Arquivo para 7 de janeiro de 2016

CHICO ALENCAR (PSOL/RJ) DISSE QUE CUNHA NÃO TEM MAIS “AQUELE PODER E QUE SEUS AMIGOS VÃO ATÉ A BEIRA DO CAIXÃO, MAS NÃO SE ENTERRAM COM ELE”

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Para o deputado Chico Alencar (PSOL/RJ) o deputado Eduardo Cunha que se encontra sendo investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação em esquema de corrupção na Petrobrás e manter contas em banco suíço, além de ter processo de cassação no Conselho de Ética por crime de decoro parlamentar em razão de ter mentido ao depor na CPI da Petrobrás, já não possui o poder que antes detinha antes das acusações das práticas de crimes de posse de dinheiro público.

Embora Cunha ainda mantenha aquela pose autoritária que o manteve intocado na Câmara Federal. Hoje é visível a mudança, principalmente, porque ele já percebeu que muitos de seus parceiros estão se afastando de sua companhia com a iminência de que ele venha perder o cargo de presidente da Casa e quiçá seu mandato de deputado. Chico Alencar também comentou o método de Cunha contra-atacar os que mostram seus delitos. E deu como exemplo o que ele falou sobre a denúncia feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que pediu ao STF a sua deposição da presidência da Câmara.

“O papel dele é esse. A mesma coisa ele faz com a nossa representação no Conselho de Ética. Desqualifica, diz exatamente que é fraca, que não tem fundamento. É o estilo dele, a maneira dele se defender é desqualificando a acusação. Só que é muito robusta, porque está vinculada a tudo quanto é denúncia que já está no Supremo contra ele. Tem indícios muitos robustos. Ele se contradisse muitas vezes. Vamos ver como ele vai desmontar algo que é tão sólido. Vai ser interessante.

Agora, ele faz o jogo político. Cunha também tem uma estratégia política de dizer que o procurador é parcial, que o persegue, que age a serviço da Dilma. Isso também não procede, não tem fundamento.

Aquela força, aquele poder todo, já não existe. É o que se diz: na política, os muitos aliados vão até a beira do caixão, mas não se enterram junto com o falecido. Acho que ele está em processo de desgaste, de perda de poder.

A Procuradoria-Geral da República cita requerimentos supostamente ordenados por Cunha para fiscalizar a empresa Mitsui, que teriam por objetivo pressionar o empresário Júlio Camargo a retomar pagamento de propina e ele, coisa que Cunha nega. São muitas denúncias, não?”, afirmou Chico Alencar.

Chico Alencar é um dos deputados perseguidos, como outros que se opõem a sua tirania-parlamentar, por Eduardo Cunha. Junto com o combativo deputado Jean Wyllys, também do PSOL, teve processo aberto no Conselho de Ética a pedido de um deputado lambaio de Cunha, mas o pedido foi arquivado. Para o bem da democracia.

‘Não acredito que haja um futuro se o patriarcado continuar’

reprodução

Diz-se que os seres humanos destroem o seu entorno mas não é verdade; quem faz isso é o patriarcado capitalista e industrial.

Izaskun Sánchez Aroca – Periódico Diagonal (via Rebelión)

Acabo de entrevistar a Jane Caputi (Estados Unidos, 1953) e penso que tenho que revisar as leituras e séries de TV que vi em 2015. Ando pela rua e olho mais atentamente a publicidade, as campanhas eleitorais, como as pessoas caminham pela calçada e a velocidade dos carros. Caputi é catedrática de “Estudos sobre Mulheres, Gênero, e Sexualidade  na Universidade da Flórida nos EUA e vem, há décadas, trabalhando em torno do conceito de feminicídio a partir de uma perspectiva semântica e semiótica. Na sua fala, ela vincula a existência de um sistema masculino opressor à normalização da violência cotidiana por meio da simbologia que nos rodeia.

Qual o sentido político de se utilizar um termo como “feminicídio”?

É importante retomar o poder de dar nome às coisas. Todo sistema opressor nega que oprime e elimina qualquer referência a isso na linguagem. Por isso, temos que visibilizar essa violência dos homens contra as mulheres, uma violência que engloba desde o assassinato até a violação e limitação, por parte dos Estados, dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres, como, por exemplo, o direito ao aborto e à contracepção. É necessário nomear essa violência que se traduz em uma forma de controle social, num sistema de dominação dos homens sobre as mulheres. Se não o nomeamos, ele se converte em algo nebuloso, desaparece e não podemos lutar contra ele. Quando as coisas têm nome, já não se pode ignorá-las.

Uma das suas grandes linhas de pesquisa tem sido toda a simbologia de dominação masculina no cinema, por meio de filmes como “Uma Linda Mulher” ou figuras como Jack, o Estripador, nas grandes obras de arte e em propagandas de distintas marcas.

