Arquivo para 16 de dezembro de 2015

CHEGOU O DIA NACIONAL DE DEFESA DO GOVERNO DILMA, DA DEMOCRACIA E DO ESTADO DE DIREITO. VAMOS ÀS RUAS!!

golpe_nao_388127Hoje é o dia nacional em que os brasileiros comprometidos com a continuidade do governo Dilma e com o Estado de Direito Democrático vão às ruas para manifestar seus sentimentos pátrios contra os golpistas que tentam de toda forma espúria impedir um governo eleito pelo voto popular e, com esse ato, ferir a democracia em sua alma: a Constituição.

Não satisfeitos com o resultado das urnas os golpistas querem tomar o poder para realizar suas ambições. Uma delas é paralisar as investigações de corrupção depois que tomarem o poder porque vários membros do grupo golpista estão envolvidos com corrupção. Essa é a mais forte ambição dos golpistas.

Eles jamais acreditaram que quando Lula fortaleceu as instituições jurídicas no combate a corrupção, o Brasil passaria por uma clareza jurídica. Elas acreditaram que tudo se tratava de uma exibição populista de Lula, já que Fernando Henrique não se preocupou essa prática nefasta à democracia. Mas, agora, com os órgãos específicos tratando a corrupção como deve ser tratada em uma democracia, a verdade se materializa diante deles e os assombra. Por isso, eles querem o poder como proteção pessoal.

Qualquer brasileiro pode confirmar essa tentativa desesperada ao confirmar quantos deles estão acusados em corrupção e apavorados com a ameaça de serem julgados e condenados. Exemplo límpido, seu grande mestre Eduardo Cunha.

Essa realidade inconteste é confirmada com a falta de liderança entre eles e, consequentemente, a inexistência de qualquer projeto de governo.

Por isso, moçada, o dia promete. Vamos às ruas lutar por nossos direitos tanto de brasileiros como também de eleitor que elegeu Dilma para quatro anos de mandato presidencial. Porque impedir Dilma de continuar governando é ferir a constituição e enfraquecer a democracia que conquistamos com muita luta enquanto esses indigentes políticos estavam alheios em suas condições de analfabetos políticos.

Confira abaixo onde será a manifestação em sua cidade:

Região Sul

Rio Grande do Sul – Porto Alegre
Concentração: 14 horas: Rua Barros Cassal, 220 Bairro Floresta.

Santa Catarina – Florianópolis
Concentração: 16 horas: Largo da Alfandega

Paraná – Curitiba
Concentração: 18 horas: Praça Santos Andrade

Região Sudeste

São Paulo – São Paulo
Concentração: 17 horas: Masp

Rio de Janeiro – Rio de Janeiro
Concentração: 16 horas: Cinelândia

Minas Gerais – Belo Horizonte
Concentração: 16 horas: Praça Afonso Arinos

Espírito Santo – Vitória
Concentração: 16 horas: Praça Costa Pereira

Região Nordeste

Bahia – Salvador
Concentração: 14 horas: Praça da Piedade

Sergipe – Aracaju
Concentração: 16 horas: Praça Falso Cardoso

Pernambuco – Recife
Concentração: 15 horas: Praça do Derby

Ceará – Fortaleza
Concentração: 16 horas: Praça da Bandeira

Maranhão – São Luís
Concentração: 15 horas: Praça João Lisboa
Percurso: João Lisboa-Rua Grande-Praça Deodoro.

Rio Grande do Norte – Natal
Concentração: 15 horas: Av. Salgado Filho (Em frente à Fiern). Percurso: Passeata até o shopping Midway – Ato Público.

Piauí – Teresina
Concentração: 16 horas: Praça Pedro II

Paraíba – João Pessoa
Concentração: 12 horas: Largo de João Pessoa

Região Norte

Amazonas – Manaus
Concentração: 16 horas: Teatro Amazonas

Amapá – Macapá
Concentração: 9 horas: Praça da Bandeira

Acre – Rio Branco
Debate sobre democracia: 9 horas: Teatro Plácido de Castro

Pará – Belém
Concentração: 9 horas: 14 de Março (Próximo ao Posto de Urgência e Emergência)

Roraima – Boa Vista

Concentração: 15 horas na Praça do Centro Cívico.

Região Centro-Oeste

Goiás – Goiânia
Concentração: 17 horas: Praça Bandeirantes

Mato Grosso – Cuiabá
Concentração: 16 horas: Rua Barão do Rio Branco (Bar do Zé)

Mato Grosso do Sul – Campo Grande
Concentração: 9 horas: Calçadão da Barão

DF – Brasília
Concentração: 15h: Mané Garrincha

Vamos lá, moçada! Essa é a hora! 

