Arquivo para 22 de junho de 2016

MIGUEL DO ROSÁRIO, DO BLOG CAFEZINHO, MOSTRA OTÁVIO FRIAS MENTINDO AO AFIRMAR QUE SEU JORNAL, FOLHA DE SÃO PAULO, NÃO APOIOU O GOLPE

:

Reproduzo abaixo um trecho de um debate realizado há alguns dias, em Londres, durante o qual o proprietário da Folha de São Paulo, Otávio Frias Filho, tomou uma surra histórica, em pergunta feita pela britânica Sue Brandford, correspondente internacional do Latin America Bureau, organizadora do evento.

Otavio Frias, furioso, reagiu chamando a austera Brandford de “militante do PT”.

Tem sido cômica e previsível a reação dos barões da mídia às críticas, hoje mundiais, à sua postura golpista. Todo mundo, para eles, é “petista”, “pago pelo PT”, “simpatizante do PT”.

A reação dos oligarcas da mídia brasileira é sempre furibunda, autoritária. Invariavelmente, os oligarcas atacam o direito dos críticos se expressarem, e não o conteúdo em si.

A sua indignação é contra a própria liberdade de expressão de seus críticos, apesar de terem tentado se promover (cinicamente), nos últimos anos, como paladinos dessa liberdade.

Vide a carta que o próprio dono da Globo, João Roberto Marinho, enviou ao The Guardian, em resposta a um artigo de David Miranda.

Como exemplo desse esforço, de não apenas contestar a crítica, mas de negar-lhe a existência, a Globo contratou um pistoleiro, Pedro Doria, para escrever um artigo incrivelmente mentiroso dizendo que a imprensa internacional não chama o impeachment de golpe. Eu fiz um post sobre essa pistolagem.

Ou seja, a Globo tentou vender a seus leitores que as críticas da imprensa internacional ao golpe simplesmente não existiram: eram invenção dos “blogs”. Por isso, aliás, mandou (e foi obedecida imediatamente) o governo Temer perseguir os blogs.

Não podendo mais negar a existência das críticas ao golpe, o colunista Guilherme Fiúza, tentou uma jogada desesperada: acusou o New York Times de estar no bolso do PT.

Parece piada, e é tão ridículo que a gente efetivamente faz piada em cima dessas coisas, mas no fundo é uma coisa trágica, porque a consequência foi um golpe de Estado e o início de um desmantelamento brutal, atabalhoado, sádico, de todo um conjunto de programas sociais. O governo Temer, por exemplo, acaba de reduzir o Bolsa Família em R$ 14…

Essa irritação senhoril da mídia às críticas é também uma reação fascista, por várias razões:

– primeiro porque não responde à crítica em si, e sim ataca a pessoa que a emite, rotulando-a, tentando desqualificar o conteúdo de sua crítica colando no emissor um rótulo político cujo peso semântico a própria Folha ajudou a carregar de preconceito.

– segundo porque parte do pressuposto de que existam duas classes de pessoas: os isentos, seres superiores como o próprio Frias, imunes às paixões políticas, acima do bem e do mal; e os militantes, seres inferiores, cujas opiniões irracionais não servem ao debate e, portanto, nem deveriam participar de um debate sério.

Frias diz isso mesmo: que Brandford não deveria estar no mesmo debate que ele, porque ele é jornalista e ela é uma “militante do PT”.

Em algumas circunstâncias, não é xingamento chamar alguém de militante do PT. Em outras, como é o caso agora, é uma afirmação puramente ofensiva, uma tentativa vil, mau caráter, de desqualificar o debatedor.

Brandford não tem ligação nenhuma com PT. É uma britânica culta, viajada, cosmopolita, uma pessoa humanista e democrática, que conhece a realidade do Brasil, que é crítica ao golpe e, portanto, crítica ao papel que a mídia brasileira desempenhou nele.

Essa afirmação de Frias é uma manifestação inacreditável de arrogância e cinismo, bem típica da Folha.

