Arquivo para 30 de novembro de 2015

DILMA DISSE QUE ESPERA QUE A COP21APRESENTE UM ACORDO “JUSTO, AMBICIOSO E DURADORA”

95774e0e-73ee-4d1c-900f-e2cad87917bcDepois de conversar com o presidente da Bolívia, Evo Morales, que afirmou que seu país está alinhado com o Brasil quanto seus objetivos na COP21, e depois de tratar com a primeira-ministra da Noruega, Erna Solberg, sobre a parceria de Declaração de Alto Nível sobre Florestas, que ocorrerá hoje, a presidenta Dilma Vana Roussef, divulgou que espera que a 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro sobre Mudanças do Clima (COP21) apresente acordo “justo, ambicioso e corajoso”.

Dilma, que chegou a Paris no dia 29, apresentará, hoje, dia 30, durante a COP21, as políticas adotadas pelos Brasil para diminuir o desmatamento e a emissão de gases de efeito estufa que vêm sendo realizadas com grande sucesso. E que coloca o Brasil na posição de vanguarda nesse quesito junto a outros países.

“Concordamos que a reunião de Paris deve consagrar o princípio de responsabilidades comuns, porém diferenciadas, num acordo vinculante”, afirmou Dilma.

Algumas mulheres e homens que participam dessa COP21 têm interesse que haja mudanças na forma como os países vêm entendendo e praticando os fundamentos econômicos como objetivo de desenvolvimento. Eles sabem que a estrutura do sistema capitalista que só tem como fim o lucro de qualquer forma, não trabalha com mudanças que possam atingir esse ideal lucrativo.

Assim, é necessário entender que em sua grande parte a COP21 é mais uma encenação para se tentar mostrar a sociedade mundial que os dirigentes dos países, principalmente os impérios, estão preocupados com a questão do clima e defesa ambiental. O que na verdade não estão, posto que eles sabem que se preocupar com esse tema é ter que mexer com essa estrutura econômica, assim como, também, mexer, na tecnologia que a sustenta e que encontra-se imbricada em seu mecanismo.

E a questão fica assim: países como o Brasil praticam medidas eficazes quanto o clima e outros não. Daí a importância das manifestações contra a COP21, porque os manifestantes sabem que trata-se de mais uma encenação.  

MANIFESTANTES REALIZAM MARCHA PELO CLIMA PARA PRECIONAR CONFERÊNCIA DO CLIMA (COP21)

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Exigindo que se concretizem acordos para diminuir emissão de gases de efeito estufa e desenvolvimento de uma economia de baixo carbono centenas pessoas realizaram nas praias de Copacabana e Ipanema no Rio de Janeiro, a Marcha pelo Clima para pressionara a Conferência do Clima (COP21). A marcha fez parte de outras manifestações que ocorreram e ainda vão ocorrer em todo o mundo.

Desde o início da era industrial aumento menos de 1grau Celsius a temperatura média do planeta que acarretou ondas de calor, enchentes, secas e derretimentos de geleiras, segundo informação do Centro Brasil no Clima que uma das entidades organizadoras da marcha.

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Além de exigirem o aprofundamento das investigações sobre o derramamento de lama no Rio Doce como consequência da irresponsabilidade gananciosa das companhias Vale/Samarco em Mariana, os manifestantes produziram alguma reivindicações socioambientais referentes à mudança do clima: subsídios aos combustíveis fósseis, combate ao desmatamento, fomento à micro e à minigeração de energia solar e eólica e prevenção dos recursos hídricos.

Alfredo Sirkis, diretor-executivo do Centro Brasil pelo Clima, disse que a marcha tem um grande valor porque mostra que a população encontra-se preocupada com a questão que atinge o mundo como um todo.

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

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Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro - Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

Rio de Janeiro – Manifestantes realizam a Marcha Global pelo Clima na orla do Rio chamando a atenção da população da cidade para a gravidade das mudanças climáticas globais.(Tomaz Silva/Agência Brasil)

“Temos uma meta de redução de 43% de emissões de gás carbônico até 2030. Comparativamente com outros países é bom, mas em relação do tamanho do problema é muito pouco ainda. Se a gente pegar o somatório das metas voluntárias anunciadas por vários países, estamos ainda muito aquém do necessário para manter o aumento da temperatura do planeta nesse século em menos de dois graus”, observou Sirkis que ainda afirmou que a proposta que o Brasil vai apresenta na COP21, não é ruim.

A esperança venceu o medo?

Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Acredito que os governos de 2003 para cá abriram as portas para as manifestações populares, sejam elas quais forem.

José Carlos Peliano*

De entusiasmada e vibrante memória, o bordão “a esperança vai vencer o medo” seguiu por toda a campanha até a vitória final de Lula nas eleições de 2002 em direção ao seu primeiro mandato.

Não filiado ao partido, mas militante, participei da maioria das manifestações, comícios e shows da campanha juntamente com outros milhares de aguerridos amigos, companheiros, conhecidos e desconhecidos vestidos de vermelho.

De fato, queríamos todos os eleitores um Brasil melhor, longe do autoritarismo ainda presente e arraigado na época, travestido nas instituições e seus representantes, seguidores de ordens e progressos pré-estabelecidos pela ortodoxia dos mandamentos, cargos e funções.

