Arquivo para maio \31\-04:00 2016

COM AS GRAVAÇÕES QUE AFIRMAM QUE O OBJETIVO DAS DIREITAS ERA ACABAR COM A LAVA JATO, O GOLPE PODE SER REVESTIDO, DIZ CARDOZO

Em entrevista a Dário Pignotti, da Página 12, Eduardo Cardozo afirma que o impeachment pode ser revestido. Ele diz que essa possibilidade decorre da forma que vai apresentar o conteúdo da defesa da presidenta Dilma.

   Ele apresentará os conteúdos das gravações de Sérgio Machado onde fica concreto o plano do golpe cujo o objetivo era afastar Dilma para que os golpistas parrassem a Lava Jato para se protegerem, já esses personagens como Romero Jucá, Renan Calheiros, José Sarney, Temer e outros estão envolvidos em vários esquemas de corrupção.

      Leia a entrevista.

Marcelo Camargo / Agência Brasil

Esta semana terá seu momento mais importante quando o Senado definir o cronograma do juízo político contra Dilma Rousseff, cuja defensa foi confiada a José Eduardo Cardozo. O ex-ministro da Justiça da presidenta trabalha na elaboração das alegações que apresentará contra o impeachment que levou Michel Temer a encabeçar o novo governo interino.
 
“Vamos defender nossa tese de que o impeachment é uma forma de encobrir um golpe, porque está viciado desde sua origem pelas manobras do deputado Eduardo Cunha, que o impulsou em dezembro. Com o agravante dos áudios de Romero Jucá, revelados recentemente, podemos demonstrar que houve uma conspiração. Ele foi gravado dizendo que `é preciso tirar a presidenta para acabar com as investigações de corrupção´. Ficou evidente o motivo do golpe” assegura Cardozo.
 
Dessa forma, ele planteia que Temer chegou à presidência através dos acordos obscuros dos seus aliados Romero Jucá e Eduardo Cunha. As ponderações de Cardozo coincidem com as da presidenta, pois ele pertence ao reduzido grupo de conselheiros que ela vê praticamente todos os dias. Ex-coordenador da campanha presidencial de Dilma, ele nega ser “voluntarista” quando diz que é possível que Dilma seja absolvida por um Congresso dominado por dirigentes processados ou suspeitos de corrupção.
 
Foi o que disse durante a conversa de quase uma hora com o jornal argentino Página/12, em seu apartamento de Brasília, entre livros de jurisprudência, anotações, uma lata de refrigerante e um computador, onde produz a defesa na que se jogará o destino de uma democracia aparentemente ferida de morte.

 
– O que leva você a pensar que um Senado com maioria opositora pode absolver a presidenta?
 
– Não será fácil, mas é possível, porque nossas teses jurídicas são indestrutíveis e estão sendo cada vez mais apoiadas. Há meses atrás, na primeira vez que falamos de golpe, fomos duramente criticados, mas hoje todo o mundo percebe que essa é a tese correta, é a tese compartilhada pela imprensa internacional.
 
– Mas essa unanimidade não se reproduz no Brasil.
 
– Eu diria que uma parte da sociedade brasileira não acredita que isto seja um golpe, mas a parte que considera que houve sim um golpe é a que está crescendo atualmente. Tem um ditado aqui no Brasil que diz que “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. Eu acho que as pessoas vão terminar entendendo os nossos argumentos.
 
– Mas os senadores não votam pelas teses, e sim pelos interesses políticos.
 
– Votam por razões políticas, e precisamente por isso que eu acredito que não é voluntarismo pensar que a situação pode sim ser revertida, porque eles começaram a ver a inconsistência deste governo, sua alta rejeição. Eles também escutaram os áudios do Romero Jucá, que é alguém muito próximo ao Temer. Insisto, acho que podemos reverter a posição de alguns senadores. Nós vamos seguir lutando para que a presidenta retome o seu cargo.
 
– Segundo rumores, o ex-presidente Lula teria dito a Dilma que este governo (de Temer) é o pior inimigo de si mesmo.
 
– Eu estive nessa reunião (na semana passada), onde estavam Lula, Dilma e outras pessoas. Essa afirmação é correta, este governo interino não se sustenta, sua incapacidade absoluta para governar é assustadora.
 
– Esta semana, será definido o calendário do processo, por que a direita tem pressa?
 
– Há muita pressa nos setores que apoiam o governo interino, que querem consumar rapidamente o golpe, porque a situação deles se agrava mais a cada dia, em virtude do surgimento de novos fatos. Me parece que eles estão tentando chegar a uma sentença antes da abertura dos Jogos Olímpicos, antes do dia 5 de agosto. Para eles, seria vergonhoso abrir os Jogos na cerimônia do Maracanã com um presidente que ainda é interino, e uma presidenta eleita que não pode estar no cargo. E para isso querem acelerar o processo, atropelando o direito de defesa. Não seria surpreendente que houvesse protestos durante os Jogos, algumas convocadas pelos partidos e organizações sociais, mas também as que nascem de forma espontânea, que acontecem com frequência, até mesmo para nossa surpresa.
 
Pior que Honduras
 
Uma comparação que se faz com certa frequência é a das características entre o processo contra Dilma Rousseff e os dos “golpes brandos” que derrubaram os presidentes Fernando Lugo (do Paraguai, em 2012) e Manuel Zelaya (de Honduras, em 2009).
 
Em ambos os casos, houve eleições presidenciais em menos de um ano depois da queda, característica que os diferencia do caso brasileiro, já que Temer assegura que só haverá uma nova disputa presidencial em outubro de 2018, se negado a aceitar a ideia de antecipar as eleições.
 
– O modelo de golpe brasileiro é pior que os do Paraguai e de Honduras?
 
– Possivelmente é pior, teríamos que estudar melhor a respeito. É mais, acho o que está acontecendo no Brasil merece ser abordado academicamente ou numa série televisiva. Isto dá um roteiro para uma novela de intrigas que teria mais sucesso que House of Cards (minissérie sobre conspirações políticas em Washington). Ou para um livro entre o policial, a novela negra, uma novela sobre piratas que foram descobertos pelos áudios recentemente publicados pela imprensa. Piratas capazes de qualquer cosa.
 
– Como cobrar subornos?
 
– São gente sem escrúpulos, isso é todo o que eu posso dizer.
 
– Um membro da Comissão Episcopal Caridade, Justiça e Paz, ligada à CNBB, disse que há rumores de que se compraram votos para apoiar o impeachment. Isso é possível?
 
– (após breve silêncio) Eu diria que certamente há muitos comentários sobre esse suposto pagamento indevido para a compra de votos, mas não posso fazer nenhuma afirmação que não tenha uma evidência ou prova concreta. Prefiro falar sobre os fatos comprovados, mas que esses rumores existem, existem.
 
Autocrítica
 
– Qual é a sua autocrítica sobre os governos do PT?
 
– Acho que minha autocrítica se reflete na que o partido já apresentou, mas penso que esse documento necessita avançar mais sobre o menosprezo do partido sobre a ética interna. Um partido de esquerda, que defende a transformação, não pode ser complacente com alguns companheiros que transgridem a ética. O partido tem que ser duro com aquelas pessoas que foram cooptadas pelo sistema político brasileiro corrupto. É preciso atuar com rigor diante desses casos, sempre depois de dar a eles todo o direito de defesa, sem execrá-las. O PT necessita ter essa atitude firme, para que nenhuma ovelha negra contamine todo o partido. Outra autocrítica necessária é que deixamos de cuidar do partido, porque muitos quadros foram para o governo, e o partido em si abandou a formação, a discussão política, a tarefa de escutar a militância. Não chamamos os nossos intelectuais, e muitos deles se distanciaram do partido. Temos que reconhecer que erramos nesse aspecto de formação e debate, enquanto o PC do B, que é um partido menor que o PT, investiu mais nesse aspecto que nós. Outro tema importante é que não apostamos na criação de uma frente de esquerda com a suficiente força e firmeza.
 
– O PT continua sendo um partido de esquerda?
 
– Eu diria que o PT é um partido que tem um programa de esquerda, com certas nuances de centro-esquerda. Um partido que atua com maturidade, sem dogmas. Mas, independente disso, nós temos que pensar em revitalizar a vida partidária, que não pode se limitar a ser uma burocracia partidária.
 
Lula
 
– Há setores que querem perseguir judicialmente o ex-presidente Lula?
 
– Não tenho dúvidas de que o ex-presidente Lula é um perigo para os setores da direita autoritária, assim como o PT é um perigo para esses mesmos setores. Se eles pudessem eliminar os dois de alguma forma o fariam, e alguns utilizam mesmo esse discurso de acabar com o partido. Agora bem, querer acabar com o Lula e com o PT é algo tão absurdo que mesmo alguns grupos de centro-direita, grupos não extremistas, consideram que isso seria um grande equívoco. O PT cumpre um papel importante na realidade brasileira.
 
– Nestes últimos anos, surgiu uma direita mais radical no Brasil. Faltou uma ação política mais enérgica do governo para reverter essa tendência?
 
–Temos que reconhecer esse nosso erro, como governo de esquerda ou centro-esquerda, de ter permitido que correntes de ultra direita pudessem renascer. Algumas francamente fascistas, como as que se viram nas ruas pedindo o golpe, atacando Dilma e Lula selvagemente, que tiveram grande divulgação em alguns meios de comunicação. Eu diria que desde o golpe de 1964 não se via dirigentes expressando abertamente um discurso de extrema direita, que defende a intolerância política, a intolerância de gênero, ataques aos comunistas, ataques ao PT, ataques aos negros, isso tudo é gravíssimo. E este governo interino representa essa ultra direita, mostrou isso ao compor um ministério sem mulheres, sem negros, com ministros cujas posições são arcaicas. Vi gente de centro-direita preocupada por algumas atitudes praticamente fascistas de setores deste governo.
 
“Cunha é quem manda”
 
Por sua parte, a presidenta eleita Dilma Rousseff afirmou ontem, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, que Michel Temer está “de joelhos” diante de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, que está suspenso do seu cargo. Indagado sobre o tema, José Eduardo Cardozo respondeu que “é um fato visível, quem manda neste governo é o Cunha, ele indicou pessoas para os cargos mais relevantes do gabinete. Estamos falando de um presidente de um deputado que foi afastado do cargo de presidente da Câmara por decisão do Supremo Tribunal Federal, e que ainda assim mantém um poder imenso sobre o governo de Temer, realmente imenso. O senhor Cunha controla o bloco de deputados governistas, do qual Temer depende para governar”, afirma o ex-ministro Cardozo.
 
Como defensor de Rousseff, Cardozo protagonizou um dos momentos tensos que precederam a votação do impeachment. Foi em abril, quando denunciou o complô diante de Cunha, que respondeu com um olhar intimidante que foi registrado pelos fotojornalistas.
 
– Você sentiu medo ao ser encarado assim pelo Cunha? Dizem que ele é daqueles que cumprem com suas ameaças…
 
– (após risos) Conheci bem o Eduardo Cunha durante os oito anos que fui deputado, quando ele também era. Sem dúvidas, ele é uma pessoa que não tem limites. É capaz de ameaçar um governo e abrir um processo de impeachment contra a presidenta por não ceder às suas chantagens, como vem demonstrando. Ele é alguém que ameaça a ordem democrática para se salvar das acusações de corrupção que pesam contra ele, de desvio de dinheiro público, de lavagem dinheiro no exterior, etc. Esse homem tem muito poder neste governo.
 
Tradução: Victor Farinelli

Créditos da foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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DILMA DIZ, NO LANÇAMENTO DO LIVRO “A RESISTÊNCIA AO GOLPE DE 2016”, ESCRITO POR 105 PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS, QUE GRAVAÇÕES MOSTRAM “SILÊNCIO CONSTRANGEDOR” DOS POLÍTICOS

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Em cerimônia de lançamento do livro A Resistência ao Golpe de 2016, escrito por 105 professores de várias universidades, no Espaço Darcy Ribeiro na Universidade Nacional de Brasília (UNB) que contou com a participação de intelectuais, artistas, sindicalistas, escritores, parlamentares, estudantes, a presidenta Dilma Vana Rousseff fez uma apresentação soberba de gala e contentamento. Mostrando o quanto se encontra confiante em seu retorno ao cargo usurpado por Temer e seus golpistas.

