Arquivo para 26 de agosto de 2016

Relatório-ficção comprova desespero da Lava Jato: não têm nada para acusar Lula

Operadores não têm como entregar a mercadoria prometida à imprensa, pois não há provas contra Lula, e produzem novo factoide

O relatório do delegado Marcio Anselmo sobre o Edifício Solaris, divulgado hoje (26/08), é a prova cabal de que, após dois anos de investigações marcadas por abusos e ilegalidades, os operadores da Lava Jato não encontraram nenhuma prova ou indício de envolvimento do ex-presidente Lula nos desvios da Petrobrás.

      Não encontraram porque este envolvimento nunca existiu, como bem sabe a Lava Jato. Mas seus operadores não podem admitir, publicamente, que erraram ao divulgar, por tanto tempo e com tanto estardalhaço, falsas hipóteses e ilações. Por isso, comportam-se de forma desesperada, criando factoides para manter o assunto na mídia. O relatório do delegado Anselmo é “uma peça de ficção”, de acordo com a defesa de Lula (leia nota dos advogados ao final do texto)

      Lula não é e nunca foi dono do apartamento 164-A do Solaris nem de qualquer imóvel além dos que declara no Imposto de Renda. O relatório do delegado Anselmo não acrescenta nada aos fatos já conhecidos. É uma caricatura jurídica; um factoide dentre tantos criados com a intenção de levar Lula a um julgamento pela mídia, sem provas e sem direito de defesa.

      É simplesmente inadmissível indiciar um ex-presidente por suposta (e inexistente) corrupção passiva, a partir de episódios transcorridos em 2014, quatro anos depois de encerrado seu governo. É igualmente inadmissível indiciar pelo mesmo sposto crime o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamoto, que também não é servidor público.

      Mais grave, injusto e repugnante, no entanto, é o indiciamento de Marisa Letícia Lula da Silva. Trata-se de mesquinha vingança do delegado e de seus parceiros na Lava Jato, a cada dia mais expostos perante a opinião pública nacional e internacional, pelos abusos sistematicamente cometidos.

      Esta mais recente violência da Lava Jato contra Lula e sua família só pode ser entendida por 3 razões:

  1. O desespero dos operadores da Lava Jato, que não conseguiram entregar para a imprensa a mercadoria prometida, ou seja: provas contra Lula nos desvios da Petrobrás. 
  2. Trata-se de mais uma retaliação contra o ex-presidente por ter denunciado os abusos da Lava Jato à Corte Internacional de Direitos Humanos da ONU;
  3. É mais um exemplo da sistemática sintonia entre o calendário da Lava jato e a agenda do golpe, tentando criar um “fato novo” na etapa final do processo de impeachment.

     O povo brasileiro reconhece Lula como o melhor presidente que o país já teve, o que está claro nas pesquisas sobre as eleições de 2018.  O povo está percebendo, a cada dia com mais clareza, os movimentos da mídia, dos partidos adversários do PT e de agentes do estado, que não atuam de forma republicana, para afastar Lula do processo político, por vias tortuosas e autoritárias.

      Têm medo de Lula e têm pavor da força do povo no processo democrático.

 

O CRIME DO GOLPE CADA VEZ MAIS CLARO PARA O POVO. AUDITOR DO TCU, D´ÁVILA ELABOROU JUNTO COM PROCURADOR, MARCELO, DOCUMENTO QUE ELE MESMO IRIA APRESENTAR PARECER

Raldonfe e D'Ávila

Simples. Muito Simples.

         Antônio Carlos D’Ávila, ex-auditor  do Tribunal de Contas da União (TCU), participou da elaboração da representação do documento a pedido do procurador Júlio Marcelo, o ‘informante’ que vem a ser “a principal peça de acusação contra a presidenta Dilma”. O começo da trapaça para a sordidez do golpe.

        Elaborado o documento, o mesmo deveria ser distribuído para a Secretaria de Fazenda do TCU. Só que como se tratava de sórdida trapaça para impedir Dilma, o documento foi levado para a Secretaria de Macroavaliação Governamental do TCU local onde Carlos D’Ávila era lotado.

       O mais simples para entender as imagens e molduras do quadro do golpe.