Frias afirma, também com incrível cinismo, que foi “pessoalmente” contra o impeachment. Ora, o seu jornal fez (e ainda faz) propaganda aberta pelo impeachment desde o primeiro dia de 2015, através de todo o tipo de artifício semiótico. E não são sequer artifícios disfarçados, subliminares: a seção Poder da Folha exibe, desde início de de 2015, propagandas fixas, em destaque, em favor do impeachment. A cobertura das manifestações pró-impeachment tem sido monstruosamente enviesada, em favor do impeachment, além de profundamente desequilibrada em relação à cobertura dos eventos contra o golpe. Todos os dias, ocorrem debates contra o golpe. A Folha não divulga nenhum deles. Não faz vídeo, não faz charge, não faz entrevistas, contra o golpe, e quando o faz é numa proporção infinitamente menor que a mesma cobertura para o outro lado. Isso além da censura aberta, descarada, às críticas à própria mídia, em especial à Globo.

Tanto a Folha como a Globo ajudaram a convocar as manifestações em favor do impeachment.

É deveras interessante ouvir a resposta de Frias porque é muito raro, no Brasil, a participação desses barões no debate sobre mídia, até porque a eles não interessa que haja debate sobre o tema; a menos, é claro, que seja um debate absolutamente controlado por eles, como são alguns seminários de suas associações em São Paulo, com ingressos custando R$ 600,00.

Pode-se dizer que é o cinismo mais puro já produzido na história da humanidade.

Na história do golpe, a participação da mídia poderia ser resumida da seguinte forma: a Globo entrou com a violência; a Folha, com o cinismo.

Frias diz que “não acredita em manipulação”.

Ora, ora, ora.

Todos os livros e filmes já publicados sobre manipulação da informação devem ser jogados no lixo?

A manipulação em torno da história das armas de destruição em massa no Iraque não teve efeito nenhum sobre a opinião pública norte-americana e mundial? Frias nunca viu o filme Zona Verde?

Se a imprensa norte-americana, cúmplice da Casa Branca, conseguiu manipular a experiente opinião pública de seu país, a manipulação de uma sociedade democraticamente imatura, vítima de um sistema de comunicação infinitamente mais concentrado, é muito mais fácil!

O fascismo europeu, o antissemitismo, o ódio sectário que produziu duas guerras mundiais, não teve nada a ver com a história da manipulação de imensos contingentes populacionais, por meios de comunicação de massa?

Os estudos de Adorno sobre a indústria cultural, os livros de Chomsky sobre fabricação de consenso, os ensaios de Umberto Eco, devem ser todos tratados como inúteis?

Na verdade, Frias desrespeita (cinicamente, claro, porque ele não acredita nisso) a própria história dos meios de comunicação de massa, que tem igualmente aspectos positivos, de defesa de direitos humanos e democracia.

Esses aspectos positivos, porém, só podem ser elogiados e compreendidos se olharmos também os negativos: a manipulação sistemática da informação e, no caso da América Latina, a sua tendência histórica em apoiar movimentos antidemocráticos e golpistas.

É preciso entender que o poder de manipulação é proporcional ao cinismo da imprensa em se pretender isenta.

Porque a máscara de “isenção” é a principal arma da manipulação.

Se os jornais tivessem uma postura politicamente transparente, poderiam até fazer o mesmo tipo de jornalismo que fazem hoje, porém seu poder de manipulação seria reduzido. E o poder de manipular, de produzir crises, de interferir na democracia, é o que a imprensa brasileira mais preza, porque é através deste poder que ela consegue destruir qualquer adversário político ou concorrente comercial, e arrancar financiamentos e recursos publicitários do governo.

Ao final de sua fala, Frias apela para o sofismo barato: os críticos da mídia brasileira devem escolher, diz ele, se a mídia está decadente ou se continua todo-poderosa. Por aí se vê que o ódio de Frias, como dos barões midiáticos em geral, é sempre em direção aos críticos.

