Arquivo para julho \31\-04:00 2015

DILMA SE REÚNE COM GOVERNADORES PARA ANALISAR O QUADRO ECONÔMICO, TRAÇAR METAS E DUSCUTIR PROPOSTASQUE BENEFICIEM A POPULAÇÃO

17542343A presidenta Dilma Vana Roussef reuniu com os governadores dos estados brasileiros para analisar a situação econômica do país e traçar metas e propostas para beneficiar a população. A presidenta iniciou a reunião mostrando os fatores responsáveis pela queda na arrecadação e na redução das receitas nos estados e na União. Segundo a presidenta, a queda no preço das commodities e o aumento do dólar influenciaram nos preços e na inflação. Ela também frisou os contingenciamentos que o governo foi obrigado a realizar com o objetivo de levar o Brasil novamente ao crescimento e geração de empregos. Falou da importância de estabelecer parcerias, enfrentar problemas juntos e cooperações.

“Esse Brasil passou a exigir muito dos governos, das empresas, dos hospitais, das escolas, da polícia, da Justiça e de si mesmo. Nesse novo Brasil nenhum governante pode se acomodar. Muita coisa sabemos que precisa melhorar, principalmente porque sabemos que nosso povo está sofrendo, e quando sabemos isso, muita coisa tem que melhorar.

Nós devemos cooperar cada vez mais, independentemente de nossas afinidades políticas. A cooperação federativa é uma exigência constitucional, uma exigência da forma como nós organizamos o Estado e a sociedade brasileira. Nós também devemos respeitar a democracia, devemos somar forças e trabalhar para melhor atender a população.

Nós temos a humildade para receber críticas e sugestões e temos todo interesse na cooperação. Eu queria dizer aos senhores que eu, pessoalmente, sei suportar pressão e até injustiça. Isso é algo que qualquer governante tem que se capacitar e saber que faz parte de sua atuação

Eu tenho o ouvido aberto e também o coração para saber que o Brasil se desenvolveu e não se acomoda. É aquele Brasil que não se satisfaz com pouco, que sempre quer mais. É esse o Brasil que nós queremos cada vez mais, desenvolvido, crescendo cada vez mais.

Tudo isso não é desculpa para ninguém: é o fato de nós, como governantes, não podemos nos dar o luxo de ignorar a realidade. Fomos obrigados, diante dos fatos, a promover o reequilíbrio do Orçamento. Estamos fazendo esforço grande.

Não nego as dificuldades, mas afirmo que o governo federal tem todas as condições de enfrentar as dificuldades, os desafios, e em prazo bem mais curto de que alguns pensam, assistir à retomada da economia brasileira.

Queremos construir parcerias em novo ciclo de desenvolvimento. O governo federal e os governadores têm um grande patrimônio em comum: fomos eleitos em um processo democrático bastante amplo no país.

Todos nós temos deveres em relação à democracia, ao voto democrático popular. Fomos eleitos na última e maior mobilização democrática e, nessas eleições, assumimos compromissos perante o país e nossos eleitores. Esses compromissos expressos no plano de governo dão um quadro que temos de desenvolver com todas as ações, iniciativas e projetos, realizando esses compromissos no horizonte, no marco e ao logo de nosso período de governo de quatro anos – até 2018!”, discursou Dilma.

Um até 2018 que deixou as direitas mais biliosas, já que elas em seus delírios golpistas acreditam que vão colocar Dilma para fora do governo eleito pela maioria do povo brasileiro.

Dilma é uma mulher insigne, tem grandeza, superioridade, é possível que algum curtidor desejasse que ele dissesse: “Até 2018, com Lula eleito novamente presidente do Brasil!”

Embora ela não tenha proferido tal desejo, mas é isso que os democratas querem para enfraquecer o ódio e a invejas das direitas que conspiram continuamente contra a democracia.

‘MORAL DA GANGUE’ É COMO ADJETIVA OS ADVOGADOS DE JÚLIO CAMARGO OS MEMBROS DA CPI DA PETROBRÁS INFLUENCIADA POR EDUARDO CUNHA

images-cms-image-000448539Desde que o consultor Júlio Camargo afirmou em delação premiada que entregou na mão de Eduardo Cunha (PMDB/RJ), presidente da Câmara Federal a ‘irrisória’ quantia de US$ 5 milhões de propina, o simulador da moral parlamentar nunca mais foi o mesmo. Apesar de ter dezenas de processos nas robustas costas.

Depois da divulgação do achaque realizado por ele para agasalhar os dólares, o ‘santo’ da moralina, tem feito de tudo para mudar o real, apesar de o real só fingir ser mudado pela fantasia. Ameaçou o governo Dilma, brigou com semelhantes, destrambelhou com a destrambelhada imprensa, entre outras atuações de que se confirma no olho do furacão. E um de seus ataques é Júlio Camargo. Eduardo Cunha que de todas as formas que a delação sega anulada. Ou seja, mudar o real para o irreal, que vinha prevalecendo, prevaleça.

Diante das ameaças os advogados de Júlio Camargo divulgaram nota mostrando o que Eduardo Cunha tem provocado contra seu cliente. Entre os recursos ameaçantes, que eles chamam de ‘moral da gangue’, encontra-se o uso da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobrás como forma de ameaça ao cliente e os parentes dele.

Para evidenciar mais ainda as ameaças, um jornal de São Paulo publicou que Eduardo Cunha tem interferido na CPI da Petrobrás para que seus membros façam pressão sobre Júlio Camargo. Como era de se esperar, ele nega.

Leia as declarações no documento dos advogados

“As reações dos investigados contra o colaborador ocorrem em várias instâncias informais, que vão desde a maledicência à calúnia descarada e formais com uso da Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobrás para desencorajar e desacreditar a colaboração prestada por Camargo, está em vigo a ‘moral da gangue’ que acredita por triunfar pela vingança, intimidação e corrupção.

Ameaçam o Poder Judiciário e o colaborador com ‘um troco’ cientes do poder econômico e político que desfrutam deixam no ar um lembrete – “Hoje investigado, amanhã faço a lei, basta ver o que a CPI tem tomado uma série de medidas para desmoralizar a investigação, convocando familiares de colaboradores e pedindo a quebra de seus sigilos bancários e fiscais além de medidas de coação contra Delegados Federais a lógica da gangue continua vigorando: intimidação e corrupção”, diz o documento.

PARA O ECONOMISTA MÁRCIO POCHMANN OS DETENTORES DO CAPITAL E ALGUNS CONGRESSISTAS NÂO QUEREM CONTRIBUIR PARA RESOLVER OS PROBLEMAS ECONÔMICOS E SOCIAIS

images_cms-image-000448353Como qualquer ingênuo político, ou mesmo analfabeto político, sabe os problemas econômicos e sociais de uma sociedade além de não ser produto exclusivo dessa sociedade também não podem ser resolvidos somente pelos governos, já que os governos apenas administram as coisas públicas. Eles não produzem economia, a não ser, quando é o caso, quando esses países também administram empresas estatais, como no caso do Brasil, a Petrobrás.

Nesse sentido quando um país experimenta momentos de angústias econômicas e sociais, principalmente econômicas, cabe àqueles que são os responsáveis diretos pela produção de valores econômicos também se comprometerem nas buscas de soluções juntamente com os governos por trata-se de um tema de interesse claramente desse seguimento. O mesmo deve ocorrer com os representantes do Congresso Nacional pelos mesmos serem os responsáveis pelos interesses da população como fator político.

Todavia, não é essa consciência que predomina nos dois representantes que por motivos próprio de classes se afastam do comprometimento. O economista Márcio Pochmann fala sobre esse tema mostrando que os representantes do capital não pretendem participar da construção de solução ao negarem uma reforma tributária que obrigue esses representantes do capital a pagar mais impostos.

“A economia mundial continua extremamente frágil e o Brasil foi resistindo por mais tempo possível nessa tentativa das políticas anticíclicas. Só que isso acabou levando a uma incapacidade de o país continuar nesse rumo sem que fizesse reformas mais profundas, como é o caso de angariar recursos para o Estado através de uma reforma tributária que onerasse mais os ricos, os poderosos. E isso se tornou difícil e um problema político porque os que mandam no país não aceitam pagar mais impostos.

O país vive uma luta política em que o Estado tenta se organizar, mas há de certa maneira um bloqueio que vem dos ricos, que não aceitam fazer sua contribuição, e isso acaba sendo feito pelos mais pobres e pela parte produtiva e não financeira. O setor financeiro opera com taxa de juros extremamente elevada com ganhos extraordinários. Esse é o problema politico do Brasil, é como enfrentar aqueles que se protegem e que mandam no país, em um momento difícil em que a política tem ajudado muito pouco nesse enfrentamento.

O sofrimento da Nação hoje, principalmente os mais pobres, deve-se a ausência de uma maioria política que possa enxergar no país um outro caminho. Vamos lembrar, por exemplo, que o Brasil é um país em que 86% de sua população vivem nas cidades. Os problemas do país são urbanos, é o transporte, saúde e educação, no entanto, entre os eleitores em 2014, a maior bancada parlamentar é formada por ruralistas. Quer dizer, os que estão no Congresso representam interesses do campo e não das cidades. E os interesses das cidades não reverberam ou se transforma em iniciativas que possam ter encaminhamento pelo Legislativo”, analisou Márcio Pochmann.

LULA PROCESSA A ESCABROSA VEJA POR CALÚNIA E DIFAMAÇÃO

6628f7e9-d126-4350-9073-bee8baaf1e04Lula é um homem singular por essa singularidade incomum no meio por onde transita, atrai o que há de mais sórdido como forma de inveja e ódio. Sua singularidade serve para que os sórdidos tentem usá-la para auferir alguns lucros.

