Arquivo para agosto \22\-04:00 2015



Eduardo Cunha usou até igreja para lavar dinheiro de propina

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O procurador-geral pede que o presidente da Câmara seja condenado por corrupção e lavagem, e devolva US$ 80 milhões aos cofres públicos.

Najla Passos

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta (20), denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é suspeito de ter recebido pelo menos US$ 5 milhões em propinas de uma empresa contratada pela Petrobrás, no esquema investigado pela Operação Lava Jato.

O presidente da Câmara é acusado também pelo crime de lavagem de dinheiro. De acordo com o MP, ele usou até mesmo a igreja evangélica que frequenta, a Assembleia de Deus de Madureira, no Rio de Janeiro, para ‘esquentar’ parte do dinheiro recebido de propina. Curiosamente, a mesma igreja em que ele comemorou sua vitória para a presidência da Câmara, no início deste ano.

Conforme o procurador-geral, Cunha integrava o esquema liderado pelo então diretor da área internacional da Petrobrás, Nestor Ceveró, e pelo operador do PMDB, Fernando Soares, o “Fernando Baiano”, ambos já condenados por participação em crimes relacionados à Petrobrás. A peça sustenta que, de 2006 a 2012, os três receberam US$ 40 milhões em propinas para favorecer a contratação do estaleiro sul-coreano Samsung Heavy Industries CO, para a construção de dois navios-sonda para Petrobrás.

O “negócio” foi intermediado pelo executivo Júlio Camargo, que passou a representar o estaleiro sul-coreano no país e a receber, a título de comissão, o montante que o pagaria e o que seria distribuído em propinas. O problema é que em 2010, por questões contratuais, a Samsung deixou de pagar a “comissão” de Camargo que, por consequência, suspendeu o pagamento da propina de Baiano, Ceveró e Cunha.

O último, então, se valeu da sua prerrogativa de deputado federal para chantageá-lo, ameaçando inviabilizar os contratos da Samsung com a Petrobrás, ambos feitos sem licitações e com base em várias outras irregularidades. E para não se envolver diretamente no esquema, usou a então deputada Solange Almeida (PMDB-RJ), muito próxima a ele, para apresentar pedidos de informações sobre os contratos ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério das Minas e Energia.

Cunha, entretanto, deixou rastros no sistema de informática da Câmara. Uma diligência realizada pelo MP atestou que, embora assinados oficialmente por Solange, os documentos foram criados pelo próprio deputado: sua assinatura digital, que só pode ser obtida mediante acesso com sua senha pessoal e intransferível, conta nos arquivos.

Na investigação, o MP levantou também que a pauta nada a tinha a ver com o trabalho regular de Solange, que jamais havia solicitado coisa parecida nos seus dois mandatos como deputada federal. Por isso, ambos são acusados de corrupção passiva. O procurador-geral pede, inclusive, que Cunha devolva aos cofres públicos o montante de US$ 80 milhões, ou cerca de R$ 278 milhões.

O procurador-geral também pede que o STF instaure processo contra Cunha por lavagem de dinheiro. Na denúncia, demonstra como o dinheiro da propina era lavado em paraísos fiscais no exterior e depois retornava para o país, via contas do Fernando Baiano e do doleiro Alberto Youssef, também já condenado por crimes envolvendo o esquema da Petrobrás. Evangélico atuante, Cunha também usou a igreja que frequenta para receber parte do dinheiro da propina, em uma operação ilegal que ele e seus operadores chamavam de “doação”.

“Inocente” e “aliviado”

Em nota, Cunha reafirmou que é inocente e se disse aliviado pelo fato da denúncia ter saído do MP e chegado ao judiciário. Ele voltou a atacar o procurador geral da República, a quem atribui a responsabilidade por ter sido incluído na investigação. “Fui escolhido para ser investigado. Agora, ao que parece, estou também sendo escolhido para ser denunciado”, disse. O presidente da Câmara também reiterou que permanecerá no cargo.

Parlamentares de dez partidos – PT, PSOL, PSB, PPS, PTD, PROS, PTB, PR, PSC e até o PMDB do próprio Cunha – divulgaram hoje um manifesto pedindo seu afastamento. “A denúncia é extremamente consistente. Há fatos robustos ali que inviabilizam que ele continue a frente da presidência da Câmara”, afirmou o deputado Henrique Fontana (PT-RS), que assina o manifesto.

Segundo ele, nos últimos meses Cunha tem dado diversas demonstrações de que não se furtará a usar o cargo em proveito próprio, como ocorreu no caso da contratação da consultoria Kroll, que consumiu cerca de R$ 1 milhão dos cofres públicos para investigar os delatores dele na Operação Lava Jato. “Ele não tem mais condições de continuar presidindo a Câmara”, resumiu.

No manifesto, os deputados são categóricos. “Exercer a presidência da Câmara dos Deputados exige equilíbrio, postura ética e credibilidade. A responsabilidade de dirigente maior de uma das casas do poder legislativo é incompatível com a condição de denunciado. Em defesa do Parlamento, clamamos pelo afastamento imediato de Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados”, diz o documento.

Nas manifestações que ocorreram nesta quinta (20) em 23 cidades do país, tanto em apoio à permanência no cargo da presidenta Dilma Rousseff quanto em protesto contra o ajuste fiscal do governo, o “Fora Cunha” foi uma das palavras de ordem mais ouvidas. As críticas a pauta conservadora que ele implantou no Congresso uniram todos os manifestantes, de um e de outro lado.

Collor de Mello

Nesta quinta (20), o procurador-geral da República também denunciou ao STF o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), que em 1992 renunciou ao cargo de presidente do país para fugir de um processo de cassação. Pela denúncia, Collor recebeu cerca de R$ 26 milhões de propina em contratos da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras. O processo contra ele, porém, corre em segredo de justiça e são poucas as informações já disponíveis.

EM MANAUS MILHARES DE MANIFESTANTES SAÍRAM ÀS RUAS PARA DEFENDER O GOVERNO DILMA E A DEMOCRACIA CONTRA OS GOLPISTAS ABJETOS.

IMG_2326Foi uma verdadeira e honesta festa democrática! Sindicatos, partidos de esquerda, organizações sociais, populares, transeuntes, entidades, professores, trabalhadores de funções variadas e mais os observadores anônimos. Uma demonstração que o povo sabe se movimentar quando é chamado para defender seus direitos. Foi a festa democrática em defesa do governo Dilma e a Democracia, como Estado de Direito inviolável. Na tarde em que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, protocolou denúncia no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o golpista megalomaníaco presidente da Câmara Federa, Eduardo Cunha.

IMG_2048 IMG_2050 IMG_2054 IMG_2058 IMG_2069 IMG_2077 IMG_2083 IMG_2088Não precisa escrever muito, observar as fotos que exibem a manifestação nas ruas do centro da não-cidade Manaus, que saiu da Praça São Sebastião, desceu a rua 10 de Julho, pegou a Avenida Getúlio Vargas, uma das principais, passou pela Avenida 7 de Setembro, reduto comercial, entrou na Avenida Eduardo Ribeiro, a principal avenida do centro, e chegou na Praça do Congresso para realizar a plenária e tirar as propostas que serão endereçadas ao governo, partidos político e entidades participantes.

IMG_2096 IMG_2104 IMG_2108 IMG_2088 IMG_2120 IMG_2124 IMG_2108 IMG_2112IMG_2180IMG_2188IMG_2196IMG_2202IMG_2211IMG_2212IMG_2219IMG_2224IMG_2228IMG_2230IMG_2234IMG_2236Nada de delongas! Quem fala são as fotos realizados por Aldenise Oliveira, Alci Madureira e Anderson Littaif, com as colaborações de Luciclei Lopes, Vitorinha Lopes e Marcos José. Todos, membros da Associação Filosofia Itinerante (AFIN).

Olhos nas fotos!

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IMG_2238 IMG_2245 IMG_2264 IMG_2275 IMG_2277 IMG_2294 IMG_2296 IMG_2298 IMG_2299 IMG_2301 IMG_2301 IMG_2303 IMG_2308 IMG_2309 IMG_2311 IMG_2313 IMG_2314 IMG_2316 IMG_2317 IMG_2321 IMG_2325 IMG_2330 IMG_2332 IMG_2335 IMG_2336 IMG_2339 IMG_2340 IMG_2343

É HOJE, DEMOCRATAS! DIA 20! DIA DA COMPOSIÇÃO DEMOCRACIA CONSTITUTIVA!

IMG-20150818-WA0011Hoje o dia singular em que os democratas vão às ruas e praças para compor, com suas potências, o sentido e o corpo da Democracia Constitutiva! O regime político em que o Estatuto do Estado é o Bem Comum.

Existem dois tipos de democracia. Um nascido na aspiração burguesa do século XIX. Um regime chamado de político não por seu corpo singular e essencial, mas por se tratar de uma ordem uma direção social. Uma forma de governar mais negócios privados do que público. Embora, em alguns momentos, esses negócios reflitam o público. Mas com a condição de amparar e estimular o privado.

Esse regime é a dita e tida democracia representativa que, com suas representações legislativa e executiva saídas do voto popular, simulam a democracia dos iguais. Simulam por que, historicamente, o voto é uma produção de classe social. E no caso em questão das ideias burguesas. Mesmo tendo sido se realizado através de lutas. Mas foram lutas com espírito capitalista para simular liberdade politica. Mas verdadeira realidade política do voto é apresentada na multiplicidade partidária como o voto de um partido socialista. Fora isso o voto na democracia representativa é apenas a confirmação de um sistema dominante. No caso, o capitalismo. Por tal, suas legislações são expressões de manutenção desse sistema. Nada original.

O outro tipo de democracia é a democracia constitutiva. A democracia que não nasce e se manifesta através da determinação de uma lei, como ocorre com a democracia representativa que tanto interessas as direitas reacionárias. A democracia constitutiva é o regime político que nasce da composição das potências de todos com um único objetivo que a igualdade dos direitos. Direitos criados e mantidos por essas potências em corpo de Estatuto do Estado expressado em Bem Comum. Ou negócios públicos.

A democracia constitutiva se constituindo pelas potências de todos, pode ser apresentada no conceito democrático grego: a sociedade dos amigos. A amizade que impossibilita que qualquer membro dessa sociedade possa agir em benefício próprio, família ou parceiros, visto que os interesses e as práxis são resultados do encontro das potências coisas comuns.

