Arquivo para dezembro \31\-04:00 2015

AÉCIO, ACUSADO DE RECEBER R$ 300 MIL DE PROPINA DA EMPRESA UTC, RECORRE À LOGICA DE CUNHA: “QUEREM CONFUNDIR A OPINIÃO PÚBLICA”

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Aécio Cunha, o ressentido compulsivo que simula ser honestíssimo e que já foi denunciado pelo doleiro Alberto Youssef de ter sido beneficiado no caso Furnas, foi agora denunciado por Carlos Alexandre de Souza Rocha em delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Operação Lava Jato.

Carlos Alexandre de Souza Rocha, que é apontado como entregador de dinheiro de Alberto Youssef, afirmou que, no segundo semestre de 2013, entregou a um diretor da empresa UTC no Rio de Janeiro de nome Miranda (Antônio Carlos D’Agosto Miranda), a quantia de R$ 300 mil para ser entregue ao “honestíssimo” Aécio Neves.

O entregador delator disse que o diretor “estava bastante ansioso” e que lhe causou estranheza. E o diretor disse que “não aguentava mais a pessoa lhe cobrando tanto”. Então, o delator perguntou: “Quem é essa pessoa?”. Miranda, respondeu: “Aécio Neves”.

Apesar de toda armadura produzida pela mídia-aberrante em seu redor a notícia foi disseminada, principalmente, porque grande parte da sociedade brasileira, a que conhece a história da politica partidária no Brasil, não é engodada pela moral aecista. Diante da repercussão, Aécio Cunha recorreu à lógica de seu amigo predileto Eduardo Cunha quando foi acusado de participar de um esquema de propina que hoje já foi confirmado e por essa razão encontra-se sendo investigado pelo STF e em processo de cassação no Conselho de Ética da Câmara Federal por quebra de decoro parlamentar.

Para desfazer o já feito, ele afirmou que por “três vezes” desmentiu a acusação e que não há lógica na denúncia, porque “não exerce influência nas empresas do governo federal com as quais a empresa atuava e não era sequer candidato a época mencionada”.

“Trata- se de mais uma falsa denúncia com claro objetivo de tentar constranger o PSDB, confundir a opinião pública e desviar o foco das investigações, como ocorreu no caso do senador Anastasia”, afirmou Aécio em nota.

Aécio, ciente da acusação tenta simular uma versão que lhe leva a incorrer em sete erros capitais claríssimos como argumentos de defesa.

  1.  As empresas não são do governo federal, mas do Estado Brasileiro.
  2.  Para receber propina não precisa ser tempo de eleição, basta observar que as denúncias mostram corruptores e corruptos azeitando o    propinoduto em épocas fora de eleição.
  3.  Não precisa exercer influência em empresas para receber propina.
  4.  Não se trata de constranger o PSDB, visto que o partido tem membros seus indicados em investigações. Exemplos breves: senador Aloysio  Nunes e o falecido Sérgio Guerra, ex-presidente do partido da burguesia-ignara.
  5. A opinião pública não é tão estúpida como pretendem as mídias-aberrantes e os que são protegidos por ela. E mesmo se fosse, como as mídias não divulgam fatos contra o PSDB e todas as direitas, ela não se confundiria, posto que ela teria uma versão só: a apresentada por essa mídias.  E aí não haveria como se confundir.
  6. Não há como desviar o foco das investigações, argumento já saturado por Eduardo Cunha, porque há mais de um ano o governo federal e o Partido dos Trabalhadores estão sob fogo cerrado dessas mídias, todas as facetas das direitas e vazamentos seletivos.
  7. Quanto ao caso Anastasia, seu processo só foi engavetado. O que não significa que foi dado como falso.

Se Aécio Cunha não sabe se defender como ele defenderia os direitos do Brasil se por um deboche da a-história tivesse sido eleito? Do que o povo brasileiro escapou.   

ATENÇÃO, TRABALHADORES! O SALÁRIO MÍNIMO SERÁ DE R$ 880. AUMENTO DE 11,6% COMPARADO COM O ATUAL DE R$ 788

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A presidenta Dilma Vana Rousseff mostrou que o trabalhador deve ser protegido das intempéries impostas pela chamada crise econômica. Embora o trabalhador venha sofrendo com o quadro clínico imposto pelo capitalismo neoliberal, a presidenta assinou ontem, dia 29, o decreto, e que foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), que estabelece o valor do novo salário mínimo a vigorar já, no dia 1° de janeiro de 2016. E mais, acima da inflação.

Com esse valor a presidenta suplantou o valor do salário mínimo indicado pela proposta de Orçamento do Congresso Nacional que seria de R$ 871.

“Com o decreto assinado hoje pela presidenta Dilma Rousseff, o governo federal dá continuidade à sua política de valorização do salário mínimo, com impacto direto sobre cerca de 40 milhões de trabalhadores e aposentados, que atualmente recebem o piso nacional”, mostra a nota publicada pelo Palácio do Planalto.

O salário mínimo, como se sabe, é um salário que não reflete as necessidades do trabalhador, mas, no Brasil, esse valor encontra-se cronicamente ligado às falsas políticas econômicas, adotados por governos passados que jamais visaram o direito do trabalhador.

Exemplo próximo: os desgovernos de Fernando Henrique que abusou dos dogmas do neoliberalismo, onde o mercado só pende para o patrão e não conta com os direotos do trabalhador.

LEONEL DE MOURA BRIZOLA ENTRA NO “LIVRO DOS HERÓIS DA PÁTRIA” CUJA LEI FOI SANCIONADA POR DILMA

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Aprovada pelo Senado, a Lei que homenageia heróis brasileiros no Livro dos Heróis da Pátria, foi sancionada ontem, dia 29, pela presidenta Dilma Vana Rousseff. E no ato da sanção o nome do revolucionário político gaúcho Leonel de Moura Brizola foi incluído junto com os de Zumbi dos Palmares, Anita Garibaldi, Dom Pedro I, Duque de Caxias, Tiradentes, Getúlio Vargas, Villas-Lobo, Santos Dumont, Chico Mendes, entre outros.

Leonel Brizola foi perseguido pela ditadura civil-militar que se instalou no Brasil entre os anos de 1964 e 1985, cassado e exilado. De volta ao Brasil com a abertura politica, fundou o Partio Democrático Trabalhista (PDT), depois de vários entreveros com Ivete Vargas que pretendia ser a proprietária do PTB, partido de seu pai, Getúlio Vargas. O PDT, como tinha que ser, nasceu na ordem do devir-revolucionário brizolista, mas hoje, salvo exceções, é um partido similar aos partidos reacionários com personagens que não se diferenciam dos personagens que vagueiam antidemocraticamente pelo DEM, PPS, PSDB, SD, REDE, PMDB, etc.

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Como caso especial, a presidenta Dilma foi filiada no PDT, partido onde reiniciou sua luta pela democracia e as Direitas Já. Quando Brizola voltou incendiou o país. Era a grande novidade junto com Lula onde durante as eleições de 1998, foi vice do Sapo Barbudo. Apelido que dera ao metalúrgico, hoje invejado pelas direitas que querem ver Deus, mas ele não. Foi o criador do socialismo moreno, além de ser grande curtido de todas as formas de imbecilidade que impregnava o cenário falso político do país.

Adorava tirar sarro de Maluf a quem chamava de filhote da ditadura. Mas seu grande alvo era a antidemocracia pregada e propagada pela TV Globo. Brizola colocava a emissora que apoiou a ditadura, em seu insignificante lugar. O famoso Caso Proconsult, em 1982, mostrou a derrota fatal da emissora alienada-alienadora diante do rebelde dos pampas. A TV Globo tentou fraudar o resultado das eleições que elegeria Brizola.

A sanção de Dilma, que já foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), altera o item da Lei correspondente ao tempo em que uma personagem deve ser homenageada no Livro dos Heróis da Pátria que antes era de 50 anos. Agora, passou para dez anos após a morte do personagem ou da presunção de seu desaparecimento.

CHICO O SPINOZISTA/NIETZSCHIANO

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Viver é um processual contínuo de entrelaçamento de corpos-afetos. É encontrar sempre corpos-afetos que se interpõem entre outros corpos. Ninguém escapa. Sejam corpos-afetos tristes incompossíveis, como diz o filósofo Leibniz, ou corpos-afetos compossíveis.

Estar-no-mundo é se encontrar como autômato diante desses corpos-afetos, mostra o filósofo holandês, Spinoza. Eles chegam sem que se peça, sem que se queira. Porém, mesmo como autômato no mundo é possível escolher com quais corpos-afetos se quer compor. Podemos compor com corpos-afetos alegres e com corpos-afetos tristes, nos diz Spinoza.

Se, sou um corpo-afeto cuja potência de agir é baixa eu componho com outro corpo-afeto com baixa potência de agir, porque sou triste. Sou afecção triste. Estado de coisa triste. Não ao modo da tristeza psicológica compensadora como perda. Mas se, sou um corpo-afeto cuja potência de agir é alta componho com corpo-afeto cuja potência de agir também é alta. Sou uma afecção, estado de coisa, alegre. Não alegria no modo psicológico compensador como ganho.

Assim, nesse processual contínuo de entrelaçamentos de corpos-afetos posso ser tanto escravo como tirano porque minha potência de agir é baixa e me agrada ter o poder como força. Mas o processual contínuo de entrelaçamentos de corpos-afetos também me mostra como sendo um ser livre onde minha potência de agir é um crescente e jamais componha com escravo, tirano como forças.

Todavia, para que eu possa compor sempre alegria é necessário que eu tenha atingido o terceiro grau de conhecimento. O conhecimento que atingiu a reflexão cujo ser é causa de si mesmo e não consequência de outra causa externa ou interna. Como causa de si mesmo o ser não fica a mercê de afetos tristes. Seus encontros, occursos, como diz Spinoza, são sempre bons encontros. São essencialmente éticos, já que a Ética é a práxis dos bons encontros, como diz Spinoza em sua obra máxima, Ética. Os encontros que aumentam a potência de agir do ser. Nada de regra e princípios morais como disciplinas. Dessa maneira, racionalmente, conheço minhas noções comuns que são os afetos-bons que constituem meu ser, e os afetos bons que constituem o ser daquele com quem componho bons encontros.