Por isso, as mídias escabrosas continuamente usam seu nome em falsas matérias para tentar lucrar sobre sua singularidade. Vai de Folha de São Paulo, passando pelo jornal Globo, Tv Globo, Estadão, Época, IstoÉ e Veja. Todas recorrem a seu nome em função de sua singularidade e popularidade.

Como odeiam e invejam Lula, forçam lucrar difamando, caluniando e mentindo. Assim, que mais uma vez a escabrosa Veja está sendo processada por calúnia e difamação em função de sua avidez lucrativa. Em fim de estágio, ela ao invés de lucrar vai ter que pagar Lula por mais um de seus atos sórdidos. Lula entrou com processo contra a escabrosa.

NOTA À IMPRENSA

Lula aciona a Justiça contra mentiras de VEJA

São Paulo, 29 de julho de 2015,

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou nesta quarta-feira (29) com ação judicial por reparação de danos morais contra os responsáveis pela matéria de capa da revista VEJA desta semana.

São alvos da ação Robson Bonin, Adriano Ceolin e Daniel Pereira, que assinam as reportagens de capa da edição 2.436, que chegou às bancas em 25 de julho passado, além do diretor de redação Eurípedes Alcântara.

“O texto é repugnante, pela forma como foi escrito e pela absoluta ausência de elementos que possam lhe dar suporte”, destacam os advogados de Lula na ação. A peça reafirma também que, de acordo com jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, “a liberdade de comunicação e de imprensa pressupõe a necessidade de o jornalista e/ou o veículo pautar-se pela verdade”.

A reportagem repete práticas comuns a VEJA: mente, faz acusações infundadas e sem provas, apresenta ilações como se fossem fatos, atribui falas e atos, não tem fontes e busca atacar, de todas as formas, a honra e a imagem do ex-presidente Lula.

DILMA LANÇA A PRIMEIRA FASE DO PRONATEC APRENDIZ COM 15 MIL VAGAS PARA QUALIFICAR JOVENS A PARTIR 14 ANOS

b429b81a-681b-427b-b965-bd062cbd4c58A presidenta Dilma Vana Rousseff lançou ontem, dia 28, o Pronatec Aprendiz na Micro e Pequena Empresa para jovens a partir dos 14 anos até 18 anos. São 15 mil vagas para jovens da rede pública e que se encontram em situação de vulnerabilidade social como os que se encontram em abrigos, resgatados do trabalho infantil, adolescentes egressos do cumprimento de medidas socioeducativas e com deficiências.

O Pronatec Aprendiz é um desdobramento do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) que tem parceria com a Secretaria da Micro e Pequena Empresa (SMPE), e os ministérios da Educação, do Desenvolvimento Social e do Trabalho e Emprego. O programa iniciará em 81 municípios escolhidos de acordo com o Mapa da Violência para possibilitar os jovens em vulnerabilidade a iniciarem rapidamente ao acesso ao programa.

O jovem, que vai cumprir 400 horas de aulas teóricas, vai experimentar a capacitação técnica e a inserção no mercado de trabalho com contrato de dois anos. Essa experiência vai ser registrada na carteira de trabalho e será garantida a cobertura da Previdência Social.

De acordo com o empregador o aprendiz deverá receber um salário-hora mínimo ou maior, recolher 2% total para o FGTS e 8% para INSS. Se ele for optante do Simples Nacional, a alíquota patronal será isenta. A Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica será responsável pela oferta dos cursos técnicos, pelas escolas técnicas estaduais e municipais do Sistema S, Sesi, Senai, Sebrae, Senar, Senac, Sest, Senat e Sescoop. Os cursos são custeados pelo governo federal.

O jovem interessado deve procurar o Centro de Referência e Assistência Social (Cras) onde poderá se inscrever e entrar em contato com a lista dos cursos oferecidos.

Durante o lançamento do programa, Dilma se posicionou sobre a aprovação da redução da maioridade penal.

“Onde não há Estado, parceria e organização empresarial, a tendência é que ações criminosas se desenvolvam mais e substituam as ações do Estado e da sociedade.

Temos que combater o uso de jovens pelo crime organizado, daí porque temos um critério para começar este programa, o critério é justamente áreas onde há maior grau de violência e portanto maior vulnerabilidade. Não podemos aceitar que o crime organizado substitua o Estado e a sociedade”, disse Dilma.

DILMA LANÇOU O SITE DIÁLOGO BRASIL QUE TEM COMO PRAXIS A PARTICIPAÇÃO DA SOCIEDADE EM TEMAS IMPORTANTES PARA O BRASIL

image_largeA presidenta Dilma Vana Rousseff que já faz uso da internet através do Face book e Twitter para conversar com a população, agora passou a usar outra ferramenta virtual: o site. A presidenta lançou ontem, dia 28, o site Diálogo Brasil cuja práxis torna participação da sociedade mais efetiva, visto que ela poderá opinar sobre os programas importantes para o país.

O novo canal de comunicação do governo federal Diálogo Brasil, vai 14 temas e 80 programas principais do governo. Já no Facebook o site apresenta questionamentos com os internautas como “O Samu é ambulância de pobres?” “A prova do Enem deve ser digital?” “Bolsa Família é ‘dar o peixe’?” Mais de 2,2 mil internautas curtiram a página.

Como o site é um endereço “para que a população proponha melhorias nas políticas públicas e nas vidas dos brasileiros”, em novembro o governo vai responder as três propostas mais apoiada de cada programa.

Você que é um democrata e sabe que em uma democracia a população é quem realiza o regime político que serve a todos e não, exclusivamente, os partidos políticos e as instituições, entre no processual dialógico com o Brasil dando sua opinião. Se você não se tornar sujeito-histórico os brutos e indigentes políticos, como os que aprovaram a redução da maioridade penal e a terceirização vão transformar o Brasil é uma fabulação teratogênica que irá assombrar a maior parte da sociedade brasileira

HADDAD DIZ QUE A DIREITA COM O PODER ECONÔMICO QUE TEM ERA PARA NÃO PERDER ELEIÇÃO, PERDE PORQUE SÃO RUINS E SEU LÍDER, AÉCIO, É VISTO COMO PATÉTICO

image_largeO prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT) em entrevista fez várias observações sobre sua gestão, a aceitação das políticas por grande parte da população, as negações e a posição reacionária da elite e da mídia de mercado que durante os três anos vem cotidianamente tentando desmoralizar e diminuir a importância de seus governo popular que beneficia também a classe média.

Haddad também opinou como pode ser a atmosfera política nas eleições do ano que vem para a prefeitura. Segundo ele, predominará o debate das ideias. E se ocorrer, como é esperado, o maior partido de oposição, PSDB – Aécio afirmou que era o maior partido de oposição ao Brasil -, que tem o poder econômico ao seu lado, vai sentir dificuldade no debate, visto que não tem projeto e seu representante mais exposto atualmente, Aécio Cunha, é visto porte da população como uma figura patética.

“Ainda existe espaço de autonomia no debate de questões locais. Em 2012 fizeram coincidir o julgamento do mensalão durante os 45 dias do programa eleitoral gratuito na TV. Às vésperas do primeiro turno, o Jornal Nacional levou ao ar um especial que durou uns 18 minutos para praticamente proferir a sentença de um julgamento que não havia ocorrido ainda. Mesmo com tudo isso, conseguimos levar um debate na cidade, que passou também pela ética. Não fugimos disso, como não vamos fugir no ano que vem. E o fato é que tivemos êxito.

As pessoas costumam dizer que São Paulo é uma cidade conservadora e eu sempre respondo: é uma cidade onde atuam forças conservadoras. Nunca dou de barato que a cidade é conservadora, mesmo porque a gente ganha, às vezes. Isso significa que tem espaço para o jogo aqui. O que nós estamos vivendo hoje, na verdade começou a germinar há pelo menos dez anos. Desde a reeleição do Lula se cultiva um sentimento no subterrâneo da sociedade, inclusive contraditório com os índices de aprovação das próprias pesquisas. A popularidade do Lula não parava de subir, chegando a mais de 80%, o ruim e o péssimo chegaram a 4%. Nem assim se dava de barato que a Dilma seria eleita, por exemplo. AS chances eram boas, mas como é com 83% de aprovação ainda se podia ter dúvidas sobre a vitória?

A gente sabia que no subterrâneo da sociedade se travava outro tipo de disputa. Como naquela ocasião o debate socioeconômico estava vencido, a vitória estava dada no campo progressista, começaram a impor uma posição no campo do comportamento, da cultura, e não por outra razão que eles fizeram várias tentativas de criar uma animosidade sobre temas caros à esquerda. Perderam, mas tentaram.

Por exemplo, a questão da transferência de renda, a primeira tentativa foi tentar dizer que os pobres iam acabar se acomodando, que era um paternalismo, clientelismo. Quando na verdade é um programa anticlientelista, por ser universal, de superação da extrema pobreza no país, hoje vitrine no mundo inteiro. Mas houve uma tentativa da direita em desconstituir o Bolsa Família, tentando fazer com que a maioria da população não beneficiada se voltasse contra os beneficiários.

Então, não teve tema em que esses caras não tentaram colocara as camadas da sociedade uma contra as outras. Eles não tiveram êxito eleitoral, mas houve impacto. Essa ação de dez anos cultivando a intolerância tem efeito sobre a sociedade. Como disse o Umberto Eco, a internet é dar um microfone na mão de todo mundo, inclusive nas dos idiotas também. O que acaba acontecendo comisso é que se você conversar hoje com uma parte da juventude, ela está contaminada com discurso de intolerância. E mesmo nas camadas ascendentes que deveriam ser progressistas de um avanço maior no ponto de vista civilizatório, muitos estão refém desse discurso de intolerância.