A filosofia constitutiva é Multitudo. Potências dos iguais. Ela tem seus defensores Machiavel, onde potência da multidão, Multitudo, é vírtus. A virtude criadora da multidão. Multidão não no sentido vulgar de bando dos desatinados, insensatos e indigentes políticos como nos mostram os coxinhas. Mas multidão como potência política criadora do viver social. O filósofo Spinoza, o que melhor compôs o sentido de potência política, trata dos bons encontros. Os encontros, occurso, que aumentam a potência de agir. Só há democracia com bons encontros. O encontro dos amigos e não dos escravos e tiranos. Já que escravo não ser amigo, assim como tirano não pode ter amigo, é o que nos diz o filósofo Nietzsche. Esse impotente encontro, um encontro apenas presencial, como em um shopping, no próprio Congresso Nacional, não processa afetos bons, mas paixões tristes. Inveja, ódio, ambição, orgulho, despeito, vaidade, vingança, arrivismo, sordidez, misoginia, trapaça, etc., paixões facilmente encontradas nas direitas.

No momento atual os filósofos que mais expressam o sentido de Multitudo como potência da multidão são os filósofos, o italiano Toni Negri e o norte-americano Michael Hardt. Neles o poder deve ser constituinte e não constituído. O poder constituinte é potência criativa que liberta o homem de todos os tipos de escravidão política. Esses dois filósofos têm seus pressupostos políticos saídos de seus entendimentos e desdobramentos sobre os pressupostos de Machiavel e Spinoza.

Daí, que a singularidade do dia de hoje, é que vai ser o momento em as potências dos presentes irão compor novas formas de saberes e dizeres necessários a democracia brasileira que tem politicamente a presidenta Dilma Vana Roussef sua representante por direitos. As potências políticas são comprometimentos muito diferentes das impotências expressadas e defendidas pelas direitas predadoras que querem de qualquer forma – todas indignas como caracterizam o golpe – tomar o poder de uma presidenta eleita dentro das leis da democracia representativa que eles, os partidos reacionários, recorreram, também, para serem eleitos.

Portanto, democratas, hoje, a partir das 15 horas na Praça do Teatro Amazonas, para quem é do Amazonas. O Teatro Amazonas o símbolo e a realidade da opressão econômica do povo indígena. O fausto do capitalismo-extrativista que esfacelou a cultura indígena. Não esquecer: os índios foram usados como mão de obra na construção do teatro.

A história como sempre pregando suas demandas farsescas, diária Marx: uma manifestação-potência em frente à representação do modelo europeu de subjugação.

COM LULA MEXEU, O TROCO COMEU! GLOBO MENTIU SOBRE APARTAMENTO DE LULA E ELE ENTROU COM PROCESSO

36a61102-6282-43b4-81b3-2e71a751dedfNão é fato de momento a imprensa reacionária de mercado escamotear notícia ou fabricar factoide para conseguir seus propósitos. Ainda mais quando esses comportamentos crápulas tem como elemento impulsionador a ambição pelo poder dito político.

Lula é um homem que por sua probidade, alegria popular e o amor que a maioria da população lhe dispensa, é invejado pelas escabrosas direitas. Basta observar o comportamento do inveja-mortal, Fernando Henrique em relação a ele. E mais ainda, porque Lula é um homem que se candidatar em 2018, ganha mais uma vez a presidência da República. Na verdade, Lula, já está eleito.

Essa cruel realidade futura, mas que já é presente, para as direitas leva elas a fabricar factoides contra Lula com objetivo de enfraquecê-lo perante o povo brasileiro, para ele seja punido juridicamente e seja impossibilitado de se candidatar. O primeiro caso é pura frustração: o povo não se põe contra ele. O segundo é também claro desespero: Lula não cometeu nenhum erro grave para ser condenado.

Esse o fator básico das tramas da mídia de mercado como Veja, IstoÉ, Época, Estadão, Folha de São Paulo TV Globo e congêneres. O jornal-pasquim, O Globo, publicou matéria afirmando que Lula é dono de um tríplex, em Guarujá, é que aquisição do imóvel tem ligação com o bandido profissional, Alberto Youssef.

Como Lula agora mudou seu tom, ele, como já fez com suja Veja, entrou com uma ação contra o jornal-pasquim da família Marinho que vem perseguindo Lula obsessivamente. O primeiro elemento psicótico da paranoia.

FHC, o conspirador-chefe

9B130E722171B211B2B565E12520C895E3ACBDD90F8144D5957F6C4747E3823DÉ ele quem concebe, articula e organiza a estratégia para desestabilizar e derrubar Dilma. É ele o autor intelectual da estratégia golpista.

Jeferson Miola

Fernando Henrique Cardoso, que usa a grife FHC, é o nome e sobrenome do conspirador-chefe. É ele quem concebe, articula e organiza a estratégia para desestabilizar e derrubar a Presidente Dilma. É ele, enfim, o cérebro, o autor intelectual da estratégia golpista.

Os líderes verdadeiros entram na história. São personagens transcendentes, que legam ao seu povo e à sua Nação obras civilizatórias, virtudes democráticas e valores morais que inspiram a humanidade.

FHC, entretanto, não passa de um ex-presidente medíocre. Ele jamais fará parte da galeria dos grandes líderes da história do Brasil habitada por Getúlio, Jango, Brizola e Lula. Isso é terrível para o narcisista que vive afagando o ego com a fantasia de ser considerado, pelos bajuladores, o “príncipe dos sociólogos”.

FHC decidiu pertencer, na história do Brasil, ao lugar ocupado pelos bastardos da nossa democracia, onde jaz o “corvo” Carlos Lacerda. Ele assumiu, nesta segunda década do século 21, o papel que o “corvo” desempenhou nos anos 1940 a 1960 do século passado.

A semelhança entre os dois impressiona: passaram pela esquerda, degeneraram ideologicamente na trajetória final da vida e adotaram o mesmo manual de conspiração: Dilma não poderia ser eleita; se eleita, não poderia ser empossada; como foi empossada, não deixarão governar.

Na sua lógica golpista, FHC entende que o governo Dilma, eleito com 54.501.118 votos para governar até 2018 e que recém está no oitavo mês do mandato, é “ilegítimo”. Por isso, exige a renúncia da Presidente, pois de outro modo ela será derrubada a “golpes de Lavajato”.

Qual é, afinal, o critério de legitimidade de FHC? A soberania e a vontade popular seguramente não é; e tampouco o respeito às regras do jogo, às Leis e à Constituição.

Nessa métrica conspiradora, a fonte da legitimidade também não está nas 54.501.118 pessoas que elegeram Dilma, mas nas 135 mil que pediam o impeachment na Avenida Paulista: segundo o Datafolha, 77% eram brancos, 75% votaram no Aécio em 2014 e 85% têm renda alta.

O ex-presidente, que algum dia pediu para se esquecer o que escreveu e que mancha sua participação na luta contra a ditadura, merece voltar ao descanso no sarcófago da insignificância, de onde não deveria ter saído para assumir este triste e decadente papel de conspirador-chefe.

 

A INCONFUNDÍVEL ROSTIDADE DOS COXINHAS: INVEJA E ÓDIO

e196060b-a6d8-4b89-a7ca-f60395210f8aO amigo perguntou: “Você viu os rostos dos coxinhas? Que loucura! Ódio e inveja!”

Você viu o rosto dele? Tinha uma profunda expressão de ódio. Quando ela chegou já deu para perceber que ela não estava para conversa. Verdade. Cara de inveja pela promoção de Cláudia.

Não se nasce com rosto. O rosto é uma inscrição que se processa durante a existência das pessoas. O que há é cabeça, não rosto, dizem os filósofos Deleuze e Guattari. No lugar do que vai ser tido como rosto há um muro branco. Local de inscrição dos signos e das redundâncias. Mas um sujeito não se reduz a signos, redundância-significante. Há uma subjetivação que “não existe sem um buraco negro (D/G)”. O buraco negro é “onde aloja sua consciência, sua paixão, suas redundâncias (D/G)”. Dois estratos.

O rosto começa no muro branco para aparecer vagamente no buraco negro como rostidade pai, mãe, patrão, criança, policial, professor, etc., como traços significantes indexados específicos. A subjetivação necessita do rosto para escava o buraco negro por onde atravessa.

Mas a rostidade como significante e subjetivação não se mostra apenas no processo muro branco-buraco negro. Ela se mostra também nos objetos que também estão rostificados. Uma casa, uma cadeira, uma roupa, uma paisagem que se conectam a máquina abstrata de rostificação. “Essa roupa me olha”. Ou melhor, os objetos me olham. Me olham de acordo com minha rostidade. Meus significantes, minha consciência, minhas paixões.

No caso do rosto de Cristo. Ou rostos de Cristo, há também traços do agenciamento realizado pela máquina abstrata de rostificação. Há o rosto de Cristo o amante, o que não acusa, o que não cobra, que não julga, não persegue e que só ama seu próximo. O Cristo alegre. O rosto que Barrabás e Judas viram. E há o rosto de Cristo criado por Paulo. O rosto do crucificado que rostifica compaixão, dívida, julgamento, castigo, condenação, perdão compensatório e sem amor ao próximo, como liberdade. Esse segundo, a rostidade do homem ocidental onde a superstição, tida por religião, e o capitalismo fazem uso para manter a opressão ambiciosa. “Cristo de mercado. Cristo-tirânico (D/G)”.

Jornalistas livre e pessoas, também livres, se preocuparam em interpretar a redundância-significante dos cartazes exibidos pelos coxinhas, analfabetos políticos. Mas o que havia nos cartazes? Dizeres contra Dilma, Lula e o Partido dos Trabalhadores? Não. Os cartazes exibiam a rostidade dos coxinhas. “Deviam ter mortos todos”, dizia uma rostidade. “Somos Todos Cunha”, se exibia outro. Não havia Dilma, Lula e PT, mas só a rostidade coxinha.

