Arquivo para 3 de dezembro de 2016

DILMA, EM NOTA, REPUDIA A “PEQUENEZ” DOS GOLPISTAS PELA SUSPENSÃO DA VENEZUELA DO MERCOSUL. ESPERAR O QUÊ DOS OBSTRUÍDOS?

Resultado de imagem para imagens de dilmaA maioria da sociedade brasileira sabe que não se pode esperar qualquer ato de grandeza de golpistas. A única grandeza que eles praticam é a grandeza da estupidez. Obstruídos nos sentidos,na cognição e na ética não perpassam por eles qualquer corpúsculo de dignidade e inteligência. Vide exemplo o caso em que o golpista-mor pediu para que as famílias dos jogadores vitimados no acidente aéreo fossem encontrá-lo no aeroporto, como se ele fosse a figura mais ilustre do mundo. Um deus.

vene.jpgAgora, o entreguista Serra, como dublê de ministro das Relações Exteriores com várias delações na Lava Jato, impulsionado pela força de suas frustrações, onde o sintoma maior se expressa como contínuo derrotado ao cargo de presidente da República, usou de sua dor para suspender a Venezuela, primeiro país a se posicionar contra o golpe, do Mercosul. Ele chegou a afirmar que a Venezuela “aporrinha” o Mercosul.

Diante da violência diplomática – não esquecer que Serra é tão diplomata como os policiais que espancam manifestantes democratas – a presidenta eleita com mais de 54 milhões de votos, Dilma Vana Rousseff, publicou nota repudiando a violência internacional contra o país bolivariano classificando-o de “pequenez”. Também não esquecer que a “pequenez” inclui os governos da Argentina e Paraguai. O primeiro reacionário com tendência nazifascista. O segundo derivado de um golpe que serviu de modelo para as direitas do Brasil.

Leia a nota.

A decisão de suspender a Venezuela do Mercosul, anunciada pelos governos do Brasil, Argentina e Paraguai, é um ato e precedente perigoso e irresponsável pois compromete a convivência entre as nações da América do Sul.

Só faz política externa com porrete e ameaças um país imperial. Nação democrática tampouco desrespeita a soberania de um país-irmão.

A justificativa para a retaliação é inconsequente porque dos 41 acordos dos quais é exigida a adesão da Venezuela, o próprio Brasil não ratificou pelo menos cinco deles. Outros países do Mercosul também não adotaram algumas dessas normativas.

A suspensão é um recurso extremo e inadequado. No entanto, não se pode esperar muito do governo ilegítimo que usurpou o meu mandato por meio de um golpe parlamentar travestido de impeachment.

A medida mostra a pequenez do governo do Brasil diante das exigências da América Latina.

REPÚBLICA DE CURITIBA EM TRANSE, ESCRITO POR FUAD FARAJ

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  Do site Justificando.

Fuad Faraj

Promotor de Justiça

Os pretensos boys magia da Car Wash, na República de Curitiba, foram tragados por alguma espécie de histerismo paranóico diante de uma decisão tomada pela Câmara dos Deputados, em Brasília, que soterrou as desmedidas criadas e capitaneadas pelos magnânimos Redentoristas da Procuradoria da República. Travestido de projeto de iniciativa popular, as desmedidas apresentadas foram gestadas por longos meses no ventre de todos os Ministérios Públicos do Brasil, com utilização de expressivos recursos públicos.

Não me surpreenderia se tivéssemos a notícia de que palestras e assinaturas ao projeto fossem critérios de avaliação do estatágio probatório dos que recém ingressaram na carrreira.  Não se aventa, portanto, iniciativa popular nas medidas que propalavam necessárias para o combate eficiente à corrupção. Tudo foi um sortilégio. A iniciativa do projeto de lei é de um ente estatal chamado Ministério Público, o qual usou toda a sua estrutura e poder de fogo para buscar assinaturas de cidadãos induzidos a erro pelo título do projeto. O título do projeto de lei vendia combate à corrupção, mas o conteúdo dava ao cidadão também opressão e violação de direitos fundamentais.

