulo Protesto de sindicalistas na sede da Petrobras em São Paulo Protesto de sindicalistas na sede da Petrobras em São Paulo Protesto de sindicalistas na sede da Petrobras em São Paulo Protesto de sindicalistas na sede da Petrobras em São Paulo Protesto de sindicalistas na sede da Petrobras em São Paulo PP_-Protesto-em-frente-a-sede-da-Petrobras-em-Sao-Paulo-foto-Paulo-Pinto-Fotos-Publicas0013 Protesto de sindicalistas na sede da Petrobras em São Paulo RF_protestopetrobras_001 RF_protestopetrobras_005 RF_protestopetrobras_025 RF_protestopetrobras_031 RF_protestopetrobras_034 RF_protestopetrobras_039 RF_protestopetrobras_042 RF_protestopetrobras_043 RF_protestopetrobras_051O texto para servir de endereçamento é supérfluo. Vamos às imagens. Mas… Foram mais 100 mil pessoas no ato. As direitas que conspiram por um golpe, agora acusaram o contra golpe. As fotos foram extraídas do Site Fotos Públicas.

OS AUTÊNTICOS BRASILEIROS SABEM QUE TODO DIA É DIA DE PETROBRÁS, MAS HOJE, 13, É DIA DE DEFENDÊ-LA CONTRA A TARA DOS CRÁPULAS

marco13_dia_nacional_lutasO fato é simples de mostrar e entender. A Petrobrás não é como muitos afirmam um símbolo da grandeza do Brasil. A Petrobrás é a maior grandeza real criada pela potência dos saberes brasileiros em composição com a natureza. Por isso, ela se expressa no enunciado-significador econômico como sua maior grandeza. É a estatal que mais contribui para o desenvolvimento econômico, social, científico, educacional, artístico, esportivo, etc. da sociedade brasileira. E também para o desenvolvimento de outros países que mantém acordos econômicos com o Brasil. Ela é o suporte básico de nossa economia-prática. Seus dispositivos produtores contemplam significativamente a identidade de nossa brasilidade.

No momento atual, a Petrobrás continua produzindo, através de sua potência, os produtos que ela constrói sua identidade de empresa fértil. O que significa que a Petrobrás mantém seu valor-produtivo. Os crápulas, com o objetivo visível de querê-la diminuída em sua importância, encenaram uma bufonaria para que ela seja tida como desvalorizada e assim ser privatizada. Só que os crápulas, personagens delirantes e alucinantes, em suas manifestações psicóticas, como não podem conceber o real, não sabem que a maior parte da sociedade brasileira é concebida por fluxos-potências-nacionais que lhes mobilizam para a defesa contra os que conspiram para o esfacelamento de sua identidade-pátria. Sua soberania Nacional.

rs_12Os crápulas, como horda molar – os que são imóveis, estruturas inativas do capitalismo – multifacetada nas direitas nazifascistas que vão das mídias aberrantes, passando pela parasitária burguesia-ignara e os grupos monopolistas estrangeiros,  querem fazer de um processo criminal que investiga um sistema de corrupção organizado e executado por alguns funcionários da empresa, uma catapulta para atingir tanto a Petrobrás como governo popular da proba, inteligente e corajosa presidenta Dilma Vana Rousseff.

Um objetivo eminentemente psicótico. O princípio de realidade brasileira “ desmancha no ar” a projeção psicopatológica dessas extremas-direitas. Aqui pedimos desculpa a Marx pela tentativa de parafrasear sua clássica lógica: “Tudo que é sólido se desmancha no ar”, visto que os tagarelas, a gente miúda-muda, os crápulas, não tem nada de sólido. São meras abstrações e como abstrações têm da sociedade brasileira o reflexo abstrato de suas abstrações. Por força destas abstrações eles acreditam que com panelas e pornofonias se faz a ‘revolução’. Como diria o teatrólogo alemão, Brecht, o que eles querem é a revolução de suas barrigas entupidas.

Então, fica combinado. Hoje, dia 13, um número cruel para os crápulas, aqui em Manaus, na Praça da Polícia, às 16h: vamos fazer a festa colorida da Petrobrás e da Soberania Nacional.

Hoje, é sexta-feira 13, dia de sorte que serve para espantar os odientos, invejosos e conspiradores desamados! É dia de amar a liberdade do Brasil, moçada!

“Sem medo de ser Feliz!

MÍDIA CONCENTRA FOCO NA LAVA JATO, MAS IGNORA EMPREITEIRAS NA CASTELO DE AREIA E NO TRENSALÃO

usar____1A delação premiada de Dalton Avancini e Eduardo Leite, respectivamente presidente e vice-presidente da Camargo Corrêa, se restringirá à Petrobras ou abrangerá contratos com outras empresas e órgãos públicos em todo o País, inclusive com sucessivos governos tucanos do Estado de São Paulo?

por Conceição Lemes

Em 27 de fevereiro, dois executivos da cúpula da Construtora Camargo Corrêa fecharam acordo de delação premiada com o juiz Sérgio Moro e os procuradores da Operação Lava Jato, que investiga a corrupção na Petrobras.