O amigo viu a rostidade coxinha nos cartazes. Um cartaz expressava todos. “Viu os rostos deles?”. A gatinha, a madame mal-amada, o homem-fálico-narcisista, o jovem caráter-anal obsessivo, o bombado, o homofóbico, o racista, o arrivista, o misógino, estavam no muro brando-buraco negro dos cartazes. Foram 795 mil rostos no Brasil? Não. Uma rostidade só. Uma única inscrição. Uma rostidade redundância-significante e uma subjetividade-golpista-nazifascistas. Uma rostidade burguesa-branca, ponto-molar paranoico. Eu atribuível como rostidade determinada sem possibilidade de traços a-significantes e a-subjetivos.

Deleuze e Guattari nos dizem: “Se o rosto é uma política, desfazer o rosto também o é, engajando devires reais, todo um devir-clandestino. Desfazer o rosto é o mesmo que atravessar o muro do significante, sair do buraco negro da subjetividade”.

Mas os coxinhas não querem sair dessa opressão rostificadora. Eles querem continuar a cultuar o rosto do Cristo crucificado como ressentimento e má consciência. Quer dizer: eles não podem. Desfazer o rosto é a morte com quem eles não sabem lidar como criação para o novo. Eles não podem desejar. Eles são estratificados por linhas duras muito bem segmentadas e estriadas. Muito bem estratificadas como identidade, organização e subjetivação molar. Não qualquer possibilidade de variável, resíduos, neles.

Essa a inconfundível rostidade dos coxinhas: inveja e ódio.  

         

            

A ofensiva conservadora e as crises

446EC6C90737E3DBF5C37B7ADC8781A71048D58E14B5464D1695A851E315E205A crise política decorre da decepção e do inconformismo do PSDB com a derrota nas urnas em 2014, o que os leva a tentar erodir a legitimidade de Dilma.

Samuel Pinheiro Guimarães

A sociedade brasileira está diante de uma ofensiva conservadora que se aproveita de entrelaçadas crises na economia, na política, nas instituições do Estado, na imprensa e nos meios sociais para fazer avançar seus objetivos.

A suposta crise econômica ofereceu pretexto para implantar um programa neoliberal de acordo com o Consenso de Washington: privatização, abertura comercial e financeira, ajuste orçamentário, flexibilização do mercado de trabalho, redução do Estado, tudo com a aprovação do sistema financeiro internacional, por um Governo eleito pela esquerda.

A crise da corrupção, cujo maior evento é a Operação Lava Jato, mas também a Operação Zelotes, esta inclusive de maior dimensão, está servindo para destruir a engenharia de construção, onde se encontra o capital nacional de forma importante, com atuação internacional, e para preparar a destruição de organismos do Estado tais como a Petrobras, o BNDES, a Caixa Econômica, a Eletrobrás etc. a pretexto de que os eventos de corrupção neles investigados seriam apenas o resultado de serem estas entidades estatais.

Sua privatização, que corresponderia a sua desestatização/desnacionalização, eliminaria, segundo eles, a possibilidade de corrupção.

A crise do Judiciário, do Ministério Público e da Polícia Federal se desenvolve em várias esferas.

O Supremo Tribunal Federal tolera que um de seus membros interrompa, há mais de um ano, sob o pretexto de vista, uma ação, cujo resultado já está definido por 6 votos a 1, sobre a ilegalidade do financiamento privado de campanhas, fenômeno que está na origem da corrupção do sistema eleitoral em todos os Partidos e veículo para o exercício da influência corruptora do poder econômico na política e na Administração.

O objetivo deste Juiz é aguardar até que o Congresso aprove emenda constitucional, já em tramitação por obra do Presidente da Câmara, que torna legal o financiamento privado de campanhas.

A teoria do domínio do fato, uma aberração jurídica, acolhida pelo STF, reverte o ônus da prova e, mais, torna qualquer indivíduo responsável pelos atos de outrem sob suas ordens sem que o acusador ou o juiz tenha necessidade de provar que o acusado conhecia tais fatos.

O sistema do Ministério Público permite a qualquer Procurador individual desencadear processos com base até em notícias de jornal contra qualquer indivíduo, vazar de forma seletiva estas acusações para a imprensa, que as reproduz, sem nenhum respeito pelos direitos dos supostos culpados e sem nenhuma perspectiva razoável de reparação do dano causado pelas denúncias do Procurador nem pela imprensa que as divulgou, caso se verifique a improcedência das acusações.

A Polícia Federal exerce suas funções com extrema parcialidade, de forma midiática, criando, na sociedade a presunção de alta periculosidade de indivíduos que prende para investigação e se arvorando em poder independente do Estado.

Segundo depoimento do Presidente das entidades da Polícia Federal na Câmara dos Deputados, a Polícia Federal recebe regularmente recursos da CIA, do FBI e da Drug Enforcement Administration – DEA, no montante de USD 10 milhões anuais, depositados diretamente em contas individuais de policiais federais.

A crise política decorre da decepção e do inconformismo do PSDB e de seus aliados com a derrota nas urnas em 2014 o que os leva a procurar, por todos os meios, erodir a credibilidade e a legitimidade do Governo Dilma Rousseff e, por via transversa, do Governo Lula e assim minar as possibilidades de vitória de uma eventual candidatura de Lula em 2018.

Contam os partidos e políticos conservadores com a campanha sistemática da televisão, jornais e revistas, com base em denúncias vazadas, com a campanha de intimidação na Internet, com as manifestações populares, com o desemprego crescente causado pela política de corte de investimentos e de elevação estratosférica de juros, os maiores do mundo, para fazer baixar os índices de aprovação do Governo e da Presidenta e poder argumentar com a legitimidade e a necessidade de depô-la pelo impeachment.

A crise na imprensa e nos meios de comunicação se desenvolve em um ambiente em que as televisões, rádios, jornais e revistas recebem paradoxalmente enormes recursos do Governo para a ele fazer oposição sistemática, erodir a confiança da população no sistema político e nos partidos, em especial nos partidos progressistas, de esquerda, poupando os partidos conservadores tais como o PSDB, que recebeu tantas doações para sua campanha de 2014 quanto o PT e das mesmas empresas ora acusadas pelo juiz Moro.

A crise social se desenvolve na Internet, onde circula todo tipo de ofensa racista, homofóbica, antifeminina, antiprogressista e fascista, contra os políticos e partidos de esquerda, gerando um clima de hostilidade e ódio e estimulando a agressão física.

No Congresso, os setores mais conservadores elegeram grande número de deputados e, tendo conquistado a Presidência da Câmara dos Deputados, fazem avançar, a toque de caixa, sem nenhuma atenção à necessidade de debate pelos parlamentares e pela sociedade, uma ampla pauta de projetos conservadores que inclui a redução da maioridade penal, a ampliação do uso de armas, o financiamento privado das campanhas, a terceirização do trabalho.

O objetivo máximo desta grande ofensiva política e econômica conservadora é a tomada do poder através do impeachment da Presidenta Dilma e/ou a desmoralização do PT que leve a sua derrota fragorosa nas eleições de 2016, a qual preparará sua derrota final e “desaparecimento” nas eleições de 2018.

O processo político de impeachment da Presidenta Dilma não avança por estarem o PSDB e PMDB divididos quanto a sua conveniência no atual momento do calendário político e econômico.

Os três possíveis candidatos do PSDB à Presidência da República, quais sejam, Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra tem opiniões diferentes sobre sua conveniência.

A Aécio Neves interessa o impeachment de Dilma Rousseff e de Michel Temer por crime eleitoral, declarado pelo TSE, logo que possível pois isto levaria a uma eleição em 90 dias onde espera que, como presidente nacional do PSDB e candidato que teria perdido a eleição devido a “fraude”, agora se beneficiaria devido a sua campanha persistente pela ilegitimidade dos resultados eleitorais de 2014, o que o faria o candidato do PSDB com melhor perspectiva de vitória.

A Geraldo Alckmim interessa que o processo político, econômico e social desgaste longa e duradouramente o Governo Dilma e o PT até que as eleições municipais se realizem em 2016, com fragorosa derrota do PT e do PMDB e que tenha tempo de construir sua candidatura, com base no Governo de São Paulo, enquanto a candidatura de Aécio se enfraqueceria com o tempo como resultado de eventuais denúncias.

A José Serra interessa também que o impeachment não ocorra, que o Governo se desgaste para que tenha tempo de reconstruir sua imagem e eventualmente possa se candidatar pelo PSDB em 2018 ou até mesmo pelo PMDB, que insiste em ter candidato próprio mas sem nome hoje viável. Afinal, Serra foi fundador do PMDB e voltaria a sua casa, construindo sua candidatura junto à classe média nacional, através de sua atuação no Senado, com toda cobertura favorável da imprensa.

Para o PMDB, o impeachment da Presidenta representa o fim de um Governo onde ocupa a Vice-Presidência e ao qual dá apoio enquanto que um longo processo de desgaste da Presidenta, do Governo e do PT também o atingiria como partido aliado, enquanto a imprensa desgasta sua imagem na opinião pública como partido oportunista e corrupto.

Os interesses de Michel Temer, de Renan Calheiros e de Eduardo Cunha são divergentes. Cunha acredita poder ser o candidato do PMDB à Presidência, assumindo a liderança da ofensiva conservadora e o papel de defensor da Câmara, dos representantes do Povo, mas enfrenta o desgaste das denúncias de corrupção. Michel Temer sabe que a condenação por crime eleitoral de Dilma Rousseff pelo TSE também o arrastaria enquanto que a condenação de Dilma pela rejeição das contas de 2014 pelo TCU e pelo Congresso o levariam à Presidência. Renan disputa com Temer influência no PMDB e imagina poder ser candidato em 2018 com o enfraquecimento dos demais.

No PT, a situação é talvez ainda mais grave.

O programa econômico conservador, ao cortar investimentos públicos e as despesas de custeio do Governo, aumenta o desemprego e afeta a demanda o que reduz as perspectivas de lucro, contrai os investimentos privados, estabelece a desconfiança nos “mercados” e reduz as receitas normais tributárias, aumentando o déficit público.

Ao aumentar a taxa de juros, o Governo (Banco Central) aumenta as despesas do Governo e a relação dívida/PIB, reduz a atividade econômica e as perspectivas de lucro e provoca a queda da arrecadação. Ao não conseguir o aumento de receitas normais pela dificuldade em elevar tributos, passa a apelar para a venda de ativos o que é uma forma disfarçada de privatização, com resultados apenas temporários.