De forma contrária, aquele que sempre compõe mau encontro, assim o faz porque encontra-se no mais baixo grau de conhecimento ou no conhecimento difuso. No primeiro caso ele é resultado do ter ouvido e visto, o que forma a consciência preconceituosa. A consciência que externa o que lhe foi dito e mostrado como verdades e que não chegou ao grau da suspeita e muito menos da reflexão. O que lhe foi mostrado e falado por seus pais ou os que participaram em sua formação. É sempre consequência, jamais princípio. Só compõe maus encontros que baixam a potência de agir.

No segundo caso é aquele que acredita também difusamente no que lhe contaram. Sabe o dia de seu aniversário, porque lhe contaram, acredita em Deus por tradição e não por exame comparativo com outras religiões, como diz Nietzsche. Sabe que água e o óleo não se misturam porque viu e não por análises de suas substâncias. Esse será sempre efeito e jamais causa. Sempre afecção-triste que só compõe com outros corpos-afetos tristes. Para ele nunca existe bons encontros. Os bons encontros para ele são confundidos com reuniões com seus pares familiares, classe e profissão que também são tristes, mas acreditam que não são em função da alegria psicológica compensatória os ganhos, principalmente materiais.

É por esta distinção que Spinoza afirma que nós não nascemos racionais e sociais. Só nos tornamos racionais quando atingimos o terceiro grau de conhecimento e que nos permite processar bons encontros, assim como realizar relações sociais autênticas que são os fundamentos da democracia: a composição das potências políticas de todos. O terceiro grau do conhecimento também nos torna alegres como disposição contínua de humor.

O que fez Chico diante das aberrações-urbanas? Não processou mau encontro. Não compôs com a tristeza escrava-tirânica-força deles. Se Chico tivesse composto? Estaria perdido. Ficaria triste como eles afundado nos dois mais baixos graus de conhecimentos. Por que Chico não compôs? Porque atingiu o terceiro grau de conhecimento que lhe constitui como ser racional e sociabilizado. Por que Chico riu? Porque, como diz Nietzsche, os homens que pensam profundamente têm a impressão de serem comediantes ao lidar com outros que são superficiais. Se tornar cômico é uma forma de lidar com os atrasados que fomos, já que em um tempo passado, também fomos atrasados e os atrasados atuais, do Leblon, nos surgem como fantasmas de nós mesmos. “Engraçado! Nós já fomos assim!” Ou: “Que horror! Nós fomos assim!?”

Como um ser constitutivamente racional e social, Chico, não poderia ter uma relação amigável com as aberrações-urbanas, visto que, como diz Nietzsche, para um homem livre é impossível ter amigo escravo e ser amigo de tirano.

Chico diante das aberrações-urbanas movimentou seu devir spinozista/nietzschiano  suave e alegremente.

O derradeiro ‘Golpe Moral’ no golpismo

Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

O golpismo terá mais dificuldade de se articular e sobretudo de justificar moralmente a derrubada da presidente Dilma.

Francisco Fonseca – Professor de ciência política na FGV/Eaesp e PUC/SP

2015 está terminando e, com ele, aparentemente o golpismo da direita contra a Democracia e o Estado de Bem-Estar Social brasileiro. Embora toda e qualquer análise peremptória sobre a crise política, social e institucional brasileira seja, em larga medida, precária, em razão da fluidez da conjuntura e de potenciais movimentos provindos da controversa “Operação Lava Jato”, do Congresso Nacional, do STF, do TSE e do jogo político como um todo, alguns fatos políticos são essenciais nesse complexo tabuleiro da vida política nacional. Procurei analisar essa precariedade analítica nos artigos “A fluidez da conjuntura política e os próximos lances” e “A virada de Dilma”, publicados neste site respectivamente em 21 outubro e 20 de dezembro deste ano.

Tais fatos políticos referem-se à batalha sobre a “moralidade do golpe” (entendida como legitimação moral), chamada pelos golpistas – das raposas políticas aos inocentes úteis – de impeachment. Nesse sentido, três grandes fatos, de uma inumerável cepa, devem ser ressaltados:

O primeiro refere-se à “peça” supostamente jurídica que “fundamentou” a abertura do processo de impeachment pelo Congresso Nacional produzida pelos advogados Bicudo e Reali que mais se parece um “faz-me-rir” à guisa dos processos kafkanianos. Ressentimentos pessoais e políticos, de um lado, e oportunismo político – devidamente sustentados pelo PSDB e pela oposição derrotada nas última eleições – se imiscuem à peça que tem de tudo, menos fundamentação jurídica. Não é por outro motivo que os principais magistrados brasileiros e suas associações representativas posicionaram vigorosamente contrários a tal processo. Tratou-se de um importantíssimo golpe moral lancetado pelo golpismo contra si.

Um outro golpe moral, de importância ainda maior, refere-se ao fato de que a liderança pró destituição da presidente Dilma responde pelo nome de Eduardo Cunha, cuja permanência no Congresso Nacional –  sobretudo como presidente da Câmara –, e em liberdade, só podem ser compreendidas pelo papel prioritariamente político e secundariamente jurídico do Supremo Tribunal Federal. A velha imagem da “raposa cuidando do galinheiro” encaixa-se perfeitamente a Eduardo Cunha, o que contribuiu vigorosamente para deslegitimar o golpismo parlamentar, cuja articulação vinha da própria vice-presidência da República.  Ambos os fatos – o “faz-me-rir” jurídico aceito por um parlamentar cuja biografia confunde-se com ficha policial, no dizer do próprio Procurador Geral da República, Rodrigo Janot – confluem para o descrédito político/institucional do golpismo. Nesse sentido, em razão do impeachment ser encarnado por Cunha, embora não apenas por isso, as manifestações das classes médias minguaram fortemente.

O terceiro fato político não se encontra no âmbito político/institucional, mas social, em sentido lato. Trata-se da abordagem beligerante, truculenta, desrespeitosa e intelectualmente “analfabeta” de jovens ricos ao grande artista Chico Buarque. Embora esse tipo de fascismo cotidiano esteja presente em inúmeras situações desde o segundo turno das eleições presidenciais – nas ruas, em lugares públicos e privados, no mundo digital, na cobertura da mídia golpista, e sobretudo no ignóbil senso comum –, o aspecto distintivo diz respeito à moralidade da figura de Chico Buarque. Em outras palavras, um dos maiores artistas brasileiros de todos os tempos, conhecido tanto por sua genialidade como por sua coerência política e intelectual – que se pode concordar ou discordar, pouco importa –, barrou a suposta moralidade golpista. Afinal, aqueles jovens, verdadeiros “filhinhos de papai, do rentismo e da mídia”, expressaram todo o ódio (e ignorância) de classe de, se tanto, 10% dos brasileiros, isto é, dos mais ricos inconformados com a maior igualdade social no país. As respostas de Chico Buarque sobre o PSDB ser, segundo ele, um “partido bandido” e sobre a “desinformação de quem lê a Revista Veja”, entre outras respostas, são, por si só, desconstrução da legitimação moral do golpe. Mas a própria imagem do episódio já seria significativa do modus operandi dos proto fascistas filhinhos do privilégio e da ignorância. Após esse episódio ficou mais difícil ir às ruas defender o impeachment, assim como achincalhar figuras públicas, tendo em vista que se escancarou a precariedade da “peça” jurídica de Bicudo/Reale e a não moralidade de Cunha para liderar o impeachment da presidente: afinal, como pode alguém que se locupletou comprovadamente de recursos públicos destituir uma presidente acusada, sem provas, de algo muito menor? Nesse sentido, um dos “filhinhos” ter chamado Chico Buarque de “merda” coroa a insensatez fascista, afastando, pouco a pouco, grande parte dos inocentes úteis que, devido ao massacre midiático e ao ódio de classes das elites que, contudo, transbordou aos segmentos populares, veem no PT a causa de todos os males brasileiras. Ruiu, portanto, do ponto de vista social, em seu veio simbólico, o golpismo..

Pois bem, esses três fatos políticos possivelmente enterrarão, cada qual a seu modo, o golpismo, notadamente quanto à imoralidade política que representa: a tentativa de derrubada do poder de quem se elegeu legitimamente pelo voto, assim como – e ainda mais significativo – a derrogação da democracia política e social/trabalhista no país, cuja consolidação ainda está em processo.

Portanto, daqui para frente, salvo acontecimentos completamente imprevistos, o golpismo terá mais dificuldade de se articular e sobretudo de justificar moralmente – isto é, sua legitimidade moral – a derrubada da presidente Dilma. Trata-se de mais uma obra de nosso maior artista!

Ainda assim, resta um longo caminho: político/institucional (barrar o golpe e refazer pactos sociais de outras naturezas), econômico (voltar-se ao desenvolvimento com distribuição de renda) e sobretudo proveniente da pressão popular ao ocupar as ruas, encarar o debate e o embate público e propor concretamente reformas no sentido de aprofundar a democracia no país: reforma da mídia, combate ao rentismo, reordenação do agronegócio, entre tantos outros. Para tanto, o enfrentamento moral – referente à moralidade pública, típica da ação política, enfatize-se – é elemento-chave. Em outras palavras, conquistar “as mentes e os corações” para a causa da democracia política (o que inclui direitos civis) e social (que implica direitos voltados à igualdade, direitos trabalhistas e outros) é a grande batalha que reserva o ano de 2016!

A moralidade política é, dessa forma, aliada crucial na batalha das “mentes e dos corações”. Nesse sentido, 2015 termina bem comparativamente ao que se viu durante todo o ano. Contudo, não há espaço para tréguas, uma vez que a ânsia golpista permanece articulada, embora com muitas contradições.

Por fim, somente o encerramento do processo de impeachment, conjugado com um novo modelo de desenvolvimento (a queda de Joaquim Levy é, nesse sentido, alvissareira) a à articulação com movimentos sociais progressistas poderá fazer com que o Governo Dilma realmente comece! A partir daí pode-se pensar na reforma do sistema político – causa maior de nossa imoralidade pública ao abarcar quase todos os partidos –, mesmo que a médio prazo, a rigor iniciada pelo STF com a proibição do financiamento empresarial a campanhas, pois absolutamente crucial para o futuro da democracia brasileira.

