Arquivo para 24 de julho de 2015

PETROLEIROS INICIAM PARALISAÇÃO DE 24 HORAS EM DEFESA DA PETROBRÁS E CONTRA PROJETO DE SERRA CONTRA O PRÉ-SAL

db3dff1d-fd2d-48e1-9377-15d8e1ae1ad5Petroleiros de todo o país iniciaram uma paralisação de 24 horas em defesa da Petrobrás e contra o projeto de José Serra que pretende tirar da Petrobrás a exploração do pré-sal e entregar a empresas estrangeiras.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP) a greve é apenas o início da luta que os petroleiros vão movimentar durante todo o tempo em que os direitos da Petrobrás e dos petroleiros estiverem ameaçados.

“É apenas o início de uma árdua batalha que os petroleiros terão pela frente para barrar o projeto e impedir o desmonte da Petrobrás, caso a empresa siga adiante com o novo Plano de Gestão e Negócios, que pretende cortar 89 bilhões de dólares em investimentos e despesas, além de colocar à venda US$ 57 bilhões de ativos da companhia.

Nas áreas operacionais, houve cortes no processo de rendição das refinarias, nos terminais da Transpetro e nas usinas de biodiesel e termoelétricas. Como não houve troca de turnos, os funcionários que se encontram nas unidades operacionais da estatal estão fazendo apenas operação padrão”, disse a assessoria da FUP.

A MÍDIA GOLPISTA AFIRMA QUE LULA PROCUROU FERNANDO HENRIQUE PARA TRATAR DE ASSUNTOS POLÍTICOS ENTRE ELES O IMPEACHMENT. QUEM ACREDITA? MELHOR SARNEY E COLLOR

images_cms-image-000447463É notório e público que Fernando Henrique é um sujeito-sujeitado não confiável politicamente. Uma prova são seus anos de desgovernos do Brasil que além de privatizar órgãos públicos, uma violência contra a nação, por preços irrisórios deixou o país afundado economicamente com profunda dependência ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e que Lula, em seus governos, teve que assumir o pagamento da dívida como realmente pagou.

E mais, Fernando Henrique, é um homem ambicioso e vaidoso, e como é sabido, não precisa ter estudado o filósofo Spinoza, são afetos tristes que diminuem nesse tipo de sujeito-sujeitado, qualquer preocupação com os interesses e direitos coletivos. Ou seja, o ambicioso e vaidoso se nutre de ganhos e aplausos dos que lhe são subalternos. Foram esses afetos tristes que o levaram a iniciar a manifestação contra a candidatura de Dilma, assim, como também, comandar a campanha pelo ‘terceiro turno’ par impedir que Dilma governasse. Foi ele juntamente com Aécio Cunha que ajudaram a inflamar atos de violência, inclusive abusos nazifascistas, contra a presidenta para ver se ele se sentia acuada e pedisse sua renúncia. Um desejo delirante, visto que ela jamais se abalaria, como não se abalou, com as ondas-imóveis das direitas.

E mais, mais, Fernando Henrique, é o porta-voz e o sujeito-sujeitado, privilegiado das mídias reacionárias que conspiram compulsiva e obsessivamente contra a democracia. Nos últimos anos, contra os governos populares de Lula e Dilma, mas no passado doloroso, apoiando a ditadura. Atuaram assim, Globo, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, etc. É o porta-voz das mídias reacionárias, porque elas deliram que ele ainda tem qualquer signo que possa sensibilizar e levar parte da sociedade brasileira a acreditar no que ele profere. Delírio, em virtude de se saber que ele é o ex-presidente com maior índice de rejeição da história do Brasil.

Agora, a mídia reacionária publica matéria, com objetivo de atingir Lula e o governo Dilma, afirmando que Lula o procurou para tratar de assuntos referentes à chamada crise política – não há crise nenhuma ,visto que o conceito político de crise é outro bem diferente do que os conspirados usam – e sobre o impeachment.

Lula não tomaria essa decisão ilusória sabendo quem é Fernando Henrique. E sabendo também que ele não tem qualquer poder para criar diretrizes políticas para o Brasil atual. Como se pode entender o princípio de realidade brasileira, o jornal só inventou, como é de praxe, e manipulou quimeras para contribuir com sua verve golpistas.

Lula negou que tenha procurado Fernando Henrique, mas o ambicioso e vaidoso, disse que poderia conversar. Lógico, para se iludir que ainda é importante para o país

MAIS MÉDICOS: ‘O PRIMEIRO CONTATO DE MUITOS INDÍGENAS COM UM MÉDICO FOI COM UM CUBANO’

saude-popular.org

Áreas remotas e de difícil acesso. Essa é uma realidade comum para comunidades indígenas em todo o país. Na prática, essa condição resulta em dificuldades para o acesso a serviços públicos fundamentais, como o direito à saúde. Desde 2013, quando os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei) foram definidos como áreas prioritárias para recebimento de profissionais do Mais Médicos, essa realidade está mudando.  

Na linha de frente deste trabalho: os médicos cubanos. Eles representam quase 11,5 mil dos mais de 18 mil profissionais do programa e atendem, sobretudo, áreas historicamente desassistidas. “Na Amazônia, havia lugares em que não existia médico. Muitas vezes, eu chego em lugares e os pacientes me perguntam: ‘O senhor é cubano?’ E eu respondo: ‘Não eu sou brasileiro’. E a resposta, na maioria das vezes é: ‘Eu não sabia que existiam médicos brasileiros que atendiam a gente [índios]’”, relata Rafael Sacramento, coordenador do Mais Médicos na região do médio Rio Solimões.  

