Arquivo para 9 de janeiro de 2016

A DERROCADA DE CUNHA CONTINUA: STF PEDE QUEBRAS DE SIGILOS BANCÁRIOS E FISCAIS DELE, MULHER E FILHA

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Corpos jurídicos se avolumam na construção de formas capazes de cassar, prender, julgar e condenar o “impoluto” Eduardo Cunha que já sente na ambição e na megalomania as investigações feitas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) referente a sua participação em esquema de corrupção na Petrobrás e contas em bancos suíços, além da abertura de processo no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentara por haver mentido durante depoimento na CPI da Petrobrás.

Agora, para conseguir mais provas contra o “impoluto” ídolo das direitas, principalmente de Aécio Cunha e Fernando Henrique, o ministro do STF Teori Zavascki, relator da Lava Jato, pediu as quebras dos sigilos bancários e fiscais dele, de sua mulher Cláudia Cruz, a extravagante, e sua filha Danielle Cunha. A autorização determinada pelo ministro, atendeu o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Em resposta aos pedidos de quebras, Eduardo Cunha, através da assessoria de imprensa da Presidência da Câmara Federal, apresentou seus argumentos.

“A divulgada quebra de sigilo do presidente da Câmara e seus familiares ocorreu há mais de três meses, os documentos foram juntados em 23 de outubro e inclusive, como de praxe, em parte vazados para a imprensa, não se tratando, portanto, de matéria nova que mereça respostas”, diz trecho da nota.

É verdade que o pedido foi feito no ano passado pela PGR. Mas a autorização do pedido de quebra dos fundamentos financeiros da nobre família burguesa, só se deu agora através do ministro Zavascki.

Na quinta-feira a imprensa, que sempre o protegeu e o exaltou enquanto era importante, divulgou que seu patrimônio evolui acima de sua renda familiar. Os dados foram colhidos na Receita Federal. Ele não gostou, espinafrou, e acusou o ministro da Justiça José Eduardo de não se preocupar com os vazamentos sobre sua pessoa. O ministro por sua vez, em nota, rebateu afirmando que foram abertos inquéritos para investigar os vazamentos que vem ocorrendo na Polícia Federal.

Esse Eduardo tem cada cunha.

FHC: o pior cabo eleitoral do país

EBC

Várias pesquisas mostraram que mais de 50% da população rejeitava candidatos indicados por FHC. O PSDB o escondeu, mas ele quer voltar a aparecer.

Tatiana Carlotti

Com a autoridade de quem se tornou o pior cabo eleitoral do país, tamanha rejeição ao seu governo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso saiu dos bastidores para insuflar a onda do impeachment, ao lado do “afilhado”, o senador Aécio Neves. Sob o lema “chegou a hora de nós termos orgulho do que fizemos e do que somos”, FHC se arvora de “estadista” em busca do resgate da popularidade.

Com pompa e cirscunstância, concedidas pelo PIG – o Partido da Imprensa Golpista – FHC usa e abusa de termos como “democracia”, “decência”, “reconstrução da vida política” quando o assunto não passa do mais descarado golpismo. Em sua página do Facebook, ao expressar votos para 2016, ele desejou “coragem para fazermos as mudanças necessárias”. Dias antes, havia bradado a “legitimidade” do impeachment na rede social.

Sua presença se fez notar, ao longo de 2015, passando a agenda do golpe. Em agosto, FHC afirmava nas manchetes dos principais jornais do país que a renúncia de Dilma seria “um gesto de grandeza”. Em setembro, indicava a data: “não sabemos quem estará de pé em 3 meses”.

No esforço de repaginar a própria imagem, uma dura realidade: a popularidade do ex-presidente continua péssima. Em junho de 2014, pesquisa do Datafolha apontava que 57% dos entrevistados não votariam em um candidato indicado por ele “de jeito nenhum”. E mais: 43% dos eleitores de Aécio – desconhecido no período – diziam o mesmo.

Operação “abafa FHC”

Os 57% de rejeição a um nome apoiado por FHC, registrado em 2014, é exatamente o mesmo índice divulgado em março de 2001, em pesquisa CNI-IBOPE. Frente à impopularidade do grão-tucano, o então candidato José Serra não teve dúvidas: em 2002, estreou a operação “abafa FHC”, repetida à risca por Geraldo Alckmin em 2006.