PREVISÕES DA MÃE TRANSVISÃO PARA O ANO DE 2016

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Embora conhecendo o adágio temporal-sacro de que “o futuro a Deus pertence”, membros dos vetores comunicacionais da Associação Filosofia Itinerante (Afin), Blog Esquizofia e Blog Afinsophia , fizeram uma vista a Casa da Mãe Transvisão com o intuito de pedir a ela que, em sua potência-transcendental, realizasse algumas previsões para o ano de 2016 que já se encontra adentrando no ano de 2015. Ano em que as direitas do Brasil contam minuciosamente os segundos para que encerre seu ciclo, visto que fora um ano em que elas não tiveram qualquer de suas intenções conspiradoras consumadas. Entre elas, depor Dilma e prender Lula, dois expressivos brasileiros por suas originalidades.

Mãe Transvisão, como sempre carinhosa, solícita, meiga e inteligente atendeu os consultantes. Em seu salão nobre, completamente colorido, de um psicodelismo envolvente, enlevado por aromas agradáveis, sonorização fluente, ela, em seu traje singular composto por traços cativantes, envolveu-se com a transcelestidade, transtemporalidade, transhistoricidade e trancedência e realizou seus contatos que nos foram comunicados como formas de previsões.

Como Mãe Transvisão é uma mulher eminentemente politizada, ela começou suas previsões pelo que há de pior no Brasil: as ignóbeis trapaças das direitas golpistas comandadas pelo seu persona non grata, Eduardo Cunha.

Então, leiamos as previsões da infalível Mãe Transvisão.

  • No começo do ano de 2016, Eduardo Cunha conquistará a tríplice coroa: será destituído da presidência da Câmara Federal será cassado e preso.

  • Aécio Cunha vai aumentar mais ainda seu tônus biliar: Dilma continuará seu objeto de desejo inatingível. Continuará tramando, mas vai aos pousos ficando mais isolado que já se encontra. Até os coxinhas lhe abandonarão. E para acabar de vez com sua simulação de honestidade, Janot vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) investigação sobre a Lista de Furnas. Esquema de corrupção comandado pelo PSDB sob a orientação do próprio ressentido-compulsivo.

  • Fernando Henrique vai sofrer um grande baque em seu narcisismo já tão anêmico: Dilma vai ter a popularidade de seu governo aumentada.

  • Serra sofrerá investigações e terá seus projeto entreguista do pré-sal totalmente combalido.

  • O senador Agripino Maia vai ser condenado pelos crimes de corrupção e perder o mandato.

  • O vice-presidente Michel Temer, continuará sendo apenas uma figura decorativa no governo Dilma. E sua fama de golpista vai aumentar e nem as mídias aberrantes, suas defensoras, vão conseguir protege-lo.

  • O deputado Jean Wyllys do PSOL vai conseguir maior aderência em suas ideias que serão compartilhadas por grande parte da sociedade brasileira.

  • A deputada Jandira Fegalli do PCdoB vai se tornar a representação-mor das mulheres combativas do mundo indicada por organismos internacionais.

  • Os institutos de pesquisa eleitoral vão sofrer o ano inteiro: terão que divulgar resultados de suas pesquisas para a eleição presidencial de 2018 com Lula disparado na liderança.

  • O deputado racista e homofóbico Bolsonaro será definitivamente condenado por ter ofendido a deputada Maria do Rosário (PT/RG).

  • Fernando Henrique terá um ano doloroso e tenso: as investigações sobre esquema de propina na Petrobrás em seus governos aumentarão de tal forma que nem as mídias, suas protetoras, poderão escamotear as notícias sobre esse esquema de onde se originaram Paulo Roberto Costas e Pedro Borusco, ambos presos pela Operação Lava Jato.

  • Dilma não vai sofrer impeachment, a economia vai voltar a crescer, a maioria dos brasileiros terão suas vidas melhoradas e parte das direitas vai morar na Argentina para apoiar o governo Macri.

  • Lula será indicado ao Prêmio Nobel da Paz e Fernando Henrique será acometido de forte crise de invejite-tremules.

  • Os movimentos sociais e os sindicatos serão mais fortalecidos e terão maiores participações em decisões importantes para a sociedade brasileira.

  • As artes como o cinema, teatro, música, literatura, dança, todas as formas de expressões populares terão maiores investimentos.

  • Os estudantes do ensino público do estado de São Paulo, que mudaram o conceito de educação no estado defendido pelo governador Geraldo Alckmin com seu plano de ‘reorganização’, vão constatar o fim desse plano.

  • O compositor, cantor, escritor, teatrólogo, poeta, articulista Chico Buarque receberá das mãos de um organismo internacional o título de representante-maior da sensibilidade e inteligência frente estupidez-arrogante da burguesia-desvairada.

  • A surpresa das eleições municipais de 2016 será o número de prefeitos eleitos de partidos progressistas, assim como vereadores.

  • Em Manaus, o prefeito que jurou aplicar uma surra em Lula, Arthur Neto, não será reeleito apesar do grande esquema de cooptação de funcionários como cabo eleitorais. Seu pior cabo eleitoral serão os buracos que ele produziu em Manaus como continuação das gestões de prefeitos anteriores como seu amigo Amazonino, ex-prefeitos Serafim e Alfredo. Professores, médicos e outros profissionais lambaios continuarão votando nele, mas não será um número insuficiente para reelegê-lo.

  • Muitos vereadores que usam as igrejas como catapulta para a vereança não serão reeleitos, assim como os chamados novos também.

  • Os principais candidatos que disputarão a prefeito de Manaus serão um de partido progressista e outro, como é comum no Brasil, de um partido reacionário. Mas não serão do PSDB, PPS, DEM, SD e REDE.

  • O governador do Amazonas, José Melo, será cassado, mas vai recorrer em outra instância. Porém, no final será cassado de vez.

  • No mesmo momento da derrota de Arthur e a cassação de Melo, jornalistas e empresas de comunicação submissas e calculistas a ambos cuspirão nos pratos que babaram.  

  • A TV Globo vai continuar perdendo audiência junto com sua emissora de rádio CBN, e será denunciada e investigada pelo FBI no esquema de corrupção da FIFA e ainda será, terminantemente, obrigada a pagar sua dívida com a Receita Federal.

  • As inúteis revistas lamê Veja, Época e IstoÉ diminuirão suas finanças, irão despedir funcionários e ficarão com os pés na cova do capitalismo.

  • Por sua vez, os blogs, sites, portais progressivos, também conhecidos como “sujos”, aumentarão seus acessos. E também terão aumentados seus anúncios de publicidades.

  • A Seleção Brasileira vai continuar sofrendo em busca de sua classificação para a Copa do Mundo. Porém, só no ano que vem é que se saberá ao certo se será classificada ou não.

No fim das previsões, os membros dos blogs pediram que Mãe Transvisão, fizesse algumas previsões para a Afin. Então, ela pousou nos membros dos blogs um olhar cândido e sorrindo suavemente disse que a Afin apenas processasse seus devires com confiança, engajamento e responsabilidade como vem fazendo há mais de 13 anos.

O que eles queriam mesmo era saber qual seria a conclusão do processo que a Afin vem respondendo no Paraná porque seu Blog Afinsophia publicou um artigo, em 2012, sobre um caso de racismo e foi acusada de prática de ofensa e ter que pagar R$ 30 mil de indenização.

Ao saírem da casa sagrada Mãe Transvisão abraçou todos os abençoando  proferindo louvor: “Axé, meus filhos e filhas!”. Ao que eles responderam: “Axé, Mãe Transvisão!”

Cunha comprova teoria da árvore envenenada

JBatista/Camara dos Deputados: <p>eduardo cunha</p>

Por: Alex Solnik

Eu me perguntava hoje de manhã como isso é possível: nenhum ato de Eduardo Cunha, nada que ele planeja, faz ou diz tem por fim ou resultado a concórdia, o entendimento ou a paz e sim a cizânia, o debate raivoso, o bate-boca, o acirramento de ânimos, a alta do dólar, a queda da Bolsa.

Ele instalou a turbulência em todos os campos políticos. Na Câmara, estimulou a divisão e o confronto. No PMDB colocou em lados opostos Michel Temer e Renan. Alckmin, Serra e  Aécio estão em pé de guerra no PSDB. No PT a bancada bate cabeça ora com o Planalto ora com o partido. Filhinhos de papai agridem artistas no Leblon.

E então me lembrei de duas passagens bíblicas nas quais foi baseada a Doutrina dos Frutos da Árvore Envenenada, que tem livrado da cadeia, desde 1840, muitos criminosos de colarinho branco – e põe branco nisso – nos Estados Unidos e no Brasil quando seus advogados conseguem provar que as provas obtidas contra eles foram originadas de uma prova colhida ilicitamente, seja por fraude dos policiais, seja por confissão sob tortura, seja por grampos ilegais.  Elas contaminam, com sua ilegalidade, as provas subsequentes o que provoca a anulação do processo todo.

Essas passagens bíblicas, de Mateus e de Lucas, inseridas no Novo Testamento também explicam porque nada pode se esperar de bom de árvores más, ou de pessoas com o perfil de Cunha. Ouçamos Mateus:

«Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós com vestes de ovelhas, mas por dentro são lobos vorazes. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim toda árvore boa dá bons frutos, porém a árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos. Toda a árvore que não dá bom fruto é cortada e lançada no fogo. Logo, pelo seus frutos os conhecereis.»  (Mateus 7:15-20)

E agora, Lucas:

«Não há árvore boa que dê mau fruto; nem tampouco árvore má que dê bom fruto. Pois cada árvore se conhece pelo seu fruto. Os homens não colhem figos dos espinheiros, nem dos abrolhos vindimamuvas. O homem bom do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau do mau tesouro tira o mal; porque a sua boca fala o de que está cheio o coração.»  (Lucas 6:43-45)

Assim como a árvore má jamais dá bons frutos, o homem mau contamina todos os seus atos, inclusive o mais espúrio deles – a deflagração do impeachment – com o mal que tira do mau tesouro do seu coração porque a sua boca fala o de que está cheio o seu coração.