     Lá, o próprio D’Ávila deu o aparecer para iniciar a trapaça sórdida do golpe.

         Foi o senador Randolfe Rodrigues (REDE/AP) quem percebeu a trapaça na noite de ontem, 25, quando D’Ávila teceu seu depoimento. E que o própria D’Ávila narrou como foi realizada a trapaça golpista.

       “Coincidentemente a representação caiu exatamente com D’Ávila para que ele desse o parecer. Embora o processo devesse ser apresentado por Júlio Marcelo devesse ter sido distribuído para a Secretaria de Fazenda do TCU, foi distribuído para Secretaria de Macroavaliação Governamental, órgão onde atuava o ex-auditor Antônio Carlos D’Ávila.

     Coincidentemente a representação caiu exatamente com D’Ávila para qele desse o parecer”, afirmou ironizando Randolfe Rodrigues.

         Trama criminosa. Entenderam o senador Jorge Viana, e o ex-ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) e advogado defesa de Dilma no golpe, Eduardo Cardozo.

       “O auditor é uma espécie de juiz e não poderia ter colocado sua digital num texto que depois seria alvo de uma representação e apreciado por ele mesmo. Foi muito errado o que aconteceu e entraremos com representação judicial. Entraremos, inclusive, com interpelações sobre o caso junto ao Conselho Nacional do Ministério Público e junto ao TCU sobre o caso. Até porque trata-se de um assessor com poder decisório”, sentenciou o senador Jorge Viana.

      Por sua vez, Cardozo, disse que “eles formularam a fraude que colocou o Brasil em xeque”.

        “Tratou-se de uma conduta combina dos dois servidores públicos. O Ministério Público – que é parte no processo – pedir ajuda para elabora uma peça à autoridade que vai avaliar e dar parecer sobre essa peça é o mesmo que um advogado pedir para um juiz que vai ajudar um processo para ajudar na elaboração da petição inicial.

         As condutas adotadas por D’Ávila e Júlio Marcelo ferem os artigos 5°, 13° e 14° do Código de Ética do TCU. A ação de Júlio Marcelo está em desacordo com a Lei 8.112, que rege o funcionalismo público.

        Juntos eles formularam as teses das pedaladas, da operação de crédito que não houve. A tese fabricada para condenar Dilma. Formularam a fraude que colocou o Brasil em xeque”, sentenciou Cardozo.

       Cardozo também afirmou que vai solicitar, em caráter de urgência, do ministro Lewandowsky, as atas e notas taquigráficas da sessão para que sejam pedidas executadas as medidas disciplinares e disciplinares cabíveis.

       Cada vez o crime do golpe fica claríssimo para o povo, e, consequentemente, o tremor e temor de Temer aumenta.

DENÚNCIA. Randolfe desmascara a segunda testemunha dos golpistas; Antônio Carlos D’Ávila ajudou a elaborar a representação que iria julgar

dávila

Julio Marcelo

 

D’Ávila, sobre Julio Marcelo, a primeira testemunha desmascarada: “Ajudei, sim”

JOGO COMBINADO
Segunda testemunha dos golpistas desmascarada

do PT no Senado, sugestão de Aton Fon Filho

O senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) encurralou a segunda testemunha de acusação contra a presidenta Dilma Rousseff. Ele escancarou a parcialidade de Antônio Carlos D’Ávila Carvalho, ex-auditor de controle externo do Tribunal de Contas da União (TCU) — o mesmo que em depoimento à Comissão Especial do Impeachment (CEI), em 8 de junho passado, disse ter sentido “um frio na barriga” ao constatar irregularidades que teriam sido cometidas pelo governo Dilma Rousseff. A essas irregularidades ele deu o nome de “pedaladas fiscais”.

O que Randolfe revelou ao plenário do Senado, porém, é bem diferente: D’Ávila, encarregado de dar o parecer sobre a representação feita pelo procurador Júlio Marcelo, auxiliou a elaboração dessa mesma representação. Durante a oitiva da testemunha, no julgamento do impeachment, na noite desta quinta-feira (25), o senador pôs a nu a clara trama que levou à elaboração da peça construída pelo procurador do Ministério Público de Contas do TCU.

