Arquivo para abril \20\-04:00 2015



HOJE, DILMA HOMOLOGARÁ AS TERRAS INDÍGENAS ARARA DA VOLTA GRANDE, NO PARÁ, E MAPARI E SETEMÃ, NO AMAZONAS

rsf_dilma-rousseff-assina-mp-do-salario-minimo_0276612Hoje, dia 20, a presidenta Dilma Vana Rousseff, dando continuidade a política de seu governo de demarcação das terras indígenas, assinará o decreto que estará homologando 232,5 mil hectares de terras indígenas correspondentes a quatro etnias, Arara do Volta Grande do Xingu e Mapari e Setemã, nos estado do Pará e Amazonas.

A ação do governo foi divulgada em nota pela Presidência da República.

“O governo federal recebeu representantes da Articulação Nacional dos Povos Indígenas, e o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Miguel Rosseto, reafirmou o compromisso com os direitos dos povos indígenas”, diz parte da nota.

Entre as boas notícias proporcionadas pelo governo federal nessa semana, há a notícia de que o Ministério do Planejamento vai publicar no dia 22, quarta-feira, a autorização para realização de concurso para agentes da Fundação Nacional do Índio (Funai). Serão 220 vagas.  

A capivara dos que defendem o impeachment

listao_da_capivara_aLíderes de oposição receberam agitadores de protestos anti-governo para condenar a corrupção. Mas a ficha dos que esbravejam contra a ilegalidade e a falta de ética na política é intrigante

Por Cíntia Alves, Luiz de Queiroz e Patricia Faermann no Jornal GGN

Lideranças de partidos de oposição ao governo receberam, na quarta-feira (15), alguns dos agitadores dos protestos dos dias 15 de março e 12 de abril – entre eles, Rogério Chequer, do Vem Pra Rua. Durante o encontro, figurões como Agripino Maia (DEM), Ronaldo Caiado (DEM), Mendonça Filho (DEM), Paulinho da Força (SD), Aécio Neves (PSDB) e Roberto Freire (PPS) tiveram a oportunidade de esbravejar contra os casos de corrupção que desgastam o PT e a gestão Dilma Rousseff.

Chama atenção, entretanto, a ficha dos defensores da ética e do combate indiscriminado à corrupção. Associação com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, prisão por fraudes e desvios em grandes obras, contas em paraísos fiscais em nome de familiares, recebimento de propina, recursos de campanha questionados na Justiça e até falsificação de documentos para criação de partido fazem parte do histórico de acusações e dos relacionamentos intrigantes que envolvem as estrelas políticas do encontro em tela.

O GGN fez uma breve seleção:

1 – Aécio Neves (PSDB)

O neto de Tancredo Neves que construiu um aeroporto de R$ 14 milhões no terreno do tio-avô já foi questionado na Justiça sobre o paradeiro de mais de R$ 4 bilhões que deveriam ter sido injetados na saúde de Minas Gerais. O caso Copasa contra o ex-governador foi engavetado, por manobras jurídicas. Destino semelhante tiveram as menções a Aécio na Lava Jato. O tucano foi citado por Alberto Youssef como beneficiário de propina paga com recursos de Furnas. Para o procurador-geral da República, isso não sustenta um inquérito. Rodrigo Janot também cuida de outro escândalo que leva a Aécio, sob a palavra-chave Liechtenstein (um principado ao lado da Suíça). Investigando caso de lavagem de dinheiro, procuradores do Rio de Janeiro chegaram a uma holding que estava em nome da mãe, irmã, ex-mulher e filha do tucano. Esse inquérito está parado desde 2010 – época em que Roberto Gurgel era o PGR.

2- Agripino Maia (DEM)

Presidente do DEM, Agripino Maia foi dono das expressões mais sugestivas de defesa da luta contra a corrupção. “Chegou a hora de colocar o impeachment [de Dilma Rousseff]“, disse no encontro com os manifestantes anti-governo. O senador tem em seu currículo a acusação de receber R$ 1 milhão em propina, em um esquema que envolvia a inspeção de veículos no Rio Grande do Norte, entre 2008 e 2011. Coordenador da campanha presidencial de Aécio, o democrata, em 2014, teve seu caso arquivado no MPF pelo ex-procurador-geral da República Roberto Gurgel. Mas foi reaberto há sete meses por Janot, e agora está sendo investigado no Supremo Tribunal Federal (STF).

3- Ronaldo Caiado (DEM)

O senador Ronaldo Caiado (DEM) é associado ao bicheiro Carlinhos Cachoeira por supostamente ter recebido verba ilícita nas campanhas de 2002, 2006 e 2010. Cachoeira foi denunciado por tráfico de influência e negociava propinas para arrecadar fundos para disputas eleitorais. O bicheiro foi preso em 2012 por operação da Polícia Federal que desbaratou esquema de adulteração de máquinas caça-níquel. Caiado foi citado nesse contexto, recentemente, por Demóstenes Torres. Ele teria participado de negociação entre Cachoeira e um delegado aposentado que queria ampliar esquemas de jogo ilegal. Até familiar do democrata já foi alvo de denúncia. O pecuarista Antônio Ramos Caiado, tio de Caiado, está na lista suja do trabalho escravo.

4- Roberto Freire (PPS)

Uma das principais acusações que pesam contra o presidente nacional popular-socialista é de envolvimento com o Mensalão do DEM. A diretora comercial da empresa Uni Repro Serviços Tecnológicos, Nerci Soares Bussamra, relatou que o partido praticava chantagem e pedia propina para manter um contrato de R$ 19 milhões com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, comandada pelo deputado Augusto Carvalho. Freire teria sido beneficiado no esquema.

5- Paulinho da Força (SD)

O presidente do Solidariedade, segundo autoridades policiais, participou de esquema de desvio de recursos do BNDES. Um inquérito foi aberto no STF para investigar o caso. Em 2014, a Polícia Federal também indiciou a sogra e outras duas pessoas ligadas ao deputado federal sob suspeita de falsificarem assinaturas para a criação do Solidariedade. Gilmar Mendesconduzirá, ainda, a apuração em torno da suposta comercialização de cartas sindicais (uma espécie de autorizações do Ministério do Trabalho para a criação de sindicatos) por Paulinho, dirigente da Força Sindical. Consta nos registros que cada carta era vendida por R$ 150 mil.

6- Mendonça Filho (DEM)

Em fevereiro de 2014, Mendonça se envolveu em uma polêmica por querer indicar deputado acusado de duplo homicídio pelo Supremo Tribunal Federal para presidir a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado. Julio Campos (DEM), ex-governador do Mato Grosso, afirmou que Mendonça teria dito que a indicação era uma “homenagem”. O deputado federal de Pernambuco já foi preso pela Justiça eleitoral sob acusação de fazer carreata no dia de votação, mas o STF decidiu que não houve crime eleitoral. Um documento da Operação Castelo de Areia citava contribuição suspeita de R$ 100 mil da Camargo Correa a Mendonça, para sua tentativa de ser prefeito do Recife. Ele admitiu que recebeu R$ 300 mil da empresa, mas alega que foram doações dentro das conformidades.

7- Carlos Sampaio (PSDB)

O deputado mais votado da região de Campinas (SP) recebeu R$ 250 mil de uma empreiteira envolvida no esquema de corrupção da Petrobras investigado na Operação Lava Jato. Sua última campanha arrecadou, oficialmente, R$ 3 milhões. Não há comprovação sobre a lisura da doação. Sampaio, coordenador jurídico do PSDB e autor do pedido para que Aécio fosse empossado no lugar de Dilma Rousseff, teve reprovada a sua prestação de contas referente às eleições para a Assembleia de São Paulo, em 1998, e às eleições municipais de Campinas, em 2008.

8- Luiz Penna (PV)

O presidente do PV também aparece um tanto escondido na fotografia. Irregularidades já remetidas à prestações de contas do partido incluem seu nome. Em 2006, por exemplo, boa parte dos R$ 37,8 mil gastos em passagens aéres e R$ 76,8 mil com diárias de campanhas eleitorais foram atribuídos a José Luis Penna. Na época, servidores do TSE apontaram ausência de documentos que comprovassem os gastos e uso de notas frias, indicando empresas fantasmas que teriam prestado os serviços. O corpo técnico do Tribunal sugeriu a rejeição das contas do partido de 2004, 2005 e 2006. O deputado federal respondeu a dois processos judiciais, um pelo TRE-SP, rejeitando a sua prestação de contas à eleição de 2006, e outra pelo TSE reprovando as contas do PV de 2004.

9- Flexa Ribeiro (PSDB)

O hoje senador já foi preso pela Polícia Federal em 2004, na Operação Pororoca, por fraude em licitações de grandes obras realizadas no Amapá. Foi acusado de corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha, tráfico de influência, peculato, prevaricação, usurpação de função pública e inserção de dados falsos em sistema de informações.

10- Antonio Imbassahy (PSDB)

O deputado federal tucano era prefeito de Salvador em 1999, quando contratos suspeitos foram assinados com as empresas Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Siemens, que formavam o consórcio responsável pelo metrô da capital baiana. O Ministério Público Federal investiga o superfaturamento nas obras, que gira em torno de R$ 166 milhões. Até agora, dois gestores indicados por Imbassahy à época e duas empresas foram indiciadas. O tucano é o vice-presidente da CPI da Petrobras, que investiga desvios de verbas da estatal, onde diretores da Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa também aparecem como réus. Imbassahy foi acusado pelo PT de se aproveitar do posto na CPI para pedir documentos à Petrobras e vazar para a imprensa.

11- Beto Albuquerque (PSB)

Ex-colaborador do governo Tarso Genro (PT) no Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque (PSB) foi envolvido na intriga que rendeu a queda do então diretor-geral do Departamento de Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) José Francisco Thormann. Thormann se antecipou a uma demissão após a imprensa local ter revelado que ele viajou à Suiça às custas de uma empresa privada subcontratada para fazer obras no Estado. Em nota de defesa, Thormann afastou suspeitas sobre o fato, e revelou que Beto Albuquerque, quando secretário de Infraestrutura do Estado, também fez viagens ao exterior bancadas por empresas que detinham contratos com o poder público. Quando a notícia surgiu, Beto já não era secretário – tinha deixado a gestão petista para reforçar a bancada do PSB na Câmara Federal.

Danny Glover: ‘O racismo tem uma relação funcional com o capitalismo’

7f1f5ab4-df93-4883-bd54-785cff729d9aEm visita ao Brasil, ator e ativista norte-americano falou ao Brasil de Fato sobre racismo, as condições dos trabalhadores nos Estados Unidos e o potencial do cinema para conscientizar o público.

por José Coutinho Júnior

São Paulo – Danny Glover ainda não sabia, mas na tarde daquela quarta-feira (15), estaria exausto. O ator, ativista e produtor norte-americano veio ao Brasil para participar de um congresso da CUT na terça-feira (14). No dia seguinte, acordou cedo, saiu de seu hotel próximo ao aeroporto de Guarulhos e foi, acompanhado de militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), conhecer a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF).

Tomou café, conversou com a coordenação da escola e conheceu mais de 60 estudantes do mundo inteiro, todos parte de um curso de teoria política e que não pouparam os flashes das câmeras.

“É incrível existir um local que prepara as pessoas para lutar por um mundo melhor. Isso é o que essa escola representa. Esse lugar é um sopro de ar fresco. É um presente estar aqui hoje. Olhando para vocês, que são o futuro”, disse, sob uma chuva de palmas.

Glover, famoso no mundo todo por sua atuação em filmes como A Cor Púrpura, MandelaMáquina Mortífera, sempre foi ligado às causas sociais. Quando jovem, fez parte de movimentos que lutaram contra a segregação racial nos Estados Unidos. Filho de trabalhadores que participavam de sindicatos, ele denuncia a falta de direitos e a exploração a que muitos trabalhadores estão submetidos no país.

Hoje, é produtor de cinema, realizando diversos documentários na Palestina, Tailândia e também sobre temas sensíveis aos estadunidenses, como o porte de armas e o aquecimento global.

No final da visita à escola, o ator plantou uma muda de cerejeira no jardim do local. Com dificuldades para colocar e regar a muda na terra, brincou: “I’m too old for this shit [estou muito velho para essa merda]”, bordão de Roger Murtaugh, o icônico policial de Máquina Mortífera.

Mas, por mais que estivesse velho e reclamasse, Murtaugh nunca deixava de fazer o que tinha de fazer para salvar o dia. E assim também é Danny Glover: apesar da exaustão, está ao lado dos trabalhadores, participando de atos, congressos e movimentos sociais pelo mundo.

Abaixo, confira a entrevista de Danny Glover ao Brasil de Fato sobre o racismo nos Estados Unidos, sua trajetória como militante, o que pensa do Brasil e o potencial do cinema para conscientizar as pessoas, concedida pouco tempo tempo antes do ator tirar seu merecido sono:

Você nasceu no período em que os negros eram segregados na sociedade americana. Como era ser negro nessa época?

