Arquivo para 13 de novembro de 2015

HOJE TEM MOBILIZAÇÃO NACIONAL PELO “FORA CUNHA!”

atos84917Para quem acredita hoje é dia 13, um belo dia para bons acontecimentos. Para milhões 13 é o número da sorte. Com crença ou não no dia 13 o certo mesmo é que hoje é dia 13 Dia da Mobilização Nacional pelo Fora Cunha.

Entretanto, às manifestações não se resumem apenas ao fato do presidente da Câmara Federal se encontrar respondendo processo de quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética acusado de haver mentido quando de depoimento na CPI da Petrobrás e, também, ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) acusado de corrupção em delação premiada na Operação Lava Jato pelo executivo Júlio Camargo e ser proprietário, junto com a família, de cinco contas na Suíça.

As manifestações também são contra suas atitudes reacionárias na Câmara quanto aos direitos das mulheres, da família e menoridade penal. Eduardo Cunha é o grande líder dos reacionários e fundamentalistas que empestam a Câmara Federal como figuras como os deputados Bolsonaro e Feliciano, entre outros.

Em Manaus as manifestações ocorrem às 15:30horas na Praça da Matriz, no centro. Como Eduardo Cunha sintetiza a subjetividade reacionária defendida pelos partidos de direitas como PSDB, PPS, SD, DEM, REDE, parte do PMDB, outros, é certo que representantes dessas tristes agremiações não compareçam ao evento. O que será um salutar para os presentes.

Então, fica combinado! Hoje, dia 13, é momento de mobilização contra a corrupção e a predominância do obscurantismo que obstrui a democracia real. Embora se saiba que o cruel fato não se resume apenas em Eduardo Cunha. Eduardo Cunha, em si, sintetiza a triste alma dos partidos direitistas, representados em Aécio Cunha, Carlos Sampaio, Fernando Henrique, Serra, Cassio Cunha, Pauderney Avelino, Agripino Maia, Paulinho “Boca”, etc. 

A hora é essa!

DILMA DECEPCIONA BRASILEIROS AO VETAR ARTIGO QUE CONCEDE DIREITO DE RESPOSTA COM PRESENÇA DA PESSOA OFENDIDA PELAS MÍDIAS.

dilma_anuncia_reforma_ministerial84859Há anos que os brasileiros esperam mudanças nos comportamentos das mídias de mercado que continuamente publicam matérias ofensivas às pessoas que elas têm como adversários. São matérias que atingem principalmente pessoas politicamente esclarecidas e atuações concretas na sociedade brasileira buscando criar novas formas de existências democráticas que beneficiem a população mais excluída.

Como é do conhecimento de grande parte da sociedade, as mídias de mercado não estão interessadas na democratização dos meios de comunicação porque tem como obsessão a monopolização da informação, como ocorre visivelmente com a TV Globo. Na verdade, com todos os meios de comunicação da Fundação Marinho. Monopolizar a informação é defender seus interesses econômicos massificando o público em um único ponto jornalístico. O que faz com que essas mídias estejam sempre resguardadas em seus interesses econômicos. O que significa fazer da democracia uma caricatura política para que a população acredite que a democracia é a democracia-caricata apresentada por essas mídias.

Uma das pessoas mais perseguidas nos últimos anos por essas mídias foi a Dilma. Todo dia tem notícia atacando seu governo ou pessoas de suas relações. O que significa que ela tem sempre que trabalhar com os olhos nessas mídias. Uma das grandes aberrações a-jornalística inventada por elas foi o panfleto distribuído na véspera das eleições de 2014 quando ela foi acusada, junto com Lula, de saber da corrupção na Petrobrás e se manter calada. Entre outras conspirações é a clara demonstração golpista dessas mídias, como a TV Globo, pelo seu impeachment.

Apesar de todas essas concretas conspirações e ausência de ética jornalística Dilma decepcionou os brasileiros ao vetar o artigo da Lei 13.888, de 11 de novembro de 2015, de direito de resposta nas mídias que fora aprovada na semana passada e que foi um grande feito em direção da democracia real. Um feito democrático que todos que estão preocupados com os diretos das pessoas comemoraram.

O projeto do senador Roberto Requião (PMDB/PR) diz nesse artigo que a pessoa ofendida tem o direito de apresentar pessoalmente ou por quem achar conveniente a contestação recebida dos meios de comunicação. Dilma, com seu veto ao artigo, impede a presença no meio de comunicação-ofensor da pessoa ofendida. O que significa mais uma imposição das mídias antidemocráticas que Dilma corrobora.

