Arquivo para 17 de novembro de 2016

OH, SEU CABRAL! CABRAL QUE APOIOU AÉCIO, FOI PRESO PELA PF, MAS GLOBO TENTA LIGAR A DILMA, E DILMA QUE É SUPERIOR, EM NOTA, MOSTRA A MENTIRA DA DELIRANTE

cabral aécio

                                                                  “Olhos nos olhos, quero ver o que você diz”

  O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, filho do sambista e teórico da música brasileira que passou seu nome ao não sambista, foi preso pela Polícia Federal (PF) como suspeito de participar de um esquema de desvio de verba de obras de empreiteiras no valor de R$ 224 milhões de reais. É mole ou pouco?

 A Rede Globo como corpo atrofiado da comunicação que defende de forma compulsiva os interesses do que há de pior no Brasil, através de seu jornalistas amestrados, logo se prontificou a noticiar que Sérgio Cabral havia apoiado a candidatura da íntegra, inteligente, superior e corajosa presidenta do Brasil, Dilma Vana Rousseff. 

   Em sua superioridade, Dilma, que conhece os mínimos detalhes da Rede Globo que se toma como a consciência do povo brasileiro, delírio paranoico, desmascarou a corrupção-informativa-midiática da entreguista emissora apoiadora das ditaduras e golpes. Dilma divulgou nota escarnecendo a vênus delirante.

    Olha a nota aí, democratas!

Diferentemente do que informa a Globonews, ao longo de sua programação nesta quinta-feira, 17 de novembro, a respeito da “aliança” entre o ex-governador Sérgio Cabral Filho e Dilma Rousseff, a assessoria de imprensa da ex-presidenta esclarece:

1. Sérgio Cabral Filho jamais foi aliado da ex-presidenta da República. Tanto é verdade que, nas eleições presidenciais, ele fez campanha para o principal adversário de Dilma nas eleições de 2014: o senador Aecio Neves (PSDB-MG).

2. Durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, Sérgio Cabral orientou seus liderados no PMDB a votarem favoravelmente ao afastamento dela da Presidência da República.

3. Estes são os fatos.
Assessoria de Imprensa
Dilma Rousseff

LULA SUGERE QUE PEZÃO CONVIDE TEMER “PARA SENTIR O CHEIRO DE UM METALÚRGICO DE ESTALEIRO, DE UMA SOLDADORA, PARA ELE SABER QUE ESSAS PESSOAS PRECISAM TRABALHAR”

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 Lula se reuniu na manhã de hoje no estaleiro, em Angra dos Reis, com petroleiros e falou sobre a importância do setor para economia brasileira, a política de desenvolvimento implementada por seus governos na área e, como não poderia ser diferente, já que trata-se de uma pessoa comprometida com o Brasil e, principalmente, o povo, do desmonte que Temer vem disseminando em todo o Brasil por sua de sua irresponsabilidade e seus cúmplices.Em seus governos haviam mais de 12 mil trabalhadores. Hoje há menos de 3 mil.

     Para exemplificar, Lula afirmou que antes a industria naval é composta de 80 mil trabalhadores. Agora, com as decisões antinacionalistas de Temer, a industria segue no caminho de “engordar” empresas estrangeiras prejudicando o trabalhador brasileiro.

     “Pegamos do zero e levamos a quase 80 mil trabalhadores. Onde só havia mato e rato passaram a trabalhar mais de 12 mil operários. Provavelmente que é possível recuperar a indústria naval, através da manutenção da política de conteúdo local. Temos tecnologia, engenharia, gente capacitada. Temos que continuar a fazer investimento no Brasil, contratando obra e exigindo conteúdo nacional.

      O governador Pezão deve convidar Temer para sentir o cheiro de um metalúrgico de estaleiro, de uma soldadora, para ele saber que essas pessoas precisam trabalhar”.

        Lula participou de assembleia dos sindicalistas do setor metalúrgicos representativas de várias centrais sindicais.

“LULA É INOCENTE, NÃO SE CONSIDERA ACIMA DA LEI E JAMAIS DEIXARÁ O PAÍS”, AFIRMOU GEOFFREY ROBERTSON, ADVOGADO AUSTRALIANO DE LULA

 Advogado australiano Joffrey Robertson, que representa Luiz Inácio Lula da Silva em uma ação nas Nações Unidas contra os arbítrios que o ex-presidente sofre em processos da Operação Lava Jato, atendeu nesta quarta-feira a jornalistas da mídia internacional em Genebra, na Suíça, e deixou claro, mais uma vez: “Lula é inocente, nao se considera acima da lei e jamais deixará o país”.