Ora, a mídia corporativa decaiu sim. A Folha imprimia 1,5 milhão de exemplares nos anos 90. Hoje imprime 200 ou 300 mil. Mas o seu poder continua muito grande, sobretudo quando se alia a setores partidarizados da burocracia: aí sim, o seu poder se multiplica consideravelmente.

Uma coisa é um jornal sozinho, fazendo denúncias, publicando reportagens investigativas feitas com muito esforço. Outra é quando setores da burocracia, imersos numa conspiração que o próprio jornal ajudou a insuflar, se aliam a este jornal para derrubar um governo. Aí sim a mídia corporativa volta a ser todo-poderosa.

Voltaremos ao cinismo de Frias em outras ocasiões.

Antes, tenho um pedido.

Precisamos transcrever, em inglês mesmo, a pergunta da Sue Brandford, para em seguida traduzirmos e legendarmos. Os internautas podem fazer a transcrição, de trechos ou completa, na caixa de comentários.

Se transcrever um trecho, outro internauta complementa, e o trabalho fica mais leve para todos.

Abaixo, o vídeo:

OAS E ODEBRECHT: QUEM GANHA COM A RECUSA DE UMA DAS DELAÇÕES

:

 

                    Por Tereza Cruvinel

Há alguma coisa mal explicada, com um leve jeito de jabuti, na decisão da força-tarefa da Lava Jato de aceitar apenas uma das delações premiadas que vêm sendo negociadas pelas duas maiores construtoras nacionais, a Odebrecht e a OAS. Os advogados delas já foram informados da decisão e o juiz Sérgio Moro voltou a tocar os processos normalmente. A exclusão de uma ou de outra pode significar que alguns agentes políticos serão poupados.

Se a excluída for a Odebrecht, por exemplo, não seriam atingidos os mais de 170 parlamentares que apareceriam na delação como recebedores de ajuda financeira. Ou propinas ou doações eleitorais, legais ou ilegais. Tudo isso agora é a mesma coisa. Possivelmente são os mesmos que já figuraram numa lista achada na empresa e que depois sumiu de cena. Se a excluída for a Odebrecht, esqueça-se a promessa atribuída a Marcelo Odebrecht, de fazer revelações sobre caixa dois para a campanha de Dilma Rousseff em 2014. Mas se for a OAS, ficarão de fora aquelas mensagens trocados por celular entre Léo Pinheiro e Eduardo Cunha, em que este reclama do pagamento de R$ 5 milhões a Michel Temer sem descontar a parte dos “outros”. Estes são exemplos óbvios, a partir do já conhecido ou posto em circulação, mas é cartesiana a dedução de que alguns vão se dar bem se uma das delações for dispensada.

A força-tarefa teria apresentado, segundo os advogados, dois motivos para aceitar apenas um dos acordos em negociação. Primeiro, o fato de as duas empresas terem atuado em consórcio em várias obras contratadas pela Petrobrás. Por isso, dariam informações redundantes sobre tais obras consorciadas. Mas isso, longe de prejudicar, só favoreceria as investigações, tirando qualquer dúvida sobre a veracidade do que foi informado.

O segundo motivo decorreria do fato de que, sendo elas, as maiores, estão sendo as últimas a negociar a colaboração premiada. Seria uma espécie de castigo por isso, ainda que resulte na impunidade de terceiros? Os procuradores disseram aos advogados que pelo menos uma das duas grandes empreiteiras terá que pagar pelos crimes descobertos pela Lava Jato, envolvendo políticos de diversos partidos. Estranho este discurso, pois nós, da praia, achávamos que todas iriam pagar. Tanto com as condenações de seus donos e executivos como com o pagamento de multas. As delações, até onde se sabe, atenuam mas não extinguem punições.

Este é o ponto. A informação de que uma das grandes não fará delação solta uma pulga de bom tamanho que já começa a incomodar até os entusiastas da Lava Jato. Por mais que tenham atuado juntas, OAS e Odebrecht são pessoas jurídicas distintas, que fizeram também acordos ilícitos separados com agentes políticos e partidárias. Quem ganharia com a exclusão de uma ou de outra? É pouco compreensível que, para castigar uma das empreiteiras, a Lava Jato prefira não saber o que ela fez, e com quem fez, fixando-se apenas na que serás delatora. Depois dos vazamentos seletivos, estaríamos chegando agora às delações seletivas?

