Arquivo para 9 de dezembro de 2016

LULA, O PROFETA, ANTEVIU O PIOR

 

Dizem que a função do profeta é antever o futuro para poder controlá-lo, principalmente quando há a ameaça de um futuro destruidor. Mas na democracia um profeta necessita da participação de todos para que a profecia ameaçadora não se concretize. 

    O profeta Lula, antes do golpe que assaltou o Brasil tirando a presidenta Dilma Vana Rousseff do cargo outorgado por mais de 54 milhões de brasileiros, fez sua antevisão do que poderia ocorrer no país se as forças aberrantes dessem o golpe. Só que o profeta Lula ficou só. Salvo alguns movimentos sociais, sindicatos, parte da sociedade civil se manifestaram para que a profecia perversa não se concretizasse. Porém, não deu outra: o mal tomou conta do poder.

Escute a profecia de Lula antes do golpe e sinta como um profeta não ouvido é desesperadorpara a democracia.

NÃO ADIANTOU MORO CENSURAR PERGUNTA DE CUNHA A TEMER PORQUE DELATOR DA ODEBRECHT, CLÁUDIO MELO FILHO, COM RIQUEZA DE DETALHES CONTOU COMO FOI ENTREGUE A YUNES, AMIGO DE TEMER, DINHEIRO VIVO

Resultado de imagem para imagens de temer e eduardo cunhaSimples de entender, principalmente quando simples mortais se autopromovem a Deus iludidos de que os poderes de Deus podem também serem seus. Prova de que ignoram o princípio teológico que reza que quem nasceu homem jamais será Deus. Ou na moral-teológica: quem foi feito para pecar, jamais será o juiz do pecador. 

      Das 41 perguntas que Eduardo Cunha endereçou a Temer para responder sobre seu respeito, Moro censurou 21 afirmando que Temer tem foro privilegiado e as perguntas poderiam implicar em situação fora do caso. Não adiantou o esmero de Moro. O vice-presidente de Relações institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, em delação premiada ao Ministério Público Federal (MPF), segundo o jornalista Severino Mota do Buzzfeed, detalhou como foi realizada a entrega de dinheiro vivo ao advogado José Yunes, amigo de Temer, e para muitos, seu sócio, depois de um jantar que ocorreu no Palácio Jaburu, em maio de 2014.

    Segundo Cláudio Melo, da grana de R$ 10 milhões enviada ao PMDB, R$ 6 milhões foram para a campanha de Skaf, presidente da FIESP, símbolo do capitalismo predador, golpista do patinho contra a Dilma, e o os R$ 4 seguiram o destino de Padilha, conhecido nas rodas Toninho Malvadeza, Eliseu Quadrilha, para campanhas do partido. Nesse momento desesperado com novas acusações, além de grilagem.

     Para piorar o caso do golpista-mor, Temer. De acordo com a informação de Cláudio Melo, a grana não foi depositada em conta partidária como obriga a Justiça Eleitoral. A granoscópia foi entregue na Rua Capitão Francisco, N° 90, São Paulo. E de quem é esse endereço? Do amigo (sócio?) de Temer: José Yunes.

    Quando a filósofa Hannah Arendt afirma que a mentira pode até ocultar a verdade, mas jamais substituí-la, parece que ela conhecia a justiça brasileira. 

      Para lembrar o sarro de Eduardo Cunha (o igual) sobre seu cúmplice Temer e a censura de Moro.

    “1) – Qual a relação de Vossa Excelência com senhor José Yunes?

     2)-  O senhor José Yunes recebeu alguma contribuição de campanha para alguma eleição de Vossa Eleição de Vossa Excelência ou do PMDB, de forma oficial ou não declarada?”

        Como diz o filósofo social, todos eles estão certos. 

   

“ESTÁ NA CARA!”, NOVO ARTIGO DO EXCELSO JURISTA EUGÊNIO ARAGÃO

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Está na cara que a Presidenta Dilma foi derrubada para abrir a temporada de liquidação dos ativos do Brasil para uma comunidade internacional de banqueiros quebrados com a crise econômica mundial.

