Arquivo para 21 de junho de 2016

RAUL JUNGMAN, DO PPS, MINISTRO DA DEFESA DO GOLPE, USOU DINHEIRO PÚBLICO PARA COMPRAR PACOTE DE TV COM 11 CANAIS DE FILMES E 1 CANAL ADULTO

 

Jornal GGN – O ministro interino da Defesa, Raul Jungman, pagou com dinheiro público um pacote de TV por assinatura com 11 canais de cinema e um canal de filmes adultos. Seu gabinete justificou, em nota, dizendo que na época esse era o único pacote que disponibilizada sistema de gravação da TV Câmara.

Mas a TV Câmara disponibiliza gratuitamente os vídeos, basta solicitar. Além disso, a operadora de TV por assinatura disse que tinha outros pacotes disponíveis na época, inclusive com preços mais baratos.

O ministro interino ainda era deputado quando assinou o serviço, que ficou ativo por 12 meses a um custo de R$ 3,1 mil pagos pelo contribuinte.

Do Destak

Câmara bancou canal adulto para ministro

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, pagou, com dinheiro da Câmara para o seu gabinete funcional em Recife, um pacote de TV a cabo que tinha direito à 11 canais de cinema (Telecine e HBO) e um canal adulto (Sex Zone).

Em nota, o ministro informou que contratou o pacote porque era o único que disponibilizava sistema de gravação da TV Câmara e negou ter acessado o canal erótico. A operadora, contudo, informou que existiam outros pacotes na época, inclusive em preços mais baratos. Além disso, a própria Câmara disponibiliza, gratuitamente, os vídeos com atuações parlamentares. Basta o deputado solicitá-los à Câmara.

Contrato

No ano passado, o então deputado Raul Jungmann contratou um pacote da operadora Sky chamado de “Combo DH Full 2015 + Cinema”. O serviço durou 12 meses, entre abril do ano passado e março desse ano. Ao todo, a Câmara pagou R$ 3,1 mil pelo serviço. Também estavam inclusos no pacote outros serviços como assistência técnica 24 horas e a possibilidade de assistir à programação de filmes por meio de serviço de streaming, como no Netflix, por exemplo. O parlamentar alega que, na época, esse era o único pacote com gravação de programas.

O serviço, que tinha à disposição dois pontos de tv, foi instalado na sede parlamentar de Raul Jungmann, localizada em um prédio no bairro Ilha do Leite, área nobre da cidade de Recife.

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DOCUMENTO CONTRA O GOLPE LANÇADO POR INTELECTUAIS BRASILEIROS E ESTRANGEIROS TEM NOMES COMO DO FILÓSOFO HABERMAS E DA FILÓSOFA NORTE-AMERICANA NANCY FRASER

O documento contra o golpe em defesa do governo da presidenta Dilma Vana Rousseff, agora lançado no Brasil, veio de Praga quando a filósofa e professora de Ética e Filosofia Política do Departamento de Filosofia da Unicamp, Yara Frateschi, e a professora e filósofa da UFABC, Miriam Madureira, o apresentaram na Conferência Internacional de Filosofia e Ciências Sociais no mês de maio, em Praga, na República Tcheca.

         Agora, o site Opera Mundi apresenta no Brasil com a inclusão de outros intelectuais como o filósofo alemão da Escola de Frankfurt, Jürgen Habermas, o filósofo canadense Charles Taylor, a filósofa e feminista norte-americana Nancy Fraser, entre outros.

Segundo Frateschi, o documento teve adesão rápida da maioria dos participantes do evento, o que constitui um apoio importante na resistência contra o golpe.

 

“Tivemos uma adesão de pessoas que têm estado por toda a sua vida defendendo a democracia”, disse Frateschi a Opera Mundi. “Não se tratava ali de uma adesão partidária, mas de uma clara manifestação de solidariedade aos brasileiros”.

O apoio dos intelectuais estrangeiros à democracia no Brasil, segundo ela, “explicita o que parte significativa dos acadêmicos e intelectuais brasileiros não fez [a condenação ao golpe]. Eles [brasileiros] silenciaram diante do golpe”. 

O documento critica o processo de impeachment de Dilma, qualificado como um “golpe branco” e diz que a oposição, formada por partidos de direita, aproveitou-se da crise econômica para levar adiante uma campanha “violenta” contra a mandatária.

