Arquivo para 14 de outubro de 2016

ALERTA BRASIL! AS FORÇAS OPRESSORAS QUEREM PRENDER LULA. MOSTRA O JORNALISTA EDUARDO GUIMARÃES

lula

Em artigo publicado hoje, dia 14, o jornalista Eduardo Guimarães, proprietário do Blog Cidadania, mostra as enunciações ardilosas que visam prender o mais importante líder político do mundo atual, Lula, com aparatos carnavalescos com objetivo de afetar os incautos lobotomizados políticos.

         Os aparatos carnavalescos incluem as mídias golpistas, principalmente a Rede Globo, assim como os personagens envolvidos na ofensiva.

         Leia o artigo e tome sua posição de democrata.                                                       

Este é um dia de muita tristeza para este blogueiro. Chegaram ao meu conhecimento informações fidedignas e verossímeis de que Lula pode ser preso a qualquer momento em um verdadeiro show que está sendo armado pela Globo em consórcio com a Lava Jato.

Toda grande imprensa já tem os detalhes da operação. Não será de espantar se a prisão ocorrer na próxima segunda-feira.

A prisão terá sido antecedida por sucessivos indiciamentos do ex-presidente, engendrados para “ir preparando o espírito” da população.

Após a prisão, o juiz Sergio Moro sentenciará Lula rapidamente – talvez até neste ano – e até meados do ano que vem ele será condenado em segunda instância. Os acertos todos já foram feitos.

Os golpistas consideram que haverá uma comoção pública com as medidas de supressão de direitos e eliminação de programas sociais que vêm por aí e, nesse contexto, o recall de Lula ressurgirá com força inaudita.

Este momento está sendo considerado o ideal para prender Lula porque a maioria da sociedade ainda está com muita raiva do PT e essa raiva tende a se diluir conforme for ficando claro que o golpe foi dado para tomar do povo os benefícios dados justamente pelo PT.

Lula e companheiros mais próximos serão levados para Curitiba, onde a possibilidade de grandes movimentos populares de reação ao ato de arbítrio será menor.

Não há muito mais a dizer além de que, se este país não reagir a esse arbítrio, prisões políticas não vão se resumir a Lula. A prisão de Lula desencadeará uma caça às bruxas para encarcerar todos os principais opositores do consórcio radical de direita que tomou o poder.

A prisão de lideranças políticas de esquerda será vital para impedir grande derrota da direita em 2018.

O plano é fazer com que a urna eletrônica só tenha candidatos fortes de direita, daqui a dois anos. Os únicos candidatos de esquerda serão os bobões do PSOL e do PSTU, que não terão chance.

Com a implementação de medidas de terra arrasada como a PEC 241, a “volta por cima” do PT é dada como certa pelos golpistas, por isso querem prender Lula e quantas lideranças de esquerda puderem enquanto ainda estão fortes, pois os golpistas tucanos e peemedebês logo estarão arrasados politicamente, com suas políticas genocidas no governo federal.

Infelizmente, minha fonte é segura. E nem fui pego de surpresa. Eu tinha certeza de que isso estava para acontecer. A informação que me foi passada só me surpreendeu pelo timing; eu achava que o golpe final seria dado no ano que vem.

Contudo, faz sentido prender Lula agora. Daqui a alguns meses a PEC 241, a retirada de direitos trabalhistas, a reforma da previdência, a terceirização e o arrocho de programas sociais vão tornar inaceitável a prisão daquele para o qual o Brasil se voltará em meio à política de terra arrasada que tucanos e peemedebistas estão preparando.

Eis que exorto a cada um dos que me acompanham nesta jornada de 11 anos para que não apenas divulgue este alerta, mas para que se preparem para lutar. O Brasil está sob uma ditadura e temos que denunciar isso ao mundo. Só a pressão internacional pode nos ajudar.

DAS PERIFERIAS À MAIORIA (A DERRUBADA DA QUARTA PAREDE)

ministeriotemer

 Artigo escrito por Débora Medeiros e Henrique Dias.

As cortinas ainda estão abertas.

E assim permanecerão. No palco da luta política, o espetáculo nunca termina. Não há fim da história: as peças sucedem uma à outra, sem intervalos. E mais: o palco é aberto. A plateia entra em cena quando quiser.