D’Ávila admitiu que Júlio Marcelo pediu seu auxílio na construção do que se transformou na principal peça de acusação contra a presidenta Dilma – a representação do TCU. “Conversei com ele, passei a ele alguns conceitos, Auxiliei sim”, confessou.

Aí estava caracterizada a estranha “coincidência”. Ele auxiliou na elaboração de um processo que, estranhamente, depois foi enviado justamente à área do TCU onde ele atuava. “Coincidentemente”, como anotou Randolfe, a representação caiu exatamente com D’Ávila para que ele desse o parecer.

“Embora o processo apresentado por Júlio Marcelo devesse ter sido distribuído para a Secretaria da Fazenda do TCU, estranhamente foi distribuído para a Semag (Secretaria de Macroavaliação Governamental) onde atuava quem? O doutor Antônio Carlos D’Ávila”, disse um atônito Randolfe.

“A testemunha admitiu aqui que subsidiou a representação. A mesma que foi julgada por ele”!, prosseguiu. Ao lado, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) parecia não acreditar.

“A distribuição do processo no TCU foi feita para assegurar que a representação caísse justamente nas mãos de D’Ávila e não para a secretaria de origem”, concluiu.
Confrontado, D’Ávila Carvalho disse que não havia nada de estranho ou irregular em sua conduta. “Eu poderia ter representado; e não há nada de não republicano na minha conduta”, esquivou-se.

Cardozo: “Fraude que colocou o País em cheque”

O advogado de defesa da presidenta Dilma Rousseff declarou-se “estarrecido” com a conduta combinada dos dois servidores públicos. Afinal, o Ministério Público — que é parte no processo— pedir ajuda para elaborar uma peça justamente à autoridade que vai avaliar e dar parecer sobre essa peça “é o mesmo que um advogado pedir para um juiz que vai julgar um processo para ajudar na elaboração da petição inicial”.

Ele destacou que a conduta de D’Ávila e Júlio Marcelo fere os artigos 5º, 13º e 14º do Código de Ética do Tribunal de Contas, além da ação de Júlio Marcelo estar em desacordo com a Lei 8.112, que rege o funcionalismo público. Ele solicitou ao ministro Lewandowski, em caráter de urgência, as atas e notas taquigráficas da sessão para tomar as providências disciplinares e tipificadas cabíveis.

“Juntos, eles formularam a tese das pedaladas, da operação de crédito que não houve. A tese fabricada para condenar Dilma. Formularam a fraude que colocou o Brasil em cheque”, denunciou.

Giselle Chassot, Cyntia Campos e Catharine Rocha

ECONOMISTA LUIZ GONZAGA BELLUZZO AFIRMA NO SENADO QUE PRESIDENTA DILMA NÃO COMETEU CRIME DE RESPONSABILIDADE; COMETEU, SIM, DESPEDALADA

Edilson Rodrigues/Agência Senado:

A presidenta não cometeu nenhum crime de responsabilidade.

Presente no plenário como testemunha de defesa da Presidenta Dilma Vanna Rousseff e depois tornado informante o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-presidente do Palmeiras, afirmou que não viu nenhuma irresponsabilidade da presidenta na edição das medidas tomadas. As pedaladas ele as chamou de despedaladas.

Declarou sua dedicação à democracia e  à instituição do voto popular.

Às perguntas dos senadores respondeu que comparecia ao Senado por ser contra o que está acontecendo com a presidenta. Hoje com 74 anos teve experiências ruins com regimes de exceção. Vem desde Getúlio Vargas, Jango, JK, golpe de 1964 e não preza por atitudes antidemocráticas.

Os senadores golpistas não estão presentes no plenário. Estão participando senadores contrários ao golpe. Esse é um momento importante para o esclarecimento dos motivos do golpe e o economista Belluzzo não foi ouvido na fase anterior do processo e independente disso é papel do senador golpista ficar no plenário e acompanhar os depoimentos. 

O depoimento do economista foi muito importante porque mostrou que para o plenário que as medidas tomadas pela presidenta foram positivas para a agricultura familiar e do agronegócio bem como para a Embrapa.

Disse ter no senado grandes amigos dentre eles alguns contrários às suas ideias e posicionamento político. Falou de Temer como um dos colegas da época de Universidade. Hoje em caminho tortuoso.

