Arquivo para 18 de outubro de 2016

OPRESSORES INTENSIFICAM CAMPANHA PARA QUE LULA SEJA ELEITO PRESIDENTE EM 2018: LULA TEM 35% DIZ VOX POPULI/CUT. E MAIS…

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Um homem sublime é um ser que atingiu o mais alto grau de humanidade. Não a humanidade como sentido mistificado, mitificado, psicológico, saído de um sistema axiológico envolto pela moralina, os valores humanos, demasiados humanos. Os valores dos esgotados, ressentidos, os que têm o espírito e o instinto corrompidos por esses valores que fazem com que eles desesperem quando não são considerados por alguém que eles julgam importante.

          Um homem sublime, como dizem os filósofos Spinoza e Nietzsche, é um ser que escapou dessa axiologia ressentida dos invejosos e odientos, juízes e julgadores dos que não se submetem as dores da ambição e mendacidade da gente miúda, como diz Nietzsche.

      Lula é esse ser que atingiu o grau maior da humanidade. Daí porque Lula libera a potência história que transforma e produz outras existências que não são submetidas à psicologia dos esgotados. A humanidade em Lula não é uma abstração alienada do movimento real. Aí o grande pavor que a gente miúda tem dele.

        O instituto de pesquisa Vox Populi junto com Central Única dos Trabalhadores (CUT) divulgou sua nova sondagem para às eleições de 2018. Não deu outra: Lula tem 35% do reflexo da humanidade do povo brasileiro.

        Mas para a humanidade ser mais expressa, leiam a pesquisa. Os esgotados estão mais desesperados. Os quadros mostram a razão de tanta perseguição ao homem que alcançou o mais alto grau de humanidade como ser-político na acepção filosófica que o conceito considera.

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                              E mais. A pesquisa mostra rejeição a Temer de mais 80%. E 70% reprovam a PEC 241. 

FERNANDO HENRIQUE AFIRMA QUE LULA É UM HOMEM SUPERIOR

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As palavras proferidas por muitas pessoas servem exatamente para dizer o contrário. O filósofo Nietzsche, não só ele, mas também outros filósofos, diz que para saber o que uma pessoa quer realmente dizer é só ficar atento para seu rosto. No caso específico, sua boca. As palavras, nesse caso, são para que não se credite nela. Ou seja, em sua enunciação como discurso lógico-moral.

Freud, em suas investidas ao inconsciente, chama de atos falhos a prática linguística de pronunciar o que não se queria pronunciar, mas se pronunciou. Um vacilo da censura do superego. Mas o caso que se trata aqui não é de atos falhos freudianos. Trata-se de não dizer dizendo.

Fernando Henrique, no auge de seu mais de 80 anos de inveja de Lula, como diz Nietzsche, todo invejoso é ressentido e como ressentido tem saúde fraca em virtude de sua moralina, voltou – volta sem partir: culto à imobilidade do mesmo – a expressar seu tipo esgotado. O tipo de quem é imobilizado pelo ódio contra aquele que gostaria de ser sem poder, em razão do outro odiado, lhe parecer forte, aristocrático. Como é Lula para ele. Seu vitalício esgotamento é testemunhado com sua direta participação no golpe e sua intimidade com o golpista-mor Temer.

Como todo invejoso é incontrolável em seu impulso para tentar destruir o objeto que lhe faz inferior, causa seu ódio, Fernando Henrique afirmou:

“Tomara que o PT se regenere. Não sei (o caminho) porque o PT ficou muito confundido com Lula. Sem Lula o PT é um partido médio. Com Lula, é um perigo nacional”.

Ele gostaria que o PT se confundisse com ele, como o PSDB, partido da burguesia-ignara-golpista? Mas onde ele afirma que Lula é superior é na enunciação “Lula é perigo nacional”. É verdade. Fernando Henrique, em relação a Lula, sempre diz a verdade.

