Arquivo para 10 de agosto de 2016

UMA FOTO SEM HISTÓRIA. EM TEMPO DE GOLPE SENADOR RENAN E MINISTRO LEWANDOWISKI SEGUROS E ALEGRES

      O filósofo Jean Baudrillard, talentoso e insigne interpretador da estética fotográfica, diz que na fotografia, escrita da luz, a imagem mostra, além do reflexo do objeto fotografado, a paralisação do movimento. O movimento, que é intensivo, parado. Para o filósofo, a imagem surge como um pedaço extraído da vida. E se alguém procurasse essa imagem-foto na vida, lá onde ela esteve antes de ser fotografada, não a encontraria. Ela foi retirada pela fotografia do circuito do movimento da vida.

    Comparando essa transvitalidade, onde o objeto desapareceu, coma representação imóvel da existência produzido por algumas representações das instituições do Brasil, onde a História encontra-se ausente, facilmente nós entendemos a foto postada aqui nesse momento onde o movimento-ayon dissipou-se.

       O presidente do Senado, distante da democracia-devir, Renan Calheiros, e o presidente do Superemo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski confirmam o filósofo Baudrillard. Uma imagem extraída da vida que impede o movimento histórico, porque só há História quando o novo se revela. A foto confirma que o golpe permite segurança e alegria. Certo que a alegria compensatória. Um afeto triste psicológico, e não a alegria de viver dos filósofos Spinoza, Nietzsche, Clement Rousset, entre outros.

      Em sua estética fotográfica, Baudrillard afirma que toda foto em pose, não é fotografia. Os dois personagens mostram o quanto sabem fazer pose, mas a objetiva não se sensibiliza para objetos-posados. A fotografia só percebe o que não se percebe. Os dois personagens se percebem demais. Por isso, fazem pose.  

DEPUTADOS PROTOCOLARAM LIMINAR NA COMISSÃO INTERAMERICANA DE DIREITOS HUMANOS DA OEA PARA SUSPENDER O GOLPE E CONDUZIR DILMA AO GOVERNO

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            Diante da maior violência inconstitucional da história do Brasil promovida por grupos golpistas expressados pelas mídias ideologicamente capitalistas-entreguistas, parte do judiciário e a maioria dos antidemocratas do Congresso Nacional que usurparam o governo Dilma eleita com mais de 54 milhões de votos para colocar no poder o inexpressivo e vaidoso Temer, parlamentares e senadores decidiram entrar com um pedido de liminar na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) para suspender o golpe e reconduzir a presidenta Dilma Vana Rousseff ao cargo para qual eleita democraticamente.

          Os parlamentares acreditam que a Corte poderá se manifestar antes da realização do despudorado julgamento cujos parlamentares participantes do golpe já haviam elaborado muito antes das eleições, vistos que se expressam como claras indigências políticas, como diz o filósofo Marx. À certeza dos parlamentares democratas encontra-se nos casos Petros, em que o prefeito de Bogotá recuperou seu mandato, e no caso Lopes Mendoza, na Venezuela. Os parlamentares progressistas afirmam que o Brasil é signatário da Convenção Americana de Direitos Humanos e se comprometeu a cumprir a decisão da Corte.

       “Tendo em vista que vivenciamos um golpe de Estado, com a participação do Parlamento, e, infelizmente, com a omissão do Judiciário, resolvemos buscar esse recurso internacional na OEA em caráter de urgência porque o processo está m curso e, se terminar, o dano será irreparável.

       O STF tem dito que se trata de processo político e não pode interferir, ou seja, nega-se o direito da presidenta de um tribunal superior. O STF, por omissão, se recusa a coibir a ilegalidade e fazer respeitar a Constituição do Brasil.

        Toda vez que o STF se pronunciou rechaçando toda possibilidade de revisão requerida pela vítima e os peticonantes, e que qualquer outra medida pendente resulta inválida para garantir a proteção dos direitos violados, considerando os termos transcritos, não há recursos judiciais pendentes com probabilidade de serem atendidos.

        O que a Corte decidir o Brasil tem que cumprir”, analisou o engajado, corajoso, juto e inteligente Wadih Damous.

 

O PLACAR ERA DE 2X2, MAS GILMAR MENDES, ‘CRAQUE’, DESEMPATOU EM FAVOR DE RUSSOMANO

Gilmar e Russo

O conhecido reacionário Celso Russomano é candidato ao cargo de prefeito de São Paulo pelo partido golpista PRB, porém, estava condenado pelo Ministério Público (MP) por crime de peculato por ter usado dinheiro público para pagar a gerente de sua produtora de vídeo Night and Day Promoções como funcionária de seu gabinete. O fato ocorreu entre os anos de 1997 e 2001. A pena seria de dois anos e dois meses de prisão depois convertida em penas alternativas.

