Arquivo para maio \31\-04:00 2015

Pressionada, bancada petista quer votar taxação de grandes fortunas

Especialista vê fragilidade na tática dos parlamentares. Medida provisória taxando lucros e dividendos seria mais viável.

Daniel Martins Silva

Após a aprovação das medidas provisórias do ajuste fiscal, a bancada do PT na Câmara vai pedir urgência para votação de projeto de lei do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), de taxação das grandes fortunas. A inclusão do projeto na pauta de votações do Congresso será uma forma de concretizar a decisão tomada na última reunião do Diretório Nacional, no dia 10 de fevereiro deste ano, que propunha ao governo dar continuidade ao debate com o movimento sindical para avançar em propostas para o ajuste que não restrinjam direitos trabalhistas – entre elas, a taxação dos segmentos mais ricos da população.

O projeto de lei de Teixeira, o PL 130/2012, prevê uma alíquota de 0.5% a 1% sobre patrimônio líquido de alto valor – todo aquele que exceda 8 mil vezes o valor do limite mensal de isenção à pessoa física, independente da origem de renda. Se calculado nos atuais valores, isso corresponde a uma renda de R$ 14.302,160 milhões. A urgência ao projeto seria uma forma de recolocar na pauta do Legislativo o debate sobre impostos mais progressivos. A chance de que eles venham a ser aprovados, todavia, inspira pouca confiança.

De acordo com Antônio Augusto Queiroz, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a aprovação de propostas nesse sentido seria dificultada: se não houver indicações objetivas de que a arrecadação com esse tipo de tributo seja suficiente para resolver o problema orçamentário; e se um imposto sobre grandes fortunas, por exemplo, não seja visto como uma “provocação” dos parlamentares de posições mais progressistas. Outro nó seria a oposição do setor privado que financia as campanhas parlamentares, e tem óbvia influência sobre a opinião dos políticos por eles financiados.

Para Queiroz, a alternativa mais viável seria a taxação sobre lucros e dividendos, possível via medida provisória, que poderá ser reafirmada pelo voto da maioria simples dos deputados e senadores. Essa tributação, segundo ele, teria menor rejeição das duas casas. “A proposta da Imposto sobre Grandes Fortunas exige lei complementar, e portanto, maioria absoluta no Congresso”, lembra.

Um ajuste duro de roer
O ajuste fiscal não se resume ao contingenciamento orçamentário, que prevê uma economia de R$ 69,9 bilhões este ano. Para Esther Bemerguy, ex-secretária de Planejamento e Investimentos Estratégicos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, a estratégia do ajuste é “mais ampla e também envolve a retirada de recursos na economia”.

Assim, também se enquadram entre as medidas para puxar o freio: o aumento de juros de longo prazo e empréstimos do BNDES, e da taxa Selic, aumentada em 0,5% no mês de março. O Conselho Monetário Nacional desejaria com isso desincentivar os investimentos no setor produtivo – provocando uma retração do consumo, para reduzir a inflação – e aliviar os gastos federais com subsídios.

Em setembro de 2014, um relatório da equipe de política econômica do governo já apontava para a grande diferença entre a meta fiscal daquele ano e os resultados efetivamente obtidos. Segundo Dalmo Palmeira, assessor de economia e orçamento público do Senado Federal, essa situação tornou irreal a proposta orçamentária enviada no mês anterior ao Congresso. Diante do quadro econômico, as previsões tornaram-se irrealizáveis.

O problema agravou-se com a aprovação da PEC 358/13, (“PEC do orçamento impositivo”) que tornou as emendas parlamentares de execução obrigatória, até o limite de 1,2% da receita corrente líquida do ano anterior. Essa emenda, além de aumentar as despesas do governo, engessou ainda mais a execução orçamentária. Isso teria sido definitivo para a decisão do governo de mudança na rota da política fiscal. A isso, seguiram-se os decretos, limitando os gastos mensais da administração pública federal em 1/18 da proposta global para o ano, e não em 1/12, como de praxe, e bloqueando custos de projetos não-iniciados.

Mais recentemente, o governo anunciou um aumento a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, imposto federal cobrado às instituições financeiras (os bancos, seguros privados e capitalização) destinados ao financiamento da seguridade social. Atualmente, a alíquota está em 15% para pessoas jurídicas. Este valor será elevado para 20% pela MP publicada, que vigorará a partir de setembro.

Na comparação entre as medidas, não é difícil concluir de que a conta pesou fundamentalmente mais para as camadas mais pobres da população. Estima-se que o aumento da CSLL sobre os bancos resultará num aumento de R$ 747 milhões da receita da União; as medidas voltadas para os trabalhadores prevêem uma economia orçamentária (somente da MP 665) de R$ 5 bilhões neste ano, segundo o ministro Nelson Barbosa. Um estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos revelou os impactos concretos das medidas provisórias 664 e 665. Entre outros efeitos, o total de trabalhadores excluídos do benefício do seguro-desemprego subiria para 8 milhões, ou 64.4% do total.

Neste desequilíbrio evidente, a proposta de implementação da taxação sobre grandes fortunas – prevista pela Constituição desde 1988, mas nunca regulamentada – reaparece nos debates do ajuste fiscal desde fevereiro, a partir da reunião do PT. Agora, o Manifesto pela mudança na política econômica e contra o ajuste assinado por várias entidades, acadêmicos, jornalistas e políticos progressitas, publicado no dia 20 de maio, reivindica um sistema tributário mais progressivo. Para os signatários, somente crescimento e políticas indutoras podem reverter a dívida pública, fortalecendo o projeto de desenvolvimento.

Frente à pressão e ao desconforto da bancada petista, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, em conversa com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), em março, anunciou que estaria em estudo um projeto alternativo de taxação do “andar de cima” baseado no modelo que hoje vigora na Inglaterra (que tributa heranças). A proposta do ministério preverá a tributação de rendas provenientes de doações, heranças e outros tipos de transferências que não envolvam a venda de ativos, de acordo com fontes do jornal Estadão. O que mostra uma mudança em relação ao imposto – que, na sua opinião, expressa em fevereiro, “não traz muitas vantagens”. Quando assumiu o ministério, Levy encontrou uma proposta de ajuste feita pela equipe anterior, de Guido Mantega, em que o Imposto sobre Grandes Fortunas estava incluído. A proposta não sobreviveu.

Fora do pacote do ajuste, e depois de sucessivas derrotas do governo no Congresso, a iniciativa do PT, de tentar aprovar urgência para votação do Imposto sobre Grandes Fortunas, tem um caminho tortuoso e indefinido para percorrer. Apesar de já estar no plenário, precisa reunir metade mais um dos deputados – e depois dos senadores – para que seja finalmente aprovada.

NO DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO E PARALISAÇÃO MILHARES DE TRABALHADORES PROTESTAM CONTRA A AMEAÇA AOS SEUS DIREITOS

8cd8e2ce-618b-44b3-8470-5b860b95f44dOntem, dia 29, conforme já vinha sendo divulgado, os trabalhadores brasileiros se posicionaram em protestos contra a ameaça de perda de direitos conquistados em lutas históricas, onde alguns até foram vitimados. Foram milhares de brasileiros que participaram das manifestações em todo o Brasil contra o fim de alguns de seus direitos. As manifestações ocorreram tanto nas ruas, avenidas e mesmo dentro e enfrente as fábricas. Em alguns lugares os trabalhadores recorreram à operação tartaruga.

Em São José dos Campos, 14 mil trabalhadores se mobilizaram. Na Rodovia dos Tamoios, trabalhadores chegaram a fechar algumas pistas durante 40 minutos. Em algumas fabricas houve atraso na entrada dos trabalhadores. Trabalhadores deveriam entrar de serviço às 6 horas entraram às 9 horas.

Porém, a grande mobilização ocorreu no ABC paulista onde mais de 55 mil trabalhadores protestaram contra as Medidas Provisórias (MP) 664 e 665 que tiram direitos adquiridos como o previdenciário. O local do principal ato foi na Praça da Matriz de São Bernardo que comportou milhares de entusiasmados trabalhadores cientes da necessidade de lutar por seus direitos.

“A agenda econômica que está sendo adotada é aquela do candidato à direita, que nós derrotamos nas urnas. Não podemos esquecer de pedir que a presidenta Dilma vete o projeto que liberara a terceirização total, e que, ao contrário, aprove mudanças na Previdência. As MPs 664 e 665 são ruins, pois retiram direitos de vocês. Mas junto com elas veio uma mudança boa, que é a provação da fórmula 85/95. A Dilma precisa sancionar este ponto”, discursou Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Em Brasília, em frente ao Ministério da Fazenda, servidores públicos fizeram protestos contra o ministro Joaquim Levy e suas medidas de austeridades que os afetam como trabalhadores.

“Organizamos esse ato para manifestar nossa posição contra ao pacote criado por ele, que sucateia órgãos públicos, sacrifica trabalhadores e retira direitos trabalhistas.

Defendemos e votamos na Dilma justamente porque ela se mostrava contrário a esse tipo de agenda. Entendemos que o governo precise de recursos. Só não entendemos por que a conta terá que ser paga por trabalhadores. O que sugerimos é que esses recursos venham de outras fontes, como grandes fortunas, tributação de carros de luxo ou coisa desse tipo.

Não estamos defendendo campanha fora Dilma, mas que ela volte para o lado daqueles que a elegeram” observou Cleusa Cassiano, diretora da Confederação Nacional dos Servidores Públicos Federais (Condsef).

Globo esconde que J. Hawilla é sócio de filho de João Roberto Marinho

Conseguirá a ‘vênus platinada’ convencer o público – e a Justiça – de que ‘não sabia’ que seus sócios pagavam propinas a cartolas pela transmissão de jogos de futebol?

por Helena Sthephanowitz

Ao noticiar o escândalo de corrupção internacional de subornos no futebol que levou à prisão do ex-presidente da CBF, José Maria Marin, o Jornal Nacional da TV Globo omitiu informações relevantes ao telespectador.image_preview

A começar pelo fato de J. Hawilla ter sido diretor de esportes da própria Rede Globo em São Paulo – tendo sido antes repórter de campo – e já nessa época, começou paralelamente a comercializar placas de publicidade em estádios. Ali nascia o empresário com forte ligação com a emissora.

