Arquivo para 18 de novembro de 2015

MORAL DE POLITICOFASTROS: CUNHA É VAIADO POR SEUS SEMELHANTES DO PMDB

24590e22-1355-45a2-8725-2134dccedbfcEm filosofia tem um termo usado pelos gregos antigos para designar aquele que é falastrão, mas se julga filósofo: filosofastro. O filosfastro fala por fala, não porque superou o que ele fala como diz o filósofo, Nietzsche. Já que só se deve falar quando se conhece o que se fala e, assim, se superou o que é falado. Caso contrário entra-se na ordem do tagarelar: nada falar. Como ocorre com as direitas que tramam o impeachment de Dilma.

No caso dos tagarelas do legislativo, a designação segue a mesma ordem do filosofastro: politicofastro. O politicofastro é assim designado, porque ele é um sujeitado-sujeitado construído fora da dimensão politica da democracia. É apenas a síntese de si mesmo, de sua família, de sua classe, sem qualquer corpus constituído pela vivência da simpatia universal e da linguagem íntima universal que posa expressar humanidade, o que tido para o filósofo Kant como sociabilidade.

O Congresso Nacional é composto pela maioria de politicofastro. O exemplo claro e incontestável fica por parte dos partidos representantes das direitas que são porta-vozes do sistema capitalista imperial, ou imperioso, como o PSDB, DEM, PPS, SD, REDE, PMDB, e os outros. Por tal determinação, não diferencia ninguém do PMDB, como politicofastro, o ato de vaiar Eduardo Cunha.

 Os organizadores do congresso do PMDB bem que procuraram dissuadir o presidenta da Câmara Federal Eduardo Cunha, em processo por quebra de decoro parlamentar na Câmara e investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a não comparecer ao evento. Porém, talvez, querendo saber qual o bicho que ia dar, ele mesmo assim foi, afirmando, antes, que não tinha “nada a temer”. Não deu outra: seus próprios comparsas-semelhantes entoaram um coro de vaia que abafou o ensaio anêmico de aplausos de seus mais comparsa-semelhantes.

O congresso do PMDB tem como objetivo costurar um programa para sair com candidato próprio à eleição presidencial em 2018. Devaneio, na verdade. O PMDB não tem representante qualquer em condição de ser eleito presidente da República. E não é porque tem o corpo totalmente fisiológico. Além do além do mais, mesmo se tivesse representação nacional para ser eleito, Lula acaba com essa desnarcisada pretensão.

Porém, como é do ego de Eduardo Cunha, além de ir, ele fez um breve e medroso discurso exaltando o partido. Uma espécie de tiração de broncas se iludindo que ficaria melhor na foto.

“Independentemente de se concordar ou discordar do texto que será discutido a partir de hoje, o PMDB agora tem um programa, tem uma proposta para o Brasil sair da crise. Quero lembrar que o partido tem condições de apresentar candidato próprio em 2018 e apresentar o maior número de candidatos em 2016”, tagarelou Cunha.

O programa que Cunha se refere é o documento elaborado pelo partido chamado de Ponte para o Futuro, já batizado como ponte para o abismo. O PMDB, como todos os partidos de direita, não podem falar sobre futuro porque são reacionários. Os reacionários são conservadores. E conservadores são os que defendem valores já estabelecidos. Valores desativados. Valores-molares que são próprios da burguesia. Valores antidialéticos.

Porque são conservadores, esses partidos sofrem da síndrome do tempo dissociado: eles só têm o passado. O presente deles é o passado se mantendo. O futuro é a confirmação do passado. Não há devir neles. Presente e futuro para eles é a dissipação temporal.

Por isso, a ponte é uma ilusão. Como disse quilhões de vezes Freud, a ilusão é o desejo sem objeto. E sem objeto não existe existência temporalizada. E sem existência temporalizada não existe história. Logo, as direitas não têm histó

O que a Guerra da Argélia revela sobre os ataques em Paris

reprodução

Sempre que o ocidente é atacado, nossa memória é apagada. Esquecemos das atrocidades que cometemos e que apoiamos a Arábia Saudita.

Robert Fisk

Não foi apenas um dos agressores que sumiu depois do massacre de Paris. Três nações cuja história, ação – e inação – ajudam a explicar o abate do EI escapam dos holofotes dessa resposta quase histérica pros crimes contra a humanidade que ocorreram em Paris: Argélia, Arábia Saudita e Síria.