Danny Glover – Eu fui nutrido por uma cultura, não só daquela época, mas do meu passado. Minha bisavó nasceu em 1853. A emancipação dos escravos ocorreu quando ela tinha 10 anos. E a conheci quando era criança, ela tinha mais de 90 anos. Há uma conexão entre a minha vida, a minha raça e o pensamento político da minha família. Minha mãe foi a primeira pessoa da família e da comunidade a se formar numa universidade, em 1942. Meus avôs conseguiram, após trabalhar muito tempo como camponeses, comprar uma propriedade rural de 52 hectares. Minha mãe e seus irmãos foram à escola e não tiveram que colher algodão na época da colheita. Isso foi um grande sacrifício para a família, pois eles precisavam de todas as mãos possíveis para colher e pagar as contas. Minha mãe estava internamente grata pelos pais por ir à escola. A escola se tornou algo cravado na consciência da minha família como um local necessário para se seguir em frente na vida. Meus avós, que tinham a educação mais básica, viram que era esse o futuro e fizeram o sacrifício para que seus filhos estudassem. É esse tipo de coisa que moldou minha vida.

Nasci em 1946, oito anos depois da decisão da suprema corte americana que disse que “igual não é igual”. Foi a fundação dos movimentos que lutaram pelos direitos civis e antissegregação. A ideia de criar locais e acomodações diferentes para negros e brancos virou lei. Essa segregação, que afetou meus pais imediatamente, se tornou o catalizador para que eu iniciasse o processo de entender a relação que tenho com o meu país como um cidadão. Meus pais eram carteiros, ligados ao sindicato, e, frequentemente, conversavam sobre o trabalho militante deles no sindicato e como isso se conectava aos movimentos dos direitos civis. Escutava isso, além de ler muito.

Sou de São Francisco, California, uma cidade muito radical, progressista. Tinha o sindicato mais progressista do país, formado por trabalhadores de armazéns e portos. Era um dos grupos mais radicais: foi o primeiro a boicotar bens sul-africanos, dizendo que não descarregariam produtos do país do Apartheid. As políticas estudantis, nas duas universidades da Califórnia, a cultura que emergiu com os hippies, os panteras negras, foram parte em especial do meu modo de entender o que estava acontecendo no mundo.

Quando estava com 14, 15 anos, comecei a participar do movimento pelos direitos civis, inspirado nesse atleta incrível chamado Mohhamad Ali, quando disse que “I Ain’t Got No Quarrel With The vietcong… No vietcong ever called me nigger [não tenho desavenças com os vietcongs, nenhum vietcong jamais me chamou de preto]”. Foi uma frase simples, mas que teve implicações enormes para mim e para a sociedade. Quando tinha 20 anos, tudo isso estava em mim. Todos esses elementos progressistas se tornaram parte da minha consciência e abracei tudo isso.

Em 1987, vou para a San Francisco State, uma universidade que passa por outro nível de radicalização, com grupos de estudantes negros. Tudo isso me situa e molda a forma como lido com a cultura, o que leio, o que escuto.

Como a arte, principalmente o cinema, pode levar questões sociais às pessoas e ser transformadora?

Sempre assisti filmes de vários países e cineastas: brasileiros, argentinos, bolivianos, europeus, africanos, japoneses… os trabalhos de Fellini, Truffaut, Bergman, todos esses filmes e diretores me influenciaram. Quando era jovem, trabalhava numa área diferente do teatro. Geralmente, as peças de teatro tem uma estória, uma estrutura organizada, que se manifesta ao longo da obra, mas me envolvi no que foi considerado “arte negra”. Eram peças de agitação e propaganda. Curtas, que tinham como objetivo passar uma mensagem ideológica. Sobre como se tornar militante, conseguir emprego. Eram peças muito políticas.

Então, eu via o drama como algo político, uma forma de transmitir essas ideias de uma forma diferente. Esse foi o começo da minha relação com teatro e arte. E como fui formado por isso, o que eu queria fazer com a arte, na maioria das vezes, difere da agenda que a indústria me apresentou. Fiz muitos filmes populares e comerciais, mas sempre tive essa inclinação de querer fazer filmes menores, que tenham um significado.

Só nos últimos dez anos consegui fazer o tipo de arte com caráter político similar ao que tinha me formado, via documentários ou narrativas. Como produtor, já fiz três filmes palestinos, dois tailandeses, um documentário sobre o movimento de direitos civis, um sobre aquecimento global e outro sobre a liberação de armas. São essas experiências que me moldaram como artista, ator e cidadão, e me fizeram pensar em como manifestar essas ideias no meu trabalho.

É possível fazer filmes com um caráter crítico e social em Hollywood?

É difícil dizer. Tento fazer um filme sobre a revolução haitiana por anos. É obviamente uma história sobre negros, e tem sido difícil. Mas por propósito de custos, o filme tem de ser fora do sistema. Se fizesse dentro, o custo seria 30% ou 40% maior. Sob esse ponto de vista, é possível. Mas quando se pensa em produções culturais, a forma como o cinema pode moldar pensamentos em um curto período de tempo é algo incrivelmente bom para nós, e isso precisa ser explorado.

Como você vê o racismo hoje nos EUA, principalmente após o que ocorreu em Ferguson?

Ferguson e outros lugares semelhantes são criados pela ausência de qualquer estrutura, além da brutalização da força policial. A questão racial é algo muito enraizado na minha vida, no que faço. O que penso é que muitas vezes se ignora que a raça está ligada, tangencialmente, a muitos outros temas, como pobreza, saúde, procura de empregos. Prestamos atenção no racismo explícito, mas acabamos ignorando esse racismo mais sutil. O problema é que a raça é obscurecida por outros problemas programados na nossa cabeça pelo consumismo. Para manter nosso padrão ou lugar nas nossas vidas, precisamos manter certas necessidades físicas e psicológicas.

Assim, o racismo tem uma relação funcional com o capitalismo, na exploração dos negros como mão de obra barata. E para romper com isso, precisamos pensar em outros sistemas e formas. Que potencial um outro sistema, como o socialismo, poderia ter nessa questão? Como falar de raça sobre outro ponto de vista e criar uma estrutura que melhore o planeta e a humanidade? Quais ferramentas e políticas que precisamos para isso?

Você está engajado na luta sindical dos EUA. Qual a situação dos trabalhadores no país, em especial os negros?

Estatisticamente, há 40 anos, a renda dos trabalhadores vem diminuindo significativamente. Não só isso, os trabalhadores americanos trabalham mais horas, o número de mulheres que compõem a força de trabalho mais que dobrou nesse tempo, não porque há novas oportunidades para mulheres, mas porque o dinheiro que elas ganham é crucial para manter a casa.

Os trabalhadores americanos brancos ganham mais que os negros, e os números para as mulheres são menores ainda. Há uma situação em que negros têm as maiores taxas de desemprego, menores condições de economizar dinheiro e acumular bens no mesmo trabalho.

Você já visitou o Brasil várias vezes. Como você enxerga o racismo no país? Um garoto negro de 10 anos foi assassinado recentemente em uma favela do Rio pela Polícia Militar…

O racismo e a militarização da polícia nas comunidades negras é algo que ocorre em várias partes do mundo e temos que nos preocupar com isso. Como o Estado, junto com a sociedade, se aproximam desse problema? E qual o papel da polícia na sociedade? Por que não houve uma comoção no espaço público causada pela morte desse menino? A morte desse garoto é emblemática. As pessoas da favela estão excluídas economicamente da sociedade, mas também psicologicamente.

Esse tipo de violência acontece com tanta regularidade que o Estado deve ser responsabilizado. Não me interessa se o Estado é de direita ou esquerda, ele tem de tomar medidas, desenvolver políticas públicas para melhorar a vida nas comunidades e das crianças negras e pobres, valorizando a vida delas.

Para terminar, você pensa um dia em fazer um filme sobre o Brasil?

Claro! Adoraria fazer um documentário sobre o Brasil. Não tenho planos ainda, mas, provavelmente, é algo que vou fazer.

 

DEPUTADA ÉRIKA KOKAY DISSE QUE “HÁ DEPUTADOS QUE ACHAM QUE EXISTEM CRIANÇAS QUE NASCEM PARA MATAR”

20140925170254_Lp_-_Projeto_amplia_a_lista_de_crimes_contra_a_mulherFreud, criador da psicanalise que interpreta e analisa os componentes instintuais da libido reprimida no inconsciente como forma de trauma e manifestado no consciente como sintoma, diz que existem adultos que de nada recordam de suas infâncias. O que significa que sofreram uma forte inibição por força da ameaça castradora paterna. O Super-ego cruel, perseguidor e castigador.

Daí que tudo que se relaciona com a infância para eles é motivo de dor. Por isso, se mantém distantes desse tema. Ou quando se defrontam com ele, sem condição de se esquivar, como é o caso da votação da maioridade penal, tratam o caso de forma sintomática: como seus pais lhe trataram quando de suas infâncias. Visto que suas infâncias frustradas e por isso se encontram congeladas no inconsciente.

Entretanto, os sintomas decorrentes desse trauma não se manifesta apenas como medo da infância, mas também em outras formas de fobias que representam a liberdade que, entretanto, para eles são ameaças, pois contém elementos contagiantes do viver. São os casos dos homofóbicos, racistas, misóginos e outras formas de medo da vida.

Com é do conhecimento da maioria da sociedade brasileira, o Congresso Nacional, hoje, tem a maior representação reacionária de sua história. O que não leva essa maioria da sociedade a não acreditar nele, como também estimula os nazifascistas membros das direitas que temem exacerbadamente as liberdades.

Pois bem, a deputada engajada e íntegra, Érica Kokay (PT/DF), em entrevista a Rádio Rede Brasil Atual – quem vem sendo atacada, por sua capacidade de fazer jornalismo ético, pela mídia-paranoica, fez uma análise da Comissão Especial que encaminhará para a Câmara a matéria da redução da maioridade penal. Ela afirmou que a ignorância sobre a maioridade encontra-se calcada em mitos.

“Nós não esperamos nada dessa comissão, pois tem uma composição fundamentalista e repressora. Nós consideramos uma causa cláusula pétrea, inclusive estamos nos preparando para entrar na justiça, para impedir que nós tenhamos a revisão de uma cláusula que só pode ser revista por uma nova constituinte.

Nós temos dados que de 1980 até 2010 houve um crescimento de 346% do homicídio de crianças e adolescentes, e nós temos clareza que apenas 0,03% cometeram atos contra a vida, então foi construída uma espetacularização para dizer que os adolescentes são os responsáveis pela violência que existe no país. Sabemos que menos de 1% dos adolescentes estão em conflito com a lei.

Outro mito é a impunidade. O adolescente responde pelos atos cometidos. Temos seis medidas socioeducativas, portanto a privação serve para que essa pessoa interrompa sua trajetória infracional e beneficie a sua vida, caso contrário, é vingança pura.

A prisão não reeduca o jovem a conviver na sociedade. A reincidência é de 70%, enquanto nos métodos socioeducativos são de 20%. Falam que é pouco tempo, porém o jovem pode ficar até nove anos em regime socioeducativo, mas índice de reintegração harmoniosa à sociedade mostra que o prazo não tem problema, porque a reincidência é grande. Temos dados que apontam que quando o Estado atua em parceria com a comunidade que o adolescente vive, temos casos que a integração é 98%.

Há deputados que acham que existem crianças que nascem para matar. Precisamos falar das políticas públicas, dando prioridade às políticas de creches, de educação integral e cultura. Nós entramos com um projeto para que os gestores apresentem planos de defesa de políticas públicas e prestem contas da sua execução e se não tiverem um nível de execução adequado serão responsabilizados.

Daqui a pouco será discutida a redução para 14, 12 ou 10 anos. É uma cortina de fumaça para dar uma resposta ao sentimento de insegurança da sociedade, que os sabe que não resolve, e os gestores defendem a redução para defenderem as suas incompetências”, analisou Kokay.

Os que acham que há crianças que nascem para matar estão falando se si mesmos. Em psicanálise se chama projeção ou deslocamento. Presos em suas infâncias cristalizadas esses deputados ao votarem pela redução da maioridade penal estão concretizando o que suas crianças-paranoica fazem: matam. Essa matéria da redução da maioridade penal é infanticídio.

50 anos da Globo: Vamos descomemorar!

Coletivos, veículos de mídia, blogs, sindicatos, associações e movimentos sociais assinam manifesto em repúdio à Rede Globo e preparam uma série de mobilizações para “descomemorar” os 50 anos da emissora.

Por Redação

MANIFESTO

A TV Globo festejará os seus 50 anos de existência no dia 26 de abril. Serão promovidos megaeventos e lançados vários produtos comemorativos. No mesmo período, porém, muita gente está disposta a promover a “descomemoração” do aniversário do império global, um ato de repúdio ao papel nocivo desse grupo de mídia na história do país. Uma palavra-de-ordem que se destaca em todo o Brasil em manifestações recentes é: “O povo não é bobo. Fora Rede Globo”. E motivos não faltam para esta revolta.

A emissora é filha bastarda do golpe militar de 1964. O então diretor do jornal “O Globo” Roberto Marinho foi um dos principais incentivadores da deposição do presidente João Goulart, dando sustentação ideológica à ação das Forças Armadas. Um ano depois, foi fundada a sua emissora de televisão, que ganhou as graças dos ditadores. O império foi construído com incentivos públicos, isenções fiscais e outras mutretas. Os concorrentes no setor foram alijados, apesar do falso discurso global sobre o livre mercado.

Nascida da costela da ditadura, a TV Globo tem um DNA golpista. Apoiou abertamente as prisões, torturas e assassinatos de inúmeros lutadores patriotas e democratas que combateram o regime autoritário. Fez de tudo para salvar o regime dos ditadores, inclusive omitindo a jornada das Diretas Já na década de 80. Com a democratização do país, ela atuou para eleger seus candidatos – os falsos “caçadores de marajás” e os convertidos “príncipes neoliberais”. Na fase recente, a TV Globo militou contra toda e qualquer avanço mais progressista, atuando na desestabilização dos governos que não rezam integralmente a sua cartilha. Nas marchas de março desse ano, ela ajudou a mobilizar o anseio golpista e garantiu a ele todos seus holofotes.