São Dalton Avancini e Eduardo Hermelino Leite, respectivamente, presidente e vice-presidente da empreiteira. O criminalista Celso Vilardi, advogado de ambos,  não participou das negociações e já informou que vai renunciar à defesa desses clientes.

A Camargo Corrêa também não participou do acordo. Em nota, diz que “tomou conhecimento pela imprensa que seus executivos Dalton Avancini e Eduardo Leite firmaram acordos individuais de colaboração com o Ministério Público Federal”.

A pergunta que não quer calar: a delação premiada de Avancini e Leite vai se restringir à corrupção na Petrobras ou abrangerá também contratos da Camargo Corrêa com outras empresas e órgãos públicos municipais, estaduais e federais em todo o País?

Na época da ditadura, já era voz corrente que as empreiteiras “engraxavam” agentes de órgãos públicos para obter vantagens.

O empresário tucano Ricardo Semler, em artigo publicado em novembro de 2014, salientou que sob Dilma, “nunca se roubou tão pouco”. E revelou ainda:

Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos 70. Era impossível vender diretamente sem propina. Tentamos de novo nos anos 80, 90 e até recentemente. Em 40 anos de persistentes tentativas, nada feito.

A delação premiada de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, só veio confirmar o que se supunha. Em audiência à Justiça Federal do Paraná, ele disse que:

1) As principais empreiteiras do País distribuíam entre si os contratos, mediante pagamento de propina e desvio de dinheiro público, repassado a partidos políticos.

2) O esquema revelado na Operação Lava Jato operava em todo o País.

3) Ele  não era exclusividade da Petrobras; existia em outras empresas e órgãos públicos municipais, estaduais e federais.

Em português claro: as empreiteiras denunciadas na Lava Jato estão muito mais juntas e misturadas do que mostram a mídia, a Polícia Federal (PF) e o próprio Ministério Público (MPF). Inclusive a Camargo Corrêa, conectada às operações Lava Jato e Castelo de Areia e ao trensalão tucano.

Diante disso, o Viomundo gostaria de saber:

* O juiz  Sérgio Moro e os procuradores federais perguntarão a Dalton Avancini sobre a sua prisão decretada em 2010 pelo Ministério Público Estadual de São Paulo (MPE-SP) em função de corrupção na Sanasa?

A Sanasa (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A.) é empresa de economia mista controlada pela Prefeitura de Campinas, no interior do Estado de São Paulo. Na época, Avancini fugiu e foi considerado foragido.

A Camargo Corrêa foi uma das empresas acusadas de integrar o cartel que fraudava licitações na área de saneamento. O próprio MPE-SP menciona contratos bilionários do grupo com a Sabesp.

* O juiz  Sérgio Moro e os procuradores federais indagarão também a Avancini sobre o Consórcio Via Amarela, responsável pela construção da Linha 4- Amarela do Metrô de São Paulo?

Avancini representa a Camargo Corrêa no consórcio do qual participa a Alstom, multinacional francesa envolvida no esquema que fraudou e superfaturou licitações do  Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em conluio com agentes públicos de sucessivos tucanos no Estado de São Paulo. O chamado trensalão, ou propinoduto tucano, como ficou conhecido o esquema.

Tal qual a Alstom a Camargo Corrêa também integra o cartel fraudador.

Um dos contratos denunciados por superfaturamento é justamente o da Linha 4- Amarela do Metrô. Em valores atualizados, a obra foi orçada em R$ 3,3 bilhões. Na Operação Castelo de Areia, há a informação de pagamento de propina da ordem de R$ 16 milhões.

* O juiz  Sérgio Moro e os procuradores federais questionarão Eduardo Leite sobre o consórcio formado para construir o Sistema Produtor São Lourenço, obra da Sabesp?

O consórcio chama-se SPSL Águas — Sistema de Tratamento e Disposição S/A. Eduardo Leite representa nele a Camargo Corrêa.

O Sistema Produtor São Lourenço consiste em construir uma represa no rio Piraí, no município de Ibiúna, para enviar 4,7 mil litros de água por segundo para cidades da Grande São Paulo por uma tubulação de 83 quilômetros de extensão. Em valores atualizados, uma obra de R$ 6,6 bilhões.

Apenas dois consórcios participaram da licitação. O formado pelas empresas Carioca Christiani- Nielsen e Saneamento Ambiental Águas do Brasil foi desclassificado pela Sabesp.  Saiu vencedor o SPSL Águas, composto pelas empreiteiras Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

Em reportagem publicada em CartaCapital, o jornalista Fábio Serapião denunciou:

“Mesmo após a apresentação de recurso [pelo grupo desclassificado], a Sabesp manteve sua decisão e sagrou vencedor o consórcio SPSL, com uma proposta cuja contraprestação por parte da estatal supera em 14 milhões de reais o preço referencial estipulado no item 6 do edital. Ou seja: foi feita uma licitação que serviu para aumentar, em vez de baixar por meio da concorrência, o preço a ser desembolsado pela estatal”.

