Arquivo para 26 de maio de 2015

DEPUTADO JORGE SOLLA MOSTRA AS TRAMAS FEITAS PARA QUE NÃO SEJA VOTADA A PROIBIÇÃO DO FINANCIAMENTO PRIVADO DE CAMPANHA

IMAGEM_NOTICIA_5É simples de entender a trama, mas impossível aceita-la. Há mais de um ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) estava julgando a ação de inconstitucionalidade do financiamento privado de campanha a candidatos que fora apresentado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O placar contra o financiamento privado estava com 6 votos e 1 a favor quando o ministro, símbolo e realidade das direitas, Gilmar Mendes que foi indicado por Fernando Henrique para o STF e é seu amigo, pediu vista. Depois desse pedido de vista ele nunca mais foi visto dando seu parecer sobre o pedido da OAB.

Gilmar Mendes tem afirmado que ele encontra-se esperando que o Congresso Nacional apresente o modelo de eleitoral.

“Temos que saber antes, e o Congresso Nacional estar discutindo, qual é o modelo eleitoral, para saber qual o modelo de financiamento adequado”, disse o ministro direitista.

Há dois meses passados, o deputado federal do Partido dos Trabalhadores da Bahia, Jorge Solla, protocolou no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) uma representação pedindo esclarecimento sobre o ato de Gilmar Mendes que paralisou a ação da OAB. A Corregedoria do CNJ afirmou que não há como exercer pressão sobre o ministro por causa da hierarquia. Com a posição do ministro, junta-se também a posição do reacionário e processado presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha que já afirmou que é favorável o financiamento privado de campanha. Uma posição própria de quem acredita que democracia é criar facilidade para a prática da corrupção, já que o financiamento privado de campanha é uma forma de corrupção oficializada. Mas, como muito do que é oficial não serve á sociedade, cabe ao povo brasileiro tomar a decisão e atuar para que a reforma política seja votada dentro dos princípios democráticos: uma sociedade igualitária.

Diante dessa crua e cruel realidade política-eleitoral, o deputado Jorge Solla tenta mudar, ainda que penosamente, visto a força irracional dominante, o quadro juntamente com outros parlamentares que se posicionam contra a ameaça de uma falsa reforma política. A trama se mostra também na decisão que foi tomada por Eduardo Cunha de não votar o relatório da comissão da reforma política, do deputado Marcelo Castro (PMDB/PI) na reunião que fora marcada, mas sim no plenário. Segundo Jorge Solla, uma decisão que avilta a comissão que foi criada pela mesa diretora.

“É um absurdo atropelar a comissão especial criada por proposta da própria mesa diretora, como o presidente da Casa Eduardo Cunha quer.

Do ponto de vista do STF tudo continua como dantes no quartel de Abrantes. Ou seja, os ministros do Supremo não têm de responder a ninguém, nem ao CNJ, nem a Corregedoria. O Judiciário não responde à presidência da República, ao presidente do Congresso, não existe nenhuma instância que possa avaliar, fiscalizar e exercer controle.

Não é à toa que o processo está sobrestado no Supremo, esperando o Congresso votar.

Concorde-se ou não coma opinião dele, do ministro Mendes, sentar em cima do processo, impedir que o Supremo se posicione, no mento em que não há ainda uma definição do Congresso, é completamente inadequado, no mínimo.

Se a sociedade não consegue corrigir essa situação, vai continuar convivendo com escândalos de corrupção frequentes. É da natureza do financiamento privado-empresarial. A empresa não vota, não tem partido, não tem ideologia, ela quer ter lucro”, observou o deputado Solla.

O deputado Jorge Solla comete um forte equívoco quando afirma que empresa-privada não tem ideologia. Empresa tem ideologia. E sua ideologia é a capitalista. Por isso, a perseguição paranoica do lucro máximo e os parlamentares que defendem o financiamento privado de campanha são também sujeitos-sujeitados da ideologia capitalista. Portanto, seus espíritos são clivados pelos códigos da ideologia capitalista. O que lhes fazem defensores desses valores. E em consequência, defensores da corrupção que é uma das expressões da moral capitalista.

ATENÇÃO ESTUDANTES! AS INSCRIÇÕES PARA PARTICIPAR DO ENEM JÁ SE ENCONTRAM ABERTAS.