De cunho autoritário, algumas delas buscavam solapar em suas bases o estado democrático de direito para que se erigisse, em seu lugar, um estado policialesco gerido por integrantes de um ministério cada vezes menos público e cada vez mais corporativo, unido na sanha persecutória inspirada no segregacionismo, na parcialidade seletiva e no sectarismo social, ideológico e político.

O Projeto aprovado, e talvez deva ser essa a razão do ódio profundo que suas Excelências devotam ao parlamento integrado por deputados eleitos pelo voto popular, inclui responsabilização criminal para promotores e juízes, entre outros atos, por atos ilícitos por eles praticados, antes “punidos” apenas na seara disciplinar. Com arroubos próprios de primas-donas descompensadas, sem qualquer razoabilidade, “ameaçaram” renunciar caso o projeto legislativo seja sancionado pelo Presidente. Um motim praticado por altos sevidores públicos, integrantes de uma Carreira de Estado, que estão no topo da pirâmide da remuneração estatal.  Este disparate dos Procuradores da República, junto com todo conjunto da obra, é algo inominável.

Queriam acaso poder violar, sem punição alguma, a Constituição e todas as leis do país? Acaso fazem parte de uma classe de superdotados infalíveis que deve ser colocada acima de todos os demais cidadãos para poder prejudicar com seus atos, impunemente, o cidadão, a nacão e o país?  A bem pouco tempo, a lembrança me é vaga, os ilustrados integrantes da Car Wash diziam que a lei deve valer pra todos. Para todos, menos para eles.

A julgar pelo que falaram, vê-se que são muito ciosos de si e os únicos que podem fazer alguma coisa para salvar o Brasil. Passam a impressão, por este discurso mendaz e bravateiro, que a Procuradoria da República são eles e o resto dos seus pares constitui o rebotalho sem cérebro e sem estampa daquela instituição. Os demais membros do Ministério Público Federal não devem valer nem mesmo o auxílio-moradia que recebem, quanto mais o subsídio integral. É sério isso, preclaros jurisconsultos?  

Vê-se que os bem dotados juristas desta novel república nos ensinam sempre uma nuance jurídica que escapa aos simples mortais como nós.  Assim como, para dar um único exemplo, aprendemos com eles regras nunca antes vistas no cenário jurídico nacional ou mundial, do tipo que estabelecem conduções coercitivas sem lastro em Lei e na Constituição, aprendemos agora que a um membro do Ministério Público se concede a prerrogativa de dar às costas ao seu trabalho e ir voltar ao dolce far niente de seu gabinete ou o que quer que possa ser entendido como “voltar às nossas atividades”.

Pelo nível do discurso, deve-se entender que são uns incendiários da República que propalam proteger. Seu discurso toca as almas daqueles embebidos de ódio e rancor, em busca da destruição de um inimigo, qualquer inimigo, que possa dar vazão, como num transe, aos seus sentimentos mais violentos e lhes sirva de catarse.

Nos passam a impressão, falsa espera-se, que não tiveram outro interesse além de levantar, através do uso absoluto dos meios de comunicação, uma massa de cidadãos com os quais se alinharam, desde a primeira hora, na ação e na ideologia, no ódio e no rancor, para concretizar uma ruptura institucional de consequências nefastas para o nosso Brasil.  Neste domingo, 4 de dezembro, todo planeta saberá, mais uma vez, que tipo de manifestações de massa eles tiveram a capacidade de invocar, provocar e estimular sem se importar com quaisquer consequências.

É sintomático perceber, e também é um traço revelador do que se trata, que olhando para o passado vemos uma sincronia temporal mágica entre as ações destes paladinos da justiça, do Juiz Supremo, dos vazamentos, das grandes manchetes, dos eventos políticos e das manifestações de rua. Nós, comuns mortais, sequer conseguimos planejar com tal acurácia e eficiência um almoço em família num domingo. Estes caras respeitáveis, notáveis juristas e comportados piás de prédio, fizeram uma “revolução”, alinhando-se, desavisadamente espera-se, ao que tinha de mais retrógrado no esquema de poder que submete este país debaixo de uma canga desde 1500.  A história não os absolverá.