Ao provocar o desemprego, ao apoiar medidas desfavoráveis aos trabalhadores como alterações no seguro desemprego, no abono salarial e outras, e ao provocar a redução do crescimento o Governo mina a sua base de apoio social e político e as bases sociais e políticas do PT.

A retração da demanda, o aumento das taxas de juros, a contração das atividades do BNDES, a redução das oportunidades de investimento, a perspectiva de aumento de tributos afetam os interesses dos empresários e aumenta o seu descontentamento com o Governo e sua política.

Não há liderança no PT além de Lula que, por seu lado, não vê como abandonar o programa econômico do Governo Dilma sem acelerar sua queda, mas reclama da incapacidade da Presidenta para o exercício da política.

As pesquisas de opinião podem vir a revelar níveis de rejeição muito superiores aos que ocorreram na véspera do impeachment de Collor. Caso os níveis de aprovação caiam abaixo de 5%, o desânimo e a desmobilização dos movimentos sociais e dos sindicatos, a perplexidade dos congressistas, a posição dos candidatos a prefeito em 2016, as contínuas denúncias do Ministério Público (na realidade de procuradores individuais) contra políticos vinculados ao PT e contra o próprio Lula, a agressividade social e intimidatória conservadora podem gerar situação de gravíssimo perigo político para sobrevivência da democracia.

O Governo, apático, atordoado e intimidado, parece acreditar em sua pureza que fará que, ao final, sobreviva, único puro, à tempestade de denúncias que atingem políticos e partidos sem compreender que o objetivo da ofensiva conservadora não é lutar contra a corrupção e moralizar o país mas sim derrubá-lo e recuperar a hegemonia completa na sociedade e no Estado.

O Governo se retrai, não age politicamente nem mobiliza intensamente os movimentos sociais e os setores que poderiam apoiá-lo no enfrentamento a esta ofensiva conservadora que fará o Brasil recuar anos em sua trajetória de luta contra as desigualdades e suas vulnerabilidades, e de construção de um país mais justo, menos desigual, mais democrático, mais próspero e mais soberano.

É urgente a mobilização de todas as forças sociais progressistas para combater o desemprego causado pelo programa de ajuste, que está, isto sim, gerando imensa crise econômica e social, para defender a democracia e seus representantes legítimos, para defender as conquistas dos trabalhadores, para defender a empresa nacional, para defender o desenvolvimento do país, para defender a soberania nacional e a capacidade de autodeterminação da sociedade brasileira.

Para defender o Brasil. * * *

Instituto Lula divulga todas as empresas para as quais Lula fez palestra

Em sinal de respeito à sociedade brasileira, que merece receber informações corretas e verdadeiras, divulgamos a relação das empresas e instituições que, desde 2011, contrataram palestras do ex-presidente Lula no Brasil e no exterior por meio da empresa LILS Palestras e Eventos Ltda.

Trata-se de uma atividade legítima, que Lula exerce legalmente desde que deixou a Presidência da República, a exemplo de outros ex-presidentes do Brasil e de outros países, e personalidades de destaque como esportistas, artistas, jornalistas, cientistas.

De 2011 até hoje, Lula fez 70 palestras contratadas por 41 empresas e instituições, e foi remunerado de acordo com sua projeção internacional e recolhendo os devidos impostos.

No mesmo período, o ex-presidente participou gratuitamente de mais de 200 conferências, palestras e encontros promovidos por sindicatos, movimentos sociais, partidos, governos e instituições multilaterais, no Brasil e no exterior, sempre em defesa dos interesses nacionais, da paz mundial, estimulando o combate à fome e à pobreza.

Mesmo se tratando de contratos que preservam a privacidade das partes, julgamos necessária sua divulgação neste momento, para esclarecer distorções, manipulações e prejulgamentos em torno dessa atividade e das empresas contratantes, como vem ocorrendo por meio de reportagens, artigos e até editoriais na imprensa.

As palestras de Lula foram contratadas por algumas das maiores e mais respeitadas empresas de vários setores econômicos, do Brasil e do mundo. Por exemplo: Microsoft, Itaú, Infoglobo, Santander, Ambev, Telefónica, Iberdrola e Telmex.

O ex-presidente Lula e a empresa LILS solicitaram ao Ministério da Justiça, ao Ministério da Fazenda e à Procuradoria-Geral da República que apurem, na competência de cada instituição, as responsabilidades pela violação criminosa do sigilo bancário da LILS, violação que atinge não só um ex-presidente da República mas toda a sociedade brasileira.

Desta forma, o ex-presidente Lula e o Instituto Lula estão certos de contribuir para o esclarecimento da verdade, a defesa do estado de direito democrático e a garantia dos direitos constitucionais de todos os cidadãos brasileiros.

LISTA DAS EMPRESAS QUE CONTRATARAM PALESTRAS DE LULA ENTRE 2011 E 2015: 

• ABAD – Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industriais
• Associação de Bancos do México
• Abras – Associação Brasileira de Supermercados
• ALL América Latina Logística
• Ambev
• Andrade Gutierrez
• Banco Santander
• Bank of America
• BBVA Bancomer
• BTG Pactual
• Camargo Corrêa
• Centro de Estudos Estratégicos de Angola
• CFELG – Centro de Formacion y Estudios en Liderazgo y Gestion (Colômbia)
• Cumbre de Negócios (México)
• Dufry do Brasil
• Elektra
• Endesa
• Gás Natural Fenosa
• Grupo Petrópolis
• Helibrás
• Iberdrola
• IDEA (Argentina)
• Infoglobo
• Itaú BBA
• LG
• Lojas Americanas
• Microsoft
• Nestlé
• OAS
• GDF Suez Energy Latin America
• Odebrecht
• Pirelli
• Queiroz Galvão
• Quip
• Revista Voto
• Sinaval
• Telmex
• Telos Empreendimentos Culturais
• Terra Networks
• Tetra Pak
• UTC

AÉCIO E SEU SENTIDO ESTÁTICO DE MOVIMENTO SOCIAL REFLEXO DE SUA CONDIÇÃO BURGUESA

F7E285E22012B9E7E3ADE1E791490C2772DFDC1A436A8596262F679721AB5617A partir da concepção de mundo e não-mundo, pode-se apresentar, basicamente, dois conceitos de movimento. Um movimento mecânico quando há o deslocamento de um objeto ou pessoa em um espaço perceptivo. Esse movimento, por ser mecânico, não apresenta mudança nos corpos objeto ou pessoa. A cadeira foi carregada da sala para a cozinha. Paulo passou na frente de minha casa. O sujeito perceptivo testemunha esse movimento mecânico na ótica de Newton. A maçã cai! Uma lei física: lei da gravidade.

O outro movimento se mostra contrário ao primeiro. Nesse movimento há mudança no objeto e na pessoa sem ser percebido, cuja mudança só será testemunhada ulteriormente. A água ferve e muda para vapor. Não reconheço Pedro tal seu modo de ser atual. No primeiro caso, a mudança é dialética. Já no segundo, a mudança é ontológica.

Como a vida é um contínuo processual de mudança, o que importa é o que muda continuamente. Todo movimento nasce como elemento virtual ou ideia. O filósofo Deleuze, para afirmar o movimento, diz que a filosofia é a teoria das multiplicidades. O virtual é, enquanto virtual, um multiplicidades de relações diferenciais e de distribuições de singularidades. O virtual não se opõe ao real, mas ao atual. O virtual é a potência do real e para chegar a essa concretude ele precisa ser atualizado como diferençação. A atualização do virtual é um processual criativo visto que o virtual é movimento intensivo. Para afirmar esse movimento intensivo Deleuze diz que “atualizar-se é diferençar-se”. Na atualização as singularidades se dão por diferenciação como “qualidades e extensos, espécies e partes como objetos da representação (Deleuze)”. Assim, o virtual se apresenta em duas “metades” ímpares: uma metade ideal e outra atual.

Quando se escreve mundo e não-mundo o que se quer dizer é que existe um mundo estabelecido, determinado como imagem do pensamento social ou do Estado, que muitos tomam como modelo fixo a ser imitado e aderem às suas existências até que a morte lhes impossibilite a imitação. E há um mundo de multiplicidades virtuais que ainda não foi atualizado e apresentado como real. Esse é o não mundo. A heterogeneidade como potência criativa. O movimento que se apresenta como fluxo-mutante e quanta-desterritorializante.

Assim, movimento é o que muda se atualizando criativamente como outro. Nada de repetição, nada de semelhante, mas o novo. O senador reacionário e golpista do partido da burguesia-ignara, PSDB, porta-voz da imobilidade, Aécio Cunha, para fortalecer suas fantasias tem afirmado que a oposição de seu grupo ao governo Dilma reflete as expectativas dos movimentos sociais. Ele categoriza como movimentos sociais um conjunto de membros da classe media parasitária, também conhecido como coxinhas, muito bem estabelecido que só defende seus interesses egoístas, sem qualquer educação política o que a filosofia política chama de párias burgueses da sociedade. Os que em suas formas niilistas, não participam da produção do movimento ontológico. O filósofo Nietzsche chama de homens cativos. Os que só expressam os códigos e valores de sua família e sua classe. O filósofo Lefebvre diz que são os que fracassaram impedidos de transcenderem aos seus Eus. São os semelhantes do mundo imóvel-burguês cujo modelo é a imagem do pensamento social dominante. São os que o filósofo Sartre chama de malogrados. Os que são as insuportáveis consequências e  jamais princípios expressadas em subterfúgios, atalhos, medo, covardia, cabotinagem. 

Antagônico, mas sem disputar, ao que Aécio fantasia movimentos sociais, existem os movimentos sociais reais produzidos por trabalhadores, organizações não governamentais, grupos de defesa dos direitos humanos e outras entidades que escapam do modelo da imagem do pensamento social dominante. São os que atualizam o virtual como relações diferenciais e distribuições de singularidades que criam o real como o novo. Foram eles que nos governos Lula atualizaram os virtuais como corpos negritude, mulher, indígena, homossexuais, moradia popular, medicina social, etc. Esses movimentos mudaram o que estava estabelecido como realidades discriminatórias contra negros, indígenas, homossexuais, mulheres, carentes sociais, etc.