Uma decorrência da decisão de rejeitar uma das delações foi uma competição entre as duas para vazar, pela mídia, as mais bombásticas revelações que fariam, buscando cada qual, com isso, tornar-se a escolhida dos procuradores. E com isso, os candidatos a delatores podem estar dando tratos à imaginação, indo além do acontecido para tornarem-se “atraentes”.

A pulga está solta.

COMEÇA HOJE, EM MARICÁ, O FESTIVAL DA UTOPIA E VAI ATÉ O DIA 26 QUE CONTARA COM AS PRESENÇAS DE LULA, DILMA, A ATIVISTA INDIANA VANDANA SHIVA, O ESCRITOR PAQUISTANÊZ TARIQ ALI ENTRE OUTROS

13346950_684561725014892_862671879511960375_n-661x351A cidade de Marica, no Rio de Janeiro, abrigará, a partir de hoje até o dia 26, personagens nacionais e internacionais para discutirem e apresentarem propostas para que seja produzido um mundo em que a maioria da população da Terra se sinta em seu próprio abrigo: a Terra.

Como é de conhecimento da maioria dos habitantes do planeta, o modelo dominante do capitalismo egoísta e de exclusão, como sempre fora patológico, agora se mostra como insustentável. Por essa realidade se faz necessário a produção de outra subjetividade que seja humana e não concentradora.

O encontro de multiplicidade socialista Festival da Utopia contará com as presenças de personagens do Brasil e de outros países. São políticos, filósofos, sociólogos, artistas, escritores, feministas, militantes, movimentos sociais entre muitos. Lula, Dilma, a deputada Jandira Feghali (CdoB/RJ), assim como a ativista indiana Vandana Shiva, e o escritor paquistanês Tariq Ali, se farão presentes.

Trata-se de uma potência política, o Festival da Utopia, simplesmente porque pensa o estado de coisa atual e, como variável, procura criar outra forma ontológica de existência. Totalmente diferente deste estado de coisa dominante onde a existência humana se encontra malograda.

TEMER NÃO CONSEGUE SE AUTOCENSURA E AFIRMA QUE FOI GOLPE QUE AFASTOU DILMA

TemerLMar220Na trapaça linguística-jurídica os golpistas tentaram de toda forma mostrar ao Brasil, ao mundo e a Deus que Dilma estava sendo julgada por crime previsto na Constituição Federal. Um crime alcunhado de impeachment pelos golpistas. Porém, o Brasil, o mundo e Deus, através do seu representante maior, o Papa, sabiam que se tratava do mais sórdido golpe contra a democracia brasileira e o governo da presidenta eleita com mais de 54 milhões de votos.

A psicose golpista se tornou tão delirante que os partidos reacionários e golpistas como o PPS e DEM entraram com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que a Corte obrigasse Dilma a explicar porque ela afirmava que o golpe era golpe e não impeachment. O pedido dos golpistas caiu nas mãos da ministra Rosa Weber que depois de algumas semanas resolveu engavetá-lo.

Por coincidência – ou não – a decisão ocorreu depois que os senadores Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney, em gravação do ex-deputado e ex-senador do PSDB durante 10 anos e membro do PMDB durante 15 anos, Sérgio Machado, mostraram quais as táticas golpistas para arrancar Dilma do governo para estancar a “sangria” promovida pela Lava Jato que poderia prendê-los.

O certo mesmo é que os golpistas que queriam que o Brasil, o mundo e Deus acreditassem que se tratava de um ato legal, quando na verdade foi sumariamente golpe. Agora, configurado como golpe, o próprio golpista-mor, Temer, em sua conta no Twuitter confessou em público.

Leia a confissão que o Brasil, o mundo e Deus, já sabiam.