Para o senador Roberto Requião, Dilma cedeu à pressão dessas mídias e principalmente a TV Globo.

“Mas é um absurdo. Um número enorme de senadores e deputados se expuseram no combate ao arbítrio da Globo, ao direito que eles se rogam de acusar, julgar e condenar. Se expuseram numa batalha dura, ganhamos o negócio depois de cinco anos. E temos a decepção absurda desse veto completamente sem nexo, um veto sem sentido.

A Dilma não entendeu nada, ou não entende nada do que seja direito de resposta, ou está pessimamente assessorada.

Agora, é uma decepção brutal com a presidenta da República. Eu jamais imaginava sequer a possibilidade disso acontecer” analisou o veto o senador.

Essa decisão de Dilma já vem possibilitando várias posições contrárias. Inclusive de parlamentares, jornalistas e outras categorias que viram no veto uma espécie de conluio do governo com essas mídias.

O ministro da Justiça José Eduardo Cardozo é apontado por alguns analistas contrariados como o responsável pelo veto de Dilma. Sim, se tiver sido ele o conselheiro é preciso entender que ele não é o presidente. A presidenta é a Dilma e o conselho quem acolheu foi ela. E quem vetou foi ela. Logo: é dela a responsabilidade no contexto da história do Brasil. E não de quem aconselhou.

 

VEJA E ANALISE VÍDEO EM QUE CAMINHONEIROS DELIRANTES E OUTROS MOSTRAM MEGALOMANIA RISÍVEL

Conceição: ‘A arma deles é a desesperança. Não passarão’

Sidney Murrieta / IPEA

Não se amarrota uma nação dessas na vala comum das economias aleijadas pelos mercados. O destino do país não pode ser se encolher e se entregar.

por: Saul Leblon

A decana dos economistas brasileiros tem se recusado a dar entrevistas, a participar de conferências ou debates.

A parcimônia obedece a um diagnóstico.

Maria da Conceição Tavares, um feixe de 85 anos de argúcia intelectual, inquietação metabólica e vivência histórica enciclopédica depara-se com um problema singular, mesmo para quem acumula longa trajetória de engajamento apaixonado na luta pela construção da nação brasileira.

O país vive uma nova encruzilhada do seu desenvolvimento.

Mais uma das tantas das quais essa portuguesa de nascimento participou, desde que desembarcou aqui no ano em que Getúlio Vargas, com um único tiro, impôs uma década de protelação ao golpe que a coalizão empresarial-militar só lograria desfechar em 1964.

Conceição militou ativamente no esforço progressista de dilatar o tempo histórico e empurrar a roda do desenvolvimento até o ponto em que ele se tornasse autossustentado pelas forças por ele favorecidas.

Em 1964 não deu.

O percurso interrompido, da forma como se sabe, seria parcialmente resgatado nos anos 80, com a derrubada do regime militar e a tentativa frustrada do Cruzado –da qual participaria diretamente também; esforço interrompido com a ascensão neoliberal nos anos 90.

A agenda da construção de uma democracia social na oitava maior economia da terra seria resgatada com a vitória presidencial do metalúrgico, e amigo, Luís Inácio Lula da Silva, em 2002.

Reeleito em 2006, ele conduziria outra admiradora de Conceição, Dilma Rousseff, ao Planalto em 2010. E é justamente essa ex-aluna, reeleita em 2014, que pilota agora um país encurralado em um redil de três malhas: a crise política, a crise econômica e aquela que a economista considera a mais grave de todas, ‘a crise da esperança’.

Obra demolidora do martelete conservador, a falta de esperança no país é um problema com o qual a professora nunca havia se deparado antes. Razão de ser de seu recolhimento recente –‘não cabia falar se não fosse para afrontar isso’.

‘A economia tem jeito’, diz a voz grave, cujo fraseado característico foi pontuado durante décadas pelo cigarro inseparável.  ‘Nosso pesadelo é a desesperança no Brasil’, dispara em bemol autoexplicativo.

Não é um problema narrativo apenas.

A doença infecciosa disseminada das usinas conservadoras tem peso material na crise.

Ao magnificar os impasses e interditar o debate desassombrado das alternativas, faz terra arrasada do discernimento histórico e instala a ditadura da fatalidade no imaginário social.

O saldo é a gosma em curso.

Não sobra pedra sobre pedra. Ou melhor, sobra um pesadelo chamado desesperança, como diz Conceição.