Eles não poderiam perder uma eleição nunca om o poder econômico e político e midiático concentrado do jeito que é. Perdem porque são ruins. Observe o estão fazendo no plano nacional, estão se destruindo. O Aécio é visto hoje por muita gente boa como uma pessoa patética.

Mas vai ser um ano daqueles. Vão centrar muita força. Em 2012, o que eles fizeram quando perderam em São Paulo foi vergonhoso. Eles vão redobrar as energias para nos fazer perder em 2016 e selar o destino das próximas eleições presidenciais”, trechos da entrevista do prefeito de São Paulo Fernando Haddad.

O GOVERNO TEM DIFICULDADES, MAS DIVULGAR QUE ELE QUER DIÁLOGO COM FERNANDO HENRIQUE É VINGANÇA DE RESSENTIDO

dilma_lula_fhc_montagem1A ética da politica democrática mostra que governar é compor com todos como povo em forma de instituições, grupos político, movimentos sociais, ou seja, a população em geral. Assim, governar é não relativizar as práxis políticas. As práxis políticas, nesses corpos, dispõem de relações fundamentais em todos os momentos do governo em sua governamentalidade, como poderia dizer o filósofo Foucault.

Mas essa é uma perspectiva da ética política do governo em sua governamentalidade que quase sempre, dependendo do país, não atinge toda a sociedade. Há seguimentos que se escusam em compor com o governo, mesmo que sua negação seja atentatória a saúde politica da população do país.

Para esses segmentos o governo é o inimigo visceral que tanto bom ou ruim deve ser combatido. Não precisa registrar que o comportamento desses segmentos manifesta o quanto eles são indigentes políticos. Entraram na politica partidária apenas por que encontraram nela a possibilidade de sublimação de suas indigências políticas, o que Freud chama de benefício da doença. Aproveitar a doença para criar a ilusão da saúde.

No Brasil, a ética da politica democrática não serve para esses seguimentos, principalmente para os chamados partidos de oposição cujo ideal é mais vingança e ilusão do poder do que o espírito democrático de governar, como já foi mostrado pelos desgovernos de Fernando Henrique, do partido da burguesia-ignara, PSDB. Esse tipo de partido oposicionista tem apenas de democracia a abstração especulativa do governar. Nada como componente real. O que mostra sua história confere sua realidade em relação à governamentalidade democrática. Em nem um momento ele confirma simpatia cúmplice com a democracia constituída pelo espírito de brasilidade. Seu sentido democrático é alienígena.

Semana passada um pasquim retrógado que defendeu a ditadura publicou que Lula procurara Fernando Henrique para dialogar sobre as dificuldades do governo Dilma. Alguns membros do governo e do Partido dos Trabalhadores negaram, embora gente do governo tenha afirmado que o diálogo seria bom para o Brasil. Possivelmente alguém que não conhece Fernando Henrique escravo de sua ambição e vaidade.

Como o objetivo da mídia acéfala é criar dificuldades para o governo, o tema foi bem difundido ao ponto do Instituto Lula vir à pública e negar a afirmação do pasquim cúmplice da ditadura. Como já foi escrito nesse blog Afinsophia, Fernando Henrique não tem elementos democráticos para compor uma potência política. Seria indigência política acreditar que ele pode contribuir com grandeza politica quando não é traspassado por esse corpo que dignifica a política. Sem contar que a maioria da população brasileira não acredita nele. É o ex-presidente com o mais baixo índice de popularidade. Convidá-lo para um diálogo seria desprezar a ética política democrática e concedê-lo fantasma para iludir seu egocentrismo.

Entretanto, já foi revelado por que o pasquim cumplice da ditadura forjou o tema. Era para ele ser desdobrado pelos seus semelhantes como tema para atacar o governo e o PT. O fim da semana passada e o começo desta vêm apresentar articulistas amestrados postando textos contra o diálogo. Em tom de total ressentimento, ódio e vingança eles dizem que a oposição não tem que dialogar com o governo, porque o PT nunca quis se unir com os outros e que perseguiu o governo Fernando Henrique. E com a força que a bílis tem, afirmam que o governo que tente resolver o que ele mesmo criou. Dor cruel para os articulistas amestrados.

Com a névoa posta pelos próprios semelhantes, Fernando Henrique, profundamente iludido, fez pouse de quem é considerado necessário e afirmou que não quer diálogo nenhum com o governo. O diálogo dele é com o povo. E ainda articulistas, considerados de esquerda, concederam elementos para a névoa condenando a posição do príncipe sem trono afirmando que ele mostrou a arrogância. Não sabem quem é Fernando Henrique. Como diria o filósofo Nietzsche, não ultrapassaram Fernando Henrique para poderem falar sobre ele.

Carregado por seu afeto triste, simulado de segurança, ele afirmou que só dialoga com o povo. Aí o povo brasileiro pergunta: Que povo?

Editora Abril caminha para o fim

A editora que cedeu lugar ao mais pernicioso jornalismo de esgoto da história da imprensa brasileira está agonizando.

Luís Nassif – Jornal GGN (via Blog do Altamiro Borges)

Aumentam os rumores de que nos próximos dias a Editora Abril deverá entrar na Justiça com pedido de recuperação judicial.

Ingressa, assim, na penúltima fase da agonia um grupo que dominou o mercado editorial brasileiro nas últimas décadas.

Ao lado das Organizações Globo, a Abril foi o primeiro grupo editorial brasileiro a adotar o modelo dos grupos de mídia norte-americanos. Começou no país representando os quadrinhos da Disney e da Marvel. Depois, seguiu o modelo Time-Life, tendo como carros-chefes revistas que seguiam padrão similar: Veja, seguindo o estilo Time; Placar emulando o Sporteds Illustred, Exame copiando a Fortune e Quatro Rodas.

Defensora intransigente do modo de vida norte-americano, do primado da iniciativa privada, em várias fases de sua vida valeu-se da influência política para conquistar as benesses do poder.

Nos governos militares montou a Rede Quatro Rodas de Hotel contando com os benefícios fiscais criados por Delfim Netto. No governo Sarney, conseguiu concessões de TV a cabo. No governo Collor quase conseguiu o monopólio das Listas Telefônicas da Telerj, negociadas pelo então presidente Eduardo Cunha.

A Abril começou a se perder ainda nos anos 90, devido a sucessivos erros estratégicos. Liderada por Roberto Civita, montou um canal de TV, a MTV, entrou na TV a cabo, através da TV A, e saiu na frente com o segundo portal do país, o BOL.

O BOL acabou perdendo a iniciativa para a UOL devido a alguns erros estratégicos – a extrema lentidão em montar a rede de telefonia, na fase pré banda larga e em pretender ser a única provedora de conteúdo. Mas, principalmente, pelo boicote conduzido pelos executivos da área de impressos, preocupados em não perder posição no grupo.

A BOL acabou fundida com a UOL e Roberto Civita passado para trás por Luiz Frias, da UOL. Houve a fusão e a gestão da empresa ficou com o grupo Folha. Luiz acabou aliando-se aos portugueses da Portugal Telecom e montando um aumento de capital inesperado, avisando Civita só na véspera. Civita perdeu o controle compartilhado e, mais tarde, vendeu sua parte para a UOL, por uma fatia do valor que a empresa viria a ter no decorrer dos anos seguintes.

Junto com o velho Otávio Frias, ainda tentou juntar forças para adquirir metade da TV Bandeirantes. Acompanhei de perto essa história pois fui incumbido por Frias de fazer a ponte com João Saad, com quem tinha boas relações.

O caso Naspers

De tentativa em tentativa a Abril foi afundando. Ganhou algum fôlego quando aceitou a sociedade com o grupo sul-africano Naspers, em uma história mal contada. O grupo assumiu 30% do capital, máximo permitido pela legislação brasileira. Outros 20% foram adquiridos por duas holdings sediadas em Delaware, EUA, e representadas no Brasil pelo escritório Mattos-Filho. Mais tarde, quando a Abril vendeu a TV A para a Telefonica, as duas holdings desaparecem da sociedade.

Os anos 2.000 marcam o início da decadência final do grupo. Globalmente, a Internet vitimiza o segmento de revistas. Civita decide, então, importar o estilo Rupert Murdoch. Incorpora o linguajar agressivo da ultradireita, inaugurando o estilo com a campanha contra o desarmamento; passa a vender sua opinião de forma imprudente (como ocorreu com o banco Opportunity), alia-se à organização criminosa de Carlinhos Cachoeira, beneficiando-se da complacência do Ministério Público Federal, e tenta se valer do temor que infundia para se aventurar no mercado de livros didáticos e, mais à frente, de cursos didáticos.

A Abril da coleção Os Pensadores, da revista Realidade, da História da Música Popular e de outros feitos culturais, cede lugar ao mais pernicioso jornalismo de esgoto da história da imprensa brasileira.

Recorre ao discurso macarthista para tentar afastar concorrentes e impor suas publicações. Fecha contratos importantes tanto no MEC (Ministério da Educação) quanto com o governo de São Paulo.

Quando explode a bolha dos cursos universitários – no rastro do FIES (Fundo de Financiamento Estudantil) – sai imprudentemente à caça de cursos, com total falta de discernimento.

Liderado por um CEO megalomaníaco, a Abril se endivida, adquire cursos superavaliados que não lhe proporcionam retorno financeiro e acaba vendendo a Abril Educacional para um fundo de investimento. Não há indícios de que o dinheiro amealhado tenha sido utilizado para resgatar a Editora Abril do mar de dívidas em que se meteu.