Pois bem. A peça do momento é dirigida pelo campo conservador, que já mostrou a que veio. Veio para fazer grande política, e tem feito com estilo: flexibilidade na tática, coalizões variadas, clareza na estratégia. Primeiro ato, a tomada do poder: golpe parlamentar consumado. Segundo ato, a legitimação no poder: vitória nas urnas.

Passemos, então, ao terceiro ato, ponto da peça em que estamos: a implementação do programa estratégico. O primeiro passo, tirar a Petrobrás do jogo geopolítico do petróleo, caminha muito bem, obrigado. Mas a tática, aqui, é de guerra relâmpago. E o campo conservador já inicia o segundo passo: o desmonte do Estado brasileiro, cuja caricatura é a PEC 241.

Como em poucos momentos na História a luta política assume caráter tão didático, cabe aproveitá-lo. A PEC 241 é uma versão mais que explícita do programa político do golpe e do cenário da disputa política. É um escancarar da principal contradição da luta política neste novo ciclo: uma elite financeira (e suas subsidiárias) – uma ínfima minoria – se apropria desavergonhadamente do Estado e lança ao sacrifício a maioria dos brasileiros.

Em termos econômicos, é um projeto de controle do déficit orçamentário do governo, cuja maior causa é despesa com juros da dívida, por meio do congelamento dos gastos primários (o investimento Estado em infraestrutura, saúde, assistência social, etc). Projeto que será, acrescente-se, implementado a seco: sem reforma tributária progressiva para aumentar as receitas, sem redução da taxa de juros, nada.

É a minoria que “quebra a banca” e continua a ganhar como se nada tivesse acontecido, enquanto a maioria paga a conta. A conta inteira, e que é maior do que parece: com o crescimento da população nos próximos vinte anos, o “congelamento” se transformará em redução do investimento per capita do Estado em áreas estratégicas.

Visto de outro ângulo, o cenário não muda. O projeto é igualmente assustador em sua tradução política: a PEC 241 representa o esvaziamento do papel do Estado brasileiro como indutor do desenvolvimento (qualquer que seja a definição adotada para o termo) e como promotor de bem estar social. Esvaziamento completo, já que estamos diante da versão radicalizada do campo conservador.

Acontece que nada na luta política é livre de contradições. Para implementar um programa estratégico ostensivamente antipopular, é necessário fazê-lo rapidamente. E isso tem implicações: o campo conservador lançou-se numa guerra relâmpago, sem trincheiras, aberta aos olhos de quem queira ver.

Está escancarado, agora, qual é o terreno da luta política – a disputa da estrutura econômica do país. Da mesma forma, não há como tergiversar sobre quem é o protagonista em cena – o consórcio da elite financeira e sua minoria. Em consequência, não há, também, dificuldade em definir o antagonista. Ele é, necessariamente, a maioria.

A questão, agora, é que a maioria ainda está na plateia, e nem sequer ensaia entrar em cena. Foram anos a fio de desconstrução da política – da grande política – como arena insubstituível da transformação da sociedade. No caminho entre o “faça sua parte” e a substituição da distribuição da riqueza por políticas compensatórias, foi erguida a quarta parede. A parede ideológica que faz com que a plateia acredite que assiste passivamente ao espetáculo. Não será fácil derruba-la.

O que a disputa do projeto estratégico para o Brasil pede, no momento, é um afrouxamento, embora não o fim, da identificação política com particularidades. O sujeito político antagonista, agora, é necessariamente amplo. É a periferia, ou melhor, as periferias do projeto de Brasil para a minoria. Os mais de 99%.  Periferias que tem origem em níveis distintos de opressão e espoliação, mas que precisam mover-se em bloco para que seu movimento não seja inócuo.

É preciso, mais do que nunca, que o campo progressista volte a ser virulento, a ser uma ameaça real ao projeto político do campo conservador. É preciso que as classes oprimidas transformem-se em classes perigosas, surgindo no cenário como antagonista viável. É urgente forjar, a partir de periferias heterogêneas, uma maioria. A maioria que se levanta como resistência.

A tarefa, sem dúvida, é árdua.

Mas que se tenha em mente: no palco da História, a guerra relâmpago não triunfa quando a resistência é prolongada.

*Débora Medeiros é médica e Luiz Henrique Dias é professor.  Ambos fazem parte da coordenação do Projeto A São Paulo que Queremos

 

ELES AGEM COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ: É HORA DE CONSTRUÍ-LO

Lula Marques

Artigo escrito por Saul Leblon na Carta Maior.