Em 2003 J. Hawilla fundou a TV TEM, sigla de Traffic Entertainment and Marketing, que forma uma cadeia de TVs afiliadas da Rede Globo no interior de São Paulo. As TVs de Hawilla cobrem quase metade do estado de São Paulo: 318 municípios e 7,8 milhões de habitantes, alcançando 49% do interior paulista. Entre as cidades cobertas estão, São José do Rio Preto, Bauru, Sorocaba e Jundiaí.

A dobradinha Hawilla-Globo não para por ai. Foi também do Grupo Globo que o empresário comprou, em 2009, o Diário de São Paulo. Ele já era dono da Rede Bom Dia, de jornais em cidades da área coberta pela TV TEM.

Faltou também o JN noticiar que os negócios da Globo com Hawilla que fazem parte da programação nacional da emissora. A produtora TV 7, que é da Traffic, faz os programas Auto Esporte e o Pequenas Empresas, Grandes Negócios, apresentados na Globo aos domingos, já há alguns anos.

Mas o que ninguém sabe e nem a Globo conta é que J. Hawilla é sócio de Paulo Daudt Marinho, filho e herdeiro de João Roberto Marinho, na TV TEM de São José do Rio Preto (SP).

João Roberto Marinho é um dos três filhos de Roberto Marinho que herdou o império da Rede Globo. O próprio João Roberto é sócio de dois filhos de J. Hawilla (Stefano e Renata) na TV TEM de Sorocaba (SP). Aliás a avenida em São José do Rio Preto onde fica a TV TEM ganhou o nome de Avenida Jornalista Roberto Marinho, em homenagem ao fundador da ‘vênus platinada’.

No Jornal Nacional de quarta feira (27) , muito brevemente, William Bonner citou a Globo, como se quisesse dizer aos espectadores: “Não temos nada com isso”. O jornalista leu: “A TV Globo, que compra os direitos de muitas dessas competições, só tem a desejar que as investigações cheguem a bom termo e que o ambiente de negócios do futebol seja honesto”. Assim seco, sem entrar em detalhes.

reprodução

J. Hawilla foi condenado nos Estados Unidos por extorsão, conspiração por fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça. Os crimes foram cometidos na intermediação de subornos para cartolas da Fifa, da CBF e outras confederações de futebol por contratos de direitos televisivos e de marketing. Ele admitiu os crimes e, para não ir para a cadeia, delatou quem recebia propinas e negociou pagar multa de quase meio bilhão de reais.

Entre suas operações mais comuns estão propinas pagas à cartolagem dos clubes para intermediar a comercialização com emissoras de TV, como a TV Globo, dos direitos televisivos de transmissão dos jogos.

Segundo o departamento de Justiça dos Estados Unidos, as empresas de TV e de outras mídias pagavam à empresa de marketing de J. Hawilla, que conseguia os direitos de comercializar as transmissões, e depois repassava uma “comissão” aos cartolas.

As propinas acontecem há pelo menos 24 anos e envolveram jogos da Copa América, da Libertadores da América e do torneio Copa do Brasil, segundo os investigadores dos EUA.

Ao longo dos anos a maioria destes jogos no Brasil foram transmitidos com exclusividade pela TV Globo, que cedia alguns jogos para a TV Bandeirantes – mas sob limites rígidos – para livrar-se de acusações de concentração econômica e práticas anti-concorrenciais.

Se até o momento de fato não há acusações contra emissoras de TVs que tenham chegado ao conhecimento público, também é difícil afirmar que não pesam suspeitas. A Justiça dos Estados Unidos e o FBI disseram que as investigações estão apenas no começo.

Todo mundo tem direito à presunção de inocência e ao benefício da dúvida, mas depois de passar anos fazendo jornalismo na base da pré-condenação, testes de hipóteses, “domínio do fato” e do “ele não sabia?” para tentar fazer política demotucana, será difícil convencer o telespectador de que a Globo “não sabia” que seus sócios pagavam propinas a cartolas pela transmissão dos jogos que a emissora transmitiu.

BANCADA-REACIONÁRIA DO AMAZONAS CONFIRMA SUA MORAL-BURGUESA: VOTA A FAVOR DA PEC DA CORRUPÇÃO.

0995186d-4d89-4b63-9ced-3c7d19b26587Novamente a bancada de deputados do Amazonas foi um dos destaques, junto com o PSDB, DEM, PMDB, PSD e outros partidos, votou coerentemente com seus princípios reacionários estruturados em sua moral-burguesa. Votou pelo maior acinte contra a democracia representativa.

Os deputados-reacionários da bancada Amazonas, que seguem os princípios fundados por seus líderes de que foram sempre submissos e apaniguados no estado de Ajuricaba, votaram a favor da chamada PEC da Corrupção. A PEC que torna constitucional o financiamento privado dos partidos.

Já que haviam perdido na votação do financiamento privado de candidatos foram à vingança, estimulados pelo megalomaníaco presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e amparados por suas indigências políticas. Votaram pela corrupção nos partidos através das empresas financiadoras.

O que é mais risível e que confirma tal indigência política é que são eles que mais tagarelam contra a corrupção. E ainda se tomam como os campões da justiça ao tagarelarem sobre a Operação Lava Jato. Operação que mostra que muitos deles foram financiados por empresas que estão sendo investigadas.

A capitalização dos partidos pelas empresas privadas vem apenas confirmar o que já ocorria no Congresso Nacional: a maioria dos alcunhados partidos é apenas filial das empresas-matrizes. Com a votação da PEC da Corrupção fica decretado o extermínio desses partidos e tomam seus lugares no Congresso as empresas.

Nesse quadro os parlamentares são transformados em executivos e passam a combinar seus salários com os patrões empresários. O que é bom, porque diminui o uso do dinheiro público. Dinheiro público que há anos vem onerando o Estado brasileiro ao ser transferido para esses deputados vazios de princípios políticos.

Só a título humorístico, leiam os nomes de nossos estimuladores da corrupção partidária e seus honestos partidos. Pauderney Avelino, DEM; Marcos Rotta, PMDB; Conceição Sampaio, PP; Alfredo Nascimento, PR; PSD, Átila Lins; Athur Virgílio Bisneto, PSDB; e Silas Câmara, PSD.

Há um adendo para ser feito. Deputado Hissa Abrahão, do PPS, votou com o partido: disse não a constitucionalização da corrupção dos partidos.

Mas nada está resolvido a favor da capitalização dos partidos. Ainda tem que ser decido no Senado. Enquanto isso, os partidos PT, PPS, PSOL, PCdoB e PROS, vão entrar com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que a sessão da Câmara que provocou a votação teratogênica seja cancelada.  Segundo os partidos, foram constatados vários vícios na construção da votação comandada por Eduardo Cunha.

PRESIDENTE DA FIFA, BLATTER, FAZ COMO OUTROS: TENTA SE MOSTRAR ISENTO DAS SUSPEITAS DA JUSTIÇA DOS EUA

Blatter_FIFAJoseph Blatter, presidente da FIFA, disputando seu quinto mandato na entidade maior dos desportos mundial, diante das prisões de alguns de seus parceiros, entre eles o acusado e preso por corrupção e prática de propina pela FBI, o brasileiro defensor da ditadura e ex-deputado da ARENA partido de apoio ao regime ditatorial, José Maria Marin, iniciou sua defesa afirmando que “vem aí mais notícias más” e que não pode ser responsabilizar por membros da “família no mundo”. Família é um termo usado pela máfia que Blatter sequer tentou evitar.

Blatter aproveitou a cerimônia de abertura do 65° Congresso da FIFA que se realiza em Zurique, na Suíça, para fazer a sua autodefesa diante dos membros “da família” e de jornalistas interessados nos escândalos revelados pelo Departamento de Justiça norte-americano. Se mostrando inocente ele afirmou que os escândalos trazem “vergonha e humilhação para o esporte mundial”. Esse Blatter lembra os políticos e certa mídia do Brasil, que como desonestos acusam, recorrendo aos mecanismos de defesa moral, os outros de desonestidade.

“Muito mais tem que ser feito para garantir que haja ética no futebol e no esporte. Temos que dar resposta aos fãs. Temos a oportunidade de começar a mudança e recuperar a confiança da opinião pública.

Não posso vigiar todos os membros da nossa família no mundo”, discursou o inocente Blatter.

Como se pode entender pelo discurso do dirigente maior do futebol mundial, ele abandonou, também, os que foram na lógica do “cada um por si e Deus contra todos”. Outro enunciado que salta de seu discurso que sou como uma gostosa piada é o fato dele afirmar “temos a oportunidade de começar a mudança”. Alguém pode perguntar: Que mudança? E, em seguida, responder: Ele encontra-se no comando da FIFA há quatro mandatos.

Houve um tempo em que se tentou criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a CBF, mas as direitas, comandadas pelo ídolo dos aberrantes coxinhas Aécio Neves, abortaram. Com o aborto José Maria Marin, eleitor e colega de Aécio, escapou ileso. Agora, o ex-jogador, que passou os últimos anos de sua carreira chupando sangue de seus companheiros de clube para manter seu soberbo salário, também responsáveis por suas eleições, Romário, resolveu colher assinaturas para a instalação de uma CPI para investigar a CBF.

Segundo o ex-jogador, 53 assinaturas já foram confirmadas. Bastam apenas 27. Não são muito claros os motivos porque Romário, amigo do insuspeito Eurico Miranda, tem fissura contra representantes da CBF. Mormente Ricardo Teixeira e José Maria Marin. Se for por concepção democrática real, palmas. Mas se for apenas pessoal, é preciso um estudo freudiano. Mas mesmo sendo pessoal, para a democracia futebolística investigar essa “família” é imprescindível, principalmente se chegar a Globo.