* O juiz  Sérgio Moro e os procuradores federais interrogarão os dois delatores sobre as descobertas da PF na Operação Castelo de Areia?

A  Castelo de Areia  foi desencadeada pela Polícia Federal  (PF)e focou na Camargo Corrêa. Ela investigou um esquema de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e repasses ilícitos para políticos envolvendo executivos da empreiteira, entre 2009 e 2011.

Em 2011, foi anulada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob a alegação de que partiu de denúncia anônima. A  Procuradoria-Geral da  República (PGR) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Em fevereiro deste ano, o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, confirmou a decisão do STJ.

Daí, outra pergunta que não quer calar: será que, agora, com a delação premiada, os dois executivos da Camargo Corrêa finalmente esclarecerão as provas obtidas pela PF na Castelo de Areia?

DOCUMENTOS DA CASTELO DE AREIA CITAM CONSELHEIROS DO TCE, JORNALISTA DE VEJA E MATARAZZO

A Castelo de Areia, repetimos, concentrou-se na Camargo Corrêa. Um dos relatórios da PF sobre essa operação (na íntegra, ao final desta reportagem) tem 284 página e  refere-se a informações contidas em  pen-drives e documentos físicos apreendidos.

Um deles é o manuscrito abaixo, de 31/01/2008, que indica a base de cálculo de valores referentes à sigla PMN, que é como, na Camargo Corrêa, se convencionou chamar a Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo.

De acordo com as anotações do documento, a Camargo Corrêa teria recebido até dezembro de 2007 R$ 21.314.104,00 referentes aos lotes 4 e 5 da Linha Amarela. Desse montante, foi calculado 1% –  R$ 213.140,00 –, que se seria o “por fora” para a pessoa indicada pela sigla “F.B.” ainda não identificada.

Fonte: Relatório da PF, página 47

O documento abaixo concerne à  obra identificada como PSM, que significa Anel Viário – Metrô de São Paulo.

Ele tem duas partes. Na superior, manuscrito em azul, está o valor de R$ 125 mil, que seria a “contrapartida” pela autorização de “acerto de aditivo” da obra. Estaria relacionado à sigla “E.B.”, que a PF identificou como sendo Eduardo Bittencourt Carvalho.

O relatório da PF diz:

Considerando-se algumas citações em outros documentos relacionados mais a frente, há indícios de que tais citações dizem respeito a EDUARDO BITTENCOURT CARVALHO, ex-presidente e atual conselheiro do TCE-SP, uma vez que este seria um dos responsáveis pela liberação de pagamento de aditivos das obras no âmbito estadual.

Na parte inferior do documento, surge a menção ao termo CLEIMS – METRO L4. Na verdade, segundo o relatório da PF, o correto seria CLAIMS — o termo utilizado para designar os aditivos aos contratos de prestação de serviços executados pelas empreiteiras.

Ainda com relação a esta anotação há a indicação de compromisso de valores da ordem de R$ 5 milhões referentes a três parcelas devidas nos meses de janeiro a março de 2008.

Fonte: Relatório da PF, página 48

O documento seguinte relaciona valores datados de 01.04.2008.

Na parte superior do manuscrito, o valor de R$ 55.900,00 refere-se à propina paga por acordo judicial com a Prefeitura de Jundiaí. Está registrado como Custos Diversos (Polt), que poderia indicar a expressão Políticos. Diz a respeito a 10% do valor total  — R$ 559.000 — recebido pela Camargo Corrêa naquela data. Não há indicação de possível beneficiário.

Na sequência, há citação de R$ 192.000 referentes ao “acerto” do contrato para execução de obras da Linha 4-Amarela (PMN) do Metrô de São Paulo.

Dos R$ 192.000, R$ 126.000 seriam para o (a) CMr. Para OG4 iriam R$ 66.000.

O relatório da PF diz:

Estas siglas ainda não estão identificadas. Contudo, ao lado dos valores surge o nome de Robson Marinho, possivelmente referindo-se ao auditor do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).

Robson Marinho é conselheiro do TCE-SP e foi denunciado em vários casos de corrupção, entre eles o da Alstom.

Atualmente, por decisão da Justiça de São Paulo, o conselheiro está afastado do cargo.  Chefe da Casa Civil do governo Mário Covas (PSDB), entre 1995 e 1997, Marinho é acusado pelo Ministério Público de receber propina da multinacional francesa Alstom para favorecê-la em um contrato com a Eletropaulo quando esta empresa ainda pertencia ao governo do estado.

O relatório da PF acrescenta:

Em outra pesquisa chegamos à informação de que o Metrô criou um Grupo de Trabalho para avaliar as propostas do Consórcio Via amarela, o chamado GT, que foi criado em 10/01/2005, pelo então presidente do metrô, Luiz Carlos Frayze David. Esse grupo foi criado em 10 de janeiro de 2005 e tendo como Coordenador Marco Antonio Buoncompagno – GC 4 –, o que poderia indicar ser ele o beneficiário indicado pela sigla OG4.