Enquanto isto, o faturamento editorial despencava. Para preservar a publicidade de Veja, a editora recorre ao subterfúgio de turbinar a tiragem com promoções gratuitas, burlando as regras de auditoria do mercado publicitário.

Há quatro anos, o mercado trabalhava com uma hipótese de tiragem de 850 mil exemplares para a Veja, enquanto o IVC (Instituto Verificador de Circulação) apontava ainda mais inexistentes 1,2 milhão de exemplares. Esse fosso deve ter aumentado mais ainda, já que o IVC continua sustentando a tiragem de 1,2 milhão de exemplares.

De lá para cá possivelmente a tiragem caiu mais ainda, tornando mais custosa a operação de turbina-la com assinaturas gratuitas.

Gradativamente começa a se desfazer de seus principais títulos. A crise do mercado publicitário acelerou sua agonia.

Em 31 de dezembro de 2014, a Abril Comunicações apurou prejuízo de R$ 139 milhões no exercício. O patrimônio líquido negativo saltou de R$ 125 milhões em 2013 para R$ 265 milhões, mostrando o fracasso da estratégia implementada a partir de 2013 para salvar a empresa.

Toda a estratégia resumia-se ao enxugamento da empresa, com a venda de títulos, fechamento de revistas e dispensa de funcionários. Conseguiu reduzir um pouco o endividamento – de R$ 995 milhões para R$ 772 milhões com a venda da Abril Radiodifusão e da Elemidia. E renegociou prazos de debentures com bancos. Conseguiu dois anos de carência, mas pagando CDI mais 2,6% ao ano.

Dos quatro grandes grupos de mídia tem-se o seguinte quadro:

1. Editora Abril, com escassa possibilidade de sobrevivência.

2. Estadão, tendo como único produto viável a Agência Estado.

3. Folha, sendo absorvida pela UOL, que torna-se cada vez mais um grupo de datacenter, tendo de concorrer com os gigantes globais. E com o modelo de portal entrando em crise, com a audiência corroída pelas redes sociais, que tornaram-se a porta de entrada principal dos usuários.

4. Globo, que permanecerá com seu enorme poder.

A TARJA PRETA EM SERRA, COMO SEGREDO, QUE MAIS REVELA DO QUE OCULTA

SerraA linguagem não foi criada para que se acredite nela, mas para obedecer e se fazer obedecer, dizem os filósofos Deleuze e Guattari. A linguagem do obedecer se desdobra em vários códigos, mas censurados e vigiados pelo significante. O que nunca diz, mas é tirânico como dominador semiótico.

Há significante por todo mundo, embora o mundo não seja só significante. Há significante, no cinema, no teatro, na música, na religião, no marketing – aí é que há mesmo -, na política ele prolifera, na polícia, para alguém de vira encontra significante ocultando a percepção e o entendimento.

O significante é o senhor dos que são imobilizados pela superstição que se coloca como inimiga da razão. O ministério e o segredo são dois produtos da superstição-significante. Ambos são, além de opressivos, são hierarquizantes: quem acredita deter seus elementos ocultos, se toma por superior aos que não iniciados nesses elementos. Os primeiros se tomam como invisíveis e mais espertos que os outros não iniciados. Eles pretendem um oráculo de Delfos sem sabedoria.

Todavia, o mistério e o segredo não suportam um grau de razão como prova de evidência, porque são atos mágicos. E magia não cria o real. Falando sobre o segredo, o filósofo francês Baudrillard, diz que “o segredo do secreto é não ter nenhum segredo”. Já o os filósofos Deleuze e Guattari afirmam que para o segredo existem sempre uma criança, uma mulher e um pássaro para revelá-lo. A mala bem protegida e bem fechada do espião é sua própria revelação. As boas maneiras do dedo-duro, lhe revela matando seu tosco segredo. Só não reconhece um espião quem gosta de jogar o jogo de se esconder do espião.

Marx diz gostar de uma frase de Protágoras, nada do homem me é estranho. Para Marx não há segredo, posto que quem inventou a ocultação como segredo, foi o homem. O segredo é uma tentativa de anular, parcialmente, o mundo humano. É como se ele estivesse fora, não como apêndice, mas fora mesmo. O segredo é tido para enganar um contexto definido geral ou particular. Não importa. O segredo quer ser mais do que é: uma transcendência de si mesmo, diria o filósofo Sartre. Entretanto, por mais que a superstição queira, não há transcendência.

José Serra, falso líder estudantil dos tempos brabos de ditadura, não foi preso e nem torturado como Dilma e outros, mas fez desse tempo um trampolim para fictícia consideração como de esquerda. Não foi e não é. Assim que sentiu os eflúvios da abertura política mostrou sua realidade sem segredo. Hoje é um homem reacionário e rico. Grande amigo dos empresários, além de fazer lobby para entregar o pré-sal ao capital estrangeiro. O que não é segredo em seu partido PSDB. É um homem mau e mal. Fortemente ambicioso. Sua maior frustração é não ter sido eleito presidente do Brasil, desejo também do patrono do jornal reacionário Folha de São Paulo, Otavio Frias.

Em documento da Operação Lava Jato, divulgado pelo pasquim Estadão, entre outros nomes de políticos, aparece o de Serra. Só que seu nome está mais visível do que os outros nomes. Isto por que ele vem com uma tarja preta. Um recurso dos que cultuam o segredo sem saber que ele não existe. Resultado: a tarja preta revela mais do que oculta. Assim como revela a criança quando ela é usada como forma, hipócrita, de proteger e respeitar a criança. Em imagens de corpos nus, a tarja preta serve para ocultar visualmente o aparelho genital, mas não oculta. Todos que olham a imagem sabem que ali tem um pênis ou uma vagina. Quem sabe os dois.

A questão agora é saber quem colocou a tarja preta se a Polícia Federal ou o Estadão. O que em relação à filosofia da negação do segredo não importa. Serra não ficou em segredo. Conteúdo e expressão que se queriam segredo não suportaram a prova da evidência. O que não exigiu nem suspeita. O fracasso do significante como segredo.

Mas a tarja preta não é só tentativa de manter um segredo. Nas ditaduras é uma forma de censura para afirmar que uma obra está proibida. Não foi liberada. Portanto, foi condenada. Talvez seja essa a razão da tarja preta em Serra. Talvez queira enunciar um além do significante: Cuidado! Homem perigoso! Merece ser investigado com mais atenção!

Ignacio Ramonet: Maior batalha da esquerda na América Latina é contra ‘golpe midiático’

O maior confronto enfrentado na América Latina atualmente é “a batalha midiática”, desde pelo menos o ano de 2002, quando a tentativa frustrada de derrubar Hugo Chávez na Venezuela deu início a um novo tipo de golpe de Estado, o “golpe midiático”, transferindo aos meios de comunicação privados o papel de partido político nas oposições aos governos da “guinada à esquerda”.

A avaliação foi feita pelo jornalista e professor Ignacio Ramonet, ex-editor do jornal Le Monde Diplomatique, na palestra de abertura do congresso “Comunicação e Integração Latino-Americana”, realizado entre os dias 22 e 23 de julho em Quito, capital do Equador.

Organizado pelo Ciespal (Centro Internacional de Estudos Superiores da Comunicação para a América Latina), o evento comemora nesta sexta-feira (24/07) os dez anos de fundação da Telesur, canal multinacional de televisão mantido por diversos governos da região. Fundada por iniciativa de Chávez três anos após o golpe fracassado, a emissora nasceu com o papel de promover uma alternativa na cobertura das notícias latino-americanas, feita por jornalistas e comunicadores da própria região.

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Agência Andes (arquivo/2012) Ex-editor do ‘Le Monde Diplomatique’, Ignacio Ramonet é jornalista e professor espanhol radicado na França

“Nos últimos 15 anos, todos os governos progressistas que chegaram ao poder democraticamente na região vêm sendo mantidos por via eleitoral. Nenhum deles foi derrotado nas urnas. Por isso, a resistência à mudança vem sendo cada vez mais brutal, apelando para novos tipos de golpes, alguns com fachada judicial, parlamentar, e sempre com forte ajuda da mídia”, disse Ramonet, lembrando os casos do Paraguai, Honduras e investidas recentes na Argentina e no Brasil.

Ao lado de Ramonet, a presidente da empresa, Patricia Villegas, lembrou que as principais coberturas do canal até agora foram justamente em países que não participam do consórcio, como a campanha militar contra a guerrilha das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o golpe contra o presidente Manuel Zelaya, em Honduras, em 2009.

“Naquele momento, o mundo só pôde acompanhar o que acontecia em Honduras, minuto a minuto, graças ao sinal da Telesur. Porque as emissoras privadas globais ou não estavam lá, e as que estavam preferiam ignorar”, disse.

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Para Ramonet, o grande mérito da Telesur ao longo dessa década foi oferecer “uma outra leitura” sobre os acontecimentos da América Latina e do mundo, fugindo das perspectivas de redes privadas como CNN e Fox News que, para ele, seguem praticamente a mesma linha.

“Estou convicto de que a CNN vai desaparecer, não por falta de capital, mas por falta de audiência”, previu Ramonet, falando por teleconferência desde Caracas para a plateia de jornalistas, intelectuais e estudantes reunida no auditório equatoriano. “A Telesur não tem concorrência. Esse é o sonho de qualquer canal. Porque as outras fazem mais ou menos a mesma coisa”.