DEPUTADOS PEDEM AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL A IMEDIATA SAÍDA DE EDUARDO CUNHA DA PRESIDÊNCIA DA CÂMARA

15f3fc93-2551-4be7-a7a0-f732edf4ce6cDeputados de vários partidos protocolaram no Supremo Tribunal Federal (STF) uma carta aberta aos ministros do colegiado da Corte que pede o imediato afastamento do deputado Eduardo Cunha da presidência da Câmara Federal.

Os deputados afirmam em sua carta que a situação na Câmara Federal encontra-se insustentável com os atos praticados de forma indecorosa pelo parlamentar que não só busca seu benefício impedindo o real exercício democrático no Parlamento.

Para os deputados a situação é de total anomalia. E, agora, com a busca e apreensão em suas casas fica mais evidente a necessidade de sua saída da presidência na Câmara Federal.

Leia a carta na íntegra.

“A justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta.”

(Rui Barbosa)

Exmo. Sr. Ricardo Lewandowski

Presidente do Supremo Tribunal Federal

Exma. Sra. Cármen Lúcia

Vice-Presidente do Supremo Tribunal Federal

Exmo. Sr. Celso de Mello

Ministro do Supremo Tribunal Federal

Exmo. Sr. Marco Aurélio

Ministro do Supremo Tribunal Federal

Exmo. Sr. Gilmar Mendes

Ministro do Supremo Tribunal Federal

Exmo. Sr. Dias Toffoli

Ministro do Supremo Tribunal Federal

Exmo. Sr. Luiz Fux

Ministro do Supremo Tribunal

Exma. Sra. Rosa Weber

Ministra do Supremo Tribunal Federal

Exmo. Sr. Teori Zavascki

Ministro do Supremo Tribunal Federal

Exmo. Sr. Luís Roberto Barroso

Ministro do Supremo Tribunal Federal

Exmo. Sr. Edson Fachin

Ministro do Supremo Tribunal Federal

Dirigimo-nos publicamente a Vossas Excelências por ser a situação de continuada anomalia na Câmara dos Deputados de interesse geral, e por termos a convicção de que, no exercício dos nossos mandatos, tudo deve ser feito com transparência de posições.

Acreditamos que os Poderes da República precisam agir conjuntamente para garantir os direitos básicos e o funcionamento democrático de todas as instituições desenhadas pela Lei Maior. Em sua função precípua, o Supremo Tribunal Federal deve sempre atuar quando a superioridade dos valores constitucionais for atingida. Esse é, aliás, o sentido de checks and balances, tal como teorizado desde Montesquieu. Entende-se, assim, que é indispensável para a dinâmica da República os freios e contrapesos institucionais entre os poderes.

Para que o instituto da prerrogativa de foro não seja um privilégio antidemocrático, urge o zelo pelo adequado exercício dos cargos, contendo abuso de autoridade ou barrando decisões desarrazoadas.

No intuito de lhes conferir base factual plena, relatamos situações concretas que revelam que a presidência da Câmara dos Deputados tem sido exercida para benefício privado, autoproteção em investigações e usufrutos inconstitucionais. Como fiscal da estrutura fundamental dos poderes instituídos e do devido processo legislativo, é indispensável que o Supremo Tribunal Federal resgate a dimensão democrática desta função.

Submetemos, pois, à sua elevada consideração – na expectativa de que o aqui elencado possa contribuir para decisões urgentes dessa Suprema Corte – procedimentos e atitudes do atual presidente da Câmara dos Deputados, deputado Eduardo Cunha (denunciado pelo Ministério Público Federal a esta Corte pelas suspeitas de cometimento dos crimes de corrupção, ocultação de bens e lavagem de dinheiro), que, a nosso juízo, ferem a Carta Magna e a dinâmica republicana.

Ei-los:

1. Como é notório, o presidente Eduardo Cunha divulgou a decisão pelo acolhimento de um dos pedidos de impeachment da presidente da República, no dia dois do mês corrente, apenas quatro horas depois de a bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) ter decidido votar pela admissibilidade da Representação nº 1/2015, em seu desfavor. Caberia a ele, ainda, marcar tanto a sessão plenária para eleger a Comissão Especial, quanto a reunião de sua instalação. Os votos dos deputados do PT no Conselho de Ética, pelos mapeamentos divulgados, teriam relevância para o prosseguimento do processo.