Como Fernando Henrique é um burguês-golpista, servo do neoliberalismo, submisso ao capital estrangeiro, privatista-entreguista, portanto um predador do Brasil, e Lula pensa o Estado como Sujeito de promoção de igualdade, o que possibilitou criar programas sociais e ampliar os direitos públicos da população, ele é um perigo nacional para a subjetividade servil que capturou o Fernando Henrique e lhe fez sujeitos-sujeitado do capital opressor.

Agora Freud: Fernando Henrique investe sua libido narcísica em Lula, seu narciso projetado, mas Lula, com seu projeto ontológico autêntico, rejeita. Então, a libido narcísica dele volta em forma de inveja: perda do objeto desejado. Em outro entendimento: luto ou melancolia. Fernando Henrique, em relação a Lula, existe em estado de luto e melancolia.

“POR QUE QUEREM ME CALAR”, ARTIGO ESCRITO POR LULA

O mais importante personagem político – no sentido filosófico de político, nada platônico – do mundo,o arigó Lula, presenteia o brasileiro democrata com o artigo Por Que Querem Me Calar. Um produção literária-politica que mostra, com fineza o sentido nietzscheano de homem aristocrático: o homem forte, o diferente.

O homem que os ressentidos invejam e odeiam em função de sua grandeza. Lula o homem forte que os doentes, os de baixa potência de agir, os que foram oprimidos em suas infâncias, e tentam sublimar seus recalques com a delusão da respeitabilidade outorgada por seus iguais, expressa o que há de mais digno em quem a autoestima é devir-fluxo histórico. Lula, o homem em que a vida ativa o pensamento, e o pensamento afirma a vida, como diz o filósofo da Vontade de Potência, Nietzsche.

Por Que Querem Me Calar, um artigo “para os espíritos livres”.

Em mais de 40 anos de atuação pública, minha vida pessoal foi permanentemente vasculhada – pelos órgãos de segurança, pelos adversários políticos, pela imprensa. Por lutar pela liberdade de organização dos trabalhadores, cheguei a ser preso, condenado como subversivo pela infame Lei de Segurança Nacional da ditadura. Mas jamais encontraram um ato desonesto de minha parte.

Sei o que fiz antes, durante e depois de ter sido presidente. Nunca fiz nada ilegal, nada que pudesse manchar a minha história. Governei o Brasil com seriedade e dedicação, porque sabia que um trabalhador não podia falhar na Presidência. As falsas acusações que me lançaram não visavam exatamente a minha pessoa, mas o projeto político que sempre representei: de um Brasil mais justo, com oportunidades para todos.

Às vésperas de completar 71 anos, vejo meu nome no centro de uma verdadeira caçada judicial. Devassaram minhas contas pessoais, as de minha esposa e de meus filhos; grampearam meus telefonemas e divulgaram o conteúdo; invadiram minha casa e conduziram-me à força para depor, sem motivo razoável e sem base legal. Estão à procura de um crime, para me acusar, mas não encontraram e nem vão encontrar.

Desde que essa caçada começou, na campanha presidencial de 2014, percorro os caminhos da Justiça sem abrir mão de minha agenda. Continuo viajando pelo país, ao encontro dos sindicatos, dos movimentos sociais, dos partidos, para debater e defender o projeto de transformação do Brasil. Não parei para me lamentar e nem desisti da luta por igualdade e justiça social.

Nestes encontros renovo minha fé no povo brasileiro e no futuro do país. Constato que está viva na memória de nossa gente cada conquista alcançada nos governos do PT: o Bolsa Família, o Luz Para Todos, o Minha Casa, Minha Vida, o novo Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), o Programa de Aquisição de Alimentos, a valorização dos salários – em conjunto, proporcionaram a maior ascensão social de todos os tempos.

Nossa gente não esquecerá dos milhões de jovens pobres e negros que tiveram acesso ao ensino superior. Vai resistir aos retrocessos porque o Brasil quer mais, e não menos direitos.