PAPAI NELSON NOEL DIZ ÀS CRIANÇAS QUE 2016 SERÁ MUITO MELHOR

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Poucos se enganam: o mundo construído pelo delírio capitalista de alguns sujeitos-sujeitados não é para criança. É um mundo em que a força da irracionalidade pelo lucro máximo coloca os adultos estúpidos como personagens e intérpretes principais. É um mundo em que a criança só é necessária quando é transformada em mercadoria através da falsa ludicidade caricaturada em “brinquedos” que a torna, como mercadorias, oral consumista compulsiva. Como impõe o ideário do lucro infinito capitalista.

Os rituais consumistas, como o natalino, servem de exemplo didático para se compreender essa máquina enferrujada, mas que ainda não perdeu sua funcionalidade molar. A funcionalidade que imobiliza todos os desejos de vida. Mas essa prisão de desejos autênticos não funcionaria eficazmente se não tivesse o amparo e o estímulo de governos cujas parcerias prontificam esse constante ajuste de suas peças indesejante. Governos que fluidificam as engrenagens que esmagam os desejos-naturais transformando-os em espectros de desejos expressados em suas mercadorias narcisadas como formas multifacetadas do capital. O universo dos objetos que brilham hipnoticamente com seu psicodelismo inebriador. Onde não há qualquer rastro de Cristo. A não ser o Cristo capitalizado. O que não é o Cristo filhos Maria. O revolucionário que fez os judeus e o Império Romano tremerem temerosos de seu Amor.

Nelson Noel 2012 (41)Nelson Noel 2012 (40)Nelson Noel 2012 (39)Nelson Noel 2012 (36)Como Manaus é um território do mundo, não poderia ser diferente. Manaus é um lugar também para adultos onde as crianças não são cuidadas como devem ser. Aliás, muitas delas são tratadas como alguns adultos entendem: com violência. Certamente, adultos parceiros de Eduardo Cunha na aprovação da redução da maioridade penal. Adultos que refletem também a falta de infância.

Dessa forma, em Manaus, existem crianças que tem outro tratamento pelos adultos. Ganham presentes, viajam para Disney, moram em condomínios, estudam em escolas particulares, tem plano de saúde, mas, em verdade, não podem ser tidas como essencialmente crianças, visto serem nada mais do que objetos onde seus pais projetam suas inseguranças de adultos muito bem capitalizados. Ou melhor, infantilizados pela força dos vícios burgueses. Adultos que quando crianças não experimentaram a dimensão superior da infância como devir criativo e distributivo, como dizem os filósofos franceses Deleuze e Guattari, encadeados com o filósofo alemão Nietzsche.

Nelson Noel 2012 (26)Nelson Noel 2012 (17)Nelson Noel 2012 (19)Nelson Noel 2012 (14)Nelson Noel 2012 (8)Quem habita Manaus, e não tem apenas um endereço, sabe disso, já que habitar é se tornar potência-criadora do território habitado em forma de comunalidade. Sabe que a criança, apesar das políticas para infância e adolescência criadas pelo governo federal, não é cuidada como deve, posto que criança é para ser cuidada pelos que alcançaram o grau da responsabilidade histórica do mundo. Tomar a criança como seu cuidado, é tarefa de que se responsabiliza pelo mundo. Ser seu companheiro oblativo e não captativo como forma policial-judicativa como fazem os adultos infantilizados. Assim, cuidar é ser responsável pela história que a criança está entrando para se tornar um adulto também responsável pela história. E é brincando, se satisfazendo, que a criança produz, junto com esse adulto, seus percursos que lhe tornarão um ser históricizado.

img_5519 img_5680A criança de Manaus, essa que não vai para Disney (melhor para ela), que mora nos bairros abandonados pelas alcunhadas autoridades (autoridade é quem trabalha com a razão no plano do diálogo, como diz a filósofa Hannah Arendt) não tem qualquer opção de entretenimento público. Quando essa criança quer entretenimento ela mesma cria nas ruas onde habita. Algumas vezes reúne umas moedas e vai a um parquinho de diversão que se instalou no bairro. Prefeitura, estado não têm um projeto de diversão gratuita para criança. A própria escola que deveria ser um território do entretenimento infantil, não é usada.

Pois foi exatamente analisando a situação da criança em Manaus que o empresário democraticamente lúcido e engajado, Nelson Rocha criou o personagem Papai Nelson Noel. Há 13 anos Papai Nelson Noel, no dia 24 de dezembro, percorre alguns bairros abandonados de Manaus, onde milhares de crianças se encontram com seus direitos a diversão e entretenimento negados, e distribui com a fantasia de Papai Nelson Noel, sorvetes e picolés. É a festa criada e comandada por Papai Nelson Noel e as crianças, e muitas vezes com a participação de alguns adultos que cuidam dessas crianças. O carro com Papai Nelson Noel em cima, acenando, desejando boas-festas, às vezes descendo do carro para abraçar as crianças, e quem aparecer pela frente para receber um abraço natalino, compõe o fator dionisíaco de um Cristo que não se metamorfoseou na cobrança, castigo, condenação, credor, mas na festa libertária.

Nelson Noel 2012 (13)Nelson Noel 2012 (11)Nelson Noel 2012 (9)Nelson Noel 2012 (2)altahxbmwd1smfeipavrujkk7wwdzl9podrs3fseov2evhu img_5493 altag6itwqdkg_pu3uk_3yze0n2bfbs7ndbf8mp8arwg7ckEntretanto, nesse natal de 2015, o Papai Nelson Noel não pôde se mostrar materializado às crianças. O seu criador passa por um momento existencial que lhe deixou impotente para fazer passar o personagem-coletivo, Papai Nelson Noel. Mas, ele mandou sua mensagem positiva às crianças.

No dia 24 de dezembro do ano de 2016, se Papai Nelson Noel permitir, ele estará atuando como Papai Nelson Noel. Palavra de Nelson Rocha.

O TRONO DO ESTUDAR GRAVADO POR CHICO, DANI BLACK, ZÉLIA DUNCAN, PAULO MIKLOS E OUTROS É TRIBUTO A LIBERDADE DE SER

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Quando o filósofo alemão Nietzsche movimenta sua Vontade de Potência ele só afirma no que a Vida se constitui: Devir-Produção contínnum do Novo. O homem é vida produtiva-natural. Quando o filósofo francês movimenta a sua Vontade de Saber ele apresenta o saber como a potência criativa do homem. Produzir e criar são do Homem, assim como na Natureza.

Só há conhecimento fenomenal e científico porque há Vontade de Saber. E só há saber em função da disposição de se atuar como produtor-criador no Mundo. Assim, estudar é trabalhar com o que foi produzido e criado em encadeamento com a Vontade de Potência e Vontade de Saber que movimentam novas formas de saberes e dizeres.

Como potência é política, já que política é poieses e práxis, estudar é um caso de politica. Logo, o a práxis-poiética dos estudantes que lutaram para anular o plano de ‘reorganização’ do ensino público apresentado pelo governador de São Paulo Geraldo Alckmin, do partido PSDB, o partido que tem o pior sentido do educar, exemplo Fernando Henrique, foi à realização da Vontade de Potência pela Vontade de Saber.

Foi por ser movimentado como produção e criação de novas formas de se mostrar estudante, que artistas como Chico Buarque, Zélia Duncan, Paulo Miklos e outros, gravaram a composição do músico Dani Black, O Trono do Estudar criada para compor com o movimento produzido e criado pelos estudantes das escolas públicas.

Uma potência-musical! Ouça o vídeo, analise e forme sua consciência produtiva-criativa!

O DEPUTADO ENGAJADO JEAN WYLLYS (PSOL) DISSE QUE CUNHA É SOCIOPATA. E OS OUTROS?

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O movimento da antipsiquiatria se manifestou na década de 60 como um devir-político contrário aos principais fundamentos da psiquiatria ortodoxa e a psicanálise que reduziam seus fundamentos aos diagnósticos classificadores que rotulavam os pacientes qualificados como loucos relegando-os a produtos do complexo de Édipo. Ou seja, as psicoses se fundamentam na cena triangular. Assim, como também, o fator narcísico. Diagnosticar, rotular, confinar afastando o louco como ameaça social.

Os dois grandes antipsiquiatras dessa década são o sul-africano David Cooper e o inglês David Laing que apresentaram seus trabalhos impulsionados pelos conceitos dos filósofos Marx e Sartre, sem deixar de lado as formas de expressões das artes como o teatro, a música, a pintura, a literatura, a poesia o cinema, entre outras que fundamentos para conhecer as relações interpessoais e suas manifestações. Como ocorre sempre quando um devir-político se manifesta os dois foram muito contestados. Mas não adiantaram as contestações. Seus novos conceitos antipsiquiátricos tocaram no dogma da psiquiatria ortodoxa e na psicanálise.

Paralelamente ocorria o movimento da desinstitucionalização dos hospitais psiquiátricos comandados por Franco Basaglia com sua Psiquiatria Democrática Italiana que se espalhou pelo mundo, chegando até ao Brasil com grande força de mudança. É um movimento que até hoje se encontra em ação. Livrar o paciente das garras perversas da institucionalização psiquiátrica para ele se tornar, também, sujeito responsável por sua cura. Se que ele é um doente, já que, como diz Marx, as instituições sociais no sistema capitalista são manifestações patológicas.

Também ainda na década de 60, mas se mostrando com maior clareza e textura na década de 70, os filósofos Deleuze e Guattari realizaram com a obra O Anti-Édipo a revolução que tocou fortemente nas raízes da psicanálise principalmente em seu dogma maior o Complexo de Édipo, a menina dos olhos de Freud que sem ela nem Freud e nem a psicanálise existiriam. Como eles mesmos mostraram no desdobramento do Anto-Édipo, com a obra Mil Platôs, trata- se da verdadeira filosofia política. Tudo é uma questão de política. Até a antipolítica praticada no Congresso Nacional brasileiro.