Fez graça com o extermínio da Controladoria Geral da União (CGU) por Temer que colocou em seu Lugar um ministério chamado de Transparência cujo ministro, Fabiano Silveira, indicado pelo golpista já foi exonerado porque apareceu, transparentemente, em gravação realizada por Sérgio Machado tentando influir na Lava Jato em favor do presidente do Senado, Renan Calheiros. Dilma disse que nunca um ministro da CGU fora demitido. Disse também que o grupo de Temer é formado por homens, brancos, velhos e ricos.

“Primeiro achei que era uma jogada de marketing, agora está explicado o motivo. Tenho certeza que o objetivo da mudança era tornar obscura a transparência dentro do Executivo.813_4104x2736_632032308_900x600 818_4104x2736_660256549_900x600 812_1280x866_564603341_900x609 806_1280x847_590061232_900x596

Eles têm um conjunto de armamentos sofisticados, contaram com apoio de segmentos empresariais e de representantes do parlamento brasileiro. Nós temos a nossa consciência. Sabemos o motivo da luta e é isso que transforma a nossa energia em força e emoção.

As gravações divulgadas nos últimos dias mostram o silêncio constrangedor dos políticos sobre os motivos que levaram à abertura do processo de impeachment. Em nenhuma dessas conversas encontramos frases que digam respeito aos seis decretos de créditos suplementares nem ao Plano Safra.

A diferença do golpe de 64 e o de agora não derrubou o processo democrático no Brasil, mas o interrompeu. É como uma parasita que chega numa planta para desolar. Este golpe tenta transformar o atual momento democrático em que o país vive. É um golpe frio. Por isso, precisamos lutar dentro da democracia para conseguir combatê-lo”, discursou Dilma.

Foi uma festa democrática que jamais qualquer golpista vai vivenciar em função de suas estruturas mentais aberrantes. Suas psicopatologias que impedem que eles alcancem a dimensão da humaniora, a simpatia universal que como comunicação íntima, também universal, torna o homem um ser sociabilizado capaz de existir como comunalidade.

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“TENHO CERTEZA QUE OS SENADORES ESTÃO PERCEBENDO OS INÚMEROS RETROCESSOS… FAREMOS O POSSÍVEL PARA REVERTER ESTE QUADRO”, AFIRMOU DILMA. SOBRE O MINHA CASA: “ELES SÃO CAPAZES DE TUDO”

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Dando continuidade as suas conversas com internautas através do Facebook, a presidenta Dilma Vana Rousseff, junto com a ex-presidenta da Caixa Miriam Belchior, falou sobre as tétricas decisões promovidas pelo desgoverno usurpador comandado pelo golpista-maior Temer, e suas incidências sobre a população. Principalmente a mais necessitada de políticas sociais.

Dilma mostrou o quanto as decisões perversas promovidas por Temer e seus cúmplices já atingiram a sociedade. Foram várias decisões irracionais e descabidas, próprias de que não tem competência para administrar um país, unidas com a brutalidade, que os levantes contra o grupo golpista estão cada vez mais se multiplicando por todo o Brasil, e todo dia.

“O governo interino já demonstrou ser contra qualquer subsídio para os mais pobres. Ser contra subsídio é ser contra minha Casa, Minha Vida. Acreditamos que eles, do jeito que vão, são capazes de tudo.

Sem mecanismos, a renda das famílias que ganham até R$ 1.800 irá toda para pagar a prestação da casa própria. É bom lembrar que 80% déficit habitacional está nessa faixa de renda. Além de acabar com os subsídios, o governo provisório vai reduzir o número de moradias que serão contratadas.

O programa é um sucesso porque garante, ao mesmo tempo, casa para quem precisa e gera milhões de empregos em toda cadeia produtiva da construção civil. Até 30 de abril de 2016, foram contratadas mais de 4 milhões de moradias. Vão beneficiar 6 milhões e 750 mil pessoas. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, foram criados cinco milhões de empregos. Por isso, mexer no Minha Casa, Minha Vida revela uma falta de compromisso com o povo brasileiro.

É um absurdo que o presidente interino altere tão drasticamente as políticas decorrentes do programa de governo que recebeu mais de 54 milhões de votos em eleições diretas.

Tenho certeza de que os senadores já estão percebendo os inúmeros retrocessos advindos das decisões equivocadas do governo provisório. Faremos todo o possível para reverter este quadro que só tem prejudicado a população, especialmente a que mais precisa”, afirmou a presidenta do Brasil.

E Dilma continua falando com o povo brasileiro que deseja ardentemente sua volta de onde nunca saiu.

Fala, Dilma!

PDT OFENDE BRIZOLA E A DEMOCRACIA AO NÃO EXPULSAR O GOLPISTA DEPUTADO HISSA ABRAHÃO (AM) QUE PROMETEU EXPULSAR

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Para entender a ofensa a Brizola e a democracia produzida pelo PDT. Muito antes da grotesca exibição das aberrações da Câmara Federal na construção do golpe contra a presidenta Dilma Vana Rousseff e a democracia, no dia 17 de abril, a direção nacional do PDT decidiu que todos os seus deputados votassem contra o golpe, caso contrário seriam expulsos do partido.

No dia do desfile das aberrações, que ofendeu a dignidade da maioria do povo brasileiro, o deputado Hissa Abrahão do PDT do estado do Amazonas se rebelou (claro que ele não se rebelou: ele conhece a ética do partido) contra a ordem do partido e votou orgulhosamente pelo golpe afirmando que era também pelos milhares de seus eleitores, sem saber que muitos de seus eleitores ficaram contra sua posição golpista. Hissa não se tornou golpista no Amazonas sozinho. Foi acompanhado por todos os outros reacionários dessa gleba.

Logo em seguida a direção nacional do PDT divulgou que iria expulsar todos os traidores. Hoje, dia 30, a tal afirmação democrática só se concretizou contra um deputado do Rio Grande do Sul. Hissa não foi expulso (como já sabia quando votou pelo golpe) pelo presidente Lupi e cúmplices. Recebeu só uma advertência para que as partes pudendas do partido não ficassem por demais expostas.

O PDT, mais uma vez, mostrou que é mais um partido que não é traspassado pelo  corpus da ética política partidária. Ao não expulsar, Hissa, se mostrou tão golpista quanto o DEM, PSDB, PPS, PMDB, e outros que votaram pelo golpe.

Com esse declarado apoio ao golpe pelo PDT, a presidenta Dilma deve ter mais cuidado com Lupi e seu representante no Senado que já votou pelo golpe também.

Brizola não merece essa antidemocrática violência.

20ª EDIÇÃO PARADA ORGULHO LGBT REÚNE MILHARES EM SÃO PAULO E BRADA “FORA TEMER!” EM BRASÍLIA MULHERES PROTESTAM CONTRA CULTURA DO ESTUPRO, STF, TEMER E GLOBO

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A 20ª Edição da Parada Orgulho LGBT realizada na Avenida Paulista reuniu milhares de pessoas envolvidas com o tema “Lei de Identidade de Gênero Já! Todas as pessoas contra a Transfobia”. Um tema reivindicador que tem sua discussão obstaculizada pela opressão comandada por parlamentares homofóbicos, mas que não pode enfraquecer diante das forças repulsivas.

13255940_658371367654345_1008777046313670644_n 13267913_658374137654068_5118743608670453437_n 13315439_658434460981369_8401258236654321186_n 13327460_658371370987678_1582432333301369430_n 13332900_658434464314702_7262707716443576526_nComo sempre ocorre, as milhares de pessoas presentes na avenida eram compostas dos representantes LGBT, famílias, militantes de partidos políticos, movimentos sociais, estudantes, profissionais liberais entre outros.

Como não poderia ser diferente, durante toda a parada ocorreram várias manifestações contrárias ao golpe comandado pelas mídias acéfalas entreguistas, parte do poder judiciário, parlamentares e empresários vorazes. E despontou como era esperado, o Fora Temer, já que temer é a representação mais violenta e maligna do ataque à democracia brasileira que afastou, por seis meses, a presidenta Dilma Vana Rousseff eleita com mais de 54 milhões de votos.

“Queremos lutar contra isso mostrando para sociedade brasileira que somos seres humanos que temos nossos direitos e lugar na sociedade. Não queremos nada além do nosso espaço. Queremos mudar a imagem de que a transexual e a travesti são objetos sexuais, pois temos capacidade para muitas coisas”, observou a transexual Daniela Marquezine e que desfilou no trio das transexuais.

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São Paulo- SP- Brasil- 29/05/2016- 20ª edição da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, na avenida Paulista. Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas

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Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas

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“Nós entendemos que temos que botar a cara no sol e sair do armário com nossos filhos e filhas. Mostrar que não são filhos de chocadeiras, que têm mãe, pai e irmãos. Queremos o fim da LGBT fobia, direitos iguais para nossos filhos, o fim de uma bancada fundamentalista que tenta dizer para o Brasil que a família é só homem e mulher, porque família é amor”, afirmou Ângela Moises.

ENQUANTO ISSO, EM BRASÍLIA, MILHARES DE MULHERES realizaram uma marcha contra a CULTURA DO ESTUPRO. Várias palavras de ordens foram proferidas como Mexeu com Uma, mexeu com Todas. Fere o Corpo, Fere a Alma e Mulheres Contra a Cultura do Estupro.

766b7d73-0a0b-4f1f-b5c1-d9ca29101136 6792d9dc-29f8-4b5e-89e3-0081dbc455ea 493e8578-a5d4-4f60-b273-72dd23578a5fA marcha foi até a frente do Supremo Tribunal Federal (STF) onde as manifestantes derrubaram as grades de proteção e chegaram à frente do prédio. Flores e cartazes foram colocados no colo da deusa da Justiça, Têmis, que se encontra na frente do STF. Justiça que hoje no Brasil anda com sua honestidade contestada por muitos brasileiros dado sinais de implicação no golpe. As manifestantes também protestram contra a Rede Globo que, segundo elas e parte da sociedade, estimula a cultura do estupro.

As manifestantes também protestaram contra o golpe que tomou de assalto o País.

O STF ESTÁ ENVOLVIDO NO GOLPE, AFIRMA O PROFESSOR DA UNB, MARCELO NEVES, EM ENTREVISTA A SUL 21

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Leia a entrevista que o professor Marcelo da Costa Pinto Neves, da Universidade Nacional de Brasília, UNB, concedeu a Sul 21.

O sr. é autor de um parecer, divulgado em dezembro de 2015, que classificou o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff como frágil e inconsistente. Passados quase seis meses da divulgação desse parecer e com o processo de impeachment já tramitando no Senado, como definiria a situação política que estamos vivendo hoje no país?

A situação do impeachment foi uma criação para destituir a presidente que não tem nenhum fundamento. Toda a estrutura desse processo configura o que tem se chamado de golpe, um golpe parlamentar com a ajuda do Judiciário e da grande mídia, que não tem nada a ver com a prática de crime de responsabilidade pela presidente da República. Há vários elementos que apontam no sentido oposto. O afastamento da presidente tem a ver, principalmente, com a tentativa de abafar as investigações para que elas não atingissem certos políticos hegemônicos da tradição brasileira. Recentes gravações mostram que a presidente vinha permitindo as investigações sem interferência, deixando o Ministério Público e a Polícia Federal com autonomia para atuar. A questão é que isso incomodava muitos grupos. Um ponto fundamental foi esse.

Outro, evidentemente, é que as políticas sociais incomodavam grupos tradicionais das elites brasileiras. Esses foram os elementos fundamentais. Crise econômica, nós já passamos mais graves no governo Sarney e no governo Fernando Henrique. Isso não justificou o impeachment desses presidentes porque, no presidencialismo, uma política econômica frágil e mal conduzida em certo momento não é suficiente para a destituição do chefe de governo. Isso ocorre no sistema parlamentarista.