“E ademais disso, pelo que sei, a senhora presidente utiliza o avião, ou utilizaria, para fazer campanha denunciando o golpe”, confessou o golpista-mor Temer.

Temer é péssimo em operação de raciocínio. Ele não consegue organizar um raciocínio sobre postulados lógicos para que tenha congruência inteligível. Ele demonstra essa deficiência sempre que tenta explicar algum fato. Um exemplo próximo foi quando tentou desmentir Sérgio Machado. Entretanto, é uma deficiência que é aceitável em um golpista, mas nunca em uma democrata como Dilma. Dilma raciocina em terceiro grau epistemológico. Por isso é presidenta.

Mas valeu a confissão em público.

MAIS UM AVANÇO NA LUTA PELOS DIREITOS DAS MULHERES: STF DECIDE QUE BOLSONARO É RÉU POR APOLOGIA AO ESTUPRO

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É fácil entender, principalmente porque não há vida inteligente na mente de nazifascista.

“Fica aí, Maria do Rosário, fica. Há poucos dias, tu me chamou de estuprador, no Salão Verde, e eu falei que não ia estuprar você porque você não merece. Fica aqui para ouvir”, afirmou o propagador da ideologia nazifascista, deputado Jair Bolsonaro, em 2014.

“Ela não merece porque ela é muito ruim, porque ela é muito feia, não faz meu gênero, jamais a estupraria. Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar, porque não merece”, Bolsonaro voltou a propagar sua ideia nazifascista em entrevista ao jornal Zero Hora.

A reação nazifascista-misógina de Bolsonaro ocorreu depois que a deputada Maria do Rosário (PT/RG) discursou no plenário da Câmara Federal contra a ditadura e homenageou as vítimas do regime repressor que se instalou no Brasil entre os anos de 1964 e 1985. Logo em seguida, Bolsonaro, começou seu conhecido discurso tentando ofender a deputada.

Maria do Rosário apresentou queixa a Procuradoria-Geral da República, e em dezembro do ano passado a vice-procuradora-geral, Ela Wiecko, apresentou a denúncia. Ontem, dia 21, o Supremo Tribunal Federal (STF), em sua maioria, entendeu que o deputado incitou a prática do estupro e ofendeu a honra da deputada Maria do Rosário. Agora ele é réu, no STF.

Durante esse tempo ele tentou se defender afirmando que tinha imunidade parlamentar, como se alguém que só por ser deputado pode cometer qualquer crime e se ver salvo por causa da tal imunidade parlamentar.

“Ao dizer que não estupraria a deputada porque ela não ‘merece’, o denunciado instigou, com suas palavras, que um homem pode estuprar uma mulher que escolha e que ele entenda ser merecedora de estupro.

Ele abalou a sensação coletiva de segurança e tranquilidade, garantida pela ordem jurídica a todas as mulheres, de que não vítimas de estupro porque tal prática é coibida pela legislação penal”, afirmou a vice-procuradora-geral Ela Wiecko.

Uma decisão jurídica que mostra o avanço da luta das mulheres contra a cultura do estupro, misoginia e a prepotências de alguns homens dominados por conflitos referentes às suas próprias sexualidades. 

 

O ‘jatinho-fantasma’ de Campos e Marina

PSB

A suspeita da PF é de que parte dos recursos movimentados nas contas que adquiriram o jatinho serviram para o pagamento de propinas e formação de caixa 2.

Altamiro Borges, em seu Blog

O sinistro caso do “jatinho-fantasma”, que serviu à campanha presidencial de Eduardo Campos (PSB) em 2014 – e, após o seu trágico falecimento, à jornada puritana de Marina Silva -, finalmente poderá ser desvendado. Nesta terça-feira (21), a chamada “Operação Turbulência”, que mobiliza mais de 200 agentes da Polícia Federal e reúne 60 mandados de busca e apreensão da Justiça, apresentou indícios de que os donos da aeronave pertencem a uma organização criminosa e têm relação com os casos de corrupção da Petrobras apurados pela midiática Lava-Jato.

