Arquivo para agosto \26\-04:00 2016



DENÚNCIA. Randolfe desmascara a segunda testemunha dos golpistas; Antônio Carlos D’Ávila ajudou a elaborar a representação que iria julgar

dávila

Julio Marcelo

 

D’Ávila, sobre Julio Marcelo, a primeira testemunha desmascarada: “Ajudei, sim”

JOGO COMBINADO
Segunda testemunha dos golpistas desmascarada

do PT no Senado, sugestão de Aton Fon Filho

O senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) encurralou a segunda testemunha de acusação contra a presidenta Dilma Rousseff. Ele escancarou a parcialidade de Antônio Carlos D’Ávila Carvalho, ex-auditor de controle externo do Tribunal de Contas da União (TCU) — o mesmo que em depoimento à Comissão Especial do Impeachment (CEI), em 8 de junho passado, disse ter sentido “um frio na barriga” ao constatar irregularidades que teriam sido cometidas pelo governo Dilma Rousseff. A essas irregularidades ele deu o nome de “pedaladas fiscais”.

O que Randolfe revelou ao plenário do Senado, porém, é bem diferente: D’Ávila, encarregado de dar o parecer sobre a representação feita pelo procurador Júlio Marcelo, auxiliou a elaboração dessa mesma representação. Durante a oitiva da testemunha, no julgamento do impeachment, na noite desta quinta-feira (25), o senador pôs a nu a clara trama que levou à elaboração da peça construída pelo procurador do Ministério Público de Contas do TCU.

D’Ávila admitiu que Júlio Marcelo pediu seu auxílio na construção do que se transformou na principal peça de acusação contra a presidenta Dilma – a representação do TCU. “Conversei com ele, passei a ele alguns conceitos, Auxiliei sim”, confessou.

Aí estava caracterizada a estranha “coincidência”. Ele auxiliou na elaboração de um processo que, estranhamente, depois foi enviado justamente à área do TCU onde ele atuava. “Coincidentemente”, como anotou Randolfe, a representação caiu exatamente com D’Ávila para que ele desse o parecer.

“Embora o processo apresentado por Júlio Marcelo devesse ter sido distribuído para a Secretaria da Fazenda do TCU, estranhamente foi distribuído para a Semag (Secretaria de Macroavaliação Governamental) onde atuava quem? O doutor Antônio Carlos D’Ávila”, disse um atônito Randolfe.

“A testemunha admitiu aqui que subsidiou a representação. A mesma que foi julgada por ele”!, prosseguiu. Ao lado, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) parecia não acreditar.

“A distribuição do processo no TCU foi feita para assegurar que a representação caísse justamente nas mãos de D’Ávila e não para a secretaria de origem”, concluiu.
Confrontado, D’Ávila Carvalho disse que não havia nada de estranho ou irregular em sua conduta. “Eu poderia ter representado; e não há nada de não republicano na minha conduta”, esquivou-se.

Cardozo: “Fraude que colocou o País em cheque”

O advogado de defesa da presidenta Dilma Rousseff declarou-se “estarrecido” com a conduta combinada dos dois servidores públicos. Afinal, o Ministério Público — que é parte no processo— pedir ajuda para elaborar uma peça justamente à autoridade que vai avaliar e dar parecer sobre essa peça “é o mesmo que um advogado pedir para um juiz que vai julgar um processo para ajudar na elaboração da petição inicial”.

Ele destacou que a conduta de D’Ávila e Júlio Marcelo fere os artigos 5º, 13º e 14º do Código de Ética do Tribunal de Contas, além da ação de Júlio Marcelo estar em desacordo com a Lei 8.112, que rege o funcionalismo público. Ele solicitou ao ministro Lewandowski, em caráter de urgência, as atas e notas taquigráficas da sessão para tomar as providências disciplinares e tipificadas cabíveis.

“Juntos, eles formularam a tese das pedaladas, da operação de crédito que não houve. A tese fabricada para condenar Dilma. Formularam a fraude que colocou o Brasil em cheque”, denunciou.

Giselle Chassot, Cyntia Campos e Catharine Rocha

ECONOMISTA LUIZ GONZAGA BELLUZZO AFIRMA NO SENADO QUE PRESIDENTA DILMA NÃO COMETEU CRIME DE RESPONSABILIDADE; COMETEU, SIM, DESPEDALADA

Edilson Rodrigues/Agência Senado:

A presidenta não cometeu nenhum crime de responsabilidade.

Presente no plenário como testemunha de defesa da Presidenta Dilma Vanna Rousseff e depois tornado informante o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-presidente do Palmeiras, afirmou que não viu nenhuma irresponsabilidade da presidenta na edição das medidas tomadas. As pedaladas ele as chamou de despedaladas.

Declarou sua dedicação à democracia e  à instituição do voto popular.

Às perguntas dos senadores respondeu que comparecia ao Senado por ser contra o que está acontecendo com a presidenta. Hoje com 74 anos teve experiências ruins com regimes de exceção. Vem desde Getúlio Vargas, Jango, JK, golpe de 1964 e não preza por atitudes antidemocráticas.

Os senadores golpistas não estão presentes no plenário. Estão participando senadores contrários ao golpe. Esse é um momento importante para o esclarecimento dos motivos do golpe e o economista Belluzzo não foi ouvido na fase anterior do processo e independente disso é papel do senador golpista ficar no plenário e acompanhar os depoimentos. 

O depoimento do economista foi muito importante porque mostrou que para o plenário que as medidas tomadas pela presidenta foram positivas para a agricultura familiar e do agronegócio bem como para a Embrapa.

Disse ter no senado grandes amigos dentre eles alguns contrários às suas ideias e posicionamento político. Falou de Temer como um dos colegas da época de Universidade. Hoje em caminho tortuoso.

Fez uma análise da vida política e econômica vivida pelo Brasil hoje.

 

SENADORA GLEISI HOFFMANN ERRA AO DIZER QUE SENADO NÃO TEM MORAL PARA JULGAR A PRESIDENTA. QUEM NÃO TEM MORAL SÃO OS SENADORES GOLPISTAS

:

Por volta das 11 horas de hoje, o ressentido presidente do Senado, Renan Calheiros, não assimilado o nocaute dado de forma errada ontem pela Senadora Gleisi Hoffmann decidiu incendiar o parlamento.

Descendo do púlpito foi à ralé e de lá fez algumas declarações acertadas e ao mesmo tempo errando. Ofendeu os burros. Os animais possuem características próprias, são animais não racionais e ao mesmo tempo são explorados e não reclamam. O homem não é burro. Alguns são grandes homens, estadistas. Outros são sabujos, golpistas. Como vários senadores que já possuem uma ideia fixa pelo golpe à instituição democrática, como existem outros que estão compondo um entendimento diferente e votarão contra o golpe.

Renan compara o Senado a um hospício. Outra ofensa. No mundo hoje há um política de se acabar com os hospícios. Acerta porque ali há um bando de loucos ávidos para se livrarem da cadeia, da prisão, da Lava Jato, das delações. Estão apavorados. Por isso é preciso parar a sangria.

Prepotente, senhor de si, aliado do presidente do STF  Renan Calheiros, aproveitou também para mostrar que interfere no STF. Livrou indiciamento e prisão a Senadora Gleisi Hofman e seu marido Paulo Bernardo. O que gerou grande confusão no plenário do parlamento fazendo o presidente Levandowisky amarelar. Suspendeu a sessão.

Com essa afirmativa do senador golpista está demonstrado que tanto o legislativo como o judiciário são aliados no golpe. Sem nenhum escrúpulo, na frente do presidente Levandowsky ele declarou que interferiu no Senado a favor da senadora.

Não devemos esquecer que o STF depende do Senado para aprovar o reajuste de seus ministros. Uma mão suja lava a outra nesse caso. 

DILMA VAI AO SENADO ACOMPANHADA DE EXÉRCITO. TEMER, O GOLPISTA NÃO VAI À CHINA PORQUE VEM AÍ A BALA DE PRATA E CHUMBO GROSSO

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula:

A República de Curitiba, a Jaburuna, a Procuradoria Geral da República, o STF e o Senado da República Federal do Brasil estão na berlinda.