Fonte: Relatório da PF, página 29

O documento abaixo mostra quatro valores. Nos três primeiros, não há indicação de beneficiário.

Segundo o relatório da PF, o primeiro — R$ 146.443 – diz respeito à sigla ACOO (Aeroporto de Congonhas). Representa aproximadamente 5,5% do que a Camargo Corrêa recebeu pela obra de setembro a novembro de 2005.

O segundo — R$ 63.839 – relaciona-se à sigla AV (Aeroporto de Vitória). Representa aproximadamente 5,5% do que a Camargo Corrêa recebeu por essa obra em outubro de 2005.

O terceiro — R$ 234.912 – refere-se à obra CBM (DER – Bauru – Marília). Representa aproximadamente 5,5% dos recebimentos da Camargo Corrêa pela obra nos meses de novembro e dezembro de 2005..

O único valor – R$ 50.000 — com indicação de beneficiário é o quarto. Aparece relacionado à sigla genérica NNN, não sendo atrelado a uma obra específica.

O relatório da PF expõe:

Há menção de que este valor estaria direcionado à Revista “A”, mais precisamente ao jornalista REINALDO AZEVEDO, atualmente articulista da Revista VEJA.

Depois, acrescenta:

Outros nomes que surgem no manuscrito são de ANDREA MATARAZZO, que provavelmente seria o então secretário de coordenação das subprefeituras da Prefeitura de São Paulo, além do prenome “CARLOS”, o qual ainda não foi possível identificar.

Fonte: Relatório da PF, página 129

Diante desses indícios, os documentos obtidos na Castelo de Areia não mereceriam ser melhor investigados? O que mostramos é apenas a mínima parte de um dos relatórios da PF sobre a operação.

CAMARGO CORRÊA: A CONEXÃO LAVA JATO-CASTELO DE AREIA- PROPINODUTO TUCANO

Na verdade, as digitais da Camargo Corrêa estão nos três escândalos mencionados no intertítulo acima.

Por exemplo, ela e a Andrade  Gutierrez (outra empreiteira denunciada na Lava Jato e no trensalão) têm um contrato de R$ 1,2 bilhão para execução de um dos lotes da Linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo, onde houve ação do cartel e superfaturamento de mais de R$ 300 milhões.

Não é o único. Os contratos do governo paulista com a Camargo Corrêa somam quase R$ 11 bilhões. Entre as obras, figuram o desassoreamento da calha do rio Tietê e  o Rodoanel Sul, onde o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou superfaturamento.

Estima-se que, de 1996 a 2010, a Camargo Corrêa teria pago cerca de R$ 200 milhões em propina para agentes públicos de sucessivos governos tucanos em São Paulo. O cálculo baseia-se no valor dos contratos da empreiteira  com o governo paulista e o percentual de propina  – 3% a 6% — pago a agentes públicos. Já em todo o país o esquema teria movimentado mais de R$ 500 milhões.

– Além da Camargo Corrêa, outras empreiteiras denunciadas na Lava Jato  também estão no trensalão tucano? – alguns leitores devem estar já perguntando.

A resposta é sim. Iesa, OAS, Odebrecht, Queiroz Galvão e Galvão Engenharia, por exemplo, estão tanto no trensalão quanto na Lava Jato.

Aliás, a divulgação da Lista da Lava Jato comprovou o que já havíamos denunciado: os vazamentos seletivos na mídia, que funciona como partido político de oposição ao governo federal.

Do contrário, como explicar o nome do senador Aécio Neves (PSDB-MG) ter sido escondido durante toda a campanha eleitoral e só aparecido quando se soube oficialmente na semana passada que ele não seria investigado pelo STF, apesar de mencionado pelo doleiro Alberto Youssef na Lista de Furnas?

Curiosamente, em 6 de março,  O Globo publicou que Dalton Avancini, presidente da Camargo Corrêa, iria detalhar na sua delação premiada como funcionava o esquema de propina na Usina de Belo Monte. E que isso teria sido fundamental para os procuradores federais aceitarem fazer acordo com o executivo.

Belo Monte é do setor elétrico, não tem nada a ver com a Petrobras.

Curiosamente, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao justificar a não abertura de inquérito de Aécio Neves no STF disse que a Lista de Furnas não se referia à Petrobras.

Por que a não conexão de Furnas com a Petrobras serviu para Janot tirar Aécio da lista oficial da Lava Jato e agora o MPF vai investir sobre o Belo Monte?

Youssef é um velho “conhecido” da Justiça, pois atuou fortemente no caso Banestado.

As referências do doleiro a Aécio Neves na Bauruense e na Lista de Furnas (aqui e aqui) indicam que esses esquemas se comunicavam no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Só para lembrar: empresas do grupo Alstom (denunciada no trensalão) em consórcio com a Bauruense (envolvida na Lista de Furnas e ouras improbidades) prestaram serviços ao governo paulista.

