Arquivo para 23 de junho de 2016

SENADORES DO PT DIVULGAM NOTA CONTRA A INVASÃO DA CASA DA SENADORA GLEISI HOFFMANN PELA PF AFIRMANDO QUE FOI ABUSO DE PODER POR NÃO HAVER AUTORIZAÇÃO DO STF

 

Gleisi Hoffmann

 

Leia a nota e tome sua posição.

A bancada de senadoras e senadores do Partido dos Trabalhadores vem a público manifestar total solidariedade à senadora Gleisi Hoffmann e sua família em face da prisão de seu marido, Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento e das Comunicações, cuja residência foi objeto de ação de busca e apreensão pela Polícia Federal.

A bancada estranha que tal prisão tenha ocorrido no momento em que a Nação toma conhecimento de fatos gravíssimos de corrupção que atingem diretamente o governo provisório, o qual se instalou justamente para tentar paralisar as investigações da Lava Jato. No entendimento da bancada, tal prisão e a invasão da sede do PT desviam o foco da opinião pública do governo claramente envolvido em desvios, para a oposição democrática, que sempre buscou a apuração de todos os fatos com isenção e transparência.

A bancada lembra, a esse respeito, que foram os governos do PT que aperfeiçoaram os mecanismos de combate à histórica corrupção em nosso país. Por isso, a bancada não teme quaisquer investigações, desde que sejam efetuadas com isenção e com o devido respeito aos direitos fundamentais da pessoa humana e aos princípios constitucionais que regem o Estado Democrático de Direito.

Entretanto, a bancada repudia, com veemência, o claro abuso de poder cometido. A residência oficial da Senadora Gleisi Hoffmann foi invadida, na presença de seus filhos menores, pela Polícia Federal, sem a devida autorização do Supremo Tribunal Federal. Com isso, usurparam-se atribuições constitucionais exclusivas do STF e da Procuradoria-Geral da República. Trata-se de fato gravíssimo, que atenta contra o Estado Democrático de Direito.

Por último, a bancada das senadoras e dos senadores do PT manifesta apoio irrestrito a uma de suas senadoras mais atuantes na defesa da democracia e dos direitos do povo brasileiro, hoje ameaçados por um governo ilegítimo, autoritário e retrógrado.

Brasília, 23 de junho de 2016

“ROMÁRIO TROCOU VOTO NO IMPEACHMENT POR CARGO. ELE USA A CAUSA DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA PARA AUTOPROMOÇÃO”, AFIRMOU A DEPUTADA MARA GABRILLI, DO PSDB

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               Depois de votar pelo golpe, o ex-jogador Romário, passou na segunda fase de análise da comissão do golpe, a se exibir como possível senador que mudaria de voto a favor da democracia votando em Dilma. Mas, como todos que conhecem esses tipos como Romário que antes de entrar no Legislativo, já tinha comportamento simulado, ninguém acreditou.

              E a prova final foi apresentada pela deputado do partido reacionário, PSDB, Mara Gabrilli. Ela afirmou que ele barganhou com Temer o cargo para a ex-deputada Rosinha de Adefal para a Secretaria da Pessoa com Deficiência. Gabralli disse, também, que Romário não sabe nada sobre deficiência. Não tem conhecimento técnico sobre o tema. E ainda afirmou que ele usa a causa da deficiência porque tem um filha com síndrome de Down. E afirmou mais, Romário “usa a causa das pessoas com deficiência para autopromoção.

         “Romário trocou o voto no impeachment por esse cargo. Ele, que se diz honesto, está fazendo o jogo mais podre da política. Vez barganha de voto. Depois de dizer publicamente que poderia votar a favor de Dilma, foi ao Planalto, esteve com o presidente Temer e pediu o cargo. Logo dpeois, como recompensa, a indicada dele torna-se secretária.

           Ele é um militante porque tem uma filha com síndrome de Down. Mas não é um militante técnico, não tem conhecimento aprofundado, sobre o assunto. Quando se pergunta uma coisa pra ele, ele não sabe. Romário usa a causa das pessoas com deficiência para autopromoção.