A declaração de um procurador da Lava Jato publicada no painel da imprensa golpista Folha de São Paulo de que foram usados e largados depois do golpe consolidado é da mais alta gravidade. Como é gravíssimo o vazamento de delações feitas na Lava Jato e na PGR sendo a divulgação de diálogos da presidenta uma iniciativa criminosa e que o judiciário fez vista grossa porque faz parte do golpe.

Foram inúmeras delações vazadas. Todas prejudicando pessoas do governo do Partido dos Trabalhadores. Empreiteiras. A Lava Jato é responsável e deverá responder por crime de lesa pátria o que está fazendo com as grandes empreiteiras brasileiras. Já escrevemos aqui. Investigue seus executivos, mas não penalizem seus trabalhadores.

Quando as delações citavam membros do Partido dos Trabalhadores nenhum ministro do STF, saia em defesa do citado.

Agora que o senhor Léo Pinheiro cita o candidato derrotado de 2014 Aécio Cunha a delação é encerrada porque vazou para a imprensa. Quem vazou? Vazou membros da Justiça que apuram o crime. Que por sinal, delação premiada é uma banana. é um doce. O cidadão está preso, alijado da liberdade e o prêmio lhe é dado para delatar. A polícia não sabe investigar? A polícia não tem um setor de inteligência?

Ah! caro leitor, mas Leo Pinheiro não delatou Luta, não delatou Dilma, não falou do sítio de Atibaia, do triplex do Guarujá, delatou Aécio da lista de Furnas, do Aeroporto de Claudio, do dinheiro depositado num paraíso fiscal europeu, do helicóptero cheio de cocaína e está aparecendo nome de ministros, está aparecendo nomes de outras pessoas ligadas a ministros e ai o ministro psdebista Gilmar Mendes grita. Grita porque a investigação está chegando, já chegou nos seus, mas a justiça não é para eles. A justiça é para tirar do poder um projeto que neste país deu certo. Que foi o governo de Lula e Dilma. Um projeto que eles não tem e que 2018 para eles é um pesadelo.

Aécio, Serra, Romero Jucá, Sarney, Renan, Antônio Anastasia, Caiado, Quadrilha, gato angorá, Eduardo Braga, Omar Aziz e mais uns cinquenta estão todos  delatados e o que fez a justiça? Nada.

Quem vaza as delações são pessoas como esse procurador que ontem no senado, militante, voz mansa, cínica tem interesses de prejudicar uma política progressista que nunca se tinha visto neste país. Uma política que beneficiou o povo mas que também beneficiou a classe rica e que Lula e Dilma pajearam como os grande conglomerados de comunicações como a Tv Globo, a Folha de São Paulo, Estadão, Veja, Época que recebiam montantes de propaganda do governo federal. E foram muito parcimoniosos com esses malfeitores. 

Não podemos ser condescendentes com nossos inimigos. 

Na segunda-feira, se o processo prosseguir no senado dias e noites, sábado e domingo teremos ali uma mulher acompanhada de um exército de 20 convidados da mais alta importância neste país como o presidente Lula que vão ter que olhar nos olhos daqueles que o povo escolheu numa cessão que entrará para a história, porque Dilma não vai renunciar e nem se suicidar. Ela vai lutar com seu exército até as últimas consequências e ela vai olhar nos olhos de ex-ministros seus hoje pervertidos golpistas, com raras exceções como é o caso de Kátia Abreu, dentre outros, exceto o doente do Amazonas que ali compõe o cenário do golpe.

Temer vai ter que enfrentar esse exército e mais bombas que até lá vão explodir. Tiros, bala de prata e chumbo grosso. Porque nestes dias de luta e defesa da democracia brasileira, devires no subterrâneo da luta entre os defensores da democracia, da liberdade, do mandato de uma presidenta, da primeira mulher brasileira que assumiu esta República corre perigo. Mas o perigo está no Jaburu. Não no pássaro, mas no troglodita que habita aquele palácio que temendo ser derrotado no senado já cancelou sua viagem à China onde participaria como golpista do G20 e já deve começar a arrumar suas bagagens de retirada de Brasília. 

Ele cancelou porque sabe que vem delações, que o governo popular da presidenta e seu exército vai balançar a República e o povo do lado de fora do senado e do Brasil vai estar do lado da justiça, da sua presidenta e da democracia brasileira.

Fora Temer, fora senadores golpistas e Justiça injusta, alheia ao povo brasileiro.

 

“Temos que preparar a sociedade para campanhas de desobediência civil”, diz militante

"A resistência será longa e não é uma resistência simples", aponta Hamilton Pereira, conhecido também como Pedro Tierra - Créditos: Foto: Mídia Ninja

Histórico ativista da luta contra a ditadura, Pedro Tierra analisa o atul cenário brasileiro e aponta caminhos.

Flávia Quirino

O poeta, político e sobrevivente da Ditadura Militar brasileira Hamilton Pereira, mais conhecido pelo pseudônimo de Pedro Tierra, analisa o atual contexto nacional e as tarefas que se abrem na política. Discreto, ele era uma das pessoas que formou o público que recebeu, na noite da quarta-feira (24), a presidenta eleita Dilma Rousseff, no Teatro dos Bancários, em Brasília (DF).

Nesta entrevista, ele fala do processo de impeachment da presidenta e diz que caso o golpe seja consumado, deverá ser um tempo de resistência e de desobediência civil para que os setores avançados da sociedade se afirmem como defensores da democracia que está sendo achincalhada e golpeada pelo governo interino de Michel Temer.

Para ele, “a resistência será longa e não é uma resistência simples. O governo usurpador é forte porque não tem que prestar contas a ninguém, porque ninguém o elegeu e ele vem com toda a ferocidade contra as conquistas dos trabalhadores”, afirma o militante.

Confira a entrevista.

Brasil de Fato – Como você observa este momento da vida política de nosso país?

Hamilton Pereira – Penso que está se fechando um círculo de ferro do patriarcalismo. A elite brasileira construiu sua riqueza a partir de três pilares: o tráfico humano das populações africanas, a exploração do trabalho escravo e o monopólio da terra; isso tudo conduzido ao longo de 500 anos de história por uma sociedade assentada no patriarcado. O patriarcalismo no Brasil é uma espécie de impressão digital da sociedade.

O PT teve a ousadia de, depois de 22 anos de existência, eleger um operário, ou seja, alguém que escapou completamente da lógica da sociedade patriarcal. Esse era uma espécie de descendente social dos escravos. Oito anos depois, o PT ousou o impossível, propôs e elegeu uma mulher; aos olhos da elite brasileira isso é um crime, isso é insuportável e ela governou por quatro anos. Quando ela foi eleita mais uma vez, na campanha mais sórdida que a história do Brasil registra contra uma liderança política, se desatou essa conspiração que se consumará agora, da maneira mais indigna, da maneira mais falaciosa, da maneira mais fraudulenta.

O que ficará para a classe trabalhadora, caso o golpe seja consumado?

Eu acho que a gente precisa refletir, a sociedade brasileira precisa refletir muito sobre o que está acontecendo agora. Porque a resistência, a meu juízo, será longa e não é uma resistência simples. O governo usurpador é forte porque não tem que prestar contas a ninguém, porque ninguém o elegeu e ele vem com toda a ferocidade contra as conquistas que os trabalhadores realizaram ao longo dos últimos 30 anos, desde a Constituição de 88.

Em segundo lugar, contraditoriamente, é um governo fraco, porque ele quer voltar para trás a roda da história. Temos hoje um quadro em que todas as iniciativas, sem exceção, deste governo visam assaltar os direitos conquistados pela sociedade na democracia, esse é o resumo da ópera.

Nestes tempos de propagação de discursos de ódio, de preconceito, violência, você acredita que avançou o conservadorismo na sociedade brasileira?