A revolta contra a Globo que ganha corpo está ligada também à postura sempre autoritária diante dos movimentos sociais brasileiros. As lutas dos trabalhadores ou não são notícia na telinha ou são duramente criminalizadas. A emissora nunca escondeu o seu ódio ao sindicalismo, às lutas da juventude, aos movimentos dos sem-terra e dos sem-teto. Através da sua programação, não é nada raro ver a naturalização e o reforço ao ódio e ao preconceito. Esse clima de controle e censura oprime jornalistas, radialistas e demais trabalhadores da empresa, que são subjugados por uma linha editorial que impede, na prática, o exercício do bom jornalismo, servidor do interesse público, em vez da submissão à ânsia de poder de grupos privados.

Além da sua linha editorial golpista e autoritária, a Rede Globo – que adora criminalizar a política e posar de paladina da ética – está envolvida em inúmeros casos suspeitos. Até hoje, ela não mostrou o Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) do pagamento dos seus impostos, o que só reforça a suspeita da bilionária sonegação da empresa na compra dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002. A falta de transparência do império em inúmeros negócios é total. Ela prega o chamado “Estado mínimo”, mas vive mamando nos cofres públicos, seja através dos recursos milionários da publicidade oficial ou de outros expedientes mais sinistros.

Essas e outras razões explicam o forte desejo de manifestar o repúdio à TV Globo em seu aniversário de 50 anos. Assim, vamos realizar em torno do dia 26 de abril uma série de manifestações, em todo o país, para denunciar a emissora como golpista ontem e hoje; exigir a comprovação do pagamento de seus impostos; e reforçar a luta por uma mídia democrática no Brasil.

Sem enfrentar o poder e colocar limites à maior emissora do Brasil – e uma das cinco maiores do mundo – não será possível garantir a regulamentação dos artigos da Constituição que proíbem o monopólio para levar a cabo a democratização do país. Por isso, vamos às ruas contra a Globo e convidamos todos os brasileiros comprometidos com a democracia, a liberdade de expressão, a cultura nacional, o jornalismo livre e a soberania popular a participar das manifestações em todo o país.

Assinam este manifesto (em ordem alfabética):

ANPG – Associação Nacional de Pós-Graduandos

Associação Franciscana de Defesa de Direitos e Formação Popular

Campanha por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político

Centro de Estudos Barão de Itararé

Consulta Popular

Contracs – Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços

CTB – Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do BrasilCUT- Central Única dos Trabalhadores
Enegrecer- Coletivo Nacional de Juventude Negra

FNDC- Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação

Fora do Eixo

FUP- Federação Única dos Petroleiros

Intersindical Central da Classe Trabalhadora

Intervozes

Juventude do PT

Levante Popular da Juventude

MAB- Movimento dos Atingidos por Barragens

Marcha Mundial das Mulheres

Movimento JUNTOS!

MST- Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

MTST- Movimento dos Trabalhadores Sem Teto

Nação Hip Hop Brasil

Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo

Sindicato dos Professores (Sinpro) de CampinasUBM- União Brasileira de Mulheres
UJS- União da Juventude Socialista

UNE- União Nacional dos Estudantes

Uneafro-Brasil

Jornal Brasil de Fato

Site Vermelho

Blog da Cidadania

Blog Maria Frô

Blog O Cafezinho

Blog Viomundo

* Para aderir ao manifesto, envie o nome da sua entidade para contato@baraodeitarare.org.

ECOMISTA MÁRCIO POCHMANN DIZ QUE TERCEIRIZAÇÃO É UM RETROCESSO E O TRABALHADOR VAI TER SALÁRIO REDUZIDO

Agência Brasil - ABr - Empresa Brasil de Comunicação - EBCO economista Márcio Pochmann analisando a realidade cruel que viverá o trabalhador brasileiro se ocorrer a aprovação do PL 4.330, projeto de lei da terceirização da mão de obra do trabalhador brasileiro, afirmou que será um grande retrocesso nos direitos dos trabalhadores já constituídos historicamente através de intensa campanhas. Para ele o trabalhador terá seu salário diminuído e que rebaixará os contratos de trabalhadores fixos. Ele também fez comentário sobre a lei de terceirização na Itália.

“O não terceirizado, que hoje tem uma determinada remuneração, pode ter o salário reduzido pela metade. É um retrocesso que não pode ser admitido, principalmente pelas pessoas que acreditam que o Brasil precisa elevar a renda dos trabalhadores, para continuar ampliando o padrão de consumo, deixando de ser uma economia de baixa renda.

É interessante que se regulamente a terceirização, evitando a precarização e a instabilidade crescente no mercado de trabalho.

Desde seu início, a terceirização da mão de obra foi uma oportunidade de as empresas reduzirem custos de contratação de seus trabalhadores, inclusive num contexto econômico muito desfavorável nos anos 1990, período de recessão econômica, com forte desemprego. Trabalhadores que estavam sem alternativa, aceitaram empregos terceirizados de baixa remuneração.

A empresa italiana que precisa terceirizar por motivo de elevação produtiva, tem permissão, mas não pode ser por redução de custo. E os terceirizados devem ter condições de trabalho iguais aos trabalhadores contratados.

Isso torna a competição entre o setor privado e público, mais acirrada. Nós temos bancos privados que remuneram os funcionários com salários menores do que os públicos. Caso a terceirização da atividade-fim seja aprovada, as empresas privadas reduzirão mais ainda a remuneração, tornando o salário do setor público mais alto. Essa medida divide os trabalhadores”, analisou o economista Márcio Pochmann.

A RBA, a liberdade de expressão e o direito de incomodar

image_previewNos somamos a um amplo universo de fazedores de comunicação, contribuindo com a diversidade da abordagem dos fatos. E passamos a incomodar a imprensa comercial e seus patrocinadores.

por Redação da RBA

Tarde de terça-feira (14), véspera do dia de manifestações de movimentos sociais contra a direita, por mais direitos e contra a terceirização desenfreada permitida pelo texto do Projeto de Lei 4.330. O repórter de um grande jornal telefona para a redação da RBA. Procura o coordenador da Editora Atitude, Paulo Salvador, e questiona sobre a menção à empresa nas investigações da Operação Lava Jato. Salvador se diz surpreso, que desconhece o tema, e explica as origens e o funcionamento do empreendimento de comunicação, que tem como produtos a Revista do Brasil, o portal Rede Brasil Atual, edições regionais de um jornal impresso e a produção de conteúdo jornalístico para a Rádio Brasil Atual. Matéria-prima: jornalismo.

À primeira observação, salta o detalhe: um profissional da imprensa tradicional tinha em mãos, um dia antes da prisão do então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, o teor da nova etapa do processo que corre em segredo de Justiça. Não era o único. Tudo leva a crer que as redações dos maiores veículos habitualmente favorecidos pela prática do vazamento seletivo de informações sigilosas já estavam com seus textos elaborados antes de o fato político – a prisão – ser consumado. Aguardava-se o “publique-se”, como dizia o personagem de Paulo Betti na novela das nove, Téo Pereira, blogueiro investigativo.

O episódio – informação privilegiada destinada a ferir apenas uma parte dos investigados – é apenas mais um entre tantos que têm levado juristas renomados, defensores da Lava Jato, a se preocupar com os riscos da abusividade e das ilegalidades para a credibilidade e a eficácia da operação.

No enredo, a RBA é atingida lateralmente, já que o alvo do procedimento era outro: alimentar o ódio ao PT e à CUT em um dia de manifestações contundentes em todo o Brasil em defesa dos direitos dos trabalhadores, dos avanços sociais e democráticos. A RBA, diga-se, é um dos frutos colhidos pela consolidação da democracia no país nos últimos anos.

É a primeira experiência brasileira na história recente, e referência para organizações de trabalhadores em vários países do mundo, de aglutinação de forças de algumas das entidades sindicais mais representativas e respeitadas do país em torno de uma causa que mexe com a vida dos cidadãos para além de seus locais de trabalho: o direito humano à informação.

Dessa convicção, em 2006, surgiu a Revista do Brasil, uma publicação mensal que hoje alcança 200 mil trabalhadores e suas famílias, com dois propósitos editoriais bem definidos: levar informação para quem não tem acesso a outros veículos, estimulando o hábito da leitura, e para quem tem acesso, mas não está satisfeito com o que lê. Proporcionar, enfim, o prazer da leitura e a formação de um pensamento crítico não terceirizado pelo conteúdo convencional da imprensa comercial. Com o mesmo objetivo, passaram a integrar esse projeto o portal e a rádio.

Movida a jornalismo desde seu nascedouro, a RBA conquistou respeito e credibilidade junto a políticos e intelectuais, artistas e ativistas sociais, trabalhadores, integrantes de movimentos sociais das mais diversas vertentes e cidadãos anônimos passaram – como fontes e como consumidores de informação. Não é por menos que o portal recebe em média cerca de 1 milhão de visitas, sem contar sua produção de conteúdo exclusivo que é reproduzida por outras páginas da internet, veículos impressos e emissoras pelo país – algumas vezes com crédito, outras não.

Somos procurados por jornalistas e estudantes que ambicionam viver profissionalmente de um trabalho que assegure liberdade e sintonia com seus ideais. E também por universitários que nos tomam como objeto de pesquisa e de aprofundamento acadêmico.

Nesse contexto, nos somamos a um amplo universo de fazedores de comunicação – alguns com mais rodagem, outros contemporâneos, outros que não param de surgir –, contribuindo com a diversidade da abordagem dos fatos. E passamos a incomodar a imprensa comercial e seus patrocinadores.

A RBA não tem por hábito, ao citar uma informação extraída de um ou outro veículo tradicional, acrescentar-lhe um juízo de valor ou um atributo com intenção desqualificadora. O leitor não lê aqui, por exemplo, “… segundo matéria de O Globo, jornal que apoiou a ditadura, a flexibilização dos direitos trabalhistas e o fim da política de valorização do salário mínimo e pertencente a um grupo acusado de sonegação…”; também não encontra “… de acordo com a Folha de S.Paulo, editado por empresa que emprestava veículos a órgãos de repressão e ligado a correntistas de paraísos fiscais”; tampouco cita o “… Estadão, jornal que nas últimas eleições declarou apoio aos candidatos do PSDB”; muito menos cita a Editora Abril como fornecedora privilegiada de assinaturas para governos sem licitação ou detentora de um monopólio de distribuição de publicações impressas que dificulta ou inviabiliza a circulação de concorrentes. Nem sequer fazemos questão de lembrar que todos eles atuam assumidamente de maneira organizada em torno do Instituto Millenium, mantido por grandes empresas com o propósito de estimular e sustentar a produção de informação e a formação de comunicadores sintonizados com seus interesses políticos, econômicos, ideológicos e comerciais.

Entretanto, não é raro que a citação a nossos veículos venha seguida de um “ligado à CUT e/ou ao PT”.Sempre com intenção de minar a credibilidade jornalística. Para nós, por trás da arrogância editorial queapropria aos veículos tradicionais exclusividade do direito ao jornalismo e à liberdade de expressão – e que lamentavelmente contamina colegas que acabam se tornando escudeiros ideológicos de seus patrões – está mais um sintoma de que a RBA, como todos os veículos que ousam remar contra a corrente ideológica da imprensa comercial – incomoda.

Em tempo: consideramos que CUT, PT, demais centrais, demais partidos e toda e qualquer organização social têm todo o direito de ter seus veículos de comunicação. Mas não somos “da” CUT ou “do” PT. Nossa política editorial é assumidamente de esquerda, humanista, voltada para o estímulo à participação social, à defesa intransigente dos direitos humanos, à busca da cidadania plena para as maiorias da população e às minorias oprimidas por preconceitos nefastos, à construção de um novo modelo de desenvolvimento que viabilize o planeta para as gerações futuras. Nossas afinidades com pontos programáticos, seja da CUT, seja do PT, não nos priva da liberdade editorial de produzir conteúdo que ora desagrada seus militantes e dirigentes, ora desagrada seus opositores.

Aos nossos leitores e seguidores que, como todos nós, se sentiram perplexos com a forma como a RBA e a Editora Atitude foram abordados no dia de ontem (15), fica a nossa mensagem: 1) os recursos que sustentam nossos veículos são provenientes de entidades determinadas em fazer dos investimentos em comunicação umsindicalismo cidadão, de prestação de serviços editoriais que têm o jornalismo como matéria-prima e de uma escassa receita de publicidade e patrocínios; 2) os recursos destinados pelas entidades sindicais são objeto regular de prestação de contas de seus associados, bem como integrantes dos programas de gestão por meio do qual são democraticamente eleitas; e 3) todos os recursos são integralmente destinados às despesas operacionais e administrativas decorrentes da produção, distribuição e veiculação de conteúdo jornalístico, e devidamente contabilizadas.

No plano legal, a Editora Atitude está em dia com suas obrigações e à disposição da Justiça. No campo da disputa pela democratização do acesso e do direito de produzir informação, seguimos em frente.

Nota da Editora Gráfica Atitude

A Editora Gráfica Atitude Ltda. é uma empresa comercial de direito privado criada em 15 de março de 2007 por iniciativa de dirigentes sindicais, jornalistas e personalidades, com a missão de construir uma plataforma de meios de comunicação voltada para o mundo do trabalho, economia, política e cultura em geral. Está instalada na Rua São Bento, 365, 19º, no Centro de São Paulo.