Será que se pode ser parcial na apuração dos malfeitos? Afinal, delações parciais acabam protegendo e mantendo esquemas em outros lugares que há muito já deveriam ter sido estancados.

Por que não se investigar todo o cartel de empreiteiras, que age no Brasil inteiro de modo a viciar licitações de órgãos públicos federais, estaduais e municipais?

Tampouco esquemas fraudulentos são exclusividade de empreiteiras. As contas bancárias de personagens do trensalão tucano no Credit Suisse e provavelmente no HSBC suíço (Leia  PS do Viomundo)  poderão mostrar que esses esquemas usavam os mesmos dutos para pagar propinas. Por isso, tem de se investigar todos os contratos dos governos estaduais com o clube de empreiteiras, assim como atacar todos os esquemas.

É o único jeito de se superar práticas cristalizadas. Também de impedir que escândalos envolvendo tucanos e demos continuem a ser colocados embaixo do tapete, graças à blindagem da mídia bandida e à colaboração de alguns membros do Judiciário.

Operação Castelo de Areia — Relatório da Polícia Federal.pdf by Conceição Lemes

https://www.scribd.com/embeds/257842652/content?start_page=1&view_mode=scroll&access_key=key-QwMtCkg8l9rhxPFoPS4Y&show_recommendations=true

PS do Viomundo: Já havia sido divulgado que 11 integrantes da família Queiroz Galvão (donos de empreiteiras citadas na Lava Jato) tinham contas no HSBC da Suíça.

Hoje, 12 de março, O Globo revela que dois engenheiros envolvidos no trensalão tucano também abriram contas no HSBC da Suíça. Paulo Celso Mano Moreira da Silva, hoje com 70 anos, foi diretor de operações do Metrô, e Ademir Venâncio de Araújo, de 62 anos, diretor administrativo do Metrô e diretor de obras da CPTM. Atualmente são acusados de improbidade administrativa pelo MPE-SP.

Em 10 de abril de 1997 Silva e Araújo assinaram contrato para que a Alstom fornecesse, sem licitação, um sistema de sinalização e controle da linha Norte-Sul (Vermelha) do Metrô de São Paulo. Eles recorreram a um termo aditivo sobre um contrato firmado oito anos antes entre o Metrô e Alstom.

Silva aparece como proprietário da conta numerada 22544FM, aberta em 12 de outubro de 1994. Em 2007, ele tinha US$ 3 milhões. Sua mulher, Vera Lúcia Perez Mano Moreira da Silva, que já morreu, constava como co-titular.

Araújo consta, por sua vez, como “diretor técnico do metrô de São Paulo” e dono de três contas numeradas: uma aberta em nome da Jemka Investments Limited, outra em nome da Mondavi Holding Trading Ltd. e uma terceira com o número 29233SC. Segundo as planilhas do HSBC, somando as três, Araújo dispunha de US$ 6,9 milhões em 2007.

FREUD EXPLICA O CARÁTER ANAL-RETENTIVO DAS DISTEITAS E JORNALISTA DO EL PAÍS, AFONSO BENITES, EXEMPLIFICA COM O FASCISTA MARCELLO REIS, QUE VENDE OBJETOS CONTRA DILMA E O PT

precatFreud se conhecesse as direitas do Brasil não teria dificuldade alguma em chegar aos inconscientes dessas pútridas aberrações. Afirmaria, em um átimo, que se trata do clássico caráter anal-retentivo em forma de ódio, inveja e obstinação-compulsiva em querer tudo explodir impulsionado por suas dificuldades em lidar com suas fezes retidas e transfiguradas em suas vidas posteriores como usura, ambição, trapaça, desonestidade, inveja, cobiça, medo, traição e outros corpos repressores anais.

Por isso, elas não se importam com qualquer consequência deletéria . Muito menos com a democracia que para elas é sua inimiga maior, porque impede a realização de seus anseios-pervertidos. Para isso, Freud, explica e resolve: a perversão é o desejo que se desviou de sua meta-objetal como libido e foi transmutado em sintoma. Razão porque é impossível tratar racionalmente com as direitas. As direitas não pensam, só repetem estereótipos-fantasmáticos. Ou seja, representações que não saíram da experiência direta com o mundo, mas como abstrações elaboradas pelas superstições.   

Freud como era um democrata pacifista, aí sua relação com Einstein, provavelmente analisando o caráter anal-retentivo das direitas, que estão com os desejos investidos de forma arcaica no ânus, posto que não conseguiram o desenvolvimento psicossexual normal para atingir a maturidade genital, daí suas formações reativas como sintomas de inveja destruidora contra os que amam, principalmente os que concretizam o amor solidário como os governos populares, gargalharia com seu humor ácido diante do espetáculo que elas exibem sem qualquer preocupação que os outros, através de suas cognições, as tenham como objetos desprezíveis.