Dizer que a sociedade brasileira é conservadora é um mito. A sociedade não é uma totalidade homogênea, a sociedade é contraditória. Quem é conservadora, reacionária é a elite brasileira, não é a sociedade brasileira. A sociedade brasileira elegeu Lula, duas vezes, elegeu Dilma, também duas vezes. Então, não podemos dizer que a sociedade brasileira é conservadora, temos que mediar. A elite brasileira não é só conservadora, é escravista também, ela quer 88 horas de trabalho semanais, como disse o presidente da Confederação Nacional das Indústrias, e ela tem um apego muito grande à condição colonial que ela está entregando um bem de imensurável valor, porque ela não acredita que a tecnologia da Petrobras, que descobriu e explora o pré-sal com benefícios para a sociedade brasileira, é incapaz de fazê-lo.

Agora, a classe trabalhadora, os movimentos sociais e a juventude querem avanço, nós estamos sendo alvo de uma operação gigantesca de restauração, naquele sentido da Revolução Francesa, daqueles que eram saudosos da monarquia absoluta, aqui temos os saudosos do regime militar.

Você disse que o período de resistência será longo, como terá que ser?

Temos que preparar a sociedade brasileira para grandes campanhas de desobediência civil. Acho que nós temos que começar a fazer isso e cada um inventa a sua maneira, como os jovens têm feito nas ocupações das escolas em São Paulo e em outros lugares do Brasil, por exemplo. Os trabalhadores precisam se organizar em seus sindicatos. Esse sindicato em que estamos [Teatro dos Bancários] é uma peça preciosa da resistência à ditadura militar e hoje abre as suas portas a essa massa de gente que vemos aqui, sinalizando que vai seguir resistindo aos golpistas e que vai defender a democracia.

Temos que trabalhar no sentido de tocar nos elementos chaves da produção e da prestação de serviços, de maneira que as centrais sindicais, associações, todos os movimentos sociais deem lastro para que a sociedade, os setores avançados da sociedade se afirmem como defensores da democracia, do retorno à democracia, porque ela está não apenas sendo achincalhada, ela está sendo golpeada, interditada, ou seja, o governo interino, interdita a presença do povo brasileiro na cena política do país.

Edição: Vivian Fernandes

72% QUEREM FORA TEMER

O Instituto Paraná acaba de divulgar uma pesquisa feita em 157 municípios brasileiros no período de 20 a 24 deste mês, com 2.023 entrevistados.

No momento que o senado vota o golpe as ruas do país na contramão de uma instituição desgastada, corrupta que é o senado da República Federativa do Brasil diz o seguinte: 60% dos entrevistados querem eleições antecipadas. Se ela se manifesta dessa forma não concorda com o golpista que hoje ocupa o Jaburu.

No somatório do apurado, 72% querem a saída do interino Michel Temer, se somados os percentuais que querem novas eleições com o dos que defendem que Dilma governe até 2018. A maioria (50,4%) também desaprova a administração do peemedebista.

Dos entrevistados 66% rejeitam as propostas de Temer de reduzir direitos trabalhistas   para criar empregos e 43% acreditam que o desemprego irá aumentar nos próximos meses.

NOSSOS INIMIGOS DIZEM

Em tempos de golpe mais um poema de Bertolt Brecht

Nossos inimigos dizem: A luta terminou.

Mas nós dizemos: Ela começou.

Nossos inimigos dizem: A verdade está liquidada.

Mas nós dizemos: Nós a sabemos ainda.

Nossos inimigos dizem: Mesmo que ainda se conheça a verdade

Ela não pode mais ser divulgada.

Mas nós a divulgamos.

É véspera da batalha.

É a preparação de nossos quadros.

É o estudo do plano de luta.

É o dia antes da queda

De nossos inimigos.

Nossos inimigos são todos os anticristos deputados,  senadores, ministros do STF e dos colegiados de justiça, da imprensa golpista, “jornalistas” sabujos  que perseguem, difamam pessoas honradas em defesa de seus interesses e de grandes impérios do capital internacional.

Nossos inimigos estão, hoje, no senado iniciando o julgamento de uma presidenta digna e honrada. Uma presidenta que não cometeu nenhuma ilicitude. Uma presidenta que nunca apareceu em nenhuma delação. Não possui dinheiro roubado e posto em conta no exterior. Uma presidenta que só pensou no bem do povo. Uma presidenta que possibilitou mudança de vida para milhares de cidadãos brasileiros.

Mas hoje, ladrões, corruptos, miseráveis moral e eticamente se arvoram no papel de juízes para condenar uma pessoa inocente.

Nossos inimigos estão dizendo que o golpe se constitui de legitimidade porque está sendo presidido pelo presidente do STF e que a presidenta irá se defender, por isso é legítimo.

Neste golpe nada é legítimo. Legítima foi a eleição da presidenta Dilma. Seus mais de 54,5 milhões de votos a colocaram no Palácio do Planalto para um mandato de 4 anos. A presença do ministro presidente do STF legitima o golpe, afirmam as mazelas golpistas. Os abraços e sorrisos do presidente do senado e do STF  e a promessa de votação do aumento salarial dos ministros do STF para depois do golpe é o pagamento da fatura como vários jornalistas, pensadores já afirmaram.

Mas a luta não terminou, como disse Bert Brecht. Lá na Colômbia, depois de 50 anos as FARC chegaram a um armísticio com o governo colombiano, chegaram a um acordo de paz. Nós estamos indo por outro caminho para chegar ao dia da queda de nossos inimigos.

A judicialização do golpe está só começando. Antônio Anastasia, corrupto amigo de Aécio, o derrotado, introduziu novos fatos no processo. Ele deve voltar à Câmara dos Deputados. Mas os golpistas, inclusive a representação da justiça maior que preside o golpe concorda com os detratores da democracia. Eles  acusam os senadores defensores de Dilma Rousseff de chicanas. Os senadores estão defendendo uma mulher digna. Eles rasgarão a Constituição Federal, mas na OEA e nas ruas o mandato da presidenta será defendido. O golpe não sairá barato. Aguardem ladrões e corruptos.

Nada de afagos a corruptos Lindbergh, Vanessa, Paim, Gleisi. Eles não são dignos de nós. Nenhum papo com ladrão, corrupto, mendicante, sabujo, sujo, ignóbil, pilantra, usurpador, golpista, canalha, medroso,  temente a deus, defensor da moral e dos bons costumes, defensor da família, do pai, da mãe.

Fora com tudo o que não presta. Fora Temer e todos senadores golpistas do Brasil. 

“GETÚLIO VARGAS SUICIDOU-SE PORQUE QUERIA PRESERVAR A DEMOCRACIA… HOJE NÃO TENHO DE RENUNCIAR, NÃO TENHO QUE ME SUICIDAR”, AFIRMOU DILMA, EM BRASÌLIA, EM ATO CONTRA O GOLPE

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Dia 29, segunda-feira, a presidenta Dilma Vana Rousseff irá ao Senado fazer sua defesa contra o golpe idealizado, elaborado e executado pela maioria dos membros do Congresso Nacional, a parte mais escabrosa do legislativo, setores do poder judiciário, mídias acéfalas e entreguistas, além da participação do capitalismo internacional. Dilma não se encontra só. Grande parte da sociedade civil brasileira encontra-se comungada com ela e vai às ruas no mesmo dia para se manifestar contra os golpistas e resgatar seu governo e defender o Estado de Direito Democrático.

Além de sua disposição, inteligência, coragem e compreensão do que representa o golpe, Dilma, como a maioria do povo brasileiro, tem visto setores golpistas se engalfinhando expondo para o público o real motivo do golpe. Esse espetáculo mórbido vem fomentar elementos para que a presidenta tenha mais certeza que pode reverter o golpe. Nós últimos dias ficou explicito que o golpe foi um complô envolvendo instituições brasileiras com o único objetivo de arrancar Dilma do poder e impedir o avanço do governo popular que tanto apavora as forças reacionárias representantes do capitalismo voraz nacional e internacional.

Ciente dessa miserável realidade, Dilma compareceu ontem, dia 24, em Brasília, no Teatro dos Bancários, data que marca o suicídio de Getúlio Dorneles Vargas, ao ato promovido pelos movimentos sociais. Durante seu discurso ela falou sobre o golpe, a democracia, as garantias democráticas ameaçadas, a participação da mídia no golpe, sua ida ao Senado para mostrar que as rupturas democráticas estão se constituindo no fator principal da vida dos brasileiros que já não encontram seguranças em seus direitos conquistados.

