Arquivo para 10 de abril de 2015

DEPUTADOS DO AMAZONAS VOTAM PELA TERCEIRIZAÇÃO E REAFIRMAM O ADÁGIO:” COSTUME DE CASA VAI À PRAÇA”

image_largeA história dos representantes partidários do estado do Amazonas no Congresso Nacional é em quase sua totalidade patética. Foram poucos os seus representantes, principalmente na Câmara dos Deputados, que tiveram uma desenvoltura política significante aos fluxos democráticos que produzem socializações entre os brasileiros. Fluxos que codificam o território democrático como um ser-coletivo movente em que os percursos são contínuas produções políticas.

Antes do Golpe de Estado realizado pela maioria dos militares e uma parte da sociedade civil apoiado e gerido, em parte, pelo poder norte-americano que instituiu a ditadura civil-militar em 1964 chegando até 1985, o Amazonas teve um insigne, inteligente e denodado deputado federal. Almino Afonso. Almino Afonso realizou politicamente uma produção que lhe tornou um dos mais importantes e respeitados deputados do Congresso Nacional. Com uma formação política socialista, ele conhecia filosófica e cientificamente os intestinos da mobilidade concreta que são necessários ao homem em sociedade.

Com a implantação da ditadura, Almino Afonso foi caçado e perseguido por suas posições e ideias. Se fosse apenas mais um parlamentar não teria tido o mesmo destino como ocorreu com muitos outros. Inclusive do Amazonas. Muitos outros que foram até beneficiados pela ditadura, sem qualquer sinal de pudor. Falta de pudor que permitiu outras gerações seguirem o modelo. Ainda hoje, Almino Afonso é lembrado e cultuado como um homem que alcançou a dimensão política democrática. Dimensão inexistente na maioria dos representantes do Congresso Nacional atual.

No pós-ditadura, o quadro representativo do Amazonas continuou patético. Embora tenha sofrido algumas vibrações em seu corpo molar, imóvel, que sempre lhe identificou. O estado teve duas grandes representações na Câmara dos Deputados. O deputado Francisco Praciano do Partido dos Trabalhadores e Vanessa Grazziotin do Partido Comunista do Brasil. Suas atuações colocaram o Amazonas em posição de combatividade na Câmara. Enquanto os outros representantes da terra de Ajuricaba despareceram na zona obscura da instituição, os dois apresentaram propostas não apenas voltadas aos interesses do Amazonas como também aos interesses do país. Os dois realizaram seus batismos legislativos na Câmara dos Vereadores de Manaus, sempre com posições contratantes aos status quo dos prefeitos. Praciano se ligou diretamente aos interesses da população manaura. Vanessa se ligou a causa estudantil. Os dois tinham percepções distantes, enquanto os outros, fisiológicos, só percebiam seus corpos e dos prefeitos.   

Hoje, os representantes do Amazonas na Câmara Federal, são personagens anêmicos que compõem pateticamente a subjetividade reacionária que predomina no Congresso Nacional. Eles estão apenas colocando em prática o que aprenderam na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas e na Câmara dos Vereadores de Manaus quando exerceram os mandatos de deputados e vereadores.

Como todos os governos foram reacionários e impotentes politicamente, eles colocaram seus mandatos a serviço dos governadores que formam o grupo que há 30 anos impõe o atraso político, econômico e social ao povo amazonense.

Suas atuações, sempre voltadas aos interesses dos governantes, já mostravam a miséria política em que estavam atolados. Sem dimensão política, inteligência-social e coragem, como forma de independência, não havia como enfrentar os governantes com ideias populares de interesse da maioria da sociedade.

O filosofo Nietzsche, afirma que a moral se constituiu através de costumes herdados por tradição cuja causa primeira foi uma ordem dada por um grupo ou uma classe que dominava. E aquele que a segue não tem nem inteligência e nem coragem para negá-la. Ou seja, segue o costume. Esses insípidos deputados jamais desconfiaram que seus comportamentos legislativos originaram-se de uma ordem irracional fisiológica que empobrece o exercício democrático. Que no caso político, é uma ordem contra a democracia. Daí, cristalizarem o costume de casa e irem à praça.

Todos votaram pela regulamentação da terceirização, Projeto de Lei 4.330/04, (foram 324 a favor e 137 contra) que destrói os direitos dos trabalhadores construídos com muitas lutas durante sua história de produtor de riqueza econômica do país. Riqueza que também paga seus salários, já que estão incluídos, como diz o filósofo Marx, na ordem dos trabalhadores improdutivos: os que desempenham uma função social e recebem uma renda. Renda produzida pelos trabalhadores. Mas é querer demais que esses inócuos deputados raciocinem com Marx, o filósofo que pensou no último grau do pensamento.

Mas é necessário, também, que se analise que o alfabetismo político desses parlamentares reacionários expressado na Câmara dos Deputados, não é produção exclusiva deles. Eles não foram eleitos por eles mesmos. Suas eleições foram construídas com os votos de uma grande parcela de eleitores de seguimentos diversos da sociedade amazonense. E uma parcela expressiva de trabalhadores. E entre esses, a categoria dos trabalhadores em educação que tem a obrigação do conhecimento político necessário para eleger um deputado.

Muitos professores votaram nesses deputados que hoje votam contra os direitos dos próprios trabalhadores. Muitos professores participaram até de conluios com seus superiores para eleger um específico candidato ligado à força governante. Como é possível entender, esses deputados expressam uma grande parcela da alienação desses trabalhadores que o elegeram e que agora eles votam contra os próprios trabalhadores que lhes concederam os votos.