O texto afirma também que o objetivo do impeachment é atacar direitos sociais garantidos pelo governo de Dilma, desregulamentar a economia e frear as investigações de corrupção.

A partir da receptividade em Praga, as acadêmicas decidiram ampliar a proposta para contar com o apoio de outros estudiosos contrários ao processo de impeachment. Até o momento, mais de cem intelectuais de várias instituições aderiram ao documento.

Outro ponto importante, para Frateschi, é o nível de informação dos acadêmicos a respeito da situação política do Brasil. Segundo a acadêmica, isso se deve à informação veiculada pela mídia estrangeira, que tem se mostrado mais crítica e informativa do que a brasileira.

“Eles [acadêmicos] estavam perfeitamente informados de que era um golpe ‘branco’”, afirma Frateschi.

Ela diz que, entre as mensagens de apoio recebidas, a maioria faz menção ao processo de justiça social que esteve em curso nos últimos anos e que será interrompido se o impeachment se concretizar.

Segundo a professora da Unicamp, os acadêmicos manifestam que “o Brasil nos últimos anos foi capaz de iniciar um processo de transformação social dentro das regras democráticas”, afirma.

Artistas e intelectuais estrangeiros também manifestam solidariedade ao Brasil em um manifestoassinado por mais de mil pessoas.

Segundo o texto, os movimentos sociais “estão sujeitos a uma ofensiva política de grande magnitude que leva o Brasil a um período de grande retrocesso democrático”.

O manifesto lembra que Dilma, eleita com 54 milhões de votos, foi afastada temporariamente da presidência da República por supostas irregularidades fiscais, que não constituem crime de acordo com a Constituição brasileira.

MANIFESTO

IN DEFENSE OF THE DEMOCRATIC RULE OF LAW IN BRAZIL

On the 31st of March 1964, a coup d’état installed a civil-military dictatorship in Brazil, inaugurating a dark 21-year period of suspension of civil and political guarantees. Today, 52 years after, the Brazilian people face once more a break of the democratic order. As a result of the acceptance by the Senate of an impeachment process based on accounting irregularities, Dilma Rousseff, who had been elected in 2014 for a mandate of 4 years, was forced, on the 12th of May 2016, to stand down as President of the Republic. Even though this removal is supposed to be temporary, lasting up to 180 days, period during which the senators should reconvene to evaluate the motives that have resulted in the impeachment process, it is unlikely that Dilma should return to office.

Dilma Rousseff’s temporary removal from office is the culmination of a process characterised by unprecedented arbitrariness and polarisation in democratic Brazilian society, perceptible at least since her re-election in 2014. By attributing the recent corruption scandals exclusively to the Worker’s Party’s (PT) administrations (although they were the only ones who had the courage to investigate them through, even when investigations turned against their own) and by manipulating  public opinion against the supposed risks of a left-wing takeover of the country, the right-wing opposition to Dilma Rousseff’s government took advantage of the economic crisis that emerged after years of stability and growth and led a violent media campaign against it. It managed to aggregate against the Workers’ Party (PT) and Lula’s and Dilma’s governments large sections of business elites and conservative middles classes, as well as authoritarian sectors represented in Congress and in the Judiciary, evidently aiming the hammering down of the social rights secured by Dilma’s government and the deregulation of economy. Besides, once in power, they will probably decline to further investigate corruption as it is likely to involve their own people, as opposed to Dilma Rousseff, whose probity in the administration of public affairs is not doubted, as corruption charges are not part of the impeachment process.

The impeachment is a juridical tool of extremely restricted scope in Brazilian presidentialism. It is regulated by Art.85 of the Brazilian Constitution of 1988, and its use is restricted to cases involving serious offenses (crimes de responsabilidade, “responsibility crimes”) carried out by the President. As the accounting irregularities in the administration of public funds that Dilma Rousseff is accused of are not serious offenses in the sense prescribed by the Constitution, it is evident that this impeachment is not legitimately grounded. Furthermore, the whole process was full of questionable aspects, which contribute to add further illegitimacy to its results. Therefore, it is not an exaggeration to consider the present impeachment process against Dilma Rousseff a white coup, which will yield long-lasting consequences to the democratic Rule of Law in Brazil.