4c7dc354-be53-4fa0-9485-cae7ac420fb4Começaram ontem, dia 25, as inscrições para os estudantes-candidatos que desejam participar do concurso do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) cujas provas serão realizadas nos dias 24 e 25 de outubro em 1,7 municípios em todo o Brasil. As inscrições vão até as 23h49, do dia 5 de junho.

O Enem é um exame que avalia estudantes que terminaram o ensino médio ou estão em fase de conclusão não importando quais sejam as idades deles. Para participar do exame os estudantes devem realizar suas inscrições na página eletrônica do Enem. Se algum estudante que ainda não tenha terminado o ensino médio, mas encontra-se interessado em participar do exame como “treineiro” pode participar, só que não poderá usar sua aprovação para ingressar no ensino superior. É apenas um treino.

O preço da inscrição é de R$ 63 para os candidatos que não estudaram em ensino público e não apresentaram documento de carência. Para conseguir um documento de carência o estudante-candidato deve solicitar ao Ministério de Educação que avaliará sua situação. Para conseguir a carência o estudante-candidato deve ter uma renda familiar por pessoa igual ou inferior a um salário mínimo e meio e que tenham estudado o ensino médio em escola pública ou em escola privada com bolsa integral.

Durante o ato da inscrição o estudante-candidato, caso necessite, deve pedir atendimento especializado ou específico. Encontram-se na situação de atendimento especializado o estudante com baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, auditiva, surdez, deficiência intelectual, surdocegueira, déficit de atenção, dislexia, autismo, discalculia ou qualquer condição especial. O atendimento específico é para os estudantes-candidatos idosos, estudantes em classes hospitalar, lactantes, gestantes e sabatistas.

Por sua vez, os estudantes-candidatos travestis e transexuais, podem pedir o direito de usa seus nomes sociais. Tudo pela internet. Não esquecer, o pedido deve ser feito entre os dias 16 e 26 de junhos.

Vamos nessa, moçada! O Brasil precisa de seus saberes e engajamentos para construir uma democracia real que impossibilite a construção de um Congresso Nacional tão reacionário e antidemocrático como que hoje imobiliza a sociedade brasileira.    

Vamos nessa, moçada! Viver só com sabedoria e compromisso político!

O nome da crise

O nome da crise não é Dilma; é dominância financeira: como bloquear a república dos acionistas? Em que mesa negociar com os depósitos em paraísos fiscais?

por: Saul Leblon

Exceto em regimes escravocratas, quando o subalterno não dispunha sequer da própria vida, a distância entre ricos e pobres nunca foi tão pronunciada na trajetória da humanidade.

Assiste-se a  uma desconexão bruta,  física e estrutural entre os extremos. A exploração do trabalho continua a vigorar como a ponte entre os dois mundos, porém não mais explícita no confronto entre a figura do patrão e a do assalariado.

As margens nem mesmo se enxergam mais.

Onde fica a sede da entidade ubíqua chamada fuga de capitais?

Em que rodovia é possível erguer uma barreira contra a república dos acionistas?

Em que mesa negociar a pauta de reivindicações aos depósitos em paraísos fiscais?

O poder do capital se camuflou em circuitos inefáveis e sem rosto.

A um toque de botão é capaz de desencadear ordens de compra e venda que podem esfarelar o comando de um governo; reduzir uma nação a uma montanha desordenada de impossibilidades.

A história das nações, em certa medida, foi sequestrada pela campainha dos pregões; a abertura e o fechamento dos mercados de câmbio emitem pronunciamentos diários em cadeia mundial, como uma junta militar  dissimulada em cifrões.

Nunca como hoje a luta pela vida digna remeteu tão linearmente ao controle do poder de Estado.

Único interlocutor capaz de dialogar com o ectoplasma da riqueza sem rosto, o Estado, ele próprio, foi quase integralmente capturado em suas entranhas pelos mercados.

Sem um vigoroso aggiornamento da democracia participativa nem mesmo ele é páreo para os interditos dos mercados.

A bonança recente do ciclo de commodities ofereceu ao Brasil uma década trufada por excedentes que ampliaram a  margem de manobra do governo e amorteceram a percepção dessa polaridade extrema.

Os governos do PT souberam aproveitar o atalho para promover avanços indiscutíveis na perversão social criada pelo capitalismo brasileiro. Dobraram a aposta nessa via durante a crise deflagrada pela desordem neoliberal, em 2008.