Como é possível entender, os três movimentos se assemelham em um enunciado: enfraquecer o poder de rotular para imprimir nas pessoas rotuladas o conceito-discriminador de louco ou anormal. Uma forma de alienar e excluir pessoas de suas condições existenciais. Um recurso não muito visível usado pelo capitalismo para tornar a sociedade um mundo das aparências, mas que Marx com sua perspicácia tornou visível. Daí porque todos os três movimentos têm relação direta com o pensamento do filósofo Mouro de Trier.

Entretanto, existem alguns sujeitos-sujeitos que têm comportamentos que obrigam a comunidade a recorrer a alguns conceitos da psiquiatria com o propósito de torná-los mais visíveis, no meio em eles se alocam para que essa comunidade se resguarde das ameaças que esses sujeitos-sujeitados representam contra ela. Foi nessa situação que o engajado, honrado e atuante deputado Jean Wyllys (PSOL/RJ), recorreu ao conceito psiquiátrico de sociopatia para revelar a sociedade brasileira a síndrome Eduardo Cunha.

“Eduardo Cunha é um homem vil, ordinário, um sociopata, que praticamente colocou o Brasil a beira por interesses pessoais. Ele saiu do controle, da medida, hoje ele virou um problema. Ele deve ser cassado e preso em decorrência dos crimes que vem praticando há muito tempo”, diagnosticou Wyllys o Cunha.

O conceito psiquiátrico de Jean Wyllys sobre Eduardo Cunha sai de alguns sintomas que o deputado investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e em processo de cassação no Conselho de Ética na Câmara Federal por quebra de decoro parlamentar, apresenta em seus comportamentos.

  • Ele mente compulsivamente.
  • Não respeita as normas sociais que estabelecem as formas de comportamentos das relações entre os homens em sociedade.
  • Não apresenta qualquer sinal de remorsos resultante de seus atos prejudiciais ao meio em que se encontra.
  • Tem impulsiva e compulsiva disposição para agir só em seu benefício.

Jean Wyllys diagnosticou Eduardo Cunha, mas não diagnosticou outros que lhe auxiliam em suas ações antidemocráticas, visto que ele sozinho não teria toda essa performance que apresenta. Esses outros também mentem compulsivamente e devem ter sido eleitos em seus estados através da mentira e a mentira partidária é mentira social. Mentira que atinge a sociedade. Ao mentir eles não apresentam qualquer remorso, já que seus comportamentos saem da disposição impulsiva e compulsiva para agirem em seus benefícios. E aí se encontram todos os golpistas, visto que esse golpe é anticonstitucional, mas eles não sentem qualquer remorso diante de seus interesses. Logo, no sentido político, o sociopata é o anormal da democracia. Conceito político que certamente Cooper, Laing, Basaglia, Deleuze e Guattari não negariam.  

Mas Jean Wyllys não deve se desesperar, assim como milhões de brasileiros que cogitam o mesmo, Eduardo Cunha, segundo informações correntes, a Procuradoria-Geral da República (PGR) tem em sua disposição documentos que podem tirar Eduardo Cunha da presidência da Câmara Federal, já no começo de janeiro.

Não precisa nem esperar “quando o carnaval chegar”, como diz o filósofo da música brasileira Chico Buarque.

CUNHA E SEUS COMPARSAS OUVEM DE LEWANDOWSKI O O JÁ AFIRMADO: NÃO HÁ MARGEM PARA DÚVIDAS SOBRE A DECISÃO DA CORTE

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Durou nada menos que 30 minutos para concretização de mais uma frustração dos golpistas frente ao Supremo Tribunal Federal (STF). E com direito a presença da imprensa. Nada de ocultismos como gostam os golpistas.

Parlamentares golpistas, como o deputado Carlos Sampaio do partido da burguesia-ignara, PSDB, liderados pelo investigado no STF e em fase de processo de cassação na Câmara Federal por quebra de decoro parlamentar, Eduardo Cunha, pediram audiência com o presidente da Corte, ministro Ricardo Lewandowski com o objetivo de receber esclarecimento sobre o rito do impeachment contra a presidenta Dilma e, principalmente, o caso da trapaceira criação da falsa comissão especial por Cunha e seus comparsas.

O que era para ser explicado já havia sido explicado. O ministro-presidente Lewandowski repediu o que havia sido dito da votação do STF. Não há margem para dúvidas sobre a decisão da Corte que anulou a formação da comissão especial do processo do impeachment. E mais, que não cabe ao STF responder questões em tese, sobre fatos que ainda não aconteceram.

Os golpistas saíram de seus 30 minutos da mesma forma que entraram: frustrados. Esses golpistas diante de tanta frustração não nos deixam outra alternativa que não seja acreditar na psicanálise: eles são traspassados por forte componente de autopunição. Eles adoram sofrer.

A CUT quer a Dilma que o povo elegeu

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2016 só será um ano diferente, se o governo agir diferente. Caso contrário, acredito que o governo não terá a mesma sorte que teve em 2015.

Vagner Freitas, presidente na nacional da CUT

Em 29 de dezembro do ano passado, a sociedade brasileira foi surpreendida com o pacote de maldades do governo, o chamado ajuste fiscal, que tirou direitos da classe trabalhadora, paralisou a economia e gerou juros altos, recessão e desemprego.

Durante este ano, a CUT lutou, negociou e reivindicou nas ruas mudanças na política econômica e a não retirada de direitos dos/as trabalhadores/as. Simultaneamente, o mandato da Presidenta Dilma Rousseff sofreu ataques dos golpistas, aqueles que não aceitaram o resultado das eleições de 2014. E a CUT, novamente, foi às ruas defender o projeto que ajudou a eleger, a democracia e o respeito à vontade popular que se expressou nas urnas elegendo Dilma.

Nós não temos dúvida nenhuma que foi por conta da reação do povo nas ruas que o mandato de Dilma não foi cassado este ano. Mas, queremos que fique claro, não existe cheque em branco. O povo quer a Dilma que elegeu. Esse foi o canto que ecoou nas ruas em todas as manifestações que fizemos, especialmente, a do último dia 16, quando milhares de pessoas foram às ruas de mais de 70 cidades do Brasil e o Distrito Federal dizer que quer a Dilma que elegeu.

Agora, novamente no fim do ano, assisto atônito as mesmas cenas do ano passado. Muda o ministro da economia, mas não muda a política econômica. Era justamente isso que temíamos. Isso não vai acontecer.

A primeira fala do novo ministro da Fazenda, Nélson Barbosa, é semelhante à primeira de Joaquim Levy. Ele falou em reforma da Previdência Social, retirada de direitos da classe trabalhadora, flexibilização da CLT e ajustes. Há outras possibilidades. Para equilibrar as contas públicas, ao invés de tirar dos/as trabalhadores/as é preciso tirar do capital. Do contrário, gera desconfiança na classe trabalhadora.

Exigimos, e temos autoridade política e sindical para fazê-lo, que nos próximos dias, ao invés desse discurso conservador ultrapassado e subordinado ao mercado, o governo anuncie medidas de interesse da classe trabalhadora, como a retomada do crescimento, com geração de emprego e distribuição de renda.

2016 só será um ano diferente, se o governo agir diferente. Caso contrário, acredito que o governo não terá a mesma sorte que teve em 2015. Os golpistas estão de plantão com pedidos de impeachment ou renúncia. E as ruas só vão defender o projeto democrático popular se tiverem o que defender. A continuidade da atual política econômica, voltada aos interesses do mercado, vai gerar mais inflação, desemprego e cortes nas políticas sociais.

Para a CUT, qualquer discussão sobre direitos sociais, dos/as trabalhadores/as e Previdência Social tem de ser debatida no âmbito do Fórum de Debates sobre Políticas de Emprego, Trabalho e Renda, criado pelo governo este ano, espaço onde os/as trabalhadores/as e a sociedade podem se manifestar e defender seus direitos e interesses.

Nenhum direito menos. Não ao golpe.

E pelo fim do ajuste fiscal, e uma nova política econômica.

DILMA MANDA MENSAGEN NATALINA PARA OS GOLPISTAS: “PERDER ELEIÇÕES SISTEMATICAMENTE NÃO É CAUSA PARA IMPEACHMENT”

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Foi lá de Salvador, durante a entrega da Estação Pirajá que faz parte do sistema metroviário, que a presidenta Dilma Vana Rousseff, bem disposta e alegre como sempre, afetos que as direitas odeiam, mandou a mensagem natalina para os golpistas. E foi lá de Camaçari, ao fazer entrega de unidades habitacionais que vão beneficiar mais 30 mil pessoas, que ela concluiu sua mensagem natalina afirmando que tem força para lutar contra os que querem atropelar a democracia.

 “Não há fundamento legal porque eu tenho uma vida ilibada. No meu passado e no meu presente não nenhuma acusação fundada contra mim. Eles seguem a tese do quanto pior melhor. É pior para o povo brasileiro e melhor para uns poucos. O que nós temos que garantir é que o Brasil volte a crescer, a gerar empregos, e isso nós somos capazes de fazer.

Não gostar do presidente, querer encurtar o tempo para chegar a ser presidente e perder eleições sistematicamente não são alegações previstas na Constituição.

Nosso governo tem coragem para enfrentar todos aqueles que acham que o melhor jeito de chegar à Presidência da República é atropelar a democracia. Podem ter certeza: o Brasil é uma democracia forte com instituições fortes, que nós construímos. Eu tive 54 milhões de votos.

A melhor forma de eu agradecer os votos é honrar primeiro com programas como esse do Minha Casa Minha Vida; segundo, honrar tendo a coragem de enfrentar as dificuldades desse momento de crise. É verdade que a gente está passando por dificuldades, mas é verdade também que, mesmo passando por dificuldades, eu posso garantir a vocês: o país não vai parar”, discursou Dilma.

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Enquanto isso, os perdedores sistemáticos continuam fantasmática-mente se arrastando em suas tramas infinitas. E a Constituição aparecendo com sua infalível espada excomungadora de fantasmas antidemocráticos. 

LULA, DILMA E A SOCIEDADE ÉTICA SE SOLIDARIZAM COM CHICO BUARQUE QUE FOI AGREDIDO POR ABERRAÇÕE-URBANAS

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Chico Buarque é carioca que gosta não só de cantar e contar as coisas do Rio como também viver as coisas do Rio. Gosta do mar, da pelada, do bom papo, de fazer caminhadas, frequentar restaurantes, quiosques, tudo que o Rio oferece de sua alma urbana.