 

DILMA DIZ QUE INVESTIGAÇÃO SOBRE A FIFA E PRISÃO DE DIRIGENTES DO FUTEBOL VAI PERMITIR MAIOR PROFISSIONALIZAÇÃO

3a4302a7-9d93-465b-8410-9657b3f5c70aDilma encontra-se no México participando de uma conferência no Congresso do país de Zapata. Como não poderia ser diferente, diante da notícia que correu o mundo envolvendo a prisão de vários personagens do futebol internacional, e executivos ligados à prática capitalista do esporte bretão, ela foi indaga por vários jornalistas para que falasse sobre sua posição diante do fato envolvendo o esquema de corrupção e propina que levou à prisão o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin e outros brasileiros ligados diretamente à trama futebolística.   

Como Dilma é uma pessoa honrada, proba e decidida, não oculta suas posições, e como, também, é engajada no combate à corrupção, basta olhar seu compromisso jurídico, ela afirmou, aos jornalistas, que as investigações devem ser aprofundadas para passar a limpo o futebol internacional e ajudar a profissionalizá-lo no mundo. Dilma afirmou também que a investigação não vai afetar o futebol brasileiro.

Dilma falou sobre a disposição do governo em cooperar nas investigações promovidas pelo Departamento de Justiça norte-americano. Segundo ela, as investigações sobre os escândalos promovidos por dirigentes da FIFA devem continuar inclusive as denúncias que envolvem a organização da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

“Acredito que toda investigação sobre essa questão é muito importante, acho que ela vai permitir uma maior profissionalização do futebol. Não vejo como isso pode prejudicar o futebol brasileiro, acho que só vai beneficiar o Brasil.

Acho que se tiver que investigar, investigue todas as Copas, todas as atividades. Isso vale para todos, vale desde a Lava Jato até essa prisão, há que investigar, não vejo por que não.

Temos um acordo com eles, o Brasil e esses órgãos – procuradoria americana e o Departamento de Justiça – colaboram sistematicamente, sempre que necessário ou solicitado”, observou Dilma.

Tem cartolas, times de futebol e empresas de televisão desesperados, porque se trata de uma investigação executada pelo FBI, uma entidade policial internacional, o que não permite tratar alguns do Brasil com privilégios.

Como se sabe que a Globo manda no futebol brasileiro via CBF, há brasileiros crentes que vai sobrar, pela primeira vez, para os irmãos Marinhos. Por isso, ela anda desconversando, simulando que a trama é só do amante da ditadura e algoz do jornalista Wlado Herzog, assassinado no Doi-Codi.

JOSÉ MARIA MARIN FOI PRESIDENTE DA CBF, LEMBRA? POIS É, FOI PRESO POR CORRUPÇÃO, NA SUÍÇA, JUNTO COM OUTROS DA FIFA

jose-maria-marin-presidente-da-cbf-cumprimenta-fernando-henrique-cardoso-e-aecio-neves-durante-o-amistoso-entre-brasil-e-inglaterra-no-maracana-1370324985657_615x300João Havelange e Ricardo Teixeira dois ex-presidentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) são suspeitos de corrupção durante suas gestões. José Maria Marin, ex-presidente também da CBF, agora foi preso na Suíça acusado por determinação do Departamento de Justiça norte-americano que indiciou 14 indivíduos por fraude, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Entre os acusados encontram-se nove dirigentes da Fifa e cinco executivos ligados à empresas aliadas do futebol. Os acusados movimentaram nada mais do US$ 150 milhões.

Segundo o Departamento de Justiça norte-americano o esquema de corrupção já existia a mais de 24 anos sendo praticado em negócios envolvendo direitos de transmissão e acordos com empresas de marketing em campeonatos na América Latina. As contas, na Suíça, que eram usadas para recebimentos de subornos pelos acusados, já foram bloqueadas.

Os outros brasileiros que foram presos juntos com José Maria Marin são o dono da Trafic Group, a maior empresa de marketing esportivo na América Latina, José Hawilla, o J. Hawilla; e o dono de empresas de transmissão de evento esportivo, José Margulies, o José Lázaro.

Falando sobre o caso, Loretta Lynch, procuradora-geral dos Estados Unidos, disse que os acusados de corrupção usavam os seus cargos para conseguirem milhões de dólares em suborno e propina.

“Pelo menos duas gerações de executivos do futebol supostamente abusaram de suas posições de confiança para obter milhões de dólares em suborno e propina.

O caso sugere que a corrupção é desenfreada, sistêmica e tem raízes profunda tanto no exterior como aqui nos Estados Unidos.

Esses indivíduos e organizações eram envolvidos em suborno para decidir quem iria transmitir jogos e onde seriam os jogos em nível mundial desde 1991. Isso foi feito ano após ano.

Eles corromperam os negócios do futebol mundial para servir os seus interesses e para se enriquecerem pessoalmente”, disse Loretta Lynch.

Por sua vez, James Comey, diretor do FB, disse que a investigação sobre a corrupção na Fifa está apena começando.

“É apenas o começo do esforço contra a corrupção no mundo do futebol. O esporte foi sequestrado pelos envolvidos no escândalo.

O futebol é um belo jogo, o gramado está disponível para todos, ricos ou pobres, homens e mulheres. A verdadeira vítima é o futebol. Essas pessoas conseguiram tirar muito dinheiro graça ao amor que esse esporte desperta”, disse Comey.

Os suspeitos serão extraditados para os Estado Unidos, afirmou Justiça daquele país.

Não esquecer que o atual presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, afirmou que e gestão de Marin foi exemplar. E também não esquecer que a atual diretoria é investigada pela Justiça norte-americana.

Também não esquecer que sexta-feira, dia 29, tem eleição na Fifa e Blatter é candidato à reeleição. Ele sentou no cargo desde o ano de 1998. Seu oponente na eleição é o príncipe Ali Bin-Hussein, da Jordânia, que em campanha prometeu limpar a entidade que agora tem suas vísceras-viciosas expostas ao mundo pela Justiça.

Blatter pode dançar!

AS DIREITAS LEVAM COURO EM NOITE DE REFORMA POLÍTICA E CUNHA PERDE A POSE MEGALOMANÍACA: PERDEU TODAS.

1s59wo4skt_8sq6x19a5o_fileEra dia de votação dos pontos básicos da reforma política e as direitas, depois de todas as formas de arbitrariedades por parte do presidente da Câmara dos Deputados, o reacionário-pedante, Eduardo Cunha, que chegou a substituir o relator da comissão especial da reforma política para colocar seus apaniguado Rodrigo Maia (DEM/RJ), mas a maioria dos parlamentares não estava para compor com os conformados-conservadores e retrógados que pretendiam a aprovação do alcunhado “distritão” e o financiamento privado de campanha, a PEC,182/07.

Os parlamentares se posicionaram para votar o “distritão” apresentado pelas direitas e algumas esquerdas-desavisadas. Resultado: primeiro couro. A proposta foi rejeitada. Os partidos que votaram a favor foram o PCdoB, PMDB, DEM E SD. E os partidos que votaram contra foram PT, PR, PSB, PPS, PSOL, PDT e PV. Os partidos PSDB e PROS liberaram seus membros. Dolorosa derrota sentiu o deputado megalomaníaco, Cunha.

Chegou à vez da votação da proposta do financiamento privado de campanha. Para aprovação do financiamento privado eram necessários 308. Resultado: 207 votaram contra e 264 a favor e 5 abstenções. Derrota da direita e mais dor para Eduardo Cunha, deputado que coloca seu cargo a favor dos empresários, assim como a democracia.

Não esquecer que o couro começou no começo da noite quando 421 deputados a favor e 402 a favor, rejeitaram a proposta da reforma política do sistema de lista fechada para as eleições.

“Dizemos não à lista fechada ao mesmo tempo dizemos não à forma como a reforma política está sendo votada nesta Casa. Embora importante para o país, a maneira como o presidente encaminhou o relatório, direto para o plenário, e passando por cima de uma comissão, torna essa votação com um defeito congênito desde a origem”, contestou o deputado do PSOL/RJ, Chico Alencar.

O certo mesmo é que o dia de ontem, e a madrugada de hoje mostraram a força da democracia, enquanto um de seus piores inimigos saiu profundamente combalido em sua arrogância e prepotência.       

As direitas, na pessoa de Eduardo Cunha, tremeram e sucumbiram diante da democracia.

O SISTEMA DISTRITAL É DESAGREGADOR, NÃO VALORIZA AS IDEIAS E É PERSONALISTA, DIZ ANTÔNIO QUEIROZ, DO DIAP

img201504071616195857967MEDA corrupção é produto da degeneração do espírito ou, para alguns, do instinto. Para que haja degeneração é preciso que antes o espírito de um corpo material ou imaterial tenha existido em sua singular constituição. Ou seja, que esse corpo tenha se mostrado em sua razão material, eficiente e produtiva. Em politica esse corpo é a democracia. A forma de degeneração da democracia é encontrada nas tiranias, ditaduras, oligarquias, aristocracias, onde a democracia é apenas uma névoa fantasmática.

Apesar da democracia representativa, ser um regime político muito diferente da democracia constitutiva corpo produzido pelas potências de todos os homens e mulheres, como nos mostra o filósofo Spinoza, ela em sua forma de expressão da vontade do eleitor, tem em si os componentes necessários para que a vontade do povo se manifeste como implicadora na condução da sociedade.

Daí que a democracia representativa necessita continuamente de leis que a modifiquem para que constitua um corpo mais adequado aos interesses da sociedade, visto que esta se encontra sempre em mutação. O que é o reflexo deu devir-politico com as implicações de se tornar verdadeiramente o governo do povo pelo povo para o povo.

Amparado por esse entendimento, fica muito fácil compreender que as posições tomadas por alguns parlamentares aliados com o presidente da Câmara federal, Eduardo Cunha, no trato de questões importantes para a sociedade, não é nada mais do que uma forma tarada de degeneração da democracia. O que significa que esses parlamentares estão corrompidos em relação à dimensão política da democracia. Uma realidade que nos envia ao entendimento de que eles jamais deveriam ter sido eleitos.