Graças a esses gênios, pioneiros da jurdisdição-espetáculo, teremos, ano que vem, eleição indireta para eleger o Presidente da República pela primeira vez desde o fim do regime instaurado pela Redentora Revolução de 64.  Graças a esses notáveis de vanguarda, temos uma ÚNICA operação policial comandando os destinos de um país inteiro, gestada à forma de um seriado de televisão para durar anos, indo para a 4ª temporada, enquanto o nosso país definha econômica, social e politicamente.  Cansados da “brincadeira”, esses luminares agora ameaçam “renunciar”.  

Transformaram nossa terra numa Bananalândia.  Nosso País, com o recrudescimento das divisões internas que vão se tornando a cada dia mais inconciliáveis está deixando de ser uma Nação. Aos poucos, também, o Brasil vai deixando de ser uma País soberano.

Não, a história nunca os absolverá.

Fuad Furaj é Promotor de Justiça do Ministério Público do Estado do Paraná.

 

BYE BYE TEMER!

Beto Barata / PR

Matéria escrita por Tatiana Carlotti para a Carta Maior.

O golpista Michel Temer está em apuros. Não bastassem as denúncias de Marcelo Calero, as perguntas de Eduardo Cunha, as ações no TSE, agora, os promotores da Lava Jato pressionam o decorativo:

 “A nossa proposta é renunciar coletivamente caso essa proposta venha a ser sancionada pelo presidente”, afirmou o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, no que foi acompanhado pelo procurador Deltan Dallagnol, ambos da Força Tarefa da Lava Jato, em coletiva nesta quarta-feira(30.11.2016).

 O ato extremo dos procuradores da Lava Jato surtiu resultado: voltaram os panelaços, insuflados pela Rede Globo.

 Nas principais capitais do país, ouviu-se o ruído metálico dos apoiadores de Sérgio Moro, inconformados com as alterações promovidas pelos deputados, durante a votação do decálogo evangelizador do Ministério Público Federal: as Dez Medidas contra a Corrupção.

De nada adiantou as “vestais da ética” – Michel Temer, Rodrigo Maia e Renan Calheiros – afirmarem-se contrários à proposta de anistia a políticos que fizeram caixa dois em suas campanhas. A aparente vitória do Legislativo golpista sobre o Judiciário, não menos golpista, virou um pesadelo para o governo.

 A reação dos procuradores

 Apenas quatro medidas, como a criminalização do caixa dois, permaneceram intactas durante a votação, na última terça-feira (leia mais). Outras, como a legalização de provas ilícitas e a restrição ao habeas corpus, foram rechaçadas pelos parlamentares que incluíram uma emenda contra o abuso de autoridade no texto original.

 A nota dos procuradores da Lava Jato, lida pelo procurador Deltan Dallagnol, reage contra a doação da emenda: “o avanço de propostas como a lei de intimidação instaura uma ditadura da corrupção, um Estado de tirania, em que o poder é exercido fora dos limites com os quais foi conferido pelo povo”.

 Durante a coletiva de imprensa, nesta quarta-feira, Dallagnol questionou: “Empresários, investidores, acionistas e funcionários jamais permitiriam que pessoas corruptas continuassem na liderança da Petrobras. Por que a sociedade brasileira vai permitir que corruptos, pessoas investigadas por corrupção, continuem na liderança da empresa Brasil?”

 Dallagnol afirmou ainda que se não forem aprovadas as medidas do MPF contra a corrupção, o resultado da Lava Jato “pode ser um estado mais corrupto do que tínhamos antes e não melhor”.

 Vale destacar a preocupação dos procuradores em reafirmar o respeito à soberania do Parlamento. Na prática, porém, o respeito se evapora. A ameaça de debandada da Lava Jato é apenas mais um capítulo do autoritarismo característico da Operação comandada por Sérgio Moro.