Os dados são conhecidos. Embora o dever de ofício midiático se esmere em  negá-los, o fato é que todo o vapor da caldeira conservadora hoje se concentra em desmontar aquilo que seus porta-vozes desmentem ter ocorrido.

Dê-se a isso o nome técnico que for. O que se mira é a regressão das conquistas sociais, salariais e políticas dos últimos doze anos.

As palavras do ministro Marco Aurélio Garcia no encontro estadual do PT, neste sábado, sintetizam as consequências deste epílogo conturbado: ‘Tenho absoluta convicção de que encerramos um ciclo importante da nossa história”, afirmou. “Vivíamos um momento de ganha-ganha. Todos podiam ganhar, os trabalhadores, os pobres, as classes médias, até os industriais e banqueiros. Havia um reordenamento da economia brasileira que permitia que todos ganhassem’.

‘Acabou’, advertiu o ministro para reverberar a gravidade do imperativo com uma assertiva não menos categórica: ‘As classes dominantes estão em clara ruptura conosco e, se não tomarmos cuidado, parte da nossa base social histórica também estará. O PT precisa urgentemente retornar a seus compromissos históricos’.

A chance dessa travessia não diz respeito apenas ao PT, no qual Marco Aurélio pontua a simbologia de todo o campo progressista.

Ela depende, na verdade   –como tem insistido Carta Maior— da convergência de uma frente ampla dotada de força capaz de obter o consentimento majoritário da sociedade para um projeto que ordene o passo seguinte do desenvolvimento brasileiro.

A falsificação dessa travessia em ligeirezas e amenidades que se satisfazem em fulanizar problemas e soluções reflete a ansiedade diante das provas cruciais.

Mas o gigantismo dos interesses a afrontar não pode ser subestimado pela boa intenção das soluções simplistas.

A muralha a vencer demanda a consciência materializada em amplo engajamento social. Não se trata de defenestrar Levy ou Cunha.

Trata-se de sobrepor uma hegemonia a outra, cuja dominância nunca foi tão entranhada e, ao mesmo tempo, dissimulada, fluida, ardilosa e, sempre que necessário, virulenta e golpista.

Um passo necessário dessa construção consiste em dar um nome ao invisível. Implica ao mesmo tempo proceder à ruptura com aquilo que na clarividente síntese de Marco Aurélio Garcia ‘acabou’.

O nome da crise é a riqueza que não reparte.

Não apenas o patrimônio acumulado.

Mas sobretudo as estruturas que a realimentam e a protegem com salvaguardas inoxidáveis.

Qualquer coisa menos que isso será insuficiente para evitar o rebote do lixo da história para o qual Marco Aurélio adverte. E o que é suficiente  excede em muito a capacidade da iniciativa unilateral de qualquer força isolada.

A riqueza que não reparte é ontologicamente avessa à construção de um destino compartilhado, exceto se  induzida a isso por uma força de coordenação assentada em ampla legitimidade social e democrática.

Por mais que dissimule o rosto da sabotagem, seu rastro planetário deixa as marcas da soberba autorreferente que se avoca igualmente apátrida e autorregulável.

Uma pegada sugestiva que atiça a prontidão das consciências é o consumo de luxo.

Ele atingirá US$ 3 trilhões  no planeta este ano.

Os vips brasileiros são reconhecidos em Paris ou em Miami como um dos mais lucrativos braços desse nicho nababesco.

Jatinhos, iates, mansões, jóias, arte, rejuvenescimento estético, turismo de experiências únicas abastecem as gôndolas globais do supermercado seleto.

Seu tíquete de compra anual equivale ao PIB da Alemanha, a quarta maior potência econômica do mundo, informa o jornal El País.

Não é que pareça excessivo, é que estamos de fato no reino do descabido. Do socialmente nefasto.

Apenas 85 membros desse bunker, os mais ricos entre os muito ricos, segundo a respeitada Oxfam (http://www.oxfam.org.uk/ ) têm um patrimônio de US$ 1,7 trilhão.

Um pecúlio equivalente ao da metade mais pobre da humanidade formada por 3,5 bilhões de homens, mulheres, jovens, idosos e crianças.

Para quem acha que o consumo anual de U$ 3 trilhões é over, a Oxfam avisa: se abrirmos um pouco mais o foco para abranger o famoso 1% carimbado pelos ‘occupy’, vamos nos deparar com um patrimônio de US$ 110 trilhões.