In the face of all this, we consider necessary to state our absolute repudiation of the illegitimate destitution of President Dilma Rousseff, and our strong support for the maintenance of the Rule of Law in Brazil.

Albena Azmanova – University of Kent, Belgium

Alessandro Ferrara – University of Rome Tor Vergata, Italy

Alina Valjent – Witten/Herdecke University – Germany

Allan Breedlove –Loyola University Chicago, USA

Alois Blumentritt – University Wien, Austria

Amy Allen – Pennsylvania State University  – USA

Anahi Wiedenburg – London School of Economics, Argentina/UK

Andreas Niederberger – Universität Duisburg-Essen, Germany

Anna Dißmann – Witten/Herdecke University – Germany

Arthur Oliveira Bueno –University of Erfurt, Germany

Asger Sorensen – Aarhus University, Denmark

Axel Honneth – University of Frankfurt/Columbia University, Germany/USA

Aysen Candas – Bogazici University, Istanbul, Turkey

Barbara Fultner  – Denison University, USA

Bernat Riutort Serra – University of Illes Ballears –Spain

Brian Milstein – Goethe University Frankfurt, USA/Germany

Carlos Henrique Santana – TU Darmstadt, Germany

Charles Taylor – Mc Gill University, Canada

Christopher Zurn – University of Massachussetts/Boston, USA

Cora McKeena – Trinity College, Ireland

Cristina Sánchez – Autonomous University of Madrid, Spain

Dan Swain – Czech University of Life Sciences, Czech Republic

Daniele Santoro – CNR, National Research Council of Italy, Italy

David Alvarez – University of Minho/Braga, Portugal

David Rasmussen – Boston College, USA

Debora Spini – Syracuse University in Florence, Italy

Dónal O’Farrell – Trinity College Dublin, Ireland

Elisabeth v. Thadden – University of Jena, Germany

Felicia Herrschaft – Goethe University Frankfurt, Germany

Filip Vostal – Czech Academy of Sciences, Czech Republic 

Firica Stefan – University of Bucharest, Romania

Francisco Naishtat – Universidad de Buenos Aires –Argentina

François Calori – Université de Rennes 1, France

Gesche Keding – Jena University, Germany

Giulia Lasagni – Università de Parma, Italy

Giuseppe Ballacci – University of Minho, Portugal

Gorana Ognjenovich – University of Oslo, Norway

Gustavo Leyva Martínez – Universidad Autónoma Metropolitana, México

Hans-Herbert Kögler – University of North Florida, USA

Hartmut Rosa – Jena University, Germany

Heikki Ikäheimo – University of New South Wales, Australia

Igor Shoikhedbrod – University of Toronto, Canada

Isadora Henrichs – Trinity College Dublin, Ireland

Italo Testa – Parma University, Italy

Jazna Jozelic – University of Oslo, Norway

João Honoreto – University  of Witten/Herdecke, Germany

Joaquín Valdivielso-Navarro – Universitat Illes Balears, Spain

Johan Söderberg – Göteborg University, Sweden

Johanna Oksala – University of Helsinki, Finland

Johannes Schulz – Frankfurt University, Germany

John Lumsden – University of Essex, UK

Jonathan Bowman – University of Arkansas, USA

Julian Culp – University of Frankfurt, Germany

Jürgen Habermas – J.W. Goethe Universität Frankfurt, Germany

Karoline Rhein – Witten/Herdecke University – Germany

Kendralyn Webber  –University of California Riverside, USA

Lenny Moss – University of Exeter, UK

Leonardo da Hora Pereira – Université Paris Ouest Nanterre La Défense, France

Lorenz Mrones – University of Witten/Herdecke, Germany

Luiz Gustavo de Cunha de Souza – Institut für Sozialforschung/Frankfurt –Germany

Marco Solinas – Florence University, Italy

Marek Hrubec – Czech Academy of Sciences, Czech Republic

Maria Ines Bergoglio – Universidad nacional de Córdoba, Argentina

María José Guerra – Universidad de Laguna –Spain

María Pía Lara – Universidad Autónoma Metropolitana, Mexico

Marjan Ivkovic – University of Belgrade, Serbia

Mark Haugaard – University Galway – Ireland

Marlon Urizar Natareno, Universidad Rafael Landívar, Guatemala

Martin Javornicky – University of Galway, Ireland

Martin Sauter – n/a –Ireland

Martin Seel – J.W.Goethe Universität Frankfurt, Germany

Masao Higarashi – Ritsumeikan University –Japan

Matteo Bianchin – University of Milano, Italy

Matthias Kettner – University of Witten/Herdecke, Germany

Matthias Lutz-Bachmann – J.W. Goethe Universität Frankfurt, Germany

Melis Menent – University of Sussex, UK

Miriam Mesquita Sampaio de Madureira – Universidad Autónoma Metropolitana, México