 Na emenda aprovada pelos parlamentares foi estabelecida punição criminal àqueles que propõem ações de improbidade “de maneira temerária” ou “com finalidade de promoção pessoal ou por perseguição política”.  A emenda também proíbe a manifestação da opinião subjetiva de juízes e promotores sobre os processos nos meios de comunicação.

 Autopreservação

 Nesta quinta-feira, o juiz Sérgio Moro participou, ao lado de Gilmar Mendes (STF) e Renan Calheiros, do debate sobre a lei de abuso de autoridade no Senado.

 Ele entregou aos senadores um ofício, com um acréscimo à lei, vetando a criminalização da “divergência na interpretação da legislação penal e na avaliação de fatos e provas”.

 “Imprescindível evitar que seja criminalizada, na prática, a interpretação da lei e a avaliação dos fatos e provas pela autoridade judicial, pela autoridade do Ministério Público, e pela autoridade policial”, afirma o documento.

 Moro também destacou que “este não é o melhor momento para deliberar sobre o projeto” [lei de abuso de autoridade], porque isso poderá ser usado por criminosos para prejudicar o trabalho das autoridades.

 “Qual seria o momento adequado para discutir esse tema, de um projeto que tramita no Congresso há mais de sete anos?”, questionou Gilmar Mendes. “Vamos esperar um ano sabático das operações? Não faz sentido algum”, complementou.

 Calheiros também se manifestou, afirmando ser “equivocado navegar nas águas das teorias conspiratórias, passando a falsa imagem de que o projeto teria como objeto a intimidação de autoridades no exercício regular de suas funções”.

 Temer, por sua vez, preferiu se manter em silêncio: “vou esperar o momento certo, depois de o Senado analisar a matéria, para me posicionar sobre vetos ou sanções”. Já o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, em entrevista à Folha de São Paulo, atribuiu à ameaça dos procuradores como um ato de “cabeça quente”.

 Com a palavra, agora, o Senado Federal.

 O mesmo Senado, aliás, que acaba de aprovar a PEC 55, escamoteando a venda do país no Parlamento, enquanto a PM reprimia com ferocidade os manifestantes nas ruas de Brasília. Mas, a disputa de forças entre Judiciário e Legislativo não é a única bomba no colo de Michel Temer.

 O episódio Calero

 As denúncias de Marcelo Calero (ex-ministro da Cultura) já foram encaminhadas à Procuradoria Geral da República (PGR) e o áudio da conversa entre ele e Temer, incensadas nos onlines (confira aqui).

 Na gravação da conversa, porém, não há menção direta ao caso do IPHAN. O imbróglio criado por Geddel Vieira Lima, ex-Secretário geral da Presidência, será analisado junto às denúncias de Calero pela PGR a quem cabe o pedido de abertura de inquérito junto ao STF.

 Caso peça e o STF aprove o pedido, além de Geddel, poderão ser investigados Temer, Eliseu Padilha (Casa Civil) e Gustavo do Vale Rocha, assessor jurídico da Presidência.

 Segundo Calero, Temer o enquadrou em benefício de Geddel que, desde junho, pressionava o então titular da Cultura para alterar uma decisão do IPHAN, relativa à construção de um empreendimento imobiliário em Salvador. Leia também “Temer, cai ou não cai?

 Ao longo da última semana, as denúncias de Calero foram matéria do Jornal Nacional, da Rede Globo, que pediu, às claras, a cabeça de Geddel e expôs Temer, inclusive, divulgando a entrevista do ex-ministro da Cultura à jornalista Renata Lo Prete, no Fantástico de domingo.

 Além disso, outra frente ganha vulto contra a permanência do decorativo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 TSE

 A Folha de S. Paulo soou o alerta. Na reportagem “Campanha de Dilma pagou funcionários de Temer em 2014”, o jornalão da família Frias destacou o pagamento de salários de assessores de Temer pela Campanha Dilma, destacando que os dados em posse do TSE “colidem com um dos argumentos da defesa de Temer contra o pedido de cassação da chapa pela qual foi eleito”.