As chamadas pedaladas fiscais não configuram caso de crime de responsabilidade. Já existem muitos estudos sobre isso. Além disso, essas pedaladas foram praticadas abundantemente antes pelo próprio presidente Fernando Henrique Cardoso, que abusou de decretos para a abertura de créditos suplementares. Na época, o Tribunal de Contas da União só encaminhava recomendações para que as contas fossem saneadas. Nunca houve sequer reprovação das contas, quanto mais um impeachment que implica crime de responsabilidade. Então, o TCU também está envolvido nesta trama, na construção deste casuísmo para enfraquecer a presidente e permitir esse impeachment que, na verdade, fere a Constituição porque a tipificação do crime de responsabilidade inexiste.

No presidencialismo, a destituição de um presidente exige que se caracterize o crime de responsabilidade ou o crime comum, que iria para o Supremo. Mas não há caracterização de crime comum nem de crime de responsabilidade. Então, o que vem se dizendo sobre o golpe justifica-se amplamente.

O sr. concorda, então, que estamos vivendo um golpe em curso ou mesmo já efetivado?

Sim, é um golpe que está em curso e que pode se consumar. Não é um golpe clássico, no sentido estrito do termo, com o emprego de violência. É um golpe fundado numa ideologia, numa criação ilusória de que se está atuando de acordo com a Constituição, quando, na verdade, está se atuando para corroer a Constituição, prejudicando o funcionamento normal da ordem constitucional.

Quais são as possíveis consequências dessa quebra da ordem constitucional para a vida do país no médio e longo prazo?

O que pode ocorrer, caso se consume um abuso desse tipo, é termos sempre um perigo pairando sobre qualquer governo contrário aos interesses das elites dominantes. Esse governo não vai conseguir se manter no poder, pois sempre se poderá recorrer a esse precedente. O grande perigo é que essa prática se torne uma rotina na nossa vida política, tendo como alvo presidentes que tenham uma postura transformadora, vinculada a movimentos populares. Isso cria mais instabilidade inconstitucional no país.

O sr. mencionou a participação do Judiciário neste processo de construção do golpe, juntamente com parlamentares e a grande mídia. O STF, que é a nossa última trincheira constitucional, também foi arrastado para essa crise ou está envolvido ativamente nela. Qual sua avaliação sobre a conduta do STF neste processo do golpe?

Acho que o STF está envolvido neste processo, pois está muito parcial. Ele tem tomado medidas que, às vezes, são muito duras para setores do governo e muito parcimoniosas, lenientes e favoráveis a grupos pertencentes à política tradicional brasileira. Além disso, o STF tem se manifestado e prejulgado casos que ainda vai avaliar. Isso tem acontecido com vários ministros, como Gilmar Mendes, Celso de Mello e Cármen Lúcia, que se manifestaram dizendo que o que está acontecendo não é golpe. Estão se manifestando sobre algo que eles podem ter que vir a julgar. Isso fere todas as normas de imparcialidade. Eles não poderiam se manifestar sobre o assunto exatamente porque eles poderão ter que julgar se há vícios no processo do impeachment. Eles estão prejulgando ao falar antecipadamente. Isso poderia, em certos casos mais graves, levar até mesmo ao impeachment de um ministro do Supremo se a gente estivesse atuando, realmente, de acordo com as regras do Estado de direito.

Considerando que o STF é o guardião da Constituição, a quem a sociedade pode recorrer quando ocorre uma quebra da ordem constitucional e aquele que deveria ser o principal defensor do Estado de direito se comporta dessa maneira?

Acho que aí vamos precisar dos movimentos populares. Isso tem que vir mais de baixo. A mobilização popular pode pressionar e provocar uma modificação da situação atual e reorientar algumas posições. Como a coisa está ficando tão descarada com as recentes gravações, isso também vai aumentando o constrangimento dos poderes públicos. É possível que até mesmo o Supremo se veja constrangido a mudar suas posições e ser mais rigoroso com esses grupos de elites tradicionais, em relação aos quais eles não tomam nenhuma providência em processos que duram de cinco a dez anos. Políticos como Sarney e Renan têm um poder muito grande no Judiciário porque eles definem normalmente quem entra lá. Você não pode ir para o Supremo sem beijar a mão de Sarney. Isso torna muito difícil esses ministros fazerem alguma coisa contra esses políticos que controlam as nomeações para os altos postos do Judiciário.

Toda a estrutura está corrompida. O Judiciário também está corrompido, neste sentido. Agora, a natureza das gravações que estão surgindo pode aumentar o constrangimento desses poderes e, em certo momento, inverter o jogo, pois pode ficar mais difícil justificar certas decisões.

Há alguns dias, o sr. advertiu para o risco do surgimento de um Estado policial no Brasil em função do perfil de Alexandre de Moraes, novo ministro da Justiça de Michel Temer. Qual a dimensão desta ameaça, na sua opinião?

O perfil do atual ministro da Justiça é um perfil muito mais de repressão. A ligação dele com os cargos públicos sempre foi ligada à dimensão repressiva e nunca à dimensão dos direitos. Então, evidentemente, vai haver uma fragilização dessa dimensão dos direitos e uma ênfase na repressão. Isso já foi dito explicitamente e está registrado em gravações. Em uma delas, o ex-ministro do Planejamento Romero Jucá disse que já tinha falado com os militares para reprimir o MST. Ou seja, há toda uma ordenação de um aparelho repressivo mais eficiente contra os movimentos sociais. Não há pessoa com perfil mais adequado à essa orientação do que o atual ministro.

Na sua avaliação, a Constituição de 1988 deixou alguma fragilidade institucional que está ajudando a desestabilizar a relação entre os poderes e a própria democracia brasileira?

Acho que o problema básico não é a Constituição como texto elaborado. A Constituição sempre deixa um campo aberto para as práticas constitucionais. O problema é a forma como ela foi construída. É claro que é possível pensar novos mecanismos de participação como, por exemplo, para a escolha de ministros do Supremo. Mas isso, me parece, não é o mais importante. O que é mais importante está ligado à prática de funcionamento das instituições. Em um país onde existem algumas pessoas muito privilegiadas, que eu chamo de sobrecidadãos, que estão acima da lei, e uma massa de pessoas, que eu chamo de subintegrados ou subcidadãos, que não têm acesso aos direitos básicos, é muito fácil para os primeiros manipular a Constituição. Então, eu penso que é mais o momento da realização, da prática, que acaba deformando a Constituição.

O modelo americano de escolha é muito parecido com o nosso, mas o Senado tem um papel muito sério. Quando um ministro é indicado pelo presidente para assumir a Suprema Corte americana, professores e especialistas são convidados para avaliar esse nome. Há um amplo debate público e funciona relativamente bem. No Brasil, essa indicação virou apenas um jogo particularista de esquemas políticos para colocar uma pessoa que vai corresponder não a uma determinada visão de mundo, mas sim a determinados particularismos de grupos. Aí, realmente, a deformação e a deturpação da Constituição se tornam o problema mais grave no nosso caso.

O “ativismo jurídico” tornou-se uma expressão muito repetida hoje no debate político e jurídico brasileiro. Qual sua avaliação sobre o sentido dessa expressão?

Esse ativismo judicial que seria uma tendência à judicialização da política tem sido entendido como se o Direito se ampliasse no campo político. Essa é uma interpretação um pouco infeliz porque, na verdade, em grande parte o que há é uma politização do judiciário. Não é que o Judiciário, com critérios jurídicos, se amplia e se torna forte para controlar o poder político. No caso brasileiro, há uma dimensão mais grave neste fenômeno: o Judiciário é politizado e acaba se vinculando aos interesses de grupos políticos. Isso é muito mais grave e representa uma ameaça para o próprio funcionamento da democracia. São pessoas com poder vitalício, adquirido sem eleição e sem periodicidade, podando e prejudicando o funcionamento do processo democrático.

O sr. defende a possibilidade de eleição no Poder Judiciário?

Não. Acho que isso seria problemático. O que defendo é que o Judiciário reconheça as suas funções e seus limites, ficando ligado à Constituição e aos critérios constitucionais. Em alguns países como a Suíça, em nível municipal, e os Estados Unidos, os juízes são eleitos pela comunidade. Acho que no Brasil isso seria um tanto catastrófico em função da forma pela qual o nosso sistema eleitoral é conduzido.

TEMER, GOLPISTA, O BREVE RECEBE NO JABURU, SÁBADO À NOITE, SEM AGENDA OFICIAL GILMAR MENDES DO STF E STE. PRATO DO REGA BOFE: GOLPE E CARANGUEJO

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Qual a intenção de um golpista citado na Lava Jato receber às esconidas um ministro do STF que a partir de terça-feira assume os processos dessa operação?

Como fica o STF numa situação dessas depois de uma série de outras situações escandalosas?

Nos diálogos entre o ex-presidente da Transpetro, ex-senador do PSDB, Sérgio Machado, e o carta fora do golpe Romero Jucá, com o senhor dos anéis, Renan Calheiros, seu padrinho político e o ex-presidente biônico, José Sarney uma das maiores preocupações dos golpistas eram onde se reunirem. Na casa de quem sem serem vistos.

Vamos nos encontrar na casa do Renan. Não, não dá. Chega muita gente lá. Pode ser na sua casa, presidente? Pode mas desde que só com duas pessoas que nesse caso é reunião. Mais de três já é comício.

Esses golpistas temiam ser vistos em público se dirigindo para a casa de um deles, pois desconfiavam da trama ser descoberta. Precisavam fazer tudo secreto. Só não “sacaram” o que Jean Baudrillard  falou e escreveu, que o segredo do secreto é não ter segredo.

Pois bem, neste sábado à noite, 28 de maio de 2016, o Ministro do Supremo Tribunal Federal e atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral Gilmar Mendes deu uma escapulida e foi bater no Jaburu, residência oficial do inquilino golpista do Planalto.

Só não esperava que o Deputado Federal do PT do Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta fizesse a denúncia, assim como outras pessoas pelas redes sociais.

“Agora à noite, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral e do STF que vai julgar o pessoal citado na Lava Jato é recebido no Jaburu sem está na agenda oficial. Se fosse Lula e Dilma que recebesse o  ministro do TSE e do STF sem estar na agenda, políticos e a imprensa golpista, covarde  tratariam como um escândalo. Neste momento ninguém diz nada, acham que é normal, mas não é normal, temos que denunciar porque é parte do golpe”, declarou o deputado que é uma pimenta contra o golpe à democracia e à presidenta Dilma Vana Rousseff.

Concordamos com o deputado e com todos os internautas que divulgaram a fugidinha do ministro que precisa passar por um anti-dopping. Lá em São Paulo tem um tal de Villa que todo dia critica a agenda do Prefeito Fernando Haddad. Esperneia de todo jeito até ter sido trolado outro dia.

Que esse governo golpista, escrachado, sem reconhecimento público não tem nossa consideração é uma verdade. Só não podemos concordar que venha tramando na calada da noite. Um ministro, sem agenda oficial frequentar a casa do golpista-mor numa noite de sábado, sabendo que o mor está com medo tremendo da delação do derrubador de árvores, resolveu chamá-lo para falar alguma coisa sobre o processo da Dilma com ele no Superior Tribunal Eleitoral e no que pode fazer com a falação de Sérgio Machado que já declarou que ajudou seu menino. Temer é presidente do PMDB, foi quem negociou toda a grana das campanhas do partido é por isso que está só um cagaço, que nem os Cunha. Aécio e o suíço que a Torre da Inglaterra espera.

A semana para eles foi péssima em todos os sentidos. Escândalos, bolsa de valores operando negativamente, Dilma disparando na confiança do povo brasileiro, políticos sendo defenestrados, achincalhados, cuspidos, expulsos de lugares públicos, vaiados pela internet por não participar de evento em Nova York, o golpe tendo apoio declarado do governo norte americano, deputado amazonense sendo considerado o mais corrupto de todos, congresso no fundo do poço donde só cinco escapam. Serei eu, Mestre!?