Tenho concentrado meus estudos na cultura popular porque é uma fonte de aprendizado. Por meio dos símbolos, interiorizamos muitas coisas, a maioria de forma inconsciente. Isso implica que não temos uma visão crítica sobre o mundo. Parece que a realidade é tal como a vemos, de modo inevitável. Mas por trás de cada símbolo, há muita propaganda, um mundo onde parece que as únicas vidas importantes são as das classes média e alta, um mundo que envia continuamente mensagens da supremacia masculina, do domínio dos homens, da masculinidade. Você é uma mulher boa se é passiva e, por contrário, é uma má mulher se é autônoma ou/e sexualmente ativa. A violência dos homens contra as mulheres está glorificada, sexualizada no cinema, na literatura, na televisão e na arte. Nós, mulheres, vivemos sob um contínuo padrão de terror pois nunca estamos a salvo e isso nos faz mudar nosso comportamento, nos dá medo. Temos interiorizado que podemos ser vítimas da violência machista a qualquer momento e de maneira aleatória; no trabalho, por alguém conhecido ou desconhecido. O terror feminino é continuamente alimentado.

Você fala do direito ao aborto e à contracepção a partir de exemplos de violência. Os Estados, como o espanhol, são cumplices dos feminicídios?

Esse é um dos argumentos usados pelas feministas. O exemplo mais claro é a negação dos direitos reprodutivos mas há muitos outros. Nos Estados Unidos, muitas mulheres negras são agredidas por seus maridos mas, por serem discriminadas por sua raça pela polícia, não se atrevem a denunciar; assim, estão desprotegidas e não têm o mesmo acesso que uma mulher branca tem aos serviços sociais. Há cumplicidade com esse padrão de dominação masculina. Em outros países, a polícia e os militares reprimem e assassinam ativistas feministas, como no caso do México e da Guatemala. Se tratamos de feminicídio, o Estado deve ser considerado como um ator implicado.

O patriarcado está em decomposição ou há um rearmamento?

Efetivamente, o patriarcado está em decomposição, se sente ameaçado e isso gera mais violência pois a violência não é inata ao homem mas, sim, é produzida pelo papel masculino. Os homens sentem que precisam demonstrar sua virilidade, sobretudo quando se envergonham ou são pressionados, e a maneira de fazê-lo é por meio de atitudes agressivas. Nunca nos livraremos da violência se não mudarmos a noção de masculinidade dominante.

No Caso espanhol, existe há alguns anos um renascimento de grupos de homens machistas organizadas e muito presentes na Internet. Falam de denúncias falsas e de custódia compartilhada, um atitude que alguns partidos políticos como “Cuidadanos” têm acolhido.

Esses grupos também existem nos Estados Unidos. É um discurso que se forma em torno da ideia de que os homens estão discriminados pelas questões de gênero. A estratégia é bastante previsível. Tenta-se inverter o discurso, virar de ponta cabeça o fato de que os homens oprimem sistematicamente as mulheres. Eles nos dizem “Não, são os homens que, na verdade, estão oprimidos pelas mulheres”. É uma tática de abuso muito comum, um padrão de comportamento bastante típico nos casos de violência. Mudar a história e não examinar o que eles fazem de errado. Os agressores sempre fazem o mesmo, apresentando a si mesmos como vítimas.

Que vínculo você estabelece entre o meio e as violências machistas? 

Até se olharmos as metáforas mais básicas, fala-se do abuso, da violação da Terra. No entanto, a Terra é nosso entorno, o espaço onde vivemos, o que nos sustenta, não podemos viver sem ela. Mas a realidade é que todos os valores vinculados à masculinidade se estendem à natureza, como a vontade de controlar tudo. O homem pensa que pode substituir a Terra, de algum modo. A dominação e a arrogância é algo bastante masculino porque não podem substituir a Terra, não existe outro planeta. Sendo assim, acabar com o patriarcado é realmente uma questão de sobrevivência para todas as pessoas. Diz-se que os seres humanos destroem o seu entorno mas não é verdade; quem faz isso é o patriarcado capitalista e industrial.

Podemos imaginar um futuro sem patriarcado? 

Claro. De fato, não acredito que haja um futuro se o patriarcado continuar. Porque o patriarcado basicamente consiste em destruir tudo que seja origem da vida. E, além disso, é não é algo que existiu desde sempre, foi inventado faz uns sete mil anos, mas se fez muita propaganda, como se sempre estivesse ali. Por isso essas palavras são muito importantes, não só para nomear o que existe mas também para pensar em coisas novas. Necessitamos de todos esses conceitos e visões para recordarmos que nem sempre vivemos dessa maneira, que podemos colocar outro futuro em funcionamento. Isso também vai depender muito de nossa criatividade.

Tradução Luiza Ribeiro


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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