 No Tribunal correm três ações de impugnação da chapa Dilma/Temer, promovidas pelo PSDB e partidos coligados, “por abuso de poder político e econômico nas eleições”. Derrotados nas urnas, tucanos e cia. requerem a posse dos senadores tucanos Aécio Neves (MG) e Aloysio Nunes Ferreira (SP) como presidente e vice.

 O prazo estimado para votação dessa ação no TSE é o primeiro trimestre de 2017. Não espanta, portanto, o cuidado dos tucanos neste momento. Fora da mídia nos últimos meses, eles defenderam o governo Temer em relação às denúncias de Calero e criticaram o ex-ministro pelas gravações.

 Também ex-tucano, Calero está com as malas prontas para passar uma temporada no Rio, com abenção de José Serra.

 Golpistas criticam Temer

 Além do TSE e do episódio Geddel, outra bomba está montada contra Temer: Eduardo Cunha, preso na República de Curitiba, desde 19 de outubro. Nesta semana, sua defesa encaminhou 41 perguntas a serem respondidas pelo decorativo, arrolado como testemunha do ex-deputado. As perguntas são, obviamente, uma ameaça ao decorativo.

 Sérgio Moro, o juiz da Lava Jato, entrou em ação: indeferiu 21 questões.

 Não menos indicativas são as demonstrações públicas de outros personagens do golpe como o jurista Hélio Bicudo. Um dos autores do pedido de afastamento de Dilma Rouseff, Bicudo afirmou: “Michel Temer era um vice-decorativo e, agora, é um presidente decorativo. Não faz falta. Ao contrário, atrapalha”.

 A jurista Janaina Paschoal também se manifestou: “Temer precisa aprender com o que aconteceu com a antecessora”. Disse mais: “A democracia já estava ferida com a saída da Dilma. Por que, então, manter o Michel Temer? Todos sabem que ele não é de nada. O Temer trouxe o pessoal do passado para o presente. É um equívoco manter a estabilidade democrática através da burocracia”.

 Sem apoio popular, em meio a denúncias, ações no TSE e criticado publicamente, Temer vê seu prazo de validade esgotar. A questão, agora, é:

 Quem está no comando?

 Considerando que a imposição do Estado Mínimo, principal motivação do golpe, a resposta passa pelo núcleo duro do governo, ou seja, o núcleo econômico dominado pelos tucanos. Vem dele as medidas e reformas, entre as quais a PEC 55 (ex-241), que vão rasgar a Constituição de 88, ameaçando os direitos sociais e trabalhistas.

 Juarez Guimarães, no artigo “O PSDB golpista já controla o governo Temer?”, mostra vários personagens, historicamente ligados ao PSDB, que se encontram no comando do Banco Central (Ilan Goldfajn), da Petrobrás (Pedro Parente, ex-ministro do Planejamento de FHC), do BNDES (Maria Silva Bastos, ex-assessora de Eduardo Modiano), da Eletrobrás (Elena Landau dirigiu o Programa Nacional de Desestatização do governo FHC).

 Além de, claro, os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), apresentado como carro-chefe do governo; José Serra (Relações Exteriores); e Alexandre de Moraes (Justiça), ex-secretário de Segurança Pública de Alckmin, no comando da repressão.

 Resultado:

 Fala-se em combate à corrupção, crise econômica, sacrifício do povo, urgência das reformas trabalhistas e da previdência, enquanto R$ 500 bilhões são gastos apenas em pagamento dos juros da dívida pública, garantindo os ganhos e estabilidade a especuladores e rentistas.

A inversão é completa.

Com ou sem Temer, já estão dadas as condições para a drenagem do país pelas elites econômicas e financeiras nacionais e internacionais. Na montagem do circo, a mídia atua, disseminando o pânico contra a crise e o desemprego, criando mocinhos e bandidos de ocasião.

O fato é que, em seis meses, o Brasil deu meia volta e, agora, o futuro só mesmo pelo retrovisor. A partir de janeiro, a sucessão presidencial deverá ser feita por meio de eleições indiretas. Daí a pergunta: sem a garantia das urnas, quem virá depois do decorativo?

2017 já começou.

Leia também: Alô… Alô… Alô..? e Cai ou não cai?