E, consequentemente, as tendo como inúteis e desprovidas de qualquer ameaça ao país, já que se trata tão somente de tentativas de sublimações de suas frustrações sintomatizadas pelas repressões que lhes deixaram “impedidas na meta”, como afirma Freud, as tomariam como mero histrionismo – sem o verdadeiro histrião – divorciado de fluxo histórico. Paródia-paranoica fálica narcisista.

Como é sabido da maioria da população, Freud fez escola. E a prova é a matéria escrita pelo jornalista do jornal espanhol El País, Afonso Benites. Ele não usa os termos técnicos da psicanálise, mas interpreta facilmente o caráter do reativo de Marcello Reis, que foi chamado de fascista pelo deputado Paulo Pimenta.

Como um modelo de sujeito-sujeitado da extrema-direita, ele vem aproveitando a projeção-anal que eles mesmos colocaram como suas pautas para tentar atacar Dilma – tentar, porque não conseguem atingir Dilma, ela é superior às aberrações da gente miúda -, e fazer dessa tentativa um mercado lucrativo que fascina outros anais-desesperados. Lance próprio de capitalista em que tudo para ele vira mercadoria-lucro, como afirma o filósofo Marx, que também sabia que o dinheiro é o símbolo da merda. Por isso que todo burguês fede. Não adianta banho com os perfumes mais caros e considerados os mais fluentes. Uma prova? As dondocas das panelas.

Então, é entendível que como esse anais-retentivos projetam sua inveja em Dilma por ela ser mulher, o que caracteriza misoginia, homens e mulheres que não construíram a imago de uma mãe boa, como diria a psicanalista Meleine Klein,os objetos vendidos como camisetas, bonés, bandeiras, etc., são nada mais do representações fálicas dos conflitos edipianos como aliança materna-castradora. Esses objetos são fetiches. E como Freud afirmou, o fetiche é o símbolo substituto do pênis que a criança fantasiou na mãe.

Assim, agora estamos no mercado misógino anal-retentivo, edipiano-castrador-fetichista. Nada que possa atingir Dilma que não tem qualquer responsabilidade dessa culpa materna que as direitas projetam na sociedade como se a sociedade fosse um passeio uterino.

Vamos ao Freud do jornalista Afonso Benites.

O COMÉRCIO DO IMPEACHMENT

Afonso Benites, no El País

Um empresário de São Paulo que se diz falido pelo Governo do PT. Uma publicitária que mora no Mato Grosso e vive “de renda”. Esses são alguns dos comerciantes que se aproveitam do movimento quepede o impeachment de Dilma Rousseff (PT) para ganhar dinheiro ou para financiar os protestos. Vendendo camisetas a 99 reais e adesivos a 3,50, Marcello Reis, de 40 anos, e Letícia Balaroti, de 28, estão na linha de frente dos produtos anti-Dilma.

Reis é um dos líderes do projeto Revoltados On Line, um grupo formado nas redes sociais que se manifesta contra a corrupção. Nos últimos anos, ganhou notoriedade (e seguidores no Facebook) ao pedir o impeachment da presidenta petista e ao se apresentar ao lado de figuras públicas como o músico Lobão, um feroz crítico do petismo que pediu votos para Aécio Neves (PSDB) no pleito passado.

Para garantir o pagamento da estrutura usada nos protestos promovidos por ele, como um trio elétrico de 20.000 reais,  Reis vende camisetas, bonés e adesivos na internet. Um kit, com uma camiseta polo preta, um boné e cinco adesivos custa de 175 a 195 reais, de acordo com o tamanho. Se for levar só a camiseta com uma faixa presidencial pela metade e os dizeres “Deus, Família e Liberdade”, o cliente gastaria 99 reais. Isso sem contar o frete. “É um preço justo porque o material é importado. É de boa qualidade e não temos uma confecção própria”, explica Marcello Reis, que diz ter fechado uma empresa de segurança da informação porque não quis participar do “jogo sujo do serviço público”.

Descrevendo-se como apartidário, e demitido de uma agência de comunicação há dois meses, Reis agora se empenha exclusivamente no movimento que pede a saída de Rousseff do cargo. Ele alega que sua demissão do último emprego ocorrera porque o deputado petista Paulo Pimenta o acusou de fascista e de militante de extrema direita durante o protesto que motivou o fechamento do Congresso Nacional no ano passado. Desde então, Reis passa dia e noite vendendo os produtos anti-Dilma e coletando assinaturas na internet para ingressar com o pedido de impeachment.

“Ele (o deputado) me chamou de neonazista porque sou desprovido de cabelo. Mas estou longe de ser extremista, muito menos nazista. Sou só um cidadão politizado que é contra esta roubalheira toda”, justifica-se.

Outros empreendedores, à primeira vista menos militantes, também parecem ter farejado negócio na onda anti-PT. A camiseteria online NM vende uma camiseta com o mote do impeachment por 39,90 reais. Procurados, os representantes da loja não se manifestaram.

Ódio ao PT?

