Arquivo para 23 de outubro de 2016

OS VEXAMES DA NOVA POLÍTICA INTERNACIONAL BRASILEIRA

Michel Temer, gracias por atendernos, ¿cómo está usted?

Alo, ¿como está presidente? ¡Muy bien!

Felicitándolo. ¿Cómo está usted?

Muchas Gracias, presidente. Yo quiero luego visitarlo en Argentina.

Bien, ¿cómo ha sido este día?

Sí, yo quiero visitarlo. Si me invita, con mucho gusto.

Aaaah, me parece que está un poco errado… Bueno, Michel Temer, quería hacerle una consulta: ¿A qué hora va a hablar usted?

Yo voy a hablar a las cuatro de la tarde.

O INESQUECÍVEL DIÁLOGO de Temer recebendo a falsa ligação do presidente argentino, Mauricio Macri foi sua primeira atuação internacional como presidente. Poucas horas após o afastamento de Dilma, ele gastou seu portunhol à toa, já que quem estava do outro lado da linha era um radialista argentino passando um trote no presidente não-eleito. O episódio foi um prenúncio do que seria a nossa nova política internacional.

Em pouco mais de 6 meses, Michel Temer vem acumulando uma infinidade de saias justas e gafes internacionais. Não é de se estranhar, já que seu governo considera Alexandre Frota um cidadão gabaritado para opinar sobre os rumos do Ministério da Educação, chama o MBL para contribuir com a comunicação do Planalto e mantém Alexandre de Moraes no cargo pela sua aparência de Kojac. Mas, sem dúvidas, é a política internacional do governo que tem concentrado a maior parte das trapalhadas.

Com a nomeação de José Serra para comandar a pasta das Relações Exteriores, o Brasil passou a assumir um papel agressivo dentro do continente, com certo tom imperialista. A nova postura é clara: trata com rispidez os países com governos de esquerda, com carinho os de direita e balança o rabinho para as grandes potências.

O cavalo de pau ideológico na política externa agradou muito os jornalões brasileiros, especialmente Folha, O GloboEstadão, mas causou estranheza noeditor da Foreign Policy — uma das principais revistas especializada em relações internacionais:

“Se Serra acha que reformar a política externa é desfazer o que o Lula fez, ele não está agindo em nome dos interesses do Brasil […] se voltar às políticas pré-Lula, que eram essencialmente ‘vamos ter políticas de comércio com algumas partes do mundo, não vamos causar problemas, vamos adotar um tom cético-reflexivo em relação aos EUA etc.’, isso não seria bom.”

fodasevenezuela

Fernão Lara Mesquita, herdeiro do jornal Estado de São Paulo, em ato pró-Aécio em 2014.

Foto: Instagram de Antônio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, dono da Jovem Pan

Diplomatas da Unesco também se mostraram preocupados com a nova política externa brasileira. Em junho, o Itamaraty ameaçou mudar seu voto em uma resolução em defesa do patrimônio histórico nos territórios da Palestina que classificava Israel como país ocupante. O Brasil havia votado a favor. Uma mudança de voto não alteraria o resultado (33 x 6 em favor da Palestina), apenas marcaria uma nova posição de alinhamento aos EUA, que votaram contra. O fato assustou um alto diplomata da Unesco:

“A nota indica que tende a haver uma mudança. Entendo que o ministro José Serra queira se opor ao governo de Dilma Rousseff, mas isso terá impactos nas relações bilaterais e pode até representar uma ruptura na abordagem brasileira, que é histórica em relação à Palestina. […] É estranho que um país influente como o Brasil inverta sua posição desta forma.”

Instalado o quiproquó, o Itamaraty voltou atrás e disse que manteria o voto. Que beleza!

O Brasil foi representado no exterior por um presidente sem voto, um chanceler que não sabe o que é NSA, um bispo da Universal e o maior desmatador da Amazônia. Que orgulho para nação!

No curto período em que está à frente da pasta, Serra tem protagonizado esquetes de Monty Python que fazem o trote do Macri fake parecer coisa de amador. Logo na primeira entrevista após sua posse, ele foi questionado sobre a NSA e respondeu com outra pergunta: “NSA, o que é isso?”. É curioso imaginar que Serra conheça muito bem a Chevron  — a quem prometeu alterar o regime de partilha do pré-sal —, mas não conhece a agência de segurança norte-americana que admitiu ter espionado a Petrobrás e a ex-presidenta da República. Como chanceler, Serra me parece ser um excelente gerente comercial.

Na mesma entrevista, prometeu “turbinar o Itamaraty”, que sofria com falta de dinheiro nas embaixadas e reclamação de baixos salários pelos funcionários, que entraram em greve em agosto. Com um jeitinho diplomático que é só seu, Serra ordenou que os salários dos grevistas fossem cortados — o que foi impedido pela Justiça, que considerou a medida excessiva, atestou a legitimidade da greve e ordenou o pagamento integral dos salários.

Foto: Andressa Anholete/Getty Images

Recentemente, quando perguntado sobre o significado da sigla BRICS,demonstrou enorme dificuldade para explicar. Antes de incluir a Argentina no grupo, o ministro disse que “os BRICS é o conjunto dos países maiores”. É como perguntar para um líder sindical “o que é  FGTS?”, e ele titubear.

E não se pode dizer que essa peculiar desenvoltura diplomática do tucano seja novidade para Temer. Quando candidato à presidência da República em 2002, o jingle de campanha de Serra usava a Argentina como exemplo para aterrorizar os eleitores: “Quero Serra, porque o Brasil quer mais. Avançar, melhorar, corrigir. O que eu conquistei, não vou jogar para cima. Com todo respeito, não vou ser outra Argentina”. Já na campanha presidencial de 2010, o candidato afirmou que o “governo boliviano é cúmplice do tráfico de cocaína”. Ali já se desenhava o chanceler de excelência que ganharia o Brasil.