A identidade franco-argelina de um dos agressores demonstra o quanto a selvagem guerra da França na Argélia (1956-1962) segue influenciando as atrocidades de hoje. A recusa absoluta de considerar o papel da Arábia Saudita como fornecedora da seita Wahabi-sunita, a mais extremista do Islã, na qual o EI acredita, mostra como nossos líderes ainda se recusam a reconhecer ligações entre o reino e a organização que atingiu Paris. E nossa relutância total em aceitar que a única força militar oficial em constante combate com o EI é o exército sírio – que luta por um regime que a França também deseja destruir – significa que não podemos entrar em contato com os impiedosos soldados que estão em ação contra o EI, ainda mais ferozmente do que os curdos.

Sempre que o ocidente é atacado e nossos inocentes são mortos, nosso banco de memória é apagado. Assim, quando os repórteres nos dizem que os 129 mortos em Paris representam a pior atrocidade na França desde a Segunda Guerra Mundial, eles não mencionam o massacre em Paris de até 200 argelinos que participavam de uma marcha ilegal contra selvagem guerra colonial da França na Argélia. A maioria foi assassinada pela polícia francesa, muitos foram torturados no Palais des Sports, tendo seus corpos lançados no rio Sena. Os franceses apenas assumem 40 mortos. O oficial de polícia encarregado era Maurice Papon, que trabalhava para a polícia colaboracionista de Pétain na Segunda Guerra Mundial e deportou mais de mil judeus para a morte.

Omar Ismail Mostafai, um dos assassinos suicidas em Paris, tem origem argelina – e também podem ter os demais suspeitos nomeados. Cherif e Said Kouachi, os irmãos que mataram os jornalistas da Charlie Hebdo, eram também de ascendência argelina. Eles vieram da comunidade argelina de cinco milhões de pessoas na França, para muitos dos quais a guerra da Argélia nunca terminou, e que vivem hoje nas favelas de Saint-Denis e outros bairros argelinos de Paris. No entanto, a origem dos 13 assassinos de novembro – e a história da nação de onde seus pais vieram – tem sido largamente suprimida da narrativa em torno dos acontecimentos horríveis de sexta-feira. Um passaporte sírio com um selo grego é mais interessante, por razões óbvias.

Uma guerra colonial que ocorreu há 50 anos não é justificativa para assassinatos em massa, mas fornece um contexto sem o qual nenhuma explicação do porquê dos ataques terem ocorrido na França faz qualquer sentido. Assim, também, a seita Wahabi-sunita da Arábia Saudita, que é uma fundação do “califado islâmico” e de seus assassinos. Mohammed ibn Abdel al-Wahab era o clérigo purista e filósofo cujo desejo de expurgar os xiitas e demais infiéis do Oriente Médio levou aos massacres cruéis do século XVIII em que a original dinastia al-Saud estava profundamente envolvida.

O atual reino da Arábia, que regularmente decapita supostos criminosos após julgamentos injustos, está construindo um museu Riyadh dedicado aos ensinamentos de al-Wahab, e a raiva do velho prelado contra os idólatras e a imoralidade encontrou expressão na acusação do EI, dizendo que Paris é um centro de “prostituição”. Muito do financiamento do EI veio de sauditas – embora, mais uma vez, este fato tenha sido apagado da terrível história do massacre de sexta-feira.

E depois vem a Síria, cujo regime está na mira do governo francês há muito tempo. Ainda assim, o exército de Assad, ultrapassado em homens e em poder de fogo – embora tenham retomado algum território com auxílio dos ataques aéreos russos – é a única força militar treinada enfrentando o EI. Durante muitos anos, os americanos, os britânicos e os franceses disseram que os sírios não lutavam contra o EI. O que é visivelmente uma mentira; Tropas sírias foram expulsas de Palmyra em maio, depois de tentar impedir que comboios suicídas furassem o bloqueio até a cidade – comboios que poderiam ter sido atingidos por aeronaves francesas ou americanas. Cerca de 60.000 entre as tropas sírias já foram mortos, muitos nas mãos do EI e dos islamitas Nusrah – mas o nosso desejo de destruir o regime de Assad é prioridade sobre a necessidade de esmagar o EI.

Os franceses agora se vangloriam de terem atingido Raqqa, a “capital” do EI na Siria, 20 vezes – um ataque de vingança, se é que alguma vez possa ter existido algum. Se este foi um ataque militar sério para liquidar o aparato do EI na Síria, por que os franceses não o fizeram duas semanas atrás? Ou há dois meses? Mais uma vez, infelizmente, o ocidente – e especialmente a França – responde ao EI passionalmente, e não pela razão, sem qualquer contexto histórico, sem reconhecer o papel sombrio que os nossos “moderados” aliados na Arábia representam nessa história de terror. E tem gente que pensa que vamos destruir o EI.

Tradução por Allan Brum

 


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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