O calendário de manifestações contra o golpe, contra Gilmar Mendes e contra todos os golpistas prosseguem neste domingo em Chapecó, Floripa, Curitiba, Milão, na Itália, Ponta Grossa, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Sorocaba, São Paulo dentre outras cidades e capitais.

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Em São Paulo, hoje, domingo teremos a grande parada LGBT na Avenida Paulista que escrachará os golpistas e prosseguirão eventos de toda natureza protestando contra essa violência contra nossa democracia. As ruas do nosso país desde o dia 17 de abril não dormem mais e não dormirão enquanto os golpistas, sem voto, sem aceitação popular não saírem do Palácio onde empossamos Dilma no dia 01 de janeiro de 2014. Os golpistas não passarão.

 

Um Supremo Tribunal da Farsa?

Antonio Cruz / Agência Brasil

O STF que deveria ser o principal guardião institucional da Constituição democrática, vem sendo escandalosamente o principal legitimador de sua violação.

Juarez Guimarães

Frente a um Congresso Nacional enxovalhado por denúncias de corrupção e a um golpista interino que já assume com esmagadora rejeição da opinião pública, o sistema judiciário que vai da Lava-Jato a Procuradoria-Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal passou a ser a principal peça de legitimação do golpe. Se é verdade que até a mais violenta ditadura ou regime de exceção  procura uma razão jurídica para cobrir a sua ilegitimidade, é preciso identificar que a singularidade da situação brasileira é exatamente que o processo de judicialização está desde o início no centro da sua viabilização e legitimação. Este foi exatamente o ponto da retórica do representante dos EUA em reunião da OEA: a legalidade prova que o impedimento da presidenta pelo funcionamento maduro das instituições da democracia não é golpe!

Esta retórica de que o poder democrático migrou definitivamente para o arbítrio de tribunais  veio a público no dia 23 de abril, em um Fórum promovido pela revista Veja, em palestra do ministro do STF, Luís Roberto Barroso, e do juiz Moro. A fala do ministro do STF, exatamente pelo progressivismo de suas posições, é a testemunha mais gritante da defesa do poder absoluto de sua corporação.

Esta retórica do poder absoluto do STF compõe-se de três peças. A primeira é a completa desqualificação da política: “O sistema político é um filme de terror que, tal como é hoje, reprime o bem e potencializa o mal”. Daí, a sequência acriticamente apologética: “Se punir corruptos fosse a regra, Moro e Joaquim Barbosa não seriam heróis nacionais”. Em sua palestra, o ministro defendeu inclusive o fim do foro privilegiado para políticos em exercício de suas funções.

Em seguida, a defesa da completa neutralidade e impossibilidade da corrupção não apenas do poder judiciário mas de qualquer membro do Supremo Tribunal Federal: “Acesso no sentido de influenciar com qualquer componente indevido uma decisão do ministro do Supremo, eu duvido muito que isto aconteça. Acho que isso é uma não possibilidade, isso, simplesmente, não acontece.”

A terceira peça retórica é a afirmação do sentido absoluto do STF, isto é, a sua posição de decidir por último e de forma incondicionada na democracia: “É impensável que alguém tenha a capacidade de paralisar as investigações. Ou que qualquer pessoa pode ter acesso ao Supremo para parar as investigações. O ministro que chega ao Supremo só responde à sua biografia e a mais ninguém.”

Esta retórica deve ser justa e democraticamente  denunciada como uma retórica do Terror  judicial. Pois é exatamente – como se estuda nas teorias republicanas e  democráticas – quando se judicializa  plenamente a democracia que mais se politiza o poder judiciário. É exatamente o contrário do que afirma Barroso: torna-se impensável, uma não possibilidade, em que em um ambiente de acirradas lutas judicializadas, o poder judiciário não seja, ele próprio, vazado, atravessado e submetido às forças políticas em luta pelo poder.

Moro e Joaquim Barbosa não são “heróis nacionais”. São personagens midiáticos de um populismo penal que foram mitificados exatamente porque utilizaram seu poder seletivamente para punir políticos aos quais as grandes empresas de mídia fazem oposição.

Quando à afirmação de que “um juiz do Supremo só deve responder à sua biografia”, ela não passa de um delírio escandaloso de poder absoluto. Até a tradição que legitimava o poder absoluto dos reis afirmava que eles, afinal, deviam prestar contas a Deus por seus atos. E não apenas a si próprios. Está na Constituição democrática brasileira que um juiz do Supremo pode vir a sofrer impedimento caso cometa crime de responsabilidade contra a Constituição que deve defender.  

Treze perguntas e uma sentença

Qualquer tribunal , que seguisse os preceitos democráticos e de defesa dos direitos humanos da ONU, decidiria exatamente em oposição ao STF brasileiros nas treze questões seguintes. Não há como negar que o STF brasileiro vem sistematicamente decidindo, por abuso de poder ou por vergonhosa omissão, contra a Constituição e contra as leis democráticas.

Pode um juiz federal decretar prisões em série por tempo indeterminado de acusados antes de serem julgados, passando por cima da presunção da inocência, do direito de defesa, do devido ônus da prova, por cima de razões excepcionais e legítimas que justifiquem a prisão cautelar?  

Pode um juiz federal ou a procuradores federais dirigirem um processo de acusação que viola diariamente o segredo de justiça previsto em lei, que vaza de forma seletiva e politicamente orientada delações premiadas para empresas de mídia partidarizadas?

Pode um juiz federal e um procurador-geral da República repassar para uma empresa de mídia gravações telefônicas criminosas, obtidas sem autorização, da presidente da República?

Pode um juiz federal mandar grampear escritórios de advocacia que atuam em defesa dos acusados em processo que dirige?

Pode um juiz federal, de forma reiterada, e de forma acintosamente midiática contra um ex-presidente da República, impor depoimentos coercitivos a pessoas que nem estão indiciadas e que se dispõem civilmente a prestar depoimentos?

Podem agentes da Polícia Federal responsáveis por dirigir investigações, de profundo impacto político, promover publicamente campanhas de difamação da presidente da República?

Pode um membro do STF emitir juízos partidários, reunir-se secretamente e promover seminários com lideranças partidárias que o indicaram para ministro, defender e violar escandalosamente o princípio da imparcialidade em julgamentos a favor de seu partido?

Pode um ministro do STF de públicos e notórios vínculos, protagonismos e juízos partidários presidir um Tribunal Superior Eleitoral?

Pode um STF impedir a posse, por decisão monocrática, de um cidadão ex-presidente não indiciado ou sequer acusado de tomar posse como ministro e, logo depois, permitir que nove ministros investigados por corrupção assumam seus cargos em um novo governo ilegítimo?

Podem ministros do STF sistematicamente omitirem juízos públicos prévios a processos que irão julgar sem o exame qualificado das razões que virão a justificá-los?

Pode o Procurador-Geral da República vazar criminosamente trechos de delação premiada, sob segredo de justiça, de um senador que acusa a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula para justificar midiaticamente um pedido de seus indiciamentos?  

Pode o STF, casuisticamente e sem amparo legal,  decidir em horas a prisão de um senador flagrado em fala gravada sem autorização judicial de manifestar intenção de influenciar ministros do STF e, logo depois, nada decidir sobre  outro senador, presidente de um partido, ministro e reconhecido com um dos principais articuladores do golpe parlamentar, que declara haver conspirado com ministros do STF para abafar a investigação sobre corrupção?

Pode o STF permitir que um presidente da Câmara Federal, gravemente denunciado e com provas robustas de corrupção sistemática, dirija e organize o processo de impeachment de uma presidente sob a qual não pesa nenhuma acusação?

Enfim, uma sentença. Vários ministros do STF, com exceção de dois, já anteciparam seus votos de que não são a favor de um julgamento de mérito do processo de impeachment por crime de responsabilidade em razão de um princípio de “auto-contenção” do poder Judiciário frente ao poder do Congresso Nacional. O argumento é claramente inconstitucional: a Constituição prevê exatamente que o papel do STF, tendo como referência os princípios previstos na constituição, zele para que nenhum dos poderes da República cometa abusos de poder. Se não há crime de responsabilidade claramente tipificado, o processo de impeachment é golpe. O que caracteriza o mais grave abuso de poder!  

Nem coerente é: o STF não decidiu pelo “afastamento temporário” do presidente da Câmara mas, oportunisticamente, só após a votação do impeachment na Câmara Federal? A auto- contenção só vale para legitimar o golpe, para tirar sua mancha após o acontecido? Ou para favorecê-lo como no caso do impedimento arbitrário da posse de Lula?

Se o STF decidir pela legalidade do impeachment, então, ele terá consolidado – uma teoria republicana e democrática não autorizaria senão este juízo –  o seu insubstituível papel de Supremo Tribunal da Farsa!

Democracia contra o Terror judicial

Se é verdade que o STF assume crescentemente o papel de principal fiador do governo golpista e ilegítimo de Temer – que está sendo escandalosamente protegido de ser indiciado  pelo Procurador-Geral da República, apesar de inúmeras denúncias e provas de corrupção – , então, a denúncia da inconstitucionalidade de suas decisões, de seu arbítrio, de seu casuísmo sempre a favor do golpe, de sua evidente parcialidade, deve ocupar um lugar central  na luta democrática.

Esta luta democrática deve ser travada em dois níveis, nacional e internacionalmente. Em primeiro lugar, é preciso dar voz, dar publicidade, ouvir e amplificar  as razões da imensa massa de juristas que vêm criticando, denunciando e condenando o processo de judicialização do golpe. O povo brasileiro precisa hoje das razões do constitucionalismo democrático e republicano para defender seus direitos como de um pão para quem tem fome.

Em segundo lugar, já é hora da Frente Brasil Popular e da Frente Povo sem Medo  colocarem no centro da pauta o impedimento do ministro Gilmar Mendes, como já propôs o sempre brilhante colunista Jefferson Miola, e uma campanha pública para que o STF julgue pela ilegalidade do impeachment sem crime de responsabilidade.

É o caminho democrático e republicano na luta contra a corrupção que deve prevalecer. O que o STF está a fazer, de fato, é proteger a grande coalizão PSDB/PMDB que hoje organiza a impunidade dos corruptos.

Sem provas contra Lula, MPF vaza diálogo inventado

Pedro Correa foi condenado pelo juiz Sergio Moro a mais de 20 anos de cadeia por ter praticado 72 crimes de corrupção e 328 operações de lavagem de dinheiro. Foi para não cumprir essa pena na cadeia que ele aceitou negociar com o Ministério Público Federal uma narrativa falsa envolvendo o ex-presidente Lula, inventando até mesmo diálogos que teriam ocorrido há 12 anos.

É repugnante que policiais e promotores transcrevam essa farsa em documento oficial, num formato claramente direcionado a enxovalhar a honra do ex-presidente Lula e de um dos mais respeitáveis políticos brasileiros, o falecido senador José Eduardo Dutra, que não pode se defender dessa calúnia.

O Estado de Direito não comporta esse tipo de manipulação, insidiosa e covarde, nem por parte dos agentes públicos nem dos meios de comunicação que dela se aproveitam numa campanha de ódio e difamação contra o ex-presidente Lula.

A utilização desse recurso nojento é mais uma evidência de que, após dois anos de investigação, a Lava Jato não encontrou nenhuma prova ou sequer indício de participação de Lula nos desvios da Petrobras, porque o ex-presidente sempre agiu dentro da lei. E por isso apelam a delações mentirosas.

Assessoria de imprensa do Instituto Lula

Nota para Rede Globo sobre novas calúnias da revista Veja

Há mais de dois anos o ex-presidente Lula tem suas contas, impostos, viagens e conversas devassadas e não se encontrou nenhum fato que o associe aos desvios da Petrobrás, porque Lula sempre agiu dentro da lei.

O ex-presidente não participou, não foi conivente e muito menos organizou qualquer tipo de ação ilegal, e a os investigadores da LavaJato sabem disso.