Créditos da foto: Beto Barata / PR

FRENTE BRASIL POPULAR NOTIFICA QUE OS MOVIMENTOS SOCIAIS NÃO PARTCIPARÃO NO DOMINGO DA PROGRAMAÇÃO DOS REACIONÁRIOS AMIGOS DE CUNHA, FINANCIADOS PELO CAPITAL ESTRANGEIRO. SÍNTESE: GOLPISTAS-COXINHAS

 
 

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 Redação da Rede Brasil Atual.

Frente Brasil Popular convoca manifestantes para novo ato no dia 13, em Brasília

São Paulo – A Frente Brasil Popular (FBP), organização que reúne mais de 60 entidades, divulgou informe sobre a manifestação do próximo domingo (4), convocada pelo grupo conservador Vem pra Rua. “A FBP esclarece que não participará da manifestação convocada (…) Não compactuamos com a forma demagógica, oportunista e irresponsável com que este agrupamento convoca as pessoas para as manifestações”, afirma.

A Frente afirma que os integrantes do Vem pra Rua “são os mesmos que defenderam Eduardo Cunha e a perseguição política seletiva do Judiciário brasileiro e foram às ruas para defender o golpe de Estado e, com isso, contribuir para afundar o país em uma crise política, econômica e institucional”. O texto recorda o apoio dos grupos de direita ao processo de impeachment que destituiu a presidenta eleita em 2014, Dilma Rousseff (PT), que foi liderado peemedebista Cunha, cassado de seu cargo como deputado federal e presidente da Câmara por quebra de decoro.

“Financiado por organizações e partidos conservadores e instituições estrangeiras que objetivam impor ao Brasil o receituário neoliberal, eles são os mesmos que defenderam o golpe, Cunha e a perseguição política seletiva do juiz Sérgio Moro, agente do imperialismo norte-americano e das forças reacionárias internas”, diz a Frente.

O ponto central da reivindicação do ato é rechaçar as mudanças efetuadas pela Câmara no texto do projeto de lei de autoria do Ministério Público, intitulado Dez Medidas Contra a Corrupção. A Casa acrescentou um ponto polêmico, que pune membros do Judiciário por abuso de autoridade. Sobre o tema, a FBP acrescenta que “não compactuamos com a tese de quem votou a favor da emenda do abuso de autoridade seja caracterizado como a favor da corrupção e muito menos de que quem votou contra seja paladino da moralidade”.

“Estarão nas ruas aqueles que defendem que juízes e procuradores tenham plena liberdade para perseguirem quem desejar, seus alvos são predominantemente a esquerda e os movimentos sociais”, afirma a Frente, que também critica a reação do grupo de promotores que conduzem a Operação Lava Jato à aprovação da matéria pelo Legislativo.

Em clara tentativa de chantagem, afirmam, os promotores ameaçaram deixar seus cargos e a própria Lava Jato. caso o projeto não vingasse de acordo com o texto-base. “O Brasil não pode ser chantageado por uma casta de privilegiados que recebe salários acima do teto estabelecido pela Constituição, para impor ao povo um poder não referendado nas urnas e com sinais claros de elementos do fascismo.”

O comunicado da FBP foi motivado por boatos divulgados em redes sociais de que trabalhadores, juventude e movimentos sociais iriam se unir ao ato. “Os mesmos grupos que convocam a citada manifestação comemoram a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55, a PEC do fim do mundo, e a violenta repressão aos movimentos sociais em Brasília aos estudantes e trabalhadores que protestavam no dia 29 de novembro”, afirma.

Por fim, a Frente convoca juventude e trabalhadores em defesa da democracia para um ato no dia 13, quando a PEC 55 deve passar pelo plenário do Senado em segundo, e definitivo, turno. “Vamos persistir na luta para denunciar e derrotar a PEC da maldade e ao mesmo tempo protestar contra a violência que se abate sobre os manifestantes que estão nas ruas contra o golpista Michel Temer (PMDB) e sua quadrilha (…) Deslocaremos novamente delegações à Brasília para pressionar os senadores a votarem ao lado do povo.”


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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