De acordo com a Secretaria Especial da Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, os Dsei receberam 307 profissionais desde outubro de 2013. Os 34 distritos espalhados pelo Brasil contam agora com 513 médicos e um novo edital garantirá mais 35 a partir deste mês, informou o órgão.   Entre as dificuldades enfrentadas pela população desses territórios, estava a manutenção dos profissionais no local por causa de problemas logísticos. Hoje, eles se revezam e ficam de 15 a 20 dias em áreas indígenas e passam o restante do mês em cidades mais próximas.  

Tem Mais Médicos no Oiapoque  

A 590 quilômetros de Macapá (AP), indíos Palikur da aldeia Kumenê, no Oiapoque, estão retomando os saberes da medicina tradicional com a ajuda do médico cubano Javier Lopez Salazar.   Ele buscou os professores da escola local para fazer uma campanha de conscientização sobre a importância da medicina tradicional, ao mesmo tempo em que resgatava esses saberes com a população mais velha da aldeia.   “Esta é uma aldeia evangélica há mais de trinta anos, e muitas vertentes da sua cultura foram mudadas. Eles deixaram de acreditar em plantas medicinais, até a minha chegada aqui. Pouco a pouco, com a equipe de saúde, fomos convencendo as pessoas”, apontou. 

A iniciativa foi apoiada pelo cacique Azarias Ioio Iaparrá. “Eu disse para o médico que nós tínhamos esse conhecimento, do remédio caseiro. Ele então reuniu as comunidades, chamou os idosos, todos nós conversamos. E hoje em dia ele fez a comunidade ver a importância disso, a horta está lá, tão bonita. Ele veio e mostrou o conhecimento dele”, explicou.   Luis Otávio Sarges, chefe da Casa de Saúde Indígena do Oiapoque, explicou os avanços na qualidade de vida que o programa, com três médicos cubanos, trouxe para a comunidade Oiapoque.

“O médico cubano vem para fazer o serviço de atenção básica. Eu não preciso mais levar esse indígena para Oiapoque para fazer esse serviço. Quando os indígenas são encaminhados por eles para as cidades, em 90% dos casos já se trata de atendimento de média e alta complexidade, porque a base já foi feita aqui. E isso é um enorme diferencial de qualidade de vida e saúde para as populações”, avaliou.  

Problemas de estrutura 

No início do programa, uma das preocupações dos profissionais era com a estrutura que seria disponibilizada. Halana Farias, coordenadora do programa na calha do Rio Madeira, acredita que a situação tem melhorado.   “Eles [os cubanos] têm esse perfil de entendimento do seu papel social e isso possibilita que algumas coisas comecem a funcionar de forma um pouco mais estruturada, por exemplo, a chegada de medicamentos, a melhoria da estrutura de alguns polos bases, a garantia de combustível para o transporte. Eu vejo essa relação como muito promissora”, avaliou. 

Entre as dificuldades, Rafael Sacramento chama atenção para o sistema de licitação, que muitas vezes não leva em conta problemas que são pontuais daquela região, como as cheias dos rios e problemas com transporte.   “Às vezes, a empresa que ganha a licitação é do Rio Grande do Sul ou interior de São Paulo e, quando ela percebe os custos e as dificuldades do transporte, ela rescinde o contrato ou simplesmente não cumpre. Existe também um problema logístico, porque tem a época de chuvas, quando o rio está cheio, e a navegabilidade é muito alta, mas quando o rio está baixo os barcos maiores não passam. Você só consegue fazer obras durante quatro meses do ano. Na questão da estrutura, muitas vezes, a coisa não melhorou por incompetência política; outras vezes, porque as empresas não cumprem os contratos”, opina.  

Desafios da saúde indígena 

Além dos desafios estruturais, os profissionais ainda têm de enfrentar as dificuldades específicas dos cuidados com os indígenas. Para ajudar a enfrentá-los, o programa disponibiliza para os profissionais um curso de pós-graduação à distância pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), voltado na área de saúde indígena, que discute temas como antropologia.   “Quando você vai ver uma dia de atendimento médico nessas aldeias, cai por terra toda aquela ideia de estrutura necessária para o atendimento. Muitas vezes, ele acontece do jeito que dá, em uma escola, em um local onde a comunidade se encontra”, aponta Halana. 

Rafael alerta para a hipermedicalização da população indígena. Para ele a solução passa pela ressignificação do papel do profissional de saúde, retirando-o do protagonismo no processo de saúde e aumentando a independência que as tribos têm dos profissionais. Para ele, o médico não é mais o dono do conhecimento, mas um catalizador que tira da “situação de doença” e leva para a “situação de saúde”.   “Você tem populações com 300 anos de contato conosco, que já entendem a relação com o médico, e populações que têm um contato mais recente, com uma outra relação com medicamentos. Como você vai receitar alguma coisa pra um índio que conta até cinco e não conjuga verbo no futuro? Como você vai explicar pra ele um tratamento de seis meses? Isso é muito complicado e a gente acaba tendo que fazer de caso a caso.

Outro foco importante é a manutenção de saúde com intervenção mínima, a presença constante do profissional não é necessariamente positiva. Você faz o seu trabalho e permite que a comunidade se mantenha saudável independente da sua presença”, conclui. 

*Com informações do site da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas)


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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