Importante salientar que Miguel Reale Júnior, um dos autores da denúncia contra a Presidenta da República, reconheceu a utilização do instituto do impeachment como forma de chantagem pelo presidente da Câmara dos Deputados: “O Cunha acaba escrevendo certo por linhas tortas porque ele usou o impeachment o tempo todo como instrumento de barganha. No momento em que ele está no desespero, diante da inevitável derrota no Conselho de Ética, ele joga o impeachment como areia nos olhos da nação sobre a sua situação. Ele acabou aceitando o impeachment por razões não corretas” (disponível em: http://oglobo.globo.com/brasil/miguel-reale-jr-diz-que-cunha-escreve-certo-por-linhas-tortas-18203244#ixzz3u6x0L1wO). Entretanto, discordando em parte do eminente jurista, é certo que o princípio da moralidade veda ao agente público e/ou político escrever “por linhas tortas”, o que equivaleria a dizer que os fins justificam os meios. A hipótese é de evidente e confessado desvio de finalidade.

2. Em relação à eleição da Comissão Especial para apreciação do pedido de impeachment, verifica-se a atuação da presidência da Câmara dos Deputados com a finalidade de interferir no seu resultado. Inicialmente, o prazo fixado para que os partidos indicassem os membros para a chapa foi 14 horas do dia sete do mês

corrente. Posteriormente, o Presidente adiou o prazo para 18 horas daquele mesmo dia, horário, inclusive, em que estava marcada a sessão extraordinária para a eleição. Porém, a sessão foi cancelada e o presidente adiou mais uma vez a data de indicação dos membros, transferindo-a para 14 horas do dia seguinte (oito de dezembro). A imprensa reportou a causa dos adiamentos: “O adiamento se deu porque a oposição e a ala antigoverno do PMDB resolveram lançar uma chapa independente, com viés contrário à presidente Dilma” (disponível em:http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2015/12/07/cunha-adia-instalacao-da-comissao-que-analisara-impeachment-para-terca.htm). A própria deliberação por chapas em disputa, desprezando a ideia de bancadas partidárias, é, no mínimo, questionável.

Ressalte-se, ainda em relação à malfadada sessão para eleição da Comissão Especial, que o seu cancelamento se deu por meio de anúncio do deputado Carlos Manato, que presidia sessão ordinária não deliberativa de debates, sem qualquer justificativa, às 18h24 do último dia sete.

Da mesma forma, afrontando o princípio da legalidade, o presidente Eduardo Cunha abriu uma votação secreta para eleição da Comissão Especial do impeachment na sessão de oito de dezembro sem ter justificado as razões pelas quais estaria adotando o sistema oculto, contrário ao disposto na Constituição Federal e, ineditamente, sem franquear a palavra a deputados. Apenas após aberta a votação, ligou os microfones com a única finalidade de ouvir questões de ordem, tendo-os fechado assim que lhe aprouve. Destaque-se que as cabines para o voto secreto foram instaladas no plenário da Câmara no fim de semana anterior, 48 horas antes da reunião do colégio de líderes em que partedeles teria aceito a proibição da regra, que é o voto aberto, ostensivo.

3. No último dia 19, o presidente, desprezando a impessoalidade das iniciativas do agente público, iniciou a Ordem do Dia da Câmara mais cedo que o de costume, e com a presença registrada em plenário de 186 deputados, muito aquém do quórum exigido constitucionalmente para deliberações (257). Com isso, impediu o Conselho de Ética, que realizava a primeira reunião para apreciar o parecer do relator acerca da Representação nº 1/2015, em seu desfavor, de deliberar. O presidente do Conselho, deputado José Carlos Araújo, suspendeu a reunião, que seria retomada após o término da Ordem do Dia. Contudo, em resposta a Questão de Ordem (134/2015), o presidente da Câmara em exercício determinou, com a notória orientação de Eduardo Cunha, o cancelamento da reunião daquele órgão colegiado, gerando grande revolta no Plenário.

4. O deputado Eduardo Cunha parece interferir até na disponibilização dos espaços para as reuniões do Conselho de Ética. O Presidente de tal Comissão explicita, desde a primeira sessão em que a Representação nº 1/2015 esteve na pauta, a dificuldade em conseguir reservar um dos dezesseis plenários de que a Casa dispõe para as comissões. Essa ingerência ficou ainda mais perceptível quando soubemos que, no dia oito do mês corrente, o horário ordinário da reunião da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania foi alterado, para que o maior plenário estivesse liberado no período da tarde, quando, a princípio, ocorreria a instalação da Comissão Especial do impeachment.