Esta semana, vem confirmando o grau de degeneração que a democracia brasileira vem sofrendo. A condução da votação da reforma política é um exemplo límpido dessa  degeneração. Tomemos o caso do sistema distrital que é defendido por Eduardo Cunha e seus apaniguado. Esse sistema é ultrajante, pois elege apenas um candidato por estado que tenha maioria simples de voto. É eliminado o voto ideológico do eleitor, já que sua participação se reduz ao distrito onde se encontra registrado eleitoralmente.

Por esse entendimento, Antônio Queiroz, membro do Deparatamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), afirmou que o “distritão”, como é alcunhado o sistema, é desagregador, não valoriza as ideias, é personalista e beneficia o PMDB.

“Isso simplifica o processo, as pessoas compreendem melhor, mas do ponto de vista da organização coletiva é trágico, na medida em que não se valoriza as ideias, os programas, não se valoriza a doutrina, e se centra toda a disputa em nome de pessoas.

Se, no sistema atual proporcional – em que o partido é determinante para a eleição, porque contam os votos dados à legenda, o voto dado ao candidato, e o voto dado aos demais candidatos do partido pra somar e definir o número de vagas que tem direito -, se em um sistema desses ainda há fragilidade dos partidos, imagina em eleição majoritária, em que o cidadão se elege pelos seus próprios méritos, pelos seus próprios recursos, e que, portanto, não tem compromisso com o partido.

Os outros partidos, com todos os problemas, são muito apegados, ou muito mais próximos, de uma visão de partido no seu conjunto, e não personalidades conduzindo as coisas. O sistema distrital seria desagregador.

A possibilidade que tenhamos um representante dos sem-terra no Congresso Nacional, por exemplo, com o sistema majoritário, é praticamente zero”, analisou Queiroz.

Vejam as posições dos dois principais partidos PT e PSDB em suas formas antagônicas.

PT – Defende o sistema proporcional de lista fechada, porque, para ele, valoriza os partidos, reduz os gastos de campanha e combate a corrupção.

PSDB – Como partido reacionário e defensor dos interesses do capitalismo internacional, defende o sistema distrital misto. Seu porta-voz maior é o senador Serra.

DEPUTADO JORGE SOLLA MOSTRA AS TRAMAS FEITAS PARA QUE NÃO SEJA VOTADA A PROIBIÇÃO DO FINANCIAMENTO PRIVADO DE CAMPANHA

IMAGEM_NOTICIA_5É simples de entender a trama, mas impossível aceita-la. Há mais de um ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) estava julgando a ação de inconstitucionalidade do financiamento privado de campanha a candidatos que fora apresentado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O placar contra o financiamento privado estava com 6 votos e 1 a favor quando o ministro, símbolo e realidade das direitas, Gilmar Mendes que foi indicado por Fernando Henrique para o STF e é seu amigo, pediu vista. Depois desse pedido de vista ele nunca mais foi visto dando seu parecer sobre o pedido da OAB.

Gilmar Mendes tem afirmado que ele encontra-se esperando que o Congresso Nacional apresente o modelo de eleitoral.

“Temos que saber antes, e o Congresso Nacional estar discutindo, qual é o modelo eleitoral, para saber qual o modelo de financiamento adequado”, disse o ministro direitista.

Há dois meses passados, o deputado federal do Partido dos Trabalhadores da Bahia, Jorge Solla, protocolou no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) uma representação pedindo esclarecimento sobre o ato de Gilmar Mendes que paralisou a ação da OAB. A Corregedoria do CNJ afirmou que não há como exercer pressão sobre o ministro por causa da hierarquia. Com a posição do ministro, junta-se também a posição do reacionário e processado presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha que já afirmou que é favorável o financiamento privado de campanha. Uma posição própria de quem acredita que democracia é criar facilidade para a prática da corrupção, já que o financiamento privado de campanha é uma forma de corrupção oficializada. Mas, como muito do que é oficial não serve á sociedade, cabe ao povo brasileiro tomar a decisão e atuar para que a reforma política seja votada dentro dos princípios democráticos: uma sociedade igualitária.

Diante dessa crua e cruel realidade política-eleitoral, o deputado Jorge Solla tenta mudar, ainda que penosamente, visto a força irracional dominante, o quadro juntamente com outros parlamentares que se posicionam contra a ameaça de uma falsa reforma política. A trama se mostra também na decisão que foi tomada por Eduardo Cunha de não votar o relatório da comissão da reforma política, do deputado Marcelo Castro (PMDB/PI) na reunião que fora marcada, mas sim no plenário. Segundo Jorge Solla, uma decisão que avilta a comissão que foi criada pela mesa diretora.

“É um absurdo atropelar a comissão especial criada por proposta da própria mesa diretora, como o presidente da Casa Eduardo Cunha quer.

Do ponto de vista do STF tudo continua como dantes no quartel de Abrantes. Ou seja, os ministros do Supremo não têm de responder a ninguém, nem ao CNJ, nem a Corregedoria. O Judiciário não responde à presidência da República, ao presidente do Congresso, não existe nenhuma instância que possa avaliar, fiscalizar e exercer controle.

Não é à toa que o processo está sobrestado no Supremo, esperando o Congresso votar.

Concorde-se ou não coma opinião dele, do ministro Mendes, sentar em cima do processo, impedir que o Supremo se posicione, no mento em que não há ainda uma definição do Congresso, é completamente inadequado, no mínimo.

Se a sociedade não consegue corrigir essa situação, vai continuar convivendo com escândalos de corrupção frequentes. É da natureza do financiamento privado-empresarial. A empresa não vota, não tem partido, não tem ideologia, ela quer ter lucro”, observou o deputado Solla.

O deputado Jorge Solla comete um forte equívoco quando afirma que empresa-privada não tem ideologia. Empresa tem ideologia. E sua ideologia é a capitalista. Por isso, a perseguição paranoica do lucro máximo e os parlamentares que defendem o financiamento privado de campanha são também sujeitos-sujeitados da ideologia capitalista. Portanto, seus espíritos são clivados pelos códigos da ideologia capitalista. O que lhes fazem defensores desses valores. E em consequência, defensores da corrupção que é uma das expressões da moral capitalista.

ATENÇÃO ESTUDANTES! AS INSCRIÇÕES PARA PARTICIPAR DO ENEM JÁ SE ENCONTRAM ABERTAS.

4c7dc354-be53-4fa0-9485-cae7ac420fb4Começaram ontem, dia 25, as inscrições para os estudantes-candidatos que desejam participar do concurso do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) cujas provas serão realizadas nos dias 24 e 25 de outubro em 1,7 municípios em todo o Brasil. As inscrições vão até as 23h49, do dia 5 de junho.

O Enem é um exame que avalia estudantes que terminaram o ensino médio ou estão em fase de conclusão não importando quais sejam as idades deles. Para participar do exame os estudantes devem realizar suas inscrições na página eletrônica do Enem. Se algum estudante que ainda não tenha terminado o ensino médio, mas encontra-se interessado em participar do exame como “treineiro” pode participar, só que não poderá usar sua aprovação para ingressar no ensino superior. É apenas um treino.

O preço da inscrição é de R$ 63 para os candidatos que não estudaram em ensino público e não apresentaram documento de carência. Para conseguir um documento de carência o estudante-candidato deve solicitar ao Ministério de Educação que avaliará sua situação. Para conseguir a carência o estudante-candidato deve ter uma renda familiar por pessoa igual ou inferior a um salário mínimo e meio e que tenham estudado o ensino médio em escola pública ou em escola privada com bolsa integral.

Durante o ato da inscrição o estudante-candidato, caso necessite, deve pedir atendimento especializado ou específico. Encontram-se na situação de atendimento especializado o estudante com baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, auditiva, surdez, deficiência intelectual, surdocegueira, déficit de atenção, dislexia, autismo, discalculia ou qualquer condição especial. O atendimento específico é para os estudantes-candidatos idosos, estudantes em classes hospitalar, lactantes, gestantes e sabatistas.

Por sua vez, os estudantes-candidatos travestis e transexuais, podem pedir o direito de usa seus nomes sociais. Tudo pela internet. Não esquecer, o pedido deve ser feito entre os dias 16 e 26 de junhos.

Vamos nessa, moçada! O Brasil precisa de seus saberes e engajamentos para construir uma democracia real que impossibilite a construção de um Congresso Nacional tão reacionário e antidemocrático como que hoje imobiliza a sociedade brasileira.    

Vamos nessa, moçada! Viver só com sabedoria e compromisso político!

O nome da crise

O nome da crise não é Dilma; é dominância financeira: como bloquear a república dos acionistas? Em que mesa negociar com os depósitos em paraísos fiscais?

por: Saul Leblon

Exceto em regimes escravocratas, quando o subalterno não dispunha sequer da própria vida, a distância entre ricos e pobres nunca foi tão pronunciada na trajetória da humanidade.

Assiste-se a  uma desconexão bruta,  física e estrutural entre os extremos. A exploração do trabalho continua a vigorar como a ponte entre os dois mundos, porém não mais explícita no confronto entre a figura do patrão e a do assalariado.

As margens nem mesmo se enxergam mais.

Onde fica a sede da entidade ubíqua chamada fuga de capitais?

Em que rodovia é possível erguer uma barreira contra a república dos acionistas?

Em que mesa negociar a pauta de reivindicações aos depósitos em paraísos fiscais?

O poder do capital se camuflou em circuitos inefáveis e sem rosto.

A um toque de botão é capaz de desencadear ordens de compra e venda que podem esfarelar o comando de um governo; reduzir uma nação a uma montanha desordenada de impossibilidades.

A história das nações, em certa medida, foi sequestrada pela campainha dos pregões; a abertura e o fechamento dos mercados de câmbio emitem pronunciamentos diários em cadeia mundial, como uma junta militar  dissimulada em cifrões.

Nunca como hoje a luta pela vida digna remeteu tão linearmente ao controle do poder de Estado.