A ordem unida na votação da PEC 241 passa um sinal de coesão inoxidável, que pode induzir à prostração diante do golpe.
 
Seria um erro.
 
Há ferrugem política sob o brilho metálico lustrado pelos mercados.
E corrosão nos pilares econômicos, dissimulada pelo endosso midiático.
 

A vitória em primeiro turno na Câmara –graúda, de fato– aprofunda, em vez de equacionar a crise que despedaça o tecido econômico e estreita o horizonte da população brasileira.
 
Há uma bomba social a caminho.
 
A hora de organizá-la é agora.
 
Isso significa muitas coisas.
 
Retificar conceitos e rever estratégias que vestiram a camisa de força dos mercados na política, quando ela deveria comandá-los, repactuando o desenvolvimento, é uma delas.
 
Nada fará sentido, porém, sem convergir para o principal.
 
O principal é romper o isolamento progressista decorrente desse erro e fazer o caminho de volta às lutas populares para organizar a resistência ao arrocho.
 
Não é pouco o que está em jogo.
 
Só os ingênuos acreditam ser possível fazer política hoje no Brasil sem ‘nacionalizar’ o debate.
 
O golpe quer redesenhar o país numa prensa abastecida de libras de carne humana.
 
Subverte para isso uma prudência clássica na macroeconomia.
 
A cautela recomenda nunca endossar os ímpetos irrefletidos dos mercados com o peso de iniciativas públicas na mesma direção.
 
A PEC 241 é um criminoso pé de chumbo no acelerador da crise vivida pela nação brasileira.
 
Em seu interior fervilha o agravamento do conflito distributivo –num horizonte de desemprego, recessão e urgência ela responde com mais privação.
 
Um criterioso alerta à nação, ‘Austeridade e Retrocesso’, lançado esta semana pelo Fórum 21, com a participação de alguns dos melhores economistas do país (leiahttp://cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Golpe-quer-impor-arrocho-social-por-20-anos-tempo-que-durou-a-ditadura/4/36984) denuncia a rudimentar aposta na contração das políticas e estruturas públicas, quando mais se precisa delas.
 
Em nome de um eldorado mítico do neoliberalismo –a ‘contração expansiva’–   providencia-se o Estado mínimo, à espera de uma expansão privada desmentida pela experiência corrente em várias latitudes do planeta.
 
Europa, por exemplo, onde nações patinam num limbo de desemprego elevado, baixo investimento, receitas anêmicas e déficits robustos.
 
‘Sociedade fulminada por asfixia rentista e inação pública’.
 
A lápide mais comum no cemitério de nações em nosso tempo denuncia o lacto purga que o golpe quer replicar no Brasil, com a adoção tardia de um neoliberalismo em decomposição.
 
O que se votou no reduto antissocial e antinacional no qual se transformou o parlamento brasileiro foi o gatilho dessa restauração anacrônica.
 
Postergar seu epicentro para o depois das eleições de 2018 , e confiar na retribuição antecipada dos mercados, precificada em uma onda imediata de investimentos, é a aposta da esperteza delirante.
 
Nisso se fiam colunistas que copidescam relatórios de bancos.
 
A precificação que avança é de outra natureza.
 
Os bancos, claro, já suspendem o crédito a pensionistas pobres e doentes, marcados para morrer de inanição pela PEC aprovada com o júbilo da escória parlamentar.
 
Não só.
 
Ignora-se, antes de mais nada, os ares do mundo.
 
O esgotamento da ordem neoliberal acirrou desequilíbrios sistêmicos conhecidos.
 
A  concentração da renda, a desigualdade entre as nações e dentro delas, a atrofia do aparato público de desenvolvimento, o desmonte industrial…
 
E criou outros novos.
 
O mais grave deles: a anemia da sua principal fonte de legitimação e dinamismo, o crescimento do comércio mundial.
 
Sob a égide dos acordos de livre comércio e cortes tarifários as trocas globais avançaram a taxas duas vezes superiores às do PIB entre 1985 e 2003.
 
Esse mundo acabou.
 
Só o ‘chanceler’ Serra, algo balbuciante, continua a apostar que o futuro do Brasil consiste em engatar a economia ao passado.
 
Em 2016, pela primeira vez em 15 anos, as trocas internacionais vão crescer abaixo da expansão do PIB global (1,7% contra 2%)
 
É o pior resultado desde 2008.
 