“Meus acusadores sabem que não roubei, não fui corrompido nem tentei obstruir a Justiça, mas não podem admitir. Não podem recuar depois do massacre que promoveram na mídia. Tornaram-se prisioneiros das mentiras que criaram”

Não posso me calar, porém, diante dos abusos cometidos por agentes do Estado que usam a lei como instrumento de perseguição política. Basta observar a reta final das eleições municipais para constatar a caçada ao PT: a aceitação de uma denúncia contra mim, cinco dias depois de apresentada, e a prisão de dois ex-ministros de meu governo foram episódios espetaculosos que certamente interferiram no resultado do pleito.

Jamais pratiquei, autorizei ou me beneficiei de atos ilícitos na Petrobras ou em qualquer outro setor do governo. Desde a campanha eleitoral de 2014, trabalha-se a narrativa de ser o PT não mais partido, mas uma “organização criminosa”, e eu o chefe dessa organização. Essa ideia foi martelada sem descanso por manchetes, capas de revista, rádio e televisão. Precisa ser provada à força, já que “não há fatos, mas convicções”.

Não descarto que meus acusadores acreditem nessa tese maliciosa, talvez julgando os demais por seu próprio código moral. Mas salta aos olhos até mesmo a desproporção entre os bilionários desvios investigados e o que apontam como suposto butim do “chefe”, evidenciando a falácia do enredo.

Percebo, também, uma perigosa ignorância de agentes da lei quanto ao funcionamento do governo e das instituições. Cheguei a essa conclusão nos depoimentos que prestei a delegados e promotores que não sabiam como funciona um governo de coalizão, como tramita uma medida provisória, como se procede numa licitação, como se dá a análise e aprovação, colegiada e técnica, de financiamentos em um banco público, como o BNDES.

De resto, nesses depoimentos, nada se perguntou de objetivo sobre as hipóteses da acusação. Tenho mesmo a impressão de que não passaram de ritos burocráticos vazios, para cumprir etapas e atender às formalidades do processo. Definitivamente, não serviram ao exercício concreto do direito de defesa.

Passados dois anos de operações, sempre vazadas com estardalhaço, não conseguiram encontrar nada capaz de vincular meu nome aos desvios investigados. Nenhum centavo não declarado em minhas contas, nenhuma empresa de fachada, nenhuma conta secreta.

Há 20 anos moro no mesmo apartamento em São Bernardo. Entre as dezenas de réus delatores, nenhum disse que tratou de algo ilegal ou desonesto comigo, a despeito da insistência dos agentes públicos para que o façam, até mesmo como condição para obter benefícios.

A leviandade, a desproporção e a falta de base legal das denúncias surpreendem e causam indignação, bem como a sofreguidão com que são processadas em juízo. Não mais se importam com fatos, provas, normas do processo. Denunciam e processam por mera convicção – é grave que as instâncias superiores e os órgãos de controle funcional não tomem providências contra os abusos.

Acusam-me, por exemplo, de ter ganho ilicitamente um apartamento que nunca me pertenceu – e não pertenceu pela simples razão de que não quis comprá-lo quando me foi oferecida a oportunidade, nem mesmo depois das reformas que, obviamente, seriam acrescentadas ao preço. Como é impossível demonstrar que a propriedade seria minha, pois nunca foi, acusam-me então de ocultá-la, num enredo surreal.

Acusam-me de corrupção por ter proferido palestras para empresas investigadas na Operação Lava Jato. Como posso ser acusado de corrupção, se não sou mais agente público desde 2011, quando comecei a dar palestras? E que relação pode haver entre os desvios da Petrobras e as apresentações, todas documentadas, que fiz para 42 empresas e organizações de diversos setores, não apenas as cinco investigadas, cobrando preço fixo e recolhendo impostos?

Meus acusadores sabem que não roubei, não fui corrompido nem tentei obstruir a Justiça, mas não podem admitir. Não podem recuar depois do massacre que promoveram na mídia. Tornaram-se prisioneiros das mentiras que criaram, na maioria das vezes a partir de reportagens facciosas e mal apuradas. Estão condenados a condenar e devem avaliar que, se não me prenderem, serão eles os desmoralizados perante a opinião pública.

Tento compreender esta caçada como parte da disputa política, muito embora seja um método repugnante de luta. Não é o Lula que pretendem condenar: é o projeto político que represento junto com milhões de brasileiros. Na tentativa de destruir uma corrente de pensamento, estão destruindo os fundamentos da democracia no Brasil.