“Getúlio Vargas suicidou-se porque queria preservar a democracia e sabia que ela corria risco. Hoje não tenho de renunciar, não tenho que me suicidar. É outro momento histórico. Esse processo nós construímos.

Achado que com pressão eu seria levada a renunciar. Eu não renuncio porque sou incômoda. Como não cometi nenhum crime, a minha presença coloca que há uma ruptura democrática. Para impedir que isso possa acontecer, precisa necessariamente que eu vá ao Senado. Vou defender a democracia, o projeto político que eu represento, os interesses legítimos do povo brasileiro e sobretudo a construção dos instrumentos para impedir que isso nunca mais aconteça no país.

O golpe tem o objetivo, entre outros, de acabar com o modelo de partilha do pré-sal e para isso precisou do amparo da imprensa. Sabemos que houve participação de setores da mídia oligopolista, e ficou muito claro para a imprensa internacional. Qualquer setor econômico tem que ser regulado. No setor de mídia, isso é mais grave, porque controla informações e não garante acesso democrático às informações.

Caso eles ganhem, adotaram medidas impopulares. Falam com a maior cara de pau. É muito grave o fato de estarem tentando destruir o Mercosul, esvaziar a Unasul, adotar uma posição de neutralidade em relação ao Brics.

A atual política do Itamaraty, fala grosso com a Bolívia e fino com os Estados Unidos”, discursou a presidenta eleita com mais de 54 milhões de votos que os golpistas odeiam e invejam, mas que é respeitada e honrada no Brasil e no exterior.

INTELECTUAIS E ARTISTAS ESTRANGEIROS DIVULGAM MANIFSESTO CONTRA O GOLPE

contra-golpe-brasil-intelectuaisArtistas como a engajada atriz Susan Sarandon, o ator Danny Glover, o músico Brian Eno, e intelectuais como Noam Chomsky, divulgaram uma carta manifesto ao Senado exigindo que ele vote pelo retorno de Dilma Vana Rousseff ao cargo de presidenta eleita democraticamente. A carta manifesto também se refere aos atos arbitrários do desgoverno do ilegítimo e inexpressivo Temer que vem usando o cargo para beneficiar e proteger seus comparsas. Muitos envolvidos em denúncias de corrupção.

Leia a carta.

24 de agosto de 2016

Nos solidarizamos com nossos colegas artistas e com todos aqueles que lutam pela democracia e justiça em todo o Brasil.

Estamos preocupados com o impeachment de motivação política da presidenta, o qual instalou um governo provisório não eleito. A base jurídica para o impeachment em curso é amplamente questionável e existem evidências convincentes mostrando que os principais promotores da campanha do impeachment estão tentando remover a presidenta com o objetivo de parar investigações de corrupção nas quais eles próprios estão implicados.

Lamentamos que o governo interino no Brasil tenha substituído um ministério diversificado, dirigido pela primeira presidente mulher, por um ministério compostos por homens brancos, em um país onde a maioria se identifica como negros ou pardos. Tal governo também eliminou o Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Visto que o Brasil é o quinto país mais populoso do mundo, estes acontecimentos são de grande importância para todos os que se preocupam com igualdade e direitos civis.

Esperamos que os senadores brasileiros respeitem o processo eleitoral de 2014, quando mais de 100 milhões de pessoas votaram. O Brasil emergiu de uma ditadura há apenas 30 anos, e esses eventos podem atrasar o progresso do país em termos de inclusão social e econômica por décadas. O Brasil é uma grande potência regional e tem a maior economia da América Latina. Se este ataque contra suas instituições democráticas for bem sucedido, as ondas de choque negativas irão reverberar em toda a região.

Tariq Ali – Writer, journalist and filmmaker
Harry Belafonte – Civil rights activist, singer and actor
Noam Chomsky – Professor Emeritus of Linguistics at MIT, theorist and intellectual
Alan Cumming – Actor and author
Frances de la Tour – Actor
Deborah Eisenberg – Writer, actor and teacher
Brian Eno – Composer, singer, visual artist and record producer
Eve Ensler – Playwright, author of The Vagina Monologues
Stephen Fry – Broadcaster, actor, director.
Danny Glover – Actor and film director
Daniel Hunt – Music producer and filmmaker
Naomi Klein – Writer and filmmaker
Ken Loach – Filmmaker
Tom Morello – Musician
Viggo Mortensen – Actor and musician
Michael Ondaatje – Novelist and poet
Arundhati Roy – Author and activist
Susan Sarandon – Actor
John Sayles – Screenwriter, director and novelist
Wallace Shawn – Actor, playwright and comedian
Oliver Stone – Filmmaker
Vivienne Westwood – Fashion designer

 

“Não vão conseguir entregar o Brasil aos estrangeiros”

MST e PT de Mato Grosso do Sul dão medalha a Lula, em reconhecimento por ter trazido as Olimpíadas.

No maior assentamento do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra no país, o conjunto Itamarati, em Mato Grosso do Sul, o ex-presidente Lula participou nesta quarta (24) do Ato Nacional em Defesa da Democracia e da Reforma Agrária. Lula alertou que os golpistas querem entregar o país aos estrangeiros. “Eu vim aqui para dizer que não vão conseguir”, afirmou o ex-presidente.

Diante de milhares de trabalhadores e ao lado de João Pedro Stédile, coordenador do MST, Lula recebeu do deputado Zeca do PT, ex-governador, uma medalha de ouro em reconhecimento pelo fato de ter trazido as Olimpíadas para o Brasil. A medalha tem a seguinte inscrição: “Ao verdadeiro patrono das Olimpíadas do Brasil o reconhecimento do Assentamento Itamarati e do PT do Mato Grosso do Sul”.

João Pedro Stédile afirmou que o governo golpista ameaça conquistas obtidas durante o governo Lula, como o Programa de Aquisição de Alimentos e o Programa Nacional de Alimentação Escolar. “Nós todos dos movimentos sociais não descansaremos um minuto enquanto não derrubarmos esse governo golpista do Temer”, disse Stédile.

O Assentamento Itamarati foi criado em 2003 a partir da luta dos trabalhadores em articulação com o governo do ex-presidente Lula. Abriga cinco escolas públicas que atendem mais de 3100 estudantes filhos e filhas de assentados. A área de 57 mil hectares já chegou à posição de maior produtor de soja do país entre as décadas de 70 e 80.

O DISCURSO DE LULA (PARA OUVIR O ÁUDIO COMPLETO, CLIQUE NO LINK AO FINAL DO TEXTO)

“Eu vim aqui em 2003, com o Zeca, naquele tempo foi um ato de coragem de vocês de ocupar e um ato muito grande do então governador Zeca de assumir a responsabilidade, que deveria ser do governo federal da época, para que vocês conseguissem montar o assentamento aqui.

O mesmo jornalista que diz que eu tenho um tríplex no Guarujá, escreveu uma matéria em 2003 dizendo que “aquela que era a fazenda mais produtiva do Brasil, virou uma favela do MST” e eu vim aqui para provar que isso é uma mentira preconceituosa contra os trabalhadores rurais desse país, que finalmente conquistaram o direito de viver e trabalhar em sua terra.

Ele não querem que o povo mais pobre desse país aprenda a decidir politicamente nas eleições. Eles estavam acostumados a que a gente só batesse palmas para eles. O que eles não imaginavam é que existiria um movimento tão forte com o MST.

E eles jamais imaginaram que um trabalhador chegasse a presidência da República para fazer em oito anos, o que eles não fizeram em 500. É a única explicação que eu tenho para o ódio deles.

Não se enganem, eles não cassaram a Dilma. Eles cassaram o voto de vocês e querem cassar o direito de vocês decidirem. A democracia custou muito caro a este país. A nossa geração lutou muito para a conquista da democracia.

Eu tenho consciência do tanto que melhorou esse estado quando um bancário foi eleito governador. Eu sei como muda quando elegemos alguém comprometido com o povo trabalhador.