A usina de desconsolo age no manejo das expectativas com aplicada disciplina.

Ordena-as em duas direções: de um lado, ao produzir a sensação do caos  — ‘mesmo que ele inexista’, sublinha a professora, e, sobretudo, de outro lado, ao vetar qualquer alternativa capaz de preveni-lo.

A voz grave não isenta o governo da amiga Dilma Rousseff de responsabilidade nessa arapuca.

‘Sanear cortando, cortando?’, ressoa com má vontade para elevar o tom depois, aliviada com o próprio desabafo: ‘Pode cortar o quanto quiser; corte por 15 anos seguidos; não vai sanear nada. Sem receita, por conta da recessão, como é que você vai pagar a dívida? Ainda por cima com esse nível de juros? Isso não é viável. Em nenhum lugar do mundo, como a Europa deixa claro’, arremata agora em agudo sustenido.

A economista tem uma opinião serena, cirúrgica, sobre o centurião dos mercados praticamente imposto no comando da Fazenda do governo Dilma pelo cerco pós-eleitoral: ‘É fraco’.

E outra, pragmática, sobre as alternativas: ‘Alguém como o Trabuco teria sido melhor; é banqueiro, mas é menos rentista do que os economistas de banco; enxerga o Brasil acima do mercado’, diz sobre o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, cogitado originalmente como ministro da área econômica de Dilma.

O garrote da desesperança ao mesmo tempo que empurrou Conceição para uma vigília cuidadosa da palavra –‘falar para piorar?’ — nunca deixou de incomodá-la.

Até que atingiu proporções tais que a economista se obrigou a reagir por entender que persistir na abstinência seria endossar a ocupação do espaço pelos coveiros do país.

Na primeira semana de outubro, ela aceitou duas homenagens, compareceu a ambas e voltou a falar.

A metralhadora giratória temida e respeitada voltou com um alvo: demolir a tese de que o Brasil é um caso perdido de futuro, exceto se aceitar ser lixado ao ponto de se reduzir a um substrato de recursos manejados livremente pelos mercados.

‘Resolvi fazer uns discursos animosos e ao faze-los eu mesmo me animei mais com o Brasil, o que prova que a variável das expectativas tem peso decisivo nesse momento’, brinca ao mesmo tempo em que fala sério.

‘A primeira coisa da qual temos que nos conscientizar é sobre o tamanho do Brasil, a sua importância como mercado, o polo geopolítico que introduz no jogo mundial’, disserta a guerreira cansada da rendição, de volta à batalha com a paixão atravessada na voz.

‘Esperem um pouco: isso aqui é o Brasil’, indigna-se. ‘E o Brasil não é qualquer coisa. Não se amarrota uma nação dessas na vala comum das economias aleijadas pelos mercados’, picota a metralhadora para disparar a bala de misericórdia: ‘O Brasil não cabe nesse buraco; isso em primeiro lugar’, pontifica senhora das armas e dos seus trunfos.

‘Temos essa responsabilidade. Temos que explicar o que é este país a quem insiste em não reconhece-lo’,  prossegue na definição da ampla paisagem que se abre aos nossos olhos, à medida em que a voz ora grave, ora rouca, ora em sustenidos descortina o mural da oitava economia da terra, um dos cinco maiores mercados do planeta, autossuficiente em praticamente tudo, mas acossada por forças determinadas a impedir que o conjunto se transforme em um projeto de desenvolvimento justo, soberano, popular, no coração da América Latina, no século 21.

‘Agora que saímos do arrocho cambial, que nos impelia a déficits em contas correntes’, explica a professora de volta à conjuntura para esgrimir a desesperança, ‘temos espaço para recomeçar’.

Conceição chama a atenção para a importância de o país ter recuperado a competitividade cambial, deixando de ser um túnel complacente às importações de um mundo sem demanda. ‘Foi crucial corrigir esse erro’, aquiesce, ‘mas insuficiente’, contrapõe.

A professora emérita da UFRJ, que chegou ao Brasil como matemática e aqui descobriu a economia política ao lado do mestre Celso Furtado, descarta a hipótese de se reerguer a economia pelo lado das exportações.

‘A demanda mundial rasteja desde 2008, o nó das finanças desreguladas não foi desatado e a China pilota uma transição da qual não sabemos a abrangência, a profundidade e a duração’.

Logo?

‘Logo temos que olhar o Brasil –e digo aos sem esperança que isso não é pouco, se nos deixarem olhar o todo, não só o roto’, retruca rápida no gatilho como se tivesse vinte anos na voz.