Nesses anos, após 105 edições da Revista do Brasil, a Editora pautou-se pelo melhor do jornalismo, com entrevistas, fotos, textos, edição e impressão de cerca de 28 milhões de exemplares da publicação, que são distribuídos pelo correio e manualmente para sócios dos sindicatos participantes, numa operação logística de grande magnitude. Pesquisas mostram a satisfação do público leitor e ouvinte com a proposta de construção da cidadania que a revista se propõe.

A Editora produz também conteúdo jornalístico para o portal na web www.redebrasilatual.com.br, que registra acesso mensal de um milhão de visualizações, que vem duplicando sua produção e acessos anos após anos mesmo com a enorme concorrência que a internet tem atualmente.

A Editora produz um programa também jornalístico para a Rádio Brasil Atual, de duas horas, transmitido entre 7h e 9h da manhã, de segunda a sexta, na FM 98,9, para todos os municípios da Grande São Paulo, ABCD, Alto Tietê, com sintonia num diâmetro que alcança desde Mogi das Cruzes até Jandira e cidades no entorno.

A Editora conta com 34 trabalhadoras e trabalhadores e quase uma centena de colaboradores, articulistas, correspondentes e prestadores de serviços. A Editora mantém firmes laços de parceria com a imprensa sindical e com a blogosfera democrática e progressista, sempre centrada no mundo do trabalho e nos direitos humanos.

As receitas da Editora Gráfica Atitude Ltda provêm da prestação de serviços para entidades sindicais, anúncios públicos, privados e patrocínios. Prática comum de todos os meios de comunicação

Todas as receitas são revertidas para os pagamentos destinados a essa plataforma de comunicação. Para pagar as contas, como se diz na linguagem popular.

Em relação às denúncias veiculadas na imprensa, a Editora informa que mantém seus contratos de forma regular, registrados, e está à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos.

São Paulo, 16 de abril de 2015

Paulo Salvador

Coordenador da Editora Gráfica Atitude Ltda

TRABALHADORES REALIZAM MANIFESTAÇÕES EM TODO BRASIL CONTRA OS EXPLORADORES, OPRESSORES E ESTÚPIDOS QUE QUEREM A TERCEIRIZAÇÃO. VETA DILMA!

693c8f77-820c-4dcf-a157-b158f282e3ddMilhares e milhares de milhares de trabalhadores realizaram em todo Brasil manifestações de protestos contra os exploradores, opressores e estúpidos que tencionam a aprovação do PL 4.330 que violenta os direitos de todas as categorias conquistados, historicamente, com muitas lutas. Lutas que as centrais sindicais e os movimentos sociais hoje realizam para que o trabalhador não perca seus direitos.

09955296-14bb-45c5-a7cb-fcde9812c4bbNo panorama geral, em várias fábricas os trabalhadores paralisaram suas atividades, trabalhadores dos transportes públicos também pararam, servidores estaduais e municipais, bancários e outras categorias também pararam. Foi uma manifestação que sacudiu o Brasil. Foi uma espécie de homenagem a peça teatral do dramaturgo Plínio Marcos, Quando as Máquinas Param. Relevância para Manaus, onde o movimento dos trabalhadores é quase zero. Onde o Partido dos Trabalhadores é dominado por uma forte subjetividade pelega.

Pelo menos as manifestações produziram uma vitória: a votação dos destaques do PL 4.330 marcada para ontem, dia 15, foi adiada para o dia 22, quarta-feira que vem. Não havia clima para a votação diante das manifestações concretas contras as votações das direitas que saem de mentes abstratas em relação aos direitos trabalhistas. Foram manifestações quase todas pacíficas se não alguns casos de ameaças repressivas.

manifestacao_centrais77742Não faltou o sarro contra os pelegos que se colocam a favor da terceirização mostrando o quanto são lambaios dos patrões como é o caso do Paulinho da Força solidária com os patrões. Em São Paulo, os manifestantes também realizaram protesto em frente da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) que é obstinadamente a favor da terceirização. Uma lógica: são patrões. Não faltaram cartazes satíricos com as caricaturas de personagens publicamente afeitos só aos seus lucros.

manifestacao_centrais_277743Adílson Araújo, presidente da CTB, durante a manifestação na Avenida Paulista, falou sobre o perigo que corre o trabalhador com a ameaça da aprovação da terceirização. Para ele “é o pior projeto desde a ditadura militar” e que o apoio ao governo federal é para que ele rompa com as forças neoliberais.

“Cidades inteiras amanheceram sob protesto, protesto esse que tem a voz da nossa dignidade”. A resposta está dada, estas atividades servem para mostrar de lado nós estamos. A terceirização é o prior projeto em curso desde a ditadura militar.

O apoio ao governo vai no sentido de romper com o neoliberalismo. A mídia vai contra a classe trabalhadora e a direita cerca o Congresso’, observou Adilson.

 Já o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, o filósofo Guilherme Boulos disse que se a terceirização for aprovada – Veta, Dilma! – vai impor duras perdas aos trabalhadores.

 “Vamos passar pelo ninho deles, pelos jardins, para dizer que a rua é do povo, e que essa elite preconceituosa não vai nos impedir de ocupar as ruas”. As perdas para os trabalhadores com este projeto de lei vão muito além da CLT, tudo que nós conquistamos até: férias, décimo terceiro salário, licença maternidade… todas essas conquistas vão ser jogadas na vala comum se esse projeto for aprovado.

Se o PL for aprovado, a Dilma tem o dever de vetá-lo. Não vamos aceitar MPs do ajuste. O governo Dilma não foi eleito para casar direito do trabalhador, nem para fazer ajuste, nem para colocar Levy na Fazenda. Não vamos aceitar ataques contra trabalhadores pobres, venha de onde vier. O MTST não rabo preso com ninguém.

956354-15042015-_tng1113Nós vamos terminar esse ato na Fiesp paradizer que eles não devem contar vitória antes da hora. O PL 4.330 não vai passar. E se passar, vamos barra-lo, nem que seja na marra ”, disse o filósofo-trabalhador.

956355-15042015-_tng1119Por sua vez, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, afirmou que a classe trabalhadora deu “uma lição na direita”.

“O empresário brasileiro usa uma desculpa de que o projeto é para gerar segurança jurídica, e o que eles querem é segurança jurídica para explorar os trabalhadores, não pagar direitos trabalhistas, aplicar longas jornadas e, com o projeto 4,330, evitar que isso seja questionada na JustiçaEles acharam que iam aprovar esse projeto sem a reação do povo, mas esqueceram que o povo não está lá no Congresso, está sim aqui na ruas. A classe trabalhadora deu uma lição na direita”, afirmo Freitas.

Agora, se for essa aberração antitrabalhador for aprovada só resta o clamor geral: “Veta, Dilma”!

LULA DIZ QUE APROVAR A TERCEIRIZAÇÃO “É NEGAR O QUE FOI CONQUISTADO EM ANOS E ANOS DE LUTA”

1c456168-cb3a-41c8-bb4a-f33a3fa707b3Discursando no 9° Congresso Nacional dos Metalúrgicos da CUT, em Guarulhos, que vai até sexta-feira, o ex-presidente e eterno operário Lula, foi veemente ao defender a posição dos trabalhadores contra a violência promovida pela ameaçante aprovação do PL 4.330 que terceiriza todas as formas de trabalho no Brasil.

Discursando com seriedade e ao mesmo tempo tirando sarro de alguns pseudos parlamentares, Lula, afirmou que as conquistas dos trabalhadores foram decorrentes de muita luta o que “certamente Eduardo Cunha não sabe”, assim como “alguns deputados novos”.

“Não deixar aprovar o PL 4.330 é uma questão de honra para a classe trabalhadora brasileira. A CUT, com todos os defeitos que tem, é uma conquista do povo brasileiro. Por isso a elite nunca gostou do Getúlio, e por isso levaram Getúlio à morte. As conquistas foram com muita luta. Certamente o Eduardo Cunha não sabe. Alguns deputados novos também não sabem.

Ao invés de ‘dar de barato’ que eles já sabem e estão de má-fé, acho que temos de conversar com todos eles e mostrar o que significa efetivamente a aprovação dessa lei. É negar tudo que foi conquistado anos e anos de luta.

Esse pessimismo não é do Brasil inteiro, não. Ele é mais de São Paulo. Eu acho que os sindicatos de São Paulo deveriam fazer uma pesquisa: eu acho que São Paulo está em recessão há muito tempo. Eles querem jogar esse mau humor para o Brasil inteiro.

Essa gente deveria reivindicar mais educação quando eles governaram. Este país levou 100 para ter 3 milhões de alunos na universidade. Em apenas 12 anos chegamos a mais de 7,5 milhões. Em 12 anos fizemos mais do que eles fizeram num século. É isso que incomoda?”, discursou Lula.

HOJE É DIA DE MANIFESTAÇÕES EM TODO O BRASIL CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO E A SUBJETIVIDADE REACIONÁRIA QUE PRETENDE SE IMPOR

image_large (1)Há no momento no Brasil, embora já seja caduca, uma forte expressão de reacionários em vários seguimentos. Na indústria, no comércio, nos meios de comunicação, em algumas universidades, Congresso Nacional, e outros, todos mostrando o caráter que não tem qualquer relação com a democracia, já que a democracia é um devir de produção contínua de novas formas de existências. Existências que dignificam e honram a dignidade humana em suas faculdades intelectiva, afetiva e ética.

Na ânsia – tara – de querer fazer prevalecer sua ideologia reacionária estes seguimentos lançam mão de todas as formas de ameaças, até de violência física e moral contra os que são contrários a seus propósitos antidemocráticos. Entretanto, nesse momento a maior ameaça que vem sofrendo a democracia brasileira, além da aprovação da redução da maioridade penal, é a provação da terceirização em todo setor trabalhista. Uma ameaça que chega a ser pura violência contra os direitos dos trabalhadores. Direitos que foram produzidos, historicamente, através de muitos embates contra os patrões ambiciosos e parlamentares que fizeram de um tudo para esses direitos não se tornassem realidade.

Em função desse quadro ameaçador, hoje, dia 15, todas as categorias de trabalhadores, movimentos sociais, entidades religiosas, organizações não governamentais, OAB, intelectuais, artistas, a sociedade civil de maneira geral, vai às ruas para se manifestar contra esses dois temas perniciosos à democracia; a terceirização e a subjetividade reacionária. A manifestação é promovida, principalmente, pelas centrais sindicais. Entretanto, como é óbvio, A Força Sindical que tem como presidente licenciado o chamado Paulinho da Força, não vai participar. Seria mais aberrante do que já é, visto que ela é a favor da terceirização. O líder, embora seja do partido Solidariedade, é um menino de recados do partido da burguesia-ignara, PSDB, que também é a favor da terceirização.

“O que as pessoas têm que prestar atenção que ao contrário do que diz a mídia tradicional, o PL 4.330 não vai proteger quem já é terceirizado. O projeto vai é tornar todo mundo terceirizado. Estamos diante de um forte ataque do Congresso Nacional aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Para o presidente da CTB, Adilson Araújo, a mobilização é importante para o enfrentamento da crise.

“Uma mudança de curso vai demandar muita mobilização social. As mobilizações são determinantes para a gente dar um novo curso no enfretamento da crise, que termina servindo de elemento para que esse Congresso, ainda mais conservador, venha dar seguimento a uma agenda extremamente regressiva. O Parlamento tem sido um palco de maldades contra os trabalhadores e os interesses sociais”, opinou Adilson Araújo.

Falando sobre a atuação do Congresso Nacional em relação aos direitos dos trabalhadores, Juvandia Moreira, presidenta do Sindicato de São Paulo, Osasco e região, foi sinteticamente concludente.

“O Congresso não reflete a população brasileira, é um reflexo do poder econômico”, sintetizou Juvandia.

Para Luiz Carlos Prates, dirigente da executiva nacional da CSP-Conlutas os trabalhadores sabem que a terceirização é um cruel ataque a legislação trabalhistas.

“Existe uma grande insatisfação entre os trabalhadores. Eles percebem que é um ataque muito grande a legislação trabalhista, pois significa que podem trocar quase toda a mão de obra. A única forma de enfrentar isso é com o povo na rua”, afirmou Prates.

Por sua vez, o filósofo e coordenador-nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, Guilherme Boulos, essa será apenas a primeira manifestação contra o conservadorismo que predomina no Congresso Nacional que se coloca contra o trabalhador.

“Temos um conjunto de preocupações. De um lado temos que nos mobilizar contra a ofensiva conservadora que revivei propostas de redução da maioridade penal, da terceirização, da lei antiterrorismo. Mas também dar uma resposta à ofensiva das direitas nas ruas.

O caminho para construção de um país mais justo e o enfretamento da crise econômica são as reformas populares e não a redução de direitos.

O ato faz parte de um conjunto ao qual esperamos dar sequência e fazer dele uma mobilização cada vez maior”, observou Boulos.

Enquanto isso, o engajado ator norte-americano Danny Glover, participando do 9° Congresso Nacional dos Metalúrgicos da CUT, em Guarulhos, São Paulo, teceu elogios aos trabalhadores brasileiros e ao potencial do Brasil como Nação capaz de influenciar o mundo.

image_large“Os sindicatos brasileiros sempre estiveram à frente da luta em favor dos direitos civis. O Brasil ainda não se deu conta do seu potencial no mundo. Nós, norte-americanos, observamos o Brasil como um país transformador nas relações de trabalho. No que diz respeito às ações globais, precisamos nos unir nesse momento de crise financeira mundial, que aumenta a precarização dos trabalhos. Por isso, nossa luta é permanente”, disse Danny Glover. 