            Ao aceitar esse tipo de jogo, o presidente (Temer) mostra pouca sensibilidade para a causa das pessoas com deficiência. É lamentável”, analisou a deputada.

              Romário é candidato a prefeitura do Rio. É possível que com essa conduta de fazer acordo com desgoverno golpista em benefício próprio, usando pessoas idôneas e necessitadas, como sua filha, ele não consiga votos nem dos mais fanáticos torcedores do Vasco e do Flamengo. Quer dizer, já não conseguiria por votar pelo golpe promovido por indivíduos acusados na Lava Jato, agora mesmo que piorou sua ambição parlamentar.

POLÍTICOS ESTRANHAM QUE PEDIDO DE PRISÃO DE EX-MINISTRO DE LULA OCORRA DEPOIS QUE MINISTRO DA JUSTIÇA DE TEMER FOI A CURITIBA FALAR COM MORO

 

No Paraná

 

 Leia a reportagem de Hylda Cavalcanti para o site Rede Brasil Atual (RBA).

Brasília – Causou surpresa entre parlamentares, políticos e dirigentes partidários do PT e demais legendas aliadas da presidenta Dilma Rousseff, a coincidência de acontecimentos que precederam a prisão, no início da manhã de hoje (23), do ex-ministro Paulo Bernardo, que atuou no Planejamento e nas Comunicações nos governos Lula e Dilma, e a condução coercitiva do ex-ministro da Previdência Carlos Gabas para tomada de depoimentos. Os atos não foram conduzidos pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal (PF), conforme foi anunciado inicialmente, mas pela Custo Brasil, um dos desdobramentos da Lava Jato.

Foram expedidos 65 mandados judiciais entre prisões, tomadas de depoimentos e buscas e apreensões de documentos no Distrito Federal e nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Pernambuco. A ação apura pagamento de propina para funcionários públicos e agentes políticos do Ministério do Planejamento entre 2010 e 2015, em esquema que envolvia contratos do Executivo com uma empresa de tecnologia, a Consist.

A defesa do ex-ministro Paulo Bernardo afirmou que o Ministério do Planejamento se limitou a fazer um acordo de cooperação técnica com a referida empresa e que a questão nem sequer precisou passar pela aprovação do ministro, uma vez que o assunto foi totalmente tratado pela área de Recursos Humanos do ministério. A prisão de Bernardo também foi considerada ilegal pelos seus advogados, que argumentam não existir, no caso, o preenchimento de requisitos legais que a justifiquem.

Já o ex-ministro Carlos Gabas disse que nada tem a ver com a questão e pretende esclarecer tudo. De acordo com Gabas, durante a sua gestão na pasta, o Ministério da Previdência não teve qualquer ligação com a empresa citada na operação.

Conforme a denúncia em apuração, a Consist teria pago propinas após vencer uma licitação para prestar serviços de informática no âmbito de acordo  entre o Ministério do Planejamento, a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e o Sindicato das Entidades Abertas de Previdência Privada (Sinapp) para gestão de margem consignável em folha de pagamento dos servidores públicos federais.

Alívio para peemedebistas

O problema da operação em si, para petistas e parlamentares anti-impeachment, é o fato de a ação ter sido realizada logo após várias denúncias envolvendo políticos do PMDB, do PSDB e do PSB nos últimos dias. E poucos dias depois de o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, ter ido ao Paraná, para uma conversa com o juiz federal Sérgio Moro. Peemedebistas presentes no Congresso esta manhã, inclusive, chegaram a comentar que estavam se sentindo aliviados com a mudança do foco das denúncias dos caciques do PMDB outra vez para o PT.

Os principais portais de notícia publicaram imagens de policiais federais fortemente armados em frente ao prédio do diretório nacional da legenda, em São Paulo. O fato já divide o tempo de telejornais da Globonewscom a lembrança dos 20 anos da morte de Paulo César Farias, o PC, tesoureiro de campanha do ex-presidente Fernando Collor de Mello encontrado morto ao lado da namorada.