Não se pode tomar como verdade a palavra de réus confessos, que negociam acusações sem provas em troca de sair da cadeia.

Nem se pode levar a sério mais uma reportagem caluniosa da revista Veja, que há décadas mente e faz campanha contra o ex-presidente.

Diante da evidência de mais um vazamento ilegal, os advogados do ex-presidente Lula vão requerer acesso ao suposto depoimento do réu Pedro Correia, para tomar as medidas cabíveis diante de mais uma arbitrariedade contra Lula.

Assessoria de imprensa do Instituto Lula

PESQUISAS MOSTRAM CRESCIMENTO DE DILMA E CONFIRMAM GOLPE NATIMORTO: DILMA DISPARA DE 18 PARA 33% DE CONFIANÇA DO POVO BRASILEIRO

 

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As pesquisas de opinião ultimamente estavam pródigas. Elas existiam, claro, só que não vinham a público porque desmascarava os golpistas.

Existem várias delas. Várias federações, instituições as solicitaram. A CNI não pagou uma pesquisa? A FIESP do pato e dos sanduíches  de mortadela e muita grana do PSDB, PMDB, DEM, PP, SD para o MBL do  Kim Katiguiri não pagou pesquisas?

Desde o golpe, que afastou  a presidenta do cargo  ela já subiu 15 pontos percentuais, segundo o Ibope. 

“Dilma passou de 18% para 33% de confiança”, diz Carlos Augusto Montenegro, presidente do Ibope, em declaração publicada na coluna de Maurício Dias, na Carta Capital. 

“Dilma teve crescimento de 15 pontos comparado com números de duas outras pesquisas anteriores. A primeira, já divulgada, realizada em março, entre os dias 17 e 20, e a segunda, em meados de abril, de 14 a 18. 

“As duas mostraram certa estabilidade no porcentual de confiança, mas ainda mantinham extremo o grau de desconfiança dos eleitores. Números da terceira pesquisa, de maio, indicam um impacto forte nos índices “confia”, para cima, e “não confia”, para baixo. A queda da desconfiança é expressiva. Caiu de 76% para 65%. Percentuais ainda preocupantes. Projeta, porém, tendência de queda. O resultado surpreende. Dilma, tudo indica, está em processo de recuperação política. A velocidade do caminho será ditada pelo possível fracasso do governo provisório de Temer”, relata Dias.

De acordo com o presidente do Ibope, uma das explicações é que o índice de confiança subiu a partir das pessoas que consideravam o governo “regular. “Existe o regular positivo. Não se deu atenção a isso. Muita gente veio do regular”, diz Montenegro. 

Montenegro ainda fala sobre a relação do grupo de eleitores “criados” pela solidariedade à Dilma. “Ainda não sei em que proporção”, admite. “

Todos esses dados  podem ser levados em consideração sim. Mas o que não pode deixar de ser citado é que a presidenta não cometeu nenhum crime. Os decretos, o plano safra nunca caracterizaram crimes.

Pelas gravações que tem se tornado pública ultimamente, pelas manifestações que não consideram legítimo Temer na presidência, pelos escrachos que golpistas vem sofrendo em aeroportos, cidades, faculdades e praias dão a tônica para demonstrar que o governo de Dilma eleito democraticamente, mesmo enfrentando dificuldades, não levaria o país para a situação que vive hoje de instabilidade.

Com as gravações, delações percebemos que a direita que não ganha uma  eleição neste país não tinha e não tem como chegar ao poder. A única forma era essa. E para que o feito se estabelecesse era preciso um pacto envolvendo todas as instituições do Estado. Não escapa uma. Câmara dos Deputados, Senado, PGR, STF, imprensa, especialmente a Globo, Revista Veja, Época, Isto é, Folha de São Paulo, Estadão, dentre outros. Era preciso calar, brecar a Lava Jato. A operação foi  longe demais.

Tudo isso, traz para as pessoas um quadro que demonstra o ocorrido no Brasil como verdadeiro golpe. E nós, sempre falamos golpe, golpe.

 

 

IMPRENSA GOLPISTA MAIS UMA VEZ DIVULGA O QUE A MAIORIA DO POVO JÁ SABIA: O ALIENADO MBL ERA FINANCIADO PELO PSDB, DEM, PPS, PMDB E SOLIDARIEDADE

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A imprensa golpista mais uma vez divulga o que a maioria do povo brasileiro já sabia: os ex-coxinhas, hoje trouxinhas, do Movimento Brasil Livre (MBL) que de movimento, Brasil e livre não tem qualquer signo referente às potências das três enunciações democráticas, era financiado pelos partidos reacionários que entulham o país: PSDB, PMDB, DEM e Solidariedade.

         Os partidos que trabalham para o capital estrangeiro, principalmente o norte-americano, com o objetivo de entregar o Brasil nas mais do neocolonialismo, pagavam os trouxinhas para realizarem protestos em favor do golpe contra Dilma e a democracia brasileira.

     Os paus mandados e lambe-botas, da escória partidária, como sôfregos capitalistas, se empenharam a contendo mostrando até suas capacidades de aprendizagem das técnicas nazifascistas para colocarem em evidências suas práticas.

      Um dos chefes da organização alienada tem como ídolo Eduardo Cunha, mas que depois de sua falsa deposição pelo Supremo Tribunal Federal (STF) andou afirmando que não tinha qualquer amizade com o homem dos milhões de dólares na Suíça.

         Segundo a reportagem os trouxinhas recebiam auxílio financeiro, material e de transportes para poderem se deslocar e praticarem suas grotescas e ridículas exposições porra-loucas. A epígona – aquele que nasce com os cabelos brancos, como diz o filósofo Nietzsche – juventude do PSDB – como pode haver juventude em partido retrógado se ele já é sensorial, cognitiva e eticamente anciã? – também recebeu financiamento, de acordo com a matéria divulgada.

        Só o gato angorá, Moreira Franco, ministro tropa de choque do golpe amicíssimo do golpista-maior Temer, contribuiu para a confecção de 20 mil panfletos ao MBL, através da Fundação Ulisses Guimarães – Ah, se o doutor Ulisses soubesse – cujos dizeres eram: “Esse impeachment é meu”.

      Na verdade, uma frágil simulação, já que a maioria da sociedade sabia qual era o lema para ser lido: “Esse golpe é meu”. Ou: “Em defesa da corrupção!”  

MAURÍCIO DIAS MOSTRA QUE IBOPE AFIRMA QUE DILMA CONTINUA CRESCENDO

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Em sua coluna Rosa dos Ventos, na Carta Capital, o jornalista ético e engajado, Maurício Dias, mostra que pesquisas do IBOPE afirmam que Dilma há dois meses vem aumentando seu grau de preferência na opinião pública. As pesquisas mostram, também, que as novas pesquisas demonstrarão que a presidenta terá boas surpresas: sua tendência é aumentar sua aprovação diante da opinião pública. 

           Leia a matéria de Maurício Dias, analise e vigore mais anida sua consciência democrática.

        Uma pesquisa inédita do instituto de pesquisa indica que, após o afastamento, a presidenta recupera parte do apoio perdido, embora mantenha um elevado índice de rejeição

A expectativa política no Brasil de hoje está ancorada na resposta para a seguinte pergunta: a presidenta Dilma voltará ao poder, ou não voltará, após sofrer um “golpe de Estado suave”, para usar a sublime avaliação sobre o tema feita recentemente pelo papa Francisco?

Não há milagre capaz de sustentar com segurança uma das duas respostas possíveis a essa indagação: não e sim. Nesta ordem. Em princípio, tudo parecia perdido para Dilma, assim como parecia certo para Temer, ganhar a oportunidade de completar o restante do mandato iniciado em 2015.

Antes mesmo de tropeços na ineficiência administrativa do governo provisório e das revelações escandalosas saídas das entranhas do PMDB, surgiu uma mudança importante no comportamento do eleitor favorável à presidenta afastada.

Não é indício. É fato revelado por pesquisa inédita do Ibope, realizada após a consumação do golpe.

“Dilma passou de 18% para 33% de confiança”, diz Carlos Augusto Montenegro, presidente do Ibope, em econômica revelação dos resultados da pesquisa feita em meados de maio. Não foi feita avaliação do governo interino.

Dilma teve crescimento de 15% comparado com números de duas outras pesquisas anteriores. A primeira, já divulgada, realizada em março, entre os dias 17 e 20, e a segunda, em meados de abril, de 14 a 18 (tabela). Esta última inédita.

As duas mostraram certa estabilidade no porcentual de confiança, mas ainda mantinham extremo o grau de desconfiança dos eleitores. Foram realizadas antes dos resultados da votação de admissibilidade do afastamento de Dilma na Câmara e no Senado.

Números da terceira pesquisa, de maio, indicam um impacto forte nos índices “confia”, para cima, e “não confia”, para baixo. A queda da desconfiança é expressiva. Caiu de 76% para 65%. Percentuais ainda preocupantes. Projeta, porém, tendência de queda.

O resultado surpreende. Dilma, tudo indica, está em processo de recuperação política. A velocidade do caminho será ditada pelo possível fracasso do governo provisório de Temer.

Montenegro tem algumas explicações. Ele sabe, no entanto, que o Brasil não está diante de um fenômeno e alerta para um “erro” cometido pela mídia. Ela punha o foco na baixa avaliação do governo. Destacavam o “bom e ótimo” que desceu a 8%. Quase no fundo do poço. Deixava de lado, no entanto, o porcentual da resposta “Regular”.

“Existe o regular positivo. Não se deu atenção a isso. Muita gente veio do regular”, diz Montenegro. Um erro politicamente premeditado. Inserido perfeitamente no contexto do golpe.

Montenegro medita sobre a relação do grupo de eleitores “criados” pela solidariedade à Dilma. “Ainda não sei em que proporção”, admite. Resta agora aguardar as próximas pesquisas. Elas podem inquietar alguns senadores.

GLOBO TENTA ENVOLVER DILMA NA SORDIDEZ DE SEUS COMPARSAS GOLPISTAS, MAS DILMA MOSTRA SUA SUPERIORIDADE

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A sociedade brasileira sabe que a Rede Globo tem um passado imoral cheio de trapaças e conspirações contra os que ela elege como inimigos. Os que defendem a democracia. Mas sua imoralidade não se resume ao seu passado, também é sentida em seu presente com sua clara participação no golpe que afastou a presidenta Dilma Vana Rousseff da presidenta da República eleita com mais de 54 milhões de votos. Fato mostrado nas gravações que no momento são divulgadas envolvendo o ex-senador do PSDB, Sérgio Machado, ex-ministro golpista, senador Romero Jucá, senador Renan Calheiros, presidente do Senado, e o ex-presidente biônico, José Sarney. Como a Rede Globo é atavicamente conspiradora, é certo que seu futuro continuará seu passado e seu presente.  

Aproveitando um conversa de passagem entre Machado e Sarney, em que se referem à Odebrecht, em que os dois falam o nome de Dilma e sua campanha para reeleição e, consequentemente, seu marqueteiro João Santana, a emissora golpista insinua que Dilma pagou o marqueteiro com verba da empresa Odebrecht. Um lance próprio de quem sente que seu projeto maior, no momento atual, a permanência do golpista Temer no governo, encontra-se em total anemia. Em direção ao seu ponto inicial: o sepulcro dos inomináveis.

Diante da acusação torpe, Dilma, com sua superioridade de mulher constituída pela virtude histórica que só os originais estadistas carregam – virtude histórica que nenhum golpistas é traspassado -, divulgou uma nota desmascarando a trapaça da emissora alienada e alienante.

Leia a nota e confirme a superioridade da presidenta do Brasil e a baixeza da emissora criada com o capital norte-americano, que apoiou a ditadura e, de quebra, conspirou diretamente para a concretização do golpe fogo-fátuo, já que se encontra “se desmanchando no ar (Marx)” da sordidez.