‘Convergência digital’

Segundo o jornalista — que é espanhol mas vive radicado na França desde 1972 —, a maior mudança na comunicação nos últimos dez anos foi a integração das várias plataformas, a chamada “convergência digital”: smartphones, tablets e computadores, que roubaram da televisão o posto de tela principal da mídia. E, se antes as inovações tecnológicas estouravam primeiro nas cidades ricas da Europa e dos EUA, aponta Ramonet, agora já são disseminadas simultaneamente nas grandes metrópoles da América Latina e de outras regiões em desenvolvimento.

“As novas plataformas abandonam a continuidade que obrigava o espectador a assistir tudo linearmente; agora ele pode ver o que quiser, na ordem que quiser. Os canais que se adaptarem melhor são os que têm mais chance de sobreviver”, aponta.

Patricia Villegas enfatizou que a adaptação às novas plataformas é uma de suas maiores preocupações da Telesur. “Não adianta fazer conteúdos-espelho, que se repetem de forma idêntica na TV, na web, no Facebook, no Twitter. Os conteúdos precisam ser complementares e diferentes, porque o público os consome de formas diferentes”, disse ela.

Divulgação/Ciespal Congresso intitulado ‘Comunicação e Integração Latino-Americana’ acontece em Quito, capital equatoriana

Além do décimo aniversário, completado nesta sexta-feira, dia 24 de julho, a Telesur celebra também um ano desde o início da produção de conteúdos em inglês. “Não estamos traduzindo informações, mas produzindo diretamente em inglês”, enfatizou Patricia Villegas. Segundo ela, a entrada na esfera anglófona sinaliza a intenção da empresa em ampliar sua presença global. Por enquanto restrita ao site e às redes sociais, a Telesur em inglês espera iniciar em breve transmissões também como canal de televisão, com sede em Quito.

Sul geopolítico

“Na América Latina, vários intelectuais e lideranças políticas têm o vício de só ver a relação regional com o ‘gigante do norte’, os Estados Unidos. Mas também é extremamente importante considerar nossa relação com a China, a África, o Oriente Médio. A Telesur tem a tarefa de transportar a missão progressista da América Latina para o resto do mundo”, disse Ramonet.

Justamente por isso, Villegas diz que o canal continua expandindo seu universo de pautas para outras regiões, como o ataque da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança militar ocidental) na Líbia, em 2011, e mais recentemente na crise financeira da Grécia, quando o canal enviou jornalistas para Atenas e investiu na cobertura ao vivo. “Às vezes perguntam aos nossos repórteres: ‘O que vocês estão fazendo aqui?’. Estamos aqui porque a nossa ideia de ‘sul’ não é apenas geográfica, mas principalmente geopolítica. Enxergamos a informação como um serviço, e não como mercadoria”.

“Durante muito tempo na América Latina, o jornalismo era um privilégio das emissoras privadas, e as TVs públicas ficavam relegadas à programação educativa, cultural e folclórica. Daí a importância de investir em produzir informação numa tela pública. Não se trata de um monólogo do Estado, mas de dar voz também aos grupos comunitários, como indígenas e afrodescendentes, contra a folclorização dessas comunidades”, concluiu Patricia Villegas.

Da teoria à prática

A proposta do congresso em Quito é ser não apenas acadêmico, mas também proporcionar a troca de experiências práticas em jornalismo e gestão de mídia voltada para a integração regional, ambos sob uma perspectiva crítica. A ideia é que professores, intelectuais e estudantes de fato dialoguem com jornalistas, diretores de emissoras e agências de notícias e gestores públicos do setor.

“É fundamental a teoria que reflete sobre a prática para dar-lhe sentido e compreender melhor a realidade para fazer diferente”, comentou Ramonet.

O diretor do CIESPAL, o espanhol Francisco Sierra, lembrou na fala de abertura que a tentativa de descrédito sobre a Telesur e outras mídias públicas, assim como contra as iniciativas de regulação e democratização da mídia pelos governos da “guinada à esquerda”, lembra muito o ataque da mídia privada feito contra a campanha da Nova Ordem Mundial da Informação e Comunicação (NOMIC) e o Relatório MacBride da Unesco (Órgão da ONU para Educação, Ciência e Cultura), entre os anos 70 e 80.

Ele recordou o legado do comunicólogo boliviano Luis Ramiro Beltrán, falecido na semana passada, que não apenas teorizou sobre a comunicação latino-americana, mas ajudou a promover fóruns e encontros internacionais para criar iniciativas práticas de alternativas midiáticas na região naquela mesma época.

Nos dois dias do evento, que reuniu mais de 400 pessoas, também estarão presentes outros nomes do pensamento crítico da região, como o argentino Atilio Borón, do Clacso (Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais), e o colombiano Omar Rincón, do Ceper (Centro de Estudos de Jornalismo, em espanhol). Mais de 100 trabalhos acadêmicos foram inscritos para apresentação. Entre eles, o do geógrafo André Pasti, doutorando pela Universidade de São Paulo, que discutirá a trajetória das lutas pela democratização da comunicação no Brasil.

“É importantíssimo aprendermos e nos inspirarmos com os processos de democratização da comunicação em curso em outros países da América Latina. O congresso permite esse diálogo”, disse Pasti a Opera Mundi.

PETROLEIROS INICIAM PARALISAÇÃO DE 24 HORAS EM DEFESA DA PETROBRÁS E CONTRA PROJETO DE SERRA CONTRA O PRÉ-SAL

db3dff1d-fd2d-48e1-9377-15d8e1ae1ad5Petroleiros de todo o país iniciaram uma paralisação de 24 horas em defesa da Petrobrás e contra o projeto de José Serra que pretende tirar da Petrobrás a exploração do pré-sal e entregar a empresas estrangeiras.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP) a greve é apenas o início da luta que os petroleiros vão movimentar durante todo o tempo em que os direitos da Petrobrás e dos petroleiros estiverem ameaçados.

“É apenas o início de uma árdua batalha que os petroleiros terão pela frente para barrar o projeto e impedir o desmonte da Petrobrás, caso a empresa siga adiante com o novo Plano de Gestão e Negócios, que pretende cortar 89 bilhões de dólares em investimentos e despesas, além de colocar à venda US$ 57 bilhões de ativos da companhia.

Nas áreas operacionais, houve cortes no processo de rendição das refinarias, nos terminais da Transpetro e nas usinas de biodiesel e termoelétricas. Como não houve troca de turnos, os funcionários que se encontram nas unidades operacionais da estatal estão fazendo apenas operação padrão”, disse a assessoria da FUP.

A MÍDIA GOLPISTA AFIRMA QUE LULA PROCUROU FERNANDO HENRIQUE PARA TRATAR DE ASSUNTOS POLÍTICOS ENTRE ELES O IMPEACHMENT. QUEM ACREDITA? MELHOR SARNEY E COLLOR

images_cms-image-000447463É notório e público que Fernando Henrique é um sujeito-sujeitado não confiável politicamente. Uma prova são seus anos de desgovernos do Brasil que além de privatizar órgãos públicos, uma violência contra a nação, por preços irrisórios deixou o país afundado economicamente com profunda dependência ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e que Lula, em seus governos, teve que assumir o pagamento da dívida como realmente pagou.

E mais, Fernando Henrique, é um homem ambicioso e vaidoso, e como é sabido, não precisa ter estudado o filósofo Spinoza, são afetos tristes que diminuem nesse tipo de sujeito-sujeitado, qualquer preocupação com os interesses e direitos coletivos. Ou seja, o ambicioso e vaidoso se nutre de ganhos e aplausos dos que lhe são subalternos. Foram esses afetos tristes que o levaram a iniciar a manifestação contra a candidatura de Dilma, assim, como também, comandar a campanha pelo ‘terceiro turno’ par impedir que Dilma governasse. Foi ele juntamente com Aécio Cunha que ajudaram a inflamar atos de violência, inclusive abusos nazifascistas, contra a presidenta para ver se ele se sentia acuada e pedisse sua renúncia. Um desejo delirante, visto que ela jamais se abalaria, como não se abalou, com as ondas-imóveis das direitas.

E mais, mais, Fernando Henrique, é o porta-voz e o sujeito-sujeitado, privilegiado das mídias reacionárias que conspiram compulsiva e obsessivamente contra a democracia. Nos últimos anos, contra os governos populares de Lula e Dilma, mas no passado doloroso, apoiando a ditadura. Atuaram assim, Globo, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, etc. É o porta-voz das mídias reacionárias, porque elas deliram que ele ainda tem qualquer signo que possa sensibilizar e levar parte da sociedade brasileira a acreditar no que ele profere. Delírio, em virtude de se saber que ele é o ex-presidente com maior índice de rejeição da história do Brasil.

Agora, a mídia reacionária publica matéria, com objetivo de atingir Lula e o governo Dilma, afirmando que Lula o procurou para tratar de assuntos referentes à chamada crise política – não há crise nenhuma ,visto que o conceito político de crise é outro bem diferente do que os conspirados usam – e sobre o impeachment.

Lula não tomaria essa decisão ilusória sabendo quem é Fernando Henrique. E sabendo também que ele não tem qualquer poder para criar diretrizes políticas para o Brasil atual. Como se pode entender o princípio de realidade brasileira, o jornal só inventou, como é de praxe, e manipulou quimeras para contribuir com sua verve golpistas.

Lula negou que tenha procurado Fernando Henrique, mas o ambicioso e vaidoso, disse que poderia conversar. Lógico, para se iludir que ainda é importante para o país

MAIS MÉDICOS: ‘O PRIMEIRO CONTATO DE MUITOS INDÍGENAS COM UM MÉDICO FOI COM UM CUBANO’

saude-popular.org

Áreas remotas e de difícil acesso. Essa é uma realidade comum para comunidades indígenas em todo o país. Na prática, essa condição resulta em dificuldades para o acesso a serviços públicos fundamentais, como o direito à saúde. Desde 2013, quando os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei) foram definidos como áreas prioritárias para recebimento de profissionais do Mais Médicos, essa realidade está mudando.  