Quase duas vezes o PIB anual do planeta.

Seus detentores podem queimar US$ 3 trilhões por ano sem pestanejar.

Embala-os a certeza de que aplicações financeiras em praças generosas – a do Brasil paga os juros reais mais elevados do globo—cuidarão de regenerar seus portfólios, mantendo-os mais lucrativos do que  qualquer destinação produtiva do dinheiro –como mostrou Thomas Pikety.

O elo entre essa certeza e o resto da humanidade é um fosso que só faz crescer e agora abre fendas desconcertantes mesmo nas nações mais ricas.

Dados recentes da insuspeita OCDE mostram que entre seus 34  países membros a parcela dos 10% mais ricos detém hoje 50% da riqueza; os 40% mais pobres ficam com apenas a 3% dela.

A contrapartida chocante é que em apenas quatro anos da crise mundial, de 2007 a 2011, a população que subsiste abaixo da linha de pobreza aumentou de 1% para 9,4% nesse mosaico.

Uma exceção à tendência regressiva planetária , diz  o relatório  divulgado na semana passada, chama-se  América Latina e Caribe.

A desigualdade aí, que era um elemento da natureza, deixou de sê-lo desde o final dos anos 90, quando passou a cair.

O Brasil, cujo piso salarial registrou um aumento real de 70% desde 2003, é a principal estrela dessa dissonância.

O país apostou que um esforço de distribuição de renda— conciliador em relação aos detentores da riqueza, graças ao excedente conjuntural propiciado pelo boom das commodities— permitiria desencadear um ciclo de crescimento mais rápido e sustentável.

Esse, o modelo que acabou, como adverte Marco Aurélio Garcia.

Desequilíbrios macroeconômicos reais, como o câmbio valorizado, que asfixiou a indústria pela avalanche das importações, explicam parte do colapso.

A resistência à desordem neoliberal, por sua vez, exauriu recursos públicos que se esgotaram antes que a crise iniciada em 2008 desse lugar a um novo ciclo de crescimento.

O conjunto explica em grande arte os impasses da economia e da democracia nos dias que correm.

Mas não explica tudo.

Quem vê no capitalismo apenas   um sistema econômico, e não a dominação política intrínseca à encarnação financeira atual, subestima aspectos cruciais da encruzilhada brasileira.

Corre o risco de subestimar, também, a contagem regressiva alertada no apelo de Marco Aurélio Garcia ao retorno às raízes históricas do PT.

Ademais dos percalços macroeconômicos, a verdade é que foi a incipiente   tentativa petista de deslocar o capital parasitário para a produção que acendeu o estopim do confronto em marcha.

A espoleta acendeu a ira de interesses que tomaram gosto pelo vício de ganhar sem agregar riqueza à nação, nem se submeter aos compromissos com o bem comum da sociedade.

Disso não abdicarão facilmente, como tampouco renunciarão ao fastígio do  luxo em favor da parcimônia.

Ao contrário do que aconteceu no caso das cadeias industriais, o Brasil atingiu o estado das artes nessa matéria.

A coagulação rentista de uma elite perfeitamente integrada aos circuitos da alta finança, amesquinhou a democracia brasileira, privando-a de instrumentos para dar à riqueza a sua finalidade social.

A regressividade inerente a esse processo está promovendo uma mutação individualista acelerada nas relações sociais, a exemplo do que se passa no resto mundo.

O locaute do capital na frente do investimentos –repita-se, ademais dos gargalos macroeconômicos–  é o sintoma desse esgarçamento profundo entre um pedaço da riqueza e o destino coletivo da sociedade.

A greve do capital contra a ‘Dilma intervencionista’ começou aí quando a taxa de juro real foi comprimida a um piso histórico de 3,3% (no segundo governo FHC ela ficou em 18,5%,por exemplo;  foi de 11,7% no segundo Lula).

O governo pode ter cometido tropeços nessa ousada operação de desbloquear a avenida do investimento removendo a barreira do juro alto, para induzir o fluxo à atividade produtiva.

Mas talvez o maior deles tenha sido subestimar a musculatura política necessária para deslocar interesses descomunais  situados do outro lado da pista.

Sem o discernimento engajado da sociedade para enfrentar a riqueza que não reparte, a façanha estava fadada a tropeçar na assimetria das forças em confronto.