Eu preciso começar a mostrar para o Brasil o outro lado da história. Antigamente nesta terra tinha o tal “rei da soja”. Tinha pouco trabalhador. e muita soja. Qual a diferença de hoje? Continua com muita soja. A diferença é que essa terra não em só soja. Tem feijão, peixe, arroz, milho…e a principal diferença é que essa terra não é mais de um homem só, que nunca sujou a mão de terra. Essa terra pertence a mais de 3 mil famílias que vivem e plantam nesta terra.

Eu tô com 70 anos de idade, eu tenho certeza que fiz um governo bom para os trabalhadores. Tenho certeza que também fiz um governo bom para os ricos. E eu sempre disse que eu sei de onde vim e para onde eu vou voltar. Os trabalhadores continuam gostando de mim. Os ricos agora estão torcendo para o golpista do Temer.

Um recado. para o Temer: você tem direito de ser presidente. Mas se você quer mesmo ser presidente. Dispute uma eleição democraticamente e não venha dar um golpe no Povo brasileiro.

Eles querem criminalizar o PT para que o PT não volte a governar esse país. Porque eles acham que eu errei em colocar pobre na universidade. Eles acham que eu errei quando eu temei em provar que era possível colocar a juventude brasileira nas escolas técnicas. Eu errei quando fizemos uma lei para obrigar cada prefeito desse país colocasse 30% de um produtor local na merenda escolar. Nós erramos quando resolvemos criar o programa de aquisição de alimento para que o pobre pudesse vender sua produção para a Conab.

Eu não tenho nada contra os EUA, mas nós aprendemos a andar com nossos pés brasileiros e nossa cabeça brasileira. Porque nós temos o orgulho de ser brasileiro. Eles tem vergonha.

O juiz Moro quer prender ladrão? Ele que prenda, porque lugar de ladrão é na cadeia. Mas tem que ter responsabilidade com o desemprego causado na indústria naval.

Eles querem entregar o Brasil para os estrangeiros. E eu vim dizer: eles não vão conseguir. 

Todo santo dia eles falam mal de mim na televisão. Eu digo daqui para eles: vocês se enganam. O problema são a quantidade de Lula que estão aqui ainda sem saber falar. A quantidade de Lulas que vocês produziram aqui no assentamento.

Um recado para eles: acabou o tempo que a gente andava de cabeça baixa neste país. Acabou e não vai voltar.

Nós queremos plantar para comer? Queremos! Mas também queremos estudar nas melhores escolas do país, porque nossos filhos tem os mesmos direitos dos deles.

Mulher para eles é só para cuidar do fogão. Não é para fazer política.

Neste país cresceu 70% a participação das mulheres no mercado de trabalho. Mas não aumentou 70% a participação dos homens nas tarefas da casa.

Continuem fazendo o que estão fazendo aqui. Por que nós que sonhamos um Brasil para todos, nao vamos deixar nossos inimigos acabarem com ele.”

 

O QUE JÁ SE SABIA – JORNAL GGN PUBLICA QUE PROCURADOR ADMITE QUE A LAVA JATO FOI USADA PARA DERRUBAR DILMA

Jornal GGN – Sob anonimato, um procurador da Operação Lava Jato disse à jornalista Natuza Nery, responsável pelo Painel da Folha desta quarta (24), que o sentimento comum na força-tarefa hoje é de que eles foram usados para derrubar a presidente Dilma Rousseff e, agora que o impeachment está quase consolidado, estão sendo descartados. “Éramos lindos até o impeachment ser irreversível. Agora que já nos usaram, dizem chega”, disse o procurador.

Conforme o GGN mostrou semanas atrás, a Lava Jato bateu recorde de aparecimento nas manchetes de jornais durante o mês de março de 2016, criando o clima favorável ao impeachment de Dilma Rousseff na Câmara. Mais de um terço das capas da Folha foram dedicadas à operação e a outras investigações contra Lula. O próprio Datafolha nunca usou as pedaladas fiscais para questionar à população se Dilma merecia o impeachment. A pergunta feita era se as “revelações” da Lava Jato deveriam render o seu afastamento.

A fala do procurador ocorre após o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes reagir ao vazamento de suposta delação da OAS citando Dias Toffoli, membro da Corte, apenas para criar constrangimentos. Segundo a colunista, “o Estado-maior da Lava Jato é unânime: o avanço das investigações sobre setores do Judiciário pode acabar se transformando em um freio na operação.”

Após o episódio, Gilmar deu uma série de entrevistas sinalizando que a Lava Jato está se comportando como um grupo de “heróis” sem limites e que deveria, ao invés disso, “calçar as sandálias da humildade”. O ministro também disparou contra uma das propostas defendida pelos membros da operação no Congresso, que trata da permissão de usar provas obtidas de maneira irregular, desde que de boa-fé. Chegou a dizer que isso é coisa de “cretino”.

Com a reação do ministro do STF, o procurador-geral da República Rodrigo Janot veio à tona defender a Lava Jato do vazamento. Disse que a responsabilidade pelo factóide entregue à Veja era dos advogados da OAS, que estariam fazendo pressão para fechar a delação de Leo Pinheiro. Ele também afirmou que não existe nenhuma menção a Toffoli no depoimento. O PGR usou esse argumento para suspender as negociações.

Histórico de abusos

A suspensão e a pressão do Supremo para isso são atitudes inéditas na Lava Jato. Não é como se a operação já não tivesse se envolvido em episódios polêmicos que colocaram em xeque os limites de sua atuação.

A título de exemplo, no caso do vazamento de um grampo presidencial, por exemplo, o máximo que ocorreu foi o juiz federal Sergio Moro pedir desculpas a Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF. Dilma Rousseff, que foi derrubada na Câmara dias após esse vazamento, aponta que esse tipo de vazamento “é crime em qualquer lugar do mundo”.

Além disso, foram mais de 13 delações vazadas para a imprensa, sem nenhuma reação. O que levanta a pergunta: por que após dois anos e meio de Lava Jato, só agora Janot quer findar um acordo de cooperação por causa de um vazamento?

Hoje, o GGN aponta em artigo de Luis Nassif que a suspensão da delação da OAS é um “empate vitorioso” entre Gilmar e Janot, com um importante desdobramento sobre a classe política: deve livrar a cara de José Serra e Aécio Neves (PSDB) – além de alguns petistas – que, como já se sabia, eram citados por Léo Pinheiro na delação.

 

POLÍCIA FEDERAL PRENDE AFRENI GONÇALVES, PRESIDENTE DO PSDB, EM GOIÁS, POR FRAUDE NO PAC. UMA FORMA DE BOICOTAR O PROGRAMA DOS GOVERNOS POPULARES

PSDB de Goiás

A Operação Decantação desencadeada hoje, dia 24, pela Polícia Federal prendeu, em Goiás, o presidente do PSDB, no estado. A operação é parte da investigação de fraudes de licitações na Companhia de Saneamento de Goiás (Seneagoa) no valor de R$ 4,5 milhões provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) financiado pelo BNDES e a Caixa Econômica criado nos governo popular de Lula e continuado no da presidenta Dilma Vana Rousseff afastada, temporariamente, da presidência por abjetos golpistas, entre eles deputados e senadores do PSDB, partido da burguesia-ignara. Na operação a sede do partido PSDB também foi palco de busca e apreensão.

        Segundo a PF o dinheiro era usado para pagamento de propina e dívidas de campanhas cujo esquema era realizado por uma empresa de consultoria contratada pela Saneago responsável pela contratação de empresas responsáveis pela execução das doações através de licitações fraudulentas. Também foi detido José Taveira Rocha, diretor-presidente da Saneago e que foi secretário de Fazenda do governo de Marconi Perillo, do PSDB. Foram presos também outros indivíduos que fazem parte do PSDB, partido alma da classe média reacionária.

        O PSDB foi um dos partidos que mais combateu o PAC, porque via nele o aumento de adesão do povo às políticas do presidente Lula e Dilma que foi a sua desenvolvimentista. Como o PAC deu certo, e é por isso que o desgoverno golpista tenta o seu desmonte, os inimigos invejosos passaram a usar a técnica de boicotá-lo com fraudes, já que a grana é sedutora aos antidemocratas.

