Arquivo para 18 de junho de 2016

QUANDO O PODER DE UM ESTADO É CONSEGUIDO ATRAVÉS DE GOLPE, NÃO HÁ SURPRESA QUANDO UM MINISTRO GOLPISTA SAI

A composição de um desgoverno golpista segue duas linhas. Uma linha referente a todos que participaram da concepção da ideia do golpe, sua elaboração e sua execução. Outra linha referente aos que não participaram diretamente da execução do golpe, mas que são traspassados pelos mesmos códigos-golpistas inscritos pela subjetividade-opressora.

Na primeira linha os sujeitos-golpistas se alinham e concretizam alianças para à execução do golpe, movidos, explicitamente, por corpos psicopatológicos manifestos como ódio, inveja e uma compulsiva necessidade de vingança. Na segunda linha, os sujeitos-golpistas não apresentam explicitamente o ódio, a inveja e a necessidade compulsiva de vingança. Porém, os dois tipos de sujeitos-golpistas pertencem à mesma subjetividade paranoica.

Enquanto em um a condição paranoica, que impulsiona ao golpe, se manifesta explicitamente, porque não foi impedido pela censura do superego, no outro a censura do superego permanece segura por algum tempo, mas diante da realização do golpe, ela libera o componente paranoico censurado e passa a ser personagem cúmplice. É como se recebesse um forte impulso como contrainvestimento que enfraquece os investimentos da censura. A objetividade-golpista ajuda a liberar esses corpos psicopatológicos. Aí, esse sujeito adere.  

Ao contrário do primeiro, que não finge qualquer pejo para não ser tido por golpista, pouco lhe importa, no caso atual, Temer, o segundo simula uma probidade, uma honradez, afirmando que se encontra participando do desgoverno golpista apenas por causa de sua capacidade intelectual e técnica, nada mais. E se defende quando importunado por uma observação racional endereçada por alguém, afirmando que não tem qualquer afinidade com os golpistas.

Como se pode entender, todos os dois tipos de sujeitos, em relação ao significado pútrido e aberrante do golpe, são iguais. Não há como argumentar que se é indiferente quando se participa de um desgoverno golpista. Daí que não há qualquer sentido ético quando um golpista, seja de que tipo for, deixa o quadro do desgoverno. Um homem ou uma mulher guindado para o posto de ministro tem afinidades com o golpe e é antidemocrata, já que todo golpe é uma violação do Estado de Direito Democrático. Um golpe rasga a Constituição.

Assim, como o desgoverno de Temer é produto de golpe, os ministros, secretários, diretores, todos que foram nomeados por ele fazem parte concreta da afirmação do golpe. Por tal verdade, apolítica, não há qualquer surpresa quando um ministro como Romero Jucá, Henrique Alves e outros pedem demissão ou são demitidos. Entrar no desgoverno ou ser demitido, já estava implícito como ordenação do corpo golpista. “Em um mês caíram três ministros de Temer!”. Não há qualquer surpresa. Vai ser sempre assim. E não só os que saíram por denúncias de corrupção, e os outros que também vão sair pelo mesmo motivo, mas também os que não são denunciados.

É por essa força-molar-paranoica golpista que o poema de Brecht que diz, “O que você faria para mudar o mundo? Abrace o carrasco, chafurde na lama, mas tente”, não serve de respaldo para qualquer golpista. Um golpe é a demonstração pura do resultado da irracionalidade, da ausência de sociabilidade e de alteridade. Um golpe é o fim do outro como liberdade-movente-criadora. Princípios ontológicos fundamentais para convivência em sociedade.

No golpe todos que serão demitidos ou, eufemisticamente, se demitirão, já entraram demitidos pela democracia.

Nova queda de ministro resgata suspeitas passadas e abala governo Temer

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Delação com potencial explosivo sobre depósito de empreiteira em conta na Suíça faz Henrique Alves pedir para sair e acrescenta novos casos a um obscuro passado de denúncias e suspeitas.

por Helena Sthephanowitz

Henrique Eduardo Alves caiu. Nesta quinta-feira (16), o titular da pasta do Turismo de Michel Temer passou para a história como o terceiro ministro a cair por consequência do explosivo teor da delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Este afirmou que Alves sempre o procurava antes das eleições e que conseguiu para ele cerca de R$ 1,5 milhão para campanhas, dinheiro arrecadado em propinas cobradas de empreiteiras que tinham negócios com a Transpetro.

Aliado e amigo próximo do presidente em exercício Michel Temer, Henrique Alves é o terceiro ministro a cair em 36 dias de governo. Antes dele, Romero Jucá (Planejamento) e Fabiano Silveira (Transparência) deixaram de ser ministros também devido a citações ou declarações relativas à Lava Jato.