Fica quase à metade do desempenho de 2012 e muito aquém dos 2,8% previstos em abril pela OMC.
 
A debilidade da demanda global, sobretudo nos mercados de commodities, por conta da transição chinesa, explica uma parte da reversão.
 
A outra é a paralisia dos investimentos, responsável por 75% da desaceleração nas trocas internacionais.
 
O ambiente global associa elevadas taxas de endividamento das empresas, de um lado –caso do Brasil inclusive, o que desautoriza expectativas golpistas de retomada ‘puxada’ pelo setor privado–; sobras de capitais especulativos, de outro, e uma epidemia de juros negativos que se espraia e se prolonga.
 
A precarização do trabalho e o corner de Estados endividados num ambiente recessivo engessado por receita anêmica, fecham o garrote no pescoço da engrenagem produtiva  –indissociável do investimento público e privado.
 
A Unctad prevê que o fluxo global do investimento externo deve cair entre 10% e 15% este ano.
 
A saturação acionou anticorpos à panaceia do livre comércio, refletindo-se na queda de novos acordos de liberação alfandegária.
 
A média de trinta por ano, da década de 90, segundo o Wall Street Journal, recuou para um terço agora e a redução média de tarifas (um ponto percentual ao ano entre 1985/96 e 0,5 entre 1996 e 2008) estancou.
 
Disso para o ressurgimento da xenofobia e o renascimento do protecionismo era um pulo. E ele ensaia se tornar um salto no escuro.
 
O extraordinário bate à porta: um consenso contra o acordo Transpacífico uniu as candidaturas democrata e republicana nas eleições presidenciais dos EUA este ano.
 
Esse é o vagalhão em curso.
 
Ele potencializa perdas e danos embutidos na opção golpista de recuar o interesse público e entregar o país –literalmente, como mostra a blitzkrieg sobre as reservas do pré-sal–  aos impulsos dos livres mercados globais.
 
A operação equivale a engatar um carro sem gasolina a um trem descarrilado.
 
A alternativa de elevar o nível do tanque com maior justiça tributária, para, paulatinamente recuperar velocidade em uma repactuação negociada desenvolvimento, é a opção progressista e democrática.
 
Contra ela se fez o golpe.
 
Omiti-la é a lei de ferro nas redações. Onde a pauta tergiversa para não admitir: o pior está por vir.
 
O Brasil acumula um exército de 12 milhões de desempregados.
 
Um milhão e meio de vagas foram fechadas em 2015 pela associação entre o cerco golpista e o erro do governo Dilma ao buscar indulgência do mercado, adotando a panaceia contracionista.
 
Os otimistas acreditam que se tudo der certo o nível de emprego de 2014 (41,2 milhões de vagas formais) será recuperado em 2020…
 
Abstrai-se o crescimento da população economicamente ativa do período.
 
Num cenário de capacidade ociosa nas fábricas e demanda se arrastando pelo chão, parece temerário atribuir à  ‘reversão das expectativas’ dos mercados, protegidos do PT e da Carta Cidadã de 1988, a  drenagem desse oceano de braços.
 
Há variáveis de incerteza institucional que também contam.
 
Fundos de investimento estão preferindo a Colômbia e o Peru ao Brasil.
 
Gestores de carteiras não especulativas querem distancia da instabilidade política criada por Moro e sua central de confissões pré-fabricadas.
 
Só os vulgarizadores da ortodoxia acreditam da viabilidade de planos de infraestrutura sem financiamento e garantias do BNDES –agora, de novo, uma usina de privatizações.
 
Sem falar de faturas estruturais submersas, que o colunismo de banco declimna.
 
A industrialização brasileira necessita de um salto de renovação e produtividade para sobreviver no espaço encolhido pela estagnação global.
 
Como agir sobre esse relevo escarpado sem as cordas, ganchos e redes de estabilização do investimento público?                                                                                
 
O déficit fiscal de 10,5% no ano passado (10% este ano) continuará alto.
 
Mantido o peso de 80% dos juros na sua composição, mesmo espremendo-se a goela das despesas com a escola e o SUS, ou enterrando antes os velhinhos do LOAS, a alavanca do setor público persistirá manca.
 
O champanhe de fim de ano na firma Golpe & Cia, como se vê, borbulha  ilusão.
 
A crise vai azedar logo o clima de festa na aliança da mídia com a escória, o dinheiro e o judiciário partidarizado.
 