Está na cara que o Sr. Temer conspirou porque estava revoltado com seu papel de vice-presidente decorativo.

Está na cara que o Sr. Temer não tem legitimidade e nem estatura para gerente da liquidação a que se propôs com sua turba de ministros investigados por corrupção.

Está na cara que o maior interessado nessa virada fascisto-estelionatária tem nosso irmão do norte como maior beneficiado geopolítica e economicamente.

Está na cara que o a turba do golpe exerce o poder em benefício pessoal;

Está na cara que a PEC 55 vai nos devolver à condição de país frequentador do mapa da fome e vai expulsar milhões da recém adquirida condição de inclusão na sociedade e no mercado.

Está na cara que o projeto de reforma previdenciária visa a beneficiar fundos e seguradoras privadas com a transferência de rendas públicas e não tem nada a ver com a conversa de sistema deficitário.

Está na cara que o STF resolveu cuspir para cima num grande acordão para salvar o golpe e garantir a liquidação do estado brasileiro.

Está na cara que a Lava Jato foi e é um estratagema não só para derrubar o governo legitimamente eleito de Dilma Rousseff, mas também para varrer o PT da política.

Está na cara que o ano que vem vai ser uma ano mais violento que este é que não tem luz no profundo túnel em que o golpe nos projetou.
Mas, está na cara, dirão os golpistas: e daí? Só levamos o que sempre foi nosso e só emprestamos aos governos do PT em confiança, num gesto não correspondido!

E nós, está na cara, estamos condenados a dormir com um barulho desses se não reagirmos, e devolvemos à sociedade o que é dela: inclusão, dignidade e democracia.

Está na cara mas muitos não querem ver. E estamos esperando o quê?

 

“EUA AJUDARAM A LAVA JATO A MONITORAR LULA E DILMA, SUSPEITA ADVOGADO”, MATÉRIA DA ILUSTRE, SÁBIA E CORAJOSA JORNALISTA CÍNTIA ALVES

Jornal GGN – A defesa de Lula suspeita que além de a Lava Jato exportar irregularmente seus principais delatores para ajudar em procedimentos secretos nos Estados Unidos, a força-tarefa também aceita auxílio de autoridades estrangeiras, em território nacional, ou fazem uso de tecnologia por elas ofertadas, com o intuito de enquadrar o ex-presidente da República, entre outros objetivos.

Em entrevista ao GGN, realizada por e-mail, nesta quinta (8), o advogado Cristiano Zanin Martins questionou os métodos usados pela força-tarefa para monitorar o ex-presidente. Ele citou, inclusive, o episódio em que o juiz Sergio Moro vazou para a imprensa o áudio de uma conversa entre Lula e Dilma Rousseff, material que fomentou a tempestade perfeita para o impeachment.

“O que estamos vendo é que agentes públicos que integram a força-tarefa da Lava Jato estão atuando em conjunto com agentes estrangeiros, inclusive em território brasileiro, sem que haja qualquer formalização dessa cooperação. Isso parece estar ocorrendo não só em relação a delações premiadas internacionais, mas também em relação a atos de investigação e inteligência policial”, disse Zanin.

“Há agentes estrangeiros participando de monitoramento telefônicos, de análises cibernéticas? Que tecnologia foi utilizada para separar e divulgar, em apenas duas horas, uma conversa captada sem autorização judicial entre a então Presidente Dilma e o ex-Presidente Lula? São essas e outras situações que precisam ser esclarecidas, até porque há condutas penalmente relevantes que podem, em tese, estar sendo cometidas por determinados agentes públicos brasileiros”, acrescentou.

Zanin é um dos integrantes da banca de advogados que defende Lula no caso triplex, que está nas mãos do juiz federal de Curitiba, Sergio Moro – classificado pelo procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal na capital paranaense, como o “símbolo da Lava Jato”.

Moro, nas audiências do caso triplex, atendeu a pedidos do MPF e impediu que a defesa de Lula fizesse perguntas a delatores da Lava Jato sobre eventuais acordos de colaboração premiada com os EUA. Em uma das últimas oitivas, o magistrado chegou a dizer que não iria por em risco um eventual acordo com o Estados Unidos por “mero capricho” da defesa de Lula.