Questionado pela BBC-Brasil se subiria no palanque durantes as eleições de 2006, FHC procurou se esquivar. “Hoje em dia o palanque é eletrônico, o outro não tem muita importância”, afirmou. Também disse que contribuiria caso lhe pedissem alguma participação ou declaração. Ninguém pediu, pelo contrário. Alckmin tinha de enfrentar o tema das privatizações e lidar com a inevitável discrepância entre os números positivos do Governo Lula e os negativos de FHC.

Dois anos depois, uma pesquisa do CNT/Sensus indicava as intenções de voto para a sucessão presidencial em 2010. Nela, FHC aparecia na intenção de voto espontânea com pífio 1%. Em maio de 2010, com Serra novamente na disputa, outra pesquisa CNT/Sensus reiterava o prejuízo: 55,4% dos entrevistados não votariam em candidato indicado pelo ex-presidente. Com o grão-tucano fora dos programas eleitorais, Serra tentava convencer o eleitorado de que seria o melhor candidato para dar continuidade às realizações do Governo Lula.

Na disputa de 2014, porém, FHC reagiu. Conseguiu encabeçar Aécio Neves – que não era unanimidade entre os tucanos – na disputa presidencial. A retribuição de Aécio pelo apadrinhamento se fez notar em menções públicas ao tucano, ora como “estadista”, ora como responsável pela “estabilização econômica”, ora como tutor nos bastidores da campanha. Ao perderem nas urnas, a parceria se desdobrou em uma nefasta aposta no terceiro turno eleitoral.

Durante a convenção do PSDB, em julho de 2015, FHC mencionou a baixa popularidade. “Popularidade se perde e ganha outra vez. O que eu nunca perdi foi a credibilidade”, bradou. Diante da plumagem de golpista e do tudo ou nada a que se presta, resta a pergunta: qual credibilidade?

A desconfiança da população

Os problemas do FHC com a voz da maioria vêm de longe. Uma passagem pela série histórica do CNI-IBOPE, mais precisamente pelos dados relativos à confiança no Presidente, revela que o índice de desconfiança da população em relação ao tucano se manteve acima dos 50%, ao longo de todo o segundo mandato (1999-2002). Foram quatro anos de governo sob a desconfiança da maioria dos brasileiros, segundo as pesquisas.

Em março de 1999, 54% dos entrevistados afirmavam não confiar em FHC; em dezembro, o índice saltava para 67%. Em dezembro de 2000, 57% manifestavam  desconfiança. Em 2001, ela passou de 52% em março para 64% em dezembro. No último mês de mandato de FHC, o índice chegava a 62%. Apenas a título de comparação, em dezembro de 2010, o grau de confiança da população no então presidente Lula batia os 81%. Apenas 14% dos entrevistados disseram não confiar no líder petista.

Aos 83 anos, FHC esbraveja catastrofismos econômicos, sem nenhuma menção, obviamente, ao fato de seu governo ter quebrado o país duas vezes – tema que será aprofundado neste espaço, em breve -, tampouco sobre os riscos que a turbulência política provoca na economia do país.

No artigo “Reinventando a história: o mito da estabilidade no governo FHC“, publicado originalmente no blog de Renato Rabelo, Lécio Moraes desmonta o discurso da estabilidade econômica, apontando a quebra do país em 1999 e 2002, com direito a empréstimos do FMI, aumento estratosférico dos juros e o disparo da dívida pública líquida de 37% do PIB em 1994 para 60% em 2002.

Já a jornalista Maria Inês Nassif, em seu artigo “A autoridade moral de Fernando Henrique Cardoso I“, publicado neste site, trouxe à baila os números do início do segundo mandato de FHC. Em 1999, o país apresentava crescimento de 0,5% do PIB, inflação em 8,9%, investimento público federal em 1,4%, além da perda de 582 mil postos de trabalho e da subida recorde do preço da cesta básica.

Números que explicam, por exemplo, a falta de expectativa entre os entrevistados do Vox Populi, em outubro daquele ano, quando 54% disseram que não teriam chances de melhorar de vida – eles estavam corretos: em 2002, FHC entregaria a faixa presidencial e um país com 12,2% de desemprego.