O arrocho progressivo reduzirá ministros, governadores e prefeitos a síndicos de  estruturas públicas falidas, que vão piorar o cotidiano já difícil da população na hora mais vulnerável das famílias assalariadas.
 
O seguro desemprego é um dos alvos imediatos do facão autorizado por 366 ‘representantes do povo’.
 
Gestores locais serão obrigados a baixar a guilhotina em obras e serviços, na linha de frente do embate com as sobras humanas expelidas pela retração de empregos, leitos, vagas, merendas, remédios, programas, professores, médicos, enfermeiros.
 
Haverá defecções.
 
Mesmo dentro do conservadorismo, administradores dignos irão se rebelar.
 
Nem todos aceitarão o papel de proxenetas de sua gente, para servir à cupidez rentista no plano federal.
 
A montanha desordenada de ideologia e realidade apita alertas à prostração induzida pelo brilho falso de um comboio sem trilhos.
 
A ordem neoliberal está exaurida. Com ela, as bases do crescimento pro-cíclico associado à alta nos preços das matérias-primas.
 
O pacto distributivo não conta mais com esse lubrificante da engrenagem.
 
Não basta saciar ‘as expectativas’ do mercado para iniciar um outro ciclo.
 
É preciso redesenhar o mercado.
 
Inclui-se aí o papel da indústria, as bases da produtividade, o crescimento do emprego, do investimento público e privado, o financiamento fiscal.
 
O Brasil perdeu o bonde da história para fazer disso uma tarefa da democracia, diz a mensagem subliminar dos que tomaram de assalto o país para fatiá-lo.
 
Contrariar esse vaticínio é a prova crucial da esquerda, dos democratas, dos nacionalistas e dos liberais sinceros.
 
É o que de mais importante eles podem fazer hoje pelo Brasil.
 
Não com lamúrias.
 
Com a construção de uma frente ampla que fale às urgências e esperanças da população, para romper o isolamento refletido nas urnas de 2 de outubro.
 
À moda uruguaia, ele deve ser ‘progressista-ecumênica’ e híbrida o suficiente para incorporar partidos, centrais, movimentos sociais, juventude, personalidades etc.
 
Seu ventre são os conflitos do presente e a resistência à bomba social em curso.
 
Disputas do segundo turno das eleições municipais como a do Rio de Janeiro, com Freixo; a de Recife, com a arrancada de João Paulo e a de Belém, com Edmilson Rodrigues –um arquiteto e geógrafo de longa trajetória socialista, que já dirigiu a capital paraense por dois mandatos, compõem as oficinas históricas dessa construção.
 
Seria um erro monumental descolar a questão municipal da política brasileira, como se o ano não fosse 2016 e o país não vivesse uma encruzilhada cujo desfecho condicionará o destino público e privado em todas as dimensões.
 
A estratégia adotada nos últimos anos de despolitizar os conflitos e conquistas do desenvolvimento desarmou a sociedade, atrofiou a participação popular e confundiu o discernimento social.
 
Nesse vácuo Moro age como se não houvesse amanhã.
 
É hora de construí-lo.
 
E a PEC do arrocho abre uma avenida enorme para quem quiser caminhar.

NÃO É DO LULA. JUSTIÇA E CONDOMÍNIO SOLARIS RECONHECEM QUE TRIPLEX É DA OAS

Dentre todas as acusações desacompanhadas de provas que os procuradores da Operação Lava Jato fazem contra Luiz Inácio Lula da Silva, nenhuma é mais frequentemente desmentida pelos fatos e documentos do que aquela que diz que o ex-presidente e dona Marisa são donos de uma cobertura triplex no Guarujá. Desta vez, são a própria Justiça de São Paulo e o condomínio ao qual pertence o apartamento em questão quem expõe ao descrédito a inventiva tese do Ministério Público Federal do Paraná.

É que a pessoa jurídica que representa o condomínio Solaris do Guarujá está cobrando na Justiça a construtora OAS pela falta de pagamento das parcelas de condomínio referentes aos imóveis de que é proprietária, dentre elas a da unidade 164-A. O condomínio propôs a ação de cobrança e a Justiça aceitou. Ou seja, o condomínio e o tribunal paulista não têm dúvidas sobre quem é o proprietário da cobertura triplex – a OAS, dona do apartamento de fato e na escritura.