É necessário frisar que nós, do PT, sempre apoiamos a investigação, o julgamento e a punição de quem desvia dinheiro do povo. Não é uma afirmação retórica: nós combatemos a corrupção na prática.

Ninguém atuou tanto para criar mecanismos de transparência e controle de verbas públicas, para fortalecer a Polícia Federal, a Receita e o Ministério Público, para aprovar no Congresso leis mais eficazes contra a corrupção e o crime organizado. Isso é reconhecido até mesmo pelos procuradores que nos acusam.

Tenho a consciência tranquila e o reconhecimento do povo. Confio que cedo ou tarde a Justiça e a verdade prevalecerão, nem que seja nos livros de história. O que me preocupa, e a todos os democratas, são as contínuas violações ao Estado de Direito. É a sombra do estado de exceção que vem se erguendo sobre o país.

Chamado por grupos apartidários, ato contra PEC 241 reúne cerca de 20 mil em SP

Concentração do ato contra os cortes em saúde e educação nesta segunda (17), no vão livre do MASP, em São Paulo (SP) - Créditos: Rute Pina/Brasil de Fato

Também ocorreram manifestações em outras capitais, como Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e Vitória.

Redação*

Em São Paulo, cerca de 20 mil pessoas participaram de ato contra a Proposta de Emenda Constitucional 241 (PEC 241), que instaura o Novo Regime Fiscal e congela por até 20 anos as despesas do governo federal, com cifras corrigidas somente pela inflação.

A concentração, como tem sido habitual, foi marcada às 18h no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, e o destino final foi a sede da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em Pinheiros.

“Uma das coisas que a gente tem pautado é que existem outras saídas para a crise fiscal. Por exemplo, cobrar impostos sobre dividendos ou criar novas faixas de imposto de renda. Então, ir até a Febraban é uma forma de a gente marcar posição de que existem alternativas… Quem tem lucros estratosféricos é quem deveria pagar por esse crise –por exemplo, os banqueiros. E não a gente, que é usuário dos serviços públicos”, explicou Márcio Moretto Ribeiro, do movimento Democracia na Real, um dos grupos que organizaram o ato.

Além de São Paulo, também ocorreram manifestações em outras capitais, como Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), e Vitória (ES). Elas foram convocadas pelo Facebook por grupos autônomos, desvinculados de partidos políticos, depois de terem organizado um tuitaço bem-sucedido durante a primeira votação da PEC na Câmara, no dia 10 de outubro: foram quase 200 mil tuítes, e a hashtag #PECdoFimDoMundo atingiu o primeiro lugar como trending topicmundial do Twitter naquele dia.

No encerramento, os organizadores fizeram a convocação para o segundo ato contra a PEC, marcado para esta sexta (21). Também convidaram os manifestantes a apoiarem um protesto dos secundaristas, previsto para esta terça (18),  e outro pela tarifa zero, convocado pelo Movimento Passe Livre (MPL) para o dia 26 de outubro.

MTST

O ato contra a PEC 241 foi antecedido por outro, organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Eles ocuparam o escritório da Presidência da República, na altura do metrô Consolação, na Avenida Paulista, sob a bandeira da luta pela moradia e também em protesto contra a PEC 241.

Quando o segundo protesto chegou na Rua Augusta, cerca de 2 mil manifestantes do MTST se juntaram à marcha e seguiram até o destino final.

Novidade

O Democracia na Real é um movimento recente, criado em junho deste ano, e se define como apartidário. “A ideia era construir um movimento político que tentasse fugir da dicotomia ‘impeachment e golpe'”, sintetizou Ribeiro.

Ele conta que, na época, havia debates e aulas públicas sobre várias pautas, até que eles decidiram focar na PEC 241. “As ações no Masp foram, principalmente, aulas públicas com economistas que são críticos à PEC e com outros coletivos que também são críticos à PEC, como Fórum da Saúde e o Poema [Política Econômica da Maioria]”, relembrou o ativista.