Robertson falou com os jornalistas acompanhado do advogado Cristiano Zanin, que representa Lula na ação que os procuradores do Ministério Público Federal do Paraná mantêm contra o ex-presidente. Eles estão no país europeu para renovar a reclamação que protocolaram em julho deste ano e que já foi aceita pela ONU, apontando os arbítrios que o juiz Sérgio Moro vem cometendo contra o ex-presidente e o Estado de Direito no âmbito do processo que coordena. 

“Não há absolutamente nenhuma evidência de que Lula tenha cometido qualquer crime ou tenha recebido qualquer tipo de renumeração ilegal enquanto esteve à frente da Presidência da República. Então, por que está sendo processado? Porque setores da imprensa, da política e da elite brasileira não querem que ele participe do processo eleitoral de 2018”, explicou o advogado australiano.

Já Cristiano Zanin aproveitou para explicar todos os pontos na conduta de Sérgio Moro que levaram a Defesa do ex-presidente a entrar com uma ação na ONU contra as ilegalidades praticadas pelo juiz de primeira instância.

“A postura de Moro contraria o Pacto Internacional de Defesa dos Direitos Humanos do qual o Brasil é signatário. Ele foi detido e tirado de casa às 6h da manhã para depor, sendo que jamais tinha se recusado a atender a qualquer autoridade; ele teve suas conversas telefônicas grampeadas ilegalmente e depois repassadas para a imprensa, incluindo diálogos que manteve com amigos, familiares e até nós, seus advogados; ele teve violado seu direito de construir provas periciais no processo que sofre sob o comando de Sérgio Moro, que só está levando em conta testemunhos obtidos por meio de delação premiada”.

Zanin lembrou ainda que o mesmo Sérgio Moro chegou a devolver os passaportes de suspeitos que tinham tido o documento apreendido, apenas para que estes pudessem ir aos Estados Unidos e depor como testemunha de acusação em ações mantidas na Justiça americana contra a Petrobras. Esses suspeitos foram para lá de posse de documentos fornecidos pelo juízo de Moro. A Petrobras corre o risco de ter prejuízos bilionários por esta atitude”.

Por fim, o próprio ex-presidente participou da coletiva, por meio de uma transmissão de internet, falando de São Paulo. Lula lembrou que foi durante seu governo que os órgãos de fiscalização e controle receberam o maior volume de investimento e autonomia nos últimos anos, para que seu alcance investigativo chegasse aonda quer que fosse necessário: “Ampliamos a inteligência e a autonomia da Polícia Federal. Agora, não se pode fazer um processo em que a manchete do jornal vale mais do que as provas”.

Para baixar fotos em alta resolução, visite: https://goo.gl/photos/gCTp1jHqfthFFKjA9

CENTRO DO RIO VIRA CAMPO DE BATALHA CONTRA PACOTE DE AUSTERIDADE

RICARDO MORAES REUTERS

 

Centenas de servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro, entre bombeiros, policiais civis e militares, professores e profissionais da saúde, ocupam nesta segunda-feira o entorno da Assembleia Legislativa fluminense no quinto dia de protestos contra um pacote de medidas do Governo estadual para tentar sanear as deficitárias contas públicas. A maioria tem os olhos avermelhados, lacrimejam e exibem a pele irritada, consequência das bombas lançadas pela Tropa de Choque da Polícia Militar. Os policiais tentaram reprimir a manifestação quando um grupo conseguiu derrubar uma das grades que cerca a Assembleia desde o final de semana.
O pacote do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), que levantou a ira dos funcionários públicos que só no Executivo são mais de 470.000, contempla o aumento da alíquota previdenciária de 11% a 14% e a suspensão de gratificações, que atingem diretamente o bolso dos servidores. O ambiente é de revolta depois de mais de um ano de atraso nos salários e precariedade dos serviços. À exceção dos agentes da área de segurança pública e educação, os demais não receberam ainda os salários de outubro, que serão parcelados em até sete vezes.
Aos atrasos soma-se a falta de materiais básicos o trabalhoque se arrasta há meses. Um grupo de inspetores da Policia Civil que não quis se identificar relatou a situação nas respectivas delegacias. Eles levam de casa o próprio papel higiênico e não têm mais papel nem tinta para imprimir. Professores contaram sobre a falta de Internet e telefone por falta de pagamento em escolas técnicas, falta de limpeza e manutenção e goteiras. Policias militares apontaram a falta de verba para abastecer viaturas e um bombeiro responsável por dirigir uma ambulância relatou a falta de luvas, agulhas e material básico para trabalhar. Muitos deles não quiseram se identificar para “evitar represálias”.