Fez uma análise da vida política e econômica vivida pelo Brasil hoje.

 

SENADORA GLEISI HOFFMANN ERRA AO DIZER QUE SENADO NÃO TEM MORAL PARA JULGAR A PRESIDENTA. QUEM NÃO TEM MORAL SÃO OS SENADORES GOLPISTAS

:

Por volta das 11 horas de hoje, o ressentido presidente do Senado, Renan Calheiros, não assimilado o nocaute dado de forma errada ontem pela Senadora Gleisi Hoffmann decidiu incendiar o parlamento.

Descendo do púlpito foi à ralé e de lá fez algumas declarações acertadas e ao mesmo tempo errando. Ofendeu os burros. Os animais possuem características próprias, são animais não racionais e ao mesmo tempo são explorados e não reclamam. O homem não é burro. Alguns são grandes homens, estadistas. Outros são sabujos, golpistas. Como vários senadores que já possuem uma ideia fixa pelo golpe à instituição democrática, como existem outros que estão compondo um entendimento diferente e votarão contra o golpe.

Renan compara o Senado a um hospício. Outra ofensa. No mundo hoje há um política de se acabar com os hospícios. Acerta porque ali há um bando de loucos ávidos para se livrarem da cadeia, da prisão, da Lava Jato, das delações. Estão apavorados. Por isso é preciso parar a sangria.

Prepotente, senhor de si, aliado do presidente do STF  Renan Calheiros, aproveitou também para mostrar que interfere no STF. Livrou indiciamento e prisão a Senadora Gleisi Hofman e seu marido Paulo Bernardo. O que gerou grande confusão no plenário do parlamento fazendo o presidente Levandowisky amarelar. Suspendeu a sessão.

Com essa afirmativa do senador golpista está demonstrado que tanto o legislativo como o judiciário são aliados no golpe. Sem nenhum escrúpulo, na frente do presidente Levandowsky ele declarou que interferiu no Senado a favor da senadora.

Não devemos esquecer que o STF depende do Senado para aprovar o reajuste de seus ministros. Uma mão suja lava a outra nesse caso. 

DILMA VAI AO SENADO ACOMPANHADA DE EXÉRCITO. TEMER, O GOLPISTA NÃO VAI À CHINA PORQUE VEM AÍ A BALA DE PRATA E CHUMBO GROSSO

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula:

A República de Curitiba, a Jaburuna, a Procuradoria Geral da República, o STF e o Senado da República Federal do Brasil estão na berlinda.

A declaração de um procurador da Lava Jato publicada no painel da imprensa golpista Folha de São Paulo de que foram usados e largados depois do golpe consolidado é da mais alta gravidade. Como é gravíssimo o vazamento de delações feitas na Lava Jato e na PGR sendo a divulgação de diálogos da presidenta uma iniciativa criminosa e que o judiciário fez vista grossa porque faz parte do golpe.

Foram inúmeras delações vazadas. Todas prejudicando pessoas do governo do Partido dos Trabalhadores. Empreiteiras. A Lava Jato é responsável e deverá responder por crime de lesa pátria o que está fazendo com as grandes empreiteiras brasileiras. Já escrevemos aqui. Investigue seus executivos, mas não penalizem seus trabalhadores.

Quando as delações citavam membros do Partido dos Trabalhadores nenhum ministro do STF, saia em defesa do citado.

Agora que o senhor Léo Pinheiro cita o candidato derrotado de 2014 Aécio Cunha a delação é encerrada porque vazou para a imprensa. Quem vazou? Vazou membros da Justiça que apuram o crime. Que por sinal, delação premiada é uma banana. é um doce. O cidadão está preso, alijado da liberdade e o prêmio lhe é dado para delatar. A polícia não sabe investigar? A polícia não tem um setor de inteligência?

Ah! caro leitor, mas Leo Pinheiro não delatou Luta, não delatou Dilma, não falou do sítio de Atibaia, do triplex do Guarujá, delatou Aécio da lista de Furnas, do Aeroporto de Claudio, do dinheiro depositado num paraíso fiscal europeu, do helicóptero cheio de cocaína e está aparecendo nome de ministros, está aparecendo nomes de outras pessoas ligadas a ministros e ai o ministro psdebista Gilmar Mendes grita. Grita porque a investigação está chegando, já chegou nos seus, mas a justiça não é para eles. A justiça é para tirar do poder um projeto que neste país deu certo. Que foi o governo de Lula e Dilma. Um projeto que eles não tem e que 2018 para eles é um pesadelo.