A professora vê na nova realidade cambial muito mais um trunfo para substituição de importações, do que para crescer para fora – ‘embora isso deva ser explorado em cada fresta’, pontua.

A substituição de importações de que fala hoje não significa ressuscitar conceitos e metas do ciclo dos anos 50, quando a manufatura importada passou a ser produzida internamente para atender a um consumo sedento.

‘O ciclo recente de expansão pelo consumo exauriu-se’, adverte. ‘Não é que falte crédito ao consumidor, é que não existe quem vá tomar crédito a essa altura com o desemprego solto na praça e a incerteza farejando cada lar. Da mesma forma, não é que o BNDES tenha parado de financiar o investimento. É que ninguém está tomando dinheiro para investir’.

O mural de onde desponta o alto-relevo da esperança no Brasil ordena-se pelo investimento público, risca a economista em traços desassombrados e estendidos.

‘Ninguém vai investir se o Estado não puxar’, suspira, toma fôlego e debulha o roteiro delicado que imagina para vencer o desalento que delega a nação à tutela dos mercados predadores.

‘Resolvida a coisa cambial, temos que ganhar fôlego tributário para o investimento público que puxará as concessões. Mas isso não é tarefa para economista’, adverte entre modesta e imperativa.

‘Isso é coisa para uma frente ampla de interesses progressistas, partidários, não partidários, de movimentos sociais, de intelectuais, centrais sindicais e do capital produtivo –o que inclui inclusive banqueiros que financiam a produção porque se isso não acontecer eles  também serão penalizados, caso seus clientes corporativos afundem no arrocho’, adverte.

Nisso, essencialmente nisso, Conceição vê semelhanças com o cenário de 1982, quando ao lado de Luiz Gonzaga Belluzzo, Carlos Lessa e Luciano Coutinho, ajudou a escrever o lendário programa do PMDB, ‘Esperança e Mudança’, que puxou o partido para a liderança da frente política contra a ditadura e contra a recessão desencadeada pela crise da dívida externa.

‘Nenhuma nação sai de uma crise de transição de ciclo econômico dessas proporções sem recompor seu rumo político, como se fez em 82, 88, 2002…’

Com uma diferença hoje, diz a voz em novo rebote de sustenido: ‘Não estamos enforcados do lado cambial –e isso é quase inédito em relação às travessias de ciclos anteriores; nossas reservas cambiais são recordes, da ordem de US$ 370 bi. Ninguém nos chantageará no guichê do FMI, como tiveram que se render os tucanos. O nome disso é margem de manobra’.

Não só.

‘O Brasil tem um recomeço esboçado e em vias de implantação’, dispara essa militante de 85 anos que se impôs a tarefa de puxar contrafogos ‘animosos’ contra as milícias desanimosas.

‘Temos o pré-sal e a Petrobrás’, lista Maria da Conceição ágil na técnica de erguer a bola e com ela ainda no ar desarmar as resistências entrincheiras no campo conservador. Drible número um: a Agência Internacional de Energia (IEA) projeta que o barril de petróleo dentro de curtos cinco anos voltará ao patamar de 80 dólares. É hora de entregar o pré-sal, como advoga seu conhecido José Serra?

Mais que isso.

Conceição sabe que o entreguismo contra o pre-sal joga com um dado objetivo: o elevado endividamento da Petrobras que consome seu fluxo de caixa e dificulta o investimento na exploração das novas reservas.

E isso é razão para trair a semente de futuro em forma de poupança de bilhões de barris no fundo do mar?

Conceição até ri.

‘Ademais de não enfrentarmos uma crise cambial dispomos agora do banco dos BRICs’, lembra a economista que, provocada, cogita com entusiasmo: ‘Por conta do interesse da China, da Índia e mesmo da África do Sul no petróleo, pode-se montar uma operação com o banco, capaz de propiciar o alívio financeiro de que a Petrobrás necessita para investir e elevar a produção’.

A imensidão da infraestrutura por erguer, renovar e ampliar no Brasil –entre investimentos públicos, parcerias e concessões— compõe as pinceladas finais do mural que Maria da Conceição desbasta em largas e firmes pinceladas contra a desesperança.

Se fosse preciso dar um nome a essa obra, ela por certo faria do batismo uma advertência aos que, mesmo nascidos aqui, acreditam menos nesta nação do que ela que a escolheu por pátria;e fez do seu desenvolvimento a razão de ser de sua vida, para dizer-lhes mais uma vez: ‘Não passarão’.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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