Os advogados tentam, sem muito sucesso, abordar o elo suspeito entre a força-tarefa e autoridades estadunidenses numa tentativa de demonstrar que as irregularidades cometidas colocam em xeque o valor das delações obtidas contra Lula. Até agora, pelo menos quatro testemunhas usadas contra o petista sinalizaram que foram abordados por agentes da terra de Donald Trump. Um deles, inclusive, deixou escapar que procuradores da Lava Jato intermediaram a conversa em solo tupiniquim.

A atuação de Moro para favorecer a Lava Jato e impedir que as suspeitas sobre os acordos com os Estados Unidos sejam esclarecidas representa um obstáculo a mais à defesa de Lula, avalia Zanin.

“A testemunha não pode se recusar a esclarecer um fato perante a Justiça brasileira sob o argumento de que tem uma ‘cláusula de confidencialidade’ com órgãos internacionais. O documento sequer foi mostrado. Mas mesmo que isso tivesse ocorrido, jamais poderia servir para impedir a realização de atos de instrução que estão sendo realizados pela Justiça do nosso País.”

O silêncio das testemunhas, autorizado por Moro, ofendem a legislação nacional e a soberania política do Estado brasileiro, prevista na Constituição.

ACORDO DE COOPERAÇÃO SUSPEITO

Dentre as questões feitas pela defesa de Lula que são censuradas pelo juiz Sergio Moro está a possibilidade de a Lava Jato ter intermediado acordos de colaboração entre seus delatores e agentes do Departamento de Justiça estadunidense tangenciando o Estado brasileiro, ou seja, sem participação das autoridades centrais desse país.

O decreto nº 3.810/2001, que versa sobre como devem se dar as ações conjuntas entre Brasil e Estados Unidos, prevê um procedimento específico para solicitações de cooperação entre Brasil e Estados Unidos em matéria de investigação, inquérito, ação penal e, “ao que parece, esse procedimento não foi observado. Ao contrário, pelo que se vê tudo está ocorrendo de modo informal e voluntarista, sem possibilidade de controle”, disparou Zanin.

O artigo II do decreto diz que cada país designará uma “Autoridade Central” para enviar e receber solicitações de cooperação. No Brasil, a autoridade central será o Ministério da Justiça, que na prática transferiu essa responsabilidade para a Procuradoria-Geral da República através da Secretaria de Cooperação Internacional (SCI).

Mas a SCI, hoje capitaneada pelo procurador da República Vladimir Aras, admitiu ao GGN que os procuradores de Curitiba abriram um canal direto com as autoridades estadunienses, ou seja, que qualquer cooperação que esteja em curso está ocorrendo não apenas sem a participação do Ministério da Justiça, mas à revelia da Procuradoria-Geral da República, comandada por Rodrigo Janot. Consultado pela reportagem, Aras disse que as questões sobre Lava Jato e Estados Unidos devem ser cobradas exclusivamente da força-tarefa de Curitiba “porque a SCI não participa dessa negociação”.

Procurada, a força-tarefa de Curitiba não quis comentar o caso.

Sem transparência do que ocorre entre a Lava Jato e autoridades dos EUA, o processo de Lula, na visão de Zanin, fica prejudicado. Como também fica prejudicada a soberania nacional, uma vez que não há controle do Poder Executivo sobre o que a Lava Jato está oferecendo aos EUA.

No artigo publicado no UOL, Anderson Bezerra Lopes apontou que os delatores da Lava Jato podem entregar aos EUA informações preciosas sobre as operações da Petrobras, colaborando para a deterioração da economia nacional.

“Em nenhuma hipótese é admissível que agente de Estado estrangeiro ingresse no território brasileiro para atividades de investigação criminal sem expressa celebração de acordo de cooperação. (…) Não é admissível o fornecimento de informações e documentos de caráter estratégico que estejam relacionados com a defesa nacional. Neste ponto, é preciso recordar que algumas dessas testemunhas ocuparam os mais altos postos de direção da Petrobras e, nessa condição, tiveram acesso a informações e documentos sigilosos acerca dos recursos naturais (por exemplo, gás e petróleo) e da política energética brasileira.”