A fixação da Selic, a taxa básica de juro da economia, é a ordem unida da coalizão rentista

É daí que o mercado parte para colonizar o cálculo econômico de todos os  demais setores, alinhando-os aos padrões de retorno da ganância sem termo.

Vale a pena conhecer um pouco a amplitude dessa contaminação.

Em entrevista ao jornal Valor, o economista francês Pierre Salama  apontou  um desdobramento dessa irradiação: a explosão dos dividendos que se transformou, ela também, em um obstáculo ao investimento produtivo.

Pressionados a entregar fatias crescentes do lucro aos acionistas, os ‘managers’ corporativos o fazem  em detrimento da retenção de  lucro  para investimento.

A observação de Salama desvela uma dimensão pouco discutida da desindustrialização brasileira.

Ela explicaria, em parte também, segundo ele, ‘os efeitos indiretos sobre a primarização da economia’.

Outra consequência  igualmente corrosiva destacada pelo economista: ‘Se você não tem uma melhora no nível da produtividade porque não tem uma taxa de investimento importante, a única maneira de ser mais competitivo é forçando a queda do salário direto e  indireto’, diz .

Como?

Desmontando direitos  sociais dos trabalhadores –‘o custo Brasil’, ora sob fogo cerrado.

Salama encerrou a entrevista como se desse uma aula de alternativas consequentes ao receituário ortodoxo agora  vendido como fatalidade.

É forçoso coibir a ‘financeirização’, sentenciou para indicar duas vias matriciais: a) adotar um desassombrado controle de capitais e b) prmover uma reforma tributária que faça o rentista pagar mais impostos –inclusive os acionistas, isentos num Brasil que corta recursos da educação para equilibrar o orçamento fiscal.

O mesmo se dá na esfera global.

A desregulação dos mercados financeiros delegou ao sistema bancário internacional o poder supranacional de mobilizar e transferir riquezas, manipular e sabotar moedas.

Tudo blindado pela cumplicidade nem sempre passiva das agências de risco e dos organismos multilaterais.

É dessa usina que se originam os números obscenos do consumo de luxo, as cifras estonteantes dos depósitos em paraísos fiscais –onde a clientela  brasileira detém a quarta maior riqueza depositada–  e os valores desconcertantes de capitais ociosos, num mundo carente de investimento e  empregos.

Uma das maiores fontes de pressão pela elevação da taxa de juro nos EUA parte dos  detentores da riqueza sedentária.

Desde a crise de 2008 ela se debate confinada entre o baixo retorno e a elevada liquidez (o juro norte-americano oscila entre zero e negativa desde 2008 e o Fed injetou US$ 1,5 trilhão no mercado para salvar o capitalismo dele mesmo).

O cavalo financeiro escoiceia a estrebaria acanhada exigindo de volta o pasto gordo e indiviso.

Bancos e por consequência seus acionistas veem suas margens naufragarem, afogados em depósitos sem alternativa de aplicação lucrativa.

No primeiro trimestre deste ano os depósitos totais no Morgan, por exemplo, subiram para US$ 1,3 trilhão nos EUA  (aumento de US$ 4,5 bilhões em relação a dezembro de 2014); os do Wells Fargo somaram US$ 1,2 trilhão; aumento de US$ 28 bilhões no mesmo período. No circuito dos bancos sombra, onde impera o vale tudo em busca de retornos graúdos, há um tsunami de US$ 75 trilhões em ativos, segundo o Financial Stability Board.

A pergunta é: se a roleta do cassino travou, por que o aluvião  não migra então para o investimento produtivo?

Pela simples e dura razão de que a superprodução de capitais é a contraface  indissociável da escassez de demanda gerada pela precarização do trabalho no bojo da financeirização de toda a economia.

São realidades univitelinas, e se devoram no ventre do capitalismo desregulado.

Desse xeque-mate intrínseco à própria dominância financeira da época a sociedade não se livrará pela lógica de mercado.

O PT  tentou um caminho intermediário.

Ao incentivar keynesianamente a demanda  — e ensaiar  uma fugaz redução da taxa de juro em 2013–   impôs uma coordenação light, confiante na regeneração do capital rentista em alavanca produtiva.

Enquanto o lubrificante da alta das commodities amaciou o conflito, a tentativa foi tolerada.

