Arquivo para 19 de junho de 2015

ESTUDO MOSTRA QUE EDUCAÇÃO NOS ASSENTAMENTOS DE REGORMA AGRÁRIA PERMITE A FIXAÇÃO DAS FAMÍLIAS NO INTERIOR

960c6890-e1bb-4fe9-8824-bf879347db32Uma das causas que obrigam famílias inteiras deixarem suas terras para tentarem a cruel sorte de sobreviverem – na verdade, sub-viverem – nas capitais está relacionada ao abandono que as cidades do interior sofrem por parte das falsas autoridades que não criam politicas capazes de fazerem com que essas famílias permaneçam em suas terras de forma digna. Principalmente, através da educação e o trabalho.

Pois foi a educação que o professor da Unesp Bernardo Mançano Fernandes, apresentou como fator imprescindível para fixação das famílias no interior na segunda Pesquisa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA) da qual ele foi o coordenador e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA)lançou para todo o Brasil. O estudo apresenta um diagnóstico de todos os estados do Brasil onde ocorreram assentamentos e que a educação passou a ser o princípio real para a fixação das famílias no campo. Esse quadro só pode ser esboçado e tornado real porque os movimentos sindicais e sociais lutaram pela escolarização dos trabalhadores assentados.

 “O que a pesquisa do Pronera mostra é que nós conseguimos introduzir esse novo paradigma desde o fundamental até a pós-graduação. O resultado das análises das produções que nós vimos é que, no Brasil, a educação no campo é voltada ao desenvolvimento dessas famílias para que possam viver em suas comunidades.

A pesquisa mostrou que nosso trabalho atingiu somente 10% da população total da agricultura camponesa que existe no Brasil. Portanto, nós ainda temos um desafio enorme pela frente, que é ampliar o projeto que é para atingir os outros 90%”, observou o professor Bernardo Fernandes.

A coordenadora nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e membro da Comissão Pedagógica Nacional do Pronera, Antônia Vanderlúcia de Oliveira lembrou como foi a luta para realizar esse quadro.

“Eu lembro muito bem que em 1999, rodamos muito pelo Brasil, batendo de universidade a universidade que pudessem fazer parceria com o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária, e todas as universidades fecharam as portas. Mas, hoje, através do Pronera, o muro que era cercado, ao qual não tínhamos acesso, agora podemos ingressar.

O Pronera nasceu em 1998, em 13 anos, atingiu todas as unidades da Federação. Chegou em todos os estados do Brasil, se relacionou com a maior parte das universidades federais, estaduais e privadas. Foram desenvolvidos cursos em todos os níveis, ou seja, desde o fundamental até o superior, e foi além dos assentamentos da reforma agrária, pois o Pronera acabou atuando nos territórios da cidadania e rurais.

Os cursos são em período de alternância, e têm sido um fator importante para provarmos que a questão da pedagogia tem sido fundamental. Porque quando trazemos esse princípio para o Pronera, é para que os jovens não se distanciem no tempo de estudo da sua família, e isso temos observado através da pesquisa”, explicou Antônia Oliveira.

Cursos presenciais ou à distância, oferecidos pelo Pronera:

  • Administração.
  • Agroecologia.
  • Agronomia.
  • Direito Fundiário e Ambiental.
  • Territórios onde atuarão os jovens diplomados:
  • Associações.
  • Cooperativas.
  • Escolas.
  • Produção de alimentos.

Uma breve lembrança dos fatores que fizeram com que o Pronera, em 1999, não fosse tido como importante para a educação dos assentados e que não foram citados pela coordenadora Antônia Oliveira.

Em 1999, o Brasil era desgovernado pela segunda vez por Fernando Henrique, que conseguiu sua reeleição em um ato de violência contra a Constituição: compra de deputados para mudar as regras da eleição presidencial. Como já ficou pontuado na parte negativa da história do Brasil, os desgovernos de Fernando Henrique não tiveram qualquer atuação considerável em relação à educação. As universidades estavam sucateadas e quase paradas, os professores e funcionários viviam em constantes greves que não foram jamais ouvidas por ele. Nessa perversa realidade, o Pronera não podia florescer.

Daí que o Pronera, em seus 13 anos, confirma que ele só foi impulsionado nos governos populares de Lula e Dilma.

PAPA CHICO APRESENTA ENCÍCLICA AMBIENATAL QUE PEDE RESPONSABILIDADE DE TODOS PARA CULTIVAR E PROTEGER O JARDIM

image_previewO papa Francisco, conhecido na intimidade religiosa-comprometida como papa Chico – apresentou a Encíclica Ambiental que afirma que a destruição do planeta afeta mais os pobres, e que os avanços tecnológicos não evitaram essa destruição, embora tenham sido apresentados como sendo em benefício de todos.

