Arquivo para 28 de março de 2016

GOLPISTAS INDIGENTES POLÍTICOS SÃO EXPLORADOS COMO FORÇA DE TRABALHO PELAS MÍDIAS ABERRANTES AO REVERBERAREM O QUE ELAS DIVULGAM

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Os filósofos Deleuze e Guattari afirmam que a linguagem não é para que se acredite nela, mas para obedecer e ser obedecida. A fala para B que obedece A ao transmitir o mesmo conteúdo para C, que por sua vez repassa para D. E assim, se imobiliza a cadeia da linguagem sem crença. Sem que a o conteúdo da mensagem seja examinado pelos receptores que só servem à manutenção da fonte emissora da mensagem.

Na sociedade capitalista objetos e ideias são transformados em mercadorias. O que significa que todos eles têm um valor monetário. Tudo é monetarizado. Principalmente quando eles representam uma função de utilidade. Na fórmula apresentada pelo filósofo Karl Marx Mercadoria-Dinheiro/Dinheiro-Mercadoria fica claro esse entendimento.

O filósofo apresenta a mercadoria como a síntese da matéria prima, meios de produção e força de produção. Ou seja, o valor da mercadoria é resultado do gasto da matéria prima, mais os gastos dos meios de produção, mais os gastos com a força de produção. No caso do trabalhador o salário em forma de mais-valia que representa o roubo da força de trabalho inclusa no tempo em que o trabalhador executa sua atividade e o patrão não paga. A forma clássica de rouba muito bem dissimulada e aceita sem contestação por parte dos moralistas do capital

Esse roubo é observado na forma de relação abstrata entre o capitalista e o trabalhador. Porém, existem outras formas de roubo provocado pelo capitalista sobre a mão de obra sem que o trabalhador perceba. Essa falta de percepção decorre de sua forma abstrata de compreender o que é trabalho. O que é o uso produtivo de seu corpo, sua inteligência e sua sensibilidade – e por que não seu sexo – empregado em uma atividade alienada que ele não toma como uso de sua mão de obra.

Uma forma de exploração da mão de obra do trabalhador expressada nesse momento no Brasil é encontrada nas mídias aberrantes capitalistas que propõem o golpe sobre o governo Dilma. Essas mídias, dogmatizadas pelo sistema capitalista paranoico, têm como objetivo garantir e aumentar seus lucros com o golpe. Mas para que isso se realize é imprescindível, á elas, que o golpe se consuma. E para que ocorra a consumação do golpe elas necessitam da parceria de seus ouvintes, leitores e telespectadores como sujeitos de difusão de suas mensagens conspiratórias.

É aqui que esses sujeitos aparecem como trabalhadores que têm suas mãos de obra exploradas pelo capital, porque ao executarem seus trabalhos de propagadores das mensagens não recebem qualquer renda. Qualquer salário. Esses são os trabalhadores alienados que não entendem de seus direitos, visto terem um entendimento abstrato do conceito e da práxis do trabalho.

Há nessa forma de exploração dois tipos de trabalhadores. Um aquele que ao divulgar, por exemplo, o que TV Globo publica não sabe que esta gastando energias físicas e mentais para colocar como realidade o que foi publicado como verdade pela emissora golpista. Embora seja mentira. Mesmo assim gasta energia como qualquer trabalhador. Como dizem Deleuze e Guattari, faz ecoa a cadeia da linguagem do obedecer e se fazer obedecer. Como ocorre na fábrica cujos trabalhadores seguem automaticamente o padrão de produção em massa.  O outro tipo de trabalhador é pior do que o primeiro, porque se o primeiro não sabe que é explorado ao ser explorado, o segundo sabe que é explorado, mas por ter convicções iguais aos proprietários das mídias aberrantes, trabalha de graça impulsionado por uma falha moral que não lhe permite saber que não há qualquer condição, no capitalismo, do trabalhador ser igual ao patrão.

Assim, todos que reverberam as mensagens das mídias golpistas são trabalhadores explorados em suas forças de produção. E pior, são trabalhadores explorados porque nutriram em si o ideal e os valores burgueses da obediência e da dominação.

Marcello Lavenère: OAB não foi autorizada a entrar com o processo de impeachment; o pedido à Câmara não corresponde ao que foi decidido pelos conselheiros

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por Conceição Lemes

Nesta segunda-feira, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entra com pedido de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados.

O presidente nacional da OAB, Cláudio Lamachia, sustentará que Dilma cometeu crime de responsabilidade devido às “pedaladas fiscais”.

Para Juliano Costa Couto, presidente da OAB/DF, além das chamadas pedaladas fiscais, a delação premiada do senador Delcídio do Amaral e os “grampos” de conversas entre a presidenta, o ex-presidente Lula e outras autoridades, tornaram inviável a continuidade do governo.

Marcello Lavenère, conselheiro da OAB e ex-presidente da entidade, discorda totalmente.

“Não há condições jurídicas para que se possa iniciar um processo de impeachment contra a presidenta Dilma”, afirma em entrevista exclusiva ao Viomundo.