Então, eis que Chico deixa um restaurante no bairro do Leblon, onde mora, junto com amigos. Um Leblon de Chico que não é o mesmo de Aécio, dos estúpidos coxas. O Leblon de Chico é amistoso, pulsante de alegria. O de Aécio e inamistoso, imperioso, irracional.

Chico ao chegar à calçada foi abortado por duas aberrações-urbanas que passaram a lhe lançar invectivas. Entre eles o filho do empresário Álvaro Garnero, alcunhado de Alvarinho, e o falso rapper, Túlio Deck. Sem alcançarem os seus objetivos, porque Chico transcende às aberrações-urbanas, acreditaram que poderiam ofendê-lo relacionando-o ao Partido dos Trabalhadores. “O PT é bandido!”, aberraram as aberrações-urbanas. Chico retribuiu comentando que o PSDB é quem é bandido.

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As aberrações linguísticas dos aberrantes-urbanos, não são lá tão afetantes, visto serem projeções das mazelas que doem nos coxas. Clichês de frustrados e invejosos. Mas o que deve ser tomado como preocupante é a ousadia e a falta de respeito ao direito de uma pessoa se mostrar como é e onde quiser. Foi esse ato fascista que tocou o ex-presidente Lula, Dilma e sociedade ética que se solidarizou com Chico.

“É muito triste ver a que ponto o ódio de classe rebaixa o comportamento de alguns que se consideram superiores, mas não passam de analfabetos políticos. Apesar de vocês, amanhã há de ser outro dia”, solidarizou-se Lula com Chico, e ainda cantou trecho da música revolucionária de Chico.

Solidariedade onde se entra também compromissado esse Blog Afinsophia.

CUNHA AO AFIRMAR QUE SE CHAPA ÚNICA NÃO FOR ELEITA NÃO HAVERÁ IMPEACHMENT. STF JÁ DECIDIU QUE NÃO HÁ TAL CHAPA

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Ainda arrastando as correntes da inveja, dor, ódio, ressentimento e ambição os golpistas não aceitam de forma nenhum a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Por isso, entraram nessa Corte com o intuito de pedir esclarecimento sobre o rito de tramitação do impeachment.

Na semana passada, no dia 17, o STF decidiu que a chapa única, a chamada comissão especial inventada fraudulentamente por Cunha e seus comparsas golpistas, não tinha valor para condução do impeachment do governo Dilma. Quer dizer: o STF, de forma sublime, anulou a decisão da trupe.

Hoje, o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski encontra os golpistas para realizar o tal do esclarecimento que os golpistas já estão carecas de saber, mas se fazem de mais do que são: golpistas. Também, pode ser que eles sejam mesmo mais do demostram: ignorantes democráticos.

Assim, em seu rancor golpista, Eduardo Cunha, presidente ameaçado de despejo da Câmara Federal e do cargo de deputado, afirmou que se não houver uma chapa única não haverá impeachment.

Tautologia pura. Ele apenas reafirma o que o STF já afirmou e maioria da sociedade brasileira já sabe.

DILMA AFIRMOU, NA POSSE DO MINISTRO DA FAZENDA NELSON BARBOSA, QUE A META “É O IMIEDIATO CRESCIMENTO ECONÕMICO

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A presidenta Dilma Vana Rousseff durante breve discurso nas posses dos ministros da Fazenda, Nelson Barbosa, e do Planejamento, Valdir Simão, em tom positivo quanto às mudanças que podem ocorrer no país, afirmou que a meta a ser seguida é imediato crescimento econômico e que as mudanças no governo não alteram os objetivos de curto prazo que são a redução da inflação, o equilíbrio fiscal. Ela também afirmou que o equilíbrio e o crescimento econômico podem se encadear.

As tarefas dos ministros Nelson Barbosa e Valdir Simão é de perseguir imediato crescimento econômico. O governo se encontra direcionado a garantir o desenvolvimento e reduzir as desigualdades nacionais e regionais.

Precisamos ir além de cortes de gastos a apontar para o desenvolvimento com robustez macroeconômica. Os dois ministros estão orientados a trabalhar com metas realistas, estabilizar a dívida pública e retomar crescimento sem mudanças bruscas.

A taxa de crescimento foi afetada por fatores externos e internos: redução dos preços das commodities, do petróleo, na construção civil e crise política baseada no quanto pior melhor.

Quanto à corrupção queremos punição, mas o necessário enfrentamento da corrupção não deve causar prejuízo à economia”, afirmou Dilma.

Por sua vez, o ministro, em seu discurso, deu destaque a três itens: controle da inflação, produtividade e crescimento.

“O controle da inflação é prioridade do governo. O aumento da produtividade é que compatibiliza com a recuperação do crescimento e geração de empregos. Com a recuperação do crescimento voltaremos a gerar empregos.

Apesar das turbulências econômicas, os investidores internacionais e nacionais podem continuar acreditando no Brasil”, disse o ministro Nelson Barbosa.

A disputa internacional em torno do Brasil

05/11/2015 - O ex- Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da 5º Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

EMIR SADER

O Brasil havia desaparecido da agenda mundial desde o fim da ditadura. Episodicamente reaparecia, como na campanha para a derrubada do Collor, na eleição – e a euforia correspondente – de FHC como presidente, mas logo o Brasil voltou para a penumbra. Ressurgia quando havia privatizações, com os capitais abutres correndo comprar na liquidação a bom preco do patrimônio publico ou fugindo nas crises.

A eleição do ex-presidente Lula desconcertou os meios que formam a opinião pública mundial. Depois de superado o período histórico “populista, estatista”, nao se entendia bem como um ex-lider sindical, operário de um partido de esquerda, fosse eleito presidente do Brasil em pleno século XXI. No começo, o noticiário internacional era uma mistura de anúncios de “traição” do novo presidente e de supostas manifestações populares contra ele, com denuncias de corrupção. Mas tratavam o governo Lula como um fenômeno passageiro, ponto fora da curva, caso folclórico, quase um mal entendido, que logo seria superado pela realidade implacável da globalização.

De repente, a imagem de Lula e a do Brasil mudaram. Era o país que, em meio ao aumento da desigualdade e da pobreza no mundo, combatia a miséria e seu líder se tornava o líder da luta contra a fome e a exclusão social pelo mundo afora. Os lobbies midiáticos internacionais tiveram que se render, a contragosto, a esse novo fenômeno.

Wall Street Journal, Financial Times, The Economist, El Pais ou calavam ou não mencionavam a liderança do Lula em escala mundial. Pelo menos tiveram que reproduzir o Obama chamando-o de “the guy”.

Era um gol que a luta pelos direitos de todos, contra o neoliberalismo, fazia, em escala global. Lula era um intruso de sucesso nas reuniões internacionais, era convidado para dezenas de países, especialmente da África e de outras regiões que viviam problemas que o Brasil estava em vias de superar.

Até que chegaram as manifestações de junho de 2013 e começou um processo orquestrado de desconstrução da incômoda imagem do Brasil por esses meios formadores da agenda internacional da mídia. A eles se juntaram as vozes da ultra esquerda em órgãos da mídia, igualmente incômodos com o sucesso do Lula e do Brasil.

A imagem do Brasil foi rapidamente revertida, para o pais dos gastos milionários para a Copa, cujo governo era repudiado por milhões de jovens por todo o pais. A Copa não seria realizada ou, se fosse, o seria em meio a uma brutal repressão de imensas manifestações populares de repúdio.

Nada disso ocorreu, mas a desconstrução da imagem do Brasil do Lula teve continuidade na imagem de um país corrupto. Depois de breves lapsos de esperança de derrota do governo nas eleições – que seria coerente com a imagem de um governo repudiado transmitida internacionalmente – veio a onda do pais corrupto, a partir das denuncias sobre a Petrobras.

É como se todos os imensos avanços sociais tivessem sido abolidos, como se o Brasil do Lula tivesse disso uma ilusão passageira, que a brisa primeira levou. Como se se tratasse apenas de um pais violento, corrupto, com um governo repudiado pelo povo. Qualquer noticia de suposta corrupção que envolveria o governo é imediatamente reproduzida como se fosse uma realidade pelas agencias internacionais.

Paralelamente, se tentou levantar lideranças alternativas na America Latina, sem sucesso. O caso do México nao resistiu aos primeiros problemas do governo de Peña Nieto. Outros lideres de direita, como Piñera, Uribe, foram derrotados pelo povo dos seus próprios países, enquanto o PT triunfava pela quarta vez sucessiva. Dificilmente vao conseguir fazer da Argentina de Macri uma alternativa ao Brasil.

A disputa em torno do significado do Brasil hoje no mundo é a disputa na luta entre vias de superação do neoliberalismo e das desigualdades, de que o Brasil é uma referencia central, ou a rendição aos velhos esquemas do Consenso de Washington, que fracassam aqui e fracassam também na Europa e nos EUA – de onde esses órgãos da mídia provêm.

OR QUE TEMER QUERIA SER PRESIDENTE? JANOT MOSTRA: ELE RECEBEU R$ 5 MILHÕES DO DONO DA OAS, O LEO PINHEIRO

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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sem ser essa sua intenção, mostrou mais um caso que explica por que os golpistas partidários e semelhantes querem compulsiva e obsessivamente a presidência da República. Eles querem se proteger. Querem ir para presidência para parar qualquer investigação que cumplicie suas existências corrompidas. Querem obstruir a sentença de Dilma quando falou sobre combate à corrupção: “não ficar pedra sobre pedra”.

O procurador-geral da República Janot, juntou provas que mostra que o vice-presidente Michel Temer recebeu R$ 5 milhões do empresário José Aldemário Pinheiro, o Leo Pinheiro, proprietário da empresa OAB. Leo Pinheiro é um dos empresários condenados na Operação Lava Jato.

Mas o que mostra mais ainda a compulsão-obsessão dos “honestos” golpistas foi como Janot encontrou o indício que pega Temer. Foi pela tecnologia-virtual, Whatsapp do “impoluto” Eduardo Cunha.