Desde dezembro de 2015, a OAS está inadimplente em relação a suas taxas de condomínio, como se pode observar nos autos da ação de cobrança de despesas condominiais nº 1006429-20.2016.8.26.0223, em trâmite na 02ª Vara Cível do Foro do Guarujá.

A cobrança recai unicamente sobre a empresa OAS, o que significa que o Condomínio Solaris a considera como única proprietária e possuidora do imóvel. Também a Justiça Paulista confirma esse entendimento, tanto é que autorizou o processamento da citada ação apenas contra a OAS.

Tampouco poderia ser diferente. Não há qualquer base documental ou de fato a suportar a criativa tese dos procuradores da Lava Jato, de que Lula e dona Marisa seriam os donos da cobertura. Afinal, conforme já foi explicitado por ambos tanto em pronunciamentos para a opinião pública como em manifestações no processo que corre por conta da acusação do MPF, Lula esteve uma única vez no apartamento em questão. Já dona Marisa foi lá duas vezes. As visitas foram para ver se o casal se interessaria pelo imóvel, o que não aconteceu. Os procuradores não refutam este fato, o de que foram nada mais do que duas visitas ao local. Anda assim, insistem na tese da propriedade oculta.

Toda a documentação referente a escritura e propriedade do imóvel não traz e jamais trouxe o casal como donos do imóvel. O traço de realidade mais próximo disso é que o casal possuía cotas relacionadas a um outro apartamento no mesmo edifício – propriedade esta nunca oculta, mas normalmente declarada no Imposto de Renda de Lula.

Contra fatos e documentos incontestes, os procuradores de Curitiba escudam sua exótica tese de propriedade oculta unicamente em uma conversa de texto que tiraram de um celular de um executivo da OAS, em que ele supostamente demonstraria que estava reformando a cobertura de modo a deixa-la ao gosto do casal Lula da Silva. Isso é tudo que eles têm em termos de indício para formarem suas fortes convicções.

Fato é que tanto Lula quanto dona Marisa não negam que a opção de adquirir (pagando o valor devido) o imóvel chegou a ser cogitada pelo casal, que acabou por desistir dessa compra. A venda não foi efetuada, a construtora segue dona do imóvel e está inclusive devendo o condomínio depois de pagá-lo até dezembro de 2015. A OAS, não Lula. Todo o resto, não passa de convicções sem base em fatos de procuradores que tentam trocar o devido processo legal pelo massacre midiático.

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DEFESA AFIRMA QUE LULA JAMAIS INTERFERIU NA CONCESSÃO DE FINANCIAMENTO DO BNDES

O advogado do ex-presidente Lula, Cristiano Zanin Martins divulgou uma nota nesta quinta-feira (13) sobre a denúncia do Ministério Público Federal que acusa o ex-presidente de ter influenciado a concessão de linhas de crédito para a Odebrechet. 

“Lula jamais interferiu na concessão de qualquer financiamento do BNDES. Como é público e notório, as decisões tomadas por aquele banco são colegiadas e baseadas no trabalho técnico de um corpo qualificado de funcionários”, afirma o advogado.

Confira a nota na íntegra: 

O ex-presidente Lula é vítima de lawfare, que nada mais é do que uma guerra travada por meio da manipulação das leis para atingir alguém que foi eleito como inimigo político. Uma das táticas de lawfare é o uso de acusações absurdas e sem provas. É o que se verifica nessa denúncia ofertada pelo Ministério Público Federal, recebida hoje (13/10/2016) pela Justiça Federal de Brasília. Nessa nova ação Lula é acusado pelo MPF de ter influenciado a concessão de linhas de crédito de R$ 7 bilhões para a Odebrechet e ter recebido, em contrapartida, um plano de saúde para seu irmão e a remuneração por duas palestras que ele comprovadamente fez – em valores que são iguais aos contratos relativos às demais palestras feitas pelo ex-Presidente a 41 grupos empresariais.

Lula jamais interferiu na concessão de qualquer financiamento do BNDES. Como é público e notório, as decisões tomadas por aquele banco são colegiadas e baseadas no trabalho técnico de um corpo qualificado de funcionários.

No prazo assinalado pelo juiz, será apresentada a defesa técnica em favor de Lula, que demonstrará a ausência dos requisitos legais necessários para o prosseguimento da ação e, ainda, que o ex-Presidente não praticou qualquer dos crimes imputados – sem qualquer prova – pelo MPF.

Cristiano Zanin Martins


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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