* Com informações de Rute Pina

Edição: Camila Rodrigues da Silva

Löwy: ‘Há uma batalha democrática por Diretas Já no Brasil’

reprodução

Considerando as dificuldades enfrentadas pelos governos de esquerda na América Latina, o sociólogo trouxe um panorama dessas experiências.

Tatiana Carlotti

Os estudantes lotaram o auditório do departamento de Ciências Sociais (USP), na última semana (06.10.2016), para assistir à palestra de Michael Löwy, sociólogo marxista e militante político. Em debate: os caminhos e descaminhos da esquerda na América Latina e, claro, o golpe no Brasil.

Considerando as dificuldades enfrentadas pelos governos de esquerda na América Latina, o sociólogo trouxe um panorama dessas experiências, dividindo-as em dois modelos principais: o social-liberalismo e um outro modelo mais radical.

Em sua avaliação, o social-liberalismo foi adotado em países como o Brasil, Argentina, Chile, Uruguai. Nele, “os governos têm uma relação tradicional com a esquerda” e “uma preocupação social de melhorar a situação dos trabalhadores e das camadas mais pobres da sociedade”.

Na prática, esses governos fizeram “todo o possível” para melhorar a situação das camadas mais pobres e trabalhadoras, mas eles seguiram uma regra: a de “não mexer nos privilégios dos ricos”, nem “nas estruturas que impõem a dominação das oligarquias”.

Já os governos de esquerda que optaram por um modelo mais radical – por exemplo a Venezuela, o Equador e a Bolívia – partiram para o “enfrentamento das oligarquias locais e do imperialismo norte-americano”. Esses governos também se apresentaram com o objetivo de realizar o “socialismo do século XXI”.

Segundo Löwy, apesar de não conseguirem realizar o socialismo, esses governos foram capazes de promover reformas dentro do capitalismo e cumpriram um papel fundamental na defesa do socialismo enquanto “o modelo para a verdadeira solução de problemas”, contribuindo para “a conscientização das pessoas”.

A questão é que ambos os modelos estão em crise. Para o sociólogo, isso se deve “ao enfraquecimento da base econômica nestes países”, consequência direta da crise internacional e da queda no preço da commodities e do petróleo. E, também, “pelos erros políticos” cometidos nos últimos anos.

O caso brasileiro

Ao comentar especificamente a experiência brasileira, Löwy destacou as várias concessões realizadas pelo governo Dilma Rousseff às oligarquias do país durante o seu segundo mandato. Ele também esclareceu os motivos do golpe:

“Essa elite parasitária que domina o país não quer mais concessões, mas governar diretamente através de seus representantes. Ela não mais se satisfaz com o social-liberalismo. Quer o neoliberalismo mais violento e mais brutal”.

Apontando que o afastamento da presidenta, democraticamente eleita, não passa de “um golpe de Estado”, Löwy aplicou à realidade brasileira o famoso acréscimo de Marx à sentença hegeliana de que a história sempre se repete, “na primeira vez como tragédia, na segunda como farsa”:

“O Brasil passou pela tragédia: o golpe de 1964, golpe militar, 20 anos de ditadura, centenas de mortos, milhares de torturados… Agora, começa o golpe versão farsa. Uma farsa ridícula”, avaliou.

Ele também identificou como principal “braço político” do golpe no país, o “partido P4 B”, composto pelos representantes no parlamento do banco, da bíblia, da bala e do boi”. Löwy aproveitou para acrescentar mais uma letra à legenda golpista: o “C” de corrupção.

Frente Única Antifascista

Apontando que agora é momento de lutar pela democracia no país, ele avaliou as divergências e a pluralidade de visões da esquerda como algo saudável e democrático, mas salientou a necessidade de uma “unidade de ação” neste momento.

Citando vários exemplos de atuação da esquerda ao longo da História, Löwy citou um caso emblemático de ação conjunta das forças progressistas: a criação da Frente Única Antifascista, durante a década de 1930, com o propósito de combater a perseguição contra militantes da esquerda promovida pelos integralistas.