O HOMOFÓBICO BOLSONARO SAI DO PP PORQUE QUER REALIZAR SEUS “SONHOS POLÍTICOS”. ENQUANTO ISSO É CONDENADO A PAGAR 150 MIL POR DANOS MORAIS

940765-bolsonaroO racista, homofóbico e misógino deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ), afirmou ontem, dia 14, que vai sair do Partido Progressista (PP) porque tem “sonhos políticos” e não pode realiza-los nesse partido.

Levando em consideração o quadro Parlamentar que se tem hoje no Brasil, onde predomina a maior força histórica reacionária, discriminadora, preconceituosa e desumana, a declaração do homofóbico leva ao entendimento de que ele tem um leque de partidos para se alojar. Entretanto, existem três em que ele seria muito bem aceito e elevado à condição de grande personagem. PSDB, DEM e PPS.

Os três partidos têm em si elementos conspiratórios iguais aos que misígino Bolsonaro carrega. Todos os três se mostraram presentes nos dois atos – inúteis e risíveis – conspiratórios contra o governo Dilma e a República Brasileira em Bolsonaro se exibiu com direito ao próprio filho se apresentar armado em uma manifestação. Todos eles abraçariam o racista com transbordante felicidade-cúmplice.

Mas enquanto o preconceituoso deputado revelava sua intenção, a Justiça do Rio de Janeiro condenava o discriminador a indenizar em R$ 150 mil, por danos morais, o Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDDD), do Ministério da Justiça. A Ação é resultado das afirmações homofóbicas e racistas que ele declarou no programa “CQC” da TV Bandeirantes, no mês de março de 2011.

Na ocasião, ela fora indagado sobre o que faria se tive se um filho gay e respondeu que seus “filhos tiveram boa educação” e isso não aconteceria. Já em outra ocasião, a cantora Preta Gil lhe perguntara o que ele faria se um de seus filhos se apaixonasse por uma negra. Racistamente ele respondeu: “Eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados e não viveram em um ambiente como, lamentavelmente, é o seu”.

Agora, como recompensa ao seu racismo explícito e fanfarão, “lamentavelmente”, vai ter que pagar os R$ 150 mil. É a Justiça aplicada contra imoralidade e irracionalidade.

Para Dilma, a crise política começou com um prolongado terceiro turno

Os ajustes respondem a uma conjuntura desfavorável, mas a crise não se compara às anteriores: temos mercado consumidor, reservas e uma dívida manejável.

Maria Inês Nassif

Brasília – A presidenta Dilma Rousseff carregou para o seu segundo mandato um acúmulo de desajustes econômicos e também uma crise política advinda de um longo “terceiro turno”, em que as forças políticas derrotadas investiram em formas pouco convencionais de embargo à candidatura vencedora. “Logo depois das eleições, veio o inusual pedido de recontagem de votos”, lembrou Dilma, em entrevista exclusiva à Carta Maior e outros jornalistas da mídia alternativa, nesta terça-feira. Foi atípica, segundo ela, porque o país tem um sistema de votação eletrônico eficiente e nunca foi questionado pelas partes em disputa. Em seguida, veio uma pressão para a rejeição de contas de campanha, rejeitada por unanimidade pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O estresse eleitoral se prolongou até a posse.

Simultaneamente à tensão política, os ajustes decorrentes, segundo Dilma, de pressões sobre a economia que se acumulavam desde 2011, incentivaram o clima de descontentamento.

“Temos que reconhecer que isso (o ambiente político) faz parte da democracia, mas não acho que seja disruptivo, isso é parte da luta política do Brasil no estágio atual”, afirmou a presidente. “Vamos fazer 13 anos de governo e quem não está (no poder) reage dessa forma”, afirmou.

Dilma apontou, contudo, que o país viveu uma situação econômica complicada – mas que, apesar de toda a sua complexidade, não produziu o volume de estragos do passado.

“O Brasil mudou completamente”, disse. As vantagens sobre o passado seriam um mercado consumidor de 44 milhões de pessoas, o baixo nível de endividamento do país – a dívida pública é “perfeitamente manejável”, nos limites atuais de 34,1% de dívida líquida e 58,9% de divida bruta – e existe a proteção de reservas internacionais.

Para a presidenta, a situação econômica já esteve pior e é possível vislumbrar uma recuperação a partir do próximo ano.

A trajetória da crise – Segundo Dilma, uma série de fatores acabaram levando a um desajuste fiscal, que as medidas tomadas no início de seu segundo governo pretendem corrigir.

Após dois anos de medidas anticíclicas, em 2011 o país sofreu o impacto de políticas monetárias dos países desenvolvidos, e sofreu o “estresse” de um câmbio de 1 dólar para 1,5 reais. Para neutralizar esse impacto, o governo ampliou os subsídios sobre o crédito e adotou uma política de desoneração fiscal “bastante relevante”, tanto para investimentos em bens de capital como para a cesta básica e folha de pagamentos.

O país também viveu “uma das piores crises hídricas da história”, que chegaram ao Sudeste, com grande impacto sobre o preço da energia. O sistema hidrotérmico adotado pelo país poupou-o de racionamento de energia, mas inevitavelmente o custo da produção cresceu, pelo uso de combustíveis na produção energética, em substituição à energia hídrica. Segundo a presidenta, o governo não fez o ajuste abruptamente, mas o impacto sobre a economia de qualquer forma acabou sendo grande.

O governo manteve a política de suavizar o impacto da substituição da matriz energética e as políticas anticíclicas enquanto a arrecadação, embora “não fosse maravilhosa”, estava crescendo.

A partir de 2014 houve uma “queda brutal” na arrecadação, acompanhada de movimentos na economia internacional desfavoráveis ao país – foi o “pior ano” para a China, grande importador de commodities brasileiras, especialmente minério de ferro; e foi o ano que amargou o impacto da queda de produção da Petrobras de 2013, só retomada no ano seguinte. “E ocorreu um quadro de agravamento no final do ano, não apenas para a União, mas para os Estados e Municípios”, afirmou a presidenta.

A partir de então, iniciou-se um ajuste cujas medidas já haviam começado a ser elaboradas pela equipe econômica que deixava o governo e até então comandada por Guido Mantega. Segundo a presidenta, a equipe anterior não deixou as medidas tributárias prontas, mas já havia trabalhado em propostas de correção das distorções detectadas no seguro-desemprego, no abono salarial, na Previdência e no próprio Fies (financiamento educacional em universidades privadas).

O novo ministro, Joaquim Levy, completou o ajuste com medidas fiscais – e, segundo a presidenta fez questão de ressaltar, o ministro apenas fez o que o governo – e, portanto, ela – decidiram que ele fizesse. “Não tem a menor correspondência com a realidade dizer que o Levy é o verdadeiro presidente da República. Para ser ministro da Fazenda e para defender medidas políticas, ele depende da Presidência da República. Ele não pode fazer nada que a Presidência não concorde”.

O governo, então, reduziu os subsídios dos juros – “não é mais 2,5%, mas também não é a Selic”. “Mas não houve mexida para acabar integralmente com o subsídio ao crédito, porque é preciso manter essas políticas, se quiser manter a visão de retomada (do crescimento)”.

“Não mexemos na desoneração da cesta básica nem dos bens de capital. E estamos propondo mexidas na folha de pagamentos”. Segundo a presidenta, a intenção, nesse caso, é reduzir o custo do trabalho “numa conjuntura internacional em que a redução está ocorrendo” de outras formas, com grande perda de avanços sociais e demissões. A redução proposta do custo do trabalho, segundo Dilma, está sendo feita via impostos, “principalmente para setores industriais onde a competição bate forte”. Ainda assim, a desoneração da folha, em função do ajuste, foi reduzida de uma perda de R$ 25 bilhões para o governo, para uma renúncia de R$ 12 bilhões.

O impacto do aumento dos juros sobre a dívida pública foi subestimada pela presidenta, que considera que a alta não esteriliza as economias feitas pelo lado fiscal, mas atua sobre a variável inflacionária – para ela, a questão de maior impacto para a população. Mas ela deixou claro que o governo não faz política monetária.

“NÃO PODEMOS PERMITIR A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL”, AFIRMOU DILMA

ec1a6ef8-1afb-4503-b74a-2c1c49a327feDesde que os deputados infanticidas se posicionaram oficialmente a favor da redução da maioridade penal aprovando na Comissão de Comissão e Justiça da Câmara a PEC 171, mostrando o quanto estão preocupados com as existências das crianças e dos adolescentes, a presidenta Dilma Vana Rousseff não havia se pronunciado publicamente sobre o importante tema que coloca em perigo a vida de milhões de jovens que podem definhar em um presídio.

81a3162c-4bda-4eaf-b4a0-3160f7782fa3Em seu entendimento, que de certa forma já é sabido pela parte esclarecida e comprometida da sociedade, a redução da maioridade penal não vai resolver o problema da delinquência juvenil. Vai é piorar. Segundo a presidenta, é fundamental, ao invés da redução da maioridade penal, aperfeiçoar o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e debater, com tenacidade, o tema que se propõe a alterar a legislação.

“Reduzir a maioridade penal não vai resolver o problema da delinquência juvenil. Isso não significa dizer que eu seja favorável à impunidade. Menores que tenham cometido algum tipo de delito precisam se submeter a medidas socioeducativas, que nos casos mais graves já impõem privação da liberdade.

É preciso endurecer a lei, mas para punir com mais rigor os adultos que aliciam menores para o crime organizado.

É uma grande oportunidade para ouvirmos em audiências públicas as vozes do nosso país durante a realização desse debate.

Não podemos permitir a redução da maioridade penal. Lugar de meninos e meninas é na escola. Chega de impunidade para aqueles que aliciam crianças e adolescentes para o crime”, analisou Dilma.

Mauro Satayana: um apelo contra as forças antidemocráticas

‘Temos de nos contrapor de forma inteligente ao fortalecimento descontrolado, já quase inevitável, das forças antidemocráticas e anti-nacionais’

Café na Política

Depois da exortação do ex-chanceler Celso Amorim para os intelectuais tomarem as ruas, vem agora o jornalista Mauro Santayana, do alto de seus 83 anos, com a saúde muito abalada mas uma lucidez e um descortino próprios dos grandes patriotas, a apelar para a união dos “democratas e dos nacionalistas onde os houver”, com o fim de “evitar e se contrapor, de forma inteligente, coordenada, ao fortalecimento descontrolado, já quase inevitável, das forças antidemocráticas e anti-nacionais”. Santayana, uma das maiores penas do jornalismo brasileiro, tendo sido correspondente em Praga, Bonn, Madri, Roma e Buenos Aires, Havana e Assunção e dirigente de nossas melhores redações, entregou-se ultimamente a abrir os olhos para os riscos de estralhaçamento hoje vividos pelo Brasil.

“O governo e a oposição – ao menos a mais equilibrada -“, conclama,  “precisam parar de cevar as aves de rapina, que, dentro, e fora do país, anseiam e já antevêem nossa destruição, e o controle definitivo de nossa população e de nossas riquezas”.  Ele entende que “a desestruturação da Petrobras, do BNDES, das grandes empresas de infra-estrutura, de outros bancos públicos”, como vem sendo articulada por um setor protagônico da oposição, “criará um efeito cascata que prejudicará toda a nação, legando-lhe uma vitória de Pirro, caso venha a chegar ao poder em 2018″. Sustenta que “a oposição também não compreende, que ao incentivar ou se omitir, oficialmente, com relação a ataques à Democracia e aos apelos ao golpismo por parte de alguns segmentos da população, está dando um tiro pela culatra, que só favorecerá uma terceira força, com relação à qual comete terrível engano, se acredita que tem a menor possibilidade de vir a controlar”.

A seguir, a íntegra do artigo de Mauro Santayana, que ainda fala da campanha “do ódio, da violência, do preconceito, da criminalização da política, da infiltração e do aparelhamento do estado, do divisionismo, da disseminação terrorista da calúnia, do boato e da desinformação”.

O PT, o PSDB e a arte de cevar os urubus

(Jornal do Brasil) – Se houve um erro recorrente, que pode ser trágico em suas consequências, cometido pela geração que participou da luta pela redemocratização do Brasil, foi permitir que a flor da liberdade e da democracia, germinada naqueles tempos memoráveis, fosse abandonada, à sua própria sorte, no coração do povo, relegada a segundo plano pela batalha, encarniçada e imediatista, das suas diferentes facções, pelo poder.

Perdeu-se a oportunidade – e nisso também devemos nos penitenciar – de aproveitar o impulso democrático, surgido da morte trágica de Tancredo Neves, para se inserir, no currículo escolar de instituições públicas e privadas, obrigatoriamente, o ensino de noções de cidadania e de democracia, assim como o dos Direitos do Homem, estabelecidos na Carta das Nações Unidas, e esse tema poderia ter sido especificamente tratado na Constituição de 1988 e não o foi.

Não se tendo feito isso, naquele momento, a ascensão ao poder de um auto-exilado, o senhor Fernando Henrique Cardoso, poderia ter levado ao enfrentamento dessa mazela histórica, e, mais ainda, pelas mesmas e mais fortes razões – a questão deveria ter sido enfrentada quando da chegada ao poder de um líder sindical oriundo da camada menos favorecida da população, pronto a entender a importância de dar a outras pessoas como ele, o acesso à formação política que lhe permitiu mudar a si mesmo, e tentar, de alguma forma, fazer o mesmo com o seu país.