Na sua condição burguesa, Aécio, só tem que chamar de movimento social o que transpira de sua classe. Nada mais, já que em sua existência nunca experimentou o virtual como potência que cria o real como novo. E é nessa condição-imóvel burguesa que Aécio se posta no Senado. Ele, junto com seus pares imóveis. Como Roberto Freire, Carlos Sampaio, Caiado, Agripino, Cássio Cunha, e outros congêneres. Seus movimentos são nada menos que deslocamento no espaço perceptivo. De uma poltrona para o corredor. E não movimento consubstancial. O que muda em si por si se diferenciando em outro. O novo.

Os movimentos sociais de Aécio são tristes e miseráveis circularidades no eixo estático da imagem do pensamento da subjetividade-burguesa: o que nada cria, mas só repete. Circularidade da redundância do estático. Ausência visível do virtual democrático, como afirma a filosofia política. Bem expressado na circularidade do convescote promovido, no domingo, pela burguesia parasitária-branca.

Com esse sentido estático de movimentos sociais, que reflete sua condição burguesa, Aécio jamais poderá ser um presidente do Brasil.

INVEJA-MORTAL DE FERNANDO HENRIQUE PEDE QUE DILMA TENHA GRANDEZA E RENUNCIE E AINDA INSINUA QUE LULA É CORRUPTO

images-cms-image-000451312Só se deve falar do que se superou, diz o filósofo Nietzsche, no mais o resto é só tagarelice. Superar é ter vivenciado o que se supera como o que se postou em frente daquele que superou. Para alguém superar algo é necessário incialmente simpatia, depois empatia e, por fim, análise do que deve ser superado. Em síntese, tudo se reduz a experimentação.

Algumas experimentações deixam traços indeléveis de frustração, dor, maledicência e outras paixões. Outras experimentações deixam traços, afetos, alegres que não se compõem somente em si, mas com outros corpos-afetos. Para se falar de grandeza é necessário que o falante tenha experimentado a simpatia, empatia e a análise da grandeza e que ela tenha deixado afetos alegres. Ou seja, afetos-comunitários que se afastam das paixões tristes do egoísmo.

Fernando Henrique que é um sociólogo que acredita em Eu Social atribuíveis,  determinado e estabelecido só tagarelou quando escreveu que Dilma tem que ter grandeza e renuncie. Fernando Henrique não tem grandeza para pedir grandeza para Dilma. Ele é um dos burgueses que soube muito bem sabotar sua velhice. Por tal seu comportamento sem qualquer dimensão política. Fernando Henrique é um sujeito-sujeitado pelas paixões tristes que nos fala o filósofo Spinoza. É orgulhoso, vaidoso, ambicioso e iludido de que tem importância histórica.

Como a velhice é um estado de nobreza e grandeza nada do que Fernando Henrique abusa em mostrar, o caso dele em relação a Lula é tão somente de inveja mortal. No conceito de política tradicional Fernando Henrique só existe por causa de Lula. Ele se aproveitou da respeitabilidade de Lula já na década de 70 e se aproximou dele para fantasiar, aos outros, de que era o intelectual que entendia e lutava pela classe operária. Esse um dos corpos que sustentam sua inveja mortal. Sem Lula não há Fernando Henrique.

Mas tem outro elemento que lhe desespera e consigna sua inveja mortal. O corpo biológico-temporal. Deleuze diz que “saber envelhecer não é permanecer jovem, é extrair de sua idade as partículas, as velocidades, e lentidões, os fluxos que constituem a juventude desta”. Deleuze mostra que juventude é bem diferente do que se tem entendido nessa sociedade niilista. Juventude tem relação direta com devir-afetos-alegres. Nada disso se encontra em Fernando Henrique.

Impossibilitado em envelhecer com grandeza, Fernando Henrique mostra que foi apanhado pelo conceito de envelhecimento que se encontra imbricado com o misticismo que envolveu a fisiologia que discursa a morte como um evento temporal-fisiológico. Envelhecer é se encontra próximo da morte. Quem assim reza a morte desespera, porque indica que os mais novos estão longe de morrer. O que não é verdadeiro. Morrer implica algumas circunstâncias, acasos e corpos.

Mas a inveja-mortal que Fernando Henrique projeta em Lula, leva a acreditar que com seus 84 anos e Lula com seus 68 vai viver mais do que ele. Esse seu desespero mortal. Lula pode até morrer primeiro que ele, mas isso não conta para sua inveja-mortal. E se Lula, aos 84 anos for outra vez eleito presidente do Brasil, depois de várias presidências? Isso desespera.

Como Fernando Henrique gostaria de ter a mesma idade de Lula. Mas não seria diferente. Quando ele teve 68 anos já era o que é. Seu narcisismo não lhe foi suficiente.

Fernando Henrique não tem grandeza para pedir grandeza de Dilma. Essa sim tem grandeza e probidade. Além de coragem.

OUTRO ATENTADO CONTRA O PARTIDO DOS TRABALHADORES

511949dc-b98e-4e04-945a-25f3f6bdb938Mais uma vez os nazifascistas mostraram sua prática odienta contra o Partido dos Trabalhadores. Agora, foi o diretório municipal, em São Paulo, quem sofreu o atentado.

Nazifascistas aproveitaram a ocultação proporcionada pela madrugada e invadiram a sede do partido e deixaram algumas claras evidências. Gavetas reviradas, papéis pelo chão, como nítida prova que procuravam algo importante.

A direção do partido, diante de mais uma violência contra corpos do partido, fez denuncia à polícia e exigiu investigação.

DILMA FORA DO DELÍRIO GOLPISTA DOS COXAS: DEU CHABU TOTAL! ENQUANTO ISSO O INSTITUTO LULA REALIZA DEMOCRACIA

INSTITUTO LULA 01É certo que filosofia da diferença, ou da ideia como virtual que se atualiza como atual, mostra que não há antagonismo de fatos, mas somente ou imobilidade ou movimento. Mas existem fatos que simulam antagonismo principalmente quando eles são provocados por personagens imóveis, aprisionados em seguimentos-capturadores. São caricaturas de si mesmos que se tomam como relação com realidades concretas.

No dia 16 de agosto de 1867, o filósofo das transformações sociais, que os reacionários e nazifascistas odeiam, Karl H. Marx, encontrava-se em Londres para a correção da prova do primeiro volume da obra mais importante da história do pensamento, O Capital. Nesse dia, afetado de alegria, escreveu uma carta ao seu “melhor amigo”, Engels, comunicando-o que havia terminado de revisar a última página de seu livro que estava preste a ser impresso.

INSTITUTO LULA 02 INSTITUTO LULA 03 INSTITUTO LULA 05No dia 16 de agosto de 2015, aí as caricaturas de si mesmos, alguns ensandecidos coxinhas invejosos e odientos, sem qualquer nobreza ontológica, foram encenar uma apresentação de histeria-coletiva que eles, delirantemente, acreditavam atingir a presidenta Dilma Vana Rousseff. A maioria, com certeza, com bom emprego e frequentando os locais de consumo que suas classes sociais permitem. Portanto, muito bem nutridos biologicamente. Embora não se possa afirmar sobre nutrição sensorial e cognitiva.

Nas ruas, tiveram a confirmação do que refletem suas caricaturas: a marcha dos delirantes deu chabu! O número de participantes, em todo o Brasil, não foi suficiente para eleger o prefeito de Manaus. O principal palco da encenação da histeria-coletiva, São Paulo, precipuamente a Avenida Paulista, teve um número menor que da última encenação em 12 de abril quando já foi menor do que a primeira encenação, em 15 de março. E assim foi em todas as encenações. Um chabu que já era pressentido durante toda a semana que passou, mas os delirantes coxinhas arriscaram a sentir a dor de suas frustrações.

Assim, enquanto no dia 16 de agosto de 1867 Marx terminava a revisão da última página de sua obra revolucionária, no dia 16 de agosto de 2015, a marcha dos coxinhas delirantes terminava a última página de seu escabroso livro-golpista. Marx otimiza a vida, os coxinhas esvanecem a vida.

Como as direitas são supersticiosas, imobilizado pelos códigos-metafísicos da superstição, por isso acreditam que agosto é o mês do desgosto, agora mais do que nunca elas aumentaram suas superstições: agosto mostrou que é o mesmo do desgosto. Delas!

INSTITUTO LULA 08 INSTITUTO LULA 10 INSTITUTO LULA 07INSTITUTO LULA 06 INSTITUTO LULA 09Enquanto a superstição imobilizava os coxinhas, na frente do INSTITUTO LULA a festa democrática se movimentava em liberdade. Trabalhadores, representantes dos movimentos sociais, intelectuais artistas, membros da sociedade civil, participaram e realizaram discursos defesa da defesa da democracia e garantia dos direitos constitucionais. Com direito a slogan “Povo na rua, coxinha recua”, proferido por mais de cinco mil vozes.

Ainda teve o Sarau pela Democracia realizado pelo jornalista Luiz Nassif com as participações de músicos, intelectuais e jornalistas.    