O protesto começou às 10h desta segunda na frente da Assembleia Legislativa, onde os deputados devem votar o pacote proposto pelo Estado até dezembro. Por volta das 13h um grupo de manifestantes começou a tentar derrubar a cerca que protege o edifício, enquanto outros manifestantes – a maioria policiais- tentou impedi-lo. O grupo insistiu e a grade finalmente caiu sob os gritos de euforia da multidão. A polícia demorou a agir, manteve a calma e reagiu usando spray de pimenta. Depois de lançar a primeira bomba, no entanto, uma chuva delas caiu em cima dos manifestantes que correram para se dispersar. O protesto chegou a ser cercado pela Tropa de Choque sob os gritos dos colegas policiais que pediam calma aos companheiros fardados. Vídeo de Julio Trindade, publicado pelo jornal O Globo, mostra o momento em que dois integrantes da Tropa de Choque desiste da segurança e se junta aos manifestantes.

Após uma hora de confusão, os manifestantes se reagruparam e voltaram a cercar a Assembleia, enquanto os blindados do Choque se retiravam. Os servidores exigem que nenhuma das medidas seja aprovada sem prévia consulta com os trabalhadores.

Na jornada também houve momentos de hostilidade contra a imprensa. O jornalista da TV Globo, Caco Barcelos, fazia uma entrevista quando manifestantes lhe lançaram garrafas e o perseguiram aos gritos de “Globo golpista”. O jornalista teve que se esconder num canteiro de obras, até deixar a região escoltado pela Polícia Militar.

Créditos da foto: RICARDO MORAES REUTERS

TEMER, PIB E ESTELIONATO GOLPEAMCHMENTAL

Beto Barata / PR

  Artigo escrito pelo doutor em economia Paulo Kliass.

O financismo consegue realizar façanhas capazes de deixar qualquer outro setor de nossa economia com profundo sentimento de impotência. Para além de sua impressionante capacidade de influenciar os tomadores de decisões no âmbito da política econômica para favorecer seus próprios interesses, a elite da finança tem o inegável dom de moldar a cabeça dos dirigentes políticos em nosso País.
 
Ao longo do presente ano, toda a agenda da política nacional esteve dominada pela sanha golpista. Os tempos e as análises dos principais órgãos da grande imprensa alternavam-se entre as denúncias seletivas da Operação Lava Jato e as interpretações forçadas a respeito das chamadas pedaladas fiscais. O objetivo explícito e não disfarçado era promover o afastamento da Presidenta Dilma, abrindo espaço para que o programa que havia sido derrotado nas eleições de outubro de 2014 pudesse, finalmente, se transformar em política de governo.
 
Para tanto, contribui sobremaneira o processo crescente de perda de popularidade do governo eleito, em razão do bombardeio denuncista cotidiano e da piora significativa nas condições de vida da grande maioria de nosso povo. Ao se render às pressões do establishment ainda no final de seu primeiro mandato, Dilma acabou por abraçar a estratégia do austericídio como se fora sua própria forma de governar e enfrentar a crise, que já começava então a apresentar seus primeiros sinais.
 
O golpe e as falsas promessas.

 
Isso significava trazer para dentro do Palácio do Planalto as propostas de impor severos ajustes na política fiscal, ao mesmo tempo em que se recusava a por em marcha a tão necessária flexibilização da política monetária. A economia brasileira já começava a reduzir de forma significativa seu ritmo de crescimento. E para piorar tudo, Dilma rompe com a última esperança proporcionada pelo amplo leque de forças políticas se formou em torno de sua reeleição, quando a candidata de “coração valente” prometia mudanças na direção da recuperação da via do desenvolvimento com redução de desigualdades e com a inclusão social.
 
A gota d’água da traição foi o convite encaminhado a um representante digno do financismo para comandar a economia. Diante da recusa do Presidente do Bradesco (Trabucco), Dilma aceitou o nome de seu segundinho – o diretor daquele banco privado, Joaquim Levy. O governo cedia em tudo e não conseguia, nem exigia, nada em troca. A partir de então, os mais exaltados do golpismo perceberam que não haveria tanto obstáculo assim ao seu intento maior. As votações do impedimento na Câmara dos Deputados e no Senado Federal revelaram a incrível facilidade com que se podia afastar um governo legitimamente eleito, mas que perdera toda a capacidade de rearticular sua base social popular de apoio..
 