Em vários anos, nada foi feito, no entanto, nesse sentido.

Mesmo tratando-se de questão fundamental – a de explicar aos brasileiros para além das eventuais campanhas feitas pela Justiça Eleitoral a divisão e a atribuição dos Três Poderes da República, noções do funcionamento do Estado, dos direitos e deveres do cidadão, e de como se processa, por meio do voto, a participação da população – nunca houve, e tratamos do tema muitas vezes, nenhuma iniciativa desse tipo, mesmo que pudesse ter sido adotada, a qualquer momento, por qualquer administração municipal.

Pensou-se, erroneamente, que bastava voltar à eleição, pelo voto direto, do Presidente da República, e redigir e promulgar um novo texto constitucional, para que se consolidasse a Democracia no Brasil.

Na verdade, essas duas circunstâncias deveriam ter sido vistas apenas como o primeiro passo para uma mudança mais efetiva e profunda, que teria de ter começado por uma verdadeira educação cívica e política da população.

Imprimiu-se a Democracia em milhões de exemplares da Constituição da República, mas não nos corações e mentes da população brasileira.

De um povo que vinha, historicamente, de uma série de curtas experiências democráticas, entrecortadas por numerosos golpes, contra-golpes, de todo tipo; educado ao longo das duas décadas anteriores, dentro dos ritos e mitos de uma ditadura que precisava justificar, de forma peremptória, a derrubada de um governo democrático e nacionalista – ungido pelo plebiscito que deu vitória ao presidencialismo – com a desculpa do bovino anticomunismo da Guerra Fria, cego e ideologicamente manipulado a partir de uma potência estrangeira, os Estados Unidos.

À ausência de um programa de educação democrática para a população brasileira – e da defesa da Democracia como parte integrante, permanente, necessária, no nível do Congresso e dos partidos, do discurso político nacional, somou-se, nos últimos tempos, a deletéria criminalização e judicialização da política, antes, depois e durante as campanhas eleitorais.

Assim como parece não perceber que a desestruturação da Petrobras, do BNDES, das grandes empresas de infra-estrutura, de outros bancos públicos, criará um efeito cascata que prejudicará toda a nação, legando-lhe uma vitória de Pirro, caso venha a chegar ao poder em 2018, a oposição também não compreende, que ao incentivar ou se omitir, oficialmente, com relação a ataques à Democracia e aos apelos ao golpismo por parte de alguns segmentos da população, está dando um tiro pela culatra, que só favorecerá uma terceira força, com relação à qual comete terrível engano, se acredita que tem a menor possibilidade de vir a controlar.

A mesma parcela do público radicalmente contrária ao Partido dos Trabalhadores, estende agora, paulatinamente, o processo de criminalização da política ao PSDB e a outros partidos contrários ao PT, e já há quem defenda, na internet, e nas redes sociais, a tese de que o país precisa livrar-se das duas legendas, e de que a saída só virá por meio do rápido surgimento de outra alternativa política, ou de uma intervenção militar.

Bem intencionado na área social, na macroeconomia, em alguns momentos, e em áreas como as Relações Exteriores e a Defesa, e atuando quase sempre sob pressão, o PT cometeu inúmeros erros – e não apenas de ordem política – nos últimos anos.

Deixar de investigar, com o mesmo rigor que vigora agora, certos episódios ocorridos nos oito anos anteriores à sua chegada ao poder, foi um deles.

Abrir a porta a paraquedistas que nada tinham a ver com os ideais de sua origem, atraídos pela perspectiva de poder, também foi um equívoco.

Como foi fechar os olhos para o fato de que alguns de seus militantes estavam caindo, paulatinamente, na tentação de se deixar seduzir e contaminar, também, pelas benesses e possibilidades decorrentes das vitórias nas urnas.

O maior de todos, no entanto, foi se omitir de responder, do começo, àqueles ataques mais espatafurdios, sem outra motivação do que a do ódio e do preconceito, que passou a receber desde que chegou à Presidência da República.

Ao adotar, de forma persistente, essa posição, o PT prestou um terrível, quase irreparável, desserviço à Democracia.

Em um país em que blogueiros são condenados a pagar indenizações por chamar alguém de sacripanta, a própria liturgia do cargo exige que um Presidente ou uma Presidente da República usem a força da Lei para coibir e exemplar quem os qualifica, pública e diuturnamente, na internet, de fdp, ladrão, bandido, assassina, terrorista, vaca, anta, prostituta, etc, etc, etc.

E tal liturgia exige que isso se faça desde a posse, não apenas para preservar a autoridade máxima da República, que a ninguém pertence pessoalmente, já que conferida foi pelo voto de milhões de brasileiros, mas, sobretudo, para defender a democracia em um país e uma região do mundo em que quase sempre esteve ameaçada.

Existe, é claro, a liberdade de expressão, e existem a calúnia, o ataque às instituições, ao Estado de Direito, à Constituição, que ameaçam a estabilidade do país e a paz social, e o governo que se furta a defender tais pressupostos, nos quais se fundamentam Estado e Nação, deveria responsabilizar-se direta, senão criminalmente, por essa omissão.

Se Lula, Dilma, e outras lideranças não se defendem, nem mesmo quando acusadas de crimes como esquartejamento, o PT, como partido, faz o mesmo, e incorre no mesmo erro, ao omitir-se de ampla e coordenada defesa da democracia – e não apenas em proveito próprio – dentro e fora do ambiente virtual.

Em plena ascensão do discurso anticomunista e “anti-bolivariano” – o Brasil agora é um pais “comunista”, com 55 bilhões de reais de lucro para os bancos e 65 bilhões de dólares de Investimento Estrangeiro Direto no ano passado, e perigosos marxistas, como Katia Abreu, Guilherme Afif Domingos e Joaquim Levy no governo – sua militância insiste em se vestir de vermelho como o diabo, como adoram lembrar seus adversários,a cada vez que bota o pé na rua.

Isso, enquanto, estranhamente, abandona, ao mesmo tempo, o espaço de comentários dos grandes portais e redes sociais, lidos pela maioria dos internautas, a golpistas que se apropriam das cores da bandeira, agora até mesmo como slogan.

Ao fazer o que estão fazendo, o Governo, o PT e o PSDB, estão fortalecendo uma terceira força, e especializando-se na perigosa arte de cevar os urubus.

De que se alimenta a extrema direita?

Do ódio, da violência, do preconceito, da criminalização da política, da infiltração e do aparelhamento do estado, do divisionismo, da disseminação terrorista da calúnia, do boato e da desinformação.

No futuro, quando for estudado o curto período de 30 anos que nos separa da redemocratização, será possível ver com clareza – e isso cobrarão os patriotas pósteros, se ainda os houver, nesta Nação – como a hesitação, a imprevisibilidade, a aversão ao planejamento, a anemia partidária e a mais absoluta incompetência por parte da comunicação do PT, principalmente na enumeração e disseminação de dados irrefutáveis; e o irresponsável fomento ao anti-nacionalismo e à paulatina criminalização e judicialização da política, por parte, PSDB à frente, da oposição, conseguiram transformar o país libertário, uno e nacionalista, que emergiu da luta pela Democracia e que reunia milhões de pessoas nas ruas para defender esses ideais há 30 anos, em uma nação fascista, retrógrada, politicamente anacrônica, anti-nacional e conservadora, que reúne, agora, nas ruas, pessoas para atacar o Estado de Direito, a quebra das regras que o sustentam, e a interrupção do processo democrático.

Um país cada vez mais influenciado por uma direita “emergente” e boçal – abjeta e submissa ao estrangeiro e preconceituosa e arrogante com a maioria da população brasileira – estúpida, golpista e violenta, que está estendendo sua influência sobre setores da classe média e do lumpen proletariado, e crescendo, como câncer, na estrutura de administração do estado, na área de segurança, nos meios religiosos, na mídia e na comunicação.

Destruiu-se a aliança entre burguesia nacionalista e trabalhadores, que conduziu o país à Campanha das Diretas e à eleição de Tancredo Neves como primeiro presidente civil, depois de 21 anos de interrupção do processo democrático.

Destruiu-se a articulação das organizações e setores mais importantes da sociedade civil, na defesa do país, do desenvolvimento e da democracia.

Destruiu-se, sobretudo, a esperança e o nacionalismo, que, hoje, só a muito custo persistem, no coração abnegado de patriotas que lutam, como quixotes aguerridos e impolutos, em pequenas organizações, e, sobretudo, na internet, para evitar que a Nação naufrague, definitivamente, em meio à desinformação, ao escolho moral e à apatia suicida da atualidade; ao pesado bombardeio das forças que cobiçam, do exterior, nossas riquezas; e que o Brasil abandone e relegue, como quinto maior país do mundo em território e população, qualquer intenção que já tenha tido de ocupar, de forma altiva e soberana, o lugar que lhe cabe no concerto das Nações.

Quando se vêem brasileiros encaminhando pedidos à Casa Branca de intervenção na vida nacional, defendendo a total privatização, desnacionalização e entrega de nossas maiores empresas, em troca, alegadamente, de comprar, como no país do Tio Sam, por um real um litro de gasolina – se for por esta razão, por que não se mudam para a Venezuela, e vão abastecer seus carros em postos PDVSA, empresa 100% estatal, onde ela está custando 15 centavos ? – tratando meios de comunicação estrangeiros e pseudo organizações de todo tipo sediadas na Europa e nos Estados Unidos como incontestáveis oráculos aos que se deve reverência e obediência absolutas, os inimigos do Brasil riem, e sua boca se enche de saliva, antecipando a divisão e o esgarçamento da nossa sociedade, e nossa entrega e capitulação aos seus ditames, com a definitiva colonização da nossa Pátria, e, sobretudo, da alma brasileira.

Pouco mais há a fazer – correndo o risco de sermos tachados mais uma vez de loucos, ridículos e senis, extintos, e sem mais lugar neste mundo, do que os répteis que outrora cruzavam as planícies de Pangea – do que pregar, como João Batista, no deserto, mastigando os gafanhotos do ódio e do sarcasmo.

É preciso reunir os democratas e os nacionalistas onde os houver, para evitar e se contrapor, de forma inteligente, coordenada, ao fortalecimento descontrolado, já quase inevitável, das forças antidemocráticas e anti-nacionais.

O governo e a oposição – ao menos a mais equilibrada – precisam parar de cevar as aves de rapina, que, dentro, e fora do país, anseiam e já antevêem nossa destruição, e o controle definitivo de nossa população e de nossas riquezas.

Quando acabarem, pelo natural esgotamento e imposição das circunstâncias, os equívocos, as concessões, os enganos, as omissões, as pequenas felonias, as traições à verdade, ao passado e ao futuro, de que se alimentarão os urubus ?

INDIGENTES POLÍTICOS CONFIRMAM A HIPOTIMIA DA CLASSE

955650-protesto_120415_177539Ineptos, desinteressados pela vida, dominados por uma profunda languidez, hipotimia de classe, os indigentes políticos simularam mais uma vez intensão de serem tidos como provocadores de ameaças à democracia. Mas, como já se sabia, tudo não passou de mais outra fantasia de classe desprovida de concretude política. Uma realidade que pode muito ser confirmada através da opinião de uma comentarista de uma emissora reacionária: “Diminuiu o número de participantes na manifestação, porque não tem mais novidade”.

Freud, em sua obra sobre o humor, diz que o caracteriza a piada é o inesperado que aparece na narração. E mais, uma piada contada pela segunda vez, não produz o mesmo efeito cômico quando da primeira vez contada para a mesma plateia. Acabou o interesse. O que os indigentes políticos apresentaram no dia 15 de março, não passou de uma triste piada que foi confirmada ontem, dia 12, quando tentaram contar a mesma triste piada. Mas há algo que causa riso não da piada. É o fato da triste piada apresentada no dia 15 de março, não conter qualquer novidade, mesmo com a opinião tresloucada da comentarista. Não havia novidade, porque é do conhecimento público os caracteres representativos e figurativos corporificam os indigentes políticos.

Tudo se esfumaçou no ar, não porque era sólido, como pensa Marx, mas porque é só fumaça. Os indigentes políticos não têm qualquer concretude no que tentam expressar. Não têm ideias próprias criadas pelos fluxos das potências da inteligência, afetos e ética. Tudo neles é abstrato como suas indigências existenciais de classe parasitária burguesa-ignara. Eles formam o bloco geral dos alienados coletivos. Totalmente distante da concretude política-democrática de uma sociedade. A alienação é tamanha que eles não se dão conta do grotesco que eles proporcionam com suas indigências.

Todas as alcunhadas manifestações de ontem se mostraram verdadeiras produções de suas condições hipotímicas. Em todos os lugares o número de participantes foi gritantemente inferior ao da piada do 15 de março. A mostra maior ficou por conta dos indigentes de São Paulo. Segundo se pode extrair do número de participantes apresentados pela própria Policia Militar do governador Alckmin, do triste partido porta-voz do conservadorismo da ideologia reacionária das direitas, PSDB, foi gritante diminuição dos participantes. Para quem afirmou haver 1 milhão em 15 de março, 275  mil, no dia 12 de abril, é uma queda que tira a última gota de otimismo do hipotímico-reacionário que alucina e delira tirar Dilma da presidência da República. Ainda mais quando o próprio Datafolha, arauto, também, das direitas, afirmou que o numero de participantes não passou dos 100 mil. No pico maior chegou a 95 mil participantes. Em março, o Datafolha apresentou o número de 210.