“Eduardo Cunha cobrou Leo Pinheiro por ter pago, de uma vez, para Michel Temer a quantia de R$ 5 milhões tendo adiado os compromissos coma “turma”, mostra o documento assinado pelo ministro Teori Zavascki que fundamentou as buscas da Operação Catilinárias.

O documento ainda mostra que Leo Pinheiro, ao responder a mensagem no Whatsapp, teve preocupação com a distribuição do pagamento e pediu a Cunha, cuidado.

“Cuidado com a análise para não mostrar a quantidade de pagamentos dos amigos”, escreveu Leo Pinheiro.

Essas mensagens, que mostram Cunha ofendido pelo adiamento de seu pagamento e “turma”, foram encontradas no celular do empresário, apreendido ainda em 2014.

Por isso ninguém teme Temer, mas Temer teme o que de pior pode lhe acontecer.

ESCOLAS PÚBLICAS SE DESTACAM POR BONS INDICADORES, EM MEIO A SITUAÇÕES ADVERSAS

Em matéria que mostra a relevância política da educação, já que educação é um caso de política, a repórter da Agência Brasil, Mariana Tokarnia, mostra a situação pedagógica-educacional de 35 escolas públicas que processaram uma aprendizagem condigna com a condição em que os estudantes se encontram.

Leia o texto de Mariana Tokarnia que mostra a essencialização da educação.

No Brasil, 35 escolas públicas se destacam por conseguir, mesmo em condições adversas, garantir um bom aprendizado aos alunos no ensino fundamental. São escolas que atendem alunos de baixo nível socioeconômico em diferentes regiões do Brasil e conseguem que eles avancem juntos e tenham bons desempenhos nas avaliações nacionais. Os dados são da pesquisa Excelência com Equidade – Os desafios dos anos finais do ensino fundamental.

O estudo mapeia elementos que são comum às escolas e que podem ser replicados em larga escala para melhorar as etapas de ensino. Primeiro, é preciso assegurar condições para que os alunos frequentem e não abandonem a escola. Além disso, o tempo pedagógico é garantido, ou seja, o tempo que o estudante está na escola é ocupado com aulas ou outras atividades que vão ajudar no desenvolvimento. “Educação é um direito independente do contexto social. Todo aluno tem que ter o direito ao aprendizado garantido”, diz o coordenador da Fundação Lemann e coordenador geral da pesquisa, Ernesto Faria.

Nessas escolas, o trabalho dos professores é pautado por avaliações, feitas sistematicamente para medir o aprendizado e orientar as aulas. Além disso, a Secretaria de Educação oferece suporte pedagógico e estrutural e os gestores atuam para fortalecer o vínculo dos profissionais com as escolas. Os professores também levam em conta o contexto de vida dos alunos na prática educacional. Por fim, são feitas mudanças na prática em sala de aula, para melhorar a aprendizagem dos alunos.

“É importante porque não é por um contexto mais vulnerável que se pode perder o aluno. Não se pode cair na armadilha de olhar apenas para o aluno mais engajado, todo aluno importa”, diz Faria. As escolas atendem alunos de baixo nível socio economico, têm um alto percentual de alunos com aprendizado adequado em português e matemática, mostraram evolução no desempenho dos alunos na Prova Brasil, de 2009 a 2013, e pertencem a redes de ensino que melhoraram como um todo nos últimos anos.

A pesquisa avalia escolas em diferentes contextos – urbanas e rurais – inseridas em grandes capitais e em pequenos municípios, com muitos ou poucos alunos.  “O estudo desmonta mitos relacionados à educação que são bastante difundidos. O primeiro, é que escola pública é ruim. O segundo, é que criança pobre não aprende. O estudo mostra que as escolas públicas conseguem fazer um trabalho de altíssimo nível”, diz a consultora do Itaú BBA, Ana Inoue.

Excelência com equidade 

A pesquisa, feita em parceria pela Fundação Lemann, Instituto Credit Suisse Hedging-Griffo e Itaú BBA, dá continuidade ao estudo lançado no ano passado, referente aos anos iniciais do ensino fundamental, período que vai do 1º ao 5º ano. Agora foi analisado o período escolar do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. Se na primeira pesquisa foram encontradas 215 escolas públicas que garantiam educação de qualidade a estudantes de baixa renda, esse número, usados os mesmos critérios, cairia para apenas três nos anos finais do ensino fundamental.

O grupo decidiu então flexibilizar os critérios considerando, entre outros, não apenas os resultados finais, mais o quanto essas escolas evoluíram nos últimos anos, o que elevou o número de escolas a 35, com experiências que podem ser compartilhadas.

De acordo com a pesquisa, a baixa quantidade de escolas evidencia os desafios específicos dos anos finais do ensino fundamental. Entre eles, a heterogeneidade das turmas. A evasão escolar e as defasagens acumuladas no percurso escolar têm mais impacto nos anos finais do ensino fundamental, do que nos iniciais, quando os alunos são mais jovens e estão no início da vida escolar.

O estudo, divulgado esta semana está disponível na internet.
Conheça as experiências de seis dessas escolas:

Escola Municipal Miguel Antonio de Lemos, Pedra Branca (CE)

Escola Municipal Miguel Antonio de Lemos, Pedra Branca (CE)
Escola Municipal Miguel Antonio de Lemos, Pedra Branca (CE)Pesquisa Excelência com Equidade

A escola Miguel Antonio de Lemos fica na zona rural do município de Pedra Branca, a cerca de 18 quilômetros (km) do centro da cidade. A estrutura da escola é simples, falta, por exemplo, água encanada. No entanto, é o único local da comunidade que congrega educação, esporte, arte e lazer, assumindo a função de centro cultural e espaço de eventos familiares, como casamentos e batizados, nos fins de semana. Essa proximidade com a vizinhança favorece a atribuição de valor à escola.

“Vivemos em busca de sucesso e não em função dos problemas. Eles existem em todas as instituições. Nossa comunidade concentra não alfabetizados. A escola procura abraçar isso. Temos dois trabalhos: fazer com que nossos alunos aprendam e fazer com que as famílias tenham consciência de que os filhos precisam aprender”, diz o diretor da escola Pedra Branca, Amaral Barbosa. Um terço da população de Pedra Branca com idade igual ou superior a 15 anos não sabe ler nem escrever.

Segundo Barbosa, o envolvimento da família é fundamental. Para aqueles alunos cujos responsáveis não se comprometem com o acompanhamento, a escola tem uma estratégia: o adote um aluno. “Os alunos com dificuldades e ausência de família são distribuídos entre os fucionários e professores, que assumem papel de pai. Acompanham, parabenizam e  buscam fazer com que essa ausência da família seja suprida por uma pessoa da escola”, conta Barbosa.

Segundo dados da Prova Brasil, o percentual de estudantes do 9º ano com aprendizado adequado em matemática passou de 84% para 100%. Em língua portuguesa, passou de 77% em 2011, para 83% em 2013. A escola manteve Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 6,2 nos dois levantamentos. Ao todo, são 98 alunos no centro de ensino.

Escola Municipal Maria Leite de Araújo, Brejo Santo (CE)

A escola Maria Leite de Araújo fica a aproximadamente 25 quilômetros do centro do município Brejo Santo. A maior parte dos estudantes usa o transporte escolar para frequentar as aulas. Alguns professores moram próximo às famílias dos alunos e conhecem bem seu contexto de vida. Além disso, o acesso das famílias à escola é informal e rotineiro. Muitas mães de estudantes usam os serviços do posto de saúde vizinho à escola e aproveitam ocasiões de consultas médicas para conversar com os professores e se inteirar sobre o desenvolvimento e comportamento dos filhos.

“O que eu percebo que interfere no resultado dessas escolas é a gestão. Se não tiver uma gestão fortalecida, corre o risco de não ter a eficiência desejada. Tem o envolvimento de toda a equipe, professores, pais e o entendimento dos alunos sobre a necessidade de fazer o melhor”, diz o coordenador pedagógico da Secretaria Municipal de Educação de Brejo Santo, Jucélio Santos. “Sabemos o nosso dever na escola e do que precisamos fazer para melhorar. A vontade de fazer é o primeiro passo”, acrescenta.

Ele conta que antes de haver o esforço conjunto, cada professor atuava na sala de aula da maneira que achava que era a melhor. “Agora tem dado sucesso essa cultura do coletivo. Eu sozinho não posso me responsabilizar por todo o trabalho”, diz. Segundo ele, a secretaria reúne-se mensalmente com os diretores das escolas para discutir os trabalhos que estão sendo realizados e compartilhar as experiências exitosas e também os erros, para que não se repitam, entre todas as escolas. Bimestralmente, a reunião é feita com os professores. Há também uma equipe de professores que atuam na formação dos demais docentes e todo o processo é avaliado constantemente.

A escola tem o melhor Ideb entre as visitadas, 7,4. Em 2009, apenas 8% dos alunos tinham aprendizado adequado no 9º ano em língua portuguesa e em matemática. Em 2013, o cenário mudou: 100% tinham aprendizado adequado em matemática e 70% em língua portuguesa. A escola tem 79 alunos do 6º ao 9º ano.

Escola Municipal Gerardo Rodrigues, Sobral (CE)

Escola Municipal Gerardo Rodrigues, Sobral (CE)
Escola Municipal Gerardo Rodrigues, Sobral (CE)    Pesquisa Excelência com Equidade

A escola Gerardo Rodrigues fica na periferia da cidade de Sobral, em uma área sem muitas construções nem circulação de pessoas, onde é comum a ocorrência de furtos. A direção escolar adota medidas para coibir situações de conflito e criminalidade, o que faz dela um dos poucos pontos seguros do bairro. A escola pertence à rede de ensino de Sobral, município com uma trajetória de superação do fracasso escolar nos últimos 15 anos e que hoje apresenta um dos melhores indicadores de qualidade da educação do país.

Em Sobral há um grande envolvimento pelo ensino que vai, desde a Secretaria de Educação até os estudantes. Os professores recebem formação mensal para atuar em sala de aula. “Para nós, enquanto professores, esse apoio é extremamente importante”, diz a professora de português da escola, Fernanda Lopes.