Na linha de frente deste trabalho: os médicos cubanos. Eles representam quase 11,5 mil dos mais de 18 mil profissionais do programa e atendem, sobretudo, áreas historicamente desassistidas. “Na Amazônia, havia lugares em que não existia médico. Muitas vezes, eu chego em lugares e os pacientes me perguntam: ‘O senhor é cubano?’ E eu respondo: ‘Não eu sou brasileiro’. E a resposta, na maioria das vezes é: ‘Eu não sabia que existiam médicos brasileiros que atendiam a gente [índios]’”, relata Rafael Sacramento, coordenador do Mais Médicos na região do médio Rio Solimões.  

De acordo com a Secretaria Especial da Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, os Dsei receberam 307 profissionais desde outubro de 2013. Os 34 distritos espalhados pelo Brasil contam agora com 513 médicos e um novo edital garantirá mais 35 a partir deste mês, informou o órgão.   Entre as dificuldades enfrentadas pela população desses territórios, estava a manutenção dos profissionais no local por causa de problemas logísticos. Hoje, eles se revezam e ficam de 15 a 20 dias em áreas indígenas e passam o restante do mês em cidades mais próximas.  

Tem Mais Médicos no Oiapoque  

A 590 quilômetros de Macapá (AP), indíos Palikur da aldeia Kumenê, no Oiapoque, estão retomando os saberes da medicina tradicional com a ajuda do médico cubano Javier Lopez Salazar.   Ele buscou os professores da escola local para fazer uma campanha de conscientização sobre a importância da medicina tradicional, ao mesmo tempo em que resgatava esses saberes com a população mais velha da aldeia.   “Esta é uma aldeia evangélica há mais de trinta anos, e muitas vertentes da sua cultura foram mudadas. Eles deixaram de acreditar em plantas medicinais, até a minha chegada aqui. Pouco a pouco, com a equipe de saúde, fomos convencendo as pessoas”, apontou. 

A iniciativa foi apoiada pelo cacique Azarias Ioio Iaparrá. “Eu disse para o médico que nós tínhamos esse conhecimento, do remédio caseiro. Ele então reuniu as comunidades, chamou os idosos, todos nós conversamos. E hoje em dia ele fez a comunidade ver a importância disso, a horta está lá, tão bonita. Ele veio e mostrou o conhecimento dele”, explicou.   Luis Otávio Sarges, chefe da Casa de Saúde Indígena do Oiapoque, explicou os avanços na qualidade de vida que o programa, com três médicos cubanos, trouxe para a comunidade Oiapoque.

“O médico cubano vem para fazer o serviço de atenção básica. Eu não preciso mais levar esse indígena para Oiapoque para fazer esse serviço. Quando os indígenas são encaminhados por eles para as cidades, em 90% dos casos já se trata de atendimento de média e alta complexidade, porque a base já foi feita aqui. E isso é um enorme diferencial de qualidade de vida e saúde para as populações”, avaliou.  

Problemas de estrutura 

No início do programa, uma das preocupações dos profissionais era com a estrutura que seria disponibilizada. Halana Farias, coordenadora do programa na calha do Rio Madeira, acredita que a situação tem melhorado.   “Eles [os cubanos] têm esse perfil de entendimento do seu papel social e isso possibilita que algumas coisas comecem a funcionar de forma um pouco mais estruturada, por exemplo, a chegada de medicamentos, a melhoria da estrutura de alguns polos bases, a garantia de combustível para o transporte. Eu vejo essa relação como muito promissora”, avaliou. 

Entre as dificuldades, Rafael Sacramento chama atenção para o sistema de licitação, que muitas vezes não leva em conta problemas que são pontuais daquela região, como as cheias dos rios e problemas com transporte.   “Às vezes, a empresa que ganha a licitação é do Rio Grande do Sul ou interior de São Paulo e, quando ela percebe os custos e as dificuldades do transporte, ela rescinde o contrato ou simplesmente não cumpre. Existe também um problema logístico, porque tem a época de chuvas, quando o rio está cheio, e a navegabilidade é muito alta, mas quando o rio está baixo os barcos maiores não passam. Você só consegue fazer obras durante quatro meses do ano. Na questão da estrutura, muitas vezes, a coisa não melhorou por incompetência política; outras vezes, porque as empresas não cumprem os contratos”, opina.  

Desafios da saúde indígena 

Além dos desafios estruturais, os profissionais ainda têm de enfrentar as dificuldades específicas dos cuidados com os indígenas. Para ajudar a enfrentá-los, o programa disponibiliza para os profissionais um curso de pós-graduação à distância pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), voltado na área de saúde indígena, que discute temas como antropologia.   “Quando você vai ver uma dia de atendimento médico nessas aldeias, cai por terra toda aquela ideia de estrutura necessária para o atendimento. Muitas vezes, ele acontece do jeito que dá, em uma escola, em um local onde a comunidade se encontra”, aponta Halana. 

Rafael alerta para a hipermedicalização da população indígena. Para ele a solução passa pela ressignificação do papel do profissional de saúde, retirando-o do protagonismo no processo de saúde e aumentando a independência que as tribos têm dos profissionais. Para ele, o médico não é mais o dono do conhecimento, mas um catalizador que tira da “situação de doença” e leva para a “situação de saúde”.   “Você tem populações com 300 anos de contato conosco, que já entendem a relação com o médico, e populações que têm um contato mais recente, com uma outra relação com medicamentos. Como você vai receitar alguma coisa pra um índio que conta até cinco e não conjuga verbo no futuro? Como você vai explicar pra ele um tratamento de seis meses? Isso é muito complicado e a gente acaba tendo que fazer de caso a caso.

Outro foco importante é a manutenção de saúde com intervenção mínima, a presença constante do profissional não é necessariamente positiva. Você faz o seu trabalho e permite que a comunidade se mantenha saudável independente da sua presença”, conclui. 

*Com informações do site da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas)

EXACERBAÇÃO DA VIOLÊNCIA EM MANAUS REAFIRMA SUA CONDIÇÃO DE NÃO-CIDADE

“Relativamente aos políticos, em contrapartida, julga-se que estão mais

ocupados em preparar armadilhas aos homens do que em dirigi-los

pelo melhor…”

O filósofo holandês Spinoza, autor do sublime tratado Ética, em sua obra fundamentalmente política, inacabada, Tratado Político nos envia para o mais concreto e humano sentido de cidade, cidadão e administração. Ele afirma que o estatuto do Estado é civil, o corpo inteiro do Estado civil é a cidade e os negócios comuns, República.  O estatuto civil é a potência da multidão criada pela composição das potências de todos os homens. A potência da multidão como estatuto civil é o regime democrático. E nos leva a entender que “o melhor governo é aquele sob o qual os homens passam a sua vida em concórdia e aquele cujas leis são observadas sem violação”.

Dessa forma Spinoza nos concede o direito de efetuar um entendimento sobre o que vem ocorrendo em Manaus em relação à violência que nega a segurança pública. Já é do saber nacional que Manaus é um território em que predomina um alto grau de violência e, consequentemente, um alto grau de insegurança social. Os meios de comunicação juntamente com instrumentos virtuais divulgaram desde duas semanas passadas os homicídios que ocorreram em Manaus. Mas o que se tornou mais preocupante, agravando a insegurança da população, principalmente a mais carente, visto que a privilegiada tem suas próprias seguranças financeiras e eletrônicas, foi o número de pessoas mortas no fim da semana que passou entre elas civis sem qualquer passagem pela polícia.

Segundo informações, foram 34 pessoas assassinadas. De acordo com notícias, ainda sem comprovação, trata-se de luta entre facções do tráfico. E, também, de acordo com notícias ainda sem informação, trata-se de execuções realizadas por agente da Polícia Militar como forma de vingança em relação ao assassinato de um membro da corporação que foi assaltado e morto, crime de latrocínio, depois de retirar dinheiro de um banco.    

Diante das ocorrências, os órgãos de segurança do Amazonas, comandados pelo governador José Melo, iniciaram investigações para saber a causa dos assassinatos e seus autores. Como se pode entender, uma decisão comum em casos como estes com o objetivo de conceder explicação à população insegura que se encontra nesse estado de insegurança há décadas. O que significa que a violência em Manaus só vem aumentando, confirmando que o seu tempo histórico foi imobilizado, já que a história é a mudança qualitativa de um povo e não mero fenômeno cronológico.

Nesse caso de total irracionalidade social, como diz o filósofo Spinoza, realizar investigações é necessário, mas não é o fundamental, já que o status de violência de Manaus só continua predominando sobre a população. O fundamental é a mudança de agenciamento coletivo de enunciação estratificado na subjetividade-violência que se instalou em Manaus contribuindo para que ela continue uma não-cidade. Uma subjetividade que há anos vem apanhando a população e impondo suas forças paranoicas repressivas que impedem a produção de novas cognições e afetos capazes de criar outra subjetividade alegre expressadas em alteridade, tolerância, confiança, coragem e comprometimento ontológico com a existência social.

O psiquiatra filósofo da práxis, Félix Guattari, amigo do filósofo Deleuze, nos mostra, “quer tenhamos consciência ou não”, que “o espaço construído nos interpela de diferentes pontos de vista: estilístico, histórico, funcional, afetivo. Os edifícios e construções de todos os tipos são máquinas enunciadoras”. São corpos materiais e imateriais que atuam com agenciamento coletivo de enunciação que estratifica subjetividade que se torna dominante.