Aécio, Serra, Romero Jucá, Sarney, Renan, Antônio Anastasia, Caiado, Quadrilha, gato angorá, Eduardo Braga, Omar Aziz e mais uns cinquenta estão todos  delatados e o que fez a justiça? Nada.

Quem vaza as delações são pessoas como esse procurador que ontem no senado, militante, voz mansa, cínica tem interesses de prejudicar uma política progressista que nunca se tinha visto neste país. Uma política que beneficiou o povo mas que também beneficiou a classe rica e que Lula e Dilma pajearam como os grande conglomerados de comunicações como a Tv Globo, a Folha de São Paulo, Estadão, Veja, Época que recebiam montantes de propaganda do governo federal. E foram muito parcimoniosos com esses malfeitores. 

Não podemos ser condescendentes com nossos inimigos. 

Na segunda-feira, se o processo prosseguir no senado dias e noites, sábado e domingo teremos ali uma mulher acompanhada de um exército de 20 convidados da mais alta importância neste país como o presidente Lula que vão ter que olhar nos olhos daqueles que o povo escolheu numa cessão que entrará para a história, porque Dilma não vai renunciar e nem se suicidar. Ela vai lutar com seu exército até as últimas consequências e ela vai olhar nos olhos de ex-ministros seus hoje pervertidos golpistas, com raras exceções como é o caso de Kátia Abreu, dentre outros, exceto o doente do Amazonas que ali compõe o cenário do golpe.

Temer vai ter que enfrentar esse exército e mais bombas que até lá vão explodir. Tiros, bala de prata e chumbo grosso. Porque nestes dias de luta e defesa da democracia brasileira, devires no subterrâneo da luta entre os defensores da democracia, da liberdade, do mandato de uma presidenta, da primeira mulher brasileira que assumiu esta República corre perigo. Mas o perigo está no Jaburu. Não no pássaro, mas no troglodita que habita aquele palácio que temendo ser derrotado no senado já cancelou sua viagem à China onde participaria como golpista do G20 e já deve começar a arrumar suas bagagens de retirada de Brasília. 

Ele cancelou porque sabe que vem delações, que o governo popular da presidenta e seu exército vai balançar a República e o povo do lado de fora do senado e do Brasil vai estar do lado da justiça, da sua presidenta e da democracia brasileira.

Fora Temer, fora senadores golpistas e Justiça injusta, alheia ao povo brasileiro.

 

“Temos que preparar a sociedade para campanhas de desobediência civil”, diz militante

"A resistência será longa e não é uma resistência simples", aponta Hamilton Pereira, conhecido também como Pedro Tierra - Créditos: Foto: Mídia Ninja

Histórico ativista da luta contra a ditadura, Pedro Tierra analisa o atul cenário brasileiro e aponta caminhos.

Flávia Quirino

O poeta, político e sobrevivente da Ditadura Militar brasileira Hamilton Pereira, mais conhecido pelo pseudônimo de Pedro Tierra, analisa o atual contexto nacional e as tarefas que se abrem na política. Discreto, ele era uma das pessoas que formou o público que recebeu, na noite da quarta-feira (24), a presidenta eleita Dilma Rousseff, no Teatro dos Bancários, em Brasília (DF).

Nesta entrevista, ele fala do processo de impeachment da presidenta e diz que caso o golpe seja consumado, deverá ser um tempo de resistência e de desobediência civil para que os setores avançados da sociedade se afirmem como defensores da democracia que está sendo achincalhada e golpeada pelo governo interino de Michel Temer.

Para ele, “a resistência será longa e não é uma resistência simples. O governo usurpador é forte porque não tem que prestar contas a ninguém, porque ninguém o elegeu e ele vem com toda a ferocidade contra as conquistas dos trabalhadores”, afirma o militante.

Confira a entrevista.

Brasil de Fato – Como você observa este momento da vida política de nosso país?