 

“VAMOS TODOS JUNTOS RESISTIR”, AFIRMOU DILMA DURANTE O ATO CONTRA O GOLPE, EM DEFESA DA DEMOCRACIA E OS DIREITOS SOCIAIS

midianinja99390Verdadeiro espetáculo político-democrático! Onde a sensibilidade, a inteligência e a ética se prontificaram como as potências construtoras da alegria de viver em liberdade! É o que se pode afirmar do Ato contra o Golpe, em Defesa da Democracia e Direitos Sociais realizado na Casa de Portugal, em São Paulo que contou com as presenças de personagens engajados contra a mais funesta subjetividade que o Brasil já vivenciou, representada pelo que há de mais miserável no corpus ontológico da existência da sociedade brasileira.

Como já havia sido divulgado; a presidenta Dilma Vana Rousseff se fez presente com alegria, coragem, entusiasmo e denodo como é de sua consciência de mulher ilustre. Fator de inveja e ódio das aberrações ressentidas que fazem parte da matéria pútrida do golpe. Dilma discursou, abraçou, beijou e distribuiu sorrisos carinhosos transportadores de liberdade. Liberdade que os golpistas não podem vivenciar em função de suas alterações genéticas e psicopatológicas que os fazem tristes personagens sem qualquer sentido do existir como ser sociabilizado na amizade e solidariedade.

“Vamos todos juntos resistir! É importante chamar os fatos e ações pelos verdadeiros nomes. Isto é um golpe! Apesar do processo, é preciso ampliar o espaço de discussão. Por isso, eu vou, sim, ao Senado. Eu não vou ao Senado porque acredito nos meus belos olhos, vou lá discutir, porque acredito na democracia, que teremos que evitar que esse impeachment sem crime de responsabilidade seja um mal maior.

Resistir e lutar são as palavras que devem nortear as ações da sociedade civil comprometida com a defesa da democracia. Nós viemos de 20 anos de ditadura, ganhamos e achamos que estávamos bem. Mas temos que lutar todos os dias.

Nós ganhamos algumas lutas nesse processo. A primeira foi que os movimentos sociais, os partidos progressistas, os artistas, as mulheres, todos nós fomos capazes de formar uma frente de resistência, que estão aqui hoje representadas em cada um de vocês, nos sindicatos, na Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo, na luta pela moradia, pelos médicos, advogados e juristas pela democracia”, discursou Dilma sob aplausos contagiantes.

Presente também, como não poderia ser o contrário, o presidente do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o filósofo Guilherme Boulos, discursou mostrando a grande ameaça que são os golpistas para o Brasil. Além, de afirma que 29 os trabalhadores, sindicatos, e movimentos sociais, todos que estavam presente no ato, irão promover uma gigantesca manifestação.

“Temer e sua turma de golpistas dizem que, passando o julgamento do Senado, se o golpe for vitorioso, o país vai entrar num período de instabilidade, céu de brigadeiro, paz social. O que queremos dizer, é que eles estão brincando com fogo. Se este golpe for vitorioso vai se abrir a porteira de um período de instabilidade.

No dia 29, dia da votação, quando a presidenta for falar naquele covil, nós estaremos fechando várias partes do país. Isso não passa, não passará”, discursou o filósofo engajado, Boulos.

MINISTRO GILMAR MENDES DESFERE UM DIRETO EM MORO, APOIADOR DAS DEZ MEDIDAS CINTRA CORRUPÇÃO

gilmar_mendes85067O assunto só nos interessa porque envolve a Justiça brasileira que tem por dever, e poder, de funcionar em benefício do povo, já que foi o povo historicamente quem a criou, como criou o Estado e os três poderes.

Depois de desferir um cruzado nos procuradores de Curitiba no caso do vazamento que envolveu o ministro, seu amigo, Dias Toffoli, o ministro Gilmar Mendes desferir um diretor no juiz Moro.

O filósofo Rui Brito, ironicamente, diria que os dois, por suas semelhanças, estão com a razão. Mas o povo sabe o que é razão, e de quem é a razão.

“É aquela coisa de delírio. Veja as dez propostas que apresentaram. Uma delas diz que provas ilícitas feita de boa fé deve ser validada. Quem fez uma proposta dessa não conhece nada de sistema, é um cretino absoluto. Cretino absoluto. Imagina que amanhã eu posso justificar a tortura porque eu fiz de boa fé”, mandou ver Gilmar Mendes.

Moro é quem vem propagando a prova ilícita válida quando feita de boa fé. Quem vai saber quando é de boa fé? A boa fé é da ordem da moral-mistificada internalizada. A gravação feita irregular contra Dilma e Lula e vazada para Rede Globo, por ele, Moro, foi de boa fé? Quando a boa fé de um indivíduo que não passa de sua projeção pessoal moralmente no campo social, serve para a sociedade em geral? Nunca!

O povo afirma: Justiça é Justiça e não laboratório psicológico moralino personalizado.  

O Xadrez do empate vitorioso de Gilmar e Janot

Capítulo 1 – o grande mestre Gilmar Mendes

Nos jogos do poder, o Ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal) é grande mestre. Ousaria compará-lo ao imortal Raul Capablanca, o campeão cubano que encantou o mundo no início do século, com seu estilo claro, lógico, linear e fulminante.

Seu grande adversário foi o russo Alexander Alekhine, com um estilo complexo, cheio de nuances, que acabava embaralhando o adversário. Só depois do jogo terminado, os adversários encontravam saídas para as complexidades colocadas por Alekhine.

No embate entre ambos, pelo título mundial, Alekhine venceu. Consta que graças ao estilo bon vivent do cubano, que se dispersava entre corridas de cavalo e libações noturnas. Não é o caso de Gilmar, cujas obsessões se resumem ao jogo político-jurídico e à sua IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público). Não deixa de ser seu calcanhar de Aquiles, mas que poucos ousaram explorar.

Capítulo 2 – a presunção da competência política da Lava Jato

No primeiro tempo, a Procuradoria Geral da República e a Lava Jato conseguiram o feito histórico de terem derrubado uma presidente da República. Julgaram-se os reis da cocada preta.

Esse tipo de onipotência os tornou descuidados. Não se deram conta que o embate foi contra o mais ingênuo e indefeso governo da história.  A frente ampla garantiu-lhes a blindagem para toda sorte de abusos e um deslumbramento provinciano. Julgaram-se acima do bem e do mal e, especialmente, acima do STF (Supremo Tribunal Federal).

Parcerias com a mídia não são institucionalizadas, mas pontuais, obedecendo aos interesses de ambas as partes. Além disso, a mídia – e a opinião pública – movem-se por eventos, alimentados por fatos reais ou factoides. E Gilmar e José Serra sempre foram mestres na arte de criar factoides jornalísticos.

O deslumbramento levou o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima – o mais agressivo e político da força tarefa – a confrontar decisão do Ministro Dias Toffoli de ordenar a libertação do ex-Ministro Paulo Bernardo. E foi criando pontos de vulnerabilidade para o xeque de Gilmar.

Capítulo 3 – a delação da OAS

O que está em jogo é a delação da OAS.

Há duas empreiteiras na fila. As delações da Odebrecht apontarão preferencialmente o financiamento de campanha através de caixa 2. Delatarão Paulo Preto. Se a Lava Jato quiser pegar José Serra e Aloysio Nunes, terá que apertar Paulo Preto.

Já as delações da OAS visariam apontar corrupção explícita dos políticos, especialmente de José Serra – isto é, dinheiro para enriquecimento pessoal.

Capítulo 4 – o xeque de Gilmar

Aí entra em cena Gilmar, com toda sua maestria e atrevimento.

Conforme explicado no Xadrez de ontem, a denúncia de Veja contra Dias Toffoli se autodestruía em 30 segundos. Na própria denúncia já se fazia a defesa de Toffoli e os próprios blogueiros deVeja se incumbiam de defende-lo. Trata-se de um factoide similar ao grampo sem áudio da conversa entre Gilmar Neves e Demóstenes Torres, com ambos se auto-elogiando.

Mesmo assim, tinha tudo para se tornar o mote para um xeque pastor em Janot e na Lava Jato. A sucessão de declarações dos procuradores da Lava Jato, os abusos, o carnaval em torno do decálogo de Moisés e outros atrevimentos foram criando ressentimentos cada vez maiores no STF. Nenhum Ministro se manifestava com receio de se tornar alvo de campanhas infames, como a que vitimou o Ministro Luís Roberto Barroso. É uma tarefa para Gilmar, o destemido.