Mas a verdade é que a resposta esperada nunca aconteceu.

Pelo menos não na escala necessária –nem na indústria (culpa do câmbio, em parte), nem na infraestrutura (culpa do intervencionismo da Dilma, alega-se).

O fato de não ter acontecido impõe uma revisão do keynesianismo que descuidou do câmbio como o padeiro descuida do fermento e da lenha no forno.

Mas não basta.

E dificilmente teria bastado sem que se tivesse providenciado –até para tornar viável a maxidesvalorização competitiva—  aquilo que continua a faltar.

Falta a ferramenta política dotada de discernimento claro sobre a engrenagem a  afrontar.

O capitalismo quanto mais dá certo, mais dá errado.

Seu próprio movimento de expansão espreme e estreita o alicerce social do qual, paradoxalmente, extrai sua valorização. Por isso sobra capital e o consumo de luxo explode, enquanto a sociedade carece de investimento e a demanda patina.

O nome da crise, portanto, não é Dilma, ou voluntarismo ‘lulopetista’, como quer o sociólogo da dependência desfrutável.

O nome da crise é a dominância financeira que exacerbou mecânica da riqueza que não reparte.

Não existe mágica: o antídoto  é a coordenação política da economia pela democracia social.

Isso não exime o PT da delicada travessia de autocrítica.

Ou como exortou Marco Aurélio Garcia: ‘é  preciso, urgentemente, retornar às raízes históricas’.

Acrescente-se, porém: o retorno só terá sucesso ao lado de outras forças e movimentos, sem os quais será muito improvável reunir o fôlego necessário para chegar onde é preciso. No tempo curto tempo que resta.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

esquizofia.wordpress.com

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

_________________________________

BLOG PÚBLICO

Propaganda Gratuita

Você que quer comprar entre outros produtos terçado, prego, enxada, faca, sandália, correia, pé de cabra ou bola de caititu vá na CASA UYRAPURU, onde os preços são um chuchu. Rua Barão de São Domingos, nº30, Centro, Tel 3658-6169

Pão Quente e Outras Guloseimas no caminho do Tancredo.
PANIFICADORA SERPAN (Rua José Romão, 139 - Tancredo Neves - Fone: 92-8159-5830)

Fique Frio! Sabor e Refrescância!
DEGUST GULA (Avenida Bispo Pedro Massa, Cidade Nova, núcleo 5, na Rua ao lado do DB CIdade Nova.Todos os dias).

O Almoço em Família.
BAR DA NAZA OU CASA DA VAL (Comendador Clementino, próximo à Japurá, de Segunda a Sábado).

Num Passo de Mágica: transforme seu sapato velho em um lindo sapato novo!
SAPATEIRO CÂNDIDO (Calçada da Comendador Clementino, próximo ao Grupo Escolar Ribeiro da Cunha).

A Confluência das Torcidas!
CHURRASQUINHO DO LUÍS TUCUNARÉ (Japurá, entre a Silva Ramos e a Comendador Clementino).

Só o Peixe Sabe se é Novo e do Rio que Saiu. Confira esta voz na...
BARRACA DO LEGUELÉ (na Feira móvel da Prefeitura)

Preocupado com o desempenho, a memória e a inteligência? Tu és? Toma o guaraná que não é lenda. O natural de Maués!
LIGA PRA MADALENA!!! (0 XX 92 3542-1482)

Decepcionado com seus desenganos? Ponha fé nos seus planos! Fale com:
PAI GEOVANO DE OXAGUIÃ (Rua Belforroxo, S/N - Jorge Teixeira IV) (3682-5727 / 9154-5877).

Quem tem fé naõ é um qualquer! Consultas::
PAI JOEL DE OGUM (9155-3632 ou paijoeldeogum@yahoo.com.br).

Belém tá no teu plano? Então liga pro Germano!
GERMANO MAGHELA - TAXISTA - ÁGUIA RADIOTAXI - (91-8151-1464 ou 0800 280 1999).

E você que gostaria de divulgar aqui seu evento, comércio, terreiro, time de futebol, procurar namorado(a), receita de comida, telefone de contato, animal encontrado, convites diversos, marocagens, contacte: afinsophiaitin@yahoo.com.br

Outras Comunalidades

   

Categorias

Arquivos

Blog Stats

  • 4.245.515 hits

Páginas

Arquivos