Para entender melhor o filósofo Guattari, autor da revolucionária obra Caosmose – Um Novo Paradigma Estético, se faz necessário ouvir novamente Spinoza sobre o que ele mostra o que vem a ser os significados de urbe e civita, também o filósofo apreciou esses conceitos. Spinoza afirma que urbe são os corpos materiais de uma cidade como prédios, logradouros, públicos, praças, ruas, casas, etc. Já Civita, que significa cidade, que é produzida através das formas de relações entre seus habitantes. É pela potência-cidade que os homens tornam-se cidadãos, pois como diz Spinoza, “os homens, com efeito, não nascem cidadãos, mas formam-se como tais”.

Daí se entende o que Guattari quer dizer ao afirmar que os agenciamentos coletivos de anunciações estratificam subjetividades que tendem a ser dominante, visto que esses agenciamentos são codificados por corpos materiais e imateriais que afetam a população clivando nela seus componentes que determinam seus comportamentos individuais e sociais. Se a subjetividade é opressiva, inconsequente, desumana, distanciadora, é certo que a população vai se sentir insegura. Pois é essa subjetividade opressora que predomina em Manaus há décadas que se exacerbou no pós-ditadura com governantes sem qualquer sentido politico, estético e ético do que seja urbe e civita. O sentido de urbano desses governantes sempre foi divorciado da dimensão humanidade.

As deficiências no transporte coletivo, na educação, saúde, entretenimento, falta de emprego, são alguns corpos produtores dessa subjetividade opressora produzida por esses governantes que fixaram essa subjetividade que é traduzida por insegurança social expressada na violência. E o pior, essa subjetividade encontra-se emaranha nas instituições que tiveram seus corpos anemizados impossibilitando a realização de suas reais funções. Por isso, grande parte da população não se sente solidarizada com essas instituições e nem se sente solidarizada por elas, visto que os governantes anemizaram a potência da multidão negando o estatuto civil ao negar a participação da população no que lhe é de direito. Tudo porque, para esses governantes, o que conta é ser eleito.

Que se faça investigações policiais, julgamentos e condenações jurídicas, mas o âmago dessa patologia social se encontra diretamente ligado a ausência de dimensão política dos governantes, seus aliados no legislativo e a classe media indiferente que os sustenta com sua alienação e convicção capitalista. Para esses governantes e aliados, o conceito e a práxis de cidade se resume na administração-financeira de um território onde se encontram moradores. Tudo porque a investida na política partidária por eles foi só para satisfazer, vaidosamente, impulsos pessoais. Nada coletivo, visto que o coletivo para eles são apenas abstrações, nada concreto saído de vivências singulares onde o humano é espírito animador da existência.

Assim, com a práxis estatuto civil, corpo inteiro do estatuto civil como cidade e negócios comuns como República, além da subjetividade política, estética e ética, ausentes em Manaus, não há como não entender a exacerbação da violência como a reafirmação de sua condição de não-cidade, já que só se pode falar de cidade quando ela se encontra em sua própria jurisdição, onde o medo e a ameaça não existem sobre seus cidadãos, como diz Spinoza.

O que não é o caso da não-cidade Manaus

TIMBÓ FOI MEXER COM LULA SUA QUÍMICA VIROU CONTRA ELE: O CNMP QUER QUE TIMBÓ SE JUSTIFIQUE

f1cbefc5-99b7-4260-8343-888c5302f750O procurador Valtan Timbó pediu abertura de inquérito contra Lula sem apresentar qualquer prova contra o ex-presidente, tão somente baseado em reportagem facciosa de uma revista fascista. A procuradora do caso, Mirella Aguiar já havia afirmado que não havia provas para pedir abertura de inquérito contra Lula.

Diante da decisão de Timbó, Lula entrou com pedido no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para o arquivamento do pedido. O CNMP negou o pedido de Lula indicando que o pedido deve ser feito à Justiça Federal. Entretanto, o CNMP não deixou Timbó livre.

O CNMP determinou que o procurador Timbó se justifique sobre o motivo que o levou a pedir o inquérito de Lula.

JS: MAS SERÁ O BENEDITO?

Antonio Lassance (*)

Mistério: quem será o JS que aparece na lista de ligações do celular do empreiteiro Marcelo Odebrecht? Ninguém sabe. Antes que alguém reclame de que o Senador José Serra está sendo protegido por quem quer que seja, é bom que se respeite o trabalho criterioso dos que conduzem essa investigação isentíssima que está em curso sob o apelido de “Lava Jato”. Muita calma nessa hora. Não vamos nos precipitar.

JS pode ser qualquer pessoa ou pode, até mesmo, ser ninguém. Outra hipótese: e se a ligação tiver sido um engano e a pessoa que se enganou tiver nome com J e S? Gente, isso acontece! Quem nunca recebeu uma ligação por engano que atire a primeira pedra. MO (podemos tratar Marcelo Odebrecht assim, certo? Economiza teclado) pode simplesmente ter guardado na agenda para, quando JS insistisse no engano pela milésima vez, MO estivesse precavido: “esse eu não atendo mais, de jeito nenhum!” Esperto, esse MO. Tem mais: JS pode ser alguém com quem MO tenha péssimas relações. Alguém que ele deteste. Um pulha. Um pilantra. Um traíra. Um… Joaquim Silvério dos Reis.

Como ninguém pensou nisso antes? Nada mais óbvio. Se é isso ou não, precisa ser apurado. JS pode ser até mesmo o Benedito. Por que não? Até o momento, a principal suspeita dos policiais é que JS seja algum José da Silva. É elementar, meu caro Watson. A maioria dos jotaesses no Brasil é composta de Josés da Silva. Portanto, a probabilidade de que JS seja um deles é enorme. Se cuida, Zé da Silva! A PF sabe o que você fez no verão passado.

A segunda grande possibilidade recai sobre os Joões de Souza. Informação quentíssima: foi detectado que uma grande quantidade de agências bancárias do país e escritórios de advocacia foram visitados, de ontem para hoje, por Joões… de Souza. Bingo! Aí tem, só pode. A lição é a seguinte: antes de acusar, é preciso apurar. Só mesmo gente de pouca fé para ficar levantando teorias da conspiração contra pessoas que estão tendo um trabalho imenso, um trabalho de formiguinha (ou seria de cupim? Tanto faz) e ainda não fazem a mínima ideia de quem seja JS.

Mas que vão descobrir, um dia, ah! Isso vão. Nem que demore 30 anos e JS já esteja morto e com seus crimes prescritos. Esse misterioso senhor JS, opa! Senhor? Como assim? Deixemos o machismo de lado. JS pode ser uma mulher. Já pensaram nisso? Vai que a tarja preta foi colocada com a cândida intenção de proteger a reputação tanto de MO quanto de JS, se por acaso eles tiverem tido alguma relação, como diria Bill Clinton, imprópria?

Aliás, se há algo que se deve repreender é o excessivo cuidado que esses heróis de distintivo e toga têm tido com a reputação das pessoas. Não que esses acusados tenham alguma reputação a ser preservada, mas o dever de ofício da polícia e da Justiça em relação a qualquer pessoa, rica ou pobre; branca ou negra; gorda ou magra; petista ou tucana é sempre a de zelar para que investigados e suspeitos não sejam tratados como criminosos. Ninguém é culpado antes de julgado, já dizia o Código de Hamurábi. Nesse particular, somos um exemplo para o mundo.

A esquerdalha que me perdoe, mas a chance de a PF revelar que JS é José Serra é muito, mas muito, mas muito remota mesmo. Remotérrima, diria eu no jargão de Higienópolis. Fontes igualmente isentas, neutras, gente que não fede e nem cheira, pessoas que são bananas de pijama mesmo – e lá de dentro da Polícia Federal, ou seja, “inside information” total – garantem que essa hipótese contra o Senador está d-e-s-c-a-r-t-a-d-a. Descartadérrima. A começar porque o senador mais querido da pauliceia desvairada nem se chama, de fato, José Serra, e sim José Chirico Serra. Fosse Serra o contato de MO, a sigla seria JC.

Outro dado objetivo da realidade é que Serra nunca se mete em confusão, principalmente envolvendo obras, contratos, empreiteiras, petroleiras, dinheiro. Da mesma forma, está descartada a hipótese de uma outra sigla, FP, vir a ser atribuída, por exemplo, a algum senador Filhinho de Papai. Ainda bem. As pessoas não imaginam a quantidade de FPs que existem no Senado Federal. É maior que a bancada da bala. Uma investigação dessa tomaria anos. Ademais, todos os FPs do senado são pessoas de boa índole, e o mais FP de todos os senadores FPs foi inclusive a opção de voto mais entusiasmada dos perdigueiros federais que estão salvando o país da lama.

Ou seja, é gente séria. Chega de ilações! Tirem o cavalinho da chuva, petralhas! Os cães ladram, mas a caravana independente, isenta e neutra da Lava Jato passa, enxagua e põe no varal pra ninguém botar defeito. Se, algum dia, algum difamador quiser atribuir ao tucano José Serra o apelido indecoroso de Senador tarja preta, que fique bem claro: isso é apenas por sua fama de hipocondríaco, e nada mais.

         (*) Antonio Lassance é marxista também adepto de Groucho, Harpo, Chico e Zeppo Marx.
 