Para Lopes, a Lava Jato está sujeita a ser investigada por crime de traição à pátria, se as suspeitas se confirmarem.

Na visão de Zanin, a Constituição em seu artigo 127 obriga o Ministério Público a defender a ordem jurídica, o regime democrático e os interesses sociais e individuais indisponíveis. “E é a mesma Constituição que estabelece como um dos fundamentos da República a sobenania, de modo que o País deve assegurar a independência nacional nas suas relações internacionais. A Constituição também estabelece que o mercado interno integra o patrimônio nacional, dentre outros fundamentos de proteção à economia.”

O espaço está aberto para o posicionamento dos procuradores.

BRASILEIRA BERTHA LUTZ FOI ESSENCIAL PARA MENÇÃO À IGUALDADE GÊNERO NA CARTA DA ONU

 

 Matéria publicada pelo Instituto Lula.

  A Carta da ONU, documento elaborado durante a conferência de San Francisco (Estados Unidos) em 1945 que deu origem às Nações Unidas, foi um dos primeiros tratados internacionais a mencionar em seu texto a necessidade de igualdade de direitos entre homens e mulheres.

Esse feito, por muito tempo atribuído a diplomatas de países desenvolvidos, na verdade foi fruto da insistência de mulheres latino-americanas presentes na conferência, lideradas pela cientista e diplomata brasileira Bertha Lutz. A conclusão vem do trabalho acadêmico de duas pesquisadoras da Universidade de Londres.Após consulta a documentos da época e às memórias escritas pelas poucas mulheres presentes na conferência, as pesquisadoras Elise Dietrichson e Fatima Sator concluíram que não apenas as latino-americanas foram responsáveis pelas menções à igualdade de gênero na Carta da ONU, como haviam enfrentado forte oposição de diplomatas norte-americanas e britânicas.Segundo as pesquisadoras, Bertha Lutz — com a ajuda de delegadas de Uruguai, México, República Dominicana e Austrália — reivindicou a inclusão da defesa dos direitos das mulheres na Carta e a criação de um órgão intergovernamental para a promoção da igualdade de gênero, enquanto a norte-americana Virginia Gildersleeve e assessoras britânicas se opuseram, classificando as propostas de “vulgares”.

Assista ao vídeo com imagens de Bertha Lutz e de outras diplomatas latino-americanas:

Para a diplomata dos EUA, as mulheres já estavam “bem estabelecidas” e a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres já era realidade nos EUA. Lutz respondeu durante os debates que “em nenhum lugar do mundo, havia igualdade completa de direitos com os homens”, e que havia sido encarregada pelo então governo Getúlio Vargas de defender justamente esse ponto na Carta da ONU.

Brasileira foi ridicularizada por diplomatas ocidentais

A feminista brasileira relatou em suas memórias que as diplomatas britânicas e norte-americanas chegaram a ridicularizá-la durante a Conferência de San Francisco, apelidando-a de “Lutzwaffe”, em referência à força aérea da Alemanha nazista.

De acordo com as memórias de Lutz, as diplomatas estavam “entediadas e irritadas com os longos e repetitivos discursos feministas” que, para a norte-americana Gildersleeve, eram desnecessários. No entanto, foram justamente esses discursos que garantiram a menção da igualdade de gênero no documento fundador da ONU, disseram as pesquisadoras da Universidade de Londres em seu trabalho.

Apenas quatro mulheres assinaram a Carta da ONU: Bertha Lutz (Brasil), Wu Yi-fang (China), Minerva Bernardino (República Dominicana) e Virginia Gildersleeve (EUA). Contudo, somente duas delas defenderam os direitos das mulheres: Lutz e Bernardino. Apesar disso, os livros de história creditam a todas elas a referência aos direitos das mulheres na Carta da ONU por conta de seu gênero, e não por suas ações.