Exclusivo: por que Lula não aceitou ser ministro, por Ricardo Amaral

image_23Por Ricardo Amaral
Ao recusar um posto no ministério da presidenta Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula produziu um raro momento de grandeza na cena política brasileira. Lula considera indigno de sua história buscar, no foro privilegiado, o salvo-conduto contra as arbitrariedades da hora. Virar ministro seria criar um constrangimento para o governo e para a presidenta. E isso Lula não fará jamais. É assim que se comporta um líder, que não precisa de cargos para exercer a política e dispensa refúgio para a dignidade afrontada.
Na plena vigência do estado de direito, Lula não teria nada a temer. Não cometeu nenhum crime, antes, durante ou depois de governar o País. Sua atividade como palestrante é o resultado da projeção internacional que conquistou. Recolhe impostos pelo que ganha licitamente. Não faz lobby, consultoria nem intermediação de negócios. O Instituto Lula não recebe dinheiro público, nem direta nem indiretamente. Mas, e daí?
No ambiente de terror policial insuflado pela oposição e pela mídia, Lula tornou-se alvo de toda sorte de violência. Agentes do terror lançaram uma bomba na sede do Instituto Lula. Agentes do Estado, que deveriam estar submetidos à Lei e à hierarquia, quebraram ilegalmente o sigilo bancário do ex-presidente e de um de seus filhos. As pegadas sujas do crime estão nas páginas de uma revista sórdida esta semana. Quebraram o sigilo de suas comunicações e, ao invés de denunciá-la, parte da imprensa associou-se à meganha bandida.
Há fortes motivos para crer que o próximo passo seja submeter Lula aos métodos parajudiciais da República de Curitiba: o mandado cego de busca; a condução coercitiva para mero depoimento; a prisão “preventiva” pela simples razão de que o sujeito está solto. Os vazamentos seletivos dos últimos dias desmoralizaram as negativas formais do juiz e dos promotores da Lava Jato: Lula é, sim, o alvo cobiçado da operação. Não para ser processado, pois não há acusação contra ele, mas para ser humilhado diante das câmeras.
No estado de exceção a que se encontra sujeita uma parte do País, ninguém poderia negar razão a Lula caso aceitasse a oferta solidária e leal da presidenta Dilma. Ministro, ele estaria a salvo das arbitrariedades da primeira instância e do terror policial-midiático. Mas Lula não é um ex-presidente qualquer – e nisso é preciso concordar, por razões opostas, com o autor original da frase: Merval Pereira.
O imortal do Globo sustenta que Lula não pode ser tratado como um cidadão de pleno direito, porque continua sendo um líder muito influente cinco anos depois de ter deixado o Planalto. Trapaça da história: o promotor que denunciou Lula na LSN por um discurso contra a ditadura, em 1980, também sustentou que a ameaça à segurança nacional não estava exatamente nas palavras do metalúrgico, mas na influência que ele exercia sobre as plateias.
De volta ao imortal: Lula não pode fazer palestras para empresas contratadas pelo governo (Merval talvez ignore que seu patrão, o Infoglobo, que tem contratos milionários com o governo, já contratou palestra de Lula). O Instituto Lula não pode receber doações empresariais (só o Instituto FHC pode, e pode até receber doação da estatal tucana Sabesp). Lula não pode encontrar governantes estrangeiros (embora seja o brasileiro mais respeitado ao redor do mundo). E, se isso fosse possível, Lula não poderia fazer política.
Este raciocínio autoritário, parcial e preconceituoso sustenta as torpezas cometidas contra Lula (e contra a verdade) pelos veículos e colunistas amestrados sob influência do sublacerdismo tosco e tardio que emana da rua Irineu Marinho. É o que explica as manchetes mentirosas atribuindo a Lula a propriedade de um apartamento que ele não tem, os “voos sigilosos” (em aviões invisíveis?), as “reuniões secretas” (em auditórios públicos, com cobertura da imprensa), os telegramas oficiais grosseiramente manipulados para virar notícia.
Lula é atacado justamente por ser o mais influente líder popular que o Brasil já conheceu. E por ser o maior obstáculo ao projeto regressista e conversador que, frustrada a aventura golpista, por suas contradições políticas e econômicas, precisa eliminar a liderança de Lula antes das eleições de 2018. A Pax Marinho, que ninguém se engane, é um movimento das elites econômicas para garantir a estabilidade necessária ao ambiente de negócios. Não é um pacto para preservar Dilma. E muito menos, para preservar Lula.
O que preserva Lula é sua liderança, sua coerência e seu caráter. Ao recusar o ministério, Lula promoveu um magnífico contraste com personagens políticos, institucionais e midiáticos nesta que é a mais rebaixada quadra da disputa política desde a redemocratização. Enquanto alguns ousam sequestrar instituições, para salvar a pele ou perseguir adversários, e outros se omitem de suas responsabilidades republicanas, por covardia ou conveniência, Lula decidiu simplesmente portar-se com dignidade.
A recusa de Lula é um gesto fundamentalmente moral. É corajoso, porque arrosta a arbitrariedade, e desprendido, porque preserva a presidenta. É mais uma lição do ex-retirante, ex-engraxate, ex-metalúrgico, ex-sindicalista para a educação política desta e de outras gerações. Isso é incompreensível para os abutres que tentam medi-lo pela régua de seu próprio e mesquinho caráter. Lula não é mesmo um ex-presidente qualquer. Lula é um líder.

Racismo do ‘Pânico’ não tem perdão!

3784F34AD8D2042C6FBC1A9412EEB849D2A5F58CEC9CCB411FB0E1DF9AEFAB56O pedido de desculpas não deve convencer ninguém: o programa da Band já é conhecido pelo seu ‘humor’ preconceituoso, invasivo e reacionário.

Altamiro Borges.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (10), a direção do programa “Pânico”, da Band – emissora privada que explora uma concessão pública –,  finalmente pediu desculpas aos telespectadores pelo personagem racista “Africano”, interpretado pelo “humorista” Eduardo Sterblitch. A nota, porém, é marota. Ela justifica “a criação de personagens, sejam eles inspirados em personalidades, profissões ou em diferentes culturas” e não explicita se vetará o quadro “satírico”. Na maior pureza – e cinismo –, a direção do Pânico afirma que “jamais teve a intenção de ofender, mas sim, levar entretenimento com seu humor característico” e “pede desculpas ao público que se ofendeu com o personagem”.

O pedido de desculpas, entretanto, não deve convencer ninguém. Afinal, o programa da Band já é conhecido pelo seu “humor” preconceituoso, invasivo e reacionário. A direção do “Pânico” só se manifestou porque a rejeição ao quadro racista teve enorme repercussão nas redes sociais e ainda pode resultar em multas e outras penalidades. A Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra no Brasil, ligada ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), solicitou à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) da Presidência da República que tome providências imediatas contra o programa.

O personagem “Africano” foi destaque no quadro de paródia ao reality show de culinária “Master Chef”. Ele é interpretado por Eduardo Sterblitch, um “humorista” branco que se pinta de negro – com a técnica do “blackface”. O personagem sempre aparece como selvagem, soltando gritos e grunhidos. No último domingo (9), a “atração” gerou revolta na internet. No Facebook, a página “Repúdio ao Racismo do Personagem O Africano” obteve mais 2,7 mil adesões. Ela exigiu o fim imediato do quadro, considerado “nojento” pelo seu estímulo ao racismo. A “atração” também repercutiu na imprensa africana. O jornal “Sene Web” acusou o programa de ridicularizar os afrodescendentes.

Diante da repercussão negativa, a famiglia Saad, proprietária da Rede Bandeirantes, até insinuou que daria “um puxão de orelhas” na equipe do “Pânico”, segundo revelou a jornalista Keila Jimenez, do site R7. Mas quem conhece a história desta emissora, que exibe vários programas sensacionalistas e preconceituosos, sabe que isto é puro jogo de cena para escapar de qualquer punição. Para Humberto Adami, presidente da Comissão Nacional da Verdade da Escravidão Negra da OAB, o pedido de desculpa e mesmo a extinção do personagem não são suficientes para redimir o grave crime. “O dano já existe. É só uma questão do Ministério Público ou dos grupos interessados na questão racial postularem uma ação judicial. Era melhor que eles [a direção da Band] já fizessem a reparação, seria um exemplo sadio de como a emissora consegue buscar um outro tipo de atitude”.

Nas redes sociais, o próprio “ator” Eduardo Sterblitch tentou limpar a sua barra. “Eu não sou racista e também estou chorando… A quem deixei triste ou pior, peço desculpas por minha ignorância. Que, pelo menos, eu sirva de exemplo para que isso não aconteça mais”. O seu apelo, porém, também não sensibilizou a criadora da página de repúdio ao personagem no Facebook. “Não acredito na inocência dele”, afirmou a jovem carioca Sandy dos Anjos, ao site F5, da Folha. “Não é a primeira vez que me sinto incomodada com esse programa. Esse quadro passou de todos os limites… Vi aquele vídeo, toda aquela gente rindo e zombando e me senti mal. É esse tipo de coisa que reforça esteriótipos de que nós negros somos uma raça inferior”.

“Eu não acredito e tampouco aceito o pedido de desculpas dele, uma tentativa de enganar bobo. Não acredito que Eduardo seja burro e tenha encenado aquele quadro vergonhoso na ‘inocência de fazer humor’. Fez sabendo, sim, que ofenderia muita gente e mesmo assim o fez porque ele, como pessoa privilegiada, não acha mal zombar de pessoas que são humilhadas pela cor da pele… Eduardo achou legal rir de pessoas que, por sua etnia, têm inúmeras dificuldades a mais na vida, são mortos, não têm seu corpo e cultura respeitados… Queremos uma resposta do programa e de seus patrocinadores. Que tipo de ‘entretenimento’ é esse que eles irresponsavelmente põe na TV? Temos pessoas do Brasil todo afim de levar isso a frente”, garantiu. Outro petardo contra o racismo da Band e do Pânico foi postado pelo líder comunitário Walmyr Junior no site do Jornal do Brasil. Vale conferir:

Blackface no ‘Pânico na TV’: racismo, intolerância  e xenofobia

Walmyr Junior *

A prática do “blackface” no Brasil deixa um rastro de vergonha. Nascido no berço do racismo cultural dos Estados Unido, a prática de se passar por negro para ser engraçado surgiu no meio de atores brancos que pintavam seus rostos com carvão ou carbono para representar, de forma estereotipada e pejorativa, um personagem negro.

A ideia surgiu no início do século 20 e tinha duas funções sistemáticas: ridicularizar o homem e a mulher negra e não dar espaço para que atores negros ganhassem notoriedade nas telas do cinema “holiudiano”.  As práticas recorrentes dos “blackface” catalisaram o racismo por suas piadinhas de péssimo gosto que satirizam a tradição, história e religião do povo negro africano.

Agora no século XXI é a vez da TV e teatro brasileiros reproduzir a mesma forma reprovável e xenofóbica o que os americanos usaram no inicio do século XX. Apesar do Movimento Negro historicamente contestar essa reprodução, me parece que a manutenção do racismo é mais interessante para a elite branca e dominante.

Quem não se lembra do ator do programa Zorra Total, da Rede Globo, que por muito tempo exibiu um quadro onde um homem se fantasiava de mulher negra, pintando a pele, utilizando cabelos crespos e intensificando o deboche com dentes podres, fala “errada” e roupas esfarrapadas? E a peça da companhia de teatro Os Fofos Encenam, que faria apresentações no espaço Itaú Cultural que foi bombardeada pelo Movimento Negro por fazer também uso da prática do “blackface”?

Então saíram esses atores e chegou a vez do programa Pânico na Band da Rede Bandeirantes. Eduardo Sterblitch interpreta o personagem Africano, com o corpo pintado de preto, ridicularizando rituais de matriz africana, falando em uma língua incompreensível, fazendo chacota de toda ancestralidade e riqueza cultural dos povos africanos em rede nacional, com uma plateia que se diverte com o racismo e que aplaude a xenofobia.