Para o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), o PT sempre defendeu que as ações da Lava Jato tenham continuidade e todos os casos sejam apurados, mas ele afirmou que os integrantes da legenda consideram estranho quando ações desse tipo são realizadas após a divulgação de fatos comprometedores envolvendo caciques tucanos e peemedebistas.

O secretário de Comunicação do PT, João Bravin, chamou de “fascista” a ação da PF na sede da legenda e questionou a diferença de tratamento em relação às buscas e apreensões decretadas no partido e ao que é dispensado às outras legendas. “Por que as autoridades não vão, da mesma forma, à sede de outras siglas?”, indagou.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que a prisão de Paulo Bernardo consiste em uma forma de constranger um ex-ministro do governo anterior. A ação, segundo ele, está sendo vista pelos parlamentares como uma maneira encontrada pelo governo interino de fazer nova “espetacularização” nas ações da Polícia Federal para tirar o foco das denúncias contra peemedebistas.

“Enganam-se os que acham que o episódio vai enfraquecer os trabalhos da comissão do impeachment, pois cada vez mais tem sido comprovada a ausência de crime por parte da presidenta Dilma Rousseff. E não serão esses tipos de ataque que vão constranger e atrapalhar a atuação dos petistas na defesa da presidenta”, acrescentou o senador.

A turbulência provocada pelas denúncias e informações reveladas na última semana teve início por meio de gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, de conversas mantidas por ele com os senadores Romero Jucá (PMDB-RR), Renan Calheiros (PMDB-AL) e o ex-presidente José Sarney (PMDB-MA). E culminou com denúncias citando o próprio presidente em exercício da República, Michel Temer, e o presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Denúncias contra o PSB

Como se não bastasse, nos últimos dias foi anunciado um esquema de lavagem de dinheiro que está sendo apurado, cujas primeiras informações envolvem a campanha política do ex-governador pernambucano Eduardo Campos, do PSB, morto num acidente aéreo em 2014, quando concorria à presidência da República (o caso está sendo apurado em separado e não faz parte das investigações da Lava Jato – consiste na Operação Turbulência, também da PF).

As informações podem vir a comprometer, ainda, a vice de Campos na época, a ex-senadora Marina Silva, hoje da Rede, que assumiu a disputa em 2014. Um dos envolvidos no caso, o empresário Paulo Cesar de Barros Morato, que estava sendo procurado para que fosse efetuada sua prisão, apareceu morto na noite de ontem em Olinda (PE), em situações estranhas. A polícia não esclareceu até agora se ele foi vítima de assassinato ou se cometeu suicídio – Morato é suspeito de ter coordenado ação que resultou na lavagem de dinheiro em montante da ordem de R$ 18 milhões.

Também ontem os holofotes da política voltaram-se outra vez para o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que passou a ser réu em mais uma ação penal.

A Polícia Federal deu informações sobre a Operação Custo Brasil no final da manhã, na sede da superintendência em São Paulo. Mas deixou os petistas com os pés atrás pelo fato de as ações terem sido realizadas tão pouco tempo depois de repercussões tidas como negativas para aliados do governo interino de Michel Temer.

Em pouco mais de 30 dias de governo, três ministros já tiveram de deixar o cargo e pelo menos cinco aliados da gestão Temer foram alvo de manifestações públicas por meio de gritos, xingamentos e acusações de “ladrões” e “golpistas”: o ministro José Serra (PSDB-SP), o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (SD-SP), o deputado Beto Mansur (PR-SP), o hoje ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e, mais recentemente, o senador José Aníbal (PSDB-SP).

STF CONFIRMA QUE FAMÍLIA QUE CORROMPE UNIDA PERMANECE UNIDA. TORNOU CUNHA RÉU PELA SEGUNDA VEZ E MULHER E FILHA FICAM NA LAVA JATO DE CURITIBA. TEMER TREME

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O Supremo Tribunal Federal (STF), em placar de basquete, 11X0, decidiu que o deputado Eduardo Cunha, presidente afastado da Câmara Federal e em processo de cassação por quebra de decoro parlamentar, é réu em um segundo processo. Desta vez, por recebimento de propina em conta não declara da na Suíça. Ele recebeu R$ 5 milhões em um esquema de corrupção. Além dessa denúncia existem outras provando que Eduardo Cunha é polivalente em corrupção.