A cereja do bolo foi o convencimento generalizado de que todos os males que o País padecia deveriam atribuídos à suposta incompetência da equipe econômica de Dilma. Não haveria razões para muita preocupação, pois a solução seria simples. Isso é o que asseguravam os analistas e colunistas que mais tramavam abertamente pelo golpe. Bastaria substituir Dilma por Temer que tudo se resolveria às mil maravilhas. A chegada de Henrique Meirelles ao Ministério da Fazenda com as devidas honras de salvador da Pátria mal escondia a realidade dos fatos Afinal, o ex presidente internacional do Bank of Bosnton havia sido o preferido de Lula para o posto desde 2015, além de ter ocupado o todo poderoso comando da política monetária durante os 2 mandatos do ex presidente à frente do Banco Central.
 
A queda de Dilma e o ingresso no paraíso.
 
“Primeiro a gente tira a Dilma, depois tudo se acerta” era o mantra que percorria os encontros de nossa elite. E assim foi seguido à risca o roteiro do golpe midiático-jurídico. Temer recupera as orientações gerais do programa “Ponte para o futuro” do PMDB e incorpora a nata do financismo para dentro de sua equipe. Meirelles no Ministério da Fazenda e Ilan Goldfajn no Banco Central representavam tudo o que desejavam os representantes da banca privada. Era a ante sala da redenção brasileira.
 
A promessa do golpeachment, no entanto, aos poucos começa a se transformar em uma “estória mal contada”. A implementação ainda mais radical da receita do austericídio só fazia aumentar os efeitos negativos da recessão e do desemprego. A manutenção da SELIC nas alturas e a obsessão por cortes radicais nas despesas sociais do orçamento só aprofundaram a gravidade do quadro. E a ingênua ideia de que a economia voltaria a crescer apenas por obra e graça dos belos olhos da duplinha dinâmica no comando da economia vai se derretendo com o passar dos meses.
 
A verdade é que os apoiadores da mudança sentem-se agora como vítimas de um verdadeiro estelionato golpeachmental. Num paradoxal contexto do avesso do avesso da ruptura programática praticada Dilma depois de sua reeleição, agora parcela dos setores que se aventuraram no impedimento flagrantemente inconstitucional se dizem enganados. Afinal, a eles havia sido prometido que bastaria substituir o ocupante do Palácio da Alvorada e os dirigentes da política econômica. E que isso promoveria uma profunda reversão das expectativas dos agentes econômicos e blá blá blá. Em síntese, o discurso que se consolidava de forma hegemônica por todos os cantos era de que os investimentos paralisados seriam rapidamente retomados e que o PIB voltaria rapidamente a crescer. Simples no último!
 
Retomada do crescimento exige o oposto do austericídio.
 
O problema é que o fenômeno econômico costuma se apresentar como um pouquinho mais complexo do que supõem os modelitos dos economistas que pensam com a cabeça de planilha. Os empresários não retomam seus investimentos apenas em função de um passe de mágica de promessas de mudanças. As tais das expectativas, tão amplamente alardeadas ao longo dos últimos meses, não dizem respeito apenas à entrada em cena de novos ocupantes de cargos no governo federal. O elemento fundamental para a libertação do chamado “espírito animal” dos capitalistas diz respeito às expectativas de retornos econômico-financeiros futuros associados à decisão de investimento no momento presente.
 
E no nosso caso atual há dois fatores essenciais que interferem negativamente para a retomada dos investimentos na economia produtiva real. De um lado, atua o elevadíssimo patamar da capacidade ociosa da economia brasileira – para aumentar a produção não é necessário nem investir mais. De outro lado, vemos os estratosféricos ganhos financeiros assegurados ao capital parasita na esfera da especulação financeira. Assim, ambos somam-se à recessão e ao desemprego, que reforçam negativamente as expectativas de consumo futuro. Afinal, com a economia paralisada, a renda média geral também cai e o elevado grau de endividamento dos governos, das empresas e das famílias não estimula em nada estimativas de acréscimos no ritmo de consumo já tão reduzido.
 