Ela diz ainda que o tempo pedagógico é aproveitado ao máximo. “Trabalhamos com habilidades que podem ser desenvolvidas ao longo do ano. Eu atendo pela manhã e outro professor atende no contraturno. As dificuldades que eu percebi, eu repasso para ele”. A rede de ensino é acompanhada por consultoria e passa por um diagnóstico frequente do desempenho. “Sabemos qual aluno tem dificuldade e qual é a dificuldade”, explica.

Na escola, 80% dos alunos do 9º ano têm o aprendizado adequado em língua portuguesa e 64%, em matemática, segundo os dados de 2013. A escola não oferecia a série nos anos anteriores do levantamento, então não é possível analisar a evolução da porcentagem. O Ideb registrado em 2013 foi 6,9. A escola atende 1.191 alunos.

Escola Municipal Hebe de Almeida Leite Cardoso, Novo Horizonte (SP)

Escola Municipal Hebe de Almeida Leite Cardoso, Novo HorizonteEscola Municipal Hebe de Almeida Leite Cardoso, Novo HorizontePesquisa Excelência com Equidade

A escola Hebe de Almeida Leite Cardoso atende aos bairros de nível socioeconômico mais baixo do município de Novo Horizonte, em São Paulo. A infraestrutura é destoante da realidade das demais escolas públicas: todas as 20 salas de aula são equipadas com ar-condicionado, há salas multimídia, anfiteatro e jardim no pátio. O cenário atual da escola é bastante diferente do que era visto até alguns anos atrás, quando professores e gestores tinham resistência em trabalhar lá, pela fama de ser uma “escola difícil”. As melhorias na estrutura física, junto a outros fatores, são apontadas como importantes para a autoestima da comunidade escolar e foram lideradas pelo educador Paulo Cesar Magri, secretário de Educação do município desde 2001.

Em todo o município, são feitos simulados semanais e avaliações bimestrais. “Sexta-feira na primeira aula os alunos fazem a avaliação e na segunda de manhã eu já tenho os resultados. Tenho uma média da sala e do aluno e qual foi a questão que errou. Consigo saber se ele não entendeu uma charge ou um gráfico. Tenho como medir como está sendo o aprendizado”, diz o professor de história Ademir Almagro.

Para ele, o retorno imediato das avaliações, ao contrário de exames nacionais que levam um ano para ter os resultados divulgados, ajuda no aprendizado do aluno e faz com que dificuldades sejam identificadas rapidamente. Os professores também se reunem semanalmente para trocar experiências e fazer discussões em cada uma das áreas de atuação. Ademir Almagro destaca ainda a participação das escolas na concepção da educação para o município. “Geralmente as mundaças são feitas de cima para baixo. Dessa vez não, é a primeira vez que eu falo”, diz.

Com 662 alunos, a escola registrou Ideb de 5,3 em 2011 e 6,3 em 2013. O percentual de alunos do 9º ano com aprendizado adequado em matemática passou de 50% em 2011 para 52% em 2013. Em português, o percentual passou de 44% na primeira avaliação para 58%, dois anos depois. A escola não tem avaliações em 2009, porque ainda não oferecia essa etapa de ensino.

Escola Municipal Armando Ziller, Belo Horizonte (MG)

Escola Municipal Armando Ziller, Belo Horizonte
Escola Municipal Armando Ziller, Belo Horizonte  – Pesquisa Excelência com Equidade

A escola fica na periferia de Belo Horizonte e é conhecida na vizinhança por exigir o rígido cumprimento de horários e por não liberar os alunos por falta de professores. A escola faz um acompanhamento também das faltas dos estudantes e aciona os responsáveis daqueles que têm cinco faltas consecutivas ou dez alternadas.

O maior desafio da escola, segundo a vice-diretora, Ivani de Paula, é a localização. “A escola está em uma divisa, entre Belo Horizonte e Ribeirão das Neves. Atendemos alunos de todo o entorno. Temos que lidar com a violência, contê-la dentro e fora da escola”. Uma das estratégias para combater a violência é envolver as famílias e a comunidade na formação dos estudantes. A escola promove chá das mães, bingo dos pais, além de sessões de cinema para a comunidade. “Quando consigo trazê-los em um momento de lazer para dentro da escola, consigo também em um momento de dificuldade. Quando chamo só para apontar os erros dos filhos, os pais não querem ir. Mas quando sentem que se tem parceria nos momentos agradáveis, facilita”, diz.

Para combater a violência, a direção da escola está presente na entrada e na saída dos alunos, na porta da escola. “Sabemos que ficam pessoas da comunidade para passar drogas na porta das escolas, mas quando sentem a presença da direção, ficam intimidadas”, diz Ivani, e acrescenta que a escola conta também com a presença de guardas municipais.

Com 465 alunos, a escola obteve Ideb de 5,3 em 2013. O índice apresentou evolução ante o índice de 3,8 registrado em 2009 e 4,7 em 2011. Na escola, o percentual de estudantes do 9º ano com aprendizado adequado em língua portuguesa saltou de 27% em 2009, para 47%, em 2013. Em matemática, esse percentual passou de 16% para 36%, no mesmo período.

Escola Municipal Rodrigues Alves, Rio de Janeiro (RJ)

Escola Municipal Rodrigues Alves, Rio de Janeiro
Escola Municipal Rodrigues Alves, Rio de Janeiro Pesquisa Excelência com Equidade

A escola Rodrigues Alves fica na Barra da Tijuca, região nobre da cidade do Rio de Janeiro, mas atende adolescentes que vivem em comunidades pobres do entorno. A localização facilita a oferta de serviços e infraestrutura e minimiza problemas como a violência. A escola pertence ao programa Ginásio Experimental Carioca (GEC), ou apenas Ginásio Carioca, iniciado pela prefeitura do Rio de Janeiro em 2011, para atender alunos do 7º ao 9º ano, em horário integral. A carga horária estendida, a dedicação exclusiva dos professores e a
pequena quantidade de alunos contribuem para a qualidade do ensino e tornam a escola disputada pelas famílias de baixo nível socioeconômico da região.

Segundo a coordenadora pedagógica Maristela Motta, os alunos se tornam parte importante do próprio processo de aprendizagem. “O aluno que tinha dúvida se podia aprender, agora sabe que pode e o professor sabe que pode incentivá-lo”, diz. Os alunos são avaliados e o retorno, de acordo com Maristela, é imediato. “Recebemos os resultados das provas e imediatamente sentamos e alinhamos ações. Se determinada turma não atingiu os resultados desejados, buscamos saber o que aconteceu”. Os professores todos tem carga horária de 40 horas e dedicação exclusiva à escola.

A escola também trabalha com um modelo de tutoria: o aluno escolhe um funcionário que vai fazer o acompanhamento da vida escolar, incentivando os estudos e parabenizando os bons resultados e investigando o que aconteceu, se os resultados não forem bons.

Rodrigues Alves atende 227 alunos do 6º ao 9º ano. O Ideb passou de 4,6 em 2009, para 6,7 em 2013. Em 2009 apenas 25% dos alunos do 9° ano tinham aprendizado adequado em língua portuguesa e 7% em matemática. O cenário mudou em 2013, quando o percentual, em língua portuguesa, passou para 64% e em matémática foi para 58%.

GILMAR MENDES, MINISTRO INDICADO POR FERNANDO HENRIQUE E AFEITO AO PSDB, DISSE QUE ESTÁ HAVENDO NO STF “BOLIVARIZAÇÃO”. COISA DE GILMAR

gilmar

Como se sabe, o ex-presidente revolucionário da Venezuela Hugo Chávez, para estimular o ideal pátrio do povo venezuelano e para que ele passasse a ser seu próprio sujeito histórico, ele propagou a figura libertária de Simon Bolívar, herói latino americano. E para seu modelo de governo socialista a derivação de Bolívar: socialismo bolivariano.

Daí que as direitas das Américas passaram a chamar todo governo progressista de bolivariano. Muitas vezes sem conhecer qualquer feito de Bolívar e muitas vezes como forma de pejorar os governos populares. No Brasil não foi diferente. A gente miúda, como diz o filósofo Nietzsche, da baixa cultura brasileira, principalmente a que se estabelece nas mídias aberrantes, adotou o segundo enunciado. Essa gente miúda da baixa cultura brasileira, a serviço do capitalismo internacional, em sua antinacionalidade não cansa de chamar os governos populares inaugurados por Lula, e seguido por Dilma, de governos bolivarianos. O mesmo fazendo com os governos de Evo Morales, Rafael Correa, Bachelet, entre outros.

Ontem, dia 18, ao falar sobre a surra que a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aplicou ao relatório ‘facchincioso’ e sua trupe, que votaram apoiando-o o que privilegiaria o “impoluto” presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha e seus comparsas autores da violação do regimento da casa parlamentar, Gilmar Mendes usou a enunciação que torna desativada sua potência política. Já que os conservadores não podem senti-la. Ele usou a enunciação “bolivarização”.

Gilmar Mendes é o mais conservador ministro do STF. Ele representa fielmente o ideário daquele que lhe indicou para a Corte: Fernando Henrique. É alguém, que segundo grande parte da sociedade sabe, adora refletores, o que já foi escancarado pelo ex-presidente do STF, ex-ministro Joaquim Barbosa, com quem teve vários entreveros e que lhe disse que ministro tem que falar nos autos. Quando é contrariado em seus propósitos não esconde os sintomas de suas frustrações. É aquele personagem que a psicanálise diz que tem baixa tolerância para suportar frustrações. O que é antidemocrático em um Eu.  

Pois Gilmar Mendes, ao analisar o resultado da votação que mostrou a importância da democracia que deve ser experimentada na Câmara Federal e os ritos racionais do estabelecimento do impeachment, dando ao Senado seu papel fundamental, com objetivo de destratar a Corte, afirmou que há um projeto de “bolivarização” do STF.

“Existe um projeto de bolivarização da Corte. Assim como se opera em outros ramos do Estado, também se pretende fazer isso no Tribunal e, infelizmente, ontem tivemos mostra disso”, sentenciou Gilmar.

Coisa de Gilmar Mendes!


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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