Ele espera o momento, encontra o álibi na capa da Veja, e cai matando sobre a Lava Jato.

Xeque-mate de Gilmar em Janot? Não. Xeque duplo, e explico.

Capítulo 5 – o xeque duplo

Há várias hipóteses sobre os autores e a motivação da denúncia:

Hipótese 1 – foi um membro da Lava Jato, aliado a José Serra e Gilmar Mendes, interessado em melar o depoimento da OAS.

Hipótese 2 – foi vingança de procuradores contra decisões recentes de Toffoli.

Hipótese 3 – partiu dos advogados da OAS.

As duas primeiras são hipóteses verossímeis. A Hipótese 3 é a única absolutamente inverossímil. Primeiro, pela constatação do próprio Janot, que não havia nenhum anexo nas preliminares da delação versando sobre a tal reforma na casa de Toffoli. Janot diz que seria impossível ao MPF vazar essa informação, porque não existia. Se não existia, como atribuí-la aos advogados da OAS? E a troco de quê eles divulgariam uma informação contra um Ministro do STF, que qualquer amador saberia que poderia comprometer a delação?

E, no entanto, Janot tratou rapidamente de difundir a tal versão, anunciando a suspensão das negociações com a OAS.

Não havia lógica. Era evidente que a tal capa foi um factoide visando anular a delação da OAS. A troco de quê o ladino Janot, que dispõe de vários oficiais generais analisando a conjuntura, não captaria as intenções do factoide?

Há duas hipóteses para explicar a decisão de Janot:

Hipótese 1 – Janot piscou. Assustou-se com a possível reação do Supremo e saiu acusando os advogados da OAS, mesmo sem provas, antes mesmo de iniciar qualquer investigação, seguindo o padrão Lava Jato.

Hipótese 2 – Janot aproveitou o carnaval em torno do episódio para afastar de si o cálice da delação da OAS.

Aposto fechado na segunda hipótese.

Tem-se, enfim, um jogo em que Capablanca e Alekhine combinam a resultado final: Janot e Gilmar trocam tiros entre si, simulam um combate entre Darth Vader e Luke Skywalker e ambos conseguem chegar ao mesmo resultado: a anulação da delação da OAS salvando Serra, Aécio e, democraticamente, possivelmente algumas cabeças do PT.

O jogo termina empatado com Gilmar e Janot vitoriosos. E, em um arremate elegante, Gilmar declara que a delação não deveria ser suspensa, para permitir a Janot a ultima movida do jogo.

De fato, um clássico do xadrez político.

POLIANA OKIMOTO, MEDALHISTA, AFIRMA QUE BOLSA ATLETA PÓDIO, CRIADO POR DILMA, E TEMER QUER ACABAR, LHE AJUDOU NA CONQUISTA. O BRASIL FICOU COLOCADO NA 13° POSIÇÃO. 13 PT

poliana  

                  A medalhista de bronze na categoria maratona aquática, Poliana Okimoto, afirmou que a Bolsa Atleta Pódio, lhe auxiliou na preparação para disputar a Olimpíada 2016.

       A Bolsa Atleta Pódio foi criada pela presidenta Dilma Vana Rousseff e corresponde a um valor de R$ 5 mil a R$ 17 mil. Como o desgoverno golpista de Temer é imobilizado pela inveja e ódio, daí porque é golpista, contra as criações dos governos populares de Lula e Dilma, ele vem desmontando vários benefícios que a população necessitada vinha recebendo. O programa Bolsa Atleta Pódio é um deles.

       Esse é mais um fator para que a sociedade se uma na luta contra o golpe que vem paralisando o país.

        Veja e ouça o vídeo onde Poliana fala sobre a importância do Bolsa Atleta Pódio que a levou ao pódio fazendo com que o Brasil ficasse em sua melhor posição historicamente: a 13° posição.

     Uma bela debochada nos frustrados, como as mídias sequeladas que tentaram ocultar os responsáveis pelas Olimpíadas Lula e Dilma. A posição do Brasil tem 13. Número do Partido dos Trabalhadores. Foi preciso o PT para o Brasil subir no pódio da posição 13°.

       Nunca dantes acontecera!

“VAI TER FESTA, VAI TER EBC”, ATO EM DEFESA DA COMUNICAÇÃO PÚBLICA

e4bd3adf-7042-443d-9388-9248595276d7Como toda ditadura faz os golpistas comandados Temer, fizeram: atacar e tentar destruir as representações públicas do Brasil. Entre outras, uma que foi frontalmente atacada foi a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), que além de congregar a Rede Brasil também agencia outras emissoras públicas de televisão e rádio espalhadas pelo Brasil.

Temer, como um bom golpista, é apavorado com a coisa pública, por isso um de seus primeiros atos arbitrários foi demitir o diretor-presidente da EBC, Ricardo Melo e interferir na programação da TV Brasil que tem a melhor rede de programação do país, onde o telespectador, principalmente a criança e o adolescente, é respeitado em suas faculdades sensorial, cognitiva e ética. Que é principal fator da existência de um meio de comunicação.

Embora o diretor-presidente tenha conseguido, através do Supremo Tribunal Federal (STF), o direito de retornar e continuar no cargo, Temer continua ameaçando acabar com a EBC. Diante da compulsiva e irracional ameaça, que feri o direito do povo brasileiro, várias entidades têm se manifestado contrárias, se opondo ao propósito alienante do desgoverno golpista que procura, com sua compulsão anticomunicacional pública, promover as empresas de televisão e rádio privadas. Principalmente as empresas do grupo Marinho, a turma da Rede Globo que, também, é mentora do golpe.

Na pauta de defesa da EBC será realizado um ato, hoje, dia 23, às 19h, no Sindicato dos Bancários de São Paulo, no prédio Martinelli com o único intuito de que a EBC se mantenha com vem se mantendo desde que foi criada no ano de 2007, no governo popular do presidente Lula. A convocação geral é da deputada do PCdoB, Jandira Feghali.

“A comunicação pública é um instrumento de quebra de monopólio da informação e da chamada verdade única da grande mídia. Ela foi uma conquista do povo brasileiro e nós precisamos preservá-la e fazer avança com a possibilidade de contribuição que tem para o povo brasileiro.

Ela foi duramente agredida pelo governo golpista de Michel Temer, que não só tentou tirar de lá um presidente com mandato, mas tem feito demissões de pessoas sérias que se posicionam pela democracia, além de literalmente tentar desmontar o programa de TV e Rádio”, afirmou a deputada.

A cantora, compositora e deputada estadual pelo PCdoB, a sambista Leci Brandão  também se posicionou contra a violência dos golpistas.

“Defendo a EBC para garantir que os setores silenciados pela mídia privada tenham voz. Negros, juventude da periferia, mulheres, e comunidade LGBT, por exemplo. Estes segmentos são sempre perseguidos e excluídos. A comunicação pública ajuda a garantir os direitos destas pessoas”, disse a sambista-deputada.

Lula fala sobre as Olimpíadas

GILMAR MENDES E A (A)NORMALIDADE DAS INSTITUIÇÕES

COMO VOCÊS JÁ devem estar carecas de saber, há uma lorota sendo contada por aí de que “as instituições no Brasil estão funcionando normalmente”. Os três poderes estariam atuando de forma separada, independente, equilibrada, como manda o script democrático. Nada mais duvidoso. Basta uma breve checada na agenda de Gilmar Mendes, ministro do STF e presidente do TSE, para atestar a promiscuidade com que os poderes estão se relacionando.

A sobriedade, a discrição e o decoro que se esperam de um juiz da mais alta corte do país são características que passam longe da figura de Gilmar. Nem neste momento em que o país vive a sua maior crise política, Vossa Excelência se recusa a abandonar o seu jeitão especial de ser. Há 14 anos, ele vem descumprindo requisitos básicos para um magistrado dessa envergadura: fala fora dos autos, protagoniza bate-bocas públicos econfraterniza com amigos que serão julgados por ele. Essa afronta ao Estado Democrático de Direito tem sido tão recorrente, que já foi naturalizada pelo noticiário e nem causa mais espanto.