Os meios de comunicação bem que se esmeram na tarefa de blindar o novo governo em seus sucessivos escândalos e vem buscando amplificar de forma insistente o clima do “já ganhou” e do “agora vai”. Porém, todo esse esforço tem se revelado em vão. Os meses vão se passando desde a primeira votação do impeachment na Câmara dos Deputados em 17 de abril. E o próprio Temer acaba se mostrando inquieto com a ausência de boas novidades no horizonte econômico. Afinal, essa foi a promessa que lhe fizeram ao pé do ouvido. Algo na linha do “cuide da política, que nós nos ocupamos aqui da economia”. E viva a competência da equipe Fazenda/Banco Central!
 
“Expectativas frustradas”.
 
Ocorre que a realidade é chata, insistente e não deixa de ser retratada nas estatísticas oficiais. Agora parece que os grandes jornais e as redes de comunicação finalmente despertaram e não conseguem mais esconder os números apurados pelo próprio governo. Até o jornal Valor Econômico estampa em matéria de capa no feriado de 15 de novembro:
 
“As expectativas de recuperação da atividade econômica a partir deste fim de ano estão sendofrustradas. Depois dos maus resultados da indústria e do comércio no terceiro trimestre, alguns indicadores econômicos de outubro reforçaram a avaliação de que a economia vai encolher também nos últimos três meses do ano.” (GN)
 
 
  Temer pode até argumentar – ele também – que se sentiu ludibriado pelos espertalhões da seara financeira. Afinal, o único setor da economia que continua a apresentar lucros bilionários em seus balanços são os bancos. Insistir na armadilha de obtenção de superávit primário e arrochar as despesas orçamentárias excetuadas os gastos com pagamento de juros tem-se revelado como um verdadeiro tiro no pé. Todo mundo se encontra em falência ou em extrema dificuldade, enquanto as instituições financeiras vão surfando nos resultados que deveriam causar sentimento de vergonha nacional.
 
Os empresários se iludiram com as supostas maravilhas que seriam obtidas a partir da campanha do golpe. Assim, demonstravam expectativas positivas com o cenário futuro, quando indagados nas pesquisas. No entanto, quando perguntados se tinham intenções de aumentar os investimentos em seus próprios empreendimentos, a resposta era sistematicamente negativa. Ora, parece óbvio que essa conta não iria fechar nunca. Quais seriam essas tais “expectativas positivas” gerais que não se transformavam em aumento da capacidade instalada e não promoviam acréscimos em seus próprios investimentos?
 
A aposta na aprovação da PEC 55 e a continuidade desse desmonte assassino de nossa estrutura de direitos sociais básicos por longos 20 anos só deverá aprofundar esse caos. A tendência é de se virem aumentadas ainda mais as necessidades de apoio de políticas públicas como previdência, assistência, saúde, educação e demais. Mas o engessamento da Constituição com o tal “Novo Regime Fiscal” introduz no próprio texto a orientação da prioridade para o dispêndio orçamentário com elementos do financeiro e a redução relativa dos demais gastos sociais e com investimentos. O cenário aponta para a inescapável radicalização da luta social.
 
Quem apostou no golpe sonhando com harmonia social e crescimento econômico deve estar profundamente arrependido da ilusão em que caiu. A ruptura institucional e a insistência cega no austericídio só tem provocado elevação da temperatura nos conflitos por todos os cantos na Nação. A opção de Temer por introduzir na agenda política o tema da reforma previdenciária redutora de direitos só deverá colocar ainda mais lenha na fogueira. O perigoso endurecimento do regime em direção a uma forma particular de autoritarismo institucionalizado é fonte de preocupação até em esferas internacionais de direito.
 
Estelionato golpeachmental: a culpa é do Trump!
 
O recurso ao contorcionismo retórico é amplo e universal. Temer pode até ser convencido de que a “herança maldita” era maior do que sua equipe imaginava e que os efeitos inimagináveis da vitória de Trump nas eleições norte-americanas contribuíram para o fraco desempenho de nossa economia. A blindagem midiática continuará e outros eventos de jornalismo vergonhoso como a recente entrevista bajuladora da TV Cultura no programa Roda Viva poderão ser anunciados.
 
Mas o fato concreto é que houve um estelionato golpeachmental. Prometeram e não cumpriram. Lançaram mão de propaganda enganosa e não entregaram o prometido. A economia continua rateando e estamos mesmo na maior recessão de nossa história. Aliás, já tem banco grande aí fazendo as contas meio às escondidas e concluindo que talvez o crescimento do PIB não ocorra nem mesmo em 2017. A julgar pelas informações existentes, o fundo do poço ainda não foi encontrado.
 
 
* Paulo Kliass é doutor em Economia pela Universidade de Paris 10 e Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal.
 


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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