“As delegadas latino-americanas eram as mais progressistas, suas posições foram determinantes para estabelecer o primeiro acordo internacional a declarar os direitos das mulheres como parte dos direitos humanos fundamentais”, disseram as pesquisadoras no trabalho entregue à Escola de Estudos Orientais e Africanos (SOAS, na sigla em inglês), da Universidade de Londres.

Em entrevista por telefone ao Centro de Informação da ONU para o Brasil (UNIC Rio), a norueguesa Elise Dietrichson afirmou que a intenção da pesquisa foi “reescrever a história” e dar o devido crédito às diplomatas latino-americanas, além de divulgar o trabalho da feminista Bertha Lutz, uma das principais sufragistas brasileiras.

“A ideia de que as mulheres ocidentais lideraram esse processo é totalmente equivocada”, disse Elise. “Isso ocorreu porque, frequentemente, as ideias vindas do Sul não são reconhecidas. (…) As relações internacionais são bastante eurocêntricas”, completou.

A importância das diplomatas latino-americanas é frequentemente negligenciada não somente por historiadores, como pelas próprias Nações Unidas em seus documentos de comunicação sobre a Conferência de San Francisco, de acordo com as pesquisadoras, que têm se comunicado com as equipes de Relações Públicas da ONU para mudar esse cenário. Em fevereiro, elas promoveram uma palestra em Nova York para divulgar o trabalho.

Segundo a pesquisadora norueguesa, a ONU Mulheres também têm dado espaço em suas redes sociais e sites para a divulgação da história e trabalho de Bertha Lutz na elaboração da Carta da ONU. A expectativa é de que seja realizada uma exposição sobre a brasileira este mês na sede da Organização em Nova York.

Ver imagem no Twitter

“A história não é algo que podemos só ler e confiar. É político o que é conhecido e qual parte da história não é”, disse Elise. “Por que o trabalho de Eleanor Roosevelt é conhecido e o de Bertha Lutz não está em nenhum livro de história quando falamos dos direitos das mulheres e da Carta da ONU?”, questionou. Eleanor Roosevelt não participou da elaboração da Carta, que ocorreu poucos meses depois da morte de seu marido, Franklin Delano Roosevelt.

Em entrevista por e-mail, a argelina Fatima Sator, que além de pesquisadora trabalha na ONU em Genebra, afirmou que alguns países do Sul tendem a assimilar o feminismo como uma ideia originada nos países desenvolvidos do Ocidente. “É importante mostrar como o feminismo não é uma invenção ocidental e que países não ocidentais precisam continuar lutando pela igualdade de gênero, como fizeram 71 anos atrás”, disse.

“Tendemos a ligar o feminismo e outras ideias progressistas ao crescimento econômico e desenvolvimento. Mas esses exemplos mostram que ideias avançadas não estão ligadas ao bem-estar econômico.”

Baixa participação feminina

O feito de Bertha Lutz é ainda mais importante quando verificado que apenas 3% dos 160 participantes da Conferência de San Francisco eram mulheres. Na época, elas só tinham direito de votar em 30 dos 50 países representados no evento convocado após a Segunda Guerra Mundial.

“Poucas pessoas na ONU atualmente sabem da contribuição da cientista e feminista brasileira Bertha Lutz e de outras participantes latino-americanas para o documento”, disseram as pesquisadoras no trabalho. “Isso ocorre porque a própria ONU não credita às mulheres latino-americanas o mérito pela inclusão dos direitos das mulheres na Carta”.

Uma de suas principais contribuições na Carta é o Artigo 8, segundo o qual “as Nações Unidas não farão restrições quanto à elegibilidade de homens e mulheres destinados a participar em qualquer caráter e em condições de igualdade em seus órgãos principais e subsidiários”. A sugestão enfrentou a oposição da diplomata dos EUA, segundo a qual “as mulheres não seriam excluídas de participar da Organização de qualquer maneira”.

Outras contribuições constam no próprio preâmbulo da Carta, que cita a igualdade de direito de homens e mulheres. Lutz fez questão de incluir a palavra “mulher” no texto, mesmo com colegas defendendo, na ocasião, que o trecho “direitos humanos para os homens” seria suficientemente inclusivo.