Na história do Brasil, sempre que o salário mínimo e a renda média subiram, houve algum tipo de intento golpista. O problema da elite não é com a corrupção.

Róber Iturriet Avila*

Três intelectuais de relevo trataram recentemente acerca do ódio ao PT: Leonardo Boff, Luis Fernando Veríssimo e Luiz Carlos Bresser Pereira. Suas palavras têm a lucidez de quem enxerga além das aparências e do senso comum. Embora o momento corrente não seja corriqueiro, um olhar histórico traz ensinamentos.

Na Revolução Francesa, por exemplo, na aparência havia uma ruptura lastreada em novos valores: Liberté, Egalité, Fraternité. O pano de fundo real era, entretanto, a emergência de um novo grupo. Em meio a um período econômico conturbado, a burguesia degolou o poder político e o status social da aristocracia.

No Brasil, a constatação de que a escravidão foi excessivamente longa já sinalizava que o arranjo da sociedade é deveras estamental. Políticas progressistas sempre encontraram fortes barreiras conservadoras.

Os conflitos de 1954, por exemplo, foram intensos. Na superfície, o governo estava cercado diante dos “escândalos” de corrupção. A constante oposição na imprensa desgastava Vargas. Em 1954, o então presidente aumentou o salário mínimo em 100%. Quem não é ingênuo sabe que Vargas estava contrariando interesses empresariais, tanto com a concessão de direitos trabalhistas e civis, quanto com ampliações salariais. O suicídio foi a saída honrosa ao cerco montado.

João Goulart foi presidente em um período de conflitos. Seu governo concedia elevados aumentos salariais, prometia reforma urbana, voto de analfabetos, elegibilidade de todos brasileiros, reforma agrária, concessão de terras a trabalhadores rurais, justiça social, emancipação dos brasileiros. Caiu! O receio do “golpe comunista” foi o discurso raso que justificava.

Vargas e Goulart saíram do poder ao tempo em que concediam direitos sociais, sobretudo aos menos favorecidos. Não é novidade que durante os governos do PT, os trabalhadores ampliaram sua renda, o salário mínimo cresceu de maneira contínua e houve uma série de programas sociais. Não surpreende que, mais uma vez, setores da sociedade brasileira se ergam contra tais políticas, ainda que, escamoteadamente, o bordão seja “contra a corrupção”.

Evidentemente, existem elementos factuais dos governos Lula e Dilma que causaram desconforto e indignação a todos os cidadãos. Contudo, é preciso muita inocência para imaginar que as manifestações contra o governo são incentivadas pelo descontentamento com a corrupção, pela elevação do preço do combustível ou da energia. Quem tem conhecimento histórico e compreensão profunda da sociedade não ignora a ojeriza existente a um programa que garante R$ 35,00 para os pobres. O ódio não é ao PT.

Conhecendo um pouco mais dos dados do Brasil se observa que houve dois momentos de crescimento relevante do nível dos salários: no período Getúlio Vargas – João Goulart e nos governos do Partido dos Trabalhadores. Os gráficos abaixo não apenas demonstram esses movimentos como indicam que presentemente o excedente operacional bruto caiu em relação ao produto total em detrimento do incremento nos salários. Interesses poderosos estão sendo feridos. Não apenas segmentos estão perdendo, em termos relativos, como também regiões. Será mesmo preciso pintar de azul em um mapa qual região perde mais com a solidariedade distributiva?


C:\Users\rober\Desktop\renda media do trabalho.png


C:\Users\rober\Desktop\sal minimo.png


C:\Users\rober\Desktop\distribuição funcional.png
*Doutor em economia, pesquisador da Fundação de Economia e Estatística e professor da Universidade do Vale do Rio dos Sinos.

DILMA VOLTA A AFIRMAR QUE A CRISE NÃO TEM A DIMENSÃO PROPAGADA POR ALGUNS SETORES

20150310150835825068uMarx diz que toda crise é uma preparação capitalista para aplicação de novos capitais. Como Marx sempre tem razão, já que foi o político que dissecou o corpo capitalista por dentro e por fora e não deixou sequer um código genético oculto, pode-se inferir que, sem precisar da lucidez de Marx, que toda crise é uma produção do sistema capitalista e que só ele pode deslocá-la e mais nenhum outro elemento. O capitalismo é um corpo parido por ele mesmo, apesar de alguns corpos históricos que lhe permitiram o aparecimento, como afirma Marx, mas que não são seus genitores diretos e próprios.

Foi exatamente entendendo Marx, na questão da crise, que os filósofos Deleuze e Guattari, afirmaram que uma crise é mudança de códigos. Ou seja, outra forma de existência. Uma crise é uma passagem, mas com outra codificação e não a que produziu a crise. Pode ser até que o elemento movente, como diz o filósofo Berson, tenha sido como uma variável cortante do sistema e tenha a produzido. O que já é a expressão da crise. Sendo assim, não esperar, que essa tal crise, pode acabar com a substituição de sua codificação que constituem seus agenciamentos econômicos em forma de lucro.