Esse pano de fundo, “positivo e operante”, imprimia país afora uma meritocracia, um preconceito e uma hierarquia política, social e econômica, vindas das capitanias hereditárias, da aristocracia portuguesa e dos donos do poder, salve Faoro!

Em particular e especialmente, ao longo de todos os governos, vindas também do bando de invisíveis beneficiários das benesses, privilégios e vantagens distribuídas nos interstícios escusos e escondidos da república tardia. Áulicos da corrupção.

Infelizmente a meritocracia, o preconceito e a hierarquia não deixaram de mandar nos pensamentos, atos e omissões dos poderes constituídos. Exemplos são inúmeros, circunstâncias também, momentos nem se fala.

Evidente que na vida moderna, predominantemente urbana e globalizada, as leis são necessárias e oportunas. Mas, cabe uma indagação, a dita democracia, governo do povo, pelo povo, para o povo, precisa se escudar em leis que protejam, por exemplo, as minorias? Não são elas habitantes do mesmo país e, por definição, não teriam de ter os mesmos direitos e deveres da restante maioria?

Mas esse não é o ponto principal aqui. Ele é importante sim, pois filho da meritocracia, do preconceito e da hierarquia. A questão é o império abusivo da legislação. Ela limita, boicota e reduz as relações humanas na sociedade. Quanto mais impedimentos legais, quanto menos as pessoas se aproximam, se acordam, se superam em promover a convivência, a civilidade, o bem comum.

Acredito que os governos de 2003 para cá abriram as portas para as manifestações populares, sejam elas quais forem. As bandeiras, entre outras, de combate à fome, moradia para todos, acesso garantido ao ensino superior, ampliação do ensino técnico-profissional e as bolsas família, são alguns dos sinais evidentes de que a esperança venceu o medo!

Não só venceu o medo, quanto alimentou a desobediência civil, tão cara a Thoreau e Gandi. Diziam eles que o clamor do povo vem à tona quando a sociedade organizada limita os espaços de liberdade. Todos têm o direito de exporem e manifestarem suas ideias e ideias, mesmo que eventualmente insurjam contra a ordem estabelecida.

Foram, então, as cadeiras a mais postas à mesa farta do país pelos três últimos governos que ensejaram o reconhecimento e a acolhida dos cidadãos então esquecidos, relegados a seus próprios meios e fins.

Desempregados, pobres, sem instrução, de um lado, e homo-afetivos, negros, índios, deficientes, de outro lado, entre outros, puderam finalmente ter vez, voz e lugar nas políticas públicas e nas instituições urbanas e rurais.

Até mesmo a melhoria da economia levou milhões de brasileiros a entrarem no mercado e ampliarem o consumo e o investimento. Aeroportos cheios, supermercados e shoppings com maiores clientelas, enxurrada de carros novos nas ruas, maior produção da construção civil, foram as marcas indeléveis do nascimento de um país capitalista novo e moderno, mas distributivo.

Essa a esperança que venceu o medo. Essa a ousadia de um governo que deu asas ao povo. Essa a provocação que ainda irrita jornalistas de um olho só, juristas encastelados, parlamentares de salto alto, pastores ilusionistas e cientistas sociais sem sociedade.

A corrupção? Ela é típica da nação do compadrio. Ela não tem cor, nem nacionalidade, nem filiação partidária, nem lugar e hora. Fruto da lei de Gérson, de tirar vantagem de tudo e por tudo.

Infelizmente houve gente do PT envolvida, embora mal julgada e mal condenada. Juristas ilustres estão aí para confirmarem. O tempo e os tribunais multilaterais ainda hão de provar a arbitrariedade, irmã do preconceito e da meritocracia, que imperou nos julgamentos.

As manifestações originais, não as preparadas pela oposição, são sinais positivos da esperança. A luta por uma tarifa justa de ônibus trouxe às ruas paulistas jovens de todas as idades para levarem à frente suas reivindicações. Agora, mais recentemente, as ocupações das escolas públicas paulistas seguem no mesmo rumo e bandeira.

Salve a democracia, mesmo que tardia. A espontaneidade desses dois movimentos em São Paulo traz a pureza e a determinação de gente que se vê livre para protestar e defender seus direitos. Mesmo que o poder público tente cercear. Mas como ir contra jovens do ensino fundamental que querem estudar para ser alguém na vida? Por que e como retirá-los das escolas?

Essa a esperança de mudança que venceu o medo. Essa a semente plantada e que dá e promete mais frutos. A despeito de falsas e rasas análises feitas aqui e ali que buscam estigmatizar um partido, que, bem ou mal, abriu as portas da rebeldia e da desobediência civil. Poderia ser melhor, sim, do mesmo jeito que a avaliação dos governos petistas entregues hoje à sanha dos indignados por não mais estarem no poder.

Essa indignação doentia da oposição aliada à parcialidade de membros da Justiça e à sanha destrutiva da mídia provocaram uma balbúrdia na vida política nacional. O recuo do governo com seus poderes sem força e ameaçados piora o quadro geral.

Mas o povo sabe hoje melhor do que ontem quem é quem, de fato, a comandar o triste espetáculo. O medo já não existe mais, apenas a perigosa falta de perspectiva. Legado infeliz dos meritocratas, preconceituosos e hierarquizados.

*colaborador da Carta Maior


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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