O ex-presidente da OAB tem cacife e conhecimento jurídicos para posicionar-se assim. Há 23 anos, ele entregou a Ibsen Pinheiro, então presidente da Câmara dos Deputados, o pedido de impeachment que resultou na saída de Fernando Collor da Presidência da República.

Ele mesmo explica:

* Para que se possa iniciar um processo de impeachment é preciso que a autoridade tenha cometido um dos crimes capitulados na Constituição.

* No caso da presidenta Dilma, não é possível apontar nenhum dos comportamentos criminosos que seriam capazes de levar ao impeachment. Logo, como não existe prática delituosa da presidenta, não se justifica um processo de abertura de impeachment.

“Como não se tem o fundamento jurídico, pede-se o impeachment da presidenta por um ato político, um ato de divergência político-partidária ou um ato de divergência de política de governo”, expõe. “Alguém com interesses diversos do que governo que está aí. Essas pessoas estão utilizando o processo do impeachment como um golpe político para afastar a presidenta que foi eleita por 54 milhões de brasileiros.”

– Mas a OAB vai entrar com pedido de impeachment nesta segunda…

“Na reunião do Conselho da OAB, não houve decisão no sentido de que a Ordem entraria com pedido de impeachment, como se diz que vai acontecer segunda-feira”, alerta Lavenère. “O tom do debate foi outro. O de abrir o processo de impeachment para se poder investigar se a presidenta cometeu crimes ou não.”

Lavenère participou da longa reunião dos conselheiros da OAB, realizada em Brasília no dia 18 de fevereiro.

“Quase todos se manifestaram sobre a matéria. No final, se decidiu pela aprovação do pedido para fins de investigação e não de um julgamento do processo. O julgamento final será no Senado da República”, conta-nos.

“Só que, infelizmente, depois das discussões, o que a OAB divulgou foi além do que foi efetivamente decidido”, denuncia. “A de que o presidente da Ordem  vai entrar com pedido de impeachment contra a Dilma.”

– O senhor está dizendo que o presidente da OAB  está tomando uma posição que não foi a decisão aprovada na reunião dos conselheiros?!

Lavenère — Se não foi o presidente, pelo menos a diretoria, porque o presidente não age sozinho. Penso que eles não estão interpretando corretamente o que foi decidido.

Eu acho equivocado o pedido. Ele se desviou da autorização inicial. A OAB não foi autorizada a entrar  individualmente com o processo de  impeachment sem fazer nenhuma referência ao que já está iniciado na Câmara.

– Quando se fala em OAB, o que vem à memória de muitos é a OAB dos anos 60,70, 80. Entidade que na época da ditadura defendeu bravamente as garantias constitucionais e os direitos dos cidadãos. O que aconteceu com a OAB, que hoje tem uma postura pró-golpe?

Lavenère – Realmente, a OAB sempre foi muito ciosa das garantias constitucionais, dos direitos das pessoas,bem diferente do que está acontecendo.

Eu penso que houve um processo de alteração da consciência política dos advogados. Antigamente os advogados eram mais politicamente motivados. Mas com a redemocratização, esse entusiasmo pelas coisas mais políticas, mais coletivas, cedeu espaço na cabeça dos advogados e hoje eles têm uma mentalidade mais individualista.

De modo que essa mentalidade mais individualista, a inserção de boa parte dos advogados, especialmente dos conselheiros na classe média alta, a influência dessa campanha moralista, udenista, midiática, como na época do Getúlio, criaram no espírito dos advogados uma ideia equivocada.

– Mas a OAB, que deveria assumir uma posição essencialmente jurídica, está assumindo uma posição golpista?

Lavenère — Eles não aceitam que se diga que é uma atitude pró-golpe ou golpista.

Só que a realidade é outra. Muitos advogados estão bastante desgostosos com a decisão da Ordem em relação ao impeachment. Ela não corresponde à sua biografia nem ao seu histórico.

A OAB, na verdade, está sendo censurada por muitos juristas e advogados.  Para eles, ela tomou a canoa errada, no sentido de que esse pedido de impeachment é evidentemente um golpe, uma manobra política, de quem perdeu a eleição, e não se conforma em ter perdido.

– Então, a atual postura a OAB dá à sociedade civil o direito de tachá-la de golpista?

Lavenère – A OAB não teve o cuidado de se acautelar, para que não pudesse parecer que ela também estava fazendo uma manobra, fazendo um golpe.

Como o processo de pedido de impeachment da presidenta Dilma é evidentemente uma manobra política de quem perdeu a eleição, a  OAB se arriscou a entrar nesse mesmo barco, nessa mesma onda revanchista.

Infelizmente, hoje a OAB, com essa posição em relação ao impeachment, dá às pessoas direito pensarem de que ela é golpista. Ou de que, pelo menos, não se posicionou contra o golpe, que é o que o resultado desse processo de impeachment.

Em resumo: a OAB, juntando-se aos golpistas, assumiu o risco de ser equiparada a eles. É o que está acontecendo.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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