Único interlocutor capaz de dialogar com o ectoplasma da riqueza sem rosto, o Estado, ele próprio, foi quase integralmente capturado em suas entranhas pelos mercados.

Sem um vigoroso aggiornamento da democracia participativa nem mesmo ele é páreo para os interditos dos mercados.

A bonança recente do ciclo de commodities ofereceu ao Brasil uma década trufada por excedentes que ampliaram a  margem de manobra do governo e amorteceram a percepção dessa polaridade extrema.

Os governos do PT souberam aproveitar o atalho para promover avanços indiscutíveis na perversão social criada pelo capitalismo brasileiro. Dobraram a aposta nessa via durante a crise deflagrada pela desordem neoliberal, em 2008.

Os dados são conhecidos. Embora o dever de ofício midiático se esmere em  negá-los, o fato é que todo o vapor da caldeira conservadora hoje se concentra em desmontar aquilo que seus porta-vozes desmentem ter ocorrido.

Dê-se a isso o nome técnico que for. O que se mira é a regressão das conquistas sociais, salariais e políticas dos últimos doze anos.

As palavras do ministro Marco Aurélio Garcia no encontro estadual do PT, neste sábado, sintetizam as consequências deste epílogo conturbado: ‘Tenho absoluta convicção de que encerramos um ciclo importante da nossa história”, afirmou. “Vivíamos um momento de ganha-ganha. Todos podiam ganhar, os trabalhadores, os pobres, as classes médias, até os industriais e banqueiros. Havia um reordenamento da economia brasileira que permitia que todos ganhassem’.

‘Acabou’, advertiu o ministro para reverberar a gravidade do imperativo com uma assertiva não menos categórica: ‘As classes dominantes estão em clara ruptura conosco e, se não tomarmos cuidado, parte da nossa base social histórica também estará. O PT precisa urgentemente retornar a seus compromissos históricos’.

A chance dessa travessia não diz respeito apenas ao PT, no qual Marco Aurélio pontua a simbologia de todo o campo progressista.

Ela depende, na verdade   –como tem insistido Carta Maior— da convergência de uma frente ampla dotada de força capaz de obter o consentimento majoritário da sociedade para um projeto que ordene o passo seguinte do desenvolvimento brasileiro.

A falsificação dessa travessia em ligeirezas e amenidades que se satisfazem em fulanizar problemas e soluções reflete a ansiedade diante das provas cruciais.

Mas o gigantismo dos interesses a afrontar não pode ser subestimado pela boa intenção das soluções simplistas.

A muralha a vencer demanda a consciência materializada em amplo engajamento social. Não se trata de defenestrar Levy ou Cunha.

Trata-se de sobrepor uma hegemonia a outra, cuja dominância nunca foi tão entranhada e, ao mesmo tempo, dissimulada, fluida, ardilosa e, sempre que necessário, virulenta e golpista.

Um passo necessário dessa construção consiste em dar um nome ao invisível. Implica ao mesmo tempo proceder à ruptura com aquilo que na clarividente síntese de Marco Aurélio Garcia ‘acabou’.

O nome da crise é a riqueza que não reparte.

Não apenas o patrimônio acumulado.

Mas sobretudo as estruturas que a realimentam e a protegem com salvaguardas inoxidáveis.

Qualquer coisa menos que isso será insuficiente para evitar o rebote do lixo da história para o qual Marco Aurélio adverte. E o que é suficiente  excede em muito a capacidade da iniciativa unilateral de qualquer força isolada.

A riqueza que não reparte é ontologicamente avessa à construção de um destino compartilhado, exceto se  induzida a isso por uma força de coordenação assentada em ampla legitimidade social e democrática.

Por mais que dissimule o rosto da sabotagem, seu rastro planetário deixa as marcas da soberba autorreferente que se avoca igualmente apátrida e autorregulável.

Uma pegada sugestiva que atiça a prontidão das consciências é o consumo de luxo.

Ele atingirá US$ 3 trilhões  no planeta este ano.

Os vips brasileiros são reconhecidos em Paris ou em Miami como um dos mais lucrativos braços desse nicho nababesco.

Jatinhos, iates, mansões, jóias, arte, rejuvenescimento estético, turismo de experiências únicas abastecem as gôndolas globais do supermercado seleto.

Seu tíquete de compra anual equivale ao PIB da Alemanha, a quarta maior potência econômica do mundo, informa o jornal El País.

Não é que pareça excessivo, é que estamos de fato no reino do descabido. Do socialmente nefasto.

Apenas 85 membros desse bunker, os mais ricos entre os muito ricos, segundo a respeitada Oxfam (http://www.oxfam.org.uk/ ) têm um patrimônio de US$ 1,7 trilhão.

Um pecúlio equivalente ao da metade mais pobre da humanidade formada por 3,5 bilhões de homens, mulheres, jovens, idosos e crianças.

Para quem acha que o consumo anual de U$ 3 trilhões é over, a Oxfam avisa: se abrirmos um pouco mais o foco para abranger o famoso 1% carimbado pelos ‘occupy’, vamos nos deparar com um patrimônio de US$ 110 trilhões.

Quase duas vezes o PIB anual do planeta.

Seus detentores podem queimar US$ 3 trilhões por ano sem pestanejar.

Embala-os a certeza de que aplicações financeiras em praças generosas – a do Brasil paga os juros reais mais elevados do globo—cuidarão de regenerar seus portfólios, mantendo-os mais lucrativos do que  qualquer destinação produtiva do dinheiro –como mostrou Thomas Pikety.

O elo entre essa certeza e o resto da humanidade é um fosso que só faz crescer e agora abre fendas desconcertantes mesmo nas nações mais ricas.

Dados recentes da insuspeita OCDE mostram que entre seus 34  países membros a parcela dos 10% mais ricos detém hoje 50% da riqueza; os 40% mais pobres ficam com apenas a 3% dela.

A contrapartida chocante é que em apenas quatro anos da crise mundial, de 2007 a 2011, a população que subsiste abaixo da linha de pobreza aumentou de 1% para 9,4% nesse mosaico.

Uma exceção à tendência regressiva planetária , diz  o relatório  divulgado na semana passada, chama-se  América Latina e Caribe.

A desigualdade aí, que era um elemento da natureza, deixou de sê-lo desde o final dos anos 90, quando passou a cair.

O Brasil, cujo piso salarial registrou um aumento real de 70% desde 2003, é a principal estrela dessa dissonância.

O país apostou que um esforço de distribuição de renda— conciliador em relação aos detentores da riqueza, graças ao excedente conjuntural propiciado pelo boom das commodities— permitiria desencadear um ciclo de crescimento mais rápido e sustentável.

Esse, o modelo que acabou, como adverte Marco Aurélio Garcia.

Desequilíbrios macroeconômicos reais, como o câmbio valorizado, que asfixiou a indústria pela avalanche das importações, explicam parte do colapso.

A resistência à desordem neoliberal, por sua vez, exauriu recursos públicos que se esgotaram antes que a crise iniciada em 2008 desse lugar a um novo ciclo de crescimento.

O conjunto explica em grande arte os impasses da economia e da democracia nos dias que correm.

Mas não explica tudo.

Quem vê no capitalismo apenas   um sistema econômico, e não a dominação política intrínseca à encarnação financeira atual, subestima aspectos cruciais da encruzilhada brasileira.

Corre o risco de subestimar, também, a contagem regressiva alertada no apelo de Marco Aurélio Garcia ao retorno às raízes históricas do PT.

Ademais dos percalços macroeconômicos, a verdade é que foi a incipiente   tentativa petista de deslocar o capital parasitário para a produção que acendeu o estopim do confronto em marcha.

A espoleta acendeu a ira de interesses que tomaram gosto pelo vício de ganhar sem agregar riqueza à nação, nem se submeter aos compromissos com o bem comum da sociedade.

Disso não abdicarão facilmente, como tampouco renunciarão ao fastígio do  luxo em favor da parcimônia.

Ao contrário do que aconteceu no caso das cadeias industriais, o Brasil atingiu o estado das artes nessa matéria.

A coagulação rentista de uma elite perfeitamente integrada aos circuitos da alta finança, amesquinhou a democracia brasileira, privando-a de instrumentos para dar à riqueza a sua finalidade social.

A regressividade inerente a esse processo está promovendo uma mutação individualista acelerada nas relações sociais, a exemplo do que se passa no resto mundo.

O locaute do capital na frente do investimentos –repita-se, ademais dos gargalos macroeconômicos–  é o sintoma desse esgarçamento profundo entre um pedaço da riqueza e o destino coletivo da sociedade.

A greve do capital contra a ‘Dilma intervencionista’ começou aí quando a taxa de juro real foi comprimida a um piso histórico de 3,3% (no segundo governo FHC ela ficou em 18,5%,por exemplo;  foi de 11,7% no segundo Lula).

O governo pode ter cometido tropeços nessa ousada operação de desbloquear a avenida do investimento removendo a barreira do juro alto, para induzir o fluxo à atividade produtiva.

Mas talvez o maior deles tenha sido subestimar a musculatura política necessária para deslocar interesses descomunais  situados do outro lado da pista.

Sem o discernimento engajado da sociedade para enfrentar a riqueza que não reparte, a façanha estava fadada a tropeçar na assimetria das forças em confronto.

A fixação da Selic, a taxa básica de juro da economia, é a ordem unida da coalizão rentista

É daí que o mercado parte para colonizar o cálculo econômico de todos os  demais setores, alinhando-os aos padrões de retorno da ganância sem termo.

Vale a pena conhecer um pouco a amplitude dessa contaminação.

Em entrevista ao jornal Valor, o economista francês Pierre Salama  apontou  um desdobramento dessa irradiação: a explosão dos dividendos que se transformou, ela também, em um obstáculo ao investimento produtivo.

Pressionados a entregar fatias crescentes do lucro aos acionistas, os ‘managers’ corporativos o fazem  em detrimento da retenção de  lucro  para investimento.

A observação de Salama desvela uma dimensão pouco discutida da desindustrialização brasileira.

Ela explicaria, em parte também, segundo ele, ‘os efeitos indiretos sobre a primarização da economia’.