Acerca da divulgação do teor de conversas gravadas em que se atribui à presidenta Dilma Rousseff a solicitação de pagamento ao publicitário João Santana pela empresa Odebrecht, cumpre esclarecer que:

1. Todos os pagamentos feitos ao publicitário João Santana na campanha da reeleição de Dilma Rousseff totalizaram R$ 70 milhões (R$ 50 milhões no primeiro turno e R$ 20 milhões no segundo turno). Os referidos pagamentos foram regularmente contabilizados na prestação de contas aprovadas pelo TSE.

2. Os valores destinados ao pagamento do publicitário, conforme indica a prestação de contas, demonstram por si só a falsidade de qualquer tentativa de que teria havido outro pagamento não contabilizado para a remuneração dos serviços prestados.

3. É curioso que pessoas que estiveram distantes da coordenação da campanha presidencial, de sua tesouraria, possam dar informações de como foram pagos e contabilizados os recursos arrecadados legalmente para a sua realização. Comentários feitos em conversas entre terceiros e que não apontam a origem das informações não têm nenhuma credibilidade.

4. As tentativas de envolver o nome da presidenta Dilma Rousseff em situações das quais ela nunca participou ou teve qualquer responsabilidade são escusas e direcionadas. E só se explicam em razão de interesses inconfessáveis.

Assessoria de Imprensa
Presidenta Dilma Rousseff

 

PERDÃO CORPUS CRISTI! SEU MACHADO, ‘MIM DINGA’: QUEM É O CARA QUE NÃO EXISTE OUTRO MAIS CORRUPTO QUE ELE? “O CARA MAIS CORRUPTO QUE AQUELE NÃO EXISTE, PAUDERNEY AVELINO”

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Conversa entre dois parceiros, o ex-senador pelo PSDB, Sérgio Machado e o senador Renan Calheiros, presidente do Senado, que lutaram pelo golpe contra Dilma e a democracia brasileira.

A conversa faz parte das gravações feitas por Machado com os senadores Romero Jucá, Renan e o ex-presidente biônico, José Sarney. Os dois senadores foram denunciados na Lava Jato. Aí o motivo para expulsar Dilma do governo e colocar o insípido golpista-maior, Temer. Machado fez as gravações para tentar se salvar da Lava Jato.

Embora essa seja a segunda parte da gravação de Machado com Renan, extraímos apenas o trecho que interessa profundamente ao povo amazonense, apesar de interessar ao Brasil inteiro e a democracia como um regime universal. A gravação foi feita no dia 11 de março e se encontrava com o procurador-geral da República e o ministro Teori, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) e que, com essas gravações em mãos, poderiam ter impedido o golpe.

“SÉRGIO MACHADO – Aquele cara Pauderney. Um cara mais corrupto que aquele não existe, Pauderney Avelino.

RENAN – Pauderney”.

Para quem não sabe – quase impossível ninguém saber -, Pauderney é produto do que há de mais reacionário e atrasado no estado do Amazonas em forma de demagogia partidária. O atraso do meu pirão primeiro. É amicíssimo do ex-governador Amazonino Mendes, acusado de compras de voto para reeleição de Fernando Henrique, e, também, amigo de Arthur Neto, prefeito de Manaus, a cidade engolida pelos buracos, além de ter convivido com o ex-governador Gilberto Mestrinho. É um produto perfeito dos mais de trinta anos de indigência política no Amazonas.

Para finalizar a pergunta do interessado brasileiro sobre corrupção. Pauderney foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado Amazonas a devolver R$ 4.600 do dinheiro público que se apropriou, segundo o egrégio tribunal, de aluguéis de prédios pela prefeitura de Arthur. Pauderney fazia parte do secretariado de Arthur.       

MAIS MANIFESTAÇÕES PELO BRASIL. NA PAULISTA MILHARES PROTESTAM CONTRA TEMER, JUCÁ E DESGOVERNO. ANTES, O DELATOR CONFIRMOU O QUE JÁ SE SABIA: “NO PSDB NÃO SOBRA NINGUÉM”

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Mais de dez mil pessoas tomaram e fecharam a Avenida Paulista a partir das 18 horas de ontem, dia 25, e foram até altas horas em protestos contra os golpistas comandados pelo anódino Temer, ex-ministro do “porra”  Homero Jucá que queria o golpe contra Dilma para paralisar a Operação Lava Jato onde tem várias citações, e as medidas violentas contra a economia, direitos sociais e trabalhistas tomadas pelos brutalizados e obtusos golpistas.

As manifestações foram promovidas pela Frente Brasil Popular, Central dos Movimentos Populares, Levante Popular da Juventude, Partido dos Trabalhadores, Marcha Mundial das Mulheres, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), e transeuntes que aderiram as manifestações, porque também são contra os golpistas que estão desmantelando o entregando o Brasil a hegemonia do capital estrangeiro, como no caso do pré-sal que Serra encontra-se oferecendo ao capital norte-americano.

“O mote nosso é não ao golpe, Fora Temer e nenhum direito a menos. O governo Temer, provisório, interino está aplicando uma receita neoliberal. Haja vista ontem o anúncio de desvinculação de despesa e anúncio de eliminações de programas sociais.

É o programa mais liberal e conservador do século 21 no Brasil. O presidente Temer pede pacificação, pede trégua, mas, de outro lado, apresenta um projeto que terá reação da sociedade civil organizada principalmente dos trabalhadores”, analisou Raimundo Bonfim coordenador geral da Central de Movimentos Populares.

De acordo com Bonfim a onda de protestos contra Temer e seus comparsas vai aumentar de acordo com o conhecimento da sociedade dos planos de destruição do país. Quanto mais a sociedade toma conhecimento da violência praticada pelo neoliberalismo do golpista, mais a sociedade tende a reagir para o interino deixe com brevidade sua perversa interinidade.

Um grande impulso para as que as manifestações se intensifiquem são as revelações mostradas nas gravações entre o ex-senador do PSDB, Sérgio Machado, com o ex-ministro do golpe, senador Homero Jucá, onde são apresentadas as tramas do golpe para tirar Dilma da presidência e colocar Temer envolvendo até a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) segundo declarações de Jucá. Assim, como também as gravações comprometedoras entre Sérgio Machado e o presidente do Senado, senador Renan Calheiros. E, ainda, a gravação com José Sarney, onde ele afirma que vai interceder junto ao juiz Moro para livrar Sérgio Machado.

Diante de tantos motes oferecidos pelos golpistas, só resta ao brasileiro glosar. Por isso, está agendada para o dia 10 de junho uma megamanifestação na Avenida Paulista.

Quem pretende um Brasil livre, em crescimento e democrático não pode se furar a lutar contra os golpistas que assaltaram a democracia.

Enquanto isso em Curitiba, milhares de manifestantes foram às ruas com a mesma intenção expulsar o desgoverno dos corruptos cantando: “Ai, aí, ai, ai, ai, s empurrar o Temer cai”. Veja e ouça o vídeo.

MAIS UMA AULA DE MORAL E CÍVICA: GRAVAÇÕES DAS CONVERSAS ENTRE O EX-SENADOR DO PSDB SÉRGIO MACHADO E O EX-SENADOR E PRESIDENTE JOSÉ SARNEY DO PMDB

 

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Já se passaram 31 anos que as aulas de Educação Moral e Cívica saíram da grade curricular do ensino fundamental e médio no Brasil. 

Mas, em maio de 2016 essa disciplina que era contestada por defensores da liberdade de expressão contra a ditadura porque era doutrinária, de imposição a amar à pátria hoje é retomada por apolíticos remanescentes daquela época, demonstrando como a moral e princípios dessa ignara burguesia é praticada diante de uma classe trabalhadora que sofre os desmando dos senhores de engenho.

Os áudios do ex-senador do PSDB, Sérgio Machado com Romero Jucá,  Renan Calheiros e José Sarney são uma demonstração de como o golpe contra uma presidenta proba, superior foi elaborado. O que será lido é uma afronta aos 54 milhões de eleitores brasileiros que  elegeram Dilma e ao estado de direito.

Não adianta Aécio Cunha o primeiro a ser comido vir a público dizer que são ilações as falas dos golpistas. O ex-senador do PSDB Sérgio Machado ficou 10 anos no PSDB. Ele sabe tudo. Vocês do PSDB vão fazer água. O navio está afundando e só tem uma maneira de salvá-los. O camburão da Polícia Federal Republicana da era Lula e Dilma. “Vocês não vão se safar”, diz Sarney, seu aliado de sempre.

Abaixo leia, analise e tire suas conclusões de como se armou o golpe contra um governo comandado por uma mulher digna e superior.

Primeira conversa

Sarney – Olha, o homem está no exterior. Então a família dele ficou de me dizer quando é que ele voltava. E não falei ontem porque não me falou de novo. Não voltou. Tá com dona Magda. E eu falei com o secretário.

Machado – Eu vou tentar falar, que o meu irmão é muito amigo da Magda, para saber se ele sabe quando é que ela volta. Se ele me dá uma saída.

Machado – Presidente, então tem três saídas para a presidente Dilma, a mais inteligente…

Sarney – Não tem nenhuma saída para ela.

Machado -…ela pedir licença.

Sarney – Nenhuma saída para ela. Eles não aceitam nem parlamentarismo com ela.

Machado – Tem que ser muito rápido.

Sarney – E vai, está marchando para ser muito rápido.

Machado – Que as delações são as que vem, vem às pencas, não é?

Sarney – Odebrecht vem com uma metralhadora de ponto 100.

Machado – Olha, acabei de sair da casa do nosso amigo. Expliquei tudo a ele [Renan Calheiros], em todos os detalhes, ele acha que é urgente, tem que marcar uma conversa entre o senhor, o Romero e ele. E pode ser aqui… Só não pode ser na casa dele, porque entra muita gente. Onde o se nhor acha melhor?

Sarney – Aqui.

Machado – É. O senhor diz a hora, que qualquer hora ele está disponível, quando puder avisar o Romero, eu venho também. Ele [Renan] ficou muito preocupado. O sr. viu o que o [blog do] Camarotti botou ontem?

Sarney – Não.

Machado – Alguém que vazou, provavelmente grande aliado dele, diz que na reunião com o PSDB ele teria dito que está com medo de ser preso, podia ser preso a qualquer momento.

Sarney – Ele?

Machado – Ele, Renan. E o Camarotti botou. Na semana passada, não sei se o senhor viu, numa quinta ou sexta, um jornalista aí, que tem certa repercussão na área política, colocou que o Renan tinha saído às pressas daqui com medo dessa condição, delações, e que estavam sendo montadas quatro operações da Polícia Federal, duas no Nordeste e duas aqui. E que o Teori estava de plantão… Desculpe, presidente, não foi quinta não. Foi sábado ou domingo. E que o Teori estava de plantão com toda sua equipe lá no Ministério e que isso significaria uma operação… Isso foi uma… operação que iria acontecer em dois Estados do Nordeste e dois no sul. Presidente, ou bota um basta nisso… O Moro falando besteira, o outro falando isso. [inaudível] ‘Renan, tu tem trinta dias que a bola está perto de você, está quase no seu colo’. Vamos fazer uma estratégia de aproveitar porque acabou. A gente pode tentar, como o Brasil sempre conseguiu, uma solução não sangrenta. Mas se passar do tempo ela vai ser sangrenta. Porque o Lula, por mais fraco que esteja, ele ainda tem… E um longo processo de impeachment é uma loucura. E ela perdeu toda… […] Como é que a presidente, numa crise desse tamanho, a presidente está sem um ministro da Justiça? E não tem um plano B, uma alternativa. Esse governo acabou, acabou, acabou. Agora, se a gente não agir… Outra coisa que é importante para a gente, e eu tenho a informação, é que para o PSDB a água bateu aqui também. Eles sabem que são a próxima bola da vez.

Sarney – Eles sabem que eles não vão se safar.