O papa Chico pediu que o documento fosse recebido pela população como de “acordo com a doutrina social da igreja”. É a primeira vez na história do Vaticano que um papa produz um documento sobre questões ambientas. No Parágrafo 16 do documento pode-se confirma essa posição inovadora do papa.

“A relação íntima entre os pobres e a fragilidade do planeta, a convicção de que tudo está estreitamente interligado no mundo, a crítica do paradigma que deriva da tecnologia, a busca de outras maneiras de entender a economia e o progresso, o valor próprio de cada criatura, o sentido humano da ecologia, a grave responsabilidade da política, a cultura do descartável e a proposta de um novo estilo de vida são os eixos dessa encíclica, inspirada na sensibilidade ecológica de São Francisco de Assis”.

A encíclica tem uma meta política: tocar, mesmo que seja de leve, a Conferência Sobre o Clima que ocorrerá em Paris no mês de Dezembro.

O papa Chico sabe das coisas, por isso vai, como Van Gogh, limando pacientemente o muro que obstrui a vida passar suavemente.

MEMORIAL DA RESISTÊNCIA DE SÃO PAULO – ERIC NEPOMUCENO E AMEMÓRIA DE TODOS NÓS

SÁBADO RESISTENTE

Dia 20 de junho, das 14h às 17h30

 

Eric Nepomuceno e A memória de todos nós

O Sábado Resistente que fecha o outono terá a apresentação do livro “A memória de todos nós”, de Eric Nepomuceno, que conversará com o público sobre o impacto dos golpes de Estado e das ditaduras na América do Sul entre as décadas de 1950 e 1990.

Em “A memória de todos nós”, o autor narra histórias passadas na Argentina, no Chile e Uruguai que ilustram os Anos de Chumbo na América Latina.

Jornalista, tradutor e contista, Nepomuceno apresenta, ainda, o programa Sangue Latino. A série, criada e dirigida por Felipe Nepomuceno, é exibida semanalmente no Canal Brasil desde 2010. Nela, entrevista nomes de destaque da cultura latino-americana e espanhola. Nas cinco temporadas já exibidas, foram entrevistados personagens de destaque da luta pela Verdade, Memória e Justiça, como Adolfo Perez Esquivel, Horacio Verbtsky, Eduardo Galeano, Estela de Carlotto, Márcia Scantlebury e Macarena Gelman – a neta do poeta Juan Gelman apropriada pela ditadura argentina após seus pais serem assassinados na prisão, que ele conseguiu encontrar e a quem foi restituída a verdadeira identidade quase 30 anos depois. As três últimas são também personagens de “A memória de todos nós”.

Como tradutor, Nepomuceno verteu para o português obras do escritor colombiano Gabriel García Márquez, do argentino Júlio Cortázar e dos uruguaios Juan Carlos Onetti e Eduardo Galeano. Como jornalista, escreve regularmente para o diário Página 12, de Buenos Aires, além de jornais da Espanha e do México.

Ganhador de três prêmios Jabuti, Eric Nepomuceno é autor de Memórias de um setembro na praça; Quarenta dólares e outras histórias; Hemingway na Espanha; A palavra nunca; Quarta-feira; Coisas do mundo; Antologia pessoal; e do livro de não ficção O massacre: Eldorado do Carajás – uma historia da impunidade.

A atividade é gratuita e não é necessário se inscrever.

PROGRAMAÇÃO

14h – Boas vindas / Coordenação

Aureli Alcantara (Memorial da Resistência de São Paulo)

Milton Bellintani (Núcleo de Preservação da Memória Política)

14h15 – Apresentação do livro “A memória de todos nós”, por Eric Nepomuceno

15h30 – Conversa com o público

Eric Nepomuceno (jornalista, tradutor e contista, autor de “A memória de todos nós” e de outros sete livros)

Os Sábados Resistentes, promovidos pelo Memorial da Resistência de São Paulo e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, são um espaço de discussão entre militantes das causas libertárias, de ontem e de hoje, pesquisadores, estudantes e todos os interessados no debate sobre as lutas contra a repressão, em especial à resistência ao regime civil-militar implantado com o golpe de Estado de 1964. Os Sábados Resistentes têm como objetivo maior o aprofundamento dos conceitos de Liberdade, Igualdade e Democracia, fundamentais ao Ser Humano.

Informações à imprensa:

Memorial da Resistência de São Paulo

Kátia Felipini Neves – (11) 3335.4996 kneves@memorialdaresistenciasp.org.br

Secretaria de Estado da Cultura

Jamille Menezes – (11) 3339-8243 – jmferreira@sp.gov.br


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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