Outra consequência  igualmente corrosiva destacada pelo economista: ‘Se você não tem uma melhora no nível da produtividade porque não tem uma taxa de investimento importante, a única maneira de ser mais competitivo é forçando a queda do salário direto e  indireto’, diz .

Como?

Desmontando direitos  sociais dos trabalhadores –‘o custo Brasil’, ora sob fogo cerrado.

Salama encerrou a entrevista como se desse uma aula de alternativas consequentes ao receituário ortodoxo agora  vendido como fatalidade.

É forçoso coibir a ‘financeirização’, sentenciou para indicar duas vias matriciais: a) adotar um desassombrado controle de capitais e b) prmover uma reforma tributária que faça o rentista pagar mais impostos –inclusive os acionistas, isentos num Brasil que corta recursos da educação para equilibrar o orçamento fiscal.

O mesmo se dá na esfera global.

A desregulação dos mercados financeiros delegou ao sistema bancário internacional o poder supranacional de mobilizar e transferir riquezas, manipular e sabotar moedas.

Tudo blindado pela cumplicidade nem sempre passiva das agências de risco e dos organismos multilaterais.

É dessa usina que se originam os números obscenos do consumo de luxo, as cifras estonteantes dos depósitos em paraísos fiscais –onde a clientela  brasileira detém a quarta maior riqueza depositada–  e os valores desconcertantes de capitais ociosos, num mundo carente de investimento e  empregos.

Uma das maiores fontes de pressão pela elevação da taxa de juro nos EUA parte dos  detentores da riqueza sedentária.

Desde a crise de 2008 ela se debate confinada entre o baixo retorno e a elevada liquidez (o juro norte-americano oscila entre zero e negativa desde 2008 e o Fed injetou US$ 1,5 trilhão no mercado para salvar o capitalismo dele mesmo).

O cavalo financeiro escoiceia a estrebaria acanhada exigindo de volta o pasto gordo e indiviso.

Bancos e por consequência seus acionistas veem suas margens naufragarem, afogados em depósitos sem alternativa de aplicação lucrativa.

No primeiro trimestre deste ano os depósitos totais no Morgan, por exemplo, subiram para US$ 1,3 trilhão nos EUA  (aumento de US$ 4,5 bilhões em relação a dezembro de 2014); os do Wells Fargo somaram US$ 1,2 trilhão; aumento de US$ 28 bilhões no mesmo período. No circuito dos bancos sombra, onde impera o vale tudo em busca de retornos graúdos, há um tsunami de US$ 75 trilhões em ativos, segundo o Financial Stability Board.

A pergunta é: se a roleta do cassino travou, por que o aluvião  não migra então para o investimento produtivo?

Pela simples e dura razão de que a superprodução de capitais é a contraface  indissociável da escassez de demanda gerada pela precarização do trabalho no bojo da financeirização de toda a economia.

São realidades univitelinas, e se devoram no ventre do capitalismo desregulado.

Desse xeque-mate intrínseco à própria dominância financeira da época a sociedade não se livrará pela lógica de mercado.

O PT  tentou um caminho intermediário.

Ao incentivar keynesianamente a demanda  — e ensaiar  uma fugaz redução da taxa de juro em 2013–   impôs uma coordenação light, confiante na regeneração do capital rentista em alavanca produtiva.

Enquanto o lubrificante da alta das commodities amaciou o conflito, a tentativa foi tolerada.

Mas a verdade é que a resposta esperada nunca aconteceu.

Pelo menos não na escala necessária –nem na indústria (culpa do câmbio, em parte), nem na infraestrutura (culpa do intervencionismo da Dilma, alega-se).

O fato de não ter acontecido impõe uma revisão do keynesianismo que descuidou do câmbio como o padeiro descuida do fermento e da lenha no forno.

Mas não basta.

E dificilmente teria bastado sem que se tivesse providenciado –até para tornar viável a maxidesvalorização competitiva—  aquilo que continua a faltar.

Falta a ferramenta política dotada de discernimento claro sobre a engrenagem a  afrontar.

O capitalismo quanto mais dá certo, mais dá errado.

Seu próprio movimento de expansão espreme e estreita o alicerce social do qual, paradoxalmente, extrai sua valorização. Por isso sobra capital e o consumo de luxo explode, enquanto a sociedade carece de investimento e a demanda patina.

O nome da crise, portanto, não é Dilma, ou voluntarismo ‘lulopetista’, como quer o sociólogo da dependência desfrutável.

O nome da crise é a dominância financeira que exacerbou mecânica da riqueza que não reparte.

Não existe mágica: o antídoto  é a coordenação política da economia pela democracia social.

Isso não exime o PT da delicada travessia de autocrítica.

Ou como exortou Marco Aurélio Garcia: ‘é  preciso, urgentemente, retornar às raízes históricas’.

Acrescente-se, porém: o retorno só terá sucesso ao lado de outras forças e movimentos, sem os quais será muito improvável reunir o fôlego necessário para chegar onde é preciso. No tempo curto tempo que resta.

O MARXISMO DE NIETZSCHE COMO RESPEITO AO TRABALHADOR

nietzscheO filósofo Nietzsche embora seja um iconoclasta, um dissecador das veias pútridas dos ressentidos, das más consciências, dos ascéticos, afetos que tornam a vida reativa que exalta, corrompidamente, o niilismo, é tido por alguns indivíduos que se tomam por marxistas como um visível burguês que não colocou seu pensamento como análise das lutas de classes para, com isso, revelar a máscara cruel do capitalismo. Puro desconhecimento do que é o filosofar, e, mais ainda, desconhecimento do filósofo da vontade de potência.

Para entender, sem preconceito (preconceito é um falso entendimento, visto trata-se de um entendimento antecipado sobre uma ideia ou objeto que não passou pelo exame da crítica), o que vai ser apresentado nesse texto, são necessárias algumas considerações históricas-cronológicas sobre os dois filósofo Marx e Nietzsche. E por que não Freud?

Marx nasceu no ano de 1818 e cosmofizou-se em 1883. Nietzsche nasceu em 1844 e cosmofizou-se em 1900. O que significa que mesmo com a diferença de idades, os dois vivenciaram e aturam sobre o século XIX. Quando Nietzsche nasceu, Marx tinha 26 anos, entretanto foram contemporâneos não só cronologicamente, como também historicamente, já que experimentaram as mudanças políticas na Europa, como, também, as econômicas com a industrialização. Uma nova fase econômica da história. Significa dizer que eles foram conteúdos, formas e expressões da história.

Um breve adendo sobre Freud. O criador da Psicanálise nasceu em 1856 e cosmofizou-se em 1939, mas aí são outras considerações, embora Freud tenha se relacionado com Nietzsche, principalmente, através do fator rebelde: Lou Salomé, a quem o filósofo de Zaratustra amava, contribuiu para mostrar quem é a burguesia.

Freud analisou somente indivíduos da classe burguesa. Foi através do inconsciente dela que ele apresentou a terceira ferida narcísica da humanidade: o homem é um ser assombroso. Sua moral, superego-social, é apenas uma forma de esconder o quanto é perigoso, incestuoso, perverso, destruidor, irracional e incivilizado. Mas, Freud, não acreditava no comunismo como forma de felicidade. Ele era fóbico e pessimista, ao contrário de Nietzsche e Marx que eram otimistas e crentes da liberdade humana, sem ser demasiada humana. Para ele, na luta entre Tânatos, morte, e Eros, amor, a vitória final seria de Tânatos.

Freud também não foi entendido por alguns marxistas, como é o caso de Lenin. O que lhe poderia ter ajudado muito na luta pelo fortalecimento na construção do socialismo, se tivesse estudado Freud, visto que o autor do Moises e o Monoteísmo mostrou a alma do burguês. Um perigoso delírio paranoico cheio de culpa, inveja e sede de vingança. Semelhante à forma como vem se mostrando os detratores dos governos populares de Lula e Dilma.   

Na segunda parte da obra de Nietzsche, Humano Demasiado Humano – Um Livro para Espíritos Livres -, o filósofo do Anticristo, mostra aos seus detratores o quanto era marxista e o quanto entendia a força de trabalho do trabalhador. Nietzsche faz uma imbatível defesa da importância do trabalhador na construção de uma sociedade mais inteligente e exigente. Para quem é um atento estudioso, o texto do filósofo de Aurora, é uma síntese do que é a sociedade de consumo tão bem apresentada pelo filósofo nietzschiano, Jean Baudrillard, A Sociedade de consumo.

O texto é o aforismo 280 que só o seu título já mostra o quanto Nietzsche é u  profundo e respeitoso marxista: Mais Respeito Pelos Que Sabem!

“Na concorrência que sofrem o trabalho e os vendedores, o público tornou-se o juiz do produto do trabalho: mais não tem saber profissional, julgando conforme a aparência de qualidade. Em consequência a arte da aparência (e talvez o gosto) deverá crescer, sob o império da competição, e, por outro lado, a qualidade dos produtos todos deverá cair. Portanto, desde que a razão não perca seu valor, em algum momento se acabará essa competição e um novo princípio triunfará sobre ela. Apenas o mestre fabricante deveria julgar a obra, e o público dependeria da confiança na pessoa do julgador na pessoa de sua probidade. Logo, nada de trabalho anônimo! Pelo menos, um especialista deveria figurar como avalista dele e dar o seu nome como penhor, quando falta ou não tem ressonância o nome do autor. O baixo preço de uma obra é, para o leigo, outra forma de engano, pois apenas a durabilidade determina se e até que ponto uma coisa é barata; mas ela é de avaliação difícil e, para o leigo, impossível. – Ou seja, o que impressiona a vista e custa pouco é o que agora predomina – e, naturalmente, isso será o produto da máquina. Por sua vez, a máquina, isto é, a causa da maior rapidez e facilidade na produção, também favorece o tipo mais vendável: de outro modo não se faz um ganho mais rendável com ela; seria muito pouco utilizada e ficaria frequentemente parada. Mas, como disse, é o publico que determina o que é mais vendável: tem de ser o que mais engana, ou seja, o que parece bom e também parece barato. Logo, também no âmbito do trabalho nosso lema deve ser: “Mais respeito pelos que sabem!”.