Machado – E não tinham essa consciência. Eles achavam que iam botar tudo mundo de bandeja… Então é o momento dela para se tentar conseguir uma solução a la Brasil, como a gente sempre conseguiu, das crises. E o senhor é um mestre pra isso. Desses aí o senhor é o que tem a melhor cabeça. Tem que construir uma solução. Michel tem que ir para um governo grande, de salvação nacional, de integração e etc etc etc.

Sarney – Nem Michel eles queriam, eles querem, a oposição. Aceitam o parlamentarismo. Nem Michel eles queriam. Depois de uma conversa do Renan muito longa com eles, eles admitiram, diante de certas condições.

Machado – Não tem outa alternativa. Eles vão ser os próximos. Presidente: não há quem resista a Odebrecht.

Sarney – Mas para ver como é que o pessoal..

Machado – Tá todo mundo se cagando, presidente. Todo mundo se cagando. Então ou a gente age rápido. O erro da presidente foi deixar essa coisa andar. Essa coisa andou muito. Aí vai toda a classe política para o saco. Não pode ter eleição agora.

Sarney – Mas não se movimente nada, de fazer, nada, para não se lembrarem…

Machado – É, eu preciso ter uma garantia

Sarney – Não pensar com aquela coisa apress… O tempo é a seu favor. Aquele negócio que você disse ontem é muito procedente. Não deixar você voltar para lá [Curitiba]

Machado – Só isso que eu quero, não quero outra coisa.

Sarney – Agora, não fala isso.

Machado – Vou dizer pro senhor uma coisa. Esse cara, esse Janot que é mau caráter, ele disse, está tentando seduzir meus advogados, de eu falar. Ou se não falar, vai botar para baixo. Essa é a ameaça, presidente. Então tem que encontrar uma… Esse cara é muito mau caráter. E a crise, o tempo é a nosso favor.

Sarney – O tempo é a nosso favor.

Machado – Por causa da crise, se a gente souber administrar. Nosso amigo, soube ontem, teve reunião com 50 pessoas, não é assim que vai resolver crise política. Hoje, presidente, se estivéssemos só nos três com ele, dizia as coisas a ele. Porque não é se reunindo 50 pessoas, chamar ministros.. Porque a saída que tem, presidente, é essa que o senhor falou é isso, só tem essa, parlamentarismo. Assegurando a ela e o Lula que não vão ser… Ninguém vai fazer caça a nada. Fazer um grande acordo com o Supremo, etc, e fazer, a bala de Caxias, para o país não explodir. E todo mundo fazer acordo porque está todo mundo se fodendo, não sobra ninguém. Agora, isso tem que ser feito rápido. Porque senão esse pessoal toma o poder… Essa cagada do Ministério Público de São Paulo nos ajudou muito.

Sarney – Muito.

Machado – Muito, muito, muito. Porque bota mais gente, que começa a entender… O [colunista da Folha] Janio de Freitas já está na oposição, radicalmente, já está falando até em Operação Bandeirante. A coisa começou… O Moro começou a levar umas porradas, não sei o quê. A gente tem que aproveitar ess… Aquele negócio do crime do político [de inação]: nós temos 30 dias, presidente, para nós administrarmos. Depois de 30 dias, alguém vai administrar, mas não será mais nós. O nosso amigo tem 30 dias. Ele tem sorte. Com o medo do PSDB, acabou com el,e no colo dele, uma chance de poder ser ator desse processo. E o senhor, presidente, o senhor tem que entrar com a inteligência que não tem. E experiência que não tem. Como é que você faz reunião com o Lula com 50 pessoas, como é que vai querer resolver crise, que vaza tudo…

Sarney – Eu ontem disse a um deles que veio aqui: ‘Eu disse, Olhe, esqueçam qualquer solução convencional. Esqueçam!’.

Machado – Não existe, presidente.

Sarney – ‘Esqueçam, esqueçam!’

Machado – Eu soube que o senhor teve uma conversa com o Michel.

Sarney – Eu tive. Ele está consciente disso. Pelo menos não é ele que…

Machado – Temos que fazer um governo, presidente, de união nacional.

Sarney – Sim, tudo isso está na cabeça dele, tudo isso ele já sabe, tudo isso ele já sabe. Agora, nós temos é que fazer o nosso negócio e ver como é que está o teu advogado, até onde eles falando com ele em delação premiada.

Machado – Não estão falando.

Sarney – Até falando isso para saber até onde ele vai, onde é mentira e onde é valorização dele.

Machado – Não é valoriz… Essa história é verdadeira, e não é o advogado querendo, e não é diretamente. É [a PGR] dizendo como uma oportunidade, porque ‘como não encontrou nada…’ É nessa.

Sarney – Sim, mas nós temos é que conseguir isso. Sem meter advogado no meio.

Machado – Não, advogado não pode participar disso, eu nem quero conversa com advogado. Eu não quero advogado nesse momento, não quero advogado nessa conversa.

Sarney – Sem meter advogado, sem meter advogado, sem meter advogado.

Machado – De jeito nenhum. Advogado é perigoso.

Sarney – É, ele quer ganhar…

Machado – Ele quer ganhar e é perigoso. Presidente, não são confiáveis, presidente, você tá doido? Eu acho que o senhor podia convidar, marcar a hora que o senhor quer, e o senhor convidava o Renan e Romero e me diz a hora que eu venho. Qual a hora que o senhor acha melhor para o senhor?

Sarney – Eu vou falar, já liguei para o Renan, ele estava deitado.

Machado – Não, ele estava acordado, acabei de sair de lá agora.

Sarney – Ele ligou para mim de lá, depois que tinha acordado, e disse que ele vinha aqui. Disse que vinha aqui.

Machado – Ele disse para o senhor marcar a hora que quiser. Então como faz, o senhor combina e me avisa?

Sarney – Eu combino e aviso.

[…]

Machado – O Moreira [Franco] está achando o quê?

Sarney – O Moreira também tá achando que está tudo perdido, agora, não tem gente com densidade para… [inaudível]

Machado – Presidente, só tem o senhor, presidente. Que já viveu muito. Que tem inteligência. Não pode ser mais oba-oba, não pode ser mais conversa de bar. Tem que ser conversa de Estado-Maior. Estado-Maior analisando. E não pode ser um […] que não resolve. Você tem que criar o núcleo duro, resolver no núcleo duro e depois ir espalhando e ter a soluç… Agora, foi nos dada a chave, que é o medo da oposição.

Sarney – É, nós estamos… Duas coisas estão correndo paralelo. Uma é essa que nos interessa. E outra é essa outra que nós não temos a chave de dirigir. Essa outra é muito maior. Então eu quero ver se eu… Se essa chave… A gente tendo…

Machado – Eu vou tentar saber, falar com meu irmão se ele sabe quando é que ela volta.

Sarney – E veja com o advogado a situação. A situação onde é que eles estão mexendo para baixar o processo.

Machado – Baixar o processo, são duas coisas [suspeitas]: como essas duas coisas, Ricardo, que não tem nada a ver com Renan, e os 500, que não tem nada a ver com o Renan, eles querem me apartar do Renan…

Sarney – Eles quem?

Machado – O Janot e a sua turma. E aí me botar pro Moro, que tem pouco sentido ficar aqui. Com outro objetivo.

Sarney – Aí é mais difícil, porque se eles não encontraram nada, nem no Renan nem no negócio, não há motivo para lhe mandar para o Paraná.

Machado – Ele acha que essas duas coisas são motivo para me investigar no Paraná. Esse é io argumento. Na verdade o que eles querem é outra coisa, o pretexto é esse. Você pede ao [inaudível] para me ligar então?

Sarney – Peço. Na hora que o Renan marcar, eu peço… Vai ser de noite.

Machado – Tá. E o Romero também está aguardando, se o senhor achar conveniente.

Sarney – [sussurrando] Não acho conveniente.

Machado – Não? O senhor que dá o tom.

Sarney – Não acho conveniente. A gente não põe muita gente.

Machado – O senhor é o meu guia.

Sarney – O Amaral Peixoto dizia isso: ‘duas pessoas já é reunião. Três é comício’.

Machado – De jeito nenhum. Advogado é perigoso.

Sarney – É, ele quer ganhar…

Machado – Ele quer ganhar e é perigoso. Presidente, não são confiáveis, presidente, você tá doido? Eu acho que o senhor podia convidar, marcar a hora que o senhor quer, e o senhor convidava o Renan e Romero e me diz a hora que eu venho. Qual a hora que o senhor acha melhor para o senhor?

Sarney – Eu vou falar, já liguei para o Renan, ele estava deitado.

Machado – Não, ele estava acordado, acabei de sair de lá agora.

Sarney – Ele ligou para mim de lá, depois que tinha acordado, e disse que ele vinha aqui. Disse que vinha aqui.

Machado – Ele disse para o senhor marcar a hora que quiser. Então como faz, o senhor combina e me avisa?

Sarney – Eu combino e aviso.

[…]

Machado – O Moreira [Franco] está achando o quê?

Sarney – O Moreira também tá achando que está tudo perdido, agora, não tem gente com densidade para… [inaudível]

Machado – Presidente, só tem o senhor, presidente. Que já viveu muito. Que tem inteligência. Não pode ser mais oba-oba, não pode ser mais conversa de bar. Tem que ser conversa de Estado-Maior. Estado-Maior analisando. E não pode ser um […] que não resolve. Você tem que criar o núcleo duro, resolver no núcleo duro e depois ir espalhando e ter a soluç… Agora, foi nos dada a chave, que é o medo da oposição.

Sarney – É, nós estamos… Duas coisas estão correndo paralelo. Uma é essa que nos interessa. E outra é essa outra que nós não temos a chave de dirigir. Essa outra é muito maior. Então eu quero ver se eu… Se essa chave… A gente tendo…

Machado – Eu vou tentar saber, falar com meu irmão se ele sabe quando é que ela volta.

Sarney – E veja com o advogado a situação. A situação onde é que eles estão mexendo para baixar o processo.

Machado – Baixar o processo, são duas coisas [suspeitas]: como essas duas coisas, Ricardo, que não tem nada a ver com Renan, e os 500, que não tem nada a ver com o Renan, eles querem me apartar do Renan…

Sarney – Eles quem?

Machado – O Janot e a sua turma. E aí me botar pro Moro, que tem pouco sentido ficar aqui. Com outro objetivo.

Sarney – Aí é mais difícil, porque se eles não encontraram nada, nem no Renan nem no negócio, não há motivo para lhe mandar para o Paraná.

Machado – Ele acha que essas duas coisas são motivo para me investigar no Paraná. Esse é io argumento. Na verdade o que eles querem é outra coisa, o pretexto é esse. Você pede ao [inaudível] para me ligar então?

Sarney – Peço. Na hora que o Renan marcar, eu peço… Vai ser de noite.

Machado – Tá. E o Romero também está aguardando, se o senhor achar conveniente.

Sarney – [sussurrando] Não acho conveniente.

Machado – Não? O senhor que dá o tom.

Sarney – Não acho conveniente. A gente não põe muita gente.

Machado – O senhor é o meu guia.

Sarney – O Amaral Peixoto dizia isso: ‘duas pessoas já é reunião. Três é comício’.

Machado – [rindo]

Sarney – Então três pessoas já é comício.

[…]

*

Segunda conversa

Sarney – Agora é coisa séria, acho que o negócio é sério.

Machado – Presidente, o cara [Sérgio Moro] agora seguiu aquela estratégia, de ‘deslegitimizar’ as coisas, agora não tem ninguém mais legítimo para falar mais nada. Pegou Renan, pegou o Eduardo, desmoralizou o Lula. Agora a Dilma. E o Supremo fez essa suprema… rasgou a Constituição.

Sarney – Foi. Fez aquele negócio com o Delcídio. E pior foi o Senado se acovardar de uma maneira… [autorizou prisão do então senador].

Machado – O Senado não podia ter aceito aquilo, não.

Sarney – Não podia, a partir dali ele acabou. Aquilo é uma página negra do Senado.

Machado – Porque não foi flagrante delito. Você tem que obedecer a lei.

Sarney – Não tinha nem inquérito!