Pelo que é possível acreditar, daqui para frente os indigentes políticos vão ter mesmo é que arranjar outro objeto para alucinarem e deliram, porque tirar Dilma da presidência é um fato incapaz de ser realizado. Um fato impossível de ocorrer “nem que a vaca tussa”.

Enquanto isso, a Jornada Pela Democracia realizada pela Fórum foi a demonstração que a inteligência, a ética e vontade de viver encontram-se nos movimentos onde alguns atingiram a ordem da humanidade.  

JORNADA PELA DEMOCRACIA – UM ENCONTRO PARA DISCUTIR, ANALISAR E APRESENTAS RESULTADOS SOBRE O MOMENTO ATUAL DO BRASIL

image_large (1)Há uma subjetividade psicopática que nos últimos anos se revelou no Brasil. Todavia, ela não é genuinamente da atualidade. Ela, historicamente, é produto das forças obscuras que se encontram escondidas nos guetos das mentes individuais e coletivas como conteúdos instintivos reprimidos nos inconscientes. Ela é formada pelos resíduos do ódio e da violência, visto que não podem se manifestar de outra forma.

Um signo que deve ser levado em conta, é que ela é composta por um número muito grande de membros das classes média e elite. O que mostra que não se trata de qualquer elemento ignorante sem frequência escolar. No Brasil, esse tipo, que pode ser nomeado como nazifascistas, é claramente ocupante dessas classes privilegiadas. Entretanto, como são imobilizadas por forças destrutivas são impotentes para fazer prevalecer em si, a inteligência os afetos e a ética.

Como para esse tipo o que importa é externar seu interior em forma deletéria, ele escolheu os governos populares e, principalmente, a presidenta Dilma Vana Rousseff como seu alvo psicótico. O que mostra o grau de misoginia dele. Ao mesmo tempo, que confirma sua impossibilidade de construir uma imago da mulher de forma solidária e amável através de sua vivência com a mãe. Sua misoginia é resultante de uma relação conturbada com sua imagem-materna. Daí seu ódio contra Dilma que fora escolhida para pagar por suas frustrações-psicóticas. Tanto faz ser homem ou mulher. Ambos não configuraram de forma segura, a imago-materna. O que se tem, agora, é o ódio e a violência explicita. Por isso vociferam impeachment e outras aberrações sem saberem seus significados e suas realidades, vistos serem indigentes intelectivos, afetivos e éticos.

Pois é em relação a esta amoralidade e irracionalidade que vem se manifestando no Brasil que intelectuais, artistas, políticos, estudantes, movimentos sociais, organizações não governamentais e a sociedade civil estão promovendo hoje, dia 12, a Jornada Pela Democracia que ocorrera no auditório da Revista Fórum.

A jornada, em sua práxis, será dividida em blocos. Blocos: Movimentos sociais, novo ativismo e Juventude, É a economia, parça!, As cidades que queremos, Conjuntura e conservadorismo: o beijinho no ombro para a intolerância e Quem não se comunica se trumbica.

Presenças garantidas, entre outras e outras, Belluzzo, Ladislau Dowbor, Raquel Rolnik, Maria Rita Kehl, Tata Amaral, Roberto Amaral, Laerte Coutinho, Ana Carolina, Janete Pietá, Vic Barros.

Se você tem possibilidade geográfica, política e democrática para participar, cuide de se fazer presente.

PAULINHO DA FORÇA DO PATRÃO NÃO TEM CLASSE DE TRABALHADOR

maneiras-lidar-chefe-dificil-noticiasOs filósofos Deleuze e Guattari, no segundo volume da obra revolucionária Mil Platôs – Capitalismos e Esquizofrenia, tratando sobre o sentido do devir-linguístico, o devir que muda a estrutura molar da linguagem palavra de ordem, ou seja, do discurso do significante como ecolálico ou discurso indireto que caracteriza a sociedade paranoica capitalista, fazem uma reveladora referência sobre a semiótica paranoica usando o Manifesto Coletivo Estratégico que trata da língua de Quebec.

O manifesto diz: “Não é porque um indivíduo fala a língua da classe trabalhadora que ele defende as posições dessa classe”.

A língua, dizem, é um corpo social. Ou, uma instituição social que todos são apanhados em seus códigos dominantes como forma de agenciamento linguístico através de seus enunciados. Daí a existência do sujeito de enunciação e o sujeito de enunciado. Para muitos linguistas, a língua é a expressão ideológica de uma sociedade. Ninguém escapa. Já a fala é individual. A fala é a experiência individual de cada sujeito como concretização da língua. Na fala implicam entonações, inflexões, articulações e impostações próprias do sujeito-falante.

Embora todos sofram a influência e dominação da língua, todavia, de acordo com os estratos sociais que cada indivíduo vai experimentando, ele vai absorvendo signos-linguísticos desses estratos. São as chamadas semióticas – para alguns, semiologias, mas as duas se concretizam pelos signos –  particulares ou profissionais. Há uma semiótica médica, uma semiótica jurídica, uma semiótica psicanalista, etc. Assim, como há uma semiótica dos trabalhadores.

Se no caso da aprendizagem da língua e da fala se trata mais do ouvir falar e do repetir no seio familiar, onde a criança inicia sua jornada linguística epistemológica, na linguagem –semiótica – do trabalhador a aprendizagem só ocorre através da experiência direta com os instrumentos de produção, sua força de trabalho, salário, mais-valia, produção, circulação, consumo, condições de trabalho, leis trabalhistas, etc. O que faz com que o trabalhador produza sua condição de classe. Sua dimensão politica como trabalhador-produtivo responsável pela riqueza do país.

É na práxis que o trabalhador produz sua consciência política de trabalhador. A consciência que mostra que em virtude das forças históricas, ele, trabalhador, é diferente do patrão. Ele produz a riqueza do patrão, assim como também produz o dinheiro que vai pagar seu salário. Daí que ele sabe que quem lhe paga não é o patrão, mas sua própria produção de valor. Como o patrão não produz riqueza econômica, ele, o trabalhador, conhece muito bem a lógica que os coloca distantes: trabalhador é trabalhador patrão é patrão.

Entretanto, nem todo trabalhador produz em si essa dimensão política profissional que faz com seja um representante de sua classe. Alguns fatores são responsáveis por essa alienação. Anemia ontológica, covardia, miséria cognitiva, aberração ética, preguiça, medo, disposição ao capachismo, inércia psicológica, e outras. Mas o certo é que o trabalhador que não produziu em si a dimensão política profissional é uma aberração. Portanto, um aproveitador. E em relação ao patrão, um pelego. Sem a essência de trabalhador ele encontra-se pronto para servir ao patrão contra a classe trabalhadora.

O deputado do partido Solidariedade – que não teve nenhuma solidariedade com os trabalhadores, pois votaram a favor da PL 4.330 – e presidente da Força Sindical conhecido pelo diminutivo Paulinho, tem se mostrado um verdadeiro pelego que atua distante das causas do trabalhador. Ele tem feito muitas performances ridículas que um trabalhador que tem a dimensão política da classe, não faz. Usa termos sórdidos para atingir a presidenta. Aliás, tentativa vazia, já que Dilma tem honradez que lhe faz inatingível. E mais, inteligência e coragem, qualidades que lhe faltam como agente solidário ao patrão. Além de ser amigo dileto de Aécio, o ex-governador que acabou com o estado de Minas. Como se fossem pouco esse grupo de atributos, tem uma atuação das mais sofríveis no Parlamento.

Com todas essas qualidades negativas, ele não poderia ter uma posição diferente na votação da terceirização. Votou contra os trabalhadores. Votou Sim, pela terceirização que para ele vai melhorar a vida do trabalhador. Votou junto com os patrões que representaram a metade dos votos pela terceirização. Votou com deputados proprietários, comerciantes, industriais, ruralistas e empresários do ramo da terceirização. A fina classe dos que parasitam os trabalhadores.

Entretanto, ele faz questão de afirmar que fala a língua do trabalhador. Mas, como diz o manifesto da língua quebequense, ele pode até falar a língua do trabalhador, porém “não defende as posições dessa classe”. Sendo assim, fica claro que ele não faz parte da classe trabalhadora. No mínimo ele é um infiltrado para corroer internamente a classe. Por isso, encontra-se certo ao se colocar como um sujeito-sujeitado à classe burguesa que é a classe dos patrões.

É visível e risível: Paulinho da Força do Patrão não tem classe de trabalhador!

Dilma deve evitar as armadilhas de Washington

O interesse americano pelo fim do modelo de partilha nas explorações de petróleo e o ressurgimento de propostas de uma nova ALCA são muito perigosos.

Dario Pignotti

É conveniente para Dilma se reunir com Obama durante a Cúpula das Américas? Antes de responder a essa indagação, digamos que, por princípio, todo encontro entre chefes  de governo é a atualização das relações entre os Estados.

Essas instâncias só se levam a cabo quando as partes envolvidas já avaliaram seu vínculo, o quadro internacional (neste caso, o que ocorre nas Américas) e também o panorama local de cada país. É na política externa que se refletem as contradições e objetivos da realidade doméstica.

É precisamente devido a essa difícil conjuntura interna brasileira, e sua projeção internacional, que não é recomendável para Dilma sentar-se na mesa com Barack Obama.

A presidenta do Brasil aterriza no Panamá carregando o peso de um trimestre político infernal, o que debilitará sua capacidade de negociação frente ao presidente da maior potência imperial (os EUA ainda é, apesar de seu relativo declínio).

E é no escândalo da Petrobras (magnificado e distorcido na imprensa local e estrangeira) onde está o flanco mais vulnerável do governo, algo que os Estados Unidos saberão aproveitar.

(Parênteses para um rápido exercício de ficção: se algum dia Wikileaks obtiver os telegramas despachados atualmente pela embaixada norte-americana, certamente se observará uma grande atenção às CPIs da Petrobras, suas consequências e os movimentos ao redor dela)

OBAMA, CHEVRON E PETROBRAS

Em princípio, o que se sabe sobre a agenda de Obama é o que foi antecipado por seus porta-vozes esta semana, que colocaram ênfase no tema “energia”.

Significa que Washington fará novas investidas contra a legislação que devolveu à Petrobras o poder que havia perdido durante a gestão de FHC, sempre elogiada pelas multinacionais e seus lobistas.

Desde 2010, quando se promulgou o novo marco regulatório, os Estados Unidos, a Chevron e a Exxon começaram a pressionar em favor da revisão dessa legislação, cujo objetivo principal foi garantir que operação dos jazimentos do Pré-Sals erão da Petrobras.

Esse assédio se incrementou nas últimas semanas.

Enquanto o governo sofre derrotas no Congresso, o senador José Serra propôs um projeto para diminuir as atribuições da Petrobras, iniciativa aplaudida pela imprensa tradicional.

Já em 2010, o então candidato presidencial Serra prometeu à Chevron que acabaria com o modelo de partilha, e retornaria ao sistema de licitações implantado nos Anos 90 por FHC.

Assim consta em documentos divulgados por Wikileaks, onde se percebe como a diplomacia norte-americana e algumas companhias desse país estavam contrariadas com o nacionalismo petista.

DILMA 2011-2015

A atual musculatura política de Dilma não é nem sombra da que exibia no primeiro encontro bilateral, realizado em Brasília, quatro meses depois dela iniciar seu primeiro mandato.

Naquele então, com seu poder intacto e uma alta popularidade, uma Dilma exultante acolheu Obama no Palácio do Planalto,  apresentando uma exposição de obras de Tarsila de Amaral, artista considerada símbolo do feminismo e da modernidade estética.

Aquela reunião de abril de 2011 prometia ser o início do descongelar das relações diplomáticas entre os dois países, algo que nunca de concretizou.

Dois anos depois, em setembro de 2013, a presidenta cancelou uma visita de Estado a Washington ao saber que a inteligência norte-americana havia violado seus arquivos e os da Petrobras.

O país mostrou uma posição altiva e condizente com os oito anos de política externa independente e não mais subordinada a Washington, postura inaugurada em 2003 pelo governo do presidente Lula, com especial participação de seu assessor internacional Marco Aurélio Garcia e do chanceler Celso Amorim.

Mas o gesto digno da presidenta não foi correspondido por Obama.

Desde 2013, Dilma falou por telefone com seu colega estadunidense em algumas ocasiões, e manteve ao menos dois encontros pessoais com o sempre sorridente vice-presidente Joe Biden, que viajou ao Brasil, assim como o secretário de Estado John Kerry.

A cortesia de Obama e seus colaboradores passou a se resumir ao meramente protocolar, já que até hoje não houve resposta às exigências brasileiras respaldadas pela Assembleia da ONU – apesar das promessas, os EUA nunca entregaram a informação roubada, e tampouco excluiram formalmente a presidenta do Brasil da lista de líderes espionados pela NSA.

CÚPULA DAS AMÉRICAS 2005-2015

Os presidentes de todos os países do continente americano – incluindo o presidente cubano Raúl Castro, na primeira participação de um representante da ilha no evento – já se encontram no Panamá, dez anos depois da história reunião em Mar del Plata.

Aquela vez, encabeçados por Lula, Kirchner e Chávez, a maioria dos governos latino-americanos se insubordinaram diante de um George W. Bush atônito, que assistiu o rechaço dos latinos à sua proposta de uma Área de Livre Comércio das Américas (ALCA).