Mykhailo Minakov – Kiev-Mohyla Academy, Ukraine

Nancy Fraser –New School for Social Research, USA

Nancy Love –Appalachian State University, USA

Natalia Frozel Barros –University of Paris 1, France

Nathan Cogné – Trinity College Dublin, Ireland

Nicola Patruno – Goethe University Frankfurt, Germany

Niklas Angebauer – University of Essex, UK

Odin Lysaker – Agder University, Norway

Ojvind Larsen – Copenhagen Business School, Denmark

Onni Hirvonen – University of Jyväskylä, Finland

Pablo Gilabert – Concordia University, Canada

Patrick O’Mahonny – University College Cork –Ireland

Philipp Schink – J.W. Goethe Universität Frankfurt, Germany

Philippe Sonnet – Université Catholique de Louvain, Belgium

Pierre Schwarzer – Universität Witten/Herdecke, Germany

Radu Neculau – University of Windsor, Canada

Rahel Jaeggi – Humboldt University Berlin, Germany

Rainer Forst – University of Frankfurt, Germany

Richard Stahel – University of Constantin the Philosopher in Nitra, Slovak Republic

Robert Fine – Warwick University, UK

Robin Celikates – University of Amsterdam, The Netherlands

Rodrigo Cordero – Universidad Diego Portales –Chile

Ronan Kaczyznski – Goethe University, Germany

Rosie Worsdale – University of Essex, UK

Ruy Fausto – USP/Université de Paris 8, Brazil/France

Steven L. White – Wayne State University, USA

Susan L. Foster – UCLA, USA

Thomas Fossen – Leiden University, The Netherlands

Valerio Fabbrizi – University of Rome, Tor Vergata, Italy

Wolfgang Heuer – Freie Universität Berlin, Germany

Zuzana Uhde – Czech Academy of Sciences, Czech Republic

 

A CHARGISTA LAERTE RESUME O QUE É O DESGOVERNO GOLPISTA COMANDADO PELO GOLPISTA-MOR, TEMER

 

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              Não precisa escrever sobre o tema corrupção como a estrutura do desgoverno Temer. Laerte já desenhou. Ou precisa desenhar mais?

             Veja, e não precisa dialética para entender.

 

HOJE, DILMA, LULA, PARTIDOS DE ESQUERDAS, SINDICATOS E MOVIMENTOS SOCIAIS DISCUTEM O ‘PLEBISCITO JÁ!’

PRESIDENTA3EXPRESLULA3Hoje, dia 21, a presidenta Dilma Vana Rousseff, no Palácio do Planalto, discutem com Lula, partidos de esquerdas, sindicatos e movimentos sociais a questão do Plebiscito Já! O tema tomou mais corpo depois que foi percebido que tanto os partidos e de esquerda como partidos de direita aceitam eleições diretas e o plebiscito surge como uma forma de desdobramento para às eleições presidenciais.

Na semana passada a presidenta já havia conversado com movimentos sociais e sindicatos que ficaram de analisar a proposta. Hoje, a discussão já terá outra fase visto que os participantes irão apresentar suas observações sobre a fundamentação da consulta popular.

De acordo com o senador Roberto Requião (PMDB/PR), um dos poucos do partido do golpe que tem espírito democrático, há um número considerável de senadores que apoiam a ideia. Segundo o senador paranaense, na comissão do golpe, alguns senadores que votaram pela admissão do golpe, já afirmaram que podem mudar seus votos caso seja amadurecida a ideia das eleições presidenciais.

Por sua parte, Dilma já deixou claro que se for reconduzida ao cargo de presidenta, irá convocar o ‘plebiscito já’. É essa possibilidade de mudança de votos dos senadores quem vêm desesperando o golpista-mor, Temer. Não é por outro motivo que ele vem realizando todas as formas de barganhas com personagens do seu mesmo perfil psicológico e moral. Homens e mulheres com posições claras antidemocráticas. O caso  das dívidas dos estados que ele concedeu seis meses de ‘perdão’ para os governadores encontra-se inserida na bolsa de barganha mercantil.