5. Quando da apresentação do parecer do relator Fausto Pinato, pela admissibilidade da Representação nº 1/2015, Eduardo Cunha usou a página da Câmara na Internet para divulgar nota em sua defesa, assinada por seu advogado (disponível em: http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/POLITICA/500063-NOTA-DA-DEFESA-DE-EDUARDO-CUNHA.html), pervertendo para benefício pessoal o preceito dapublicidadedos atos administrativos.

6. Após o Ministro Barroso negar o pedido para afastar o relator Fausto Pinato, por se tratar de matéria interna corporis, Cunha, operando por intermédio de um de seus aliados – em seu típico modus operandi de agir através de terceiros, vide a própria denúncia da Procuradoria-Geral da República, em que consta a apresentação de requerimentos de informação para achaque a Júlio Camargo encaminhados através da também denunciada ex-deputada Solange Almeida – recorreu à presidência da Câmara. O presidente em exercício, deputado Waldir Maranhão (aliado de Cunha e também denunciado na Lava Jato), deu provimento ao recurso e, durante a reunião de votação do parecer pela admissibilidade do processo, declarou impedido o Relator, deputado Pinato, uma vez que sua legenda, o Partido Republicano Brasileiro (PRB) integrava o bloco parlamentar do partido do Representado (PMDB) no início da legislatura. Maranhão também considerou nulos todos os atos praticados por Pinato na condição de Relator, bem como os demais atos praticados com base nesses (Of. n. 2849/2015/SGM). Ressaltamos que, conforme confirmado na reunião do Conselho do dia dez deste mês pelo presidente deste órgão, e ratificado pelo Secretário Geral da Mesa, a prática para escolha dos relatores das representações sempre foi, até então, considerando a formação atual dos blocos, e não a do início da Legislatura. Sintomaticamente, a manobra interna só foi ultimada após a realização de várias sessões na Comissão, deixando claro o propósito de protelar e manipular alegadas dúvidas regimentais a fim de direcionar os trabalhos.

Tais fatos fizeram com que sequer a fase preliminar do processo – a votação pela admissibilidade/arquivamento – fosse vencida, após constar na pauta de sete reuniões do colegiado.Onde está a eficiência, resguardado, como está sendo, o direito de defesa? Outra Representação, em face do deputado Alberto Fraga, instaurada no mesmo dia que a de Cunha, precisou de apenas duas reuniões para ter seu parecer prévio, pelo arquivamento, aprovado.

Vale lembrar, ainda, que o Presidente da Câmara dos Deputados jamais remeteu à Corregedoria da Casa o pedido de abertura de sindicância para apuração das condutas dos vinte e dois deputados federais denunciados pela PGF na Operação Lava Jato (Memorando nº 12/15, de 10/03/2015), em conduta que pode ser enquadrada no tipo penal prevaricação, pelo nosso ordenamento jurídico.

Apesar de Eduardo Cunha afirmar que age em conformidade com o Regimento Interno da Câmara dos Deputados, atribuindo aos que o acusam de usar o cargo de presidente em benefício próprio de dar “falsa conotação jurídica” a assunto “exclusivamente político”, reafirmamos que há mandamentos constitucionais aos quais qualquer agente público deve se cingir. Sua Excelência, ao praticar os atos acima mencionados, em que usa a função para se defender de acusações na esfera privada, claramente afronta o espírito republicano que exige imparcialidade e atuação pública em prol da coletividade, e fere os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, basilares da administração pública, como dispõe o artigo 37 da Constituição Federal.

Ressalte-se que não mencionamos aqui o avassalador conjunto de denúncias graves que pesa sobre Eduardo Cunha e que desbordam do aqui exposto, mas igualmente maculam deploravelmente a dignidade do exercício da função de presidente da Câmara dos Deputados.

O apelo que fazemos às Vossas Excelências, pela intervenção do STF para afastar cautelarmente o deputado Eduardo Cunha da presidência da Câmara, sem prejuízo de outras iniciativas cabíveis, visa assegurar procedimentos legislativos garantidores do cumprimento da Constituição, vale dizer, da proteção de direitos fundamentais, fruição da Justiça e resguardo da democracia e das instituições republicanas.

Certos do compromisso da nossa egrégia Suprema Corte quanto à defesa da Carta Magna,

subscrevemo-nos,

Brasília, 15 de dezembro de 2015.