Com apoio da pequena burguesia, os fascistas bradavam sua pretensão de “acabar com a esquerda”, disseminando o ódio. Em reação a isso, a Frente Única Antifascista conseguia a façanha de reunir em uma mesma ação um amplo leque progressista composto por trotskistas, anarquistas, sindicalistas, socialistas, comunistas e simpatizantes da esquerda em geral.

O confronto com os integralistas aconteceu em 1934, quando eles convocaram uma grande manifestação na Praça da Sé, visando dar uma “lição nos bolcheviques”. Felizmente, quem recebeu a lição foram os próprios integralistas, devidamente recepcionados pelas várias forças de esquerda presentes no local da manifestação.

O confronto entrou para a história como “A Revoada das Galinhas Verdes”, em menção às camisas verdes usadas pelos fascistas que, vencidos, saíram em debandada da Praça da Sé.  O episódio está registrado no mais recente livro de Löwy, lançado neste mês, sob o título: Afinidades revolucionárias: nossas estrelas vermelhas e negras; por uma solidariedade entre marxistas e libertários, pela Editora Unesp.

Unidade de Ação

A Revoada das Galinhas Verdes, analisou Löwy, ilustra a força e a importância da unidade de mobilização da esquerda. “Eles [grupos de esquerda] não se dissolveram, cada um manteve sua identidade, mas juntaram forças para combater o fascismo”.

“A unidade da ação contra os golpistas, contra esse regime ilegal, contra o sr. Temer, está muito atual”, destacou ao citar a força da coalização de esquerda que levou cem mil pessoas às ruas de São Paulo contra o golpe. “É preciso manter esse espirito unitário”.

“Apesar das diferenças histórias, a esquerda precisa compreender que a unidade de ação é necessária na luta contra essa tentativa de passar de uma democracia de baixa intensidade para uma democracia de zero intensidade”, reforçou.

Protagonismo dos Movimentos Sociais

Analisando o contexto de forte descrédito da política no Brasil, Löwy apontou como a política vem sendo considerada “suja” e “podre” pelo senso comum no Brasil. Uma das consequências imediatas disso é a vitória da candidatura Dória (PSDB) em São Paulo que “se apresentou como um não político, um administrador. Uma mentira deslavada”.

Esse descrédito também se reflete na luta contra o golpe. Segundo Löwy, os movimentos sociais são hoje mais fortes do que os partidos políticos em termos de capacidade de mobilização social:

“O protagonismo contra o golpe é dos movimentos sociais. São eles – e não os partidos políticos – que têm melhores condições de mobilizar a sociedade na luta contra o golpe”.

Segundo Löwy, de imediato, é preciso “defender a democracia que está sendo destruída no Brasil. Defender o povo brasileiro de uma corja de parlamentares eleitos com dinheiro da corrupção”.

“Há uma batalha democrática por eleições diretas já no Brasil”, destacou.

Ditadura do mercado financeiro

Já sob a premissa de que “lutar pela democracia passa pela consciência de que o sistema capitalista é antidemocrático por excelência”, ele denunciou a ditadura que vem sendo imposta nos Estados democráticos pelo sistema financeiro mundial:

“No funcionamento normal do Estado democrático e parlamentar, as decisões fundamentais já não são mais tomadas pelos parlamentos e pelos governos, mas pelos mercados financeiros”, que não foram eleitos.

E mais: “os governos são apenas executores. Estamos em uma ditadura do capital financeiro. Para realizar uma verdadeira democracia temos que acabar com esse sistema que é antidemocrático”.

Questionado sobre o que seria uma autêntica revolução socialista, Löwy foi categórico:

“Uma revolução democrática, apoiada pela grande maioria da população. Não pode ser um golpe de esquerda contra um golpe de direita, mas a expressão de uma grande maioria. Temos que respeitar os direitos humanos, a liberdade de imprensa e de organização”.

“Essa foi a lição que aprendemos na história, com as revoluções autoritárias, ditatoriais, democráticas ou totalitárias. Uma revolução para ser autêntica precisa democrática e respeitar a liberdade de todos”, complementou.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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