EDUARDO CUNHA COMEÇOU CAMPANHA PARA PRESIDÊNCIA DA CÂMARA AO FINANCIAR CADIDATURAS DE DEPUTADOS. SERIAM MAIS DE 100

b73db026-1fe1-482d-aab7-a31f187ccd0dEmbora se saiba que a maioria dos parlamentares entrou na dita política  partidária impulsionados por suas implicações de cabos-eleitorais de governadores, prefeitos e outros alcunhados de políticos, por tal não têm qualquer dimensão política, o que os tornam a negatividade democrática, todavia, é necessário um estímulo para que ele se associe em alguém igual a eles.

Como o Congresso Nacional do momento é o pior de toda a história do Brasil no sentido de inteligência, afetos e ética, Eduardo Cunha, seria de qualquer forma eleito presidente da Câmara Federal. A subjetividade dominante da Casa é essa dolorosa realidade antidemocrática. Entretanto, a sociedade saber que mesmo antes das posses dos parlamentares na legislatura atual já havia comprometimento, conchavos, barganhas é fundamental para constatar com maior vigor o quadro da política partidária que expressa o Congresso Nacional.

De acordo com o deputado Chico Alencar (PSOL/RJ) há afirmações na Câmara que Eduardo Cunha, sujeito-sujeitado com dezenas de processos nas costas, teria financiado a campanha de 100 deputados. Deputados comprometidos com sua candidatura à presidência da Câmara. É lógico, que o dinheiro para os financiamentos das campanhas não saiu do bolso de Eduardo Cunha, mas de empresas que ele faz lobby. Além de quê ele jamais iria usar seu (?) dinheiro para auxiliar candidatos, visto que o “amor” do capitalista é a usura. Nada de usar o que é seu (?) para ajudar outro. Não por acaso que os deputados iguais a Eduardo Cunha votaram pelo financiamento de partidos pelas empresas. A clara demonstração de apologia à corrupção.

“Para a presidência da Câmara ele operou também dessa maneira, conversando com deputados recém-eleitos, mais de 40% da nova Câmara, que assumiram neste ano, e também fazendo vínculo com deputados antigos. Há quem diga que ele chegou a financiar campanhas, de 2014, de mais de 100 candidatos eleitos, portanto, mais de 100 deputados.

Também na própria campanha para presidente da Câmara, ele começou de maneira muito cuidadosa, correndo todos os estados ainda em 2014, e no recesso de 2014 para 2015 ele teria chegado a alugar um hotel em Brasília, para que os novos deputados e suas esposas ali ficassem, enfim, fez uma política de fidelização nessa base. O discurso dele basicamente era autonomia do parlamento e boas condições de trabalho para os deputados, que implica inclusive nesse famoso Anexo 5 e no Parlashopping.

Portanto, sua campanha para presidente da Câmara foi continuação do que ele pratica na política corriqueiramente. E isso lhe rendeu 267 votos, ganhando no primeiro turno”, observou Chico Alencar.

O que se pode inferir da concepção política desses parlamentares que se aliaram a Eduardo Cunha, é o óbvio: eles são um obstáculo para a democracia, porque são carregados pelos seus interesses particulares. Um exemplo é como essa maioria abandonou seu líder depois de que ele foi acusado na Operação Lava Jato de se apropriar de US$ 5 milhões repassados pelo consultor Júlio Camargo.

Agora, esses parlamentares venais esperam outros ventos lucrativos. Por enquanto, encontram-se obnubilados sem o referencial oferecido pelo chefe Eduardo Cunha que hoje se fragmentou.

 

EDUARDO CUNHA, ENGOLIDO POR SUAS QUIMERAS, SE ILUDE QUE TEM PODER PARA PRESSIONAR O STF

image_previewA filósofa Hannah Arendt, juntamente com o filósofo Spinoza, afirma que há uma diferença descomunal entre poder e potência. Poder é força. E força é a negação da razão. Só há poder onde a razão foi violentada. Já para o filósofo Spinoza, o poder significa potesta, também força. Nada cria só mantém os estados de coisas estabelecidos. O contrário de potência que em política significa a potência da multidão. O estado civil como direito de todos em uma democracia. O que cria os contratos sociais e políticos entre os homens do Estado.

Como se observa nos conceitos dos dois filósofos, Eduardo Cunha nunca teve poder, visto que sequer teve força para mudar a si mesmo e conquistar seus objetivos pessoais divorciados da democracia. Alguém pode dizer que ele teve poder para influenciar, ou seduzir, parlamentares para votarem em projetos antidemocráticos como nos casos da redução da maioridade penal e a terceirização. Não, as votações não foram resultantes de seu poder-força, mas das condições miseráveis que representam politicamente esses parlamentares. Eles voariam assim mesmo se fosse outro o presidente da Câmara.

Eduardo Cunha é uma fabulação política. Não pode tornar real nem o poder-força, já que ele não pode compor a multitudo como potência da multidão mostrada por Spinoza. Carregado pela dor de sequer ter poder-força ele fantasia mudar sua condição diante da Operação Lava Jato que lhe colocou por duas vezes sob suspeita. Ele entrou, na segunda-feira, com uma liminar no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que o processo que lhe coloca como suspeito seja encaminhado para o STF, em vista de ser parlamentar com foro privilegiado.

E mais, não satisfeito com sua ausência de poder, ele pede que seja anulada a delação premida do consultor Júlio Camargo que afirmou ter lhe entregue, em mãos, US$ 5 milhões. Segundo se noticia, ele foi até o ministro Ricardo Lewandowski, no STF, para pressioná-lo a ter pressa em sua decisão. É compreensível que ele tenha pressa, e isso mostra como não tem poder, é que ele sabe que a qualquer momento o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que ele acusa de persegui-lo, pode pedir seu afastamento da presidência da Câmara Federal. E aí, até a miragem-poder se desvanece.

Diante dessas quimeras, o que não pode ser pensado nem percebido, vistor não ter essência e nem existência, como a firma Spinoza, é fácil compreender o que os dois filósofos afirmam quando diferenciam os conceitos e as práxis de poder e potência.

A INCRÍVEL HISTÓRIA DO INVISÍVEL CONSPIRADOR JOÃO ROBERTO MARINHO, VICE-PRESIDENTE DA REDE GLOBO.

Globo NaziAté as pedras que não rolam, por isso criam limo, sabem que o fator permanência imóvel das direitas chama-se Lula. Não só Lula, mas Lula 2018. Mas também não só Lula 2018, mas uma subjetividade que se construiu através dos governos populares que colocou 40 milhões de brasileiro como sujeitos-históricos. Os que produzem a história. A história que as direitas não sabem produzir e odeiam e invejam quem a produz. Por isso, as conspirações continuam.

Já se entendeu que o que elas perseguem, em suas imobilidades, não é Dilma, mas Lula. Porque Lula, junto com a população sujeito-histórico, a subjetividade onde a vida se movimenta eticamente, é o obstáculo para seus planos de vetusta ambição. Lula e a subjetividade sujeito-histórico mais uma vez é a concretização contínua de outra realidade que cada vez mais afastam as direitas de suas perspectivas dominantes.

Apanhadas por essa realidade que não pode nem ser tomada como angústia, já que angústia é o medo diante de uma ameaça nova por vir, ou a ameaça da repetição de um fato que foi doloroso no passado, e no caso das direitas o futuro já se fez há anos com os governos populares de Lula e Dilma, por essa razão estão imobilizadas nesse presente cruel a elas, elas vem tramando por meio de todos os recursos torpes contra Lula.

Na semana passada uma revista das Organizações Globo publicou que um procurador de nome Valtan Timbó pediu abertura de inquérito contra Lula. Na verdade uma peça sem qualquer valor jurídico já explicado por magnos juristas. No domingo, o jornal Globo divulgou que Lula realizou um jantar para construir lobby junto a empresários. Não esquecer que a a-história da empresa Globo sempre foi de conspiração, golpe e apoio as formas mais reacionárias para beneficiar o capital estrangeiro principalmente o capital norte-americano. Sem esquecer, também, que a TV Globo foi criada com capital estrangeiro e apoiou a ditadura recebendo grandes benefícios monetários.

Além de apresentar uma desinformação, o que é praxe em empresas Globo de comunicação, a não-matéria do jornal reaccionariamente-imóvel, teve o poder de tornar invisível João Roberto Marinho vice-presidente das Organizações Globo. Como se deu a incrível história do invisível golpista? Fácil. Marcelo Odebrecht, em 2012, convidou Lula, junto com empresários para um jantar. Entre os empresários encontravam-se Abílio Diniz, Jorge Gerdau, Luiz Carlos Trabuco, Roberto Setubal, entre outros.

Mas torna-se necessário, para entender a mágica do panfleto global, saber dos “entre outros”, porque sem o “entre outros” não se vai saber do invisível. Pois bem, João Roberto Marinho, esteve no jantar, mas seu subalterno que escreveu a fábula contra Lula tornou-o invisível. Não escreveu que o patrão esteve no jantar, tal era a preocupação em envolver Lula em um fato gastronômico corriqueiro.

A imoralidade da não-matéria. Se Lula estivesse fazendo lobby com os empresários certamente João Roberto Marinho, também lá para se beneficiar. Ou há quem acredite que se fosse prática de lobby, ele teria ido apenas para encarar o quebra peito, o rango, a broca, experimentar o sabor das guloseimas? Sabendo que o deus do capitalismo é o lucro máximo João Roberto Marinho, não ia dar um rolé descompromissado só para comer. É do DNA do capitalista. E do DNA da família Marinho se dá bem.

O dom de tornar a matéria em invisibilidade dos globais é só uma pequena demonstração de seus comportamentos para alcançar seus objetivos. Só que com Lula eles vão cada vez mais sofrer praticando mágicas para fazer desaparecer o Sapo Barbudo.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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