É por entender os intestinos do capitalismo que a presidenta Dilma Vana Roussef voltou a afirmar que a crise não tem a dimensão propagada por alguns setores. É claro que ela se refere à crise interna que esses setores reacionários e inimigos do governo nomearam como seu mote para poder glosar protestos.

Dilma sabe que quando os grandes impérios começarem a sentir que suas moedas entesouradas, se mostrarem mais empalidecidas por falta da injeção financeira roubada da mais-valia, eles mesmos vão promover a saída da crise capitalista que não é a consignada pelos filósofos Deleuze e Guattari. Aí, tudo se ajeitará. Como já se ajeitou várias vezes. Todavia, é uma forma de ajeitar que segue o que Marx afirmou: o capitalismo se autoconsumindo. O capitalismo se deteriorando por si mesmo.

O pronunciamento da presidenta ocorreu na abertura do 21° Salão Internacional da Construção.

“O Brasil passa por um momento difícil, mais difícil do que tivemos em anos antecedentes, mas nem de longe estamos vivendo uma crise das dimensões que alguns dizem que estamos vivendo. Passamos por problemas estritamente conjunturas, porque nossos fundamentos hoje são sólidos.

Não ignoro a desaceleração desse setor vivenciada no momento atual. Tenho trabalhado para superá-la ainda este ano. Temos um elevado volume de reservas internacionais. Por isso, somos hoje um país muito diferente. Não temos mais uma crise que paralisa e quebra o Brasil. Temos condição de avançar para outro patamar. AS medidas tributárias e de correção não comprometer as conquistas sociais e tão pouco vão fazer o país parar ou comprometer seu futuro.

Na primeira etapa protegemos o emprego, desoneramos e subsidiamos pesadamente os governos estaduais. Nesta segunda etapa vamos ter que ajustar. Não estou dizendo que vamos acabar com nossa concepção política: o Minha Casa, Minha Vida permanece intacto, o Bolsa Família, também. Outras ações, que contavam com desonerações, que já eram contracíclicas, terão ajuste, porque não conseguimos manter o mesmo ritmo que antes.

Vamos aprimorar para garantir mais qualidade nas moradias, seja para atender às mudanças do mercado, seja para acelerar o programa em áreas metropolitanas, onde os terrenos são caros”, discursou Dilma.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

esquizofia.wordpress.com

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

_________________________________

BLOG PÚBLICO

Propaganda Gratuita

Você que quer comprar entre outros produtos terçado, prego, enxada, faca, sandália, correia, pé de cabra ou bola de caititu vá na CASA UYRAPURU, onde os preços são um chuchu. Rua Barão de São Domingos, nº30, Centro, Tel 3658-6169

Pão Quente e Outras Guloseimas no caminho do Tancredo.
PANIFICADORA SERPAN (Rua José Romão, 139 - Tancredo Neves - Fone: 92-8159-5830)

Fique Frio! Sabor e Refrescância!
DEGUST GULA (Avenida Bispo Pedro Massa, Cidade Nova, núcleo 5, na Rua ao lado do DB CIdade Nova.Todos os dias).

O Almoço em Família.
BAR DA NAZA OU CASA DA VAL (Comendador Clementino, próximo à Japurá, de Segunda a Sábado).

Num Passo de Mágica: transforme seu sapato velho em um lindo sapato novo!
SAPATEIRO CÂNDIDO (Calçada da Comendador Clementino, próximo ao Grupo Escolar Ribeiro da Cunha).

A Confluência das Torcidas!
CHURRASQUINHO DO LUÍS TUCUNARÉ (Japurá, entre a Silva Ramos e a Comendador Clementino).

Só o Peixe Sabe se é Novo e do Rio que Saiu. Confira esta voz na...
BARRACA DO LEGUELÉ (na Feira móvel da Prefeitura)

Preocupado com o desempenho, a memória e a inteligência? Tu és? Toma o guaraná que não é lenda. O natural de Maués!
LIGA PRA MADALENA!!! (0 XX 92 3542-1482)

Decepcionado com seus desenganos? Ponha fé nos seus planos! Fale com:
PAI GEOVANO DE OXAGUIÃ (Rua Belforroxo, S/N - Jorge Teixeira IV) (3682-5727 / 9154-5877).

Quem tem fé naõ é um qualquer! Consultas::
PAI JOEL DE OGUM (9155-3632 ou paijoeldeogum@yahoo.com.br).

Belém tá no teu plano? Então liga pro Germano!
GERMANO MAGHELA - TAXISTA - ÁGUIA RADIOTAXI - (91-8151-1464 ou 0800 280 1999).

E você que gostaria de divulgar aqui seu evento, comércio, terreiro, time de futebol, procurar namorado(a), receita de comida, telefone de contato, animal encontrado, convites diversos, marocagens, contacte: afinsophiaitin@yahoo.com.br

Outras Comunalidades

   

Categorias

Arquivos

Blog Stats

  • 4.242.103 hits

Páginas

Arquivos