Hamilton Pereira – Penso que está se fechando um círculo de ferro do patriarcalismo. A elite brasileira construiu sua riqueza a partir de três pilares: o tráfico humano das populações africanas, a exploração do trabalho escravo e o monopólio da terra; isso tudo conduzido ao longo de 500 anos de história por uma sociedade assentada no patriarcado. O patriarcalismo no Brasil é uma espécie de impressão digital da sociedade.

O PT teve a ousadia de, depois de 22 anos de existência, eleger um operário, ou seja, alguém que escapou completamente da lógica da sociedade patriarcal. Esse era uma espécie de descendente social dos escravos. Oito anos depois, o PT ousou o impossível, propôs e elegeu uma mulher; aos olhos da elite brasileira isso é um crime, isso é insuportável e ela governou por quatro anos. Quando ela foi eleita mais uma vez, na campanha mais sórdida que a história do Brasil registra contra uma liderança política, se desatou essa conspiração que se consumará agora, da maneira mais indigna, da maneira mais falaciosa, da maneira mais fraudulenta.

O que ficará para a classe trabalhadora, caso o golpe seja consumado?

Eu acho que a gente precisa refletir, a sociedade brasileira precisa refletir muito sobre o que está acontecendo agora. Porque a resistência, a meu juízo, será longa e não é uma resistência simples. O governo usurpador é forte porque não tem que prestar contas a ninguém, porque ninguém o elegeu e ele vem com toda a ferocidade contra as conquistas que os trabalhadores realizaram ao longo dos últimos 30 anos, desde a Constituição de 88.

Em segundo lugar, contraditoriamente, é um governo fraco, porque ele quer voltar para trás a roda da história. Temos hoje um quadro em que todas as iniciativas, sem exceção, deste governo visam assaltar os direitos conquistados pela sociedade na democracia, esse é o resumo da ópera.

Nestes tempos de propagação de discursos de ódio, de preconceito, violência, você acredita que avançou o conservadorismo na sociedade brasileira?

Dizer que a sociedade brasileira é conservadora é um mito. A sociedade não é uma totalidade homogênea, a sociedade é contraditória. Quem é conservadora, reacionária é a elite brasileira, não é a sociedade brasileira. A sociedade brasileira elegeu Lula, duas vezes, elegeu Dilma, também duas vezes. Então, não podemos dizer que a sociedade brasileira é conservadora, temos que mediar. A elite brasileira não é só conservadora, é escravista também, ela quer 88 horas de trabalho semanais, como disse o presidente da Confederação Nacional das Indústrias, e ela tem um apego muito grande à condição colonial que ela está entregando um bem de imensurável valor, porque ela não acredita que a tecnologia da Petrobras, que descobriu e explora o pré-sal com benefícios para a sociedade brasileira, é incapaz de fazê-lo.

Agora, a classe trabalhadora, os movimentos sociais e a juventude querem avanço, nós estamos sendo alvo de uma operação gigantesca de restauração, naquele sentido da Revolução Francesa, daqueles que eram saudosos da monarquia absoluta, aqui temos os saudosos do regime militar.

Você disse que o período de resistência será longo, como terá que ser?

Temos que preparar a sociedade brasileira para grandes campanhas de desobediência civil. Acho que nós temos que começar a fazer isso e cada um inventa a sua maneira, como os jovens têm feito nas ocupações das escolas em São Paulo e em outros lugares do Brasil, por exemplo. Os trabalhadores precisam se organizar em seus sindicatos. Esse sindicato em que estamos [Teatro dos Bancários] é uma peça preciosa da resistência à ditadura militar e hoje abre as suas portas a essa massa de gente que vemos aqui, sinalizando que vai seguir resistindo aos golpistas e que vai defender a democracia.

Temos que trabalhar no sentido de tocar nos elementos chaves da produção e da prestação de serviços, de maneira que as centrais sindicais, associações, todos os movimentos sociais deem lastro para que a sociedade, os setores avançados da sociedade se afirmem como defensores da democracia, do retorno à democracia, porque ela está não apenas sendo achincalhada, ela está sendo golpeada, interditada, ou seja, o governo interino, interdita a presença do povo brasileiro na cena política do país.

Edição: Vivian Fernandes


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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