Arquivo para 2 de julho de 2015

CAETANO, AO DEFENDER SUA POSIÇÃO, FAZ AFIRMAÇÃO ERRADA AO DIZER QUE SARTRE E BEUAVOIR “MORRERAM POR ISRAEL” E ROGER WATERS ACREDITOU

Simone-de-Beauvoir-Jean-Paul-SartreAs apresentações de Caetano Velosos e Gilberto Gil em Israel continuam em questão. São inúmeros manifestantes no mundo que pedem para que a dupla reconsidere suas posições, e para isso mostram a perversidade, conhecida em todo mundo, que o Estado autoritário militarista de Israel vem impondo ao povo da Palestina. Além dos constantes bombardeiros, crianças, jovens, idosos e civis vêm sendo assassinados continuamente. Mas os dois estão resolutos e tentam apresentar argumentos, talvez nem tanto para convencer os que lhes pedem para desistir das apresentações, mas para eles se autoconvencerem.

O ex-líder do Pink Floyd Roger Waters, lhe enviou duas cartas tratando sobre o tema. Na primeira, ele realizava o pedido, na segunda ele respondeu o que Caetano argumentou para sua decisão. Caetano, que é tido, por si, e por alguns, mais do que é, para sustentar seu argumento usou uma afirmação muito distante da verdade. Ele afirmou que os filósofos franceses “Jean Paul Sartre e Simone de Beauvoir morreram pró-Israel”. E Roger Waters acreditou e respondeu afirmando que “até pode ser, mas isso foi naquele tempo, talvez à época eles não soubessem ou não compreendessem a brutalidade da ocupação da terra palestina”. Sartre é de 1905 e 1980. Simone de 1908 e 1986.

Em sua afirmação Caetano comete dois grandes erros. O primeiro é afirmar que os dois “morreram pró-Israel”. Não morreram, porque ninguém morre por ninguém. Cada mortal morre em si mesmo, como diz Sartre, em situação promovida por sua liberdade de ser humano. Nem Cristo, que era um revolucionário, morreu por nós, como inventou Paulo, para deixar Cristo pregado na cruz para com isso prender os incautos e propagar, pela culpa, a submissão dos fiéis. Segundo Sartre e Simone tinham, como existencialistas, como fundamento da existência a liberdade do homem. A escolha autêntica ou inautêntica ontológica do homem. O homem como existência que precede a essência. A existência autêntica é aquela que se escolheu em liberdade pelo homem. A existência inautêntica é aquela que se escolheu como malogro, má-fé, mentira, subterfúgios, fugas, medos, covardias como a existência burguesa.

Caetano cometeu o segundo erro porque não tem conhecimento da filosofia de Sartre e dos engajamentos pela liberdade dos povos juntamente com sua companheira necessária, Simone de Beauvoir. O povo é devir e como devir antecede o Estado que com sua máquina abstrata de sobrecodificação captura o povo transformando em segmentaridade dura – estratos, epistratos e paraestratos – através de corpos territorializantes distribuídos em instituições que formam e estabelecem comportamentos. O Estado é um poder de comando.

Como Caetano não estudou a filosofia de Sartre não sabe que ele, na década de 40,  escreveu uma obra chamada Reflexões Sobre O Racismo – I Reflexões Sobre a Questão Judaica. II Orfeu Negro. Na segunda reflexão Sartre trata do racismo contra os negros no mundo e sua condição oprimida diante do branco colonizador. Na primeira reflexão, que interessa para o tema em conta, ele examina, analisa, critica e mostra sua posição contra a condição fascista dos antissemitas. Sartre trata do povo e não do Estado. “O antissemitismo é uma livre e total escolha de si mesmo, uma atitude global que alguém adota não só em face dos judeus, como ainda dos homens em geral, da história e da sociedade; é, a um só tempo, uma paixão e uma concepção do mundo. Se trata de uma afecção de ódio e de cólera”, escreve Sartre. Em tempo: cabe bem aos fascistas que atacam o governo Dilma e o PT. E continua Sartre. “Todo antissemita é, portanto, numa medida variável, o inimigo dos poderes regulares; deseja ser membro disciplinado de um grupo indisciplinado; adora a ordem, porém a ordem social”. O antissemita escolheu o judeu como o mal que deve ser aniquilado para estabelecer a harmonia, fascista paranoica.