PROFESSORES DO ENSINO PÚBLICO MUNICIPAL DE FLORIANÓPOLIS FAZEM MANIFESTAÇÃO PELOS SEUS DIREITOS

assembleiasintrasem18052015Em entrevista, o prefeito de Florianópolis Cesar Souza Junior, do PSD, fez uma afirmação que é totalmente contrária do que vivenciam e sentem os professores do ensino público municipal.

“Educação é o setor que nos orgulha e que nos desafia”, afirmou orgulhoso o prefeito.

Diferente do prefeito, os professores do ensino público municipal não têm com que se orgulhar diante da situação em que se encontram. Por isso, decidiram realizar uma manifestação como luta por seus direitos que, segundo eles, não estão sendo cumpridos pela Secretaria de Educação Municipal de Florianópolis.

IMG-20150522-WA0015 IMG-20150522-WA0016Na manifestação os professores exigem que a prefeitura, através da Secretaria de Educação, cumpra sua obrigação que é um direito trabalhista de todos os funcionários públicos. O pagamento da data base.

Entretanto, não se trata de um caso isolado de reivindicação que ocorre somente na capital de Florianópolis. No Paraná, em São Paulo, no Pará, no Amazonas os professores fazem as mesmas reivindicações em relação à data base.

E há nesses estados um signo que é muito preocupante para os professores: esses estados são governados por membros de partidos de direita. Portanto, reacionários. Os três primeiros pelo partido da burguesia-ignara-parasita, PSDB. Assim, como a prefeitura de Manaus que é administrada (?) pelo prefeito Arthur Neto, PSDB. Aquele que quando senador ameaçou surrar Lula. Em Manaus, os professores reivindicam o pagamento da data base e do Fundeb.

IMG-20150522-WA0020 IMG-20150522-WA0021No fim de sua entrevista o prefeito Cesar Souza Junior fez uma previsão otimista sobre sua gestão.

“O ano de 2015 é um ano para trabalhar muito, fazer as coisas funcionarem”, profetizou o prefeito.

O que pretendem os professores em relação à educação: que o prefeito trabalhe para que as coisas da educação funcionem.

Trabalhadores do transporte também vão parar no dia 29

Paralisações serão contra a terceirização sem limites, as Medidas Provisórias 664 e 665 e o ajuste fiscal.

Luiz Carvalho e Vanessa Ramos, do portal da CUT

Lideranças sindicais do ramo de transporte da capital paulista, interior e Baixada Santista confirmaram a participação nas mobilizações de 29 de maio, Dia Nacional de Paralisação.

A confirmação foi feita durante reunião realizada nesta sexta-feira (22) com representantes da CUT, CTB, Intersindical, Conlutas,  Nova Central, UGT e CSB e parceiros do movimento social.

Os trabalhadores vão à  luta no dia 29 contra o projeto de terceirização sem limites, aprovado na Câmara dos Deputados como Projeto de Lei 4330 e que agora tramita no Senado como PLC 30, as Medidas Provisórias 664 e 665, que restringem o acesso ao abono salarial, auxílio-doença e seguro-desemprego e o ajuste fiscal.

Além dos condutores e rodoviários, os metroviários de São Paulo estão com greve marcada para começar no dia 27. A categoria fará uma assembleia no dia 26 para definir as ações no dia de luta. Também em 27 de maio, os movimentos sociais se reunirão para organizar ações em todo o estado de São Paulo.

“O dia 29 será a resposta da classe trabalhadora para o conjunto de projetos no Congresso Nacional que retiram direitos da classe trabalhadora, o principal deles, o agora PLC 30/2.15, que acaba com a carteira de trabalho. Com o envolvimento dos nossos sindicatos de base essa será a quinta e maior manifestação nacional que faremos em 2015”, destacou Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT.

Segundo Nobre, caso Executivo, Câmara e Senado insistam no ataque aos direitos trabalhistas, as centrais sindicais que defendem a classe trabalhadora organizarão uma greve geral no país.

“Estamos num momento da vida do país em que os direitos precisam ser ampliados e não retirados e esse já é um entendimento de toda a sociedade brasileira. Por isso, voltaremos a nos reunir no dia 3 de junho para avaliar nossos atos e definir uma nova ação de massa, com possibilidade de greve geral, dependendo de como o Congresso se comportar”, definiu.

O presidente da CUT São Paulo, Adi dos Santos Lima, destacou que a luta contra o ajuste fiscal – uma das principais bandeiras do dia 29 – afetará diretamente os trabalhadores do setor industrial. “As medidas do governo retraem o mercado de trabalho, basta ver o desemprego que está acontecendo na indústria. Esse é um setor onde têm os melhores salários e empregos. Isso significa menos renda na economia, menos consumo e menos produção. Já passamos por isso e sabemos que não é o caminho”.

Terceirização na prática – O diretor Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba, Marcílio Jesus Garcia, falou sobre como a terceirização afeta a categoria e citou o caso da Coca-Cola, que demitiu 217 trabalhadores em fevereiro de 2014 para contratar terceirizados por menores salários.

“Os motoristas que ganhavam R$ 2.085 ficaram sem emprego, a empresa contratou terceirizados que ganhavam R$ 1.280 e uma cesta básica e ainda mudou para Itu (distante 30 km) para fugir da nossa base territorial e impedir a atuação do sindicato”, afirmou.

DILMA SE ENCONTRA COM MEMBROS DO 21° GRITO DA TERRA E REAFIRMA OS PROGRAMAS MINHA CASA, MINHA VIDA RURAL E OS QUINTAIS PRODUTIVOS

bbc443be-66c0-44b5-be12-33893b10c7adNa comemoração do 21° Grito da Terra que tem como tema Desenvolvimento Rural Sustentável com Garantia de Direitos e Soberania Alimentar, líderes dos movimentos de defesa da terra e suas produções, compareceram ao Palácio do Planalto para uma reunião com a presidenta Dilma Vana Rousseff com o objetivo de apresentarem suas reivindicações. Entre as representações se fizeram presentes a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), e o Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR). Também se fizeram presentes por parte do governo federal os ministros Patrus Ananias, do Desenvolvimento Agrário; Manuel Dias, do Trabalho; e Miguel Rosseto, Secretário Geral da Presidência.

Durante a reunião, a presidenta Dilma reafirmou os compromissos do governo com os trabalhadores rurais. Falou sobre a expansão dos programas de seu governo como Minha Casa, Minha Vida Rural e os Quintais Produtivos, onde estão incluídos também o fortalecimento da agricultura familiar até 2018, cursos técnicos através do Pronatec e estímulo para que os jovens permaneçam no campo. Segundo Dilma, o governo está comprometido com a reforma agrária e a expansão da agricultura familiar.

O Minha Casa, Minha Vida Rural, de acordo com a Caixa Econômica Federal, em 2014, realizou 180 mil contratações de unidades educacionais e terá continuidade mesmo com o ajuste fiscal. Por sua vez, a criação e estímulo ao programa Quintais Produtivos persegue o objetivo de aumentar a capacidade produtiva e, como também, aumentar a renda dos pequenos produtores rurais.

“O governo está comprometido com uma reforma agrária pacífica, democrática e efetiva para o país e pretende fortalecer essa reforma agrária por meio do desenvolvimento e a expansão da agricultura familiar” afirmou Dilma.

Para Alberto Broch, presidente da Contag, o encontro serviu para reafirmar o compromisso do governo com os representantes da terra produtiva. O programa de assistência técnica afirmado pelo governo que deverá ser lançado nos próximos meses é uma comprovação dos resultados das reivindicações feitas pelas entidades, assim como o pacto federativo para comercialização de produtos de pequenos produtores rurais.

“Isso será um grande avanço para o setor”, disse Alberto Broch.

A principais ações do governo referente às reivindicações dos produtores rurais serão lançadas no Plano Safra 2015-2016 que será apresentado no dia 15 de junho.

Quem se atreverá a dar um ‘rolezinho’ no shopping de Eduardo Cunha?

Os planos da Câmara de transformar sua sede em shopping center exacerbam a já promíscua proximidade entre a política e o poder econômico.

Najla Passos

Parte do pacote de ajuste fiscal do governo, a Medida Provisória 668/15, aprovada nesta semana pelos deputados não apenas aumenta a tributação dos produtos estrangeiros, mas permite que o legislativo, tal como já o faz o executivo, passe a celebrar parcerias público-privadas, as polêmicas PPPs que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, quer usar para transformar a chamada “casa do povo” em um megaempreendimento empresarial: uma espécie de shopping center explorado pelo setor privado, com lojas, restaurantes e estacionamento pago.

O acordo entre as lideranças das bancadas dos partidos políticos era que o texto da matéria fosse colocado em votação e, caso fosse aprovado, os pontos polêmicos fossem discutidos por meio de destaques. E um dos mais polêmicos deles era justamente o que retirava do texto do governo o artigo 3, que permitiria a celebração das parcerias público-privadas. Como é comum no parlamento, cada partido se responsabilizou pela redação de um destaque.  E pelo acordo firmado antecipadamente entre os líderes, coube ao PSOL a formulação daquele que, se aprovado, colocaria por terra as pretensões ditas privatistas de Cunha.

Acontece que o destaque é uma ferramenta legislativa facultada pelo regimento da casa apenas aos partidos que possuem bancada superior a cinco membros, critério a que o PSOL deixou de atender poucos minutos antes de fechar o acordo com os líderes. É que o partido anunciara, no momento anterior, a expulsão dos seus quadros do Cabo Daciolo (RJ), acusado de descumprir diretrizes ideológicas da sigla.  Com isso, o PSOL passou a ter apenas quatro deputados e perdeu o direito não só a apresentar destaques, como também a ostentar uma liderança e a se pronunciar em todas as sessões ordinárias e extraordinárias.