Nessa semana, quando foi à Índia e ao Japão, Temer montou uma comitiva com os ministros Serra, Marcos Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços) e Blairo Maggi (Agricultura). Ou seja, o Brasil foi representado no exterior por um presidente sem voto, um chanceler que não sabe o que é NSA, um bispo da Universal e o maior desmatador da Amazônia. Que orgulho para nação!

Blairo Maggi, Michel Temer, Serra e Marcos Pereira.

Foto: Beto Barata/Presidência da República/Divulgação

Temer chegou a contar detalhes de um almoço com Putin que nunca aconteceu. O golpismo é mesmo um estado de espírito.

Presidente da República em Exercício, Michel Temer, Ministro das Relações Exteriores, José Serra, Governador do Rio, Luiz Fernando Pezão e o Prefeito do Rio, Eduardo Paes recebem o Secretário de Estado John Kerry durante recepção aos chefes de estado e de governo, por ocasião dos Jogos Olímpicos Rio 2016. (Rio de Janeiro - RJ, 05/08/2016). Foto: Beto Barata/PR

Presidente da República em Exercício, Michel Temer, Ministro das Relações Exteriores, José Serra, Governador do Rio, Luiz Fernando Pezão e o Prefeito do Rio, Eduardo Paes recebem o Secretário de Estado John Kerry durante recepção aos chefes de estado e de governo, por ocasião dos Jogos Olímpicos Rio 2016. (Rio de Janeiro – RJ, 05/08/2016).

Foto: Beto Barata

Mesmo retornando ao Brasil 11 horas antes do previsto ao saber da prisão do seu amigo de fé, Eduardo Cunha, Temer teve tempo para protagonizar mais um vexame. Mantendo a tradição diplomática de seu governo, o presidente contou mais uma lorota ao mundo: garantiu ter tido um encontro com Vladimir Putin, quando, na realidade, foi o único presidente dos BRICS a não ser recebido pelo russo. Temer chegou a contar detalhes de um almoço com Putin que nunca aconteceu. O golpismo é mesmo um estado de espírito.Segundo o enviado especial do Estadão, Andrei Netto, com informação do Russia Today, os russos preferiram “não se aproximar do presidente brasileiro após a ‘mudança brusca’, como se referiram ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff”.

Marcos Pereira, ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, é outro importante representante da nova política internacional brasileira. O bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus — e braço direito de Edir Macedo — também deu seu showzinho na Ásia. Segundo o professor de Economia Internacional e vencedor do Prêmio Esso José Carlos de Assis, o bispo “esculhambou publicamente, para dezenas de jornalistas, a política de proteção industrial da Índia” na casa do anfitrião. Certamente não veremos a mesma esculhambação para cima da histórica política protecionista dos EUA, já que o Brasil agora sabe se colocar no seu devido lugar. Tanto que até abdicamos do nosso histórico pleito por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. É que, segundo Serra, “isso é briga de gente grande”.

Mas o mais inacreditável é ler nos grandes veículos de imprensa que o grande mérito da nova política internacional brasileira foi ter se livrado das amarras ideológicas dos governos anteriores. É como se ela fosse calcada unicamente no purismo da técnica, do conhecimento, da ciência. Essa crença de que a ideologia é um monopólio das esquerdas é fascinante. Me lembra muito o paulistano que jura não ter sotaque.

MEC pede que dirigentes delatem alunos que ocupam institutos federais pelo país

Lilian Campelo / Brasil de Fato

Carta endereçada aos dirigentes dos institutos foi divulgada pela Frente Brasil Popular nesta quinta-feira (20)

José Eduardo Bernardes – Brasil de Fato

Uma carta do Ministério da Educação (MEC), endereçada aos dirigentes da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica na última quarta-feira (19), pede que os alunos que ocupam os institutos federais contrários à implantação da PEC 241, que limita o teto de gastos do governo nos próximos 20 anos, e as reformas do ensino médio sejam identificados em um prazo de cinco dias.

A carta tornou-se pública pelas redes sociais da Frente Brasil Popular, grupo que reúne movimentos populares e sindicatos de trabalhadores. O texto também aponta que as instituições devem preservar o “acesso às atividades curriculares, a integridade da comunidade acadêmica, a incolumidade do patrimônio público e, ainda, a iminência da aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)”.

O MEC solicita ainda uma “manifestação formal acerca da existência de eventual ocupação dos espaços físicos das instituições”.

“É um procedimento alheio ao histórico das universidades e dos institutos federais. Isso nunca foi visto, pelo menos desde o período da ditadura militar. É uma prova de que estamos caminhando para um período de exceção travestido de legalidade”, afirma Daniel Valença, da Frente Brasil Popular.

O pedido de identificação dos alunos pelo Ministério da Educação trouxe à tona a possibilidade de que eles sejam punidos e perseguidos dentro das instituições.

Segundo Daniel, “nesse momento, não há quem não esteja exposto”. Para o integrante da Frente Brasil Popular “ou se amplia o poder de pressão dos movimentos populares e sindicatos, ou passaremos por tempos mais difíceis, tanto de perda de direito, mas também de perseguição política”, aponta.

Em nota divulgada na tarde desta quinta-feira (20), o MEC afirma que “há relatos que dão conta da presença de pessoas que não pertencem à comunidade dos instituto federais ocupados” e, por isso, solicitou a identificação dos alunos. O ministério disse que não irá interferir nas ocupações.

“Cabe aos reitores, diretores e servidores públicos zelar pelo patrimônio das entidades que dirigem”, afirma a nota.

Confira a carta:


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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