 E Sartre se mostra psicanalista existencialista – escreveu em sua obra inigualável O Ser E O Nada, um tomo com o título A Psicanálise Existencial – ao afirmar que “um dos seus componentes de seu ódio é uma atração profunda e sexual pelos judeus. Trata-se, antes de tudo, de uma curiosidade fascinada pelo Mal, que procede principalmente, creio eu, do sadismo”. Mas, Sartre, apresenta um convincente conceito do que é ser antissemita que serve para todas as formas nazifascistas, como as que ocorrem hoje no Brasil. “O antissemita é um homem que tem medo. Não dos judeus, certamente: de si próprio, de sua consciência, de sua liberdade, de seus instintos, de suas responsabilidades, da solidão, da modificação, da sociedade e do mundo, de tudo, salvo dos judeus. É um covarde que não quer confessar sua covardia; um assassino que recalca e censura sua tendência ao homicídio sem poder refreá-la e eu, no entanto, só ousa matar em esfinge ou no anonimato de uma multidão; um descontente que não se atreve a revoltar-se por receio das consequências da sua revolta. (…) O antissemitismo, em suma, é o medo diante da condição humana. O antissemita é o homem que deseja ser rochedo implacável, torrente furiosa, raio devastador: tudo menos homem”.

Esses breves enunciados tratam exclusivamente do povo judeu perseguido pelo antissemitismo mundial. Não trata de uma defesa do Estado de Israel como afirmou Caetano. Sartre, como filósofo da liberdade do homem, jamais poderia ter reduzido a sua luta em defesa de um só povo preterindo um outro povo. Que mostrem o povo argelino, o povo cubano, o povo russo e a até o povo brasileiro, porque não foi por turismo que veio ao Brasil em 1961. Sartre, já na década de 70, sabia que o Estado de Israel estava militarizando e tomando decisões contrárias a liberdade do povo palestino. Mas Roger Waters acreditou em Caetano também por não estudar Sartre.

O que os dois não sabem é que em 1967, Sartre e Simone, em suas muitas viagens pelo mundo sempre em condição de convidados políticos, visitaram o Cairo que fazia uma experiência socialista tendo como chefe Nasser, com quem Sartre conversou por mais de três horas. E visitou a Faixa de Gaza, que no tempo não mostrava as atrocidades de hoje promovida pelo Estado Militar de Israel. Em seguida, os dois filósofos, a convite de membros de partidos e movimentos esquerdistas, visitaram Israel, onde foram recebidos de forma acalorado por dois motivos. Um a importância internacional de Sartre, e outro pelo livro que escrevera contra o antissemitismo. Motivo que levou os israelenses a o chamarem de semitósofo. Nessa visita Sartre conversou uma hora e quinze minutos com o chefe do Estado de Israel. Visitaram também a experiência socialista dos Kibutzs, comunidades onde, principalmente as crianças tinham uma educação verdadeiramente socialista. Resultado: Sartre de manteve neutro na questão de Israel e Palestina, afirmando que havia viajado para aprender e não ensinar.  

O argumento de que Caetano é profundamente insustentável, porque ele não está entendendo a passagem de um Estado totalitário para um Estado fascista, como nós mostram os filósofos Deleuze e Guattari com o conceito de máquina de guerra. Uma máquina de guerra é um agenciamento de desejos que processa novas formas de existências fazendo com que corpos capturados por sobrecodificações molares, pontos paranoicos, buracos negros, através das linhas de fugas moleculares se manifestem em suas intensidades mutantes e desterritorializantes.

O que significa que um Estado totalitário, embora seja um corpo opressor, ele ainda mantém vizinhança, mesmo sem querer, com a máquina de guerra. Todavia, quando a máquina de guerra se transforma em máquina de guerra de destruição acaba o Estado totalitário para se manifestar paranoicamente uma máquina de destruição contra a vida. É o Estado fascista. É o Estado militar de Israel como poder paranoico contra o povo palestino. Uma máquina de guerra de destruição da vida palestina. Daí que tudo que Sartre afirmou sobre a patologia dos antissemitas cabe bem ao Estado militar de Israel. 

E o grande perigo de uma máquina de guerra fascista de destruição, como mostram os filósofos Deleuze e Guattari, é que ela não se satisfaz em matar apenas os que ela considera como inimigos. Ela deseja o fim de tudo, como mostraram os nazistas quando se viram derrotados. Destruir cidades, pontes, museus, laboratórios, poluir água, destruição total. Não importa que nós morramos, contanto que eles morram também. Como diz Sartre o fascista não quer o humano. Ele quer é a morte. 

Embora Roger Waters tenha sido iludido por Caetano, o que ele quer juntamente com a comunidade anti-nazifascista é a liberdade e o direito do povo palestino e não a condenação do povo judeu. Waters compreende a diferença entre povo e Estado fascista, mas Caetano confunde e ainda quer implicar Sartre e Simone de Beauvoir. Coisa de Caetano.