Já não basta o povo negro ser violentado, escravizado e abandonado? Ainda temos que ser ridicularizado em rede nacional? Nosso povo sofre diariamente com a intolerância religiosa, com o racismo na hora de conseguir um emprego, com a violência que criminaliza constantemente a nossa juventude preta, com a falta de acesso a educação superior, e com um genocídio em curso que quer exterminar o povo negro da terra.

O Brasil vai mostrando de novo o seu racismo que se escondia em um discurso fajuto de um ‘povo brasileiro, sem raça e sem cor’. Um ator representar um negro africano como um selvagem, um ator que ridiculariza as religiões de matriz africana e ainda faz danças e gestos que remetem a um macaco é um artista deplorável que só se importa em ganhar dinheiro desumanizando o povo negro. É um artista que sustenta um discurso nazista que determina que raças não negras são sempre superiores à raça negra.

O racismo estruturante, como já disse, impacta em todas as dimensões da vida, desde a procura do trabalho a hora de dar luz. Ligada a um processo de dominação e opressão promove impactos negativos e profundos na contramão da tentativa de dar garantia de direitos ao povo negro, pobre e favelado.

* Walmyr Júnior é morador de Marcílio Dias, no conjunto de favelas da Maré, é professor e representante do Coletivo Enegrecer como Conselheiro Nacional de Juventude (Conjuve). Integra a Pastoral Universitária da PUC-Rio. Representou a sociedade civil no encontro com o Papa Francisco no Theatro Municipal, durante a JMJ.

ILMA ENTREGA 1.480 CASAS EM JUAZEIRO, NA BAHIA, E DIZ QUE “ESSE PESSOAL DO NÃO VAI DAR CERTO NUNCA VAI REALIZAR O QUE DEVE SER REALIZADO” E GARANTIU QUE O BRASIL VAI VOLTAR A CRESCER

dilma_em_juazeiro_foto82968O compromisso de entrega de casas a população mais necessitada e que participa do Programa Minha Casa, Minha Vida, continua. Durante a semana passada a presidenta Dilma Vana Rousseff entregou milhares de casas do programa nos estados do Maranhão e Mato Grosso do Sul, sempre acompanhada pelos moradores das regiões que lhe desejam felicidades e bom governo.

Ontem, dia 14, não foi o contrário. A presidenta entregou 1.480 moradias do Habitacional Juazeiro do Programa Minha Casa, Minha Vida aos moradores de Juazeiro, na Bahia, em meio à festa e com direito a dedicação de presente da imagem de Nossa Senhora.  Durante a cerimônia, Dilma, falou sobre a entrega das 1.500 moradias que estão faltando e do lançamento da Terceira Etapa do Minha Casa, Minha Vida que ocorrerá no dia 10 de setembro.

As moradias são para famílias com uma renda de R$ 1,6 mil e computam o  preço de R$ 60 mil. Na construção das moradias foram investidos R$ 88,8 milhões. Cada moradia tem dois quartos, área de circulação, sala, banheiro, área de serviço e todo o piso é de cerâmica. O Residencial Juazeiro será composto de 2.980 moradias cujo investimento é, no total, R$ 179 milhões.

“Estamos em uma travessia, e nessa travessia nós vamos fazer dar certo. O Brasil, podem ter certeza, vai viltar a crescer. Vai reduzir a inflação. O Minha Casa, Minha Vida 3, vamos lançar até o dia 10 de setembro, e isso significa mais três milhões de casas, além das que já entregamos e daquelas que estão em construção.

A gente vence desafios com luta, otimismo e esperança. Com coração e determinação. Ninguém que olha para a dificuldade e fica com medo dela, vence. Nós sabemos que quando se começa a fazer uma coisa, tem muita gente que olha e fala: não vai dar certo. Esse pessoal do não vai dará certo nunca vai realizar o que deve ser realizado.

Quando Lula iniciou o programa habitacional, uma porção de gente disse: não vai dar certo. E deu certo. É óbvio que no início temo uma dificuldade aqui e outra ali. Mas com coragem, determinação, esperança e com muita força no coração, você faz dar certo.

Vocês estão tendo as casas, que também garantiram emprego para muita gente”, discursou Dilma.

DIA 20 É A DATA DA DEFESA DA DEMOCRACIA! OS MOVIMENTOS SOCIAIS CONVOCAM A POPULAÇÃO

Em função da irracionalidade reacionária e golpista que vem se manifestando muito antes das eleições presidenciais – embora já se sinta o esmorecimento -, os movimentos sociais convocam a população para no Dia 20, lutar pela manutenção da democracia, assim como lutar por maiores direitos.

Já em Minas Gerais a Frente Mineira pelo Brasil vem aumentando sua atuação para impedir o crescimento do conservadorismo, já que conservadorismo não compõe com democracia, posto que a democracia é um devir, que por sua potência, se movimenta continuamente como forma de produção coletiva que beneficia o povo.

Dia 20 é o dia do D de DEMOCRACIA!

Veja e ouça o vídeo de convocação para o Dia 20.

DILMA AFIRMA COMPROMISSO NO ENCONTRO “DIÁLOGO COM OS MOVIMENTOS SOCIAIS”

image_large (2)A presidenta Dilma Vana Rousseff participou do encontro Diálogo com os Movimentos Sociais que contou centenas de personagens que atuam nos movimentos sociais. Ela foi recebida com o coro entoado pelos presentes de “Não Vai Ter Golpe”. Semelhante como foi recebida na Marcha das Margaridas.

Durante o encontro, ela, ouviu as reivindicações dos participantes que exigiram às políticas necessárias às populações que mais precisam de políticas públicas. Ela disse que está tomando todas as medidas para que o país volte a crescer e que está na presidência para resolver os problemas.

Dilma, que foi muito cobrada pelos participantes para que volte a imprimir em seu governo as premissas pelas quais for reeleita, se comprometeu a acatar os pedidos e as propostas dos trabalhadores e representantes dos movimentos sociais. Para sustentar sua posição, foi anunciada a criação de mais um canal de relação do governo com os trabalhadores que deverá ocorrer no mês de setembro. Trata-se do Fórum Nacional de Debates Sobre Trabalho, Renda, Emprego e Previdência Social.

 “Foi aquela agenda que nós elegemos. Este ajuste fiscal, como está sendo posto, não condiz com o programa que elegemos. Este programa econômico é neoliberal e está alinhado com as políticas norte-americanas”, afirmou um dos coordenadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Alexandre Conceição, para quem o encontro foi positivo.

Aplaudido de pé, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, discursou contra a tentativa de golpe que as direitas, que perderam as eleições, mas querem ,pela força, derrubar o governo.

“Golpistas, nós somos os construtores da democracia! Nós iremos para as ruas, entrincheirados, se necessário. Nós seremos o exército que vai enfrentar a burguesia nas ruas.

É para nós que estamos aqui que a senhora tem que legislar. O ajuste fiscal é reforma tributária que reduza a carga de impostos pagos pelos mais pobres e aumente a dos mais ricos. O que precisa ser feito é fazer andar a pauta dos trabalhadores de forma efetiva e consistente.

Este povoa que está aqui tem condições de fazer a transformação do Brasil. Não é o mercado que vai garantir a governabilidade. É este povo que está aqui, presidenta Dilma. Todos juntos por um Brasil melhor, com Dilma e contra o golpe!”, discursou o presidente da CUT.

Por sua vez, entusiasmada e alegre com as posições dos trabalhadores, Dilma, disse que sabia em que lado está.

Eu sei de que lado estou. Na minha vida, já mudei muito. Às vezes para melhor, outras, segundo algumas pessoas, até para pior. Mas eu nunca mudei da lado.

Democracia é algo que temos que preservar. Tem que respeita o adversário. Uma coisa que devemos ter e que eu acho muito importante é o respeito ao adversário. Que é o seguinte: eu brigo até na hora do voto, depois eu respeito o resultado da eleição.

Respeite o resultado e respeite e honre o adversário. Porque se não respeitar o resultado, você não pode entrar no jogo.

O Brasil não deve tomara as palavras de golpismo de Carlos Lacerda sobre Getúlio. Não pode ser candidato. Se for, não pode ser eleito. SE eleito, não pode tomar posse. Se tomar posse, não pode governar”, ”, afirmou Dilma.

DILMA FALA AOS BRASILEIROS ATRAVÉS DO PORTAL DIALOGA BRASIL

20e05e73-bc5a-4df7-8901-67f0220ebb7aNa noite de ontem, dia 13, a presidenta Dilma Vana Rousseff, manteve mais um diálogo direto com os brasileiros através do Portal Dialoga Brasil seguindo o objetivo da ferramenta virtual criada por seu governo: dialogar com os brasileiros ouvindo, acatando e debatendo propostas para serem usadas como políticas do governo em busca de melhor direção do país.

O Portal Dialoga Brasil, como ferramenta virtual, tem a função política estreitar ainda mais a relação da presidenta com os brasileiros que querem ser agentes da construção do Brasil contribuindo com suas opiniões. Com trata-se de um país de condições geopolíticas continentais, o uso da ferramenta virtual cumpre o significado grego do conceito tele: longe. Longe não como não alcançável. Mas, o que deve ser alcançado. Ou melhor: aproximar o que se encontra longe, já o que se encontra longe é necessário para quem o tem como perspectiva.

O filósofo Nietzsche fala que o homem é o ser das distâncias. O que é visto como singular e necessário é o que se encontra longe. Fora. As transformações vêm de fora. Em mio de tantas opiniões provindas de fora, é possível que muitas sirvam para serem compostas com as opiniões governamentais de Dilma para o fortalecimento do Brasil.

O Dialoga Brasil, que foi criado no dia 28 de julho, já registrou 116.877 acessos, com 8.331 propostas, sendo que 5.341 foram aprovadas e encontram-se sob consulta popular.

Nessa enunciação virtual, o Portal Dialoga Brasil apresentou o vídeo com Dilma convidando os brasileiros para o diálogo-político.

“Nós queremos dialogar com você!”.