Celso Russomano de acordo com pesquisas, se encontra em primeiro lugar como forte candidato representando pelo o que há de mais reacionário no Brasil junto com partidos semelhantes como PMDB, PSDB, PPS, DEM, PSB, entre outros. Por essa desenvoltura conservadora havia uma grande disposição para que ele não fosse condenado. Aí, não deu outra.

Julgado ontem dia, 9, pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que tem como presidente o conhecido ministro das causas conservadoras Gilmar Mendes, ele foi absolvido da condenação. O placar estava empatado em 2×2, com votos pela condenação dos ministros Teori e Carmen Lúcia, relatora do processo, e pela absolvição dos ministros Dias Toffoli – amigo de Gilmar- e Celso de Mello, também conservador. Peleja empatada, entrou em campo o craque Gilmar Mendes. Celso Russomano ganhou e a democracia perdeu. Para os ministros salvadores de Russomano não houve crime de peculato

Mais uma jogada da justiça dos tempos atuais.

O conhecido reacionário Celso Russomano é candidato ao cargo de prefeito de São Paulo pelo partido golpista PRB, porém, estava condenado pelo Ministério Público (MP) por crime de peculato por ter usado dinheiro público para pagar a gerente de sua produtora de vídeo Night and Day Promoções como funcionária de seu gabinete. O fato ocorreu entre os anos de 1997 e 2001. A pena seria de dois anos e dois meses de prisão depois convertida em penas alternativas.

        Celso Russomano de acordo com pesquisas, se encontra em primeiro lugar como forte candidato representando pelo o que há de mais reacionário no Brasil junto com partidos semelhantes como PMDB, PSDB, PPS, DEM, PSB, entre outros. Por essa desenvoltura conservadora havia uma grande disposição para que ele não fosse condenado. Aí, não deu outra.

        Julgado ontem dia, 9, pela 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que tem como presidente o conhecido ministro das causas conservadoras Gilmar Mendes, ele foi absolvido da condenação. O placar estava empatado em 2×2, com votos pela condenação dos ministros Teori e Carmen Lúcia, relatora do processo, e pela absolvição dos ministros Dias Toffoli – amigo de Gilmar- e Celso de Mello, também conservador. Peleja empatada, entrou em campo o craque Gilmar Mendes. Celso Russomano ganhou e a democracia perdeu. Para os ministros salvadores de Russomano não houve crime de peculato

        Mais uma jogada da justiça dos tempos atuais.

O Brasil espera um gesto de recusa

Jonas Pereira

O que a ganância quer do Senado é a licença para uma longa noite de execuções contra o povo brasileiro.

por: Saul Leblon

Sobraram duas alternativas: a heroica devolução do poder ao povo para renovar a República – e assim repactuar democraticamente as bases do desenvolvimento; ou o caos espiralado em direção a um novo ponto de coagulação repressivo da história nacional.

Os senadores brasileiros terão que se superar nessa escolha.

 Sim, não há precedente de grandeza dessa ordem.

Mas até mesmo alguém como Cristovam Buarque poderá ser impelido pela atração gravitacional de circunstâncias de risco extremo.

 A rigor, só a cumplicidade da mídia sustenta o golpe.

A ganância da plutocracia em devorar direitos trabalhistas e sociais dificilmente será saciada em sua gula por um mordomo desprovido de qualquer decência e legitimidade.

A carta da Presidenta Dilma à nação, lastreada em negociação propositiva com os movimentos sociais e senadores, pode ter peso nesse magnetismo de convergência para as urnas.

Outras variáveis dançam desordenadamente na boca do vulcão.

Só quando houver mídia plural e ecumênica saberemos, por exemplo, o que se passou nos bastidores da Lava Jato até se chegar  à  ‘pandelação’ da Odebrecht.

Por que se definiu que a denúncia dos R$ 23 milhões doados a Serra abriria a fila dos vazamentos desta vez? Por que o assunto desapareceu da pauta da Folha –e de vários outros veículos–  24 horas depois de ter merecido garrafais  no domingo (07/08/2016)?

É possível que não tenha sido mais que um álibi desesperado.

Ou seja, o lubrificante para o golpe de morte contra Lula, às vésperas da votação do impeachment, capaz de despejar um balde de adesismo nos senadores hesitantes.

A eficácia da manobra de qualquer forma é no mínimo discutível.

O fato de não escarafunchar o PSDB e o PMDB com as lâminas do rigor cravadas no PT, já arrastou o califado de Curitiba à vala comum da corrupção moral na qual  buscou calcificar a agenda progressista brasileira.

Das togas, basta dizer que a mais atuante veste as medidas éticas de um dos principais militantes da direita brasileira, como diz o PT.