Convido vocês para darmos uma olhada na recente e agitada agenda político-partidária daquele que devia ser apenas um juiz:

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o ministro do STF, Gilmar Mendes, o presidente do Senado, Renan Calheiros e o ministro Joaquim Levy, durante o 1º Encontro Diálogos Estratégicos (Antonio Cruz/Agência Brasil)

Visitas a Cunha na Câmara

Em março de 2015, o responsável pela maioria dos inquéritos da Lava Jato resolveu fazer uma visitinha fora da agenda a um dos investigados pela operação. Oficialmente, o objetivo era pedir “prioridade na votação de alguns projetos” ao então presidente da Câmara. Uma visita republicana, claro. Tão republicana que, depois que Gilmar saiu do gabinete, Renan Calheiros e Fernando Collor – também investigados na Lava Jato – entraram imediatamente. Coincidentemente, nos meses seguintes ao encontro,Mendes e Cunha atuaram em favor do financiamento privado de campanhanum entrosamento sem igual. Em julho de 2015, ele voltou. Dessa vez, Paulinho da Força participou da reunião. Segundo a Folha apurou:

“O agravamento da crise foi discutido em detalhes. Os presentes fizeram uma primeira avaliação do cenário no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), onde a chapa de Dilma é investigada por suposto abuso de poder e financiamento irregular de campanha.”

Almoço com Armínio Fraga e Serra

Em março deste ano, às vésperas da votação do impeachment, Gilmar foi visto almoçando com dois nomes cotadíssimos para se tornarem ministros do governo Temer. O juiz defendeu a lisura do encontro:

“Eu não estou proibido de conversar com Serra, nem com Aécio, nem com pessoas do governo. Eu estava com meu filho e o professor Armínio Fraga tratando de assuntos acadêmicos, projetos de mestrado e coisas do tipo”.

No mesmo dia, logo após essa conversa informal sobre assuntos acadêmicos,Gilmar participaria do julgamento dos embargos do rito do impeachment. Esse encontro é quase um atestado da normalidade com que as instituições estão funcionando, não é mesmo?

Ministro Gilmar Mendes cumprimenta Senador Aécio Neves durante conferência em Lisboa, em 31 de março de 2016.

Seminário em Portugal

Ainda em março, Gilmar Mendes foi o organizador do evento, patrocinado pela FIESP – entidade que atuou fortemente em defesa do impeachment – , a CNI, o Sistema “S” do Rio de Janeiro e a estatal Itaipu Binacional. Quem participou do evento? Os amigos do peito de sempre, a tropa de elite do impeachment: Temer, Aécio, Serra, o presidente do TCU e Dias Toffoli.

Visita secreta a Temer no Jaburu

O presidente da Câmara, Michel Temer, reune-se com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que falou sobre projetos para aumentar a eficincia da justia criminal.

O então presidente da Câmara, Michel Temer, reune-se com o então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Em 28 de maio, a visita, que não foi registrada nas agendas oficiais, aconteceu na semana da divulgação do diálogo entre Jucá e Machado, em que o STF é citado como possível participante de uma trama para tirar Dilma do poder e delimitar as investigações da Lava Jato. Mesmo diante de evidências tão escancaradas,Gilmar declarou não ver no diálogo uma tentativa de obstruir as investigações. Oficialmente, a visita foi para “discutir o orçamento do TSE”. Não temos dúvidas que sim. Ainda mais numa noite de sábado, quando bate aquela vontade louca de discutir orçamento.

Jantares de confraternização entre representantes do Judiciário, do Executivo e do Legislativo

Em junho, o presidente do STJ ofereceu um jantar em sua casa para o alto escalão dos três poderes. Participaram juízes e políticos que apoiaram o impeachment – inclusive alguns acusados de receber propinas em delações da Lava Jato, como Serra e Aécio Neves. Segundo a jornalista da Globo, Andreia Sadi, além de Gilmar e a dupla tucana, também foram convidados o ministro do STF Dias Tofolli, Zezé Perrella (o senador que é pai do dono do helicóptero da cocaína sem dono), Pedro Parente (presidente da Petrobrás), Alexandre de Moraes (ministro da Justiça) e Michel Temer.

No dia seguinte, aliados de Cunha começam a cogitar sua renúncia da presidência da Câmara. O objetivo seria evitar o plenário do STF e ser julgado pela 2ª casa, uma turma menor, composta por dois convidados do jantar: Gilmar e Toffoli. O cardápio não foi divulgado, mas o cheiro é de pizza.

Em 1º de agosto, foi a vez de Mendes abrir as portas do seu palacete para Blairo Maggi, bancada ruralista e Michel Temer. Oficialmente, o churrasco foi para comemorar a abertura do comércio de carne brasileira para o mercado americano, articulado entre os governos Dilma e Obama. Em declaração a O Globo, um dos senadores presentes deixou escapar um dos assuntos que rolaram na churrascada:

“O Michel (Temer) disse que iria falar com Renan e que ele tentasse com o Lewandowski antecipar a data (do julgamento final do impeachment). Achamos que os prazos terminariam dia 22 ou 23, e não 25. Ele acha que dá para votar dia 24”.

Brasília - O presidente do Senado, José Sarney, recebe presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que entregou o plano de gestão para o funcionamento de varas criminais e de execuçao penal

O a época senador José Sarney recebe o então presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que entregou o plano de gestão para o funcionamento de varas criminais e de execução penal.

Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

Parece até a agenda de um politico em campanha eleitoral, não de um ministro do Supremo Tribunal do país. Percebam que não há sequer necessidade de disfarçar. No último dia 5, Gilmar determinou a abertura de uma representação contra o PT que pode culminar com a cassação do registro do partido. Motivo? Indícios de que a sigla recebeu, por meio de doação de campanha, dinheiro desviado de contratos da Petrobrás.

Curiosamente, a mesmíssima operação executada por partidos como PMDB, PSDB e DEM. Será que Gilmar irá tratar com isonomia os partidos dos seus companheiros? Se analisarmos suas declarações, o histórico de suas decisões e sua agenda recente, podemos ter certeza que não.

Em bate-boca histórico no STF, o ex-ministro Joaquim Barbosa fez uma afirmação com a qual muitos brasileiros devem concordar:

“Vossa Excelência está destruindo a Justiça desse país (…) Vossa Excelência está na mídia destruindo a credibilidade do judiciário brasileiro”.

Mas parece que se trata apenas de uma questão de opinião. Há quem acredite que as instituições estão funcionando maravilhosamente bem.

DILMA PARTICIPARÁ, AMANHÃ, DO ATO EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DIREITOS DO POVO BRASILEIRO

dilma - ato

             Há poucos dias do Brasil e o mundo presenciarem o escabroso espetáculo promovidos por senadores politicamente aberrantes quando exibirão sem qualquer pudor suas taras antidemocráticas, a presidenta eleita com mais de 54 milhões de votos, Dilma Vana Rousseff, em sua inquebrantável luta para manter o governo popular e o Estado de Direito Democrático, participará do Ato em Defesa da Democracia e dos Direitos que ocorrerá amanhã, dia 22, a partir das 18h, na Casa de Portugal, na Avenida Liberdade, 602, zona sul da cidade de São Paulo.

         O ato é promovido por sindicatos, entidades representativas da sociedade civil e movimentos sociais e expressões do Movimento Frente Brasil Popular. CUT, Contag, MST, CMP, LGBT, movimentos das mulheres, negros, índios, artistas, intelectuais fazem parte das vozes que estarão defendendo os direitos dos trabalhadores ameaçados pelo desgoverno golpista que vem tentando impedir o movimento criador de democracia tão intensivamente fluido nos governos populares Lula e Dlma.

       A redução de programas sociais, científicos, esportivos e artísticos já é observada nesses tenebrosos dias que o golpista-mor Temer, junto com seus comparsas, impôs à sociedade brasileira. Para que essa miséria não se propague é fundamental que a população brasileira se manifeste para garantir seus direitos que estão ligados historicamente às suas lutas.

         Faça-se presente ao ato!


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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