A denúncia ao STF foi feita pela Procuradoria-Geral da República, através do procurador-geral Rodrigo Janot que apresentou as provas ao relator da Lava Jato, ministro Teori Zavascki. O ministro apresentou seu parecer embasado nas provas apresentadas por Janot, e os outros ministros acataram a decisão do relator votando com ele.

Em sua apresentação, Janot afirmou que Eduardo Cunha é o titular das contas na Suíça.

“A conta Órion, documentalmente comprovada na Suíça, é de propriedade do senhor Eduardo Cunha. Dela consta seu endereço no Brasil, cópia de passaporte, visto americano, informações pessoais e profissionais, data de nascimento e assinatura”, afirmou o procurador-geral.

Agora, Eduardo Cunha é biréu, e fica esperando o mês, a semana, o dia e a hora de seu julgamento.

ENQUANTO ISSO A MULHER E A FILHA ficam com endereço em Curitiba. Eduardo Cunha havia entrado com recurso no STF para sua que sua mulher, a perdulária, Cláudia Cruz, e sua filha, Daniele Dytz, não ficassem na 13ª Vara Federal, em Curitiba, onde atua Sérgio Moro. Mas o STF recusou o pedido e as duas ficam em Curitiba.

Diante dessa decisão Eduardo Cunha deverá ter sua tensão aumentada em relação à delação premiada que tanto afirma que não fará. Ele sempre mostrou pavor que sua mulher e filha fossem cair nas mãos de Moro. Agora, ele fará o possível para tentar tirá-la da famosa Torre de Londres. Como é chamada as prisões de Moro.

Se não houver qualquer tipo de acordo além das transparências jurídicas, Temer vai ficar tão tenso quanto Eduardo Cunha, porque o ‘caranguejo’ é sua alma golpista. O ‘caranguejo’ sabe muito bem o que Temer fez durante essa chamada amizade legislativa que de anos.

Esperemos.  

Dilma: “Governo se diz de salvação nacional, mas é de salve-se quem puder”

Dilma Rousseff, no Palácio da Alvorada.

Ao EL PAÍS, presidenta afastada chama Michel Temer e aliados de “horda de hunos”.Petista, falando no Alvorada, volta a acenar com plebiscito sobre novas eleições.

ANTONIO JIMÉNEZ BARCA

Um bando de pássaros coloridos atravessa o jardim do Palácio da Alvorada, em Brasília. Aqui mora — de certa forma reclusa — a presidenta afastada Dilma Rousseff. Em uma galeria futurista de pedra azul, há dois garçons com um carrinho com o café. Uma calma absoluta recai sobre o entardecer. Não há o burburinho de funcionários públicos nem secretários que entram e saem pelas dependências. Não se ouvem telefonemas estridentes de salas remotas. É uma terça-feira de trabalho normal na capital política de um país conturbado, mas quem imaginaria. A entrevista acontece na biblioteca, onde Dilma chega com um sorriso pintado na boca. Posa gentilmente para as fotos, faz piadas, elogia o jardim, o ar quente de Brasília no começo do inverno. Parece estar com um humor muito melhor do que há alguns meses, em um encontro anterior, quando ainda comandava o Brasil. Ela ri ao ouvir o comentário.

Bem, o que você realmente quer perguntar é por que não estou arrancando os cabelos de raiva, certo?

— Simplesmente saber por que não está mais triste.

— Não estou triste porque estou lutando por meus direitos. Quando alguém se sente vítima de uma injustiça deliberada — e a minha é deliberada —, a vontade de lutar dá sentido à vida. Sei que estou no lado certo da história. E eles não.