Segundo as investigações, o grupo atuava em Pernambuco e Goiás e teria movimentado mais de R$ 600 milhões desde 2010. Entre os suspeitos que já foram presos encontram-se o filho do ex-deputado Luiz Piauhylino (PSB-PE) e os empresários João Carlos Lyra Filho e Apolo Santana. Ao investigar as empresas proprietárias da aeronave Cessna Citattion PR-AFA, que transportava Eduardo Campos, a Polícia Federal descobriu que eram “laranjas”. Na sequência, a PF concluiu que os seus sócios eram responsáveis por transações com várias firmas fantasmas, algumas delas investigadas na Lava-Jato.

A suspeita da Polícia Federal é de que parte dos recursos movimentados nas contas que adquiriram o jatinho serviram para o pagamento de propinas a políticos e para a formação de caixa 2 de campanha. Em depoimentos, os empresários João Carlos Lyra e Apolo Santana confirmaram, em agosto de 2014, que fizeram vários empréstimos para adquirir a aeronave da campanha de Eduardo Campos. O caso de Apolo Santana é o mais complicado. Dono da Bandeirantes Companhia de Pneus, ele recebeu fortunas em incentivos fiscais no segundo mandado de Eduardo Campos no governo de Pernambuco. A Polícia Federal suspeita que os benefícios tiveram relação direta com o empréstimo da aeronave.

Segundo o noticiário desta terça-feira, os mandados judiciais estão sendo cumpridos em 16 cidades pernambucanas e no Aeroporto de Guararapes, em Recife. Do total de 60 operações, 33 são de busca e apreensão, 22 de condução coercitiva e cinco de prisão preventiva. A Justiça também determinou a indisponibilidade de contas e o sequestro de aeronaves e helicópteros dos membros da organização criminosa. De acordo com os investigadores, os envolvidos responderão pelos crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Muita sujeira deve surgir nos próximos dias.

As doações “escondidas” da OAS

A “Operação Turbulência” deverá ter impacto nas pretensões políticas de Marina Silva, abalando seu acalentado projeto presidencial. A ex-verde sempre evitou tratar do “jatinho-fantasma”, mantendo sua aura de pura e ética. Agora, porém, as novas revelações poderão trincar a sua imagem. Para tumultuar ainda mais seu plano de voo, na semana passada o empresário Léo Pinheiro, um dos sócios da OAS, afirmou em sua “delação premiada” aos procuradores da Lava-Jato que repassou recursos ao Caixa-2 da sua campanha presidencial em 2010, quando ela concorreu pelo PV. Segundo o delator, o apoio financeiro de forma ilegal ocorreu porque “Marina não queria aparecer associada à empreiteira”.

A bombástica delação virou capa do jornal “O Globo” e repercutiu em outros veículos. De imediato, a eterna candidata, que hoje comanda a Rede, reagiu. “Nunca usei um real em minhas campanhas que não tivesse sido regularmente declarado”, garantiu em nota. Já Guilherme Leal, o sócio da empresa Natura que foi vice na chapa de Marina Silva em 2010, até confirmou ter recebido Léo Pinheiro em seu escritório, em São Paulo, mas negou ter recebido contribuições ilícitas. Ele informou, porém, que a OAS doou R$ 400 mil na ocasião ao PV, mas diz que o recurso foi registrado na Justiça Eleitoral.

Conforme ironizou a Folha, estas explicações não limpam a imagem da presidenciável. “O discurso de Marina Silva nem sempre se traduziu em práticas, e ela mesma reconheceu essa dificuldade em entrevistas. Nas campanhas de 2010 e 2014, ela foi criticada por ambientalistas por aceitar doações de empresas poluidoras e que não seguem à risca a legislação ambiental, como mineradores e fábricas de fertilizantes. A candidata justificou que aceitava essas doações em 2010 porque a campanha presidencial havia sido curta e não houve tempo para mobilizar os seus apoiadores”. A frágil resposta lembra a história inusitada do “jatinho-fantasma”, que agora finalmente aterrizou na realidade!


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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