Crise alimentada pela oposição pode se voltar também contra ela

image_preview (1)Aécio evita as ruas e busca ‘tapetão’. Agripino fala em ser “bombeiro” de empreiteiras. E parlamentares que sonham com eleição a prefeito temem ser vistos como políticos que nada propõem além da intriga.

por Helena Sthephanowitz

A parte do tucanato liderada pelo presidente do PSDB, senador Aécio Neves, sonha liderar o enfrentamento ao governo, mas seus integrantes reclamam que quando são reconhecidos em ambientes populares acabam sendo recebidos com gritos de “ladrão” e outros palavrões. Apesar dos esforços da imprensa em direcionar o noticiário contra o PT, a maioria da população que recebe  a mensagem antipolítica do noticiário não faz distinção partidária, enxergando quase todos os políticos como se fossem responsáveis, de uma forma ou de outra, pelas mazelas noticiadas.

Parlamentares pré-candidatos a prefeitos estão preocupados em como enfrentar a campanha eleitoral de 2016, diante de um eleitorado que os recebe com frieza, ceticismo ou hostilidade. A falta de uma agenda parlamentar positiva piora as chances. Enquanto os atuais prefeitos que concorrerão à reeleição, ou secretários que exercem o Poder Executivo, bem ou mal, têm obras e realizações para mostrar, os parlamentares que se destacam apenas nos holofotes de CPIs têm um histórico de fracasso nas urnas quando tentam um voo mais alto para concorrer a prefeito ou a governador. A população os veem apenas como criadores de intrigas, sem utilidade pública.

O deputado federal Marcus Pestana (PSDB-MG), um dos mais ligados a Aécio Neves, coloca em dúvida se seu partido conseguirá faturar eleitoralmente a Operação Lava Jato, principal tema do noticiário político há um ano.  “O resultado líquido nas prefeituras, nas lideranças e na população não dá para dimensionar. A população está de saco cheio com a política”, disse.

Nos bastidores tucanos circula que Aécio Neves ficou irado com as declarações da presidente Dilma sobre doações da empreiteira UTC para sua campanha, e marcou reunião com oposicionistas na terça-feira (30) para debater a crise política. Enquanto um grupo defende pautar de novo a tese do impeachment, outros advertem que os próprios tucanos precisam melhorar a comunicação com a sociedade primeiro.

Depois da reunião, e sempre atento aos holofotes generosos, Aécio procurou a imprensa e anunciou que os partidos de oposição vão entrar com representação na Procuradoria-Geral da República por crime de extorsão contra a presidente Dilma Rousseff e o então tesoureiro da sua campanha, ministro Edinho Silva.

O grupo vai também apostar em outras duas frentes para desgastar o governo: entrar com um novo pedido no Tribunal de Contas da União (TCU) contra a contabilidade do governo e acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a delação de Pessoa seja levada em conta no processo que já foi aberto no órgão contra a campanha da petista. Sobre o fato de Ricardo Pessoa ter denunciado que o senador tucano Aloysio Nunes recebeu R$ 500 mil, sendo R$ 300 mil em dinheiro vivo de caixa 2, Aécio não se pronunciou.

Desde o fim das eleições, Aécio Neves flertou com grupos agressivos de extrema-direita que arregimentaram público pelas redes sociais para manifestações de rua contra o governo. Mas os tucanos desejavam que esses grupos fossem coadjuvantes para assumir o protagonismo. Não foi que ocorreu. A mensagem destrambelhada foi de ódio, de pedir a volta da ditadura, discriminar minorias e destilar preconceito contra a população pobre.

Além disso tais ativistas chamaram o próprio Aécio de “arregão” por não propor o impeachment da forma como queriam. Agiram como brigões arruaceiros e elementos antissociais ao irem provocar de propósito a reunião de petistas em Salvador. Um desses ativistas, no Rio Grande do Sul, perseguiu um cidadão haitiano que trabalha honestamente como frentista em um posto de gasolina. Com cabos eleitorais como estes, os tucanos atraem mais repúdio do que adeptos.

Voltando à reunião convocada por Aécio, participaram os presidentes do PPS, Roberto Freire, do DEM, Agripino Maia, do SD, Paulinho da Força, os senadores Cássio Cunha Lima, líder do PSDB no Senado, Ronaldo Caiado, líder do DEM no Senado, Álvaro Dias (PSDB-PR), Eduardo Amorim (PSC-SE), o líder em exercício do PSDB na Câmara, Nilson Leitão, os líderes do DEM, Mendonça Filho, e do PPS, Rubens Bueno, e os deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP), Raul Jungmann (PPS-PE), Bruno Araújo, (PSDB-PE) e Arthur Maia (SD-BA). Presença majoritária dos, digamos, incendiários da oposição.