Henrique Alves (PMDB-RN) já havia sido citado em outros casos de corrupção investigados pela Lava Lato. Há dois pedidos de investigação contra ele no Supremo Tribunal Federal. Um deles é referente ao inquérito que apura se existiu uma organização criminosa para desviar dinheiro da Petrobras e outro, que apura se o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha, pediu dinheiro da empreiteira OAS para beneficiar Henrique Alves.

Além de seu envolvimento com estes casos, Henrique Alves pediu para sair também porque foi citado em outra delação, que ainda não se tornou pública, a de Fábio Cleto, ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal. Alves teria sido informado sobre a descoberta de um depósito feito por uma empreiteira em uma conta sua na Suíça e que existiriam provas inéditas e documentais contra ele.

Com sua saída do governo Temer, Henrique Alves acrescenta mais uma obscura nota em sua biografia, já repleta de suspeitas. Citemos algumas:

Dinheiro no exterior

Em processo movido desde 2004 pelo Ministério Público Federal, Henrique Alves é acusado de manter ilegalmente milhões de dólares fora do país, segundo publicou o site Congresso em Foco. Em 2002, Alves foi cogitado para ser candidato a vice-presidente da República na chapa de José Serra (PSDB), mas foi deixado de lado após sua ex-mulher dizer que ele tinha US$ 15 milhões no exterior.

Este caso também foi lembrado no período que antecedeu a eleição do presidente da Câmara em 2013 pelo jornal “O Estado de São Paulo”.

A reportagem relatou que o Ministério Público Federal mantinha, desde 2004, acusação contra Henrique Alves relacionada a enriquecimento ilícito. O parlamentar conseguiu adiar decisão sobre a quebra de seu sigilo fiscal e bancário, bem como de suas empresas, por meio de recurso judicial.

Dinheiro para assessor

A Folha publicou em janeiro de 2013 que Henrique Alves destinou dinheiro de emendas parlamentares para a empresa de um de seus assessores na Câmara dos Deputados, Aluizio Dutra de Almeida, que é sócio da Bonacci Engenharia e Comércio. A sede da empresa, segundo o jornal, não aparentava ser sede de um empreendimento e era vigiada apenas por um bode.

O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) teria repassado R$ 1,2 milhão à empresa do assessor de Alves. E pelo menos três prefeituras do Rio Grande do Norte comandadas pelo PMDB contrataram a empresa para executar obras bancadas pelas emendas parlamentares do deputado. Segundo a Folha, a Controladoria-Geral da União apontou desvio nas obras realizadas pela empresa do assessor de Alves.

Dinheiro para times de futebol

Em janeiro de 2013, o jornal O Estado de São Paulo publicou que Alves “usou o prestígio de líder do PMDB para arrancar do então presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, o compromisso de que o banco financiaria o ABC e o América, dois times de futebol de Natal que disputam a série B do Campeonato Brasileiro, e que haviam pedido cerca de R$ 3 milhões para a temporada daquele ano.

Patrimônio de luxo

Também em janeiro de 2013, a Folha publicou que, entre 2006 e 2010, Alves tinha conseguido dobrar seu patrimônio declarado à Justiça Eleitoral. “O crescimento – de R$ 2,8 milhões para R$ 5,6 milhões – se deve principalmente a dois imóveis de luxo obtidos entre 2009 e 2010”, afirmava o jornal.

Dobradinha

Também em janeiro de 2013, O Globo publicou que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) teve entre seus empregados Mônica Infante Azambuja, ex-mulher de Henrique Eduardo Alves, como assessora de diretoria. O salário dela era de R$ 10,1 mil.

O jornal escreveu que “em 2002, quando Alves surgiu como vice de José Serra na coligação que disputaria a Presidência, Mônica acusou o ex-marido de ter dinheiro depositado em paraísos fiscais. O caso derrubou Alves da dobradinha com Serra. Foi substituído por Rita Camata (PMDB-ES). Mônica passou pela Infraero e entrou numa lista de demissionários da empresa. Alves brigou para mantê-la no cargo”.

Mala roubada

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga um roubo de R$ 100 mil em espécie que estavam na mala de Wellington Ferreira da Costa, secretário parlamentar de Henrique Eduardo Alves. O crime ocorreu junho de 2013 e foi revelado pelo jornal Correio Braziliense. À Polícia, Alves informou que o dinheiro era seu, proveniente de um empréstimo.

Como ministro, Henrique Alves garantia o direito de ser julgado no Supremo, e não pelo juiz Sérgio Moro. Com a demissão, ele perde o chamado foro privilegiado e, havendo processo contra ele, este correrá na Justiça paranaense e sob comando do juiz federal de primeira instância.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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