Deputados Federais

Chico Alencar

Jean Wyllys

Edmilson Rodrigues

Glauber Braga

Ivan Valente

Adelmo Carneiro Leão

Afonso Florente

Alessandro Molon

Angelim Arnaldo Jordy

Bohn Gass

Chico D’Angelo

Clarissa Garotinho

Décio Lima

Eliziane Gama

Érika Kokay

Givaldo Vieira

Helder Salomão

Henrique Fontana

João Daniel

João Derly

Jorge Solla

Julio Delgado

Leonardo Monteiro

Luiz Couto

Luiza Erundina

Luizianne Lins

Marcon

Margarida Salomão

Maria do Rosário

Moema Gramacho

Paulo Pimenta

Paulo Teixeira

Pepe Vargas

Professora Marcivania

Valmir Assunção

Vicentinho

Wadih Damous

Waldenor Pereira

Zé Carlos

EDUARDO CUNHA TEM A CASA VASCULHADA PELA POLÍCIA FEDERAL E USA O ESPERADO PARA SE DEFENDER: “REVANCHE DO PT”

cf816f44-980a-414c-9389-1fda45a57584O que era esperado ocorreu. Eduardo Cunha, o “impoluto” diante da busca e apreensão executada pela Polícia Federal determinada pela Operação Lava Jato, em três de suas residências a pedido do relator da operação no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Teori Zavascki, afirmou que tudo foi obra do Partido dos Trabalhadores como forma de revanche por ter feito o pedido de impeachment da presidenta Dilma.

Essa simulação de homem íntegro que ele apresenta afirmando que o governo tenta lhe prejudicar não se sustenta diante de sua folha corrida de atos antidemocráticos e indiciamentos que vem experimentando estabelecido pela Justiça. E ainda há um fator que deve ser considerado quanto essa simulação de ser íntegro. Ele mesmo afirmou, quando determinou a abertura do impeachment, que se antecipou para impedir que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedisse sua saída da presidência da Câmara Federal. E que depois de sua decisão o governo estava de mãos amarradas, visto que se fizesse algo contra ele a sociedade ia tomar como vingança.

Como Eduardo Cunha é mais um caso de politicofastro que entulha a Câmara Federal, os que não atingiram qualquer grau do espírito democrático, era, também, de se espera que ele afirmasse o que afirmou.

 “Não estou nem um pouco preocupado com a situação. Confio na Justiça. Todos podem ser investigados”, disse.

Ainda imaginando que sendo o homem dos milhões de dólares, ainda tem poder, afirmou que vai tentar anular a decisão do Conselho de Ética, porque o seu presidente José Carlos Araújo é amigo do ministro da Casa Civil, Jaques Wagner.

E nesse desvario afirmou, também, que não vai renunciar. Como se ainda tivesse poder para decidir sobre sua renúncia ou não.

 “Não há a menor hipótese de renúncia de minha parte”, desvairou.

Coisas de Eduardo Cunha cunhado por seus próprios atos indecorosos contra a democracia e a coisa pública.   

11 X 9, FOI O PLACAR DO CONSELHO DE ÉTICA QUE DETERMINA CONTINUAÇÃO DE PROCESSO DE CASSAÇÃO DE CUNHA

86b73d54-cd2c-431d-b6fb-9007f793f65dDessa vez não houve trama que impedisse a votação do relatório da representação que pede a instauração do processo de cassação do antidemocrata presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha (PMDB/RJ) cujo pedido tem com conteúdo quebra de decoro parlamentar. Cunha mentiu ao afirmar na CPI da Petrobrás que não possuía contas em bancos suíços.

Dos deputados presentes na sessão, 11 aprovaram o relatório do deputado Marcos Rogério (PDT/RO) que pediu admissibilidade da representação contra o “impoluto” deputado comparsa dos golpistas, Fernando Henrique, Aécio, Caiado, Roberto Freire, Jarbas Vasconcelos, Serra entre outras figuras da grotesca trupe que atenta contra a democracia.

Os deputados iguais do “impoluto”, pertencentes ao Partido SD, recorreram a um pedido de vista, mas foi negado pelo presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo. Porém, logo em seguida, ele permitiu uma votação para receber ou não o pedido de vista. O resultado foi o 11X9. E a sessão continuou.

O deputado do PSB de Minas Gerais, Júlio Delgado comentou sobre o relatório do deputado Marcos Rogério.

“Não há nulidade se não houve prejuízo. Não dar para anular o ato porque não teve um prejuízo e ele. Se tem uma pessoa que nunca foi prejudicada foi ele”, afirmou o deputado.

Agora, Eduardo Cunha será notificado da decisão do Conselho de Ética e terá 10 dias para defender sua defesa por escrito.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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