Daí que o costume de casa que vai à praça, é uma cadeia-social produzida pela alienação em forma de analfabetismo político coletivo. Como diz o filósofo: “Esses professores falam a linguagem dos trabalhadores, mas não são trabalhadores”. Não chegam nem distante do entendimento político que tem o deputado Tiririca (PR/SP) que votou contra terceirização.

Não seria necessário apresentar os nomes dos politicofastros – o falso político, para os gregos – do Amazonas já são muito bem conhecidos no estado. Mas, como esse blog é acessado nacional e internacionalmente necessário se faz a divulgação de tais politicofastros.

  • Arthur Bisneto, PSDB (Filho-neto de Arthur, prefeito de Manaus que ameaçou surrar Lula).
  • Pauderney Avelino, DEM.
  • Alfredo Nascimento, PR.
  • Hissa Abrahão, PPS.
  • Conceição Sampaio, PP.
  • Marcos Rota, PMDB.
  • Átila Lins, PSD.
  • Silas Câmara, PDS (Absteve-se. É o mesmo que votar a favor da terceirização).

Trabalhador, em nome de sua honra e de sua família, não esqueça esses nomes. Eles estão simplesmente a serviço dos exploradores patrões. A terceirização é um acinte contra os direitos dos trabalhadores. Só são a seu favor os ignorantes, os perversos e os patrões.   

Centrais sindicais convocam paralisação geral para 15/4 contra terceirizações

Terceirizados ganham 24,7% menos do que trabalhadores com carteira assinada, trabalham 3h a mais por semana e são as maiores vítimas de acidentes.

Najla Passos

As principais centrais sindicais do país (CUT, CTB e Intersindical) e movimentos sindicais (MST e MTST) convocaram paralisação geral para o próximo dia 15, em protesto contra a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do projeto de lei 4330/04, que legaliza as terceirizações em todos os postos da cadeia produtiva. Em outras palavras, a matéria abre a possibilidade para que empresas possam contratar 100% da mão de obra em condições precárias, sem vincular seus empregados à proteção da CLT.

Isso quer dizer que, além dos 12,7 milhões de trabalhadores brasileiros que já se submetem à terceirização em atividades-meio das empresas, enfrentando os problemas decorrentes da precarização deste tipo de contrato de trabalho, os demais 34,7 milhões que ainda são protegidos pela CLT poderão ter que vir a se submeter ao novo regime por pressões de mercado.

O deputado Alessandro Molon (PT-RJ), que recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a votação por entender que ela é inconstitucional, acredita que o percentual de terceirizados, que hoje é de 26,8% contra 73,2% de contratados diretos, irá triplicar. “O que vai acontecer nos próximos anos é a inversão desses números”, afirmou ele, acrescento que, com a aprovação do PL 4330/04, o trabalhador brasileiro foi apunhalado pelas costas.

Conforme o dossiê “Terceirização e Desenvolvimento: uma conta que não fecha”, lançado no mês passado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), em 2013, os terceirizados recebiam 24,7% a menos do que os contratados diretos, realizavam uma jornada semanal de 3 horas a mais e eram as maiores vítimas de acidentes de trabalho.

No setor elétrico, segundo levantamento da Fundação Comitê de Gestão Empresarial (Coge), morreram 3,4 vezes mais terceirizados do que os efetivos nas distribuidoras, geradoras e transmissoras da área de energia elétrica. Eles são também as maiores vítimas do trabalho escravo: de 2010 a 2013, foram vítimas de 90% dos flagrantes nos 10 maiores resgates de trabalhadores em condições análogas à de escravos no Brasil,.

Os terceirizados também permanecem menos tempo no emprego do que os contratados diretos. Enquanto a média desses últimos é de 5,8 anos, a dos primeiros é de apenas 2,7 anos. De acordo com o estudo da CUT, isso decorre da alta rotatividade dos terceirizados – 64,4% contra 33% dos diretamente contratados.

Onda conservadora

Os trabalhadores vinham resistindo à aprovação do PL 4330/04 há exatos 11 anos, até a noite da quarta (8), após o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, proibir a entrada de manifestantes ligados às centrais sindicais no plenário da casa.  Foram 324 favoráveis, 137 contrários e duas abstenções, o que dá a medida exata da correlação de forças entre capital e trabalho no parlamento.

Dos 28 partidos com representação na Câmara, só votaram integralmente contra o projeto PT e PSOL. Até o PCdoB, historicamente comprometido com o trabalhador, garantiu o voto de um dos seus deputados para a matéria. Outros partidos ditos de esquerda, como o PDT e PSB, rasgaram suas histórias.

Desde de o fim das eleições, em outubro do ano passado, o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) já vinha alertando que tempos difíceis para os trabalhadores estavam por vir. Primeiro, porque o governo federal já havia lançado mão de toda as suas armas para acalmar a sanha desenfreada do setor produtivo, como as desonerações.

Segundo, porque, com o financiamento privado de campanha em vigência, o poder do capital aumentou sua influência no parlamento, elegendo o congresso mais conservador desde o fim da ditadura: a bancada empresarial da Câmara possui 217 congressistas e a ruralista tem 153, enquanto a sindical foi reduzida para 51. Para agravar o quadro, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), identificado com os interesses do capital financeiro, foi eleito presidente da casa.

Na próxima terça (14), o projeto retorna ao plenário para que sejam votados as emendas e os destaques, que poderão ser apresentados até as 14 horas. As centrais sindicais, porém, estão pessimistas e acreditam que emendas podem até diminuir o impacto negativo do projeto, mas jamais salvaguardar o país dos seus efeitos devastadores.
 
O governo da presidenta Dilma Rousseff, contrário ao projeto, tenta acordo com o relator para, em tempos de ajuste fiscal, reduzir o grande prejuízo no recolhimento do FGTS. Se aprovado, o projeto seguirá para o Senado.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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