CAIADO FICA COM A BROXA NA MÃO DEPOIS QUE OFICIAL DO STF LHE INTIMOU A RESPONDER SOBRE OFENSA DIRIGIDA CONTRA LULA

Ronaldo-CaiadoO senador do partido reacionário DEM, gêmeo do partido da burguesia-ignara PSDB, também reacionário que formam a dupla de golpistas-invejosos, Caiado, usou seu perfil-virtual para ofender, caluniar e difamar Lula. Tudo porque Lula é para ele, uma personagem proba, com dimensão política, impossível de ser encontrada no caluniador senador, que já foi desnudado por seu antigo amigo, ex-senador Demóstenes Torres.

Acostumado a escrever aleivosias contra Lula sem jamais ser importunado juridicamente por parte do probo ex-presidente, eterno metalúrgico, Caiado se tomava como verdadeiro e intocável. Só que mês passado, depois de mais um delírio ofensivo do latifundiário apolítico, Lula resolveu recorrer ao órgão competente contra o inócuo senador para que ele provasse o vinha escrevendo livremente sem receber respostas. Lula recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), instituição que pode julgar o analfabeto-político-senador, já que ele tem foro privilegiado.

A ação criminal movida pelos advogados de Lula contra Caiado, e por crime de calúnia, difamação e injúria. Ontem, dia 12, o latifundiário-antidemocrata, recebeu foi intimado por um oficial de Justiça do STF.

Agora, o delirante-virtual tem 15 dias para responder a queixa-crime apresentada por Lula. O antidemocrata vai ter que provar o que afirmou contra o eterno-metalúrgico. Chamou Lula de “bandido frouxo”. Caiado vai ter que se caiar muito.  

E pior: ele já sabe que o ministro relator é o novo ministro Edson Fachin. Se houver penalidade a ofensa chegará ao fim.

É o que democracia espera.

A oposição e o imponderável

3B1FD5658AD969B8A982B519582A9B439A2BAE425994A5B383A008CD8A8581AAAo abrir a porta para o desconhecido, o PSDB poderá não voltar ao poder em 2018. Pelo contrário: pode entregar o país ao fascismo.

Mauro Santayana, em seu blog.

Talvez influenciado pelo fato de estar sendo entrevistado por uma publicação estrangeira – em certos países e organismos multilaterais se conhece bem os avanços alcançados pelo Brasil nos últimos anos – o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou, para a revista alemã Kapital, que a Presidente Dilma Roussef é “honrada”, e que o ex-presidente Lula é um líder “popular” cuja prisão, caso viesse a acontecer, poderia dividir o país.

Foi o que bastou para que fosse imediatamente execrado pela parcela da opinião pública que ocupa, destilando bílis, os sites e portais mais reacionários – para dizer o mínimo – da internet brasileira.

O que importa, não é saber – embora torçamos para que isso tenha ocorrido – se FHC foi sincero em suas considerações sobre a Presidente Dilma, e, sim, prestar atenção à verdadeira avalanche de estupidez que suscitaram suas palavras.

“Doido”, “senil”, “demente”, “gagá”, “caduco”, “bipolar” – odioso, preconceituoso e covarde, o fascismo despreza e confunde a idade com fraqueza e costuma ser particularmente impiedoso com os mais velhos, as mulheres e as crianças – “doente de Alzheimer”, e o já tradicional apelo do “morre de uma vez” (como fez o “sutil” internauta que atende por Paulo Votan, acima, no print que precede este texto) foram alguns dos epítetos lançados pela malta nos grandes portais da internet, contra o ex-presidente da República.

Outros o acusaram de “pateta”, “traidor”, “idiota”, “maconheiro”, “THC”- lembrando sua defesa da descriminalização da Cannabis – e de “cara de pau”, “sem-vergonha”, e ladrão – acusando-o de estar “roubando também”, ou de já ter se encontrado secretamente com Lula para conchavos.

E os mais “espertos”, a serviço da nefasta “via alternativa”, que espreita, como hiena, nos meandros da história, os países que se rendem aos que fomentam o caos e a cizânia, preferiram, como sempre, aproveitar a oportunidade para intensificar os ataques contra a democracia – “político é tudo lixo”, “farinha do mesmo saco”; defender a violência: “é preciso amarrar a boca do saco”, “matar todo mundo a paulada” e  “jogar o saco no rio”; e propagar a teoria – esse é “esquerda caviar”, “comunista enrustido” – da conspiração, segundo a qual PT e PSDB representariam, na verdade, duas faces da mesma moeda, da “tática da tesoura stalinista”, de disfarçar parte da esquerda como direita;   tomariam parte da estratégia de conquista da hegemonia, por meios pacíficos e “gramscianos”,  do poder, e atuariam seguindo os padrões do “marxismo cultural”, como fantasiam, e pregam certas correntes da imbecilidade neo-direitista antinacional.   Tudo isso coroado pelos pedidos de instalação no país de nova ditadura – agora com caráter “policial-jurídico-militar” – e os indefectíveis slogans da campanha – que já está no ar há muito tempo – de BOLSONARO 2018 para a Presidência da República.

Na página do ex-capitão do Exército, no Facebook, por exemplo – que, significativamente, já tem mais de 3 vezes o número de curtidas (1.5 milhão contra 450.000) que a página oficial de FHC, o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso aparece  como defensor das drogas ao lado do ex-presidente uruguaio José Mujica, em contraponto ao próprio Deputado Bolsonaro, que se destaca, convenientemente, à direita, ao lado da figura do Presidente da Indonésia – país que pune o tráfico com a pena  de morte –  Joko Vidodo  (que é, na verdade, um fabricante e exportador de móveis) em uniforme militar.

Em outras páginas – e cabeças – aparecem, como se fosse normal, propostas de que urnas eletrônicas passem a emitir recibo; de leis antiterroristas – para se emular gringos – de que se apresente o CPF antes de entrar na internet; de se identificar e eliminar, no nascimento, no futuro, bebês que tenham propensão criminosa; de se substituir o povo por “Deus” no parágrafo único do Artigo Primeiro, que define a fonte do poder do Estado no texto constitucional; de se punir com até 3 meses de prisão professores que abordem assuntos políticos na sala de aula; de se submeter as decisões do Supremo Tribunal Federal a igrejas, depois de já se ter aprovado a isenção de impostos para “repasses” a pastores, como se, em pleno século XXI, tivéssemos entrado em uma máquina que nos teletransportasse para um hospício, ou, de volta, no tempo, para mais ou menos 100 anos atrás.

Enquanto o setor de óleo e gás – de alta tecnologia – corre o risco de desmantelamento, a indústria naval é destruída, com o fechamento de vários estaleiros, a indústria de defesa se desarticula, com seus principais projetos sendo ameaçados, e as maiores empresas do Brasil são arrebentadas, milhares de seus fornecedores quebram, e se pretende impor a elas multas absurdas de bilhões de reais – para que não sobre pedra sobre pedra – eliminando-se milhares de empregos, brasileiros que fazem questão de ignorar que ainda somos – apesar de tudo – a oitava economia do mundo e o terceiro maior credor individual externo dos Estados Unidos, e que o nosso desemprego é de um terço de países como a Espanha, e nossa inflação a metade do que era há pouco mais que uma década, comemoram em grupos como o Direitas Já, Direita Brasil, Direita Conservadora, Direita Realista, Direita Política, Tradutores de Direita, Direita Forte, Rede da Direita Nacional, Canal de Direita, Professores de Direita, Direita Atual, Direita Ocidental, Extrema Direita Nacionalista Brasileira, Linhas Direitas, Jovens de Direita, Militantes de Direita, Garotas Direitas, Sou de Direita, Extrema-Direita, Direita Unida, Direita Única, Direita Blindada, Direita Conservadora, Direita Brasil, Rua Direita, Direita Nacional Brasileira, Vem pra Direita Brasil, Skins Direitista (sic) e dezenas de outras comunidades menores, os problemas do país, torcendo, muitas vezes abertamente, pela derrocada da Nação, a quebra do Estado de Direito e a inviabilização da economia e da governabilidade.

É principalmente quado o tufão se aproxima, que é preciso escutar a voz da razão.

A reação – nos dois sentidos – contra as declarações de Fernando Henrique Cardoso na internet é apenas a ponta do iceberg de um quadro claro, para o qual os setores mais influentes da sociedade brasileira ainda não acordaram – ou só estão começando – talvez tardiamente –  a atentar.

O PSDB corre grandes riscos se não souber corrigir o rumo de sua nau em meio à tempestade que ele mesmo ajudou a conjurar, e mesmo com o risco de perder o mandato, já existe quem esteja, como a Senadora Lúcia Vânia, de Goiás, tomando a decisão de abandonar esse barco no meio do caminho, alegando não acreditar em uma “oposição movida a ódio”, e fazendo apelo a mais “equilíbrio e sensatez”, diante da gravíssima situação política que está sendo enfrentada pelo país.

Ao embarcar na “direitização” da classe média, e endossar, de forma atravessada, indireta, e, eventualmente, interesseira, o discurso da exageração da crise, da criminalização dos políticos, da judicialização da política, e da repetição da irresponsável e continua multiplicação, à estratosfera, de cifras (da ordem de dezenas, centenas, de bilhões de reais) em pseudo prejuízos da corrupção que não correspondem aos fatos nem às provas efetivamente, inequivocamente, colhidas até agora, o PSDB – deixando-se seduzir pelas perspectivas do caos – está brincando de afagar as cabeças de Cérbero – o cão mitológico que guarda a saída – e a entrada de Hades – na ante-sala do inferno.

Mais importante do que se haverá ou não impeachment, do ponto de vista histórico, é o Brasil que  ficará desse processo.

A História avança em ciclos, e entre eles há aqueles que, depois de iniciados, dificilmente são detidos, e que cobram pesados tributos em atraso e em sangue, antes de que venham a se encerrar.

É preciso que as lideranças do PSDB percebam – e há outras personalidades na legenda que foram lembradas – e muitas vezes virulentamente criticadas – nos ataques contra FHC na semana passada – que o imponderável é – por sua própria natureza – incontrolável e voraz. E que, ao abrir a porta para o desconhecido, o PSDB poderá não voltar ao poder  em 2018.

Pelo contrário.

Existe uma grande chance de que venha a entregar o país – ou boa parte dele – ao fascismo. E de que venha a ser vitimado, mais cedo do que tarde, pelo fascismo, como ocorre com o PT.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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