O presidente que menos combateu a corrupção

Na mesma pesquisa Vox Populi, de 1999, 74% dos entrevistados consideravam que a impunidade estava aumentando e 83% que a corrupção crescia no país. Passados impunes o caso Sivam e o caso da Pasta Rosa (ambos em 1995), a compra da reeleição (1997), entre outros, as privatizações corriam de vento em popa. Uma verdadeira farra que seria destrinchada anos depois, em trabalhos como O Brasil Privatizado (2003) de Aloysio Biondi, que denunciou a perda de R$ 2,4 bilhões com a venda do patrimônio público; e A Privataria Tucana (2011) de Amaury Ribeiro Júnior.

É compreensível, portanto, que após quatro governos e duas décadas, o governo FHC seja lembrando pelo brasileiro como aquele que menos combateu a corrupção. Considerando os três últimos governos, o Instituto Vox Populi divulgou uma pesquisa  sobre o tema no mês passado. Lula foi citado por 31% dos entrevistados como o presidente mais atuante no combate à corrupção; Dilma apareceu em segundo lugar, com 29%; e FHC em último, com 11%.

O papel de “vestal da ética”, reiterado por FHC em suas aparições públicas, é espinhoso. Em setembro, no programa partidário do PSDB, que batia na tecla das “pedaladas fiscais” como pretexto para o impeachment, o ex-presidente aparecia em meio a Alckmin, Serra e Aécio, criticando o Governo Dilma e o PT que, segundo ele, “oferece o inferno da crise e do desemprego”.

Nos meios de comunicação, ao comentar as denúncias de corrupção na Petrobras durante o seu governo, FHC vem caprichando nas palavras e tentando emplacar o discurso de “corrupção organizada” (leia-se PT) versus “conduta imprópria” – o termo utilizado por ele quando se trata de corrupção em seu governo.

Outro tema delicado: as doações de empresas ao Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC).

Inaugurado em 2002, com doações de banqueiros, empresários e empreiteiros, o iFHC contou em 2006 com uma generosa contribuição de meio milhão da SABESP, controlada pelos sucessivos governos tucanos em São Paulo. Um ano depois, a Folha estampava em suas páginas: “Sabesp deu R$ 500 mil para projeto de instituto de FHC”, explicando que, por meio da Lei Rouanet, o iFHC contou com R$ 2 milhões em doações diversas, entre as quais, a da Sabesp.

Blindagem deslavada do PIG

Em junho de 2015, quando o presidente do Instituto Lula (IL), Paulo Okamotto, foi convocado a depor na CPI da Petrobras por conta da doação da Camargo Corrêa, investigada pela Lava Jato, vários blogs apontaram que a empreeiteira também havia doado dinheiro ao iFHC, sem que Sérgio Fausto, superintendente executivo do Instituto, tivesse sido convocado a depor na CPI.

A Rede Brasil Atual, inclusive, trouxe em 12 de junho, uma reportagem de Helena Sthephanowitz relatando a doação de R$ 1,7 milhão da empreiteira para o iFHC em 2011, em nome da VBC Energia S.A – pertencente à Camargo Corrêa desde 2009.

Em novembro, quando veio à tona a doação de quase R$ 1 milhão ao iFHC pela Odebrecht, FHC contou com bom espaço para comentar o caso; com direito, inclusive, à divulgação da nota do iFHC em vários meios de comunicação. Um tratamento muito distinto à crimanização destilada contra o Instituto Lula e o ex-presidente petista.

Na manhã de 7 de novembro, um meme criado pelo jornalista Chico Bicudo viralizou nas redes sociais. Bicudo levantava a diferença de tratamento entre duas chamadas, publicadas na mesma página de Política do Estadão, sobre as doações da Odebrechet: uma para o Instituto Lula e a outra para o iFHC.

Na manchete destinada a Lula, sob o título “Lula recebeu quase R$ 4 milhões da Odebrecht, diz PF”, Bicudo apontava a imagem de um Lula agressivo na foto escolhida, citado no título como pessoa física e agente da ação (Lula recebe doação). Além da identificação do nome da empreiteira e a fonte creditada, a Polícia Federal.

Na manchete destinada a FHC: “Empreiteira doou R$ 975 mil a Instituto FHC, aponta laudo”, o jornalista destacava a escolha da imagem de um FHC inofensivo, da empresa doadora sem nome definido no título e como agente da ação (empresa doou), além de FHC surgir como pessoa jurídica (Instituto FHC) e a utilização “aponta laudo”, sem o crédito da fonte.

Blindagem maior, impossível.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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