A tese do impeachment nas ruas não prosperou, segue a tentativa de tapetão nos tribunais. A representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciada por Aécio teve com base texto da revista Veja sobre a delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC, cujo teor oficial ainda é desconhecido, pois está em segredo de Justiça – pelo menos para o público, para setores da imprensa.

É óbvio que a representação é só para dar satisfação ao ativismo pró-golpe que chamou Aécio de “arregão”. Mas a ação de é útil também para desviar a atenção das doações que ele próprio recebeu da UTC em sua campanha eleitoral, e se atrapalhou em explicar o porquê, dizendo que “tudo o que tinha a oferecer para a UTC era alforria do governo do PT”.

Na Lava Jato, o antecessor de Aécio na presidência do PSDB, Sérgio Guerra, morto em março do ano passado, foi delatado pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, acusado de exigir R$ 10 milhões na forma de doação de campanha para enterrar um pedido de instalação de CPI da Petrobras em 2009. Em dezembro de 2010, no escritório da UTC, foram encontradas anotações comentando negociações de bastidores entre representantes das empreiteiras e Aécio Neves para não envolver as empresas na CPI da Petrobras de 2014. Segundo as anotações, Aécio teria dito que os senadores Mário Couto (PSDB-PA) e Álvaro Dias (PSDB-PR) estavam escalados para “fazer circo”, ou seja, criar noticiário, mas inofensivo às empreiteiras.

Agora, parece que Aécio escalou a si mesmo para “fazer circo”. E que tem gente na oposição com medo do circo pegar fogo.

O presidente de outro partido de oposição, o DEM, senador José Agripino Maia (RN), demonstrou preocupação com a sobrevivência política dos oposicionistas. Colocando-se como bombeiro, disse: “É obrigação da oposição encontrar um rumo para o país”.

Não que Agripino queira ser bombeiro para não queimar o governo. A questão é que o senador sempre representou as empreiteiras no Congresso e elas sempre financiaram suas campanhas. Ele próprio já foi sócio da EIT, uma das empreiteiras envolvidas na Lava Jato. Foi sócio da Strata Concessionária, que explora pedágios nos estados do Rio de Janeiro e Paraná junto com a Queiroz Galvão e OAS, outras duas empreiteiras envolvidas na Lava jato.

É até bem-vindo Agripino, como qualquer homem público, agir como bombeiro contra excessos da Lava Jato para que não destrua as empresas, os empregos e a cadeia produtiva nacional do setor de infraestrutura criada durante décadas. Condenar corruptos e corruptores, desde que com provas, para inocentes não pagarem por culpados, ressarcir os cofres públicos e multar as empresas, sem quebrar todas elas, são atitudes esperadas da investigação e necessárias ao combate à corrupção. O que é absurdo é destruir todo um setor econômico, como se para matar as baratas de uma casa precisasse demoli-la.

No caso do DEM, não é só empregos e empresas que podem ser extintas. A fonte de financiamento de campanhas eleitorais que elege suas bancadas e seus prefeitos também. O DEM votou a favor de manter o financiamento empresarial de campanha. Significa que seus membros temem não se elegerem se disputarem eleições em condições niveladas de custo de campanha com outros candidatos de outros partidos.

Por fim, a oposição de Agripino não vê no Congresso condições de julgar o impeachment da presidenta, se há dezenas de parlamentares investigados na Lava Jato e em outros malfeitos, enquanto não existe nada contra Dilma. O próprio Agripino é investigado na Operação Sinal Fechado por supostamente ter recebido R$ 1 milhão de empresa candidata a fazer inspeção veicular no Rio Grande do Norte. Como abrir um processo de impeachment contra a presidenta, se o Congresso Nacional não abre nem processo no Conselho de Ética e decoro parlamentar contra dezenas de parlamentares?

Por isto, o senador potiguar saiu da reunião com Aécio com discurso mais suave. “Ainda faltam argumentos jurídicos consistentes para que a ação (impeachment) não se transforme em uma peça inócua.” Por isso, explicou o senador, “a oposição está unida na busca de provas claras da prática de crime de responsabilidade por parte da chefe do Executivo”.

Em comum, Aécio e Agripino fogem das ruas e tentam fazer o que podem no golpe do tapetão do Judiciário.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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