Um desgoverno golpista que usurpou o poder de uma presidenta eleita com mais 54 milhões de votos não pode se comportar de forma ética, já que todo golpista tem uma deformação de caráter em relação à democracia. A própria corrupção que idealizou, elaborou e executou o golpe, segundo os senadores Romero Juca, Renan Calheiros e José Sarney, gravados pelo ex-deputado e senador do PSDB onde ficou durante 10 anos e 15 anos no PMDB, Sérgio Machado, é a corrupção que se encontra como corpo patológico no desgoverno do golpista, Temer. Golpe já declarado pelo próprio procurador-geral da República, que segundo ele, esses personagens conspiraram para tirar Dilma do governo com a clara intensão de paralisar a Operação Lava Jato para escaparem das condenações.

Com esse corpo patológico, os golpistas estão desesperados que Dilma reconquiste seu lugar de presidenta eleita. Não é para menos dado suas voracidades e cobiças pelo poder que eles sequer sabem como exercê-lo. Daí o desmonte que estão fazendo do Estado Brasileiro.

Por todo esse estado predador conduzido por Temer é que a consulta ao povo em forma de plebiscito, deve ser estudada e executada com toda segurança democrática. É com esse espírito que Dilma, Lula, partidos de esquerdas, sindicatos e movimentos sociais se encontram para analisá-la, porque o Fora Temer não pode ficar apenas como palavra de ordem combativa, mas como concretização.   

“No momento em que não mais servir, Temer será descartado como figura menor”

Roberto Amaral: “A direita não conseguiu controlar a operação Lava Jato e isso pode lhe ser fatal” - Créditos: Ivan Russo

Para ex-ministro Roberto Amaral, objetivo do golpe é implantar um Estado neoliberal, antinacional e antipopular.

 Wallace Oliveira

Por trás das movimentações dos operadores do golpe no Brasil, há uma disputa maior do que o mandato da Presidência da República. Por meio do governo Temer, poderosos grupos econômicos organizam um “novo” Estado, cuja função precípua é garantir, com eficácia e agilidade, o aprofundamento do processo de desnacionalização da economia brasileira, a entrega das riquezas nacionais, a retirada de direitos da classe trabalhadora, a desestruturação do Estado como garantidor de direitos sociais e a subordinação da política brasileira às injunções internacionais.

Ao mesmo tempo, porém, esse iníquo programa político joga água no moinho das lutas sociais. Estas, para que saiam vitoriosas, precisam pautar o restabelecimento do governo eleito, a implantação do programa progressista aprovado nas urnas em 2014 e uma profunda transformação do sistema político brasileiro.

A fim de discutir esse assunto, o Brasil de Fato MG conversou com Roberto Amaral, cientista político, ex-ministro de Ciência e Tecnologia e ex-presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Brasil de Fato MG – Em artigo recente (disponível no link: ramaral.org), você afirma que, com o golpe em curso, a direita projeta a arquitetura de um novo Estado. Que novo Estado é esse? Como essa nova configuração afeta a vida do povo brasileiro e as lutas sociais no país?

Esse “novo” Estado – neoliberal, antinacional e antipopular – já está em processo de implantação pelo governo interino (esse é seu papel):  a opção pelo grande capital; a desestruturação das grandes empresas nacionais, estatais ou não, a começar pela Petrobras; a entrega do pré-sal às multinacionais; a opção pelo desenvolvimento dependente; a renúncia a uma política externa própria; o fim das ações sociais compensatórias; a subordinação do interesse público ao interesse privado; a precarização do trabalho e aumento da informalidade; a concentração da riqueza substituindo os esforços de distribuição de renda; a substituição da escola púbica gratuita e de qualidade pela escola privada de má qualidade e cara; o aprofundamento dos desníveis regionais; o fim do Estado como agente indutor do desenvolvimento; a retomada das privatizações, o aumento da idade para a aposentadoria dos trabalhadores; o ajuste fiscal pago pelos pobres para financiar os juros da banca internacional. E, finalmente, o desemprego.