A fragilização do sistema econômico, político e jurídico assim intoxicado, atingiu tal anomia que de alguma forma tornou-se permeável à construção de uma alternativa de sobrevivência democrática da sociedade.

E é isso que deve ser heroicamente tentado nas semanas que antecedem, nos dias que sobram, nas horas poucas que dividem o Brasil pré e pós votação do impeachment.

No limite, os verdadeiros democratas, os nacionalistas, os liberais dignos e os progressistas com assento no Senado devem se recusar a participar da farsa, capaz de inviabilizar por décadas o sonho de construção de uma democracia social no país.

Para que não se naturalize a mentira diuturnamente martelada pelo jogral midiático, de que esse capítulo da tragédia brasileira será curetado com uma grande carbonização do PT e da CLT,  é preciso sacudir a previsibilidade do caminho ao cadafalso.

A mobilização popular turbinada pelas circunstancias extremas que ameaçam o país tem o poder de catalisar esse gesto de recusa.

Ao contrário de levar ao impasse ele consagra a repactuação do desenvolvimento como a única nesga de futuro capaz de furar a espessa noite de opressão que baixa sobre o Brasil.

Qualquer outra solução levará o país ao cemitério das nações.

Quando a névoa da crise embaralha os pontos cardeais de uma sociedade, e o conservadorismo  assume o leme das ‘soluções finais’  – sangrar ainda mais pobres para salvar os mercados, como apregoam os seguidores de um neoliberalismo esgotado–   povos e nações são esfacelados.

Não raro, permanecem no limbo anos a fio.

A sociedade brasileira já viveu esse inverno da esperança nas suas forças.

A chamada década perdida dos anos 80 foi um desses socavões do desenvolvimento.

O PIB per capita brasileiro registrou uma variação medíocre de 0,8%, em média, no período, mas o dos pobres ficou muito aquém disso.

A crise da dívida externa e o descontrole da inflação varreram o mundo do trabalho para o abismo do desemprego. O empobrecimento de amplas camadas da população disseminou a fome e a insegurança.

Entre 1979 e 1987, a economia brasileira foi sangrada com o pagamento de US$ 82,5 bilhões de juros aos credores externos.

Equivalia a subtrair do metabolismo econômico algo como 28,5 milhões de salários mínimos.

E eles foram subtraídos: a fatia dos salários no PIB caiu de 40%, em 1970, para 37% no final dos anos 80.

Era uma bola de neve.

Nenhum segmento da sociedade conseguiu materializar um projeto de futuro enquanto o impasse crônico da economia não foi destravado pela ascensão dos movimentos sociais.

Foi a luta pela democratização e o fim do arrocho da ditadura militar que destravou a história brasileira.

A virada condensou-se nas grandes conquistas sociais e políticas da Constituinte de 1988, fruto de uma ascensão popular que o conservadorismo nunca engoliu e agora, de novo, quer revogar.

A crise econômica atual foi magnificada pelo cerco –e os erros e recuos– que fragilizou as forças progressistas.

Na economia dispõe-se de algumas salvaguardas cuja ausência fomentou o quadro caótico dos anos 80: as reservas internacionais são robustas; inflação é alta mas não descontrolada;  há políticas sociais massivas para atenuar o desemprego, igualmente devastador; o salário mínimo tem poder de compra superior; há políticas desenhadas de fomento , infraestrutura e energia etc.

O ataque golpista, todavia, e a captura de recursos fiscais crescentes pela república rentista, estreitam a margem de manobra do Estado.

Em 2015, lembra o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, 82%  do déficit nominal das contas públicas decorreu do pagamento de R$ 502 bilhões de juros aos credores da dívida pública.

Na outra ponta,  o orçamento destinou R$ 103 bilhões ao Ministério da Educação, R$ 121 bilhões ao da Saúde, R$ 75 bilhões ao Desenvolvimento Social, R$ 20 bilhões aos Transportes e R$ 86 bilhões ao déficit da previdência  — um total de R$ 405 bilhões, quase R$ 100 bi menos que a ‘bolsa rentista’.

Turbinar essa irracionalidade com a restauração da mundialmente esgotada agenda de reformas neoliberais –basicamente, supressão de direitos, desregulação de mercados e queima de patrimônio público—é o que está posto no day after de uma vitória do impeachment.

Não será fácil convencer o imaginário social das virtudes intrínsecas  à troca do ‘populismo lulopetismo’ pelo estado de exceção de direitos e conquistas sociais, nas mãos de querubins da ética, como Temer, Padilha Serra ou Aécio.

Independente do resultado da votação, o gesto digno dos senadores  que se recusarem a assinar a licença para essa longa noite de execuções terá um peso referencial na repactuação do futuro brasileiro.

Pode ser a diferença entre a restauração do poder discricionário da democracia para ordenar os mercados e os frutos do desenvolvimento, ou a mexicanização do país.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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