Alca, Alca, Al Carajo (ao caralho)”, bradou Chávez, num estádio de futebol marplatense, para uma multidão de militantes de movimentos sociais.

Lula usou um tom menos sonoro que seu companheiro venezuelano, mas foi igualmente firme na hora de confrontar a proposta de um mercado livre hemisférico inspirada no Consenso de Washington.

Com o passar do tempo, uma década depois, a IV Cúpula das Américas de Mar del Plata se transformou num dos momentos mais importantes da história diplomática latino-americana.

Poucas horas depois de finalizada aquela conferência no litoral argentino, Lula conversava com Bush na Granja do Torto. O brasileiro ofereceu ao colega estadunidense um churrasco e conversa relaxada, com as mangas arregaçadas, sob o intenso sol do Planalto Central.

Foi uma conversa na qual o presidente brasileiro se situava numa posição vantajosa: acabava de conquistar uma vitória diplomática inédita, construída a partir da unidade regional. Lula conseguiu impor sua tese contra a ALCA, que ele definia não como um projeto de integração, mas sim de anexação aos Estados Unidos.

Aquele contexto diplomático era muito diferente ao que precede essa possível conversa entre Dilma e Obama. Aquele Lula havia enterrado a ALCA e já começava a esquentar os motores da Unasul e da CELAC.

As circunstâncias nacionais e internacionais eram diferentes às dos tempos atuais: agora, Dilma se reunirá com Obama (caso isso venha mesmo a ocorrer) em uma situação de evidente desvantagem, que a torna mais vulnerável aos apertos ianques.

Também é mais vulnerável à chantagem dos cúmplices de Washington, como Gabriel Rico, titular da Câmara Americana de Comércio. Rico defende que o Brasil assine, sem a adesão dos demais membros do Mercosul, um acordo bilateral com os Estados Unidos.

Para viabilizar esse pacto bilateral, Rico propõe eliminar a cláusula 32 do Mercosul, onde está estabelecido que nenhum membro do bloco poderá conformar pactos de livre comércio com terceiros.

Assim como o economista tucano Edmar Bacha, Rico sonha com reeditar a utopia conservadora de Bush, e reformular a proposta de uma nova ALCA, ou qualquer outro desenho de associação hemisférica sob a lógica do livre comércio.

DEPUTADOS DO AMAZONAS VOTAM PELA TERCEIRIZAÇÃO E REAFIRMAM O ADÁGIO:” COSTUME DE CASA VAI À PRAÇA”

image_largeA história dos representantes partidários do estado do Amazonas no Congresso Nacional é em quase sua totalidade patética. Foram poucos os seus representantes, principalmente na Câmara dos Deputados, que tiveram uma desenvoltura política significante aos fluxos democráticos que produzem socializações entre os brasileiros. Fluxos que codificam o território democrático como um ser-coletivo movente em que os percursos são contínuas produções políticas.

Antes do Golpe de Estado realizado pela maioria dos militares e uma parte da sociedade civil apoiado e gerido, em parte, pelo poder norte-americano que instituiu a ditadura civil-militar em 1964 chegando até 1985, o Amazonas teve um insigne, inteligente e denodado deputado federal. Almino Afonso. Almino Afonso realizou politicamente uma produção que lhe tornou um dos mais importantes e respeitados deputados do Congresso Nacional. Com uma formação política socialista, ele conhecia filosófica e cientificamente os intestinos da mobilidade concreta que são necessários ao homem em sociedade.

Com a implantação da ditadura, Almino Afonso foi caçado e perseguido por suas posições e ideias. Se fosse apenas mais um parlamentar não teria tido o mesmo destino como ocorreu com muitos outros. Inclusive do Amazonas. Muitos outros que foram até beneficiados pela ditadura, sem qualquer sinal de pudor. Falta de pudor que permitiu outras gerações seguirem o modelo. Ainda hoje, Almino Afonso é lembrado e cultuado como um homem que alcançou a dimensão política democrática. Dimensão inexistente na maioria dos representantes do Congresso Nacional atual.

No pós-ditadura, o quadro representativo do Amazonas continuou patético. Embora tenha sofrido algumas vibrações em seu corpo molar, imóvel, que sempre lhe identificou. O estado teve duas grandes representações na Câmara dos Deputados. O deputado Francisco Praciano do Partido dos Trabalhadores e Vanessa Grazziotin do Partido Comunista do Brasil. Suas atuações colocaram o Amazonas em posição de combatividade na Câmara. Enquanto os outros representantes da terra de Ajuricaba despareceram na zona obscura da instituição, os dois apresentaram propostas não apenas voltadas aos interesses do Amazonas como também aos interesses do país. Os dois realizaram seus batismos legislativos na Câmara dos Vereadores de Manaus, sempre com posições contratantes aos status quo dos prefeitos. Praciano se ligou diretamente aos interesses da população manaura. Vanessa se ligou a causa estudantil. Os dois tinham percepções distantes, enquanto os outros, fisiológicos, só percebiam seus corpos e dos prefeitos.   

Hoje, os representantes do Amazonas na Câmara Federal, são personagens anêmicos que compõem pateticamente a subjetividade reacionária que predomina no Congresso Nacional. Eles estão apenas colocando em prática o que aprenderam na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas e na Câmara dos Vereadores de Manaus quando exerceram os mandatos de deputados e vereadores.

Como todos os governos foram reacionários e impotentes politicamente, eles colocaram seus mandatos a serviço dos governadores que formam o grupo que há 30 anos impõe o atraso político, econômico e social ao povo amazonense.

Suas atuações, sempre voltadas aos interesses dos governantes, já mostravam a miséria política em que estavam atolados. Sem dimensão política, inteligência-social e coragem, como forma de independência, não havia como enfrentar os governantes com ideias populares de interesse da maioria da sociedade.

O filosofo Nietzsche, afirma que a moral se constituiu através de costumes herdados por tradição cuja causa primeira foi uma ordem dada por um grupo ou uma classe que dominava. E aquele que a segue não tem nem inteligência e nem coragem para negá-la. Ou seja, segue o costume. Esses insípidos deputados jamais desconfiaram que seus comportamentos legislativos originaram-se de uma ordem irracional fisiológica que empobrece o exercício democrático. Que no caso político, é uma ordem contra a democracia. Daí, cristalizarem o costume de casa e irem à praça.

Todos votaram pela regulamentação da terceirização, Projeto de Lei 4.330/04, (foram 324 a favor e 137 contra) que destrói os direitos dos trabalhadores construídos com muitas lutas durante sua história de produtor de riqueza econômica do país. Riqueza que também paga seus salários, já que estão incluídos, como diz o filósofo Marx, na ordem dos trabalhadores improdutivos: os que desempenham uma função social e recebem uma renda. Renda produzida pelos trabalhadores. Mas é querer demais que esses inócuos deputados raciocinem com Marx, o filósofo que pensou no último grau do pensamento.

Mas é necessário, também, que se analise que o alfabetismo político desses parlamentares reacionários expressado na Câmara dos Deputados, não é produção exclusiva deles. Eles não foram eleitos por eles mesmos. Suas eleições foram construídas com os votos de uma grande parcela de eleitores de seguimentos diversos da sociedade amazonense. E uma parcela expressiva de trabalhadores. E entre esses, a categoria dos trabalhadores em educação que tem a obrigação do conhecimento político necessário para eleger um deputado.

Muitos professores votaram nesses deputados que hoje votam contra os direitos dos próprios trabalhadores. Muitos professores participaram até de conluios com seus superiores para eleger um específico candidato ligado à força governante. Como é possível entender, esses deputados expressam uma grande parcela da alienação desses trabalhadores que o elegeram e que agora eles votam contra os próprios trabalhadores que lhes concederam os votos.

Daí que o costume de casa que vai à praça, é uma cadeia-social produzida pela alienação em forma de analfabetismo político coletivo. Como diz o filósofo: “Esses professores falam a linguagem dos trabalhadores, mas não são trabalhadores”. Não chegam nem distante do entendimento político que tem o deputado Tiririca (PR/SP) que votou contra terceirização.

Não seria necessário apresentar os nomes dos politicofastros – o falso político, para os gregos – do Amazonas já são muito bem conhecidos no estado. Mas, como esse blog é acessado nacional e internacionalmente necessário se faz a divulgação de tais politicofastros.

  • Arthur Bisneto, PSDB (Filho-neto de Arthur, prefeito de Manaus que ameaçou surrar Lula).
  • Pauderney Avelino, DEM.
  • Alfredo Nascimento, PR.
  • Hissa Abrahão, PPS.
  • Conceição Sampaio, PP.
  • Marcos Rota, PMDB.
  • Átila Lins, PSD.
  • Silas Câmara, PDS (Absteve-se. É o mesmo que votar a favor da terceirização).

Trabalhador, em nome de sua honra e de sua família, não esqueça esses nomes. Eles estão simplesmente a serviço dos exploradores patrões. A terceirização é um acinte contra os direitos dos trabalhadores. Só são a seu favor os ignorantes, os perversos e os patrões.   

Centrais sindicais convocam paralisação geral para 15/4 contra terceirizações

Terceirizados ganham 24,7% menos do que trabalhadores com carteira assinada, trabalham 3h a mais por semana e são as maiores vítimas de acidentes.

Najla Passos

As principais centrais sindicais do país (CUT, CTB e Intersindical) e movimentos sindicais (MST e MTST) convocaram paralisação geral para o próximo dia 15, em protesto contra a aprovação, pela Câmara dos Deputados, do projeto de lei 4330/04, que legaliza as terceirizações em todos os postos da cadeia produtiva. Em outras palavras, a matéria abre a possibilidade para que empresas possam contratar 100% da mão de obra em condições precárias, sem vincular seus empregados à proteção da CLT.

Isso quer dizer que, além dos 12,7 milhões de trabalhadores brasileiros que já se submetem à terceirização em atividades-meio das empresas, enfrentando os problemas decorrentes da precarização deste tipo de contrato de trabalho, os demais 34,7 milhões que ainda são protegidos pela CLT poderão ter que vir a se submeter ao novo regime por pressões de mercado.

O deputado Alessandro Molon (PT-RJ), que recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a votação por entender que ela é inconstitucional, acredita que o percentual de terceirizados, que hoje é de 26,8% contra 73,2% de contratados diretos, irá triplicar. “O que vai acontecer nos próximos anos é a inversão desses números”, afirmou ele, acrescento que, com a aprovação do PL 4330/04, o trabalhador brasileiro foi apunhalado pelas costas.

Conforme o dossiê “Terceirização e Desenvolvimento: uma conta que não fecha”, lançado no mês passado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), em 2013, os terceirizados recebiam 24,7% a menos do que os contratados diretos, realizavam uma jornada semanal de 3 horas a mais e eram as maiores vítimas de acidentes de trabalho.

No setor elétrico, segundo levantamento da Fundação Comitê de Gestão Empresarial (Coge), morreram 3,4 vezes mais terceirizados do que os efetivos nas distribuidoras, geradoras e transmissoras da área de energia elétrica. Eles são também as maiores vítimas do trabalho escravo: de 2010 a 2013, foram vítimas de 90% dos flagrantes nos 10 maiores resgates de trabalhadores em condições análogas à de escravos no Brasil,.

Os terceirizados também permanecem menos tempo no emprego do que os contratados diretos. Enquanto a média desses últimos é de 5,8 anos, a dos primeiros é de apenas 2,7 anos. De acordo com o estudo da CUT, isso decorre da alta rotatividade dos terceirizados – 64,4% contra 33% dos diretamente contratados.

Onda conservadora

Os trabalhadores vinham resistindo à aprovação do PL 4330/04 há exatos 11 anos, até a noite da quarta (8), após o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, proibir a entrada de manifestantes ligados às centrais sindicais no plenário da casa.  Foram 324 favoráveis, 137 contrários e duas abstenções, o que dá a medida exata da correlação de forças entre capital e trabalho no parlamento.

Dos 28 partidos com representação na Câmara, só votaram integralmente contra o projeto PT e PSOL. Até o PCdoB, historicamente comprometido com o trabalhador, garantiu o voto de um dos seus deputados para a matéria. Outros partidos ditos de esquerda, como o PDT e PSB, rasgaram suas histórias.

Desde de o fim das eleições, em outubro do ano passado, o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) já vinha alertando que tempos difíceis para os trabalhadores estavam por vir. Primeiro, porque o governo federal já havia lançado mão de toda as suas armas para acalmar a sanha desenfreada do setor produtivo, como as desonerações.

Segundo, porque, com o financiamento privado de campanha em vigência, o poder do capital aumentou sua influência no parlamento, elegendo o congresso mais conservador desde o fim da ditadura: a bancada empresarial da Câmara possui 217 congressistas e a ruralista tem 153, enquanto a sindical foi reduzida para 51. Para agravar o quadro, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), identificado com os interesses do capital financeiro, foi eleito presidente da casa.

Na próxima terça (14), o projeto retorna ao plenário para que sejam votados as emendas e os destaques, que poderão ser apresentados até as 14 horas. As centrais sindicais, porém, estão pessimistas e acreditam que emendas podem até diminuir o impacto negativo do projeto, mas jamais salvaguardar o país dos seus efeitos devastadores.
 
O governo da presidenta Dilma Rousseff, contrário ao projeto, tenta acordo com o relator para, em tempos de ajuste fiscal, reduzir o grande prejuízo no recolhimento do FGTS. Se aprovado, o projeto seguirá para o Senado.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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