Na ocasião do acordo, Cunha não fez nenhuma objeção à formulação do destaque pelo PSOL. Mas na hora da votação, anunciou que ele seria desconsiderado e sequer submetido à apreciação do plenário. A manobra foi rechaçada por partidos da base e da oposição.  Após muita polêmica, Cunha cedeu e decidiu colocar o destaque para apreciação do plenário na sessão desta quinta (21), desde que outro partido se responsabilizasse por apresentá-la.

O tema dominou a maior parte do tempo de discussão dos destaques apresentados à medida provisória. Líder do governo, o deputado José Guimarães (PT-CE) se posicionou favorável à matéria. “Se a Câmara aprovar essa PPP, caberá à mesa discutir qual é a parceria, dando transparência. Se o presidente fizer isso, não temos como ser contra”, justificou.

O primeiro-secretário da Casa, deputado Beto Mansur (PRB-SP), ressaltou que a medida foi incluída na MP do ajuste fiscal para dar agilidade e segurança jurídica para a Câmara escolher a melhor proposta entre as cinco já apresentadas. Ele é um dos maiores defensores da construção do “shopping-câmara” que, como costuma dizer, será uma nova atração turística para Brasília.

Ex-líder e agora representante do PSOL, o deputado Chico Alencar defendeu que se a Câmara não tem os recursos necessários para viabilizar as reformas necessárias ao seu espaço físico, deve ir fazendo-as aos poucos. “Há fronteiras que têm de ser estabelecidos; não pode haver essa aproximação de empresas da instalação do Poder Público. Se não temos recursos, vamos operar aos poucos, dentro da austeridade”, propôs.

A deputada Luciana Santos (PCdoB-PE) criticou o fato do tema PPPs ter sido introduzido de forma enviesada em uma medida provisória que trata de assunto completamente diverso, como o é o aumento da taxação de tributos dos produtos importados. “O PCdoB não é contra parcerias público-privadas, mas é preciso que se reconheça a infelicidade de se colocar um tema que, embora seja importante, foi colocado de maneira atravessada”, avaliou.

Critica similar fez o líder do PSDB, Carlos Sampaio. “PPP não tem nada a ver com MP de aumento de imposto e isso abre um precedente de aprovação de matéria estranha por que é de interesse da Casa”, apontou. Já o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), atacou o mérito da proposta. “Isso não existe em nenhum lugar do mundo. Da noite para o dia, teremos o poder legislativo cedendo espaço público para ser explorado pela iniciativa privada e nós seremos usuários e inquilinos desta propriedade privada dentro do parlamento brasileiro.”

Quando finalmente foi a votação, Cunha saiu vitorioso: foram 273 votos favoráveis às PPPs do legislativo, 184 contrários e sete abstenções. A matéria agora segue para apreciação do Senado, único espaço que ainda pode ser barrada, já que tem o apoio do governo Dilma, que a incluiu no texto da Medida Provisória que compõe o pacote de ajuste fiscal. Mas a iniciativa é muito mais aceita pela oposição do que pelos parlamentares da esquerda mais ideológica, que consideram as PPPs uma estratégia disfarçada de privatização do espaço público.

Os planos da Câmara de transformar sua sede em shopping center, por exemplo, exacerba a já promíscua proximidade entre a política e o poder econômico. Pelo edital publicado no início deste mês, a proposta é construir três novos prédios e reformar um dos quatro já existentes, resultando em um total de 332 mil metros quadrados de área construída.

*Com informações da Agência Câmara

PARA AS DIREITAS AUMENTAREM OS FLUXOS BILIARES DE ÓDIO. O BRASIL REDUZIU AS DESIGUALDADES. DIZ RELATÓRIO DA OCDE

image_largeTodo bem suscita, nos invejosos, dores terríveis físicas e psíquicas. Por isso, todo invejoso é desesperadamente um sofredor. Como é sabido pela maioria da sociedade brasileira, às direitas odeiam e invejam os governos populares criados por Lula e continuados por Dilma. Para isso, basta ouvir, se conseguir, os pronunciamentos de Fernando Henrique, Aécio, as Mídias, entre outras desesperadas biliosas.

Agora, imaginem como devem se encontrar as direitas diante da divulgação do Relatório da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) ocorrida em Paris, que afirma que o Brasil, como país emergente, conseguiu reduzir as desigualdades sociais?

De acordo com o relatório, o Brasil tem um coeficiente de 0,56, menor que o apresentado na década de 90 que foi de 0, 60, pior momento da sociedade brasileira que deixou de fazer história, visto se encontrar sob a ineficácia administrativa de Fernando Henrique.

Para entender essa boa realidade para o povo brasileiro, deve-se levar em conta o que o coeficiente Gini diz. Gini é o índice usado para medir a desigualdade de renda de uma nação. Um país é mais desigual quando seu índice se aproxima de 1. E é menos desigual quando seu índice se apresenta de 0.

Breve e real comparação para sociedade compreender com concretude como os desgovernos de Fernando Henrique fizeram mal ao povo brasileiro. O índice atual do Brasil de 0,56 o aproxima mais ao fim das desigualdades sociais. E o 0,60 dos desgovernos de Fernando Henrique levavam o Brasil para o pior índice: 1.

 Enquanto isso, Christine Lagarde, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), fundo que Fernando Henrique colocou o Brasil de joelhos diante dele com pires na mão, em vista ao Brasil, propriamente ao Rio de Janeiro, afirmou que o Bolsa Família é “um fato histórico”. Tudo bem que se trata de uma agente do FMI, o que para os governos populares, desperta o ‘desconfiômetro’, mas para acirrar a bílis invejosa das direitas, vale.

E essas direitas delirantes alucinadas ainda querem, por todas as forças, voltar a destruir o país. Quando se sabe que essa marola de querer atingir os governos populares é projeção invejosa e odiosa de quem não tem dimensão política para governar um país como Brasil. E mais, ainda permitir a corrupção correr frouxa sem querer combate-la. E agora quer se passar, diante dos incautos e tendenciosos, como honestas e talentosas.

Só indigente sensorial e cognitivo acredita.

DILMA ANUNCIA HOJE O CONTINGENCIAMENTO DO ORÇAMENTO GERAL DA UNIÃO E DIZ QUE NÃO VAI PARALISAR O GOVERNO

image_large (1)Evitando comentar o valor de gastos para 2015, e afirmando, ao mesmo tempo, que não será nem tão grande nem tão pequeno, a presidenta Dilma Vana Rousseff, hoje, dia 22, anunciará ao povo brasileiro o contingenciamento do Orçamento Geral da União. Embora a presidenta não tenha ainda afirmado qual será o corte, entretanto, o ministro da Fazenda Joaquim Levy, já falou que ficará entre R$ 80 bilhões e R$ 70 bilhões.

Na entrevista que concedeu, a presidenta afirmou que o contingenciamento do Orçamento Geral da União para o ano de 2015 não vai paralisar o governo e que o governo fará uma boa economia para o país voltar a crescer.

“Tem gente que acha que o contingenciamento de verbas vai ser pequeno. Não vai. Vai ser um e aí eu dou o conceito, não o número: nem tão grande que não seja necessário, nem tão pequeno que não seja efetivo, que não provoque nada. Ele tem que ser absolutamente adequado.

Nenhum contingenciamento paralisa governo, o governo gasta menos em algumas coisas. É isso que acontece, é como em uma casa, quando a pessoa faz economia, ela não paralisa a casa, ela faz economia. Nós vamos fazer uma boa economia para que o país possa crescer e possa ter sustentabilidade no crescimento”, afirmou Dilma.

NOVO MARCO LEGAL DA BIODIVERSIDADE É SANCIONADO POR DILMA

f9fb2778-f87c-4fd4-b831-122faee75c9eEm cerimônia no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Vana Rousseff sancionou, com vetos, a lei que regulamenta o novo Marco Legal da Biodiversidade. Significa o acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado. A nova lei substitui a medida provisória que se encontra em vigor desde o ano de 2001 e que era motivo de oposição da indústria e da comunidade científica. Rescaldo inoperante do desgoverno Fernando Henrique.

A nova lei regulamenta o acesso aos recursos da biodiversidade por pesquisadores e a indústria, além de regulamentar os direitos dos povos tradicionais à repartição dos benefícios pelo uso de seus conhecimentos da natureza, e cria um fundo específico para esse pagamento.

Para ministra Izabella Teixeira, do Meio Ambiente os vetos executados pela presidenta Dilma, na nova lei do Marco Legal da Biodiversidade foram “vetos pontuais e não descaracterizam o espírito da nova lei”.

A nova lei vai permitir o avanço do Brasil na inovação da área de biotecnologia, observou Dilma.

“Conseguimos elaborar uma lei que combina nossa capacidade de desenvolver, de incluir as pessoas nesse desenvolvimento e gerar inovação a partir de pesquisa em ciência e tecnologia. Estamos garantindo que haja um ambiente favorável, amigável para que pessoas que têm o conhecimento tradicional tenham o direito a uma participação, recebam o royalty; estamos garantindo que pesquisadores não tenham limites para pesquisar; e estamos garantindo que empresas possam, sem conflitos e sem atribulações ou contestação, utilizar esse conhecimento.

Esse processo integra quase 300 povos e comunidades tradicionais, o que mostra, por parte do Brasil, uma grande capacidade de desenvolver-se sem deixar sua população para trás, sem fazer que sua população seja excluída disso. Eles vão ser respeitados, eles vão participar do processo de decisão. Enquanto o produto estiver sendo comercializado, gerando valor, eles continuarão recebendo”, observou Dilma.

Para a ministra Izabella Teixeira, a nova lei vai impulsionar o Brasil à ratificação do Protocolo de Nagoya, Convenção da Diversidade Biológica (CDB).

“Deve proporcionar uma nova interlocução a respeito da aplicação da CDB no Brasil, concluímos o arcabouço jurídico de aplicação da convenção. Espero que a gente possa agora, nesse novo patamar de consolidação e de entendimento, dialogar com o Congresso Nacional para a ratificação do Protocolo de Nagoya”, opinou a ministra.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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