“Eles” são o presidente interino Michel Temer e seu novo Governo. Em 13 de maio, Dilma deixou o Palácio do Planalto, sede oficial da presidência, obrigada devido à abertura de um processo de impeachment que atualmente tramita no Senado e que será concluído, quase certamente, em meados de agosto, com uma votação definitiva. Ocorrerá após a abertura dos Jogos Olímpicos, para os quais, aliás, ainda não foi convidada. O novo Governo não lhe consultou nem a consulta para nada. Ela afirma que sua vida mudou, especialmente pelo fato de já não ter “o poder da caneta, da decisão”. Preenche sua agenda com debates e eventos públicos em diferentes partes do país, com sua presença em redes sociais, atendendo visitas em seu encantador Palácio da Alvorada ou na preparação de sua defesa no Senado para tentar voltar ao poder, seu objetivo e quase uma obsessão. Sua expressão endurece ao lembrar do novo Governo do presidente Temer, seu antigo aliado, e ao qual classificou reiteradamente de “traidor” e “capitão dos conspiradores”.

Dilma Rousseff no entardecer no Alvorada.
— Entraram no Governo como uma horda de hunos.

— Por quê?

— Você não pode entrar no Governo e rasgar o programa eleitoral que foi votado por 54 milhões de pessoas. Extinguem o Ministério da Cultura. Depois voltaram atrás, mas o que eles acham que devem fazer é o que fazem primeiro. Querem fazer uma reforma da Previdência que não prevê o aumento da inflação para os que ganham salário mínimo, que são 70%. E querem privatizar a Petrobras…

— Ainda não fizeram nada disso…

— Mas querem. Eles querem acabar com o pré-sal (uma gigantesca jazida de petróleo localizada abaixo do leito do mar) modificando o sistema de exploração para favorecer as grandes empresas. E querem acabar com a política de saúde e educação. Não têm legitimidade, mas já enviaram ao Congresso uma medida que compromete nesses setores não só o futuro de dois anos, o que já é um absurdo, mas de 20.

— Que medida?

A que limita as despesas em educação e saúde ao que foi gasto no ano anterior mais a inflação. O Brasil não é um país de população idosa. Pelo contrário: é de uma crescente população jovem. De modo que isso equivale a reduzir os gastos de educação per capita sistematicamente.

— Mas os mercados parecem ter se acalmado.

— Você acredita nisso? Eu acho que os mercados são bastante realistas, e até agora não mostraram nenhuma euforia. Este Governo tem três ministros que já caíram e algum outro engatilhado. E todos pelo mesmo motivo: a corrupção. E isso coloca o Governo em uma situação complicada. É um Governo que se diz de salvação nacional, mas, na realidade, é de salve-se quem puder?

— Vai conseguir convencer os senadores necessários para voltar? Acredita que irá voltar?

— Luto para voltar. É crucial para convencê-los. Para isso usamos o oxigênio do debate, para matar os parasitas da democracia. Devemos mostrar o que está em jogo aqui. Não é só o impeachment. É a história. A história está sendo registrada. O sistema político brasileiro está em colapso: o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, está afastado do cargo. O procurador-geral pediu para prender o presidente do Senado, Renan Calheiros. Minha volta tem a ver com meu mandato, mas também com a reconstrução da democracia no Brasil. É preciso perguntar o que o povo quer. Não estou dizendo que, se voltar, vai haver uma consulta popular. Estou dizendo que, para que haja uma consulta popular, é preciso que eu volte. Porque o meu mandato é legítimo. E o dele não é.

— Por que não fez essa consulta antes?

— Não tinha sentido. Meu mandato era legítimo.

— Mas estava a caminho do impeachment, sua impopularidade era enorme e havia manifestações com milhares de pessoas contra seu Governo…

— Mas tinha 54 milhões de votos. Em qualquer país do mundo, o fato de ser impopular em um regime presidencialista não leva a novas eleições.

— O que vai fazer diferente caso volte ao poder?

— Não haverá mais acordos com essa coalizão (o PMDB de Michel Temer e de Eduardo Cunha e outros partidos de centro que votaram a favor do impeachment). Isso acabou no país. Se voltar, tenho de pensar em como entregar o Brasil ao novo presidente eleito. Teremos que discutir se é possível governar com 35 partidos, se é possível governar sem fazer uma reforma política antes.

— E por que não a fez antes?

— Tentei em 2013. Mas não consegui. Não acredito que o Congresso que governa o Brasil agora aprove uma reforma política.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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