Lutz e outras feministas latino-americanas argumentaram ser “sabido que as mulheres têm sido incluídas no termo ‘homens’ ao longo dos séculos, e que isso sempre resultou no fato de que as mulheres foram impedidas de participar dos assuntos públicos”.

A inclusão dos direitos das mulheres no Artigo 1, que prevê como função da ONU “promover e estimular o respeito aos direitos humanos e às liberdades fundamentais para todos, sem distinção de raça, sexo, língua ou religião” também foi fruto da influência de Lutz na conferência. Esse último princípio é reiterado quatro vezes em diferentes trechos da Carta.

De acordo com as pesquisadoras, Lutz e Bernardino tinham consciência de que estavam representando países mais pobres, enquanto as próprias assessoras britânicas e a diplomata norte-americana afirmavam que o “feminismo espetacular” atribuído a Lutz só seria necessário “em países atrasados, onde as mulheres não teriam voz e nenhum direito”, de acordo com as memórias de Gildersleeve.

“De fato, as feministas norte-americanas presumem hoje em dia que as delegadas norte-americanas teriam combatido o machismo latino-americano. Nada mais longe da verdade”, disseram. “As origem de ideias globais e valores como a igualdade de gênero são frequentemente creditadas a atores ocidentais, mesmo que esse crédito não esteja correto.”

“Betha Lutz e suas colegas precisam ser homenageadas amplamente como um reforço poderoso e necessário para o feminismo global.”

Memórias de Bertha

A cópia das memórias de Bertha Lutz foram encontradas pela pesquisadora brasileira Ana Carolina Sarmento na biblioteca da London School of Economics (LSE). Ela compartilhou a informação com o diretor do Centro de Estudos Internacionais e de Diplomacia da Universidade de Londres, Dan Plesch, que, posteriormente, informou Elise e Fatima.

“As memórias eram de cair o queixo. Bertha Lutz, uma mulher que nós nunca tínhamos ouvido falar, explicava como ela e outras mulheres ‘não ocidentais’ lutaram para que a igualdade de gênero fosse incluída na Carta da ONU”, disse Fatima. “E, mais surpreendente, foi ler que as delegadas norte-americanas e britânicas se opuseram à maior parte das ideias feministas promovidas pelas latino-americanas”.

Nascida em São Paulo em 1894, Bertha era filha do médico e cientista brasileiro Adolfo Lutz e da enfermeira britânica Amy Fowler. Formou-se em Biologia na Universidade de Paris, onde teve o primeiro contato com a campanha sufragista inglesa.

Ela retornou ao Brasil em 1918 e passou a atuar como bióloga no Museu Nacional, como a segunda mulher a entrar no serviço público brasileiro. Em 1919, criou a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher, embrião da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino (PBPF). Representou as brasileiras na Liga das Mulheres Eleitoras, nos EUA, em 1922. Somente dez anos depois, em 1932, o voto das mulheres foi instituído no Brasil.

Bertha também atuou na Organização Internacional do Trabalho (OIT), onde discutia problemas relacionados à proteção do trabalho da mulher. Trabalhou como deputada federal em 1936, defendendo igualdade salarial, licença-maternidade e redução da jornada de trabalho para as mulheres. Morreu no Rio de Janeiro em setembro de 1976, aos 84 anos.

Além de cientista, Lutz focava esforços na defesa dos direitos das mulheres na atuação como diplomata. Para as pesquisadoras da Universidade de Londres, seu papel na elaboração da Carta da ONU foi essencial para a construção da luta feminista no mundo.

“Podemos perguntar, se não fosse por Bertha Lutz e por outras mulheres latino-americanas, onde estaria a igualdade de gênero hoje?”, questionou Fatima.

Clique aqui para ler a matéria no site da ONU Brasil .

“O LULA OPEROU MILAGRE, MALANDRO” AFIRMA O RAPPER MANO BROWN

“Os quatro governos de esquerda do Partido dos Trabalhadores ajudaram muito os pobres. Tinha gente que não comia, não vestia, não tinha vontade de viver. O Lula operou milagre, malandro.”


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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