O atraso será tão ou mais profundo e duradouro quanto aquele decorrente do golpe militar de 1º de abril de1964. Assim, o “novo” Estado vai afetar, por muito tempo, o nosso povo, mas, também vai animar as lutas sociais, pois a esse projeto continuaremos reagindo com todas as nossas forças.

Você também diz que Michel Temer é uma contingência, que pode se tornar operacionalmente descartável em um futuro próximo. Que tipo de força política melhor encarnaria um projeto de longo prazo do grande capital?

A força política dedicada a este projeto já está em aliança e foi ela quem organizou o golpe parlamentar: o grande capital, o agronegócio, a grande mídia, setores do Poder Judiciário e setores da alta burocracia estatal autonomizada – Ministério Público, Polícia Federal, Receita Federal, unificados em torno do projeto neoliberal. Temer está na crista da onda por uma contingência: a vice-presidência. Mas, no momento em que não mais servir ao “projeto”, será descartado como figura menor, como descartadas já foram tantas e outras serão.

A direita, até aqui, não conseguiu controlar a operação Lava Jato e isso pode lhe ser fatal (para Temer e seus cúmplices de governo interino – não para os senhores da casa-grande que estão no poder desde sempre). O PMDB, veremos em breve, é o centro da corrupção em nosso país. E não é de agora.

“O atual sistema político-eleitoral não atende às necessidades do país”

Há anos, o PSDB tem sido identificado como o principal partido orgânico do neoliberalismo no Brasil. Com a desmoralização generalizada, que atinge a todos os partidos políticos, o papel histórico dos tucanos chega ao fim?

O PSDB não cumpriu o papel de agente da socialdemocracia e assume o discurso de uma direita golpista e neoliberal. Por outro lado, o DEM e o PPS caminham para o fim orgânico com a falência política: ficaram sem espaço quando o PSDB assumiu o discurso deles. O futuro do PSDB depende de sua capacidade de unificar a direita e ser seu porta-voz de forma consistente. Mas, para isso, terá de transformar-se em um partido. Hoje, é um arquipélago de projetos individuais.

Para superar a atual crise política, alguns grupos têm proposto como saída as eleições diretas. Por outro lado, também existe a proposta de uma modificação mais profunda no sistema político, por meio de uma constituinte exclusiva. O que você pensa sobre essas duas opções?

Estamos em uma encruzilhada e precisamos de muito engenho e arte. O projeto de eleições gerais não tem apoio na ordem constitucional. Como, pois, levá-lo a cabo sem a ruptura da institucionalidade? A esquerda não deve abrir mão da bandeira da legalidade. O fato objetivo é que o pacto que ensejou a Constituinte de 1988 está exaurido. O atual sistema político-eleitoral não atende às necessidades do país. A alternativa pode ser a convocação de uma Constituinte exclusiva (o Congresso funcionaria paralelamente) convocada para o fim específico de promover a reforma política, no prazo de um ano, findo o qual estaria automaticamente dissolvida. Mas, quem vai convocá-la?

Se o impeachment for barrado no Senado, é provável que Dilma retorne sem maioria no Congresso, sem o apoio daquela parcela do empresariado que apoiou os governos petistas na última década e sob fortes ataques da mídia hegemônica. Como garantir a governabilidade nesse quadro?

Retomando o projeto aprovado nas eleições de 2014 e promovendo um pacto popular-político que assegurará, a partir das ruas, mantidas sob mobilização, o apoio congressual necessário. O eventual novo período de Dilma Rousseff, para sustentar-se, terá de ser, como ponto de partida, um novo governo (que em nada lembrará o erro de 2015), apoiado nos trabalhadores e nas forças populares de um modo geral.

Não podemos ter ilusões quanto ao atual Congresso, mas suas garras estão sendo cerradas pela sucessão de escândalos que envolvem nossos parlamentares. Dezenas de senadores e mais de uma centena de deputados federais respondem a processos por corrupção. Um Congresso sem legitimidade, comandado por uma maioria sem ética, sem moral e sem representatividade dificilmente terá condições de impedir a governança, se a presidenta tiver atrás de si as forças populares.  A Câmara de hoje não é mais aquela do lamentável 17 de abril. E mais frágil será, ainda, se o Senado derrubar o golpe. A saída democrático-constitucional é a retomada do governo pela sua titular legítima. Fora daí, tudo é golpe. Golpe parlamentar, mas sempre golpe.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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