Machado – Não tem nada. Ali foi um fígado dos ministros. Lascaram com o André Esteves.. Agora pergunta, quem é que vai reagir?

[…]

Machado – O Senado deixar o Delcídio preso por um artista.

Sarney – Uma cilada.

Machado – Cilada.

Sarney – Que botaram eles. Uma coisa que o Senado se desmoralizou. E agora o Teori acabou de desmoralizar o Senado porque mostrou que tem mais coragem que o Senado, manda soltar.

Machado – Presidente, ficou muito mal. A classe política está acabada. É um salve-se quem puder. Nessa coisa de navio que todo mundo quer fugir, morre todo mundo.

[…]

Sarney – Eu soube que o Lula disse, outro dia, ele tem chorado muito. […] Ele está com os olhos inchados.

[…]

Sarney – Nesse caso, ao que eu sei, o único em que ela está envolvida diretamente é que ela falou com o pessoal da Odebrecht para dar para campanha do… E responsabilizar aquele [inaudível]

Machado – Isso é muito estranho [problemas de governo]. Presidente, você pegar um marqueteiro, dos três do Brasil. […] Deixa aquele ministério da Justiça que é banana, só diz besteira. Nunca vi um governo tão fraco, tão frágil e tão omisso. Tem que alguém dizer assim ‘A presidente é bunda mole’. Não tem um fato positivo.

[…]

Sarney – E o Renan cometeu uma ingenuidade. No dia que ele chegou, quem deu isso pela primeira vez foi a Délis Ortiz. Eu cheguei lá era umas 4 horas, era um sábado, ele disse ‘já entreguei todos os documentos para a Delis Ortiz, provando que eu… que foi dinheiro meu’. Eu disse: ‘Renan, para jornalista você não dá documento nunca. Você fazer um negócio desse. O que isso vai te trazer de dor de cabeça’. Não deu outra.

Machado – Renan erra muito no varejo. Ele é bom. […] Presidente, não pode ser assim, varejista desse jeito.

[…]

Sarney – Tudo isso é o governo, meu Deus. Esse negócio da Petrobras só os empresários que vão pagar, os políticos? E o governo que fez isso tudo, hein?

Machado – Acabou o Lula, presidente.

Sarney – O Lula acabou, o Lula coitado deve estar numa depressão.

Machado – Não houve nenhuma solidariedade da parte dela.

Sarney – Nenhuma, nenhuma. E com esse Moro perseguindo por besteira.

Machado – Tomou conta do Brasil. O Supremo fez a pedido dele.

AFIRMAM, COM CONTENTAMENTO, QUE AS GRAVAÇÕES EXPONDO OS GOLPISTAS, DILMA CRESCE. NÃO, DILMA SEMPRE FOI SUPERIOR

   

              O filósofo Nietzsche diz que há pessoas que um simples incidente as abates. Porém, há pessoas que jamais são abatidos, dada as suas potências plásticas. Dilma é esse tipo de pessoa. Sempre teve uma potência plástica superior às pessoas comuns que facilmente têm suas potências plásticas abatidas.

          Dilma mostrou seu grau superior de potência ainda jovem quando escolheu lutar pela liberdade democrática enquanto muitos se omitiram e outros muitos se aliaram aos ditadores. Muitos deles ainda perambulando pelo país como no Congresso Nacional.

         Todos os impropérios e acusações que lhe foram lançadas pelos crápulas que desejaram o fim de seu governo popular, não lhe atingiram. Não podiam lhe atingir. Dilma transcende o alcance dos crápulas. Crápulas só atingem os que têm baixa potência plástica porque não analisam as condições aberrantes de seus agressores.

           E foi exatamente um sujeito acusado de corrupção e conspiração quem observou a superioridade de Dilma e divulgou, sem saber, já que estava sendo gravado, para todo o Brasil.

          “… ela tem uma bravura pessoal que é uma coisa inacreditável”, disse o senador Renan Calheiros, presidente do Senado, ao seu amigo informante, ex-senador Sérgio Machado.

            O que Renana afirmou, uma grande parte da sociedade brasileira já via e cultuava com amor por ter uma presidenta com uma condição humana superior. Uma condição humana que nas aberrações despertava inveja e ódio por serem constituídas de baixa potência plástica.

             Dilma é superior e continuará superior. Ainda mais no meio de tanta aberração sensitiva, cognoscitiva e ética que proliferaram e proliferam no Brasil.

EM ÁUDIO RENAN AFIRMA QUE DILMA É SUPERIOR, AÉCIO, O PRIMEIRO COMIDO É UM CAGAÇO E POR DESDOBRAMENTO, SÉRGIO MACHADO DIZ QUE O “STF É UMA MERDA”

 

Não adianta o chanceler golpista Serra enviar circular para as embaixadas brasileiras no exterior mandando dizer que o golpe não foi golpe.

Hoje mais um áudio envolvendo o ex-presidente da Transpetro veio a público. Desta vez o diálogo é com seu padrinho político, Renan Calheiros.

Assim como no diálogo golpista com o Chá Romero Jucá, Sérgio Machado fala da preocupação e medo de ser baixado. Moro. Curitiba. Torre da Inglaterra. Pede para Renan interceder. 

Sérgio Machado e Renan conversam sobre tudo. Parlamentarismo. Lula como ministro. Plebiscito. Por isso que Renan falava tanto de parlamentarismo. Eles se movimentavam apavorados. Hora na casa de Renan. Hora na casa de Jucá. Só que Jucá era mais temeroso. Podiam desconfiar.

Renan fala ser insustentável a permanência da Presidenta Dilma Rousseff no poder. Todos estão puto com ela em referência aos ministros do STF. Renan defende mudanças na lei das delações premiadas. Fala em acabar com a delação estando a pessoa presa. “O Aécio está com medo (me procurou) – Renan, diz, o medroso do Leblon, “queria que você visse para mim esse caso do Delcídio. Se tem mais alguma coisa.

Ô! Aécio, o Sérgio Machado já declarou que durante 10 anos ele foi do PSDB. Você tem  que ficar preocupado com o Delcídio, sim, mas você deve se “borrar” mesmo é com o que o Machado tem para te derrubar. Não esqueça que ele tem áudio com Sarney e outros políticos golpistas.

Numa das partes do áudio, Renan fala da presidente Dilma enaltecendo suas virtudes. Disse nunca vê-la deprimida. Um dia a viu gripada. Mais é uma mulher superior, altiva que não se licenciaria, não renunciaria do cargo jamais.

Quanto ao STF os adjetivos não são nada alentadores. Num momento de dificuldade que o país passava e passa o presidente Ricardo Levandowski foi pedir aumento ao congresso. Suspeitam da futura presidente do STF.

A justiça tinha conhecimento desses áudios e dos trâmites que se armaram para o golpe. O Procurador Geral da República deve muitas explicações para o povo brasileiro.

 

A CENSURA É PROJEÇÃO PARANOICA DO CENSOR POR MEDO DO OBJETO CENSURADO. O JORNALISTA PAULO MOREIRA LEITE ENTREVISTARIA A SENADORA GRAZZIOTIN NA REDE BRASIL: FOI DEMITIDO

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Em seu estudo os instintos e seus destinos, Freud nos mostra como se processa a repressão na criança e como essa repressão se manifesta no consciente em forma de sintoma neurótico e psicótico. No consciente o sintoma é o inverso do produto reprimido no inconsciente da criança por força das duas repressões: a repressão primordial e a pós-repressão.

Como nosso objetivo não é apresentar um apanhado sobre o estudo do mentor da psicanálise, vamos apenas mostrar os estágios que se processam na criança na formação repressiva. Como, no caso específico, no censor.

Primeiro estágio: o impulso-instintivo-libido. Segundo estágio: a meta da libido-busca de prazer. Terceiro estágio: o objeto da meta como prazer. Quarto estágio: fonte do instinto. A criança em sua condição narcisa busca prazer instintual. A meta, como movimento, dirige a libido para o objeto do prazer. Porém, ocorre a repressão primordial: o instinto é inibido na meta. Mas ainda se desloca para logo em seguida sofrer a pós-repressão que vai paralisar a busca de prazer. A libido é dirigida para um dos pais como fonte do prazer, e a interdição é feita por um deles.

Reprimido o desejo, é elaborado o sintoma que se manifestará como conteúdo aceitável da consciência em forma mascarada de retorno do reprimido, sem ser o reprimido original, mas sua sublimação. O reprimido não toma lugar na consciência porque existe uma constante censura realizada pelo pré-consciente, superego.

A consciência do censor funciona como um superego social, mas, em verdade, é a projeção de seu estado de defesa contra o desejo reprimido direcionado para um dos genitores. Aí o sintoma paranoico. Não permitir que o desejo passado, quando criança, venha emergir na consciência, visto que o objeto que ele censura é objeto de desejo que lhe incomoda por sua atração. Assim, todo censor vive um ambiguidade paranoica: deseja o objeto, mas ao mesmo tempo o teme. É a mais terrível forma de inveja, já que ele jamais realizará esse desejo de possuir o objeto censurado.

O jornalista Paulo Moreira Leite apresentava todas as terças-feiras, às 23 horas, na Rede Brasil, o Programa Espaço Público. Um programa de entrevistas com pessoas atuantes nas mais variadas instâncias da sociedade brasileira. Cadeira cativa para o telespectador comprometido com os corpos materiais e imateriais do país. Ontem, dia 24, o jornalista entrevistaria a senadora do PCdoB do Amazonas, Vanessa Grazziotin. Logicamente a entrevista teria como pauta principal o momento atual do Brasil sob o cutelo do golpe comandado por parlamentares indigentes, as mídias capitalizadas e entreguistas e, mais, parte do judiciário.

A entrevista não poderia deixar de analisar, também, a sordidez revelada pelos comparsas, ex-senador Sérgio Machado, e o senador e ministro do desgoverno golpista Romero Jucá. Revelação que mostrou claramente para todo o Brasil – muitos já sabiam – o motivo do golpe e porque não havia como Dilma se defender contra a sórdida conspiração. O assunto por si mesmo não faltaria como tema do debate ainda mais porque a senadora Vanessa, durante a sessão de ontem, discursou analisando o comportamento golpista de Romero Jucá. Vanessa, na ocasião, mostrou o significado do diálogo entre os dois golpistas e seus desdobramentos sobre o golpe. Jucá ainda tentou defender o indefensável se dizendo inocente. Talvez porque seu amigo, ministro Gilmar Mendes, tenha dito na tarde de ontem que não via nada comprometedor no diálogo.

Como todo golpe é perpetrado e executado por pessoas com comportamentos duvidosos moralmente em função de que todo ato de usurpação é a exteriorização da inveja e do ódio dos impedidos na meta, não se poderia deixar de esperar a censura sobre o programa e a entrevista. Não deu outra: o atual diretor da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), Laerte Rimoli, amigo de Eduardo Cunha e indicado por ele para o cargo usurpado do verdadeiro diretor-presidente Ricardo Mello da EBC, censurou a entrevista e de quebra despachou o jornalista Paulo Moreira Leite.

A EBC foi criada no governo popular de Lula, em 2008. Ricardo Melo foi nomeado por Dilma no dia 3 de maio como seu diretor-presidente com mandato de quatro anos. Tendo o cargo usurpado por Temer, ele recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF). O STF ainda não se pronunciou. A usurpação viola um ato jurídico.

Laerte Rimoli quando foi indicado para o cargo para assumir como golpista, afirmou que iria devolver a Rede Brasil para a sociedade. A Rede Brasil era a inimiga preferida pela Rede Globo em função do crescimento de sua audiência. Sua programação criativa, corajosa, diversificada e inteligente, não é encontrada em nenhuma televisão comercial do Brasil. Como TV pública realizava o que se pede como compromisso na comunicação: serviço público e disciplina cívica. O que a TV Globo nunca teve, não tem e nunca terá, já que seu compromisso é com todas as formas de alienação promovidas pelo capitalismo.  

Agora, a Rede Brasil passará a ser sucursal da TV Globo. Quer dizer: enquanto Dilma não voltar.

 


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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